VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 30.11.07

Um desejo para amanhã

Não referindo os óbvios desejos de que, como diria o Pedro Emanuel, o "oasis" frente ao Liverpool, no meio do "deserto" que tem sido o resto da época, se repita (contra aquela gente até pode ser com um golo com a mão em fora-de-jogo, que ainda faltariam 19 anos de prejuízos consecutivos para eles terem moral para protestar contra uma arbitragem), e porque o rapaz merece mais uma oportunidade, amanhã só espero que aconteça uma coisa:

 

Stepanov a titular!

por S.L.B. às 12:17 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Por estranho que pareça, foi o dia mais feliz da minha vida!

Na quarta fui "à bola"!
Fui ver o meu Benfas dar um banho de bola no campeão da Europa.
Toda a gente viu o que aconteceu não vou estar com blá blá blás inúteis. Jogámos bem, pronto! Faltou um golito, mas... olha! Marcamos sábado que vem... e pode ser com a mão!

Destaco apenas o que me ia na alma quando o jogo acabou:
01_Preferia ter perdido por 7-0.
E porquê?
Porque esta sensação de impotência e frustação é pior do que saber que jogámos mal, merecemos a derrota e quiçá por 7! Por 7 e com péssima exibição ninguém se atreve a dizer o que quer que seja.
Sair do estádio com aquele amargo de boca em o comentário é comum "jogámos muita bem, mas... epá valeu a exibição e tal..." a mim, sim, a mim custa-me como o raio.

02_Foi o dia mais feliz da minha vida!
E porquê?
Em primeiro lugar, jogámos bem, mas bem! Até o Luís! Não é o David... esse também , mas o outro!
Depois, tive o prazer de ir ver o jogo com a minha "mais que tudo", a Pandora!
Mais que isso, tive também o prazer de a ver festejar um golo do Benfica como se festeja... um golo do Benfica! E mais, agarrou-se a mim aos pulos quando foi... como é que se diz... ah! O golo do Benfica!
A minha mais que tudo... (diz que) é do Spórtém!
por Corto Maltese às 01:41 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 29.11.07

Bravo!

Quando na altura dos sorteios digo sempre 'Equipas italianas, por favor, não', é precisamente por causa de jogos como o desta noite. Por melhor que joguemos, acabamos por não conseguir ganhar, e por vezes até perdemos o jogo (o que mais uma vez poderia ter acontecido hoje bem perto do final).

Regresso dos uruguaios ao onze, e também ao 4-2-3-1, com o Nuno Gomes sendo o jogador mais adiantado, tendo nas costas o Rui Costa. Do outro lado o Milan no seu esquema mais habitual, e com um início de jogo muito forte, a deixar antever uma noite muito difícil para o Benfica. Os nossos jogadores pareciam não ser capazes de acertar com as marcações a meio-campo, e jogadores como Kaká, Seedorf ou Pirlo apareciam frequentemente a receber a bola à vontade, e com muito tempo para poderem pensar e executar os lances. De modo que o que vimos foi o Milan a jogar no nosso meio-campo, e a conseguir quase sempre libertar um jogador para aparecer em situação de finalização: Gilardino logo no início do jogo e Seedorf tiveram boas oportunidades para rematar e fazer golo. Não espantou por isso que à passagem do primeiro quarto de hora os italianos se colocassem em vantagem. Mais uma vez circularam a bola sobre a esquerda, dentro do nosso meio-campo, libertando depois a bola para o Pirlo, que ainda muito longe da baliza fez um remate colocado que acabou em golo. Logo a seguir, mais um susto, com o Petit (que começou bastante mal o jogo) quase a fazer autogolo.

Mas depois o Benfica pareceu ter acordado, e após uma jogada em que o Rodríguez controlou mal um passe do Nuno Gomes, desperdiçando assim uma boa oportunidade, cinco minutos após o golo milanês o Maxi Pereira 'inventou' um golão de pé esquerdo, virando o jogo de pernas para o ar em relação ao que vinha sendo até aí. É que a partir do golo o Benfica conseguiu empurrar o Milan para o seu meio-campo, passando a controlar a partida e a estar perto de se colocar em vantagem. Atacando sobretudo pelo lado direito, onde o Maxi Pereira se exibia em grande plano, sendo bem acompanhado pelo Luís Filipe(!), as oportunidades foram surgindo, e sendo desperdiçadas ao mesmo ritmo a que eram construidas. A melhor de todas surgiu a cerca de cinco minutos do intervalo, após uma insistência do Léo na esquerda e uma simulação perfeita do Rui Costa, e que terminou com o remate do Maxi Pereira a ser interceptado por um defesa adversário. Agora que me desculpem os defensores incondicionais do Nuno Gomes, mas eu tenho mesmo que dizer isto em relação a este lance. Eu respeito e gosto do Nuno Gomes. Não quero colocar em causa o bom jogo que ele fez esta noite (e fê-lo), mas quando um jogador recebe uma bola isolado no interior da área, ainda para mais sendo esse jogador um avançado, ele tem é que rematar à baliza. Não me venham com histórias de 'jogar para a equipa' ou 'visão periférica', porque o único nome que eu tenho para aquela lateralização para o Maxi Pereira é 'cobardia'. Um jogador como o Nuno Gomes não pode ter medo de assumir a responsabilidade de rematar aquela bola. Confesso que fiquei furioso com esse lance, que nos poderia ter dado a vantagem no marcador. Em vez disso fomos para intervalo empatados.

Na segunda parte apareceu um Milan radicalmente diferente. Em primeiro lugar o treinador italiano reparou obviamente na auto-estrada que era o lado esquerdo da sua defesa, e fez entrar o Maldini para estancar aquilo. Depois em termos de atitude, não sei se algo cautelosos por causa do domínio do Benfica na segunda metade do primeiro tempo, ou se apenas porque decidiram que o empate seria satisfatório, o que é certo é que o Milan apareceu a jogar de uma forma já bem mais italiana, com praticamente duas linhas de defesa muito juntas, bem dentro do seu meio campo, deixando o Kaká e o Gilardino mais sós na frente para tentarem eventuais contra-ataques. O Benfica aproveitou este retraimento do Milan e instalou-se no meio-campo adversário, agora insistindo mais em jogadas pela esquerda do seu ataque. O domínio territorial do Benfica neste segundo tempo foi obviamente bastante mais pronunciado, mas apesar do perigo rondar a baliza adversária não conseguimos criar oportunidades de golo tão facilmente como no primeiro tempo, sendo frequentes as vezes em fomos obrigados a recorrer a pontapés de fora da área, já que a aglomeração dos italianos em frente à sua baliza tornava as coisas mais difíceis. O problema é que os nossos remates pareciam ir quase sempre direitinhos às mãos do Dida.

Enquanto o Camacho ia fazendo o que podia para tentar chegar à vitória, recorrendo a todos os elementos mais ofensivos que tinha no banco, do outro lado o Milan dava sinais mais evidentes de querer resguardar o empate, recorrendo o Ancelotti até a um segundo lateral direito em campo (Oddo) para conseguir travar as sucessivas investidas do Benfica por aquela faixa. E no entanto, e de uma forma bem típica, as coisas até poderiam ter corrido horrivelmente mal para nós, já que numa das raríssimas vezes em que o Milan conseguiu criar perigo na segunda parte, o Kaká numa jogada individual conseguiu libertar-se da marcação de dois adversários e isolar-se frente ao Quim. Felizmente não se repetiu o cenário que já vimos acontecer tantas vezes com equipas italianas, e o brasileiro acabou por rematar ao lado, ficando o empate no marcador e a sensação de que os nossos jogadores tudo fizeram para merecer outro resultado. O justíssimo aplauso com que o público da Luz se despediu da sua equipa no final do jogo foi um reconhecimento desse mesmo esforço, e um recompensa pela exibição muito positiva com que nos brindaram.

Tenho que destacar o jogo que o Maxi Pereira fez hoje. Foi sem dúvida a sua melhor exibição desde que chegou ao Benfica, coroada com um golo incrível. Criou sempre perigo pelo seu lado, e esteve inexcedível no apoio defensivo. Muito boas exibições também do David Luíz (foram várias as vezes em que teve que ser ele a sair do centro da defesa para ir ao encontro do Kaká e travá-lo), do Petit na segunda parte, e do Rui Costa, por cujos pés mais uma vez passou grande parte da organização do nosso jogo ofensivo. Para não dizerem que eu só bato nele, vou dizer que também gostei da exibição do Nuno Gomes, com o senão de me ter feito perder as estribeiras no lance que referi.

O nosso Benfica atravessa um bom momento. A tristeza que sinto neste momento deve-se apenas à sensação de injustiça do resultado final. Conseguir dominar e empurrar para a sua baliza o actual campeão europeu durante largos períodos de jogo, conforme o fez o Benfica esta noite, e chegarmos ao fim do jogo com a nítida sensação que só a vitória seria uma recompensa justa para a produção apresentada em campo não é um feito insignificante, e merece o nosso reconhecimento e aplauso. Acho que só posso mesmo ter esperança no futuro desta equipa, que me parece ainda ter muito espaço para crescer. A Champions acabou esta época, mas vamos ver se ainda conseguimos o apuramento para a UEFA na última jornada.
por D`Arcy às 00:59 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Respeito.

 

Acabado o jogo com o Milan, encontro à saída do Estádio da Luz um adepto que nas costas traz a síntese do que sinto pelos nossos futebolistas: um enorme respeito. O mesmo respeito que levou este adepto do nosso Clube a ter uma camisola do Sr. Rui Costa.

 

 

[Agora, resta-me esperar pela crónica do D’Arcy.]

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por Pedro F. Ferreira às 00:33 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 27.11.07

Jorge Sousa?!

Vítor Pereira, actual Ali Babá do arbitredo português, deixou na famosa 'jarra' seis árbitros, três deles foram castigados ('protegidos', na linguagem do sr. Vítor) com dois jogos. Para ser castigado com dois jogos, um árbitro tem de cometer erros grosseiros que possam adulterar a verdade desportiva. De entre os árbitros que levaram dois jogos de 'jarra', estava o nome dessa vedeta chamada Jorge Sousa. Esta suspensão surgiu na nona jornada. O dito Jorge ficou de castigo na décima e na décima primeira. Na décima segunda jornada regressará para apitar o próximo jogo do Benfica com os andrades.

