VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 31.08.08

Carta aberta ao benfiquista que “invadiu” o campo e “agrediu barbaramente” o bandeirinha.

Meu caro, eu compreendo perfeitamente o seu acto.

 

Vou tentar explicar-lhe de forma simples aquilo que psiquiatra amigo me explicou: segundo Freud, há uma coisa chamada Id (a fonte de impulsos que nos leva a querer despentear furiosamente o Pedro Proença e a enfiar um tubo largo de Rennies pelo esfíncter do Coroado); há uma outra coisa chamada Ego (que nos impede de emigrar sempre que vemos deputados a jantar com mafiosos ou que nos impede de desatar a rir às gargalhadas sempre que damos de caras com o Sá Pinto) e há uma outra chamada Super-ego que dá ordens ao Ego (é um pouco como a relação ente o Pinto da Costa e o Madaíl).

 

Ora bem, há alguns adeptos do nosso Benfica que, durante os 90 minutos de jogo, ficam com o dito Ego mais pequeno do que a honestidade do Pinto da Costa. Ora, este tipo de adeptos tem de arranjar umas quantas barreiras físicas que façam a intermediação que o Ego deixa de fazer. Por esta razão é que os vice-presidentes Rui Cunha e Sílvio Cervan ficam no camarote presidencial (piso 1), eu e quase toda a malta da Tertúlia temos cativo no piso 3, o nosso amigo fundador do blog Antitripa fica a mais de 200 quilómetros do Estádio e o S.L.B. fica no piso 0… mas na companhia do progenitor (que acaba, como já testemunhei, por substituir o tal Ego que insiste em se ausentar). Ou seja, meu caro consórcio, ou se candidata à presidência do nosso Clube e garante lugar no camarote presidencial ou muda para o piso 3 ou vai viver para uma cidade acima do Mondego.

 

No entanto, há sempre uma outra possibilidade: adere à claque oficial dos andrades, atira com cadeiras e tudo o que tem à mão para o relvado e para os vizinhos do andar debaixo e vai ver que não só não é importunado pela polícia como até tem escolta enquanto avia umas estações de serviço pelo caminho. Se aderir à claque da sucursal dos andrades em Lisboa, terá apenas direito a invadir o campo durante uns 20 ou 30 metros com uma barra enorme nas mãos. É menos, mas não apanha pancada da polícia nem vê a matilha a babar-se com um acto seu para pedir a interdição do nosso estádio.

 

Como vê, meu caro, as soluções são muitas, mas nenhuma passa por expor o nosso Clube de forma inglória e inábil como o senhor fez. Aceite as minhas sinceras saudações benfiquistas e aprenda com esta farândola a abordar bandeirinhas.

 

sinto-me: tentado a ser bandeirinha
por Anátema Device às 22:08 | link do post | comentar | ver comentários (27)

Ausência

Peço desculpa por não haver crónica do jogo de ontem, mas estou em Mainz (Alemanha) e não me foi possível ver o jogo. Apenas posso dizer que, assim que soube o resultado, que o fóculporto tinha marcado de penálti logo aos dez minutos, e que o Benfica tinha acabado com dez, num jogo arbitrado por um conhecido adepto do fóculporto, não fiquei surpreendido. Não vou discutir a justiça ou não dos lances em questão, apenas acho curioso o quão 'corajosos' os árbitros se tornam sempre que visitam a Luz. É que eu tenho que fazer um esforço de memória enorme, e mesmo assim não me consigo recordar do último penálti de que beneficiámos em casa dos nossos principais rivais. Já o contrário, ou seja, quando penso nos penáltis de que eles beneficiam na Luz, são às mãos cheias.

 

Já tive a oportunidade de ver o lance do penálti. O Lucho é claramente agarrado. Apenas acho curioso que não mostrem qualquer repetição do lance onde seja possível ver a posição do Lucho no momento do passe. É que ele aparece claramente à frente da nossa defesa. Por acaso ontem durante a transmissão foi possível ver essas imagens, ou isto é apenas mais uma daquelas situações em que a SportTV é pródiga?

 

De qualquer forma, o que fica é o resultado. Empatámos em casa com um adversário directo, perdemos dois pontos, e já vão quatro em duas jornadas. Infelizmente começo a temer uma repetição do cenário típico das últimas épocas, em que um mau início de época acaba por condicionar o resto dela.

por D`Arcy às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Acerca do jogo com o clube regional corrupto

O meu comentário mais desenvolvido está aqui, mas gostaria só de chamar a atenção para o seguinte aspecto: fui só eu que reparei ou os jogadores que deram mais o litro, depois da expulsão do Katsouranis, foram o Luisão, Carlos Martins e Nuno Gomes, já para não falar do Quim no seu posto específico? Para mim, o Yebda foi o melhor em campo e também se fartou de lutar, mas não acho que tenha sido coincidência que aqueles quatro se tenham destacado. Três deles são os últimos campeões que sobram no plantel (com o Moreira e o Mantorras) e o outro é português. Digam o que disserem, neste tipo de jogos, as coisas batem de outra maneira a quem está habituado a eles. E a quem sente a mística do Benfica.

 

Não se está à espera que, quando as coisas apertam, sejam os Reyes e os Di Marías que, apesar de toda a indiscutível categoria técnica que têm, corram atrás dos adversários, pois não? Vão dizer-me que não é essa a sua função. É verdade, só que passa a ser quando a equipa está em inferioridade numérica. Isto é só para relembrar a todos aqueles que acham que os jogadores que têm mais de três anos de casa são para ir embora, porque já cá estão há muito tempo. Como o Nuno Gomes, cuja possível saída se tem falado desde a contratação do Suazo. Os frutos não nascem se as árvores não tiverem raízes.

por S.L.B. às 01:39 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Sábado, 30.08.08

Lançamento do jogo.

Como qualquer chafarica que se preze, também por esta se faz o lançamento / antevisão / antecipação / previsão e prognosticação imparcial do jogo de hoje.

