VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 29.05.08

Yebda

E pronto, confirmou-se a segunda contratação do Benfica versão 2008/09. Após o Ruben Amorim, foi a vez do há muito anunciado Hassan Yebda, médio francês de 24 anos, ser apresentado como reforço.

Não posso tecer grandes considerações sobre ele, dado que pouco conheço do jogador. Sei que pode jogar em várias posições no meio campo, e assim poderá ser uma alternativa ao Maxi Pereira, ou até mesmo ao Katsouranis caso o grego acabe por sair (embora eu espere sinceramente que isto não aconteça). Acho curioso no entanto que no site da Liga Francesa a sua ficha o refira como avançado. Enfim, acima de tudo espero que seja bem sucedido com a nossa camisola (pelo menos bem mais do que o último francês que fomos buscar). Como se trata de uma contratação que conta com o aval quer do Rui Costa, quer do Quique, sempre me dá confiança no seu potencial valor.

por D`Arcy às 22:05 | link do post | comentar | ver comentários (10)

O 1º passo

UEFA abre procedimento disciplinar

 

Pois é, na sequência deste post surge esta notícia. Deixou de ser uma hipótese e passou a algo concreto. O nosso treinador disse que tinha dois objectivos: chegar à Liga dos Campeões e depois lutar pelo título. Se a justiça que não foi feita em Portugal for realizada pela Uefa (e não estou a ver como é que pode não ser, afinal eles não recorreram da sentença, assumindo-se como corruptos), podemos começar a pensar no segundo.

 

P.S. – Para aqueles que têm objecções em chegar à Liga dos Campeões por via administrativa, eu digo que prefiro isto (como consequência da reposição da justiça) do que ganhar campeonatos da maneira como têm sido ganhos por um determinado clube desde há 25 anos.

por S.L.B. às 18:50 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Terça-feira, 27.05.08

Que sejas bem-vindo, Diamantino.

 

Diamantino encontrou-se com o Destino quando Eriksson, na sua primeira época de Benfica, em 82/83, fez dele totalista nos jogos do campeonato nacional. O seu Destino era ser campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal. Foi-o.

Desencontrou-se com o Destino quando, nessa primeira época, esteve na equipa que não ganhou a final da Taça UEFA. Em 82/83, Diamantino era um jovem que, depois de ter feito o tirocínio no Setúbal, no Amora e no Boavista, começava a marcar um espaço e um tempo na História do Glorioso. Teve muitos outros encontros e desencontros com o Destino. Desencontrou-se com o Destino no dia 21 de Maio de 1988, no dia da lesão, a tal lesão no tal jogo com o Guimarães, em que o Adão teve uma daquelas entradas que, não acabando com a carreira do Diamantino, o privou de jogar a final da Taça dos Campeões Europeus… e nos privou de mais uma vitória nessa competição.

Encontrou-se com o Destino naquela final da Taça contra o Sporting em que meteu o Virgílio no bolso e marcou dois golões ao grande Damas. Foi Diamantino do mais alto quilate no cruzamento para a cabeça do Rui Águas, naquela meia-final contra o Steaua do Hagi. E como não lembrar aquela segunda parte de raiva e com ganas de provar algo a alguém contra a Sampdoria do Trevor Francis e do Souness. E nesse dia cumpriu o seu Destino, tal como em mais de nove anos, mais de trezentos jogos, oito dezenas de golos e uma dezena de títulos que ajudou a conquistar para maior glória do Glorioso.

No início da década de 90 reencontrou Eriksson e viu-se obrigado a seguir outro caminho. Regressa agora à sua (nossa) casa. O Diamantino vem para o seu (nosso) Clube para ajudar o seu (nosso) Benfica a cumprir o seu Destino: vencer!

Que sejas bem-vindo.

por Pedro F. Ferreira às 23:20 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Domingo, 25.05.08

O penalty do Veloso faz hoje 20 anos.

 

E ainda hoje, olhando para ele, dou comigo a gritar daqui: chuta para o outro lado, pá!

Sábado, 24.05.08

Novelas

E pronto, acabou a novela sobre o novo treinador do Benfica. Quique Flores foi o escolhido, e já foi apresentado. Sobre o novo treinador, acho que o melhor será mesmo esperar para ver. Confesso que não é uma escolha que me deixe particularmente entusiasmado, já que outros nomes seriam mais do meu agrado. Não estou à espera que o futebol atractivo seja uma das imagens de marca do novo Benfica, mas a verdade é que neste momento estamos mais necessitados de resultados do que de futebol bonito. Mas quanto à nova equipa técnica, e a ser verdade, digo que me agradará muito ver regressar à Luz o Diamantino, um dos meus antigos ídolos como futebolista.

Agora podemos entrar em força na novela dos reforços. Passando os olhos pelos jornais de hoje, já dá para ver que um deles afirma que o novo treinador exige o Caneira e o Carlos Martins (na minha opinião o primeiro teria utilidade; o segundo seria um disparate), outro já dá como uma exigência do Quique o Albelda (o que para mim não tem pés nem cabeça), e outro ainda fala do francês Gouffran como possível reforço (e este sim, a ser verdade agradar-me-ia bastante). O que eu espero é que se faça um esforço para tentarmos integrar jogadores da formação no plantel principal. Se alguém tem prestado alguma atenção à qualificação para o Europeu de sub-19, onde estão cinco dos nossos jogadores, já deve ter reparado que a sua contribuição está a ser tudo menos discreta.

por D`Arcy às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (34)

Ainda o jantar na Assembleia da República

Na sequência deste post do Artur, o assunto não merece passar impune, pelo que o seguinte email foi enviado hoje ao Senhor Presidente da Assembleia da República (conforme sugestão de um deputado amigo meu).

 

 

Exmo Sr. Presidente da Assembleia da República,

 

 

Sou um cidadão português de 32 anos e venho por este meio fazer duas perguntas a V. Exa. acerca do jantar que se realizou no restaurante da Assembleia da República no passado dia 14 de Maio, em que participaram um conjunto de deputados e o Presidente do FC Porto.

 

1) Gostaria de saber quem é que pagou a conta do respectivo jantar. Presumindo que não foi o convidado, foram os deputados ou o erário público?

 

2) Independentemente de quem tenha liquidado a conta, gostaria de saber se V. Exa. tem o poder de permitir ou cancelar certos eventos nas instalações da A.R. Imaginemos, por absurdo, que o Sr. Alves dos Reis ainda era vivo e um conjunto de deputados o convidava para jantar na A.R. V. Exa. tinha poderes para não o permitir?

