VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 29.04.08

Adenda

Uma adenda ao post do Gwaihir (só porque me apeteceu fazer coisas parvas com o Paint Shop).
 

por D`Arcy às 18:02 | link do post | comentar | ver comentários (22)

“Montanha-russa Benfica”

Hoje chego aqui para propor uma nova área de negócio para o nosso Clube. Trata-se da entrada numa fatia da diversão em que ainda não estamos inseridos mas que poderia resultar numa proveitosa aventura económica. Refiro-me, com é já óbvio para muitos, ao restrito e alucinante sector recreativo das montanhas-russas.
 
Nem mais! Porque não colocar à disposição dos utentes do estádio uma montanha-russa? Espaço há. Mercado também. Só falta a vontade.
 
Aqui fica a minha contribuição para a temática, e respectiva construção, de tal serviço lúdico: a época futebolística do Benfica.
 
A tortuosidade da “Montanha-russa Benfica” – assim se chamaria – como em todas as suas semelhantes, seria dividida em vários sectores distribuídos sequencialmente de modo a transmitir aos utilizadores, através de uma viagem sensorial plena de realidade, o que é (foi ou será) o atravessamento vertiginoso pelo tema em questão.
 
Primeiro teríamos a partida em resplandecentes carrinhos vermelhos onde a malta embarcava cheia de sorrisos e antecipando belos momentos de lazer. Daqui, o comboio iniciaria uma suave e lenta subida – denominada “subida pré-época” - que conduziria o olhar para um céu limpo e cristalino. A malta sorri.
 
Acabada a “subida pré-época”, atinge-se o “cume campeonato”. Avista-se a extensão da coisa. A malta agarra-se convictamente com toda a força e prepara-se para iniciar a viagem propriamente dita.
 
Começamos logo a descer abruptamente na “descida dos árbitros”. A malta grita.
 
Finda a “descida dos árbitros”, entramos numa atribulada sequência ondulada de subidas e descidas a que se chamaria a “zona dos resultados”. A malta ora que ri (quando sobe) ora que grita (quando desce).
 
Eis que se entra no “túnel do apito”. Um túnel escuro, onde o comboio entra num breu absoluto, percorrendo velozmente uma espiral longitudinal que aparenta fazer perder os sentidos e gera uma confusão brutal. A malta grita que nem uns desalmados e pede para sair.
 
Sai-se do “túnel do apito” e logo de seguida aparece o “loop presidencial” que leva o comboio a percorrer um enorme anel, proporcionando um conjunto de sensações díspares ao longo do seu traçado. A malta fica entontecida. Uns gritam, outros ficam enjoados, outros adormecem, mas também há os que até gostam e pedem calma aos restantes.
 
Depois do “loop presidencial”, e já prestes a acabar a diversão, entramos de novo numa nova “zona de resultados” que, supostamente, já causa menos atribulação uma vez percorrida outra igual e sectores muito mais abruptos e relevantes. A malta repete os sorrisos e os gritos, mas de uma forma muito mais contida. Aproxima-se o fim da viagem.
 
O último troço seria uma suave descida, quase plana – a “descida fim d’época” - até à zona de chegada. O comboio atinge uma velocidade agradável. Com este sector pretende-se acalmar as hostes, de forma a fazer esquecer a alucinação da viagem. A malta acalma-se com o vislumbre da paragem e quase deseja iniciar de imediato um novo trajecto. 
 
 (para quem precisa de um desenho, é "clickar" no esquema em baixo)
por Carlos Silva às 13:32 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Segunda-feira, 28.04.08

Rafeiro bem treinado

O dono – com pedigree -  manda, o cão – sem pedigree - obedece.
 
Apanha o osso. Rebola. Senta. Mete o Sportem no segundo lugar.
 
Nice dog.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:24 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Domingo, 27.04.08

Obrigação

O melhor é mesmo saborearmos a vitória desta noite. É que vitórias, ainda por cima em casa, têm sido coisa rara esta época. Não foi uma vitória fácil, ou não fosse o nosso adversário uma das equipas em melhor forma no campeonato, mas julgo que os nossos jogadores fizeram o suficiente para justificá-la, mesmo tendo passado por períodos de algum aperto.

A primeira nota vai para a presença de mais de 33.000 espectadores nas bancadas. Surpreendeu-me, porque esperava um divórcio mais radical dos adeptos com a equipa face às últimas exibições e resultados. As ausências do Petit (lesão), Binya e Maxi (castigados) significaram o avanço do Katsouranis para a posição de trinco, regressando o Edcarlos à defesa para o lado do Luisão, e entrando o Nuno Assis para o lado direito do meio campo. O Benfica teve uma entrada agradável no jogo, rápida e dinâmica, o que aliás não tem sido raro nos últimos jogos. O pior costuma vir depois. E a verdade é que cheguei a ter essa sensação hoje, porque a nossa dinâmica pareceu esmorecer ao fim de quinze minutos, sendo então o Belenenses quem se instalou no nosso meio campo e passou a mandar no jogo. Mas um livre do Cardozo, que levou a bola a bater na barreira e a passar muito perto da baliza, pareceu voltar a acordar a equipa, que mais uma vez voltou a pressionar o adversário. O Cardozo voltou a estar perto de marcar, mas o guarda-redes do Belenenses conseguiu sair da baliza e fazer bem a mancha. Já perto do intervalo, o golo chegou mesmo, quando na sequência de um canto um mau alívio da defesa belenense fez a bola cair à frente do Luisão, ainda dentro da área, tendo este finalizado com um remate de primeira para um bom golo. Apesar de faltar pouco para o intervalo, ainda houve tempo para um grande susto, sendo necessária uma boa intervenção do Quim para evitar o golo do empate. A vantagem mínima ao intervalo era aceitável, mas acima de tudo achei que até aí foi um jogo bastante interessante de seguir, disputado a uma boa velocidade e com muito poucas interrupções (quanto menos se dá pela presença do árbitro, melhor).

Em relação à segunda parte, entrámos muito mal. Foi mesmo o nosso pior período em todo o jogo, durante o qual o Belenenses mandou em campo e parecia estar iminente o empate. Logo no início foi uma intervenção providencial do Nélson sobre o Zé Pedro a evitá-lo. Fomos também, e felizmente, protegidos pela sorte, já que numa jogada do Belenenses vimos mesmo a bola embater no poste da nossa baliza por duas vezes. Era necessário dar um abanão ao jogo, caso contrário as coisas certamente não nos seriam favoráveis, e isso aconteceu quando o Chalana se decidiu por retirar um apagadíssimo Nuno Gomes do campo para dar lugar ao Di María. Na primeira vez que o argentino tocou na bola, sofreu falta, dando origem a um livre bem ao jeito do Cardozo. E este não decepcionou, marcando-o de uma forma exemplar e aumentando a nossa vantagem. O Cardozo daquela zona é mais ou menos o equivalente ao que era o Van Hooijdonk do lado oposto: um livre dali já é quase meio golo. Com a vantagem alargada, o Benfica acalmou, e o Belenenses acabou por se suicidar com a expulsão do Hugo Alcântara. Apesar de não terem baixado os braços, a verdade é que com o Zé Pedro a fazer de central improvisado abriram-se muitos espaços para os contra-ataques do Benfica, e foi só por muita falta de calma que não conseguimos aproveitá-los e ampliar a vantagem (que, sinceramente, seria excessiva para aquilo que se passou em campo).

Quando se ganha é sempre mais fácil dizer-se que está tudo bem. Podia elogiar mais uma vez o Rodríguez, por tudo aquilo que trabalha enquanto está em campo. Podia também elogiar as melhorias do Luisão, sem dúvida motivado pelo golo que marcou. Mas prefiro destacar dois dos jogadores mais mal-amados pelos adeptos. Por isso digo que gostei, e fiquei mesmo surpreendido com o Edcarlos. Acho que fez um jogo bastante positivo, com desarmes em antecipação e várias intercepções por estar colocado no sítio certo (quando o posicionamento dele em campo costuma ser uma das coisas que mais me leva a criticá-lo). Gostei também do jogo do Nélson. Apoiou sempre o ataque e, sobretudo, por diversas vezes dobrou os centrais na perfeição, mostrando-se sempre muito atento na defesa. No pólo oposto, e conforme referi antes, o Nuno Gomes teve um jogo para esquecer. Notou-se aliás a diferença quando entrou o Di María para o lugar dele. Mesmo estando ainda 'verde', e perdendo jogadas por precipitação, a verdade é que ele deu muito mais trabalho à defesa adversária. Parece-me que seria sensato, até para proteger o próprio jogador, dar-lhe algum tempo no banco.

Cumpriu-se a obrigação de vencer. Agora resta-nos esperar por aquilo que os nossos adversários directos conseguirão fazer.

P.S.- Achei indecente que as nossas cheerleaders não tivessem aparecido hoje. Será que já acabou o contrato com a Axe?
por D`Arcy às 00:26 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Terça-feira, 22.04.08

As verdades que não devem ser ditas

“Ninguém morre se não formos à Liga dos Campeões” - LFV dixit

 

Diz o provérbio que “quem diz a verdade não merece castigo” e a frase acima é, de facto, verdadeira. Agora, o presidente do Benfica NÃO PODE dizê-la nesta altura por uma razão muito simples: que mensagem é que isto transmite aos jogadores? Se eu fosse um jogador do Benfica, acabado de chegar este ano e de um país diferente (como é a maioria do plantel), que conclusões tiraria desta frase dita pelo responsável máximo do clube, quando faltam três jogos para acabar o campeonato? Pois...

 

Esta incontinência verbal do nosso presidente é algo que tem que mudar rapidamente no futuro, sob pena de a sua acção ser completamente ineficaz por já ninguém o levar a sério. Frases como aquela ou como “se calhar o Benfica foi campeão cedo demais” NÃO SE DIZEM publicamente. Quanto mais não seja porque elas desrespeitam os sócios. Vamos passar mais uma época sem conquistar nenhum troféu e agora ainda se aventa a possibilidade de não irmos à Champions para o ano pelo PRÓPRIO responsável máximo do clube?! Portanto, devemos ficar desportivamente contentes (não digo festejar, como é óbvio, porque um 2º lugar nunca se festeja) pelo quê? Pelas contas e os ordenados dos jogadores estarem em dia? (É claro que isto é bom, mas eu disse "desportivamente contentes".)