O nosso Glorioso Benfica entrará em campo com a responsabilidade supina de dignificar a gloriosa História de que tantos e tantos milhões se orgulham. A vontade destes milhões será representada na arte, no talento, na capacidade de sofrimento e na capacidade de superação de onze futebolistas que têm a honra de poder envergar o sagrado manto vermelho. O Benfica, em princípio, jogará em 4x4x2.

Estes onze defrontarão um sistema táctico assente no 4x3x3x3, sendo que, dos catorze andrades, um tem uma gaita nos beiços, dois seguram pauzinhos e um outro é uma conhecida meretriz uruguaia com um peinado ridículo.

A única forma de ultrapassar esta espécie de adversário é com uma vontade de vencer superior à dimensão dos tentáculos do polvo que hoje combateremos. Assim, o grito / a palavra de ordem no nosso balneário tem de ser “A por ellos!” ou, traduzido para a meia dúzia de portugueses que lá temos e recordando as imorredoiras palavras de Fernando Cabrita, “Vamo-nos a eles que nem tarzões!

sinto-me: com ganas
por Pedro F. Ferreira às 12:59 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 29.08.08

Estranho, não?

Cheguei ontem das minhas merecidas férias! Quentes! Caraíbas! Upa, upa... quentinho, quentinho!

E surpreendido fiquei quando vi o resultado do primeiro jogo do nosso Benfica! Um enorme balde de gelo! Gelo daquele bom! Do mais gelado que há. Um empate! Um empate com uns senhores que subiram de divisão! Ah, claro, se subiram é porque têm valor! E muito pelos vistos...

"Épá! Tivemos azar. Mandámos uma ao barrote e o Aimar falhou em cima do minuto 90!" Azar? Falhou? Uma ao barrote?

No mínimo é para rir... milhões e milhões e lá arrancámos um empate! E não me venham com as tretas de que "temos que dar tempo ao homem p'ra fazer a equipa" ah e tal "os jogadores não se conhecem", "sempre a criticar... temos é que puxar pela equipa"!

Desculpem-me mas já vi este filme na época passada. Ou será que a época de 2007/08 ainda não acabou?

Estou muito esperançado com a equipa que se formou, com o treinador que veio... mas, um empate? Não poder perder pontos com os andrades à segunda jornada? Obviamente jogamos sempre para ganhar! Mas convenhamos que empatar ou perder com um dos candidatos é tido como mais ou menos normal. Nada mais ou menos normal é empatar com o Rio Ave.

O Benfica deve ser o único clube do mundo que à segunda jornada já vai com a pressão de ter que ganhar porque senão... pode dizer adeus ao título!

Estranho, não?

Estranho é eu começar a época como acabei a última... com um grande novelo na garganta!

Para o bem de todos nós que sofremos, espero que a coisa comece a encarrilar! E que comece já amanhã, pois o golo da última época do cigano ainda me está atravessado na goela!

Nada estranho seria eu amanhã apagar este post e dizer só maravilhas do nosso Glorioso!

 

sinto-me: com fome de gritar golo!
por Corto Maltese às 20:03 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quinta-feira, 28.08.08

Está decidido, vou comprar mais um cativo

Eis a nova Pantera Negra do Benfica. Se nos ajudar a conquistar metade das conquistas da Pantera Negra original, já seria fantástico.

 

 

 

 

 

Opiniões?

 

Pedidos?

 

Alguém?

 

Já sabem, é só pedir de boca, com Rui Costa aka "The Negotiator" em acção nada é impossível.

 

 

sinto-me: Esperançoso
por Superman Torras às 22:55 | link do post | comentar | ver comentários (33)

Ora cá estamos outra vez, para mais um episódio de 'Descubra o Choramingas'

 

Começa uma nova época, mas há coisas que são imutáveis. Uma delas é a condição de choramingas hipócrita dos moços da Agremiação de Queques de Camisolas Engraçadas.
 
Senão, vejamos. O Benfica começou mal, é verdade, e empatou com o Rio Ave, que fez pela vida. Não jogámos bem, é um facto (indesmentível), mas a haver um vencedor, caramba, seria o Benfica. Apesar de tudo isto, há dois lances de penalty na grande área do Rio Ave, mas em circunstância alguma os responsáveis do Benfica usam esse argumento como escape para a frustração ou como desculpa para o resultado. O Benfica, como é amplamente sabido, é quem tem mais razões de queixa das arbitragens nos últimos anos. Apesar da permanente carpideira desonesta por parte do sportem, é evidente o clima persecutório ao Benfica por parte dos cães de fila do sistema, como Lucílios e afins. Mas eis que o Benfica, quiçá ingenuamente, começa a época com um esforço de pacificação do clima terrorista que se vive no pântano do futebol português, e não se justifica com erros de arbitragem (que fazem toda a diferença num jogo como o de Domingo).
 
