VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 30.11.08

Esclarecimento importante (vá, leiam isto - não custa nada e depois vão à vossa vidinha)

 

Vamos lá ver uma coisa.

Houve frequentadores da loja (aparentemente muito distraídos) que se queixaram porque 'nunca pensaram ser censurados neste blog' . O primeiro erro é confundir o blog com um post meu. Nem toda a gente aqui tem a minha evidente falta de pachorra para 'a troca de ideias'. Tinha respondido a essas pessoas com um comentário no meu post anterior. Mas depois pensei melhor e a minha titânica preguiça levou a melhor (leva sempre, é uma luta com desfecho absolutamente previsível - um bocado como um FC Porto - Académica hoje em dia). Ou seja, sendo previsível que vou continuar a apagar os comentários que bem me der na real gana, ver-me-ia na contingência de continuar a esclarecer essas alminhas de vez em quando (o que é aborrecido e me gasta tempo precioso – que pode ser melhor utilizado a dormir reconfortantes sestas depois de almoço, por exemplo). Desta forma, e para os mais incautos, fica aqui um esclarecimento que é aplicável a todos os meus posts, e arruma-se o assunto de vez.

Portanto, para quem ficou muito espantado com a obliteração dos seus comentários, é porque nunca prestaram muita atenção aos meus posts. O que demonstra que não sabem o que é bom. Quanto aos outros ilustres escribas deste respeitável estaminé, bom, cada um gere os seus posts e os comentários como bem entendem (e gerem-nos muito bem). Nos meus posts passam os que eu quero, quando eu quero e se eu quero. O espaço de comentários dos meus posts não é, e reparem, nunca pretendeu ser, um espaço democrático de troca de ideias. Nada disso, não senhor, hã hã. É um espaço para as pessoas - quem quiser (e ninguém os obriga) - virem elogiar o evidente brilhantismo do escriba. Para, desavergonhadamente, se fazer o culto da personalidade. Da minha, evidentemente, que o meu ego não se alimenta apenas de pancadinhas nas costas. Por um lado, porque - e isto é algo que as pessoas precisam de saber - o dar sistematicamente pancadinhas a si próprio causa toda a variedade de maus jeitos, e por outro lado, porque sabe sempre bem serem outras pessoas a fazê-lo (lá está a preguiça de que vos falava).

Isto é assim - sempre foi - e não o escondo de ninguém. Modero desavergonhadamente os comentários dos meus posts e assumo-o. Ao contrário de outros blogs, já agora, onde - sob uma capa de respeitabilidade - o fazem encapotadamente.

É ingénuo e vá, um bocado parvo, pensar que se pode vir chatear-me para os meus posts e que eu deixo passar tudo. Podem espernear à vontade, porque também ninguém os vê. Ficam a espernear naquela espécie de limbo cibernético onde os comentários ficam a marinar à espera de aprovação e depois, trás! - são apagados. Para isso até é melhor espernearem alegremente sozinhos em casa enquanto me chamam nomes (simpáticos, imagino).

Como já tive oportunidade de dizer mais do que uma vez: querem uma democracia, vão para a Venezuela.

Adeusinho e voltem sempre (se eu deixar passar, bem entendido – será sempre uma surpresa).

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:41 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Para que serve o jornal "O Jogo"?

Capa do jornal "O Jogo" do dia de ontem:

Isto é uma descarada mentira, mas não é uma inocente mentira.

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Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses (link)

 

ponto 1.

O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público. […]

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Eu já sabia a quem servia o dito jornal, mas ainda não sabia para que servia. Agora sei.

 

Se os responsáveis do jornal "O Jogo" se permitem limpar o esfíncter no Código Deontológico que rege a profissão de jornalista, eu permito-me limpar o esfíncter no referido jornal. Deste modo, as pobres árvores não foram abatidas em vão.

por Anátema Device às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sábado, 29.11.08

Orgulho inabalável

 

Serve este post apenas para aqui deixar registado o meu incomensurável, intemporal e imorredoiro orgulho de ser do Benfica (o Benfica que é produto de cada segundo, sem excepção, dos seus 104 anos e 9 meses de história). Um orgulho que nenhuma derrota (por mais dura que seja, em que circunstâncias for) abala nem pela mais infinitesimal medida de tempo. Um orgulho que me agasalha nos momentos mais difíceis, que me ampara quando o chão parece fugir e que me impele a gritar desafrontadamente – na rua e onde for preciso (neste e em qualquer mundo), de peito cheio e de CABEÇA ERGUIDA, sempre - que sou do BENFICA e que isso me envaidece.

 

VIVA O BENFICA e todos à Catedral

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:55 | link do post | comentar | ver comentários (10)

Hoje, é urgente “ser Benfica”.

Este Benfica de Enrique Flores e Rui Costa é um fogo que tem o condão de acender outros fogos.

 

Mesmo depois de uma copiosa derrota, sinto (sentimos!) que a chama imensa é novamente alimentada por um fogo.

 

Nestes momentos é imperativo estarmos alerta, é imperativo que não nos esqueçamos do que somos. É imperativo que não nos esqueçamos do que é a matriz de “ser benfiquista”. Entre a nossa identidade benfiquista e a missão a que essa identidade nos obriga, entre o que somos como benfiquistas e o que fazemos enquanto benfiquistas, está a consistência de cada um de nós no que é “ser Benfica”.

 

A nossa história colectiva é o fundamento da nossa unidade. É uma unidade feita de várias vozes, de vários sentires e de diferentes contextos. Mas são diferenças que se esbatem perante o que é verdadeiramente grande e importante. Por isso é que cada benfiquista deve procurar a sua identidade em companhia, deve procurá-la juntamente com as outras vozes benfiquistas. Por isso é que cada benfiquista deve procurar-se no nós, no colectivo.

 

Esta experiência de ser benfiquista, de “ser Benfica”, não é um alicerce lançado e petrificado no tempo, no passado. Tem de ser vivenciado e experimentado no presente. Tem de ser testemunhado no presente. Tem de ser continuado e alimentado no presente.

 

Sendo o Benfica o tal fogo, a tal chama inspiradora, saibamos, cada um de nós, ser uma chama que ateie um novo fogo e transformemos a nossa Catedral num Inferno da Luz. É nestes momentos de maior dor (não há paixão sem dor) que temos de saber “ser Benfica”. Nunca deixando de ter um espírito crítico, mas sabendo que esse espírito nos obriga, também, a acreditar no caminho que estamos a percorrer. Eu acredito nesta equipa e esta equipa merece esse testemunho de benfiquismo. Eu acredito no presente do Benfica e acredito no futuro do Benfica.

 

Escrevo agora para todos os que sentem esta crença. Acreditar no Benfica obriga-nos a ser e a agir. Obriga-nos a “ser Benfica”, a procurar a nossa identidade, mas também a agir de acordo com a identidade encontrada. É a busca da acção depois da contemplação.

 

A acção é, actualmente, clara: marcar presença e dar testemunho. Marcar presença na Catedral para dar testemunho do nosso benfiquismo. Marcar presença junto dos nossos para dar testemunho do nosso benfiquismo. Gritar bem alto, a plenos pulmões, o grito que nos alenta a alma: Benfica!

 

Mostremos, na segunda-feira, perante o Setúbal, que a chama acesa neste renascido fogo não se apaga com qualquer sopro de adversidade.

 

Vamos dizer presente!

Vamos gritar Benfica!

Vamos “ser Benfica”!

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 fotografia de Nuno Ferreira Santos (link)

por Pedro F. Ferreira às 14:00 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Sexta-feira, 28.11.08

Nós só queremos

Não vale a pena chover no molhado, tal como não vale a pena negar a evidência.  Perdemos ontem, com um resultado que nos envergonha a todos.  Pronto.

 

Deixemos as análises para os analistas, o choro para as carpideiras, o ataque cobarde para as hienas.

 

Perdemos, pronto.  Sigamos em frente.

 

Segunda-feira há mais un jogo importante, e é para ganhar!

 

Nós só queremos o Benfica Campeão!

 

 

por Artur Hermenegildo às 09:58 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Caros jogadores do Benfica!!

Caros jogadores

 

 

Hoje realmente não estiveram bem, acontece. Dias maus todos temos.

Agora não desanimem, não percam a confiança, não tenham medo.

Foi apenas um jogo, um mau jogo, mas apenas um jogo.

 

Eu como adepto continuo a confiar em ti Quim, em ti Maxi, em ti David Luiz, em ti Sidnei, em ti Jorge Ribeiro, em ti Bynia, em ti Yebda, em ti Reyes, em ti Nuno Gomes, em ti Suazo, em ti Rubem, em ti Balboa, em ti Carlos Martins, em ti Urreta, em todos vocês.

 

Por isso no próximo jogo, entrem em campo como entravam no campo de jogos da escola, para se divertirem com os amigos, descontraidos, sem medo, e com os sonhos todos no horizonte.

 

Tenho a certeza que no próximo jogo vocês vão dar uma alegria a todos os benfiquistas e provar a todos aqueles que hoje, amanhã e nos próximos dias vão dizer que vocês não têm nível, que são jogadores sem qualidade, sem estofo europeu, não sabem o que dizem.

 

Ora bem cabe a vocês provar a esses todos comentadores e escribas nacionais que eles estão erraddos.

 

Força rapazes, eu sei que vocês são bons

 

Conto com vocês, o Vitória vai pagar a factura

 

De águia ao peito e chama no coração

 

E porque ser do Benfica é ser mais alto e mais nobre, e mais puro, e mais inteiro, e porque significa levantarmo-nos mesmo quando as forças nos faltam, os músculos se rasgam e o fado nos puxa para o chão. Porque ser do Benfica é ter o peso do Mundo às costas e carregá-lo sem pensar duas vezes nem olhar para trás. Porque ser do Benfica é nunca estar sozinho e perceber que a dor não é só nossa - egoísta, avara e insalubre - mas de todos nós, benfiquistas.

Porque ser do Benfica não se compadece com nada menos que isto e porque viver com a Águia na alma é ter um orgulho que não se agrilhoa nem se amordaça, nunca, estejamos onde estivermos (de Atenas até ao Fim do Mundo), percamos por 5, por 10, por 20, por 30 ou por 100:
Gritem a vossa dor, libertem-na, partilhem-na, esconjurem-na e a seguir olhem para a frente, prontos para a luta, prontos para tudo, venha de onde vier, agora como sempre, de águia ao peito e chama no coração.
Estamos nisto todos juntos.
FORÇA BENFICA!

 

p.s. para todos os abutres, hienas e profetas da desgraça que estavam - escondidos pelas esquinas e becos nauseabundos da hipocrisia e da decadência moral - apenas à espera de um desaire destes para vomitar o fel do costume e tentar legitimar, de forma intelectualmente desonesta, teorias de desacreditação e enxovalho do trabalho que foi feito nos últimos anos no Benfica e do trabalho que este ano está a ser feito a nível desportivo: vocês são uma vergonha e um cancro. Um cancro pútrido, corrupto e desonesto.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quinta-feira, 27.11.08

Descalabro

Foi um descalabro completo do Benfica esta noite, que resultou numa humilhação. Não há outro nome a dar-lhe. Este foi dos resultados que mais me custaram ver na história do Benfica. Quando perdemos em Vigo, daquela equipa do Benfica aproveitavam-se para aí o JVP e o Enke, e pouco mais. Mas esta equipa tem valor e obrigação para fazer mais, muito mais. Eu pelo menos espero muito dela. Antes deste jogo, a minha principal preocupação prendia-se com a ausência do Luisão. Infelizmente essa ausência notou-se muito mais do que eu esperaria.

Se a alteração na defesa, devido à ausência forçada do Luisão, não foi surpresa, já a presença do Binya a meio campo, no lugar do Katsouranis, foi uma meia surpresa. Talvez o grego não estivesse completamente recuperado. Mas a dada a sua experiência, ainda para mais jogando nós num ambiente que ele conhece bem, eu estava à espera que a sua inclusão na equipa fosse um dado adquirido. De resto, apresentámos o 4-4-2 tradicional. E quanto ao jogo, ele praticamente resume-se aos golos do Olympiacos, entrecortados pelo nosso ponto de honra. É que nem deu tempo para assentar: passados quarenta e dois segundos de jogo, já o primeiro golo tinha entrado. E logo nessa primeira jogada, ficaram expostas as fragilidades da nossa defesa neste jogo, em particular pelo lado esquerdo e pelo centro. O Galletti entrou, a exemplo do que fez durante todo o jogo, como quis pela esquerda, o Diogo apareceu solto pelo meio, e a bola acabou por ressaltar para o mesmo Galletti, que marcou. Tentámos reagir, marcámos um golo esquisito que foi bem anulado, e passado um quarto de hora os gregos resolveram atacar outra vez, fizeram o segundo remate, e marcaram o segundo golo. Desta vez um alívio do Maxi (que foi dobrar os centrais) caiu nos pés de um médio grego que, à vontade na área, rematou para o golo. Vinte e quatro minutos, o Diogo entra à vontade pelo meio, e três a zero. A estatística mostrava três remates para o Olympiacos, três golos. Eficácia absoluta (ou, se preferirmos, ineficácia total da nossa defesa). O Benfica até reagiu a esta desvantagem. Aproximou-se da área adversária, rematou, e marcou mesmo um golo, pelo David Luiz pouco depois da meia hora, na sequência de um canto. Mas quando acreditávamos que ainda seria possível entrar na discussão do resultado (eu pelo menos acreditava; mesmo se estivermos a perder por seis, se marcarmos um eu encaro sempre esse golo como o início da reviravolta), a fechar a primeira parte mais um golo ridículo, em que o Jorge Ribeiro ficou ali feito boi a olhar para um palácio enquanto o Galletti mais uma vez lhe fugia, para assistir o seu compatriota Belluschi, que entretanto aparecia mais uma vez à vontade no meio. Foi o quarto remate dos gregos na primeira parte. Quatro golos.

Sem alterações para a segunda parte, a única esperança que restava era a de conseguirmos amenizar o resultado, ou que pelo menos os gregos não o aumentassem, já que com tamanha ineficácia cá atrás as coisas poderiam ficar ainda pior. Não foi preciso esperar muito: mais uma bola para o Galletti, mais uma assistência do argentino, desta vez para o Diogo que, aproveitando uma saída algo estranha do Quim, conseguiu marcar de ângulo apertado. O Benfica fez entrar o Urreta e o Balboa, as coisas acalmaram um pouco, e o jogo foi-se arrastando. O Olympiacos felizmente não conseguiu rematar muito mais vezes à nossa baliza, e nós ainda construímos uma ou outra jogada decente, mas sem conseguirmos reduzir. Esta segunda parte para mim durou uma eternidade. Já só queria que o jogo acabasse (embora mantivesse a secreta esperança que, se marcássemos um, ainda iríamos ao empate - por isso fartei-me de chamar nomes ao Suazo quando este, isolado, em vez de rematar parecia querer entrar com a bola pela baliza e acabou desarmado). Acabou o jogo, sofremos um resultado humilhante, e praticamente acabou a Taça UEFA este ano, já que a vitória do Metallist em Istambul deixa a qualificação quase impossível.

