Este Senhor (o "s" maiúsculo não é inocente) faz hoje 60 anos. E 41 deles são passados no Benfica. Os números são impressionantes: 575 jogos, 362 golos (média de 0,63 / jogo), 10 campeonatos, 6 Taças de Portugal e 2 Supertaças. É a mística em pessoa. Dos 362 golos, estes três foram certamente dos mais saborosos. Muitos parabéns, Néné!
P.S. - Apesar destes números, o Néné não era, como se sabe, consensual no 3º Anel. Por vezes, nós, benfiquistas, temos destas coisas. Prestamos mais atenção aos fait-divers como "não sujar os calções" do que aos golos marcados. Que este exemplo do Néné nos sirva de ensinamento para não sermos injustos com alguns dos actuais jogadores. Deixemos os "cabelos" de lado e concentremo-nos na sua importância no plantel. A mística também passa muito por aí.
(com os meus agradecimentos ao João Mendanha DIas, meu amigo e grande Benfiquista, feliz proprietário desta preciosidade)
Este é o "código postal" de uma agressão vergonhosa e cobarde que ficou impune.
Já mandei um mail de protesto à empresa 2045, e apelo a que façam o mesmo.
Os contactos:
link para o mail de contacto: http://www.2045.pt/contactar.php (foi o que eu usei)
Protestar só com os jornais e tv's não chega. Há que exigir a estes senhores que identifiquem o agressor e disponibilizem as imagens das câmaras de segurança.
SE necessário, podereremos também protestar junto das empresas às quais a 2045 presta serviços.
Mesmo não tendo nada a ver comigo, por vezes tento perceber porque é que as coisas acontecem. Qual é a razão para que “A” faça “B”. Desde ontem que, por mais voltas que dê à cabeça, não percebo como é que a lagartagem foi contratar o Carvalhal. Um treinador mediano que passou por equipas secundárias com pouco sucesso (excepção feita ao Leixões e Setúbal) e que foi despedido do Marítimo há três meses depois de... duas vitórias em 17 jogos! (Aliás, basta ver o que é que o Marítimo está a jogar agora com o Van Der Gaag, que conseguiu três vitórias em... quatro jogos!)
A única explicação que eu encontro é a seguinte: como o Domingos não está disponível, os lagartos foram contratar o outro treinador que conseguiu tirar pontos ao Benfica este ano. Não vejo outra hipótese! “Grande surpresa”, Bettencotonete?! Ah, pois foi! E bem divertida!
Mas a coisa ainda melhora: a vergonha é tanta que não vai haver conferência de imprensa de apresentação do técnico! Deve ser caso único no mundo. Há uma entrevista em vídeo no site oficial. E, para além disto, a inequívoca demonstração de confiança é fazer um contrato de... seis meses! Que fartote!
P.S. – Será que no dia 28 vamos ter, à semelhança da 1ª jornada, dois autocarros à frente da baliza e simulações de lesões de 10 em 10 minutos?!
O Record publica hoje uma notícia sobre o Benfica intitulada "Agora é a doer", em que o jornalista considera que o «período que se avizinha é o mais complicado da temporada até ao momento». Eu sei que isto não é coisa que se leia, mas não posso esquecer que há muita gente que a lê, à coisa, entenda-se, e que faz opinião a partir dela, e por isso não posso senão tecer uma observação acerca do título (e da notícia).
A ideia de que o Benfica "ainda não fez nenhum jogo a sério" (os tolos dizem "à séria") tem sido usada para justificar as vitórias e sobretudo as goleadas. Há inclusivamente um comentadeiro, líder dos zero cego - que nome tão apropriado para quando ele fala de futebol -, que considerou as goleadas "acidentes" (para mim, é evidente que acidentes são as vitórias por 1-0). É neste sentido que, creio, se diz que "agora" é que vai ser difícil, porque até aqui foi coisa "de meninos", como diria o Sr. Jorge Jesus. Mas vejamos: não jogámos nós em casa do primeiro classificado, poderá haver jogo mais "a sério" que isso? Ah, claro que não, estupidez a minha - aquilo foi uma roubalheira perpetrada por um palhaço e por isso ninguém pode levar aquilo a sério. Peço desculpa, têm razão, nesse sentido o Benfica não fez ainda um jogo a sério. Nesse caso, vou estabelecer o seguinte critério para determinar o que é um jogo "a sério": um jogo "a sério" será um jogo contra uma equipa contra a qual os nossos adversários tenham tido dificuldades. Parece-me justo. Vejamos, então. O fcp empatou em casa com o belenenses, logo o jogo com o belenenses será um jogo "a sério", sobretudo se for em casa do belenenses. Muito bem, mas o Benfica goleou fora o belenenses. Com o sportem (nem sei se o hei-de considerar um "adversário") aconteceu exactamente o mesmo. O Braga, primeiro classificado, foi perder a Guimarães, o Benfica foi lá ganhar. Hum, parece-me que este critério também não serve. Deve haver um critério qualquer que me escapa que é sabiamente usado por mentes iluminadas e que, esse sim, serve para determinar um jogo "à séria" (e não "a sério", pelo que vejo).
Mas aceitando, por absurdo, que "agora é a doer", continuo sem perceber o sentido da notícia - vamos jogar para a Taça contra o guimarães, que tem menos 15 pontos que nós; vamos jogar para a Liga com o sportem, que tem menos 11 pontos que nós; vamos jogar contra a académica, que tem menos 18 pontos que nós; vamos jogar contra o olhanense, que tem menos 17 pontos que nós; vamos jogar contra o fcp, que tem menos 5 pontos que nós. Hum, quer-me parecer que não é à Liga Sagres que se estão a referir. Ah!, estão referir-se à Liga Europa e ao facto de nos faltar jogar contra duas equipas que apenas têm 1 vitória? Não? Então a que diabo se estão a referir quando dizem que "agora é a doer" e em que raio estão a pensar quando dizem que o Benfica "ainda não fez jogos a sério"?
Se agora é a doer, venham de lá esses adversários e com muito molho por cima.
Vou ser muito honesto: ando para aqui há mais de uma hora a tentar escrever alguma coisa sobre isto, mas é impossível. Porra, o que é que se escreve sobre uma coisa destas? Quando uma pessoa pensa que já viu tudo, a vida surpreende-nos e enfia-nos isto pela cara adentro.
Tomem lá e não digam que nunca vos levei ao circo:
Dou uma semana para o Carvalhal andar de palito na boca a dançar o cancan enquanto faz solos de reco-reco.
Tento, tento e não consigo. Não consigo ficar indiferente à selecção portuguesa. Apesar de ser treinada por um pequeno treinador, pertencer a uma Federação presidida por um pequeno situacionista, estar descaracterizada e jogar um péssimo futebol, não consigo não torcer pela selecção. Isto não faz de mim mais ou melhor português do que os portugueses que não apoiam a selecção.
Ontem, lá fui à Luz para apoiar aquela malta. 60 mil espectadores mereciam mais do que aquele futebol envergonhadito de quem quer ganhar, mas tem medo de perder; de quem treme com o medo de arriscar; de quem anuncia ser candidato a campeão do mundo e se borra todo quando 2 bósnios fazem 3 passes seguidos junto à área lusitana. Todos os que lá fomos merecíamos mais do que um grupelho de futebolistas a espelhar o cinzentismo do treinador.
Portugal ganhou o jogo, os bósnios atiraram por 3 vezes a bola ao ferro da baliza portuguesa. Portugal ganhou o jogo e os adeptos bósnios festejaram… O jogo está no “intervalo”, Portugal ganha, mas a confiança está nos bósnios. Isto não são sinais dos tempos, são reflexos de uma campanha patética de uma selecção fragmentada, com um balneário dividido, com um Carlos Queiroz no banco e um Cristiano Ronaldo como capitão.
Ontem vi o jogo na vizinhança de Jorge Mendes e Cristiano Ronaldo. Foi interessante ver como Ronaldo sofre como um adepto normal. Sofre com o resultado que escasseia e com a exibição que não convence ninguém… nem o próprio Ronaldo. Tal como todos os que estávamos na Luz, ele percebeu a confiança dos adeptos bósnios na sua selecção. Tal como todos os que estávamos no estádio, na expressão e no comportamento dele estava presente o cepticismo dos portugueses. E no entanto Portugal ganhou.
Provável 11 inicial, a acreditar no site Mais Futebol:
Eduardo; Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Duda; Pepe, Deco e Raul Meireles; Nani, Liedson e Simão.
Não sei porquê, mas tenho a leve sensação de que hoje se vai começar a escrever o principio do fim de 2 coisas:
- a presença da selecção das quinas no Mundial da África do Sul (ficamo-nos pelo cheiro)
- a presença de Carlos Queirós(s) aos comandos da selecção portuguesa
Para bem de muitos portugueses que eu conheço e que vão estar atentos ao jogo, em detrimento do excitante Espanha vs Argentina, espero estar enganado.
Não tenho dúvidas que, se formos campeões, todos nos iremos lembrar deste momento como um dos mais marcantes na época.
P.S. - As minhas felicitações ao José Carlos Soares pelo não-lançamento da mesa ao ar aquando do golo. Se fosse eu, não poderia jurar que me contivesse, o que seria um pouco desagradável para quem estivesse no piso inferior...
Uma vez que não tenho tendências homossexuais ("not that there is anything wrong about that!"), peço que os jogadores do Benfica se abstenham de voltar a incorrer em semelhantes episódios lesa-coração, passíveis que são de me colocar a fazer figuras (ainda) menos consentâneas com um trintão que tem uma postura a todos os títulos irrepreensíveis, jogos do Benfica excluídos.
Brincadeiras à parte, foi de facto uma 2ª feira muito sofrida. Depois dos resultados do fim de semana, que pareceu ter sido feito à medida dos nossos interesses, seria muito mau se não conseguíssemos beneficiar dos desaires dos nossos rivais obtendo os 3 pontos contra uma das mais fracas equipas da Liga. Parece-me a mim, e esta opinião é muito pessoal porque como pude constatar no intervalo do jogo em conversa com alguns companheiros de blogue ela (a opinião) estava longe de ser consensual, que entramos em jogo a pensar que mais cedo ou mais tarde iríamos marcar o primeiro golo e que a este outros se seguiriam. Não contaríamos provavelmente com a estoica oposição do adversário bem como com um adversário dentro do adversário, o guarda-redes, que fez uma exibição a todos os títulos notável. Fez mesmo uma das melhores defesas que já vi um guarda-redes fazer, aquela na sequência de uma cabeçada de cima para baixo, como mandam as regras, do Javi Garcia.
Aceito que me digam que a exibição do guarda-redes e também algum azar (bola no poste de Saviola) acabam por explicar a falibilidade do meu argumento inicial, de que entramos com pouca intensidade no jogo, mas em minha defesa sempre recordo que a maior parte dos lances, senão a sua totalidade, surgiram na sequência de lances de bola parada. Longe de querer insinuar que os lances de bola parada não contam para as estatísticas ou que são merecedores de menores elogios para quem os aproveita, penso ser irrefutável que não são demonstrativos de dinâmica ofensiva, essa sim responsável pela criação de oportunidades de golo em lances de bola corrida.
Seja como for, os 3 pontos acabaram mesmo por vir parar ao nosso cesto e gostava de elogiar aquilo que é de elogiar, até porque fiquei convencido com a explicação que Jorge Jesus deu no final do jogo para explicar a tal falta de dinâmica: o facto de termos disputado 3 jogos, basicamente com os mesmos jogadores, em 8 dias. E o que quero eu elogiar? O sentimento que perspassa dos jogadores para o público e/ou vice-versa esta época. Às tantas parecemos um só, com o mesmo sentimento, levar o Benfica de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Vi por exemplo um Ruben Amorim a colocar as mãos na cabeça e a ficar desesperado depois da enésima defesa do guarda-redes navalista, sofrendo como eu estava a sofrer, quase como que se de um adepto se tratasse (eu disse "quase"?!?); eu vi o mesmo Ruben Amorim abraçar Javi Garcia já após o apito final do árbitro e feitas que estavam as despedidas do público da mesma forma que eu o teria feito se tivesse o privilégio de estar no relvado; eu vi David Luiz realizar uma exibição PORTENTOSA (perdoem-me o grito), puxando pela equipa, empurrando um adversário que estava a atrasar a saída de campo, antecipando-se vezes sem conta aos avançados e saíndo de imediato para o ataque, puxando pelas bancadas quando tudo parecia perdido (ou empatado que viria quase a dar ao mesmo), sendo enfim mais uma extensão de mim próprio em pleno relvado da Luz; eu vi um espanhol acabado de chegar a Lisboa encarnar na perfeição o benfiquismo, de uma forma que francamente deve parecer inverosímel a todos aqueles que não têm o prazer de sangrarem pelo Benfica, tendo além do mais a necessária claridez de espírito para cometer 0 (zero) faltas durante os 90 minutos de forma a não correr o risco de ficar ausente do derby com o Sporting; eu vi enfim mais uma vez Jorge Jesus a ser tudo aquilo que eu sempre quis para dirigir tecnicamente o Benfica, fazendo-me corar de vergonha de pensar tudo aquilo que pensei aquando da sua contratação.
A minha luta pessoal, desgastante como há poucas, para evitar a subida dos meus níveis de confiança aos píncaros do 3º anel, continua e parece estar para durar. Muitos anos de desgostos fizeram com que ela assentasse arraiais no meu espírito como se de um inquilino daqueles com uma renda irrisória se tratasse. Mas não prometo nada se obtivermos o resultado que eu espero que obtenhamos no próximo jogo do campeonato!
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O post deveria acabar aqui. Num mundo perfeito terminaria. Mas como estamos todos cansados de saber este não é um mundo perfeito (a ausência de títulos do Benfica exemplifica-o na perfeição) e portanto terei de falar do acontecimento trágico de ontem, na sequência do qual perdi um dos meus ídolos futebolísticos da maneira mais estúpida que pode haver, o suícidio.
Robert Enke, foi este o meu nick na internet durante vários anos quando comentava futebol e com isto creio dizer tudo ou muita coisa sobre o que eu penso sobre o nº 1 que ontem pôs termo à vida. Não apenas por me rever na sua origem (alemão, vindo para o Benfica directamente do meu outro clube, Borrussia Moenchengladbach) mas também por me identificar bastante com a sua forma de ser bem como com a forma como também ele pareceu entender a sua mudança para o Benfica em primeiro lugar e para Portugal em consequência, aprendendo a língua de Camões em "2 tempos" e integrando-se no clube e na sociedade de uma forma que me pareceu ser bruscamente, demasiado(!), interrompida com a sua saída para Barcelona. Embora o Benfica vivesse então um dos seus momentos mais caóticos estou certo de que bastas vezes ele se arrependeu do trajecto profissional que empreendeu após a saída do clube, tanto assim é que ainda há poucos meses ele confessava o seu desejo de vir terminar a carreira no Benfica. São decisões que se tomam, tal como aquela que tomou ontem de dizer adeus a tudo e a todos, caminhando de encontro a um comboio. Terrível sensação esta de sentir dor pela morte de alguém que não se conhece pessoalmente, sendo portanto um sentimento dificilmente explicável a quem por ele nunca passou, mas nem por isso menos verdadeiro.
É apenas mais um ídolo meu que parte, partidas que se têm intensificado estúpidamente nos últimos anos (sinal do meu próprio envelhecimento?), neste caso agravado pelo facto de ser alguém mais jovem que eu.
Por tudo isto, aufiedersehen Robert, ich hoffe du bist jetz in frieden.
Aqui o repórter Corto Maltese, mais conhecido pelo gajo que "muda de canal sempre que o Rui Moreira ou o outro Rui (que nem tem catgoria para que eu saiba o seu apelido) do Trio d'Ataque falam do Benfica", adianta em primeira mão que o Sporting acaba de revelar o nome do homem que vai substituir Paulo Bento no comando técnico da sua equipa de futebol.
É o Nobel da Literatura José Saramago e garante que, com ele, Jesus esta f*dido!
ps.
a/c do sr. órgão máximo deste blog:
Podia dizer f*dido não podia??? Lixado??? Tramado era melhor não era?
Épá! E agora?
Se eu escrevesse "É o Nobel da Literatura José Saramago e este garante que, vai causar enorme transtorno a Jesus!", isto não teria o mesmo impacto, pois não?
Foi um dos nossos. Partiu demasiado cedo do Benfica. Partiu demasiado cedo da vida. [link] e [link]
Aos cretinos (adjectivo que está na moda) do Jorge Coroado, Alexandre Albuquerque e Guilherme Aguiar deixo uma sugestão: usem calças ligeiramente mais largas porque é bastante inestético ver-vos a andar com um canto de um melão a sair-vos pelos entrefolhos.
Foi uma vitória arrancada a ferros. Foi preciso um enorme coração, muito sofrimento, e acreditar até ao fim. A merecidíssima recompensa que chegou no final, da cabeça do Javi García, reforça ainda mais (se possível for) a nossa crença em sermos campeões. Hoje todos, equipa e público (42.000 pessoas na Luz), sentiram o quão importante era esta vitória, e também por isso se justifica a forma como foi festejada. São jogos destes que fazem campeões.

A principal curiosidade para este jogo era ver quem ocuparia os lugares do lesionado Ramires e do castigado Cardozo. No caso do primeiro, foi o Rúben Amorim, e do segundo, a escolha caiu no Nuno Gomes. E confesso que mal soube desta escolha, torci o nariz, porque não me pareceu que fosse a escolha mais acertada para um jogo com o cariz que se adivinhava que este teria. E não foi preciso esperar muito tempo para vermos confirmadas as expectativas sobre como decorreria o jogo. Ou seja, teve sentido único, sempre para a baliza da Naval, já que os nossos adversários desta noite limitaram-se a defender durante praticamente todo o jogo, concentrando os seus onze jogadores nos últimos trinta metros do campo. E desde cedo foi possível ver que teríamos no guarda-redes da Naval uma adversário de respeito. O francês Peiser defendeu tudo aquilo que havia a defender, e levou os benfiquistas quase ao desespero. O Benfica na primeira parte, apesar do domínio total, não fez um futebol tão bonito como o habitual. A Naval dispôs-se bem tacticamente, e as investidas do Benfica, maioritariamente pelo centro e pela direita, esbarravam sempre num pé, numa perna, ou na cabeça de um jogador adversário. O Aimar estava quase sempre marcado em cima, e tinha pouco espaço e tempo para fazer o nosso jogo fluir da melhor maneira.
E depois notava-se, e bastante, a falta do Cardozo. Era necessária uma referência no ataque, e o Nuno Gomes não era capaz de ser esse jogador, já que optava por esconder-se do jogo, encostando-se ao último defesa à espera de uma oportunidade. O Cardozo é por vezes acusado de ser demasiado estático, mas julgo que foi evidente que o Nuno Gomes teve uma participação muito reduzida nas nossas jogadas de ataque, ao contrário das várias jogadas em que o Cardozo costuma aparecer a segurar a bola na frente e a soltá-la para os colegas, ou até mesmo em tabelas ao primeiro toque. Os primeiros momentos de maior perigo acabaram por surgir de bola parada, mas o guarda-redes da Naval estava lá para defender os livres do Di María e do Javi García. O Benfica nunca deixou de insistir - tendo em conta que a Naval quase nem conseguia ter a bola durante mais do que alguns segundos, era difícil que tal não sucedesse - mas o golo estava difícil de surgir. Já era difícil furar a muralha defensiva da Naval, mas quando tal acontecia ainda surgia o guarda-redes como uma última barreira quase intransponível. Após uma boa jogada do Di María, conseguimos uma rara ocasião em que Nuno Gomes ficou em boa posição para marcar, mas demorou algum tempo a rematar e foi desarmado. Já quase sobre o intervalo foi o Saviola, no sítio do costume (ao segundo poste) a acertar no ferro após um canto, e a aumentar a preocupação de que estivessemos perante um daqueles jogos em que a bola não entrava mesmo que lá ficássemos a noite toda.
Para a segunda parte, nada de novo. Apenas e só um sentido de jogo, a Naval encostada à sua baliza, e um Peiser inspirado mais alguma sorte a fazerem com que um cada vez mais injusto nulo se mantivesse no marcador. Logo a abrir, uma falhanço incrível do Nuno Gomes numa recarga a um remate do Javi dava o mote. Em relação à atitude da Naval, no entanto, parece-me que não era a sua intenção defender de forma tão pronunciada, até porque é quase suicídio deixar-se ser sufocado desta forma. Mas isto foi também resultado da pressão enorme que o Benfica e também, porque não dizê-lo, todo o Estádio da Luz exerceram sobre o adversário. Não é que eles não quisessem contra-atacar e tentar ter também posse de bola, pura e simplesmente não o conseguiram (a posse de bola do Benfica deve ter ficado próxima dos 70%). Depois, elogio o facto de a Naval não ter recorrido ao antijogo. Ao contrário do que tem sido habitual nos nossos adversários, não houve jogadores a simular lesões, houve dureza mas não violência, e não vi os nossos adversários em constantes provocações e quezílias com os nossos jogadores. A oposição que a Naval nos fez foi puramente em termos tácticos, e leal, já que lutou com as armas que tinha. Começa a ser uma raridade na nossa liga, e por isso julgo que merece ser mencionada.