Duas perguntas inocentes:

-Qual é a lógica de penalizar um árbitro por erros grosseiros e dar-lhe no regresso a responsabilidade de apitar um jogo que pode decidir um campeonato?

-Qual é o motivo que levou o Ali Babá actual a nomear este senhor natural de Paredes para apitar o próximo jogo dos andrades na Luz?

por Pedro F. Ferreira às 18:35 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 26.11.07

Benfica passa no exame!

Caros amigos sobre o jogo do Benfica só me resta dizer:

+ 3 Pontos

O resto é treta....sorte, azar dos outros, golo com o joelho, as costas, as unhas, não me interessa.

Como dizia um amigo meu há uns dias.....o importante é ganhar os jogos em que se joga mal! E eu concordo a 100%.

Anastércio Leonardo.

p.s : alguém me diz como é que o jornal desportivo record ...dá notas de 1 a 5....e consegue dar 4 ao lateral direito do Benfica......um tal de Luis Filipe....que foi o causador e o assistente do jogador da Académica que marcou o golo.....e ao Luis ão que fez a reviravolta do marcador, marcando um golo, dá 3?

Vassalagem

Como toda a gente viu e ouviu, o Setúbal e Carvalhal foram ao campo do clube regional prestar vassalagem.

 

A equipa setubalenese, que até tem sido das boas surpresas do campeonato, nada fez já não digo para ganhar mas nem sequer para não perder o jogo, apática e a jogar atabalhoadamente.

 

O treinador (?) no final babava-se com os elogios ao adversário, de uma forma que não me lembro de ver a ninguém.

 

Resta saber se isto representa um novo posicionamento institucional do Setúbal (por razões diferentes, quer o Setúbal quer o papa precisam de amigos, nesta altura) ou se foi um "carreer move" por parte de Carvalhal, uma vez que Jesualdo não estará para senpre à frente da equpa papal (e Carvalhal até já está habituado a suceder-lhe - vidé Braga).

 

Aguardo com curiosidade os próximos capítulos.

 

por Artur Hermenegildo às 15:51 | link do post | comentar | ver comentários (10)

Prometo não agredir ninguém! Mas...



Passei o Domingo e parte desta segunda-feira a reflectir sobre o que dizer sobre o jogo de Sábado passado e sobre o que eventualmente poderia dizer sobre o clássico que se aproxima.
Pois bem, cheguei à conclusão que não vale a pena frisar nomes, pois todos viram o jogo. Não querendo magoar os corações  benfiquistas, resolvi apenas dizer que o jogo foi interessante, pois lá ganhámos outra vez "no fim"! E "no fim" significa mesmo "no fim". Desta vez valeu tudo, até de calcanhar se marcou.
(Mais ou menos nesta fase do texto eu deveria referir este ou aquele jogador que fez uma exibição, digamos, menos conseguida; referir que sem o Rodriguez a equipa ressente-se, mas não o vou fazer.)
Gostaria de manter a minha opinião sobre as interrupções do campeonato por causa da nossa selecção (nesta fase do texto também deveria referir o comportamento parvo do Scolari mas também não o vou fazer.) dizendo que acho mal. Eu sei que são necessárias e que não tenho solução para este problema mas acho mal! Sempre que o campeonato pára lá vem o Glorioso com chumbo na asa. Enfim... não há-de ser nada! Cumprimos a missão, e algo me diz que Sábado que vem também a vamos cumprir!
(Mais ou menos por aqui eu deveria voltar a referir os jogadores, aqueles que não referi e pedir que em vez de entrar no início do jogo que ficassem sentadinhos no banco, mas também não o vou fazer, porque isso é muito feio e desagradável!)
Sábado próximo, se tudo correr como estou à espera lá estarei na Catedral para ter uns avc's em directo, ao vivo e a cores! E de preferência com golos de calcanhar e com mais um do "Mantorras Americano"! (Em situações normais eu mais ou menos por aqui diria que até gostava de ganhar contra os andrades com um golito ou com a mão e em fora-de-jogo, já depois do tempo de compensação, mas não o vou dizer, porque os meus colegas de sangue vermelho podiam não achar graça ganhar com situações irregulares! Eu cá, contra o FêCêPê... adorava!)
por Corto Maltese às 11:48 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Domingo, 25.11.07

Competência

Mais um resultado negativo invertido, mais golos nos últimos minutos, e mais uma vitória. Era importante não deixarmos que a interrupção do campeonato significasse também a interrupção do ciclo positivo da equipa antes da recepção ao primeiro classificado para a semana, e a equipa acabou por cumprir, da forma como nos começa a habituar ultimamente.


A ausência dos uruguaios - principalmente do Rodríguez - deixava-me algo curioso em relação à equipa inicial, mas o Camacho foi coerente com as declarações que foi dando ao longo da semana, por isso acabou por não me surpreender o regresso ao avançado único, sendo esse posto entregue ao Nuno Gomes. Mas logo aos cinco minutos esse esquema ficou comprometido, com a lesão do Nuno Assis após um remate bloqueado. Apesar de vir de uma lesão, como eu desejei na altura foi o Cardozo o escolhido para substituí-lo. E digo que o desejava porque não me agrada muito quando jogamos só com o Nuno na frente, e com o Rui Costa a fazer quase o papel de segundo avançado. Com a entrada do Cardoso o Benfica regressou ao 4-4-2, só que foi o Rui Costa quem acabou por ir encostar-se mais à direita em vez do Katsouranis, como eu esperava, e o afastamento do Rui do centro do terreno normalmente tem efeitos negativos na qualidade do seu jogo e no do próprio Benfica. Mas o início de jogo do Benfica até foi bom, com a equipa a jogar rápido e ao ataque, explorando bem os flancos e causando dificuldades à Académica.

Só que de uma forma um tanto ou quanto imprevisível foi a Académica quem marcou, cerca dos vinte e cinco minutos de jogo, quando após um livre cruzado para a área a nossa defesa não conseguiu aliviar a bola, e esta acabou nos pés do Lito que fez golo. Quando vi o lance e a asneira do nosso defesa que na tentativa de alívio colocou a bola nos pés do adversário pensei para mim mesmo: "Não me digam que foi 'ele'... não, não deve ter sido, aquilo foi mais para a esquerda, até é capaz de ter sido o Léo... pronto, ele também tem direito a falhar às vezes". Mas no meu consciente eu sabia que o mais provável era que o autor da fífia fosse outro. Assim que vi a repetição, vi logo que afinal tinha sido mesmo 'ele'... era o Luís Filipe. Mas o Benfica não acusou o golo, e reagiu bem. Logo a seguir estivemos muito perto de empatar, quando o Di María acertou na barra da baliza da Académica (este tipo tem uma pontaria para a barra que é qualquer coisa incrível) e depois a recarga do Nuno gomes foi bem defendida pelo guarda-redes adversário. Não marcámos nesse lance, mas cinco minutos depois marcámos mesmo. Um livre assinalado à entrada da área por falta sobe o Di María foi transformado com 'os toquezinhos cretinos' do costume (eu quando vi três jogadores nossos à volta da bola já estava a começar a resmungar), mas desta vez o Rui Costa (também com mérito na acção do Nuno Gomes na barreira, que se baixou para a bola passar) com um remate rasteiro a tornear a barreira colocou a bola no fundo da baliza. O empate acabou por colocar um pouco mais de calma no jogo (que foi sempre disputado de forma aberta, e a um ritmo elevado), e manteve-se até ao intervalo sem grandes sobressaltos.

A segunda parte não se iniciou muito bem para as nossas cores. A qualidade do nosso futebol deixava algo a desejar, e só mesmo quando o Rui Costa pegava na bola no centro e tentava organizar o jogo é que produzíamos algo. Ao fim de um quarto de hora, durante o qual produzimos apenas um par de jogadas de perigo (passe do Di María para o Léo com este a centrar mal, e um passe do Rui Costa a isolar o Di María, que para variar acertou na barra, mas foi assinalado fora-de-jogo nessa jogada), entraram quase de seguida o Petit para o lugar do Katsouranis (creio que com esta substituição o grego deixou de ser totalista) e o Adu para o lugar do Nuno Gomes. O Adu foi encostar-se à direita, permitindo assim que o Rui Costa se fixasse no centro, com maior liberdade de movimentos. Só que o pendor do jogo não se alterou. O treinador da académica apostou bem num povoamento da zona central à frente da sua defesa, e o Benfica nas suas jogadas de ataque abusava nas tentativas de trocar a bola entre os seus jogadores nessa zona, o que inevitavelmente conduzia a uma perda da mesma.

Mas com o Camacho já sabemos que os jogos são mesmo até ao fim, por isso, mesmo quando as coisas não estão famosas, há sempre aquela secreta esperança que surja o golo nessa altura. Parece-me que à força de isso acontecer tantas vezes a própria equipa do Benfica sobre de produção nessa altura, enquanto que os adversários também começam a temer um pouco esses minutos finais. A verdade é que uma asneirada do Ricardo, que saiu mal a um lançamento lateral do Binya (é melhor verificarem bem se o lançamento foi bem assinalado, não vá o ladrão do árbitro estar a querer beneficiar-nos descaradamente ao assinalar um lançamento a nosso favor), acabou por proporcionar um golo de calcanhar ao Luisão, quando faltavam três minutos para o final. O 'feitiço' voltava a fazer efeito. E com a Académica completamente desconjuntada a partir do golo, e os espaços que deixava na defesa, nos últimos segundos de jogo um bom trabalho do Cardozo a segurar a bola e a soltá-la para o Adu (esteve discreto encostado à direita, mas como começa a ser hábito é decisivo quando aparece) à entrada da área permitiu o remate pronto deste, que foi desviado para o poste pelo guarda-redes, mas acabando a bola por entrar devido ao efeito que levava. Agora até já nos damos ao luxo de marcar mais do que um golo nos minutos finais.

Gostei muito de ver o David Luíz de regresso. Jogou como se não tivesse estado ausente da equipa há meses. É um defesa que admiro cada vez mais, não só pela qualidade de jogo mas também pela atitude de liderança que tem dentro do campo. Nem parece que ainda só tem vinte anos. Bem também esteve o Luisão, que aos poucos vai voltando à forma a que nos habituou. E claro, o Rui Costa continua a ser uma peça muito importante na equipa. Quando ele fica 'escondido' do jogo nota-se logo alguma escassez de ideias na contrução de jogo. Também foi muito agradável ver o regresso do nosso Petit após dois meses de ausência. Não é que tenha dado particularmente nas vistas durante a meia-hora que jogou, mas foi importante vê-lo de regresso. Quanto ao mais negativo, eu não gosto de fazer isto, mas é impossível não mencionar o Luís Filipe. Principalmente pela inenarrável primeira parte que fez. As asneiras foram tantas que aquilo chegou ao ponto de eu já não saber se havia de rir ou chorar. Felizmente para nós ele equilibrou-se um bocado ao intervalo, e a segunda parte já não foi o mesmo martírio.