 

Responsável pela comunicação do clube exige-se! (Já não é só “precisa-se”.)

por S.L.B. às 02:07 | link do post | comentar | ver comentários (97)
Segunda-feira, 21.04.08

Et Pluribus Unum, sim.

É sempre um exercício sujeito a inflamada crítica, esta coisa de escrever sobre o Benfica.

No inicio da época, quando manifestei o meu desencanto pela pré-época desmiolada e construção pouco criteriosa da equipa, muitos benfiquistas meus amigos gritaram aqui d'el rei que eu estava a ser pouco benfiquista.

É um karma deste clube. Quem não vai com a onda dominante é menos benfiquista. Foi assim também quando não elegi Manuel Damásio ou Vale e Azevedo. É aquela veia pouco democrática que faz com que uma pessoa que esteja em desacordo com a direcção vigente seja maltratada nas assembleias gerais, por exemplo.

Este deficit democrático dentro do clube, tem sido habilmente aproveitado pelas sucessivas direcções, como forma de legitimar todas as opções, mesmo as mais erradas e prejudiciais para o futuro do clube. Areia para os olhos de quem escolhe não ver, em negação teimosa, até ao dia em que os erros são tão evidentes que já não há como não ver.

E infelizmente é preciso chegar ao ponto calamitoso em que estamos, para que agora já se possa denunciar os erros estratégicos da política desportiva do nosso clube, sem que surjam logo os auto proclamados verdadeiros benfiquistas a gritar: Fogueira!

Mas que ninguém pense que me apanha do outro lado de uma mesma demagogia . Não me apanham em manifestações à porta do centro de estágio ou na Luz, gritando, basicamente: não queremos LFV venha outro, não importa quem.

É esta atitude ligeira que faz com que apareçam nas direcções dos clubes e SADs os oportunistas do costume, vendendo os seus sonhos, comprados por sócios desesperados facilmente seduzidos por qualquer D.Sebastião da treta.

É a mesma atitude que está na base de uma cegueira quase doentia, de quem nunca vê problemas com a nossa equipa, só vê erros de arbitragem (que os há claro, mas nunca explicam tudo) e que aplaude de pé uma direcção que num jantar de aniversário do clube nunca fala de benfiquismo e enche o seu discurso com o apito dourado. O Benfica é muito maior que isso!

Para mim o escandaloso é, por exemplo, proclamar aos quatros ventos a honra, a verdade desportiva, os princípios e depois ir contratar um jogador que, ao marcar golos ao Benfica, os festeja insultando os adeptos do clube que o formou!

Não admito que alguém se diga mais benfiquista que eu. Isso não existe. Benfiquista ou se é ou não se é, ponto.

Posto isto, o óbvio: a época foi desastrosa, a política desportiva é de uma gritante incompetência e oferecemos mais um campeonato. O mais extraordinário é que o FCP nem teve de jogar muito para nos dar uma abada de 20 e tal pontos de avanço. E isso devia fazer-nos pensar. Não é desatar aos gritos, em desespero. É pensar.

Num estrutura de futebol competente, para começar. Não desatar a vender jogadores ao desbarato e ir a comprar contentores de outros de valor desconhecido.

Pensar num treinador competente, que, juntamente com a direcção desportiva esteja já a pensar na planificação da próxima época. E não cair na tentação de pegar em jovens como Bynia (é um bronco a jogar, mas se for trabalhado estou convencido que pode vir a ser útil, porque tem, parece-me, enorme potencial), Di Maria, Cardozo e dispensá-los de uma forma prematura. Ter a coragem de perceber que Luisão e Petit já não são o que eram, segurar a qualidade de um Katsouranis , de um David Luiz  , de um Rodriguez e ir ao mercado, com critério.

Não desatar a contratar jogadores à parva, só porque sim. E, de uma vez por todas, ter a categoria que é imprescindível ter, sobretudo nos momentos mais difíceis , para dar a cara pelo clube. Gerir as crises internamente, ser implacável com a indisciplina, promover valores como o profissionalismo, a mística benfiquista, a responsabilidade que dela advém.

Fazer da competência um critério imprescindível, além do benfiquismo obrigatório.

O mesmo benfiquismo que implica um certo sentido de gratidão: Fernando Chalana foi o melhor jogador que jamais vi actuar com o nosso emblema ao peito. Para ele, para sempre, uma palavra: obrigado.

O que está a acontecer agora tem responsáveis, ele foi anjinho contra o Sporting, mas imolar Chalana é, parece-me, não só injusto como pouco perspicaz.

E eu acho, atenção, que o Benfica deve a esta direcção, apesar de tudo, a recuperação de uma certa credibilidade, depois dos anos da loucura de Vale e Azevedo. Mas um clube como o Benfica tem a razão da sua grandeza nas vitórias. E para essas é preciso trazer para o futebol do clube, pessoas competentes, na gestão e na orientação técnica. E humildade para reconhecer quando há áreas que não dominamos, deixando-as para quem sabe do assunto. E isso implica sim, capacidade de ouvir opiniões diferentes, de vez em quando, e parar para pensar. Sem ser preciso chegar-se ao ponto a que se chegou esta época.

 

 

 

Domingo, 20.04.08

Cinzento

Terceira derrota consecutiva, e não conseguimos aproveitar o deslize do Guimarães em Coimbra e o trambolhão da lagartagem em Leiria. Parece-me que agora o segundo lugar só muito dificilmente estará ao nosso alcance, até porque não me admiraria nada que o fóculporto resolvesse fazer alguma 'gestão de esforço' do plantel na próxima jornada.

Com um onze muito semelhante aos apresentados recentemente, entrámos no jogo praticamente a perder, devido a um golo igual a tantos outros que o Lisandro já marcou esta época. Quando o deixam à vontade para receber a bola à entrada da área, o resultado é o esperado. Depois do golo o que se viu foi um jogo com um ritmo bastante pausado, e o Benfica a ter surpreendentemente bastante liberdade para jogar. Mas o que sobressaiu foi mesmo a incapacidade para criarmos jogadas de perigo, mesmo quando nos era permitido ter a bola durante bastante tempo. Trocávamos a bola, entrávamos no meio campo adversário, mas depois furar a defesa adversária é que nada feito. Excepção feita a um cruzamento do Nélson que foi ter com o Rui Costa, raramente tive a sensação de que poderíamos chegar ao empate. Desta vez nem vou dizer que foi falta de atitude dos jogadores, porque vontade não lhes parecia faltar. Foi sim incapacidade para conseguirem ameaçar seriamente a baliza adversária - além disso, nas poucas ocasiões em que conseguiam criar espaço para rematar, optavam sempre por mais um toque ou mais um passe e obviamente acabava por cair-lhes um adversário em cima.

Na segunda parte o fóculporto apareceu a jogar de uma forma mais rápida do que o tinha feito na primeira, e a mostrar maior agressividade, o que lhes permitiu empurrarem-nos para dentro do nosso meio campo. O Benfica já não conseguia construir jogadas, principalmente porque era quase incapaz de manter a posse da bola. No ataque o Di María teve um jogo para esquecer, praticamente não conseguindo segurar a bola uma única vez durante toda o segundo tempo.
As entradas do Cardozo e do Makukula nada alteraram, até porque o Benfica era incapaz de fazer a bola lá chegar. O adversário pareceu estar sempre mais perto do segundo golo, que acabou por surgir mesmo, e mais uma vez da mesma forma que tinha surgido o primeiro. Um passe para a entrada da área onde apareceu mais uma vez o Lisandro livre de marcação, e com uma autêntica clareira à frente para poder escolher para que lado queria rematar, frente a um desamparado Quim. Ainda antes do final, e porque as tradições são muito bonitas e por isso devem ser mantidas, o Binya foi expulso para que o Benfica não acabasse com onze em casa do fóculporto, como manda a cada vez mais enraizada tradição.

Não vou destacar ou cascar seja em quem for. Acho que toda a equipa esteve, de uma forma geral, a um nível bastante sofrível. Não estiveram desastrosos, mas também não me conseguiram entusiasmar por aí além, e a verdade é que nunca me pareceram estar em condições de ameaçarem sequer discutir a partida. Foi tudo muito cinzento, como cinzento também tem sido este penoso final de época para todos os benfiquistas.
por D`Arcy às 23:33 | link do post | comentar | ver comentários (74)

Soltas e breves.

1) Perdemos um jogo em casa dos andrades. Terminou uma das piores semanas da História do Benfica, mas ainda não terminou uma das piores épocas da História do Benfica. Faltam três jogos, faltam nove pontos, falta tentar conseguir pelo menos o segundo lugar. Há que ganhar estes três jogos, há que apoiar a equipa nestes três jogos! Agora o que é para agora, depois o que é para depois.

 

2) Amanhã poderá ser um dia importante: julgo que haverá reunião de direcção.

 

3) Todos temos visto que há inconformismo, todos temos visto que há revolta, mas ainda não vi oposição nem alternativa. Vocês já viram? Isto é tanto ou mais preocupante do que os 90% que há menos de dois anos legitimaram o mandato do actual presidente.

 

4) Li hoje que um tal de Jorge Ribeiro (o tal que festejou golos contra o Benfica em pleno Estádio da Luz a fazer piretes para os benfiquistas) já assinou pelo nosso Clube. Gostaria de saber quem é o responsável por trazer este rapazito para o nosso Benfica. Gostaria de saber se esta contratação é da responsabilidade do actual ou do futuro responsável pelo futebol.

 

5) Uma dúvida inocente: alguém me sabe dizer quais os futebolistas que foram sorteados para o controlo anti-doping no final do nosso último jogo no alvalixo?