 

Na sua mensagem no site da A.R., diz V. Exa. que esta é “a Casa da Democracia Portuguesa”. Porventura, tem V. Exa. a percepção do sinal que este evento deu à população portuguesa? Alguns dos representantes “de todo o país” convidam para jantar em pleno órgão de soberania uma pessoa que está neste momento a responder em tribunal por tentativa de corrupção e que já foi condenada na justiça desportiva por este mesmo delito. E o clube que representa nem sequer recorreu da sentença, assumindo sem contestação a sua condição de corrupto. Para além disso, o que a sua defesa mais argumenta em tribunal é a ilegalidade das escutas telefónicas. Ninguém deve ser condenado antes de haver sentença, mas ainda não se ouviu ninguém desmentir o conteúdo e dizer que aquelas conversas nunca existiram.

 

Não está em causa a legitimidade dos deputados adeptos do referido clube convidarem o presidente desse mesmo clube para almoçar ou jantar, mas julgo eu haver mais restaurantes no país onde esse repasto pudesse ser realizado, sem ser em plena “Casa da Democracia Portuguesa”. Ou acaso estarei enganado?

 

Grato pela atenção e pelo tempo de V. Exa., e aguardando uma resposta sua, despeço-me atenciosamente.

 

Com os meus melhores cumprimentos,

  

S.L.B.

 

 

 

Desafio todos os cidadãos portugueses com algum pingo de decência a manifestarem publicamente a sua indignação, tal como foi feito com sucesso nesta situação. Podem fazê-lo através deste link.

por S.L.B. às 02:49 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Sexta-feira, 23.05.08

Garantirá uma primavera chuvosa, um jardim florido?

Numa altura em que se aproxima vertiginosamente o anúncio do nome do treinador que se irá responsabilizar por colocar de novo o Benfica no lugar que merece é chegada a hora de dizer de minha justiça relativamente aos últimos acontecimentos que vão marcando a actualidade benfiquista.

 

Não vos irei maçar com a recordação do triste final de época que me foi dado a observar, bastas vezes na fila da frente, isto é, nos estádios onde as tragédias iam tendo lugar, quanto a isso tranquilizo-vos desde já. Mas terei obrigatoriamente de fazer um ponto prévio para justificar o porquê de as minhas expectativas para a época que aí vem, o novo ciclo que se está prestes a iniciar (ou será que já se iniciou?), serem, um pouco inesperadamente convenhamos, altamente elevadas.

 

Sou ridiculamente optimista quando se trata do Benfica, isso é inegável e aceito que mo atirem à cara na caixa de comentários que surgirá após o último parágrafo deste post. À partida para um jogo, por piores que sejam as perspectivas e por mais que me tente mentalizar que existe a hipótese de o Benfica não o vencer, é certo e sabido que assim que o árbitro apita para o início da partida sou acometido de uma cegueira momentânea que pode durar até 120 minutos.

 

Tenho convivido relativamente bem com este estigma mas o cenário altera-se radicalmente quando dou por mim a pensar com os meus botões que talvez esteja a ser um pouco ingénuo quando dou crédito a um presidente que já me desiludiu uma vez, numa situação análoga à que vivemos actualmente. Adiante. A verdade é que vamos entrar no último ano de mandato de Luis Filipe Vieira e será no seu final, e só então, que se irá julgar o seu trabalho e aferir, no caso de existir uma recandidatura, a viabilidade de lhe passar uma procuração para o próximo triénio. 

 

Confesso que a promoção de Rui Costa a director desportivo é a razão maior para o meu optimismo. Cometerá erros em função da sua inexperiência no cargo e será falível como qualquer pessoa o é, mas existe a garantia de que além da imensa experiência granejada no competitivo futebol italiano, onde conviveu com os melhores juntando à faculdade de nunca ter tido necessidade de olhar para alguém de baixo para cima a, não menos importante, humildade cuja perda o faria olhar outrém de cima para baixo, também será virtualmente impossível de ver lançadas contra si teorias de se estar a usar da grandeza e prestígio do clube em proveito próprio. E isso, amigos, é um bónus fundamental quando juntamos o passado recente do nosso clube à idiossincrasia própria dos adeptos benfiquistas.

 

Posto isto, acredito que o técnico que aí vier, quer ele seja o Quique Flores ou Michael Laudrup ou mesmo outro que pertença à mesma estirpe, isto é, juntando à juventude a fome de vitórias e salpicando estas características com uma visão moderna do futebol, fará um contrato de médio prazo que o libertará do estigma inicial pelo qual passam os treinadores aos quais se exigem resultados imediatos. Não sou (tão) ingénuo ao ponto de pensar que os adeptos benfiquistas irão perdoar outro ano em branco mas quero crer que as não vitórias (como já disse anteriormente recuso-me a prever derrotas do Benfica) iniciais serão mais facilmente desculpáveis caso a direcção desportiva tenha um rumo traçado e perfeitamente apreendido pela massa adepta e se desvaneça de uma vez por todas a gestão ao sabor do vento por que se pautaram os últimos longos meses que eu conseguiria reduzir em poucas palavras chamando-lhe o período pós-José Veiga. Por muito que isso me custe a admitir e que desgoste a alguns que me leêm.

 

Acima de tudo e seja qual for o nome do técnico, será fundamental que a dupla Rui Costa/Treinador aja em perfeita autonomia, sem o dedo presidencial portanto, e com o rumo perfeitamente traçado de antemão, o que estas semanas de contactos e reuniões me fazem acreditar ser um ponto assente.

 

Para já não desejo entrar em pormenores relativamente às lacunas que penso ser urgente debelar ao nível do plantel a constituir para a próxima época, no entanto espero que se junte à necessária atenção ao mercado nacional, cuja liderança perdemos para o rival nortenho e cuja reconquista é fundamental para voltarmos a ser a força dominadora que já fomos, uma postura acutilante no mercado externo que permita chegar primeiro às trutas que de outro modo nos escaparão.

 

Se juntarmos às informações positivas que me chegam do modus-operandi do gabinete de prospecção do Benfica o conhecimento internacional de Rui Costa e do treinador que aí vem só podemos esperar a feitura de um plantel capaz de lutar até ao fim pela (re)conquista da nossa verdadeira posição, aquela que está na génese da nossa existência e que em suma fará com que nós, os optimistas, deixemos de ser olhados de um modo paternalista muito semelhante ao que em geral se reserva aos inaptos mentais que estão de tal modo desfasados daquilo que os rodeia que nem sabem cantar de trás para a frente o fabuloso "Ser Benfiquista" que neste momento toca, da frente para trás, na aparelhagem cá de casa.

 

Acho que hoje vou ter um sono tranquilo e bem agradável.

sinto-me: Optimista
música: Ser benfiquista
por Superman Torras às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 22.05.08

Foleiro, pá.

Nada me move contra a selecção nacional, antes pelo contrário… quando lá estão futebolistas do Benfica, até torço por eles. Nada me move contra Scolari, antes pelo contrário… quando faz convocatórias sem os conselhos do Jorge Mendes [link], até me esqueço que o labreca do Montijo tem cativo na baliza.

Mas isso de ter o Roberto Leal, no estágio da Selecção e ao lado do Scolari, a cantarolar “Uma casa portuguesa” é assim um pouco… foleiro, pá.