A nossa equipa parece neste momento ter entrado naquele ritmo de cruzeiro a que o Camacho nos habituou na sua anterior passagem. Uma atitude muito positiva, espírito lutador, muito boa condição física, simplicidade de processos e, o mais importante, mal ou bem os jogos acabam por ser ganhos. Isto pode resumir-se simplesmente a uma palavra: competência. A obrigação desta noite foi cumprida, e agora é tempo de preparar os dois jogos decisivos que se aproximam.
por D`Arcy às 01:36 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Sábado, 24.11.07

Apontamentos da semana:

Domingo.

Na ressaca de uma vitória, Cristiano Ronaldo insurge-se contra o público que assobiou a Selecção. Para mostrar o que é um bom público exemplifica com o facto de os ingleses nunca o terem assobiado. Alguém lhe devia explicar que não se defende o nós, exemplificando com o eu e atacando o eles.

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Segunda-feira.

Não houve jogos. Luisão diz que não quer sair do Benfica sem ganhar outro título. É por estas e por outras que Luisão é um líder.

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Terça-feira.

Na Segunda-feira, Bynia regressou de um estágio da Selecção dos Camarões, Camacho deu-lhe um abraço e "A Bola" noticiou o abraço na edição de terça-feira. Não se esqueceram de referir que todos os colegas o cumprimentaram. Decididamente, no jornalismo desportivo não há silly season.

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Quarta-feira.

Portugal apura-se para o Europeu num empate com a poderosíssima Finlândia. O público do Dragão foi inexcedível sempre que a nossa Selecção atacava. Nos últimos cinco minutos, a voz que mais se ouviu foi a do speaker. Aquilo é que o homem gritava. Cristiano Ronaldo louvou o público. Scolari fez uma espécie de fellatio ao Pinto da Costa. Simão fez uma espécie de manguito ao Scolari. Scolari fez uma espécie de manguito aos jornalistas. Portugal fez uma espécie de bocejo perante aquilo. Já há muito que não me divertia tanto.

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Quinta-feira.

Os jornalistas desportivos aproveitaram para acertar velhas contas com Scolari.

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Sexta-feira.

Um chega de madrugada, outro tem um problema algures pelos intestinos e ainda não regressou. O Presidente diz nada saber. Camacho diz que Selecção sim, mas…

Isto é tudo muito lindo, mas o que é certo é que o nosso Benfica vai a Coimbra (que saudades!) sem os uruguaios. O episódio gástrico ou intestinal de C. Rodriguez tresanda. Agradeço que alguém mo explique devagar para ver se o percebo depressa.

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Sábado.

Escrevo estas linhas muitas horas antes do jogo contra a Briosa. Logo à noite vai-se defrontar o Clube que me corre nas veias contra um Clube que adoptei e com o qual já festejei. Obviamente sofrerei e torcerei pelo nosso Glorioso, mas nos jogos com a Académica sou incapaz de festejar as nossas vitórias… do outro lado está um clube que acompanhei durante muitos anos e com o qual sofri bastante. Dos meus tempos só lá resta o Pedro Roma, mas aquele símbolo diz-me muito.

Não há uruguaios, mas saúdo o regresso do David Luiz e do Petit. Vamos a eles!

por Pedro F. Ferreira às 12:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 21.11.07

Lindo

Esta foi a maior alegria que tive nesta noite de futebol. Depois da forma ignóbil como os ingleses, e em particular os seus meios de comunicação, trataram o melhor seleccionador que a Inglaterra teve nas últimas décadas, confesso que passei a maior parte do tempo a acompanhar e a vibrar com a vitória dos croatas em Wembley, enquanto a nossa selecção se ia arrastando pela RTP.

P.S.- Sim, Portugal também conseguiu a qualificação esta noite, o que obviamente me agradou.Mas não fez mais do que a sua obrigação, e a única surpresa acabou mesmo por ser a forma quase medíocre como essa qualificação foi conseguida: nem uma vitória contra os seus concorrentes mais directos.
por D`Arcy às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (50)
Terça-feira, 20.11.07

Haja cueiros para esta gente toda.

O miúdo chama-se Bruno Silva. É benfiquista, tal como o seu pai. Parece que é bom de bola… o miúdo. Dizem-me que esteve no Estádio da Luz, que levou uma camisola do Simão, que queria jogar no Benfica. O pai do petiz entregou o B.I. do miúdo ao Benfica. Seria mais um benfiquista a tentar o sonho de um dia poder jogar no seu clube. O Benfica inscreveu-o lá na equipa de escolas ou infantis ou coisa que o valha.

Mas isto do futebol não é simples nem para quem tem oito anos. Há um senhor chamado Filipe Marques - perdão! Eng. Filipe Marques, dono de um clube de formação chamado Bragafut - que não se meteu nesta coisa de pôr miúdos de oito anos a treinar num sintético para perder dinheiro. Como o dinheiro tem de dar para todos, sobrando algum para o pai do miúdo, decidem "vender" o miúdo ao Sporting. E agora o que é que se faz com a palavra (e o B.I.) dado ao Benfica? Faz-se um bom exemplo de educação e mostra-se ao miúdo que o valor da palavra é um conceito subjectivo que varia consonante os interesses dos adultos.

A vergonha é tanto maior quanto, pelo que me dizem, isto é prática corrente em vários clubes [incluindo o nosso(?)]. Depois, não admira que os 'Brunos Silvas' cresçam a assinar por vários clubes em simultâneo e com a convicção de que o valor da palavra é inversamente proporcional ao valor do contrato. A transmissão dos valores vem sempre dos adultos: dos dirigentes aos pais… dos exemplos.

(link) (link)

por Pedro F. Ferreira às 11:42 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Domingo, 18.11.07

"Os portugueses são assim."

"Estamos em Portugal, já sabemos que os portugueses são assim. Eu jogo há cinco anos em Inglaterra e nunca fui assobiado, mesmo jogando mal. É a mentalidade, temos de viver com isto. É claro que é triste"

palavras doutas de Cristiano Ronaldo. [link]


O fedelho tem razão. Os portugueses são assim e ainda são piores. Chegam a idolatrar até ao absurdo um labrego imberbe e mal-educado, perdoando-lhe todas as birras e palermices. Vejam lá que até há portugueses que vão ao Estádio, pagam caro o bilhete e levam com um camelo cheio de acne a fazer-lhes passarinhos

 

É triste. É claro que é triste.


[post alterado às vinte e duas horas e vinte e quatro minutos de Domingo, para evitar a permanência da infeliz expressão 'matéria fecal' no mesmo]

por Anátema Device às 20:39 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Apontamento sobre o VI Jantar de bloguiquistas

Realizou-se ontem mais um (o VI) jantar de Bloguiquistas. Com menor número de participantes do que o anterior (com muitas falta, mas todas elas justificadas), foi mais um jantar de conversa animada que só se deu por encerrada já o relógio se aproximava das quatro da matina. Muito se recordou o passado do Glorioso, muito se discutiu o presente e as diferentes leituras que o mesmo nos oferece, muito se sonhou/idealizou o futuro para o nosso Benfica. Acima de que tudo, esteve à mesa a boa disposição do costume e aquele sentimento que nos une: ser Benfica.

Para que conste, lá estiveram os seguintes comensais:

TMA, Gwaihir, T-Rex, Pedro FF, S.L.B, D’Arcy, Dezazcur, Pedro (e companhia), Glorioso Adepto, Bakero, Leão Eça Cana (os dois últimos em estreia absoluta).

 

Apostila: ainda deu para ver um joguinho (em grande diminutivo) da Selecção Portuguesa.

por Pedro F. Ferreira às 19:29 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Sábado, 17.11.07

Exemplos

Num jogo marcado por regressos - Moreira, Mantorras, David Luíz (jogou os noventa minutos) - e estreias de jovens da formação - Ruben Lima, André Carvalhas e David Simão - o Benfica venceu o Nacional da Madeira, na festa de inauguração do complexo desportivo dos madeirenses, por 1-0, graças a um golo do Yu Dabao ao 86 minutos. Parece que até em nos jogos amigáveis a equipa luta até ao fim pela vitória :)

Entretanto a UEFA lá divulgou o castigo para o Binya, pela sua expulsão no jogo contra o Celtic, e o camaronês viu-se contemplado com seis jogos na bancada. Eu não gostei nada da entrada do Binya, tal como disse na altura, mas a quantidade de virgens ofendidas que vimos aparecerem em público a brindarem-nos com a sua indignação face ao lance começou logo a irritar-me, sobretudo tendo em conta a tolerância e até mesmo bonomia com que essas pessoas normalmente encaram lances brutais perpetrados por jogadores de outros clubes. Face ao castigo agora divulgado, não posso deixar de pensar que se calhar o Camacho tinha razão quando disse que era muito fácil fazerem do Binya um exemplo, já que ele não é nenhum nome sonante no mundo do futebol. É que, a título de comparação, lembro-me muitíssimo bem de um lance há uns anos na mesma Champions League em que o Zidane, na altura na Juventus, agrediu à cabeçada o jogador Jochen Kientz, do HSV, tendo-lhe causado um traumatismo e partindo-lhe o maxilar, o que o afastou da competição durante bastante tempo (lembro-me sobretudo da imagem do alemão a sair de campo enquanto o sangue lhe escorria profusamente do nariz). O castigo nessa ocasião? Cinco jogos de suspensão.
por D`Arcy às 03:22 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 16.11.07

6 jogos

O Bynia foi suspenso por seis jogos, como sabemos.  Sempre espero para ver se a UEFA mantém este rigor em casos futuros.

 

É que é fácil arranjar "punições exemplares" quando se trata de um jogador desconhecido, dos Camarões, e que joga numa equipa portuguesa.