Pois muito bem, e o que faz a agremiaçãozeca do Lumiar, a carraça que vive atracada à nossa grandeza, logo no primeiro jogo, em que ganham 3-1?
Há um lance em que o Polga é bem expulso e o árbitro marca penalty. A justiça da expulsão é inquestionável. O penalty é discutível, mas encontra suporte nas leis do jogo (como, aliás, é referido pelo Rui Cartaxana no jornal cujo nome não deve ser pronunciado – que é normalmente defendido até ao limite do razoável pela lagartagem, mas que agora, como os contraria, é alvo de uma perseguição fundamentalista pela maralha réptil). É um lance que surge quando a lagartagem ganha por 3-0. É insignificante. É ridículo. Não altera a face do jogo, como os penalties contra o Rio Ave alterariam. E o que fazem os queques? Entram em histeria absoluta. O monge retardado mental que treina a equipa quase que tem uma embolia cerebral, a SAD monta uma perseguição ao árbitro auxiliar e suspeito que os sacristas da Juve Leo já devem estar a utilizar tudo o que aprenderam nas acções de formação com os amigalhaços dos Super Porcalhões para aterrorizar o indivíduo e a família. Isto não é inocente. É apenas o início da estratégia de pressão sobre as arbitragens de modo a vender mais uma vez (e é incrível que a comunicação social não esteja farta, mas percebe-se, dado que é controlada exactamente por facciosos da agremiação de queques de camisolas engraçadas) a ideia que o sportem é um coitadinho perseguido pelo sistema, sem perceber que o sportem É parte indissociável do sistema. A avestruz de Alvalade manteve o silêncio em todo o processo Apito Dourado e aninha-se confortavelmente ao lado do Porco da Costa nos camarotes por uma razão. Sim, o facto do whisky correr livremente nos referidos camarotes é um factor de peso, mas a razão principal tem a ver com a protecção. O sportem vende-se como uma prostituta barata. Calam-se quando devem estar calados, beijam a mão ao criminoso, mostram a necessária subserviência, passeiam de mão dada e unem esforços contra o ódio comum, e como prémio de bom comportamento levam um segundo lugar aqui (oferecido pela arbitragem, com os cumprimentos da casa), uma Taça ali, uma supertaça acolá, um jogadorzeco de quando em vez, beneficiam indirectamente da perseguição que o sistema faz ao Benfica, e acima de tudo conseguem aquilo que verdadeiramente os faz correr: que o Benfica não ganhe. Para eles, é verdadeiramente indiferente quem ganhe, desde que não seja o Benfica. Razão pela qual não se importam que seja o FC Porco.
 
Portanto, meus amigos, esperem mais um ano do mesmo. A estrutura de pressão sobre a arbitragem já está a ser montada pela lagartagem e o sistema agradece. O que é que isto quer dizer? Que vamos ter de jogar o dobro, criar o dobro das oportunidades, fazer o dobro dos sacrifícios para ganhar, porque jogamos sempre contra tudo e todos. So what?
 
Trata-se do Benfica: tudo o que seja lutar contra menos que isso é aborrecido.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:19 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Terça-feira, 26.08.08

O apitador andrade do próximo jogo.

Considero que em Portugal há apenas dois tipos de árbitro: os corruptos e os incompetentes.

O apitador Jorge Sousa, conhecido adepto dos andrades, vai fingir que é árbitro no próximo sábado quando recebermos o clube do corrupto na forma tentada. O apitador Jorge Sousa já no ano passado apitou um jogo nosso com os andrades. Se bem se lembram, o dito Sousa fora castigado (protegido nas palavras do chefe da cambada, o senhor Vítor Pereira) com dois jogos de suspensão (protecção nas palavras do capataz dos apitadores) por erros grosseiros. Jorge Sousa, aos poucos, tem correspondido ao que dele se esperava na sua ascensão à primeira categoria (há paradoxos incríveis na linguagem da arbitragem portuguesa): tem sido, sempre que necessário, uma ajuda preciosa para o clube regional.

Sem grande esforço de memória lembro-me desta criatura, que eu gostaria de pensar que é incompetente, nos ter eliminado da Taça de Portugal num jogo contra o Guimarães em que o golo deles foi marcado numa interessante jogada de andebol; depois lembro-me, num outro jogo com o Guimarães, de um penálti que só ele viu (nem a alimária das azias que agora anda a tosquiar parentes lá pela encostas serranas do Xistra o conseguiu ver) por falta do Luisão sobre um vimaranense. Na época passada fomos vítimas daquilo que eu gostaria de acreditar ser incompetência grosseira do referido, por exemplo, nos jogos com o Leixões e com o Setúbal.

Eu bem gostaria e acreditar que aquilo é apenas incompetência…

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É nestes momentos que convém recordar este post. Percebem agora ou é preciso fazer um desenho?

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imagem retirada da Xafarica.

 

por Anátema Device às 18:04 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Segunda-feira, 25.08.08

Desilusão

Mais uma época, e mais um início de campeonato com o pé esquerdo, para não variar. E nem sequer vou dizer que estou particularmente surpreendido, porque regra geral estou sempre à espera de uma coisa destas. Já estou farto de ver qualquer equipazita atirar onze troncos para dentro do campo, a chutarem bolas para onde estão virados, e a comerem a relva com o único objectivo de sacarem um empate que aparentemente valerá muitas vezes o seu peso em ouro, e depois os nossos jogadores, cujos ordenados de um mês pagariam o orçamento da época inteira dos referidos troncos, não serem capazes de ultrapassar este obstáculo.

É evidente que há melhorias. O Benfica ontem, do primeiro ao último minuto, procurou sempre jogar futebol. Nunca pareceu ser uma equipa perdida em campo, mostrou sempre ter um rumo definido, e nunca optou pelo irritante chutão dos defesas centrais directamente para a frente, táctica a que nos habituámos nos últimos anos. Houve sempre a preocupação de jogar pelos flancos, procurar a linha e centrar (mesmo que depois 90% dos centros fossem feitos para cima do guarda-redes adversário). Mas caramba, isso serve-me de pouco consolo. O Benfica precisa é de ganhar, nem que seja com o chutão para a frente.

Nunca pensei vir a dizer isto, mas fiquei lixado com a saída do Carlos Martins a meio da primeira parte (se ele continua com o velho hábito de se lesionar semana sim, semana não estamos tramados). Até porque a dupla Bastos/Yebda no centro não é propriamente prendada no capítulo do passe - têm outros méritos, mas a distribuição de jogo definitivamente não é um deles. O Aimar continua a não me convencer naquela posição de segundo avançado, porque pura e simplesmente desaparece do campo. Eu não vi o início do jogo, e durante a primeira parte cheguei a pensar se o Aimar estaria a jogar ou não, porque não o via intervir em qualquer jogada. Quando, na segunda parte, ele se foi encostar ao lado esquerdo passou a estar muito mais em jogo.