 

6) Estamos na final da Liga portuguesa de andebol. [link]

por Pedro F. Ferreira às 23:30 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Sábado, 19.04.08

"Abyssus abyssum invocat"

Eu também me vou manifestar. Eu vou manifestar-me na próxima assembleia-geral, nas próximas eleições e no estádio, durante os jogos, apoiando a equipa. Não meço benfiquismos alheios e não admito que meçam o meu. Penso pela minha cabeça e respondo pelo que faço em defesa do Benfica. Não gosto que me tomem pelo que não sou, não dou para todos  peditórios e nunca fui atrás do foguetório.

Não patrocino causas em que não acredito, e acredito que na manifestação de hoje há tanto de boa intenção como de manipulação. Acredito, essencialmente, num processo democrático chamado eleições livres e nestas manifestar-me-ei com aquela que acredito ser a melhor das armas: o voto.

Respeito quem participa, espero que respeitem quem, tal como eu, não concorda com a manifestação de hoje e, mais do que tudo, desejo que se saiba respeitar o Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 11:08 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Sexta-feira, 18.04.08

Bruxas

"Primeiro, tira-se quem está e depois logo se vê"

Esta frase é brilhante. Num tão parco conjunto de palavras o seu autor conseguiu resumir, de uma forma tão eloquente, qual a mentalidade e racionalidade por detrás de uma iniciativa deste tipo e das pessoas que a ela se juntam. Nem o mais fervoroso apoiante do LFV conseguiria apresentar-me um argumento tão convincente para não apoiar isto (e não, eu não sou um fervoroso apoiante do LFV, apenas tenho um péssimo hábito de gostar de respeitar as regras com que me comprometi de livre vontade, e de me manter fiel à minha palavra). Acho que é o mais elementar direito das pessoas poderem manifestar-se quando se sentem insatisfeitas. Eu estou naturalmente insatisfeito, e muito. Mas há regras e formas para o fazerem, e que se calhar serão até mais eficazes e mais facilmente levadas a sério. Uma frase assassina como a que dá o mote a este post é um sério rombo (pelo menos para mim) na credibilidade desta acção. Até porque isto provoca-me sensações de déjà vu, vindo-me à memória o ano de 1997 e o que daí resultou.

Com adeptos imbuídos de tão revigorante lucidez, e desejosos de determinar o futuro do nosso clube, só posso sentir-me esfuziantemente confiante. Bravo!

P.S.- Lamento, mas de cada vez que penso neste tipo de acções só consigo mesmo lembrar-me desta multidão. Com a importante diferença que a situação real não tem piada nenhuma. A seguir a queimarmos esta 'bruxa', de certeza que encontraremos outra.
por D`Arcy às 22:42 | link do post | comentar | ver comentários (57)

Não, hoje não

Não, hoje não vou escrever um daqueles meus posts optimistas.

 

Tal como vocês, também estou em estado de choque depois de quarta feira.

 

Tal como vocês, no fim do jogo com o scp também me apeteceu enfiar-me num buraco e ficar lá muito, muito tempo.

 

Tal como vocês, apeteceu-me ir pedir explicações aos jogadores, um a um.

 

Tal como vocês, pergunto-me como alguns jogadores, uns sem qualidade e outros sem forma, continuam a ser titulares da equipa

 

Tal como vocês, e sobretudo o Americano, pergunto onde anda Adu.

 

Tal como vocês, estou com medo que a jogar assim levemos uma goleada dos andrades.

 

Tal como vocês, pergunto-me se o presidente tem condições para continuar.

 

Tal como vocês, quero fazer manifs e reuniões e tudo o que for preciso para mudar o estado das coisas.

 

Tal como vocês, desejo uma morte lenta e dolorosa ao presidente do fcp e seus aliados, e se possível que aconteça brevemente

 

Tal como vocês, estou farto de discursos de novos ciclos, de futebol é mesmo assim, de demos tudo mas não conseguimos, de o árbitro é que não marcou penáltis

 

Tal e qual como vocês, como nós todos.

 

Ah, já me esquecia!,

e, imagino eu que tal como vocês, espero ganhar no domingo que vem e ainda chegar à Champions.

por Artur Hermenegildo às 14:14 | link do post | comentar | ver comentários (22)

Chalana vs. Coroado ou o génio e o louco

Na sequência deste post e das respostas que alguns de nós receberam do Provedor da Antena 1, depois das queixas que fizemos, deixo aqui as imagens que falam por si.

 

 

Oferece-se um prémio a quem vir aqui o famoso “voo de 5 metros” a que o Sr. Jorge Coroado fez alusão. Este penalty garantiu a vitória de Portugal sobre a U.R.S.S. e a respectiva qualificação para o Europeu de França em 1984.

 

 

 

Oferece-se um prémio ainda maior a quem conseguir ler nos lábios do Caniggia os famosos insultos que proferiu contra o Sr. Jorge Coroado, que o levaram a mostrar um vermelho logo depois do amarelo no Benfica – lagartos da época 1994/95. O Sr. Jorge Coroado sempre negou ter-se equivocado e disse que sabia muito bem que aquele era o primeiro amarelo do argentino. Portanto, no único segundo (cronometrem, sff) que medeia a mostragem dos dois cartões, ele diz ter sido insultado. Como se sabe, o Caniggia era ventríloquo nas horas vagas...

por S.L.B. às 03:19 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Quinta-feira, 17.04.08

Indignidade

Senhores jogadores do Benfica, a coisa põe-se de uma forma muito simples: vós não sois dignos da camisola que envergam. Vós não mereceis os adeptos que têm. Cinco dias depois de uma derrota copiosa em casa, com uma equipa claramente inferior, o que é que esses adeptos fazem? Respondem ao apelo do amor que sentem pelo seu clube, acorrem em massa a um jogo decisivo, e enchem uma bancada inteira do estádio adversário. E qual é a vossa resposta? Cospem-lhes na cara, e enchem-nos de vergonha. Não, não é vergonha de sermos Benfiquistas. É vergonha por nos vermos, e ao nosso clube, tão indignamente representados em campo. Esta noite todos vocês, jogadores e equipa técnica, fizeram questão de entregar de mão beijada ao adversário um jogo que estava objectivamente ganho.

Foi uma primeira parte de supremacia quase completa do Benfica. Jogaram como uma equipa, marcaram dois golos, e mais poderiam ter marcado contra uma equipa que tremia como varas verdes sempre que era minimamente pressionada no seu meio-campo. Os dois golos de desvantagem ao intervalo eram até lisonjeiros para um adversário que nada conseguia fazer, e que parecia completamente desorientado com a presença de um Di María solto na frente de ataque. E na segunda parte, inexplicavelmente, resolveram controlar o resultado da pior maneira possível, ou seja, a deixarem o adversário jogar à vontade, com ausência de qualquer pressão, como se mais nada fosse necessário fazer. E se as primeiras indicações da segunda parte já não eram famosas, quando saiu o Di María - sim, era necessário que entrasse alguém para reforçar o nosso lado esquerdo, mas não era o Di María quem deveria ter saído, porque estavam em campo candidatos óbvios à saída. Mas esses são intocáveis, não se tiram do campo, só saem mesmo quando pedem para sair, não é?

Depois da saída do Di María foi um descalabro, e em alguns minutos o resultado estava invertido, parecendo a nossa equipa quase amorfa e sem capacidade para reagir. Mesmo assim, bastou voltar a pressionar a defesa adversária para que o erro voltasse a surgir, e um improvável (para a atitude que a equipa mostrava em campo) empate surgiu. Mas como um dos intocáveis, apesar das sucessivas asneiras que vinha fazendo em campo (para não falar das que tem feito em jogos anteriores) continuava em campo, depois de tantas ameaças lá conseguiu acabar por perder a bola em zona proibida, e com tanto azar que o remate adversário ressalta no Luisão e torna-se indefensável para o Quim. Depois, talvez consciente da(s) asneira(s) que tinha feito, o Sr.Petit lá se apercebeu que não deveria estar em campo e pediu para sair. Mesmo assim não entrou o jogador que, como era óbvio para qualquer um de nós naquela bancada desde o início da segunda parte, deveria ter entrado. Entrou o Cardozo e o Binya lá continuou a aquecer, sem chegar a entrar. Deu portanto para sofrermos ainda mais um golo, para conseguirmos o feito de conceder cinco golos em menos de meia hora e perder uma meia-final que estava ganha.

Como avaliar jogadores que tiveram uma prestação tão dicotómica de uma parte para a outra? Quase todos excelentes na primeira parte, disparatadamente maus na segunda? Aliás, na segunda parte talvez só mesmo o Rodríguez tenha destoado dos outros, por parecer ser o único a continuar a acreditar e a lutar. É melhor mandarem-no embora, para não envergonhar os outros. O Katsouranis fez um bom jogo na primeira parte, mas qualquer membro de uma defesa que sofre cinco golos não pode ser destacado. Grandes responsáveis pela derrota foram o Petit, o Rui Costa e o Chalana. O nosso meio campo deu um estoiro físico monumental, obviamente porque estes dois senhores já não podiam mais. Foi por aí que começámos a perder o jogo. Mas o Chalana teimou em mantê-los em campo. O Petit então é um caso perdido. Está muito, muito longe do seu melhor e, tal como disse no jogo passado, nas condições actuais não tem lugar a titular no Benfica. Infelizmente, só depois de enterrar completamente é que resolveu dar o braço a torcer e sair do campo.

Agora acabou-se. Um por um, esta equipa foi perdendo todo e qualquer objectivo para esta época. Por mim, e até ao final, se colocassem os juniores a jogar não me importaria nada. De certeza que falhariam bastante, mas suspeito que pelo menos mostrariam uma atitude em campo muito mais condigna com o clube que representam. Hoje perdi a última réstia de respeito que ainda tinha pelos nossos jogadores.
por D`Arcy às 00:24 | link do post | comentar | ver comentários (102)

Não me venham falar de azar!!

Uma vergonha!!

Como já aqui disse o futebol é a coisa mais simples de se jogar, basta querer. Podemos não ganhar sempre porque os outros foram melhores, mas não fazer nada para evitar isso é que não aceito.

 Desde o 2 -0 que eu comecei a gritar para a televisão. "Pressão pressão, cai em cima do homem da bola!"

