VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 31.01.08

Bem-vindo à Familia!!

Este post é só para dar as boas-vindas a um jogador que eu aprecio e que, apesar de ser do Congo, é português, mas ao menos este português fala um português que todos entendemos, há outros jogadores do Congo, também portugueses, mas.. se aquilo que falam é falar português... por amor de Deus!!

 

 

BEM-VINDO, MAKUKULA.

 

por LMB às 12:25editado por Anátema Device às 19:42 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quarta-feira, 30.01.08

Anacronismo

[Prefácio: este post já está pensado há algum tempo e foi escrito na sua quase totalidade na semana passada. Apesar da muito saborosa vitória frente ao V. Guimarães, até porque foi conseguida frente a 14, acho que permanece actual.]

 

É uma questão em que tenho vindo a pensar desde há uns tempos para cá. Será o Sport Lisboa e Benfica anacrónico? Serão os seus adeptos anacrónicos? Estaremos todos desfasados da realidade? Os tempos estão longe de estar fáceis e, se é verdade que as coisas já estiveram BEM piores (basta recuar uma meia-dúzia de anos), parece que se chegou agora a uma espiral de acontecimentos ou acções que, tendo o objectivo louvável de nos fazer regressar a tempos gloriosos, nos estão ao invés a conduzir a um abismo difícil de sair.

 

Estejamos conscientes do seguinte: ganhar quatro campeonatos em 20 anos não é normal no nosso clube, sendo que em 13 deles (para não dizer já 14) apenas vencemos um. Seis presidentes, quinze treinadores (alguns deles repetentes) e centenas de jogadores depois encontramo-nos no mesmo ponto de há 20 anos atrás. Ganhar títulos, o que nos estava na massa do sangue, passou a ser excepção em vez de ser regra. Alguma coisa certamente falhou ou tem falhado, mas caramba em 20 anos ainda não se percebeu o que é?! Parámos no tempo? Continuamos a viver do antigamente? Não nos conseguimos adaptar aos tempos do futebol moderno? Continuamos com o mesmo discurso “este ano é que é” a fazer lembrar os nossos vizinhos do outro lado da rua. E o que é certo é que apenas temos mais dois campeonatos ganhos do que eles neste período todo. Será culpa dos presidentes, dos treinadores, dos jogadores, dos adeptos? Provavelmente, cada um destes elementos diz (ou pensa) que a culpa é dos outros. É claro que durante estes 20 anos houve um “pormenor” chamado Apito Dourado, mas o problema não está só aí.

 

Daí o título deste post. O ser anacrónico está longe de constituir um defeito para mim, se colocarmos a ênfase ao contrário. Segundo o dicionário, anacrónico é o “que não está de acordo com a época.” Ora, a época é que não está de acordo com o (que sempre foi o) Benfica. Se ganhávamos antes e hoje não, a solução é muito simples: temos que trazer o antigamente até aos nossos dias. Temos que voltar às raízes e perceber o que nos fez ser grandes (e não falo do título recente de “maior clube do mundo”). Os tempos mudaram, mas o Benfica não soube mudar com eles. E porquê? Para mim, a razão é que não respeitou, não se inspirou e não tirou lições da sua história gloriosa. Não me querem convencer que entre 1904 e os anos 80 (quando começou o nosso declínio), o tempo e a história foram imutáveis, pois não? E nesse período nós soubemos mantermos à tona de água, algo que daí para cá claramente não sucedeu. O Benfica sempre foi o clube do povo, respeitador do adversário, cumpridor com as suas obrigações, grande nas vitórias, mas também nas derrotas. O clube em que se um jogador atira a camisola ao chão, não importa ser o mais valioso ou o capitão, é despedido com justa causa e nunca mais veste a gloriosa camisola. O clube que não perdoa a quem o trai e “cospe no prato em que comeu”. O clube cuja camisola tem que ter significado para quem a veste, não é apenas “mais uma”, é uma camisola com história, tradição que já foi envergada por muitos e famosos jogadores e que, portanto, tem peso. O clube cuja mística sempre foi passada aos novos jogadores, porque havia vários guardiões dela no balneário.

 

E o que tem sucedido nos últimos 20 anos? O oposto disto tudo. Só muito recentemente voltámos a ter um conjunto de jogadores que forma uma “espinha dorsal” com pelo menos quatro anos de clube (mesmo assim são só três: Luisão, Petit e Nuno Gomes). No entanto, a quantidade de jogadores que entra e sai (alguns deles cuja “qualidade” nos irá fazer dar voltas nos nossos túmulos) é vergonhosa. Qualquer um veste hoje a nossa camisola. Os contratos com treinadores deixaram de ser respeitados. Há quantos anos não temos um treinador com, pelo menos, duas épocas inteiras seguidas? Há treinadores que nos desrespeitam, fazem chantagem e batem com a porta, e nós vamos tentar buscá-los dois anos depois. Não nos fazemos respeitar nos órgãos próprios e a nossa voz não é ouvida quando somos prejudicados. Aliás, nos últimos tempos nem sequer temos essa “voz”. Não vou continuar, porque os exemplos são infindáveis.

 

Eu quero um Benfica que regresse à grandeza de antigamente e à forma como nessa altura se faziam as coisas. Que não utilize os jogadores e treinadores como junk-food, que serve para matar a fome, mas no fundo faz mal. Eu quero um Benfica que não dispense um João Pereira para ir buscar um Luís Filipe ano e meio depois. Eu quero um Benfica que se lembre que há não muito tempo teve um Harkness, um Escalona, um Pesaresi e um Cristiano antes de pensar em não renovar com um Léo. Eu quero um Benfica que perceba que os ordenados de um Butt e um Zoro eram mais úteis se servissem para aumentar um Simão. Eu quero um Benfica que não contrate jogadores e seis meses depois os mande embora. Eu quero um Benfica que planeie as coisas a tempo e horas e não ande ao saber das marés dos resultados, contestações, imprensa hostil, empresários, etc. Eu quero um Benfica que saiba que para se construir uma grande equipa é preciso tempo, que não nos prometa todos os anos que “este é que é” ao mesmo tempo que contrata uma dúzia de novos jogadores. Eu quero um Benfica sólido que esteja imune às turbulências naturais que os nossos adversários nos tentam provocar. E esse Benfica foi o Benfica que desde sempre existiu, foi o Benfica que os nossos antepassados construíram e que tem vindo a ser destruído de há 20 anos para cá.

 

Com quem ou quando não sei, mas é urgente que “este” Benfica volte o mais rapidamente possível. Sob pena de entrarmos num marasmo e numa espiral negativa impossível de sair.

por S.L.B. às 04:25 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Segunda-feira, 28.01.08

Lata

Artigo do jornaleiro Carlos Pereira Santos n'A Bola de hoje:

"O País andava numa tristeza lamentável, farto das cambalhotas do ministro da Saúde, cansado de se rir com os tiques de honestidade exclusiva por parte da oposição. principalmente do ar snob do príncipe laranja da marginal de Gaia, até que... o Benfica foi a Guimarães e livrou-se da pressão, com uma excelente primeira parte e uma bomba de Cardozo (e vá lá saber-se porque é que o Tacuara só joga de vez em quando. Alguém sabe...). A vitória implacável do Benfica ressuscitou a alegria a seis milhões, mas teve ainda o mérito de reanimar o presidente do clube, Luís Filipe Vieira. Enfim, há que perdoar a frágil identificação que ele tem com a língua portuguesa - calinadas quem as não dá?[...]

O glorioso LFV falou de novo, levado pelos ventos que sopram em Alcochete, na nova casa do Benfica. Para se queixar, exactamente, das arbitragens. Irritou-se porque diz que em Guimarães o que fizeram a Rui Costa foi um atentado. Lá está, um dos méritos desta vitória do Benfica é ter colocado de novo o País a rir sem ser por causa destas coisas da política.

LFV, o glorioso, andava sossegado ou preocupado. A vitória abriu-lhe uma porta para falar da arbitragem, embora se tenha esquecido, por exemplo, do jogo da Amadora para a Taça da Liga. Mas um lapso de memória, quem não tem? É deixá-lo falar, porque o povo merece rir."