Com 0-0 ao intervalo, sendo que as maiores ameaças que conseguimos fazer foram na sequência de bolas paradas (uma cabeçada à trave do Yebda foi o mais próximo que estivemos de marcar), fiquei à espera do típico golpe de teatro, em que invariavelmente a equipa que quer empatar consegue colocar-se em vantagem. Num lance muito consentido por nós, isso aconteceu mesmo, tendo o adversário saltado quase à vontade na sequência de um canto, o Quim não conseguiu segurar a bola, e apesar desta ter ficado numa zona em que estavam três jogadores do Benfica, foi um jogador do Rio Ave quem conseguiu chegar primeiro e marcar. Os males só não foram maiores porque praticamente na jogada seguinte empatámos. Na sequência de mais um centro feito para cima do guarda-redes, este conseguiu afastar a bola direitinha para a cabeça do Nuno Gomes ao segundo poste, que empurrou para golo. A este golo seguiu-se aquele que terá sido o melhor período do Benfica no jogo, mas sempre sem arte nem engenho para chegramos ao segundo golo.

Numa apreciação global, fiquei desiludido com a nossa estreia no campeonato. Era importante termos começado com uma vitória, e um empate contra uma equipa recém-promovida não é um bom cartão de apresentação. Gostei das exibições do Luisão e do Léo, mas parece-me que o problema maior está no ataque, já que revelamos sempre dificuldades em marcar golos. Os últimos passes ou toques saem mal, e há alguns posicionamentos que continuam a não me agradar: o já referido do Aimar como segundo avançado, e também o do Amorim como médio direito; pareceu-me que com a entrada do Balboa para aquele lado fomos capazes de criar muito mais perigo de uma forma consistente sempre que atacávamos por ali. Talvez com as previsíveis entradas do Reyes e do Di María na equipa isto possa sofrer alterações.

por D`Arcy às 14:10 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Domingo, 24.08.08

Irra!

A coisa recomeçou hoje. A coisa recomeçou, em termos substantivos, como começara na época passada: com um ridículo empate na casa de uma equipa acabada de subir à primeira divisão.

O jogo acaba e um gajo fica a olhar para aquilo sem saber o que pensar. Sim, é o primeiro jogo e tal e coisa, ainda falta muito campeonato, não podemos desistir já, há que acreditar, há que dar tempo ao tempo… tudo isso é a realidade. Tudo isso é a realidade que me sinto obrigado a sentir. E em tudo isso me obrigo a acreditar… porque é verdade.

Mas também é verdade que hoje, assim que o jogo acabou, a única coisa que me passou pela cabeça foi comparar a folha de vencimentos dos profissionais do nosso Benfica com a dos profissionais do Rio Ave e esfregar esta última nas ventas dos nossos. Com toda a carga de possível injustiça que esteja presente nestas palavras aqui fica o desabafo sobre mais um coxo começo de campeonato e a certeza de que no próximo fim-de-semana lá estarei, na nossa casa, a apoiar o nosso Benfica.

sinto-me: lixado com um f maiúsculo
por Pedro F. Ferreira às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (69)
Sábado, 23.08.08

Um angelito que dança tango.

 

É sempre agradável ver um angelito de ouro olímpico dizer que o seu futuro depende do Benfica (link). É claro que nós sabemos que isso de depender do Benfica é verdade… depende da quantidade de dinheiro que oferecerem pelo Angelito. Não sei se os anjos têm sexo, mas este tem preço: 30 milhões de euros ou 30 kilos como gostam de dizer os espanhóis de Madrid, nem um cêntimo a menos. Por mim, o rapaz fica… com tango e sem algumas tangadas do ano passado.

sinto-me: confiante
música: Daniel Melingo
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por Pedro F. Ferreira às 18:15 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Quinta-feira, 21.08.08

O Projecto Olímpico do Benfica.

Um êxito retumbante. Os únicos atletas tugas a trazer medalhas são do Sport Lisboa e Benfica. Quero aplaudi-los, como merecem, no próximo jogo em casa da nossa equipa. Espero que eles possam dar uma volta de honra ao estádio, para receber o aplauso reconhecido de toda a nação benfiquista.

Contínuo a acreditar também na Telma Monteiro. E acho que o projecto olímpico do Benfica está de parabéns. Por isso, parabéns a quem o pensou e executou. E sobretudo, parabéns ao Nélson Évora e à Vanessa Fernandes, campeões portugueses, atletas do maior clube português.

Parabéns, Nélson

O 'projecto olímpico' do Benfica já deu alguns frutos. O Nélson Évora acabou de conquistar a primeira medalha de ouro portuguesa em Pequim e, mais do que isso, a primeira medalha de ouro olímpica de um atleta do Benfica. Podemos juntar-lhe a prata da Vanessa, e a medalha que o Di María ainda vai conquistar, e dizer que foram uns J.O. agradáveis sob o ponto de vista benfiquista (cuidado: não festejem muito o facto do ouro ter sido conquistado por um atleta do Benfica, porque já se sabe que, desta vez, e desta vez só, a medalha é de todos os portugueses e não temos o direito de nos 'apropriarmos' dela). Só foi pena a Telma ter falhado as medalhas. Parabéns ao Nélson em particular, e a todos os nossos atletas em geral.

por D`Arcy às 15:36 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Segunda-feira, 18.08.08
Sábado, 16.08.08

Eusébio Cup

Já se sabe que jogar contra uma equipa treinada pelo Mourinho nunca é fácil, e o jogo de ontem para a Eusébio Cup foi mais um exemplo disso. Foi um jogo em que me pareceu haver dificuldades para impormos o nosso jogo, e em que vi uma diferença algo significativa entre a primeira e segunda parte. Voltei a ver alguma das coisas boas que já mostrámos este ano, mas também vi coisas menos boas, que seguramente terão que ser corrigidas.

