VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 31.01.09

elogio ao Mantorras

 Digam o que disserem os especialistas, os caras-de-pau, os representantes da falta de graça: o Mantorras dá outra alma a esta equipa e levanta o estádio todo e basta-lhe existir para que isso aconteça e eu fervo quando ele joga e o campo tem um novo sentido quando entra e é do Benfica a sério e nós somos com ele. E - não se esqueçam - marca golos. Viva o Mantorras.

por Simão às 23:04 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Vamos ser campeões!

Vitória sofrida com golo decisivo a ser marcado pelo Mantorras. Que sinal melhor do que este poderíamos ter?...

Sexta-feira, 30.01.09

É fartar vilanagem.

Se dúvidas existiam, a suspensão de Katsouranis torna cristalina esta certeza: somos um alvo a abater. No final da época, quando festejarmos o título, vamos poder rir de todas estas manobras.

Mas, por agora, não dá nenhuma vontade de rir. Só de gritar: "Vão bardamerda!"

Contra 14

Como a pouca vergonha não tem limites, foi nomeado o irmão do Sr. Paulo Costa (recuso-me a conspurcar um nome que é tão digno) para o nosso jogo frente ao Rio Ave. Para os mais esquecidos, recordo que esta figura da arbitragem nacional já este ano nos escamoteou um penalty evidente sobre o Ruben Amorim na partida frente à Naval (isto já para não falar neste e neste jogo de épocas anteriores).

 

Ora bem, deixa cá ver se eu percebo: véspera de ir a casa do CRAC, Katsouranis castigado por dizer as verdades, Luisão e Maxi Pereira com quatro amarelos (alguém quer apostar que, pelo menos, um deles vai vê-lo?) e o árbitro vai ser este senhor. Teme-se o pior...

 

P.S. - Espero que os jogadores do Benfica estejam capacitados da dificuldade extra que este encontro vai ter e que, por uma vez na época em jogos em casa, NÃO OFEREÇAM a 1ª parte ao adversário.

por S.L.B. às 02:43 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Quinta-feira, 29.01.09

O que vale é que não voam

O conselho de disciplina da liga suspendeu o Katsouranis por um jogo, para além de suspender e multar também o nosso acessor jurídico Paulo GOnçalves, por terem expressado a sua indignação perante a actuação vergonhosa do ladrão pedro henriques, o que foi considerado pelo cd da liga como "injúrias".

 

Só me vem à cabeça mais uma vez a canção do Pi de la Serra, que dizia no refrão "Se os filhos da puta voassem, nunca mais se via o Sol".

 

O que nos vale, de facto, é que não voam.

por Artur Hermenegildo às 16:23 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quarta-feira, 28.01.09

É coador*

O Miguel Sabugo Tavares (também conhecido por monge copista), no seu modo desajeitado característico de quem já foi desenfreadamente a correr contra muito muro (é a única explicação que encontro para aquela fisionomia), faz hoje uma extraordinária incursão pelo mundo da ginástica desportiva e mostra um impressionante repertório de piruetas, mortais encarpados e flic flacs à retaguarda (demonstrando uma elasticidade a todos os títulos notável para alguém semelhante a um boxer com 150 anos) para tentar demonstrar que o clube condenado por corrupção não foi beneficiado pelo árbitro (e uso livremente o termo) no jogo contra o Braga, ao invés do jogo com o Benfica em que, de acordo com o monge copista, a verdade desportiva foi adulterada.