É preciso ter lata. Ou melhor, é preciso não ter mesmo vergonha nenhuma na cara para se escrever isto. LFV falou de arbitragens, por acaso num evento com benfiquistas, e para benfiquistas, fazendo apenas algo que os próprios benfiquistas já reclamam há muito tempo, dadas as proporções grotescas que a coisa começa a tomar. Foi precisa uma vitória para que LFV visse uma porta ser-lhe aberta para falar de arbitragens? Essa porta já está escancarada há muito, muito tempo! Difícil mesmo é não falar de arbitragens depois de se perderem jogos e pontos às custas de habilidades das mesmas. Difícil é ficar-se em silêncio a seguir a um autêntico assalto como o que foi perpetrado em nossa casa, na última jornada, por um sócio de um clube que, sem dúvida, está habituado a rir muito com estas coisas das arbitragens. E
claro que num artigo destes a menção ao jogo da Taça da Carochinha - que eu, como todos os benfiquistas, soube no preciso momento em que o penalti inexistente foi assinalado a nosso favor que isso seria utilizado até à exaustão ao longo de toda a época como cavalo de batalha contra o Benfica - não poderia faltar. Como se confirmação fosse necessária do móbil do artigo.

O 'país' que eventualmente se estará a rir com isto, sem dúvida boçal e alarvemente, já o deve estar a fazer há muito tempo, que para esse país devem ser muito divertidos os autênticos compêndios de arbitragem a que o Benfica tem sido sujeito semana sim, semana sim. E de certeza que nesse país se incluirá o próprio Carlos Pereira Santos, juntamente com a corja de jornaleiros que escrevem artigos destes. E vá lá saber-se porque é que eles só escrevem artigos destes de vez em quando. Alguém sabe...
por D`Arcy às 13:24 | link do post | comentar | ver comentários (35)
Domingo, 27.01.08

Cardozaço

Foi sofrida, sim senhor. Mas nem por isso menos merecida, a nossa vitória desta noite. E o sofrimento só acaba por lhe dar um sabor ainda melhor, particularmente quando ficamos com a sensação de que não foram apenas os jogadores do Guimarães os adversários que estiveram hoje a defrontar-nos dentro do campo.

Novamente a alinhar em 4-2-3-1, com o Cardozo na frente, o Benfica teve uma entrada em jogo inesperadamente forte. A equipa apareceu muito personalizada, com grande espírito de entreajuda, e a pressionar o adversário. Resumindo, apareceu com a atitude que os adeptos reclamam, e que tem andado ausente nos últimos jogos. E cedo essa diferença de atitude foi recompensada com um cardozaço. Finalmente o paraguaio marcou um daqueles livres que muitos de nós andámos a ver no YouTube, e só espero que isto signifique que o vão passar a deixar tentar marcar livres mais vezes (estão a ouvir, Petit e Rui Costa?). Ao contrário de outras ocasiões, a equipa não abrandou após o golo, e manteve a mesma atitude. Como resultado disto, o Guimarães pouco se viu durante o primeiro tempo, e foi o Benfica quem voltou a marcar, ainda antes da meia-hora. Numa iniciativa pela esquerda o Di María não desistiu de uma bola que parecia perdida, ultrapassou dois adversários e, já dentro da área, assistiu de trivela (não é exclusivo de ninguém, embora às vezes até pareça) para um golo fácil do Maxi Pereira, que fixou o resultado com que se atingiu o intervalo. Nesta altura, estando eu agradavelmente surpreendido com o que vira durante o primeiro tempo, não pensei que o Benfica viesse a ter grandes dificuldades para vencer este jogo.

Infelizmente, tal não aconteceu. Primeiro houve a lesão do David Luíz, que obrigou à entrada do Nuno Assis e ao recuo do Katsouranis para central. Depois houve a entrada do Guimarães na segunda parte, que foi muito forte e nos empurrou para junto da área. Apesar da boa vontade do Maxi, notou-se a ausência do Katsouranis no auxílio ao Petit, e perdemos o controlo do meio-campo que tínhamos na primeira parte. Foram uns vinte minutos muito difíceis, agravados com o golo do Guimarães após quinze minutos, mas a verdade é que após o golo o ímpeto do Guimarães foi diminuindo, e foi-nos sendo um pouco mais fácil ir reequilibrando o jogo, e manter a bola longe das imediações da nossa área. De tal forma que se chegou a um ponto em que o Guimarães optava por despejar a bola lá para a frente em todos os livres que iam conquistando com o beneplácito do árbitro, na esperança de criar perigo, mas foi sem grandes sobressaltos que o tempo se foi escoando. O Camacho até surpreendeu na altura das substituições, mantendo o Cardozo em campo, e foi recompensado com o golo da tranquilidade já em período de descontos, tendo o mesmo Cardozo aproveitado uma asneira do guarda-redes Nílson (e foi muito bem-feito, porque desde a célebre eliminatória da Taça em que fomos gamados e eliminados pelo Guimarães na Luz graças a um golo irregular que eu tenho um pó enorme a esta criatura - ainda me lembro do número de vezes que ele simulou estar lesionado durante esse jogo para queimar tempo).

Não vou mencionar melhores ou piores, porque esta noite gostei do Benfica como equipa. Vou apenas agradecer ao Cardozo os dois golos, e a infinita paciência que tem, porque passar jogos como ele passa, isolado na frente e a sofrer todo o tipo de faltas dos defesas sem serem assinaladas seria o suficiente para qualquer pessoa normal perder a cabeça. Treze golos já lá estão, e continuo, como desde o início da época, a achar que muitos mais se seguirão. Parabéns também ao Nuno Assis pela boa entrada em jogo - houve períodos em que foi importantíssimo a segurar a bola e a refrear os ânimos do Guimarães, numa autêntica demonstração de futebol trapattoniano.

Aquilo que acabou por mais me irritar mesmo durante o jogo foi a arbitragem. O ror de asneiras foi tal que seria possível fazer um post inteiro sobre esse assunto, mas não gosto de perder tempo com isso. Eu considero o João Ferreira um árbitro muito fraco, mas há coisas que já são difíceis de justificar apenas com aselhice. Depois da arbitragem do Paulo Costa contra o Leixões, espero que isto não seja uma tendência a manter. Eu até acho que onze pontos já são suficientes para descansar, por isso a agenda neste momento já deve ser outra.

Esperemos então que esta difícil vitória possa ser, de facto, um prenúncio para o tal fugidio 'ciclo de grandes vitórias'.
por D`Arcy às 04:08 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Sexta-feira, 25.01.08

Substituir o treinador resolverá os problemas?

Na sequência deste post, em que as discussões sobre o treinador estão muito centradas na pessoa do Camacho, gostaria de colocar a questão (ou questões), sobretudo para os que defendem a sua saída, nestes termos:
1. haverá critérios bem definidos para a escolha do treinador?
2. haverá uma planeamento sobre qual deve ser o trabalho desse mesmo treinador, ao longo do contrato, e de quais as suas competências e objectivos a atingir?
3. estará o Benfica preparado para acolher um novo treinador, novos métodos de trabalho e que provavelmente fará algumas exigências à direcção para que possa cumprir os seu plano (a alternativa seria um treinador que não coloque quaisquer condições...)?
4. estará o Benfica preparado para dar continuidade ao trabalho positivo de um treinador, mesmo após a sua saída?

25 de Janeiro

Hoje é uma das datas mais marcantes para o Benfica.
Nesta data, no ano de 1942, nascia, no bairro da Mafalala, em Lourenço Marques (hoje Maputo), Eusébio, o melhor jogador português de todos os tempos.
Nesta data, no ano de 2004, perecia, no hospital de Guimarães, Miklos Fehér.

Por coincidência (ou quase...), amanhã o Benfica desloca-se a Guimarães, ao mesmo estádio onde Miki Fehér, em pleno jogo, caiu por terra inanimado mergulhando num sono profundo do qual não mais acordaria.
Do actual plantel, poucos são os que estavam presentes nesse trágico dia. Mas curiosamente, o treinador é o mesmo.
Recordo também a forma como esse momento marcou a equipa. O grupo ficou mais unido e o desempenho da equipa melhorou até ao final da época.