Conforme disse, houve diferenças da primeira para a segunda parte, sendo que me pareceu que estivemos melhor durante a primeira. Aquilo que de mais positivo vejo é uma preocupação da equipa em jogar futebol quando ataca. Já quase nunca se vê o recurso à opção de fazer passes longos para a frente, como vinha acontecendo nos anos anteriores. A tentativa é sempre de sair a jogar, com um futebol apoiado e trocas de bola constantes. A equipa parece saber aquilo que quer em campo, mas ontem foi difícil conseguirmos fazer isto, porque qualquer equipa treinada pelo Mourinho é perita em anular o jogo adversário. Isto tornou-se mais evidente na segunda parte, em que foi claramente o Inter quem controlou o jogo, ficando-se o Benfica por tentativas de contra-ataque quase sempre mal sucedidas.

O que me agradou mais:

- Quim: deve estar motivado por finalmente ver corrigida a injustiça na selecção. Esteve perfeito ontem, e podemos agradecer-lhe o facto de não termos perdido o jogo, já que teve pelo menos três defesas absolutamente decisivas;

- Regresso (finalmente!) do David Luís. Não que se lhe tenha visto muito durante o tempo que jogou, mas foi bom vê-lo de volta, e não pareceu que tivesse qualquer tipo de limitação;

- Katsouranis: para mim foi sem dúvida o melhor da defesa, e provavelmente até o melhor jogador do Benfica em campo ontem à noite. Continuo a achá-lo imprescidível para a equipa, e com o regresso do David Luís pode ser que volte à sua posição natural à frente da defesa;

Do que menos gostei:

- Pouca inspiração no ataque. Criámos poucas oportunidades de golo (o remate do Cardozo ao poste terá sido a grande excepção), e é preciso ter em conta que, mesmo considerando a qualidade dos jogadores utilizados, o Inter utilizou uma defesa remendada, que incluiu a adaptação do Cambiasso a defesa-central (nunca o tinha visto jogar ali, e mais depressa esperaria ver o Zanetti adaptado àquela posição);

- Demasiado espaço dado nas laterais da defesa. Fomos completamente incapazes de lidar com as situações em que o Ibrahimovic (acho que aquilo que o Quique deseja que o Luís Garcia viesse fazer para o Benfica será exactamente aquilo que o sueco fez ontem vezes sem conta) fugiu para os flancos. Os nossos defesas foram incapazes de lidar com as trocas de posições dos adversários, o que resultava no Ibrahimovic a conseguir ter uma liberdade enorme nos flancos, e depois os extremos (Figo e Mancini) a conseguirem aparecer libertos de marcação no centro da defesa para receber a bola;

- Yebda: ao contrário dos jogos anteriores, ontem o francês não me impressionou. Pareceu-me um pouco apático, complicando lances, fazendo passes errados, perdendo bolas e sendo pouco atrevido nas saídas para o ataque, acabando por optar quase sempre por passes para trás;

- Não sei até que ponto a opção Amorim/Pereira no lado direito será para manter. O Amorim oferece alguma solidez no meio campo quando a equipa não tem a bola, mas revela algumas dificuldades naturais na parte atacante, e o Maxi Pereira também parece mostrar dificuldades a atacar.

Enfim, acho que acabou por ser um bom teste. Naturalmente, ainda há muita coisa a melhorar, mas parece-me que as diferenças para um passado recente são evidentes. Para a semana já é a sério.

por D`Arcy às 12:31 | link do post | comentar | ver comentários (9)

A Tertúlia dos leitores

        VS    

 

 

Apesar de por enquanto ainda não haver crónica, não queríamos privar os leitores da Tertúlia de deixarem as suas impressões sobre a Eusébio Cup que se disputou ontem entre o Benfica e o Inter de Milão. Por isso, não se acanhem e deêm uso ao teclado!

 

 

sinto-me: expectante
por Superman Torras às 09:11 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Domingo, 10.08.08

Esta não é (um)a crónica do d'arcy

Jogo de apresentação do Benfica 2008/09, oportunidade para cumprir dois objectivos primordiais:

  • Matar as saudades que já se faziam sentir após algumas semanas sem visitar o nosso estádio e estar, com as nossas gentes, a apoiar o nosso Benfica;
  • Verificar inloco o estado evolutivo da equipa treinada por Quique Sanchez Flores.

Começando pelo primeiro item, talvez o mais importante dos dois uma vez que dizia respeito a uma necessidade básica que me estava a ser suprimida por forças alheias à minha vontade (maldito Euro), poder-se-à dizer que ela começou a ser saciada quando faltavam cerca de 2 horas para se iniciar a partida. Sim, é verdade, eu estava lá ainda antes de terem aberto as portas ao público.

 

E foi bonita a festa, pá!

 

Não houve extravagâncias ou surpresas de última hora (o "Homem Invisivel" já teria sido contratado para o jogo de apresentação de um dos nossos rivais pelo que só nos restava o inalcançável "Homem Elástico") mas estiveram mais de 40 mil dos nossos todos unidos pela mesma paixão e, acredito, munidos do mesmo sentimento de esperança que se auto-renova todas as épocas por piores que tenham sido as épocas anteriores.

 

E, talvez por a  época 2007/08 se ter aproximado perigosamente daquilo que os extremistas tendem por epitetar de "8", será importante não incorrer em erro semelhante ao procurarmos encontrar entre os vários factores positivos que nos foram dados a ver no último sábado motivos para embandeirarmos em arco e julgarmos que súbitamente nos aproximamos vertiginosamente do "80". Assim não é de facto, aliás, usando de uma analogia rodoviária (sempe útil, sobretudo quando não se ingeriu bebidas alcoólicas antes), nesta estrada imensa que o autocarro que simboliza o futuro do futebol do Benfica se prepara para percorrer após ter aproveitado uma oportuna rotunda para inverter o rumo que levava, a esperança maior é que se encontre rapidamente a saída para a auto-estrada, essa sim fundamental para se atingir a velocidade de cruzeiro que todos almejamos.

 

No entanto, há que dizê-lo com frontalidade, não pude evitar um ligeiro sorriso de satisfação quando abandonei a Catedral. E com isto entramos directamente no ponto nº 2, isto é, o que eu vi, ou me pareceu ter visto, do alto do 3º anel no sábado à noite.