O Benfica continuou a martelar sobre a muralha da Naval, mas os remates acabavam sempre por encontrar um obstáculo. O Di María, com um grande remate, fez a bola voltar a acertar nos ferros da baliza (ainda com a contibuição do guarda-redes, que toca na bola). Tentou-se de tudo, desta vez com maior predominância pela esquerda, onde o Di María, apesar de algo desastrado e mais individualista do que seria desejável, era um dos jogadores mais em foco. O nosso treinador lançou para dentro do campo os dois pontas-de-lança que tinha no banco, Keirrison e Weldon, mas o golo parecia, ainda e sempre, difícil de conseguir. Até que, a um minuto do final, o Di María sofre uma falta na esquerda do nosso ataque. Já vimos a nossa equipa marcar vários golos assim esta época, e por isso a Luz acreditou, e puxou ainda mais pela equipa (durante todo o tempo de jogo, apesar do empate persistir, apesar das coisas nem sempre sairem bem aos nossos jogadores, nunca se ouviram assobios, e o apoio à equipa foi constante - e esta tem sido uma das nossas grandes forças esta época). O Di María marcou o livre, e no centro da área surgiu o Javi García a cabecear exemplarmente e (finalmente!) de forma indefensável para o fundo da baliza. E se calhar, nenhum dos jogadores em campo merecia mais aquele golo. Foi a explosão na Luz, o libertar de toda a tensão acumulada perante aquilo que já parecia ser um golpe injusto do destino. O apito final selou uma vitória que, todos nós o sentimos, poderá ser importantíssima na caminhada para o título que desejamos.
O melhor em campo, também pelo golo, mas não apenas por isso, foi para mim o Javi 'É uma vergonha' García. Que grande jogo fez o espanhol, quer nas suas tarefas habituais de recuperação da bola e auxílio à defesa, mas também empurrando a equipa para a frente e colaborando no ataque sempre que possível, tendo arriscado o remate de longe em várias ocasiões. O Di María, apesar dos 'pecados' que lhe apontei anteriormente, foi sempre um jogador importante na dinamização do nosso ataque, nunca se escondendo do jogo e assumindo a responsabilidade de ter a bola e conduzir os ataques. Bom jogo também do David Luiz e do Coentrão a lateral, pela terceira vez consecutiva para a Liga.
Agora lá teremos que parar mais uma vez para dar lugar aos habituais dislates e disparates do Queirósz e companhia. Mas vamos para esta pausa com a tranquilidade de termos voltado a apanhar os líderes, e de termos aumentado para cinco os pontos que nos separam dos andrades. O jogo desta noite era um daqueles momentos decisivos, e a equipa mostrou ter garra, alma e coração para alcançar o sucesso. É um orgulho vermos a nossa equipa jogar assim, e com esta atitude. À Benfica.
Javi García: «Foi uma honra marcar».
Caro Javi,
a honra, essa, é toda minha, de te ver no relvado - jogador feito, de águia ao peito e fogo no coração - semana após semana, e perceber que sempre foste do Benfica e não sabias.
Este resultado também dá para ganhar.
E apesar do sofrimento, o mérito da vitória é tão indiscutível como daquelas em que conseguimos golear.
É o nosso momento. É a nossa hora. Se formos campeões, no final da época vai dizer-se que este foi um dos momentos marcantes. Temos a oportunidade (quiçá única em toda a temporada) de ganhar oito(!) pontos aos nossos mais directos rivais.
Só que vamos defrontar um adversário poderoso. Um adversário que sozinho consegue invalidar o esforço de 11 pessoas. Um adversário que, da única vez na vida que nos beneficiou, teve que ser o fiscal-de-linha a induzi-lo em erro. Um adversário que, para não ir mais longe, há dois anos nos tirou da Liga dos Campeões perto do final da época (recordam-se?).
O que é que nós, adeptos, podemos fazer para que esse adversário não influencie como habitualmente um jogo contra nós? Comparecer em massa no estádio. No mínimo, 50.000 numa 2ª feira à noite, para que o Sr. Lucílio Baptista nem sequer pense em voltar a fazer o que sempre fez durante toda a sua carreira quando nos encontrou. É absolutamente necessário que estes senhores sintam o peso do Inferno da Luz e, sim, se sintam intimidados por ele. Não para nos favorecerem, que nós não queremos vitórias e títulos com sabor a fruta, chocolatinhos e café com leite. Mas para serem isentos. Ao menos uma vez na vida. Para que quem seja campeão o possa ser com o que demonstra no relvado e só no relvado. É altura destes senhores aprenderem que nós só exigimos isto. A bem ou a mal.
E este post é para ti, benfiquista, que, podendo, não estavas a pensar em ir ao jogo por ser contra a Naval e a uma 2ª feira à noite. Na semana passada, um jogo equilibrado tornou-se desequilibrado por causa de factores externos. Os jogadores do Benfica merecem o teu apoio. E a tua voz é precisa para que o que se vê no vídeo acima não se volte a repetir. Com os resultados deste fim-de-semana, esta partida passou a representar muito. Só o saberemos no final da época, mas talvez até um campeonato…
P.S. - Verás que daqui a uns anos te vais sentir satisfeito por poderes contar aos teus netos que estiveste presente. Que ajudaste na vitória. No jogo em que começámos a ganhar um campeonato.
O presidente do Sporting chamou “terroristas”, “anormais” e “cretinos” a um grupo de sócios (que não definiu) do seu próprio clube.
Choramingou na conferência de imprensa em que anunciou que o treinador se demitiu.
Tirou o casaco e decidiu que ia aos fagotes de um sócio que o contestou.
Anunciou uma caça às bruxas dentro do seu clube.
Viu o seu treinador demissionário comunicar que um dos grandes problemas do Sporting é o complexo de inferioridade perante o Benfica.
Viu o seu treinador demissionário confirmar aquilo que ele, o Bettencourt, dissera acerca da depressão que os bons resultados do Benfica provocaram no Sporting.
Pelo meio, falou da “cagança” que está deficitária nos futebolistas do seu clube e ainda fez alusões ao facto de não se sentir “corno”.
Para finalizar, viu o seu clube levar com mais um empate e ser atirado, à décima jornada, para o oitavo lugar do campeonato.
Por mais que me esforce, e esforço, não consigo criar uma ficção em torno do sportém mais divertida do que a realidade daquela gente.
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No FC Porto a grande surpresa foi o facto de, contra todas as expectativas legítimas e fundadas na tradição, o Marítimo não lhes ter aberto as perninhas. De facto, e isto vos garanto, poucos esperariam tal coisa.
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Domingos Paciência teve sábias palavras quando, após uma derrota em Guimarães, latiu que “por vezes, um lance, uma decisão do árbitro, pode mudar todo um jogo.” Chegaram com uma semana de atraso, mas chegaram. Tal com aquelas em que ele, que enquanto jogador foi um dos maiores fiteiros das últimas décadas, condenou os futebolistas que simulam faltas. A continuar assim, ainda verei o Domingos condenar a corrupção no futebol português.
Cheira-me que a seguir é o Sportem a pedir a demissão. É o que normalmente acontece quando o Cabeça de Cotonete diz que qualquer coisa é 'forever'.
Após o 'soluço' em Braga, regresso à normalidade das vitórias, com uma exibição categórica, sobretudo na segunda parte. Face ao outro resultado do grupo, esta vitória deixou-nos à beirinha da qualificação, e só uma conjugação de resultados bastante improvável é que poderia colocar em causa a nossa passagem à próxima fase da competição. E foi tão bonito ouvir os adeptos benfiquistas em Goodison Park cantar 'E ninguém para o Benfica'.
Para além da já habitual troca de guarda-redes na Liga Europa, outras alterações, mais ou menos esperadas: Rúben Amorim no lugar do Maxi, David Luiz na esquerda, entrando o Sídnei para o centro da defesa, e subindo o Coentrão para o meio campo, para a saída da equipa do Aimar. Quanto ao Everton, pareceu que a goleada na Luz os fez ter mais cautelas, já que optaram por jogar com apenas um avançado, apoiado mais de perto pelo Fellaini, e colocaram mais um homem no meio campo, talvez com a intenção de evitar o jogo de passes rápidos do Benfica. A primeira parte pareceu-me ter sido geralmente mal jogada, e foi algo aborrecida de ver. A superioridade do Benfica nunca me pareceu estar em causa, mas houve demasiados passes falhados, e durante alguns períodos entrámos na onda do Everton, optando demasiado por passes longos. Esperava que fosse o Di María a opção para fazer de Aimar, mas a opção caiu preferencialmente sobre o Ramires, e geralmente sem resultados muito positivos, já que nos faltou capacidade para fazer posse de bola no meio campo adversário. Os nossos alas também estiveram discretos nesta fase, e esta primeira parte acabou por ter assim poucos motivos de interesse. Só a cerca de cinco minutos do intervalo houve um safanão na monotonia, quando o Coentrão arrancou um bom cruzamento da direita, e o Cardozo cabeceou a bola ao poste, para depois na recarga o Saviola obrigar o Howard a fazer uma boa defesa. Ainda antes do intervalo, uma preocupação com a lesão do Ramires, que foi substituído pelo Maxi.

A segunda parte foi muito diferente. O Benfica, inicialmente, pareceu estar a jogar num 4-4-2 linear, pois após a saída do Ramires o Maxi foi ocupar o seu lugar na direita da defesa, e o Rúben foi jogar praticamente ao lado do Javi. O Benfica começou a mostrar mais o seu jogo, a trocar muito melhor a bola junto à relva, e a pressionar mais alto. O Di María passou a estar muito mais em jogo, e nas saídas rápidas para o ataque a dar cabo do juízo aos jogadores do Everton. E na altura certa, o Jorge Jesus lançou Aimar para o jogo, para fazer girar o carrossel. Sinceramente, pelo que estava a ver, acho que mesmo sem o Aimar em campo o Benfica acabaria por chegar ao golo. Até porque momentos antes da entrada dele já o Di María, isolado exemplarmente pelo Cardozo, tinha conseguido não acertar na baliza. Mas após alguns momentos com o Aimar em campo, e já de regresso ao 4-1-3-2 habitual, o Benfica chegou ao golo. Após um contra-ataque conduzido pelo Di María, este combinou com o Saviola e, beneficiando de um ressalto, El Conejo fez, de pé esquerdo, o seu sexto quinto golo em seis jogos para a Liga Europa. Faltava então pouco menos de meia hora para o final do jogo, mas após aquele golo ficou-se com a sensação de que a vitória já não fugiria, porque o jogo parecia estar completamente sob controlo. A quinze minutos do final o Cardozo, beneficiando de novo ressalto, deu a machadada final no jogo, e até final os nossos jogadores quase que se limitaram a recrear-se com a bola, sendo o único sobressalto uma grande defesa do Júlio César a um remate à queima-roupa, evitando o golo de honra dos ingleses.

A equipa esteve bem num todo, e foi por ter funcionado bem como um todo que vencemos esta noite. A defesa esteve bastante sólida, não se notando que o Sídnei estava ausente da equipa há tanto tempo, sendo também de destacar a exibição segura do Júlio César, mesmo sem ter tido muito trabalho. O Di María fez um bom jogo, que poderia ter sido muito melhor se não tem desperdiçado aquela ocasião flagrante, e o Saviola voltou a mostrar a sua classe. Mas devo mencionar também o grande jogo que o Javi García fez no meio campo defensivo, e ainda o Rúben Amorim, que foi um jogador de grande utilidade nas diversas funções que acabou por desempenhar ao longo de todo o jogo, tendo passado por três posições diferentes.
Aqueles que esperavam pelo descalabro da equipa após a jorgesousada de Braga vão ter que esperar mais um pouco. Este ano não só a equipa tem mostrado o futebol que sabemos, como tem demonstrado uma solidez mental muito grande, respondendo sempre da melhor forma a um mau resultado. Agora é prepararmo-nos para a visita à Luz de mais um antibenfiquista primário, de seu nome Inácio, na próxima segunda-feira.
Não me vou alongar muito, porque na verdade não se justifica. O Benfica está no caminho certo, tem uma massa crítica ímpar e uma panóplia de soluções e uma flexibilidade (veja-se os contratos com a Centralcer e Adidas, por exemplo) que apenas estão ao alcance de um clube com a sua grandeza (desde que gerido da melhor forma - como está a ser).
Aquele roncolhito converso, aquele pequeno Salvador, presidente do Braga, não passa de um marranito (no verdadeiro sentido do termo) catequizado e convertido à metodologia trauliteira de Pinto da Costa. No entanto, esqueceu-se de que não é por enfeitar os cornos com azevinho que um caracol chifroso se transforma em árvore de natal. E, como mau aprendiz, ordenou à capangada que fizesse as coisas às claras. O pequenote (no verdadeiro sentido do termo) esqueceu-se de açaimar a bicharada e estes deram barraca em público, à vista de todos, para que todos vissem.
É uma pena, pois de onde se esperava um sucessor à altura do dono dos andraes saiu um bastardinho. Cumpridor, é verdade, mas bastardinho.
Muito honestamente, os adeptos do Braga deviam-se sentir insultados por um conjunto de bandalhos dirigentes andar a reduzir o seu clube a uma espécie de capanga institucional para trabalhos imundos do clube liderado por gente que recebe árbitros em casa.
Peço desculpa ao D'Arcy por sem a autorização dele fazer um "sequel" do seu post (pelo menos em título), mas CONFIANÇA é mesmo a mensagem que quero fazer passar. Perdemos um jogo, nada está perdido.
Dito isto, algumas notas soltas.
1 - É evidente que há uma concertação de esforços vários, fora do campo, para parar o Benfica. Já aqui e no debate televisivo se falou dos prémios extra às equipas que tirem pontos ao Benfica. Para além disso, parece haver um padrão de comportamento dos nossos adversários que consiste em provocações a jogadores e elementos do Benfica ao intervalo, junto e dentro dos famigerados túneis, com o objectivo óbvio de provocar reacções que levem a expulsões, processos, etc. Em braga até foram bem sucedidos.
2 - As imagens televisivas mostram claramente Cardozo a ser agredido na molhada que se fez à entrada do túnel. Pelos vistos, a confusão continuou dentro do túnel, inclusive com a participação de "gorilas" da 2045, mas o resultado "salomónico" foi expulsão de Cardozo e de Leone. No entanto, os restantes agressores, nomeadamente Nei, ficaram impunes.
3 - A dualidade de critérios na amostragem de amarelos foi evidente. Exemplo mais flagrante, a falta do João Pereira sobre o DI Maria na segunda parte, à entrada da área, no mínimo semelhante à que deu o amarelo ao Fábio logo no início do jogo. Mas aqui o amarelo, que seria o segundo, ficou no bolso do árbitro.
4 - Do golo anulado já se falou o suficiente. Mais palavras para quê?
5 - Houve uma inusitada quantidade de mãos de jogadores do braga em jogadas perigosas, culminando com uma bem dentro da área. Julgamento do árbitro em todos estes lances? Tudo casual.
6 - Não sei se perdemos por culpa do árbitro ou não. Houve muita culpa própria neste resultado. Mas como todos sabemos jogos equilibrados decidem-se frequentemente por pormenores, e mesmo um só erro de arbitragem pode ser decisivo. Ninguém pode negar que se o nosso golo fosse validado a história do jogo seria diferente.
7 - Não me parece que o braga tenha capacidade para ser campeão apenas à custa da sua qualidade - que aliás é elevada. O Benfica é claramente superior. Mas com as ajudas da arbitragem que têm acontecido, é um facto que podem ser campeões. Já vimos isso com o boavista, há uns anos.
8 - É fundamental que a nossa Equipa dê resposta adequada já na 5ª feira em Liverpool, e depois na 2ª contra a Naval.
9 - Temos de permanecer atentos a tudo o que neste futebol português se "joga" fora do campo. Sem entrar em histeria, mas denunciando com firmeza todas as situações que nos prejudicam, apresentando factos e argumentos. Tem de ser possível, seguramente, encontrar na comunicação social aliados para este combate.
Repito: a derrota custou muito, mas a minha CONFIANÇA ficou inabalada.
BENFICA CAMPEÃO!
Peço desde já desculpa por não fazer uma crónica detalhada. Mas acabei de chegar de Braga, e sinto-me exausto, tanto física como mentalmente. A vontade e inspiração para escrever não pode, portanto, ser muita. Sinto que me falta também objectividade, porque não consegui estar sentado a ver o jogo com a atenção devida. Fui apenas mais um benfiquista na bancada, a sofrer pelo meu clube, e sem grande capacidade para estar a prestar muita atenção aos detalhes do jogo.
Perdemos pela primeira vez esta época numa competição interna. Alguma vez haveria de acontecer, e perante dois adversários fortes, a noite de hoje era uma ocasião propícia para que tal acontecesse. Um grande benfiquista uma vez disse-nos para prestarmos atenção à forma como as coisas se passavam no futebol português, e como quando a nossa equipa estava a crescer, em momentos em que poderíamos dar passos importantes e decisivos, se ergueriam sempre barreiras para nos bloquear. Hoje comprovei mais uma vez que é assim que as coisas se passam.
O Benfica entrou mal no jogo de hoje - ou poderíamos dizer que foi o Braga que entrou bem, mas a mim só me interessa o Benfica e estou-me nas tintas para as outras equipas, cuja existência ou acções são apenas olhadas de forma relativa ao Benfica. O resultado dessa má entrada foi sofrermos um golo logo aos sete minutos de jogo, resultando de um livre muito lateral sobre a linha de área. Não quero estar a apontar culpas, nem a discutir este tipo de coisas numa altura em que o mais importante é a união. Digo apenas que não gostei da forma como sofremos este golo, que me pareceu poder ser perfeitamente evitável em circunstâncias normais. A reacção da equipa ao golo foi boa. Imediatamente o Benfica carregou sobre o adversário, e entrou num período em que desenvolvemos diversas jogadas de ataque perigosas, e rematámos à baliza adversária. Numa dessas jogadas, e após uma saída idiota do Eduardo da baliza - algo que repetiu em praticamente todas as saídas a cruzamentos que efectuou durante o encontro - chegámos ao golo do empate, com alguém (lamento, mas no estádio não me consegui aperceber de quem foi) a cabecear para a baliza vazia, mas o cabraozinho (peço desculpa pelo termo, mas neste momento isto é o mais correcto que consigo ser) do Jorge Sousa, solícito, anulou o golo por algo que ninguém no estádio pareceu conseguir ver. Este tipo só precisa que lhe seja dada uma oportunidade para nos lixar. E nós demo-la, tendo ele aproveitado para a agarrar com unhas e dentes. Não foi só por aí que a coisa correu mal. Podemos queixar-nos de nós próprios, sobretudo de alguma precipitação no ataque. Houve muitos passes finais que não saíram, ou saíram sem qualidade, o que nos levou a desperdiçar situações de potencial muito perigo. O Braga foi fazendo pela vida, defendeu como podia e sabia, e sobreviveu até ao intervalo.
À saída para o intervalo houve confusão à entrada do túnel - mais uma vez, neste jogo, vi os adversários cheios de vontade de provocar e causar picardias com os nossos jogadores (pareceu-me que tudo terá tido início numa situação em que, segundos antes, os jogadores do banco do Braga andaram a esconder a bola do Di María, que a queria para efectuar um lançamento rápido) - e no regresso descobri que o Sr.Sousa tinha mais uma vez demonstrado o seu excelente sentido de oportunidade, e excluído do jogo o melhor marcador do campeonato. Também houve alguém do Braga expulso, e com 10 de cada lado o Benfica voltou a entrar forte, encostando o Braga à sua área durante largos minutos. Mas mais uma vez, houve precipitação na finalização, e falta de qualidade no último passe. Por volta dos 70 minutos de jogo pareceu-me notório que a nossa equipa perdeu gás, e o Braga aproveitou então para se libertar da pressão e subir no terreno, vindo a marcar o segundo golo, que sentenciou o jogo, aos 77 minutos, isto num lance em que me pareceu haver demasiada passividade do lado esquerdo da nossa defesa e falta de decisão para simplesmente aliviar a bola daquela zona. Nos minutos que decorreram até final, o Braga aproveitou para controlar o jogo bem longe da sua área, e se calhar convencer-se que até tinha jogado muito bem.
O Cardozo fez uma primeira parte péssima, e para piorar foi expulso ao intervalo. A aposta no Coentrão não me pareceu bem sucedida hoje. O Saviola foi dos mais esclarecidos na primeira parte, mas foi baixando de rendimento ao longo de todo o jogo, chegando a níveis fracos na segunda parte. O Aimar esteve mal precisamente no já referido último passe. O Keirrison continua a parecer-me um corpo estranho à equipa, aparentando muita falta de confiança para rematar. O Di María e o Maxi pareceram-me dos mais empreendedores, mas tal como toda a equipa foram perdendo esclarecimento à medida que o jogo caminhava para o final.