Gostava que este conjunto de factos levasse o treinador e jogadores a reflectirem sobre o passado recente e que essa reflexão contribuisse para que amanhã, em Guimarães, os jogadores que entrarem em campo saibam honrar o clube de sempre de Eusébio e que viu partir Fehér.
Quarta-feira, 23.01.08

Eu defendo o José António Camacho.

Vamos despedir o Camacho!

Porquê? Porque o homem é um primário em termos tácticos. Obviamente que o homem é um primário em termos tácticos. Não diz 'basculação' defensiva, não diz compensação ofensiva, não dá confianças torpes à imprensa, não sabe falar de futebol como o Freitas Lobo e até o Vasconcelos (que não é um comentador primário) já exigiu a sua demissão. E se o Vasconcelos diz que o gajo é primário, eu até penso no assunto durante uns segundos. Em suma, o Camacho é um básico.

O Camacho não salta no banco como saltava. Não grita como gritava. Não ganha como ganhava. Aliás, tudo o que ele fez no Benfica: perder dois campeonatos contra o Porto de Mourinho e da fruta; ganhar uma Taça de Portugal ao Porto do Mourinho e da fruta; deixar a base de uma equipa que foi campeã com Trapattoni… Tudo isto foi feito por obra e graça do Veiga ou terá sido por obra e graça do Fernando Santos? Ou do Vasconcelos? Ou da Nau Catrineta? Foi certamente por mérito de um deles, mas do Camacho não. Porque o Camacho só sabe gritar com os jogadores, dizer banalidades aos jornalistas e coisas que não agradam aos directores do Benfica.

O Camacho seria bom treinador, um conhecedor profundo do futebol profundo, se esticasse o pescoço e ajeitasse a goela nas conferências de imprensa ou se fosse a jantaradas com jornalistas e comentadeiros de canais televisivos e radiofónicos. Mas não vai. O malandro insiste em escolher as companhias para jantar. Não sei bem os motivos, mas obviamente que o Camacho não serve para o Benfica. Toda a gente diz isso, portanto deve ser verdade.

O Benfica joga mal? Joga. O Benfica não evolui? Não. O Benfica tem um bom plantel? Há quem diga que tem… ok, tem. O Benfica tem um plantel escolhido pelo actual treinador? Não. O Benfica tem um plantel melhor do que o do ano passado? Não. O Benfica tem o Luís Filipe, tem o Zoro, tem o Edcarlos, tem o Butt, tem o Simão (desculpem, enganei-me neste último) e tem o argelino que o treinador não conhece. O Benfica não tem o Simão (agora acertei), não tem o Miccoli e não tem o Karagounis da época passada. Também não tem o Miguel, o Tiago, o R. Rocha ou o Giovanni que o Camacho cá deixara. Mas isso é de somenos. Qualquer clube em Portugal vive bem sem três ou quatro destes jogadores banais, quando os mesmos são substituídos por futebolistas maduros e prontos para assumirem responsabilidades num clube que quer ser campeão (o Adu, o Di Maria e o Cardozo).

Quando Camacho assumiu a equipa na segunda jornada de uma pré-época mal alinhavada e de uma época mal parida o que é que o comum dos adeptos pedia? Que fôssemos campeões com um plantel desequilibrado e feito à medida do tacticamente genial Fernando Santos? Era isso? Muito bem, para isso seria necessário o Mourinho e a fruta. Mas não! Veio o Camacho sem fruta e, mais uma vez, sem que por parte da Direcção assumam as promessas que lhe fizeram em Setembro. Assim, a culpa desta trapalhada toda é do… Camacho. Mas isto não é argumento. Mas isso não é importante. Qualquer gajo que não seja primário na elaboração táctica sabe que essa coisa das pré-temporadas e das planificações da época não são importantes. São em Agosto, e em Agosto importante é a temperatura da água do mar…

Deste modo, o gajo que é primário e é espanhol deve ser despedido já. Porque tudo o que for aquém do despedimento é branquear o seu primarismo e incompetência. É óbvio! Um excelente treinador seria campeão até a jogar com o Butt, o Luís Filipe, o Zoro, o Mantorras, o emplastro, o Saci Pereré e a Alexandra Solnado na equipa principal. Mas Camacho não é um excelente treinador. Um excelente treinador custa muito dinheirinho. Muito mais do que aquele que temos. Custa a massaroca que se paga por um Capello ou um Eriksson ou um Mourinho. Dentro do que é possível ter, Camacho é apenas uma boa solução. Há algumas soluções mais baratas: o Luís Campos, o Faquirá, o Cajuda, o Paulo Bento, o labrego de Mirandela, o gajo do Fátima, o brasileiro do Sertanense, o brasileiro da Selecção (será?) e todos os outros que têm feito um grande trabalho entre Moreira de Cónegos e Olhão. Todos esses, muito bons e baratinhos, devem ser melhores do que o Camacho que, diga-se, nem tem currículo. Entre o Mota do Paços de Ferreira com o seu eterno boné e o Camacho com o suor no sovaquito, obviamente que deve vir o génio que se sabe proteger do Sol.

Assim, depois de muito do que tenho lido, verifico que a solução para o Benfica é não branquear a incompetência do Camacho e, em justa medida, despachá-lo. Eu e mais alguns como eu, que somos primários e não gostamos de espanhóis, defendemos que o melhor é manter este espanhol como treinador do Benfica. Mas não se preocupem: eu não tenho razão alguma no que defendo, porque o Benfica está a perder jogos e essas coisas todas.

por Pedro F. Ferreira às 20:24 | link do post | comentar | ver comentários (100)

O nosso plantel não presta!

Ao que parece, a julgar pelas opinões circulantes de jornalistas, comentadores, bloguistas, adeptos e até responsáveis da equipa, o nosso plantel não presta!  Precisamos é de reforços! 

 

Esta semana, temos o Bynia e o Zoro na CAN.  O Luisão foi chamado à selecção do Brasil, Maxi Pereira e Rodrigues à do Uruguai.  Di Maria foi chamado pela primeira vez à selecção olímpica da Argentina (substituindo Leo Messi, e juntando-se a um impressionante lote de jogadores - Higuain, Mascherano, Riquelme...).

 

Pois é.  O plantel é mesmo mau.  O treinador e responsáveis, coitados, são excelentes e fazem o que podem, mas com um plantel destes, o que fazer?  Encolher os ombros e olhar para o chão, a fingir que não é nada com eles...

 

Precisamos é de reforços!  Sempre!  Há anos que precisamos é de reforços!  E depois os reforços chegam e precisamos ainda de mais reforços!  Sempre!

 

Porque, claro, o plantel não presta...

por Artur Hermenegildo às 10:05 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Terça-feira, 22.01.08

E assim se lava dinheiro!

Li uma noticia do clube do norte que dizia o seguinte:

 

A SAD «porconhenta» adquiriu os 9 por cento do passe de Ricardo Quaresma que pertenciam ao fundo First Portuguese Football Players Fund, bem como a totalidade dos passes de Paulo Machado, Ivanildo e Vieirinha, investindo para o efeito 1,7 milhões de euros.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Porcos– Futebol, SAD anuncia que a operação implica «a cessão do contrato de associação de interesses económicos que consubstanciou uma parceria estratégica de investimento em direitos desportivos e direitos de imagem de jogadores de futebol».
O documento explica que o acordo prevê «a recompra da percentagem dos passes detida pelo Fundo, dos jogadores Ricardo Quaresma (9%), Paulo Machado (16,7%), Ivanildo (16,7%) e Vieirinha (16,7%), pelo valor global de 1,7 milhões de euros».

E assim se lava dinheiro...fazendo-o circular, comprando e vendendo parte de passes de jogadores sempre entre as mesmas pessoas.

 

O Fisco vê alguma coisa?? Não, para quê?! E depois há Pepes a serem vendidos por 30 milhões... e é tudo normal, tudo normal, até que em Espanha se começaram a levantar questões...

 

Mas o pior e no que toca ao clube dos Porcos são todas as questões para as quais deveria haver respostas claras mas que  não passam de meras perguntas de retórica.