 
O brilhante escriba inicia a prova com um elegante movimento que partiria a espinha a uma pessoa sem a sua flexibilidade e relativiza o fora-de-jogo do Homem-Porco, Capitão América ou Hulk ou lá o que é, porque – saboreemos a excentricidade da alarvidade – ‘quem estava em off-side (é um moço culto, não gosta do popularucho ‘fora-de-jogo’ – ou então foi assim que copiou) foi o jogador que assistiu e não o jogador que marcou’. Bom, assim é completamente diferente. Ah, a genialidade deste moço, o seu libertador brilhantismo que quebra com as amarras do pensamento mainstream e nos conduz em direcção à iluminação intelectual. É inacreditavelmente genial, de forma sublime. É, muito provavelmente, o tipo mais brilhante que já viveu, desde o início da história da humanidade (e, provavelmente, até antes disso). É superlativamente inteligente, inacreditavelmente perspicaz, impossivelmente arguto.
 
De seguida, o Sabugo continua alegremente a espraiar a sua elegância pelas barras paralelas e, num vistoso movimento acrobático, vomita que se anulou um golo a um tal de Tomás Costa, o que ‘tornaria inútil a discussão sobre os penalties da segunda parte’. Recapitulemos: como decide que devia ter sido golo, isso invalida a discussão sobre o que aconteceu no resto da partida, porque implicaria uma alteração do fio da realidade e todos os acontecimentos daí em diante seriam afectados, criando um futuro diferente. Parece complicado? Nada que o cientista dos filmes do Back to the Future não vos consiga explicar.
Isto, na verdade, é profundamente revolucionário e cria uma nova escola chamada ‘Determinismo Obtuso’ segundo a qual, por exemplo, um lançamento de linha lateral decidido ao contrário pela equipa de arbitragem aos 30 segundos vicia de forma fatal um jogo porque – ah, o medo - altera o continuum da realidade e torna inútil a discussão de qualquer lance a partir daí. Bonito.
 
Não satisfeito com a magnífica exibição de agilidade, e já numa perspectiva de exibicionismo que roça a vaidade (como quem diz: ‘há muito mais piruetas de onde estas vieram’), ainda nos presenteia com duas piruetas invertidas de belo efeito. A saber: no penalty sobre o Meyong defende que é o Meyong que vai contra o Helton e não o contrário – as leis do espaço e do tempo não se aplicam de forma coerente no universo da Nadia Comaneci da imprensa desportiva portuguesa; na mão do Guarín dentro da área, curiosamente a emissão que lhe proporcionou as esclarecedoras repetições que lhe permitiram ter certezas nos lances do Meyong e do Tomás Costa aqui já não lhe conseguiu ‘mostrar o lance com clareza’.
 
Se por um lado é engraçado (e bizarro - não esqueçamos bizarro) ver uma figura semelhante a um carapau seco de 2 metros a emular jovens adolescentes de Leste em saraus de ginástica, por outro lado é triste e incomodativo, porque depois das piruetas aterra sistematicamente de cara. E aquela cara já sofreu que chegue.
 
 
* O monge copista é uma espécie de coador viciado que filtra apenas a estupidez, concentrando-se ferozmente nela, e retém esquecidos na rede a verdade e o sentido de vergonha (e arbitragens como as do Rio Ave-Benfica, Guimarães-Benfica, Benfica-Setúbal, Leixões-Benfica, Benfica-Nacional e Belenenses-Benfica), que depois atira para o lixo.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:07 | link do post | comentar | ver comentários (45)
Terça-feira, 27.01.09

Como o modelo ou ao contrário de Penélope.

Caro futuro presidente do Benfica,

 
tenho lido e ouvido muitas vezes que o Benfica deve tomar como modelo a seguir um certo clube regional, que, de acordo com o que por aí se escreve e diz, é exemplar sob vários pontos de vista. Eu assisti à ascensão nos últimos anos desse clube e por isso acho que também lhe posso sugerir umas medidas que deve adoptar assim que assumir o cargo. Ora, porque também sou da opinião de que a política desse clube o conduziu e conduz à conquista de troféus, aqui vai a sua agenda:
 
1.       Garantir que se verifiquem alguns acasos no que diz respeito à arbitragem. Por exemplo, garantir que uma factura de uma viagem de um árbitro vá parar, por coincidência, à tesouraria do clube. Depois, esperar que ocorra a sistemática contingência de o árbitro errar (o que, aliás, faz parte do espectáculo), sempre que nos der jeito. Se, por causa dessas contingências, formos apanhados nas teias da dúbia justiça lusa, é importante que se procure evitar a condenação por efectiva corrupção (se for na forma tentada, tudo bem, e se nos penalizarem quando os pontos já não nos fizerem falta, melhor ainda).
 