Quando o jogo terminou, a equipa foi aplaudida por todos os adeptos presentes, e despedimo-nos dela com gritos de 'Benfica! Benfica!'. Esta derrota em nada abala a minha confiança e determinação. Perdemos um jogo. Mas vamos ser campeões.
... ter que escrever isto, mas esta pouca vergonha só acaba quando um destes ladrões não chegar inteiro a casa. Num jogo equilibrado, um golo anulado e um penalty por marcar (braço descarado do defesa-esquerdo do Braga na 2ª parte) É ÓBVIO que fazem TODA a diferença. É pena, mas parece que é preciso acontecer uma tragédia para que as coisas mudem. A justiça não funciona e a impunidade é total. Estou MESMO, MESMO farto disto!
Pensem lá todos um bocadinho comigo: era exequível que o Benfica ficasse cinco pontos à frente do CRAC logo à 9ª jornada? Cambada de anjinhos que nós somos...
(Com certeza que falhámos muitos golos, que a movimentação do Quim no 1º golo é péssima e que alguns jogadores não estiveram ao nível que nos habituaram, mas volto a repetir, num jogo equilibrado é mais fácil um árbitro desequilibrar. Para além do golo e do penalty, aproveita-se uma molhada colectiva no túnel para expulsar o melhor marcador do campeonato ao intervalo. Levará certamente mais do que um jogo o que o impedirá também de ir a Alvalade. Acham que isto é tudo inocente?! Enquanto a Natureza não fizer o seu trabalho, as coisas ficarão como estão. É triste, mas é a m**** de país que temos.)
Não tenho dúvidas sobre a superior qualidade do nosso Benfica.
Não tenho dúvidas de que para sermos campeões neste futebolzinho de corruptozinhos teremos de sofrer muito, lutar muito e nunca deixar de apoiar e acreditar nos nossos.
Não tenho dúvidas de que Jorge Sousa não terá hoje, ao chegar a casa, o comité de boas vindas que teve depois de ter apitado o jogo de Benfica em Leiria.
Acredito que seremos campeões, de forma limpa e cabeça erguida.
[subscrevo inteiramente o post do Onyros que antecede este]
... mas venham-me cá agora com aqueles moralismos de merda dizer que não se deve falar das arbitragens.
Quando o Benfica deu 4 em Belém os meus amigos portistas apelidaram o Belenenses de equipa fraca e sem nível, uma das piores da Primeira Liga.
A pergunta que deixo é esta:
"Agora que os defrontaram ainda os consideram fracos?"
O desespero é tal que o sistema já manda às urtigas as aparências e a discrição enquanto esperneia e esbraceja enraivecido numa tentativa de manter o status quo. O Vítor Pereira, enlouquecido e pressionado, provoca-nos de forma quase pornográfica.
Dada a gravidade das acusações proferidas, aqui fica a flash interview de Manuel Machado, no final do jogo da passada segunda-feira, depois de ter sido goleado por 6-1 pelo Benfica.
É de notar a grande evolução na fluidez de discurso do treinador do Nacional, que durante anos nos habituou ao 'manuelmachadês' cerrado, sendo agora muito mais perceptível aquilo que quer dizer. É notório também que os ares da Madeira lhe têm feito bem, já que anda com muito melhor cara.
Andam por aí a circular umas imagens alteradas do senhor nosso treinador, e eu vi-me na obrigação de repor a verdade. A única imagem válida daquele dia é esta e mostra o senhor nosso treinador num gesto que revela a sua correcção relativamente a certos seres humanos. Admirem a sublimidade deste treinador ao dirigir-se aos bípedes que habitam no esterco (sim, no plural).
Quatro dedos levantados na direcção dos quatro defesas da sua equipa. Eis o gesto de Jorge Jesus que foi interpretado com maior ou menor bondade, a que se seguiu uma explicação que foi interpretada na mesma medida. Um gesto que deu azo a que o moralismo bacoco, parolo e pequeno ressurgisse das entranhas de um povinho que teme as labaredas do inferno enquanto se benze ao saltar as fogueiras do São João.
Alguns dos adeptos portistas que, em nome do desporto e dos seus valores, ignoram o gesto de um dirigente desportivo receber árbitros nas antevésperas dos jogos para efeitos de aconselhamento familiar fornecido em providencial envelope são os mesmos que rasgam vestes pelo gesto de quatro dedos levantados por Jorge Jesus.
Alguns dos adeptos sportinguistas que, ao verem um presidente “diferente” de um clube “diferente” apresentar futebolistas saltitando enquanto entoa o cântico “quem não salta é lampião”, interpretam o gesto como uma interessante estratégia de agregação das bases são os mesmos que agora se insurgem contra o gesto dos quatro dedos de Jorge Jesus.
Alguns dos responsáveis pelo futebol português que ignoram olimpicamente a vergonha que é o facto de a Federação Portuguesa de Futebol ainda não ter adequado os seus estatutos ao novo Regime Jurídico são os mesmos que, em surdina, se preparam para dar uma lição de moral ao futebol. A lição surgirá, exemplar e implacável, suportada no gesto dos quatro dedos.
Alguns dos jornalistas que são agredidos, ameaçados, coagidos e pressionados a nada divulgar sobre, por exemplo, as malas de dinheiro que desde o início do campeonato têm sido prometidas a todos (todos!) os adversários do Benfica para que nos consigam tirar pelo menos dois pontitos são os mesmos que, imediatamente, levantaram a pena contra o crime de lesa futebol que foi o gesto dos quatro dedos.
Alguns dos benfiquistas embarcaram (certamente devido a valores tão ou mais nobres do que os supracitados) no mesmo discurso. Um houve, num programa televisivo, que chegou a anuir num possível castigo para Jorge Jesus.
São todos perfeitos. Como escreveu o heterónimo Álvaro de Campos, no “Poema em Linha Recta”, são «todos eles príncipes - na vida». Eu, tal como Álvaro de Campos, «estou farto de semideuses!»
Fiquem lá com a sua impoluta moral e bons costumes, batam no peito e ufanem-se, puxem dos galões da cartilha das aparências e vão para o raio que os parta!
Sócio, Red Pass, cervejinha antes, bifaninha depois... e tal! Todas essas coisas boas!
Mas este ano não estou a gostar muito de ir ao estádio... passo o jogo no "senta-levanta-senta", golo aqui, golo ali! Um gajo às tantas nem sabe quem marcou os golos!
Ontem ganhámos por 3 não foi? Ãh? 4?
A partir de determinada altura perdi a conta...
Quem marcou?
E o Coentrão jogou?
Infelizmente Jorge Jesus já veio explicar que aqueles 4 dedos levantados não eram um sinal para o cretino do Manuel Machado. [link para um site ranhoso]
E digo infelizmente porque cheguei a ler que naqueles 4 dedos estava também o meu grito contra um cretino que ao longo dos anos tem destilado ódio contra o meu clube. No entanto, ainda que fossem para o Manuel cretino Machado, aqueles 4 dedos não representariam a minha revolta, porque, por mim, o cretino levava apenas com um... bem esticado e com a respectiva parelha de acompanhantes.
Fica para a próxima. Por agora, o dedo estica-se na direcção das virgens ofendidas… que lo chupen.
O sexto golo... Na verdade, nada tenho a dizer de especial sobre o sexto golo. A não ser que houve um sexto golo e por causa disso posso estar aqui a escrever "o sexto golo" num jogo do meu Benfica.
Há quantos anos não podíamos dizer ou escrever "o sexto golo" num jogo do Glorioso? E este ano já é a terceira vez que o podemos fazer. O sexto golo. (a falta de hábito é tanta que até o D'Arcy na sua crónica "viu" dois "quintos golos").
A mim dá-me um gozo do caraças escrever isto. Experimentar várias fontes. O sexto golo. O sexto golo. O Sexto Golo. O SEXTO GOLO. O sexto golo. O sexto golo.
Querem mais? o sexto golo, o sexto golo, o sexto golo... Não me canso! Só quero é brevemente poder (novamente) escrever O Sétimo Golo!

Será que alguém ainda, teimosamente, continua a ter dúvidas sobre o valor da equipa do Benfica esta época? Será que o Nacional agora também já passou a ser 'fraquinho' (já nem tem piada dizer isto, tantas foram as vezes que o repetimos esta época)? O Manuel 'Chicharro' Machado bem tentou travar-nos, bem auxiliado por uns árbitros assistentes manhosos, mas saiu da Luz, como outros antes dele, vergado ao peso de uma goleada. E acho que poucos treinadores há em Portugal que eu goste mais de ver goleados. Levou o Chicharro meia dúzia para contar, e levaram os jogadores do Nacional, que durante a semana andaram cheios de bazófia.
A única surpresa no onze (e acabou mesmo por ser uma surpresa grande) foi a colocação do Fábio Coentrão de início, na posição de lateral esquerdo. Terá sido uma opção forçada, face à lesão do César Peixoto no aquecimento, mas acabou por resultar em cheio. E a opção (de algum risco) pelo Coentrão para o lugar tem mérito, porque se calhar a solução mais fácil e óbvia teria sido colocar o David Luiz na esquerda. Do outro lado, e para não variar, o treinador do Nacional aproveitou para apresentar a táctica de três centrais que na Liga, todos os anos, utiliza apenas contra o Benfica, e que apresenta um meio campo sobrepovoado, no qual o Ruben Micael era quem apoiava mais de perto o único avançado. O jogo acabou por decorrer de forma muito semelhante ao jogo que fizemos com o Everton. Fiquei com a sensação que o Benfica não se entendeu muito bem de início com as marcações adversárias, e com os muitos adversários que o Nacional colocava no centro do campo, o que resultou em muitos passes falhados na fase inicial do jogo. O Aimar era vigiado de perto, e esteve discreto nesta fase. O resultado foi um jogo algo lento e previsível nos primeiros minutos. Mas, à semelhança do jogo com o Everton, marcámos na primeira oportunidade que criámos, pouco depois do quarto de hora de jogo. E que oportunidade, já que foi uma jogada de ataque perfeita, que começou num rasgo individual do Aimar a meio campo, libertando-se de dois adversários para, depois de tabelar com um colega, descobrir a subida do Fábio Coentrão na esquerda, que centrou rasteiro para a finalização fácil do Cardozo (e se o Cardozo não marcasse, ainda estava lá o Saviola para o que desse e viesse).
Sem mudar muito o ritmo de jogo, conseguimos pouco depois criar uma oportunidade flagrante para aumentar a vantagem, só que o Di María, isolado por um passe do Saviola, conseguiu literalmente acertar no guarda-redes adversário. Mas dez minutos após o nosso golo, surgiu o inesperado golo do Nacional. Após uma perda de bola ainda no meio campo adversário, a bola foi colocada nas costas da nossa defesa, que me pareceu hesitar algo (em particular o Luisão) à espera do fora-de-jogo, o que permitiu que o jogador do Nacional fugisse e, descaído sobre a direita, com um remate rasteiro cruzado empatasse o jogo. O Benfica - e os benfiquistas - reagiram da melhor forma ao golo, e também aqui se nota uma enorme diferença para épocas passadas. Não só a equipa não baixou os braços, em vez disso carregando sobre o adversário, como o público, todos os mais de 47.000 que se deslocaram hoje à Luz, e que se calhar em épocas recentes reagiria com assobios, respondeu com gritos de 'Benfica, Benfica!'. A comunhão entre equipa e adeptos neste momento é quase perfeita, e esta noite voltou-se a assistir a isto. A resposta do Benfica foi marcar poucos minutos depois de ter consentido o empate, pelo Saviola na recarga a um cabeceamento do Luisão, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo do Saviola. Depois foi o Ramires que, isolado por mais um grande passe do Coentrão, imitou o Di Maria e conseguiu rematar contra o guarda-redes do Nacional. Mas a cinco minutos do intervalo, marcámos o merecido segundo golo. Canto do Aimar, a atrasar a bola para o Coentrão, e este com um cruzamento largo encontrou o baixinho Saviola no sítio do costume, a fugir à marcação no segundo poste e a finalizar exemplarmente de cabeça. E de cada vez que vejo este pequeno génio argentino marcar um golo ou encher o campo, dá-me um prazer especial lembrar-me de todos quantos vaticinaram, aquando da sua contratação, que era um jogador acabado, sem ambição, e que vinha para Portugal gozar a reforma. Ainda antes do intervalo, poderíamos ter voltado a marcar, mas desperdiçámos um contra-ataque em flagrante superioridade numérica, pois o passe do Cardozo para o Ramires saiu um pouco comprido.
A segunda parte, tal como no jogo com o Everton, foi para arrasar o adversário. Entrámos fortes, e logo aos dois minutos foi assinalado penálti sobre o Aimar, que o Cardozo não perdoou. Já tinha comentado ao intervalo que se marcássemos o terceiro, o Chicharro de certeza que retiraria um dos centrais e seria o descalabro. E conforme previsto, dez minutos após o nosso golo foi isso mesmo que sucedeu. Bastou esperarmos cinco minutos e já o marcador funcionava outra vez, quando o Saviola aproveitou uma atrapalhação do Cardozo, que não conseguiu concretizar mais um centro do Coentrão (antes disso já poderíamos ter marcado, mas o mesmo auxiliar que deixou a bandeira em baixo no lance do golo do Nacional estava agora com olho de lince e levantava a bandeira por dá cá aquela palha). O nosso treinador, entretanto, aproveitou para mandar um recadinho ao Chicharro. Quem quiser escandalizar-se, está à vontade. Quanto a mim, e tendo em conta as sucessivas faltas de respeito que este tipo tem tido ao longo dos anos pelo Benfica (aliadas às constantes submissões ao fóculporto), não me importei nada, e só tenho pena que o Jorge Jesus não tenha feito o mesmo gesto, mas com seis dedos, no final do jogo.
Sim, porque, conforme nos tem vindo a habituar, para o Benfica chegar aos quatro golos não é sinónimo de deixar de carregar, e parecia evidente para quem via o jogo que a probabilidade de aumentarmos a nossa vantagem era grande. O que acabou por acontecer já nos minutos finais. Pelo meio, mais um episódio algo caricato do longo historial do Carlos Martins com as lesões, já que ele entrou em campo aos setenta e três minutos, lesionou-se logo no primeiro lance (aparentemente inofensivo) que disputou, e saiu cinco minutos depois. Quanto aos golos, o quinto surgiu a quatro minutos do final, com o Nuno Gomes a fazer a recarga a um livre do David Luiz (o livre custou a expulsão do Patacas, por acumulação de amarelos e, diga-se, fiquei até com a sensação que houve penálti cometido pela barreira do Nacional, já que o remate do David Luiz pareceu-me ter sido desviado pela mão de um dos jogadores), e o quinto sexto já nos descontos, em novo penálti do Cardozo, desta vez a castigar uma falta sobre o Ramires (e a valer mais uma expulsão de um jogador do Nacional, desta vez com vermelho directo, já que o Ramires estava isolado).
Têm sido tantas as goleadas, e tantos jogadores a jogar bem que este exercício de escolher melhores ou piores no final dos jogos anda a tornar-se algo difícil. Por isso nem vou dizer se ele foi o melhor ou não, mas quero destacar a exibição da 'surpresa' Fábio Coentrão na lateral esquerda. Claro que ele se destacou muito na vertente ofensiva, tendo feito as assistências para os dois primeiros golos, e ainda estado directamente envolvido no quarto. Mas mesmo na defesa não comprometeu, e apesar de ter parecido algo nervoso no início do jogo, depressa acalmou e efectuou vários cortes e recuperações de bola. Será uma opção a ter em conta para jogos na Luz, em que os adversários se apresentem fechados na sua defesa e joguem com poucos jogadores ofensivos. Depois, os suspeitos do costume: Saviola (mais um grande jogo), Di María, Aimar, etc, etc (e o 'etc', se calhar, até dava para englobar a equipa toda).
O 'europeu' Nacional, conquistador do Zenit St.Petersburgo, que tantos elogios tem recebido esta época, foi despromovido à categoria de 'muito fraquinho' no espaço de hora e meia. Levou um cabaz de meia dúzia para a Madeira, levou um bailinho (e ouviu o público da Luz cantá-lo também), e deveria ser processado pelos milhares de lagartos e andrades que neles depositavam esperanças para esta noite (foram lestos a enviar-nos mensagens quando o Nacional marcou, mas no final, respondi-lhes à Maradona: 'Chupalo... y sigue chupando'). E é ainda mais importante esta vitória quando atentamos ao facto de termos tido uma arbitragem manhosa, sobretudo na primeira parte, enquanto a coisa estava equilibrada, e sobretudo com muitas decisões 'estranhas' do auxiliar colocado do lado dos bancos das equipas. Tive algum receio com a questão dos cartões, até porque os jogadores do Nacional pareciam muito interessados em envolverem-se em quezílias com os nossos jogadores - o que valeu, por exemplo, um amarelo ao Luisão. Parece que os prémios que, dizem os rumores, andam a ser oferecidos aos nossos adversários desde a primeira jornada para nos tirarem pontos andam a deixá-los muito nervosos. Quanto a mim, e na questão dos nervos, agradeço é ao Benfica por me andar a poupá-los. É que agora só fico um bocadinho nervoso quando o Benfica não está a ganhar após um quarto de hora de jogo. E no final de cada jogo, sou sempre recompensado pelo mar de sorrisos que vejo sair da Luz.
Por este andar, para o ano temos uma 2ª divisão com umas 40 equipas (incluindo equipas de outros países, como Inglaterra).
Depois do importantíssimo jogo de Leiria, do importantérrimo jogo com o Everton e antes do importanterríssimo jogo de Braga, hoje é um dos jogos mais importantes da época (e, curiosamente, logo contra um adversário chamado Nacional…)
A malta que joga e a que faz jogar já mostrou mais que uma vez que está lá e vai lá estar. És tão importante como eles.
Precisam tanto de ti, como tu precisas deles.
Aparece!
O cerco continua a apertar. Está tudo aflito com a força do Benfica, e o polvo move-se. Alerta!
A falta de vergonha de grande parte da imprensa desportiva deste país (manietada por lagartos – ressabiados - e andrades – assustados - estrategicamente colocados em lugares-chave) não tem limites. Claro que já o esperávamos, mas as técnicas utilizadas para relativizar e diminuir a evidente valia da avassaladora exibição e vitória do Glorioso contra o Everton não deixam de surpreender pela criatividade da manipulação de factos e, bom, pela olímpica estupidez. Vamos lá ver uma coisa:
Algumas sugestões para banda sonora desta nossa época que se antevê Gloriosa!
"Venham Mais Cinco" (Zeca Afonso) - antes de cada jogo em casa
"Ritorna Vincitor!" (Verdi) - antes de cada jogo fora
"Jesus Christ Superstar" (Andrew Llloyd Webber) - sempre que apareça o Jorge Jesus
"Another One Bites the Dust" (Queen) - no final de cada vitória
"They All Laughed" (George and Ira Gershwin) - no final da época
Mandaram-me isto hoje. Até chorei. O Benfica somos nós. Todos. Assim:
1 - A dois minutos do fim, com o resultado em 5-0, Jorge Jesus esbracejava, corrigia posições e exigia como se o jogo estivesse empatado.
2 - Recentemente (aconteceu com o Simão, com o Rui Costa ou com o Miccoli) dei comigo a ir à Luz também com o objectivo de beber a qualidade de futebolistas que, adivinhava-se, brevemente poderia deixar de ver com a nossa camisola. Este ano acontece-me o mesmo com Di Maria. Somos uns privilegiados: eu por poder ver o Di com a camisola do Benfica, ele por poder jogar no Glorioso.
3 - Grande parte da comunicação social portuguesa justificou a vitória do Benfica com as fraquezas do Everton. Grande parte da comunicação social inglesa justificou a derrota do Everton com a força do Benfica.
4 - Euforia. Sim, estou eufórico com o Benfica. Espero que os futebolistas não estejam, mas eu, como adepto, estou e tenho motivos para isso. Se esta euforia preocupa andrades e deprime lagartos… melhor ainda.
5 - Ontem, durante o jogo, um amigo benfiquista enviou-me uma SMS que dizia “O reencontro com a história”. Também me parece que sim.
Nem foi preciso forçar muito. Bastou o Benfica acelerar um pouco durante alguns minutos, e isso foi suficiente para deixarmos o Everton esfrangalhado, anular a goleada que eles tinham inflingido ao AEK, e assumirmos a liderança do nosso grupo da Liga Europa. Esta competição pode não ser um objectivo prioritário esta época, mas a diferença de valor entre nós e as outras equipas do grupo é tão grande que seria quase criminoso não nos apurarmos.
