VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 31.12.08

Que seja um bom 2009

Para todos os leitores da Tertúlia Benfiquista os votos de um glorioso 2009. Que os corruptos sejam presos e que sejamos campeões!

por Anátema Device às 20:02 | link do post | comentar | ver comentários (7)

A propósito do que um croniqueiro escreveu ontem.

E eis que, para finalizar o ano, «leio num asno»1 que a maior fraude a que o dito assistiu nas últimas décadas foi o mais recente campeonato ganho pelo Benfica. O referido que proferiu tal pilhéria chama-se Miguel Sousa Tavares.

 

Quando me atiraram com uma cópia da sua crónica para o e-mail, temi o pior. Mas o pior não aconteceu, pois MST continua a ser aquilo que sempre foi. A opinião que dele tenho enferma de parcialidade e falta de objectividade. Possivelmente está errada. Tenho-o como uma versão masculina da Margarida Rebelo Pinto da ligeirinha literatura de entretenimento. Uma espécie de José Castelo Branco da intelectualidade lusa. Daqueles que passam a vida a debitar banalidades presunçosas entre croquetes. Espécime interessante para a coquetterie… mas banal e de reduzida utilidade. Um daqueles herdeiros que puxa o lustre ao nome herdado para esconder o que não herdou do talento dos progenitores.

 

Supõe-se que exista ali o espírito crítico e a coragem que não abunda num roncolho. Mas vai-se a ver e fica-se entre um Robin dos Bosques da luta pela cigarrada a acompanhar a bica com cheirinho e o tom moralizador de um Grilo Falante que se recusa a ver o nariz de Pinóquio que lhe vai crescendo. Além disso é muito propenso à birra, à birrinha e ao esperneio… o que deixa de ter graça num homem daquele tamanho.

 

Grita-se constantemente independente apontando para o seu peito e chamando a atenção para as virtudes que ele insiste em reconhecer no espelho. E muito se enfada quando os que o rodeiam se enfadam com os espectáculos de onanismo com que nos vai brindando nas suas croniquetas.

 

Reconheço alguma piadola à sua verve zaragateira, mas até esta enferma de uma zaranza reles. Sobre zaragateiros, escreveu Camilo José Cela (excelente escritor, Prémio Nobel da Literatura que foi injustamente acusado de plágio) que um «cornudo zaragateiro é um cornudo desprezível com traços de cachondo e de palhaço. A sua simples presença costuma levantar a moral aos mais fracos. É espécie que utiliza o cateter para fins desonestos.» 2

 

Sinceramente não revejo MST nesta descrição de Camilo José Cela, pois nem os chifres nem o cateter são para aqui chamados. Mas só compreendo o desconchavo do que MST escreveu no jornal 'A Bola' como uma palhaçada para levantar a moral aos mais fracos.

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1- a expressão não é minha, pertence a Jorge de Sena e à obra “Reino da Estupidez II”

2- entrada 355 da obra “Rol de Cornudos” de Camilo José Cela.

por Pedro F. Ferreira às 14:38 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Terça-feira, 30.12.08

As minhas 12 passas para o ano novo!!

Fim do ano, 12 passas. Este ano as minhas passas vão para:

 

1º ....o Pedro Henriques para ver se ele abria os olhos.

2º ....o Vitor Pereira para ver se ele tapava os ouvidos e deixava de se deixar influênciar.

3º ....o Pinto da Costa, apenas porque sim e porque me sabia bem.

4º.....o Jorge Coroado por todo o mal que ele fez e faz ao futebol nacional.

5º.....o Rui Santos para ver se ele aprendia a vestir-se melhor,a pentear-se melhor, a falar melhor, etc e etc melhor.

6º......o Miguel Sousa Tavares para ver se ele deixava de cuspir veneno.

7º......os abutres que por ai pairam para os mandar daqui para fora.

8º......o Olgário Benquerença para o acordar para a vida

9º......os senhores da UEFA que decidiram perdoar os corruptos, para que as linhas se endireitem.

10º....os jornalecos e seus escribas por toda a falta de coragem e de honestidade intelectual patente diariamente nas suas publicações para que se façam Homens.

11º....para o Cebola para aprender o valor da palavra

12º.....para todos os anti-benfiquistas para que ganhem vergonha na cara

 

 

Bom ano!!

Segunda-feira, 29.12.08

2008: do “best of” ao “bosta of” (1)

No final do ano pede-se um balanço. Ser benfiquista, ser Benfica é, per si, garantia de balanço positivo. Depois, ficam as emoções. E é destas que aqui fica o registo em tom pessoal e intransmissível.

 

Guardo a mágoa de ter visto Camacho sair sem ter levado a equipa até ao final da época… esperava mais.

Guardo a mágoa de ter visto como Chalana sofria por não conseguir pôr a equipa a jogar o que ele sonhava para o seu Benfica. Guardo a dor de ter visto aquele meio-campo desmoronar-se no jogo da meia-final da Taça contra o sportém… e ver como se pode perder um jogo porque não houve a sagacidade de perceber que havia quem já não conseguisse correr.

Guardo a mágoa de ter estado numa assembleia-geral em que benfiquistas foram ameaçado por um grupelho de putos mal educados e com nome. Vi, nessa noite, a subversão de todos os valores do benfiquismo.

Guardo a mágoa de continuar a ver que os tentáculos do polvo se mantêm impune e desavergonhadamente a subverter a verdade desportiva, tal como o têm feito nas últimas três décadas.

 

Guardo a alegria de ter visto os atletas do Benfica Nélson Évora e Vanessa Fernandes a subir ao Olimpo.

Guardo a emoção sentida no jogo de despedida do enorme Rui Costa, do nosso Rui. É a mágoa da partida e a alegria da chegada do nosso Rui ao cargo de director desportivo. É, também, a esperança de um dia o poder ver como presidente do Clube.

Guardo o abraço sentido e sofrido que dei ao Sérgio, no pavilhão, no final do jogo que nos deu o título de campeões de andebol frente ao ABC.

Guardo a alegria sentida com a conquista de mais um campeonato de futsal.

Guardo a emoção sentida com a oportunidade de poder participar numa realidade chamada Benfica TV.

Guardo o orgulho que sinto quando vejo no nosso Benfica o capitão de equipa, Nuno Gomes, como exemplo do que é viver/sentir o benfiquismo.

Guardo as esperanças que a actual orientação desportiva e financeira do Benfica me dão para o futuro.

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Depois vêm as imagens do ano, a “bosta of” do ano.

Começo pela figurinha do ano: a figura que Pinto da Costa fez, em directo nas televisões, quando garantiu que não iria recorrer do facto de ter sido considerado um corrupto na forma tentada. Recordo particularmente a figura que fez, em desespero, garantido que a justiça Divina seria a única em que ele confiaria. Foi um momento digno da figurinha em causa.

 

Outra figura digna do “bosta of” do ano estava reservada para o final de Dezembro: a figura ridícula que o árbitro(?) Pedro Henriques fez ao tentar justificar o roubo descarado e despudorado que perpetrou em pleno Estádio da Luz, no jogo contra o Nacional da Madeira. O dito fez um figurão ao, convictamente, assumir a sua incompetência demonstrando não conhecer as regras do jogo que arbitra. De facto, comprova-se que, para a arbitragem portuguesa, as regras do “jogo” são outras.

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No final resta a honra de ser benfiquista e a certeza de que percorremos o caminho certo, mas corremos contra quem, com batota, nas margens, em surdina e de forma cobarde, nos quer impedir de vencer a corrida.

 

Há, ainda, uma outra certeza: em 2008 não matei a sede, limitei-me a enganar a sede.

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[Apostila: fica o desafio para que os outros escribas do blogue partilhem o seu balanço de 2008 entre o “best of” e o “bosta of”.]

por Pedro F. Ferreira às 20:39 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Sábado, 27.12.08

Para atacar o ano novo

O Benfica tem um bom treinador, óptimos jogadores, o Rui Costa como director desportivo e vai na frente do campeonato. Isto não se via há alguns anos. Para atacar este novo que vem aí, só é preciso explodir. Só é preciso encher o campo com mais intensidade, mais espectáculo, mais golos, mais pontos de exclamação! O Benfica está em primeiro sem ter feito grande coisa até esta altura e isso prova, embora de uma forma pouco afirmativa, a sua qualidade em relação às outras equipas.  O que se pede é que o Carlos Martins volte em cheio e ponha a bola a circular do meio-campo para a frente,  que o flanco direito provoque menos bocejos e mais arrepios  e que as estrelas da companhia joguem ao seu melhor nível: o Aimar, o Di María, o Suazo e o Reyes. Para atacar o novo ano, saibamos ser campeões - e seremos campeões.

por Simão às 22:41 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Há coisas que nunca mudam.

Tal como o brasão de uma família representa a sua identidade, o emblema de um clube há-de traduzir a sua essência, marcando a sua diferença relativamente aos demais. Uma mente iluminada, há mais de 100 anos, antevendo a grandiosidade futura do Benfica, elegeu a águia como um dos elementos do emblema do Grupo Sport Lisboa, mantendo-se aquela no emblema do Sport Lisboa e Benfica. Desde então a águia tem simbolizado o âmago do benfiquismo, ou seja, a nossa essência, aquilo com que nos identificamos, e por isso mesmo afirmei há uns meses, perante uma audiência de cristãos, que um verdadeiro cristão não poderia ser senão do Benfica, acrescentando inclusivamente que existem umas incompatibilidades curiosas entre ser-se adepto de alguns clubes e cristão ao mesmo tempo.

 

Para melhor se perceber o fundamento da minha afirmação, transcrevo o que sobre a águia é escrito no Dicionário dos Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.
Águia – Rainha das aves, encarnação, substituto ou mensageiro da mais alta divindade uraniana e do fogo celeste, o sol, que só ela ousa fixar sem queimar os olhos. Símbolo tão importante que não há narrativa ou imagem, histórica ou mítica, tanto na nossa civilização como em todas as outras, em que a águia não acompanhe, ou mesmo represente, os maiores deuses e os maiores heróis: é o atributo de Zeus (Júpiter) e de Cristo, o emblema imperial de César e de Napoleão, e, tanto na pradaria americana como na Sibéria, no Japão, na China ou em África, xamãs, sacerdotes e adivinhos, bem como reis e chefes guerreiros tomam os seus atributos para partilharem dos seus poderes. […] A águia coroa o simbolismo geral das aves, que é o dos estados espirituais superiores e, portanto, dos anjos, como a tradição bíblica o testemunha frequentemente: “Os quatro tinham uma face de águia. As suas asas estendiam-se para o alto; cada um tinha duas asas que se tocavam e duas asas que lhe cobriam o corpo; e seguiam para onde o espírito os levava” (Ezequiel, 1, 10). Estas imagens são uma expressão da transcendência: nada se parece com ela, mesmo multiplicando os atributos mais nobres da águia. […] A águia fixando o Sol é também o símbolo da percepção directa da luz intelectiva. […] Símbolo da contemplação, por isso se faz a atribuição da águia a S. João e ao seu Evangelho. Identificada com Cristo nalgumas obras de arte da Idade Média, exprime ao mesmo tempo a sua ascensão e a sua realeza. […] Os Salmos, por último, fazem dela um símbolo de regeneração espiritual […].
Deixando agora de lado a universalidade do símbolo, é-me difícil perceber, de acordo com a tradição bíblica, como é que um cristão não se revê na águia e não a defende apaixonadamente. Sendo a águia a encarnação do pulsar benfiquista, como é que há cristãos não benfiquistas? Repare-se, a este propósito, na seguinte passagem do Apocalipse:
Quando o Dragão se viu precipitado na terra, lançou-se na perseguição da Mulher que tinha dado à luz um Menino. Mas à Mulher foram dadas as duas asas da águia real, a fim de voar para o seu refúgio, no deserto, onde ia ser alimentada durante três anos e meio, longe da Serpente. Então, a Serpente, na perseguição da Mulher, lançou da sua boca um rio de água, a fim de a arrastar na corrente.Mas a terra veio em socorro da Mulher: abrindo a sua boca, a terra engoliu o rio que o Dragão tinha lançado atrás da Mulher.E, furioso contra a Mulher, o Dragão foi fazer guerra contra o resto da sua descendência, isto é, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus.Depois colocou-se na areia da praia.[…] Vi, depois, um anjo que descia do céu. Trazia na mão a chave do Abismo e uma grande corrente. Agarrou o Dragão, a Serpente antiga, que também se chama Diabo ou Satanás […].
Já que se falou de dragões aqui, repara-se, a partir do texto anterior, no paradoxo que é ser-se cristão e adepto de um clube cuja identidade seja representada por um dragão – é que o dragão representa, biblicamente, o mal. Mas vejamos também o que diz o Dicionário dos Símbolos sobre os dragões:
O dragão aparece-nos sobretudo como um guardião severo ou como um símbolo do mal e das tendências demoníacas. […] O dragão como símbolo demoníaco identifica-se com a serpente: […] as cabeças de dragões quebradas e as serpentes destruídas são a vitória de Cristo sobre o mal. Além das imagens bem conhecidas de São Miguel ou de São Jorge, o próprio Cristo é por vezes representado calcando aos pés um dragão. […] Os dragões representam também o exército de Lúcifer, oposto ao exército dos anjos de Deus. […] São Jorge ou São Miguel e o dragão, que os artistas representaram muitas vezes a combater, ilustram a luta perpétua do mal contra o bem. Sob as mais diversas formas, esta obsessão reaparece em todas as culturas e em todas as religiões […].
Posto isto, eu apenas posso sentir-me reconfortado por a minha casa ser a da Luz (que representa o bem, a inteligência, o conhecimento) e estranhar a existência de cristãos que dizem que a sua casa é a do Dragão. Existissem ainda as ordens militares da Idade Média e veríamos como tudo estaria reduzido a pó, mas a injustiça domina, os tentáculos do mal chegam muito longe e às vezes há dragões com crista que nos aborrecem com a sua presença na Luz.
Bom, naquele auditório a que fiz referência anteriormente, havia umas duas ou três vozes que perguntavam avidamente como é que era com o leão. E eu li-lhes uma passagem do Dicionário dos Símbolos que me pareceu significativa: “o leão, animal puramente emblemático, tem profundas afinidades com o dragão, com o qual chega a identificar-se”. Ficaram envergonhados, que é um estado frequente nesta gente que se identifica com o leão, e eu tive pena deles, como costumo ter, e li-lhes uma passagem do mesmo livro que os deixou aliviados: “[o leão] pode ser tão admirável como insuportável”. Há pouco falei de casas, mas não posso falar do Alvalade porque, de tão insignificante, não existem referências bíblicas nem simbólicas a essa casa.
Antes de terminar, queria fazer um reparo a este gente que se identifica com os leões. Quando foram à Luz admirar o voo da águia, exibiram uma tarja que perguntava ironicamente “Viemos ao circo?”. Gentinha ignorante, os animais do circo são os leões e os elefantes, não as águias, ou já ouviram alguém dizer “vamos ao circo ver as águias”? Às vezes, num desvario cujos contornos não chego bem a perceber, esta gente diz que qualquer dia também solta leões em Alvalade para comerem os benfiquistas. Reparem que até neste breve rasgo de agressividade conseguem revelar a relatividade do seu valor: soltam os leões para se alimentarem de nós, porque somos nós que efectivamente os sustentamos – como sabem, não há adeptos do sportem, há é adeptos anti-Benfica, que, sem o Benfica, perdem o sentido da existência. Bom, soltem lá os leões, só espero que não lhes aconteça o mesmo que aconteceu aos outros que se esqueceram do dragão a cuspir fogo dentro do autocarro.
Reli aquilo que acabo de escrever e fico impressionado com a actualidade da Bíblia, ainda que na altura não houvesse viagens ao Brasil (apesar de já haver fruta).
Quarta-feira, 24.12.08

Um feliz Natal.

Numa época de renovação da Fé e em que nos devemos obrigar a olhar para o que verdadeiramente é essencial, saibamos viver a Luz que o Verbo encarnado (e quero crer que também encarnado) nos veio mostrar.

 

Votos de um feliz Natal para todos os benfiquistas e demais leitores.

por Pedro F. Ferreira às 13:51 | link do post | comentar | ver comentários (9)

História do Cerco da Luz - Resistir aos larápios

 

Nota prévia: este post contém asneiras como ‘árbitro’ e ‘Pedro Henriques’. Peço desde já desculpa e asseguro-vos que já lavei a língua com sabão.
 
