VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 31.10.07

O acessório, o essencial e o... dispensável

Antes de mais, começo por dizer que o jogo era para ganhar. O Benfica está na Taça da Liga, ou melhor estava e, como tal, era para ganhar!

 

Hoje provou-se que há jogadores acessórios: EdCarlos, Butt, Adu, Bergessio, Fábio Coentrão, Di Maria;  essenciais: Luisão,  Bynia; e dispensáveis: Miguelito, Luís Filipe, Zoro .

 

Aliás, eu acho que o Benfica devia rifar o Miguelito, o Luís Filipe e o Zoro . É que comprar ninguém os vais comprar e emprestados... só se for o Boavista, que tem como objectivo a descida, de resto ninguém os quer.

 

É que assim ainda ganhávamos uns trocos.

 

Ou então podíamos promovê-los para festas..." O seu filho é uma nódoa a jogar futebol? O Benfica aluga-lhe para a festa de anos do seu filho o Luís Filipe, o Miguelito e o Zoro . A jogar ao pé deles, o seu filho vai parecer um Maradona . Aproveite, pois pelo preço de 1 leva os 3. Ao fim-de-semana, pode levá-los de graça, porque é da forma que não correm o risco de ser convocados"

 

 

p.s : não me venham com tretas... há jogadores que deviam ter a humildade de reconhecer que não têm capacidade para jogar no Benfica e, como tal, não deviam nunca ter aceitado assinar pelo Benfica.

Carlsberg, provavelmente a melhor cerveja do mundo.

Perder é sempre desagradável e nunca consentâneo com a grandiosidade do Benfica. No entanto, perder uma aberração competitiva como a Carlsberg Cup não só não é o apocalipse como pode ter, assim se saiba gerir os bons recursos do plantel, efeitos positivos a médio prazo.

 

O Benfica perdeu um jogo e uma eliminatória; alguns futebolistas perderam uma excelente oportunidade de demonstrar que não foram um tremendo erro de casting de um Presidente e de um ex-treinador que percebem tanto de bola como eu de ponto cruz. Camacho perdeu uma série de dúvidas sobre os nomes a dispensar em Dezembro.

 

Eu perdi o sono e não perdi a sede. Vou aproveitar esta véspera de feriado e vou beber umas cervejas - Carlsberg de preferência – com benfiquistas. À vossa!

Sem mágoas e sem paciência para as habituais carpideiras de ocasião.

por Anátema Device às 23:12 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Terça-feira, 30.10.07

O acessório e o essencial.

Sobre a assembleia geral ordinária de ontem há a registar três coisas:

- A não aprovação do nome de Henrique Granadeiro como sócio honorário;

- A contestação de sócios do Benfica pertencentes a claques do nosso Clube;

- A aprovação do relatório e contas do exercício de 2006/07.

 

São assuntos que não se fundem nem se podem confundir. Vamos ao que é acessório.

A não aprovação de um nome para sócio honorário deve-se a uma de duas coisas: ou a argumentação utilizada pelos proponentes foi fraca ou a relevância do papel do proposto na vida benfiquista não é suficientemente forte para merecer supina distinção. Em qualquer dos casos, é um facto perfeitamente acessório e só constitui notícia pelo gigantismo do Benfica perante o nanismo vizinho e a falta de horizontes de alguma imprensa dita desportiva. (Assunto interessante seria discutir as motivações que nortearam esta estranha proposta, mas isso é coisa que não vejo analisada).

 

Não vou entrar em discussões estéreis sobre a pertinência ou não da existência de claques organizadas no futebol. A doutrina divide-se e há argumentação igualmente válida de ambos os lados. No entanto, e a questão de fundo é esta, há uma legislação a cumprir. Num estado de direito a Lei cumpre-se. Dificilmente compreendo como é que se pode contestar quem, no exercício das suas funções e competências, zela para que no seio do seu clube a Lei não seja um mero exercício de retórica. As questões são apenas estas: as nossas galhardas e entusiásticas claques estão ou não legalizadas? A Direcção do Benfica está ou não a agir em conformidade com o espírito da lei? As Direcções dos outros clubes estão ou não a aplicar esta lei? Quem é que está a ferir a legalidade? Depois de respondidas estas questões, saberemos de que lado está a razão.

Por outro lado, é ponto imprescindível que o nosso Clube não fique refém de ninguém: nem do aparente autismo da Direcção e muito menos da gritaria de alguns membros das claques. Haja bom senso.

 

Tratado o acessório, vamos ao que é essencial.

Foi de extrema importância a aprovação do relatório e contas do exercício de 2006/07, o primeiro a apresentar saldo positivo desde que Vieira chegou à presidência. Isto, meus caros, é o sumo da reunião de ontem. Isto, meus caros, é de onde o folclore adjacente tem tentado desviar a nossa atenção.

por Pedro F. Ferreira às 13:04 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Segunda-feira, 29.10.07

A ferros 2

Antes de mais usurpei o título do post antecedente do D´Arcy e peço desculpa... mas é que eu acho que este titulo é o ideal para falar da assembleia geral ordinária que ontem se realizou.

 

E ao que parece nunca a palavra ordinária foi tão bem empregue numa assembleia geral ordinária.

 

Antes de mais, é ordinário fazer uma proposta como a que foi feita do Granadeiro. Sócio honorário?? Mas que é isto?! Sócio honorário são aqueles que para terem dinheiro para ir ao estádio... os filhos vão com os sapatos rotos para a escola. Sócio honorário é aquele que quer chova que faça sol vai ao estádio... e não tem nenhum buffet quente uma hora antes do jogo!

 

É também ordinário num clube com tantos sócios irem apenas 3 mil a uma assembleia geral ordinária. Depois, não venham protestar com as decisões que são tomadas... não foram não podem falar.

 

Para terminar, acho que foram ditas umas não sei quantas ordinarices pelas claques (ou melhor, pelo grupo organizado de adeptos do Benfica que, enquanto não estiverem legalizados, não se podem legalmente chamar claques) ao Presidente Luís Filipe Vieira.

 

No Benfica somos mesmo grandes... até há assembleias gerais que são mesmo ordinárias.


Anastercio Leonardo

A ferros

Mais uma vitória arrancada a ferros, conseguida já perto do final do jogo, e em circunstâncias adversas. Mais uma vez, a equipa acreditou, lutou até ao final, e teve a recompensa disso. O ano passado éramos peritos em deixar fugir resultados nos últimos minutos; este ano é o contrário (o que aliás, já tinha acontecido diversas vezes aquando da anterior passagem do Camacho pela Luz).


Há coisas difíceis de explicar. Esta noite na Luz estiveram praticamente 45.000 espectadores. Muitos mais do que no jogo decisivo da Champions contra o Celtic. Pelos vistos a boa exibição na segunda parte desse jogo foi suficiente para motivar o regresso de muitos benfiquistas. Na nossa equipa regressaram também, mas à titularidade, o Edcarlos e o Di María, saindo o Nuno Assis e o Bergessio do onze. Isto significou a subida do Katsouranis para o meio-campo, e o Di María foi jogar novamente para a direita. Em relação ao nosso adversário, deixo um elogio: gostei muito do que vi. Desde o início que nunca se remeteram à defesa, tentaram jogar de igual para igual, e mostraram ter uma equipa muito bem organizada, com bons jogadores. Isto ficou bem patente na forma como o Marítimo iniciou o jogo. Durante os primeiros minutos foram, para mim, a melhor equipa em campo, jogando a maior parte do tempo no nosso meio-campo, e sendo o golo que marcaram logo aos nove minutos (após uma saída idiota da baliza do Quim) um reflexo disso mesmo.

O golo teve o condão de despertar o Benfica, que começou a jogar melhor e a conseguir criar perigo junto à baliza adversária. Acabámos por chegar ao golo após outra idiotice, desta vez do Ricardo Esteves que cortou com a mão um cruzamento do Rui Costa, numa jogada que nem parecia ser muito perigosa (e tive que recuperar do espanto que foi ver, finalmente, o Pedro Proença assinalar um penalti a nosso favor - isto já era algo que nunca pensei vir a ver). A toada do jogo manteve-se após o penalti convertido pelo Cardozo, mas à passagem da meia-hora, num lance de alguma felicidade o Kanu ficou isolado diante do Quim, que o derrubou provocando o respectivo penalti e consequente expulsão do nosso guarda-redes (para mim indiscutível). Entrou o 'especialista' Butt para o lugar do Edcarlos (ao menos assim o Katsouranis voltou para a defesa, e a verdade é que eu me sinto muito mais seguro com ele lá) e este fez juz à reputação, defendendo o penalti do Makukula. Este foi um momento chave do jogo, já que julgo que seria muito difícil ao Benfica recuperar de uma desvantagem frente a esta equipa do Marítimo estando em inferioridade numérica. A expulsão do Quim marcou também o início de um período de equilíbrio no jogo, que se estendeu até ao intervalo. O Marítimo parecia ter ficado atordoado com o penalti falhado, enquanto que o Benfica tentava reorganizar as suas ideias.

Após o intervalo surgiu o Luís Filipe no lugar do Di María. Julgo que a intenção do nosso treinador era a de dar um pouco mais de equilíbrio à equipa, já que o Pereira (bom jogo na primeira parte) adiantou-se no terreno e foi desempenhar funções de médio interior direito, auxiliando o meio-campo e ao mesmo tempo apoiando as subidas do Luís Filipe. E o Benfica até entrou bem na segunda parte, não parecendo acusar a falta de um jogador, embora o Marítimo nunca tivesse deixado de se mostrar perigoso. Este fôlego do Benfica durou cerca de um quarto de hora, após o qual o Marítimo voltou a crescer, assumindo o domínio do jogo. Alguns dos nossos jogadores pareceram acusar algum cansaço (em particular o Rodríguez) e ajudavam pouco nas tarefas defensivas. Mas apesar deste domínio, o Marítimo pareceu sempre estar de alguma forma satisfeito com o empate, e portanto nunca assumiu verdadeiramente a intenção de pressionar o Benfica em busca do golo da vitória. Quanto a nós, à medida que o tempo passava parecia que a equipa ia perdendo lucidez, e apesar de procurarmos a vitória faziamo-lo de forma incorrecta, com os jogadores a agarrarem-se muito à bola (mais uma vez o Rodríguez, e também o Rui Costa, estiveram em evidência nesse aspecto). Mas acabou por ser na sequência de uma iniciativa individual (quase até desesperada) que o Benfica chegou ao golo da vitória. Foi uma jogada incrível do Léo, que foi desde a esquerda até à direita, para depois numa posição de autêntico extremo direito fazer o centro rasteiro que o Adu finalizou com um toque de classe. O americano está a começar a tornar-se o Mantorras desta época: entra perto do final para resolver os jogos.