No Benfica, regresso natural dos 'ilustres' do meio campo para a frente, que tinham estado ausentes no jogo da Taça de Portugal. A única surpresa acabou por ser o Maxi ter sido preterido pelo Rúben na direita, mas como sabemos, não é por isso que ficamos mais fracos, pois o Rúben sabe dar bem conta do recado. O Benfica teve uma entrada forte no jogo, e antes dos cinco minutos já o Luisão, por duas vezes, poderia ter inaugurado o marcador, mas na primeira ocasião não acertou na bola quando o passe do Aimar o encontrou desmarcado na área, e na segunda cabeceou para fora. Apesar de não ser exuberante, o futebol do Benfica era suficiente para dominar o jogo e foi por isso com naturalidade que chegámos ao golo, quando um cruzamento do Di María na esquerda foi encontrar o Saviola no seu lugar quase habitual ao segundo poste, e este rematou de primeira, com a bola ainda a bater no chão antes de entrar. A partir daqui, o Benfica pareceu acomodar-se um pouco. A velocidade baixou bastante, e baixaram também as linhas de pressão, já que quando o adversário tinha a bola limitavamo-nos a esperar por ele no nosso meio campo. Confesso que me irritei um pouco com esta forma de jogar, sobretudo porque era evidente que ao Benfica, bastar-lhe-ia acelerar um pouco para conseguir desbaratar esta equipa do Everton. Nos últimos cinco minutos da primeira parte, como que a prová-lo, o Benfica acelerou um pouco mais, e imediatamente voltou a criar perigo.
A entrada para a segunda parte foi simplesmente arrasadora. Nem deu tempo para os ingleses respirarem, porque em apenas seis minutos marcámos três golos e arrumámos a questão. Quanto ao vencedor, claro, não quanto ao resultado, porque vistas bem as coisas o cinco a zero final, quando muito, peca por escasso. Logo aos dois minutos o Saviola escapou-se pela esquerda, e assistiu o Cardozo para o seu primeiro golo da noite. Um minuto depois foi o Di María, mais uma vez pela esquerda, a voltar a assistir o paraguaio para uma finalização fácil de cabeça. E três minutos mais tarde, canto do Aimar para um cabeceamento vitorioso do Luisão. O Everton estava completamente atordoado, e a velocidade e movimentação dos nossos jogadores - o Aimar, ao contrário da primeira parte, deixou de se esconder tanto do jogo, o Ramires parecia outro jogador, e o Javi García dominou por completo a sua zona - abriam brechas na defesa adversária com facilidade, e as oportunidades sucediam-se. O Di María esteve perto de marcar o golo que tanto mereceu, mas o seu remate acertou na barra, e o Cardozo viu o hat trick ser-lhe negado pelo guarda-redes Howard. O marcador só voltou a funcionar a sete minutos do final, quando mais uma vez o Di María fugiu pela esquerda (grande passe do David Luiz), e assistiu o Saviola para mais um golo fácil. E mesmo assim o Benfica não parou de carregar, com os nossos jogadores a transmitirem para as bancadas uma enorme alegria e vontade de jogar futebol bonito.
O destaque maior deste jogo tem que ser para o Di María. Três assistências, e quase sempre o jogador mais activo e perigoso na nossa equipa. Mesmo durante o período mais aborrecido da primeira parte, jogou sempre a uma rotação mais elevada que o resto dos jogadores. Ficou só a faltar-lhe um merecido golo, que tão bem ficaria naquela jogada em que acertou na barra. Depois, tenho que mencionar também o Saviola. Quem me conhece já sabe da enorme admiração que tenho por este jogador, e hoje ele voltou a ser brilhante. Dois golos e uma assistência é o registo que fica, mas a inteligência com que se movimenta em campo e se desmarca é um luxo de se ver. E a isto junta pormenores técnicos simplesmente deliciosos. Podia mencionar vários outros jogadores também, mas refiro o Javi García porque se calhar às vezes o trabalho dele passa mais despercebido, por ter tantos artistas a jogar à sua frente. Como de costume, ele dominou completamente o meio campo, e perdi a conta às bolas que recuperou e aos ataques que se iniciaram nos seus pés.
Com os resultados desta noite, assumimos a liderança do grupo, e uma vantagem decisiva num eventual desempate com o Everton. Fica assim mais próximo o objectivo de nos apurarmos para a próxima fase, e fica mais uma vez repleto o ânimo dos benfiquistas, após mais uma exibição convincente, recompensada com uma goleada (a maior derrota de sempre do Everton numa competição europeia). Podem agora os aziados do costume virem dizer que o Everton é fraquinho, e que lhe faltavam jogadores. A satisfação com que saí esta noite da Luz, tal como já o fiz várias vezes esta época, já ninguém ma tira.
Será que agora também vão dizer que o Everton é fraquinho e devia jogar na 2ª divisão?
Apesar de reconhecer que ser Campeão Nacional éo nosso principal objectivo, para mim é e será sempre obrigatória para o Benfica uma presença com brio e brilho nas competições europeias.
Sempre o senti. Talvez por desde sempre achar que este nosso futebol é pequeno para a nossa grandeza, e que era com os Real Madrids e Ajaxs e AC Milans e Lievrpools deste mundo que nos devíamos medir, e não com os paços de ferreiras e olhanenses.
Talvez porque cresci na década de 70, onde ser campeão aqui era tão habitual que os sucessivos títulos já quase nos deixavam indiferentes.
Por isso, pouco me importa que o jogo de amanhã não seja decisivo, que mesmo uma derrota nada comprometa, e patati patatá.
Uma repetição da falta de atitude competitiva vista em Poltava e na primeira parte em Atenas não será admissível.
Uma nova época europeia vergonhosa como a anterior não será tolerada.
Para o Benfica Europeu, todos os jogos têm de ser disputados para ganhar, e as qualificações disputadas em todos os minutos de todos os jogos. As continhas e tal que fiquem para os queirósz e as suas selecções.
Amanhã, é para ganhar, desde o primeiro ao último minuto. Queremos ver na Europa o Grande Benfica que temos visto em Portugal.
Confio plenamente que assim será.
Aí há uns anos proclamava-se a hegemonia do futebol calculista, frio e feio. A hora do espectáculo acabara. As Grécias deste mundo provavam-no, sendo o símbolo mais perfeito e trágico disso a vitória da equipa de Otto Rehhagel sobre a maravilhosa República Checa de Karel Bruckner no Euro-2004. Mas o mais espantoso é que a reacção ao sucesso das estratégias cinzentas não tomava na maioria dos espectadores a forma de lamento, de saudade, de uma fervorosa opção pelos contrários caminhos do futebol de ataque. Dos campos para as cabeças dos adeptos, a otto-rehhagelização marchava e o próprio futebol murchava. Os teóricos da chatice, que neste caso se confundiam com aqueles que o grande Nélson Rodrigues chamava de "idiotas da objectividade", sorriam, num gesto de ironia suprema, pela falta de razões para sorrir.
Foi com alegria, como devem supor, que vi os tais "realistas" levarem com a realidade de um Barcelona, puro espectáculo, conquistador da Europa. Com a equipa de Rijkaard e Ronaldinho e a de Guardiola e Messi, com um pequeno intervalo no meio, o futebol de ataque voltou à glória que lhe é própria. O sorriso dos outros é agora por eles engolido e os pontos de exclamação voltam a descer aos relvados. É ainda com mais alegria que noto que o Benfica do presente embarcou nesta cruzada - bola a rolar, virtuosos a trabalhar e golos lá para dentro. 6-0 em jogos que antes serviam para descansar e grandes exibições de jogadores que antes eram fantasmas de si mesmos. Ver os jogos já não é só paixão, é paixão retribuída. É precisamente essa atitude exclamativa de que falava o ano passado que nos põe num lugar que há muito nos fugia. O nosso lugar.
Posso estar errado, mas, ao contrário da generalidade dos comentadores de futebol, não me parece óbvio e límpido que Felipe Menezes devesse ter sido castigado com um cartão amarelo pelo árbitro Paulo Costa.
Salvo uma outra lei que desconheço, e tendo como base a única que conheço [link], a decisão de Paulo Costa não se enquadra em nenhum dos pontos da Lei 4 – O Equipamento dos Jogadores.
Passo a transcrever as sanções às infracções à referida lei:
Por qualquer infracção a esta Lei:
•o jogo não deve necessariamente ser interrompido
•o jogador infractor deve ser convidado pelo árbitro a deixar o terreno de jogo para corrigir o seu equipamento
•o jogador infractor deve deixar o terreno de jogo na próxima interrupção do jogo, a menos que já tenha corrigido o seu equipamento
•qualquer jogador que tenha deixado o terreno para corrigir o seu equipamento não poderá regressar sem ter sido previamente autorizado pelo árbitro
•o árbitro deve assegurar-se de que o equipamento do jogador está em ordem antes de o autorizar a regressar ao terreno de jogo
•o jogador só pode regressar ao terreno de jogo numa paragem do jogo
Um jogador que tiver sido convidado a deixar o terreno de jogo por ter infringido esta Lei e que regressa ao terreno de jogo sem prévia autorização do árbitro deve ser advertido (cartão amarelo).
Perante isto, concluo que Paulo Costa se enganou e que a generalidade dos comentadores embarcou nisto sem o mínimo espírito crítico.
Apostila:
[Nada disseram no sábado, nada disseram no domingo e nada disseram na segunda-feira. O post foi publicado ontem à noite e hoje a imprensa (e não só), que a tudo isto anuiu apontando o dedo ao jogador, começa a referir este assunto… mais uma vez (como tantas outras) sem referir a origem da notícia]
Dia verdadeiramente de festa da Taça, e missão completamente cumprida, sem nos limitarmos a apresentar os serviços mínimos, o que resultou em mais uma goleada. O objectivo principal, de passarmos a eliminatória, foi conseguido, e para além disso foram poupados vários jogadores importantes. Foi bonita a festa da Taça em Torres Novas, e mais uma enchente proporcionada pelo Benfica esta época.
Dos habituais titulares indiscutíveis, apenas os 'indispensáveis' David Luiz e Javi Garcia jogaram de início. De resto, mudou tudo. Moreira na baliza; Ruben Amorim, Sídnei e Peixoto na defesa, Felipe Menezes, Carlos Martins e Coentrão no meio campo; e uma dupla de ataque constituida pelo Nuno Gomes e o Weldon. O Benfica iniciou o jogo numa toada bastante calma, mas mais do que suficiente para assumir um (natural) controlo praticamente total do jogo. Poderia dizer que nem sequer exercemos a famosa pressão alta, mas ela seria desnecessária porque o Monsanto nunca tentava sair a jogar, optando pelos despejos de bola para a frente. Apesar de inofensivo no ataque, durante a primeira parte o Monsanto conseguiu ir mantendo a sua organização defensiva, e com a ajuda da pouca inspiração ofensiva do Benfica aguentou o nulo durante largos minutos, evitando ser sufocado. O Rúben Amorim esteve neste período algo desastrado no apoio ao ataque, enquanto que do outro lado o César Peixoto era quem mais parecia entusiasmar os adeptos na bancada, sendo alvo de constantes incitamentos. A organização do Monsanto começou a ruir perto da meia hora de jogo, altura em que, após uma boa jogada individual, em que ultrapassou diversos adversários, o Felipe Menezes marcou o primeiro golo, com um bom remate de pé esquerdo à entrada da área. Depois do golo, o Benfica pareceu querer acalmar ainda mais o ritmo do jogo, e deixou assim escoar sem grande ssobressaltos o tempo que nos separava do intervalo.
A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Benfica, com uma fífia do guarda-redes a permitir ao Nuno Gomes recuperar a bola e atrasá-la para um remate fácil do Carlos Martins. A isto seguiu-se um amarelo ao Felipe Menezes pela situação caricata de ter entrado em campo com a camisola 23 do David Luiz. E antes do quarto de hora, já o marcador tinha subido para três golos de diferença, com mais um golo do Carlos Martins, que concluiu com um bom remate de primeira um centro do Felipe Menezes. O Monsanto nesta altura já se mostrava muito mais desorganizado, em particular na zona do meio campo, e acima de tudo já pareciam faltar pernas aos seus jogadores para conseguirem acompanhar os jogadores do Benfica. Foi por isso com naturalidade que o Benfica fosse mostrando que poderia a qualquer momento marcar mais golos, o que veio a acontecer por mais três vezes nos dez minutos finais, isto numa altura em que, para alegria do povo, o Mantorras já estava em campo. Quarto golo pelo entrado Saviola, a aparecer ao segundo poste para aproveitar um desvio de bola ao primeiro poste na sequência de um canto; quinto pelo Peixoto, na execução de um livre directo, e para gáudio da sua imensa legião de fãs presente nas bancadas em Torres Novas (descobri hoje que o Peixoto já tem um cântico dedicado pelas nossas claques e tudo); e sexto pelo Fábio Coentrão, a desviar de cabeça à boca da baliza um pontapé acrobático do Saviola (e a marcar, finalmente, o seu primeiro golo pelo Benfica - parecia que estava difícil). Seis a zero no final dos noventa minutos, um resultado talvez um pouco volumoso para a qualidade do futebol que produzimos, mas natural para a diferença entre o Monsanto e o Benfica.
Não é propriamente muito relevante estar a fazer grandes destaques num jogo como o de hoje. Mas gostei do Javi, do Carlos Martins e do Felipe Menezes. E, claro, o César Peixoto é o maior - talvez neste caso específico esteja a ser influenciado pela legião de fãs fervorosos dele que se sentou à minha volta durante o jogo.
A única nota negativa deste jogo poderá ter sido o amarelo ao Javi García. Ainda não verifiquei se os amarelos da Taça de Portugal acumulam com os da Liga, mas se for esse o caso, isto deixa-o a um amarelo da suspensão. Isto nas vésperas de irmos a Braga. Quanto ao resto, é como já disse. Missão cumprida.
Espero que a FIFA e a UEFA abram de vez os olhos e que este lance represente o final da carreira deste projecto de árbitro. Depois de ter inventado o penalty sobre o Lisandro e o do Olhanense - Santa Clara, curiosamente ambos decisivos para a atribuição dos títulos no ano passado (e já nem recordando isto), esta abécula expôs ao rídiculo toda a arbitragem portuguesa (o que não era de todo uma tarefa fácil...). Reparem bem no que só ele viu a partir do 1:07. Quando se tem a prática de roubar em Portugal, é difícil não o fazer lá fora. Inacreditável!
O Mundial de sub-20 foi pouco seguido por cá, mas as escassas notícias parecem confirmar que o nosso Urreta fez um excelente campeonato, com golos e assistências.
Este é um jovem jogador no qual eu muito confio, e espero que o Benfica não o venda para já. Vejo-o como um potencial substituto do Saviola dentro de 2 ou 3 anos.
Neste momento, talvez fosse bom emprestá-lo em Janeiro, já que no actual plantel está um bocado tapado nos lugares que pode fazer - Saviola, Keirrison, Di Maria, Fábio...
E preferencialmente devíamos emprestá-lo a um clube espanhol - é um jogador demasiado perigoso para jogar contra nós, e tinha dessa forma hipótese de jogar numa liga competitiva e sem problemas de integração devido à língua.
Esta dupla jornada da selecção, que valeu o acesso ao play-off de apuramento para o mundial, deixou-me ansioso.
Não tanto pela selecção e por, graças às duas vitórias e à ajudinha da Dinamarca, o apuramento estar ao nosso alcance, mas sobretudo porque as atenções futebolísticas agora recaem sobre a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira em que o Benfica participa (e francamente, um jogo do Benfica seja com que adversário for deixa-me sempre mais ansioso que um jogo da selecção, a menos que este seja para uma fase final de uma importante competição, até porque nessas alturas também não há jogos do Benfica...).
Mesmo sabendo que o Monsanto joga na II divisão, não deixa de estar em causa uma etapa que temos de vencer, como parte da caminhada para a conquista da Taça de Portugal.
Apesar do óbvio favoritismo do Benfica, ainda estão na memória algumas eliminações surpreendentes ou valentes sustos contra equipas de escalões inferiores num passado relativamente recente.
No entanto, este ano a atitude da equipa tem sido muito diferente (pelo menos a nível interno) da revelada em anos anteriores e, por isso, tenho a certeza que desta vez não haverá lugar a surpresas ou sustos. Nem mesmo apesar de muitos dos habituais titulares ficarem de fora (opção sensata, tendo em conta o desgaste dos jogos das selecções e respectiva recuperação para o jogo com o Everton).
Em suma, não há propriamente razões para estar ansioso, pois ao contrário de outras épocas, o Benfica tem revelado uma atitude que permite (à equipa e aos adeptos) encarar estes jogos com confiança.
No entanto, 2 semanas sem jogos (oficiais) do Benfica é muito tempo, e isso é por si só motivo para me deixar ansioso. Para além do mais, tenho curiosidade em saber como é que os jogadores menos utilizados irão aproveitar esta oportunidade. Na verdade, até estou certo que vão, mais uma vez, demonstrar que a qualidade do plantel do Benfica é imensa e que não devemos ficar preocupados sempre que um ou mais habituais titulares estejam impossibilitados de jogar.
Peço desculpa pelo prolongado silêncio destes últimos dias mas, como devem saber, a Tertúlia não prima exactamente por ser um bastião de admiração e fervor nacionalista pela Escreção do Queirósz (claro que não posso falar por todos nós no que a este assunto diz respeito, mas pelo menos creio que a minha opinião sobre isto será sobejamente conhecida). Bem sei que o Queirósz agora anda a ser elevado à condição de herói nacional por ter conseguido, num dificílimo grupo de qualificação, o feito brilhante de conquistar o segundo lugar a ferros (sem ganhar qualquer jogo e conquistando três pontos em doze possíveis às selecções menos más do grupo) e qualificar a sua Escreção para um playoff de apuramento para o Mundial. Coisa que, como sabemos, merece ser festejada com toda exuberância, tal como um qualquer gigante do futebol mundial como uma Eslovénia, uma Bósnia ou uma Ucrânia o fizeram. Mas eu sinceramente ainda estou chateado por ter ficado uma semana sem poder ver o meu Benfica jogar só por causa da Escreção, e por isso a vontade de escrever não é muita.
Agora que, temporariamente, o assunto Escreção fica arrumado, é tempo de regressar às coisas do futebol que realmente interessam. Como saber qual é a equipa que o nosso treinador vai meter a jogar este Sábado, em Torres Novas, contra o Monsanto. É que, convenhamos, isto interessa-me infinitamente mais do que os disparates e vaidades do Queirósz e do seu sidekick Merdaíl, ou os golos do subnutrido mergulhador.
O poder de um clube regional assenta muito nas estruturas políticas regionais.
Durante anos, um clube de dimensão regional alicerçou o seu poder com o beneplácito e o compadrio cobarde de um poder político que temia afrontar o líder desse clube.
Durante anos, o poder regional foi co-responsável pela consolidação do poder de um pequeno Bokassa com tiques de camorrista.
Durante anos, o poder político temeu cobardemente as ameaças do dito chefe tribal e, cobardemente, vergou sem a coragem de, na prática, observar a real valia da sua basófia.
Quando observo, em três eleições democráticas locais, que a população deu a maioria absoluta a quem enfrentou / afrontou o dito déspota, concluo que:
- O dito dono dos andrades tem poder apenas sobre uma pequena chusma de bandalhos. E que, por mais que confunda violência com poder e que alicerce o exercício deste na impunidade do exercício daquela, não tem o poder que julga ter.
- Esta noite, na Avenida dos Aliados (a mesma em que se fez, há uns anos, mais uma demonstração pública da identidade tacanha e anti-democrática que está presente na impressão digital do dito Bokassa) festeja-se, também, a “derrota daquele que perdeu sem ser candidato”.
- Nunca se deve confundir andrades com portuenses.
Estive lá, na Luz, para torcer pela selecção portuguesa. Mais do que a mágoa de ver a equipa da federação madailiana – orientada por um treinador que detesto e pejada de futebolistas cuja identificação com Portugal é idêntica à que eu tenho com o país natal dos ditos –, imperou o sentimento patriótico.
A selecção portuguesa venceu uma medíocre Hungria, e venceu-a bem. A Dinamarca venceu a Suécia e abriu as portas à possibilidade de Portugal se qualificar em segundo lugar num grupo em que tinha a obrigação de ser primeiro.
A classificação em segundo lugar e o apuramento para o playoff (tenho-o como um dado adquirido, pois, apesar de já termos empatado com a Albânia, não acredito que não se vença a patética selecção de Malta) num grupo tão fraco, por mais que a tentem maquilhar de vitória, é uma derrota. E é uma derrota que espelha o mau desempenho.
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Uma nota final para os 50 mil que estiveram na Luz a apoiar esta selecção. O incentivo foi visível, notório… tal como foi notória e audível a assobiadela que se fez ouvir quando surgiu o nome e a fotografia de Queirós nos ecrãs do estádio.
fotografia de Isabel Cutileiro
É obviamente possível que alguns jogadores do Benfica incluídos no fundo não venham a concretizar a expectativa de retorno financeiro lá espelhada.