Ontem, no Estádio da Luz, virou-se mais uma página negra deste livro pornográfico que é o futebol português. No nosso Estádio, em nossa casa, um gatuno roubou-nos (e é de roubo – descarado e revoltante – que se trata) 2 pontos, que poderão ser decisivos (serão certamente) no final do campeonato. Como serão também decisivos os outros 2 pontos que nos foram roubados por outro capanga por ocasião da visita da filial de Setúbal do Clube Regional.
Ontem o Benfica marcou um golo. Ou seja, fez o suficiente para ganhar o jogo. Uma coisa chamada Pedro Henriques resolveu inventar uma regra nova, que consiste num singelo ‘se for do Benfica não é golo’. Estamos, portanto, no domínio da anarquia, em que de repente cada um actua sem a menor observância às regras instituídas e vai inventando umas novas à medida que lhe apetece. Se assim é, façamo-lo a sério, e borrifemo-nos para as regras e leis que desaconselham o uso de barras de ferro como massajadores na carranca de árbitros.
Pode argumentar, quem o queira e para lá se sentir inclinado, que nos pusemos a jeito porque durante o resto do jogo andámos a ver o comboio passar sem pressionar a equipa adversária ou verdadeiramente cair em cima deles. É verdade. É um facto. Tivéssemos feito o que devíamos e não nos teríamos de sujeitar a este tipo de coisa. Não é desculpável a sobranceria com que encaramos alguns jogos, a passividade com que deixamos jogar as equipas adversárias e a pressão que não fazemos.  Mas isso não invalida – não pode invalidar - e não apaga – não pode apagar – o facto de termos sido roubados de 2 pontos por um larápio chamado Pedro Henriques que, não satisfeito em brincar com os sonhos e expectativas dos adeptos do Maior Clube do Mundo em sua própria casa, ainda estica a sua desfaçatez aos limites da repugnância e expulsa o capitão do Benfica já após o jogo ter terminado por razões que nem o Marcelo Rebelo Sousa sabe (e ele sabe tudo).
Igualmente revoltante é o facto da criatura defender, nos dias seguintes, a obscenidade que fez. Mas percebe-se. A um homem pede-se que, errando e perante a extrema evidência do facto, tenha a dignidade de o assumir. É pedir demais, no caso em questão, porque não se trata de um homem mas de mais um canídeo bem treinado que prefere continuar a acenar a cauda de cada vez que o dono manda a emancipar-se e ganhar alguma dignidade.
Já estamos habituados a ver - é um costume que me revolve as tripas – alguns árbitros virem a público pedir desculpa a um clube. Tipicamente, esse clube é o Sportem e, em boa verdade, as desculpas nem costumam ser devidas, mas o seu (dos árbitros) indisfarçável fervor clubístico leva a que clamem apaixonadamente por perdão quando os donos os chamam à atenção (mesmo que, inadvertidamente, tenham tomado a decisão correcta dentro das quatro linhas). É nojento e imoral, mas o que passa por imprensa desportiva neste país não tece considerações sobre o assunto, até porque – convenhamos – a maior parte deles partilha o fervor exactamente pelo mesmo clube.
O facto deste traste não vir a público retratar-se – depois de uma decisão tão bizarra que nem um único dos pasquins desportivos a conseguiu defender - só pode significar uma de duas coisas. Ou é um faccioso repugnante a quem o ódio ao Benfica turva a visão e impede que veja as coisas como elas são, preferindo continuar a soldo dos donos; ou é um incompetente flamejante que afinal não percebe as regras do jogo – o que é inexplicável, atendendo ao tempo que anda nisto. Aplique-se a hipótese que se aplicar, esta criatura não tem lugar no futebol.
O problema essencial de tudo isto é que ao Benfica não lhe é permitido (por aqueles senhores vestidos de preto, como os bois) jogar mal e ganhar. Que é, sabe-se, um dos atributos que contribui de forma decisiva para uma equipa ser campeã. Todas as equipas passam por altos e baixos exibicionais ao longo da época. Uma equipa, para ser regular (e a mais regular é normalmente campeã), necessita de ultrapassar essas fases de menor qualidade com pontos ganhos. O clube regional (e a filial do Alvalixo, que beneficia da colorida amizade institucional criada pelos interesses comuns – o ódio ao Benfica) sabe-o bem. Quando as coisas correm mal e a equipa joga o mesmo que um clube da distrital, dê por onde der há lá sempre maneira de garantir que, ou o jogo se ganha ou o principal adversário não ganha o jogo dele. E isto dá tranquilidade (percebem de onde vem a palavra?) para se trabalhar de forma menos sôfrega. E dá capacidade de resistência, e dá confiança acrescida para rapidamente se voltar a níveis exibicionais de maior qualidade.
Nós, por outro lado, sabemos que a premissa é a diametralmente oposta. Não basta jogar melhor e marcar mais golos que o adversário. Temos que jogar o dobro, o triplo, o quádruplo e garantir que marcamos golos suficientes para nos anularem uns quantos e ainda assim conseguirmos ganhar o jogo. É com estas armas desiguais que nos fazemos à luta, ano após ano.
É justo? Não. É revoltante? É. Faz-nos ser duros? Faz. O que não nos mata torna-nos mais fortes.
Por isso, venham eles. Venham os Pedros Henriques, os Carlos Xistras, os Olegários, os Lucílios, os Vítores Pereiras; mandem-nos os sumaríssimos, anulem-nos golos, tirem-nos foras de jogos inexistentes, expulsem-nos jogadores sem razão, cubram-nos de cartões amarelos, roubem-nos penalties atrás de penalties, assinalem-nos faltas à frente da nossa grande área em catadupa no final dos jogos, cortem-nos o fio de jogo com faltas inexistentes, não assinalem agressões sobre os nossos jogadores, inventem regras novas (dêem a lei da vantagem mas se for golo nosso voltem atrás; anulem golos limpos por mãos inexistentes de jogadores nossos que estão de costas, e depois de penalties não assinalados), sejam coniventes com o anti-jogo dos nossos adversários, provoquem os nossos jogadores, trocem de nós e da nossa massa associativa; aticem-nos capangas, façam de conta que não houve Apito Dourado, fabriquem histórias nos pasquins, inventem problemas no nosso balneário, persigam os nossos adeptos e os nossos dirigentes.
Venham com tudo, ponham toda a carne no assador, venham todos e ao mesmo tempo se quiserem.
Cá vos esperamos. Somos do BENFICA. Desistir não é uma opção.
 
p.s. Este não era o post que queria ter escrito antes do Natal, e por isso ainda tenho mais desprezo por essa criatura que dá pelo nome de Pedro Henriques. Só gostava que este inútil, sendo militar, fosse pára-quedista, para falhar um salto e aterrar de pernas abertas em cima de um poste de electricidade até lhe saírem faíscas pelos dentes.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:57 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Terça-feira, 23.12.08

Sistema de túneis.

Sistema: nome masculino que, também, significa um conjunto de partes dependentes umas das outras.

Túnel: nome masculino que, também, significa passagem subterrânea usada como via de comunicação; galeria subterrânea.

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Recentemente muito se tem falado de túneis. A história do futebol português está recheada de acontecimentos em túneis. A famosa história da camisola rasgada ao Rui Jorge pelo Mourinho, quando este treinava o FC Porto; a história da lambada enfiada pelo Sá Pinto no fim de um jogo contra o Boavista e que levou o árbitro Lucílio Baptista a exclamar “que grande bofetada!”, desconhecendo-se, no entanto, os motivos que provocaram a amnésia do nosso amigo Lucílio uns dias depois; as infindáveis histórias dos assessores de imprensa e outros descendentes do guarda Abel no túnel das Antas e no sucedâneo Dragão…

 

No entanto, podemos estar descansados, pois há uns senhores delegados da Liga que têm, também, a função de fiscalizar e relatar todos os abusos ocorridos nos túneis e balneários que possam colocar em risco a verdade desportiva.

 

Estes senhores delegados da Liga têm nome, têm passado e têm um futuro promissor.

 

Vejamos: o delegado da Liga que estava a desempenhar as suas funções no jogo entre o FC Porto e o Marítimo era o senhor Manuel Armindo que já exerceu funções nos órgãos de gestão do FC Porto, nomeadamente na área da formação. Eu quando soube deste seu currículo estranhei a nomeação, pois não me pareceu normal enviar um homem com este passado para delegado a um jogo do… FC Porto.

 

No entanto, o homem limitou-se a cumprir a missão que lhe fora dada. Logo, importava saber quem fora o mandante. O mandante, ou seja, o homem que nomeia os delegados da Liga é um senhor chamado Óscar Fernandes. O senhor Óscar Fernandes também tem um passado interessante: é, pasme-se, ex-director do FC Porto e, dizem-me, foi uma espécie de braço-direito de Reinaldo Teles.

 

Falo de homens que não parecem ter percebido que à mulher de César não basta ser séria, mas que parecem ter percebido que Roma não paga a traidores. Logo, há que não trair a causa.

por Pedro F. Ferreira às 19:54 | link do post | comentar | ver comentários (9)

No seguimento do brilhante post do Corto Maltese

Aos benfiquistas que acham que o golo limpo invalidado não é desculpa para não termos ganho o jogo:

 

- Porque é que o Benfica tem sempre que ser MUITO melhor que o adversário para ganhar jogos? Porque é que não pode ser "só" melhor? Porque é que temos sempre que ter índices de eficácia brilhantes para vencer? Somos o Maior Clube do Mundo e, segundo vocês, temos que ser sempre geniais em todos os jogos, não é? Os outros podem não jogar grande coisa e marcar um golito para ganhar, mas nós não, temos que ser sempre muitíssimos superiores para superarmos os golitos que marcamos e que nos são injustamente invalidados, não é? Meus amigos, desculpem lá, mas o futebol não é um jogo justo e por isso é que tem tantos adeptos. Pode não se merecer ganhar um jogo, mas quando se marca um golo é isso que deveria acontecer! E foi precisamente isso que alguém não deixou que nos acontecesse ontem. E escamotear esse facto, com o pretexto de “não jogámos lá grande coisa”, é, desculpem lá, ser-se parvo! Independentemente da nossa exibição, ontem DEVERÍAMOS ter vencido se Portugal não fosse um antro de corrupção.

 

- Mas, se mantiverem essa opinião, espero que ao menos sejam coerentes e não festejem os jogos que ganhamos “injustamente”. Aqueles em que somos dominados durante grande parte da partida e depois vamos lá à frente, marcamos e ganhamos por 1-0. E espero igualmente que não tenham festejado o último campeonato, porque fomos o campeão com a mais baixa percentagem de pontos de sempre e fizemos jogos miseráveis. Não, para vocês qualquer jogo ganho por menos de 3-0 não deveria contar, assim como campeonatos vencidos por menos de 10 pontos de diferença para o 2º classificado. Vejam se se enxergam, por favor!

 

Por último, uma pergunta ao Sr. Pedro Henriques, o LADRÃO que nos sonegou a vitória de ontem:

 

- Veio hoje dizer que “podemos sempre discutir a intencionalidade ou não da mão, mas a trajectória da bola foi alterada e portanto era falta.” Muito bem, imagine o seguinte caso: nas barreiras formadas dentro da área, os jogadores costumam proteger a cara e o “baixo-ventre” com os braços e a mão, respectivamente. A partir de agora, irei ver com muita curiosidade se marcará sempre penalty quando a bola lhes bater nesses sítios, porque a “trajectória” da mesma é sempre alterada...

 

Depois de tomar o seu cafezinho com leite, a frutita e o chocolatito, veja lá se relê as regras do futebol, por favor. Muito obrigado e que tenha o PIOR Natal possível!

por S.L.B. às 16:38 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Cerrar fileiras

Eu ia escrever sobre a arbitragem.  Até cheguei a pensar em fazer uma "carta aberta ao Tenente-Coronel Pedro Henriques", indagando-o sobre o que o poderá ter levado a tomar a decisão que tomou.  Porque, devo dizer-vos eu até ontem considerava este senhor um bom árbitro e um árbitro honesto.  Pensava eu inclusive que um oficial das Forças Armadas Portuguesas tinha a obrigação de ter um comportamento de Honra, com ou sem a farda vestida, e isso dava-me confiança nele.  Para minha vergonha, ontem no Estádio cheguei mesmo a afirmar a quem estava à minha volta a convicção de que com estes árbitro não se iriam repetir as vergonhas dos Lucílios, Paulo Costas e etc.  Afinal, foi o que se viu.

 

Mas desisti de fazer a carta aberta.  Primeiro, porque o brilhante post do Corto Maltese resume perfeitamente o meu estado de espírito (se peca é por understatement).  Depois, porque as declarações já hoje de Pedro Henriques confirmam as piores suspeitas.  Não foi um erro, foi uma acção deliberada que ele com a maior desfaçatez insiste em defender como certa, alardeando até o que só pode ser considerado um grave desconhecimento das regras do jogo - quando diz "podemos discutir se foi intencional ou não"!; que eu saiba, só uma mão intencional pode ser punida.  Quando chegamos a este nível de "lata", está tudo dito - perdeu-se mais um homem honesto para o inimigo.  A sua carreira de certeza que vai melhorar a partir de agora.

 

Mas todo este lamaçal de esterco já é passado, e se algo de bom se pode tirar do que aconteceu ontem é que se tornou evidente que o combate vai apertar e que os nossos inimigos estão a reagrupar-se e a fortalecer-se.  O flop do "apito dourado" a isso conduz - o que não mata, torna mais forte, e receio que o "sistema" regresse agora com mais ímpeto que nunca - embora eventualmente mais subtil.

 

A única resposta possível do Benfica e dos Benfiquistas terá de ser a de "Cerrar Fileiras".  Face a um inimigo poderoso, não é tempo de discutir nem de contestar - é tempo de nos juntarmos todos e apoiar quem temos - Presidente, Rui Costa, Quique, Equipa - para conseguirmos a Vitória no campeonato. 

 

Como já todos percebemos, não estamos perante um "desafio desportivo", que se ganha ou perde dentro de um campo.  Estamos no meio de uma guerra que dura há vinte anos, que nós  não iniciámos nem quisemos.  E nesta guerra é fundamental que se ganhe a próxima batalha - o título nacional de 2009.  Caso contrário, receio que o futuro seja muito difícil, ainda mais difícil que estes vinte anos que passaram.

 

Por isso, e apenas por isso, por ter a absoluta convicção de quão fundamental é sermos campeões este ano, o que vos peço é aquilo que os ingleses chama "suspension of disbelief" - ou seja, mesmo que tenham críticas, mesmo que tenham dúvidas, mesmo que desanimem, mesmo que queiram contestar - não o façam agora.  São cinco meses até ao final do campeonato e nestes cinco meses temos de estar unidos, totalmente unidos, sem abrir brechas.  Depois poderemos retomar o nosso habitual espírito crítico.

 

Acredito que só assim venceremos este combate.

 

Benfica Campeão!

por Artur Hermenegildo às 12:58 | link do post | comentar | ver comentários (23)

O post mais hardcore deste blog!

Este post usa linguagem que poderá ferir as susceptibilidades de cada um.
Faz por vezes referencia palavrões como “merda” e “foda-se”.
Peço desculpa aos patrões deste blog, mas estou mesmo fodido com o que se passou ontem!
Alerto também para o facto de este post não ser coerente sob o ponto de vista da estrutura e da construção do discurso.

As minhas desculpas também ao Luis Filipe!

O amor incondicional por um clube não se reflecte nas quotas que se pagam no final do mês.
Como é possível ontem no final do jogo sócios do Benfica dizerem que a culpa não foi do árbitro, que o Benfica tem é que ganhar e não desculpar-se com o árbitro? Sócios que compactuam com estas arbitragens? Existem? Porra!
Meus amigos associados que acham que não podemos culpar o árbitro, enxerguem-se!
Conheço muitos não associados que demonstram o tal amor incondicional sem nunca terem pago uma quota ao  fim dos mês. A grande diferença é que estes não associados não deveriam criticar uma quantidade de coisas tais como a gestão, a politica e a filosofia clubística que o Benfica segue, etc. Pois se acham que algo está mal, associem-se e toca a dizer coisas e a melhorá-las. Conheço uns quantos que estão em fase de "quotização"! Agora achar que "ah e tal... tivémos azar. Não podemos culpar o árbitro". Não me lixem!
Falar do árbitro no entanto qualquer um pode fazê-lo! E eu começo já por dizer o que penso dessa cambada de paneleiros com fatiotas fluorescentes e cabelo rapado de lado!
Ontem assisti ao maior roubo que me lembro da história do Benfica! Ok desculpem. Ontem assisti a mais um enorme roubo da história do Benfica!
Oh sr. Pedro Henrique e se fosses à merda? Foda-se! O gajo ‘tá no chão a rebolar, leva com a bola no corpo, seja onde for, na cara, no braço, nos tomates... e marcas mão na bola?
Ah e tal, vocês agora dizem na caixa de comentários, “não fales assim, este é um blog sério e agredir os árbitros é mau porque eles depois vingam-se no Benfica”, e eu respondo “este blog continua a ser sério, eu é que sou uma besta com português reles. E os árbitros já nos roubam porque razão não hei-de dizer o que penso?
Ah e tal mas temos um programa na Benfica TV! E? Ninguém vai chamar cabrão ao árbitro na televisão, pois não? Então chamo aqui!”
Jogámos mal, sim, na primeira parte. Só jogámos vinte minutos de bom futebol, também é verdade. O Nacional podia ter ganho, sim. O empate é justo, talvez, mas quando a bola toca na rede pela parte de dentro da baliza é o quê? Acho que é golo... Que interessa se o empate é justo quando uma equipa marca um golo limpo?
No entanto não posso deixar de admitir que o Benfica tem sempre sorte. Em cada jornada apenas um dos árbitros pode anular golos ao Benfica, os outros sete são completamente imparciais. Fixe não é?
Deixo aqui algumas perguntas... o cabrão do militar anularia um golo aos 90 minutos no estádio dos andrades? Proponho um sumaríssimo ao Miguel Vítor! Tentou enganar o árbitro, o que acham? Como acabar com esta senda de más arbitragens? Não é possível importar árbitros de países civilizados? E um enxugo de porrada? Será possível?
Passei a noite a sonhar com a merda do jogo. Acordei várias vezes a meio da noite a festejar o golo e na maior parte das vezes não vi o árbitro anular o golo... mentira! Empatámos mesmo.
No ano passado vendemos o Luís Filipe, não podemos dispensar também os árbitro? Ah, claro que não, o árbitro nunca faz boas exibições, o Luis Filipe de vez em quando enganava-se a nosso favor!
Sinceramente preferia perder a sentir-me assim impotente. Como se luta contra um golo sofrido, marcam-se dois. Como se luta contra um golo mal anulado?  Criamos um blog e chamamos uma carrada de nomes feios ao gajo do apito.
É assim que eu me sinto. Fodido!

Será que se usarmos palavrões a sério, deste cabeludos, percebem que estamos mesmo indignados? Será que temos que ser taberneiros e broncos para mostrar que me custou mais empatar ontem que levar 5 dos gregos?
Resta-me a alegria de ir na frente do campeonato e a esperança de ser campeão, mas meus amigos, assim vai ser muito difícil, muito difícil mesmo!
É tão óbvio que fomos roubados que antes dos jogos eu acho que os árbitros até criam uma página no hi5 ou no myspace onde dizem como vão tramar o Benfica! Nós é que andamos a dormir. Sim nós.
Porque os adeptos também têm poderes. Resta descobrir como podemos transformar o futebol em apenas num simples rectângulo verde com riscas brancas e duas balizas com 22 gajos que tentam ganhar ou não perder e sem ajudas!
Apenas jogar futebol!

Épá! Não consigo parar este post! Arghhh!

Só me apetece escrever e gitar e chorar e rir e agredir e abraçar e sentir e partir e mais sei lá o quê até que haja alguém que me diga, "pronto tem calma pá! Afinal foi golo".

 

 

ps

Este texto é da responsabilidade de todos os benfiquistas que se sentem como eu!

 

por Corto Maltese às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Segunda-feira, 22.12.08

Roubo

Voltámos, em casa, a desperdiçar uma oportunidade soberana para melhorarmos a nossa situação na Liga. A verdade é que mais uma vez a nossa equipa desiludiu pela qualidade do futebol apresentado, num jogo em que tinha todos os motivos e mais algum para ganhar. Poderíamos, ainda assim, ter ganho o jogo, mas houve alguém que não quis que isso acontecesse, e quando é assim pouco mais há a dizer.