 

Eu queria ver se fosse um jogador internacional europeu ou sul-americano a jogar numa equipa espanhola, italiana ou inglesa, se o rigor era o mesmo.

por Artur Hermenegildo às 11:46 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Jantar de Bloguiquistas - deadline

É só para informar que as inscrições no VI Jantar de Bloguiquistas encerram hoje às 21h. Já sabem que o encontro é amanhã, sábado dia 17, às 20h na Catedral da Cerveja.

 

P.S. - (Alguns) Companheiros de Tertúlia, de que é que estão à espera para dizer qualquer coisa?!

por S.L.B. às 00:50 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quinta-feira, 15.11.07

Uma questão de nacionalidade

Nota prévia: gosto muito da selecção portuguesa, e apesar de a minha "paixão" futebolística ser de natureza benfiquista (mais do que portuguesa...), vibro bastante com a "Selecção de todos nós", mesmo em jogos de apuramento (e mais ainda em fases finais de europeus e mundiais).

O último post do Pedro FF levantou, como não podia deixar de ser, a questão da utilização de jogadores naturalizados na selecção.
Num dos comentários, o Artur Hermenegildo escreveu algo com que concordo: a partir do momento em que um jogador é português, por via na naturalização, passa a ser um cidadão português de pleno direito, e como tal, tem tanto direito como qualquer outro português de integrar a selecção.
No entanto, penso que representar a selecção é mais do que um "simples" direito de quem tem a nacionalidade portuguesa, seja ela adquirida à nascença ou posteriormente.
Na minha opinião, para além dos portugueses de nascença apenas deviam representar a selecção jogadores que tenham, no mínimo, feito a sua formação (ou parte) em Portugal. Um exemplo é o Ariza Makukula, que veio aos 8 anos para Portugal, por que o pai, Kuyangana Makukula, veio jogar para um clube português (Leixões). Makukula, mesmo não tendo nascido português, é mais português do que congolês (como ele próprio faz questão em afirmar), pois viveu grande parte da sua vida em Portugal.
Deco e Pepe são exemplos de jogadores que foram naturalizados "à pressão" para poderem integrar a selecção. No caso de Deco, ainda compreendo, já que na altura em que foi naturalizado, Rui Costa caminhava para os 32 anos (embora eu ache que aos 35 ele ainda teria perfeitamente lugar na selecção e para discutir a titularidade com Deco) e não havia nenhum substituto para aquela posição minimamente à altura. Entendo, portanto, o Deco como uma excepção que até aceito.
No caso do Pepe é que não compreendo minimamente a sua convocatória: há jogadores portugueses bem melhores que ele para aquela posição (vide Manuel da Costa) e mesmo na ausência de Ricardo Carvalho (para mim a principal ausência na convocatória - muito mais do que o Deco...) e Jorge Andrade, haveria outras opções, como o Paulo Jorge, do Braga, que tem demonstrado uma grande regularidade e um dos responsáveis pelas boas época que o Braga tem feito. E se é para convocar jogadores que não têm jogado, por que não o Ricardo Rocha, que para mim em nada fica atrás do Pepe?

Com estes precedentes do Deco e, sobretudo, do Pepe (já que o primeiro vejo como excepção), e para não falar da questão do desincentivo à formação nas camadas jovens, o risco é que a selecção se transforme num clube de futebol, onde as naturalizações correspondem às contratações de um clube de futebol.

E no que respeita a clubes de futebol, já tenho o Benfica e mais nenhum.


(post corrigido às 11:37)

Reforços de Inverno

Dando resposta às preocupações de muitos Benfiquistas e da generalidade dos chamados "orgãos de comunicação social", venho falar de dois reforços de Inverno garantidos por fontes de indesmentível crédito e que muito irão contribuir para o aumento de qualidade da nossa equipa.

 

 

David Luiz

 

Internacional sub-20 brasileiro, este jogador brilhou nos últimos meses da época passada.  É um defesa duro e seguro, capaz de sair com a bola controlada para o ataque.  É igualmente um temível cabeceador nos lances de bola parada na área adversária, tendo já apontado alguns golos.  A sua previsível titularidade ao lado de Luisão irá permitir o regresso definitivo de Katsouranis ao meio-campo.

 

 

Petit

 

O melhor jogador português na sua posição, e um dos melhores jogadores portugueses "tout court".  Exímio recuperador de bolas, excelente na transição defesa-ataque, bom rematador de meia-distância incluindo a execução de livres, é um líder dentro e fora do campo.  Com ele o meio-campo do Benfica ganhará outra dimensão, e com Katsouranis ao lado os dois farão uma enorme diferença qualitativa.

por Artur Hermenegildo às 10:41 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quarta-feira, 14.11.07

Scolari & Murtosa SA.

Não me identifico com esta selecção. Está lá tudo: as quinas, a cor do equipamento, o hino, a publicidade à Sagres, o bigode do Murtosa, as borbulhas do Cristiano Ronaldo, a vozinha do Ricardo, a filosofia de pacotilha do Scolari, alguns jornalistas de bolso…

Estão lá todos no estágio, mas aquilo não me convence. Está lá o Pepe!! Eu até compreendo que alguém tenha de ajudar o rapaz a justificar a pipa de massa que por ele pagou o Real Madrid e que tão bom jeito tem dado a uns quantos (não muitos) intermediários que inflacionaram até ao limite do escabroso o valor do seu passe. Até compreendo que um brasileiro queira ajudar outro, mas custa-me que seja à custa da nossa Selecção...

Passada a euforia do Euro, a nossa Selecção deixou de ter o efémero encanto das bandeirolas com pagodes chineses nas janelas. Não sei se foi porque não consigo entender alguns critérios do Scolari. Não sei se se deve à proliferação de brasileiros na equipa – um Deco que precipitou a saída do Rui Costa; um Pepe que nesta época jogou 45(?) minutos de mau futebol – até o Derlei se ofereceu para jogar na equipa do Scolari… valha o bom senso do levezinho (talvez a alcunha mais parola de que me lembro)* que em tempo útil mandou a equipa do Scolari às malvas e iniciou uma campanha jornalística para obrigar o Dunga a metê-lo na canarinha (estes empresários não brincam). Enfim, não sei porquê, mas esta equipa do Scolari está a perder o encanto.

Está transformada numa Selecção foleira. O bigode do Murtosa fica mal no banco dos suplentes; o Madaíl é pequenino, dá entrevistas com óculos escuros e parece que está sempre com comichão; o Scolari anda à pancada; o guarda-redes é o Ricardo… disseram-me que até o Jorge Ribeiro foi chamado à Selecção. Santa paciência!! Um adepto não é de ferro e tem os seus limites! O Jorge Ribeiro!? Um destes dias convocam quem? O macaco Adriano?

 

Ainda assim, no sábado durante o jantar, lá estarei a torcer para que ganhemos (como é nossa obrigação)... de preferência com golos de benfiquistas.

 

 

* havia esquecido a de “Manelelé”, "Cebola", “Mustang” e Harry Potter”

por Pedro F. Ferreira às 21:50 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Terça-feira, 13.11.07

O sr. Rui Santos.


O post vem com atraso. Eu sei. Refere-se às considerações do sr. Rui Santos no seu "Tempo Extra" do passado Domingo acerca da entrevista de Luís Filipe Vieira. O sr. Rui Santos tresleu a entrevista, manipulou a sua interpretação e falseou a informação. Não foi inocente nas intenções, mas foi trôpego na sofreguidão que teve em querer atacar a Direcção do Benfica. O sr. Rui Santos mostrou com quantas vértebras se faz mau jornalismo.


Assim, o sr. Rui Santos provou, mais uma vez, que é um daqueles infatigáveis maçadores que têm o mau sestro de desovar nos órgãos de comunicação. Fala, fala, fala e não há maneira de obrigar o dito a ouvir-se a si mesmo... há-de morrer assim. O insigne maçador permite-se falar de tudo o que respeita ao nosso Benfica com um ar de desprezo que me faria rir se ele mesmo não fosse como é: motivo para inspirar dó. O espectáculo de uma criatura que inconscientemente retrata os seus ridículos é das coisas mais lastimosas que se nos podem deparar.

por Anátema Device às 10:21 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Segunda-feira, 12.11.07

Longe de casa ainda sabe melhor

Enquanto deu para apanhar rádios portuguesas, até Sevilha, ainda estava com o habitual credo na boca. 2-1 era pouco.

Quando chego ao Hotel, muitos quilómetros depois, ligo a TV e vejo os golos da Liga Espanhola, na esperança de dar, mais à frente, com os resultado do Benfica, na parte do futebol internacional. Tive sorte: vi resultado e resumo!

Mas só hoje pude vir aqui ao computador ver que afinal a jornada tinha corrido ainda melhor! Espectáculo.

Claro que a equipa continua a ser a mesma e a ter as lacunas de sempre. Dificilmente se ganhará algo esta época, mas o sabor de um fim de semana assim, é ainda melhor...longe de casa.

"Benfica de Camacho a lo grande!" dizia a TV espanhola, ao fim da noite.

E olé.

A jornada e os outros

Para além da nossa brilhante vitória, algumas notas sobre "os outros".

 

1 - Por muito que se esforce, Jaime Pacheco não tem emenda nem espírito desportivo.  Ontem, depois da cabazada que levou e do seus "rapazes" terem distribuído pancada a torto e a direito, culminando na agressão de R Silva ao Cardozo, ele ainda tem a lata de se vir queixar do árbitro por causa da expulsão do Zé Kalanga.

 

 

2 - Paulo Bento é finalmente sincero, ao afirmar que "o Ceportém está no lugar que merece".  Pois está.  Ele só se esqueceu de acrescentar "e eu tenho muito orgulho no contributo que dei para isso".

 

O estado de graça de P Bento com a imprensa parece estar a chegar ao fim.  Lembram-se do Peseiro?  Num ano foi eleito "treinador do ano" pelo CNID e poucos meses depois estava na rua.  Cheira-me que não tarda nada...  Para já recebeu o célebre "voto de confiança" da direcção, coisa que por cá costuma anteceder de poucas semanas o despedimento.

 

3 - O Ceportém (que é como toda a gente sabe um clube de elites...) nesta jornada terá sido vítima da falta de nível cultural dos jogadores do Braga.  