 

p.s: Se o Bagão se candidatar, até tem o meu voto... mas para isso tenho de ver quem vai com ele para lá.

Segunda-feira, 21.01.08

As eleições e a oposição ao Luís F. Vieira.

As eleições no Benfica já não estão longe. Muitos são os que se colocam a jeito, mas poucos são os que têm apoios e credibilidade para serem candidatos dignos desse nome.

Há um candidato que se vem alinhando com nomes que garantem viabilidade financeira e desportiva. Tudo se encaminha para que seja um candidato capaz de destronar o actual presidente. Espero que, desta vez, não haja medo de assumir uma candidatura.

A única parte aborrecida é ter de ver o António Castro confrontar-se com a lista que terá como trunfo o Manuel César. É que o António Castro até simpatiza com o Manuel César, mas o Manuel César insiste em fazer o jogo de quem tem a sentença lida.

De toda a informação que recolhi, só não tenho a certeza de quem será o homem forte para o futebol (não falo do treinador) que surgirá na lista do António Castro, mas tudo indica que seja o Manuel de Jesus.

 

[agora, caros jornalistas que parasitam blogues, fazei o vosso trabalho e descobri (é fácil) de quem se fala neste post (os nomes já lá estão). De hoje a uns tempos, veremos com quantas fontes se faz uma notícia]
por Anátema Device às 21:35 | link do post | comentar | ver comentários (46)

Carta Aberta aos jogadores do Benfica

Caros jogadores do meu Sport Lisboa e Benfica

 

 

O que se passa convosco?

 

Há muito que andava para vos perguntar isto.  Todas as equipas têm fases menos boas, mas para além das questões técnicas vocês transmitem aos adeptos uma sensação de falta de união, falta de alegria de jogar e de motivação que é preocupante.

 

Por isso volto a perguntar: o que se passa convosco?  Onde está a equipa do jogo com o Milan, de Copenhaga, da Ucrânia, dos 6-1 ao Boavista, a equpa mais rematadora da Champions, a equipa que lutava até ao último segundo de jogo, essa equipa que se adivinhava que com o tempo poderia vir a ser grande e desde há um ou dois meses para cá parece andar ausente?

 

Estão desmotivados?  Porquê?  Não é motivação suficiente estarem num clube como o Benfica, lutarem pelo título nacional, estarem em competição ainda na Taça de Portugal e na Taça UEFA?  Não é motivação suficiente a história e pergaminhos do Clube, e mais ainda a sua realidade actual, vivida dia a dia pela paixão de milhões de adeptos?  Se não é, olhem, mais vale irem-se embora.

 

Há problemas no grupo?  Nem sempre se entendem com o treinador?  Há alguns de entre vós que minam a coesão do grupo?  A liderança nem sempre é exercida de forma a ser aceite?

 

Meus amigos, é a vida!  Isso acontece a todos nós, a uns mais do que a outros, numas alturas mais do que noutras.  Não há mundos perfeitos, nem pessoas perfeitas, nem grupos perfeitos.  É para isso que existem profissionais bem pagos, para terem a maturidade, experiência e sentido profissional que lhes permita ultrapassar os problemas e obter elevado rendimento apesar dos problemas.  No mundo de hoje, ser profissional de futebol não se esgota só na habilidade para “jogar à bola”.  É na capacidade de superação das dificuldades que se faz a diferença.

 

Todos vocês são adultos.  Há problemas?  Falem uns com os outros, falem com os vossos  capitães, com o treinador, com o presidente.  Resolvam os problemas, ou pelo menos impeçam-nos de ser um bloqueio aos bons resultados.

 

Desafio cada um de vós a fazer uma auto-crítica e a pensar se, dia a dia, faz tudo o que pode fazer em prol do grupo e dos seus objectivos.  Eu sei que não é fácil; além dos objectivos de grupo cada um de vós tem objectivos individuais, de performance, de carreira, de sucesso financeiro.  Mas tem de haver forma de conciliar as coisas.

 

O conflito faz parte de qualquer grupo, têm de perceber isso.  Não se pretende que um grupo profissional de vinte a tal homens feitos seja constituído só por “grandes amigos”, como se ainda fosse uma turma de liceu.  O que se pretende é ter um grupo de profissionais focados em objectivos e capazes de colocar de lado os seus “egos” em prol desses objectivos.  Porque no futebol só há sucesso individual se houver sucesso colectivo.

 

Não sei se algum de vocês lerá esta “carta aberta”, mas ela aí fica.  Pensem no que vos digo acima, que nem sequer será novo para muitos de vós. 

 

Pensem que cada um de vocês ganha num mês o que a esmagadora maioria dos adeptos que vos apoia não ganha em anos.  É vosso dever retribuir esse apoio.

 

Pensem que podem ficar ligados a uma bonita História de um Clube Glorioso.

 

E sobretudo, pensem que o dever de um profissional é dar o melhor de si em prol do grupo de trabalho.  Sempre.

 

Um abraço a todos.

por Artur Hermenegildo às 11:25 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Sábado, 19.01.08

Q.B.

Uma exibição q.b. para vencer o Feirense e marcar presença na sexta eliminatória da Taça de Portugal. Mas quando classifico a exibição do Benfica de 'q.b.', não quero ocultar que ela foi fraca. De facto, chegou mesmo a ter momentos confrangedores na segunda parte, e o motivo principal pelo qual foi suficiente para vencer o adversário desta tarde foi mesmo porque este Feirense que se apresentou hoje na Luz é muito, muito mau.

Mesmo sendo o jogo contra uma equipa da Liga Vitalis, não foi por isso que o começámos com dois pontas-de-lança. Em vez disso jogámos com um meio campo reforçado, em que o Di María fazia as despesas do lado esquerdo, enquanto que o lado direito ficava alternadamente entregue ou ao Maxi, ou ao Nuno Assis. Desde cedo que foi possível assistir a uma verdadeira asa direita dos infernos. Basta imaginarmos o grupinho Luís Filipe/Maxi Pereira/Nuno Assis encarregue desse lado para se ter uma ideia - digamos que em vez de progredirmos no terreno por esse lado, o resultado mais comum era mesmo acabarmos com a bola mais atrás do que tinha começado. O Luís Filipe em particular revelou estar em tarde de grande acerto: cada cruzamento tentado acertava sempre no defesa (parado, de costas voltadas, e com uma perna estendida) à frente dele. Mesmo depois do Rui Costa ter ido até ao lado direito mostrar como se fazia (quando o outro estendia a perna ele puxava a bola para dentro), o festival de tiro ao boneco continuou. O Feirense até se apresentou na Luz com boas intenções, mas era por demais evidente o respeito e até o medo que os seus jogadores tinham. Bastava que o Benfica pressionasse um pouco para que na defesa tremessem por todos os lados, chutassem bolas para onde estivessem virados (por duas vezes estiveram perto do autogolo, e vi um desgraçado, na ânsia de aliviar a bola, chutá-la contra as costas de um colega que estava ali a um metro dele - claro que por essa altura os jogadores do Benfica já se tinham desinteressado do lance, e portanto não aproveitaram a bola que ficou solta no meio da área). Claro que, vendo isto, o que o Benfica fez foi pressionar o menos possível o adversário, que hoje os nossos rapazes não estavam cá para incómodos desses.

O domínio do Benfica, mesmo sem deslumbrar, foi quase total na primeira parte. O desacerto na finalização também. Muito por culpa do Rui Costa, que era quem levava a bola para a frente com mais cabeça, foram diversas as vezes que o Benfica rondou a baliza adversária, mas as intervenções do guarda-redes e defesas adversários, muitas vezes em desespero de causa, ou a aselhice dos nossos jogadores foram mantendo o resultado em branco. O mais perto que estivemos de marcar foi num remate do Katsouranis à barra, que depois levou a bola a cair muito perto da linha de golo. De qualquer forma, dada a tendência do jogo, parecia ser apenas uma questão de tempo até que a bola finalmente entrasse, pelo que a minha preocupação ao intervalo não era muita. Assim que o apito soou para que os jogadores recolhessem aos balneários, foi possível verificar que o Cardozo e o Adu iriam entrar logo a seguir ao intervalo.