Se a moda pega, arriscamo-nos a ter a Lola Rosario Flores a abrilhantar a conferência de imprensa de apresentação do sobrinho primo. Ou talvez não.

por Anátema Device às 13:52 | link do post | comentar | ver comentários (51)
Terça-feira, 20.05.08

Ciclismo

Não é só no futebol que a nossa "cruzada" pela moralização de resultados desportivos parece estar no bom caminho.

 

Ciclismo - acontecimentos recentes (não tenho datas concretas, mas são acontecimentos das últimas 3 ou 4 semanas)

 

- Os ciclistas do Benfica anunciam o seu abandono da Associação Portuguesa de Cilcistas Profissionais, alegando que esta organização não está interessada no combate ao doping

 

- Morre Bruno Neves, ciclista da LA-MSS.  Tinha 26 anos.  As causas da morte não foram ainda esclarecidas.

 

- No GP Paredes-Rota dos Móveis, a LA-MSS domina em toda a linha e vence claramente na geral e por equipas

 

- A PJ apreende material dopante nas instalação da LA-MSS e em residências de ciclistas e responsáveis da equipa

 

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Segunda-feira, 19.05.08

Quem, afinal?

Vocês leram isto?

Hum...cada vez mais me convenço que terá de ser um treinador tuga...alguma sugestão?

Quinta-feira, 15.05.08

Campeões nacionais de andebol

 

Acabámos de nos sagrar campeões nacionais de andebol. Acabo de chegar do pavilhão onde se viveu uma festa de benfiquismo. Aqueles nossos campeões sê-lo-iam sempre, independentemente do resultado. Lutar pela conquista do título nas condições em que eles o fizeram já é ser campeão. Ganhar o campeonato só aconteceu porque ultrapassaram os obstáculos com uma alma e um querer superiores. Foi uma vitória à Benfica. Agora, resta-me esperar para ver que futuro vai a direcção dar a esta equipa.

Para finalizar, sinto que aqui devo reproduzir a tarja que estes nossos amigos levaram para o pavilhão: “Obrigado, mestre Donner”.

 

Apostila: é sempre agradável estar a partilhar a bancada com adeptos como Rui Costa e Carlos Lisboa.

por Pedro F. Ferreira às 23:57 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Expliquem-me, por favor

Segundo o discurso oficial do poder, seja do Governo ou da Oposição, vai no sentido da prioridade máxima ao combate à corrupção.  O PS e o PSD já fizeram saber que retirarão a confiança política a qualquer autarca que seja arguido (só arguido, nem precisa de ser condenado) num processo desta natureza.

 

É com surpresa e desgosto que vejo que alguns deputados adeptos do FCP decidiram convidar para almoçar o presidente deste clube, que como se sabe é arguido na justiça civil e acima de tudo acaba de ser condenado na justiça desportiva por este mesmo crime.

 

Ainda por cima, sabe-se como o poder do futebol está intimamente ligado ao poder local, e consequentemente a corrupção no meio futebolístico e no poder autárquico está também muito correlacionada.  Neste caso, ainda temos o facto de um dos condenados no mesmo processo ter sido o auto-proclamado major Valentim Loureiro, autarca de Gondomar pelo PSD.

 

Ainda tivemos direito ao espectáculo deprimente de uma deputada do PS promotora da iniciativa a explicar que estava tudo muito bem, que era apenas uma celebração pelo título conquistado pelo FCP.

 

Exmos. Senhores Deputados e Deputadas da República presentes no referido almoço: são V. Exas. todos completamente estúpidos, ou pensarão V. Exas. que são estúpidos todos os outros, os que voes elegeram e os que vos não elegeram?  Ou serão mesmo cúmplices activos ou passivos dos actos corruptores praticados por este senhor?

 

Será que não entendem a mensagem que passam aos Portugueses com um acto desta natureza?  Será que não vislumbram sequer a enorme hipocrisia em que a partir de agora cai todo o discurso anti-corrupção?  Pensam como se sentirão a Procuradora Maria José Morgado, a sua equipa, a PJ, os magistrados, perante um acto que na prática os desconsidera?  Não haveria outras formas para efectuarem a vossa (legítima) comemoração do título?

 

Expliquem-me, por favor.  Como cidadão, tenho o direito de pedir contas pelos actos dos meus representantes eleitos.

 

E deixo aqui um apelo: Deputados Benfiquistas, e mesmo de outras filiações clubísticas, desafio-vos a proporem um voto de censura da AR por esta atitude irresponsável de alguns dos seus membros.

 

 

por Artur Hermenegildo às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Medo...

Peseiro abandona Panathinaikos

 

Onde é que eu já vi este filme (com outros protagonistas, é certo) há não muito tempo...? Ó Rui, que nem te passe pela cabeça!

por S.L.B. às 01:22 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Quarta-feira, 14.05.08

Léo

Ao menos uma boa notícia. Julgo que os benfiquistas em geral deverão estar satisfeitos com a renovação do Léo, que ao longo dos últimos três anos tem mostrado uma enorme dedicação e classe ao serviço do clube. Eu, pelo menos, estou. Porque para mim ele é o melhor lateral esquerdo que temos desde o Stefan Schwarz.

Provavelmente esta renovação será o primeiro efeito visível do Rui Costa nas suas novas funções, ele que foi hoje 'oficialmente' empossado. Seria bom que conseguíssemos também levar o processo Rodríguez a bom termo. Antes de nos preocuparmos em trazer mais um camião de jogadores, o melhor é preocuparmo-nos em manter os bons que já cá estão.

por D`Arcy às 21:44 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Seria muito bem feito!

FC Porto pode ter Champions em risco

 

Eles julgam-se inimputáveis e, à luz do castigo que receberam por 25 anos de compadrio e corrupção, não deixam de ter alguma razão. Alguns adeptos (como este palhaço) até disseram que este processo lhes dava vontade de rir. Só que a Uefa pode não alinhar pela mesma cartilha deste futebol miserável que temos. Não quiseram recorrer por causa do próximo campeonato? Fizeram muito bem. Se assumem que são corruptos, então que a sua vontade seja cumprida. Nomeadamente nas competições europeias.

 

O que eu me fartaria de rir!

por S.L.B. às 14:20 | link do post | comentar | ver comentários (18)

E agora? (parte I)

(Agora sim, diz que é o post a sério, mas partido às postas, ou seja, esta é a primeira posta do post - podeis encontrar aqui a "explicação"...)