 

Por ter ficado agradavelmente impressionado com toda a equipa que jogou, precisamente por me ter parecido aquilo que já há muitos meses (anos?) eu não via a equipa do Benfica parecer, isto é, uma equipa, optarei por mencionar individualmente apenas os elementos do meio-campo, ou não fosse este geralmente considerado o sector nerválgico do terreno de jogo. E aproveito desde já para mencionar aquele que contra todas as previsões, minhas incluídas, poderá se tornar o joker da equipa: Ruben Amorim. O jogador que através do seu espírito de sacrifício poderá equilibrar o jogo da equipa, o pêndulo que se saberá mover de acordo com as necessidades momentâneas da equipa. O tal "Homem Invísivel" (olhem, afinal sempre terá vindo!). Não será com toda a certeza titular absoluto mas, a confirmarem-se algumas das impressões com que fiquei não só neste jogo mas também no anterior com o Vitória de Guimarães, poderá ser de uma utilidade extrema.

 

No sábado formou um tridente muito interessante com Yebda, a rever o jogador francês apesar de me ter deixado boa impressão sobretudo pela estampa física, e com Carlos Martins. Carlos Martins que vem confirmar, como se isso fosse necessário, a transformação imediata que se processa num jogador assim que deixa de vestir a camisola de um rival do Benfica para passar a envergar o manto sagrado. A faceta de execrável vai-se com uma rapidez assinalável. Quase que seria motivo para um estudo aprofundado por parte das melhores universidades do país. Adiante.

 

A verdade é que o ex-sportinguista tem feito de tudo para caír no goto do comum adepto benfiquista. Assim, a juntar à reconhecida capacidade futebolística tem exibido igualmente uma consistência exibicional e uma aplicação competitiva a toda a prova. No entanto confesso que ainda não estou rendido. Contínuo com um pé atrás e sempre à espera do momento em que o castelo de cartas ruirá. Se assim não for então poderão, poderemos (!), estar certo de uma coisa: Rui Costa não estava a ser irónico quando apresentou Carlos Martins como o seu sucessor.

 

Quanto às estrelas Aimar e Reyes, o primeiro vai mostrando cada vez mais entrosamento com a equipa em geral e com Cardozo e Martins em particular, e o segundo fez 10 minutos que no mínimo dos mínimos deixaram água na boca ao mais relutante dos adeptos.

 

E como na altura em que escrevo estas linhas eu estou absolutamente convicto de que pelo menos mais uma estrela se juntará à festa (chamem-lhe um feeling se quiserem), aproveito para abrir um pequeno parêntesis: se me dissessem há uns meses que em Agosto de 2008 iríamos ter estes atacantes o mínimo que lhe chamaria era a alcunha pela qual o Aimar não gosta de ser conhecido. Acredito que a inflexão provocada pela nomeação de Rui Costa como director desportivo é parte importante, se não fundamental, nestas contratações, mas confesso que estou pasmo com a disponibilidade que o nosso clube demonstra por fechar estas contratações. Se estas se devem realmente somente à capacidade negocial de Rui Costa então não posso deixar de maldizer os últimos anos de Rui Costa como jogador do clube. Por muito que o adorasse como jogador (e como o adorava, desde os tempos em que ía para o café todos os domingos às 14h para ver os jogos da Fiorentina) a verdade é que nos teria dado muito mais jeito como dirigente.

 

Obviamente que o passado está repleto de situações em que equipas constituídas na sua maioria por jogadores maravilhosos não atingiram os seus objectivos porque cometeram o erro capital neste tipo de casos: nunca conseguiram ser uma equipa e o todo acabou por ser menor que a soma das partes. Mas essa é uma tarefa que até ver me parece estar em excelentes mãos. Na verdade Quique Flores e restante equipa técnica parecem-me uma verdadeira pedrada no charco do marasmo no qual o Benfica mergulhou. Correndo o risco de me aproximar perigosamente do supracitado "80", confesso que neste momento não coloco de parte a eventual reedição do fenómeno Eriksson em tudo o que o sueco significou para o Benfica e para o futebol português aquando da sua primeira passagem pelo clube, ao ver os sinais que me são transmitidos não só pelos métodos de trabalho da referida equipa técnica mas também pela forma como todos se expressam quando questionados pela comunicação social.

 

A noite foi portanto agradável, sexta-feira surgirá o último jogo da pré-temporada com o Inter de Mourinho. Acredito que a equipa que iniciar esse jogo será basicamente aquele que atacará a 1ª jornada do campeonato pelo que será uma excelente oportunidade para aquilatar de uma forma definitiva a forma com que vamos encarar as competições oficiais.

 

Termino com a satisfação de ter ajudado a cumprir um sonho de infância, ou de uma semana vá, de um correligionário da Tertúlia, por lhe ter permitido visionar um jogo sentado ao meu lado.

 

sinto-me: Relativamente confiante
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por Superman Torras às 23:09 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Sábado, 09.08.08

Com os cumprimentos do nosso Shéu Han...

 

No dia em que se apresenta o plantel aos sócios aqui fica um pequeno presente para os leitores deste blogue. E, se não for pedir muito, que este grupo de futebolistas saiba honrar a camisola e dar aos adeptos as alegrias que nos deram as grandes equipas do Benfica de que o senhor Shéu fez parte.

sinto-me: honrado
por Pedro F. Ferreira às 12:55 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 08.08.08

Aquisição consumada.

Aquele emblema. O meu nome nas costas. Já cá canta. Let the games begin. Rumo ao Título!


Mai'nada.

O animal modesto.

Também eu estou entusiasmado e confiante com a contratação de nomes como Reyes e Aimar. Também estou confiante quando vejo miúdos como Urreta ou Miguel Victor. Também estou confiante no trabalho de Rui Costa.