Claro que o Butt merece ser destacado. Entrou para defender um penalti a frio, e na segunda parte ainda fez mais uma boa defesa a um remate quase à queima-roupa. Para contrastar com a noite desastrada do Quim, ele que tão boa conta tem dado de si ultimamente. Gostei também de ver o Binya (apesar de continuar demasiado abrutalhado na forma como aborda alguns lances, o que me deixa sempre na expectativa que não chegue ao fim dos jogos) e o Léo. Será que dá para assinarem a renovação dele de uma vez por todas? Em contrapartida, o Rodríguez deve ter feito um dos jogos mais fraquitos desde que cá chegou. Também me desagradaram alguns lances do Rui Costa, embora fosse visível que ele teve direito a atenção 'especial' por parte do Marítimo, já que normalmente caiam-lhe em cima dois adversários quando recebia a bola.

Parece que começa a tornar-se tradição os jogos com o Marítimo na Luz serem emocionantes e decididos nos últimos instantes (aquele 4-3 vai ser sempre inesquecível). Este felizmente acabou bem para nós. A equipa ainda terá que melhorar muito, mas agrada-me ver a atitude que têm em campo, e o inconformismo que revelam. Assim, mesmo quando as coisas não correm a nosso favor, acabo sempre por ficar minimamente satisfeito no final.

P.S.- Será que o jogo desta noite foi suficiente para que deixem de repetir a frase feita que o Camacho é 'tacticamente fraco'?
por D`Arcy às 00:43 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Acreditar até ao fim

Certamente não serei o único a agir assim: quando assisto a um jogo do Benfica, e mesmo que o resultado seja desfavorável, acredito até ao último instante que o Benfica irá marcar o golo ou os golos necessários para alcançar a vitória ou, na pior das hipóteses, empatar o jogo. Quando o Nuno Gomes marcou o 1-2 no recente jogo em Milão, acreditava que o Benfica ainda seria capaz de, no reatamento, rapidamente recuperar a bola e marcar o golo do empate. Infelizmente assim não foi. Mas os golos do Adu na última jogada dos encontros frente ao V. Setúbal e E. Amadora (Taça da Liga), o golo do Cardozo ao Celtic a 3 mins do fim e o golo novamente do Adu (sem dúvida o homem dos instantes finais...) na vitória de hoje sobre o Merítmo (como diria o Acácio Pestana...), não foram nada que eu não estivesse à espera (sem menosprezar, como é óbvio, o mérito dos mesmos). Aliás, se há coisa que para mim nunca é inesperada é um golo do Benfica. O Benfica pode estar a jogar mal, que ainda assim espero, a qualquer momento, que marque um golo. Na verdade, e ainda que o o Benfica esteja a ganhar por 5-0, nem por isso deixo de ansiar por mais um golo do Benfica, para eu poder festejar. Mas se em vez de estar a ganhar estiver empatado, e se o final do encontro estiver próximo, ainda mais anseio por esse golo, e quando acontece, os meus festejos são obviamente (ainda) mais efusivos.

Hoje eu sabia que o Benfica ia ganhar. Pela primeira vez, levei o meu filho do meio (de 4 anos) a um jogo do Benfica. Como tal, sabia à partida que o Benfica ia vencer, pois no "baptismo" na "catedral", o Benfica não podia fazer outra coisa que não ganhar o jogo. Por isso, mais do que habitualmente, hoje estava convicto que o Benfica iria vencer, nem que a perder por 0-2, marcasse 3 golos nos descontos. Após a expulsão do Quim, numa jogada de que resultou um penalty contra o Benfica, ainda duvidei por instantes... Mas quando o Butt foi para a baliza, tive a certeza que ele iria defender o penalty. Assim foi, e as dúvidas quanto à vitória do Benfica voltaram, lentamente, a desvanecer-se. Ao intervalo encontrei o D'Arcy, com quem comentei que as coisas não estavam a correr muito bem... O que não disse (para ele não ficar a pensar que sou maluquinho...) foi que, apesar de tudo, tinha a convicção de que o Benfica iria vencer, mesmo em inferioridade numérica. Por isso, quando o Adu marcou o golo da vitória a 2 mins dos 90, a única coisa de surpreendente foi mesmo o Léo a fazer (e muito bem!) de extremo-direito. De resto, festejei efusivamente, como não podia deixar de ser!

BENFIIIIIIIIIIIIICA!

Por fim, uma palavra para os jogadores do Benfica: parabéns pela forma como acreditaram, até ao fim, na vitória, mesmo com menos 1 jogador. Mas para a próxima, vejam lá se ganham isto de forma um pouco mais tranquila: é que não convem abusar da convicção dos adeptos..
Domingo, 28.10.07

Hoje existiu Benfica!

Hoje gostei do Benfica:

 

- Raça

- Atitude

- Crer

- Vontade

- Coração cordenado com cabeça

- Emoção

- Respeito

- Alegria

- Golos

- Vitória

- Disciplina

 

Anestercio Leonardoi

Os Grandes Campeões!

 - Atira Makukula que eu defendo

 

 - Goolllllllllllllllllllllllllll in the end again i´m on fire!
                                                                           

 

 

 - Boa cara....mais um golo importante...tem de 

continuar assim menino Adu!!

 

 

-

- Cara vê se me consegue apanhar........!

 

 

 Cardozo - Makukula passa lá pelo Seixal que eu ensino-te a marcar        

  penaltys

 

Anastercio Leonardo

Sexta-feira, 26.10.07

Então? Perdi alguma coisa?



Uma noite imprópria para cardíacos, pelo menos para mim.

Tive a oportunidade de ver o jogo com uma das pessoas que mais gosto, a pessoa que me formou para a vida e que mais me irrita a ver futebol: o meu pai.

Um pai fantástico de facto, mas chato como o raio quando o Glorioso sobe ao relvado. Ele grita com o televisor, ele grita com o árbitro, ele ralha com todos os de vermelho, e neste jogo atípico até palavrões deixou escapar.

Algo não estava bem. Quando mete palavrões, é porque alguma coisa não bate certo.

E de facto não. Um jogo digno de anúncio de TV.

Ui! Tau! Pim! Pam! No poste! Pum! Grande defesa! Tunga! Na barra!

E tudo isto… o mesmo gajo? É possível? O mesmo jogador, no mesmo jogo acertar em tudo o que há num jogo de futebol, excepto nas redes? Acertou no ar, acertou nas luvas, acertou no poste, acertou na barra… enfim! A 4 minutos do fim lá acertou nas redes.

Claro que era impossível o nosso 7 não marcar um golito. Eu a certa altura comentava com o meu pai que pelo menos “meio golo” ele fazia! E ganharíamos por meio a zero. Depois do que eu estava a ver, ganhar por meio era suficiente.

Uma grande jogatana do Cardozo! E uma belíssima 2ª parte do nosso Benfica.

Na quarta-feira ficou provado o Camacho tem vindo a afirmar, O Benfica é realmente quem mais remata na Champions. Não marca muitos golos, mas alguém já viu o novo anúncio de TV da Carlsberg?

por Corto Maltese às 09:08 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quinta-feira, 25.10.07

Como eu gosto de me enganar!

Para aí no segundo post que escrevi nesta Tertúlia, disse qualquer coisa como isto: "Cardozo parece ser um equívoco, é lento e fácil de marcar".

 

E durante jogos a fio, o paraguaio pareceu apostado em dar-me razão, com grande pena minha.  Até ao intervalo do jogo de ontem (até incluiu um falhanço anedótico na primeira parte que parecia mesmo na altura o último prego no "caixão").

 

Depois, foi o que todos vimos; um Cardozo desconhecido esperava por nós!

 

Espero que este nível exibicional seja para manter, e que no final da época eu possa, felicíssimo, reconhecer que me enganei redondamente.

 

PS - Que o exemplo do Cardozo frutifique; demos também tempo ao Bergessio antes de o "enterrarmos".

por Artur Hermenegildo às 12:03 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Cardozo ou a noite ao contrário

Bancada Sapo,

 

"Não faças falta Cardozo! Já tens 2 amarelos, mais um e ficas de fora no próximo! Este gajo é completamente imprescindível!"

 

Uns minutos antes:

 

Gritos eufóricos.

Juras de amor eterno.

Pétalas de rosa a caírem do topo do estádio.

Águia Vitória a piscar o olho enquanto assobiava o hino do Benfica.

 

Meio da 2ª parte:

 

Magnífico trabalho individual, depois de recepcionar um passe teleguiado de Luisão (vou repetir, "depois de recepcionar um passe teleguiado de Luisão"), com um movimento só ao alcance dos grandes avançados. Recepção já a pensar na concretização, com a força a ser prescindida em detrimento do jeito. Bola no poste, com o guarda-redes batido.

Flashbacks insistentes do jogo com o Boavista da época passada.

 

Um pouco antes:

 

Remate de Rodriguez (pequeno parêntesis para realçar mais uma excelente exibição do extremo uruguaio), defesa incompleta do guarda-redes "escocês", e a recarga de Cardozo a embater com estrondo na barra! Bola ultrapassou o risco? Não.

Esta devia ter entrado!

Pensamento, rapidamente afastado, em que se questionava o numero de dias que ainda faltavam para o regresso de Nuno Gomes ao activo.

 

1ª parte:

 

Subida de Leo à linha de fundo, centro atrasado para a entrada da pequena área onde surge um jogador longilíneo que apenas terá de enconstar o pé esquerdo, curiosamente o seu mais forte, para fazer o primeiro golo do jogo.

Braços no ar, vai ser golo...o quê? Falhou? Que barrete, nem acertou na bola.

Mãos na cabeça, isto não está a acontecer.

 

Isto hoje não vai acabar bem...

 

 

tags:
por Superman Torras às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Suado

Foi um triunfo tão suado quanto merecido do Benfica esta noite. E mesmo que a vitória não nos tivesse sorrido já perto do fim, eu creio que seria incapaz de criticar a nossa equipa, porque desta vez foi possível ver que os jogadores acreditaram e lutaram até ao fim para serem felizes.