 

No passado Domingo fui um dos mais de 54 mil que estiveram presentes na Catedral para presenciar a despedida de Rui Costa em jogos oficiais, que coincidiu com o último jogo de uma época de triste memória. Na verdade, tive a sensação de que fui ao estádio para me despedir algo mais: com Rui Costa termina toda uma árvore genealógica de jogadores que se formaram e se afirmaram no Benfica.
Durante largas décadas, a estrutura da equipa de futebol do Benfica assentava num princípio relativamente semples: o plantel era formado por bastantes jogadores que estabeleceram vínculo com o Benfica ainda bastante jovens, alguns provenientes das camadas jovens e outros que, não tendo passado pelas camadas jovens do Benfica, chegaram ainda bastante novos ao Benfica. Aos jogadores mais velhos e, por isso, há mais tempo no Benfica, cabia-lhes transmitir aos mais jovens o significado de ser jogador do Benfica. A meu ver, Rui Costa, enquanto jogador, é o último genuíno herdeiro dessa linhagem, que remonta à fundação do clube, em 1904...

Ao terminar o jogo, fui invadido pela sensação que aquela vitória fora como que o estertor de algo que nasceu há 104 anos (e que vinha definhando há cerca de década e meia) e de que do Benfica de Cosme Damião, Manuel Gourlade, Félix Bermudes e tutti quanti, apenas restam o nome e os títulos do passado...

 

Obviamente esta é uma ideia que imediatamente recusei enquanto saia do estádio: não foi em vão que aqueles ilustres senhores e outros que lhes sucederam contruiram o Benfica, não foram em vão todos os títulos que o Benfica alcançou e que o elevaram à condição maior e melhor clube português e ao reconhecimento no mundo inteiro.
Para mais, não quero ter de ver jogos do Benfica no RTP Memória para me lembrar do que era o Benfica a jogar bem (recentemente, cheguei ao cúmulo de festejar de forma algo efusiva um golo do Benfica num jogo de 1992 que passou naquele canal...).

 

Voltando ao presente, temos dois factos consumados: o péssimo campeonato realizado pelo Benfica, que finalmente terminou (nenhum objectivo mínimo condigno com a dimensão do Benfica foi atingido, nomeadamente o acesso à Champions League) e Rui Costa não mais vestirá o manto sagrado (pelo menos em competições oficiais).

 

E agora?...

 

(continua)

E agora? (prólogo)

Este pseudo-post é só para explicar que o próximo post (não tão pseudo) será, na verdade, escrito "às postas"!
Não me consigo libertar de um estilo de escrita similar à espada do D. Afonso Henriques, e desta vez, quando dei por mim, reparei que estava a ir para além dos limites comportáveis pela referida espada, pelo que me vi na necessidade de repartir a dimensão, o peso e o grau de chatice (já que não consegui... achatá-lo) do post original em várias postas, ou como também se costuma dizer, "partir o elefante às postas"...

Ainda para mais, ultimamente a minha participação no blog tem sido bastante escassa. Não por falta de interesse (o facto de o Benfica ter feito uma época miserável em nada fez reduzir o interesse pelo meu clube), antes pelo contrário: há tanta coisa que me apetece dizer (para a disponibilidade que tenho tido para o fazer) que não cabe em simples comentários de circunstância a concordar ou discordar com as diversas opiniões...

por tma às 01:19 | link do post | comentar
Terça-feira, 13.05.08

Conversa entre tia e sobrinho

Mais um post "inspirado" pela minha irmã M., desta vez resultante de um curto diálogo com o meu filho G., de 5 anos.

- M., tu és do Benfica?
- Sim! E tu G., porque é que gostas do Benfica?
Após pensar por um instante, o G. encolhe os ombros enquanto responde com naturalidade:
- Porque o Benfica é o melhor!

Segunda-feira, 12.05.08

Benfiquismo(s)

Rui Costa é tanto um símbolo do Benfica como um símbolo do benfiquismo. Representa a forma incondicional e simples de amar um clube, representa o benfiquismo. Alguns são símbolos do Benfica, o Rui é exemplo de ser e viver Benfica. E não se é Benfica impunemente. É-se com paixão, com sacrifício, com dedicação e abdicação, com amor pelo clube e pelos seus símbolos.

 

Ontem, foi um dia importante. Depois de uma das piores épocas da História do Glorioso, estavam 54 mil adeptos no Estádio da Luz. E não estavam lá movidos pelo ódio, pela rivalidade, pelo desejo de se manifestarem descontentes perante a Direcção ou perante os profissionais do futebol. Estavam lá movidos por um sentimento muito maior, estavam lá movidos pela paixão, pela gratidão e pelo reconhecimento para com um símbolo vivo do benfiquismo. Esta nobreza, esta capacidade de distinguir o trigo do joio, esta demonstração de clarividência deixou-me muito orgulhoso de pertencer àquela família.

 

Rui Costa percebeu e viveu esta mensagem. Percebeu a mensagem de 54 mil adeptos e decidiu ignorar a mensagem de umas centenas de adeptos que, numa inversão absoluta dos valores do nosso Clube, optou, no pior dos momentos, pela ofensa rasteira ao capitão de equipa, ao presidente e, pasme-se, a mais de cinquenta milhares de benfiquistas que se encontravam no estádio e que não patrocinam demonstrações públicas de tacanhez gratuita.

 

Dizia eu que importa separar, tal como demonstrou o exemplo de Rui Costa, o trigo do joio. Desta forma, importa separar as diferentes maneiras de viver o Benfica. Basicamente, é uma questão de educação ou de falta dela. Felizmente o meu Benfica existe nos mais de cinquenta mil que ontem souberam, pelo exemplo, viver os valores que fundaram o nosso Clube; e existe naquele Rui Costa que, em campo, representou os valores do benfiquismo.

 

Quanto ao resto... ao resto pertence e não passa disso mesmo.

por Pedro F. Ferreira às 15:00 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Festa

Não ganhámos nada esta época; acabámos em quarto, fora dos lugares da Champions, e fizemos um dos piores campeonatos de sempre. Mas esta noite acabou por fazer-se festa, e bonita por sinal. Porque o Rui Costa a merece. E felizmente conseguimos, pelo menos, uma vitória tranquila nesta noite especial, perante os mais de 54.000 espectadores que se deslocaram à Luz para se despedirem do nosso 'dez'.
No início do jogo, quando a equipa do Benfica se perfilou à frente do público, não consegui evitar pensar quantos daqueles jogadores teria a oportunidade de voltar a ver com a nossa camisola vestida. Não falo do Rui Costa, que isso já era uma certeza, mas de jogadores como o Nélson, Luisão, Léo, Katsouranis ou Rodríguez. Bem sei que, face à época miserável que hoje terminou, se calhar a reacção mais óbvia seria mesmo dizer que mais valia corrermos com o plantel todo, mas na minha opinião pessoal, gostaria muito de continuar a ver estes jogadores na Luz em Agosto.