Piores do Benfica? Por onde posso começar? Não vou estar aqui a bater em todos, por isso escolho apenas alguns: Jorge Ribeiro, para começar. Um buraco autêntico. Ainda por cima num jogo em que quase nem apoiou o ataque. Mesmo assim, o Galletti fez o que quis por aquele lado. Ou, devido a deficiente marcação, recebia a bola à vontade e depois ia por ali fora, ou então, com a bola controlada, com um ou dois toques libertava-se facilmente do nosso número vinte e cinco. David Luiz. Marcou o golo, mas na defesa revelou-se lento a reagir, e distraído na marcação aos adversários. Bem sei que ainda tem falta de ritmo, mas deve ter sido um dos jogos mais fraquinhos que lhe vi fazer. Outro buraco. Para não falar só de defesas, menciono também o Suazo no ataque. Um avançado da qualidade dele não pode falhar golos como aquele cabeceamento isolado na primeira parte, ou na segunda parte quando, também isolado, demorou uma eternidade a decidir o que fazer e acabou desarmado por um defesa. Menos mau, para mim: Reyes. Foi dos poucos que tentou sempre remar contra a maré. Mesmo com as coisas a não sairem sempre bem. Correu, desmarcou-se, pediu a bola, fez o que podia. Bom esforço também do Binya no meio campo, mas acho que neste caso ele acabou por mostrar-se mais durante a segunda parte, quando o jogo estava mais equilibrado e até era o Benfica quem tinha mais bola. Durante o descalabro defensivo da primeira parte, foi ao fundo com o resto da equipa.

Julgo que pouco mais poderemos esperar desta competição. Sabemos que o objectivo primordial desta época são as competições internas, mas uma saída precoce da Taça UEFA, ainda para mais desta forma, só pode ser considerada uma desilusão. Enfim, agora há que levantar a cabeça, e vencer já o próximo jogo contra o Setúbal.

P.S.- Não estou satisfeito; não posso estar satisfeito depois de uma noite negra destas. Sei, tal como vocês sabem, que andam à nossa volta muitos abutres, desvairados na sua sanha antibenfiquista, e esfomeados devido à falta de ocasiões que ultimamente lhes temos dado para nos moerem o juízo. É de ocasiões destas que eles andam à espera; é para isto que eles vivem, por isso vão obviamente aproveitar este episódio negro para nos atacarem de uma forma raivosa, tentando colocar tudo em causa, guiando-nos para o precipício. Estou-me nas tintas para eles. Amanhã vou almoçar ao Estádio da Luz, e se for preciso saio à rua com o cachecol do meu clube ao pescoço. Se julgam que o benfiquismo esmorece por causa de uma derrota, por mais pesada que ela seja, não sabem o que é ser-se Benfiquista. No meio de toda a tristeza e negritude que me invade quando o meu clube perde, há sempre uma pequena luz que me alegra. É quando verifico que mesmo um episódio destes não abala o amor que sinto por este clube. Pelo contrário, sinto vontade de ajudar o clube como puder, quero voltar a vê-los jogar, se preciso amanhã já, para com o meu incentivo mostrar que estamos juntos nisto. Quero amparar a sua queda, sacudir-lhe os joelhos esfolados, e ajudá-lo a reencontrar o rumo certo. É o normal quando se ama incondicionalmente. Força Benfica!

por D`Arcy às 22:44 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Memórias...

A derrota pesada que hoje o Benfica sofreu trouxe-me à memória outras derrotas expressivas que o Benfica sofreu no passado e que estão bem presentes na minha memória.
Uma das primeiras derrotas deste calibre foi com o Liverpool, por 1-4, em plena Luz, para a TCE de 1984 (curiosamente, depois de eliminarmos o adversário de hoje...). Nesse mesmo ano, o Benfica sofreria em Guimarães uma derrota por números idênticos, já na recta final de um campeonato bastante disputado.
Recordo também aquela derrota que os lagartos celebram como se nada mais na vida interessasse, em Dezembro de 1986.
Algures em 1994, foi em Setúbal que o Benfica sofreu uma derrota sofrendo o mesmo número de golos de hoje (5-2).
Mais recentemente, em Dezembro de 2004, o Belenenses infligiu ao Benfica uma derrota 4-1 (cujo aspecto positivo foi ter servido de mote à criação de um dos melhores blogs - talvez o principal culpado de eu estar aqui a escrever :-))

O que há de comum a todas estas derrotas? Simples: o Benfica foi Campeão Nacional em todos esses anos!

Claro que a derrota de hoje não pode de forma alguma ser encarada de ânimo leve nem deve ser relativizada. Claro que a derrota de hoje pôs a nu algumas fragilidades que a equipa ainda tem. Claro que o facto de esta dupla de centrais jogar junta pela primeira vez não justifica por si só os números expressivos da mesma.
Se por um lado uma derrota como a de hoje exige uma profunda reflexão - as falhas de concentração e a displicência que o Benfica patenteou nos golos sofridos assim o exigem - a verdade é que, por muitas marcas que uma derrota destas deixe, no final de contas, não passa disso mesmo: uma derrota.
Mas ainda que esta derrota possa abalar a confiança da equipa, estou convicto que ela pode ser aproveitada para fortalecer a equipa, corrigindo o que está mal e reforçando tudo o que de positivo já foi demonstrado esta época.

Ainda não me dei ao trabalho de fazer contas, mas a haver hipóteses de apuramento para a fase seguinte da Taça UEFA, elas são ínfimas.
No entanto, o nosso grande objectivo da época, o campeonato, continua intacto. E o outro grande objectivo, que é construir uma equipa competitiva, também continua em marcha.
E dito isto, resta-me escrever aquilo que nunca é demais escrever ou dizer:

VIVA O BENFICA!!!!
 

Importante é o Benfica.

Mais logo, já não tarda muito, vamos todos sofrer com o nosso Benfica. E todos juntos nunca seremos suficientes para dar o apoio que o nosso Benfica merece. E quando pensarmos que já nada mais podemos fazer pelo Clube, vejamos bem o que somos. E, sendo Benfica, somos obrigados a dar aquele “mais” que nos distingue.

 

Mais logo, já não tarda muito, o nosso Benfica vai jogar fora, num ambiente hostil, um jogo importante. Um daqueles jogos que nos pode dar o alento europeu que galharda e merecidamente temos tido no nosso campeonato.

 

Mais logo, já não tarda muito, saberemos sofrer, saberemos ser Benfica, saberemos ser uma só voz, saberemos ser.

 

Mais logo, já não tarda muito, saibamos ser, todos, testemunho de uma voz única feita de muitas vozes diferentes.

 

Mais logo, já não tarda muito, saibamos dizer, independentemente do resultado, viva o Benfica.

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Adenda ao post:

 

O jogo acabou. Não ganhámos. No entanto, não tenho dúvidas de que este nosso Benfica dar-nos-á muitas alegrias. Seremos campeões! Viva o Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 17:35 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Just imagine!

 

Imaginem o seguinte.
Estamos em Londres, em 1942. As bombas alemãs caem regularmente sobre a cidade, bem como sobre toda a Inglaterra. O povo inglês faz das tripas coração e resiste como pode à barbárie nazi.
Winston Churchill, líder do país nesses tempos conturbados, levanta-se numa manhã igual a outras. Na sua cabeça, um pensamento: fazer uma alocução à Nação que inspire definitivamente o seu povo e o una rumo à Vitória. Pelas 10 da manhã, após o quinto scotch, começa a escrever o discurso. Quatro horas e dez scotchs depois, o discurso está pronto. E é o que passo a transcrever.
“Caros súbditos de Sua Majestade
Venho hoje falar-vos de um grande homem: Adolf Hitler. Em poucos anos, esse ser único pegou numa Alemanha derrotada, desmoralizada e falida, e transformou-a num país próspero e feliz. Numa potência militar que conquistou toda a Europa. Num estado ariano que se viu livre da praga judaica.
Não se deixem influenciar pelo facto de esse homem ser nosso inimigo, pelos ataques à bomba que todos os dias fazem milhares de vítimas inocentes entre a população civil. Não se deixem cegar pela propaganda que relata as atrocidades cometidas em toda a Europa. Não se deixem impressionar pelo extermínio organizado de todo um povo.
Devemos pôr os olhos neste nosso inimigo e aprender com ele. Devemos como ele ser impiedosos, matar, torturar, conquistar, eliminar, corromper, distorcer e acabar com todos os valores do que hoje entendemos como Civilização e como eles perceber que os meios justificam os fins. Temos também nós assumir a construção do “Homem Novo Británico”, custe o que custar. Devemos ser como eles, para os derrotar!”
Churchill faz aqui uma pausa, dá mais um golo no scotch. Hesita, mas acaba por escrever a “punch line”:
“Caros concidadãos: eu, Winston Churchill, quero ser como Adolf Hitler”.
 
Imaginem, sim. E tenham medo. Tenham muito medo.
 
por Artur Hermenegildo às 16:12 | link do post | comentar | ver comentários (13)

And now for something completely different

Compreendo que quem viva na Sicília não possa dizer mal do padrinho, pelo menos em termos públicos. Ainda por cima, quem emprega directamente familiares muito próximos dele. Se fosse eu, ou emigraria ou abstinha-me de escrever certas coisas. Mas as atitudes ficam com quem as toma e passar por cima de guardas Abeis, intimidações e agressões a jornalistas e juízes, viagens ao Brasil pagas “por engano” a árbitros e suas famílias, telefonemas de dirigentes a falar “quinhentinhos”, “frutas, cafés com leite” e outras “iguarias gastronómicas” é de uma profunda desonestidade intelectual. Ou então, é ter uma hidden agenda. E não se pode esperar que os outros sejam todos parvos e não percebam isso. A não ser que a parvoíce esteja noutro lado.

por Lord Henry Wotton às 12:54 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Ser bloguista num blog do Benfica!

Ora bem, eu sou um bocado ignorante, mas acho que ainda sei bem o que significa ser bloguista num blog do Benfica.

 

1º Ser bloguista num blog do Benfica não é defender a direção do clube cegamente. É elogiar quando deve ser elogiada, e criticar quando deve ser criticada. Obviamente que cada um sabe o que é de elogiar e o de criticar. Não há medidores, a não ser a nossa consciência.

 

No entanto, há que ser honesto nas críticas. Demagogias e desonestidades intelectuais é que não.  E certas críticas podem ser evitadas, quando tudo o que basta é fazer uns porquês prévios que, depois de esclarecidos, evitam as críticas infundadas.

 

2º Ser bloguista num blog do Benfica é criticar os jogadores quando eles devem ser criticados e elogiar muito quando merecem.  Mas deve criticar-se um jogador como se repreende um filho, com o objectivo que ele melhore e cresça. Ninguém consegue que um filho melhore só com insultos e gritos.

 

3º Ser bloguista num blog do Benfica é respeitar os adversários que merecem ser respeitados, aqueles que colocam a ética acima dos resultados a qualquer custo. Aqueles que não usam batota para ganhar. Todo o adversário que derrota justamente o Benfica em campo, esse sim merece ser respeitado. O que faz batota merece desprezo e nunca, mas mesmo nunca, merece ser elogiado num blog do Benfica.

 

4º Ser bloguista num blog do Benfica é centrar o discurso no Benfica e só no Benfica, e nunca, mas mesmo nunca, fazer posts em que se elogia um adversário directo, que anda anos e anos a viciar resultados desportivos. E ainda por cima dizer que aquela postura deve servir de referência ao Benfica.

 

5º Ser bloguista num blog do Benfica não é compatível com elogios a um dos maiores mafiosos do futebol nacional, que teve muitas vitórias à pala da batota.

 

Penso que é isto ser bloguista num blog do Benfica. Se eu estiver enganado, que posso estar, hoje mesmo deixo de escrever neste blog, e este será o meu último post.

Hoje

Hoje temos de ganhar.  Porque, digamo-lo sem rodeios, não conseguir passar a fase de grupos da Taça Uefa seria bastante mau.  Só temos de nas contas finais fazer melhor que o Hertha de Berlim e o Metalist, e temos obrigação de o conseguir.

 

E acredito sinceramente nesta equipa e na sua capacidade para atingir este próximo objectivo.

 

(e mais não consigo escrever hoje, porque entretanto li um post num outro blog e estou francamente agoniado...  vai-me levar algum tempo a passar...)

 

Força Benfica!

por Artur Hermenegildo às 12:12 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Gestos

Aqui há uns tempos, se bem se lembram, durante um jogo em Braga o Nuno Gomes fez um gesto, batendo no braço. Caiu o Carmo e a Trindade. Vieram as Madalenas carpir que era uma falta de respeito, falta de desportivismo, que era denegrir a imagem do futebol, e outras coisas mais. Confesso que não me recordo se o gesto teve consequências para o Nuno ou não, mas a choradeira ficou.

 

O ano passado foi o Katsouranis a ter aquele gesto para o Luisão. As Madalenas voltaram, choraram, contorceram-se nos seus prantos e o resultado foi o sumaríssimo mais ridículo de que há memória em Portugal, que terminou numa suspensão do Katsouranis.

 

Este fim-de-semana o choramingas do Domingos, ainda o jogo não tinha um quarto de hora, resolveu brindar o árbitro assistente com o gesto que se pode ver nas imagens abaixo, certamente insinuando que ele estaria comprado (o Domingos, dada a sua experiência profissional, lá deve saber o suficiente sobre compras de árbitros). Onde é que andam as Madalenas? É que isto foi olimpicamente ignorado. Ninguém disse nada, não se passou nada. Suponho que isto já não seja danoso para a imagem do futebol. Certamente porque o Domingos não tem uma camisola vermelha vestida, e todos nós sabemos que só pessoas com camisolas vermelhas vestidas é que prejudicam o futebol (vide o Diabo de Gaia, que à primeira que fez acabou julgado e condenado, enquanto que certos macacos são useiros e vezeiros na invasão de recintos desportivos e saem no próprio dia - com polícias a apresentarem-se como testemunhas abonatórias e tudo).

 

 

Claro que eu admito que possa estar a fazer um juízo precipitado, e que o gesto do Domingos seja algo mais inocente. Sei lá, talvez tenha perdido o seu Tareco no relvado, e estava simplesmente a tentar chamá-lo de volta: 'Xaninho... xaninho...'. Se por acaso alguém tiver uma explicação melhor para o gesto e palavras do Domingos, por favor diga.

por D`Arcy às 02:08 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quarta-feira, 26.11.08

Só eles sabem porque gritaram "olés".

Tenho a felicidade de ter amigos sportinguistas que têm o desportivismo e a amizade de me convidarem para assistir a alguns jogos do Sporting. Por respeito aos meus amigos sportinguistas, evito manifestar-me quando, no estádio deles, assisto a algumas manifestações genuínas e, para mim, incompreensíveis do modo de viver dos adeptos desse clube diferente sem o qual as nossas vidas teriam menos alegrias.

 

Acabo de chegar do estádio do Sporting e venho aqui deixar testemunho de uma estranha forma de vida que hoje presenciei.

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Faltavam uns 15 minutos para o fim do jogo. O Sporting já tinha papado 5 golos do Barcelona.

Os adeptos do Sporting desatam a pontuar os passes certos da sua equipa com olés.

Os adeptos do Barcelona olham atónitos para o espectáculo e certificam-se de que estão a ganhar 5-2.

O Sporting perde a bola.

Os adeptos do Barcelona respondem com sonoros olés a cada passe certo da sua equipa.

Os adeptos do Sporting, perante a diferença do número de olés, mudam de estratégia e desatam a gritar o nome do Figo.

O Barcelona ganha a posse de bola.

O estádio emudece durante uns instantes.

Em seguida, os adeptos do Barcelona respondem gritando a uma só voz… Benfica!

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Não pude deixar de sorrir... aquilo parecia o 6-2 (ou 3).

por Pedro F. Ferreira às 22:36 | link do post | comentar | ver comentários (42)

Só uma coisinha sem importância...

No meio de tantas notícias idiotas e inúteis na nossa comunicação social, gostava de esclarecer uma pequena coisa - até o porque no outro dia na Catedral verifiquei com espanto que muitos Benfiquistas não parecem estar informados, houve até quem me desmentisse.  Confirmei no site da Uefa que tenho razão, entretanto, já também tomado pelas dúvidas alheias.