 

É que se estes lessem jornais há muito que teriam percebido o que os jornalistas desportivos nos andam a explicar há meses e anos, ou seja:  que o Ceportém é uma grande equipa; que se bate de igual com as melhores do mundo, às quais só não consegue ganhar nunca por manifesto azar; que o Moutinho e o Veloso são génios, o Izmailov e o Vukcevic quase, o Liedson é o melhor ponta de lança da europa e nunca faz faltas maldosas sobre os adversários, que todos os meses saem da academia legiões de novos jogadores que aos 12 anos já são melhores que todo o plantel do Benfica junto.

 

Como são uns incultos e não lêem jornais, não perceberam nada disto e foi o que se viu.

 

4 - Uma rádio dava conta que na Amadora houve uma agressão de um jogador do Estrela ao Helton e depois uma outra do Bruno Alves ao mesmo jogador.  "A Bola" convenientemente só falava na primeira.  E nas várias TVs, nada, muito menos uma imagem que fosse.  Estariam os cameramen todos a dormir?  Foram os DVDs todos atacados por um estranho vírus que apaga selectivamente agressões?

 

Não sei mas fico à espera que me expliquem.

por Artur Hermenegildo às 15:16 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Gand'azar...

...o meu!  Logo ontem que não pude ir à Luz, o Benfica aplica a maior goleada dos últimos anos! 

 

Vi o jogo na televisão, em casa de amigos benfiquistas.  A primeira parte foi muito bem jogada de parte a parte, parecia um jogo do campeonato inglês, bola-cá-bola-lá, e se tivesse acabado 3-2 ou 4-3 não me escandalizaria.

 

Quando do empate, pensei como provavelmente muitos de nós "oh! naão,  outra vez não", mas afinal foi o que se viu.

 

Acho que uma das razões da goleada foi a grande velocidade que a equipa conseguiu imprimir frequentemente ao seu jogo atacante, velocidade essa que tem frequentemente faltado noutros jogos.   Veja-se o primeir golo: Nuno Gomes e Rui Costa ganham a bola aos adversários por terem sido uma fracção de segundo mais rápidos.  E pormenores como este fazem a diferença.

 

Esperemos que a qualidade de jogo e a veia goleadora se mantenham para o Milan e clube regional!

 

 

por Artur Hermenegildo às 12:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Seis notas soltas sobre a noite de ontem:

1 – Os seis golos de hoje (ontem) serviram de pagamento (ao contrário do D'Arcy, penso que foi sem juros) dos golos que o Boavista se livrou de levar na época passada. Estamos pagos.

2 – É sempre agradável saber que a famiglia Loureiro se despede (será?) do futebol com meia dúzia no bucho. É justo!

3 – Ricardo Silva mereceu levar com seis golos. Mudando de assunto e falando de futebolistas, convém dizer que os futebolistas do Boavista não mereciam levar mais do que… quatro ou cinco. Da minha parte, com muito carinho, seguiu uma assobiadela para o Edgar. Foi com alguns anos de atraso, mas foi sentida.

4 – Há que salientar os progressos de Luís Filipe: é muito limitado a defender, mas já consegue cruzar uma ou outra bola durante o jogo. Continuando assim, conseguirá, sem grandes dificuldades, um clube que o acolha em Dezembro. Força, Luís!

5 – Cada vez gosto mais de ver a influência de Rui Costa na equipa e no… público. Por falar em público, estiveram lá apenas 35 mil espectadores. Isso pode ser bom para quem tem estádios com cadeiras às cores, mas para nós é pouco. Aquela equipa merece mais.

6 – O Benfica marcou 6, mas estranhamente acabei por festejar 11 golos...
por Pedro F. Ferreira às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Domingo, 11.11.07

Juros

Bem, depois de um resultado destes até é fácil escrever sobre o jogo. Mas sinceramente, a minha opinião até é a de que o Benfica já conseguiu jogar melhor do que hoje, e o resultado final nem se aproximou do desta noite. Cinco golos na meia-hora final acabaram por selar uma vitória perfeitamente justa, mas por números exagerados. Conforme dizia muita gente no final, entraram este ano as bolas que deveriam ter entrado o ano passado. Foi pagamento com juros.


De regresso ao 4-4-2, o Benfica entrou no jogo com uma toada bastante calma. Tão calma, aliás, que me pareceu que o próprio Boavista ficou surpreendido, e em vez de se remeter completamente à defesa, acabou por relaxar também, e defender até de uma forma muito anómala para aquilo que é costume nas equipas do Jaime Pacheco, com as marcações a serem feitas à zona e com pouca pressão sobre os nossos jogadores nas imediações da área (já a parte da violência gratuita, essa andou por lá). Foi também uma surpresa que não tivesse sido dada atenção especial ao Rui Costa, pelo que, gozando de uma liberdade pouco usual, ele acabou por fazer uma boa exibição e organizar muito do nosso jogo de ataque. Após um bom entendimento entre o Nuno Gomes e o Rui Costa, ficando este em condições de rematar, ele preferiu oferecer o golo ao Cardozo, que não perdoou e colocou-nos em vantagem pouco antes dos vinte minutos de jogo. Este golo pouco ou nada alterou na tendência da partida. O futebol continuou a jogar-se a um ritmo pausado, e aberto de parte a parte. Embora fosse o Benfica quem mais atacava, a verdade é que também não parecia improvável que o Boavista conseguisse chegar ao golo, já que conseguia fazer boas jogadas de contra-ataque e rematar com perigo. A vantagem mínima ao intervalo justificava-se, mas um eventual empate também não seria injusto.

O Benfica pareceu entrar na segunda parte disposto a colocar um pouco mais de velocidade no jogo. Numa das melhores jogadas até então, uma boa combinação entre o Luís Filipe e o Maxi Pereira acabou com um centro deste para o primeiro poste, onde o Nuno Gomes em salto de peixe deu a ilusão de ter feito o segundo golo. Pouco depois, uma entrada escusada do Zé Kalanga sobre o Léo valeu-lhe o segundo amarelo e consequente vermelho por acumulação (depois da brilhante actuação o ano passado na Luz pelo Dínamo de Bucareste, pelos vistos resolveu voltar a dar nas vistas). Com a vantagem numérica e no marcador, parecia que iríamos ter a oportunidade de vivermos uma noite descansada na Luz. Mas não: num contra-ataque conduzido pelo Mateus pelo lado esquerdo, ele bateu com toda a facilidade o Luís Filipe em velocidade, centrando depois atrasado para o Jorge Ribeiro, com muita calma, repor a igualdade. Reduzido a dez, com apenas dois jogadores o Boavista fora capaz de voltar a igualar o jogo. Acabou por ser o maior erro deles.

E foi-o porque a reacção do Benfica foi fulminante. De alguma forma, pareceu que o golo sofrido fez com que o Benfica acordasse e decidisse finalmente colocar velocidade no futebol jogado, oferecendo-nos na meia-hora final um autêntico vendaval ofensivo ao qual o Boavista não foi capaz de resistir. Claro que foi uma grande ajuda o facto de praticamente nem termos tido tempo de ficar nervosos com o empate, porque seis minutos depois já vencíamos por dois golos de diferença. Primeiro uma incursão do Léo pela esquerda terminou com uma assistência para a entrada do Maxi Pereira, marcando assim o seu primeiro golo ao serviço do Benfica. Logo a seguir, uma jogada confusa na área resultou num ressalto de bola para o Rodríguez, com este a finalizar de cabeça. A lição do golo sofrido deve ter pesado na cabeça dos jogadores, que mesmo assim não abrandaram, e num lance de alguma felicidade chegámos ao quarto golo, a cerca de dez minutos do final. Aproveitando uma escorregadela do Katsouranis o Boavista enviou a bola ao poste; na resposta o Di María rematou cruzado, e o Ricardo Silva fez autogolo. E foi uma espécie de justiça divina, já que minutos antes, com uma entrada brutal, este mesmo Ricardo Silva (é escusado perguntar-se qual é a 'escola' do rapaz, já é sobejamente conhecida) encarregou-se de atirar com o Cardozo para fora do jogo.

Motivados, e com o Rui Costa a fazer o jogo girar à sua volta, o Benfica continuou a pressionar, e um penalti convertido pelo Nuno Gomes (a castigar uma falta sobre si) deu o quinto golo quando faltavam cinco minutos para terminar o jogo. Hoje era dia para compensar a falta de sorte noutros jogos, e das bolas entrarem. Por isso o sexto golo, a um minuto do fim, não surpreendeu, já que nesta altura o Benfica ameaçava marcar em cada ataque que fazia. Uma insistência na sequência de um canto levou a bola do Luisão para o Rodríguez, que centrou para o interior da pequena área onde o Nuno Gomes finalizou de forma acrobática. E ainda nos descontos, poderíamos ter chegado ao sétimo golo. Mais uma insistência do Rodríguez, a pressionar os defesas contrários, resultou num penalti cometido sobre si (o árbitro deve ter tido pena do Boavista, pois só isso justifica que não tenha expulso o guarda-redes Jehle). Chamado à conversão, para ver se conseguia finalmente afastar a malapata, nem assim o Bergessio conseguiu marcar, chegando assim o final do jogo com 6-1 no marcador.

Tendo-lhe sido dada tanta liberdade, o Rui Costa fez aquilo que se esperaria, e assinou uma grande exibição, tendo sido justamente ovacionado perto do final, aquando da sua substituição. O Katsouranis (apesar daquela escorregadela) continua a mostrar que é, neste momento, o nosso melhor defesa. Como sempre, bom jogo do Léo, sobretudo na segunda parte. O Binya parece ter finalmente aberto os olhos com a expulsão em Glasgow, e hoje foi um jogador muito mais comedido: nem sei se terá cometido alguma falta durante os noventa minutos. Mas para mim absolutamente fantástico foi mesmo o Rodríguez. Não sei se ele é sempre assim, mas neste momento ele parece estar num plano superior aos colegas, porque joga a uma velocidade difícil de acompanhar. Tem uma garra e entrega ao jogo inexcedíveis, às quais junta uma capacidade técnica acima do normal. Após a entrada do Di María passou para a direita e pareceu render ainda mais desse lado. É sem dúvida, e até esta altura, a melhor contratação do Benfica para esta época. Vou mencionar ainda o Cardozo, porque gostei do jogo que fez até ser atirado para fora do campo. Aliás, em relação ao Cardozo tenho notado que parece que existe uma regra qualquer que diz que tudo é permitido aos defesas que o marcam. Ele é empurrões, encavalitarem-se nas costas dele, puxões, braços em cima dos ombros, e a tudo os árbitros fecham os olhos. Ele durante o jogo vai-se queixando, mas pouco ou nenhum efeito surte. A entrada que o lesionou (em que, recorde-se, nem sequer foi assinalada falta) nem pode ser considerada uma surpresa: é que durante o jogo ele já tinha sofrido pelo menos duas quase iguais. Mas depois é fácil dizer-se que ele é uma desilusão, ou que não consegue ganhar bolas aos defesas. Enfim, nada a que não estejamos já habituados. Quanto à parte negativa, podia sempre bater no patinho feio do costume, mas depois de ganharmos por 6-1 acho que até fica mal estar a criticar algum jogador.