Cardozo e Suazo juntos na frente de início foi a maior novidade no Benfica, mas houve ainda mais algumas alterações. Regressou o Jorge Ribeiro na esquerda da defesa, e no meio campo o Binya cedeu o seu lugar ao Yebda. Ao Di María coube a tarefa de substituir o ausente Reyes. E o Benfica até pareceu querer entrar bem no jogo, olhando para aqueles primeiros minutos. Mostrámos velocidade, vontade de pressionar, de ter a bola, e empurrar o Nacional para o seu meio campo. Mas a exibição do Benfica durante esta primeira parte foi sempre, sempre a descer. À medida que o tempo passava, a nossa qualidade de jogo ia diminuindo, e o Nacional ia crescendo e tendo cada vez mais liberdade para trocar a bola entre os seus jogadores em zonas mais adiantadas do campo. Para isto muito contribuiu o súbito apagamento do nosso meio campo, com o Yebda, em particular, a revelar durante esta primeira parte não estar a atravessar um bom momento de forma. Foram muitos os passes errados e as decisões precipitadas. Como que para acentuar o mau agoiro, perdemos o Sídnei por lesão, entrando o Miguel Vítor para o seu lugar. O mais preocupante no nosso futebol era mesmo a sua previsibilidade. Era, para quem quer que estivesse a ver o jogo, bastante evidente que seria muito difícil conseguirmos marcar um golo a jogar daquela forma. Os poucos safanões iam sendo dados, a espaços, pelo Di María, mas eram na sua maioria inconsequentes. Por isso, mais uma vez, lá chegou sem surpresas o intervalo com o Benfica em branco. É um verdadeiro case study o facto do Benfica esta época ainda não ter sido capaz de marcar um único golo durante a primeira parte, em jogos em casa para o campeonato. Sabendo-se de antemão a forma como quase todas as equipas se apresentam a jogar na Luz, estarmos sistematicamente a dar na prática meio jogo de avanço ao adversário parece-me ser uma perfeita parvoíce.

A segunda parte iniciou-se numa sequência perfeita à exibição descendente que fizemos na primeira parte. Os primeiros dez minutos foram certamente os piores do Benfica no jogo, e quase resultaram num descalabro, já que Nacional conseguiu construir três oportunidades para marcar. Só então pareceu que decidimos acordar finalmente, e lá começámos a conseguir responder, criando duas oportunidades claras de golo, uma pelo Rúben Amorim e outra pelo Luisão. Estes dois lances pareceram acordar a equipa, que a partir daí pegou decididamente no jogo e empurrou o Nacional para perto da sua área. Conforme disse, o Benfica hoje alinhou com dois pontas-de-lança de raiz, mas notou-se sempre a falta de alguém que os municiasse. Além disso, fez-me alguma confusão ver que na maior parte das vezes o Cardozo e o Suazo pareciam estar com os papéis trocados, porque era para o Cardozo que seguiam a maior parte dos passes em profundidade, a pedir uma desmarcação, enquanto que o Suazo se entregava à marcação implacável dos três centrais madeirenses. A pressão do Benfica foi subindo de tom, e a dez minutos do final o Nacional ficou reduzido a dez, o que só acentuou o sentido único do jogo. Mas o golo continuava a parecer difícil de acontecer.

Mas no período de descontos, o milagre aconteceu mesmo. Ou melhor, parecia ter acontecido, porque o senhor Pedro Henriques decidiu que as coisas não seriam assim e resolveu roubar-nos esta alegria. Sim, 'roubar-nos' é o termo correcto. Porque quem, num jogo daqueles, em período de descontos, decide anular um golo daquela forma só pode fazê-lo por ser mal intencionado. Não é um erro; neste caso não pode ser apenas um erro, e pelo que tenho visto esta época, aliás, já deixei de acreditar em erros. Foi um roubo. O Miguel Vítor foi atirado ao chão e ali estava, de costas para a bola, quando um defesa do Nacional a chuta contra ele. Considerar que houve ali uma mão intencional é ser-se desonesto. Aparentemente no Estádio do Ladrão, por exemplo, é perfeitamente 'casual' o Bruto Alves interceptar com as duas mãos, de frente para o lance e tudo, um cruzamento. Já na Luz as regras mudam, e passa a haver intencionalidade quando se está estendido no chão e se leva com uma bolada quase à queima. Este lance marca o jogo, e rouba-nos dois pontos. Podem vir dizer que o Benfica tinha obrigação de ter feito mais (o que é frequente ouvir-se sempre que o Benfica é claramente prejudicado por uma decisão arbitral), mas fazendo mais ou menos, a verdade é que objectivamente roubaram-nos um golo, e consequentemente roubaram-nos dois pontos. O Quique quebrou a regra e finalmente falou da arbitragem no final. Acho bem que o faça. Acho muito bem que mais alguém no Benfica o faça, e acho muito bem que não nos calemos. Sob pena do senhor Vítor 'Ali Babá' Pereira continuar a enviar-nos associados seus como Xistras, Lucílios e afins, porque quem cala consente.

Se tenho mesmo que escolher um jogador do Benfica para melhor, fico-me pelo Luisão. Tenho a certeza que é uma escolha segura, até porque estou num estado de irritação demasiado grande para conseguir analisar objectivamente quem terá jogado melhor ou pior. Quanto ao menos bem, já mencionei o Yebda, que está neste momento longe da forma que mostrou no início da época.

Enfim, foram dois pontos perdidos, que nos poderiam dar outra tranquilidade para o reinício do campeonato no próximo ano. Apesar do roubo, falando exclusivamente de futebol jogado o Benfica não esteve bem esta noite. É preciso voltarmos a jogar mais como uma equipa, e mostrarmos vontade de vencer os jogos logo a partir do primeiro minuto. Não compreendo como é que uma equipa como a nossa consegue chegar tantas vezes em branco ao intervalo dos jogos em casa. Resta-nos a consolação de continuarmos em primeiro lugar. Que seja para manter.

por D`Arcy às 23:22 | link do post | comentar | ver comentários (50)

Guia prático para o Benfica ganhar um jogo!

1º Não se aproximar mais de 5 metros do adversário

 

2º Marcar pelo menos 3 golos

 

3º Rematar de preferência fora da área, sem jogadores por perto, e que a bola de preferência fure as redes, para que não restem duvidas que foi golo.

 

4º Nunca atrasar a bola ao guarda redes, nem sequer de cabeça

 

5º Os jogadores devem entrar com fita adesiva na boca, porque qualquer boa tarde ou boa noite pode ser confundido com um insulto ao arbitro

 

6º  Entrar com os braços atados ao corpo, e mesmo assim de preferência com as mãos dentro dos bolsos.

 

7º Usar como equipamento alternativo qualquer coisa com azul as riscas na vertical,para tentar que os arbitros tenham uma associação de  ideias com outra equipa mais do seu agrado.

 

8º Nunca mas mesmo nunca ficar estendido no chão, mesmo nos casos de abertura de cabeça, ruptura de ligamento, ou qualquer choque mais violento, tentar levitar, caso não seja de todo possível aguentar de pé.

Canções de Natal por um Andrade!!

Este ano os andrades quando cantarem a musica de Natal, não vão ver nem o céu estrelado, nem o Deus menino nas palhas deitado, mas sim o Benfica lider isolado!

 

Hoje temos de ganhar, ganhar vantagem, temos de chegar ao Dragão no mínimo com 4 pontos de vantagem, e essa vantagem tem de se começar a ganhar agora.

 

Começa hoje a caminhada para o título.

 

 

'E as forças que me empurram

 
E os murros que me esmurram
Só me farão lutar
À minha maneira'

 

(vénia aos Xutos)
 
Não há derrota que me esmoreça a chama, não há eliminação alguma de competição nenhuma que me desnorteie, não há notícias fabricadas que me perturbem, não há cerco que me oprima, não há provocações que me atinjam, não há chuva, frio ou febre que me afaste do meu Estádio. Não há quem me impeça de voltar a casa, sempre.
Por isso hoje vou lá estar, mesmo que o mar coma a terra, as montanhas se desfaçam em pedaços e o céu se estatele com um estrondo pelo mundo dos homens. Hoje vou estar nas bancadas do Estádio da Luz a fazer a minha parte, como sempre, porque o fogo que me aquece a alma será sempre maior que o frio que me gela os ossos.
 
CARREGA BENFICA!
 
P.S. por absoluta distracção, um imprudente zapping leva-me à velhaca criaturazinha que veste fatos da Chicco. A asquerosa criaturazinha continua a enfiar baldes de óleo por cima daquela doninha esventrada que tem em cima da cabeça e a mentir, distorcer, deturpar e conspirar. Continua nos seus malabarismos masturbatórios (“ah, se eu disser suficientes vezes que ‘as pessoas precisam de saber isto’ e se fizer um ar compenetrado e esta pose profundamente intelectual com as mãos cruzadas, esta gentalha simples que gosta de futebol pensará que eu sou o profeta do futebol nacional") e profundamente hipócritas e a vomitar bestialidades sobre o Benfica. A criaturazinha, com um sorriso abjecto no canto daquilo que passa por uma boca, antecipa dificuldades ao Benfica em aspectos onde o Benfica está absolutamente controlado e melhor que todos os outros. 
Percebo agora que falou, falou e falou sobre o Benfica provavelmente para ofuscar a menção que fez à agressão perpetrada hoje, do alto do seu fair play, pelo assessor de imprensa de um clube condenado por corrupção no final do jogo com o Marítimo. Ele há que relativizar as coisas.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 02:42 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Domingo, 21.12.08

Recordar é viver: o túnel das antas.

Hoje, no campo dos andrades recordou-se o famoso túnel das antas. O Duarte Gomes esforçou-se. Esforçou-se um pouco mais do que o patético cebola. O senhor Gomes desatou a marcar cantos inexistentes; desatou a distribuir cartões amarelos a tudo o que mexia e não era andrade; ignorou duas grandes penalidades contra o clube regional… mas não chegou. Devia ter feito mais. Devia ter feito o que faziam os fortunatos azevedos e quejandos. Não fez! Assim, experimentou um remake, em dose soft, do famoso túnel das antas. E o que fez a comunicação social? Nada.

 

Um comeu e calou, os outros calaram para não comer… e ainda há quem os louve para poder comer.

por Pedro F. Ferreira às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Primeiro

Aconteça o que acontecer, passaremos o ano confortavelmente instalados no primeiro lugar da Liga. Pescadores, viscondes do Lumiar e andrades fizeram o obséquio de nos proporcionarem esta pequena satisfação. Mas seria ainda melhor se amanhã conseguíssemos a vitória, para assim nos podermos sentar numa almofada pontual ainda mais confortável. Para além de vir interromper uma recente tendência negativa para as nossas cores, viria ainda despejar um balde de gelo sobre os outros dois, que já andavam a ficar demasiado exaltados - quem ouvisse a certeza dos andrades, a falar durante a semana sobre como já se viam na liderança no Natal, até era capaz de pensar que a vitória sobre o Marítimo e a nossa derrota com o Nacional já eram dados adquiridos (não que isso fosse muito surpreendente, já que conhecer desfechos de jogos antecipadamente é capaz de ser um hábito saudavelmente adquirido por aquelas bandas ao longo das últimas décadas). Por isso passem lá a consoada a olhar para cima, e desculpem quaisquer torcicolos.

Carrega Benfica!

por D`Arcy às 21:22 | link do post | comentar | ver comentários (13)

A Tertúlia Benfiquista no Jornal "O Benfica".

É com sentida gratidão que agradecemos a simpatia e a bondade das palavras que José Nuno Martins dedica à Tertúlia Benfiquista na última edição do jornal “O Benfica” (19/12/08). Foi um excelente presente de Natal para a Tertúlia e mais um momento (no seguimento de outros blogues que têm merecido destaque no jornal do nosso Clube) em que o Benfica reconhece a importância da blogosfera no abrangente paradigma da comunicação.

 

Para ler o artigo basta clicar aqui.

 

Desejamos, agora, que o nosso Benfica nos dê, na segunda-feira, o presente natalício que todos desejamos: mais uma vitória. Viva o Benfica!

sinto-me: bem
por Pedro F. Ferreira às 13:42 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 19.12.08

Confio nesta equipa.

Por mais que se esforcem, e há quem se tenha esforçado, ninguém me consegue demonstrar (certamente por defeito meu) que o nosso treinador seja menos competente do que os treinadores dos nossos principais adversários. Antes pelo contrário, estou convicto de que Quique Flores (e a equipa que o acompanha) é bem mais competente do que os treinadores dos nossos principais adversários.

 

A confiança e o respeito que tenho pelo benfiquismo, pela dedicação, pela pessoa e pela competência de Rui Costa, Director Desportivo, não me permitem compará-lo com os dos nossos adversários… tal é a superioridade do nosso Clube neste parâmetro.

 

O centro de estágios do Seixal está, em termos de condições de trabalho, ao nível dos melhores da Europa.

 

O nosso plantel, apesar de alguns desequilíbrios, tem qualidade em quantidade suficiente para que não tema qualquer comparação com os plantéis dos nossos adversários directos. De todas as contratações, a única que considero estar muito aquém das expectativas é a de Balboa. Aimar é, muitas vezes, referido como um erro de casting. No entanto, confiando na palavra de quem percebe muito mais de futebol do que eu ou do que qualquer treinador de bancada, Aimar será o melhor futebolista do nosso campeonato na segunda parte do mesmo. Na minha opinião, e é pela minha opinião que respondo, temos a melhor equipa técnica do futebol português, temos um excelente Director Desportivo, temos infra-estruturas de excelência para a preparação da equipa e temos um plantel de qualidade. Temos o que é necessário para vencer o campeonato.

 

No entanto, a realidade mostrou-me uma participação lamentável na Taça UEFA e uma eliminação precoce na Taça de Portugal; mostra-me, ainda, um conjunto de exibições em que a atitude dos profissionais pecou pela falta de ambição. Mas a realidade também me mostra o nosso Benfica em primeiro lugar no campeonato. É muito importante não esquecer este 'pormenor'.

 

Na próxima segunda-feira, lá estarei(emos) na nossa casa, no nosso Estádio, com a nossa equipa, com o nosso Benfica. Porque acredito, porque é assim que vivo o Benfica e porque o Benfica somos nós.

por Pedro F. Ferreira às 15:15 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Assim não pode ser

Como está à vista de todos, a nossa campanha na Taça Uefa foi má.  Apesar de até ter começado bem, com uma eliminação do Nápoles na qual se calhar naquela altura poucos acreditavam, os resultados na fase de grupos são inadmissíveis para uma equipa desta qualidade e que representa o Benfica.  isto tem de ser dito agora, de uma vez por todas.

 

Gostei de ouvir Quique flores ontem no final do jogo, que reflectia o estado de irritação de todos nós, e desconfio muito que tal como nós a dita irritação não era só com os últimos dez minutos do jogo de ontem mas com a triste figura global que a equipa fez nesta competição, onde tivemos a nossa pior prestação europeia em vários anos.

 

Há uma coisa que eu gostaria de deixar claro; o facto de aqui ter repetidamente afirmado a minha confiança nesta equipa e neste grupo de trabalho, e de continuar a pedir (exigir!) o apoio incondicional dos adeptos, não significa que eu pense que o grau de exigência deve baixar, pelo contrário.  eu quero os adeptos a apoiar a equipa sempre na Catedral para que o grau de exigência aumente!

 

É necessário que os jogadores, técnicos e dirigentes percebam que o que fizemos nesta Taça Uefa é indigno das responsabilidades e da tradição de um clube como o Benfica, e cada um pense naquilo em que falhou e o que poderia ter feito e não fez para que isto não acontecesse.   E desejo que não se repita!

 

Dito isto, ponto final.  Esta Taça Uefa acabou, e a partir de aqui há que pensar no obejctivo que perseguimos, que é e sempre foi o objectivo principal.  Não podemos cair na descrença e muito menos em amuos.

 

Na próxima 2ª feira é fundamental ganhar, e é fundamental que os adeptos lá estejam.

 

 

por Artur Hermenegildo às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Masoquismo

Antes do jogo (e durante o mesmo), eu e o Gwaihir (meu colega de sofrimento - bastante mais cruel no caso dele - durante as penosas quase duas horas que acabámos de viver) perguntávamo-nos se seríamos 'normais'. Perante um estádio desoladoramente vazio, uma exibição fraca do nosso Benfica contra uma equipa para nós desconhecida, vinda da Ucrânia e constituída maioritariamente por armários e outras pesadas peças de mobilíário de mogno maciço, um frio de cortar a alma, enfim, uma das noites mais deprimentes que me recordo de alguma vez ter passado num estádio de futebol, continuava no entanto a não haver qualquer dúvida de que estávamos onde queríamos estar naquele momento. Daí a pergunta, se esta espécie de masoquismo será normal. Pior ainda, no final, depois de todo aquele tormento ter terminado, partimos com a certeza que, caso as circunstâncias se repetissem, voltaríamos a pagar para lá estarmos. O que lança sérias dúvidas sobre a nossa sanidade (e eu não tenho a desculpa de estar sob efeito de medicamentos).

Julgo que quase nenhum benfiquista minimamente realista pensaria que haveria uma possibilidade concreta de vencermos este jogo pelos utópicos oito a zero. Nem sequer os responsáveis da equipa, certamente, já que a equipa apresentada, não sendo claramente uma equipa de reservas, ainda assim mostrava a poupança de alguns dos jogadores mais importantes (Luisão, Katsouranis, Aimar, Reyes, Suazo) e dava a oportunidade a alguns dos jogadores menos utilizados ultimamente para acumularem alguns minutos nas pernas (Miguel Vítor ou Urreta, por exemplo). Pareceu-me que a intenção inicial do Benfica era jogar em losango, com o Yebda sobre a direita e o Fellipe Bastos na esquerda, enquanto que o Nuno Gomes e o Urreta iam alternando no vértice mais adiantado, ficando o Binya como jogador mais recuado. Com o decorrer do tempo, no entanto, o Benfica acabou por arrumar-se num 4-4-2 clássico, no qual se destacava sobretudo a inadaptação do Yebda na posição de médio direito. O jogo foi, em geral, mal jogado. Períodos um pouco mais animados, pontuados por algumas jogadas bem conseguidas, alternavam com outros períodos da mais pesada monotonia, durante os quais nenhuma das equipas parecia ser capaz de fazer dois passes seguidos. Mesmo com este futebol aos repelões, o Benfica conseguiu, durante esta primeira parte, criar pelo menos três oportunidades claríssimas de golo. O Urreta, por duas vezes (a passe do Nuno Gomes e do Cardozo), e o Maxi (mais uma vez a passe do Nuno Gomes) ficaram cara a cara com o guarda-redes, mas o resultado foi, respectivamente: remate ao lado, remate à barra, e remate contra o guarda-redes. Conforme disse, não esperava de forma alguma vencer por 8-0, mas esperava, com toda a certeza, pelo menos vencer o jogo. Mas a falhar oportunidades destas, começava a parecer-me difícil que isto acontecesse e por isso, uma vez mais esta época, chegámos ao intervalo em branco (até agora apenas contra o Desp.Aves, para a Taça de Portugal, conseguimos marcar golos na primeira parte de um jogo caseiro).