O Benfica apresentou-se com a equipa que vinha sendo anunciada, com o Katsouranis a recuar para central, Binya e Nuno Assis como titulares, e a dupla Bergessio/Cardozo no ataque. Quanto ao Celtic, mostrou desde os primeiros instantes ao que vinha: jogar para o empate. Dispôs-se em 4-5-1, jogando quase sempre com os onze jogadores atrás da linha da bola, e arriscando muito poucos contra-ataques, que nas raras vezes que aconteciam eram quase sempre conduzidos pelo lado direito através do McGeady. No fundo, acabaram por vir à Luz jogar como já estamos habituados a ver as equipas do nosso campeonato fazerem. Foi assim uma espécie de Penafiel celta. Eu confesso que desde sempre que não consigo levar esta equipa escocesa a sério. Tenham os jogadores que tiverem, gastem o dinheiro que gastarem, no meu subconsciente eles são sempre um bando de jogadores acepalhados (nem sei se esta palavra existe) tipicamente britânicos que têm a sorte de terem adeptos que são dos melhores do mundo. Mesmo nos tempos recentes do Martin O'Neill, em que jogavam de forma mais 'continental', nunca me convenceram totalmente. Claro que aquelas lonas das barracas da praia da Figueira com que se equipam também contribuem para esta opinião. É muito difícil conseguir levar a sério uma equipa que se veste de forma propositadamente cómica. O jogo desta noite acabou por ser apenas mais uma confirmação da ideia pré-determinada que tenho sempre deles.

Dada a atitude do Penafieltic, não surpreendeu portanto que o Benfica, mesmo não jogando particularmente bem, tivesse um domínio territorial quase absoluto durante a primeira parte. A posse de bola adversária era quase limitada a uns alívios para a frente. Quanto a nós, apesar de termos a bola tanto tempo nos pés, por vezes parecíamos não saber o que fazer com ela. É verdade que não é fácil furar uma linha de defesa de onze jogadores, e por isso a bola andava por ali a circular, mas sem conseguir entrar no último terço do campo, onde se acantonavam os onze jogadores adversários. O ponto mais vulnerável da defensiva escocesa, e aquele por onde mais conseguimos furar, era o lado direito da sua defesa, onde apareceu o central Caldwell (este verdadeiramente um cepo da 'velha escola', e que o ano passado fez o favor de nos oferecer dois golos) adaptado, e que tinha muitas dificuldades em travar as entradas do Léo e do Rodríguez. Ainda assim, a primeira boa oportunidade de golo foi do Celtic, correspondendo o Quim com uma boa defesa a um remate do Donati. As oportunidades do Benfica nesta primeira parte ficaram-se por um falhanço do Cardozo, que não conseguiu acertar numa bola centrada pelo Léo, e uma cabeçada do Katsouranis perto do intervalo.

No segundo tempo o Benfica entrou com muito mais velocidade e vontade de chegar ao golo, o que poderia ter acontecido muito cedo, quando o Cardozo deu o mote para uma grande segunda parte ao ver um cabeceamento seu ser correspondido com uma grande defesa do Boruc. O balanceamento ofensivo do Benfica abria também mais espaços para o contra-ataque dos escoceses, que neste período conseguiram aproximar-se algumas vezes da nossa baliza, sempre por intermédio do ala direito McGeady (foi o jogador deles que mais gostei de ver). Ao fim de um quarto de hora entraram o Di María e o Adu para os lugares do Bergessio e Nuno Assis. Não sei se alguma vez isto teria acontecido, mas depois disto os quatro jogadores mais ofensivos do Benfica eram todos canhotos. Esta alteração foi benéfica para nós, sobretudo por causa do Di María. Ele foi jogar nas costas do Cardozo, e proporcionou mais uma opção para jogar e segurar a bola no espaço entre as duas linhas de defesa adversárias, poupando assim um pouco o Rui Costa, que antes disso tinha as despesas quase exclusivas de organização de jogo e transporte de bola para o ataque.

As oportunidades continuaram a surgir, muito por culpa do Cardozo. Na recarga a um remate do Rodríguez atirou a bola à barra. Pouco depois, e após um trabalho muito bom dentro da área (desmarcação, recepção, rotação e remate) voltou a acertar nos ferros da baliza. O Benfica pressionava e procurava o golo, os escoceses pareciam já não conseguir manter a organização defensiva que tinham revelado na primeira parte, mas o golo não havia maneira de surgir. Tal como no primeiro tempo, era sobretudo pelo lado esquerdo que o Benfica insistia, com o Léo e o Rodríguez muito activos, e ainda o Rui Costa a cair diversas vezes para essa zona (se depois daquele túnel ao Caldwell ele marca golo acho que o estádio vinha abaixo). E a três minutos do fim, numa altura em que eu já começava a ficar conformado e com flashbacks do jogo com o Boavista do ano passado a passarem-me pela cabeça, o Di María viu finalmente uma desmarcação do Cardozo (digo finalmente porque eu já reparei que ele tenta aquele movimento diversas vezes, mas raramente lhe endossam a bola), fez um passe perfeito, e o paraguaio matou no peito e tocou de primeira para a baliza. Fiquei muito contente por ter sido ele a marcar. Eu deposito muitas esperanças neste jogador, e se depois da segunda parte que fez hoje ele acabasse em branco isso poderia ter efeitos devastadores na sua confiança. Fez-se assim justiça ao cair do pano.

Como é óbvio, o Cardozo merece destaque pela exibição que fez hoje, particularmente na segunda parte, já que a primeira foi fraca. Boas exibições também do Léo e do Rodríguez, que conduziram a maior parte das jogadas de ataque do Benfica. O Quim voltou a mostrar que está num excelente momento, respondendo bem nas poucas vezes em que foi chamado. O Katsouranis voltou a estar seguríssimo na defesa e, francamente, neste momento até tenho mais confiança nele para aquela posição do que no Luisão. Bom jogo também do Binya, que mostra ser uma opção válida na ausência do Petit (e é capaz de ser interessante imaginar os dois juntos, quando for necessário dar maior consistência defensiva ao meio-campo). No cômputo geral julgo que a equipa esteve bem, sobretudo por causa da atitude demonstrada.

Com a vitória do Milan o grupo ficou completamente em aberto, embora as coisas não sejam fáceis para nós, já que só temos mais um jogo em casa. Parece-me que se queremos alimentar alguma esperança em passar à segunda fase teremos que ganhar em Glasgow, o que por norma é extremamente difícil. Mas eu acredito que é possível (embora, claro está, seja preciso dar o desconto de eu ser incapaz de levar equipas que se equipam com as lonas das barracas da praia da Figueira a sério).
por D`Arcy às 01:48 | link do post | comentar | ver comentários (10)

O golo merecido.

Troçaram quando alguém nas bancadas disse que ele ia jogar. Escarneceram quando deu os primeiros toques na bola. Assobiaram-no na primeira parte. Riram-se, numa gargalhada de boçalidade e ressabiamento, quando chutou no ar. Tiraram aquele sorriso parvo da cara quando cabeceou para uma grande defesa do guarda-redes do Celtic. Calaram-se quando mandou uma bola à barra. Aplaudiram quando mandou uma bola ao poste. Festejaram quando marcou o mais do que merecido golo.

Naquele golo do Cardozo esteve o exorcismo de um azar poucas vezes visto, esteve o alívio de quem merece uma oportunidade e esteve um manguito bem grande com destinatário certo.

Não imaginam o gozo que me deu olhar para alguns dos meus vizinhos de bancada, depois do golo marcado pelo Cardozo. Não imaginam.

 

À margem: fico à espera da análise do D’Arcy e da resposta do S.L.B. ao desafio que lhe lancei no final do jogo.

tags:
por Pedro F. Ferreira às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quarta-feira, 24.10.07

Benfica!! Benfica!!

Hoje sou de poucas palavras

 

Primeiro a promessa

 

 

Depois a consagração

Cardozo

 

Obrigado Cardozo!

Post-it


Não será fácil, mas acredito que será uma realidade.
por Pedro F. Ferreira às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 23.10.07

Carta aberta aos jogadores!

Caros Jogadores,

 

Amanha é dia de Champions... dia de festa, noite de gala!

 

No entanto, para esta noite de gala não há fatinhos da moda italiana, não há smokings, há apenas uma camisola vermelha com um símbolo de uma águia bordado e agarrado a ela desde há muitas gerações e gerações de vencedores. Mostrem que a merecem usar e que têm orgulho de a usar.

 

A caminho do balneário vejam as fotos que por lá andam e bebam toda a inspiração que elas vos derem.

 

Entrem em campo com vontade, garra, alegria!

 

Entrem em campo como entravam em miúdos nos recreios das escolas. Ganhar era o objectivo, na companhia dos colegas... e a alegria era a pedra de toque. Se jogarem assim vão ver que o jogo vai correr bem e que, no fim, vão ter o sorriso estampado no rosto... o mesmo sorriso que tinham em crianças.

 

Nós vamos estar lá... podemos ser 1000, como 40000, como 60000, mas os que lá estivermos vamos estar lá por vocês, para vos dar ânimo. Se ouvirem assobios, não é por não gostarmos de vocês, mas é a nossa forma de demonstrar que queremos mais, a nossa forma nem sempre correcta de dizer que estamos tristes, porque só queremos a vitória.

 

Nós, adeptos, somos como um Pai que, quando se chateia com um filho ou se zanga com ele, não é por não gostar dele... é para tentar que ele melhore.

 

Mas amanhã só vão existir palmas e gritos de alegria, porque sei que vocês tudo irão fazer para derrotar o Celtic .

 

Deixem-nos orgulhosos de vocês, mas mais importante, acabem o jogo orgulhosos de vocês próprios.

 

Vamos Ganhar!

 

Um grande Abraço deste humilde adepto

 

Anastércio Leonardo

Segunda-feira, 22.10.07

Um malabarista fora de jogo.

Alguém viu os malabarismos em que o António Tadeia (acreditem que até simpatizo com esse jornalista apesar de ele ser lagartito) entrou para justificar que o golo do Setúbal não foi marcado com um jogador na posição de fora-de-jogo?

Não está em causa se o árbitro ou o bandeirinha estavam em condições de ver correctamente a jogada. Não! O que está em causa é a vontade e o esforço que o jornalista António Tadeia fez para nos convencer de que aquilo não era um lance irregular. O Paulo Catarro bem se ia esforçando por lhe dizer que aquilo parecia irregular, mas o Tadeia, que até foi ler as deliberações da FIFA em inglês, lá assegurava que aquilo fora regular. E falava da diferença entre “tocar” e “passar”. E falava de como tudo aquilo provocaria polémica. E dizia que lhe custava que um “lance daqueles” fosse anulado.

Sem choradinhos “caliméricos”, não tenho problema algum em assumir que o Benfica foi prejudicado naquele lance. Mas também me parece claro que é uma situação de difícil julgamento e, como tal, aceito a decisão do árbitro e não a encaro como um acto de má-fé. Custa-me, isso sim, ver no serviço público de televisão um profissional, de quem se diz ser especialista em futebol, sustentar, de forma torpe, o insustentável.