Foi como o Camacho disse no lançamento deste jogo: se o Benfica começasse a marcar as oportunidades que constrói, marcaria sete ou oito golos por jogo. Hoje foi um desses dias, e assim vamos para a pausa do campeonato com a motivação em alta.
por D`Arcy às 22:11 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Sobre uma entrevista de Luís Filipe Vieira.

Luís Filipe Vieira deu uma interessante entrevista à TSF e ao Diário de Notícias.

Fala um pouco sobre todos os temas que têm marcado a linha oficial do seu discurso nos últimos tempos: A presença de profissionais não benfiquistas nos órgãos de gestão; as polémicas com Andrade e Sousa, Tinoco Faria e Manuel Vilarinho; os incidentes com as claques; a saída de José Veiga; a formação, a prospecção e a equipa sénior; a saída de Fernando Santos; as mexidas no plantel para a reabertura do mercado de transferências; as saídas de Simão e Manuel Fernandes; o futuro do Benfica na era pós-Vieira; a relação com os empresários e com alguns órgão de comunicação social; o Canal Televisivo Benfica; o Apito Dourado.

 

Ouvi a entrevista dada à TSF, li o que surge no Diário de Notícias e destaco um ou outro aspecto:

- A crítica certeira e muito incisiva à suspeita passividade de Laurentino Dias no caso “Apito Dourado”;

- A defesa de Hermínio Loureiro por se ter mostrado, até ao momento, imune a pressões externas de arguidos de processos de corrupção desportiva;

- A recordação de um nome particularmente prejudicial à verdade desportiva e que, ultimamente, tem retomado a linha duvidosa que o caracterizara: João Bartolomeu.


Finalmente gostei de uma entrevista de Luís Filipe Vieira. É particularmente interessante observar como, em algumas respostas mais prosaicas, vão recados muito claros para o interior do clube, mesmo quando aparentemente fala de assuntos externos.

 

A ler e ouvir com atenção… muita atenção. (link), (link)

por Pedro F. Ferreira às 12:35 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 10.11.07

O futuro.


10 jogos, 10 vitórias. A de hoje foi por 4-2 numa jogatana contra os lagartitos.
Hoje, foram estes: Daniel Casaleiro; Abel Pereira, Miguel Vítor, João Pereira e Airton Oliveira; Leandro Pimenta, David Simão, Lassana Camará e André Carvalhas; Wang Gang, Orphée Demel, e ainda os suplentes Miguel Rosa, Daud Machude e João Alberto.
Treinados pelo nosso João Alves, esta rapaziada também já está a enobrecer o grande nome do nosso Benfica.
Acredito que alguns deles terão, na próxima época, a oportunidade de mostrar o seu valor na equipa dos seniores. Por outro lado tem sido interessante ouvir as palavras de alguns responsáveis pela formação das osgas: estão preocupados, e com motivos para isso.
por Anátema Device às 23:19 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 08.11.07

VI Jantar de Bloguiquistas

A “comissão organizadora” (Pedro F.F., D’Arcy e eu próprio) achou que estava mais que na altura de a blogosfera benfiquista se reunir de novo à mesa para mais um jantar. Assim sendo, e tendo em conta as (poucas) datas disponíveis até ao Natal, decidimos marcar o repasto para sábado, dia 17 de Novembro, às 20h. Sensivelmente daqui a uma semana e meia, é o dia do jogo da selecção frente à Arménia, que poderá ser visto nos ecrãs do restaurante com a melhor vista de Lisboa, o Catedral da Cerveja. Esperamos uma comparência tão grande quanto a edição anterior, que os faltosos e os que nunca foram possam ir, e como de costume será melhor avisar em casa que não têm horas de voltar...

 

Agradecemos que enviem os vossos emails de confirmação para tertuliabenfiquista@gmail.com.

por S.L.B. às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quarta-feira, 07.11.07

Dominus vobiscum

Perante uma não vitória do Glorioso tudo parece de somenos. Mas quando a corrupção é grande, não há como escondê-la durante muito tempo:

"Não se trata de investigar a sua transferência do FC Porto para o Real Madrid, mas do Marítimo para o FC Porto há anos. Nós fizemos tudo como Deus manda e estamos tranquilos" [link] e [link]
disse Pedja Mijatovic, director desportivo do Real Madrid

Uns fazem Como Deus manda, outros fazem como o papa quer...
por Anátema Device às 16:18 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Vamos levantar os ânimos!

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece

Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontra rival
Neste nosso Portugal

Ser Benfiquista
é ter na alma a chama imensa
que nos conquista
e leva à alma a luz intensa
do sol que lá no céu
risonho vem beijar
com orgulho muito seu
as camisolas berrantes
que nos campos a vibrar

são papoilas saltitantes

 

Paulo Gomes Júnior e Luís Piçarra

 

 

Benfica, vencer, vencer!!

Frustração

Foi um daqueles jogos que me deixam pior que estragado. Porque a vitória pareceu sempre estar ali tão ao nosso alcance. E no final fica a sensação que se calhar o único motivo pelo qual perdemos acabou por ser falta de sorte, porque o Benfica fez esta noite, e em particular na primeira parte, uma exibição que não merecia a derrota.


Foi até surpreendente a forma como entrámos no jogo. Com um meio-campo reforçado devido à subida do Katsouranis (entrou o Edcarlos para a defesa), foi nessa zona que conseguimos ter uma supremacia que eu não esperava. Mantendo a bola junto ao chão, e trocando-a em passes curtos e ao primeiro toque, o Celtic ficou praticamente a ver-nos jogar durante o primeiro quarto-de-hora. Quase sempre com o Rui Costa em destaque, inventando passes e assumindo-se como um verdadeiro maestro, as oportunidades de golo foram surgindo, e o suposto inferno do Celtic Park mal dava sinal de si. Passados esses primeiros quinze minutos, o Celtic pareceu finalmente acordar, e durante cerca de dez minutos conseguiu ter o seu melhor período no jogo, pressionando-nos e rematando várias vezes à baliza, com o Quim a corresponder sempre bem. Mas findo esse período reestabeleceu-se o equilíbrio, já que o Celtic parecia mostrar algum receio do Benfica, e portanto não se viam grandes dificuldades para controlarmos o jogo e, pelo menos, manter o empate, que matematicamente já não seria um mau resultado. Infelizmente, mesmo em cima do intervalo, surgiu o momento de pouca sorte, com o golo dos escoceses a aparecer às três tabelas (autoria do McGeady, o único jogador que eu realmente respeito naquela equipa), dando-lhes uma vantagem que eu já não pensava que conseguiriam alcançar. Pouco antes disso, deu para ter um ataque de fúria devido a, mais uma vez, o Benfica ter tido um livre perigosíssimo a seu favor, e mais uma vez os jogadores optarem pela idiotice de darem toquezinhos para o lado em vez de rematarem directo à baliza. Claro que sempre que fazem isso acabam por rematar já com um adversário em cima, com o resultado previsível.


A segunda parte foi pior do que a primeira. O Celtic, graças à vantagem no marcador, teve uma atitude muito mais expectante, tentando explorar o contra-ataque sempre que o Benfica se balanceava mais para a frente. O Benfica raramente conseguiu a mesma qualidade de jogo da primeira parte. Começámos a recorrer mais aos passes longos e a bolas pelo ar (de certeza que os escoceses agradeceram), e foram muito menos as vezes que conseguimos criar perigo. Ainda assim estivemos muito perto de marcar, quando um 'cabeceamento' do Cardozo passou muito próximo do poste. Na fase final do jogo o Camacho resolveu apostar em dois avançados, retirando o Cardozo e o Rui Costa. É verdade que o Rui Costa já estava em nítida desaceleração nessa fase, mas depois da sua saída o nosso jogo perdeu ainda mais racionalidade, aumentando muito a quantidade de passes falhados ou sem nexo.


Se ainda alimentávamos alguma esperança para os cinco minutos finais do jogo, o Binya encarregou-se de destruí-las. Eu já disse várias vezes que durante um jogo estou sempre à espera que ele consiga ser expulso, e desta vez confirmou os meus receios. Uma entrada verdadeiramente animal valeu-lhe, muito justamente, um vermelho directo. Senti-me envergonhado com aquele lance. Não me identifico com atitudes daquelas, e espero que ele seja exemplarmente punido pela UEFA. E já agora, acrescento eu, também não ficaria nada mal ao Benfica castigá-lo. Nos poucos minutos que se seguiram até final, e mesmo apesar de estarmos reduzidos a dez, o Celtic dedicou-se a assegurar-se que não se conseguiria jogar mais à bola, segurando uma vitória preciosa.


Melhores do Benfica para mim o Quim, Luisão, Léo e Rui Costa, sobretudo pela primeira parte que fez. Fiquei desiludido com o Rodríguez, de quem esperava muito mais neste jogo, tendo em conta o que tem feito ultimamente. Desilusão também pelo Binya: nem sequer quero saber o que é que ele fez durante o jogo, se jogou bem ou mal, porque aquele lance fica marcado. Há uma diferença clara entre agressividade e violência, e parece que o Binya ainda anda com dificuldades em perceber isso.


Matematicamente ainda é possível o apuramento, mas acho que é mais realista começarmos a pensar no terceiro lugar. Que, ainda assim, será bastante difícil de alcançar, tendo em conta os jogos que nos faltam. Hoje fiquei frustrado com uma derrota frente a uma equipa que nunca me convenceu ser-nos superior, mas que acabou por ter a sorte do jogo.
por D`Arcy às 01:10 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Há um Destino a cumprir!

Isto é preocupante. O nosso Benfica perdeu há umas horas e ainda ninguém aqui escreveu nada. Nem os representantes da ala, digamos, “pessimista”; nem os da ala, digamos, “optimista” do blogue. Isto é preocupante. Ou é do tamanho da revolta ou do tamanho da incredulidade. Seja do que for, este silêncio é, para mim, significativo… de desorientação.