 

No nosso grupo da suposta "competição menor" da Uefa, há dois (2) campeões nacionais de países de importância futebolísitica não desprezável - o Olimpiacos da Grécia e o Galatasaray da Turquia.

 

Sabem quantos campeões nacionais há no grupo da champions onde estão os "azuis"?  Zero (0).

 

Os "verdes" têm também dois - os da Ucrânia e Suíça (não propriamente da mesma "ordem de grandeza" dos nossos adversários, acho...)

 

Eu sei que é um pormenor, mas da soma de pormenores se faz a informação - e a desinformação também.

por Artur Hermenegildo às 17:27 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Boa sorte

Gostaria de desejar as maiores felicidades ao E. Amadora para o seu jogo europeu desta semana. Jogo esse que surge precisamente oito dias depois de outra partida oficial. Daí que tenha havido a necessidade de descanso neste fim-de-semana.

 

P.S. – Este post é inspirado na intervenção do João Gobern no programa “Zona Mista” da RTPN do passado sábado, em que ele calou o Sr. Bruno Prata (um portista fanático que diz que é sportinguista...).

por Lord Henry Wotton às 02:53 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Terça-feira, 25.11.08

As suspeitas acerca do contrato de Makukula

Hoje, um conjunto de órgãos de comunicação social, tendo por base uma notícia da Lusa (tomemos atenção ao que a Lusa emana…), informa sobre uma possível irregularidade na contratação de Makukula. O Record, depois de um apurado trabalho de investigação que passou e ficou pelo incómodo de reescrever a notícia que a Lusa escrevera, informa que a transferência de Makukula está a ser investigada (link). Trabalho idêntico teve o Correio da Manhã (link).

 

Por seu lado, o Desporto 10 foi mais longe e já concluiu que Makukula esteve envolvido numa transferência irregular (sic). Este órgão de informação lá nos dá o objectivo do ruído: «A verificar-se as anomalias, a FPF pode atribuir penalizações que vão desde uma advertência a multas e perda de pontos

 

Ok! Já percebemos! É aqui que esta gente séria quer chegar: os pontos, os malfadados pontos que o Benfica tem conquistado!

 

Bem, meus caros, para desespero de muitos e descanso dos adeptos benfiquistas, posso garantir-vos que têm de se esforçar mais para beliscar o Glorioso. Passo a explicar, bem devagar, para que todos os salivadores de serviço percebam rapidamente:

 

O senhor Ricardo Rodrigues é tão empresário ou agente de futebolistas como o Fortunato Azevedo era imparcial. Ou seja, o senhor Ricardo Rodrigues não é empresário de jogadores ou agente de jogadores. O referido senhor é solicitador. Segundo me recordo, o dito senhor tratava de assuntos jurídicos da vida privada de Makukula. Segundo sei, o dito senhor não teve qualquer (que é como quem diz nenhuma) participação na elaboração do contrato do Makukula com o Benfica. Perceberam? Não? É natural, não convém.

 

Só para finalizar, há algo que eu não percebo. É que, segundo sei, o Benfica ainda não foi notificado ou tão pouco lhe foi feito qualquer pedido de esclarecimento pela FPF sobre este assunto. Será que esses já estão esclarecidos ou esclarecem-se junto da Lusa?

 

A informação “isenta” segue na charanga da manhã de amanhã, juntamente com a banda e os avençados do costume.

por Pedro F. Ferreira às 20:02 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Ora porra!

Aimar com lesão muscular!
Familiares do jogador revelaram à equipa da Tertúlia Benfiquista que o jogador do Benfica se magoou na hora do lanche. Aimar, estava a barrar freneticamente uma torrada com manteiga magra e ao fazer o movimento da faca de lá p'ra cá e não de cá p'ra lá, sentiu uma guinada no tendão.
Verdade ou não, não sei, mas que eu passaria comer torradas com tulicreme ai isso passava! Ainda p'ra mais, o nosso 10, é um gajo que faz falta.

sinto-me: armado em repórter!
por Corto Maltese às 19:28 | link do post | comentar | ver comentários (4)

10

No próximo dia 10, pelas 10 horas, começam as emissões regulares da Benfica TV. Sob o signo do número mítico, do número dos maestros, do número de quem lidera, começa mais um projecto na História do Benfica que vem reforçar o pioneirismo e a liderança de este Glorioso Clube.

Estou convencido de que este projecto pode ser muito importante para a divulgação do benfiquismo e, quase tão importante como isso, um sinal claro para que os responsáveis por outros órgãos de comunicação social deixem de continuar a, despudoradamente, cuspir no prato que os alimenta.

por Pedro F. Ferreira às 14:22 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Tarrafal e os 6 meses de férias da democracia!

Vamos supor que o grande desejo da lider da oposição realmente acontecia e durante 6 meses a democracia ia de férias.

 

E todo o benfiquista podia escolher 3 pessoas para irem passar umas merecidas férias à conhecida colónia de férias do Campo do Tarrafal.

 

Quem escolheriam vocês?

 

Eu deixo aqui a minha escolha: Jorge Nuno Pinto da Costa, Rui Santos, Lucílio Baptista.

 

p.s: Acho que o ambiente anda muito tenso para estas bandas, é preciso descontrair, dai este post.

Segunda-feira, 24.11.08

A isenção, a honestidade intelectual e a azia.

A isenção.

Exemplo de isenção, daqueles que devem figurar nas escolas de jornalismo, foi o desempenho de um tal Rui Orlando(?) nos comentários que ontem fez na SportTv. Aliás, o seu 'partenaire' de ocasião (Vítor Paneira), no afã de garantir mais uns recibos verdes, bem se esforçou por negar as evidências e mascarar a verdade de um penálti claro. Depois, há uma outra verdade: o Benfica, por razões óbvias, é um alvo a abater pelos órgãos de comunicação social do Oliveirinha. Isto é notório nos pormenores e nos pormaiores, desde a tentativa ridícula de um jornalista disfarçado de suporte de microfone com óculos, na flash interview, em provocar a polémica querendo obrigar os da Académica a dizer que não fora penálti até às repetições ad nauseam de lances perfeitamente banais que o realizador vai colocando no ar para ver se a coisa pega e se se consegue arranjar uma polemicazita para sujar uma vitória limpa e justa.

 

A honestidade intelectual.

Rui Santos (desculpem-me, mas o homem tem o dom de me irritar) conseguiu, naquela sua forma muito própria de apresentar um argumento, dizer que o Sporting foi prejudicado (depois já dizia que não foi e depois que afinal, se calhar, até pode ter sido, mas…) porque o incompetente que os foi arbitrar contra a Naval não se riu, foi austero e de poucas palavras. Isto bastou para que o dito Santos deduzisse da má vontade do árbitro para com a equipa do Paulo aquele menino bateu-me, vamos bater-lhe sem violência Bento.

O que é comprova esta tese? Obviamente o facto de o incompetente do Proença ter espalhado sorrisos pelos jogadores no Académica-Benfica. Assim, no arguto pensamento do dito Santos, isto (o sorriso) é a prova provada de que um entrou em campo com a intenção de prejudicar o clube do Paulo ãããããã Bento e o outro entrou em campo com o objectivo de beneficiar o Glorioso. Estamos conversados.

 

A azia.

Durante a época passada, habituei-me a ver o João Querido Manha fazer, na TVI, de forma competente, o contraditório ao aziago e parcialíssimo, enquanto árbitro e enquanto comentador de arbitragem, Jorge Coroado (na TVI e na Antena1).

Esta época, o Coroado foi enxotado da Antena 1 e foi destilar azia, incompetência no domínio da Língua Portuguesa e exemplos da mais abjecta parcialidade para a RR. Ou seja, mudou o poiso e manteve o cheiro. O Manha mudou. O Manha mudou de tal forma que não perde uma oportunidade para desancar no trabalho de Quique e, por acréscimo, no de Rui Costa. Não sei (será que não?) os motivos. No entanto, o que é certo é que o Manha, ironia das ironias, parece irmanado, na azia, com o Coroado, aquando das vitórias do Benfica. Nunca pensei que tal fosse possível, mas é. Isto prova duas coisas: a azia manifesta-se de forma idêntica, apesar de ser provocada por alimentos distintos e as Rennies já não fazem o efeito que faziam. A este propósito leiam a crónica do Manha sobre o jogo de ontem. Está no Correio da Manhã de hoje (link). O Manha utiliza um processo de principiante: desvaloriza o vencedor, desvalorizando o vencido; e chama a atenção para os deméritos, obscurecendo os méritos.

Mas ao Manha não lhe desejo pior do que a companhia em que se encontra. Meu caro Manha, estar irmanado com o Coroado deveria obrigar qualquer ser pensante a reflectir. Que lhe sirva de consolo o facto de, de agora em diante, só poder melhorar.

por Pedro F. Ferreira às 12:46 | link do post | comentar | ver comentários (57)
Domingo, 23.11.08

Natural

Pois é. Durante a semana andaram para aí a anunciar que a Académica já não perdia em casa há um ano, e et cetera e tal. Pudera, já há um ano que não jogavam contra o Benfica em casa. Bastou uma visitinha nossa para acabar com esta bela história de invencibilidade caseira do Domingos 'estava a olhar para o chão' Paciência. Sem apelo nem agravo.

Estranheza foi a primeira reacção ao anúncio da constituição da equipa. Não tanto pela táctica, que foi o 4-4-2 que tem sido mais utilizado esta época. Mas o David Luiz na posição de lateral esquerdo e o Binya no lugar do Katsouranis já dava para achar estranho. E depois, mais algumas alterações em relação à equipa que jogou contra o Estrela: Cardozo em vez do Suazo, Reyes em vez do Aimar, Amorim em vez do Carlos Martins. No total, seis alterações. O Quique já disse várias vezes que todos os jogadores do plantel contam, e hoje voltou a mostrar isso mesmo. Quanto ao jogo em si, o Benfica até entrou relativamente bem no jogo, aproximando-se frequentemente da área adversária. Na esquerda a desadaptação do David Luiz à posição de defesa esquerdo era algo evidente, pois ele mostrava dificuldades em subir, e foi muito faltoso a defender. Mas o Reyes estava lá para assumir sozinho as despesas de ataque por aquele lado. Ao fim do primeiro quarto de hora pareceu-me que nos desconcentrámos um pouco, em particular a meio campo, o que permitiu a aproximação da Académica à nossa baliza, tendo eles até criado um lance de bastante perigo, em que a bola embateu no poste. Este período de algum desacerto terminou da melhor forma, ou seja, com um golo do Benfica. E foi um golo bonito, com um grande passe do Nuno Gomes (viste bem, ó Queirósz?) a solicitar uma diagonal do Rúben Amorim - que já tinha recuperado a bola - tendo a finalização deste sido perfeita. E a Académica acabou ali mesmo. Porque pouco mais se lhe veria durante o resto da primeira parte, e inclusivamente até ao final do jogo.

Para isto contribuiu obviamente o facto da segunda parte ter começado com o segundo golo do Benfica. O Reyes foi por ali fora, entrou na área, e foi derrubado em falta. Tive que esfregar os olhos e beliscar-me para me assegurar que, de facto, não estava a sonhar. O Pedro Proença assinalou um penálti a favor do Benfica? O que é que vou ver a seguir? Porcos a voar? O sportém não ganhar um jogo e a seguir não culpar a arbitragem? Um lagarto admitir mérito numa vitória do Benfica? Mais estranho para mim é ainda o facto de um dos comentadores de serviço, depois de diversas repetições, conseguir classificar o lance de 'duvidoso' (que vergonha, Paneira...) e o outro, decerto perturbado pela azia que o consumia, afirmar peremptoriamente que o Reyes não tinha sido tocado. Indiferente a isto tudo o Cardozo fez o habitual e aumentou para dois a zero, acabando com as já ténues esperanças da Académica. Sim, porque o resto da segunda parte, sem ter sido deslumbrante foi uma exibição de controlo completo do jogo por parte do Benfica. Esteve até mais perto o terceiro do Benfica, em mais de uma ocasião pelo Suazo (entretanto entrado para o lugar do Cardozo), do que a Académica de reduzir. O apito final chegou, e com ele ficou uma sensação de uma vitória tranquila e, mais do que isso, perfeitamente natural, o que é uma sensação muito agradável. A única nota de preocupação foi mesmo a forma como o Luisão saiu, e espero que não seja nenhuma lesão muscular de gravidade. Como nota cómica, fica o esforço quase desesperado do repórter na flash interview para conseguir que alguém da Académica reclamasse da arbitragem, no que falhou miseravelmente.

Gostei muito do jogo do Reyes. Foi sempre dos jogadores mais decididos a atacar, sendo que a forma mais frequente que os jogadores da Académica encontraram para o travar foi mesmo a falta. Regra geral os jogadores estiveram bem, mas posso mencionar que gostei de ver o jogo do Nuno Gomes, Ruben Amorim, e mais uma vez do Maxi (o Maxi não esteve brilhante, mas andámos a cascar nele durante tanto tempo que ando particularmente agradado com a evolução dele, cada vez mais sólido a defender e participativo no ataque). Quem oscilou mais foi o David Luiz, o que não é estranho dado que jogou adaptado, e além disso vem de uma paragem de dez meses. Pareceu-me demasiado faltoso, e complicou alguns lances durante a primeira parte.

Esta foi uma daquelas vitórias que me deixam satisfeito. Não fomos espectaculares, mas fomos mais do que suficientemente bons, e a sensação com que fico no final é a de que a vitória foi um desfecho tão natural que só posso sentir-me muito optimista. Até porque acredito que esta equipa ainda pode (e vai) melhorar muito. Porque o potencial está todo ali. E potencial existe não só na equipa, mas também fora do campo. Viram quanta gente estava no estádio, num Domingo à noite? Agora imaginem o quanto mais a onda vermelha poderá crescer...

por D`Arcy às 23:51 | link do post | comentar | ver comentários (51)

Instantâneos

 

Estamos no início da segunda parte do Académica-Benfica. O Reyes sofre um penalty claro como água mineral e os estropícios que comentam o jogo na Sport TV - após pelo menos 3 repetições em que até o barbeiro do Paulo Bento (o tal que tem 30 dioptrias em cada olho) vê a evidência do penalty - manifestam que 'é um caso a rever'. Um deles é o Vítor Paneira.

Ficamos todos a perceber que o dinheiro compra tudo. E isso é triste.

 

p.s.1 O Domingos espuma. Isso, por outro lado, é divertido;

 

p.s.2 Acho que me vou habituar a isto dos instantâneos durante os jogos fora do Glorioso. Dá sorte. Isto apesar de não ser supersticioso, porque dá azar.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 21:35 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sábado, 22.11.08

E amanhã, o 11 será este

De volta aos assuntos do pontapé na bola, no fundo aqueles que nos interessam a todos em primeiro lugar, pese a importância dos outros que têm dado pano para mangas nos últimos dias, vou tentar entrar na cabeça de Quique Flores e dar-vos em primeira mão (ou em segunda, vá, porque a primeira está destinada ao Quique) a constituição do nosso 11 para amanhã em Coimbra.

 

Na baliza continua o Quim do Benfica, esperando nós que o Quim da selecção só volte em meados de Março do ano que vem. O quarteto defensivo manter-se-á, pese alguns jornais terem alvitrado uma possível entrada do David Luiz para o centro da defesa. Nunca por nunca Quique faria uma alteração suicida destas em vésperas de confronto decisivo para as competições europeias.

 

No meio campo e ataque irá apostar na mesma equipa que defrontou o Vitória de Guimarães. Ou seja, Katsouranis, Yebda, Ruben Amorim e Reyes no meio campo e Aimar e Suazo na frente.