A segunda parte veio sem alterações, e com mais do mesmo, ou seja, mesmo sem deslumbrar o Benfica ia criando oportunidades e desperdiçando-as ao mesmo ritmo com que as criava. Quase invariavelmente o perigo aparecia por intermédio do Cardozo. De cabeça, obrigou o guarda-redes ucraniano a uma boa defesa, e teve mais um par de remates muito perigosos, com um deles a embater na rede lateral e a dar quase a sensação de golo. Com a entrada, ainda cedo, do Balboa para o lugar do Fellipe Bastos, o 4-4-2 do Benfica ficou mais bem definido, com o Balboa na direita e o Urreta na esquerda. O Nuno Gomes conseguiu isolar-se, mas adiantou demasiado a bola, e logo a seguir, de uma forma algo estranha, foi substituído. Digo que foi estranho porque, pelo menos para mim, ele estava a ser um dos jogadores com melhor rendimento em campo. Entrou o regressado Di María. O Benfica continuou a procurar o golo, enquanto que o Metalist dava a ideia de ir jogando para um empate que não lhes serviria para nada. Voltou o Benfica a estar perto de marcar, para não variar pelo Cardozo, que após uma boa jogada do Benfica conseguiu acertar no poste da baliza ucraniana. E claro, como se estivéssemos a ver um filme pela enésima vez, todos parecíamos adivinhar as cenas que estavam para vir. A cinco minutos do fim o Metalist conseguiu criar a sua primeira ocasião flagrante de golo em todo o jogo, colocando um jogador na cara do Moreira. O Benfica tinha criado se calhar umas seis ou sete, e não concretizou nenhuma. O Metalist criou uma, e marcou golo. Esta foi a diferença, e esta diferença ditou o resultado final e a derrota do Benfica, fechando assim sem honra ou brio uma das piores participações nas provas europeias de que me recordo do nosso clube.

Não sei se consigo escolher um jogador do Benfica para destacar após um jogo assim, porque de certeza que haverão diversas opiniões díspares sobre este assunto. Talvez, pela segunda parte que fez e pelo que tentou, escolha o Cardozo. Merecia o golo. Não desgostei do Binya, mesmo contando com alguns daqueles passes estranhos que lhe saem. E, apesar de um ou outro descuido, o miúdo Miguel Vítor não esteve mal. Quanto aos piores, creio que o David Luíz fez um jogo bastante fraco como lateral esquerdo. É uma adaptação, não é a posição natural dele, e isso nota-se claramente. O Urretavizcaya tirou-me do sério. Eu sei que ele tem apenas dezoito anos, e que ainda está em formação. Mas há ali muita coisa a corrigir, e eu francamente estou com alguma falta de de paciência para a ingenuidade - ou melhor, deixemo-nos de eufemismos, para a verdadeira burrice - que continua a demonstrar em muitos lances, quer nas decisões que toma, quer mesmo na forma como se movimenta e posiciona quando não tem a bola. É verdade que conseguiu criar duas situações na primeira parte (que falhou), e que ninguém o pode acusar de falta de entrega e vontade, mas o número de bolas e lances perdidos por ele fizeram-me perder a paciência.
Não estou a dizer que o Urreta foi um dos piores, longe disso. Estou apenas a desabafar acerca de algumas das coisas que nele me irritam e que me parece termos todo o interesse em corrigir.

Preocupa-me a aura negativa que me parece estar a adensar-se em redor da nossa equipa. Espero que na próxima segunda-feira, com estes jogadores ou com o Reyes, o Suazo, o Luisão e quem mais for necessário, consigamos dar a volta a isto e garantirmos a passagem do ano na liderança. Neste momento, sinto que este simples facto assume uma importância muito, muito grande. Contra o Nacional, contra autocarros e chicharros, mais do que nunca até agora esta época, é importante vencermos. E eu, com masoquismo ou não, lá estarei mais uma vez.

por D`Arcy às 00:50 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Quinta-feira, 18.12.08

Hoje é para ganhar!

Hoje pensamos todos assim

 

 

 

Quarta-feira, 17.12.08

Sabem o que eu gostava que acontecesse amanhã?

Para um belo início deste nosso Natal "mais vermelho e branco", o que eu gostava era que amanhã estivessem 50 mil ou mais a puxar pelo Benfica, do primeiro ao último minuto.

 

Não "apesar" de a nossa qualificação ser quase impossível, mas precisamente "por causa" de a nossa qualificação ser quase impossível.

 

É a forma que temos de mostrar a todos, aos jogadores, e principalmente a nós mesmos, que no Benfica estamos com a Equipa em todos os momentos.  Não há jogos que não interessem, não há jogos que não sejam importantes.  O Benfica joga?  É para ganhar, e nós estamos lá.

 

Se o fizermos, os jogadores vão perceber que estamos com eles, vão perceber o que é o Benfica e o que é ser do Benfica.  E os nossos adversários, os directos, os indirectos, os encobertos e os inconfessados, também o irão perceber.

 

Todos irão perceber que estamos unidos e estamos confiantes.  Que acreditamos que este ano somos melhores e vamos ser Campeões.  E no ano seguinte também.  E no a seguir a esse.  E senão o formos, não desisitiremos nunca.

 

Nós não podemos desisitir, porque nós somos os Adeptos e temos de ser dignos dessa missão.  Nós somos os que temos de estar sempre na Luz, na Catedral, naqueles metros quadrados de terreno onde durante duas horas de vez em quando o Mundo pára e o Essencial se decide.

 

Porque nós somos O Benfica.

 

 

por Artur Hermenegildo às 17:31 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Observação da fauna do fundo do pântano do futebol português.

Perguntar não ofende: quanto é que a Federação Portuguesa de Futebol recebeu pelos direitos de transmissão televisiva dos jogos da Taça de Portugal? Estou convencido de que foi o preço da honra de umas quantas colunas vertebrais.

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O nosso velho conhecido Olegário Benquerença, perito em fracas imitações de Quim Barreiros, fez uma fraca imitação de um árbitro competente. Mas tinha de ser ele a apitar aquele jogo. Só podia ser ele a apitar aquele jogo. Depois de 15 dias no Qatar, chegou a Portugal pelas 3 da matina de Sábado. Ainda assim, foi bufar no apito durante o jogo da Taça de Portugal. Tinha mesmo de ser o Olegário a imitar, muito bem, um moço de recados. Tinha de ser.

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Tal como no jogo para o campeonato contra o mesmo Leixões, Olegário decidiu não ver um penálti a favor do Benfica. Foi interessante ler/ouvir alguns comentários ao penálti cometido sobre o Nuno Gomes. Na TVI, um iluminado disse: «Houve uma aproximação do braço ao peito com a bola pelo meio.» O iluminado esqueceu-se de dizer que além da bola estava a perna do Nuno Gomes. Pormenor de somenos para quem sabe de cor a cartilha que deve debitar. Na RR, o Jorge Coroado disse, depois de ter visto duas repetições da jogada, «Realmente está lá um braço, mas era para protecção.» No dia seguinte, no jornal “O Jogo”, mudou de opinião e passou a haver motivo para grande penalidade. Nada a que não estejamos já habituados.

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Por falar em árbitros incompetentes da linha do Coroado, ninguém se esqueceu da vergonha que foi a exibição do Xistra no Guimarães-Benfica. Também não me esquecerei de que o Bardaxistra pediu duas vezes desculpa ao Caneira por lhe ter mostrado um cartão amarelo no último jogo do Sporting. É sempre agradável ver que, apesar do que diz o senhor Filipe Soares Franco, ainda há resquícios de militância lá para os lados do Alvalidl: Xistra é exemplo dessa militância de réptil.

por Pedro F. Ferreira às 12:06 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 15.12.08

Talvez valha a pena relembrar

Há coisas que me parecem óbvias mas não custa nada relembrá-las, just in case.

 

Estamos em Dezembro, e pior que fulos por estarmos já eliminados da Taça de Portugal e (praticamente) da Taça Uefa.  Estamos frustrados e todos sentimos que e Equipa tinha obrigação de ter feito mais e melhor nestas competições.

 

Estamos, no entanto, no primeiro lugar do Campeonato e devemos acreditar que seremos Campeões!

 

Portanto, caros Benfiquistas, por favor:

 

- Não se ponham a vociferar impropérios contra a nossa Equipa - continuem a apoiá-la cada vez mais, porque agora é que o combate vai apertar

 

- Não exijam a demissão do treinador, nem do Rui Costa, nem do Presidente - apoiem-nos no seu trabalho e julguem-nos no fim, não no princípio

 

- Não embarquem na facilidade eternamente repetida do "precisamos de reforços" - apoiem este grupo de jogadores e acreditem nele, porque a qualidade está lá

 

- Não se deixem embalar pelo "canto das sereias" dos jornais, dos abutres, dos "especialistas", dos frustrados de café - o Benfica precisa de todos nós, agora.

 

No final far-se-ão as contas.  A descrença prematura já nos custou caro - há dois anos nesta altura estava tudo a dizer o habitual "estamos acabados", "para o ano é que é outra vez", " o santinhos não presta", "o camacho é que é"; e afinal não fomos campeões por muito pouco, se bem se lembram.

 

Vamos respirar fundo e unir-nos no ataque ao objectivo que temos - que por acaso é

ainda, e sempre foi, o objectivo principal.

 

Benfica Campeão!

por Artur Hermenegildo às 16:05 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Domingo, 14.12.08

Lotaria

Confesso que só escrevo este post neste momento por deferência a quem está à espera dele, porque a verdade é que não me apetece mesmo nada estar agora a escrever sobre o jogo desta noite. Custa-me perder assim; detesto a lotaria dos penáltis, e nesta Taça já tínhamos passado uma eliminatória desta maneira, por isso tinha a sensação de que a vitória não nos sorriria uma segunda vez.

O jogo, sendo frente ao segundo classificado da Liga, foi levado a sério. Jogou a mesma equipa que tinha derrotado o Marítimo, com apenas a alteração na baliza, para onde entrou o Moretto. Os primeiros minutos mostraram logo que o jogo seria bastante disputado de parte a parte, com bastante intensidade e muita luta no meio campo. Aliás, foi quase uma constante ver-se a bola andar muito afastada das balizas, já que foram poucas as oportunidades de golo para qualquer uma das equipas. A maior de todas surgiu na sequência de um canto, em que o Sídnei conseguiu acertar no guarda-redes a poucos metros da linha de golo (mérito também para os reflexos dele). A primeira parte foi quase sempre jogada da mesma forma, com as equipas a alternarem períodos de ligeiro ascendente, mas com muitos passes errados a não permitirem que mantivessem a posse de bola durante muito tempo. No fundo, era um jogo muito bem disputado, mas relativamente mal jogado. O maior factor de diversão para mim foi ver os sucessivos mergulhos do Wesley, todos eles recompensados com uma saudação de apito. Parece-me que o mergulhador-mor do Lumiar tem ali um concorrente à altura, embora a técnica do Wesley seja muito menos refinada. O nulo com que chegámos ao intervalo justificava-se pois plenamente.

A segunda parte foi algo diferente. O Benfica conseguiu assumir com alguma consistência o controlo do jogo, empurrando o Leixões para dentro do seu meio campo, sende que eles só respondiam a espaços através de lançamentos compridos, e iam conseguindo respirar um pouco de cada vez que o Wesley, com a elegância de um paquiderme, tombava sobre o relvado. Este ascendente do Benfica durou uma boa parte do segundo tempo, até que o Quique substituiu o Aimar pelo Nuno Gomes, sendo que a partir daqui voltámos a cair na tendência da primeira parte. O Aimar não fez um bom jogo, até porque o terreno pesado como estava não parecia favorecê-lo grandemente. Mas o seu posicionamento e movimentação nas costas do Suazo criava problemas de marcação ao meio campo do Leixões, e dava-nos mais opções de passe. O Nuno Gomes foi jogar de uma forma diferente, mais encostado ao Suazo e fixo na frente, e isso afectou negativamente o nosso jogo. Para além disso, à medida que nos aproximámos do final do jogo, as duas equipas pareceram começar a temer mais sofrer um golo nessa altura, e portanto começaram a arriscar muito menos, pelo que a dez minutos do final já se adivinhava o prolongamento, que inevitavelmente aconteceu mesmo.

Este prolongamento para mim resumiu-se a ver trinta minutos escoarem-se sem que nenhuma das equipas decidisse arriscar grandemente na procura do golo, parecendo ambas continuarem na mesma disposiçaõ com que tinham terminado a segunda parte. Ou seja, muito medo de sofrerem um golo, e isto a parecer condicionar a forma como jogavam. O prolongamento foi mesmo o período mais penoso de ver da partida, e apesar de eu suspirar para que não fôssemos para penáltis, isso acabou mesmo por acontecer. Nestes, o Moretto decidiu escolher sempre o mesmo lado para se atirar, mas quando ele quase defende o quinto do Leixões e a bola acaba mesmo por entrar, fiquei logo com um mau pressentimento. Não foi preciso esperar muito, porque logo a seguir o Reyes marca o seu penálti pouco colocado e estávamos fora da Taça.

O melhor jogador do Benfica, julgo que indiscutivelmente, terá sido o Luisão, já que pouco ou nada passou por ele. Aliás, o Moretto teve uma noite tranquilíssima durante os cento e vinte minutos de jogo (acho que só teve que fazer uma defesa digna desse nome) muito por culpa do Luisão. O Maxi também esteve num nível bastante aceitável, embora a sua preponderância tenha diminuido à medida que os minutos se lhe iam acumulando nas pernas. Quanto ao pior, pareceu-me que o Suazo teve um jogo abaixo do seu normal, sendo no entanto de considerar que não foi servido muitas vezes em condições.

Se a eliminação da UEFA já me tinha custado, a eliminação da Taça, ainda por cima desta forma, custou-me muito mais. Estou simplesmente irritado e desiludido com o resultado. A verdade é que até gostaria de encontrar um motivo concreto para embirrar com a equipa pelo que se passou esta noite, pelo menos para descarregar esta irritação, mas a verdade é que não consigo. Acho que não houve falta de atitude ou de vontade em vencer, apenas apanhámos pela frente um adversário difícil, num terreno igualmente difícil, e as coisas nem sempre correram pelo melhor. Mas mesmo quando isso aconteceu, nunca deixámos de jogar como uma equipa, nunca baixámos os braços, e nunca deixámos de lutar. Se calhar é por isso que esta eliminação me custou tanto: é que olhando para o que se passou durante todo o jogo, fico com a sensação de que se alguém merecia vencer, éramos nós.

por D`Arcy às 01:01 | link do post | comentar | ver comentários (62)
Sábado, 13.12.08

Taça de Portugal

Depois de uma goleada muito saborosa, e que bem me soube o jantar subsequente, temos mais uma deslocação que se prevê muito complicada ao campo do 2º classificado do campeonato, Leixões.

 

Quique Flores, e bem, não irá efectuar grandes mexidas na equipa e muito menos irá optar por fazer descansar alguns jogadores. A conquista da Taça de Portugal deve ser um dos grandes objectivos do Benfica esta época e portanto carga máxima hoje no Estádio do Mar. Por carga máxima dever-se-á entender uma atitude semelhante à demonstrada nos Barreiros, ou seja como se o apito inicial do árbitro* mais não fosse do que o sinal de que estava a começar a 2ª parte e o teimoso empate subsistisse.

 

Foi assim que entramos em campo no Funchal e foi por isso, e não porque aos 16 minutos ficamos a jogar com mais um jogador uma vez que isso foi somente o reflexo da atitude mandona do Benfica desde o primeiro minuto, que o jogo se acabou por revelar tão fácil. Recordo que com um quarto de hora de jogo já Suazo tinha falhado um golo certo e Ruben Amorim tinha obrigado o guarda-redes do Marítimo a uma excelente intervenção.

 

Para hoje portanto muito mais importante do que constatar os jogadores que farão parte da equipa inicial, será vital que a atitude se mantenha.

 

Até porque penso ser relativamente pacífico esperar um 11 muito semelhante ao da semana passada. Moreira deverá continuar na baliza (não creio que numa altura destas se justifique utilizar Moretto em nome de uma rotatividade que neste momento pouco sentido faz uma vez que é o próprio Moreira quem precisa de minutos de competição), e à sua frente o quarteto defensivo deverá continuar a ser constituído por Maxi, Luisão, Sidnei e David Luiz.

 

É uma pena tudo o que tem acontecido ao Leo, sobretudo em termos pessoais, até porque se há posição em que eu gostava de observar o David Luiz seria na lateral direita. Pese o facto de este ano não ter nada a apontar ao Maxi, que na generalidade tem cumprido muito bem a função. Considero no entanto o jovem central brasileiro um dos grandes valores do nosso plantel e pelo facto de termos 3 centrais muito bons uma das sugestões seria experimentá-lo numa das laterais, só que se já é difícil a um central dextro se adaptar à lateral desse lado, essas dificuldades exponenciam-se tremendamente se a adaptação (que nunca passará disto e confesso que tendencialmente sou  contra as adaptações pelo que compreendo perfeitamente todos os que discordam desta sugestão/adaptação) é tentada do lado contrário.

 

No meio-campo será altura de comprovar a subida de forma de Katsouranis, à qual não será alheia a entrada em cena de Binya que ao jogar mais recuado liberta o grego para acções mais ofensivas. Além disso a própria atitude de Katsouranis para com o jogo tem sido bem diferente da que tinha vindo a demonstrar nos últimos meses, na verdade em quase toda a época passada e em alguns jogos desta época antes da dura conversa tida com Quique após o jogo com o fcp (confirmada pelos próprios).

 

Amorim actuará mais uma vez sobre a direita e Reyes será novamente o apoio mais directo a Suazo e Aimar. Por falar no Ruben Amorim, caso se confirme a subida de forma de Balboa (e é virtualmente impossível, garanto-vos já, que ele só valha aquilo que tem demonstrado desde que chegou ao clube), vai sendo tempo de experimentá-lo no centro do terreno com o ex-madrilista a fazer de extremo.

 

Para este jogo no entanto há um factor especial a ter em conta e daí a importância vital de Binya jogar a titular. É que o elemento mais perigoso do adversário tem tendências sado-maso (ver foto) e ao camaronês exigir-se-á uma marcação cerrada ao mesmo, para além da supracitada missão que permitirá libertar o Katsouranis. Será ele o nosso joker hoje. Força Binya, mostra (lhe) o material de que és feito!

 

 

 

*

 

 

 

por Superman Torras às 08:28 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Sexta-feira, 12.12.08

O que faz correr Jorge Curvado - Uma biografia não autorizada (e francamente parva)

 

A pedido de várias famílias (claramente disfuncionais), segue um momento induzido por uma overdose de Rennies.
 
 
O que faz correr Jorge Curvado? Além dos cães raivosos que sistematicamente o perseguem (devido à sua má aparência), há quem diga que é a esperança irracional que a deslocação de ar lhe aligeire as feições, deformadas pela azia crónica.
 