Entraram para os lugares do Maxi Pereira (mais um jogo para esquecer, rivalizando com o Luís Filipe em termos de qualidade de jogo) e do Di María (muito inconsequente, embora também seja verdade que o Benfica jogou muito pouco pelo seu lado, preferindo explorar a asa direita dos infernos). O Benfica passou a jogar em 4-4-2, mas não sei dizer se isto foi bom ou mau. É que por um lado não demorou muito até que o recém entrado Cardozo abrisse o marcador, num remate de pé direito a aproveitar uma bola solta na área
(mas que patetice foi aquela de atirar a camisola para a bancada, o que lhe valeu um amarelo, e depois ainda teve que ficar à espera que lhe trouxessem outra camisola para poder reentrar em campo?). Mas por outro lado a exibição do Benfica caiu a olhos vistos na segunda parte. Depois do golo muitos dos nossos jogadores pura e simplesmente fecharam a loja, e resolveram deixar o tempo correr. Epá, eu tenho que me perguntar que raio de brio é que alguns daqueles tipos têm, que admitem tirar o pé do acelerador assim que se apanham em vantagem sobre o Feirense, e deixam o adversário jogar quase à vontade em nossa própria casa. O que nos valeu foi que, como disse antes, este Feirense foi muito mauzito, e raramente soube o que fazer, compensando apenas em abnegação e entrega aquilo que lhe falta em qualidade. Mesmo com os esforços titânicos dos inevitáveis Edcarlos (isolou um adversário, valendo-nos a lentidão deste e a corrida do Luisão para fazer a dobra) e Luís Filipe (perda de bola em zona proibida, seguida de asneira do Butt ao largar o remate do adversário, deixando dois adversários de baliza escancarada para o golo - que eles fizeram o favor de falhar), o Feirense não conseguiu marcar, o que não merecia dada a falta de qualidade mostrada, mas que até seria um castigo justo para a exibição sem garra da segunda parte.

O melhor em campo foi o Rui Costa. Sem discussão possível. Foi o único que jogou sempre com muita cabeça, quase não falhou passes, foi virtualmente impossível de desarmar pelos adversários, e fez sempre o Benfica jogar para a frente. Menos mal também o Luisão (embora um tanto ou quanto desastrado nos passes longos) e o regressado Katsouranis. Jogo esforçado também do Nuno Assis na segunda parte. Quanto aos piores, acho que já bati o suficiente no ceguinho. Mas digo desde já que me recuso a acreditar que o Moreira não seja melhor do que aquilo que o Butt mostrou esta tarde.

Como aquela exibição na segunda parte me desgostou, resolvi acabar a tarde a ver atletas do Benfica que defendem com garra e brio as nossas camisolas, e fui ver os rapazes do nosso hóquei vencerem a Juventude de Viana por 5-3.
por D`Arcy às 20:05 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Sexta-feira, 18.01.08

Novo ciclo

Há uns dias atrás o nosso presidente disse que o Benfica ia iniciar um novo ciclo positivo.
Devo dizer que essa é sempre a minha esperança, de há mais de 10 anos para cá, mas que sucessivamente acaba por por ser interrompido ou por nem sequer se concretizar.
Na verdade, para começar um ciclo positivo é preciso muito mais do que simplesmente decretá-lo. E o que observo é que os erros do passado continuam a repetir-se no presente, sobretudo no que respeita à gestão do futebol profissional (já que nas camadas jovens têm sido dados passos bastante positivos nos últimos anos - gostaria de acreditar que este "novo ciclo" passa pelo aproveitamento deste trabalho...)

Mas mais do que palavras, interessam os actos. O regresso do Katsouranis aos treinos (que por si só, é positivo, já que ele é um dos nossos melhores jogadores) e o facto de esse regresso ter sido feito na companhia do Luisão, sinal de que os jogadores já fizeram as pazes, é para mim um bom sinal de um novo ciclo.
Aquilo que não mata torna-nos mais fortes, e espero que a resolução do conflito entre Katsouranis e Luisão, ocorrido na deslocação a Setúbal, tenha contribuido para unir o plantel, que é sem dúvida um passo fundamental para que se inicie um novo ciclo. Sem isso, de pouco servirá reforçar o plantel durante este período de "abertura do mercado", se depois a equipa não tiver capacidade para acolher os novos jogadores. O mesmo se aplica à integração de jogadores provenientes das camadas jovens...

Um plantel unido é, quanto a mim, mais importante do que contratar grandes estrelas. Claro que esta união só faz sentido se for transposta para o campo. Tem sido esse o "segredo" das grande vitórias do Benfica e devia ser a primeira preocupação de quem é responsável pelo nosso futebol profissional (mais do que as contratações sonantes, embora ter bons jogadores também ajude!). Espero, portanto, que este regresso do Katsouranis represente, de facto, o início de um novo ciclo. Até porque é um bom jogador que fica!

Selecção de Sub-21 no site do SLB

Foi divulgada a convocatória para a selecção de sub-21.  O site do SLB traz a notícia com o título "Três do Benfica nas escolhas de Agostinho Oliveira".

 

Leio a notícia e confirmo, estão convocados André Carvalhas, Miguel Rosa e Rubem Lima.

 

Mas ao ver a lista detalhada dos convocados, lá estão também: Aves - Miguel Vítor e Romeu Ribeiro.

 

Será que o escriba do nosso site ignora que estes dois jogadores também são do Benfica?  Se sim, o que está lá a fazer?  Se não, porque não o diz?

 

Já chegam os jornais e sites ditos "generalistas" para diminuir a importância de tudo o que diz respeito ao Benfica.  Agora o nosso site também, já me parece demias.

 

A boa notícia para nós é que temos cinco jogadores na selecção de sub-21.  A nossa formação também começa a dar frutos.

 

por Artur Hermenegildo às 10:25 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Terça-feira, 15.01.08

Campeonato Nacional de Blogs

Este post é mais para os restantes membros da equipa da Tertúlia.


O Campeonato Nacional de Blogs é um passatempo organizado pelo blog Bola na Rede B. As regras são simples: escolhe-se um onze para cada jornada, que alinha em 4-4-2, e os golos marcados pelos jogadores que fizerem parte do onze por nós escolhido contribuirão para o total de golos marcado pela nossa equipa. O mesmo se passa com o nosso adversário nessa jornada, e quem somar mais golos vence o desafio. Há mais umas regras básicas, mas não estou para me chatear a explicá-las. Se quiserem, consultem o link que deixei. O Boloposte teve a simpatia de convidar a Tertúlia para participar neste passatempo, e eu aceitei.


Claro que imediatamente me auto-atribuí o cargo de treinador da nossa equipa mas, como é óbvio, qualquer dos membros da Tertúlia, se assim o desejar, pode juntar-se à equipa técnica e mandar os seus bitaites para a constituição do nosso onze para a próxima jornada. De uma forma completamente ditatorial, decidi que um onze que representa a Tertúlia Benfiquista não poderia conter quaisquer 'estrangeiros' provenientes de localizações pouco recomendáveis, e como tal nenhum jogador da lagartagem ou da andradagem tem lugar na nossa equipa. Se não estão de acordo com esta regra, então convoquem uma Assembleia Geral e obtenham uma maioria qualificada de dois terços para a revogar. Caso contrário fica como está, nem que essa opção nos arraste para as profundezas da tabela classificativa. Integridade acima de tudo!


A primeira jornada deste passatempo já se realizou. Com a imparcialidade que sempre me caracterizou, achei que o onze mais equilibrado para a equipa da Tertúlia seria este: Quim; Nélson, Léo, Luisão e David Luíz; Petit, Rui Costa, Maxi Pereira e Di María; Cardozo e Nuno Gomes. Julgo que concordarão comigo que estes são sem dúvida os melhores executantes da Bwin Liga nas suas posições. O azar é que na primeira jornada calhou-nos defrontar precisamente a equipa do BnRB, que é quem tem nas mãos o sistema por detrás desta competição. Como tal, o Paulo Costa fez o favor de nos anular um golo limpinho ao Nuno Gomes, e acabámos por ser injustamente derrotados por 1-0. A classificação actual do campeonato, após a realização da primeira jornada, é esta (diz 'Jornada 16', mas foi mesmo a primeira jornada, reclamem com o Boloposte):


Portanto, se os meus digníssimos colegas da Tertúlia estão insatisfeitos com a orientação técnica da nossa equipa, façam o favor de puxar dos lenços brancos e clamarem que conseguem fazer melhor do que o burro que está sentado no banco. As minhas orelhas não são tão grandes como as de outros, mas garanto que ouvirei as vossas sugestões, porque a porta do meu gabinete está sempre aberta. Ainda temos quase uma semana e meia para escolher o onze da próxima jornada.