 

E agora, para algo completamente diferente, seguem-se alguns pensamentos que se têm entretido a jogar pingue-pongue do meu neurónio direito para o esquerdo (e vice-versa).

 

Assim, ao ver os últimos jogos do Benfica e tendo sempre presente o percurso do Suazo desde os tempos em que brilhava no Cagliari, penso que uma das formas de encaixar Cardozo no 11 seria o de fazer com que o hondurenho caísse para uma das alas de forma a dar uso à sua enorme velocidade (chegam a ser impressionantes alguns dos lances que ele ganha aos adversários mesmo partindo com vários metros de atraso) e aproveitando a presença tranquilizante de Ruben Amorim para fechar no flanco direito. A dúvida maior seria perceber se a dinâmica do conjunto permitia a saída de um dos dois médios (Katsouranis/Yebda) para a entrada de Aimar, sendo que ao argentino seria exigida uma prestação muito mais equilibrada do que a que tem sido obrigado a desempenhar quando actua no apoio ao ponta de lança.

 

Mais uma vez e como tenho dito desde que vi os primeiros jogos de Amorim no clube, eu que duvidava da bondade da sua contratação, é ele que tem nas suas mãos o decisivo papel de joker do Benfica. É sobre ele que recaem as maiores responsabilidades de equilibrar a equipa. Devido às suas características e também à forma como encara o jogo, procurando sempre a melhor solução para a equipa mesmo quando isso por vezes possa ir contra os seus interesses pessoais imediatos (frase que pode parecer um contra-senso mas estejam atentos a alguns jogadores e vejam se muitas vezes não optam pelo mais difícil em detrimento do mais fácil, não porque estejam a defender os interesses da equipa mas sim porque o adorno lhes pode dar outra visibilidade), penso que a sua presença em campo pode de facto validar um 11 com Suazo, Reyes, Aimar e Cardozo.

 

Pensando numa equipa tão ofensiva parece-me óbvia a necessidade da defesa subir 10/15 metros e aí poderá entrar em jogo o joker nº 2, David Luiz. Com a defesa actual não me parece sensato pedir a tal subida no terreno uma vez que a velocidade não é uma das características do Luisão e com tanto espaço nas costas e sabendo nós que grande parte das equipas portuguesas optam por jogar em contra-ataque o mais certo seria esta táctica se revelar suicida. No entanto, se juntassemos um David Luiz completamente restabelecido ao surpreendente Sidnei talvez ela tivesse pernas para andar. Ou melhor, para correr.

 

Tudo ideias à desgarrada, quem não se julga o melhor treinador de bancada qu'há, portanto, mandem vir os vossos onzes e digam de vossa justiça. Aproveitem o espaço, ele é vosso. Ou nosso, se quiserem (agora parecia o Joaquim Rita).

por Superman Torras às 08:29 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Sexta-feira, 21.11.08

Esclarecimento final (a emissão regular segue dentro de momentos)

 

Antes de encerrar definitivamente a questão sobre as contas do Grupo Benfica (e não apenas de algumas entidades do Grupo), gostava apenas de deixar aqui bem claro (caso não tenha ficado) que não mudo uma vírgula (ou letra) à argumentação sobre as questões financeiras que consta do meu post anterior (e quanto ao tom, percebo agora que é o adequado e não mudo rigorosamente nada. Como tive oportunidade de transmitir, tem a ver com a forma apaixonada como vivo a defesa do Benfica: como uma Águia que protege o seu Ninho). As coisas são como são e o que lá está é como as coisas são. Tão somente. Como também já tive oportunidade de transmitir, tenho formação financeira, conhecimento de causa e o meu currículo não me deixa ficar mal na fotografia (até porque sou um tipo bem apessoado – deixem-me ficar com esta ilusão).

Para terminar gostaria apenas de deixar algumas considerações:
Provisões
Sobre as provisões para riscos e encargos penso que fui particularmente claro quando expliquei para que é que servem, porque é que não são provisões para risco de crédito e porque é que acho que não devem ser ‘reservas ocultas’ nem ter influência directa na evolução e sustentabilidade dos resultados. São provisões para fazer face a riscos potenciais de situações específicas identificadas (disputas legais, reestruturações projectadas, etc). Quando os factos que justificaram a sua constituição desaparecem, as provisões são anuladas.
Em circunstância alguma mencionei que os proveitos da Benfica SAD não tinham decrescido. Dizer o contrário seria ridículo. É particularmente óbvio, está escarrapachado nas contas, estão lá inclusivamente enumeradas as razões. Entre as quais que se trata de um exercício apenas com 11 meses, o que me parece ser um pormenor particularmente importante. Num exercício rudimentar, poder-se-iam anualizar os proveitos operacionais, atingindo uma base comparável para 2007/2008 (friso o carácter académico do exercício, porque a distribuição dos proveitos não será homogénea pelos meses), e aí a variação seria apenas de 7,75% para uma época de insucesso desportivo.
O que me pareceu abusivo foi a ideia que o Benfica teria tentado ocultar o decréscimo dos proveitos e embelezar os resultados com as reservas para riscos e encargos. Não só por força da natureza das mesmas, como expliquei, mas também porque está perfeitamente escarrapachado nos Relatórios como é que as receitas variaram e porquê.
O Benfica (Grupo) é hoje, e após um esforço a todos os títulos exemplar das direcções desde Vilarinho, uma entidade num caminho rigoroso face ao equilíbrio, com uma percentagem substancial de receitas estáveis e diversificadas, sem a mínima necessidade de vender jogadores para sobreviver ou cumprir orçamentos, ao invés de outros clubes que se auto-proclamaram de ‘diferentes’ e ‘rigorosos’ ad nauseam e que precisam quase diariamente de recorrer a empréstimos e a favores para pagar as contas de electricidade e afins.
Como já aqui escrevi há uns tempos:
'(…) O Benfica possui um património a todos os títulos admirável (entre o Estádio, pavilhões que mais nenhum clube possui, Centros de Estágio construídos sem favores) e possui uma estratégia clara e bem definida. É o maior clube do Mundo em número de sócios, produto de um admirável esforço dos responsáveis no sentido de aproveitar o gigantesco potencial humano do clube. O Benfica finalmente, e após anos em que vagueou sem rumo, está no caminho da plena exploração do gigantesco potencial da sua marca e o cumprimento de apenas uma parte da estratégia já permitiu inclusivamente a entrada no Top 20 dos clubes com maiores receitas a nível mundial. É apenas o início.’
Quer isso dizer que está tudo bem, é tudo uma maravilha, e que as finanças do clube estão equilibradas? Não. Quer dizer que se soubermos ler da forma que acho adequada a informação e o que aconteceu nos últimos anos, percebemos que estamos no caminho certo.
Passivo
Como é fácil verificar, não disse em circunstância alguma que o Grupo Benfica estava equilibrado financeiramente. O que eu disse, e para mim é particularmente claro, é que não faz sentido fazer qualquer tipo de juízo sobre o conforto financeiro com base no valor absoluto do Passivo. Esgrimir o passivo per se é absolutamente inconclusivo. Esgrimir o passivo e compará-lo com os valores de outros ‘Grupos’ empresariais de clubes de futebol sem se ter a certeza da comparabilidade do que se está a comparar e com base em valores que saem na imprensa (que não sabe identificar o que está incluído em cada um dos agregados e que faz sistematicamente análises viciadas e tendenciosas) também não me parece correcto. Até porque comparar passivos absolutos não faz sentido, que foi exactamente o que tentei ilustrar com a questão da General Electric. Só faz sentido comparar agregados relativos e rácios dos Grupos. Mas compará-los com tudo incluído (o que é difícil porque os outros não consolidam todas as empresas onde têm dívida) e confirmar os valores, em vez de se confiar no que sai nos jornais. Especialmente nos controlados por quem controla a Olivedesportos. Objectivamente, é muito difícil comparar os dados disponíveis dos clubes. Como disse, as contas do Clube Regional do Porto e do Sportem não incluem todo o seu universo, dado que há dívida que está noutras entidades e que não é apanhada nestes exercícios comparativos feitos em cima do joelho pela imprensa.
Mas pode-se, mais uma vez, fazer exercícios académicos.
A  título exemplificativo e tendo em conta os Relatórios e Contas de 2006/07 (últimos disponíveis para todos) consolidados do Grupo Benfica e os elementos disponíveis dos ‘Grupos’ do Clube Regional do Porto e do Sportem (estes dois últimos apenas incluindo o que eles bem entendem), consegue-se perceber que, na altura, o Passivo Total do Grupo Benfica (tudo incluído) seria da ordem dos EUR 305 milhões, o do Grupo Benfica sem a Benfica Estádio de cerca de EUR 242 milhões, o do ‘Grupo’ Sportem de EUR 358 milhões e o do Clube Regional do Porto de EUR 148,5 milhões. O passivo remunerado do Grupo Benfica seria de cerca de EUR 167 milhões, o do Grupo Benfica sem o Estádio de cerca de EUR 124 milhões, o do ‘Grupo’ Sportem de cerca de EUR 238 milhões e do ‘Grupo’ do Clube Regional de cerca de EUR 97 milhões. Registe-se que o EBITDA (Cash flow Operacional) do Benfica era de EUR 28 milhões (de EUR 15 milhões sem a Benfica Estádio), o do Sportem era de EUR 9 milhões e o do Clube Regional de EUR 3 milhões.
Tendo presente que os agregados do Clube Regional e do Sportem não incluem uma série de entidades (especificamente as empresas que detêm e gerem os estádios), mencionei também os agregados do Grupo Benfica sem a Benfica Estádio, para a coisa ser ligeiramente mais comparável.
Registe-se, como curiosidade, que o Passivo Total do Grupo Sportem, face ao que tem sido publicamente admitido pelos seus responsáveis (foi admitido há sensivelmente 2 anos que era de EUR 400 milhões) será actualmente da ordem dos EUR 450 milhões e o Passivo Exigível da ordem dos EUR 235 milhões. Bonito, não é?
A este nível, volto aqui a frisar que há muito e bom blog benfiquista que faz excelentes análises neste aspecto e que são incansáveis na defesa da verdade face ao que sai na imprensa (ver www.forumbenfica.blogspot.com, para quem vai uma palavra de apreço).
Adicionalmente, é público que os capitais próprios da SAD estão abaixo do exigível. Isso também está escarrapachado nas contas e na opinião da KPMG, que menciona exactamente o artigo 35º. do Código das Sociedades Comerciais. É do conhecimento de todos a pesada herança de resultados transitados negativos que se herdou da era Vale e Azevedo, e que tem vindo a ser esbatida graças ao caminho de equilíbrio que se está a percorrer. Como é óbvio, isso não se faz de um momento para o outro e as contas reflectem-no. Registe-se também que a situação relativa ao artigo 35º será resolvida com o aumento de capital na SAD através da entrada em espécie das acções detidas na Benfica Estádio e posterior fusão (não, isso não melhora, em substância a situação dos capitais próprios do Grupo, mas resolve a questão formal).
Em abono da verdade, os capitais próprios do Grupo Benfica como um todo são ainda negativos, dado que as contas do Clube também registam Resultados transitados negativos (mais uma herança). A esse nível, registe-se que, só para se ter uma ideia, que os capitais próprios do ‘Grupo’ Sportem em 2006/07 eram bastante mais negativos (quase 3 vezes mais que o Benfica), e isto apenas com algumas das entidades do grupo colocadas nas contas (ao invés do Benfica, que inclui todo o universo empresarial).
O que importa é que o motor económico do Benfica foi posto a funcionar como deve ser (é evidente a evolução da situação operacional ao longo dos últimos anos e o seu equilíbrio crescente), a estrutura de capitais estabilizada e o passivo remunerado completamente controlado. É manter o caminho e atingir-se-á o equilíbrio financeiro na estrutura de capitais.
Auditorias e qualidade da informação financeira
Muito honestamente, não faz o mínimo sentido, para demonstrar como há coisas que escapam às auditorias até das maiores empresas a nível mundial e extrapolar isso para a relação Benfica/KPMG, utilizar o argumento das falências de bancos a nível internacional e a relação com as empresas de auditoria associadas. A situação da banca tem muito especificamente a ver com a gestão descuidada por parte de management mais aventureiro na busca de produtos mais arriscados (e, logo, com yields mais atractivas) para maximizar as receitas, sem ter em conta a devida gestão do risco. E isto não pode aparecer nos relatórios de KPMGs e PwCs e afins, porque não faz parte das suas atribuições tecer juízos sobre a gestão comercial e corrente das entidades que auditam, mas sim sobre a ‘bondade’ da sua informação económico-financeira e sobre os procedimentos contabilísticos e de controlo interno. As auditoras não são reguladoras da actividade da banca, nem são ‘polícias’ da sua gestão, muito menos a nível comercial. São ‘polícias’ da clareza, objectividade, licitude, fiabilidade e rigor das contas e notas associadas de uma entidade, seus resultados, fluxos de caixa e variações nos capitais próprios de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro.
Nenhum dos casos relativos a falências e dificuldades de instituições financeiras internacionais tem a ver com manipulação de contas ou ‘embelezamento’ das mesmas. Tem a ver com gestão irresponsável e menosprezo pela função do risco (e desequilíbrio no trade off remuneração/risco de crédito), e com o crescente desequilíbrio da sua actividade de crédito (a favor de produtos de maior risco) consubstanciada na crescente importância de produtos de crédito derivados e estruturados de maior complexidade.
O que as empresas de auditoria fazem não é fiscalizar a estratégia de gestão das empresas mas sim avaliar a qualidade das contas (e políticas contabilísticas e de controlo interno) enquanto representação verdadeira e apropriada da posição financeira de uma entidade. E aí sim, as empresas de auditoria podem concluir sobre a existência de manobras de manipulação das contas. Nesse aspecto, antes ter uma das Big Four (uma delas consta, aliás, do meu currículo) como auditora do que qualquer outra empresa.
As contas da Benfica SAD que são mencionadas não apresentam nenhum reparo relativo a vícios na informação financeira. Apresentam, unicamente, como ênfase, a menção à questão do capital associado ao artigo 35º. Aliás, como já referi, a fusão entre a SAD e a Benfica Estádio vai permitir sanar rapidamente esta questão. O que não quer dizer que a autonomia financeira do grupo tenha uma cura milagrosa, nada disso. Apenas que se fica a cumprir o referido artigo na SAD.
 
E pronto, era mais ou menos isto.
Trata-se de questões que achei importante esclarecer antes de deixarmos o assunto, até porque podem induzir as pessoas em erro, dada a forma irresponsável e pouco inteligente como foram tratadas.
Posto isto, adiante. Este ano acho honestamente que estamos no caminho certo e é claramente mais útil unirmo-nos para fazer face a tudo que se adivinha que aí vem para tentar desestabilizar o Glorioso (incluindo quem se tenta fazer passar por benfiquista sob falsos pretextos).
Há para aí muito bom post à espera de ser escrito sobre a actualidade deste circo recheado de ursos, palhaços e pseudo-benfiquistas que é o futebol português.
 
Força BENFICA!
 
p.s.1 Aos habituais frequentadores do estaminé: não temam. Não fiz uma lobotomia frontal. O ‘tom’ normal dos meus posts voltará assim que for retomada a emissão.
 
p.s.2 Acordem.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:19 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Quinta-feira, 20.11.08

No comment

P.S.- Face a alguns comentários que tenho recebido, gostaria de esclarecer que, de forma alguma, tenciono ofender a classe dos palhaços com este post. Tenho a maior consideração por eles e, aliás, estou convencido que qualquer palhaço no banco da selecção conseguiria fazer um trabalho muito mais competente do que o Sr.Queirósz (ainda não consegui descobrir se é com 's' ou com 'z', por isso leva com os dois).

por D`Arcy às 13:36 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Quarta-feira, 19.11.08

A propósito do pertinente post abaixo...