A quem interessa o malabarismo do Tadeia?

por Anátema Device às 15:45 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Estou contigo Anastércio!

E estive também contigo (ou sem tigo) na Luz no sábado a assistir ao jogo.

 

É me portanto muito dificil entrar na onda optimista que crassa por alguns sectores deste sítio.

 

Entendamo-nos de uma vez por todas: no fim de semana que passou não era exigível ao Benfica apresentar um futebol escorreito ou sequer agradável à vista de um olhar clínico que procurasse observar nas movimentações colectivas da equipa uma forma de as catalogar, a elas e consequemente ao trabalho do técnico, para dessa forma perceber se o caminho que estamos a percorrer actualmente irá dar a um beco sem saída ou em alternativa a uma avenida que tem o sugestivo nome "Avª Paraíso Futebolístico".

 

Não! No sábado seria de esperar apenas um conjunto de 11 jogadores que poucas ou nenhumas vezes tinham actuado junto antes, mas que se acredita que tenham como objecto de trabalho uma bola de futebol pelo menos uma vez por dia já há vários anos. Com a agravante de se tratarem quase em exclusivo de jogadores que poderiam/deveriam aproveitar o ensejo para se mostrar de forma a tentar ganhar um lugar na equipa habitualmente titular.

 

Chegados aqui, tinhamos então um grupo de jogadores que poderiam ter alguma dificuldade em entender algumas movimentações dos seus colegas de ocasião, situação que seria certamente compensada, na medida do possivel, por uma entrega ao jogo que geralmente é traduzida pelo chavão "vamos comer a relva".

 

E o que foi que se me foi dado a observar no sábado? Isto (e aviso já que vou particularizar):

 

  • Um avançado que nas 3 vezes que chutou à baliza (e aqui o chutar à baliza deve ser entendido como um exercício de estilo), conseguiu a fantástica proeza de nunca ter acertado na mesma, sendo que em pelo menos 2 dessas ocasiões estava em condições muito favoráveis para marcar golo. Como atenuante tem o facto de ter acabado de regressar de uma lesão relativamente prolongada e de, ehlás, ainda estar em fase de ambientação ao futebol europeu (desculpa johnny rook, foi mais forte que eu, e o problema é que não consigo encontrar mais nenhuma atenuante);
  • Um extremo esquerdo que, das vezes em que não caiu para o chão impelido por um encosto mais (ou menos, tanto faz) vigoroso do defesa, foi completamente inconsequente, conseguindo, em conjunto com o defesa esquerdo (já lá vamos) a magnífica proeza de ter sido o flanco contrário (onde pontuavam Luis Filipe, já lá vamos, já lá vamos! e Assis) a proporcionar o maior fluxo de jogadas ofensivas;
  • Falando no defesa esquerdo, aqui para mim não há volta a dar-lhe: houve falta de profissionalismo. Não admito certas jogadas que vi no sábado num jogador profissional do Benfica. Que se dispense o rapaz em Dezembro e se suba o lateral dos juniores, que aliás passa por ser uma das maiores promessas do clube;
  • Passando para o lado direito, Luis Filipe, aqui o problema não é falta de profissionalismo, é falta de estofo mesmo. O jogador será o menos culpado desta situação, mas eu como adepto é que não tenho de pagar pela menor inteligência de um jogador que mesmo vendo que as coisas não lhe estão a correr de feição não consegue ver que uma das soluções é parar e passar a bola com qualidade, mesmo que não arriscando muito, ao invés de a procurar jogar de primeira;
  • Para não ser um post completamente negativista, gostei de Assis, eu que não sou um particular admirador do seu futebol, penso que foi o único dos habituais suplentes que tentou agarrar o lugar;

Em jeito de conclusão, fiquei com a ideia de que para certos profissionais do Benfica o seu estado actual de suplentes bastas vezes não convocados é o que mais lhes convém e fazem os possíveis para que essa situação não se altere.

 

Fiquei igualmente com a certeza de que ficaríamos muito melhor servidos com um plantel de 18 jogadores de campo, mais 2 guarda-redes, fazendo uso dos juniores quando em caso de necessidade. Poupar-se iam 10 ordenados que se poderiam utilizar no melhoramento do 11-base da equipa.

 

p.s Americano, peço desculpa, mas o Adu ainda me parece muito verde para estas andanças. Marcou o golo, um belo golo por sinal, mas penso ser evidente que ainda não tem estaleca para estes andamentos.

por Superman Torras às 14:39 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Domingo, 21.10.07

Optimista por opção.

Deixando para trás o fadinho do desgraçado que o meu amigo A. Leonardo de forma bem humorada aqui lembrou, prefiro escrever uma linhas sobre o que me agradou no jogo do último sábado.

Foi bom ver que o miúdo Adu está a progredir de forma sustentada e que, daqui a uns meses, poderá começar a assumir-se como uma efectiva opção para a equipa principal. Daqui a uma época veremos como este miúdo evoluiu e como este ano sabático foi de extrema importância.

Nuno Assis foi na noite de sábado aquilo que dele se espera sempre: um líder capaz de jogar e fazer jogar, sabendo ocupar de forma eficaz diferentes lugares no meio-campo, servir o ataque com inteligência sem se perder em inúteis toques de calcanhar. De um Nuno Assis como o de ontem espero a titularidade ou uma primeira opção como suplente.

O miúdo Dabao não fez uma boa exibição… mas lembrem-se do último jogo que ele fez pelos seniores, comparem e observem as diferenças.

De Luisão gostei particularmente das palavras que proferiu no final do jogo. Responsabilizou o grupo de trabalho e lembrou a necessidade de que não exista conformismo.


Desculpem qualquer coisinha, mas deu-me para ser um optimista por opção…

por Pedro F. Ferreira às 23:02 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Palavras...não as pode levar o vento!

Coloquei num comentário as declarações do Luisão no final do jogo de ontem, mas acho que estas, merecem maior destaque, tal a importância e profundidade de tais palavras. A muitos devem ter passado despercebidas mas a mim não passaram.

 

No entanto estas palavras deram-me esperança, é sinal que os jogadores, ou alguns deles, pelo menos, reconhecem o que se está a passar de mal no Benfica. É o primeiro passo.

 

Luisão disse :

 

"Mas uma equipa grande como o Benfica está a deixar muito a desejar. Não entendo porquê. Nós, jogadores, temos de perceber que não é fácil vestir esta camisola e tem de haver maior cobrança entre o grupo. Desde o Rui (Costa), que é o mais velho, até ao mais novo. É isso que está a faltar...»"

 

Obrigado Luisão por sentires mesmo essa camisola!

 

Anasterico Leonardo

No Sado canta o Fado....!

Ontem os homens do Sado contribuíram com mais uma estrofe para o Fado que está a ser a época do Benfica.

 

O Benfica tem o privilégio de ter imensos jogadores com unhas para tocar a guitarra portuguesa.....e como tal, jogo sim jogo sim temos faducho ! E ontem foi mais um Fado...!

 

Até o Camacho já vai de preto para os jogos...como manda a tradição.

 

Aquela apatia...aquela tristeza com que eles encaram cada concerto.....a olhar para baixo não vá a unha falhar a nota....faz deles uns grandes artistas...! Força homens..!

 

Silêncio que se vai cantar o Fado......é o que se diz....dai eu admirar as claques do Benfica....que respeitam as regras do Fado e é vê-las caladas o jogo todo...!

 

O estádio está vazio?? Já se sabe....o Fado não atrai assim tanta gente....!

 

O futebol sim....esse atrai multidões, grande e pequenos....mas onde está o futebol do Benfica????

 

Parece que tenho de  me calar....vai-se cantar o Fado.

 

Anastercio Leonardo

Quarta-feira, 17.10.07

Bons

Começa a irritar-me a frequência com que já se fala das nossas possíveis e até 'necessárias' contratações para Janeiro. Quando comprava 'A Bola' esta manhã dei comigo a contar quanto tempo falta para que o mercado de transferências volte a abrir. São dois meses e meio. Mais tempo do que aquele que passou desde que a época oficial começou. O que não deixa de ser um mau prenúncio para o referido período de abertura do mercado, altura em que eu chego a ficar mal-disposto só de olhar para as capas dos desportivos, e ver os camiões de jogadores que todos os dias são alvo do suposto interesse do Benfica. Além disso por vezes as notícias nem sequer parecem fazer grande sentido. Se calhar sou só eu, mas olhando para 'A Bola' de hoje, que sentido faz estar-se a falar do interesse em dois avançados, quando o Benfica tem neste momento quatro no plantel, e é orientado por um treinador que têm preferência em utilizar apenas um?

E que confiança se estará a transmitir a jogadores que chegaram ao clube há três meses, quando ao fim deste curto período já se fala à boca cheia da necessidade imperiosa de contratar jogadores para as posições deles? E nisto não sei se é a imprensa que provoca este tipo de opiniões nos benfiquistas, ou se se limita a reflectir aquelas que parecem ser as nossas opiniões. Sim, porque ao fim de três meses já muitos de nós sabemos com toda a certeza que a política de contratações seguida no último defeso foi má, e que a culpa disto tudo é do presidente. Já sabemos que os jogadores que vieram são maus, ou pelo menos de certeza que quem quer que seja que venha em Janeiro será melhor que eles. O importante é mesmo que venha alguém em Janeiro. Quanto aos que vieram no Verão, que custaram milhões, e que eram estrelas nos clubes de onde vieram, basta vermos meia-dúzia de jogos que sabemos logo que não servem. Jogador que não desate logo a marcar hat tricks mal entre na equipa já é mau. Qual adaptação qual quê. A adaptação 'faz-se em meia-dúzia de treinos'.

A nossa tendência generalizada é sempre a mesma. Bons nunca são os que cá estão. Bons, mas bons, bons mesmo são aqueles que não conseguimos contratar, os que já cá estiveram e depois saíram, ou os que ainda estão para vir (depois quando chegam cá, ao fim de um mês já são maus). É como muitos dos meus vizinhos de bancada habituais na Luz ilustram. O ano passado passavam o tempo a resmungar sobre 'deixam o pequenino sozinho lá na frente', que 'não tem cabedal para lutar com os defesas', que 'querem eles pagar não sei quantos milhões para ficar com um avançado que não ganha um lance de cabeça', e que 'se ele fosse mesmo bom os italianos não o tinham mandado para cá'. O que o Benfica precisava era mesmo de um ponta-de-lança mais fixo, capaz de lutar com os defesas, 'assim como o Karadas' (que quando cá estava era um cepo e era assobiado de alto a baixo). Agora é ouvi-los a resmungar que 'não quiseram dar cinco milhões pelo italiano e foram gastar nove neste'. Enfim.