P.S.- Reforço a ideia de que não será permitida qualquer lagartagem ou andradagem nas nossas equipas. Quem sugerir, por exemplo, um certo sagui acrobata ou um artista de feiras ambulantes para o nosso onze será corrido para fora do meu gabinete a pontapé.


P.P.S.- Já agora, depois alguém que sugira um sítio para passarmos a guardar as vassouras e as esfregonas da Tertúlia. Este espaço agora é o meu gabinete.

por D`Arcy às 22:16 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Coincidência...

Dois dias depois de a equipa de arbitragem chefiada por Paulo Costa nos ter roubado dois pontos no jogo contra o Leixões, um novo "erro" de arbitragem dá a vitória ao guimarães em setúbal e coloca esta equipa a apenas 2 pontos do Benfica (quando deveria estar a 6 sem estes "bónus").

 

Coincidência, claro.  Ou o regresso ao activo sem vergonha de um conhecido "grupo cultural e recreativo" especializado em viagens ao Brasil e visitas guiadas a casas de alterne?

por Artur Hermenegildo às 14:43 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Segunda-feira, 14.01.08

Sepsi

O primeiro reforço do Benfica na reabertura do mercado, o lateral-esquerdo romeno Laszlo Sepsi, foi apresentado hoje. Foi contratado ao Gloria Bistrita, e custou-nos 1,8 milhões de euros.

Apesar de estarem mais ou menos identificadas as posições em que o Benfica está mais carenciado (sendo o caso mais flagrante a posição de extremo direito) parece que a maior urgência foi mesmo arranjarmos mais um prego para o caixão que vão fazendo ao Léo. Mas enfim, é mais um jogador novo, internacional pelas selecções jovens, e cujo valor desconheço, pelo que terei que esperar para ver. Como é óbvio, só lhe posso desejar toda a felicidade no nosso clube.
por D`Arcy às 20:29 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Domingo, 13.01.08

Negativo

Peço desculpa a quem aqui veio com a intenção de ler uma análise ao jogo de ontem à noite. E peço desculpa porque não vou fazê-lo. Não quero escrever sobre o jogo de ontem porque se o fizesse, acabaria por ter que criticar demasiadas coisas. E a mim custa-me mesmo muito falar mal do Benfica. É contranatura, faz-me sentir mal, e eu não quero chegar ao fim deste post a sentir-me ainda pior do que me sinto desde o final do jogo, depois de ter feito o sacrifício de sair de casa no meu estado febril para poder acompanhar a minha equipa ao vivo. Já o tinha dito esta semana a companheiros benfiquistas: ultimamente ando a sentir-me muito desmoralizado em relação ao nosso clube. É como se fosse visível uma certa aura negativa que o rodeia. E no meu caso, essa aura negativa deve-se muito ao facto de me estar a sentir desiludido com pessoas em cuja competência eu me habituei a confiar. O jogo e o resultado de ontem foram acabaram por nem ser uma surpresa, face a esta visão negativa com que estou do nosso clube.

É certo que as coisas poderiam ter sido diferentes. Muito diferentes até, não fosse a arbitragem encomendada do nosso velho conhecido Paulo Costa durante a primeira parte, que teve como ponto alto o roubo (e a utilização do termo 'roubo' em vez de 'anulação' aqui é mesmo intencional; uma coisa é um erro, outra coisa é premeditação, e aquilo ontem não foi erro nenhum) de um golo limpo ao Benfica. Mas este roubo não justifica a paupérrima segunda parte a que assistimos. Se eu me pusesse a falar sobre o jogo, teria que tentar analisar porque razão a equipa não apresentou qualquer táctica no segundo tempo, parecendo completamente ao abandono. Porque é que certos jogadores parecem ter desaprendido a jogar. Porque é que outros parecem ter lugar cativo, sendo que provavelmente o nosso jogador mais inútil ontem à noite foi recompensado com os noventa minutos de jogo, enquanto que um dos que estavam a ser dos melhorzitos foi logo o primeiro a ser substituído. Teria que discutir e contestar cada uma das opções do nosso treinador na altura de fazer substituições, que em nada contribuíram para melhorar as coisas, antes pelo contrário. Teria que preocupar-me com o crescente divórcio entre os adeptos e a equipa (já nem 30.000 espectadores aparecem para ver um jogo). E isso são temas que, sinceramente, não me apetece aprofundar. Pelo menos não hoje.

Resta-me continuar a fazer fé que as coisas vão melhorar. Aliás, no ponto em que estão, piorar é difícil.
por D`Arcy às 14:06 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Uma história simples.

Lá fui ao nosso Estádio ver mais um jogo do nosso Benfica. Além do grupo que costuma ir, levei também o Afonso, que tem 10 anos e é um grande benfiquista. Já dou comigo a cumprimentar os meus colegas de bancada que têm residência fixa nas imediações da minha residência fixa. Somos sempre os mesmos resistentes. Cheios de fé, fazemos aquele sorriso cúmplice e esperançoso no início, fazemos aquele encolher de ombros que esconde todos os impropérios que nos vão na alma no final. Não é resignação, é a boa educação.

No início do jogo ainda vibrei com umas quantas jogadas. Vi claramente visto que nos roubaram um golo limpo (o Nuno Gomes não estava fora de jogo). Depois, entusiasmei-me moderadamente com a exibição. Em seguida vi o árbitro apitar um penálti que se transformou num livre indirecto. Liguei o rádio, na Antena 1 (a gravação deve existir) o tal labrego das azias eternas disse que o árbitro se enganara; que a falta começara fora da área mas que, segundo as novas regras, a falta deve ser marcada no local onde acaba a infracção e não no local onde esta começa.

Chegou o intervalo. Aplaudi os nossos e assobiei o árbitro. Vim para o interior da bancada, afastei-me do Afonso que apenas tem 10 anos e não deve ouvir os impropérios que disse sobre o árbitro quando telefonei ao S.L.B. para desabafar sobre o nojo de arbitragem que estava a ver. Encontrei o Superman Torras e dissemos mal do árbitro. Voltei para o meu lugar mais aliviado e disse mal do árbitro para os vizinhos. Liguei o rádio e ouvi o tal gajo que até no tom de voz tem azia a dizer que o árbitro decidira correctamente no lance do penálti sobre o Léo. Decididamente, o estafermo da azia merece um resto de vida cheio de comichão no ânus.

Começou a segunda parte. Bocejei, vi as horas, pensei no jantar. Estava convencido de que marcaríamos. Não marcámos, mas falhámos golos suficientes para ganhar. Ainda pensei que o Petit arrumasse com aquilo nos descontos… mas não.

Acabou o jogo. Daqui a uns quinze dias lá estarei no meu lugar a sorrir cheio de esperança para os meus colegas de bancada. Até lá, há que sofrer, fazer a catarse de um pesadelo desportivo, entreter-me com a especulação do costume e encontrar algures em mim motivos para ainda ter esperança de que esta época é mais do que uma sucessão de equívocos. O jantar foi agradável e o Afonso, que tem apenas 10 anos, continua cheio de orgulho em ser sócio do Glorioso.

 

[quem quiser análises ao jogo, vai ter de esperar pela crónica do D’Arcy]

por Pedro F. Ferreira às 00:32 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Sexta-feira, 11.01.08

Teoria da Evolução

 

Já vi o Rui Costa "Adepto" e o Rui Costa jogador. Pura classe. Agora tenho o sonho de o ver como Presidente.

Espero que quando o Rui chegar ao patamar mais alto dentro da orgânica do nosso Benfica,que faça jus a toda a classe que nos tem habituado dentro e fora dos relvados, e que engrandeça ainda mais o nosso clube.