Em boa verdade, para entender o que move Jorge Curvado é necessário arregaçar as mangas e remexer na imundície viscosa da sua história como se se estivesse a tentar desentupir uma sanita depois de um festival gastronómico de feijoada.
 
Jorge Curvado nasceu a 31 de Fevereiro de 1856 (ou 1956 – a doutrina diverge devido à imperscrutabilidade das suas feições) em Urinais de Baixo no seio de uma família de transformistas, tendo passado a infância trancado num armário devido ao que os seus progenitores chamavam de ‘incrível má aparência’. Jorge assustava as crianças e os animais da vizinhança (e os adultos, para ser honesto) e chegaram a ser constituídas milícias populares para tentar caçar o bizarro bicho ‘meio furão meio camelo’ (de acordo com a Gazeta de Urinais) avistado nas redondezas em dias específicos em que o Jorge conseguia escapar de casa para apanhar ar.
Jorge cresce, assim, num meio hostil, sendo também ostracizado na escola (para onde era transportado pelos pais numa furgoneta dentro de um saco de serapilheira). As outras crianças não o deixam jogar à bola porque quando está em campo toda a gente se esquece da bola preferindo dar-lhe pontapés a ele, o que prejudica o fio de jogo. Jorge vai alimentando um ressentimento contra a sociedade em geral (e contra o futebol em particular) e cria um amigo imaginário (o Neves), como escape. A relação acaba de forma azeda quando o Neves lhe dá uma carga de porrada imaginária, e Jorge agudiza o seu rancor, passando os dias a arquitectar planos megalómanos de controlo do mundo através de piaçabas telecomandados vestidos de árbitro.
 
Por esta altura, Jorge é também um garoto limitado ao nível intelectual. Repete a escola primária 31 vezes até o passarem para o ciclo por já não caber nas carteiras da escola e um boletim escolar recentemente descoberto mencionava, em termos detalhados, o facto de ‘ser burro como uma pedra da calçada’. Jorge cultiva um distanciamento social crescente, a que não é alheio o bizarro problema psicológico que o obriga a usar collants nas orelhas e a andar como se estivesse permanentemente a tentar sentar-se. É nesta altura que, toldado pelo desgosto, começa a fumar talos de alho francês, hábito que o acompanha até aos dias de hoje e que lhe vai provocar uma azia recorrente.
 
Os anos passam e, em casa, refugia-se no conforto do seu armário e sonha fascinado com o dia em que seguirá a tradição familiar. Até ao dia em que um tio, não sem uma ponta de razão, lhe transmite que ‘ninguém no seu perfeito juízo quer ver um furão vestido de mulher’. O mundo de Jorge desaba e dá-se um acontecimento basilar no seu percurso. Percebendo que nunca será uma mulher, nem sequer a fingir, e que nunca vai sofrer a menstruação, ganha um asco irracional a tudo o que seja vermelho. É o início de um ódio para a vida.
 
Possuído pelo desgosto, Jorge tenta refugiar-se no álcool, até perceber que o álcool não é um país e que, ainda por cima, fica bêbado apenas com meia imperial.
Resolve partir numa longa viagem de reflexão e auto-descoberta para o estrangeiro. Jorge considera – dadas as suas limitações intelectuais – como ‘estrangeiro’ qualquer lugar situado a mais de 500 metros de casa e, portanto, desaparece durante um dia e meio no Bombarral, onde perscruta o destino. O destino não gosta e perscruta Jorge de volta que, aterrorizado, solta um gritinho efeminado, bizarramente semelhante a um apito. A sua vocação torna-se evidente.
  
Quando regressa é um homem (uso livre da palavra) novo e tem o caminho traçado (com seven up, que o vinho é rasca). Vendo o seu sonho de enveredar pelo transformismo desfeito, opta pela alternativa mais comparável, onde pode dar asas ao seu espalhafato natural e fazer poses de sexualidade espampanantemente ambígua. É perfeito, pensa Jorge, porque adicionalmente pode tentar destruir os seus ódios de estimação: o futebol e o vermelho. Tudo se torna claro. Os astros alinham-se, as três tecedeiras soltam risos de satisfação. É o destino. Jorge envereda pela arbitragem. Vai tentar dar cabo do futebol e do clube que é o maior expoente do mesmo. E que é vermelho. Ah, a poesia do destino.
 
A carreira do andrógino rapaz na arbitragem é marcada pela profunda elegância na amostragem de cartões (produto dos genes transformistas) e pela crescente constatação que a azia crónica tem efeitos devastadores na capacidade de visão. Quem não se recorda, por um lado, da singular leveza com que Jorge se movia em campo, saltitando de nenúfar em nenúfar, a acompanhar os lances como uma gazela hermafrodita; e por outro, da sua visão profundamente deteriorada que originava a anulação de lances legais e a amostragem de cartões sem fundamento ao Benfica, por entre arrotos guturais denunciantes de uma azia galopante? 
 
O moço Jorge, talvez exactamente por estar em voga quando em voga estava deitar abaixo o Benfica, é agraciado com alguns prémios de prestígio, como a medalha de mérito desportivo do Governo da República (das Bananas) e o troféu ‘Furão do Ano’. Torna-se sócio de mérito da Federação Portuguesa de Transformismo, o que o reconcilia com o destino. O destino não gosta e traz de volta ocasionamente o Neves para o espancar, o que se torna um hábito ao longo da vida de Jorge.
 
Finda a brilhante (por causa das lantejoulas) carreira, torna-se ‘comentador’ de arbitragem em futebol de 14 (a sua modalidade favorita) nos mais variados meios audiovisuais, que usa como plataforma para, simpaticamente, vomitar o seu ódio ao Benfica. Simpaticamente porquê? Porque é simpático para o Benfica ter alguém assim como adversário. Como adepto seria deprimente.
 
É, ironicamente, nesta fase da vida que recebe o prémio definitivo: o Bidé de Ouro, atribuído pela Tertúlia Benfiquista. É de homem. Passe a expressão.
 
 
 
p.s. peço desde já desculpa ao Bombarral
 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:25 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quarta-feira, 10.12.08

Sabemos que somos malucos pelo Benfica quando...

 

 

...até achamos engraçado aquele que é muito provavelmente o pior anúncio da história da televisão portuguesa, só porque ele está a passar na Benfica TV.

 

ou

 

...pensamos na necessidade de adquirir outra televisão para ir vendo outros canais, uma vez que a actual irá estar sempre sintonizada na Benfica TV.

 

 

ou

 

... (a preencher pelo leitor)

sinto-me: benfiquista até mais não
por Superman Torras às 20:14 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Elogio de Moreira e Miguel Vítor

 

Agora que a gorda vitória na Madeira e a liderança no campeonato nos deixam cada vez mais confiantes, queria deixar aqui o meu testemunho público de elogio a dois jogadores que são e sempre foram Benfiquistas – Moreira e Miguel Vítor.
Eu sei que nenhum deles precisa de ser apresentado, e nenhum deles precisa dos meus elogios, pois são já valores seguros, com lugar no plantel e o reconhecimento dos Benfiquistas. Mas mesmo assim, mesmo que desnecessária, a homenagem aqui fica.
 
Todos nós conhecemos o Moreira. Chegou à titularidade ainda um miúdo, após o anúncio público de Enke de que deixaria o Benfica no final dessa época. . Sobre a nossa baliza pairava ainda a sombra de um gigante insubstituível, retirado menos de três anos antes – Preud’Homme.
Nada disto intimidou Moreira. Agarrou a titularidade e aí se manteve durante duas épocas e meia, tendo conquistado a Taça de Portugal, o primeiro título do Benfica desde há alguns anos. No ano seguinte, foi Campeão – apesar de ter perdido a titularidade a meio da época, o seu contributo para o título foi importante.
Seguiram-se tempos menos felizes, com várias lesões. Moreira foi titular, suplente, viu jogos na bancada e passou pelo hospital. Sempre lhe vimos o mesmo sorriso, a mesma expressão de orgulho em representar o Benfica, a mesma atitude – “sou mais um, estou aqui para ajudar o Benfica”.
 
 
Miguel Vítor é de outra geração, mas da mesma cepa.  Chegou a época passada à equipa principal tal como Moreira ainda com idade de júnior. Sendo da casa, deve ser um dos jogadores mais mal pagos do plantel – confio que essa situação merece a atenção de quem lidera o grupo, e não se caia no erro de o desvalorizar só porque não foi preciso pagar milhões pelo seu passe.
Sempre que jogou, creio que jogou bem. Foi emprestado, voltou, joga por vezes, por vezes não – sempre com a mesma atitude e a mesma humildade. Também ele respira orgulho em representar o Benfica, e já expressou um desejo – um dia ser Capitão do Glorioso. Creio que esse dia chegará inevitavelmente.
 
No futebol de hoje, é impossível ter uma equipa profissional constituída só por jogadores “da casa”, que estejam no clube muito por amor à camisola, “à antiga”. Mas é sempre necessário ter alguns jogadores destes – a tal “Mística” é assim que se mantém viva e é transmitida.
Portanto, Moreira e Miguel Vítor, eu, adepto, vos deixo aqui o meu “Muito obrigado”, e o meu desejo que fiquem durante toda a vossa carreira aqui, na vossa e nossa Casa, o Glorioso SLB.
por Artur Hermenegildo às 17:26 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Segunda-feira, 08.12.08

1º lugar

 

O circo vai verdadeiramente começar agora. A atracção principal será evidentemente o palhaço do apito. É a estrela da companhia, a garantia das bilheteiras, é a prima-dona dos camarins, cujo atrevimento já nem tem medo da censura porque o patrão é maior que a própria censura. Tudo lhe é permitido e é aplaudido com a nota máxima, e ninguém sequer se admira de como é que faz tão poucas tournées no estrangeiro. E há por aí uns palhaços já velhos, já reformados, que hão-de fazer reparo se a palhaçada não for como no tempo deles, sim, porque no tempo deles é que era, agora as pessoas levam a mal, agora as pessoas não sabem brincar. É só palhaçada, uma espécie de Carnaval, ninguém pode levar a mal! Assim como assim, não há-de faltar público a atirar-lhes fruta e outras comezainas, porque, lá isso!, honra lhes seja feita, merecem-na sempre.
Mas atrás deles não hão-de ficar os mágicos, os ilusionistas, os contorcionistas e os malabaristas, que conseguem mostrar como uma vitória é uma derrota, como a corrupção não é corrupção, como as agressões não são agressões, como os sumaríssimos que são sumaríssimos não são sumaríssimos e os que não são passam a ser, como, imagine-se, nunca existiu, não existe, nunca existirá um palhaço do apito, ainda que às vezes os ilusionistas os convidem para os seus números. Iludido, o povo adora e o povo aplaude. Os malabaristas conseguem dizer “piu piu piu” na televisão e não lhes acontece nada, o que é fabuloso. Mas não há, de facto, como os hipnotizadores, que conseguem pôr-nos a olhar para imagens e a não ver as imagens, ou melhor, a ver as imagens que eles querem que nós vejamos.
Depois virão os anões (não se iludam com o tamanho), com os bolsos cheios das guloseimas das avenças, à espera de se montarem no palhaço do apito e duas vezes por temporada serem gigantes. O resto do ano entretêm-se com as migalhas das jaulas dos animais e vão polindo as grades, não vão os animais ficar descontentes. Se acontece uma distracção junto das jaulas, às vezes desaparecem durante muito tempo.
Depois hão-de vir os animais, enfiados nas suas jaulas, a rugir ou a cuspir fogo, para o povo aplaudir, para o povo dizer que sim senhor, para os palhaços lhes limparem a merda, para os ilusionistas e malabaristas trabalharem neles com afinco, escovando-os, penteando-os.
E quem é que vai ganhar com isto tudo? O dono do circo, que nunca aparece, mas é quem mais se ri no fim, porque até lhe vão entregar o dinheiro às bilheteiras, como quem convida alguém para um almoço na Assembleia da República.
Mas eu acredito, com muita fé, que por cima de isto tudo, indiferente aos cheiros, há-de planar uma águia num voo solene.

Incontestável

Superioridade incontestável. Não há outra forma de descrever a vitória por meia dúzia de golos sem resposta esta noite nos Barreiros. A não ser que se sofra de alguma doença incurável do foro psicológico, que afecte também a visão. Ou que se seja lagarto ou andrade (o que vai dar ao mesmo). O Benfica deu hoje a resposta que seria bom ter conseguido dar frente ao Setúbal. Veio com uma semana de atraso, mas é obviamente bem-vinda, e pode ser que pelo menos sirva para calar alguns abutres de ocasião e dar-nos uma merecida semana de paz, para assim prepararmos o jogo da Taça.

Nada de particularmente surpreendente na constituição da equipa do Benfica. Talvez alguma estranheza em voltar a ver o Yebda preterido pelo Binya, mas pouco mais. Agradável foi ver o regresso do Luisão - sem dúvida a voz de comando da nossa defesa - e do Aimar. Na baliza, já se sabia que haveria mudanças, e a escolha do Quique acabou por ser a mais lógica, já que o Moreira tinha sido utilizado nos jogos da Taça, o que indicava que seria ele a primeira opção para o lugar do Quim. Os primeiros minutos mostraram um Benfica a entrar decidido no jogo, sendo possível ver logo qual seria um dos problemas principais do Marítimo: lidar com a velocidade e capacidade de desmarcação do Suazo. Logo nos primeiros minutos, lançado pelo Reyes, o hondurenho isolou-se, ultrapassou o guarda-redes do Marítimo, e só não marcou devido a um corte inacreditável de um defesa (o que me levou a rogar pragas ao facto de estar convencido que só mesmo contra o Benfica é que os defesas se conseguem esfolar para fazer cortes daqueles). Logo a seguir foi a vez do Rúben Amorim, à entrada da área, fazer um remate com selo de golo, que nos foi negado devido a uma defesa incrível do Marcos (seguida de novas pragas minhas por achar que só contra o Benfica é que os guarda-redes adversários conseguem fazer defesas daquelas). Apesar de jogarmos bem, o meu pessimismo começou a tomar conta de mim, já que pensei que duas oportunidades daquelas a não darem golo, isso só poderia ser mau agoiro.

Felizmente estava enganado. Ainda antes dos vinte minutos de jogo, mais uma vez o Suazo a fugir a toda a defesa do Marítimo (muito bem o Katsouranis a marcar rapidamente um livre no círculo central) e a ser derrubado pelo guarda-redes Marcos. Penálti e expulsão indíscutíveis. Para nos ajudar um pouco mais, o treinador do Marítimo resolveu retirar do campo o Manú, que era o jogador que eu temia poder fazer mais mossa na nossa defesa, devido à pouca rotina do David Luíz na posição de lateral esquerdo, e falta de velocidade. O Reyes encarregou-se da marcação, e durante uns centésimos de segundo (quando a bola bateu no poste) cheguei a pensar que seria 'mais um dia daqueles', mas a bola entrou mesmo, e lá fiquei mais confiante. Só que o Benfica pareceu abrandar um pouco a seguir à vantagem obtida e, paradoxalmente, aquele que terá sido o melhor período do Marítimo no jogo foi o quarto-de-hora que se seguiu à expulsão e ao nosso golo. Começou também a ver-se o comportamento expectável dos jogadores do Marítimo numa situação destas, ou seja, muitos mergulhos para o chão, quezílias e gritaria, para ver se um jogador do Benfica seria expulso, reequilibrando assim as contas (o Reyes, em particular, pareceu-me ser o alvo a abater durante todo o jogo). O árbitro, sem surpresas, foi na cantiga, e vai de amarelar meia equipa do Benfica ao longo do jogo, sendo que alguns desses amarelos (Rúben Amorim ou Moreira, por exemplo) são simplesmente ridículos. Após alguns berros do Quique, lá acordámos perto do intervalo, o que foi suficiente para criarmos novas oportunidades e chegarmos ao segundo golo. Na sequência de um canto, entrada do Katsouranis ao primeiro poste (há quanto tempo não exploramos a capacidade que o grego tem para ganhar estes lances?) a colocar a bola para o segundo, onde o Suazo apareceu a concluir facilmente. Fomos assim para intervalo com o jogo na mão, sem que me parecesse haver grande possibilidade de uma surpresa na segunda parte.

Segunda parte essa que se iniciou a um ritmo bastante pausado, isto apesar de logo no primeiro minuto termos construido uma boa jogada, que só pecou pela má finalização do Suazo. O Benfica ia controlando o jogo, os cartões amarelos iam caindo para o nosso lado, e eu a ver que mais minuto, menos minuto algum pretexto surgiria para meterem o Reyes na rua. Andava o jogo nisto quando o Benfica beneficia de um livre na esquerda. E o Reyes volta a fazer aquilo que começa a ser um hábito: bola direitinha para um dos nossos centrais marcar facilmente. Desta vez foi o Luisão, que só teve que encostar o pé à entrada da pequena área. A partir deste terceiro golo o jogo ficou muito aberto, com vantagem óbvia para o nosso lado. Praticamente cada ataque que fazíamos dava a sensação de golo iminente, só que foi preciso esperarmos pelos minutos finais para dar maior volume ao resultado. O quarto golo surgiu numa jogada de contra-ataque perfeita, que começou na nossa área: corte do Luisão para o Balboa, este passa para o Nuno Gomes no meio campo, que lançou o Suazo para fazer aquilo que sabe melhor, ou seja, sempre em velocidade tirar o defesa do caminho e rematar cruzado para o golo. Depois foram os dois golos do Nuno Gomes. Primeiro foi uma subida do Katsouranis, a deixar para o Balboa (é verdade que num jogo destes tudo acaba por correr bem, mas desta vez o homem não esteve nada mal) que assistiu o nosso capitão para um golo fácil. Depois foi uma incursão do David Luíz pela esquerda - ele pode não ser lateral esquerdo, mas caramba, foi uma bela finta 'à Ronaldo' (o Fenómeno, não o Burgesso) que ele tirou do bolso para ultrapassar o defesa do Marítimo - que ofereceu ao Nuno Gomes aquele que terá sido um dos golos mais fáceis de entre os muitos que ele já marcou. Seis-a-zero. Um resultado à antiga e um tónico muito importante para o clube nesta altura.