Mas a melhor resposta a quem duvida da real expectativa do mercado sobre a rentabilidade futura do Fundo no seu global foi dada pela Ongoing, uma das empresas mais mediáticas do momento, que subscreveu uma parte substancial do mesmo.
Conheço o Nuno e o Rafa e posso-vos garantir duas coisas - nem são tontos, nem alguma vez tomarão uma decisão a pensar que vão perder dinheiro!
"O nosso adversário este ano não é o Benfica mas o Braga!"
Finalmente! À 7ª jornada lá perceberem que este ano o nosso Benfica está imparável e vão lutar com o braga pelo acesso à pré da Champions.
Se é o "gerente da caixa" que o diz, quem sou eu para o desmentir? A "fina ironia" tem destas coisas...
Caros Benfiquistas,
Eu, como benfiquista, gosto de ganhar, mas gosto de ganhar de forma limpa. E este ano acho que o que o Benfica tem feito não é justo, não é correcto e nem é ético.
Acho inacreditável a lata do Benfica em marcar golos nos primeiros minutos de jogo. Quer dizer, os adversários ainda se estão adaptar ao campo, à táctica do Benfica,e nós já lhes estamos a enfiar um golo. Para mim, isto não é sério, isto é aproveitar as fraquezas dos outros.
Outra das coisas que me está a chatear este ano e a fazer-me ter vergonha do Benfica é o facto de o Benfica resolver alguns jogos nos últimos minutos. Os adversários já estão convictos do acordo tácito com o Benfica para que o resultado se manteha assim, e o Benfica, quais piratas, marca o golo, altera o resultado e lá se vai o acordo tácito. O meu Benfica, do qual me orgulho, cumpre os seus acordos.
Por último, acho triste o Benfica marcar tantos golos de bola parada. O futebol quer-se corrido, não parado. E, além disso, marcar golos quando os adversários estão paradinhos a descansar é um bocado falta de ética.
Por estas razões eu proponho aos benfiquistas, como demonstração de que gostamos de ganhar limpo, a elaboração de uma petição a enviar para a Liga onde devem constar estes dois pontos:
1) O Sport Lisboa e Benfica apenas poderá marcar golos entre os 15 e os 75 minutos de jogo.
2) Todo e qualquer golo do Sport Lisboa e Benfica que resulte da marcação de qualquer lance de bola parada deverá contar apenas meio golo.
Acho que apenas assim este ano será alcançada alguma justiça.
Depois do desaire na Liga Europa, o Benfica deu esta noite a melhor resposta, e graças a uma primeira parte quase perfeita conquistámos a vitória num campo tradicionalmente difícil. E para quem ainda duvida do potencial deste Benfica, a vitória foi conseguida 'apenas' sem o Aimar, o Di María e o Maxi, três titulares indiscutíveis, mostrando que temos diversas soluções no plantel para suprir as ausências de qualquer jogador importante.
Foram cinco as alterações em relação ao onze de Atenas. Para além dos três já citados, que foram substituídos pelo Carlos Martins, Fábio Coentrão e Rúben Amorim, entraram o Quim e o Shaffer para os lugares do Júlio César e do César Peixoto. E, correspondendo ao discurso do nosso treinador sobre a necessidade de sermos agressivos neste jogo, o Benfica entrou a matar. Eu gosto muito de ouvir os comentários carregados de esperança dos comentadores da TV. Contra o Leiria, eram eles que não sofriam golos há trezentos e não sei quantos minutos. Aguentaram quatro contra nós. Agora o Paços ainda não tinha perdido em casa, e até o fóculporto já lá tinha empatado e tal. Foram menos de três minutos até estarem a perder. Após um canto (cedido numa jogada em que o Fábio Coentrão, em boa situação para marcar, acabou por complicar) marcado pelo Carlos Martins, o David Luiz entrou ao primeiro poste e cabeceou cruzado para o segundo, sem hipóteses de defesa (segundo o repórter de campo da SportTV, com 'muita passividade dos defesas do Paços'... pois).
O Paços reagiu bem ao golo, e tentou levar o jogo para a nossa baliza, mas o Benfica continuou a criar mais e melhores oportunidades de golo, com o Cardozo, após um erro de um defesa adversário, e o Saviola, depois de uma grande jogada individual, a verem o golo ser-lhes negado por boas intervenções do guarda-redes do Paços. Mas pouco depois dos vinte minutos, o golo surgiu mesmo, num grande remate do Carlos Martins, ainda a uma boa distância da baliza. Este segundo golo pareceu acabar com as veleidades do Paços, e o Benfica passou a controlar o jogo à vontade, mesmo sem necessidade de acelerar muito. Adivinhava-se que o Benfica ainda pudesse aumentar a sua vantagem, já que o Paços parecia incapaz de atinar sobretudo com as movimentações do Saviola, que aparecia sempre à vontade no espaço entre a defesa e o meio campo do Paços para receber a bola e virar-se, e estava a dar uma liberdade quase total para que o Carlos Martins pautasse o nosso jogo. O terceiro golo acabou por surgir aos quarenta minutos de jogo. Foi um livre assinalado por falta sobre o Saviola que, na minha opinião, deveria ter dado um vermelho directo ao defesa do Paços, já que este agarrou o Saviola (mais uma movimentação brilhante) quando ele se ia isolar, mas a benevolência do árbitro valeu-lhe apenas o amarelo. Indiferente a isto, o Cardozo marcou o livre de forma monumental, colocado e em força para o ângulo da baliza. Com este golo, o Cardozo introduziu também uma nova variável no jogo, que foi o deixar de se assinalar qualquer falta a favor do Benfica a menos de trinta metros da área, não fosse o Cardozo passar das marcas e fazer outra igual. E como castigo por ter feito aquilo, o Cardozo passou a ser escadote e saco de pancada para os defesas do Paços (em especial o cepo do Ozéia) até ao final do jogo.
Com três golos de vantagem ao intervalo, havia dois cenários possíveis na segunda parte: ou o Benfica mantinha o ritmo e saía daqui outra goleada, ou então optava por gerir o resultado. O que se viu foi o segundo cenário, o que não foi descabido tendo em conta que poderia haver alguma fadiga por causa do jogo com o AEK. A troca do Carlos Martins pelo Felipe Menezes também não nos beneficiou. Houve um nítido baixar das linhas da nossa parte, e vimos o Benfica no seu meio campo à espera do adversário, o que é atípico de uma equipa que estamos habituados a ver pressionar o adversário no seu próprio meio campo. Houve mérito do Paços nesta segunda parte, que a perder por três não baixou os braços, acreditou e pressionou o Benfica, o que resultou em muito pontapé para a frente da nossa parte, e muito pouca posse de bola. Insistindo sobretudo sobre a esquerda da nossa defesa, onde agora tinham colocado o Cristiano, eles conseguiram criar-nos dificuldades e algumas oportunidades de golo, sendo recompensados com um merecido golo de honra, quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final. Depois de mais de meia hora neste cenário, só durante os dez minutos finais é que o Benfica voltou a subir - muito por culpa da entrada do Weldon, que pressionou bastante os defesas do Paços na saída para o ataque, obrigando-os a recorrer ao pontapé para a frente - e o Paços deixou de ameaçar tanto, sendo então o jogo gerido de forma mais tranquila até final.
Começo por mencionar o bom regresso do Carlos Martins à equipa. Foi um jogador muito importante no bom futebol que apresentámos durante a primeira parte. Fez a assistência para o golo do David Luiz, e marcou também ele um grande golo. No trabalho do meio campo colocou-se sempre bem, o que lhe permitiu diversas intercepções de bola, e jogou sempre simples e eficazmente. A queda de produção do Benfica na segunda parte não me parece ter sido alheia à sua saída do jogo. Bom jogo também dos nossos centrais, que tiveram bastante trabalho na segunda parte. Já mencionei o Saviola, que é para mim importantíssimo pelas movimentações que tem e os espaços que cria. Não marcou, mas esteve no segundo e terceiro golos. Cardozo também bem, sobretudo na primeira parte, a conseguir fugir nas costas da defesa do Paços por diversas vezes, e a tabelar bem com os colegas. O Coentrão esteve hoje menos exuberante do que quando entra em jogo vindo do banco. Trabalhou bem defensivamente, mas no ataque esteve discreto e complicativo. Também menos brilhante que o costume esteve o Ramires, que até ficou ligado ao golo do Paços, ao perder a bola à entrada da área. Fez no entanto um jogo de muito trabalho, acabando a lateral direito.
Foi importante responder à derrota com o AEK desta forma. Sabemos todos a quantidade de abutres esfaimados que andam por aí à espera de deslizes do Benfica. Assim, terão que ficar silenciosos mais um bocado, enquanto nós mantemos a vantagem sobre a andradagem e, vergonhosamente, aumentamos para oito os pontos de vantagem sobre a lagartagem. E, volto a dizer, a importância desta vitória aumenta ainda mais por ter sido conseguida na ausência de jogadores nucleares do plantel. Agora segue-se, apenas daqui a três semanas, o Chicharro e a sua habitual frota de autocarros.
(pausa nas férias)
É só para escrever - e escrito aqui das profundezas das montanhas (finalmente com acesso a uma nesga de civilização), parece que sai com mais fervor - que o pontapé nas ventas que o destino mandou na lagartagem é duma ironia genial: finalmente têm o presidente mais adequado à agremiação invejosa, canalha, mesquinha, ridícula e profundamente imbecil que são.
O resto o D'Arcy já escreveu, e melhor do que alguém o poderia fazer.
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Hoje, mais uma vez, é contra tudo e contra todos. Como sempre, nada a que não estejamos habituados.
Força Benfica!
O jogo de hoje não é um jogo simples. Acho que, se correr mal, podemos situar no jogo de hoje aquele momento em que tudo começou a resvalar. Se correr bem , como estou convencido que vai correr, a equipa mostrará de que massa é feita, que coração tem, o seu carácter. É um jogo perigoso, este. É bom que a equipa entre com a máxima concentração, e perceba como o jogo de hoje só será "mais um jogo", se ganharmos. Se isso não acontecer, este jogo pode ser mais decisivo do que se julga. Vamos a eles!
P.S. - 3-0 ao intervalo afasta temores, parece-me. Marcar cedo foi muito importante. Agora é gerir.
A inveja é uma coisa muito feia. Menos para os lados do Lumiar, onde, como sabemos, é uma forma de vida. O presidente da Agremiação dos Queques, Cabeça de Cotonete, veio agora demonstrar, mais uma vez, a sua competência para o cargo, presenteando-nos com (mais) uma demonstração da sua infindável inveja. Para quem não se recorde, as outras competências já demonstradas pelo Cabeça de Cotonete para o cargo de dirigente desportivo são:
- Capacidade para segurar num cachecol acima da cabeça e saltar enquanto canta 'E quem não salta é lampião' - pode não parecer, mas para se conseguir fazer isto é necessário um nível de coordenação motora que, à vista desarmada, não parece estar ao alcance de alguém que parece uma recombinação genética entre o Pedro Granger e um arménio albino;
- Envolver-se publicamente em abraços homoeróticos com estranhos em tronco nu;
- Utilizar o Twitter para, entre três erros ortográficos a cada duas palavras, trocar mensagens embevecidas com a sua 'bitch' na imprensa (Bernardo Ribeiro);
Pois este comparsa nas saídas alternativas do Salema, ao ver a vida a andar para trás (parece que os seus consócios já estão um bocado fartos do 'Forever', que a 'muita pasta' paga pelo Matidevezemquandosenãoestiverachoverpode
Se calhar o que deveria ser uma vergonha para o Cabeça de Cotonete é o facto de, apesar dele discordar dos valores, o Benfica ter atraído investidores interessados no fundo - que não tem nada de esconso e foi aprovado pela CMVM, ao contrário de outros procedimentos com os quais ele deve estar familiarizado, e que costumam envolver sociedades em offshores e coisas afins - ao passo que o sportém do Cabeça de Cotonete tem sorte se conseguir encontrar alguém que lhe pague uma 'jola. E sinceramente, eu acho que o Cabeça de Cotonete é burro, mas até consegue perceber isto. Afinal, já tinha tentado sacar dinheiro à Sagres e, mais uma vez, estampou-se de trombas com a realidade da dimensão da sua agremiação quando comparada connosco. Mas, erradamente, julgo que tem esperanças que os associados do sportém sejam ainda mais básicos que ele (que sejam todos como o Pedro Barbosa, portanto), e que falando-lhes da sua habitual obsessão, o Benfica, consiga assim desviar as suas atenções dos disparates que ele vai fazendo. Se isto não resultar, há sempre a opção de retorquir ao sócio/adepto mais exaltado um elevado e esclarecedor: "'Tá calado, pá! 'Tá calado!".
Há jogos em relação aos quais se tem à partida um mau pressentimento. E quando, após ver os primeiros minutos de jogo, esse mau pressentimento se reforça, cedo se percebe que vai ser muito difícil ganhá-lo. Após quinze minutos de jogo já eu estava a enviar mensagens a outros Tertulianos avisando-os que, na minha opinião, isto hoje correria mal. E nem sequer era necessário ter-se grandes dotes premonitórios para se prever isto tão cedo. Bastava observar o jogo durante uns momentos, e ver um Benfica tão transfigurado para pior, para sabermos que a probabilidade de aquilo acabar mal era alta. A nossa forma de jogar durante a primeira parte, aliás, conseguiu irritar-me tanto que ainda não tínhamos chegado aos dez minutos e já eu estava aos berros para a TV (é perfeitamente irracional e a TV não tem culpa nenhuma, mas o estado de nervos falou mais alto - como os berros não surtiram efeito, cortei o som para não continuar a ouvir o Rui Santos e o Nuno Luz a disparatarem ao desafio, tendo hoje reforçado a minha convicção de que um é perfeitamente parvo, e o outro é um caso clínico). Quem foram aqueles tipos que entraram no relvado para a primeira parte, e o que é que eles fizeram ao Benfica 2009/10?
A equipa com que alinhámos foi a titular. É certo que houve a troca do Quim pelo Júlio César na baliza, mas de tão esperada que ela era nem sequer se pode considerar uma surpresa. Surpresa foi, isso sim, a forma como encarámos o jogo. Estivemos irreconhecíveis nesta primeira parte. A jogar praticamente a passo, a tão importante pressão sobre os adversários logo no seu meio campo praticamente não se viu, e depois aquele pormenor extremamente irritante, que já conhecemos de anos anteriores, de vermos um jogador nosso com a bola e os colegas praticamente parados a olharem para ele, em vez de terem as habituais movimentações para criarmos desequilíbrios e linhas de passe. E por falar em passe, estivemos muito mal nesse capítulo durante esta primeira parte, já que foram inúmeros os maus passes efectuados. Dava ideia de que estávamos convencidos que, mais cedo ou mais tarde, o golo apareceria, tamanha era a nossa superioridade (no papel) sobre o AEK. Não sei de onde terá vindo esta espécie de sobranceria, coisa que, até hoje, ainda não tinha visto esta época. Perante um Benfica tão pachorrento, após alguns minutos o AEK terá ficado convencido que afinal não tinha nenhum papão pela frente, e até começou a a ensaiar alguns ataques perigosos para a nossa baliza. Durante a primeira parte, apenas por duas vezes o Benfica esteve perto de marcar, e ambas pelo Di María (que, apesar da falta de inspiração, ainda assim foi dos mais inconformados neste período), que rematou uma bola ao poste, e noutra jogada conseguiu ultrapassar o guarda-redes adversário, mas perdeu ângulo de remate. Para piorar as coisas, o AEK chegou ao golo perto do intervalo, quando num canto o Majstorovic subiu mais alto do que os nossos centrais e cabeceou sem hipóteses de defesa. Apenas mais um capítulo do cenário típico do futebol de deixar o adversário respirar e ganhar confiança (e neste caso, vantagem também), e depois ter-se que andar a correr atrás do resultado.
A equipa veio com outra atitude para a segunda parte, é verdade. A inspiração é que continuou a não ser por aí além, mas a simples mudança de atitude foi suficiente para criarmos ocasiões de golo suficientes para darmos a volta ao resultado, e sairmos de Atenas com uma vitória. Mas do outro lado surgiu um guarda-redes inspirado que defendeu muito bem os remates do Di María e do Saviola, e que ainda viu o Coentrão isolado conseguir acertar-lhe com a bola. Estas oportunidades foram criadas durante o nosso melhor período no jogo, que foi a primeira metade da segunda parte. Depois começou a vir ao de cima a ansiedade, e a saída do Aimar para a entrada do Nuno Gomes também não ajudou muito o nosso futebol. Passámos a jogar praticamente com uma linha de quatro avançados, mas à medida que o jogo caminhava para o final já não havia discernimento para fazer as coisas com calma, e em vez disso vimos quase toda a gente a tentar fazer as coisas sozinho, e então nos minutos finais chegámos mesmo ao ponto de tentarmos o chuveirinho para a frente. Mas já tínhamos entregue o ouro ao bandido na primeira parte, e depois foi difícil corrigir isto.
Não quero estar a criticar jogadores individualmente após um dia menos inspirado de toda a equipa, e numa altura em que, apesar de ter esperado um pouco para me acalmar antes de escrever, continuo irritado com o jogo, pois ainda me arriscaria a fazer críticas injustamente ríspidas. As coisas hoje correram mal. Fiquei desiludido por ver jogadores apresentarem-se a um nível muito inferior ao que sabemos ser o seu, mas a desinspiração foi geral, e ser-me-ia até difícil conseguir identificar quem foram os piores ou quem foram os menos maus.
Acima de tudo, espero que saibamos aprender com os nossos erros. Se hoje perdemos com uma equipa que nos é manifestamente inferior, e que apenas parece possuir dois jogadores acima da média (o sueco Majstorovic e o guarda-redes argentino Saja), isso aconteceu acima de tudo por nossa própria culpa. Não podemos entrar para um jogo, por mais favoritos que sejamos, com a atitude que tivemos na primeira parte. Tenho a certeza que haverá quem fará ver isso aos jogadores, para que tal situação não se volte a repetir, até porque na próxima segunda-feira temos mais um jogo que se encaixa neste cenário. E eu espero, nessa altura, voltar a ver o Benfica que esta época nos tem encantado.
P.S.- E só para esclarecer: eu não alinho, nem nunca alinhei, com profetas da desgraça, ou pessoas que ficam pacientemente à espera de uma derrota para criticarem alarvemente tudo e todos, e colocarem tudo em causa. A minha fé no Benfica mantém-se inabalável. Hoje o jogo correu mal. Acontece. É difícil ganhar sempre, a não ser que se tenha no clube uma secção de aconselhamento matrimonial a árbitros e seus familiares. Quando jogamos mal, não nego as evidências, e digo que jogámos mal, sempre na esperança que os erros sejam corrigidos, e que levantemos a cabeça para ganharmos já o jogo que se segue. Que ninguém pense que uma crítica pontual e objectiva significa um alinhar com posições carpideiras que sempre desprezei.
Não tinha e continuo a não ter dúvidas sobre a qualidade do nosso Benfica. O destino é vencer e, para que isso aconteça, é muito importante que continuemos unidos, a acreditar e a apoiar. E o apoio é essencial quando algo corre mal. Hoje, no jogo com o AEK, muita coisa correu mal. Hoje, é um dos momentos em que é essencial mostrar a cepa de que somos feitos. O apoio público que se espera no jogo da próxima segunda-feira começa hoje, começa agora. Quanto ao resto… confio em quem, no balneário, vai dizer a palavra certa, necessária e que se impõe. Força, Benfica!
O homem que, além de muitos outros interesses, também distribui, na calada da noite e na antevéspera dos jogos, envelopes a árbitros decidiu hoje que deveria falar do… Benfica. Após uma vitória do clube do qual é dono, num jogo da Champions, de que é que o homem poderia falar? Do Benfica, obviamente. [link]
Entre outras palermices, agradeceu ao Benfica a contratação de Falcao. Foi mais um momento de puro atavismo em que o provincianismo bacoco e a pequenez se manifestaram. E manifestaram-se porque são genéticos naquela criatura, porque a cultura de que impregnou o seu clube foi essa, porque quem cegamente o segue alimenta-se dessa mesma pequenez, porque a horda de contorcionistas que, diariamente, o bajulam na comunicação social insiste em camuflar essas demonstrações públicas de nanismo com a… “fina ironia”. Ironicamente, o referido senhor não se referiu às comissões que envolveram a negociata. E ele sabe bem que não é ao Benfica que deve agradecer.
Deve agradecer a todos os que, ao invés de lhe perguntarem sobre os contornos dessa contratação, preferem louvar a sua “fina ironia”. Ironicamente, isso é o que acaba por condenar o seu clube a nunca ser mais do que um anão de saltos altos que se julga grande.
Na preparação do jogo de hoje contra o AEK, Rui Costa diz que não precisou de pedir informações a Fernando Santos.