 

Com a pura classe á qual nos habituou a todos, hoje  falou assim de um assunto  que já se estava a tornar nauseabundo...

 

 

por Cantona às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quarta-feira, 09.01.08

Ridículo


Quer dizer, neste campeonato já assistimos a agressões e cotoveladas, entradas assassinas, e muitas delas ficaram por punir. E agora a Liga decide instaurar o primeiro sumaríssimo da época ao Katsouranis, por causa de um pirete? Mas que patetice é esta?

É pena que não estivessem com tanta atenção, por exemplo, ao jogo do Setúbal com o Porto, antes da visita deles à Luz.
por D`Arcy às 00:04 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Terça-feira, 08.01.08

Luisão e Katsouranis

Aprendi com quem sabe ensinar que quando uma corda se parte a atitude sensata é a de tentar que ela se una dando-lhe nós mais fortes.
Esta é a pedra angular de uma boa liderança: transformar algo que fragmenta um grupo em algo que lhe confere uma solidez até então não conhecida. Para que isto seja possível são necessários dois elementos: ter a capacidade de não deitar a corda fora e ter as duas pontas da corda em condições para que se lhes possa fazer uns nós mais fortes.
O caso de indisciplina verificado na última jornada tem culpados: os futebolistas, um deles em particular. Mas este mesmo caso também está a ter, por parte de quem lidera, o tratamento adequado.
Resta saber se uma das partes vai continuar a insistir em ser uma ponta solta.
por Pedro F. Ferreira às 00:10 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Segunda-feira, 07.01.08

O incidente

Dois jogadores do Benfica envolveram-se numa discussão pública durante um jogo.  Inadmissível?  Sim.  Uma vergonha?  Também.

 

O que aconteceu não devia ter acontecido, mas não podemos apagar o passado.  O que importa agora é como lidar com a situação.

 

 

Hipótese 1 - O incidente foi apenas a ponta do iceberg e há de facto um mal-estar instalado no balneário do Benfica.

 

Se assim for, há que actuar já e radicalmente.  Se há jogadores insatisfeitos e que com isso prejudicam a equipa, ou se há "lobbies" no balneário que não actuam a favor dos objectivos comuns, então há que cortar o mal pela raiz.

 

Elementos nocivos não podem ter lugar no Benfica e devem ser já afastados, mesmo que isso signifique perder jogadores de qualidade ou até perder algum dinheiro com vendas apressadas. 

 

 

Hipótese 2 - Tudo não passou de um momento gerado pela "cabeça quente" e pela pressão do próprio jogo

 

Nesse caso, os dois intervenientes devem ser punidos de forma a que seja claro para os próprios e para toda a equipa que este tipo de comportamentos não é admissível e não será tolerado.

 

Mas também deve ser feita uma acção pedagógica, se lhe quiserem chamar assim, que permita que nem os dois jogadores nem a equipa sejam mais prejudicados do que o estritamente necessário, e que leve à reconciliação de todos e à reunião do grupo para a prossecussão dos objectivos comuns.

 

Um bom profissional não pode passar a ser um "animal a abater" por causa de um momento irreflectido.

 

Deixemos o "desejo de sangue" para os vampiros da imprensa e televisão.  O nosso interesse único é o Benfica.

 

 

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 12:22 | link do post | comentar | ver comentários (17)

No fim da 1ª volta

No fim da 1ª volta, os números mostram que estamos um pouco pior que na época passada.

 

- Temos menos 3 pontos (29 contra 32);

- Estamos a 9 pontos do 1º lugar, contra 8 o ano passado;

- Marcámos 26 golos (vs. 32);

- Perdemos com o líder, como o ano passado, mas esta época em casa.

 

Mas há também alguns indicadores positivos:

 

- Estamos em 2º lugar com 3 pontos de avanço sobre o 3º, quando na época passada éramos 3ºs a 1 ponto do 2º;

- A defesa melhorou; 9 golos sofridos, 2ª melhor defesa do campeonato, contra 13 golos sofridos e 4ª melhor defesa do campeonato passado;

- Nunca sofremos mais de um golo num jogo (continuo a falar só do campeonato)

- Temos o melhor ataque do campeonato

 

Conclusões?

 

Mais coisa menos coisa estamos mais ou menos na mesma relativamente às últimas épocas, o que não é bom, porque bom é ser primeiro, mas também não é um desastre.

 

Os números permitem concluir que nem o problema nem a solução estão exclusivamente nos treinadores, passados e actual.  Deixemos portanto Camacho trabalhar em paz.

 

Numa óptica mais optimista, a equipa apesar de tudo ficou menos abalada pela saída do seu melhor jogador e marcador, Simão, e ainda de Miccoli e Karagounis, do que alguns "profetas da desgraça" anteviam.

 

Também é preciso perceber que neste momento o campeonato ainda não está perdido, e que a equipa ainda está envolvida em duas frentes importantes, a Taça de Portugal e a Taça Uefa - para além da defesa do 2º lugar, que também é importante por causa da Champions do ano que vem.

 

Siginifica isto que eu estou contente e conformado com esta mediania?  Não, claro que não.  Significa apenas que ainda há vitórias possíveis a conquistar e que não é com histerias, sobretudo a meio da época, que chegamos onde quer que seja.

 

Serenidade, apoio à equipa, crítica objectiva e esperança, devem a meu ver pautar sempre o nosso comportamento de Benfiquistas.

 

Um bom ano a todos!

 

 

por Artur Hermenegildo às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Domingo, 06.01.08

Desperdício

Mais um jogo sobre o qual pouco apetece escrever, sobretudo devido à forma inglória como desperdiçámos dois pontos, contra uma equipa treinada por um dos treinadores portugueses que mais asco me dá. Se quiserem acusar-me de faccioso, estão à vontade, até porque eu escrevo como benfiquista, e como tal acho natural que a minha visão sobre os jogos do Benfica seja mesmo facciosa. Mas francamente, virem-me dizer que o golo do Setúbal colocou justiça no resultado é uma patetice. Justiça? O que eu vi ontem foi um jogo em que uma equipa jogou sempre para ganhar, enquanto que a outra se acantonou toda no seu meio-campo, deu a iniciativa total do jogo ao adversário enquanto rezava por algum lance de sorte num contra-ataque fortuito, e jogou apenas e só para o empate. Quando se viu em desvantagem lá se resolveu a arriscar um bocadinho, sendo contemplada com a sorte grande perto do final.

Durante a primeira parte, a jogar em 4-2-3-1, o Benfica mostrou sobretudo um enorme desacerto na finalização, já que os diversos remates que teve a oportunidade de fazer saíram quase sempre sem direcção. Com o relvado sem estar nas melhores condições (bastante escorregadio) o Benfica optou diversas vezes pelos passes longos, o que facilitou a tarefa a uma equipa que defendia praticamente com dez jogadores acantonados no último terço do terreno. Tivemos também azar com a lesão do Rodríguez à passagem da meia-hora de jogo, já que ontem não parecia ser o jogo ideal para o futebol do Di María, e pelo menos para mim notou-se a troca de jogadores.

A segunda parte pouco de diferente trouxe, já que a tendência do jogo mantinha-se: bola quase sempre nos pés dos nossos jogadores, e o Setúbal na expectativa. Após vinte minutos deu-se o lance caricato, e que garante pelo menos uma semana em cheio aos jornaleiros, da discussão entre o Luisão e o Katsouranis. Nem percebi muito bem qual foi o motivo da discussão entre ambos, agora ainda bem que eu vi o lance na televisão, porque a julgar pelas descrições posteriores que li dos mesmos jornaleiros, era capaz de ficar a pensar que eles tinham andado ao sopapo um ao outro. O Camacho fez o que tinha que ser feito e substituiu ambos os jogadores. O Benfica desorientou-se um pouco, o Setúbal conseguiu sair do seu meio campo durante cerca de cinco minutos, conquistando um livre e um canto, os comentadores, histéricos e com a voz embargada pela emoção guinchavam sobre a 'total desorientação' do Benfica, e o Benfica marcou. Um lance caricato, em que o Cardozo falha o controlo da bola, esta escapa-se para o Mantorras que, por sua vez, falha o remate, mas a bola acabou mesmo por entrar devagarinho junto ao poste. Coincidência ou não, o certo é que bastaram ao Benfica dois minutos com dois avançados para conseguir fazer aquilo que só com um não conseguiu em 70 minutos.