Metemos o 2º e em vez de fazer como mandam as regras e começarmos a fazer pressão mal o Sporting saía com a bola, não, ficámos cá atrás na linha da defesa, como faz um qualquer U Leiria  a jogar com os andrades. Resultado: 5 golos!!

 Depois é incrível como uma equipa consegue sofrer 5 golos em 22 minutos... Não dá... ficou tudo a dormir menos o Quim que mais uma vez foi grande.

 Agora acho que devíamos fazer um baixo assinado para pedirmos à Liga que seja permitido levar para o banco garrafas de oxigénio para o Petit , o Rui Costa e o Nuno Gomes inalarem um bocadinho. É que eles arrastaram-se pelo campo!
Ao pequeno Chalana , grande homem, grande benfiquista, mas treinador limitado, só me resta dizer que quem dá o que pode a mais não é obrigado, por isso obrigado pelo esforço.

Não sei mais o que escrever, fiquei irritado, lixado, prejudicado com 'ph' e se não paro agora isto ainda acaba mal.

Agora não me venham falar de azares!!

 

p.s : Domingo, apesar de tudo, vou ao dragão, pode ser que os meus gritos se façam ouvir.

Quarta-feira, 16.04.08

Esboço de um sentimento impossível de expressar.

Escrevo estas parcas linhas acabado de chegar do Alvalixo.

Primeiro é a incredulidade, depois a revolta e finalmente a sensação de que 'ser benfiquista' é muito mais do que algum adversário possa algum dia ter a ousadia de sonhar. Não há palavra, metáfora ou imagem  capaz de expressar o que se sente neste momento da época, o que sinto neste momento. Nenhuma palavra é capaz de expressar na plenitude a confusão de sentimentos que nos assolam num momento como este. Nenhuma!

Por mim, cá fico à espera que haja alguém que tenha a verticalidade de assumir as responsabilidades que tem sobre os pesadelos que temos vivido. Há, no Benfica, muita gente que não merece os adeptos que tem. Cá estaremos para ajustar contas no momento certo. Como já sei que o Presidente não vai assumir o que quer que seja, espero agora por uma tomada de decisão dos órgãos sociais do Benfica. Pode ser que na próxima segunda-feira, depois da reunião de direcção, haja algum sinal de esperança sobre a assumpção de responsabilidades.

Fico-me por aqui. As palavras não surgem e o discurso começa a ser mais incoerente do que a desorientação total que tem sido o nosso Benfica…

por Pedro F. Ferreira às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Terça-feira, 15.04.08

António-Pedro Vasconcelos no “Trio de Ataque”.

Já por algumas vezes aqui critiquei a prestação de António-Pedro Vasconcelos no programa televisivo “Trio de Ataque”.

No entanto, neste momento é da mais elementar justiça que aqui louve a sua prestação em defesa do Benfica no programa da semana passada e também no desta semana. Nestas duas ocasiões António-Pedro foi claro nas palavras que empregou para denunciar a forma espúria como o dono dos andrades tem manipulado a verdade desportiva. Além disso, gostei de o ouvir desmontar aquela demagógica e intelectualmente tacanha lengalenga de que o nosso Benfica teria sido o clube do regime do ditador de Santa Comba (que a terra lhe seja pesada!). Para terminar, louvo aqui a sua sensatez na análise de umas possíveis eleições antecipadas no Benfica. Deste modo, registo que finalmente o vi reagir com a firmeza adequada às atoardas que, sistematicamente, surgiam de quem se senta à sua direita. Já não era sem tempo e espero que seja para continuar.

Foi um bom exemplo de como se pode fazer a defesa do Benfica sem cair no ridículo da gritaria e sem cair na demagogia oca tão fácil de fazer em tempos de crise. A prova de que está agora a fazer a defesa do Benfica é a reacção que as suas palavras provocaram no dono do clube regional, tendo levado o dono dos andrades a referir-se-lhe como “um tal de Sr. António”.

Espero que esta atitude passe a ser regra onde até agora tem sido excepção.

por Pedro F. Ferreira às 23:51 | link do post | comentar | ver comentários (35)

Vitória

Feita aqui em múltiplos posts e comentários a catarse do infeliz acontecimento de 6ª feira, penso que é a altura de voltarmos ao essencial.  E o essencial está quase sempre mais no futuro que no passado.

 

Amanhã, no estádio do scp, e domingo, no estádio do fcp, estou confiante que a nossa Equipa vai honrar as camisolas que veste e vai sair dos dois jogos com uma vitória.  Às quais se seguirá outra no Jamor, e a conquista da Taça de Portugal.

 

Ser Benfiquista é pensar sempre na vitória seguinte, não na derrota que passou.

 

Todos unidos pelo Benfica.

por Artur Hermenegildo às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sábado, 12.04.08

Entre a derrota e o fim do mundo.

Como um ou outro dos meus colegas de blogue sabe, aquele dia tinha (para mim em termos pessoais e na minha vivência do Benfica) tudo para ser um dia especial. E acabou por ser um dia especial, mas com um sabor muito amargo.

Olhava para aqueles jogadores e para aquelas camisolas e não via nem uma equipa nem o meu Clube. Faltou àqueles futebolistas a capacidade de se transcenderem, a capacidade de sofrer, a capacidade de sentirem vergonha pela desproporção entre o ordenado que ganham e o futebol que produziram, a capacidade de sentirem vergonha pela desilusão que provocaram, pela impunidade com que vestiram a nossa camisola, uma camisola que para alguns apenas serve para dela se servirem. Isto foi o que lhes faltou. No colectivo a quem, amarguradamente, aponto o dedo peço desculpa aos poucos (muito poucos) que fugiram da mediocridade, mas hoje é dia de responsabilizar o todo.

 

Ontem estive entre novos colegas de bancada. Vi um sofrimento igual, vi um benfiquismo igual, vi uma revolta igual, vi em tudo o mesmo que sempre vi pelos vários poisos que já tive pelo nosso estádio. Vi que entre quem toma decisões e quem escrutina as decisões tomadas há noventa minutos de igual sofrimento, de igual esperança, de igual brilho no olhar e de igual impotência perante o que se vê em campo.

 

Ontem, um dos meus pontuais companheiros de bancada (um portuense que vem do Porto para ver o Benfica em todos os jogos que a nossa equipa disputa no nosso estádio) dizia-me que “quando os nossos adversários afirmam que para nós, benfiquista, uma derrota é como o fim do mundo, isto é um erro. Pois o fim do mundo é um conceito fácil de aceitar e de compreender, enquanto uma derrota do nosso Benfica não se compreende e é impossível de aceitar”. De isto também é feita a Mística.

 

Aquela equipa do Benfica está a dever-nos vitórias. Espero, no final do próximo fim-de-semana, poder dizer que já nos começaram a pagar a dívida. Tudo o que assim não for torna-se mais difícil de aceitar do que o fim do mundo.

por Pedro F. Ferreira às 12:21 | link do post | comentar | ver comentários (86)

Brilhante

Um jogo brilhante. Tacticamente perfeitos, uma defesa sólida com grande espírito de entreajuda entre os seus jogadores, uma terrível eficácia no aproveitamento dos erros adversários e um grande guarda-redes em noite inspirada. Como é óbvio, estou a referir-me à Briosa. Não posso falar muito sobre o meu Benfica porque, sinceramente, não sei por onde é que ele anda. Esta noite apareceu  ali no relvado do Estádio da Luz um bando de rapazes equipados de vermelho que pretenderam passar pelo Benfica, mas a mim não me enganam, porque eu já vejo futebol e o Benfica há muitos anos e não reconheci ali Benfica nenhum. Aliás, alguns daqueles rapazes até pareciam estar a jogar à bola pela primeira vez na vida, e como tal foram convincentemente vencidos sem apelo nem agravo pela Académica.

E as crianças, senhores, pensem nas crianças! Num jogo em que os menores de dezoito anos entravam sem pagar, quantas das crianças presentes hoje no estádio vão ficar traumatizadas para o resto da vida com a caricatura do Benfica que viram ali hoje? Eu até acho que os nossos jogadores tentaram que as coisas corressem melhor, mas francamente, alguns deles jogaram mesmo muito, muito mal. Também o próprio treinador errou, na minha opinião. Não me pareceu uma boa solução iniciar o jogo com o Binya do lado direito. Desse erro ele ainda se apercebeu, mas depois voltou a errar ao retirar o camaronês do campo e ao manter o Petit, que como todos sabemos tem lugar cativo mesmo que se ande a arrastar pelo campo. Não ajudou nada termos começado o jogo a perder. Logo aos três minutos o Luisão faz um atraso para o Quim que sai com pouca força, e resulta numa assistência para o primeiro golo da Briosa. Mas também devo dizer que eu, na bancada, logo no princípio do lance, apercebi-me que o Luisão iria atrasar a bola. O jogador da Académica também, e por isso é que começou logo a correr para interceptar a bola. Acho que quase toda a gente no estádio se apercebeu disso. Com excepção do Quim, que estava no seu lugar do costume quando o atraso é feito, ou seja, quase dentro da baliza (a linha da pequena área parece ser-lhe uma barreira intransponível). Bem, se calhar ele até se apercebeu que o atraso ia acontecer. O problema é aquele varão que o atravessa lateralmente à altura da cintura e que o impede de sair da baliza, permitindo-lhe apenas a movimentação lateral sobre a linha de golo. Foi por isso que ele lá estava quando o Luisão fez o passe, e foi por isso que mesmo depois do passe ele continuou na pequena área (fez que saía, mas depressa voltou para trás).