2.       Não interferir com os adeptos na sua missão de fazer sentir o peso da camisola aos jogadores. Poderá haver alminhas maledicentes que achem os métodos pouco ortodoxos, mas basta ignorá-las e elas calam-se – afinal será apenas a inveja a falar. Já que se fala nisso, para os adeptos mais interessados, há um bom manual publicado sobre como ser adepto de um clube vencedor.
 
3.       Comprar jogadores baratos para emprestar a outros clubes. É claro que esta medida tem de ser acompanhada por alguns bruxedos, rezas e orações que façam com que esses jogadores, excepcionalmente, joguem mal contra o nosso clube, ou então que adoeçam apenas no dia do jogo contra o clube que, e é bom que eles não se esqueçam disso, lhes paga o ordenado.
 
4.       Incentivar simpatizantes do nosso clube a integrarem cargos directivos de instituições relacionadas com o futebol (honestamente, não vejo qual é a vantagem, mas parece que dá resultado).
 
5.       Contratar um jogador da categoria do Bruno Alves para a nossa equipa (o Binya é muito fraquinho, e, ainda assim, não tem aquela habilidade do Bruno de jogar no limite inferior dos cartões amarelos e vermelhos). Faz-nos falta um jogador com aquele notável poder de impulsão, com aquela garra que o leva a discutir todos os lances sem medo e a meter medo.
 
6.       Fazer amizades em profissões-chave da nossa sociedade – nunca se sabe quando é que será importante ter uma almoçarada na Assembleia da República ou receber um telefonema amigo que nos aconselhe uma escapadela turística à Galiza em alturas de promoções.
 
7.       Controlar os jornalistas. Nisto os adeptos até podem dar uma mão (e há vídeos na internet que explicam isso muito bem), mas o mais importante é contratar um guarda Caim que possa meter medo aos Abéis deste mundo, sejam eles guardas ou jornalistas.
 
8.       Trazer vários treinadores com o engodo de um dia treinarem o clube. É sempre bom porque assim não temos de ouvir a chinfrineira habitual quando a acidental inclinação do árbitro não lhes é favorável.
 
9.       Por último, comprar bons jogadores e pagar-lhes bem, com aquele dinheiro que naturalmente resultar desta eficaz gestão, com os quais se possa fazer uma equipa que dê nas vistas na Europa.
 
Para começar, isto deve ser suficiente, e portanto vou já encomendar os cachecóis do penta.
 
p.s. – este post vem na sequência da minha reflexão matinal de hoje: por que razão rimará “bananal” com “Portugal”?

Cacique duplo

Depois de finalmente perceber a incompatibilidade (conflito de interesses) de manobrar nos bastidores em simultâneo para o clube condenado por corrupção e para a sua filial de Braga (quando jogam um contra o outro, quem beneficiar? O dono tem prioridade, como se viu), o cacique de Braga entrou em curto-circuito e demitiu-se da FPF, prometendo dizer ‘umas verdades’.

Antecipam-se considerações escaldantes sobre o cabelo do Jorge Jesus (as más línguas falam em laca) e a desaconselhada quantidade de tempo que passa a jogar playstation, bem como revelações bombásticas sobre o milagre do financiamento do Estádio de Braga (as más línguas mencionam intervenção divina: faz sentido, dado que o clube é gerido pelo Salvador e treinado pelo Jesus).