Tal como disse o Camacho no final do jogo, pensei que iríamos vencer. Sobretudo porque o nosso adversário pouco ou nada tinha mostrado até aí. Só que o Benfica esteve mal durante os últimos dez minutos, e revelou uma grande incapacidade para segurar a bola, continuando a optar por saídas rápidas para o ataque através de passes longos, sendo a bola rapidamente recuperada pelo Setúbal. Num desses lances, a dois minutos do fim, um contra-ataque do Setúbal acabou por resultar no golo do empate. É ridículo que uma equipa em vantagem no marcador sofra o golo do empate tão perto do fim num lance de contra-ataque. E ainda em relação a este lance, sem querer estar a bater num dos meus ódios de estimação, só tenho a dizer que estou convencido que com o Luisão em campo não sofríamos aquele golo, e que ele foi muito obra e graça de dois estarolas que andam no Benfica a fingir que são defesas (nenhum dos dois faz a menor ideia do que é que estava a fazer na área naquele momento, nem de quem deveria marcar).

Quanto aos melhores jogadores do Benfica ontem, vou apenas mencionar o mal amado Nélson, que certamente já deveria ter sido posto a andar do Benfica, mas que fez uma grande exibição a lateral-esquerdo. Gostei também do David Luíz e do Rui Costa. Não foi certamente por causa deles que não vencemos ontem.

Agora tenho que começar a preparar-me para o circo que vai rodear o Benfica por causa do lance entre o Luisão e o Katsouranis. Para já foram ambos substituídos, e estão ambos suspensos, sendo estas medidas com que só posso concordar e aplaudir.
por D`Arcy às 20:43 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Adenda.

No fundo o que se passou ontem foi apenas mais um episódio da lamentável época que se desenha para o Benfica desde o verão. Política desportiva incompetente, uma equipa tacticamente pobre e com menos talento do que em anos anteriores.
Rui Costa ontem até fez de médio defensivo e recuperador de bolas. Quando tem a bola no pé nota-se logo a sua qualidade, mas volto a dizer que não se lhe pode pedir mais, nesta altura da carreira.
O problema não está aí.
Luisão e Katsouranis são até dos melhores jogadores da equipa, mas na minha opinião, a decisão de Camacho foi a decisão lógica. Arriscada, mas justa.
E o Benfica só não ganha o jogo porque a equipa treme com facilidade e não sabe pensar o jogo. O campeonato acabou?
Sim, há muito tempo. No Bessa, frente ao Leixões...ou antes, na desmiolada pré-época que se fez.
Sábado, 05.01.08

Não me venham pedir paciência!

A jogar assim, a ter comportamentos destes e a perder dois pontos nos últimos dois minutos...muita paciência têm tido os sócios!
Uma palavra para Rui Costa : o melhor, em tudo.
Quinta-feira, 03.01.08

Haja paciência!

Pontos prévios:

1) Não me parece que a entrevista de Nuno Gomes contenha recados para dentro do Benfica, nem para o balneário nem para a Direcção. Parecem-me desabafos virados para as bancadas.

2) Não questiono as qualidades humanas, desportivas ou de liderança de Nuno Gomes, futebolista que muito admiro.

3) Considero que a política de comunicação do Benfica peca pela não existência. Não é normal em tão pouco tempo ver entrevistas do treinador, do presidente e do capitão de equipa. Pior, nem sempre o discurso entre eles foi coerente. Pior, nenhuma destas entrevistas trouxe mais-valias para o que interessa: o nosso Clube.

 

Posto isto, vamos à entrevista de Nuno Gomes.

A entrevista de Nuno Gomes, dada em tom de descontracção, acabou por ficar marcada pelo famoso apelo à paciência. Até aqui tudo bem. Também eu (como tantos de nós) tenho feito o mesmo apelo, particularmente em relação ao próprio Nuno Gomes (a este propósito, leia-se isto).

No entanto, discordo completamente com o termo de comparação que ele escolheu: os andrades.

Não posso admitir que o capitão de equipa do Benfica queira fazer do clube dos andrades um exemplo no que a isto respeita. Se Nuno Gomes se referia à paciência do dono dos andrades, deve estar a esquecer-se da quantidade enorme de jogadores que chegam a esse clube e que, passados meia dúzia jogos, são recambiados. Para não ir mais longe, lembro-o da paciência que os andrades tiveram com um tal de Renteria que, depois de ter falhado um golo escandaloso na Luz (parecido com muitos que pacientemente tenho visto falhar ao próprio Nuno Gomes), foi brincar aos futebóis para França.

Se Nuno Gomes se referia à paciência dos adeptos andrades, deve estar a referir-se ao petardo que estes enfiaram debaixo do carro do treinador holandês que por lá passou há três anos. Ou estará a referir-se às lambadas que foram trocadas entre o Quaresma e uns adeptos há bem pouco tempo, depois de umas más exibições? Ou estará a referir-se às ameaças que alguns futebolistas dos andrades recebem da guarda pretoriana do dono do clube regional? Não sei, mas se o nosso capitão considera que isto são exemplos de paciência... então devo rever as minhas práticas.

Tenho paciência para muito, mas não tenho paciência para ouvir o capitão de equipa do Benfica louvar o que quer que seja no clube dos andrades. A uma referência benfiquista como  Nuno Gomes exijo muito mais. E não me refiro a golos.

por Pedro F. Ferreira às 18:03 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Quarta-feira, 02.01.08

Mas anda tudo a dormir?!

O  Nuno Gomes deu uma das entrevistas mais importantes e com mais conteúdo que eu me lembro de ler, neste  últimos anos,  sobre o Benfica.

 

O Nuno Gomes numa entrevista sem dizer frases bombásticas e polémicas manda muitos recados para adeptos e direcção .

 

Num dos vários exemplos que se podem retirar da entrevista ele diz o seguinte:

 

«No Benfica se calhar Lisandro seria dispensado»  

 

Pode parecer para os mais distraídos e os que andam a dormir uma frase  vazia de sentido mas tem muito conteúdo, aliás conteúdo esse explicado pelo Nuno Gomes ao longo da entrevista com ideias como "apoio", "tempo" e "paciência"

 

A mim parece-me que a entrevista do Nuno Gomes (dada pouco antes da entrevista do Simão, em que diz banalidades  como: " Foi Luís Filipe Vieira que construiu este grande Benfica") não é uma mera coincidência... se calhar o Delgado estava de férias.

Sobre a entrevista de Simão ao jornal 'A Bola'.

Enquanto esperamos pelo regresso do campeonato, vamo-nos entretendo com uma ou outra entrevista e escrevendo umas banalidades tão ou mais superficiais do que as que diariamente são debitadas nos nossos jornais desportivos.

Deste modo, importa olhar para o jornal A Bola de hoje. O referido jornal traz uma entrevista de 6 (seis!) páginas com o nosso ex-capitão, Simão Sabrosa. No meio de muitas banalidades como a sua relação com o treinador que por vezes o deixa no banco (Scolari) ou a sua relação com com um que por vezes o deixa acabar os jogos (Javier Aguirre), ou ainda a confissão do seu péssimo gosto para escolher ídolos, também surgem momentos interessantes como a continuação do seu namoro à distância com o nosso Benfica. Aliás, seria interessante comparar o discurso de Simão sobre o Glorioso enquanto usou o manto sagrado e o seu discurso sobre o Glorioso desde que assinou pela mais foleira das equipas espanholas…

Mas o propósito deste post é bem mais ligeiro. É tão só mostrar o que mais me interessou da dita entrevista – esta fotografia:

 

Reparem como, na sua casa, Simão decorou a parede da sala onde tem a mesa de snooker e, já agora, reparem na cor da mesa.

E pronto, escrito isto prometo que um destes dias este blogue voltará à sua vida normal.

por Pedro F. Ferreira às 22:03 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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