A perder desde o início o Benfica mostrou vontade de reagir, mas para além da inspiração do regressado Luisão (não foi só o lance do primeiro golo da Académica, ele hoje esteve tão disparatado que houve alturas em que, confesso muito envergonhadamente, cheguei a sentir saudades do Edcarlos) esta noite contámos com uma dupla atacante inspiradíssima. Só à conta do Cardozo deve ter sido uma mão cheia de oportunidades de golo desperdiçadas. Mas o disparate não terminou por aí. A meio da primeira parte até o Léo, que é daqueles que raramente falha, resolveu inventar em zona proibida, perdeu a bola e fez falta, daí resultando um livre lateral a favor da Académica. Da marcação deste, e de uma forma bizarra, um defesa da Académica conseguiu marcar golo quase deitado de costas em cima do seu marcador directo (acho que era o Nuno Gomes, que não me admiraria nada que estivesse a cometer penálti naquele lance). Pelo meio, já o Pedro Roma tinha negado o golo a um cabeceamento do Luisão, e o Cardozo tinha falhado escandalosamente na pequena área após um cruzamento do Nélson. O Chalana entretanto lá retirou o Binya do campo, fez entrar o Di María, e pouco tempo depois de entrar em campo o argentino colocou a bola no poste com um grande remate. Mais um indício que era uma noite aziaga.

Após o intervalo, sem alterações, esperava-se um Benfica mais concentrado e a carregar desde o início, mas qual quê. Foi ainda pior. Ainda se criaram algumas boas oportunidades de golo, mas aquilo que a defesa da Académica não resolvia, resolvia-o o Pedro Roma. O Chalana resolveu recorrer ao talismã Mantorras, retirando o Nuno Gomes do campo. Mais um erro. Sem um jogador em campo para deitar as mãos à cabeça e bater palmas aos companheiros depois de não conseguir chegar a um passe deles (não sei se estou enganado, mas esta pareceu-me ser a função principal dele em campo) a equipa desorientou-se. Para além disso, o Mantorras foi juntar-se ao acampamento montado nas costas da defesa academista, onde o Cardozo parecia estar confortavelmente instalado, não fossem os irritantes apitos e acenar de bandeirolas que o incomodavam de cada vez que a bola seguia na sua direcção. A desorientação foi tal que em mais um contra-ataque da Académica o Petit resolveu chutar a bola contra o Katsouranis, sobrando o ressalto para um jogador da Académica que fez golo facilmente. A parte mais ridícula do lance é que foram três(!) jogadores do Benfica para cima do jogador adversário que levava a bola, sobrando esta para o outro adversário que naturalmente ficou completamente solto na área. Com três golos de desvantagem, entra um terceiro avançado (Makukula) e sai o Léo. Tendo em conta os buracos que isto abriu cá atrás, e ainda o facto de mais de metade da equipa já não se incomodar em recuar, esta medida pareceu-me ser um incentivo extra ao avolumar do resultado para a Académica. Devido à boa vontade sobretudo do Katsouranis tal não aconteceu, ficando o 3-0 no marcador e ficando muito bem.

Num naufrágio como o desta noite, o que é que se pode dizer sobre melhores ou piores? Salvaram-se talvez o Katsouranis, que foi dos mais lúcidos na defesa, sacrificando-se ainda a tapar o lado esquerdo depois da saída do Léo, e o Rodríguez, a quem as coisas não saíram muito bem, mas que correu, esforçou-se, rematou, centrou e lutou até não poder mais. Curiosamente, estou a falar de dois jogadores que nos arriscamos a não ver no Benfica na próxima época. Piores foram os outros todos, mas destaco o péssimo jogo do Luisão, não só pelo golo oferecido mas também por um chorrilho de jogadas disparatadas, e destaco também pela negativa o Cardozo, que hoje parecia ser incapaz de acertar com a baliza, chutando para todo o lado menos para onde devia. Não sei se saiu lesionado do campo ou não, mas de qualquer forma não gostei nada de o ver sair daquela maneira. Digo também que o Petit, na forma actual, não tem lugar no onze titular do Benfica. Está lento e complicativo, e com um raio de acção muito mais reduzido que o habitual, pelo que a sua acção recuperadora de bolas quase não se vê. Digo também que continua a causar-me estranheza que um jogador que sai do Benfica para ir jogar pela sua selecção olímpica, marca quatro golos em três jogos e é elogiado pela qualidade do que fez nesses três jogos, depois volte ao clube e desde então não tenha lugar sequer nos dezoito convocados.

De todas as equipas com quem o Benfica possa perder, a Académica é aquela que menos me incomoda. Os três pontos far-lhe-ão muita falta na luta pela manutenção, e são merecidos. Quanto ao Benfica, pergunto-me se estaremos assim tão interessados no segundo lugar, porque às vezes não parece. Uma equipa que persegue um objectivo não pode jogar tão desconcentrada como hoje.
por D`Arcy às 01:17 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Sexta-feira, 11.04.08

Apelo à serenidade

O “apelo à serenidade” é um expediente que, como Ricardo Araújo Pereira muito bem observou numa das suas crónicas, encontrou, em Portugal, o seu maior especialista em Jorge Sampaio, sobretudo durante os seus dois mandatos como Presidente da República.

Mais recentemente, a propósito das declarações de LFV após o encontro de passado Domingo entre Boavista e Benfica, este tipo de apelo encontrou eco nesses dois néscios vultos do dirigismo (ou falta dele) desportivo português, que respondem pelos nomes de Gilberto Madaíl e Laurentino Dias. Poderia questionar o porquê desses apelos, reveladores da preocupação patenteada por ambos em razão (como diria Rui Santos...) das declarações de Vieira, sendo que essa preocupação em nada tem a ver com a resolução do problema em si (que é o da corrupção do futebol a que se assiste há mais de 2 décadas), mas com o facto de porem em causa o status quo do supracitado dirigismo (ou falta dele) desportivo português, que inclusivamente permite que figurinhas como as mencionadas nele ocupem cargos de relevo (sendo mesmo Madaíl um claro sintoma de uma patologia crónica e dificilmente curável através de métodos convencionais...).

Como cidadão de pleno direito que sou, sinto-me tentado a fazer uso do direito que também me assiste ao exercício deste tipo de apelo. Não para me dirigir a Vieira, que neste contexto tem todo o meu apoio (não invalidando, ainda assim, que continue a achar que o Benfica continua a carecer de uma estratégia de comunicação). O meu “apelo à serenidade” dirige-se, sim, ao plantel do Benfica, e em particular aos jogadores que hoje à noite terão a responsabilidade de defrontar a Académica, num jogo determinante para a defesa do 2º lugar. Espero que, apesar do sucedido no passado Domingo, os jogadores não percam o discernimento e que se foquem exclusivamente no jogo de logo, que nele concentrem todas as suas energias. E já agora, que não confundam "serenidade" com "passividade" (pois parece-me vão ter de "pedalar" muito para ganhar o jogo a uma Académica necessitada de pontos) nem tão pouco confundam "serenidade" com "ingenuidade" (pois embora a principal preocupação deva ser jogarem o que sabem, convem que tenham presente que há pormenores que podem decidir um jogo...).

Ainda para mais, hoje vou levar ao estádio 2 colegas estrangeiros. Gostaria que eles saissem do estádio com uma boa imagem do Benfica e com vontade de repetir esta experiência inesquecível que é assistir a um jogo do Glorioso!

Da minha parte, contem com todo o meu apoio. VIVA O BENFICA!!!


(PS: espero que as notícias que dão Jorge Ribeiro como jogador do Benfica na próxima época não passem de piadas de mau gosto - o mais desagradável é que, caso se verifique que não é uma piada, o mau gosto seria ainda maior)

11 de Abril – Dia desta Águia

 
Venham a mim os vossos golos
Seja feita a minha vontade, assim no campo como na televisão.
 
Não vou lá estar hoje. Mas gostaria muito de (também) brindar a uma vitória imaculada. Espero que - ao contrário do mais que provável – o Glorioso não seja beneficiadinho para que as vozes envergonhadas desta semana não afiem a ponta daquele rombo indicador revirado com que se preparam para nos apontar para a semana. Uma vitória limpa para poder assistir com um sorriso à troca de um lugar europeu pela eliminação da taça em Setúbal, à mais que certa compensação moral no Lumiar e ao confortável colinho de Guimarães.
 
Uma vitória cristalina e inequívoca para que a noite possa ser ainda melhor.
 
Obrigado.    
por Carlos Silva às 10:51 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Quinta-feira, 10.04.08

Exemplar

O contexto está aqui, mas as imagens falam por si. São demonstrativas de como as arbitragens têm sido coerente ao longo dos últimos 25 anos. Para lances semelhantes, as decisões são as mesmas: sempre a favor do clube regional. Corrupção? Não, não... claro que não... Isto é só mérito.

 

por S.L.B. às 13:47 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Conta de solidariedade com Rafael Plowden

Encontrei esta notícia no site da Federação Portuguesa de Basquetebol, a que creio não podemos ficar indiferentes

 

Conta de solidariedade para Rafael Plowden


Na sequência da trágica morte de Mike Plowden, foi criada uma conta de solidariedade, com o objectivo de ajudar o seu filho, Rafael Plowden, a terminar os seus estudos. Deixamos aqui (nos detalhes desta notícia) os dados dessa conta e o apelo para que TODOS contribuam, pois só assim valerá a pena esta iniciativa.


O nº. de conta do Banif é o seguinte: 38 5800534 77 10
NIB: 0038 0238 05800534771 69
por Artur Hermenegildo às 12:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 09.04.08

Especialmente para ti, Jorge Coroado.

Exmo. Provedor, venho, por este meio, fazer uma crítica e um pedido de esclarecimentos.


Critico a falta de respeito que o Sr. Jorge Coroado, comentador de arbitragem, demonstrou, utilizando os microfones da Antena 1, para com o Sr. Fernando Chalana, treinador do S. L. Benfica, no pretérito domingo, depois da partida de futebol entre o Boavista e o S. L. Benfica. Pensei que o Sr. Jorge Coroado fora contratado para comentar o desempenho das arbitragens e não para tecer comentários paralelos, de questionável bom gosto, bom senso e oportunidade. Ao longo dos últimos anos tenho observado que, frequentemente, esse comentador extravasa, de forma abusiva, os comentários à arbitragem. Comentários estes que julgo pretenderem-se claros, objectivos e sem o recurso à pilhéria fácil e à ironia despropositada e ofensiva. Além de tudo, lamento que a Antena 1 dê voz a alguém que repetidamente demonstra as suas grandes limitações na correcta utilização da Língua Portuguesa.