(Eu sei que o Nandinho é bom rapaz, que os jogadores simpatizavam com a sua simpatia, que o Benfica jogava bem nos jogos em casa, que é sócio do Benfica… mas, ainda assim, fico mais descansado em saber que aquela espécie de loser's fate que o acompanha ficou afastada do jogo de hoje.)
Estou a ver o "Trio d'Ataque" e o António-Pedro Vasconcelos é muito bom a defender o Sporting no ataque ao sportinguista Vítor Pereira. Quase tão bom como a louvar o Hulk. Numa coisa o homem tem razão: isto no tempo do Eça resolver-se-ia à bengalada.
As eleições terminaram ontem. Ganhou o Sócrates. Não vou aqui discutir se foi bom ou mau, porque este blog não trata destes assuntos.
Apenas referir que com o Sócrates teremos TGV Porto-Lisboa. O autocarro é cada vez mais um meio de transporte pouco fiável. O que aconteceu este fim de semana ao Leixões é prova disso. Mesmo trazendo dois autocarros até à Luz estes de nada lhes serviram, pois avariaram-se os dois.
Como tal o TGV pode ser uma boa alternativa às equipas que se desloquem à Luz.
Já se começa a perceber que muito dificilmente o Benfica poderá contar com o treinador de andebol que melhores garantias lhe dá, pois o senhor Olímpio Bento tudo fez, faz e fará para inviabilizar tal possibilidade.
Não aceito, e menos ainda após a canhestra explicação publicada pelo referido devoto, as motivações do dito. Independentemente disso, parece-me que a perpetuação desta situação se torna impossível de sustentar, sob pena de hipotecarmos o futuro do nosso actual treinador, o professor José António.
Assim, resta lamentar que o feudo do professor Olímpio Bento não tenha a independência, a elevação e a qualidade da Faculdade de Motricidade Humana. Esta, ao contrário do quintal do dito Olímpio, não só não está debaixo de nenhuma canga despótica como, inclusivamente, se sente muito honrada por protocolar com instituições desportivas.
Apenas assim se explica que o Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto inviabilize que um seu professor trabalhe no Benfica, e que, pelo contrário, a Faculdade de Motricidade Humana se sinta muito orgulhosa pelo facto de ter dois professores, o professor Pedro Mil-Homens [link] e o professor José Gomes Pereira [link], a trabalharem também no Sporting.
É a diferença entre pertencer a uma faculdade que está ao serviço do país ou pertencer a uma faculdade de que alguém se serve para prestar vassalagem ao dono.
Mais uma goleada, e por sinal bem saborosa num jogo em que do outro lado nos apareceu uma equipa anacrónica, que provavelmente encaixaria que nem uma luva num compêndio do pior catenaccio do início da década de oitenta. O Leixões parecia querer imitar aquilo que o Marítimo fez na primeira jornada, o que não deixa de ser estranho, já que normalmente as equipas do José Mota não jogam assim, e esta época já os vimos tentarem jogar de peito aberto no Estádio do Ladrão, tendo sofrido quatro golos em 45 minutos. O problema para o Leixões é que nem sempre se pode contar com tanta sorte como a que o Marítimo teve, e quando isso acontece o resultado mais provável é aquilo que vimos esta noite.
Onze sem surpresas, apresentando até o 'indisponível' Javi García de início, tal como o Ramires. Se estes dois estavam limitados, não se notou nada. A única dúvida habitual na constituição da equipa tem vindo a ser quem joga na esquerda da defesa, e hoje foi a vez do César Peixoto. O Benfica, para não variar, teve uma entrada muito forte em jogo, e logo ao segundo minuto esteve perto de marcar, com o Cardozo, Saviola e Maxi, na mesma jogada, a terem a oportunidade de fazê-lo (o Maxi fez a bola ir ao poste). O Leixões depressa terá percebido que não podia deixar o Benfica impor aquele ritmo, e dois minutos depois já o seu guarda-redes se tinha lesionado sozinho, tendo o jogo ficado parado mais de dois minutos para que fosse assistido, e começando a recordar-nos do espectáculo degradante que um certo Peçanha tinha dado na primeira jornada. Esta palhaçada encenada pelo guarda-redes leixonense foi só o mote para aquilo que se seguiria. Foi um sem fim de encenações, perdas de tempo em reposições de bola, quezílias, discussões, e tudo isto regado por faltas atrás de faltas para parar os nossos jogadores, muitas delas a serem pura violência (o Di María que o diga). O tempo útil de jogo deve ter baixado drasticamente durante este período, e os próprios jogadores do Benfica pareceram começar (naturalmente) a enervar-se com tudo isto. Talvez por isso tenhamos falhado alguns golos que, a terem entrado, dariam outra tranquilidade à equipa (as oportunidades do Cardozo e do Aimar, após tabela com o Saviola, foram as mais flagrantes).
A 'impetuosidade' dos jogadores do Leixões, apesar da 'boa vontade' (leia-se: passividade) do árbitro, acabou por ter a consequência lógica, ou seja, uma expulsão por acumulação de amarelos ainda antes da meia hora de jogo. E se antes disto já era notório que o único interesse do Leixões era defender (terão feito algum remate à nossa baliza?), depois então foram mesmo dez jogadores acantonados no último terço do terreno, e mais pancadaria, aproveitando o facto do árbitro, depois de já ter expulso um jogador, certamente não ter coragem para mostrar mais cartões tão cedo. Houve faltas que, com rigor, até poderiam ter dado vermelho directo, e nem o amarelo saiu do bolso do árbitro. Mas tenho que pelo menos dar-lhe os parabéns por ter tido a coragem de dar cinco minutos de descontos no final da primeira parte. Só a assistência ao guarda-redes do Leixões e cada um dos amarelos do Pouga foram mais do que isto, e regra geral um árbitro português teria dado, com muito boa vontade, dois minutos de descontos, fazendo o crime compensar. E foi precisamente durante este período de compensação que marcámos o importantíssimo primeiro golo. Num cenário que já vimos diversas vezes esta época, o Aimar marcou um livre para a área, e o David Luiz fez, muito à vontade, de cabeça o golo. O golo foi importantíssimo porque, com ele, desmoronava-se a estratégia do Leixões, e permitia à nossa equipa sair para o intervalo com outra tranquilidade. Já gora, convém mencionar que antes da marcação do livre o Aimar viu provavelmente um dos amarelos mais ridículos do campeonato, por ter movido a bola dez centímetros para o lado. Isto enquanto os sarrafeiros do Leixões iam vendo as suas pantufadas no Di María e no mesmo Aimar serem recompensadas com o tradicional gesto do 'não voltas a fazer isso!' por parte do árbitro. São critérios destes que depois levam a que o Bruto Alves seja um dos jogadores mais disciplinados da Liga, enquanto que o sarrafeiro do Aimar chega ao fim da época com mais amarelos do que ele.
Para a segunda parte, era expectável um avolumar do resultado. Para além de reduzido a dez, o Leixões teria que abrir um pouco mais, dado estar a perder, e também tinha que começar a encolher-se na estratégia de parar os nossos ataques à custa de faltas, porque os amarelos já abundavam. Nós limitámo-nos a fazer o nosso futebol, com muita mobilidade dos jogadores, pressão alta, e o Aimar a pegar na batuta do jogo. Demorámos dez minutos a marcar o segundo. Após o Aimar e o Saviola terem feito mais uma daquelas jogadas à futsal, com trocas de bola ao primeiro toque, o primeiro foi derrubado quando seguia isolado para a baliza. Penálti, expulsão, e bomba do Cardozo. E daqui até final, foi um desfilar de oportunidades, e contar a marcha do marcador. Três a zero após uma boa jogada entre o Coentrão e o Peixoto na esquerda, com este a centrar para o Ramires aparecer ao segundo poste a finalizar (e até me pareceu que houve penálti sobre o Nuno Gomes neste lance). Quatro a zero pelo Maxi, num remate cruzado da direita, após o Ramires ter recuperado a bola no seguimento de um grande remate do Di María, para defesa apertada do guarda-redes do Leixões. E cinco a zero num lance muito bonito pela sua simplicidade. Foi uma jogada de combinação entre o Coentrão, o Peixoto e o Cardozo, com o paraguaio a desmarcar o Peixoto na esquerda, e a surgir depois na área, ao primeiro poste, a cabecear exemplarmente o centro perfeito do Peixoto. Foram cinco, podiam até ter sido mais.
E quem é que não jogou bem hoje? Sinceramente, para mim, ninguém. O Aimar encheu o campo mais uma vez, o Cardozo marcou dois, o Di María não parou quieto, o Peixoto fez duas assistências, o David Luiz (ou o nosso Beckenbauer) está um portento e abriu a goleada, o Ramires é, provavelmente, uma das nossas melhores contratações desde o Valdo, o Coentrão voltou a entrar para dinamizar ainda mais o nosso jogo, enfim, nenhum dos nossos jogadores merece reparo por ter estado mal.
Para além da natural satisfação pela vitória do Benfica, e pela mão-cheia de golos marcados, hoje saí da Luz com o contentamento extra de ter visto a táctica anti-futebol que o José Mota tentou implementar ser castigada de forma exemplar. Tendo em conta aquilo que nós estamos a jogar, mesmo tácticas destas correm o risco de serem severamente punidas caso haja o menor erro. Hoje, nem mesmo ficando dois penáltis por marcar a nosso favor, nem mesmo com antijogo que atingiu níveis grotescos na primeira parte, nem mesmo com pancadaria de meia-noite a não ser devidamente punida, se conseguiram safar. E sempre que isso acontece, para além de ganhar o Benfica, sinto que também o futebol ganhou um bocadinho.
... via Estádio da Luz.
José Mota: vai para o "órgão sexual masculino"*.
(O que me custa reproduzir, porque para a personagem em questão será desejar-lhe profundo prazer)
* inserir impropério adequado.
Falamos muito do futebol, mas no hóquei a roubalheira é ainda mais à descarada. A Supertaça disputada hoje só mostrou que vamos ter mais do mesmo esta época. Os andrades já têm uma grande equipa, e ainda por cima, sempre que necessário, outros factores há que continuarão a desequilibrar o jogo para o seu lado sempre que necessário. Mesmo tendo metade da Selecção Nacional no nosso plantel, assim vai ser muito difícil.
Apesar do Sp. Braga ter vencido ontem e de ter tornado impossível a nossa passagem para o 1º lugar este fim de semana, nem por isso o dia de hoje deixará de ser muito importante para o futuro da Liga portuguesa. Com os outros 2 grandes a defrontarem-se entre si, temos obrigação de aproveitar a perda de pontos que uma equipa ou mesmo as duas perderão nesse confronto. E embora se possa considerar uma vantagem despicienda à 6ª jornada, a verdade é que podemos acabar o dia de hoje com 3, 5 ou 6 pontos de avanço dos nossos adversários directos. E eu tenho a nítida sensação de que se este ano nos deixam fugir, nunca mais nos apanham.
Na semana passada até cumprimos com aquela que é para mim a premissa fundamental do futebol moderno, sobretudo nos jogos em que uma das equipas é bem mais forte do que a outra, que é a de concretizar uma das duas ou três primeiras oportunidades de golo. O problema foi termos sofrido um golo passados poucos minutos e de tudo ter então voltado à estaca zero, com o Leiria a poder (re)entrincheirar-se no seu meio-campo, deixando a cargo de dois ou no máximo três jogadores a saída para o contra-ataque. Assim sendo, e como alguns dos nossos jogadores não estiveram tão bem como já nos habituaram (Rarmirez à cabeça), e também (porque não dizê-lo) por mérito do adversário que nos estudou muito bem, o resto do jogo foi um sofrimento atroz, felizmente com final feliz.
Infelizmente algumas mazelas terão ficado e ainda subsistem dúvidas de que Javi Garcia possa jogar hoje. Embora, como já disse, considere o jogo de hoje muito importante, não estou disposto a perder Javi por diversos jogos, nomeadamente no jogo da Liga Europa da próxima quinta-feira, caso seja esse o preço a pagar pela sua inclusão na equipa hoje. Estou certo que também Jorge Jesus pensa desta forma.
Caso Javi não jogue, deverá entrar Amorim para médio-defensivo. Perderemos necessariamente capacidade de choque mas com um apoio mais directo de Ramirez, deixando a ala direita para o regressado Maxi que é capaz de a fazer em toda a sua extensão, essa lacuna pode ser disfarçada. Cardozo deverá voltar a fazer dupla com Saviola, até porque se há coisa que o jogo de Leiria demonstrou foi que Keirisson ainda não é jogador para estas andanças. Aimar e Di Maria deverão completar o 11, isto caso JJ não esteja a pensar colocar Coentrão no lugar do extremo esquerdo. Tenho para mim que mais dia menos dia Coentrão vai ter essa oportunidade. E tem-na justificado nos poucos minutos que tem jogado na Liga. O problema dele chama-se Di Maria, mas a participar em várias competições e com jogos internacionais ao nível da selecção pelo meio haverá espaço para ambos. E quem sabe se não será hoje a primeira oportunidade do jovem esperança português.
Por último gostava de ver a Luz com mais de 50 mil espectadores hoje. Já não peço casa cheia mas um apoio substancial dos benfiquistas será meio caminho andado para vencermos mais um jogo.
'Velho'. 'Pré-reformado'. 'Acabado para o futebol ao mais alto nível'. Estas foram apenas algumas das expressões que os benfiquistas ouviram vindas das bocas de alguns invejosos (e também de alguns daqueles que, sendo das nossas cores, gostam sempre mais de criticar primeiro e pensar depois) quando o Rui Costa anunciou que o Aimar seria o seu sucessor como 'número 10' no Benfica.
Pouco mais de um ano depois, ei-lo de regresso aos convocados da selecção da Argentina. Algo que me orgulha como benfiquista, e que me enche de satisfação, pois sou um admirador do futebol do Aimar, que considero ser uma peça fundamental na nossa equipa. Esta convocação não deixa de ser uma vitória pessoal do Rui Costa, dado ser o Aimar uma sua aposta pessoal, e também uma demonstração de competência por parte da estrutura de suporte ao futebol do nosso clube, particularmente do L.O.R.D.. E já agora, também do Jorge Jesus, que colocou o Aimar a jogar na sua posição e lhe devolveu os níveis de confiança. Normalmente já torço sempre pela Argentina nos Mundiais, mas com Di María e Aimar na equipa, mais ainda vou torcer para que se apurem. Até porque espero em breve poder ver o Saviola juntar-se-lhes.
(A pedido de várias famílias)
Dentro do espaço que dedicamos aqui na Tertúlia às espécies raras e em vias de extinção, apresentamos hoje o último exemplar do Homem-de-Neandertal que ainda subsiste à face da Terra. Segundo a Wikipedia, este homem "tem sido descrito no imaginário popular de forma negativa em comparação com o Homo sapiens, sendo apresentado como um ser simiesco, grosseiro e pouco inteligente". O que me parece que se aplica perfeitamente à figura em causa. Mas quem, senão ele próprio, para o definir melhor?
Excertos do programa Trio d’Ataque de dia 22-9-2009.
“Não há nenhum benfiquista ferrenho que diga que é penalty”
[Curioso, eu ainda não vi, li, ou ouvi nenhum benfiquista a dizer que não é...]
“Houve uma altura em que o Toni mandava nos árbitros na Luz, o Humberto levantava a mão e era o fiscal-de-linha. Isso é manifesto. Durante uma década foi assim. Um fartar, vilanagem. Isso é um dado objectivo.”
[Como se depreende, este tipo era um frequentador habitual do Estádio da Luz e naquela altura já havia 20 câmaras em cada jogo que tiravam as dúvidas todas acerca dos lances... Reparem na precisão da criatura: “dado objectivo”.]
“Ele não pode levantar o pé àquela altura?! (...) Mas qual altura da cabeça?! O Aimar é que é baixinho! Achas que o pé está à altura da cabeça? É que não está à altura da cabeça. Não passou a estar à altura da cabeça. (...) Mas que não levantou o pé à altura da cabeça, não levantou. Pode-se medir.”
[Esta imagem é o momento do toque na bola. O pé está à altura do peito do Aimar, o que só por si já constitui “jogo perigoso”. Como lhe toca, passa a ser "jogo perigoso" com contacto físico e punível portanto com livre directo ou, dentro da área, penalty. Gostaram da magia da repetição "o pé à altura da cabeça"?]
“E há pessoas que, depois de verem na televisão, dizem que a bola está à altura da cabeça. O Aimar é baixo e até baixa um pouco a cabeça e é duvidoso quem é que faz jogo perigoso. Uma coisa que se pode ver, que se pode medir, a bola está a 1,60m no máximo e dizem que está à altura da cabeça. Isto presume o pior.”
[Presume, de facto, o pior. Esta imagem é o momento em que o pé do jogador do Leiria está mais alto. E, como se pode verificar, este espécime deveria ser preservado pela Humanidade. Reparem: “bola está a 1,60m no máximo e dizem que está à altura da cabeça”. Nem com as imagens vai ao sítio. Lá está, a definição de neandertal: “pouco inteligente”. Ou então, visionário: "é duvidoso quem é que faz jogo perigoso". O Aimar pode estar a fazer "jogo perigoso" em pé e com a cabeça perfeitamente levantada!]
“Depois disto, depois de ver isto, dizer-se que o pé foi à altura da cabeça, quer dizer, que o pé foi à altura da cabeça, é comparar a Torre de Belém à Torre Eiffel.”
[Tal como em excertos anteriores, a poesia da repetição: "que o pé foi à altura da cabeça, quer dizer, que o pé foi à altura da cabeça". Repetição, imitação: “simiesco”.]
“Este penalty marcado ao Leiria é dos casos mais flagrantes dos últimos três / quatro anos. (...) Admito que não haja mais nenhum penalty como este nesta época. É altamente suspeito.”
[Isto dito apenas 24 horas(!) depois deste lance no jogo do clube dele. Fabuloso!]
P.S. – E quer esta criatura acertar nos resultados eleitorais...!
Pela 1ª vez em directo na televisão. Sem comentários...
[Adenda:] A prova do crime
Nova Lei: Lei do Penaltie Trocado
Lei número a seguir ao último, acrescentada mesmo há coisa de 5 minutinhos e logo após ao esclarecimento dado por Paulo Penteadinho Bento, depois do jogo de ontem.
A TROCA DE PENALTIE
(transcrição fiel do Livro de Leis do Futebol Profissional e do Futebol Nacional, porque na realidade são coisas muito diferentes)
"Sempre que um Árbitro cometa aquele que lhe possa ter parecido um erro, ao não assinalar um Pontapé de Grande Penalidade, deve assim que possível ou melhor, o mais depressa possível, na próxima oportunidade assinalar uma Grande Penalidade, mesmo que para tal, não haja motivo.
Esta lei deve ser aplicada mesmo que o suposto erro afinal não passe disso mesmo, de uma suposição."
O Relatório e Contas do Benfica será apresentado na próxima semana. Nas cadeiras das redacções dos jornais e numa sanita de um qualquer grupo espanhol de comunicação já há quem se esteja a preparar para demonstrações públicas de velhacaria, falta de seriedade, demagogia, ressabiamento e estupidez.
Gritarão, pela enésima vez, que o “passivo” aumentou! Anunciarão o apocalipse e prestar-se-ão, mais uma vez, a fazer figuras de toleirão como a que fazem alguns jornalistas avençados do Correio da Manhã e do Record quando escrevem sobre o que não sabem. O previsível, expectável e justificadíssimo aumento do “passivo” dará azo a que uns quantos (entre eles também um ou outro benfiquista) debitem mais umas tretas com a isenção de quem acerta contas com quem lhes negou emprego. E não nos podemos esquecer do pólo oposto, daqueles jornalistas que, às custas do malandro do “passivo”, lá poderão escrever mais uma crónica na esperança de manter o emprego e as avenças vindas da torre das antas. O Rui Santos, enquanto abanica os pezinhos que não tocam no chão e acumula saliva nos cantos da boca, poderá ocupar mais uns minutos a perorar e espumar ignorância para intoxicar audiências.
Todos esgrimirão o “passivo” sem saber do que falam, mas sabendo muito bem quem querem atingir no meio de toda a sua ignorância.
Merda de gente, merda de país, merda de comunicação social! Tudo isso me enoja mais do que a figura dantesca do Dias Ferreira a palitar os dentes, em directo, no Dia Seguinte.
Quem porventura tiver a suprema e inexplicável desfaçatez de sequer sugerir que o lance de ontem no jogo com a agremiação de Leiria não é penalty é:
a) burro;
b) cego;
c) proxeneta (prostitui as células cerebrais. Ou, no caso do Rui Santos, 'a' célula cerebral);
d) as três anteriores. Ou seja, jornalista da RTP 1 ou da Sport TV, avençado do Pasquim ou, claro, o Rui Santos;
e) um palhaço invejoso e desonesto;
f) lagarto. No fundo, é a opção e) se se tratar de um atrasado mental que goste de privar em lavabos públicos sob o pretexto de que é um 'estádio', usar sapatos de vela e adorar coisas como a besta do Manuel Fernandes.