 

E o resto? Não nos iludamos. A coisa não mudou. Não mudou! Nada mudou apesar de, aparentemente, muito ter mudado. E não mudou porque, tal como escreveu o Alexandre O´Neill,

 

"O animal modesto trota ao lado do dono. Se toma a dianteira é por distracção. Não ousaria pensar em querer avançar demais. Coraria de vergonha se deixasse o dono para trás. Ao dono, que, por acaso, é um homem, bastaria uma assobiadela para fazer regressar o animal modesto, que, por sinal, é um cão, à posição devida: ligeiramente à frente, imperceptivelmente atrás.

Se o dono diz: «Busca! busca!», o animal modesto sente-se autorizado (diria incitado) a avançar. Então corre, doidivanas de todo, [...]. Pára volta a cabeça e, lá de longe, põe uns olhos de interrogativa mansuetude nos olhos muito divertidos do dono. Este manda-o regressar. Outra corrida. O dono, enquanto diz: «Meu maluco!», faz-lhe a gentileza de uma festa no pescoço.

É assim entre o homem e o seu cão.

De animais modestos, bem mandados, está cheio o mundo, pelo menos este que se estende, estica, espraia por 88 000 quilómetros quadrados. [...]"

_____

 

in "Uma Coisa Em Forma De Assim"

por Anátema Device às 13:00 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Viva el Rey.

Não sei o que aconteceu no Atlético de Madrid (bem, aconteceu Simão, para começar), mas eu vi este Reyes jogar muitas vezes, e mesmo que, na Luz,  não vá encontrar a companhia que tinha no Real Madrid e no Arsenal, uma coisa parece-me indiscutível: o Benfica acaba de ir buscar um jogador de grande classe. Se ele se aplicar...pode mesmo fazer a diferença.

  

 

E agora um defesa central a sério, não? Peço desculpa, realmente onde é que eu estava com a cabeça? David Luiz, Sidnei, Luisão e Miguel Vitor, mais Katsouranis se for preciso, dão garantias.

 

Ah...e amanhã lá estarei.

Quinta-feira, 07.08.08

Reyes

Pronto, está confirmado. O José Antonio Reyes vai ser mesmo jogador do Benfica esta época, e até adquirimos 25% do passe dele (o que poderá ser importante no futuro, caso queiramos mantê-lo por cá mais tempo). É mais uma grande contratação do Rui Costa, sendo um jogador que eu nunca pensei poder ver no Benfica. Além disso, é um jogador que pode jogar a extremo ou como avançado móvel, pelo que encaixa bem no plantel. Agora só espero que, sob orientação do Quique Flores, ele consiga ganhar algum juízo (já que, pelo que dizem os espanhóis, parece que o maior problema dele não é falta de talento, mas sim de cabeça), e que possamos ver o melhor deste jogador na Luz.

Eu sei que é um comportamento típico de adepto, mas não consigo evitar sentir-me confiante em relação à época que se aproxima. Com Reyes, Aimar, Cardozo e Di María na frente, só consigo mesmo pensar que somos capazes de fazer 'coisas bonitas'.

por D`Arcy às 23:08 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 04.08.08

Vitória

E ao quinto jogo a primeira vitória, que acabou por valer também a vitória no Torneio de Guimarães. Não foi uma exibição de encher o olho, mas ficaram bastantes pormenores interessantes num jogo que já teve muito pouco de futebol de pré-época, e que por vezes mais parecia um jogo típico da nossa Liga.

Foi um jogo com dois períodos muito distintos. O Benfica teve uma entrada agradável em jogo. Sem nunca assumirmos o controlo, gostei no entanto de ver muitas das nossas saídas para o ataque, com a bola a circular rapidamente em passes sucessivos entre os nossos jogadores, muitas vezes de primeira. O nosso segundo golo foi um exemplo disto, e foi pena que o defesa do Vitória se tenha antecipado ao Aimar para marcar um autogolo, porque teria sido bonito se a jogada tivesse sido finalizada pelo nosso jogador. Depois de obtida a vantagem de dois golos, pareceu-me que nos encolhemos muito, e em particular na segunda parte quase que nos limitámos a defender e a gerir o resultado, esperando por um rasgo do Aimar ou um passe do Carlos Martins.

Aplausos para a nossa defesa. Revelou-se segura, e só foi batida de penálti, sendo de realçar que, apesar do matraquear incessante dos comentadores de serviço em contrário, conseguiram resolver quase sempre bem os problemas causados pelas bolas paradas, muito por culpa dos noventa e sete livres que foram assinalados contra nós na segunda parte. O Miguel Vítor, adaptado a lateral direito, revelou-se quase sempre seguro a defender (embora com um par de erros devido a um mau tempo de entrada ao desarme), mas naturalmente pouco contribuiu no ataque. O Luisão esteve num nível bastante bom enquanto esteve em campo, o Sidnei, na minha opinião, voltou a revelar bons pormenores (quase sempre bem colocado nos lances aéreos, e bem a jogar em antecipação), e o Léo na segunda parte já esteve mais próximo daquilo que lhe conhecemos (na primeira ainda teve ali algumas perdas de bola pouco habituais nele). O Katsouranis, quer a meio campo durante a primeira parte, quer na defesa durante a segunda, apenas confirmou que é um jogador demasiado importante para que possamos dar-nos ao luxo de o perder (e posso estar a ser faccioso, mas lamento; o grego é um dos meus jogadores preferidos).

No meio campo o Ruben Amorim, em especial na primeira parte, fez o melhor jogo desde que chegou ao Benfica - esteve em ambos os golos. O Carlos Martins voltou a estar em bom plano, e é aquele que normalmente revela maior lucidez na distribuição do jogo. Quanto ao Urreta, tendo em conta a escassez de opções que temos para as alas, parece-me que tem dado provas mais do que suficientes de que é um jogador a manter. É rápido e desmarca-se bem, embora ainda revele alguma falta de experiência na forma como dá seguimento a alguns lances - aquela jogada em que ele parte os rins por duas vezes ao defesa direito do Vitória e depois acaba por fazer um centro (ou era um remate?) para as mãos do guarda-redes é um exemplo disso, já que bastar-lhe-ia ter levantado a cabeça para ver o Cardozo completamente sozinho no centro da área. Impressionante também a forma como não parou de correr durante os noventa minutos. O Aimar começa a aparecer mais, mas parece-me que ainda precisa de se habituar melhor aos colegas (e vice-versa), já que ele opta muitas vezes pelo toque de primeira e os próprios colegas parecem não estar à espera disso. O Cardozo esteve muito bem nos primeiros minutos (até bastante mais mexido do que lhe é habitual) mas depois desapareceu muito do jogo à medida que fomos recuando.