P.S.- Interessante a estatística compilada pelo João Querido Manha, hoje recordada pelo MST, e que mostra que no Séc.XXI (nos últimos sete anos, portanto) o Sportém beneficiou de cerca de 50 a 60% mais penalties do que o Benfica e o FCP (71 para 48 e 44, respectivamente). A este número podemos também juntar aquele fantástico feito de terem conseguido ficar mais de cinco anos sem terem qualquer penalty assinalado contra. Face a números destes, e tendo em conta a choradeira sobre arbitragens com que nos presenteiam todos os fins-de-semana de há anos a esta parte (pelo menos desde que eu me lembro de começar a ver futebol que sempre os associei à choraminguice - o que foi um dos factores para nunca ter gostado deles), depois ainda se admiram que os apelidem de 'queixinhas' ou 'Calimeros'?
por D`Arcy às 09:45 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Terça-feira, 16.10.07

Com os cumprimentos do nosso Rui Costa...


...um pequeno presente para os leitores deste blogue.
por Pedro F. Ferreira às 17:25 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Regresso

Não, não estou a falar da recuperação iminente do Petit, ou sequer da chegada do Nuno Gomes ao nosso país, lesionado que ficou depois do período de aquecimento (!) do último jogo de Portugal. Estou sim a falar do regresso ao activo deste que vos escreve que, ultrapassadas as burocracias que impediam a sua transferência para o Sapo devido a complicações levantadas pelo seu anterior blogue (o que já de si é caricato pois este deixou de existir, tendo-se ele próprio transferido para o site supracitado), pode finalmente colocar por escrito aquilo que últimamente tem apenas verbalizado na forma oral. Com muitas asneiras à mistura, diga-se. Asneiras essas que se tentarão evitar ao máximo. Por agora.

 

Siga.

 

Na última vez que escrevi, Fernando Santos ainda era o treinador, o Benfica tinha empatado com o Leixões, e eu defendia que, longe de ser a situação ideal, a sua demissão era o melhor caminho para o clube. Como o agora treinador do PAOK não usou essa prerrogativa, porque certamente achava que continuava a ter as mesmas condições que tinha aquando do seu ingresso no clube para fazer o seu trabalho (ou seja: nenhumas, acrescento eu), lá teve de ser o Benfica a arcar com essa responsabilidade, e com o respectivo custo associado à mesma.

 

Optou-se então por ir buscar, com laivos de sebastianismo que não passaram despercebidos a ninguém, um treinador que tinha deixado saudades devido à sua primeira passagem pelo clube. À partida concordei com a vinda de Camacho, e agora que já passamos essa fase continuo a concordar. Tendo em conta as limitações orçamentais, penso que foi das melhores opções que o Benfica poderia ter tido. Até pela ausência de um director desportivo, que desta forma pode ser como que minimizada pela presença de um técnico que junta à vertente técnica uma visão mais abrangente que contrasta em absoluto com o absentismo crónico de que padecia o anterior treinador, e que tanto nos prejudicou. E que continua a prejudicar, penso eu.

 

Na verdade, este Benfica 2007/08 está longe de me convencer. Como tive oportunidade de escrever em pleno defeso, eu estava convencidíssimo de que este iria ser um "Verão gordo", isto é, que não havia volta a dar, esta época teria de ser nossa. E como garanti-lo sem fazer uso das técnicas que criticamos nos nossos amigos do norte? Com a constituição de um plantel que desse garantias reais de que pudéssemos competir competitivamente (passe o pleonasmo) em todas as provas em que entrassemos, passando o mais possível ao lado dos problemas que sempre surgem no decorrer de uma época desportiva: lesões, castigos, baixas de forma, etc. E foi isso que aconteceu, pergunta o leitor mais desatento. Não, não foi, respondo eu sem conseguir disfarçar uma tristeza que poderia até ser confundida com melancolia. Esperem, há esse sentimento de "tristeza melancólica"? Se sim, então é esse mesmo o sentimento. Se não, que se lixe, procurem vocês uma expressão que expresse isto de que vos falo. Também não queiram que seja eu a fazer o trabalho todo!

 

As sucessivas intervenções quer do presidente do clube quer de dirigentes de nomeada da SAD, mais do que desmentir essas minhas expectativas, só as faziam progredir, tendo mesmo chegado a níveis estratosféricos quando se começou a falar nas trutas que aí vinham e na manutenção dos principais jogadores da(s) época(s) passada(s).

 

Tudo isso se esfumou quando sucedeu aquilo que sucedeu e que me abstenho de recordar. Sinto-me enganado. E continuo a pensar que esta seria (seria? será!) a época decisiva para Luis Filipe Vieira no comando do clube. A confirmar-se um ano, mais um, sabático, em que os títulos se resumam a torneios de pré-época ou de menor nomeada (alô taça da liga), então temo pelo futuro de LFV na SAD do Benfica. O que será uma pena, tendo em conta o trabalho efectuado na vertente financeira, mas será, ou poderá ser, uma lufada de ar fresco de que me vou convencendo cada vez mais que o clube necessita, para aquela vertente que importa mesmo, ou seja a desportiva! Existe sempre o medo de que nos apareça aí um páraquedista qualquer, ansioso por ter os seus 15 minutos de fama, mas por isso é que o clube ainda é dos sócios, e serão estes a decidir. E decidirão bem, estou certo. Até porque já aprenderam com os seus erros recentes. Certo, caro consócio e camarada benfiquista (sem conotação partidária, atenção)?

 

p.s não querendo reacender (ou talvez até querendo) a discussão que por aqui se teve acerca do comportamento dos adeptos benfiquistas nos jogos disputados na Luz, não queria deixar de dar à estampa ("dar à estampa", sou só eu que acho esta expressão deliciosa?) uma declaração recente de Karagounis, numa entrevista a um jornal desportivo. E o que dizia o jogador grego? Apenas isto:

 

"O Benfica, só pelo apoio dos seus adeptos, que são fenomenais, devia ser campeão todos os anos..."

 

 

por Superman Torras às 10:12 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Domingo, 14.10.07

Pequeno desabafo.

«[...]a pessoa que se segue já está encontrada»

 

Sr. Luís Filipe Vieira, já lhe ocorreu que, sempre que indica ou deixa implícito o nome de Rui Costa para lhe suceder, está a prejudicar o próprio Rui Costa?

Uma coisa é serem os sócios do Benfica a escolher o Rui Costa para Presidente (no caso de este se candidatar e de apresentar um projecto credível e com qualidade).

Outra coisa é ser o Sr. a indicar o nome do Rui Costa para lhe suceder na presidência do Benfica.

Tal como o Sr. sabe, esta ligeira diferença faz toda a diferença. Assim, peço-lhe que nos poupe (e ao Clube) de continuarmos a assistir a esse triste espectáculo que é vê-lo ter a veleidade de imaginar que é o Sr. que escolhe quem lhe sucederá.

Grato pela atenção, despede-se de si um adepto que é apenas sócio do Benfica e de mais nenhum clube.

por Pedro F. Ferreira às 13:57 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quinta-feira, 11.10.07

Partilha de memórias.

Depois do P e do A. Leonardo nos terem obrigado a puxar pela memória, deixo aqui uma das imagens que povoam a minha memória futebolística.

Foi um jogo amigável entre o nosso Benfica e a Selecção da Argentina. A imagem que guardo desse jogo é esta: um “ombro-a-ombro” entre dois dos meus maiores ídolos: Nené e Maradona.

(clique na imagem para a ampliar)

tags:
por Pedro F. Ferreira às 23:29 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Quarta-feira, 10.10.07

Onde está o Wally?

 

Hipóteses que justificam esta discrepância na edição on-line do Record:

a)      O Moutinho é muito feio.

b)      Quem é mesmo o Moutinho?

c)       O site do Record dá erro quando a palavra “ganhar” surge associada a uma imagem de um jogador do Sportem.

d)      É impossível um jogador do Sportem dizer “Estamos mentalizados para ganhar”.

e)      A objectiva não consegue focar pessoas com estatura inferior à do Marques Mendes.

f)       O Moutinho ficou chateado porque não o deixaram tirar esta fotografia com o Florivoso.

g)      Mou… quê?

h)      Outra (indique , por favor).

Este post foi feito em colaboração com o Anátema Device.

 

Terça-feira, 09.10.07

E porque não... o pior que já passou pelo Benfica!!

Por vezes é preciso abrir os olhos....por isso faço aqui 3 onzes do pior que já passou do Benfica.

 

Como é óbvio  só recuei até à época de 94-95, altura em que começou o descalabro total.

 

Mas fiz isto porque sou tolinho e gosto de me fustigar? Não!

 

Fiz isto para mostrar que é preciso ser crítico, e que não podemos engolir tudo que nos apresentam. Muitos destes jogadores que vou referir, quando chegaram, para muitos benfiquistas  eram grandes craques,  os melhores, e ai de e quem dizia o contrário ou dizia mal deles. E depois viu-se.

 

Eu próprio já fui criticado neste blog, por ter dito que neste plantel há jogadores que não têm nível para vestir a camisola berrante e que não entendo o porquê de terem sido contratados. E lá tive de ouvir  "lá estão estes a dizer mal dos jogadores do Benfica"

 

Pois, aqui fica o resultado de 12 épocas a contratar "craques"  

 

1 - Bosssio, 2- Amaral, 3- King,  4-Jorge Soares, 5- Rojas 6- Paulo Almeida  7- Luis Carlos 8- Valdir 9-Pringle 10-Uribe 11- Leonidas                                        

  

1- Zach Thornton,  2- Gary Charles,  3- Sergio Nunes, 4-Tahar, 5-El Hadriori, 6- Jamir, 7-Nandinho, 8- Mawet Junior. 9- Clovis, 10-Luiz Gustavo, 11- Pembridge     

 

1- Yannick, 2- Okunowo, 3- Bermudez, 4-Simanic. 5- Nelo, 6- Michael Thomas, 7- Taument, 8- Cadete, 9- Toy, 10- Rui Esteves, 11- Porfirio

 

E muitos mais havia: Marinho, Marco Freitas, Jordão (não o velho Jordão, mas o do Estrela), Marcus Alemão, Washington Rodriguez, Harkness, Pesaresi, Peixe, Dani, etc...

