O Benfica é o campeão.

 

O futebol voltou para casa, o Benfica é o campeão. Esta vitória tem rostos, tem cicatrizes, tem méritos, tem sangue e tem lágrimas. É um campeonato merecido, justo, vencido de forma imaculada e que nos permite, como benfiquistas, andar de cabeça erguida.

 

À cabeça, agradeço ao presidente Luís Filipe Vieira. Fui céptico no início, há uns anos. Mas, aos poucos, fui acreditando neste presidente e durante esta época testemunhei o carisma, a liderança e a certeza de quem sabe (depois de ter cometido vários erros) o caminho a seguir e sabe como seguir esse caminho. Luís Filipe Vieira refundou o Benfica. Ao longo deste ano vi-o (garanto que vi) dar lições de democracia, civilidade e benfiquismo a muitos (tantos, meu Deus, tantos!) que durante o período eleitoral se recusavam a cumprimentá-lo. Ao longo deste ano vi-o ter certezas e convicções onde muitos tinham dúvidas e medos. Ao longo deste ano vi e aprendi com o seu exemplo.

 

Agradeço também ao Rui Costa, homem da minha geração, que tem um benfiquismo puro, abnegado, sincero e incondicional. Sem o protagonismo da época anterior, Rui Costa mostrou que aprende rapidamente, é sagaz e que a liderança silenciosa, mas carismática, é indispensável. O Rui, ao longo dos tempos, deixou de ser um ídolo e passou a ser um amigo. No momento da vitória, não pude deixar de me lembrar das suas palavras quando na época passada se adivinhava o insucesso. Foram palavras de quem não desiste, de quem põe o benfiquismo à frente da sua pessoa e da sua imagem. O Rui merece tanto, mas mesmo tanto, este título de campeão…

 

 

Inevitavelmente, Jorge Jesus é o homem do momento. Transformou o futebol do Benfica, aproveitou as infra-estruturas, as condições de trabalho e o esforço de todos para, com o seu talento, devolver, futebolisticamente, o Benfica ao Benfica. Um amigo comum garantiu-me, há um ano, que o “carinhas” vinha para o Benfica. Na altura, perguntou-me como o receberia e eu respondi-lhe que, enquanto cá estivesse, ele seria um dos nossos. O melhor elogio que lhe posso fazer é que, neste momento, gosto de saber que nós fazemos já parte dele.

 

Em Nuno Gomes e Luisão fica o agradecimento a todo o plantel que tanto trabalhou ao longo do ano. Foram muitos os exemplos de benfiquismo dentro daquele balneário. E desses exemplos guardo a memória, mas guardo essencialmente o desejo de que não só sirvam de testemunho como de semente para o futuro.

 

 

Aos adeptos, aos que sofreram nos estádios e fora deles; aos que nunca abandonaram o Benfica; aos que sempre acreditaram; aos que foram ameaçados, agredidos e mesmo assim continuaram a gritar; aos que nos diziam que chegavam a passar fome (sim, fome!) para apoiar o Benfica; aos que disseram sempre presente, desde o início, desde a pré-época, desde sempre; aos que, há um ano atrás, souberam dizer presente e que o continuaram a dizer todos, todos, os dias até à vitória… a todos estes, onde, perdoem-me a presunção, sinto que também estou, não agradeço. A estes peço, tal como me exijo, uma dedicação e entrega ainda maiores, para ganhar também o próximo campeonato.

 

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A "Tertúlia Benfiquista" chegou hoje aos dois milhões de visitas. Agradeço aos nossos leitores e ao sapo.pt (particularmente à Jonas). Também nos sentimos campeões.

por Pedro F. Ferreira às 11:50 | link do post | comentar