Apresentada a crítica, peço alguns esclarecimentos. Assim, agradecia, atendendo a que a Antena 1 constitui um Serviço Público de Rádio, que me esclarecessem de quais os critérios que levaram à contratação do Sr. Jorge Coroado para comentador de arbitragem? Por que motivo foi este ex-árbitro e não outro a ter sido contratado para comentador de arbitragem? Houve concurso público? Apresentaram-se currículos? Foi por convite pessoal? Que critérios objectivos levaram à sua contratação em desfavor de outros ex-árbitros?

Gostaria também que me dissessem se a sua permanência está ou não sujeita à avaliação do seu desempenho nas funções pelas quais é remunerado?

 

Grato pela atenção


 


Esta foi a mensagem que deixei na caixa de correio electrónico do Provedor do Ouvinte . Este é  um meio de mostrarmos a nossa indignação pelas faltas de respeito que Jorge Coroado tem tido para com o nosso Benfica.

É muito fácil, basta seguir esta ligação:

http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_ouvinte/contactos.php


 


por Pedro F. Ferreira às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (53)
Terça-feira, 08.04.08

Crónica de Ricardo Araújo Pereira.

A inqualificável impunidade e a falta de vergonha que se apoderou daqueles que, nas últimas décadas, têm subvertido o futebol português a um mero exercício de criminosos têm provocado uma onda de indignação por todos nós, benfiquistas.

 

Um dos benfiquistas que melhor tem feito a defesa do nosso Clube na comunicação social é o Ricardo Araújo Pereira. Deixo-vos aqui a crónica que ele escreveu para a edição de "A Bola" do passado Domingo. Depois de a lerem, reparem que esta crónica apenas aparentemente é humorística. Já não estamos em tempo de nos rirmos da impunidade dos criminosos.


«Futebol para intelectuais

Um clube cujo presidente é acusado de corrupção activa sagrou-se campeão frente a uma equipa cujos jogadores têm os salários em atraso. Viva o futebol português!

Há países em que o futebol se resume aos pontapés que se dão na bola. Uma tristeza. Aquela frase com que as mulheres costumam definir o nosso passatempo preferido, para amesquinhar o jogo e quem gosta de o ver, não se aplica ao futebol português: «Isso são 11 homens a correr atrás de uma bola.» Nada mais falso. Além dos jogadores a correr atrás da bola, parece que há juízes a correr atrás de um bilhete grátis, advogados a correr atrás de uma brecha na lei, juristas em geral a correr atrás de uma prescrição. É preciso saber muito de leis para compreender o futebol português. A mim, que sou um pobre ignorante, faltam-me muitos conhecimentos para o entender.

Primeiro, faltam-me noções de direito. No código penal português, como é lógico, a tentativa de corrupção tem uma pena maior do que a coacção. Na justiça desportiva, coacção dá descida de divisão e tentativa de corrupção implica perda de seis pontos. Só um jurista muito sofisticado pode compreender o espírito destas leis. No futebol português, uma equipa acusada de ter um jogador inscrito irregularmente, como o Belenenses, arrisca perder seis pontos. Uma equipa acusada de corromper dois árbitros, como o Porto, arrisca perder os mesmos seis pontos. Um erro burocrático tem a mesma pena que um crime. É possível que um homicídio, no âmbito de um jogo de futebol, em Portugal, valha ao assassino uma admoestação verbal. No máximo, um cartão amarelo.

Depois, faltam-me conhecimentos de português. O presidente da Liga de clubes, Hermínio Loureiro, cuja eleição foi apoiada por Pinto da Costa há mais de um ano, prometeu celeridade a lidar com este caso baseado nas escutas que se conhecem, também, há mais de um ano. Celeridade, notem bem. Eu pensava que celeridade queria dizer rapidez. Afinal, significa 14 meses.

Finalmente, faltam-me conhecimentos de xadrez. O futebol português ficou de tal modo sofisticado que parece o jogo dos reis. Reparem: o Benfica joga hoje com os axadrezados sem saber se um ou mais dos antigos dirigentes do Boavista vão, ou não, passar algum tempo no xadrez. Há notícia de árbitros que vão a casa de dirigentes buscar um cheque que, não sendo cheque-mate, pode ser suficiente para matar um jogo. Não sei se hei-de recomendar ao Chalana a táctica do 4-4-2 ou a do gambito do rei.

P.S.: No Paços de Ferreira-Guimarães, o Paços teve um golo mal anulado e um penalty não assinalado. Na minha opinião, o jogo mais interessante da época vai ser o Guimarães-Porto. Será curioso descobrir qual das duas equipas será mais beneficiada.»

RAP

 

por Pedro F. Ferreira às 21:28 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Sugestão

Deixo aqui um desafio aos meus colegas escribas da "Tertúlia", nomeadamente aqueles que mais de perto acompanham e conhecem os factos e figuras do nosso futebol.

 

Porque não juntarmo-nos com o LF da "Vedeta da Bola" e e eventualmente outros, e com a ajuda de alguma pesquisa e trabalho escrevermos e publicarmos um "FCP campeão - Livro Negro 87-07"?

 

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Mais um testemunho.

Para que ninguém se esqueça do que tem sido a corrupção das últimas décadas no futebol português, leiam, também, este post do blogue A Vedeta da Bola.
por Pedro F. Ferreira às 16:57 | link do post
Segunda-feira, 07.04.08

Neste esgoto à beira-mar plantado

Não sei se tenho palavras para exprimir o que me vai na alma. Há duas que, provavelmente, o resumem: revolta e nojo.
 
Ponto prévio: o Benfica jogou mal durante grande parte do campeonato, sem fio de jogo ou o mínimo de inteligência. Grande parte dos pontos perdidos resultam de absoluta inépcia e incompetência. Claro que (como não?) jogos houve onde fomos prejudicados pelas arbitragens. Coisas que a acontecer em clubes de gente ‘culta’ e ‘elevada’, de elevado pedigree, como o Sportem, teriam levantado o habitual coro ‘culto’ e ‘elevado’ de protestos que levam sempre, mas sempre, a pressões sobre as arbitragens. Os mesmos que se calam quando anulam inexplicavelmente golos aos adversários. Verdadeiros gentlemen.
 
Mas agora que se atinge a altura das decisões e numa altura em que o 2º lugar se tornou subitamente alcançável pela agremiação do Lumiar, as arbitragens encomendadas estão a atingir níveis absolutamente revoltantes. E sem pudor ou vergonha, porque já se percebeu que neste país de brandos costumes não há coragem para aplicar justiça. Porque, pasme-se, nesta patética amostra de país, é preciso coragem para aplicar a justiça e porque a podridão está demasiado infiltrada no tecido social do país. Os tripeiros querem ganhar a todo o custo e adoram cegamente o criminoso e os lagartos fecham os olhos porque lhes compram o silêncio com migalhas e porque o verdadeiro prejudicado é o Benfica. E que lagarto no seu perfeito juízo se irá queixar por prejudicarem o seu ódio de estimação?
O que é óbvio é que querem tirar o Benfica do 2ª lugar e querem-no dar ao Sportem, como prémio de bom comportamento. E todos sabemos quem.
 
A herança dos antepassados que outrora fizeram deste um país de gente tenaz e heróica foi vilipendiada de modo sistemático no séc. XX por gente baixa e amoral. O pouco que resta dessa herança continua a ser estraçalhada pela mesquinhez, corrupção e canalhice dos biltres que governam esta pobre desculpa de país. Os que o governam na verdade, atente-se. Os que controlam as sombras, os que garantem a todo o custo o status quo e a manutenção do laxismo que é a principal característica deste país.
O que distinguiu Portugal no passado foi a improvável capacidade de um povo e nação tão pequena para discutir o controlo do Mundo. A extraordinária circunstância de um minúsculo conjunto de gente comandar os destinos da civilização ocidental. Após o apogeu, em que Portugal descobriu o Mundo e o partilhou com Espanha, a história encarregou-se de ir lentamente diluindo o papel de Portugal e desbaratando a riqueza gerada. O país definhou lentamente até chegar ao séc. XX, uma patética amostra de um outrora nobre povo. Por entre ditaduras autistas e castradoras e libertações desregradas (em que se criaram muitos dos vícios que hoje amordaçam o país), surge subitamente no séc. XX uma espécie de testemunho do que fomos, um assomo de heroísmo, resistência e de desafio perante o Mundo. O acordar do que de melhor Portugal tem. Do que fez de Portugal a nação que resistiu a séculos de tentativas de invasão, a nação que descobriu o Mundo. Uma réstia de esperança.
E onde? No futebol.
 
O Benfica surge como um raio de luz, um reflexo das melhores qualidades que jaziam adormecidas na alma colectiva de um país reduzido a uma insignificância amordaçante.
O Benfica reúne o que de melhor havia em nós e, fruto de muita luta, suor, sacrifício e honra, volta a dar Portugal ao Mundo. O Benfica ombreia com os maiores da Europa, o Benfica vence-os, o Benfica atinge 5 finais da Taça dos Campeões Europeus quase seguidas, o nome do Benfica atinge um relevo lendário e espalha o nome de Portugal pelo Mundo (e daí o aproveitamento dessa condição do Benfica pelo Estado Novo, e apenas nessa medida, porque o verdadeiro clube do regime, todos o sabemos – por mais que os mentirosos e hipócritas vomitem ideias feitas - foi e sempre será o Sporting). O Benfica torna-se o Glorioso. O Benfica torna-se maior que Portugal.
 
E Portugal, envergonhado, planeia-lhe a queda, arquitecta-lhe a ruína. A inveja e a mesquinhez grassam, crescem, alimentam-se, estruturam-se. E finalmente, nos anos 80, põem em acção o plano e deixam o país à mercê de um conjunto de criminosos amorais que o amordaçam, que o sujam, que o matam.
Ancorados numa fictícia Guerra Norte-Sul, o Porco da Costa e os seus acólitos têm violado o futebol português e construído uma mentira nauseabunda, com a conivência dos animaizinhos de estimação do Sportem, que rebolam e se fingem de mortos com a promessa de migalhinhas e a ruína do Benfica.
Isto para dizer o quê? Que o futebol está moribundo. Que este outrora paraíso à beira-mar plantado é um esgoto a céu aberto. Que os canalhas que amordaçam o país estão a tentar destruir o que ainda nos eleva, o que ainda nos torna maiores que este rectângulo encostado ao mar.
 