...e na sequência de alguns comentários, aqui temos uma viagem ao maravilhoso mundo do Sr. Pedro Proença. Porque há coisas que não se esquecem...

 

por S.L.B. às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Homens de bolso

Pedro Proença é o homem de bolso indicado pelo, aparentemente, todo-poderoso Vítor Pereira para arbitrar o jogo da Académica com o Benfica.

 

As provocações de Vítor Pereira têm sido várias ao longo da época. Esta é apenas mais uma e era previsível. Vamos jogar fora contra um clube que, nos últimos anos, tem (escarrando na sua briosa história) alinhado com quem garante a manutenção a preços convidativos. Vamos a casa do clube treinado pelo tal rapaz que ora insiste em olhar para o lado ora pede desculpa por ter feito frente ao dono. Vamos jogar fora. E é nestes jogos fora que o senhor Vítor Pereira faz o que é mais urgente e necessário para tentar colocar os seus nos seus sítios.

 

Desta vez será o nosso sobejamente conhecido Proença. A única forma de vencer mais este bardaxistra na versão gel e alfacinha é sermos muito, mas mesmo muito, melhores do que as duas equipas adversárias. Além disso, e como ouvi recentemente do treinador do clube diferente, também podemos criar um clima adverso ao árbitro (nunca incitando à violência)… fazendo com que as bancadas sejam maioritariamente nossas. Vamos mostrar aos nossos que, mesmo jogando em terrenos pantanosos e armadilhados, nunca estão sozinhos.

 

Quanto ao senhor Vítor Pereira, cá fico à espera de que, como provocação suprema, nomeie o Lucílio para o próximo jogo do Benfica em casa contra o Setúbal. Se bem que o Olegário também está disponível para fazer o serviço.

por Pedro F. Ferreira às 11:43 | link do post | comentar | ver comentários (34)

É bom

Venho aqui manifestar o meu orgulho e a minha satisfação por estarmos em Portugal, um país onde as investigações policiais e a justiça funcionam exemplarmente.

 

É tão bom viver num país em que pessoas que infringiram a lei, depois de uma investigação policial de um ano, sejam constituídas arguidas e sujeitas a medidas de coacção que visam minorar a possibilidade da prática de novos actos ilícitos. Por acaso, são elementos de uma das claques do Benfica.

 

É tão bom viver num país em que pessoas que atiram petardos e cadeiras sobre outras (incluindo crianças) situadas num piso inferior ao seu num estádio de futebol, que até tem câmaras de vigilância para as bancadas, sejam identificadas e condenadas a, pelo menos, nunca mais colocarem os pés num recinto desportivo. Por acaso, são adeptos da claque de um clube mais a norte.

 

É tão bom viver num país em que uma pessoa que escreve um livro, onde relata os mais variados crimes com a soberba de quem se julga impune, seja objecto da respectiva investigação policial e naturalmente condenado pela Justiça. Por acaso, é o líder da claque de um clube mais a norte.

 

É tão bom viver num país em que uma pessoa que compra um restaurante e paga 250.000€ em notas veja a polícia investigar imediatamente o caso por óbvias suspeitas de negócios obscuros. Por acaso, é o sósia do líder da claque de um clube mais a norte (só por má fé é que é confundido com ele, já que este está obviamente preso).

 

É tão bom...

 

(Mas não é por acaso que vivemos em Portugal.)

 

por Lord Henry Wotton às 07:00 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 17.11.08

Critérios II

Não quero fazer aqui a defesa nem a condenação dos No Name Boys, mas gostava de que alguém me explicasse muito bem esta questão das escutas telefónicas. É que, no caso do apito dourado, fiquei a saber no dia 3 de Novembro de 2008, num site de uma estação de rádio, que "o Supremo Tribunal Administrativo (STA) considerou inconstitucional a utilização das escutas telefónicas realizadas no âmbito do processo Apito Dourado", pois aquelas são "um atentado a um direito fundamental: o direito à vida privada". Muito bem. Hoje, duas semanas depois, portanto, fico a saber que "alguns [membros dos No Name Boys] foram detidos já com mandado de detenção, numa investigação que envolveu escutas telefónicas". Confesso-me baralhado e sinto-me tentado a concluir aquilo que o D'Arcy concluiu num post homónimo: "já não há vergonha!".

 

 

Adenda ao post

 

O Leão Eça Cana já respondeu à minha pergunta num comentário:

 

se nas ditas (escutas) houver referências a itens da alimentação humana (ex: "fruta"; "café", "leite", etc.) , as mesmas (escutas) nunca serão válidas por atentarem a uma das mais básicas das condições humanas - a necessidade de encher o bandulho.

caso contrário, as escutas são um primor para a condenação judiciária

imaginemos que os rapazes tinham dito, acerca do planeamento para o ataque a uma tribo rival: "então como é , mens, vamos distribuir bué fruta hoje ou não?"; não seriam condenados pelas escutas

da mesma forma, se usassem expressões como "temos aqui material mais branquinho que o leite " (em vez de nomear a droga) ou "com esta moca de rio maior, deixei-o mais negro que o café" (para se vanglorearem de uma agressão brutal), as escutas seriam inválidas

é só disto que se trata, nada de discriminações, há é que saber ser bandido de acordo com o que vem na lei, mais nada.

 

Muito obrigado, caríssimo.

Soporífero

Mais uma vez, o mais importante foi conseguido. Ou seja, a vitória, os três pontos, o manter a vantagem de quatro pontos sobre os andrades, e aumentar para cinco pontos a vantagem sobre os queques possidónios. Por aí não há queixas a fazer. Quanto à qualidade da exibição, isso já é outra história. Esta noite julgo que assisti ao jogo mais aborrecido do Benfica dos últimos tempos. Foi de tal forma que, durante certos períodos (em especial da primeira parte) cheguei a sofrer de sonolência profunda na bancada da Luz.

Afinal o Quique manteve mesmo o losango da Taça, trocando apenas alguns dos jogadores. Em particular, colocou o Nuno Gomes no lugar do Cardozo, e o Katsouranis no lugar do Binya. Na defesa, regressou apenas o número vinte e cinco para o lugar do Léo. E agora, se quisesse ser bastante preciso, não escreveria mais nada sobre a primeira parte. Porque quase nada se passou. O jogo foi feito praticamente a passo, com a maioria dos jogadores a parecerem demasiado relaxados. O maior sinal de perigo até foi dado pelo Estrela, que num cabeceamento obrigou o Quim a fazer uma boa defesa. Esse acabaria por ser o único remate digno desse nome que o Estrela fez em todo o jogo. Da parte do Benfica, uma jogada meio ao calhas com uns ressaltos pelo meio acabou por proporcionar ao Suazo uma grande oportunidade, mas o hondurenho acabou por rematar disparatadamente. Por falar em disparates, nesse particular aspecto houve a preciosa colaboração do Carlos Martins, que durante todo o tempo que esteve em campo empenhou-se em optar sempre pela solução mais complicada para qualquer situação, e foi coleccionando passes disparatados uns atrás dos outros. Zero a zero ao intervalo, e no ar uma sensação de que a equipa estava numa daquelas noites de 'isto vai acabar por resolver-se'. Pode ser que esta época ainda consigamos ver o Benfica marcar um golito antes do intervalo num jogo para o campeonato, para que as reuniões impromptu da Tertúlia durante aqueles quinze minutos não tenham sempre que ser passadas a reclamar dos jogadores, árbitros, treinador, tratadores do relvado ou, pior ainda, a ouvir o Leão Eça Cana a recordar nostalgicamente os belos tempos em que o Manuel José era o nosso treinador e a nossa equipa dava espectáculo a jogar à bola.

Não sei se o Quique terá barafustado muito com os jogadores ao intervalo, mas a verdade é que eles saíram um bocadinho mais espevitados do balneário. O Suazo começou a fazer umas corridinhas que mostravam que ele até era capaz de ser duas vezes mais rápido que os defesas do Estrela, o Katsouranis despertou estremunhado da sestazita que fez durante a primeira parte, e a equipa até começou a fazer uns quantos passes para a frente, em vez de andar por ali a trocar a bola lateralmente o tempo todo. Nem foi preciso esperar muito: após cinco minutos, estava o golo feito. Passe do Aimar para o interior da área, onde o Nuno Gomes recebeu e, de costas para a baliza e marcado por um defesa, atrasou para a entrada da área onde surgiu o Sídnei a rematar de primeira, com o pé esquerdo, para fazer a bola entrar junto ao poste. Estava feito o mais difícil. Diga-se de passagem que grande parte destas dificuldades foram criadas por nós próprios, já que o Estrela quase nunca conseguiu assumir-se como uma verdadeira ameaça durante todo o jogo, limitando-se a manter a organização defensiva e rechaçando os ataques previsíveis que iam sendo construídos pelo Benfica). Depois do golo, as coisas pareciam querer animar. Houve mais uns fogachos do Suazo, mas pouco depois voltou tudo à sonolência anterior, e depois da substituição do Nuno Gomes então foi uma autêntica pasmaceira até ao final. Claro que subsistiam alguns nervos perante a possibilidade de, com uma vantagem mínima no marcador, algum lance fortuito poder proporcionar ao Estrela o golo do empate. Mas conforme disse, o Estrela não conseguiu incomodar-nos durante quase todo o jogo, e por isso nem sequer chegou a haver alguma ameaça de um lance desse tipo poder acontecer.

Menos maus esta noite, talvez o Nuno Gomes, que mesmo durante os momentos de maior marasmo tentou sempre espevitar as coisas. O Yebda também foi dos mais activos, tal como o Maxi Pereira, que tentou inúmeras incursões pelo seu lado. O nosso número vinte e cinco também não esteve mal, sendo até dos melhorzitos durante aquela soporífera primeira parte. Quando jogamos em losango, os laterais terão obrigatoriamente que ter uma intervenção mais activa nas jogadas de ataque da equipa, e nesse aspecto ambos cumpriram. Quero também agradecer em particular ao Carlos Martins o facto de me ter mantido acordado durante vários dos períodos mais aborrecidos do jogo. Não fosse a irritação pelas sucessivas opções erradas de passe e remates disparatados, e seguramente teria adormecido.

A verdade é que, mais uma vez, mesmo sem jogarmos particularmente bem conseguimos conquistar os três pontos. Isto é muito importante, até porque, apesar de ainda haver muito campeonato pela frente, é sempre motivador ver os andrades e os queques possidónios a uma distância confortável. Agora falta-nos 'apenas' apanhar o imperturbável Leixões para ascendermos à liderança.

por D`Arcy às 00:42 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Sábado, 15.11.08

Pensamento do dia e a minha equipa para amanhã (ou vice-versa)

Deixando sair o treinador que há dentro de mim, estas seriam as minhas apostas para o jogo de amanhã com o Estrela da Amadora.

 

Na baliza, o indiscutível Quim. De resto no que à defesa diz respeito não faria qualquer alteração. Manter-se-iam portanto Maxi na direita, Luisão e Sidnei no centro e o actual melhor lateral esquerdo português Jorge Ribeiro compunha o quarteto. Uma breve nota para dar conta da imensa dor de cabeça (mas daquelas boas) que vai ser quando se confirmar a total recuperação do David Luiz. Confesso que nesta altura hesito na melhor dupla de centrais do Benfica quando assim for. Se por um lado Sidnei e David me parecem ser os que à partida dão maiores garantias de sucesso, tanto no presente como no futuro, por outro lado não é de descurar o capital de experiência e a preponderância sobre os restantes colegas e mesmo adversários do Luisão.

 

No meio penso que seria de apostar na dupla Katsouranis/Yebda, assumindo capital importância a colocação de um deles (quiçá, alternando) uns metros à frente do outro para estender o jogo da equipa e ajudá-la (à equipa) a pressionar alto. Não faria actuar o habitual 4x4x2 com dois extremos porque optaria por Carlos Martins a fazer a meia direita e Aimar a fazer o mesmo do lado contrário. Na frente apostaria na dupla Cardozo/Suazo. Reyes para já não entraria directo na minha equipa porque quanto a mim se não é nestes jogos e nesta altura que se dá oportunidades ao Cardozo de readquirir a confiança que parece um pouco abalada corremos o risco de perder aquilo que hoje em dia nesta era das SAD's se habitou a designar de "um excelente activo".

 

Em suma, Suazo ficaria responsável por descair para as alas aproveitando os ressaltos e o jogo aéreo do seu companheiro de ataque e Aimar juntamente com Carlos Martins ficariam com a responsabilidade de os municiar.

 

Quanto ao pensamento do dia, aqui vai ele: ao assistir às primeiras transmissões da Benfica TV, tendo as últimas duas consistido em belas vitórias do futsal do Benfica (por falar nisso, amanhã não há desculpas para não enchermos o pavilhão pois o jogo decisivo com aquela que é provavelmente a melhor equipa europeia é imediatamente antes do jogo com o Estrela), apercebo-me de que foi preciso chegar o canal do clube para finalmente assistirmos a comentários imparciais em jogos do Benfica. E mai'nada!

 

 

sinto-me:
por Superman Torras às 10:54 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Quinta-feira, 13.11.08

Para os pirómanos com défice de atenção

 