 

 

 

Anastercio Leonardo

 

Segunda-feira, 08.10.07

O melhor Benfica de sempre

Meus amigos, este é o desafio que vos proponho. Um treino de conjunto entre os dois melhores onzes, formados por jogadores que tenham representado o Benfica, e vocês tenham visto jogar.
Não é, seguramente, tarefa fácil, mas acho que ajuda a sublinhar a grandeza da herança benfiquista que cada um de nós transporta dentro de si.
Vamos a isso?
Eu fiz este exercicío uma vez, para o livro "Ser Benfiquista".

De um lado: Bento, Pietra, Humberto Coelho, Bastos Lopes e Álvaro. Carlos Manuel, Shéu, Alves e Chalana. Néné e Filipovic.

Do outro: Preud'Homme, Veloso, Carlos Mozer, Ricardo Gomes e Schwarz. Diamantino, Jonas Thern, Rui Costa e Simão Sabrosa. João Vieira Pinto e Rui Águas.

Ok, faltam o Magnusson, o Stromberg, o Elzo, o Valdo, o Isaías, o  Paneira, o Paulo Sousa, o Futre (que só jogou uns meses no clube mas fez parte de uma equipa incrível, que infelizmente só ganhou uma Taça de Portugal)...mas só cabiam onze de cada lado!

Façam os vossos. Lembrem-se: só jogadores que vocês tenham visto jogar!

A importância da vitória de ontem

Foi importante ganhar, caso contrário o ambiente tornar-se-ia impossível durante os próximos quinze dias. Deu-me um tremendo gozo que o Benfica ontem ganhasse, pois ganhar em Leiria é derrotar uma das faces do trauliteirismo primário, um tal Bartolomeu. Ganhar ontem representou derrotar um adversário digno (a União de Leiria) e, igualmente, como viu quem não olha para o futebol com a inocência pura dos imaculados de circunstância, derrotar a vontade de um árbitro que, de forma canhestra, inclinou o campo nos últimos minutos de jogo. Neste particular, e ao contrário deste meu colega de blogue, subscrevo as palavras de Rui Cunha.

Além de tudo isto, a vitória de ontem assinala o regresso aos golos do grande Nuno Gomes. Quando assim é, torna-se mais fácil enfrentar uma segunda-feira em que não tenho de levar com as piadéticas graçolas de adeptos alheios… nem com o sarcasmo de alguns benfiquistas relativamente ao Nuno Gomes.

 

Off topic: alguém leu uma entrevista de Fernando Santos à Bola?

por Pedro F. Ferreira às 14:11 | link do post | comentar | ver comentários (7)

E que tal uns adeptos à Camacho?

Amigos benfiquistas...!

 

Já chega....!

 

Tenho a dizer que vocês cada vez se parecem cada vez mais, com os adeptos do clube da sanita gigante que nem uma alcatifa de jeito tem, ao estarem sempre a choramingar com os árbitros.

 

Aprendam com o Camacho que não fala de árbitros, não arranja desculpas com os árbitros.

 

Eu também tenho por hábito não falar de árbitros. Não gosto de arranjar desculpas. Este ano se estamos onde estamos, não foi por culpa dos árbitros, mas porque não jogamos nada.

 

Quando uma equipa joga pouco, é que os erros dos árbitros se fazem notar, porque quando joga muito, ou o suficiente, esses erros passam ao lado. Porque a equipa ganhou, conseguiu marcar golos, não teve de ficar a depender do penalty salvador, ou do livre directo milagroso.

 

E ontem, sinceramente, o árbitro teve erros para ambos os lados....! Não acho nada que o campo estivesse inclinado como disse o nosso Vice Presidente. O penalty do Nuno Gomes é penalty, mas antes houve um do Luisão, temos de ser sérios e honestos e admitir isso.  O livre, mesmo no fim, foi uma invenção!? foi sim senhor, mas o nosso novo menino bonito, o Binya, fez algumas entradas que o árbitro deixou passar.

 

Em relação aos fora-de-jogo, acho que em apenas um houve engano....!

 

Por isso, benfiquistas, vamos é jogar à bola, marcar golos, e vão ver que não há arbitragem melhor ou pior que nos vá derrotar

 

Anastercio Leonardo

Domingo, 07.10.07

Um inábil incompetente.

Há, neste momento, em Portugal, três tipos de árbitro: o corrupto, o habilidoso e o incompetente. Diga-se que ser possuidor do primeiro dos atributos não implica a exclusão de nenhum dos outros dois. Aliás, temos vários exemplos de corruptos e habilidosos, bem como de corruptos e incompetentes, no entanto dos que eu conheço só um é que consegue ser simultaneamente habilidoso, corrupto e incompetente (mas não por esta ordem)... e não é o árbitro João Ferreira.

O árbitro João Ferreira é, na sua génese, um incompetente. Um incompetente convicto que tem singrado no mundo da arbitragem espalhando incompetência. Quem conhece os meandros sabe que as suas nomeações são pacíficas, pois costuma errar de forma grosseira para qualquer das equipas em contenda. E com esta estratégia salomónica na distribuição equitativa de erros tem construído sólida e proveitosa carreira.

No entanto, por vezes, num acesso saloio de subserviência ao poder e aos capachos do mesmo, tende a querer imiscuir a habilidade que não domina na arte da incompetência que domina muito bem. Nesses momentos, João Ferreira mostra-se um autêntico paspalho de apito na boca com o intuito de agradar a quem, ao intervalo, lhe deu o recadinho.

Esta noite, particularmente nos últimos dez minutos (link), João Ferreira mostrou como um árbitro incompetente se comporta quando tem de entregar uma encomenda… com uma incrível falta de habilidade.

por Anátema Device às 23:23 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Regresso

Regresso às vitórias após dois empates seguidos para o campeonato, num campo que nos é tradicionalmente difícil, e num jogo que começou da pior maneira possível. Sem ter sido uma exibição de encher o olho, dá-me sempre prazer ver o Benfica dar a volta a um resultado, ignorando a adversidade.

O Benfica apareceu ligeiramente diferente esta noite, jogando com dois avançados, e regressando ao losango, entrando o Binya para o onze, indo ocupar o posição de trinco, e sendo sacrificado o Di María. Apesar da chuva de críticas que se abateu sobre a nossa equipa na passada quarta-feira, a verdade é que não me pareceu que a equipa tivesse estado mal a jogar desta forma, e na ausência do Petit esta parece ser a melhor maneira de dar alguma solidez ao meio-campo. Mas as coisas começaram bastante mal. Logo a abrir o Quim foi obrigado a uma boa defesa a remate do Maciel, e no minuto a seguir a U.Leiria colocou-se em vantagem, num lance em que a nossa dupla de centrais pareceu estar completamente apática, permitindo que o avançado adversário recebesse no peito, passasse entre os dois, e fizesse golo. Apesar deste mau início, a equipa pareceu reagir bem e foi à procura do golo do empate. O período em que estivemos em desvantagem no marcador foi, aliás, uma das alturas em que mais me agradou ver-nos jogar, com muita agressividade no meio-campo a permitir-nos recuperar rapidamente a bola, e com diversos jogadores a aparecerem envolvidos nas jogadas de ataque. O golo do empate foi aliás um exemplo disso, com o Cardozo a conseguir segurar bem a bola de costas para a baliza, soltando-a para o Rui Costa, que desmarcou o Rodríguez na esquerda. Este fez um bom centro que foi finalizado exemplarmente de cabeça pelo Nuno Gomes, colocando a bola ao segundo poste. Conseguido o empate, continuámos a jogar melhor que o Leiria, mas pareceu-me que a partir da meia-hora a equipa por algum motivo tirou o pé do acelerador, e assim sendo o último quarto-de-hora foi bastante penoso, porque mal jogado e permitindo um ascendente dos leirienses. O empate ao intervalo não era, por isso, desajustado.

O segundo tempo continuou a mostrar um jogo equilibrado, não muito bem jogado (o estado do relvado também não parecia ajudar), mas bastante aberto, de forma que parecia ser possível que se marcassem mais golos. Após os dez minutos iniciais, pareceu-me que a balança começou a pender mais para o nosso lado, já que por diversas vezes conseguíamos construir lances de ataque em que os nossos jogadores apareciam de igual para igual, ou até mesmo em superioridade numérica sobre os defensores adversários. Numa dessas jogadas o Katsouranis fez um passe brilhante para o centro da área ao qual acorreu o Nuno Gomes, que rematando de primeira desfez a igualdade. E depois disto, conseguimos criar oportunidades para dilatar a vantagem, mas voltámos a mostrar-nos muito perdulários na finalização ou no último passe. Os últimos dez minutos de jogo acabaram por me irritar muito, não pela qualidade do nosso jogo, mas por outros motivos. Mas como por norma prefiro não falar de arbitragens, abstenho-me de os comentar. Ganhámos, e é o que importa.

Gostei de ver o Binya. Continua ainda um bocado ingénuo na forma como aborda muitos dos lances, e assim que vê um amarelo passo o resto do tempo a recear que seja expulso na próxima jogada, mas aquela agressividade faz falta naquela zona do campo enquanto não há Petit. Mais um bom jogo do Rodríguez, que continua a mostrar ser um jogador de qualidade. E também, mais uma vez, um bom jogo do Katsouranis, mesmo tendo em conta que muitas vezes teve que aparecer em terrenos que não lhe são muito familiares (na ponta direita). O Nuno Gomes merece obviamente elogios, pelos dois golos que marcou e pelo muito que jogou em terrenos mais recuados. Hoje teve a companhia do Cardozo na frente, com o paraguaio a fixar mais os centrais, e o Nuno Gomes agradece. Já que menciono o Cardozo, digo também que gostei da exibição dele. Não marcou (também não teve muitas oportunidades para o fazer), mas ganhou diversas bolas e segurou-as para a entrada dos colegas. Não fosse a recusa do árbitro em assinalar qualquer uma das faltas que ele sofreu perto da área (lances iguais, desde que fossem perto do meio-campo, já eram assinalados) e a sua utilidade poderia ter sido ainda maior.

Não me pareceu que o Benfica hoje tivesse mostrado estar muito melhor do que esteve na passada quarta-feira, por exemplo. A diferença foi que a bola entrou na baliza. O maior problema que a nossa equipa parece ter ultimamente é falta de confiança. Espero que esta vitória sirva de ajuda nesse campo.
por D`Arcy às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Sexta-feira, 05.10.07

A glorificação dos Lobos ou a mania das comparações absurdas

A selecção nacional de rugby participou no campeonato mundial da modalidade, que está a decorrer em França, e foi derrotada em todos os jogos que fez. Os jogadores desta selecção são todos amadores e foi a primeira vez que uma equipa portuguesa se apurou para o campeonato mundial: têm mérito e é compreensível que tenham perdido os jogos todos. O que não é compreensível é o endeusamento da equipa pela boca e pela pena dos comentadores desportivos nacionais, que levou o Benfica, justamente porque imbuído nesta onda pró-rugbyana, a prestar uma homenagem à equipa em pleno relvado da Luz, no intervalo de um jogo entre o Benfica e outra equipa (ainda que esta outra equipa fosse muito medíocre). E isto custou-me. Custou-me ver dois ou três tipos com um cachecol do Sportem a serem homenageados, sublinho, em pleno relvado da Luz. Autorizar que alguém entre na Luz com estes adereços é grave. Permitir que esses cachecóis subam ao relvado é ainda mais grave. Aplaudi-los é absolutamente incompreensível.