Não acredito em nada do que se passou nos últimos 20 anos no futebol português. NADA. Não há verdade em nada. E tenho dificuldade em perceber como é que gente com o mínimo de dignidade (que os haverá) ainda tem a capacidade de abstracção para festejar campeonatos neste contexto.
A onda que nasceu com o início do Apito Dourado (e que permitiu um momento de hesitação no sistema, de tal modo que o Benfica foi campeão) morreu contra a escarpa inclemente do laxismo e da corrupção instituída. Sim, faça-se o teatrinho para as aparências. Deixe-se correr o processo e quando se achar que o FC Porco tem vantagem suficiente para não lhe fazer mossa uma amostra de castigo, tente-se saciar a opinião pública e anunciar um castigo de 6 pontos (os mesmos que os subtraídos ao Belenenses por utilização indevida de um jogador).
 
A aliança FC Porco – Sportem (confirmada pelo próprio João Rocha nos seus moldes mais velhacos), como já denunciei várias vezes, está a conseguir os seus objectivos. Afastar o Benfica do topo.
O FC Porco controla o futebol português e o lacaio Sportem mantém a bola baixa e recolhe os biscoitinhos que lhe são atirados debaixo da mesa. Uma Taça de Portugal ali, a promessa de um 2ª lugar aqui, uma final da Taça da Liga acolá. A Avestruz de Alvalade comporta-se como uma prostituta barata, senta-se ao lado do Porco da Costa nos camarotes, elogia-lhe a capacidade de gestão, dá-lhe pancadinhas nas costas e, quando questionado sobre o Apito Dourado, engasga-se envergonhado e atira banalidades como ‘só falo no fim do processo’ ou ‘ainda não houve condenações’. Hipócrita.
O moço quem tem um ninho na cabeça e que treina o Sportem baba-se descontroladamente a elogiar o FC Porco e o Senhor Professor Jesualdo e no jogo a seguir o árbitro decide que as bolas que o Braga mete na baliza do Sportem não contam. E o moço Bento menciona por acaso o inacreditável lance nas suas declarações depois do jogo? Claro que não, o que é importante é insistir em que foi prejudicado quando o Sportem perde. A verdade não tem nada a ver com isto. Hipócrita.
O Sportem rebola, ladra a mando do dono. O dono manda um osso. E manda os palhaços Lucílio e Paixão dançar. E estes dançam, emulando as danças que presenciaram vezes sem fim nas casas de alterne do grupo FC Porco.
Para gáudio da nação anti-benfiquista.
 
Como seria de esperar, às críticas do Presidente do Glorioso, que constata o óbvio, os fantoches hipócritas do FC Porco na direcção da arbitragem e na Secretaria de Estado da Juventude e Desporto (o tipo mais inútil que existe neste país) reagem com estudada indignação, conforme as instruções e pagamentos recebidos. E velhos dejectos como o Coroado (um dos maiores cancros do futebol português dos últimos anos e uma pobre desculpa para um ser humano), a mando do polvo, levantam a voz cirurgicamente.
Continuem todos estes imbecis corruptos e sujos da arbitragem e do governo a prostituir-se e a sujar o país.
Continuem os do FC Porco a festejar títulos sujos e os do Sportem a babar-se com as migalhas e a fazer voodoo com bonecos do Benfica.
 
Eu? Prefiro andar na rua de cabeça erguida. Sou do Benfica, não tenho nada a ver com a merda que conspurca este país. Sou do Benfica, e isso me envaidece muito além do que alguém dessas duas agremiações possa algum dia entender.
 
País de merda, esgoto nauseabundo.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:53 | link do post | comentar | ver comentários (49)

"Polvo da Costa" - sugestões para o combater

O presidente do fcp não inventou nada.  Infelizmente, a promiscuidade entre o poder (político, económico, outro) e actividades menos claras não é de hoje nem só do nosso país nem só do futebol.

 

São conhecidas as ligações de sectores do poder ao crime organizado nos EUA e em Itália, por exemplo – os Kennedy cimentaram o seu poder assim; a Sicília há anos que é na prática governada pela Máfia, só para dar dois exemplos.

 

Em Portugal temos alguns exemplos no poder político de comportamentos que em tudo fazem lembrar o do p da c – que não cito aqui para não criar divisões políticas entre nós, Benfiquistas.

 

Esta é uma situação com a qual vamos ter de viver.  Não podemos esperar milagres nem da justiça civil nem da desportiva.  De qualquer forma, o passado ninguém o muda e os títulos que perdemos perdidos estão.  É preciso é olhar para o futuro.

 

O problema principal é que, neste caso do fcp como noutros, passados que estão muitos anos a cimentar o seu poder, os mafiosos sentem que já podem parar com os “golpes escuros” e reclamar um estatuto de respeitabilidade.  Creio sinceramente que neste momento p da c já não precisa de comprar explicitamente árbitros com putas e viagens ou o que seja.  Está  instalada uma rede de amiguismo, compadrio e cumplicidade em torno do fcp que dispensa já a corrupção activa e directa.  São árbitros a auxiliares, jogadores e treinadores emprestados ou simplesmente “amigos”, dirigentes, autarcas, governantes.  Não é, repito, na sua maioria, corrupção – é cumplicidade, partilha de interesses e se calhar também nalguns casos genuína simpatia ou mesmo fervor clubístico.  E isto é muito difícil de combater, e não é ilegal. 

 

Quer isto dizer que não podemos fazer nada e que nos temos de resignar?  Não, não quer.  Quer dizer que temos de fazer muito mas o que fizermos tem de ser sólido e eficaz.  Não há lugar para tiros no pé.

 

Em primeiro lugar, e isto é óbvio, temos de ter uma equipa forte e que consiga resultados.  E se calhar temos de mentalizar essa equipa para que nos primeiros tempos tem de ser muito mais forte do que o adversário directo, porque iremos frequentemente jogar contra ele e contra factores externos.  Mas quando os resultados começarem a aparecer apesar dos nossos inimigos (não confundir com adversários) então a nossa força para denunciar e combater o sistema instalado crescerá.

 

Em segundo lugar, temos de ter uma política de comunicação sólida e coerente, a que todos se submetam (e em especial o Presidente).  Todas as acusações e denúncias feitas por canais oficiais têm de ser demonstradas e provadas; nada de “bocas para o ar”, insinuações e meias palavras.  Essas poderão ficar para uma “comunicação de guerrilha” em canais apropriados, mas nunca associados a posições oficiais do Benfica ou dos seus dirigentes.

 

É também fundamental reforçar os canais de comunicação do Benfica e a sua ligação aos adeptos.  Vem aí o nosso canal de televisão, que é um componente importantíssimo na nossa estratégia de comunicação, mas irá levar o seu tempo até atingir a “velocidade de cruzeiro”.  Mas eu penso que é preciso mais, e de forma mais imediata.  Acho que o nosso jornal devia ser revitalizado e transformado no “Órgão de Informação Nº 1” de todos os Benfiquistas.  Devíamos contratar os melhores jornalistas Benfiquistas e transformar rapidamente este jornal num que todos os Benfiquistas pensassem sempre em comprar antes de qualquer dos outros.  Aumentar a periodicidade, melhorar a distribuição, apostar na qualidade e rigor, com informação desportiva genérica mas prioridade total ao Benfica e expressão de uma perspectiva Benfiquista do futebol e desporto português em geral.

 

Temos de nos bater na Liga por políticas de arbitragem que potenciem a honestidade e competência, nomeadamente:

 

- regresso ao sorteio (condicionado de forma a que os jogos mais difíceis sejam arbitrados pelos melhores árbitros);

 

- equipas de arbitragem fechadas (ou seja, cada árbitro trabalha sempre com os mesmos auxiliares) – este ano quis-me parecer que houve demasiadas decisões contra o SLB tomadas por auxiliares, e se os mesmos não tiverem uma relação de confiança e trabalho permanente com o mesmo árbitro, a desresponsabilização torna-se mais fácil;

 

- contratação se necessário de equipas de arbitragem estrangeiras de qualidade para determinados jogos;

 

- criação de um sistema de classificação dos árbitros que não dependa exclusivamente de um observador – por exemplo: introdução de um segundo observador; os delegados dos clubes de cada jogo também pontuariam o árbitro, embora com um peso ponderado menor;

 

- introdução de um sistema de veto – um clube poderia, desde que fundamentadamente, vetar determinados árbitros para dirigir jogos seus – esse dado seria introduzido no sorteio condicionado;

 

- criação de um sistema rígido de incompatibilidades para os membros de todos os órgãos da Liga – para evitar coisas como esta de um membro do CD de Gondomar ir ser juiz em causas que implicam o clube da terra.

 

 

Estas são medidas concretas que penso podem ajudar a combater o “polvo” e transformá-lo aos poucos numa inofensiva “lula de conserva”.

 

 

por Artur Hermenegildo às 16:47 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Guerra civil

Não é preciso uma para que as coisas mudem, pois não? Ou será? Quando a justiça não funciona... Ou então é ridícula...

 

Como disse o D'Arcy no post abaixo, isto qualquer dia acaba (muito) mal. A paciência tem limites e 20 anos é muito tempo.

 

Será que vivemos mesmo num estado democrático?

por S.L.B. às 00:44 | link do post | comentar | ver comentários (55)
Domingo, 06.04.08

Injustiça

Uma tremenda injustiça. O Benfica tudo fez esta noite, no Bessa, para conquistar os três pontos. Mas uma conjugação de falta de sorte, aselhice, inspiração do guarda-redes do Boavista, e influências externas acabaram por ditar um nulo que nos deixa uma sabor muito amargo na boca. Houve alturas deste jogo em que à memória só me vinha o malfadado jogo contra este mesmo Boavista o ano passado na Luz.