A Tertúlia é um espaço de reflexão e de partilha da vida benfiquista, sim, mas o que nos move acima de tudo, e julgo que falo por todos, é a devoção ao Glorioso e a necessidade de o defender (tão mal defendido que tem sido na comunicação social deste país).
Nessa perspectiva, impõe-se pois que aqui proporcionemos mais uma aula sobre conceitos económico-financeiros a quem, de forma leviana e irresponsável, passeia com atroz sobranceria e irresponsabilidade a sua ignorância. Quando não se sabe de determinado assunto manda o bom senso - a pessoas bem formadas, bem entendido - que um indivíduo se informe, investigue ou pergunte a quem saiba. Mas imagino que haja quem julgue, do alto da sua arrogância, que não tem nada a aprender com os outros (e existe muito bom blog benfiquista cuja leitura seria suficientemente elucidativa, como o http://forumbenfica.blogspot.com). Isso seria descer ao nível dos restantes, e se há coisa que quem vive num pedestal não quer é baixar-se, com medo de cair.
Honestamente, isto cansa-me, porque já o fiz mais de uma vez (oninhodasaguias.blogspot.com/2006/03/explicado-devagarinho-para-rpteis.html). Mas vamos lá. E por pontos (é mais fácil para a malta com défice de atenção).
1. Fusão entre a Benfica SAD e Benfica Estádio.
A fusão entre as duas entidades é uma medida que faz todo o sentido ao nível da gestão interna do grupo, numa perspectiva de racionalização da estrutura do Grupo e até de clarificação do âmbito da SAD. Mas apenas isso.
Há quem ache que não pode estar seguro da verdadeira situação financeira do Benfica porque seria necessário que as contas da Benfica SAD e da Benfica Estádio tivessem sido fusionadas (espaço para gargalhadas). Vamos lá, devagarinho, para o pedestal não abanar: é absolutamente indiferente, porque as contas de ambas são consolidadas no Grupo Benfica. Ok? Caso a malta não saiba, o Benfica é, já há vários anos, o único clube que consolida todo o seu universo empresarial. Logo, está tudo nas contas consolidadas e estas reflectem na sua plenitude a situação do universo Benfica. Está lá toda a dívida. Vale? Isto ao contrário de outros clubes, que preferem deixar convenientemente de fora do perímetro de consolidação empresas com dívida bancária que não interessa juntar (cá, no Benfica, não há cá escolha selectiva das sociedades que entram ou não para as contas, nem agregados escolhidos a dedo, para dar jeito ou manipular os números, como é apanágio de outros clubes 'diferentes').
Está bem assim? Abanou muito, isso? Acresce o seguinte, caros incendiários pouco informados: a Benfica Estádio está incluída no perímetro de consolidação do Grupo Benfica, mas (guess what!) é financiada em regime de project finance (ou seja, a sua dívida bancária não tem recurso sobre o Grupo Benfica), e logo esta dívida nem devia figurar numa análise do ‘conforto financeiro’. A natureza da dívida da Benfica Estádio, face à forma como o projecto está a andar, até deixará muito provavelmente de ser, na verdade, considerada como project finance a curto prazo, e nessa altura, faz sentido a fusão. Mas estejam descansados que continuarão a estar apenas afectas ao seu reembolso (contratualmente) as receitas dos naming rights e do arrendamento de alguns espaços comerciais, o que permite com conforto o seu reembolso total num prazo muito mais curto que o projectado inicialmente (cerca de 95% até 2010, como foi confirmado por Domingos Soares Oliveira). Por isso, esta parte da dívida tem um risco associado menosprezável, o que torna perfeitamente enigmática a preocupação dos incendiários com a dívida da Benfica Estádio.
Tudo isto seria facilmente explicado pelos responsáveis benfiquistas. É-me difícil perceber porque é que não se pediu o Relatório e Contas do Grupo Benfica Consolidado e se decidiu mandar postas de pescada com base em Relatórios e Contas de empresas individuais do Grupo. Mas, convenhamos, também me é difícil perceber como é que se consegue empregar a esposa de um reputado membro das tertúlias de poesia da noite do Porto. Provavelmente é um problema meu.
2. Passivo. Ah, o Passivo.
Quanto ao segundo ponto, já expliquei isto tantas vezes que acho que me vou plagiar (há um número finito de vezes que se pode explicar as coisas a gente com dificuldades de aprendizagem).
PASSIVO é diferente de DÍVIDA BANCÁRIA e PASSIVO FINANCEIRO. O Passivo inclui a dívida bancária, empréstimos obrigacionistas e mais uma série de coisas necessárias ao decorrer da actividade, como as dívidas a fornecedores decorrentes da actividade normal, adiantamentos de clientes, as contas com o Estado, as provisões e os acréscimos e diferimentos. Coisas necessárias, como disse, ao decorrer da actividade. As Provisões e os Acréscimos e Diferimentos, por exemplo, nem sequer são exigíveis. A título de exemplo, o passivo exigível consolidado (da totalidade do grupo, lembram-se?) na época de 2006/07 rondava os EUR 215 Milhões, já que cerca de EUR 90 Milhões não eram exigíveis (provisões e acréscimos e diferimentos). A dívida bancária (do grupo, não me canso de lembrar porque sei que os pirómanos se distraem facilmente) ascendia a cerca de EUR 120 milhões.
Já seria parvo dizer, de forma absoluta, que uma Dívida Bancária de X é um número exagerado (porque teria de se ter em conta a dimensão da empresa, a sua estrutura de capitais e a relação da dívida com o cash flow gerado, e até a natureza dessa dívida), mas dizer, de forma absoluta que um Passivo Total de X é exagerado é, bom, simplesmente parvo.
O valor absoluto do passivo não quer dizer rigorosamente nada. NADA. O passivo está, como é natural e qualquer anti-benfiquista (e, logo, um tipo pouco inteligente) perceberia, dependente da dimensão da empresa que o tem. O que interessa é a relação entre o passivo e o activo total, entre os capitais próprios e o activo total, a composição do passivo e o seu peso na estrutura de capitais. O que interessa, na verdade, é o passivo financeiro e a sua natureza, e a sua relação com a geração de fundos da empresa.
Se eu disser que o passivo da General Electric Co é de USD 671 mil milhões, isso quer dizer que a empresa está desequilibrada porque é um número astronómico? CLARO QUE NÃO. Depende da dimensão da mesma e da sua relação com os outros agregados (e com a realidade económica da empresa). Caramba.
Acresce que, em vez de solicitarem os Relatórios e Contas do Grupo, e sabemos que incendiários há que teriam acesso privilegiado a todos se o quisessem de facto, assumem os valores que a comunicação social avança, sem saber o que lá está incluído. A comunicação social, esse monstro do rigor, formada por gente que, acima de tudo, sabe bem ler informação financeira. Isto, senhores, é que é um bom ponto de partida para uma discussão: ‘ah, vem no Correio da Manhã que o passivo é X, e diz que é um número gigantesco! Argh, estamos perdidos’. Isto diz tudo sobre a seriedade da discussão.
3. Decoração e cosmética.
Falam ainda os incendiários – imagino que imbuídos do espírito natalício que se aproxima – de decoração de montras. As demonstrações financeiras do Grupo Benfica são auditadas pela KPMG (nota para os incendiários: não se trata das iniciais do Kaiserslautern). As contas do Benfica observam as regras legais e contabilísticas aplicáveis. Quando há excepções, são alvo de ênfases, qualificações e reservas. Não conheço nenhuma que mencione qualquer tipo de actividade de decoração e não se tira rigorosamente nenhuma conclusão nesse sentido da leitura das que constam dos Relatórios. Imagino que seja a profunda argúcia e a mestria contabilística dos incendiários que por aí andam que lhes permite identificar este tipo de manobras de cosmética financeira. Que escaparam aos auditores, essa malta que não percebe nada de contabilidade. O que seria de nós sem estes incendiários corajosos, que não têm medo de dizer a verdade, mesmo que seja uma verdade que apenas existe no bizarro mundo povoado de unicórnios e fontes de chocolate onde vivem.
A título de exemplo (porque são mencionadas pelos incendiários) registe-se que as Provisões para Riscos e Encargos servem para fazer face a riscos potenciais de situações específicas identificadas (disputas legais, reestruturações projectadas, etc). Quando os factos que justificaram a sua constituição desaparecem, as provisões são anuladas. Se há uma coisa que não são - as provisões para riscos e encargos, caso se tenham perdido, caros incendiários - é uma almofada para fazer face a crises internacionais. Os incendiários, por exemplo, não sabem que o POC indica que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as estimativas exigidas nesses casos específicos ‘sem, contudo, permitir a criação de reservas ocultas ou provisões excessivas’. E mais: ‘à semelhança do que acontece com as outras provisões, as que respeitam a riscos e encargos não devem ultrapassar as necessidades’. Portanto, o que estes ‘corajosos’ visionários sugerem é, precisamente, ir contra as directivas contabilísticas e ser ‘manhoso’. São, imagino, vícios que se adquirem com o convívio permanente com malta mais liberal e azul no que respeita à observação da lei.
Já me esquecia: e para fazer face a créditos de cobrança duvidosa, se eventualmente surgir uma tendência nesse sentido face – ui - ‘à conjuntura de crise mundial’, existem as – pasme-se – provisões para cobranças duvidosas. Ah, o mundo fascinante da contabilidade.
Tudo isto é muito fácil de perceber para quem verdadeiramente quiser. A questão é ainda mais grave porque os profetas incendiários que por aí andam têm acesso às cúpulas dirigentes do Glorioso para esclarecer tudo isto e para fazer todas as perguntas que entenderem e não o fazem, preferindo vir para a blogosfera lançar suspeições intelectualmente desonestas. Como me parece que ninguém seria pouco inteligente desta forma, fico mais preocupado porque isso deixa antever intenções menos claras.
Acho muito bem que se critique o que haja para criticar. Aqui também o fazemos, se for em defesa dos interesses do clube. Mas fazê-lo de forma infundada, com base em pressupostos errados e sem sequer ter a preocupação de verificar a justiça das críticas? E sem ter em conta se com isso se está a prejudicar o Benfica, por uma questão de vaidade? Benfiquismo, isto?
Não. Oportunismo, presunção, necessidade de protagonismo (os grandes cancros da vida interna do Benfica nos anos negros).
Dizia o nosso Presidente há pouco tempo, e muito bem, que tem a capacidade de ver a floresta quando os outros apenas vêem a árvore. O problema é que há para aí uns incendiários que querem pôr a floresta toda a arder.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:33 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Quarta-feira, 12.11.08

Não resisto...

Na sequência do comentário do Porco ao post anterior, não resisto a imaginar alguns diálogos entre o Bardaxistra e os seus auxiliares no passado jogo V. Guimarães-Benfica, que poderiam ter sido captados caso os auriculares não fossem apenas elementos decorativos...

Lance em que Aimar é derrubado, logo no início do jogo:
FL (Fiscal de linha): Ó Bardaxistra, parece que foi penalty...
BX (Bardaxistra): Cala-te lá, se não não há "rebuçados" para ti.

Lance em que Suazo se isola e pode fazer o 0-3:
BX: De que é que estás à espera para levantar a bandeirinha?
FL: Mas ele não está fora de jogo!
BX: Levanta-a lá, porra! Mais uma desses e ainda ficas sem "café com leite"...

Flávio "Steven Seagal" Meireles a arrear constantemente no Aimar, depois de já ter visto amarelo:
FL: Ó Bardaxistra, o gajo já está a exagerar...
BX: Cala-te que se o mando para a rua ainda sou eu que fico sem "fruta"...

Reyes vê vermelho:
FL: Achas mesmo que é para vermelho?
BX: Pela via das dúvidas, é melhor expulsá-lo... Vocês não sei, mas eu não resisto a uma boa "frutinha" na cama depois do jogo e não quero que me acusem de não ter feito o suficiente por a merecer

Cajuda faz entrar Luís Filipe
BX: Fosga-se, andamos nós para aqui a esforçar-nos por merecer a "frutinha" e os "rebuçadinhos" que nos prometeram e vem-me agora este empata-fodas do Cajuda pôr o Luís Filipe...
FLs: Podes crer...

Segunda-feira, 10.11.08

Tranquilamente

E não 'com tranquilidade'. É preciso não confundirmos as coisas. Foi tranquilamente que o Benfica assegurou esta noite a passagem aos oitavos-de-final da Taça de Portugal. A obrigação foi cumprida, com mais ou menos brilho, mas sempre sem sobressaltos.

O Quique tinha dito que a Taça de Portugal era para levar muito a sério, e depois da brincadeira contra o Penafiel foi isso que se viu esta noite. Apresentámos de início uma equipa muito pouco de segundas escolhas, sendo que apenas o Moreira, Léo e Binya se poderiam considerar 'mais suplentes'. Em termos tácticos, o Benfica apresentou-se ligeiramente diferente esta noite, parecendo jogar num losango, com o Binya mais recuado, o Aimar a jogar com bastante liberdade nas costas dos dois avançados (Suazo e Cardozo), e com o Carlos Martins e o Yebda a preencherem os lados. A falta de vontade para brincadeiras cedo ficou expressa no marcador, já que entrámos praticamente a ganhar. Na sequência do primeiro canto do jogo, marcado pelo Carlos Martins aos dois minutos de jogo, o Yebda mergulhou e de cabeça fez o primeiro golo. Continuando no mesmo ritmo, fomos criando oportunidades de golo, sobretudo pelo Suazo, mas o hondurenho hoje estava em noite de pouco acerto. Ainda assim, à passagem dos vinte minutos o resultado subiu para 2-0, na sequência de mais uma bola parada do Carlos Martins. Desta vez foi um livre na esquerda, ao qual correspondeu o Luisão com o peito para o golo. E à meia hora já marcávamos o terceiro, desta vez de bola corrida, com um passe de calcanhar do Aimar (não sei se intencional ou não; no estádio fiquei com a sensação de que ele quereria fazer outra coisa) a desmarcar o Maxi, que finalizou com facilidade. Por esta altura parecia possível que deste jogo saísse uma goleada, mas depois disto sim, o Benfica baixou a velocidade, já que o Aves parecia incapaz de incomodar-nos, e o jogo aparentemente estaria resolvido.

Como a segunda parte continuou nesta tendência, o resto do jogo acabou por parecer-se mais com um treino um bocadinho mais sério. Mesmo num ritmo mais pausado, o Benfica conseguia ir criando oportunidades para dilatar a vantagem, sendo que agora eram sobretudo o Cardozo e o Aimar a substituirem o Suazo na função de falhar golos. O jogo acabou por dar-nos a possibilidade de assistir ao regresso do David Luiz, que mostrou manter algumas das qualidades que aprecio nele (desarmes em antecipação, e subidas com a bola controlada), mas também mostrou estar com alguma sofreguidão em mostrar serviço, o que nem sempre deu bons resultados. Do outro lado do campo, o Moreira era quase mais um espectador, já que quase não teve que fazer uma defesa digna desse nome. O tom mais marcante destes segundos quarenta e cinco minutos foi mesmo o desperdício por parte do Benfica. Por vezes aparecia tanta gente em posição de remate que os nossos jogadores acabavam por atrapalhar-se uns aos outros, ou rematar em esforço quando tinham colegas melhor colocados. Face às oportunidades criadas, o Benfica deveria ter conseguido aumentar a vantagem, mas tal não aconteceu e o 3-0 manteve-se até final.

Para variar, desta vez destaco um jogador que não costuma ser mencionado por mim muitas vezes nesta coisa dos melhores em campo. O Maxi Pereira fez um jogo muito bom hoje. Sempre seguro a defender, também apoiou muito o ataque (mais do que, por exemplo, o Léo, que continua a mostrar-se atipicamente tímido a atacar) e foi recompensado com um golo, na jogada mais bonita da noite. Bem sei que a oposição hoje não foi das mais fortes, mas foi um prazer ver jogar o Aimar. Pelo toque de bola, e pela inteligência que mostra na forma como se movimenta e passa. No que toca aos piores, o Cardozo esteve mauzito. Se calhar o Suazo até falhou mais golos do que ele, mas o Cardozo fez sobretudo uma segunda parte muito fraca, tendo também a sua quota-parte de golos falhados.

Este era mais um daqueles jogos em que o que havia a perder (uma eliminação seria um escândalo) era muito mais do que o que havia a ganhar, já que em teoria o Benfica tinha a obrigação de vencer tranquilamente o Aves. Foi isso que fez, e por isso pouco mais há a dizer.

por D`Arcy às 23:38 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Domingo, 09.11.08

As coisas são o que são e merecem ser contadas como foram.

O projecto “Tertúlia Benfiquista” nasceu espontaneamente da necessidade de recriar na blogosfera o ambiente de tertúlia que um grupo de amigos foi, ao longo dos anos, criando à mesa dos restaurantes em que, de forma emotiva e sentimental, íamos discutindo o Benfica e, essencialmente, o benfiquismo.

 

Depois de inúmeros jantares e almoços, alguns abertos e publicitados neste e nos blogues que o antecederam (os jantares de bloggers benfiquistas que vão na sétima edição), a cumplicidade entre os escribas foi-se consolidando.

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A “Tertúlia” tem conseguido pequenos, minúsculos, momentos de reconhecimentos do valor do que temos escrito. Esses são aqueles momentos que nos deixam orgulhosos: o convite do SAPO; a atenção que a Maria João nos tem dedicado; um segundo prémio para melhor blogue desportivo do ano, num concurso que nem sabíamos que existia e que muito nos honrou; as ameaças, insultos, hate mail e afins dos adversários que nos dão a garantia de que estamos no caminho certo; os destaques no inigualável "SerBenfiquista.com"; a atenção de alguns futebolistas do nosso Clube; a recente presença na "Benfica TV"; o editorial de José Nuno Martins no “Jornal do Benfica”; mais de meio milhão de visitas; mais de um milhão e cem mil page views em vinte meses de existência. Tudo isso é lindo, tudo isso é fado, tudo isso é pouco e nunca mereceu grande referência porque tudo isto é nada perante a causa que é defender o Benfica e escrever sobre essa forma única de viver o benfiquismo.

