Passou quase despercebido, não foi capa de jornal nem deu direito a finas ironias, mas um dirigente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, no intervalo de um jogo do seu clube, abordou o árbitro Artur Soares Dias. Este ter-se-á sentido de tal maneira incomodado com a peculiaridade da abordagem que, alegadamente, mandou um agente da PSP identificar o referido dirigente. Ou seja, a pedido de um árbitro, um dirigente do Sporting foi identificado por um polícia.
Este dirigente é o mesmo que recentemente, qual anão de saltos altos, se imaginou à altura do nosso Benfica e tentou, com declarações vergonhosas, achincalhar o nosso clube. O melhor que conseguiu foi “apenas” contribuir para que um grupelho de bandalhos arruaceiros incendiasse umas cadeiras da bancada onde haviam estado instalados para verem mais uma derrota do clube deles.
Ao ter conhecimento do comportamento do dito Cristóvão e da alegada identificação de que foi alvo, perguntei-me se algum dirigente do Sporting viria para a imprensa ameaçar Artur Soares Dias com uma gravação da referida conversa. O que se sabe é que a abordagem foi feita e que Artur Soares Dias não terá ficado nada agradado com a mesma. Felizmente para a saúde do árbitro não houve nenhum tropeção na escadaria de acesso aos balneários e pôde arbitrar a segunda parte do jogo…
Quanto ao senhor Cristóvão, já teve tempo e oportunidades de sobra para perceber que nem tudo é legítimo apenas porque um grupo de imbecis lhe legitima as atitudes com palmadinhas nas costas. Ou seja, já é tempo de o senhor Paulo Pereira Cristóvão perceber que, como diz o povo, “isto não é o da Joana”.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 27 de Dezembroe publicado na edição de 30/12/2011 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
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