A única novidade no nosso onze foi a presença do Nuno Assis no lugar do Maxi, ocupando o preferencialmente o lado direito do losango, embora ele, o Rui Costa e o Rodríguez trocassem frequentemente de posição. Desta vez o Benfica pareceu, ao contrário do que já fez muitas vezes esta época, não querer dar uma parte de avanço ao adversário, e desde cedo começou a pressionar, muito por culpa de um Nélson bastante activo do lado direito, em combinações com o Assis e o Rui Costa. Logo nos primeiros cinco minutos o Edcarlos e o Léo, ambos de cabeça, estiveram perto de marcar. O jogo continuou com um sentido quase único, já que o Setúbal limitava-se a defender com dez, deixando o Pitbull muito sozinho na frente, e não conseguia sequer ameaçar a nossa baliza. O golo, inevitavelmente, surgiu aos 25 minutos, após uma insistência do Rui Costa na direita, na sequência de um canto. O cruzamento foi encontrar o Katsouranis ao primeiro poste, que de cabeça fez a bola entrar junto à base do segundo poste. Já tinha saudades dos golos do grego ao primeiro poste. Pela forma como o golo foi festejado, mais pareceu que o autor do golo tinha sido o Rui Costa. Pouco antes já o Benfica tinha chegado a meter a bola na baliza do Setúbal, depois de mais uma incursão pela direita e uma boa combinação entre os dois avançados, mas o golo foi (pareceu-me bem) anulado por fora-de-jogo do Nuno Gomes.

Em desvantagem, o Setúbal teve que abrir, e pouco depois acabou por ter a única situação de relativo perigo durante a primeira parte, depois de uma asneira do Edcarlos, a aliviar mal uma bola. Mas a tendência do jogo não se alterou muito, isto apesar de dar a sensação de ter havido algum relaxamento da nossa equipa após o golo, pois a velocidade do nosso jogo baixou. Não surpreendeu portanto que fosse o Benfica a voltar a marcar. Mais uma investida do Nélson na direita, bola para o Rui Costa, e este deixou de primeira para um bom trabalho do Cardozo, a demonstrar mais uma vez porque é que aquele pé esquerdo vale aquele dinheiro todo. O remate cruzado, desferido ainda de fora da área, foi indefensável e voltou a entrar junto à base do poste mais distante. Para todos os efeitos, contou como mais uma assistência do Rui Costa, que assim somou duas na sua festa de despedida. Até final, o Benfica continuou a insistir bastante sobre o lado direito, e após uma boa iniciativa o Nélson acabou por lesionar-se no momento do remate, tendo que ser substituído. foi pena, porque estava a fazer um bom jogo, e foi responsável por muitos dos ataques que o Benfica fez durante a primeira parte.

Na segunda parte entrou, sem surpresa, o Maxi para o lugar do Nélson. O jogo foi diferente daquilo que vimos na primeira parte. Foi sobretudo jogado sem grandes preocupações defensivas de parte a parte. Foi visível a vontade do Rui Costa em coroar a despedida com um golo, mas hoje os remates não lhe saíram bem. O Benfica conseguiu criar diversas oportunidades de golo, mas estava difícil marcar o terceiro. Sobretudo pela 'inspiração' do Nuno Gomes, que mostrou mais uma vez a crise de confiança que atravessa. Pelas minhas contas, falhou pelo menos três oportunidades claras de golo. O jogo foi assim arrastando-se, ficando no ar a dúvida sobre se o Benfica conseguiria aumentar a vantagem ou se, pelo contrário, seria o Setúbal a reduzir e a reentrar no jogo (mas a verdade é que nunca conseguiram ameaçar seriamente a nossa baliza). A cinco minutos do final, conforme esperado, o Rui Costa foi substituído, para a merecida ovação em pé do público e dos próprios jogadores (a substituição deve ter demorado mais de um minuto a realizar-se). Confesso que é triste para mim ver terminar a carreira de um dos jogadores que eu sempre admirei. Eu estava na antiga Luz naquela meia-final do Mundial de sub-20, contra a Austrália, em que ele resolveu o jogo com um pontapé fenomenal do meio da rua, e me fez perguntar 'Quem é aquele? É do Benfica? Óptimo!'. Lembro-me de todos os passos da carreira dele, da estreia a titular naquele jogo memorável com o Arsenal, do hat-trick contra o Espinho, de jogos, golos e passes incríveis, e esta noite chegou o final. Obrigado por tudo, Rui, e espero que nas tuas novas funções possas continuar a dar-nos alegrias. Estou velho, caramba...

Logo a seguir à substituição o Benfica chegou mesmo ao terceiro golo. Foi após um grande trabalho do Di María
(mais uma vez o argentino veio trazer velocidade e alegria ao nosso jogo) na direita - o 'nó' que ele dá ao defesa do Setúbal sobre a linha de fundo é delicioso - e depois de dois remates do Cardozo que o Nuno Gomes conseguiu finalmente fazer a recarga vitoriosa. Fiquei contente pelo Nuno, acho que ele estava mesmo a precisar de um golo, e tinha comentado com os colegas de bancada que acreditava mesmo que ele acabaria por marcar esta noite. A forma como (não) festejou o golo pareceu-me ser exemplificativa do estado de espírito que ele deve atravessar neste momento.

Quanto aos jogadores, gostei, conforme disse, do Nélson enquanto esteve em campo. Apesar da asneira (que foi a única), gostei também bastante do Edcarlos. O final de época que tem feito está a fazer-me reconsiderar a sua utilidade. Léo e Rodríguez, como habitualmente, em bom nível (será que não dá mesmo para continuarmos com eles?). Gostei também de ver o Katsouranis à frente da defesa, e espero sinceramente que seja mais um jogador para manter. Como o jogo foi de festa, não vou falar de piores, até porque quando se vence por 3-0 é porque não deve ter havido muita coisa a correr mal.

Assim sendo, e no que a jogos do Benfica diz respeito até Agosto (como não há pré-eliminatória da Champions, desta vez não vamos começar a época tão cedo).

P.S.- Ouvi uns rumores acerca da não utilização do Adu durante estes últimos meses, e que falavam que teria algo a ver com uma cláusula no acordo da sua transferência, que nos obrigaria a pagar mais caso ele completasse um determinado número de jogos pela equipa principal. Alguém mais ouviu falar disto?

por D`Arcy às 00:31 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Domingo, 11.05.08

Até logo, Rui Costa.

Senti a necessidade de escrever um texto sobre o Rui, mas o texto fica para outro dia… Hoje, apetece-me vir à Tertúlia e recordar o post que mais me orgulhei de ter aqui visto:

 

 

 

Mais logo, estarei no nosso estádio a devolver o forte abraço e a agradecer-lhe por tudo.