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 26.01.09

O iscrétchi-dji-tôdos-nóis

Heróis du má, nôbri pôvu
Náção valêntchi, imurtáu
Lêvantái hôji dji nôvu
O isplendô dji Purtugáu

Entri ais bruma dá mêmóriá
Ô Pátriá sentchi-si à vóis
Dus teu êgrégius avóis
Qui à dji guiar-tchi à vitóriá

Às ááármá, às ááármá
Sôbri à terrá, sôbri u máá
Às ááárma, às ááárma
Pêlá Pátriáá lutáá

Contrá us canhão
Márchá, márchááá

Com Deco, Pepe, Liedson, Paulo Assunção e os que vierem a seguir (sugiro o Tiuí). Força Queirósz!

por D`Arcy às 12:27 | link do post | comentar | ver comentários (53)
Domingo, 25.01.09

Entre sexta e domingo, entre Belém e Palermo.

Na sexta-feira, antes e durante o jogo, apanhámos uma molha tremenda. Vimos água diluviana e a presença de um sério candidato a urso para entrar na Arca de Noé: Elmano Santos. A crónica do jogo foi feita pelo D’Arcy e concordo com a essência do que ele escreve. O Benfica não joga bem, nem bonito, mas joga o suficiente para, caso houvesse qualidade e coluna vertebral na arbitragem, ganhar o jogo. Dizer isto é, para muitos dos meus consórcios benfiquistas, um crime de lesa-águia. Pois nestas palavras lêem uma desresponsabilização da equipa de futebol, do presidente, do roupeiro, do condutor do autocarro e do Rui Costa. Errado, nestas palavras peço que leiam o que elas dizem: jogámos feio, não jogámos bem, mas jogámos o suficiente para merecer a vitória. Não a conseguimos por culpas próprias e erros alheios.

Das culpas próprias falou o D’Arcy, e bem, neste post. Dos erros alheios acrescento agora: Elmano Santos, um útil incompetente, não viu duas grandes penalidades a favor do Benfica; não quis expulsar um tal de Baiano que aos 13 minutos derrubou, de forma ostensiva e descarada, Suazo, quando este se isolava; quis expulsar e expulsou Miguel Vítor com dois cartões amarelos (no primeiro nem falta houve); e ignorou uma entrada violentíssima de Silas sobre Di Maria aos 65 minutos. Objectivamente, adulterou a “verdade desportiva”.

 

Na sexta-feira, após o jogo, Enrique Flores zurziu publicamente Reyes. Eu simpatizo com Reyes e considero-o o mais empolgante futebolista do futebol português. Confio na competência de Enrique Flores, mas não aprecio a forma como pôs o Benfica a jogar numa espécie de contra-ataque em função da velocidade de Suazo. Ainda assim, tenho de aceitar a crítica que fez ao Reyes. O responsável é ele (o treinador) e, como responsável que é, será julgado pelos seus actos e pelas suas decisões e não pelas decisões dos adeptos, da comunicação social ou de qualquer outro que esteja longe da realidade do grupo. Tal como confidenciou um grande, enorme, benfiquista a quem reconheço grandes capacidades de liderança: “quem toma decisões corre o risco de vir a ser apelidado de 'palhaço', mas sê-lo-ei com a maquilhagem que escolhi e não com a que os outros querem escolher por mim”. Enrique Flores segue este lema e espero que seja tão exigente consigo como é com os seus futebolistas. Quero acreditar que assim é.

Quanto a Reyes – desde que não faça birras, não se aproveite de um qualquer motivo pessoal para abandonar o Clube e comece a empenhar-se nos treinos como o treinador deseja – pode demonstrar no campo (e no campo de treinos) a injustiça das palavras do treinador.

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No sábado, o Braga foi roubado por uma boa causa: o benefício do clube regional dos andrades. Luís Sobral, Rui Santos, um tal de Salvador, Mesquita Machado, Jorge Jesus e tantos outros podiam ter voltado a chiar. Mas não, desta vez optaram pelo silêncio ou por chios que, de tão ridículos, ilustram bem a verticalidade dos roedores em causa. Paulo Costa fez o que se esperava, os outros actores cumpriram e os avençados limparam o resto da sujidade. Missão cumprida e venha a próxima.