Quando se ganha por seis é difícil encontrar algo para criticar, e é fácil encontrar muito para elogiar. Vou elogiar três jogadores, que para mim são escolhas óbvias. Primeiro o Suazo. O Marítimo nunca encontrou uma forma eficaz de marcá-lo ou pará-lo. A velocidade que possui (e não falo apenas da corrida, mas também da velocidade com que consegue executar as jogadas) e a constante movimentação deram cabo da defesa do Marítimo. Marcou dois golos, e até poderia ter marcado mais. O segundo é o Reyes. É o saco de pancada oficial do Benfica esta época. Perante a complacência dos árbitros, vai sofrendo faltas atrás de faltas, muitas delas a roçar a violência gratuita. Mas de alguma forma, é ele quem acaba sempre por ver os cartões. Hoje foi outro dos jogadores que o Marítimo não conseguiu parar. Sempre em movimento, combinou com os colegas e desmarcou-os inúmeras vezes. Para além disso é sempre um perigo na marcação de livres e cantos. Marcou o penálti, marcou o canto para o segundo golo, o livre para o terceiro, e ainda desmarcou o David Luiz na jogada do sexto. Por último, menciono o Katsouranis. O grego é, não o escondo, um dos jogadores que mais aprecio no Benfica desde que chegou, porque o considero um dos jogadores mais inteligentes que temos. E já tinha saudades de vê-lo jogar como jogou hoje. Pareceu bastante mais solto e interventivo, a aparecer frequentemente no ataque e até a ser ele próprio a conduzir a bola para a frente. A presença do Binya nas suas costas não é alheia a esta subida de rendimento.

Esta vitória robusta consegue acabar da melhor forma uma semana que foi algo conturbada. Espero que sirva para repor os níveis de confiança dos jogadores, e de nós próprios, adeptos, nesta equipa. Espero que sirva também para emudecer um pouco as hienas que nos vão rodeando, sempre à espera da mais pequena oportunidade. É certo que uma vitória, por mais convincente que seja, não resolve como que por magia todos os nossos problemas, tal como um mau resultado não consegue, por mais que o tentem, transformar tudo num caos. Mas uma vitória destas ajuda. E quando muito, dá aos nossos inimigos o trabalho de a digerirem, tentando encontrar as mais variadas justificações para a desvalorizarem. Disse a semana passada que mantinha a confiança inabalável de que vamos ser campeões esta época. Como é que acham que me sinto hoje?

por D`Arcy às 03:02 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Domingo, 07.12.08

Sobre a confraria dos apitadores.

Disclaimer: Quem considera que não se pode falar de arbitragem depois de se ganhar por meia dúzia, pode evitar a leitura deste post e ir fazer algo altamente edificante como ler a mais recente obra da Alexandra Solnado ou salvar a alma a louvar o dono dos andrades ou chupar pastilhas elásticas com sabor a anis.

 

A vergonhosa arbitragem portuguesa é constituída por árbitros que subiram à primeira categoria graças a compadrios, favores e classificações adulteradas. Assim, acabámos por ficar com um grupo de árbitros que, com uma ou duas excepções, se divide entre incompetentes e corruptos.

Numa noite em que o nosso Benfica enfiou meia dúzia a um clube madeirense pago pelos contribuintes ‘cubanos’, Artur Soares Dias deu um recital de como uma larva incompetente se movimenta na amostragem de cartões amarelos. O Benfica levou 7 cartões amarelos.

Os cartões amarelos mostrados a Ruben Amorim, David Luiz e Moreira são típicos das arbitragens de aberrações como Fortunato Azevedo ou Martins dos Santos. Desta vez quem os mostrou foi Artur Soares Dias, digno sucessor dessa fauna que sempre soube para que lado deviam inclinar os campos e inquinar a verdade desportiva.

Ao menino Artur Soares Dias desejo, com toda a sinceridade, que entale o pirilau no fecho eclair da braguilha.

 

Uma nota final para um tal de Jorge Coroado que, depois de ter sido enxotado da Antena 1, continua o seu ensimesmamento onanista de sanha ao Glorioso na RR. Para este pobre-diabo, na jogada que dá a grande penalidade para o Benfica, Suazo fez falta. Das duas, uma: ou o Coroado ainda não ultrapassou a fase sádico-anal ou o conceito de vergonha é algo que continua a passar ao largo da sua ridícula existência. Seja como for, a filha da putice dos seus comentários é apenas um prolongamento da ordinarice que foi a sua carreira de árbitro.

 

Fiquem bem, não se constipem e aguardem pela crónica do D’Arcy.

por Anátema Device às 22:43 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Equipa para logo, um grande benfiquista e pensamento (assassino) do dia

E eis chegado o dia em que o Benfica enfrenta novamente uma deslocação que se prevê muito complicada no campeonato nacional. Jornada perfeita, portanto, para a equipa se reerguer e voltar aos carris dos quais vem teimando em patinar nas últimas semanas.

 

Como decerto terão reparado o meu último post não foi propriamente dos mais simpáticos para um dos jogadores do nosso plantel, Quim. Admito que se possa questionar a sua bondade (sua, do post), mas a verdade é que estava mesmo muito chateado com o que tinha acabado de presenciar e admito que ainda hoje, após não ter conseguido evitar as enésimas repetições dos golos de 2ª feira à noite nos diversos noticiários televisivos, contínuo a achar o Quim o maior culpado de não estarmos nesta altura no 1º lugar do campeonato.

 

Isso não implica que o Quim seja proscrito ou que se esqueça imediatamente todos os jogos bons que fez ao serviço do Benfica e que, estou certo, voltará a fazer assim que tenha a cabeça limpa e este período menos bom esteja ultrapassado. Quem não se pode dar ao luxo de o ajudar a ultrapassar esse período enquanto vai sofrendo as suas consequências é naturalmente o clube. E por isso, e respondendo ao post do Pedro, acho que a decisão de Quique em deixá-lo em Lisboa é a que melhor ajuda a equipa. Se servirá ou não para ajudar o Quim a atravessar esta fase, isso penso que é mais do que tudo um trabalho do Quim.

 

Moreira será portanto o nosso guarda-redes hoje. E que esteja de regresso o melhor Moreira é o que todos desejamos. Aquele guardião sóbrio mas ao mesmo tempo capaz de fazer defesas impossíveis, bom na saída aos cruzamentos e excelente quando tem de enfrentar adversários isolados. E que tenha melhorado os seus índices nas defesas de remates de fora da área, situação de jogo que sempre me pareceu o seu ponto menos forte.

 

Na defesa penso que se deveria continuar a apostar na dupla Sidnei/Miguel Vitor. Luisão estará perto da recuperação e é um jogador essencial mas confesso que neste momento veria com muito maus olhos uma nova saída da equipa do Miguel Vitor. Por tudo o que tem feito penso que merece a titularidade. Na direita manter-se-á o Maxi e na esquerda é onde provavelmente iremos ter os maiores problemas hoje. A acrescentar às ausências dos dois laterais esquerdos do plantel é sobre esse flanco que deverá cair um dos jogadores mais perigosos do Marítimo, Djalma. Hoje mais do que nunca será de importância vital a ajuda que Reyes dará ao David Luiz.

 

No meio campo faria alinhar Ruben Amorim sobre a direita, Reyes do lado contrário e Katsouranis e Yebda sobre o centro. Uma das contratações vitais para o Benfica no mercado de Inverno seria um extremo direito de forma a que Ruben Amorim pudesse jogar na sua verdadeira posição, médio centro. Hoje por exemplo seria um óptimo jogo para fazer essa alteração, os problemas começam quando começamos a olhar para as alternativas que temos para o lugar que ele irá desempenhar, como sempre muito bem, na Madeira.

 

No ataque e confiando na total recuperação do Aimar (pausa para risos), confiaria a titularidade ao argentino com Suazo a jogar à sua frente.

 

Mais do que os nomes será fundamental a equipa entrar em campo como se já estivessemos na 2ª parte e o resultado se mantivesse num teimoso empate. Pressionando o portador da bola e trocando a bola com dinâmica e para a frente. Tudo ao contrário portanto de tudo quanto se tem visto na maior parte dos jogos esta época. Está mais do que comprovado nesta altura que ainda não temos equipa para guardar um resultado escasso a nosso favor, desistindo de jogar em ataque continuado e esperando pela equipa adversária no nosso meio campo.

 

Foi a jogar dessa forma que temos sofrido os maiores reveses. E sim, o jogo com o Setubal acaba de ser o último episódio que o comprova. Independentemente de saber que em "condições normais" tívessemos vencido esse jogo por 2:1, a verdade é que antes do fatídico lance do empate os sadinos tiveram 2 ou 3 oportunidades flagrantes para fazer o 2:2. E porquê? Porque após termos marcado o terceiro golo, anulado pela rábula protagonizada pelos senhores árbitro e árbitro auxiliar, desistimos pura e simplesmente de jogar.

 

Por falar nisso, podem-me ajudar a identificar outra grande equipa europeia que nos cantos coloca todos os jogadores na sua grande área? *

 

Só para terminar, a quem ainda não leu, aconselho a leitura desta entrevista de um dos últimos grandas avançados (como diria o Jorge Jesus) que vestiram o manto sagrado. Grazie per tutto, verrà semper uno di noi, Fabrizio!

 

* é apenas uma das situações de jogo que têm levado o meu subsconsciente a perguntar ao meu consciente se Quique não será porventura melhor comentador desportivo do que propiamente treinador de futebol. Felizmente o meu consciente tem feito um bom trabalho a rebater estas ignóbeis acusações, justificando basicamente o porquê de continuar a ser alimentado, mas seria de todo útil que as exibições do Benfica o começassem a ajudar a vencer esta batalha.

 

 

sinto-me: relativamente confiante
por Superman Torras às 08:28 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Sábado, 06.12.08

A escolha de Quique.

Quique escolheu não escolher Quim. A minha decisão seria (e a utilização do condicional dá-me o descanso de não ser obrigado a tomá-la) a de manter o Quim como titular (e eu admiro muito, mas mesmo muito, o Moreira).

 

A escolha de Quique, fosse ela qual fosse, seria sempre motivo para criticar quem fez a escolha. Quique era obrigado a escolher a solução menos má, e quem só pode escolher a solução menos má dá sempre azo a que alguns iluminados o critiquem por não ter optado pela solução boa. Acontece que neste caso (como em muitos outros) não há solução boa, só há a menos má.

 

Escolhendo Quim, Quique arriscava-se a ouvir que premeia quem está em pior forma; que isso é não proteger o homem e o jogador (expressão muito utilizada por quem se está a marimbar para qualquer um dos dois); que não pode colocar o individual acima do colectivo (isto apenas para continuar a utilizar a linguagem “joaquim ritiana” do jargão do jornalismo dito desportivo); que foram 13 golos em não sei quantos segundos, que as sondagens dizem que os adeptos queriam o Moreira; que o tempo está de chuva e que o Quique é teimoso; e que e mais que e mais não sei o quê… mas que o Rui Santos saberá porque ele sabe sempre.

 

Escolhendo não escolher o Quim, o Quique arrisca-se a ouvir dizer que assassinou (sim, porque normalmente os opinadeiros não fazem por menos) um guarda-redes; que não demonstra confiança no melhor guarda-redes português; que não soube fazer o que o Scolari fez com o Ricardo; que se arrisca a assassinar (sim, porque os opinadeiros não fazem por menos) dois guarda-redes, caso as coisas corram mal ao Moreira ou ao Moretto; que cedeu à pressão dos jornais e dos blogues e até à pressão atmosférica; e mais uma série de coisas que não me ocorrem… mas que o Rui Santos saberá porque ele sabe sempre.

 

Amanhã, lá estarão os 11 que Quique escolheu, e que nós apoiaremos independentemente do guarda-redes, contra os 11 escolhidos pelo treinador do Marítimo e contra os três escolhidos pelo Vítor Pereira.

por Pedro F. Ferreira às 15:46 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Quinta-feira, 04.12.08

Eu escolho as águias.

Há uns tempos, num momento particularmente difícil, houve um movimento para tentar que Bagão Félix se assumisse como face visível da oposição e putativo candidato às próximas eleições do nosso Clube.

Bagão, na altura, disse que era uma águia e não um abutre. Logo, não se poderia aproveitar de um mau momento. Registo o seu exemplo e a sua elevação. Lembro-me dele sempre que vejo abutres.

Dentro em breve, escolheremos, democraticamente e em sede própria, se queremos águias ou abutres. Cada um faça as suas escolhas e escolha os seus caminhos.

Eu identifico-me com as águias. Eu escolho as águias. Não acompanho com abutres.

por Pedro F. Ferreira às 17:57 | link do post | comentar | ver comentários (35)

O Exorcismo de Joaquim Sampaio Silva

 

Estive a pensar (acontece ocasionalmente) e cheguei à conclusão que a culpa disto tudo é da selecção. Obviamente.
Vendo bem, tudo começou com aquele jogo contra a Dinamarca. Já não basta a selecção apenas servir, tipicamente, para nos lesionar jogadores, agora lesiona-os na cabeça. O Quim desde o jogo com os nórdicos no Alvalixo (o que também contribui para arrasar o sistema imunitário dum indivíduo) nunca mais foi o mesmo. Foi possuído pelo espírito do antigo habitante da casa. Neste caso, da casa dos frangos. Chamem um exorcista. E, já agora, tragam molho de churrasco.
O saudoso Ricardo Frango do Montijo ('Mãos de Manteiga' para os amigos), esse sim, era um peru de primeira, e isso custou-lhes (sim, ‘custou-lhes’; o ‘custou-nos’, esse, desculpem lá, estará sempre reservado para o Benfica) a final do Euro 2004, mas era absolutamente esquizofrénico e vivia na estapafúrdia ilusão de que era muito bom e que todos os frangos (ui e foram tantos) que sofria, ou não tinham acontecido (no mundo muito seu onde vivia em que o Casillas era seu suplente), ou eram obra da uma conspiração obscura dos media e de uma organização secreta apostada em tramar indivíduos com vozinhas de pífaro com prisão de ventre. O que - sendo estúpido e desfasado da realidade - acabava por lhe dar uma bizarra e deslocada confiança nas suas (in)capacidades. O problema do Quim é, ironicamente, outro. Quando erra, tem uma consciência clara do que fez, assume a responsabilidade e, logo, isso afecta-o.  
Basicamente, o que estou a tentar dizer é que o Quim é afectado porque tem uma consciência e qualquer coisa entre as duas orelhas, ao contrário do moço que costumava espalhar o perfume a frango assado pela selecção e pelo Sportem.
Era isto.
Vão para dentro, não se incomodem.
 
p.s. por vezes, é preciso tornar as questões menos sérias, para que a Tertúlia não se pareça com aqueles senhores sérios do Parlamento que recebem corruptos sérios. E lhes pagam almoços. Com o dinheiro que nos levam nos impostos - que é como quem diz, com o nosso. O que, sendo uma questão séria, é pelo menos engraçado, porque a última coisa que me apetece é pagar almoços a gestores de prostíbulos, e no entanto o Parlamento obriga-me.  

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:45 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quarta-feira, 03.12.08

Segue jogo, segue jogo!

Quique Flores tem sido de uma serena sabedoria, na forma como fala da época e da equipa, e acho que deve ser escutado com a devida atenção. A ideia de que a equipa está ainda longe do que se pretende foi defendida em plena euforia, após a vitória em Guimarães. Não foi por acaso, o homem sabia o que dizia.

E a ideia da semana passada, de que os adeptos serão indispensáveis para conseguirmos ganhar alguma coisa tem igualmente mérito, e mostra que Quique percebe as insuficiências da equipa, mas também a força que o benfiquismo tem e de como essa militância pode ajudar ao crescimento de alguns jogadores ainda pouco maduros para conseguirem carregar a equipa. A equipa precisa que os adeptos não a abandonem, basicamente.

Acho que temos um bom plantel, globalmente superior ao dos nossos rivais, mas o meio campo precisa de uma cultura táctica e uma classe que nem Yebda, nem Bynia demonstram ter, apesar de serem jogadores interessantes para se imporem gradualmente no futuro (Katsouranis tem essa cultura táctica, creio), e numa equipa em que os alas (Di Maria, Reyes, Urreta, Balboa) defendem mal, à excepção de Ruben Amorim, a defesa fica muito exposta, a equipa começa a defender muito atrás, não mostra maturidade para saber gerir a posse de bola. Isto é gritante quando temos de gerir uma vantagem no marcador. E perdemos dois pontos em Matosinhos com o Leixões, e agora mais dois com o Setúbal nos últimos minutos. Com esses 4 pontos a mais seríamos líderes. E é nestes jogos que se ganham, e perdem, campeonatos.

E depois há a defesa: precisávamos do melhor Leo, e de um central experiente para ajudar ao crescimento de Sidnei e David Luiz. Esse central, no nosso plantel, é, obviamente,Luisão. Ele não é brilhante, quer dizer, não é nenhum prodígio, mas é experiente, sabe o que é o Benfica e é, nesta equipa, indispensável. Precisávamos também de um lateral direito com uma classe que Maxi nunca terá (apesar de ser muito trabalhador e de ter uma ética de entrega ao jogo e aos interesses da equipa que é um exemplo). Na baliza, eu também sempre gostei mais de Moreira do que Quim, mas acho que mudar de guarda-redes não vai resolver, só por si, os problemas desta defesa.

É que, além do que foi dito, o nosso meio campo não tem ajudado nada, muito pelo contrário.

A agressividade junto dos condutores da bola das equipas adversárias é muitas vezes inexistente, e a busca dessa posse é feita muitas vezes sem método, só com base na vontade e no instinto. Os desequilíbrios do nosso jogo defensivo são flagrantes. As perdas de bola são assustadoras e sistemáticas. Ninguém parece parar para pensar!

No ataque estão as nossas maiores armas, mas com o Pablo Aimar a jogar um ou dois jogos e a parar três é difícil ter alguém que pense o jogo atacante da equipa (Um ataque com Cardozo, Suazo, Nuno Gomes...merecia um Rui Costa a distribuir jogo...)

Reyes é um artista, mas com tendência para ser egoísta e não pensar tanto na equipa; sobretudo quando ela não está a ganhar. Carlos Martins estabilizou num nível sofrível. 

Pergunto-me se não seria melhor, nesta altura, colocar o Ruben Amorim ao meio, ao lado de Katsouranis...No domingo passado lembrei-me do Petit. Teria sido importante tê-lo em campo naquele jogo.

Quando nos falta a maturidade de Luisão e Nuno Gomes, a equipa perde vozes de comando que podiam ajudar a estabilizar o conjunto. Falta alguém que saiba pensar o jogo a cada momento e equilibrar a equipa quando ela começa a entrar em stress.

A fraqueza do Benfica passa muito pela forma como a equipa não sabe lidar com a desvantagem no marcador, mas julgo que isso tem muito a ver com uma lógica de muitas épocas seguidas de derrotas. É o tal caminho que leva tempo a percorrer, uma matriz que leva tempo a modificar. Sabemos que pedir tempo, no futebol, é pedir o impossível, e o dilema do Benfica parece ser este: há matéria prima (jogadores, treinador, direcção desportiva), mas era preciso experiência em campo para que o processo de crescimento da equipa fosse sereno, ganhando jogos sucessivos e não abanando com jogos como o da Grécia e o de Domingo passado. E quando a equipa fica, de uma vez, sem Nuno Gomes, Aimar, Luisão...é pedir muito a Yebda, Bynia, Miguel Vitor, Sidnei, Jorge Ribeiro, Urreta que, de repente, sejam os pilares de que a equipa precisa.