Que venham muitos e que os muitos tragam outros tantos... e nunca seremos bastantes  para agradecer a um dos nossos.

por Pedro F. Ferreira às 10:41 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Sábado, 10.05.08

Cesteiro

Claro que, e conforme se previa, o crime compensou. Foram décadas de intrujice castigadas com uma palmadinha nos dedos, que foi a perda de uns pontos que até já nem interessavam para nada. Embora, aparências oblige, seja necessário demonstrar uma certa indignação, chegando-se ao ridículo do maior semeador de ódios de que há memória neste país dar uma conferência de imprensa em que promete fazer frente 'aos que se movem apenas pelo ódio', a verdade é que o suspiro de alívio exalado da Torre das Antas, por ver chegar ao fim este caso de uma maneira tão suave, deve ter feito estremecer as folhas das amendoeiras algarvias. De tal forma que, obviamente, nem vale a pena recorrer.

Foi interessante ouvir o presidente do Conselho de Disciplina da Liga, Ricardo Costa, explicar alguns pormenores dos castigos aplicados. A julgar pelas suas palavras, não houve dúvidas sobre os actos ilícitos praticados pelo presidente do Porto, nomeadamente nos casos mais badalados (Jacinto Paixão e Augusto Duarte, que foram brindados com quatro e seis anos de suspensão). A etiqueta da corrupção, essa, já não a conseguem descolar. O problema é o tal 'nexo de causalidade'. É que de acordo com a actual moldura jurídica da Liga, sem este existir não se pode afirmar que houve, de facto, corrupção. Como este nexo já não faz parte da definição de coacção, o Boavista lixou-se também e levou com a descida. Caso este nexo não fizesse parte da definição de 'corrupção', Porto e Leiria seriam igualmente despromovidos (palavras do próprio Ricardo Costa).

Claro que o nexo de causalidade é praticamente impossível de provar, que foi o que se passou neste caso. Um 'perito' pode sempre analisar um determinado lance de uma forma completamente díspar da de outro 'perito'. Aliás, como vemos muitas vezes aos fins-de-semana, um mesmo 'perito' no simples intervalo de uma semana consegue alterar radicalmente a forma como analisa lances semelhantes. Ou seja, de acordo com a justiça da Liga, se um indivíduo for apanhado a subornar um árbitro, por mais descarado que seja, mesmo que seja gravado, filmado ou transmitido ao vivo na televisão, desde que no jogo seguinte, apitado por esse árbitro, uma comissão de 'peritos' idóneos não considere que o clube desse indivíduo foi escandalosamente beneficiado, então o castigo será sempre mais uma palmadinha nos dedos (mas com pouca força, que os dedos são necessários para contar bem as notas que se colocam nos envelopes). Parece uma espécie de sketch dos Monty Python: o corruptor (PC) foi considerado culpado e castigado; o corrompido (árbitro) foi considerado culpado e castigado; mas a conclusão final é a de que não houve, de facto, corrupção.

Bem diz a sabedoria popular que 'Cesteiro que faz um cesto, faz um cento'. Mas felizmente, para alguns, o senso comum ainda não faz parte da justiça da Liga.

por D`Arcy às 00:15 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Sexta-feira, 09.05.08

Nuno Gomes

Queria apenas dizer isto, hoje, a dois dias da retirada do grande Rui Costa.

 

Que Nuno Gomes deve acabar a sua carreira no Benfica é algo que para mim não tem discussão possível.  E acho que não deveria ter para nenhum Benfiquista.

 

por Artur Hermenegildo às 14:50 | link do post | comentar | ver comentários (42)

O andebol do Benfica.

 

Aceitando o desafio do S.L.B. ontem lá fomos ver o jogo de andebol entre o nosso Benfica e o ABC. Ganhámos. Ainda não ganhámos o campeonato, mas estamos próximos, muito próximos. Já este ano lá tinha visto uma vitória contra o Sporting, mas ontem o pavilhão tinha outro colorido, outro calor. Sentia-se que aquela equipa, que há uns anos foi vilipendiada por um ex-presidente do Benfica, renascia das cinzas. Estamos a uma vitória de sermos campeões, estamos a uma vitória de colher o fruto do árduo trabalho das últimas épocas.

 

Olhava para o banco e via o Donner, o treinador. Para o próximo ano não vai lá estar. O Benfica, laconicamente, justificou a dispensa do treinador com as vagas “questões internas”. Questões de feitio, dizem-me.

 

Resta saber se os adeptos estarão dispostos a ter uma equipa pouco competitiva com um treinador de bom feitio ou se preferiam uma equipa vencedora com um treinador de mau feitio. Nós, comuns adeptos, sabemos quantos títulos de andebol o Benfica conquistou, mas não sabemos nada sobre as questões de feitio de quem os conquistou. Possivelmente porque não nos interessa.

por Pedro F. Ferreira às 09:33 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quinta-feira, 08.05.08

Daqui a 20 anos

Conversa entre um pai e um filho.

 

Filho: Conta-me como é que era ver jogar o Rui Costa ao vivo.

 

Pai: Era impressionante! Fazia tudo simultaneamente com uma simplicidade e uma classe que eram difíceis de igualar. As coisas mais óbvias, por exemplo um passe a desmarcar um lateral, saíam quase sempre bem. Não me lembro, por exemplo, de ver um lateral a travar a corrida para ter que recolher a bola.

 

Filho: E o regresso ao Benfica?

 

Pai: Infelizmente fizemos duas épocas muito más. Na 1ª poderíamos ter chegado à final da Taça Uefa, mas fomos eliminados pelo Espanyol nos quartos e no campeonato ficámos em 3º a dois pontos do 1º classificado. No entanto, na 2ª foi ainda pior: tivemos três treinadores e acabámos em 4º lugar não conseguindo sequer o apuramento para a Liga dos Campeões. Foram duas épocas sem nenhum título conquistado e foi inglório para o Rui Costa. Na 1ª época teve uma lesão que o afastou durante três meses e na 2ª foi de longe o melhor jogador da equipa.

 

Filho: E ele não acabou por ficar triste por regressar ao Benfica assim?

 

Pai: Ficou certamente frustrado por não ganhar mais nenhum título, mas disse publicamente que nada superava a felicidade de acabar a carreira no Benfica. E disse isso tendo consciência que, se tivesse ficado no Milan, para além de ter ganho muito mais dinheiro, teria sido outra vez campeão europeu.

 

Filho: Quando é que voltamos a ter outro Rui Costa?

 

Pai: Duvido muito que isso vá acontecer. Haverá sempre bons jogadores e de grande classe, mas juntar isto a uma humildade e a um benfiquismo como o dele, duvido que volte a acontecer. No penúltimo jogo dele, o Benfica fez provavelmente a pior exibição de sua história. Empatámos na Amadora, quando precisávamos de ganhar para chegar ao 3º lugar e à Liga dos Campeões, mas os jogadores entraram apáticos em campo e o seu empenho foi nulo. Mesmo o Rui Costa terá feito a pior exibição desde o seu regresso, mas a imagem da cara dele no fim do jogo dizia tudo. Estava ali a frustração completa que todos nós, adeptos, sentimos. E com uma pontinha de raiva, também.

 

Filho: E o último jogo dele, como foi?

 

Pai: O estádio não encheu e...