Santa hipocrisia...
Não deixou de ser uma vitória justa, alcançada pela única equipa que lutou realmente por esse objectivo, mas teve que ser arrancada a ferros. O adversário não ajudou, pois fez o seu trabalho e manteve sempre a organização defensiva (e convém salientar que não recorreu ao antijogo), mas no fundo foi o Benfica quem acabou por criar mais dificuldades a si próprio. Hoje, pela primeira vez esta época, consegui ficar irritado com a equipa em alguns momentos, por ver que insistíamos demasiado em tentar aquilo que não funcionava, mostrando alguma incapacidade para variar o nosso estilo de jogo.
O primeiro destaque a dar ao jogo é mesmo a 'mini-Luz' que vimos hoje em Leiria. A onda vermelha está em plena força, e hoje vimos mais uma demonstração da sua força. Foi a maior enchente de sempre do Municipal de Leiria, e mais de 95% dos espectadores presentes eram benfiquistas. Quanto à equipa, muitas alterações (cinco) em relação à equipa que jogou na Liga Europa, sendo que a inclusão do Keirrison no lugar do Cardozo foi surpresa maior, já que os regressos de Quim, Aimar, Shaffer e Saviola seriam mais ou menos esperadas. Do outro lado, conforme não deixaram de no-lo recordar durante toda a semana, a melhor defesa da Liga, com apenas um golo sofrido nos quatro jogos efectuados. Pois essa defesa aguentou quatro minutos contra nós, altura em que o Saviola desviou com classe um livre do Aimar na esquerda para o fundo da baliza. Melhor começo era difícil. O Leiria, no entanto, não se desorganizou com este golo. A equipa estava montada na forma expectável, ou seja, para segurar o empate e depois tentar um golo num eventual contra-ataque ou bola parada. Colocando-nos em vantagem, esta estratégia acabaria por ser desmontada, mas com tanto tempo ainda para jogar não fazia sentido que o Leiria se lançasse imediatamente no ataque.
Foi por isso pena que não conseguíssemos manter-nos em situação de vantagem por muito tempo, porque passados apenas quinze minutos o David Luiz teve uma intervenção desastrada, também após um livre lateral, e fez um autogolo. Em termos de atitude, o Benfica reagiu bem a este golo, acelerando o ritmo e pressionando o Leiria. Mas a qualidade do nosso jogo esteve abaixo do habitual. Pareceu-me que insistimos muito em entrar pelo meio, e o Leiria estava prevenido para isto, já que sobrepovoou a zona central, em frente à sua área. Por isso havia sempre um pé ou uma cabeça para cortar a bola quando tentávamos a progressão nas habituais tabelas rápidas. Foi nesta altura que me irritei mais, porque continuámos a insistir nisto e a explorar pouco os flancos. Mesmo o Di María insistia em fugir para o centro, em vez de tentar ganhar a linha. Outro factor que terá influenciado a qualidade do nosso jogo terá sido o relativo apagamento do Ramires, que hoje esteve bastante menos activo que o habitual. O próprio Aimar, que nunca se escondeu e esteve sempre em jogo, parecia um pouco menos esclarecido na altura do último passe. O empate ao intervalo não foi por isso muito surpreendente, porque a verdade é que a seguir a sofrermos o golo não conseguimos criar situações de grande apuro para a baliza adversária.
A segunda parte trouxe um domínio territorial ainda mais notório por parte do Benfica, com o Leiria a apostar claramente em tentar surpreender-nos num contra-ataque. A 'teimosia' que demonstrámos na primeira parte, ao insistir no mesmo estilo de jogo, mantinha-se, e neste cenário parecia ser difícil que conseguíssemos evitar o empate. Com vinte e cinco minutos para jogar, o Jorge Jesus fez duas substituições, entrando o Cardozo e o Nuno Gomes para os lugares dos apagados Ramires e Keirrison, e o Benfica passou a jogar num esquema mais próximo do 4-3-3. O Saviola passou a ter mais liberdade de movimentos, o que somado às movimentações do Nuno Gomes acabou por criar novos problemas ao Leiria. O golo da vitória surgiu a pouco mais de dez minutos do fim, através de um penálti. Confesso que esfreguei os olhos, tal foi a incredulidade. O Jorge Sousa, a assinalar um penálti decisivo a nosso favor? Definitivamente, algo está a mudar esta época. O Cardozo aproveitou para espantar mais alguns fantasmas, e marcar o golo decisivo (o penálti até nem foi particulamente bem marcado, mas quando o remate é feito com a velocidade que ele consegue dar à bola, ela já está dentro da baliza antes mesmo do guarda-redes conseguir chegar ao chão). Este golo confirmou que tinha razões para lamentar termos 'oferecido' o empate tão cedo. Porque o Leiria, não podendo lutar para segurar o resultado, desmoronou-se e desapareceu completamente do jogo. O tempo até final do jogo foi passado da forma mais tranquila possível, com um domínio completo do Benfica e a ausência total de reacção do Leiria, que passou o tempo a correr atrás da bola, enquanto esta circulava de pé para pé dos nossos jogadores. Neste período, fomos mesmo nós quem mais perto esteve de voltar a marcar.
O melhor em campo foi, para mim, o Javi García. Ele não foi simplesmente um médio; foi um meio campo inteiro. Gostava de ver a estatística de quantas bolas ele terá recuperado, quantos lances divididos terá ganho, quantas dobras e compensações terá feito - se o David Luíz sobe tão frequentemente, é porque sabe que assim que ele dá uns passos em frente, tem o Javi a tapar o buraco que ele deixou na defesa. Conforme disse antes, hoje o Ramires não esteve tão bem como tem sido habitual. Não digo que jogou muito mal, mas tendo como padrão aquilo que ele fez nos jogos anteriores, a exibição de hoje só pode ser considerada fraca (e por algum motivo, ao contrário do que costuma ser habitual, ele foi substituído quando ainda havia bastante tempo para jogar). O Keirrison voltou a estar muito apagado, e continua a ser um jogador desfasado com o resto da equipa.
Mais ou menos brilhantes, o fundamental foi conseguido. Uma vitória, num jogo verdadeiramente de campeonato. É também com vitórias destas que se conquistam títulos. E agora partimos para a próxima jornada em vantagem sobre os dois que pensam ser grandes, altura em que estes dois amigalhaços se defrontam. Se cumprirmos a nossa obrigação de vencer o Leixões na Luz, para a semana haverá uma data de gente com (ainda mais) azia, e à beira de um ataque de nervos.
O Pateiro diz que foi fora da área. O Manuel Fernandes diz que não sabe se foi falta. O Tadeia diz que se calhar não foi, se calhar foi jogo perigoso activo. Se calhar seria livre indirecto dentro da área. Um lagarto qualquer na Antena 1 disse que faltas daquelas normalmente marcam-se quando acontecem fora da área…
Eu, de facto, também nem queria acreditar como é que o palhaço do Jorge Sousa, depois de uma carreira inteira a deixar passar impunemente faltas e porrada de criar bicho contra o Benfica nas áreas adversárias, tinha tido a coragem de marcar um penálti a favor do Benfica.
Agora, está montada a tenda e os avençados do costume já se preparam para, durante a semana, mostrarem com quantas vértebras se faz a coluna vertebral de um palhaço. O primeiro deles será, certamente, o pantomineiro do Rui Santos.
[adenda: Para aqueles leitores mais distraídos: na minha opinião, aquilo é uma grande penalidade clara, limpa e justa.]
Fazendo uso do meu proverbial pessimismo, alicerçado em variadissímos anos nos quais o meu, nosso, Benfica tudo fez para o justificar, dou por mim a t(r)emer constantemente que será o próximo jogo aquele que vai proporcionar o violento acordar deste sonho a que a época 2009/10 se tem assemelhado. Nem são só os resultados, sempre importantes num clube como o Benfica, mas sobretudo as exibições e a simbiose que se (de)nota à distância existir entre a equipa técnica, os jogadores e aqueles que sofrem(os) nas bancadas.
É tudo tão perfeito que, creio eu, não me podem levar a mal continuar a estar de pé atrás (embora com as duas mãos bem levantadas, quando não estão a juntar-se uma à outra em ritmo frenético) exigindo à equipa que prove (bi)semanalmente que agora é que é, que agora é a valer!
Posto isto (sempre quis escrever esta expressão - já só me falta ser entrevistado para a Benfica TV e responder a uma pergunta com o cliché "Ainda bem que me faz essa pergunta"), para amanhã em Leiria, que se recomece do mesmo ponto em que se ficou na semana passada no Restelo, isto é, a pressionar o adversário à saída da sua grande área e a procurar o golo como se este fosse o primeiro - o que, vendo bem, até será o caso.
Dando largas ao treinador de bancada que há dentro de mim, espero que o Cardozo apenas jogue se estiver a 100% e uma vez que a dupla Saviola e Aimar deve regressar ao 11, ficará apenas por descobrir se será Nuno Gomes a primeira opção (ele que esteve muito bem no jogo de quinta-feira passada) a substituir o paraguaio ou se será Keirisson a ter uma oportunidade de demonstrar que está mais ambientado ao futebol europeu.
Na outra extremidade do campo, sou franco, gostava de ver Julio César a comandar a defesa. Nada de pessoal contra o Quim (até porque não o conheço de nenhum lado) mas estou apenas a zelar pelo meu coração que bate selvaticamente sempre que há um cruzamento para a área nos jogos em que é o internacional português que defende a nossa baliza.
De resto, o habitual: Maxi voltou e parece que nunca esteve ausente, Luisão e David Luiz constituirão a dupla de centrais, e César Peixoto terá mais um jogo para se ambientar à equipa e vice-versa. No meio-campo (e repare-se no hífen com que separei as palavras "meio" e "campo" - foram muitos anos a ler o jornal "A Bola"), Javi Garcia tratará de dar a coesão que a presença de tantos avançados no 11 poderia comprometer e Ramires fará mais um jogo em que só usando adjectivos que por norma não são utilizados em simultâneo (antecedendo as palavras: "classe", "trabalho defensivo" e "capacidade de se sacrificar em nome do colectivo") é que se conseguirá definir a sua exibição. Di Maria é o joker que falta e a dinâmica empregue será o segredo para que me permitam continuar a sonhar. De olhos abertos como é óbvio, porque é apenas justo que assim seja uma vez que foi assim que vivi os pesadelos das épocas anteriores.
Olímpio Bento diz que José António Silva só sai a título definitivo
E não é que não há ninguém que puxe o autoclismo?! Este excremento fedorento continua alegremente a boiar...
A exibição do Benfica esta noite não foi exactamente exuberante. Se bem que o problema até deva ser que andamos 'mal habituados'. A vitória do Benfica não tem qualquer discussão, já que a superioridade que a nossa equipa demonstrou em campo foi por demais evidente. E mesmo sem o brilho intenso de exibições anteriores, construímos oportunidades mais do que suficientes para que o jogo acabasse com um resultado mais volumoso do que o 2-0 final, só que hoje fomos mais perdulários do que o costume, e também me pareceu que abrandámos o ritmo muito antes do apito final.
Alguma alterações na equipa desta noite. Júlio César na baliza, regresso do Maxi ao lado direito da defesa, Felipe Menezes no lugar do Aimar, e Nuno Gomes ao lado do Cardozo na frente, ficando o Saviola no banco. Deu para ver desde cedo que este seria um jogo algo diferente dos últimos. O Benfica até entrou bem, a carregar, mas notavam-se diferenças na forma de jogar. Na minha opinião, as ausências simultâneas do Saviola e do Aimar, dois dos principais dinamizadores do nosso ataque, fazem-se notar e o estilo da equipa muda. Não quero dizer que muda forçosamente para pior, apenas que é diferente daquilo a que nos temos habituado. O Felipe Menezes é um jogador diferente do Aimar, um pouco mais lento e menos inclinado a transportar a bola controlada para o ataque, e o Nuno Gomes, embora seja um jogador móvel, movimenta-se pelo ataque de forma bastante diferente do Saviola. Um dos pormenores que mais notei foi que insistimos mais em jogar pelo meio, em vez de explorarmos os flancos, o que fez até com que o Di María passasse vários períodos quase desaparecido do jogo durante a primeira meia hora.
Após alguns minutos de menor fulgor, que se seguiram à boa entrada no jogo, o Benfica voltou a despertar para o último quarto de hora, por 'culpa' também do progressivo crescendo do Maxi, que começou a aventurar-se mais pelo lado direito. Foi mesmo depois de uma insistência do Maxi (após o Cardozo ter estado perto de marcar) que chegámos ao primeiro golo, aos 36 minutos. Depois de um bom trabalho junto à linha de fundo, fez um cruzamento com o pé esquerdo que encontrou o Nuno Gomes completamente desmarcado junto ao segundo poste, e este faz o golo com toda a calma. E cinco minutos depois (já depois do Benfica ter criado novas oportunidades durante este período) chegou o segundo golo. Mais uma vez com o Maxi na jogada (apareceu a recebê-la na zona do ponta-de-lança), o Nuno Gomes fez um grande passe de primeira a apanhar um desmarcado Cardozo, que não falhou. Neste período o BATE parecia estar muito desorganizado na defesa, e o Benfica poderia mesmo ter ampliado a vantagem até ao intervalo, sendo a ocasião mais flagrante mesmo antes do apito final, quando o Di María desperdiçou um contra-ataque em que surgiram três jogadores do Benfica para um único defesa adversário.
Os primeiros minutos da segunda parte trouxeram um desfilar de oportunidades de golo desperdiçadas pelo Benfica. As mais flagrantes pelo Cardozo, Nuno Gomes (incrível a forma como não conseguiu controlar a bola após o passe do Di María que o deixava na cara do golo), e novamente Cardozo, desta vez a 'roubar' autenticamente o golo ao Ramires, que nas suas costas aparecia em posição óptima para marcar. Os dois golos de diferença eram, claramente, um resultado escasso face ao domínio evidenciado, e às oportunidades de golo criadas e desperdiçadas. As substituições que foram sendo feitas pareceram também, ao contrário do habitual, não ter trazido uma nova dinâmica ao jogo, apesar do empenho habitual do Coentrão. Os últimos quinze minutos foram claramente passados com o Benfica em contenção de esforços, o que acabou por dar até para o BATE ter um pouco mais de bola e colocar mesmo o Júlio César à prova. Ainda assim, o Benfica ainda foi ameaçando marcar, sobretudo através de iniciativas individuais, e também porque há alguns jogadores que parecem não saber jogar a velocidade reduzida (casos do Ramires ou do Maxi, por exemplo). Neste período o Fábio Coentrão, para não variar, conseguiu adiar mais uma vez o seu primeiro golo pelo Benfica, após rematar mal na conclusão de uma jogada que ele próprio tinha, e muito bem, construído. O resultado final acaba por saber a pouco, mas conforme disse, se calhar andamos é todos um bocado mal habituados.
Começando pelos 'novos', gostei de ver o Menezes. Mostrou pormenores interessantes, é claramente um número dez, que gosta de ter a bola nos pés e distribuir jogo. Pareceu-me que falhou algumas vezes no tempo ideal de passe, agarrando-se à bola um pouco mais do que seria necessário, mas isso corrige-se. O Júlio César não teve muito trabalho, mas esteve bem quando foi chamado. Os nossos dois centrais estiveram ambos impecáveis, conforme vem sendo hábito, e os seus estilos complementam-se. O Maxi nem pareceu vir de lesão. Não parou pelo seu lado, e para além do apoio que dá ao ataque, raramente os adversários passam por ele na defesa. O Ramires também já deu para perceber que é muito difícil jogar mal, e hoje voltou a estar em bom nível (e isto aplica-se também ao Javi García). Boa primeira parte do Nuno Gomes (golo e assistência). Menos bem o César Peixoto, que continua a parecer um elemento estranho na equipa. Perdi a conta ao número de vezes que o David Luiz teve que dobrá-lo, sobretudo porque quando subia demorava demasiado tempo a recuperar.
O mais importante foi conseguido. Vitória tranquila, sem grandes sobressaltos, e a aposta do treinador na poupança de alguns jogadores-chave a resultar. Não só porque teremos o Aimar e o Saviola menos cansados para o jogo de Domingo contra o Jorge Sousa, mas também porque podemos ter 'ganho' mais alguns jogadores, já que nem o Júlio César, nem o Felipe Menezes pareceram tremer ou acusar a responsabilidade da estreia.
Caros amigos, o FCP é uma verdadeira escola de vida. Quem por lá passa aprende sempre alguma coisa.
O mais recente exemplo disso mesmo é o caso de Andrzej Wozniak – antigo guarda-redes de FC Porto e Sp. Braga.
Andrzej Wozniak foi condenado a três anos e meio de prisão por corrupção. Entre as acusações do tribunal de Kielce (Polónia) destacam-se a combinação de resultados, a compra de árbitros e o suborno a jogadores rivais.
Os factos remontam a 2003//2004, quando o Korona Kielce, treinado por Wdowczyk e pelo adjunto Wozniak, lutava para subir ao principal escalão da Polónia.
Fonte: jornal OJOGO
O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol recomendou aos árbitros, neste início de época, num documento risível de tão patético, um conjunto de qualidades humanas (sic), princípios éticos e outros valores em que esse mesmo Conselho tem escarrado nas últimas décadas. [link]
Na página 4 do referido documento, lê-se que “os árbitros devem estar livres de obrigações com quaisquer outros interesses que não o do julgamento dos jogos que arbitra. As decisões influenciadas por preconceitos pessoais são desonestos e inaceitáveis”. Correcto, digo eu.
A realidade mostrou-nos que Jorge Sousa, árbitro da Associação de Futebol do Porto, teve a melhor média de notas ao longo da temporada 2008/09. A realidade mostra-nos como é que a falta de categoria de alguns árbitros os tem conduzido a árbitros de primeira categoria. A realidade mostra-nos como é que as caldeiradas funcionam para beneficiar e colocar em lugar de destaque os afilhados que têm feito com competência o beija-mão dos padrinhos.
A realidade mostra-nos que Jorge de Sousa não tem estado livre de interesses espúrios e paralelos nos jogos que apita. Como, por exemplo, o interesse em apitar de acordo com o agrado dos observadores e delegados dispensados de prestar serviço na torre das antas para prestar serviço à mesma torre noutras tribunas.
A realidade mostra-nos que a primeira categoria da arbitragem portuguesa está repleta de indivíduos que se dividem entre corruptos e incompetentes. A minha intuição diz-me que Jorge Sousa não é incompetente.
A realidade mostra-nos que esta encomenda vai apitar o jogo do próximo fim-de-semana do nosso Benfica contra a União de Leiria. O observador chama-se Manuel Antunes. Só para que conste.
E lá vai a lagartagem alegremente entretida aos pulos a cantar o ‘E quem não salta é lampião’, fechada no salão de baile do Titanic, sem reparar que a água já lhes vai pelos joelhos.
Andou-se anos a vender a ideia do 'rigor', 'transparência' e qualidade da gestão do Sportem (através da velha táctica lagarta do 'repetir até à exaustão, pode ser que se torne verdade'), e a utilizar isso como arma de arremesso contra outros clubes, sabendo-se que não passava de uma manipulação velhaca e hipócrita da opinião pública orquestrada pela imprensa verde. Já há muito tempo que ando a explicar como as coisas são na verdade. Esta é apenas mais uma evidência. Apanha-se mais depressa um mentiroso - ou um náufrago aldrabão, neste caso - que um coxo. A não ser que se trate do Caicedo. Aí - quer se trate de um mentiroso ou de um coxo - apanha-se claramente mais depressa o Caicedo.
Mais uma vitória, e mais uma demonstração de superioridade incontestável do Benfica. E desta vez, fiquei até com a sensação de que a goleada foi conseguida quase de uma forma descontraída, sem ser necessário forçar muito. Aliás, sempre que o Benfica resolveu acelerar um pouco (na fase inicial do jogo, e durante a segunda parte) foi evidente a grande diferença de categoria da nossa equipa para o Belenenses.
Com o Benfica a jogar praticamente em casa (mais de dois terços do muito público no estádio era benfiquista, e o apoio à nossa equipa foi incessante e fantástico durante todo o jogo), apresentámos apenas uma alteração no onze, que foi a entrada do César Peixoto para a esquerda, sendo o Shaffer o sacrificado. E, pese o susto logo no início, com o Quim a defender quase que por acaso um cabeceamento ao segundo poste, o Benfica teve uma entrada forte no jogo. Entrada essa que foi recompensada quase de imediato, já que marcámos logo aos seis minutos. Foi uma correria do Saviola, que começou ainda no nosso meio campo, e que foi deixando para trás todos os adversários. Já dentro da área, ganhou um ressalto, e à segunda, fez o golo. E a ganhar desde tão cedo, foi-nos fácil controlar o ritmo do jogo e fazê-lo decorrer da forma que mais nos interessasse, até porque o Belenenses não mostrava ter capacidade para assumir as despesas do jogo e ir à procura do empate (não tenho os números, mas a posse de bola do Benfica durante esta primeira parte deverá ter sido bem superior a 60%).