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Hoje quebramos (quebro) essa regra. Hoje venho convosco partilhar algo dos bastidores deste blogue:

 

Na passada sexta-feira, num jantar muito bem organizado pelo blogue “Novo Benfica” e no qual estivemos, com todo o prazer, três representantes da “Tertúlia Benfiquista” (eu, o S.L.B. e o P, que escreve para os dois blogues) tivemos o prazer de conhecer pessoalmente alguns benfiquistas que connosco partilham o benfiquismo.

 

Durante o jantar, e num momento em que formalmente(?) nos apresentávamos, decidi ilustrar o que é o espírito do benfiquismo vivido na “Tertúlia Benfiquista” lendo um post que o Gwaihir escrevera nessa mesma sexta-feira.

 

Pouco depois, o benfiquista Rui Costa, durante a sua intervenção, pediu-me esse mesmo texto para o fazer chegar (de forma bem nobre) ao plantel do Benfica.

 

Senti, pela primeira vez, que fez sentido tantos anos a escrever sobre o Benfica e o benfiquismo. A emoção que senti não cabe aqui.

 

Ontem, juntamente com o S.L.B., decidimos comunicar pessoalmente ao Gwaihir o que sucedera. A emoção que sentimos ao ver a emoção do nosso amigo é uma imagem, é um momento, que me acompanhará para sempre.

 

Tenho, temos todos os que viveram aquele momento, a noção de que já valeu a pena.

 

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(Peço desculpa aos meus companheiros de blogue por ter escrito um daqueles textos que prometêramos nunca escrever.

O blogue segue dentro de momentos)

por Pedro F. Ferreira às 12:05 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Sexta-feira, 07.11.08

Levantem-se, sacudam a poeira e cantem.

 

Aqui há uns tempos, na véspera de um jogo importante e de particular exigência emocional, escrevi isto, que mantém – manterá sempre – a pertinência em mais esta ocasião:
 
‘Meus amigos, companheiros, gente que vive com o Benfica na alma,

Ser benfiquista até à morte significa, entre outras coisas, que se acompanha o Benfica nas vitórias, nas derrotas, nos bons e maus momentos, nas alegrias esfuziantes, nas formas de morte anunciada. Não o quereria de outra forma. Hoje, no Estádio da Luz, vou-me equilibrar no ténue fio de esperança que nos separa do abismo. Consciente que, se cair, me levanto, sacudo a poeira da roupa e cantarei que ser do Benfica me envaidece.
Hoje, no Estádio da Luz, no Ninho das Águias, vou gritar até ficar sem voz, até os pulmões me falharem. A minha alma vai dançar entre as camisolas cor de sangue e, por entre as camisolas berrantes - quais papoilas saltitantes - arautos dos nossos sonhos no relvado celestial, vou abençoar o voo da Águia. Ser benfiquista é lutar até ao fim, é morrer com a camisola colada ao corpo, com o emblema cravado na carne – é saber que se deu tudo. Que os jogadores do Benfica, ancorados na garbosa alma imensa da Águia, sejam dignos das camisolas que envergam.
E que saibam que, no fim, nas vitórias ou nas derrotas, nunca estão (nem nunca estarão) sozinhos.

Reparei agora que menti. Não sou benfiquista até morrer. Ser do Benfica é ser imortal. Nunca se está sozinho, não se morre nunca’.
 
 
O lutar até ao fim, o morrer com a camisola colada ao corpo a que me referia não é, como se depreende, apenas aplicável aos jogadores. É a todos nós. A eles, que no relvado dão substância ao nosso sonho, e a nós que nas bancadas lhes damos asas através da invocação da alma benfiquista.
Sim, ontem perdemos. E sim, como muito bem diz o meu companheiro de sofrimento D’Arcy, acontece.
Fizemos uma bela primeira parte e não marcámos por infelicidade. Na segunda parte, o Galatasaray foi superior, controlou o jogo e ganhou. Foi uma má noite. Se nós, que estamos nas bancadas, temos direito a um dia não, também os jogadores e a equipa técnica o têm. Vamos ganhar, vamos empatar e vamos perder jogos. O que se impõe é que mantenhamos o carácter em qualquer uma dessas circunstâncias. O que importa é manter o rumo, ter fibra, suportar tudo isto de cabeça erguida, com sentido de benfiquismo.
 
 
Percebo o que move, em última análise, os benfiquistas que desesperam e que entram em histeria. É a dor de ver o Benfica perder que lhes turva a visão, que lhes tolda o discernimento. Todos morremos quando o Benfica perde, mas - e é isto que devem compreender - ressuscitamos minutos depois, mais fortes.
Dêem tempo ao tempo. Acredito que temos uma estrutura competente, trabalhadora e lúcida.
 
Ontem, no Estádio da Luz, no Ninho das Águias, equilibrei-me no ténue fio da esperança que me separa do abismo e caí. Caímos todos. A seguir levantei-me, sacudi a poeira e cantei, em conjunto com a garbosa multidão que espraiou as asas do seu benfiquismo pela Catedral dos nossos sonhos – numa manifestação única e profundamente emocional do que é isto de ser benfiquista – o meu orgulho.
 
Vamos, apanhem os cacos da esperança que deixaram cair na noite de ontem. Colem-nos de volta, componham-se. Lembrem-se do que são, do que fazem parte.
Mereçam os cachecóis e as camisolas do Glorioso da mesma forma que exigem aos jogadores que mereçam as camisolas que envergam. Da mesma forma que, ontem, aquela gente garbosa que no final - a equipa desorientada e o destino traçado - cantou o Benfica os merece. Gente que vem de longe, que faz sacrifícios, que se afasta dos seus para ver a Águia, que acompanha o Benfica por este país fora. Este mar vermelho que entrega a sua alma nas mãos dos jogadores que envergam as camisolas cor de sangue.
 
É fácil cantar o benfiquismo nas alegrias. É mais nobre celebrá-lo nas derrotas.
O sentimento que me preenche hoje não é o de tristeza. É o de um orgulho incomensurável, verdadeiro, primordial de ser do Benfica.
 
Viva o BENFICA. Sempre.
 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Yes We Can

Eu sei que ontem correu mal.  Eu sei que ontem jogámos mal.  Eu sei que ontem fizemos um dos piores resultados em competições europeias dos últimos anos.

 

Mas o facto é que foi só uma batalha.  Nada está perdido e não podemos desanimar, sobretudo nós, os adeptos.

 

É preciso continuar a acreditar e a apoiar a equipa, as vitórias vão voltar a acontecer.

 

Viva o Benfica!

por Artur Hermenegildo às 15:29 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Acontece

Este é, obviamente, um daqueles jogos sobre o qual não me apetece nada escrever. Perdemos, acontece. Perdemos por culpa própria, também porque nos terá faltado uma pontinha de sorte (e de acerto) na primeira parte, e se calhar também porque o Quique esta noite não terá estado muito feliz nas substituições, que na minha opinião tiveram efeitos mais negativos que positivos na equipa. A derrota foi injusta para o Benfica da primeira parte, mas foi bastante merecida para o apático Benfica da segunda. Foi pena que a derrota tenha fechado da pior forma uma noite que, no que à Tertúlia diz respeito, até aí tinha sido extremamente agradável.

Mais uma vez num jogo europeu o Quique optou por ter o Di María e o Reyes simultaneamente no onze inicial. Normalmente isto não costuma resultar muito bem, porque acaba por ficar um vazio demasiado grande no centro do campo, e o Yebda não dá para tudo. Mas hoje, durante a primeira parte, o Reyes esteve sempre bastante activo no meio, e ajudou nas tarefas de recuperação, pelo que isso não se notou tanto. A nossa primeira parte, apesar de no início parecermos demorar um pouco a entrar no jogo, foi agradável. Conseguimos jogar um futebol relativamente rápido, e criar boas oportunidades de golo. Mas a falta de pontaria umas vezes, falta de sorte noutras, e ainda as intervenções do guarda-redes adversário acabaram por negar-nos um golo que poderia ter mudado o jogo. Isto porque o Galatasaray apresentou-se de início a jogar de uma forma muito cautelosa e pausada, sendo óbvio que o empate seria sempre um resultado que lhes seria satisfatório. Um golo nosso certamente obrigaria a que os turcos tivessem que alterar esta forma de jogar, mas apesar de termos andado lá perto, sobretudo pelos pés do Suazo, infelizmente esse golo não surgiu. Assim sendo, ao intervalo os turcos já tinham metade do trabalho feito.

A segunda parte acabou por mostrar-nos um jogo muito diferente. Cedo o Galatasaray falhou (ou melhor, viu o Quim negar ao Baros) uma oportunidade flagrante de golo. E na sequência do canto daí resultante, a bola sobrou para um adversário completamente solto na área, e estava feito o primeiro golo. É certo que o golo madrugador do Galatasaray teve muita influência no desenrolar do resto do jogo, mas o Benfica não soube reagir a esta adversidade. Para mim foi visível a forma como a equipa foi abaixo com este golo, e depois, conforme disse, não me pareceu que as substituições feitas pelo Quique tenham ajudado muito. Não percebi, por exemplo, a saída do Reyes. Teria sido mais lógico que fosse o Di María a sair. Em termos tácticos seria mais ou menos o mesmo, mas comparando a produção dos dois jogadores, o argentino pedia muito mais a substituição. Depois veio a troca do Yebda pelo Carlos Martins, e aí as coisas ficaram muito piores. Não digo que o Yebda estivesse a fazer um bom jogo - pelo contrário, até foi um dos mais fracos que o vi fazer, particularmente ao nível do passe - mas ele é o principal jogador que no centro do campo faz pressão constante sobre o jogador adversário que tem a bola. O Katsouranis não tem velocidade ou mesmo disponibilidade física para isso, já que joga muito mais encostado aos centrais. E quanto ao Carlos Martins, nesse aspecto o melhor é esquecer. A partir da saída do Yebda o Galatasaray gozou da maior liberdade possível para andar a trocar a bola naquela zona, esperando pela melhor ocasião para lançar um ataque. Pouco depois sofremos o segundo golo, e o jogo para nós acabou ali, já que até parecia mais provável sofrermos o terceiro golo do que reduzirmos a desvantagem.

É difícil escolher melhores e piores. O Suazo e o Reyes fizeram uma boa primeira parte, mas o hondurenho eclipsou-se na segunda, enquanto que o espanhol, apesar de ter saído cedo, já tinha mostrado não ter voltado para o campo com a mesma inspiração. Voltei a não gostar dos laterais, o Cardozo não fez nada desde que entrou, e o Di María, salvo um ou outro pormenor excelente, em termos de jogo de equipa foi quase desastroso. A verdade é que a apreciação aos jogadores fica marcada pela fraquíssima segunda parte, porque é esta a imagem com que voltamos para casa, apagando aquilo que de positivo poderão ter feito durante o primeiro tempo.

Para mim, o mais importante esta noite acabou por ser o que se passou no final do jogo. Não se ouviram assobios à equipa. Houve muita gente a sair antes do final, em silêncio. E houve também muita gente que lá ficou, e que no final despediu a equipa com palmas e gritos de 'Benfica' (bravo aos NN por terem tido a iniciativa). Apesar da má noite, continuamos a acreditar nestes jogadores, nestes técnicos, neste Benfica. As coisas nem sempre podem correr bem. Agora é irmos ganhar a Atenas.

por D`Arcy às 03:56 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Quinta-feira, 06.11.08

O jogo de hoje na Benfica TV

O jogo de hoje, e tudo o que o antecede, pode ser visto nestes endereços:

http://estadiovirtual.sapo.pt/

http://www.slbenfica.pt/incslb/jogoaovivo.asp

 

Delicie-se com o jogo e... com tudo o que o antecede.

 

por Pedro F. Ferreira às 17:28 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 05.11.08

Tiago quer jogar no Benfica. Será?

Não sei se é verdade, mas a mera hipótese já é suficiente para pôr muitos de nós, benfiquistas, com a esperança de o voltar a ver de águia ao peito, a fazer, como poucos, o box to box (não acredito que escrevi isto!).

 

Se bem conheço os membros da "Tertúlia Benfiquista", um pode ter informações privilegiadas sobre este assunto e outro já nem deve dormir só de pensar que pode vir a ver o “seu” Tiago no nosso Benfica.

 

Aqui fica a notícia do Top Mercato:

 

Avec un temps de jeu très réduit sous le maillot de la Juventus de Turin et une place perdue au sein de l'équipe nationale portugaise, l'ancien milieu de terrain défensif de l'Olympique Lyonnais et de Chelsea, Tiago Mendes, songe sérieusement à quitter le club piémontais devant l'insistance de Claudio Ranieri à ne pas le faire jouer. Sa préférence irait à son club de coeur, le Benfica ! "Je ne joue pas beaucoup et je voudrais retourner au Portugal si d'ici janvier les choses ne changent pas, alors je verrai la meilleure option possible. Benfica est le club de mon coeur. Cela dit, je suis ouvert à toute proposition et je n'ai rien contre le fait d'évoluer pour un autre club portugais". Reste à savoir si le club lisboète a les moyens de se payer le joueur !

 

http://www.topmercato.com/2589,1/juve-tiago-veut-jouer-au-benfica.html

por Pedro F. Ferreira às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (33)

De iure iudices, de facto iudicant iuratores. *

Juridicamente já toda gente percebeu que temos uma Justiça à medida de um certo arguido quando estamos junto à foz do Douro e uma outra Justiça no resto do país.

Deste modo, a questão que se levanta já ultrapassa a lógica jurídica. Assim, em que base moral, e já não jurídica, admitimos que haja objecto de corrupção, corrompidos e não haja corruptores? Em que quadro de valores nos devemos situar quando um árbitro, de boa memória para alguns, chamado Martins dos Santos é justamente condenado por corrupção, o corruptor é um ex vice-presidente de um clube e o presidente desse clube sai sem pena alguma?

 

Que justiça é esta que, em situação idêntica, manda arquivar um processo de corrupção num jogo entre o Nacional e o Benfica, em que Augusto Duarte (um árbitro que ascendeu no mundo da arbitragem de forma digna… do meio em que se move) teve um modo de proceder antes do jogo que tresanda?

 

Digam-me, mas devagar para que eu perceba depressa, em que momento da história o nosso país trocou um sistema de valores por um outro sistema de valores em que as escutas telefónicas, nas quais objectivamente os corruptores assumem a corrupção, deixam de ser válidas para punir os corruptores? Expliquem-me, por favor, em que momento é que a sociedade portuguesa inverteu os valores ao ponto de se considerar ‘normal’ a falência civilizacional da mesma?

 

Actualmente, observamos estupefactos a prática da ideia de que os crimes de corrupção desportiva são perpetrados por ninguéns. É um conceito português de responsabilização da “não pessoa”. Ao continuarmos a ver os perpretadores destes crimes de corrupção em liberdade, pavoneando-se e exibindo publicamente os seus crimes, exigindo indemnizações ao Estado, idolatrados pela cegueira do rebanho, louvados pela comunicação social e aplaudidos pelos deputados da Nação, estamos a comunicar ao país a falência moral do mesmo. Estes ninguéns têm nome, mas não olham retrospectivamente para os seus actos, não são responsabilizados criminalmente pelos mesmos, não são obrigados a ter a inscrição da memória dos seus crimes, ou seja, para a Justiça não são, nem nunca serão, alguéns. E nunca o serão porque são seres acima de qualquer Justiça e abaixo de qualquer responsabilização.