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Hoje, domingo, a próxima missão das lavadeiras avençadas está já aí: limpar as seguintes palavras de Paulo Assunção: "Disseram-me que se não renovasse até quarta-feira levaria um tiro num joelho. Perseguiram-me de carro, mas fui logo à polícia. O clube enviou uma pessoa a minha casa, mas não dava."

Acredito que conseguirão limpar estas palavras tal como conseguiram limpar as palavras de Costinha, numa entrevista a Alexandra Tavares Teles, para a revista Sábado, em 2005:

ATT- Foi ameaçado?

Costinha - Sim, mas como tenho um grande amigo na cidade do Porto o caso teve um fim pacífico. [link]

 

Percebem o motivo que leva Mourinho a chamar Palermo àquilo?

por Pedro F. Ferreira às 18:33 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Sábado, 24.01.09

PlayStation

Terminou há momentos o jogo entre os andrades e a sua equipa C, com a vitória do clube visitante por dois a zero. O primeiro golo foi precedido de fora-de-jogo, tendo ainda os bracarenses reclamado pelo menos duas grandes penalidades durante os noventa minutos (uma por falta sobre Alan, outra por mão do Guarín). Declarações de Jorge Jesus:

"Já vi o lance e o jogador estava fora de jogo. Este primeiro golo teve muita influência no desenrolar da partida, pois o Porto, com a sua experiência e a qualidade dos seus jogadores, soube controlar o resultado e o tempo de jogo. Com o Braga à procura do 2-1, o encontro foi mais dividido na segunda parte. Houve neste período uma mão de um jogador [Guarín] do Porto na grande área. Estas decisões foram fundamentais porque provocaram alterações táticas nas duas equipas"

Não percebo. E a PlayStation? E o maior escândalo dos últimos vinte anos, o Calabote, o espumar pela boca, e o raio que o parta? Gosto sobretudo da forma cordata e evoluída como o Jesus considera que 'as decisões foram fundamentais porque provocaram alterações tácticas nas duas equipas'. Lindo. É mesmo o melhor e mais belo eufemismo que já ouvi para 'fomos prejudicados'. Enternecedora também a bajulação à 'experiência e qualidade' dos jogadores da andradagem. Do chihuahua, até agora nem um ganido. E o autarca paladino da verdade desportiva, parece estar ausente em parte incerta (presume-se que a festejar a vitória do seu clube, na companhia do chihuahua). Aguarda-se também para breve o desfilar da indignação da horda do sapato de vela e pólo Quebra-Mar pelas costas.

 

Link (obrigado ao nosso leitor mário)

 

P.S.- Afinal, o chihuahuafalou. Louve-se-lhe a coerência.

por D`Arcy às 23:42 | link do post | comentar | ver comentários (33)

Desinspiração

Esta é mais uma daquelas ocasiões em que, muito sinceramente, é muito pouca a vontade que tenho de estar agora aqui, em frente ao computador, a escrever sobre um jogo que mais me apetecia esquecer. Isto porque a irritação que o resultado final me causou é bastante. E se queremos procurar os maiores responsáveis pelo nulo, só podemos olhar para nós próprios, já que nos faltou inteligência e discernimento no ataque para conseguirmos chegar ao golo. A desinspiração ofensiva dos nossos jogadores é preocupante.