Agora não podemos deitar a toalha ao chão. Ninguém ganha, ou perde, campeonatos em Dezembro. Há que ser humilde, dar a volta ás insuficiências com treino de cultura táctica, jogar sempre com grande concentração e acreditar que há uma estrutura global atrás da equipa que acredita nela. E essa estrutura incluí, tem de incluír, cada um de nós, a cada momento.

O jogo do próximo fim de semana é absolutamente fulcral para recuperar a confiança da equipa. Ganhar na Madeira será o tónico de que a equipa precisa. É um jogo difícil, mas nós somos o Benfica, e com trabalho e humildade ganharemos. Mas se não ganharmos...nada de pânico. A procissão ainda nem sequer vai a meio e esta equipa pode dar-nos ainda muitas alegrias. Mas, como nós, na bancada, vai ter de sofrer. Sofreremos juntos, unidos na crença de que seremos campeões.

Obrigado, Miguel.

Caro Miguel (não sei se é assim que te chamas),

 
Não me conheces e por isso não sabes que no dia 1 de Dezembro também estive no Estádio da Luz, no sector 23. Não saberás também que nesse dia levei pedagogicamente comigo a Caetana. Não interessa o sentido exacto do advérbio, importa apenas que a levei e que a levei pedagogicamente, porque há prelecções que, de tão grandes, passam por cima de muros, ainda que estes sejam muito altos e cravejados de vidros cortantes, como é o caso. Mas disto, de ensinar, saberás tu, não é, Miguel? Era um jogo importante, um jogo para o primeiro lugar. Os outros chamavam-se Vitória, mas a águia que voou no início com esse nome era nossa, tal como a vitória no final do jogo não podia senão ser nossa também, tal como aliás o primeiro lugar deveria ser também nosso, se houvesse justiça. Não há, e tu, do alto dos teus oito anos, não sabes que não há, e ainda bem que ainda não sabes, porque assim as derrotas e os empates são só derrotas e empates, não são derrotas e empates com sabor a outra coisa que não a superioridade do adversário.
Estávamos gelados, naquele sector 23, lembras-te? Ainda assim, lá fui batendo palmas, que é a único som não desafinado que consigo fazer. Se me tivesses conseguido ouvir, terias percebido como isto é verdade, e eu escusaria a explicação. Não ouviste, fica dada a explicação. Na primeira parte, o nosso Benfica foi fraquito, Miguel, mas suponho que não devas ter passado muito tempo sentado, porque a primeira vez que te vi estavas de pé, a tapar elegantemente a vista a quem estava atrás de ti, e a tua mãe (era a tua mãe?) puxava-te vigorosamente para baixo, para te sentares. Tu ignoravas a tua mãe e gesticulavas para dentro do campo, como se fossem aqueles os teus pupilos (e talvez não estivesses longe da verdade). Eu levei uma pupila também, e ainda assim não consegui gesticular para ela com essa expressiva harmonia.
E agora peço-te desculpa, Miguel, por me ter lembrado do jogo com o Penafiel a propósito do que estavas a fazer. Nesse jogo da Taça, havia na minha fila um puto, mais ou menos da tua idade, a quem deram um apito. Tu não saberás, mas um puto com um apito na boca consegue ser mais irritante que os adeptos benfiquistas com tendência crónica para a maledicência (do género daqueles que virão vociferar com caps lock para a caixinha dos comentários deste post). O puto sentava-se e levantava-se aleatoriamente, nem estava a prestar atenção ao jogo, mas não largava o apito. Então, num momento de silêncio, sentou-se e esqueceu-se de que a cadeira recolhe automaticamente, e a única coisa que se ouviu fui o ruído seco do puto a cair no chão. Rimos de satisfação e o apito não se voltou a ouvir, porque, além de ter caído no chão, o puto ainda apanhou dois tabefes da mãe. Peço-te desculpa, mas eu quis que isto te acontecesse, sobretudo porque tu tinhas a mania de te voltares para nós (mas não aleatoriamente, o que só percebi depois) e gesticulares também. Quando foi do golo dos outros, visto do meu lugar, foste insuportável. Bateste palmas, gesticulaste, saltaste, tiraste o gorro e a tua mãe teve se levantar para te sentares durante dois segundos. E foi então que te viraste para nós e pediste claramente apoio para o Benfica. Nitidamente. Como saberás, não compreendi exactamente o que estavas a querer dizer. Mas há gestos e expressões, como as tuas naquele dia, que as palavras só atrapalham, e por isso não precisei de te escutar. E só então é que percebi que, ao longo de todo aquele tempo, estiveste sempre a pedir apoio para o Benfica. Sempre, sempre. E isso tornou-te um pouco menos irritante, Miguel. Quando começou a segunda parte, lá estavas tu a gesticular, enquanto toda a bancada estava sentada, gelada e amuada. Que irritante, Miguel, só faltou teres um apito na boca! A equipa estava a jogar mal, caramba! E o teu apoio frenético começava a chatear-me, porque me parecia deslocado, excessivo.
A distância a que estava, com a histeria que é para mim um golo do Benfica e com a celebração com a Caetana, não te consegui ver depois de o Katsouranis ter marcado o golo. Mas, depois da euforia, com uma face confiante, lá estavas tu virado para trás, quase ignorando o jogo, a pedir apoio freneticamente. Como fizeste, pelo menos, desde que te vi a primeira vez (apercebo-me agora). Veio o segundo golo, ficaste eufórico, a tua mãe continuava a puxar-te para baixo e tu só te querias voltar para trás para bater palmas para nós. Para bater palmas para nós?
Foi só então que percebi que eras surdo-mudo. Fiquei mudo, claro, e não soube o que fazer com as mãos, como me acontece ordinariamente quando alguém me reconcilia com a minha vida. Apresentei-te, a distância, à Caetana, e a partir daí cantámos ambos horrivelmente (nisso eu e a Caetana somos parecidos, ainda que eu não a tenha ouvido porque estava a gritar por mim e por ti), batemos palmas, levantámo-nos, gritámos Benfica, apoiámos com todas as desarranjadas cordas vocais que temos, desafinámos, devemos ter feito uma figura ridícula. Mas como podíamos nós fazer outra coisa que não aquela? Como podíamos nós responder de outro modo ao teu apelo? O que podíamos nós fazer diante da tua grandeza? Não foste irritante, Miguel, desculpa. Apenas nos pediste que fizéssemos o que tu não podes, infelizmente, fazer: apoiar o teu clube gritando. Deves ter pensado, com razão, “Dá Deus voz…”.
Peço-te desculpa, Miguel, porque, quando te voltaste para trás desesperado (e é dessa expressão que eu não me hei-de esquecer nunca) a pedir apoio depois de os outros terem marcado o golo do empate, eu estava incrédulo com o Quim e a Caetana desanimada, e não, Miguel, nesse momento não apoiámos. Mas apoiámos depois, naqueles três minutos quase não nos sentámos. Por nós e por ti.
Quando acabou o jogo, Miguel, a tua mãe levou-te. Alguns adeptos já se tinham ido embora. Mas quero que saibas que eu e a Caetana ficámos os dois de pé – os únicos na nossa fila – a aplaudir os jogadores, ainda que à nossa volta se vaiasse a equipa. O Luís de Sttau Monteiro escreveu um dia que “Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro”. Tu és daqueles benfiquistas honestamente hiperbólicos que nos obrigam a revermo-nos por dentro. Comigo e com a Caetana foi isso que aconteceu.
Naquele dia, podia ter chegado a casa e ter escrito um comentário a crucificar o Quim. Não fui capaz, Miguel, porque não consegui sentir-me revoltado. Triste sim, mas não revoltado. E a culpa foi tua – não podias ser um puto banal, um puto chato, um puto que não me tivesse tirado o protagonismo pedagógico junto da Caetana? Depois de ti, que lhe posso eu ensinar? Não podias ser um puto mimado, daqueles que ao intervalo precisam de coca-cola e gelados e cachorros e doces, em vez de seres um puto surdo-mudo de óculos e gorro a gesticular para o relvado da Luz? É que assim não vinha eu para casa com a certeza de que nada se ouviu mais alto naquele estádio naquela noite do que o teu silêncio, nem ninguém, por mais que tenha gritado e vociferado (mesmo aqueles que espumavam ofensas ao Quim) ensinou melhor a Caetana. As palmas no final, caro Miguel, as minhas e as da Caetana, que tu já não viste, eram para ti e para os jogadores, porque ao contrário daquele adepto que me perguntou por que razão estava eu a bater palmas (de uma maneira rude, com cuspo e espuma na boca à mistura) eu tenho sempre de aplaudir aqueles senhores, ainda que joguem mal, porque estão ao serviço de um clube que será sempre maior que eles, e, é verdade, não consegui esquecer-me de ti e da mestria da tua lição de apoio ao Benfica: façamos nós, os que lá vamos, pelo menos o pouco que muitos não podem fazer – apoiar. E voltámos para casa, a Caetana um pouco maior, eu indescritivelmente pequeno.
Obrigado, Miguel.
Terça-feira, 02.12.08

Longos polvos têm cem tentáculos.

- Jogo: Estrela da Amadora - Sporting, apitador que chegou à primeira categoria com adulteração de classificações: Paulo Costa (AF Porto).

- Jogo: Vitória de Setúbal - FC Porto, apitador que chegou à primeira categoria com adulteração de classificações: Jorge Sousa (AF Porto).

- Jogo: Marítimo - Benfica, apitador que chegou à primeira categoria com adulteração de classificações: Artur Soares Dias (AF Porto).

 

Este velho hábito de nomearem doninhas domesticadas tresanda mais do que um urinol público.

 

Peço desculpa a todos os leitores mais sensíveis por estar a falar destas coisas limpas da arbitragem portuguesa que nunca contribuíram para 30 anos de corrupção e para que o Benfica perdesse pontos nestes 30 anos e muito menos no jogo de ontem.

por Anátema Device às 22:12 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Crime lesa-futebol

A entrada a pés juntos do Sougou sobre o Fernando no jogo do 5º classificado frente à Académica foi de uma violência inexplicável. Um verdadeiro atentado ao futebol. Especialmente com o nº 2 do 5º classificado em campo. Nesse caso, teria sido serviço público. As costas e caras da maioria dos jogadores do campeonato agradeceriam.

por Lord Henry Wotton às 17:38 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Os Artistas e os "artistas"

Desde há anos que a FIFA tem feito uma campanha para defender o futebol-espectáculo e os seus maiores protagonistas - os grandes jogadores, os que fazem por vezes do futebol uma arte.

 

Dessa campanha fazem parte recomendações rigorosas às equipas de arbitragem para a protecção dos Artistas - punindo exemplarmente entradas por trás, agressões, jogo faltoso sistemático, enfim, tudo o que mata o espectáculo.

 

Cá em Portugal, é o que se sabe.  No caso que me interessa, os melhores jogadores do Benfica, os nossos Artistas (Cardozo, Suazo, Aimar, Reyes, Di Maria, Nuno Gomes) são verdadeiros "sacos de pancada".  Em todos os jogos parece haver por parte dos adversários alguns "artistas" de outra ordem de arte - especialmente destacados só para bater impiedosamente (estou-me a lembrar de Sandro ontem, do Flávio Meireles do Guimarães, etc), impedindo o futebol-arte e a demonstração em campo da superior qualidade dos nossos melhores jogadores.

 

Tudo isso, é claro, com a complacência de uma outra classe de "artistas" - os que antes vestiam só de negro e agora já se vestem de todas as cores, mas que continuam impunemente a espalhar a sua "arte" nos estádios - para bem de alguns mas para mal do futebol e, creio, para mal do Benfica.

por Artur Hermenegildo às 17:35 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Ser Benfiquista!!

Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.


Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.

 

(Luis Piçarra)


É exactamente por isso que hoje fui trabalhar de cabeça erguida.  Estas pequenas palavras demonstram bem o que é ser Benfica, ser do Benfica, ser Benfiquista.

 

Aos jogadores do Benfica apenas digo para que eles se mentalizem que jogam num clube Lutador que luta com fervor e que em Portugal não há rival.

 

Ao  entrarem num campo com essa mentalidade tudo será diferente. Se não for por vocês próprios, pelo vosso orgulho, que seja por respeito ao símbolo bordado  nas vossas camisolas.

 

 

 

Liderança

Sobre o desastroso resultado de ontem, a inexplicabilidade da atitude da equipa após o 2-1, os golos falhados, as ofertas ao adversário, a imbecilidade do árbitro, já tudo foi dito neste blog pelos meus companheiros (já agora: bem vindo, Simão!), e não o vou repetir.

 

Queria apenas deixar esta nota que me parece importante.

 

Todos sabemos que num grupo de trabalho, se após um clima de euforia as coisas começam a correr menos bem, pode-se passar rapidamente a um estado de profunda depressão.  Isso não pode acontecer, mas só não acontecerá se houver no grupo uma liderança forte - e é nestes momentos que essa liderança forte é fudamental.

 

Seguem-se a estes desaires recentes um período de jogos complicados, com o Marítimo e Nacional para o campeonato e o Leixões para a taça - para além de uma recepção ao Metalist que não deverá contar para nada mas onde está sempre em jogo o nosso prestígio.  A nossa Equipa tem de responder agora nestes jogos e estar á altura do desafio - ganhando-os.

 

Portanto, repito: caros Rui Costa, Quique Flores, Nuno Gomes - é neste preciso momento que a vossa Liderança enfrenta o  primeiro grande desafio.  É fundamental que a resposta esteja à altura do dito - porque depois poderá ser tarde demais.

 

por Artur Hermenegildo às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Reflexões sobre mais um desaire

1. Apesar da exibição de ontem não ter sido perfeita (sobretudo na primeira parte), e descontando os erros individuais, acho que o que o Benfica produziu justificava a vitória. Porém, o que conta são as bolas que entram...


2. No entanto, é óbvio que, tirando o período inicial da 2ª parte (15 minutos "à Benfica"), a exibição esteve longe de ser convincente. O Benfica continua a revelar as lacunas que têm acompanhado desde o início de época: lentidão na organização de jogo (e quando tenta acelerar, perdem-se muitos passes) e pouca pressão sobre o adversário quando este tem a bola (aliás, o 1º golo do Setúbal resulta em grande parte devido a essa falta de pressão, ao permitir ao adversário aproximar-se calmamente da área e que este rematasse sem grande oposição).
Neste aspecto, Carlos Martins, que tão boas indicações deu no início da época, tem estado bastante aquém do que lhe seria exigível: não só não pressiona como também tem falhado bastante no transporte de jogo, com sequências de passes disparatados.  Infelizmente, Yebda, que também tanto prometera no início da época, também tem decaído de produção nos últimos jogos. Não sei até que ponto Ruben Amorim poderia desempenhar este papel, mas claramente, é nesta posição que está um dos maiores (se não o maior) problema do Benfica.


3. Não gosto de particularizar os motivos dos resultados negativos, mas ontem a "derrota" por 2-2 de ontem teve a assinatura de Quim. Não vou insistir no assunto, pois subscrevo o que os meus colegas de blog escreveram. No entanto, os erros de Quim não teriam tido tanta importância se o Benfica tivesse conseguido um 3º golo... 


4. Apesar de tudo, continuo a fazer minhas todas as palavras que foram aqui escritas (por mim e pelos meus colegas de blog) entre o jogo em Atenas e o jogo de ontem, pois continuo a acreditar nesta equipa. É verdade que o "estado de graça" já terminou e que com "tiros nos pés" como o de ontem e o de 5ª feira passada, a paciência dos adeptos está à beira de se esgotar.
Pessoalmente, acho que com o investimento que foi feito no plantel, esperaria que nesta altura do campeonato (e aqui a expressão não podia ser mais apropriada!) que os resultados desse investimento já fossem mais visíveis.

No entanto, continuo a ser da opinião que o mais importante é a construção da equipa, ainda que isso implique alguns "tropeções" que nos levem ao desespero...
Tenho a certeza que Quique Flores e Rui Costa estão atentos ao que necessita de ser corrigido (do ponto de vista técnico e de lacunas do plantel) e que, a pouco e pouco, a equipa irá tirar partido do potencial que tem e num futuro não muito longínquo dar-nos muitas alegrias!
 

5. Sugiro ao Ministério da Saúde envie que uma equipa de inspectores à FPF: claramente, o posto de guarda-redes da selecção está contaminado com "gripe das aves"...

Quim

Custa-me imenso escrever este post, mas tem mesmo que ser. Nota de intenções: sou um moreirista convicto e ainda hoje acho extremamente injusto ele ter perdido a titularidade no ano do último título num jogo em que foi indiscutivelmente o melhor jogador da equipa, apesar de termos perdido por 4-1. Não obstante, foi com toda a justiça que o Quim foi o titular indiscutível nas últimas duas épocas (até pelas lesões que o Moreira sofreu) e foi uma sacanice o que o Koeman lhe fez há três anos ao retirá-lo da baliza depois de uma série de cinco jogos sem sofrer golos, e ainda por cima actuando em inferioridade física nalguns deles.

 

Dito isto, é por demais evidente a má forma do Quim nos últimos tempos e o jogador deve ser protegido indo para o banco nos próximos jogos. Mas a razão do meu post é outra. Foi com surpresa que verifiquei que, faltando o Nuno Gomes e Luisão, foi o Katsouranis o capitão do Benfica nesta partida. Sinceramente não percebo isto: temos um guarda-redes que está há quatro anos no clube, foi campeão nacional e venceu uma supertaça, é titular da selecção nacional e quem é o capitão é um jogador com dois anos de casa, que ainda por cima manifestou a vontade de sair neste Verão. Das duas uma: ou foi uma maneira de celebrar os 100 jogos do grego com a Gloriosa camisola (como sugeriu o D’Arcy), ou foi a assunção do facto de o Quim não ter mesmo perfil nenhum para liderar. O que, com o currículo dele, acho absolutamente incompreensível. E mesmo inaceitável. Pode não se ter feitio de líder, mas há ocasiões em que isso tem mesmo que ser feito. Sob pena de perdermos credibilidade. Como aconteceu neste caso.

por S.L.B. às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Fracasso

Este empate desastrado e ridículo desta noite foi, pelo menos para mim, muito pior e muito mais nefasto do que a goleada de Atenas. Era importante reagirmos de forma positiva à goleada, e era também importante chegarmos à liderança hoje, sob pena de despoletarmos um clima negativo de descrença na equipa e em redor dela. Falhámos estes objectivos e, o que foi pior, deixámos no ar a ideia de um retorno a um mau passado recente, a que o Quique já se tinha referido após o jogo da UEFA.