Com o Saviola em destaque, e atacando sobretudo pelo lado direito, onde o referido Saviola, o Ramires e o Rúben Amorim faziam praticamente o que queriam da defesa do Belenenses, o Benfica ia deixando a ideia de que poderia aumentar a vantagem a qualquer altura. Isto, tal como referi, sem nunca parecer ter o pé a fundo no acelerador. Era talvez um pouco estranho que o Benfica atacasse tanto pela direita, já que não é normal não explorarmos o Di María na esquerda. Mas pareceu-me que o Belenenses teve uma atenção especial ao Di María, atenção essa que incluiu umas pancadas bem duras logo a abrir o jogo, se calhar para o intimidar. Claro que isto se passou com a reacção usual dos nossos árbitros, que acham que os cartões nunca se devem mostrar nos primeiros minutos, e portanto os jogadores em questão foram apenas avisados para não voltarem a repetir a gracinha. Claro que à primeira ocasião envolvendo um jogador do Benfica, não há cá avisos, e saca-se logo do amarelo. Enfim, voltando ao jogo, apesar das oportunidades que ainda conseguimos criar, não conseguimos aumentar a vantagem, e a primeira parte acabou mesmo num ritmo bastante pausado, com a diferença mínima no marcador a parecer do agrado das duas equipas.
Não sei se houve alguns gritos do Jorge Jesus no balneário durante o intervalo, mas a verdade é que entrámos em jogo com a intenção de o resolver de uma vez por todas, e com um ritmo bem mais elevado do que na primeira parte. O nosso lado esquerdo foi muito mais activo, com o Di María a beneficiar do apoio do César Peixoto, algo que não tinha acontecido tanto na primeira parte (e a isto não terá sido alheia a passagem do Barge para defesa esquerdo, já que na primeira parte ele tinha sido praticamente um segundo defesa direito). E, mais uma vez, não foi preciso esperar muito para colhermos os proveitos da nossa pressão. Foram pouco mais de dez minutos, altura em que, mais uma vez pela direita, o Saviola, desmarcado pelo Rúben Amorim, assistiu o Cardozo para um golo fácil. Foi evidente que este golo matou literalmente o já quase inofensivo Belenenses que tínhamos visto até então, e a expectativa de todos nós na bancada passou a ser ver quantos golos mais conseguiria o Benfica marcar. Já com o Fábio Coentrão em campo que, para não variar, veio dinamizar o jogo com a sua entrada, foram dois esses golos. O primeiro a quinze minutos do fim, através de uma cabeçada do Javi García no seguimento de um livre marcado na esquerda pelo Aimar. O segundo, já mesmo sobre o final, pelo Ramires (já tinha ameaçado em mais de uma ocasião), aproveitando um centro do Fábio Coentrão na esquerda (na conclusão de uma grande jogada de contra-ataque), que desviou num defesa adversário, e fazendo assim o seu terceiro golo em três jogos na Liga. Tempo ainda para assistirmos e celebrarmos o regresso do nosso 'guerreiro' Maxi Pereira à competição.
O Luisão esteve hoje simplesmente imperial. Não sei se terá perdido um lance durante todo o jogo, e para além do trabalho no centro da defesa fez diversas dobras ao Rúben Amorim. Muito bem também o Ramires. Já o elogiei no último jogo, mas continua a impressionar-me a capacidade que parece ter para estar em todo o lado, o trabalho defensivo que faz, e a inteligência com que se movimenta em campo. Para além disso, anda com veia goleadora. Que mais lhe podemos pedir? E claro, Saviola. Sobretudo na primeira parte, foi um dos principais dinamizadores do nosso ataque. Marcou um golo, ofereceu outro, e gosto mesmo muito de ver a forma como ele, sem bola, se movimenta por toda a frente de ataque, oferecendo opções de passe aos nossos médios (o Aimar agradece). Menos bem o Cardozo. Não sei se se ressentiu da viagem pela selecção, mas pareceu apático e desinspirado durante quase todo o tempo que esteve em campo. Ainda assim, apareceu na altura certa para marcar, e logo a seguir ainda teve um bom remate, antes de ser substituído. O César Peixoto teve uma primeira parte muito fraca, mas conseguiu melhorar na segunda parte. Parece no entanto ainda estar a um ritmo inferior ao dos colegas.
Depois dos oito ao Setúbal, quatro no Restelo. Já sei que se calhar haverá quem diga que o Belenenses é fraco. Para mim, foi o Benfica quem o fez fraco. Estamos a jogar bem, é lindo ver a entreajuda dos nossos jogadores, aquilo que conseguem fazer como equipa e individualmente, e só espero que consigamos manter este momento de forma. Aliás, a sensação que tenho é que ainda podemos e temos capacidade de melhorar. Foi lindo também ver o Restelo pintado de vermelho. A onda vermelha este ano parece estar a aparecer logo de início. E não admira que assim seja. Haverá melhor motivação para irmos aos estádios do que vermos a nossa equipa jogar assim?
Ladra, Juju, ladra. Isso, lindo menino. Agora vem buscar o osso, campeão do dono.
Ainda no rescaldo da magnífica goleada frente ao V. Setúbal e como inspiração para os nossos jogadores, recordo aqui os últimos quatro jogos em que o Benfica marcou oito golos para o campeonato nacional. Sit back, relax, são 32 golos do Benfica em pouco mais de 12 minutos. Um pouco de "Benfica Memória" faz-nos sempre bem. Até porque estes tempos idos parecem estar a querer regressar. Para alegria de todos nós.
Benfica - 8 - Alcobaça - 1
Época 1982/83
Marcadores: Néné (5), Diamantino (2), Chalana.
Realço a eficácia do Néné (cinco golos!), a finta do Chalana no 2-0 e o seu golo. Este jogo foi a 14 de Maio (bela data!), véspera da 2ª mão da final da Taça Uefa frente ao Anderlecht. Não houve cá poupanças...
Benfica - 8 - V. Guimarães - 0
Época 1983/84
Marcadores: Diamantino (2), Manniche (2), Néné (2), José Luís, Stromberg.
Destaco os dois golos do Manniche, especialmente o segundo, e o Néné que entrou aos 70', e ainda bisou. O guarda-redes do V. Guimarães era o Silvino.
Benfica - 8 - Penafiel - 0
Época 1983/84
Marcadores: Néné (4), Diamantino, Carlos Manuel, Manniche, Stromberg.
Como não destacar os dois penalties inacreditáveis não assinalados sobre o Stromberg? O Manniche ia furando as redes e o Néné estava sempre lá para encostar. Este jogo foi a seguir à eliminação em casa frente ao Liverpool (1-4). Que resposta!
Benfica - 8 - Famalicão - 0
Época 1993/94
Marcadores: Celestinho (autogolo) (2), Yuran (2), Ailton, Rui Costa, Mozer, Rui Águas.
Grande jogada no golo do Ailton e o jogo que lançou para o estrelado o Celestino, who else? Jogo na véspera da ida a Leverkusen... Poupança?
Na sequência de este e este post, surge agora um novo post sobre o assunto. Caso o problema não seja resolvido, outros se seguirão.
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Os Factos *
1- O processo em causa começou em Março ou Abril de 2008. Quando contactado por dois Clubes, o Professor José António dirigiu-se ao gabinete do Senhor Presidente do Conselho Directivo com o objectivo de saber a sua opinião acerca de esse assunto.
Confrontado com a questão, o Senhor Presidente do Conselho Directivo afirmou que era uma situação possível e que poderia inclusivamente estabelecer um protocolo que lhe permitiria manter a exclusividade. De esta forma, segundo o Senhor Presidente do Conselho Directivo, a situação seria resolvida com benefícios para todos, visto que a relação do Professor José António com a Faculdade estaria legal, havendo ainda benefício para as Instituições (Faculdade e Reitoria).
2- Posteriormente, já na posse de um convite formal do Sport Lisboa e Benfica, dirigiu-se o Professor José António ao Chefe dos Serviços Administrativos tendo em vista um esclarecimento relativamente à forma como o protocolo atrás referido poderia ser estabelecido. Nesse momento foi informado de que esses protocolos só podem ser celebrados com instituições de ensino, pelo que no caso em equação tal não seria possível, facto que não se veio a revelar correcto.
O Chefe dos Serviços Administrativos não se recorda de esta conversa, facto que se compreende tendo em conta as inúmeras tarefas que lhe competem. Mas façam apenas um pequeno exercício: tendo o Professor José António uma solução legal proposta pelo Presidente do Conselho Directivo, entendem que este optaria por um caminho que apenas lhe tem trazido problemas? Com que intuito? Qual o preço a pagar?
3- Perante este novo cenário, falou novamente o Professor José António com o Senhor Presidente do Conselho Directivo, num encontro em que este transmitiu a sua oposição relativamente à colaboração do Professor José António com o Clube (Sport Lisboa e Benfica). Disse que restavam duas opções: passar a contrato a tempo parcial (mas isso significaria estar com os dois pés fora da Faculdade) ou pedir acumulação de funções ao Senhor Reitor. Acrescentou ainda que esta era a sua opinião e que se o Professor José António, se assim o entendesse, deveria recolher outras de diferentes colegas.
4- Como resultado dessa conversa, e seguindo o conselho do Professor Jorge Olímpio Bento, o Professor José António procurou saber outras opiniões acerca de este assunto. Na altura, pediu a opinião acerca da possibilidade de acumulação de funções a várias pessoas da Instituição que considerou merecedoras de crédito.
De todos recebeu a compreensão para a questão, tendo-lhe sido transmitida a opinião de que este projecto seria viável. Foi alertado ainda para a necessidade de cumprir os seus deveres para com a Faculdade, bem como para a possibilidade de poder prejudicar a sua carreira académica com esta acumulação. Foi ainda realçada por alguns a necessidade de resolver esta questão com o Conselho Directivo.
5- Ciente das eventuais dificuldades, mas convicto de que havia interpretado correctamente o sentir da Faculdade relativamente a esta questão, o Professor José António falou novamente com Senhor Presidente do Conselho Directivo para lhe dar conta de isso mesmo. Perante este quadro, o Senhor Presidente do Conselho Directivo afirmou que então deveria pedir a acumulação de funções ao Senhor Reitor, o que o Professor José António se prontificou a fazer, já que estava à altura impedido de solicitar uma licença sem vencimento de longa duração.
6- Tendo em vista um escrupuloso cumprimento da legalidade, o Professor José António solicitou o fim do subsídio de dedicação exclusiva a partir do dia 1 de Julho de 2008. Este pedido foi, após alguns esclarecimentos, atendido pelo Senhor Presidente do Conselho Directivo.
7- O pedido de acumulação de funções foi entregue nos serviços da Faculdade tendo sido submetido a votação no Conselho Científico no dia 17 de Julho de 2008. De essa votação de um universo de mais de 40 pessoas resultou a aprovação do pedido do Professor José António apenas com 2 votos contra, sendo todos os restantes a favor.
8- Após tomar conhecimento do resultado de esta votação e tendo a informação de que o parecer positivo da CC viabilizava o pedido de acumulação, o Professor José António iniciou o seu trabalho no Sport Lisboa e Benfica.
9- Ao pedido de acumulação enviado à Reitoria foi anexa uma carta do Senhor Presidente do Conselho Directivo, onde este dava conta da sua oposição a esta solução e questionando a decisão do CC.
10- Mais tarde, o Professor José António foi informado de que o seu pedido não tinha sido aceite e que a sua colaboração com o Clube deveria cessar imediatamente.
11- Perante este cenário, e para não incorrer em qualquer ilegalidade, o Professor José António solicitou uma licença sem vencimento por 90 dias (a única que era possível solicitar). Nesse período, o Professor José António defendeu a sua tese de Doutoramento.
12- Para além de isso, apesar de se encontrar com licença sem vencimento, prontificou-se a assegurar as suas tarefas lectivas, o que fez sem qualquer falha até Dezembro, altura em que o Conselho Directivo lhe solicitou que não o fizesse mais.
13- Quando se aproximou o final da licença sem vencimento (final de Janeiro) foram pelo próprio e pelo Sport Lisboa e Benfica tentadas várias soluções para resolver esta questão. Por sugestão efectuada ao Clube pelo Senhor Reitor foi solicitada a celebração de um protocolo entre SLB e Faculdade. Esta pretensão foi, no entanto, negada.
Por sugestão do Senhor Presidente do Conselho Directivo, o Professor José António solicitou nova licença sem vencimento até ao final da época desportiva. Esta data foi acordada com o Senhor Presidente do Conselho Directivo, tendo ficado de se equacionar, nessa altura, a celebração de um protocolo, se houvesse a possibilidade de continuar a trabalhar no Clube.
14- Com o aproximar do final da época, o SLB reenviou o pedido para a celebração de um protocolo conforme havia ficado combinado em Janeiro. A resposta foi surpreendentemente negativa, atendendo ao que estava previsto: o processo iria ser iniciado desde os primeiros passos.
15- Perante a possibilidade (real) do Professor José António não continuar a treinar o Clube, já que não se vislumbrava uma solução viável, solicitou o Professor a sua reintegração total no trabalho da Faculdade.
16- Em seguida, foi enviado um pedido para que fosse equacionada a possibilidade de celebrar um Acordo de Cedência Pública. A resposta a este pedido demorou cerca de duas semanas, para dizer que o senhor Presidente do Conselho Directivo não se poderia pronunciar sobre hipóteses.
17- Como resposta a esta pseudo-resposta foi enviada uma minuta de Acordo Cedência Pública que (na opinião dos advogados) ainda não mereceu qualquer resposta.
18- O que o Professor José António recebeu foi uma carta onde são tecidas diversas considerações a seu respeito, considerações que não foram solicitadas e que são profundamente injustas e que, mais uma vez, indiciam uma avaliação diferenciada relativamente a outros casos.
19- Queremos, por último, referir que o Professor José António continuou a participar em actividades da escola para as quais foi convidado, bem como a orientar alunos nas suas monografias e dissertações de Mestrado, apesar de todas as insinuações e acusações sobre ele formuladas.
20- Perante as sucessivas hipótese de solução para este problema que foram apresentadas e que mais tarde foram boicotadas, não resta ao Professor José António outra alternativa do que apresentar-se ao serviço na “sua” Faculdade.
Lamentamos a “perseguição” a que o Professor José António foi sujeito por parte do Professor Jorge Olímpio Bento. Tudo foi tentado para que não resultasse qualquer prejuízo para a Instituição. Sabemos que no que dependeu do Professor José António os alunos não foram prejudicados. O bom nome de Faculdade nunca foi posto em causa. Esperamos que o Ministro Mariano Gago possa colocar um ponto final neste processo discriminatório movido pelo Professor Jorge Olímpio Bento
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* Este texto não é da minha autoria, é de alguém que acompanhou de muito perto todo o processo e que, perante a atenção que a "Tertúlia Benfiquista" tem dispensado ao mesmo, nos facultou toda a informação devidamente documentada e redigida.
Acho que a minha posição face à Selecção (ou, conforme agora prefiro chamar-lhe, Escreção) é por demais conhecida. Mas hoje, enquanto excepcionalmente via o jogo, não consegui evitar desejar que as coisas até corressem bem. Porque a equipa até estava a jogar bem, tem alguns jogadores que eu admiro (Tiago, Ricardo Carvalho ou Simão, por exemplo), e vendo o sofrimento na cara dos jogadores, pensava para mim mesmo que eles não tinham culpa nem mereciam ser orientados por um treinador/seleccionador tão medíocre. A selecção hoje, tendo que vencer, transfigurou-se tacticamente, e apresentando-se a jogar em 4-4-2, autenticamente massacrou os dinamarqueses, que durante largos minutos chegaram a nem sequer conseguir sair do seu próprio meio campo. É certo que, ao intervalo, estávamos a perder por 1-0, mas isso foi apenas uma consequência do azar de termos em campo (quase que por decreto, que deve ser preciso vendê-lo bem) um cepo chamado Bruto Alves, o que até força o Pepe a jogar a trinco (onde, curiosamente, conseguiu defender muito mais e melhor do que o referido Bruto Alves).
De qualquer forma, e apesar da desvantagem, parecia-me que se o jogo continuasse com o mesmo figurino, seria quase inevitável que o rumo das coisas se alterasse. Só que com a sua tradicional sagacidade, no banco, Queirósz achou que, a perder, era forçoso mudar alguma coisa. E mudou, alterando a táctica para o 4-3-3 que tão bons resultados tem dado nesta campanha de qualificação. Lançando mão do seu trunfo desesperado, o Subnutrido do Lumiar, Queirósz conseguiu mesmo o feito de abafar as suas melhores qualidades, amarrando-o ao centro do ataque, quando sabemos que a sua mobilidade é um dos seus pontos fortes. O resultado foi que durante mais de metade da segunda parte a equipa praticamente não existiu. Só com o aproximar do final do jogo, e o progressivo recuo dos dinamarqueses até ao ponto de defenderem desesperadamente, Portugal conseguiu voltar a criar perigo. O Subnutrido aproveitou mesmo um canto para evitar males maiores e empatar o jogo perto do final, e durante esses minutos finais até poderiam ter ganho.
Agora passou mais um jogo, faltam apenas três, e Portugal tem cinco pontos para recuperar (três à Hungria e dois à Suécia). De certeza que nos vão vender a ideia de que 'nada está perdido', e sugerir mais uma utilização da famosa máquina de calcular. Por mim, a conclusão que tirei ao ver este jogo é que os jogadores portugueses são incomparavelmente melhores do que os dinamarqueses. Mas mesmo muito melhores. Suficientemente bons para, nesta altura, Portugal poder estar já qualificado para o Mundial, sem grandes sobressaltos. No entanto, a Dinamarca está confortavelmente em primeiro, e com um pé no Mundial. E Portugal está em quarto, com um pé fora, conquistou menos de 50% dos pontos em disputa, e anda a sofrer para vencer jogos contra a Albânia. Deve haver um outro factor qualquer que estará a desequilibrar a balança a favor deles. Não estou assim a ver muito bem qual será...
Apesar de ser uma Selecção Nacional sob o feudo do manso situacionista Madaíl; apesar de ser comandada por um treinador que mandou às malvas tudo aquilo em que sempre nos disse acreditar relativamente à formação, projectos, estruturação e pensamento estratégico para o futebol; apesar de ser uma selecção em que, mais do que a identidade, conta o Bilhete de Identidade; apesar de achar vergonhoso tudo o que se passa e comenta em surdina nas convocatórias do Queirósz; apesar de tudo isto não consigo deixar de torcer pela vitória da Selecção desta patética FPF. Estão lá as quinas!
Já aqui, por várias vezes, dei conta da minha opinião acerca da Selecção Nacional e evidentemente a chamada do Liedsa a uma equipa que, não sendo efectivamente de "todos nós", é efectivamente paga por "todos nós" é um assunto que me causa urticária. O D'Arcy resumiu muito bem aquilo que é esta equipa nos dias de hoje com o trocadilho "escreção", e só tenho pena de que jogadores do Benfica façam parte desta conjuntura (chamo-lhe conjuntura porque espero que um dia a Selecção Nacional não seja aquilo que é hoje, que, por exemplo, não sirva agendas escondidas). Por isso, não pude senão rir às gargalhadas com esta observação do senhor Jon Dahl Tomasson, capitão da equipa da Dinamarca: «Eles estão necessitados de um verdadeiro ponta-de-lança e então foram ao Brasil comprar um». Ora toma.
O Madaíl e o Queirós devem neste momento estar a combinar a resposta a dar à despudorada facécia deste insolente, mas, qualquer que seja a resposta, da vergonha de verem as suas decisões expostas publicamente pela voz do sarcasmo já não se livram. Aliás, se vierem a ganhar alguma coisa - coisa de que duvido -, parece-me que ouvirão isto mais vezes.
Vitória normal por 3-1, num verdadeiro jogo-treino, disputado por equipas muito secundárias. O Benfica entrou a ganhar com um golo do Keirrison, depois o Celtic ainda estrebuchou no final da primeira parte - quando chegou ao empate - e no ínício da segunda. O Jesus irritou-se com o árbitro (pelo que vi, no Canadá os árbitros portugueses seriam todos uma espécie de Collinas), fez entrar o David Luiz primeiro, e o Saviola depois, e acabou-se a brincadeira. Com golos do Rúben Pinto e do Saviola, fez-se o resultado. O júnior Rúben Pinto mostrou pormenores interessantes, e o Di María foi praticamente um extra-terrestre no jogo, tamanha a diferença de qualidade dele para todos os outros.
"Já não se ganham jogos por 6 ou 7 a 0" – Fernando Santos, Novembro de 2006.
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