O Benfica apresentou o onze previsível, sem qualquer surpresa. Apesar do mau tempo e da chuva que teimou em cair durante quase toda a partida (acho que ainda não sequei completamente), o jogo iniciou-se a um ritmo agradável, bastante rápido e com as duas equipas interessadas em atacar. Melhor o Benfica nestes primeiros minutos, a criar duas grandes oportunidades pelo Aimar, mas o argentino parece estar embruxado e não há maneira de acertar com a baliza. No entanto, com o passar do tempo, o Belenenses foi-se encolhendo, mostrando claramente que o empate era um resultado do seu agrado. Por outro lado, o relvado foi ficando cada vez mais pesado, e estes dois factores conjugados acabaram por fazer a qualidade do jogo (não a intensidade) cair. Uma coisa que logo na primeira parte fui notando, e que me desagradou de sobremaneira durante o resto do jogo, foi o mau acerto no passe por parte dos nossos jogadores. Em mais do que uma ocasião, houve a oportunidade de sair no contra-ataque e criar perigo, sendo no entanto as jogadas estragadas devido a um mau passe, invariavelmente feito para os pés de um adversário. Mais dois lances de realce para o Benfica: um cabeceamento do Aimar por cima, e um livre do Suazo na sequência do qual o Rúben Amorim chegou ligeiramente atrasado para a recarga. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Belenenses cresceu um pouco, mas sem ameaçar seriamente a nossa baliza, chegando o intervalo com um nulo no marcador que, na altura, já me começava a parecer que seria difícil alterar.

A segunda parte praticamente iniciou-se com a melhor oportunidade do Benfica no jogo. Nela o Suazo, isolado na cara do guarda-redes, optou por não rematar e tentar em vez disso ultrapassá-lo. Alargou demasiado a finta e depois acabou por estatelar-se de uma forma tão patética que ao árbitro não restou outra opção senão amarelá-lo. Até acredito que ele possa ter sido tocado pelo guarda-redes, mas se o foi, então deveria ter caído na altura, e não três ou quatro passos depois, porque assim deixou mesmo a ideia de ter sido uma simulação. Logo a seguir, mais uma boa oportunidade para o Benfica, desta vez numa incursão do Maxi Pereira, que terminou com um remate que foi correspondido com a defesa mais difícil do guarda-redes do Belenenses no jogo. O Benfica, durante esta segunda parte, foi claramente a equipa que mandou no jogo. No entanto, conforme disse no início, faltou muita inteligência e alguma calma no ataque para chegarmos ao golo (com o Suazo em particular destaque no capítulo da falta de inteligência). Fomos, durante este período, a única equipa em campo que mostrava vontade de vencer o jogo, enquanto que o Belenenses se ia mostrando cada vez mais interessado no empate. Neste particular aspecto, até houve uma situação bastante ridícula, exemplificativa desta atitude. Com apenas dez minutos decorridos desta segunda parte, o Belenenses faz a primeira substituição. Assim que foi levantada a placa com o número do jogador que iria ser substituído, o jogador em questão, que ia caminhando normalmente, foi como que fulminado por uma trombose múltipla, estatelando-se no relvado, e só dali saindo em maca (assim que chegou cá fora comportou-se como um verdadeiro Lázaro).

As substituições trouxeram-nos o Reyes, Nuno Gomes e Carlos Martins, por troca com o Rúben Amorim, Aimar e Di María (este, a deitar os bofes pela boca, pediu mesmo a substituição, porque eu vi-o fazer sinal ao banco). Pouco alteraram no cariz do jogo, mas eu confesso que fiquei irritado por, mais uma vez, não termos recorrido ao Cardozo. A mim, que pouco percebo disto, parecia-me que, com o terreno nas condições em que estava, e com a bola escorregadia, o Cardozo e a sua capacidade de remate poder-nos-iam ser muito úteis - e ainda foram alguns os livres de que beneficiámos a uma distância da baliza com a qual o pé esquerdo do Cardozo não se assustaria. Infelizmente o Quique não parece morrer de amores pelo paraguaio, e assim se manteve ele sentado no banco. A pouco menos de dez minutos do final, o Miguel Vítor cometeu um (raro) erro, que lhe valeu o segundo amarelo e consequente expulsão. Isto acabou por provocar a maior explosão de alegria e manifestação de orgulho belenense em toda a partida. Mas, mesmo em superioridade numérica, será que o Belenenses resolveu arriscar um pouco mais no ataque? Nem pensar. Dedicaram-se apenas, durante alguns minutos, a atirarem-se para o chão dentro da nossa área, depressa regressando ao afã de segurar o empate, ao ponto de verem um jogador admoestado por demorar demasiado tempo a executar um lançamento lateral. O Benfica, honra seja feita aos jogadores, continuou sempre a insistir mas, utilizando um jargão da bola, sempre mais com o coração do que com a cabeça, por isso foi natural que o nulo se arrastasse até ao final.