A equipa apresentou-se com algumas alterações em relação à que tão má conta deu de si em Atenas. Saíram David Luíz, Binya, Yebda (para alguma surpresa minha) e Nuno Gomes, entrando para os seus lugares Miguel Vítor, Katsouranis (foi capitão esta noite, presumo que para assinalar o seu centésimo jogo pelo Benfica), Carlos Martins e Cardozo. Na prática, e com o decorrer do jogo isto foi visível, alinhámos em 4-1-3-2, já que o Katsouranis se posicionou claramente como membro mais recuado do meio campo, jogando bastante junto dos centrais. O maior problema que notei nesta disposição foi a incapacidade para fazermos pressão no centro do terreno, resultado da saída do Yebda do onze. O Katsouranis estava demasiado recuado para o fazer (e não tem mobilidade para andar constantemente a morder os calcanhares aos adversários), e o Carlos Martins anda por ali na realidade virtual dele, em que pressionar significa entrar atrasado aos lances, de pé em riste à altura do pescoço, arriscando-se a ser expulso se por acaso calhar acertar num adversário. Ainda assim a qualidade do nosso jogo nem foi particularmente desagradável. O Setúbal, demasiado amedrontado para tentar sequer passar a linha do meio campo na maior parte do tempo, permitia-nos controlar o jogo quase sempre na metade adversária do campo. Conseguimos criar até algumas boas oportunidades, mas de uma forma ou de outra acabámos sempre por conseguir desperdiçá-las, algumas delas de forma quase infantil. Não percebo como é que um avançado com a qualidade do Suazo, que passou anos a marcar golos na dificílima Serie A, chega ao Benfica e desata a falhar oportunidades de bradar aos céus.

Depois lá está, é a velha máxima do futebol: quem não marca, sofre. Pouco depois da meia hora de jogo o Setúbal lá se decidiu a subir, fez aquele que deve ter sido o primeiro remate na direcção da baliza, e aquele que se acabaria por revelar o destaque da noite, o Quim, apesar do remate ser de ângulo apertado e de não levar muita força, lá decidiu que o melhor era dar uma palmada para o lado em vez de agarrar a bola. O resultado foi uma asssitência perfeita, em bandeja de ouro e tudo (prata não é suficientemente bom) para o primeiro golo do jogo, já que a bola foi colocada perfeitinha nos pés de um isoladíssimo jogador do Setúbal. O Benfica nem reagiu muito mal, acelerou o ritmo de jogo, criou mais algumas oportunidades, e continuou a falhá-las ao mesmo ritmo que as ia criando (com destaque para um remate do Rúben Amorim que ainda tocou na barra). Assim sendo, mais uma primeira parte em branco (é inexplicável que o Benfica este ano para o campeonato, em casa, ainda não tenha sido capaz de marcar um único golo durante a primeira parte dos jogos).

A entrada do Benfica na segunda parte foi uma agradável surpresa. Sem quaisquer alterações no onze, mas com uma atitude e uma dinâmica muito diferentes para melhor, rapidamente encostámos o Setúbal às cordas, e passados dois minutos estava feito o empate - marcou o Katsouranis numa jogada de insistência, aproveitando um remate falhado do Suazo após passe seu. A pressão continuou, as oportunidades claras de golo também, Suazo e Cardozo estiveram perto de marcar, e o golo parecia iminente. Inevitavelmente, e ainda antes de passado um quarto de hora desta segunda parte, acabou por surgir. Foi um bom trabalho dos dois avançados do Benfica, com o Cardozo a tocar de primeira atrasado para a entrada da área, onde surgiu o Suazo a rematar também de primeira para o golo. O mais difícil estava feito, e agora esperava eu que o Benfica fizesse aquilo que tem feito esta época, e que para mim tem marcado a principal diferença para o passado mais recente: a vencer, que não nos acomodássemos sobre a vantagem e que aproveitássemos o nosso ascendente no jogo para continuarmos a pressionar em busca de uma vantagem mais confortável. Enganei-me redondamente. Assim que marcámos o segundo, a equipa desligou. O Setúbal, que raramente tinha tido posse de bola e que quase nunca conseguia jogar no nosso meio campo, agora tinha-a quase sempre em seu poder, enquanto que nós íamos assistindo impavidamente ao desenrolar do jogo - e esta passividade estendeu-se também ao nosso banco, já que de lá foram assistindo às substituições do Setúbal e ao crescente ascendente deste no jogo sem qualquer tipo de reacção até aos setenta e sete minutos, quando (finalmente!) o Carlos Martins foi retirado de um terreno de jogo onde já não deveria estar há imenso tempo. Porquê este comportamento? Porquê tirar o pé do acelerador quando estamos na mó de cima, e entregar a iniciativa do jogo a um adversário encostado às cordas, permitindo-lhe recuperar o fôlego e a confiança? É incompreensível.

Ainda assim houve oportunidade para assistirmos a mais uma daquelas bizarrias típicas do nosso campeonato que, não servindo de desculpa para o que se passou esta noite, merece ser descrita. Sobre a esquerda, o Sandro (que já tinha um amarelo) faz uma falta dura sobre o Reyes. A bola sobra para o Jorge Ribeiro, que hesita em prosseguir o lance dada a evidência da falta. O árbitro indica que dá a lei da vantagem, e o Jorge Ribeiro segue para a linha de fundo, onde centra para o Suazo aparecer à vontade no segundo poste a marcar o nosso terceiro golo. Estranhamente, nessa altura o árbitro resolve que afinal sim senhor, era mesmo falta sobre o Reyes. Para dar sequência à bizarria, o segundo amarelo para o Sandro fica no bolso. Enfim, daquelas coisas que só visto. A verdade é que continuámos só com um golo de vantagem, e o Setúbal cresceu ainda mais nos minutos finais. Cinco minutos de descontos para animar a malta, e o Quim lá achou que era a altura ideal para brilhar mais uma vez. Na sequência de um canto, e do consequente alívio, na meia lua da nossa área um jogador do Setúbal faz um pontapé de bicicleta que leva a bola a cair, a uma velocidade bastante moderada, sobre a nossa baliza. O Quim decidiu fazer sabe-se lá o quê. Agarrar a bola não, que já se sabe que ela tem picos. E socá-la para fora também não, por isso restou a terceira alternativa, que foi ajudar a bola a entrar na nossa baliza e, assim, em bandeja de platina (ouro aqui já não dava) oferecer um empate inesperadíssimo ao Setúbal. Como brindes extra junte-se-lhe a perda de dois dos pontos de vantagem que tínhamos sobre os queques possidónios e os andrades, e ainda a manutenção da liderança por parte do Leixões. Bravo, Quim, nem o Pai Natal conseguiria entregar tanta prenda em tão pouco tempo.

Escolher melhores e piores é difícil estando eu tão furioso. Escolho o Miguel Vítor como o mais lúcido da defesa (hoje não gostei muito do Sídnei), e menciono também o Katsouranis pelo golo que marcou e pelo que jogou na segunda parte. Quanto aos piores, e antes de passar ao Quim, deixem-me mencionar que voltei a ver um jogo do Carlos Martins que me exasperou. Eu quase nem consigo dizer se aquilo é jogar bem ou mal. É uma espécie de realidade virtual dele, em que um passe simples e directo para um colega a três metros tem que ser feito com o calcanhar, e onde percorrer o caminho mais directo do ponto A para o ponto B implica ziguezaguear pelo meio de seis adversários, tentando fazer um túnel a pelo metade deles. Os cantos e livres (a sua suposta especialidade) foram quase todos mal marcados. E a quantidade de passes errados e perdas de bola foram assustadores.

Quanto ao Quim, foi obviamente a estrela (no papel de vilão) da comédia trágica desta noite. Sim, eu sei que o Quim já nos deu muito, eu sei que já nos salvou diversas vezes, e que muitos pontos lhe devemos. Tenho muito respeito por ele, respeito esse que ele mesmo conseguiu conquistar, à custa do seu trabalho. Mas isso de pouco serve no presente. Se um jogador não está em forma, então deve ceder o lugar a um colega que possa no momento fazer melhor. E a verdade é que desde a derrota no Alvalixo contra a Dinamarca, ao serviço da selecção, que o Quim tem andado numa forma terrível. Se a gente manda para lá um guarda-redes confiante e em grande forma para depois nos devolverem o que a gente viu esta noite, então o melhor é mesmo não o deixarmos ir lá mais. Para além disso, o Quim continua a revelar as mesmas duas grandes lacunas que sempre revelou, desde que chegou ao Benfica: não agarra 90% das bolas (então se forem bolas pelo ar, esta percentagem eleva-se a 99,99%), optando quase sempre pela palmadinha amigável na redondinha (é à palmadinha mesmo; ao soco era o Bento e se não estivesse lá a bola era a cabeça do avançado que levava), e só sai da baliza quando, atrás de si, alguém agita uma arma medieval na sua direcção. Isto nunca foi corrigido. A verdade é que estou farto disto. O Benfica não pode, na maioria dos jogos, fazer vinte remates à baliza, com o guarda-redes deles a defender que se desunha, e depois o adversário faz dois ou três e marca tantos ou mais golos do que nós. Os nossos jogadores, tendo em conta a sua experiência e o que ganham, têm a obrigação de demonstrar em campo que são melhores que os outros, que são uma mais-valia e justificam precisamente aquilo que lhes é pago. O Quim, infelizmente, nos últimos jogos não tem sido uma mais-valia. Não quero obviamente fazer dele o bode expiatório daquilo que de mal tem acontecido ao Benfica, mas hoje não podia dizer mais nada. Não quero saber se joga o Quim, o Moreira ou o Moretto. Quero é que jogue o guarda-redes que estiver em melhor forma, e que melhor consiga defender os interesses do Benfica em campo. Neste momento custa-me acreditar que o Quim esteja nessa situação.

Para mim o pior mesmo desta noite, volto a repetir, foi a sensação com que fiquei de um certo regresso a um (mau) passado recente. A um passado de um Benfica de ideias curtas, de horizontes pequenos, de medos cénicos. Falhando nas alturas decisivas - perante uma oportunidade de atingir a liderança isolada, empatamos em casa com uma equipa de outro campeonato. Conformando-se com os serviços mínimos - fechando a loja logo após a obtenção da vantagem no marcador. Não é isto que eu quero, não é isto que eu espero desta equipa. A minha confiança quase inabalável esta época prende-se precisamente na convicção de que estes maus hábitos estão afastados. Por isso é que este empate me custou tanto. Não foi pelo empate em si; se tivéssemos empatado depois de termos passado a segunda parte em cima do adversário, à procura de mais um golo, eu diria 'Olha, azar. Para a próxima corre melhor.'. Seria um esforço inglório, traído por um acaso do destino. A infelicidade a surpreender-nos numa ocasião em que tudo tentámos para ser felizes. Mas consentirmos o empate depois de largos minutos em que apenas parecíamos estar em campo para segurar uma magra vantagem é simplesmente um fracasso. É contentarmo-nos com o objectivo mínimo; é como respondermos apenas a metade das perguntas num exame e depois entregarmos a folha, porque basta um dez para passarmos; é deixarmo-nos seduzir pela tentação da mediocridade. E, mesmo assim, fracassar. É isto que me deixa desiludido. Não o fracasso em si. Mas sim o tamanho diminuto da ambição.

 

P.S.- Apesar de tudo, mantenho a convicção inabalável de que vamos ser campeões.

por D`Arcy às 00:42 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Lixado com F maiúsculo, mas...

Fiquei lixado? Obviamente que sim, como qualquer outro benfiquista. Fiquei lixado com muita coisa. Fiquei lixado com a atitude da equipa que, depois do 2-1, recuou de forma inexplicável. Fiquei lixado com o Joaquim Sampaio de quem espero sempre mais do que a mediocridade que mostrou no jogo contra as sarrdinhas. Fiquei lixado com o apitador que por ali andou: há um golo limpinho que o árbitro de primeira categoria que subiu na carreirinha como todos nós sabemos anulou à má fila. Fiquei lixado com a possibilidade gorada de sermos actualmente os líderes da classificação. Fiquei lixado!! Tal como ficaram lixados o Quique e o Rui e todos os que sofrem pelo nosso Benfica.

 

Depois vêm as sms dos meus amigos que tiveram a infelicidade de serem adeptos de clubes com camisolas ridículas a imitar as barracas da praia da Figueira ou da Nazaré.

 

Às 21 horas e 19 minutos recebi, em plena Catedral da Luz, a seguinte mensagem de um desses amigos: Por cada golo do Benfica, você terá direito a uma travessa de carrapaus. O nosso Benfica ainda não marcara nenhum golo e perdia. No final do jogo, enquanto abandonava o Estádio da Luz, mas não abandonava o orgulho em ser benfiquista, respondi: Seremos campeões!

 

E, apesar de lixado com tudo o que hoje aconteceu, continuo a acreditar que seremos campeões.

_____

Quem quiser dar para o peditório da cantilena do “eu bem avisei” e gritar pela demissão dos que me fazem acreditar que seremos campeões, pode dar na caixa de comentários.

por Pedro F. Ferreira às 00:28 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Segunda-feira, 01.12.08

Da glória

 Falta a este Benfica uma lata maior, um sangue mais vermelho, um ataque mais avassalador. Sejamos directos: temos a obrigação de encostar os setúbales deste campeonato às cordas desde o início do jogo até ao fim. Hoje, como noutros jogos, começámos moles, e os jogadores do meio campo para a frente não se mexiam o suficiente. Só na segunda parte é que entrámos bem - com velocidade e trocas de posições do pessoal mais avançado demos cabo da defesa do Vitória e marcámos dois golos. Não pode ser preciso estar a perder para ter coração para ir encher a baliza contrária de golos.  O problema parecia estar resolvido com a marcha triunfal do início da segunda parte - e não é que o Benfica abranda o jogo? A ganhar, decide tomar a atitude que o fez começar a perder. E sofre um golo patético.

 Moral da história: a glória não é dos chatos. Tudo para a frente!

por Simão às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (5)

10 razões porque Moreira tem de entrar JÁ n

Eu dou a primeira: Porque a equipa precisa de um safanão e embora a história raramente se repita, neste momento estou completamente certo que foi com a substituição de um então abúlico Moreira que se iniciou a caminhada decisiva que viria a culminar com o último título que conquistamos.

 

O D'arcy vai dar, à vontade, mais três, ficam a faltar seis. Eu conseguiria arranjá-las à vontade, mas não vos quero privar desse prazer. Uma vez que prazer é coisa que dificilmente terei hoje, vou rever isto. Pode ser que ajude.

 

Mas tenho quase a certeza que o Joaquim vai aparecer no meu sono hoje. Pesadelo por pesadelo, ao menos que no futuro próximo o único sítio em que tenha de me voltar a deparar com ele seja nos meus sonhos.

sinto-me: revoltado
por Superman Torras às 22:55 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Equipa para logo e pergunta (de retórica) do dia

Depois de uma derrota traumática, logo à noite recebemos o Vitória de Setubal com a possibilidade de voltarmos a atingir o lugar que é nosso por direito adquirido: o 1º.

 

A esperança é que o trauma já seja parte do passado e que os jogadores entrem para a partida com vontade de a resolver cedo. Que é coisa que não se tem visto na maior parte dos jogos desta época, daí o meu desejo.

 

Quanto ao 11 que na minha opinião deveria entrar em campo mais logo, ele seria qualquer coisa como isto:

 

Quim, Maxi, Sidnei, Miguel Vitor, Jorge Ribeiro; Katsouranis, Yebda, Amorim; Reyes, Suazo e Cardozo.

 

Hesitei nas seguintes posições: na baliza se o Quim voltar a mostrar a mesma passividade que exibiu na Grécia apresentava-lhe o banco. Estando definitivamente apto, Moreira tem tudo para ser o guarda-redes do Benfica nos próximos 10 anos.

 

No centro da defesa faria aquilo que já deveria ter sido feito para o jogo de 5ª feira, isto é, reeditava a dupla que tão boa conta deu de si nos poucos jogos em que jogaram juntos. David Luiz esteve muito mal nesse jogo e se bem que os 12 meses de ausência possam ajudar a explicar muitas coisas, por outro lado as ambições do Benfica não podem ser postas em causa devido à inexperiência de um jogador que não saberá, eventualmente, admitir perante o treinador que ainda não se encontra em condições de jogar.

 

Do meio para a frente e com as lesões de Nuno Gomes e Aimar (um Aimar não lesionado é que começa a ser uma visão longínqua) penso que é chegada a hora de apostar na tripla Reyes, Cardozo e Suazo. Com o hondurenho a descair preferencialmente para a ala direita a fim de baralhar as marcações dos sadinos. Cardozo deve de uma vez por todas ser entendido como o homem-poste, aquela espécie de avançados que ficam na frente apenas para dar o último toque na bola. Não creio que a equipa ganhe grande coisa quando ele recua no terreno para tabelar com os companheiros ou para fugir às marcações.

 

Já Suazo tem dado muito boas indicações sempre que cai para uma das alas, até porque só dessa forma tem encontrado espaços para galgar metros e para fazer gala da sua velocidade. Ou alguém de bom senso acredita que o Vitória não vem hoje colocar o autocarro à frente da sua baliza, na Luz?

 

E para finalizar, a pergunta do dia: é feriado nacional, os jogos da Superliga já se disputaram praticamente todos, há algum motivo que não a simples e egoísta razão televisiva que quer aproveitar o prime-time para exibir o campeão de audiências para este jogo não se realizar às 16h?

 

 

 

 

por Superman Torras às 10:39 | link do post | comentar | ver comentários (23)

Faltas de comparência.

Pensava eu que a derrota em caso de falta de comparência era de 3-0. Afinal, parece que não. O Guimarães, ontem, faltou ao jogo com os queques do Lumiar e, segundo me dizem, perdeu apenas por 2-0.

Quem também não compareceu foram os olés por parte dos adeptos do Guimarães, uma vez que parece ser norma, no Alvalixo, os adeptos das equipas que faltam ao jogo gritarem olés quando estão a ser humilhados.

Parece que, à falta de olés, ouvia-se numa das bancadas o barulho dos adeptos da bancada oposta a cuspirem as pevides, tal era a afluência de público.

 

----------

 

Hoje, mais do que nunca, não podemos faltar. Não pode haver falta de comparência.  Garanto-vos que, ao contrário do Guimarães no Alvalixo, o Setúbal vai comparecer na Luz Assim,mais logo, no nosso Estádio, vamos marcar presença e mostrar, mais uma vez, aos adversários que esta nossa equipa não caminha sozinha e que tem quem lhe saiba amparar as quedas para a reerguer rumo à vitória.

por Anátema Device às 00:45 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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