Imagino o que não deve ser para o meu amigo D’Arcy escrever a sua habitual crónica. Imagino o que não está a pensar o meu amigo Superman torras ou o Anastércio que tão exigentes (intransigentes) são para com o Benfica. Há momentos em que o silêncio é mais perturbador do que o barulho. Se bem conheço a maioria dos meus co-bloggers, isto é preocupante. Eu escrevo estas linhas sem saber muito bem a que sítio elas me conduzirão.

Coisas estranhas aconteceram hoje (ontem) na Escócia. As horas passam e ainda as não consigo entender muito bem. Não é uma derrota num campo em que poucos ganham que me traz esta preocupação. É algo mais estranho:

Como é que é possível que uma equipa que não regressa do balneário no intervalo do jogo tenha sido dada como desaparecida aos 76 minutos de jogo?

Não sei. Vi o Benfica a jogar na primeira parte. Vi uns espectros a jogar com a nossa camisola na segunda parte e deixei de os ver aos 76 minutos. É estranho. O Benfica da primeira parte poderia ganhar o jogo na segunda parte… caso tivesse regressado do balneário. Não regressou! Foi pena.

 

No domingo, lá estarei, no nosso Estádio, para ver se o Benfica, o nosso Benfica, aquele Benfica que hoje se perdeu algures na Escócia, já regressou ao relvado. Lá estarei a gritar pelo nome do nosso Benfica, para tentar ajudar aqueles que desapareceram no intervalo do jogo de hoje (ontem) a reencontrar o caminho que os ajude a cumprir o Destino glorioso do nosso Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 00:20 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Terça-feira, 06.11.07

Hoje, jogamos nós!

 

 

 

Atitude.

Raça.

Eficácia.

Capacidade de sofrimento.

 

Assim de repente são as palavras que melhor definem aquilo que espero dos jogadores do Benfica que entrarem em campo hoje e as qualidades que, penso, serão suficientes para vir da Escócia com os 3 pontos tão necessários para continuarmos a pensar no apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões.

 

Mais do que saber se joga Edcarlos na defesa e Katsouranis sobe para o meio campo ou se Nuno Gomes fará companhia a Cardozo na frente, a mentalidade competitiva de que o Benfica dê mostras mais logo será fundamental para sair incólume do inferno de Celtic Park.

 

Por mim falo, à parte a questão da eficácia, por motivos mais do que óbvios, estou disposto e garanto mesmo (!) a apresentação das três restantes características supracitadas quando me sentar em frente ao meu televisor logo mais.

 

E vocês?

por Superman Torras às 08:48 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Segunda-feira, 05.11.07

Com os cumprimentos do nosso Petit...



...mais um pequeno presente para os leitores deste blogue.
por Pedro F. Ferreira às 20:26 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Domingo, 04.11.07

Apontamentos da semana.

Domingo. Fui ao nosso Estádio da Luz ver o Benfica vencer o Marítimo. Expulsaram-nos o Quim e Butt defendeu uma grande penalidade. Foi uma daquelas vitórias saborosas que nos deixam cheios de esperança.

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Segunda-feira. Há uma assembleia-geral ordinária. Há mosquitos por cordas e a aprovação do relatório e contas do exercício de 2006/07 passa despercebida perante a gritaria das claques. A casa, pelos vistos, não está arrumada.

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Terça-feira. O universo benfiquista discute de que lado está a razão: se do lado das claques ou do lado do Presidente. Para que a insanidade seja completa, o presidente ameaça (garanto-vos que ameaçou) com a demissão e lá reúne com os que lhe dão algum bom-senso. O povo é sereno, mas há no ar mais do que fumaça.

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Quarta-feira. O Benfica é eliminado da Carlsber Cup. Um idiota do Setúbal difama a gestão do Benfica. Um tal de Carvalhal monta um autêntico carnaval no banco dos suplentes, festeja os golos com insultos ao nosso Clube e garante um lugar junto da corte papal. Os adeptos do Setúbal apupam com insultos racistas o Adu. A julgar pela falta de repercussões, Setúbal passou a ser um prolongamento da Avenida dos Aliados.
 
No Benfica, as vozes que tiveram o incómodo do silêncio no Domingo puderam gritar contra a equipa na quarta-feira. O povo já não é assim tão sereno e a fumaça não diminuiu.

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Quinta-feira. 

Feriado, dia de todos os santos. Fui ver o Benfica dar um malhão no Sporting. 35-24 em andebol, num dos nosso pavilhões. Apesar de ter o meu amigo H. Canela a jogar no Sporting… nestas coisas não há perdão: festejei todos os golos do Glorioso, despedi-me da nossa equipa com um forte aplauso e do Canela com um sorriso de vitória. 11 golos de diferença. Foi lindo! O povo serenou e "Corrupção" estreou.

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Sexta-feira. Andrade e Sousa, acabadinho de sair dos órgãos directivos do Benfica, zurze no Presidente; aponta o dedo aos lagartos e andrades que andam a comer à custa do Benfica; tenta provocar uma crise e… a ver vamos se o não conseguiu. O povo não está sereno.

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Sábado. Lá fomos a Paços de Ferreira arrancar mais uma vitória. Foi difícil, foi transpirada, foi pouco inspirada, foi mais um daqueles jogos jogados no fio da navalha. Foram 3 pontos que, além de alguma paz, enxotam alguns abutres. Agora, só dependemos de nós para sermos campeões. O povo está um pouco mais sereno.


Se durante a próxima semana a coisa não correr bem, os abutres poderão retomar o festim.

por Pedro F. Ferreira às 08:00 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Até ao fim

Mais uma vitória sofrida, obtida ao cair do pano, com uma exibição que mais uma vez acabou por compensar com garra e vontade o que por vezes chegou a faltar em qualidade e discernimento.


Desta vez, ao contrário do que é habitual, vi o jogo em casa de amigos, pelo que acabei por não conseguir prestar-lhe tanta atenção, mas pelo menos deixo aquilo que foi a impressão que me ficou do jogo. No regresso dos titulares após o descalabro da Taça da Liga, o Benfica apresentou em Paços uma equipa que foi sobretudo equilibrada. Cada jogador no seu lugar natural, não havendo essas coisas de Di María à direita, Maxi no centro, etc. A única excepção terá sido o Katsouranis, que actuou no centro da defesa, mas conforme já disse antes, sinto-me muito mais seguro com ele nessa posição, já que o Edcarlos ainda não me conseguiu convencer. E vi esta equipa ter um início de jogo que me surpreendeu, pois foi bastante forte. Lançámo-nos no ataque desde o primeiro minuto, encostando o Paços junto à sua área, sendo que o adversário raramente conseguia passar do meio-campo. Esta pressão culminou com o golo à passagem dos vinte minutos, num cabeceamento do Rodríguez (agora ele também sabe jogar de cabeça... este tipo está a revelar-se uma autêntica caixinha de surpresas, e quase sempre agradáveis) após um livre do Rui Costa na esquerda do nosso ataque.

Reagiu bem o Paços ao nosso golo, e não demorou muito a empatar. Antes da meia-hora já o resultado estava em 1-1, após um lance em que a nossa defesa se revelou muito permissiva: primeiro na forma como o Cristiano ganha sobre o Nuno Assis e fica completamente à vontade sobre a direita; depois na maneira como o jogador do Paços aparece quase à vontade à entrada da pequena área a empurrar o cruzamento para a baliza. O Benfica também reagiu ao golo, e voltou a ganhar um ligeira ascendente, embora sem voltar a conseguir a mesma supremacia dos primeiros minutos. Além disso o Paços conseguia agora lançar contra-ataques bastante perigosos, pelo que a incerteza no resultado foi ficando até ao intervalo. Quando este chegou, o resultado parecia-me ajustado para o que vi, embora me sentisse triste por termos conseguido o mais difícil, que era chegar à vantagem, para depois termos permitido de uma forma aparentemente tão fácil que o adversário pegasse num jogo que controlávamos quase completamente até ao golo, e consequentemente chegasse ao empate.

A segunda parte pareceu-me bastante mais mal jogada. O jogo mantinha-se num tom parecido ao dos minutos finais da primeira parte, com o Benfica a ter algum ascendente mas com o Paços a contra-atacar bem e a ameaçar conseguir chegar ao golo. O Camacho foi mexendo na equipa, entrando o Nuno Gomes primeiro, e depois o Di María para os lugares do Maxi e do Nuno Assis, respectivamente, mas em termos tácticos não me pareceu que o Benfica tirasse grande partido disso. Durante esse período do jogo a sensação que me ficou foi qu o Benfica era uma equipa quase partida em dois, com um espaço enorme entre o ataque e a defesa, no em que o Binya era o único que tentava fazer a ligação entre os dois sectores. E claro, todo este espaço proporcionava ao adversário oportunidades para o contra-ataque. As coisas não me pareciam promissoras, e o empate ia-se tornando o resultado mais provável. No banco, para os últimos minutos o nosso treinador decidia-se pela troca do Cardozo pelo Adu, adiantando o Nuno Gomes. Mas já temos que começar a habituar-nos: este ano os jogos são para ver até ao fim. Quando vi o relógio nos 85 minutos, e o Rui Costa a preparar-se para marcar um livre, comentei para o Harry Lime, que via o jogo comigo na altura: "Faltam cinco minutos. Está na hora do Benfica marcar". Segundos depois a bola centrada pelo Rui Costa foi cabeceada pelo Rodríguez (outra vez?), defendida a custo pelo guarda-redes do Paços, e na recarga apareceu o Katsouranis a marcar (o que teve o efeito de fazer com que o Harry não quisesse ver o resto do jogo ;)) Fico sempre muito contente quando o Katsouranis marca, porque é um jogador por quem tenho muita admiração (e não, não vou cometer o erro de afirmar que ele é o meu jogador preferido, não caio outra vez nessa), e ainda mais quando o golo pode significar uma vitória quase certa, e uma aproximação ao primeiro lugar. Apesar do pouco tempo que faltava, até final ainda se passou muita coisa: deu para apanhar um grande susto, quando na sequência de um canto o Paços levou a bola à barra da nossa baliza, deu para um jogador do Paços ser expulso após uma placagem ao Nuno Gomes, e deu para falharmos uma oportunidade flagrante quando o Nuno Gomes resolveu não rematar logo para o golo e em vez disso esperar uma eternidade até que o Rui Costa lá chegasse, sendo o remate dele cortado para canto.