 

Filho: O ESTÁDIO NÃO ENCHEU?!

 

Pai: Não, como te tinha dito, a exibição da semana anterior na Amadora foi paupérrima e as pessoas afastaram-se da equipa.

 

Filho: Mas era o último jogo de último grande jogador que era mesmo do Benfica...?

 

Pai: Pois, mas mesmo assim as pessoas ficaram em casa.

 

Filho: Então as pessoas deixaram que uma má época na história gloriosa do clube condicionasse a sua presença naquele momento histórico da despedida do último grande “10” do Benfica?! Aquilo não era só mais um jogo e dali a uns anos aquela época seria esquecida, mas não a presença do Rui Costa na equipa e o facto de ter feito o último jogo oficial da carreira no seu estádio perante o seu público. Isto é que ficaria para a história. As pessoas não foram capaz de ver mais além?

 

Pai: Pois...

 

Filho: Deu Deus nozes a quem não tinha dentes! Quem me dera já ter sido nascido nessa altura. E tu, como é que foi ver esse jogo ao vivo?

 

Pai: Eu fui uma dessas pessoas...

por S.L.B. às 13:59 | link do post | comentar | ver comentários (42)
Quarta-feira, 07.05.08

Indagações sobre o futuro treinador do Benfica.

1ª fase. Segui o rebanho e assumi que, a ser Rui Costa a escolher o treinador, este seria um italiano. Sonhei com a hipótese Lippi, pois este já fora sondado no final da época transacta…

 

2ª fase. Entrei em pânico quando me disseram que a hipótese Peseiro era uma forte possibilidade. Recuperei a serenidade quando me recordei de uma outra má informação que esta fonte me dera.

 

3ª fase. Enquanto os jornais insistiam no Queirós, desatei a brincar aos jornalistas, a cruzar fontes, a chatear pessoas e surgiu o nome do Eriksson. Confirmei com quem não me costuma falhar nestas coisas e o máximo que consegui foi uma grande esperança e uns bons augúrios para uma contratação que a mim, muito pessoalmente, me agradava. Partilhei esta informação com dois ou três tertulianos, confidenciei-lhes as minhas fontes e, uns dias depois, o jornal "A Bola" fez manchete com Eriksson.

 

4ª fase. Recebi uma SMS na manhã de segunda-feira que me indicava algum retrocesso na possibilidade Eriksson.

 

5ª fase. Nesse mesmo dia, de onde menos esperava e com uma história aparentemente sólida, sopram-me o nome de Scolari.

 

6ª fase. Investigo um pouco mais e… nada consigo de suficientemente sólido que me dissipe as dúvidas. Espero pela próxima semana.

 

Conclusão: o facto de jornalistas e afins estarem sem saber, com um grau de certeza razoável, quem será o próximo treinador é, para mim, um bom sinal.

por Pedro F. Ferreira às 01:41 | link do post | comentar | ver comentários (102)
Terça-feira, 06.05.08

Responda quem souber!!

Eu li a entrevista do presidente do clube de azul e branco, vulgo porcos, que este fds apanhou 3 do Nacional em casa, com dois golos de um jogador do Benfica.

 

Nessa entrevista, era dito que o Luis Filipe Vieira era ainda sócio do FCP e com as quotas em dia.

 

Agora a minha dúvida é a seguinte: é mentira? é verdade?

 

Se for mentira, acho escandaloso, como é que ainda não foi desmentida tal afirmação, vinda da boca do presidente dos porcos.

 

Se for verdade...bem, ai é bem mais grave. Mas será possível o Presidente do Benfica ser sócio do clube dos porcos, com as quotas em dia!?

 

É que sendo assim, ele, enquanto sócio do clube dos porcos, deve estar contente, porque o clube do qual é sócio é campeão.

 

Ele enquanto sócio do clube dos porcos, deve estar contente, com a má época de um dos seus rivais, o Benfica.

 

Enquanto sócio dos porcos, deve delirar com os jogadores que ano após ano entram no Benfica, alguns deles sem qualidade sequer para serem roupeiros.

 

Se calhar, ele enquanto sócio dos porcos, está lá para terminar aquilo que o Artur Jorge começou.

 

Foi buscar o curandeiro Rodolfo Moura, e mandou embora o melhor fisioterapeuta português o Antónip Gaspar.

 

Treinadores foi só buscar fracos (Koeman, F. Santos), treinadores acabados para o futebol (Toni), sem curriculo (Jesualdo Ferreira), que nunca tinham ganho nada nem provado nada (Camacho) e treinadores que pensava ele estarem acabados para o futebol (trappattoni). Neste ultimo ficou lixado, porque se enganou e fomos campeões....mas no ano a seguir tratou de lhe abrir a porta de saída.

 

A entrada do Veiga, pensou ele, era também para ver se tinha um aliado, mas o Veiga, queria era vingar-se do presidente dos porcos, e fez um bom trabalho. Mais uma vez, o nosso presidente, sócio dos porcos, tratou de o mandar embora, não fosse o Benfica ganhar outra vez, e o clube do qual é sócio, não ganhar nada.

 

Agora pergunto, faz sentido, ter a presidente do Benfica alguém que contribui com dinheiro pagando as quotas, para um clube rival, o dos porcos? Alguém que tem simpatia (dai ser sócio) para com o maior rival do clube a que preside?

 

Responda quem souber!

 

 

Segunda-feira, 05.05.08

Farto de futebol! Ou melhor, farto de não ver futebol desde Agosto do ano passado!

Há já algum (muito) tempo que por aqui não passava a desancar tudo e todos. Se bem se lembram, o pobre do Luís Filipe foi alvo de um ou dois apupos da minha parte. Jogo a jogo fui percebendo que o problema não era deste ou daquele jogador mas sim de quando este ou aquele jogador se juntavam em grupos de 11 e entravam em campo vestidos a rigor. E convinhamos, que a fatiota que este ou aquele jogador usaram este ano não lhes ficava nada mas mesmo nada bem. Ou melhor a fatiota fica sempre bem, o problema é de quem está dentro da fatiota!
Resolvi não falar de futebol! No meu outro blog, poucas são as bocas sobre o nosso Glorioso. Por aqui, já raramente escrevo, pois ainda penso como os miúdos, que se não pensarmos numa coisa ou se ignorarmos ou se não falarmos sobre essa coisa, esquecemos que ela existe.
Mas eu não consigo esquecer, esta coisa que a nós nos diz tanto.
Tudo isto para dizer o quê? Nada. Rigorosamente nada. Apenas que estou farto desta "não época". Farto desta coisa que nos diz tanto que tem uma fatiota vermelha e branca pura e simplesmente não jogar futebol, desperdiçar oportunidades atrás de oportunidades para subir na classificação.
Farto de ver jogos que nem são jogos. São períodos de 90 minutos em que este e aquele jogador veste a fatiota e anda por ali... naquele espaço verde de linhas brancas.
Sei que quem veste a fatiota não tem a responsabilidade total do que aconteceu, ou melhor, do que não aconteceu! Mas nem vou entrar por aí! Como disse, resolvi não falar, nem de futebol, nem de tudo o resto!
Que venha a próxima segunda-feira, para poder dizer "nunca mais começa o campeonato"!
por Corto Maltese às 22:36 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Domingo, 04.05.08

Desperdício

Mais uma oportunidade para recuperar um lugar de acesso à Champions League, e mais uma vez a desperdiçámos. E sinceramente, a julgar pelo que vi esta noite na Reboleira, chego a duvidar seriamente da motivação da nossa equipa para conquistar esse mesmo lugar, dada a qualidade do nosso futebol e a atitude demonstrada em vários períodos do jogo. O que eu sei é que me parece que tenho que deixar de ir ver o Benfica jogar fora, porque este ano ainda não consegui ver um jogo em que ganhássemos.