Uma menção também para o Jorge Sousa, a mostrar porque é merecido o título de 'melhor árbitro da última época' (pausa para risos).
Tendo em conta a grande forma que já mostra neste início de época, julgo que poderemos esperar mais uma grande temporada dele, ao grande nível a que já nos habituou.

P.S.- Eu prefiro ver para crer. Mas a ser verdade a notícia sobre a contratação do Reyes, tenho que confessar que não só fico muitíssimo satisfeito, como mesmo algo incrédulo, já que nunca pensei ser possível ir buscá-lo. Era um desejo que eu tinha, e já tinha mencionado diversas vezes sempre que o assunto das 'dispensas do At.Madrid' a que supostamente temos direito devido ao negócio do Simão vinha à baila: ele seria a única 'dispensa' que realmente valeria a pena.

por D`Arcy às 23:39 | link do post | comentar | ver comentários (59)
Domingo, 03.08.08

PSG

Mais uma exibição sofrível, na mesma linha das do Torneio do Guadiana, só que desta vez fomos salvos da derrota pelos nossos pontas de lança. As experiências ainda continuam, o que leva a que neste momento ainda não seja capaz de imaginar qual deverá ser o onze base na cabeça do treinador para a próxima época, nem sequer qual o esquema táctico que ele pretende apresentar. Na primeira parte o Aimar voltou a aparecer quase como avançado e, a exemplo do jogo contra a lagartagem, quase não se viu. Em apenas cerca de dez minutos na segunda parte, em que o argentino recuou para o meio campo, deu para ver muito mais dele do que em toda a primeira parte. Formando dupla com o Aimar, apareceu o Nuno Gomes, e o que eu vi foi o mesmo que se tinha visto no Guadiana quando experimentámos jogar com o Aimar e o Urreta na frente, ou seja, a linha avançada praticamente não teve intervenção digna de registo no jogo.

Na defesa estreou-se o Sidnei, e devo dizer que fiquei agradado com as primeiras indicações. Infelizmente o brasileiro acabou por borrar a pintura no lance do segundo golo dos franceses, e estragar aquilo que poderia ter sido uma óptima apresentação aos adeptos do Benfica. Mas de qualquer forma fico com algumas expectativas, porque gostei do estilo dele, e até o David Luíz também começou com uma asneira contra o PSG, mas as boas indicações que deixou acabaram depois por confirmar-se. O Jorge Ribeiro apenas confirmou a opinião que tenho sobre a sua mediania como lateral esquerdo - mesmo sendo notória a falta de ritmo, gostei mais de ver o Léo naquela posição durante a segunda parte. No meio campo, que será o sector onde o Quique é capaz de ter mais dúvidas sobre quem dispensar, dois dos 'dispensáveis' parecem-me continuar a mostrar a sua utilidade: Binya e Nuno Assis, embora o camaronês tenha ficado ligado à jogada do primeiro golo do PSG, ao perder uma bola depois de se ter agarrado demasiado a ela - algo que não é muito habitual nele. O Carlos Martins foi o melhor, e o mais inconformado durante todo o tempo que esteve em campo.

Na frente, os dois avançados entrados na segunda parte fizeram a sua obrigação, marcando um golo cada. O Makukula foi em várias situações o trapalhão do costume, mas depois inventou aquele golão, e quanto ao Cardozo (que ainda parece estar um pouco preso de movimentos - foram apenas os primeiros minutos que jogou na pré-época) aproveitou um erro de um defesa adversário, e com apenas dois simples toques fez o empate. Conforme disse antes, ainda não faço ideia de quais serão as intenções do Quique para a nova época, mas espero que não andem muito longe de jogar com dois avançados, e que um deles seja o Cardozo (o outro pode ser o tal avançado móvel, do estilo do Luís Garcia).

E para terminar, volto a dizer algo que já disse depois dos jogos do Torneio do Guadiana: não me agrada nada a ideia de jogar com a defesa em linha. Tenho visto asneiras atrás de asneiras quando o tentamos fazer, e ainda assim temos tido a sorte dos árbitros auxiliares nos nossos jogos serem relativamente incompetentes na apreciação desses lances.

por D`Arcy às 14:11 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sexta-feira, 01.08.08

A previsível saída de Luís Filipe.

 

Continuo a considerar que Luís Filipe é um futebolista muito melhor do que demonstrou no Benfica.

Lembro-me das suas excelentes exibições na Académica, em início de carreira, antes de um iluminado o ter inventado como defesa. Estragou-se um bom médio ala e arranjou-se um defesa direito sofrível. Na Académica, na União de Leiria, no Marítimo, no Sporting (recordemos que até entrou para a história do clube do neto do visconde) e no Braga, Luís Filipe conseguiu, com maior ou menor intermitência, destacar-se e ter um rendimento positivo.
No entanto, tudo mudou logo que chegou a um clube grande. Deste modo, quando chegou ao Benfica começou a demonstrar dificuldade em viver pacificamente com o escrutínio permanente a que estão sujeitos os futebolistas nos grandes clubes. Falhas infantis de concentração, mau posicionamento e uma tremenda incapacidade de conviver com a pressão fizeram com que o Luís Filipe se tornasse um alvo fácil de adeptos, jornalistas e até de colegas menos tolerantes.
Assim, a saída de Luís Filipe acabará por ser benéfica para todos. Quanto à propalada saída de Nuno Assis... a conversa é outra.
por Pedro F. Ferreira às 23:10 | link do post | comentar | ver comentários (16)

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