Se escolhesse o nosso melhor jogador, então seria o Rodríguez. Foi sempre dos jogadores mais esclarecidos, marcou um golo, e esteve no outro. Hoje até revelou a faceta de cabeceador, que lhe desconhecia. Voltei também a gostar do trabalho do Binya no meio-campo. Quanto ao que menos gostei, foi da permeabilidade do nosso lado direito. Foi quase sempre por aí que o Paços criou maior perigo.

Foi preciso voltar o Camacho para que voltássemos a vencer na Mata Real. Não fomos brilhantes, mas mais uma vez a equipa voltou a mostrar inconformismo e vontade de vencer, sendo recompensada por esse esforço com uma vitória num campo difícil. A aproximação ao primeiro lugar foi pequena, mas pelo menos sabemos que por agora estamos apenas dependentes de nós mesmos. Espero que isto possa servir de incentivo para o futuro.

P.S.- É como costumo dizer: contra o Benfica todos gostam de se vir queixar da arbitragem para justificar as derrotas. Deve ser a frustração de se ver a oportunidade para os quinze minutos de fama anuais que poderiam advir de uma vitória sobre nós escapar-se por entre os dedos. Fiquei triste por o José Mota, um treinador por quem tenho algum respeito, vir dizer que o nosso segundo golo surgiu na sequência de uma falta que não terá existido. Isto da visão selectiva tem que se lhe diga. No minuto imediatamente anterior ao nosso golo vi uma falta que não existiu ser marcada sobre a linha da área quando um jogador do Paços se atirou literalmente para cima do Binya. Esse livre era potencialmente muito mais perigoso do que o nosso livre. O Paços falhou. O Benfica marcou. O futebol é isto, mas quando se tem mau perder é muito fácil acusar o árbitro de favorecer o adversário. E contra o Benfica, infelizmente, todos parecem ter mau perder (e alguns tem ainda pior ganhar).
por D`Arcy às 04:15 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sábado, 03.11.07

Apenas digo isto:

Ganhámos!

São mais 3 pontos.

Estamos a 6, e só dependemos de nós.

Mas foi mau de mais!

Houve apenas uma coisa boa.... lutámos até ao fim! É a unica coisa que se aproveita: a ATITUDE!

 

Agora, comecem a jogar à bola!

Recordar o passado!

Em 1933 o futebol era diferente. As equipas jogavam com poucos defesas e muitos atacantes. Aqui está uma imagem que prova isso mesmo. O Belenenses a jogar com 4 avançados num ataque contra o FCP, com 2 defesas.

O jogador do Belenenses acaba de passar pelo médio e está numa situação de ataque de 5 para 2!

 

 

Entretanto, o futebol evoluiu, os defesas passaram a ser 4 e os atacantes 2... ah! e entretanto também surgiu uma regra chamada fora-de-jogo! O que vale é que esta imagem é do passado... e é o Belenenses que está atacar, se fosse recente, e fosse o FCP a atacar, era um escândalo! Mas isso nunca aconteceria...!!


 

p.s : desculpem, mas apeteceu-me voltar ao futebol de antigamente!


Sei que não vou por aí.

Não é para abrir uma guerra, mas não me sentiria bem se não dissesse isto aqui: não, eu não aceito bem a ideia de sportinguistas e portistas na SAD do meu clube.

Acho que não faz sentido. Se é pela competência, e claro que têm de ser competentes...há com certeza gestores que sendo competentes, sejam também benfiquistas.

No limite, acho que é uma segurança.

Jorge Gomes, do FCP vintage para a estrutura directiva do Benfica???

Não há vergonha na cara, desculpem.

Em jogo.

Quem conhece minimamente os ingredientes do cozinhado sabe que o Paulo Baptista não é mau árbitro. Mas também não é bom. É assim uma espécie de árbitro de bolso. Cabe no bolso de uns quantos e é fácil de ter à mão. Dá jeito e não ocupa muito espaço. É aquilo a que se chama um árbitro de ocasião. E toda a gente sabe que a ocasião faz o ladrão. [link]

por Anátema Device às 00:51 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Sexta-feira, 02.11.07

Andrade Air

No dia 26 de Outubro de 2007, em Valência, foram lançados simultaneamente 2103 aviões de papel.

 

Hoje, no campo dos andrades, vão tentar entrar para o guiness.  Vão tentar bater o recorde mundial do «Maior lançamento de aviões de papel» ao mesmo tempo e no mesmo espaço. Apesar dos físicos suspeitarem que é impossível dois corpos ocuparem simultaneamente o mesmo espaço, a andradagem vai querer mostrar ao mundo que, tal como havia quem não acreditasse que eles conseguiam com uma mera distribuição de fruta viciar durante décadas a arbitragem portuguesa, eles conseguirão fazer história alavancando esse importante objectivo nacional que é o desenvolvimento da industria dos aviões de papel. Bem-haja aos andrades por todas as gargalhadas que nos proporcionam.

 

Na mesma senda do papel e da aeronáutica, deixo-lhes aqui um desafio para o futuro: e que tal se dessem uso, em pleno campo do dragoum, ao recorde mundial do ilustre senhor Niek K. Vermeulen, que tem uma colecção de 5180 sacos de papel para enjoo provenientes de 1003 companhias aéreas diferentes?

por Anátema Device às 14:05 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Um por todos...

Leio e, embora não surpreendido, fico, ainda assim, sem palavras.

Porque não entendo como pode o maior clube português ser gerido assim, e ter tantos telhados de vidro.

 

Quinta-feira, 01.11.07

Ficção sobre uma triste sarrdinha

Efectivamente, como escreveu Pessoa pela 'pessoa' de Bernardo Soares, “alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.”

 

Lembrei-me destas e de muitas outras palavras (as outras bem mais chãs e justas) ao ler as declarações de um acaso infeliz da vida chamado Luís Lourenço. Dizem-me que o Luís tem como momentos altos da sua pacata existência de espectador da vida ser ex-dirigente de uma imitação de clube de futebol, ser ex-jornalista e gabar-se em alguns balcões de leitaria de bairro da sua amizade com o Zé.

Este entediante Lourenço, habitante dos arrabaldes da verticalidade, decidiu que, mais do que ser ex de qualquer coisa e amigo de alguém conhecido, seria algo por ele mesmo. E foi. Foi mentiroso, foi aldrabão, foi convictamente reles, foi voz visível dum coio de indigentes que pululam num clube que tem servido de tapete a traficantes de fruta e café.

O Lourenço, infeliz com a penumbra da vidinha triste que leva, decidiu, do alto da sua ignorância, gritar que o Benfica devia salários (dois meses!) aos seus futebolistas. O Lourenço mentiu e mentiu deliberadamente.

Mais, o Lourenço nem pode alegar falta de conhecimento da matéria em apreço, pois, aquando da sua participação na incompetente administração do tal clube, os futebolistas chegaram a dizer que os salários em atraso eram de tal ordem que “havia jogadores a passar necessidades”.

 

De aldrabices e de falta de pagamento de salários sabe esse moço de fretes. No entanto, há que ter alguma complacência com a vadiagem que passa e não fica. Deste modo, espero que o Juiz não seja muito severo com este arremedo de inutilidade.

por Anátema Device às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Natural

Uma derrota perfeitamente natural, tendo em conta a segunda parte hedionda que fizemos, e estamos fora da Taça da Liga.

Não vale muito a pena estar a aprofundar muito o tema. Apresentámos uma equipa muito diferente do habitual, e mais uma vez foi dada a oportunidade a vários jogadores de mostrarem que podem ser opções válidas no plantel. Infelizmente, mais uma vez muitos deles mostraram não querer ou não saber aproveitar essa oportunidade. Na equipa de hoje, ainda, o toque de excentricidade ao vermos o Edcarlos alinhar no meio campo ao lado do Binya. Não sei qual seria a intenção do Camacho, mas como é óbvio a contribuição dele na construção de jogo foi praticamente nula. Após um início de jogo péssimo, em que o Setúbal foi dono e senhor do jogo, só por volta dos vinte e cinco minutos é que o Benfica se decidiu a jogar futebol. E daí até ao intervalo passou a ter o controlo das operações. Esta supremacia acabou por ser recompensada com um golo já em período de descontos, obtido pelo Freddy Adu na transformação de um penalti.

Na segunda parte, nada. A equipa resolveu descansar sobre a vantagem obtida, e pura e simplesmente desistiu de jogar, esperando que o tempo passasse. O problema é que com a defesa que o Benfica apresentou hoje, é um disparate apostar-se em defender um resultado. Por isso era só mesmo uma questão de esperar para ver quando é que surgiria o golo do empate. A única diversão era mesmo ver o espectáculo 'à Raymond Domenech' que a besta do Carvalhal ia dando na linha lateral, enquanto os seus jogadores iam caindo sucessivamente dentro da área. Por falar em bestas, foi graças ao Zoro que o Setúbal empatou. Primeiro entraram pelo lado esquerdo da nossa defesa sem qualquer dificuldade, depois, apesar de termos sido salvos em primeira instância por uma defesa milagrosa do Butt, o Zoro resolveu amortecer a bola de cabeça para o remate do avançado sadino. Mesmo o golo do empate não serviu para acordar a equipa. Se calhar estavam à espera de resolver as coisas nos penaltis. Por isso não admirou que levássemos o segundo golo, pelo centro da defesa, e num lance em que o Edinho fugiu à marcação (do Zoro) e rematou cruzado. Daí até final já nem valia a pena ver o resto, porque a jogar daquela maneira era impossível que marcássemos.

Hoje foi quase tudo mau, mas a defesa esteve em particular destaque. Os dois laterais mais o Zoro praticamente não deram uma para a caixa (como é possível que um jogador como o Miguelito tenha regredido tanto - acho que 90% dos passes que fez foram directamente para fora, ou para os pés de um adversário). O único que se salvou na defesa foi mesmo o Luisão. E quanto ao resto da equipa, apenas um jogador pareceu levar o jogo a sério, e jogou da forma habitual - Binya. De resto, uma tristeza.

Adeus à Taça da Liga, e digo-o sinceramente: não me deixou quaisquer saudades.
por D`Arcy às 00:53 | link do post | comentar | ver comentários (19)

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