A recuperação do Petit e fim do castigo do Maxi, juntamente com a suspensão do Katsouranis, significaram infelizmente um regresso dos dois primeiros à titularidade no meio campo. Na frente o Nuno Gomes, pese as inenarráveis exibições dos últimos jogos, continua a ser recompensado com o seu lugar cativo no onze. E do lado esquerdo da defesa, a indisponibilidade física do Léo permitiu a estreia do Sepsi a titular no campeonato. Tudo isto resultou numa primeira parte indescritivelmente má do Benfica - e já agora, do Estrela também, porque todo o jogo foi mau demais. Mas não era o Estrela quem tinha a obrigação de jogar; o Benfica é que deveria ter interesse em lutar por um dos três primeiros lugares, só que praticamente não conseguiu criar uma jogada ofensiva com princípio, meio e fim. O único safanão na mediocridade foi dado pelo Cardozo, que inventou um remate fabuloso de primeira do meio da rua e que só parou na barra da baliza do Estrela. Muito, muito pouco para uma equipa a quem se exigia uma vitória. De resto, o que se viu foi um meio campo demasiado complicativo e com falta de ideias, e um ataque quase estático e apático. Se do Maxi e do Petit eu já não espero grande inspiração ofensiva, o mesmo já não posso dizer do Rui Costa e do Rodríguez. Este último pareceu sentir-se quase coxo por não ter um apoio ofensivo como o que é habitualmente proporcionado pelo Léo, já que o Sepsi mostrou-se muito tímido durante estes primeiros quarenta e cinco minutos, e raramente arriscava subir no terreno. Das poucas vezes que o fez, acabou por fazer centros disparatados.


Exigia-se que algo mudasse para a segunda parte, e entrou o Di María para o lugar do Nélson, indo o Maxi ocupar o posto de lateral - eu sinceramente, e dada a produção dele na primeira parte, achava que o Maxi é que deveria ter saído. À entrada do argentino seguiu-se a do Mantorras para o lugar do ausente Nuno Gomes, e estes dois jogadores tiveram o condão de, pelo menos, movimentar mais o nosso jogo, e permitirem abrir mais espaços na defesa adversária. O Benfica pareceu estar mais perto de conseguir marcar, e dispôs de duas oportunidades flagrantes: numa o Luisão, sobre a linha da pequena área e completamente à vontade, conseguiu rematar por cima; e na outra, após um remate do Mantorras defendido em dificuldade pelo guarda-redes adversário, o Edcarlos falhou escandalosamente a recarga, rematando contra o guarda-redes ainda no chão. A verdade é que foi do Benfica grande parte do domínio do jogo durante este segundo tempo, mas muito foi feito sem cabeça nenhuma, faltando maturidade e inteligência à nossa equipa para chegarmos ao golo. No final o público benfiquista (em larguíssima maioria na Amadora) mostrou o seu descontentamento, despedindo a equipa com uma enorme assobiadela.


Melhor no Benfica talvez o Luisão, pese a oportunidade falhada. Mas teve, sobretudo durante a má primeira parte que fizemos, vários cortes oportunos, e mostrou-se sempre seguro. Quanto aos piores, haveria muito por onde escolher. Mas menciono mais uma aparição indescritível do Nuno Gomes, na linha do que tem vindo a fazer nos últimos meses. Nada contribui no ataque, está quase sempre fora dos lances - porque fica na expectativa e reage tarde demais, em vez de tentar antecipá-los - tem medo de rematar e, aliás, parece ter medo de receber a bola. Custa-me ver um jogador num momento de forma destes continuar a ser atirado para dentro do campo, no onze titular do Benfica, quando para quem está de fora até chega a dar a impressão de que ele não quer estar ali. Outra desilusão esta noite foi o Rui Costa. É que desta vez nem sequer a clarividência e qualidade de passe, que são as qualidades que mais aprecio nele, lá estiveram. Teve opções erradas, falhou inúmeros passes, e por mais que uma vez se agarrou demasiado à bola, o que resultou invariavelmente na sua perda.


Agora só mesmo um grande golpe de sorte poderá dar-nos o acesso à Champions League na última jornada. Mas também, depois do que vi esta noite, apetece perguntar: E será que estes jogadores merecem sequer esse prémio?

por D`Arcy às 22:27 | link do post | comentar | ver comentários (51)
Sábado, 03.05.08

"Mendigos e Altivos"

Não sei se o famoso fundo vai ou não existir, mas o pouco que sei sobre esse fundo não me levanta reservas de grande monta. Se esse fundo de investimento viabilizar uma possibilidade efectiva de reforço do plantel, então sou favorável à sua criação. Acredito que - tendo Rui Costa a autonomia para poder escolher os reforços e sabendo que tem a competência e os meios financeiros - finalmente teremos condições para construir um plantel que seja o melhor dos últimos anos na prática e não apenas no discurso demagógico de Luís Filipe Vieira. Por outro lado, dificilmente a criação deste fundo virá a ter repercussões no futuro imediato do Glorioso, pelo que seria de uma tremenda inconsciência esperar pela criação do mesmo para trabalhar a planificação da próxima época. Enfim, de forma muito sucinta e com base na informação que tenho, considero que a criação de um fundo de investimento (desde que devidamente enquadrado numa boa política de aquisições e num organograma profissional e competente da estrutura do futebol) é uma boa notícia para os adeptos do nosso Clube.

 

Ainda assim, muitos são os que se levantam e levantarão contra a criação deste fundo. E é natural que assim seja: num clube com tantos milhões de adeptos é saudável que haja opiniões divergentes. Mas mesmo com todo o espírito democrático que, felizmente, existe na nossa cultura benfiquista, tenho dificuldade em perceber algumas opiniões mais radicais que tenho escutado. Lembram-me, com as devidas distâncias e salvaguardando o exagero óbvio, o título do livro de Albert Cossery: “Mendigos e Altivos

por Pedro F. Ferreira às 11:12 | link do post | comentar | ver comentários (23)

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