O nosso treinador Chalana afinal optou por não mudar nada em relação à equipa que no passado fim-de-semana venceu o Paços de Ferreira. Apesar de recuperado, o Luisão sentou-se no banco. E o Benfica começou o jogo a mostrar que está em franca recuperação. Jogámos um futebol alegre, claramente de ataque, com os jogadores a desmarcarem-se abrindo várias opções de passe, saindo e trocando de posição frequentemente. O Boavista só ao fim de cerca de quinze minutos pareceu começar a acertar com o nosso jogo, conseguindo então equilibrar as coisas e passando a aparecer também com algum perigo no nosso meio campo. E foi durante esse período (cerca dos vinte e cinco minutos de jogo) que dispôs mesmo de uma oportunidade soberana para marcar, beneficiando de um penálti claro cometido pelo Edcarlos. Só que o Quim defendeu o remate do Jorge Ribeiro, e isto acabou por dar o mote para que o Benfica voltasse a melhorar o seu jogo, construindo algumas oportunidades que foram desperdiçadas (estou-me a lembrar por exemplo de uma do Nuno Gomes logo na resposta ao penálti) e que de alguma forma começaram a dar o mote para aquilo que seria a segunda parte do jogo.

Na segunda parte, sem quaisquer alterações, o Benfica entrou ainda mais ao ataque. Remates do Cardozo e do Rui Costa puseram à prova o inspirado Jehle. E após quinze minutos, o Chalana recorreu à mesma substituição da semana passada, retirando o apagado Maxi para entrar o Di María. E, tal como a semana passada, o Benfica transfigurou-se. Se até aí o domínio do Benfica no jogo tinha sido claro, a partir desse momento tornou-se avassalador, com o Boavista praticamente a não conseguir sair do seu meio campo e, inclusivamente, a passar por muitos períodos em que nem sequer conseguia sair da sua área. As oportunidades de golo para o Benfica começaram a suceder-se, mas a bola teimava em não entrar, com o guarda-redes adversário a revelar estar numa noite inspirada. Durante esta meia hora final, vi o Benfica jogar e fazer coisas como há muito tempo não o via fazer, e a vitória parecia ser não só o corolário lógico mas também justo para tudo aquilo que os nossos jogadores faziam em campo. Só que mesmo quando parecia impossível não ser golo, havia sempre um pé, um poste, uma defesa de último recurso, e o nulo foi-se arrastando até final. Não merecíamos isto.

Não consigo estar a escolher os melhores ou os piores neste jogo. Fiquei tão entusiasmado e irritado com aquilo que se ia passando que deixei de conseguir ver o jogo de uma forma muito racional. Só via o nosso assalto à baliza adversária, vaga atrás de vaga, e a bola a não entrar. Acho que toda a equipa merece um aplauso, incluindo a equipa técnica, por ter-me deixado ver o Benfica jogar à Benfica.

A semana passada foi evidente que nos estão a querer tirar do segundo lugar seja por que meios for. O Chalana deixou-se de discursos politicamente correctos e disse isso mesmo. A nomeação do inevitável Lucílio Baptista para este jogo já fazia antever a continuação do 'trabalhinho', e o Lucílio não desiludiu quem decidiu nomeá-lo. Já foram muitas as situações em que ele mostrou todo o seu valor a arbitrar-nos (as mais flagrantes foram no jogo do título do sportém, que o Sabry estragou, e na final da Taça de Portugal de luta livre, contra o fóculporto do Mourinho), e talvez por isso continuem a nomeá-lo. Hoje foi mais uma para a história. Se depois do serviço do Elmano a semana passada ainda subsistiam algumas dúvidas sobre aquilo que o Chalana disse, julgo que estarão dissipadas hoje. Olhem para a posição do Lucílio em relação à jogada nos dois lances de que o Benfica se queixa. Era impossível não ver o que se passou estando na posição em que está. Se não marcou foi porque não quis. Ou porque saber que alguém não queria. Mas de certeza que não se falará muito nisto. Como de costume, é mais fácil dizer que a culpa é do Benfica, que falhou aqueles golos todos.

Isto um dia acaba mal. Muito mal.
por D`Arcy às 23:46 | link do post | comentar | ver comentários (34)

A impunidade do criminoso.

Um quarto de século montado no ódio e alimentando um fictícia guerra norte/sul que amesquinha ainda mais a tacanhez das gentes que embarcam nas palavras de um criminoso. Um quarto de século feito de ameaças, intimidações e agressões a jornalistas. Um quarto de século alicerçado na violência de um grupo de criminosos assumidos que se escondem no anonimato cobarde de uma claque. Um quarto de século feito de pressões políticas e ameaças públicas aos poucos que se recusam a legitimar práticas criminosas. Um quarto de século a promover árbitros que se vendiam por pouco menos do que o favor sexual comprado a prostitutas reles. Um quarto de século a meter magistrados no bolso. Um quarto de século em que a conivência das forças judiciais lhe deram a convicção da impunidade. Um quarto de século feito de bajulações, encobrimentos e cobardias feitos por aqueles que tinham como dever moral, profissional, social e civilizacional denunciar práticas criminosas. Um quarto de século em que um reles mafioso se vem arrogando o direito de escarrar num país que se julga civilizado e democrático. Um quarto de século em que um verme se transformou no líder de uma horda que, à força da cegueira e da total ausência de valores, há muito deixou a coluna vertebral na loja de penhores.

Hoje é dia de assistirmos a mais um dia de glorificação vergonhosa de um criminoso.

por Anátema Device às 14:24 | link do post | comentar | ver comentários (32)
Quarta-feira, 02.04.08

2º de Abril

Na sequência do post '1º de Abril' do S.L.B., e olhando aos comentários lá deixados, tenho a dizer que, ao contrário do que muitos ali afirmam, eu não tenho grandes dúvidas que o fóculporto será condenado e perderá os referidos seis pontos. Tal como não tenho dúvidas nenhumas que o timing para esta acção da Liga, ao fim de QUATRO ANOS de Apito Dourado, é tudo menos inocente. Não é por acaso que o fóculporto se arrisca a perder seis pontos numa altura em que comanda o campeonato com dezasseis pontos de avanço. Assim, com a tradicional chico-espertice portuguesa, lavam-se as mãos. O fóculporto, como castigo para décadas de corrupção e batotice, é condenado, perde seis pontos, e festeja o título de campeão na mesma. E acaba-se com esta chatice do Apito Dourado, e com as constantes acusações e chamadas de atenção (em particular pelo 'totó' do nosso presidente) à inacção da Liga sobre o assunto.


Os casos de 2003/04 não serão senão uma minúscula pontinha do enormíssimo icebergue da corrupção que qualquer pessoa que tenha vivido o futebol português na parte final da década de 80 e década de 90 sabe que existiu. Os seis pontinhos de que o fóculporto vai risonhamente abrir mão (aposto que nem sequer irão recorrer da condenação) são como uma palmadinha nos dedos de um serial killer como castigo por ter sido apanhado a roubar um pão na mercearia.

por D`Arcy às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Ricord

Gostava de tecer um comentário jocoso acerca desta notícia do Ricord sobre o Benfica, mas não conseguiria ter mais piada do que a própria notícia, que se intitula "Nada de novo no Seixal". Quando o que é notícia é a não existência de notícias está tudo dito sobre a qualidade jornalística do jornal e sobre a grandiosidade do nosso clube, pois nele tudo é notícia, mesmo o que, por definição, não é notícia. Por estranho que pareça, até louvo a atitude: na ressaca do 1 de Abril, que é afinal um dia frequente por aquelas bandas, o Ricord deu tréguas ao tipo de jornalismo por que é conhecido.

Terça-feira, 01.04.08

1º de Abril

Achei muita graça à piada do dia das mentiras que foi reproduzida por quase todos os órgãos de comunicação social: quatro(!) anos depois do despoletar do caso, a Comissão Disciplinar da Liga enviou a nota de culpa a um certo clube que, por ter corrompido dois árbitros, incorre numa pena de... duas derrotas! É isso mesmo, s-e-i-s pontos! Ou seja, comprar-se um árbitro e pôr em causa a verdade desportiva é tão grave quanto... inscrever um jogador que já tenha alinhado por dois clubes numa mesma época! Digam lá se a piada não é hilariante e bem esgalhada?!

 

Noutros países, as Juventus e os Marselhas perdem os títulos e descem de divisão, no nosso perdem-se três pontos por se ser corrupto. Enfim, o que vale é que hoje é dia 1 de Abril...

 

P.S. - Cada vez estou mais convencido que isto só vai ao sítio com medidas drásticas. Perdoem-me a linguagem, mas ESTE PAÍS É UMA MERDA!

por S.L.B. às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (27)

Das palavras de Vieira - parte II

Na sequência deste post do Pedro F F, queria também reflectir sobre outra das afirmações de Luís Filipe Vieira produzidas no passado fim-de-semana: segundo Vieira, é mais importante ao Benfica adquirir prestígio internacional do que conquistar títulos (o que vem na linha da opinião que sustenta a precocidade da conquista do campeonato de 2004/2005).
Eu, e creio que a generalidade dos Benfiquistas, estamos principalmente interessados em títulos desportivos. O prestígio internacional é, sem dúvida, importante, mas nunca em detrimento de títulos. Quando muito poderia dizer que, para construir (de forma sustentável) uma equipa com qualidade para ser campeã leva o seu tempo (com o que concordaria). Mas não me parece que a gestão desportiva dos últimos anos tenha sido feita nesse sentido...
Gostava também de perceber como é que é possível ganhar prestígio sem ganhar aquilo que é, precisamente, a essência do prestígio de um clube desportivo: títulos.

Recordo-me também de LFV ter afirmado, recentemente, que transformou o Benfica num clube "apetecível". Sem pôr em causa o mérito que lhe reconheço na recuperação financeira do Benfica (factor essencial para que se possa dispor de um plantel de qualidade), a verdade é que essa recuperação financeira não tem sido acompanhada de melhorias a nível desportivo (bem sei que ser campeão no actual contexto é bem difícil, mesmo com uma super-equipa, mas mesmo assim, não podemos deixar de nos fortalecer para combater, jogo a jogo, pela vitória dentro do campo, contra 14 se necessário). Por isso, atrevo-me a perguntar: "apetecível" para quem?...

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