 

Em primeiro lugar, a ideia de que temos de apoiar Portugal e o espírito de "equipa de todos nós" causam-me azia. O Benfica é uma causa que eu defendo porque eu me tornei benfiquista. Eu não tenho por hábito defender, em qualquer campo da minha vida, causas que me são impostas. Eu não escolhi ser português logo não tenho de apoiar as selecções nacionais, tal como não tenho de defender o facto de respirar oxigénio. A selecção nacional de futebol interessa-me porque há jogadores do Benfica que são convocados para alinhar nessa equipa. O interesse termina no momento em que, por exemplo, o Petit é substituído, e apenas festejo golos marcados pelo Nuno Gomes. Perdoem-me os apoiantes das selecções, mas eu não consigo aplaudir jogadores que marcam golos ao Benfica e os festejam efusivamente virados para as bancadas a mandarem-me calar! Com a selecção de rugby acontece a mesma coisa: não me sinto obrigado a apoiá-los. 

 

Em segundo lugar, causou-me ainda mais azia o que se passou em Portugal com a selecção de rugby, nomeadamente quando ouvi e li as análises feitas aquando do primeiro jogo da selecção, que se baseavam em comparações perfeitamente absurdas. Os comentadores nacionais tiveram orgasmos com a selecção nacional de rugby a cantar o hino e disseram que a selecção nacional de futebol tinha de aprender com eles, mas ninguém viu que se compararam duas coisas que não têm comparação. O futebol tem jogadores profissionais e a selecção nacional de futebol tem participado ultimamente com alguma regularidade em campeonatos europeus e mundiais. O rugby tem jogadores amadores que nunca tinham ido a um campeonato mundial. Como é evidente, a reacção ao protocolo do hino nacional só pode ser diferente: os últimos fizeram história naquele dia, os primeiros já não fazem história. Mas já que estamos numa toada de comparações patetas, eu também podia dizer que, quando andei pela primeira vez de gaivota num lago no Zoo de Lisboa, estava tão emocionado que fiz xixi nas calças, e que esse xixi é igual às lágrimas que os jogadores da selecção nacional soltaram quando gritaram o hino: é que eu, tal como eles no mês passado, também fiz história naquele dia. Se querem comparar a selecção nacional de rugby com qualquer coisa, comparem-na com... uma selecção de rugby. E agora sou que comparo estupidamente: "isto é que é, os jogadores de rugby deviam era fazer como a selecção de rugby da Nova Zelândia". O Petit, o Nuno Gomes e os outros a cantarem o hino nacional pode ser comparado às outras selecções de futebol a cantarem o hino, mas não àquilo que os jogadores de rugby fizeram em França.

 

Em suma, à partida, não gosto de "selecções nacionais": vejo alguns jogos da selecção nacional de futebol, interesso-me pelos jogadores do Benfica, fico contente com as suas vitórias, mas prefiro ir ver um bom filme ao cinema a ver um jogo da selecção nacional; em segundo lugar, irritou-me o endeusamento do rugby promovido pela comparação entre a selecção de rugby e a de futebol: se acham que a segunda devia cantar como a primeira, também devem achar que a primeira devia ganhar os jogos que a segunda já ganhou; finalmente, os meus parabéns à equipa nacional de rugby, mas não me peçam para os apoiar ou, pior ainda, admitir que pisem o relvado da Luz com cachecóis do Sportem - e isto foi a gota de água para mim.

Benfica à Camacho!

Caros amigos Benfiquistas:

 

Isto de  andarmos a insultar-nos uns aos outros não está com nada... os insultos a ser usados é para os adeptos dos outros clubes.


Todos temos direito a criticar, podemos concordar ou discordar, mas lá por discordarmos não vamos começar a insultar os outros por terem opinião diferente da nossa.

 

Quanto aos assobios e insultos obviamente que eu também digo mal quando os jogadores falham... mas digo para dentro quando estou no estádio... e em casa... só digo em voz alta se não estiverem os meus pais por perto. No estádio bato palmas... incentivo!

 

Eu só gostava de saber se um dos que tanto defendem o direito ao insulto e ao grito e ao assobio aos jogadores quando eles falham, se gostavam  que no vosso emprego a partir de agora sempre que errarem possam ser insultados?

 

O Benfica tem jogado mal, sem chama, sem alegria. Falta-nos a alma, faltam aqueles 15 minutos à Benfica, faltam os adeptos que criavam o inferno da Luz, mas o inferno da Luz para os adversários e não para a própria equipa...!

 

E falta qualidade e alternativas no banco... temos de ser honestos e aceitar isto...! E depois de aceitarmos isto, acreditem que baixamos o nível de exigência, e já ficamos contentes com as poucas coisas boas que vão acontecendo.

 

Deixo aqui a análise do plantel:

 

Jogadores com qualidade mas que:

 

- falta maturidade: Adu, Di Maria, Fábio Coentrão, Ed Carlos, David Luiz, o camaronês que não sei escrever o nome.

 

- falta pernas para aguentar os jogos ao mesmo ritmo: Rui Costa, Leo.

 

- falta de tempo para se adaptar ao futebol português: Cardozo, Maxi Pereira.

 

- há azar com as lesões: Petit, Luisão, Nelson.

 

Qualidade sem problemas até ver: Quim, Katsuranis, Rodriguez.

 

Em baixo de forma há duas temporadas: Nuno Gomes.

 

 

Em relação às alternativas aos jogadores titulares  vejamos algumas:

 

Miguelito - fraco

Zoro - banal

Luis Filipe - fraco

Nuno Assis - razoável

Butt - boa alternativa

Andre Diaz - sem opinião porque não joga.

Bergessio - sem opinião porque não joga.

 

Se ainda houvesse Simão, Micolli, Karagunis, Manuel Fernandes, acreditem que tínhamos um grande plantel... para lutar pelo titulo... assim...

 

Eu no início da época, ou melhor depois do início da época quando vi que estes 4 jogadores não iam ficar no plantel, comentei com amigos meus... o Benfica este ano fica em 4º lugar... vá lá que o Braga não está bem no campeonato, e pode ser que cheguemos ao 3º.

 

Espero no fim desta temporada vir dizer 'enganei-me', é sinal de que fomos campeões...mas não acredito....e com este plantel, o Camacho pouco pode fazer... mas acredito que, ainda assim, e apesar das limitações referidas, com o Camacho podemos, não nesta temporada, mas na próxima ter um Benfica à Benfica...!

 

Anastercio Leonardo

Quinta-feira, 04.10.07

Eu Sou Benfiquista com Muito Orgulho e Muito Amor! *

Deixa-me ver se eu percebi:

 

1) Perdemos três titulares indiscutíveis do ano passado, jogadores com experiência em campeonatos altamente competitivos (já para não falar do Manuel Fernandes este ano), e no jogo frente ao Shakhtar Donetsk alinharam cinco reforços a titular. Os nossos rivais actuaram com dois reforços cada um;

 

2) O nosso treinador não escolheu o plantel, não fez a pré-época, entrou e teve logo jogos oficiais para realizar. Mal houve tempo para treinar, os jogos sucedem-se e mesmo quando há pausas, muitos jogadores estão ausentes nas selecções. A equipa estava a jogar num sistema muito caro ao treinador anterior, que o actual alterou. Os nossos rivais mantêm os treinadores do ano passado, naturalmente com o mesmo sistema e as mesmas rotinas;

 

3) Quatro dos reforços que foram titulares, todos com menos de 25 anos, vieram fora da Europa e dois deles não tiveram férias. Tempo de adaptação, o que é isso? (Só como ponto de comparação, o Acosta e o Romagnoli quanto tempo é que demoraram até começarem a jogar?);

 

4) Tivemos lesões em titulares indiscutíveis na defesa e no meio-campo;

 

5) A equipa não está a ser feliz, precisa do apoio dos adeptos e estes respondem como? Aparecendo cerca de 30 mil num jogo da Champions e muitos deles assobiando cada vez que um jogador tem duas más jogadas.

 

Sinceramente não percebo porque é que há gente que ainda se dá ao trabalho de ir ao estádio. NINGUÉM está satisfeito com o actual momento da equipa, mas é ao assobiar os jogadores DURANTE o jogo que acham que as coisas vão mudar?! Porque é que gastam 20, 30 ou 40€ para ficarem mal dispostos e criarem mau ambiente no estádio? Porque é que não descarregam as vossas frustrações profissionais, pessoais, sexuais ou outras “ais” noutro sítio? Se querem espectáculo garantido vão ao cinema, teatro, ópera ou bailado. Se querem ver futebol só pelo prazer do jogo assinem a Sport TV e vejam os jogos da Liga Inglesa. Mas POR FAVOR desamparem a loja do Estádio da Luz. Durante a 2ª parte, quando a equipa mais precisava, era ouvir assobios cada vez que o Maxi Pereira falhava um passe ou o Cardozo não chegava à bola (e podem colocar outros nomes, que vai dar ao mesmo). Acham que basta estalar os dedos para que jogadores e treinador novos comecem a render logo imediatamente?! Querem mudar de treinador a cada quatro jogos sem ganhar?! Ou mudar de jogadores?!

 

Porque é que não mudam, mas é vocês, de clube?!

 

P.S. - Ah e já agora, se mesmo assim persistirem em ir ao estádio, vejam se não se esquecem do cérebro em casa para não assobiarem substituições que melhorem o nosso jogo, mesmo que sejam retirar um extremo para colocar um médio defensivo.

 

* Cântico entoado pelos No Name Boys que era bom que fosse seguido E PRINCIPALMENTE SENTIDO(!) pela maior parte do estádio

por S.L.B. às 02:18 | link do post | comentar | ver comentários (55)

No final, aplaudi-os com muito orgulho.


Não. Não partilho da opinião apocalíptica de que tudo está mal no reino benfiquista. Jogámos em casa contra o Shakhtar e perdemos (link). Houve, efectivamente momentos do jogo em que a nossa equipa esteve mal. Mas houve muitos outros em que jogámos um bom futebol.