Não quero falar muito da arbitragem. Considero o Elmano Santos um árbitro não muito exímio na arte de apitar. Tem, em particular, um critério disciplinar deveras bizarro e aleatório, que torna quase impossível prever se um determinado lance vai ou não ser merecedor de punição (por exemplo, fiquei com a nítida sensação de que os jogadores do Belenenses bateram muito mais nos nossos do que o contrário; no entanto nós acabámos o jogo com tantos cartões como eles, e ainda reduzidos a dez). Mas não me custa admitir que hoje ele não deve ter tido uma tarefa nada fácil. Com o relvado no estado em que estava, os jogadores pouco fizeram para o ajudar. Abusaram das entradas no limite e, para piorar as coisas, não foram raras as vezes em que optaram por simulações. Não vi ainda qualquer resumo do jogo, e por isso não faço ideia se ele errou muito ou não. Mas, seguramente, ele tinha obrigação de ter visto a falta descarada que o Suazo, ainda na primeira parte, sofreu praticamente sobre a linha da grande área. Se não viu, devia ter visto. Se viu, então faltou-lhe coragem para apitar.

Os dois centrais do Benfica portaram-se bem neste jogo. Estava até a gostar muito, mais uma vez, do jogo do Miguel Vítor, mas acabou por borrar um pouco a pintura com a expulsão. Gostei também do Maxi Pereira e do Katsouranis. Yebda bem na luta do meio campo, mas desinspirado no passe. Quanto aos que estiveram menos bem, só podem ser elementos do ataque. O Di María fez um jogo quase inconsequente. E o Suazo, após uma primeira parte de bom nível, pareceu ter ficado marcado pela oportunidade escandalosa  falhada logo no início da segunda parte, que deu o mote para uma exibição pejada de imbecilidade. Desmarcações para o lado errado, agarrões inúteis aos defesas, que resultaram em faltas atacantes, e uma tendência irritante para esbarrar contra os adversários fizeram-me perder a paciência.

Foi, para mim, um mau resultado. Dois pontos perdidos frente a uma equipa que, pelo que me foi dado a ver nos dois últimos jogos, nos é manifestamente inferior. O que me preocupa no Benfica não é que o futebol seja pouco atractivo. É mais a incapacidade que temos vindo a demonstrar para marcar golos. Tem faltado muita inspiração e, sobretudo, confiança no ataque. Hoje não consigo zangar-me com a atitude dos jogadores. Tentaram conforme podiam, e jogaram sempre para ganhar. Foi talvez das poucas coisas positivas que vi neste jogo. Mas, apesar de muito importante, é preciso algo mais do que atitude se queremos acabar a época em primeiro lugar.

P.S.- Apesar do tempo horrível, apesar da hora do jogo, mais uma vez os adeptos do Benfica compareceram e foram inexcedíveis no apoio à equipa. Não foi por falta do nosso apoio que deixámos hoje dois pontos no Restelo.

por D`Arcy às 02:35 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Sexta-feira, 23.01.09

Nem as das agências de viagens?

[link]

É sempre interessante observar a evolução das espécies. Há uns anos, os andrades pagavam as facturas dos árbitros (lembremo-nos da famosa factura do senhor José Amorim, mais conhecido como Carlos Calheiros). Agora, já não as querem pagar. Ou seja, querem o serviço, mas já não o pagam.

