Momento

É impossível resumir o campeonato do Benfica a um só momento, pois foram vários os momentos, que nalguns casos corresponderam a jogos inteiros, em que o Benfica nos deixou rendidos à sua inequívoca superioridade.

Houve jogos inesquecíveis pelo ambiente de apoio que se sentia nas bancadas, e aí destaco o jogo com o FC Porto. Importa também destacar as várias goleadas, conciliadas com verdadeiros hinos ao futebol-espectáculo (volta, Gabriel Alves, estás perdoado!!), que fomentaram, em primeira instância, a reaproximação entre a equipa e os sócios e adeptos. Outro jogo importantíssimo acabou por ser a vitória na Figueira da Foz: inverter um resultado negativo de 0-2 numa vitória por 4-2 permitiu à equipa aumentar a confiança em si própria e, ao mesmo tempo, funcionou como aviso para a importância de nunca subestimar os adversários em momento nenhum do jogo...

Cingindo-me apenas a momentos  decisivos, é de golos que tenho de falar. O golo de Luisão ao Braga tem, obviamente, de ser destacado, pois ele materializou a vitória sobre o nosso mais directo (e surpreendente) adversário neste campeonato, permitindo alargar a distância pontual para 6 pontos (que veio a revelar-se decisiva). Não esqueço também o golo de Cardozo ao Nacional (na Choupana), obtido minutos depois de falhar um penálti e cujos festejos foram bem reveladores da união de todo o plantel.

Há também os golos que nos permitiram evitar derrotas e assim amealhar pontos que acabaram por ser preciosos, como o de Weldon ao Marítimo (na jornada inaugural) ou de Nuno Gomes em Olhão.

Mas embora os golos que permitiram as vitórias sobre os nossos adversários mais directos tenham sido de inegável importância, há um que recordo de forma muito especial: o golo da vitória sobre a Naval, no nosso estádio. Depois de um jogo em que o Benfica "massacrou" e criou oportunidades suficientes para ganhar confortavelmente (para não dizer golear), chegou-se ao último minuto com um empate a 0. Quando após a marcação de uma falta lateral, Javi García cabeceou para dentro da baliza, eu (e creio que muitos Benfiquistas) fiquei, naquele momento, com a certeza (quase) absoluta de que o Benfica seria campeão. Aquele golo não surgia fruto do acaso, mesmo tendo sido obtido com o jogo a acabar, mas sim como resultado do esforço de todo um jogo, em que a equipa nunca deixou de acreditar que podia (e merecia, oh se merecia!) alcançar a vitória, nunca perdendo o discernimento.

 

 


E tão espectacular como o golo (um excelente golo, diga-se), foram os festejos, com os jogadores visivelmente emocionados, nomeadamente David Luiz, Rúben Amorim e o próprio Javi García.


Aquela vitória foi a prova de que o Benfica merecia ser recompensado pela forma de jogar que vinha apresentando desde o início da época e de que essa a recompensa acabaria sempre por chegar, fosse ela uma vitória no último minuto do jogo ou o título de campeão no último jogo do campeonato. Foi a prova inequívoca de que, a melhor forma de lutar pela vitória e pelo título era, precisamente, jogar sempre com aquela atitude e nunca esmorecer, mesmo perante as adversidades. E, não haja dúvidas, ao fim de 30 jornadas, essa atitude foi devidamente recompensada!

por tma às 12:24 | link do post | comentar