Antes de desatarmos a crucificar quem menos tem responsabilidades neste momento menos bom que estamos a atravessar, que não nos esqueçamos das oportunidades que criámos e que desperdiçámos: no remate inicial do Rodriguez, no remate ao poste do Di Maria, na perdida do Katsouranis, nos cabeceamentos do Cardozo, naquele cabeceamento do Edcarlos (?) tirado em cima da linha de golo, naquele outro remate cortado com a mão dentro da grande área…

Além de tudo isto, há a acrescentar que vi, vimos, uma boa atitude, uma entrega total dos nossos atletas. Se as coisas não aconteceram como esperávamos foi porque também temos, nalguns jogadores, falta de qualidade; também tivemos um valoroso adversário e também tivemos uma grande, muito grande, dose de infelicidade. Mas tudo isto eu perdoo quando vejo que aquela camisola foi transpirada pelos jogadores que hoje a envergaram.

No final do jogo aplaudi os nossos jogadores. Eles, apesar da derrota, mereceram o meu aplauso. No final do jogo ouvi as palavras do nosso treinador e, na minha opinião, ele tem toda a razão no que disse (link). Não espero deste plantel milagres. Espero que continuem, apesar de algumas limitações, a lutar pela vitória com a mesma abnegação com que hoje os vi. Espero que os adeptos saibam dar tempo a que se construa uma equipa.

Agora, quem quiser, que faça eco das ignóbeis palavras que ouvi por parte de alguns comentadores radiofónicos que zurziram de forma gratuita na nossa equipa. Para esse peditório não dou.

por Pedro F. Ferreira às 00:06 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quarta-feira, 03.10.07

Paciência

É-me cada vez mais difícil estar a escrever sobre os jogos do Benfica. Com o jogo desta noite já são cinco os jogos consecutivos sem vencer, o que é algo a que eu não estou habituado. E o jogo desta noite foi daqueles que me custam a digerir, porque pelo menos fiquei com a sensação que os jogadores tentaram, mas quando as coisas não estão bem parece que nada quer ajudar, nem sequer a sorte.

Com a mesma equipa do derby, excepção feita ao Cardozo no lugar do Nuno Gomes, o Benfica deu o primeiro sinal de perigo logo aos dois minutos, através de um bom remate do Radríguez. Mas depois disso o que se viu foi o Shakhtar a conseguir controlar a partida, jogando num ritmo pausado e tentando explorar o contra-ataque, enquanto que o Benfica revelava dificuldades sobretudo na zona do meio-campo, onde o Pereira se mostrava desastrado. Foi preciso um safanão, dado pelo Di María aos 25 minutos ao atirar a bola à barra da baliza ucraniana, para que o Benfica acordasse. Logo a seguir houve mais uma oportunidade, mas o Katsouranis atirou ao lado. Passámos então a mandar mais no jogo, mas os ucranianos nunca pareceram acusar muito a pressão, e mantiveram-se sempre organizados e com um olho no contra-ataque. E foi num contra-ataque que acabaram por marcar, bem perto do final da primeira parte. Ganharam uma bola dividida no meio-campo, num lance em que o Nélson ficou lesionado, e depois entraram precisamente pelo lado direito da nossa defesa, culminando com um centro atrasado para o golo. Embora não achasse uma surpresa, dado o valor que reconheço aos jogadores ucranianos (só de nome, porque acho que ucranianos mesmo no onze deveriam haver um ou dois), não me pareceu que a vantagem deles fosse um resultado muito justo.

Com esta vantagem, na segunda parte eles puderam jogar ainda mais como pretendiam. Ou seja, bem organizados na defesa, com muita calma (queimando o máximo de tempo possível, e infelizmente sempre com a complacência do árbitro), e explorando (muito bem) o contra-ataque, sobretudo por acção do Fernandinho, que foi um jogador que me impressionou bastante. Foi assim que, apesar de ser o Benfica quem atacou e rematou mais, acabaram por ser eles a conseguir criar as duas oportunidades mais flagrantes de golo destes segundos quarenta e cinco minutos. Ao fim de quinze minutos, saiu o Di María para entrar o Binya, e o Benfica passou a jogar com o nosso conhecido losango, com dois avançados fixos na frente e o Rui Costa a apoiá-los, enquanto o Binya ocupava o vértice mais recuado. Isto permitiu-nos ganhar mais força no meio-campo e jogar mais próximo da área adversária, mas neste momento a nossa equipa parece revelar grandes dificuldades para marcar. A confiança não parece abundar nesse aspecto, e mesmo quando os jogadores conseguem ter oportunidades para rematar, acabam muitas vezes por rematar frouxo ou sem direcção. Além disso, e à medida que o tempo avançava, fomos demonstrando cada vez menos capacidade para jogar como equipa, apostando mais nas iniciativas individuais. Não surpreendeu portanto que a desvantagem no marcador perdurasse até final, atirando-nos para o último lugar do grupo.

Quanto aos jogadores, não é fácil escolher alguém que mereça grande destaque. O Pereira voltou a estar mal no centro do campo, mas melhorou bastante quando passou para lateral direito, após a saída do Nélson. O Binya teve uma boa entrada no jogo, sobretudo pela atitude, tentando empurrar a equipa para a frente. O Cardozo fez um jogo muito fraco, e parece-me neste momento um jogador sem confiança nenhuma. O Rodríguez mostrou vontade, mas está a agarrar-se demasiado à bola.

Apesar do resultado se aceitar, estou um tanto ou quanto surpreendido com as críticas que entretanto fui ouvindo e lendo após o jogo.
Claro que já sei como as coisas se passam, e que há quem aproveite qualquer oportunidade para nos bater de forma vil quando estamos por baixo. Não me parece que o Benfica tenha de alguma forma sido vulgarizado ou dominado pelo adversário desta noite. Jogámos contra uma equipa muito bem organizada, recheada de bons jogadores, e que mostrou desde o início ao que vinha. O empate já os teria satisfeito, e ainda por cima tiveram a felicidade de marcar o golo da maneira que marcaram, mesmo em cima do intervalo, e no culminar de uma fase de maior ascendente do Benfica. Nós tentámos inverter as coisas na medida do possível, nem sempre da melhor maneira, mas pelo menos tentámos. O facto de termos terminado o jogo com maior posse de bola e mais do dobro dos remates do adversário mostra isso mesmo. Mas as coisas nem sempre podem sair bem ou como nós desejaríamos. Paciência. Há que levantar a cabeça e começar a pensar já no próximo jogo.
por D`Arcy às 23:33 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Volto ao mesmo: o problema não é tanto o Camacho.

Ele não é a solução, mas é a parte menor do problema.
Tacticamente limitado, como sempre, é no entanto o menos mau, no quadro de uma gritante incompetência de um nível superior. A gestão desportiva é que é uma catástrofe.
Terça-feira, 02.10.07

Ser treinador do Benfica

Ser treinador do Benfica deve ser o emprego mais difícil do mundo (ok, talvez com a excepção do de treinador do Real Madrid - e mais ou menos pelas mesmas razões).

 

Ainda não começou a trabalhar e já a generalidade dos jornais encontrou mil razões pelas quais ele "não serve".  Uns são muito defensivos, outros não conhecem a realidade do futebol português, uns são muito novos, outros muito velhos; ou então não escolheram o plantel; ou não têm currículo; ou isto, ou aquilo.

 

Três dias depois, se não ganham os jogos todos, começam a ser dissecados os seus supostos "equívocos", e "erros tácticos" e "falta de conhecimento dos jogadores" e tudo aquilo que a fértil imaginação dos jornalistas desportivos consegue trazer à baila.

 

E mesmo quando ganham, há sempre forma de criticar a "forma de jogar da equipa" ou o facto de só se ter ganho 2-0 a uma equipa "muito inferior" que o Benfica "tinha obrigação de golear".

 

E o problema é que muitos adeptos vão na cantiga.  Só nos últimos anos, foram regularmente assobiados no Estádio da Luz (que deveria sempre ser para eles um santuário) Trapattoni, Koeman, Fernando Santos.  A campanha contra Camacho já começou; espero, infelizmente, que os primeiros assobios estejam para breve (aliás, corrijo; já se ouviram alguns às substituições).

 

Que me lembre, desde os anos 80, só "caíram no goto" dos adeptos Eriksson, Toni, Mourinho e Camacho.

 

Eriksson é de facto um caso à parte.  Teve duas passagens pelo Benfica e em ambas com assinalável sucesso.  Os adeptos reconheceram-no; nunca me esquecerei da ovação que teve no Estádio da Luz no jogo que se seguiu a uma das maiores derrotas de sempre do Glorioso em casa, os 1-4 com o Liverpool.

 

Toni conseguiu também algum sucesso, graças à empatia que conseguiu com a equipa em momentos delicados e importantes.  Infelizmente, a sua última passagem pelo Clube foi o desastre que se viu.  Há momentos que não se repetem, e Toni nunca deveria ter voltado.  O futebol evolui, e Toni claramente já não acompanhava os novos tempos.

 

Com Mourinho foi diferente.  No Benfica, só esteve três meses.  O futuro daria razão aos que o apoiaram - mas, infelizmente, fora do Glorioso..

 

Camacho construiu também uma aura de treinador audacioso e vencedor - apesar de só ter ganho uma Taça de Portugal.  Não sei porquê, mas sei que é importante que essa aura não se perca agora, e que os Benfiquistas não se deixem arrastar pela campanha que subtilmente já começa a ser montada para que surja a "estocada final" à primeira oportunidade.

 

Tenho para mim que o Treinador do Benfica tem sempre de ser apoiado.  As críticas que existam devem ficar dentro do Clube, e não são os adeptos que escolhem ou demitem treinadores.

 

Portanto, todos unidos agora em torno da Equipa e de Camacho.  Viva o Benfica!

por Artur Hermenegildo às 14:55 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Segunda-feira, 01.10.07

Mudemos de assunto e falemos de literatura.

Depois de os ouvir durante 48 horas numa choradeira pegada e particularmente depois ouvir a carpideira mor no programa “Dia Seguinte” (na SIC Notícias), penso que está na hora de mudar de assunto e falar, por exemplo, de literatura. Como tal, trago aqui a digitalização de um pedaço de prosa do Prémio Nobel da Literatura Camilo José Cela:




i
n "Rol de Cornudos", página 117, Editorial Notícias, 1ª edição.
por Anátema Device às 22:57 | link do post | comentar | ver comentários (10)

escribas

pesquisar neste blog

 

links

arquivos

recentes

tags

origem

E-mail da Tertúlia

tertuliabenfiquista@gmail.com

Visitas




blogs SAPO

subscrever feeds