 

Actualmente, em Portugal, temos um escandaloso processo que envolve a adulteração completa das classificações dos árbitros. Este vergonhoso método permitiu, nas últimas décadas, colocar os árbitros “amigos” em posição de destaque, controlando nomeações de árbitros e controlando as decisões que estes tomavam quando arbitravam. Este é, sem dúvida, o processo que, levado às últimas consequências, permite demonstrar como é que o polvo desenvolveu os seus tentáculos até atingir as proporções que agora assume. Se este processo também acabar branqueado (como tantos, até na comunicação social, tentam desesperadamente fazer), estaremos perante a derrocada total de todos os critérios morais que subjazem o cada vez mais enlameado conceito de Justiça.

 

* Em matéria de Direito julgam os juízes, em matéria de facto julgam os jurados

por Pedro F. Ferreira às 18:43 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Terça-feira, 04.11.08

Disputa de bola

 

Pergunta para os membros da Comissão Disciplinar da LPFP

 

Ora muito bem: se eu andar (avisadamente) com uma bola de futebol atrás e vos vir na rua posso chegar à vossa beira (hein, isto é que é, a usar termos do Norte para vos facilitar a compreensão da pergunta), mandar a bola ao ar na vossa direcção, espetar-vos um valente pontapé na boca ou uma rija cotovelada no maxilar (na altura decido), e depois desculpar-me com um ‘ah, foi uma disputa de bola e, necessariamente, visível pela equipa de arbitragem. Não ouço nenhum apito, por isso boa tarde’ e afastar-me alegremente a assobiar sem me responsabilizarem?

 
Posso? Posso?
 
É que isso iria mudar de forma dramática, por um lado, a minha indumentária, de modo a incluir sistematicamente como acessório um saco de desporto com espaço para uma ou duas bolas de futebol e, por outro, a área geográfica das minhas deambulações terrestres.
 
p.s. a pergunta é urgente, se faz favor, porque não sei se, por exemplo, passo por algum de vocês ou pelo Guilherme Aguiar amanhã e depois não estou a par do protocolo. Obrigado.
 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:06 | link do post | comentar | ver comentários (10)

A “leda mansidão” que me irritou.

Neste fim-de-semana houve duas agressões bárbaras a merecer dois sumaríssimos. Uma foi a já habitual agressão de Bruno Alves a um colega de profissão - desta vez lesionou com uma cotovelada gratuita um jogador da Naval - a outra foi a agressão de Andrezinho (do Guimarães) ao Suazo.

 

Hoje (ontem), no "Dia Seguinte", o programa televisivo que mais influência tem sobre as decisões de sumaríssimos tomadas pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol, o benfiquista Fernando Seara ignorou olimpicamente a agressão do andrade Bruno Alves e pediu um sumaríssimo para o Andrezinho do Guimarães… que vai jogar contra o FC Porto na próxima jornada!!

 

Quem me conhece sabe a admiração pessoal que nutro por Fernando Seara, mas há momentos em que não posso aceitar essa, utilizando a expressão camoniana, “leda mansidão” na defesa do Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 01:21 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Segunda-feira, 03.11.08

Esperança

 

Da última vez que um jogo em Guimarães assumiu contornos semelhantes ao de ontem, o voo da Águia teve como destino a conquista do campeonato.

Corria o ano de 2004, estávamos num Domingo dia 3 de Outubro, fomos também surripiados e também ganhámos 1-2. Na altura estava de férias, perdido numa aldeia do Alentejo profundo. Quando regressei, escrevi o seguinte num post:

 
 '(…) No Domingo tratou-se de lutar contra o destino, na verdade. Contra a fatalidade de aceitar que as adversidades nos destruam, por entre suspiros de conformismo e aquiescência. No Domingo, em terra de conquistadores, os jogadores do Benfica mereceram, cada um, a camisola que envergam. Que a sintam assim sempre daqui para a frente. Que assumam o seu peso e o aceitem.
No Domingo, algures num café, perdido no meio do Alentejo, o Benfica cantou-me ao ouvido. E eu, embalado pela melodia, vi a águia a voar.

No Domingo sentiu-se a 'chama imensa'. Que ela não se apague mais.'
 

Que a semelhança seja profética. Que, mais uma vez contra tudo e contra todos, a águia voe.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:57 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Critérios

Epá, expliquem-me lá outra vez, muito devagarinho, quais são os critérios para se instaurar um sumaríssimo. É que eu devo ter um problema de audição, porque por mais que tentem explicar só consigo ouvir um critério: O jogador em causa deve envergar a camisola do Sport Lisboa e Benfica.

"Bruno Alves não vai ser alvo de um sumaríssimo pela Comissão Disciplinar da Liga. O lance com Davide (Naval), apesar da sua violência, escapa ao âmbito daqueles processos pela simples razão de que ocorreu numa disputa de bola e, portanto, necessariamente visível pela equipa de arbitragem."

É que isto só pode ser brincadeira. Nem é pela possibilidade do Bruto Alves ser suspenso ou não; por mim podem mantê-lo lá onde está por muito tempo, enquanto os jornaleiros avençados nos tentam convencer que está ali um novo Maldini, marcador exímio de livres, pelo qual os grandes clubes estrangeiros fazem fila para pagar trinta milhões. É simplesmente uma questão de um mínimo de decência. O lance em questão até resultou numa lesão do jogador da Naval, que acabou por ser substituído. Se me estão a dizer que assumem como uma certeza que, por ser uma disputa de bola, o lance foi "necessariamente visível pela equipa de arbitragem" então estão basicamente a dizer-me que a referida equipa de arbitragem roubou descaradamente a Naval. Se viram uma agressão daquelas e permitiram que o Bruto Alves continuasse em campo, então das duas uma: ou não percebem nada de arbitragem, e nesse caso não se percebe o que é que estão a fazer na primeira categoria; ou então percebem daquilo e, intencionalmente, resolveram beneficiar o fóculporto.

Já nem sequer há vergonha.

por D`Arcy às 11:26 | link do post | comentar | ver comentários (35)
Domingo, 02.11.08

Vitória

Só posso mesmo considerar a nossa vitória desta noite como uma grande vitória. Porque ganhámos a uma série de gente. Ganhámos contra os nossos adversários em campo, ganhámos contra nós próprios, que a partir de uma determinada altura parecia que estávamos decididos em dificultar-nos a vida, e ganhámos ainda contra uns personagens estranhos que andaram lá pelo campo e que, com uma presença tão assiduamente notável nos nossos jogos até agora, já começam a nem ser assim tão estranhos.

Em relação ao último jogo, apenas duas mudanças: regresso do Katsouranis ao meio campo, por troca com o Carlos Martins, e ainda a entrada do Aimar na equipa, ocupando o lugar do Nuno Gomes, e servindo de apoio ao Suazo na frente. Confesso que me sentia confiante para este jogo, porque parecia ter, em teoria, um grau de dificuldade suficientemente elevado. E se há coisa que os nossos jogadores têm mostrado esta época, é que quando os jogos são teoricamente mais difíceis, eles não nos defraudam. Por isso não surpreendeu a boa entrada do Benfica no jogo. E logo aos três minutos, o lagarxistra de serviço ao apito voltou a mostrar a tal instrução (cada vez menos) secreta que foi dada aos árbitros da Liga: não se marcam penáltis para o Benfica. Porque o Aimar foi claramente atingido dentro da área, e o lagartito albicastrense covilhanense lá fez vista grossa à coisa. 'Ah, e tal, ele já ia em desequilíbrio...' tentou justificar-se o comentador. Pois, mas que foi atingido com os pitons no tornozelo, lá isso foi, e que era mesmo falta, isso também era. Enfim.

Não foi preciso esperar muito tempo para o primeiro golo. Aos quinze minutos, o Aimar inventa um passe 'de letra' para as costas da defesa do Vitória, e depois a classe do Suazo, sozinho contra dois defesas, fez o resto. Isto é aquilo que eu espero ver deste jogador, já que foram inúmeros os golos que eu o vi marcar assim na Serie A. Quase de seguida, o Aimar foi travado em falta do lado direito do nosso ataque. No livre que se seguiu, e tal como se passou a semana passada contra a Naval, o Reyes colocou a bola na cabeça de um dos nossos centrais (desta vez foi o Sídnei) que elevou para 2-0. A estratégia do Benfica ia dando resultados, jogando com todos os jogadores atrás da bola, mas pressionando o adversário logo à saída do seu meio campo. Depois, assim que a bola era recuperada nessa zona, as saídas rápidas para o ataque (sobretudo se a bola chegava aos pés do Aimar) iam quase sempre criando perigo. Por isso não parecia crível que viéssemos a passar por grandes dificuldades neste jogo. Só que nos últimos minutos da primeira parte veio então o período em que mais parecia que estávamos cheios de vontade em fazer as coisas mais difíceis. Sofremos o golo, quando o Luisão falha um corte (naquela que terá sido a sua única falha em todo o jogo). Depois o Reyes viu dois amarelos num curtíssimo espaço de tempo (o segundo foi verdadeiramente infantil - já se sabe que não se pode dar ao lagarxistra oportunidades de ouro como aquela; basta lembrarmo-nos do amarelo ridículo que ele resolveu mostrar ao Aimar) e ficámos reduzidos a dez.

A inferioridade numérica teve influência óbvia no nosso jogo. Por isso, pouco se pode falar sobre a parte ofensiva durante a segunda parte, porque ela praticamente não existiu. Mas pode-se falar na forma como a equipa defendeu, que foi quase exemplar, já que apesar da superioridade numérica do adversário, e da inclinação do campo para a nossa baliza, raras foram as vezes em que o Vitória conseguiu provocar sobressaltos. Na frente de ataque, o Suazo ficou entregue a um papel solitário e de sacrifício, tendo como missão principal segurar a defesa adversária, o que cumpriu - o Cardozo, quando entrou para o seu lugar, já não conseguiu fazer o mesmo e aí a pressão do Vitória acentuou-se - mas quase não conseguimos criar lances de perigo durante toda a segunda parte. O lagarxistra voltou a mostrar um estranho critério, já que foi tão lesto a expulsar (bem) o Reyes por atingir um adversário na zona da anca, mas uma patada do Andrebruceleezinho na cara do Suazo passou sem sequer uma falta assinalada (pelas reacções que fui vendo ao Quique no banco, está-me cá a parecer que o homem já se começou a aperceber de como é que certas coisas funcionam cá no burgo). Se calhar pode ser algo preocupante a forma como, mais uma vez, a equipa não pareceu capaz de gerir o resultado de uma forma mais inteligente, guardando a bola na sua posse, mas a desvantagem numérica teve influência nisto.
A verdade é que o vitória não mostrou imaginação suficiente para furar a forma organizada como a nossa equipa defendeu, nem a garra demonstrada pelos nossos jogadores, que conseguiram segurar um resultado importante.

O Luisão, conforme disse, teve aquele lapso no golo do Guimarães, mas foi grande neste jogo. Então na fase final do jogo, em que o Guimarães resolveu desatar a despejar bolas pelo ar, aquilo foi tudo dele. Para não variar, o seu colega Sídnei voltou também a estar em bom nível. O Suazo fez também um grande jogo, marcou um grande golo, e mostrou a sua qualidade. O Aimar mostrou, acima de tudo, classe. O que não é surpresa nenhuma. E o Yebda voltou a mostrar aquilo a que nos tem vindo a habituar desde que chegou: uma disponibilidade física enorme, parecendo estar um pouco em todo o lado ao mesmo tempo. Quanto a pontos negativos, a verdade é que não tenho vontade de apontar o dedo a ninguém.

Foi uma vitória moralizadora num campo difícil, em condições bastante desfavoráveis, e que mostrou um Benfica muito solidário e com uma atitude muito positiva. E com esta atitude, quando se tem um plantel com jogadores como Suazo, Reyes, Aimar, Cardozo, Sídnei e tantos outros, a qualidade deles acabará sempre por ser decisiva. Mesmo que, na próxima jornada, mandem o Paulo Costa arbitrar o jogo (e se os critérios de nomeação continuarem a ser coerentes, mandam mesmo).

por D`Arcy às 23:42 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Carlos Xistra

O que se pode dizer da exibição daquele arremedo de homem chamado Carlos Xistra é que, ao contrário do que ele se esforçou por fazer crer, aquilo não é incompetência. Aquilo é o regresso aos velhos tempos dos Calheiros e dos Fortunatos Azevedos.

por Pedro F. Ferreira às 21:39 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Instantâneo do país em que vivemos

 

Estamos no intervalo do Guimarães - Glorioso. O Xistra e os amigos estão a dar boa conta do recado.

Após o 0-2, o Suazo tem um fora de jogo assinalado de forma nojenta, que muito provavelmente daria no 0-3 e no fim do jogo.

O Aimar tem sido agredido de 30 em 30 segundos. O Flávio Meireles continua, no entanto, a passear os seus uppercuts alegre e impunemente pelo relvado. O bom do Cajuda vocifera, berra contra o quarto árbitro. Vomita asneiras, possesso. Imagino que porque o árbitro não conseguiu arranjar justificações minimamente credíveis para anular os 2 golos do Benfica.

O Reyes é expulso por um segundo amarelo absolutamente inacreditável, daqueles que os Xistra gostam de mostrar a jogadores do Benfica.

Quique olha, incrédulo. Acho que já percebeu, no essencial, o país onde está.

 

Não acredito que nos deixem ganhar hoje.

Tudo isto é nojento, vil e revoltante. Tudo isto é parte intrínseca da face mais suja deste país. Aquela que não se consegue lavar.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:42 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Soltas e breves

Sumaríssimos no dia seguinte.

 

Todos sabemos que a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol distribui sumaríssimos com os mesmos critérios de amizade, compadrio e porreirismo lusitano com que os directores da SAD do FCP distribuem os ordenados entre si.

Deste modo, todos sabemos que Bruno Alves, o tal que nas palavras de um indivíduo que ainda se julga seu treinador é um “atleta leal e muito forte”, nunca será alvo de um processo sumaríssimo pelo facto de ontem ter, pela enésima vez, aviado um colega de profissão com mais uma forte e leal cotovelada na cabeça. A reacção do árbitro foi a mesma do tal indivíduo que ainda se julga treinador do “atleta leal e forte”… decidiu não ver.

Conclusão: a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional só considerará a remota possibilidade de instaurar um sumaríssimo a Bruno Alves se, tal como já aconteceu com Dias Ferreira e Guilherme Aguiar relativamente a atletas do Benfica, Fernando Seara, amanhã, no programa “Dia Seguinte”, decidir denunciar mais uma atitude de lesa-futebol praticada pelo tal “atleta leal”.(link)

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Entre o dó e o nojo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A capa de hoje do jornal “O Jogo”, a propósito de mais uma derrota do FCP, traz uma gralha e um erro. A gralha está no resultado, que foi 1-0 e não 0-1. O erro está no título que nos diz que o FCP “até mete dó”. O FCP não mete dó, mete fruta, mete prémios chorudos para uma administração que consiga levar uma equipa treinada(?) pelo Jesualdo Ferreira ao 3º lugar, mete ameaças e porradinha por parte dos adeptos aos seus futebolistas, mete café com e sem leite, mete jornalistas a limpar a imagem do dono do clube e mete um grupo de empresários de futebolistas sul-americanos com um sorriso nos lábios… mas não mete dó. Quanto muito, mete nojo.

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Caldo verde.

 

A nomeação do assumidamente sportinguista Carlos Xistra pelo assumidamente sportinguista Vítor Pereira para arbitrar o jogo que teremos hoje em Guimarães é apenas mais uma oportunidade para o covilhanense Xistra provar que podem confiar na sua reconhecida capacidade de demonstrar como se agradece ao dono.

por Pedro F. Ferreira às 15:37 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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