Começo a perceber agora o motivo que leva alguns árbitros a clamar pela profissionalização...

por Anátema Device às 10:59 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quinta-feira, 22.01.09

Soltas e breves sobre a semana que passa.

Foi uma semana em que o Benfica garantiu o pleno na fase de grupos de apuramento para as meias-finais da Taça da Liga e vimos futebol em plena luz do dia, ainda que televisivamente comentado com os efeitos colaterais do nevoeiro de um jogo ocorrido na Madeira uns dias antes.

Foi uma semana em que o silêncio em Alvalade foi directamente proporcional aos metros em que dois futebolistas do Sporting estavam quando marcaram um golo em fora-de-jogo que lhes deu uma vitória aos 87 minutos.

Foi uma semana em que Katsouranis foi alvo do habitual rigor jornalístico português e em que a Liga deu mais um exemplo de competência na elaboração de regulamentos.

Foi uma semana em que vencemos a Taça da Liga em andebol e em que Filipe Soares Franco assumiu que não era notícia.

Foi uma semana em que derrotámos o FC Porto em hóquei… apesar do esforço da equipa de arbitragem ter sido similar ao dos atletas do dito clube regional.

Espero que esta semana tenha uma interessante sexta-feira, uma vez que vamos a Belém e desejo sinceramente provocar azedume no estômago a um dirigente(?) do Belenenses que é comentador de arbitragem e que, mais uma vez, vai fingir imparcialidade enquanto destila azia ao Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 12:01 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Quarta-feira, 21.01.09

Hóquei e Basquetebol

A nossa equipa de hóquei em patins tem tido um comportamento bastante irregular esta época, com vários resultados negativos.

 

No entanto, nada está perdido, uma vez que o campeonato se decide no play-off e a qualificação para o mesmo não está em causa.

 

É no entanto importante obter a melhor classifciação possível na fase regular - e para isso é importante vencermos hoje o fcp.  Para além de que uma vitória neste jogo é sempre uma injecção de moral e de confiança.

 

 

No extremo oposto está a equipa de basquetebol, com vitórias em todos os jogos até agora disputados.  Também aqui há play-off, pelo que espero que esta senda vitoriosa seja levada até ao fim e à conquista de um título que nos foge há anos.

 

Mas antes temos o primeiro desafio a sério - a "final 8" da Taça de Portugal, que decorre de 5ª a Domingo.  O primeiro jogo é com o fcp, se ganharmos jogaremos provavelmente com a Ovarense, e depois é a final.

 

Força Benfica, rumo ao segundo título da época - depois da Taça da Liga de Andebol.

por Artur Hermenegildo às 11:53 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Terça-feira, 20.01.09

O Melhor Guarda Redes do Futebol Português 87-08

 

Segundo a classificação publicada ontem pela IFFHS, Michel Preud'homme é o 9º classificado numa lista de melhores guarda-redes do mundo em actividade entre 1987 e 2008.

 

Esta classificação faz dele o melhor guarda-redes do futebol português dos últimos 20 anos

 

(Schmeichel foi segundo classificado nesta lista, mas só fez duas épocas em Portugal; Preud'homme fez cinco épocas).

 

 

por Artur Hermenegildo às 10:53 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Segunda-feira, 19.01.09

A Taça da Liga

É evidente que a Taça da Liga é uma competição menor, e corresponde a um "título" sem compração possível com o título de Campeão que queremos ou mesmo com a vitória na Taça de Portugal que já não podemos obter este ano.

 

No entanto, parece-me igualmente evidente o seguinte: face ao lote de equipas que chegou às meia-finais, neste momento, neste caso concreto, a vitória nesta competição tornou-se muito importante.

 

Espero portanto que o Benfica some esta taça às muitas outras que estão nas nossas vitrines.

 

Assim a modos que como aperitivo para a grande Vitória que esperamos lá para Maio.

por Artur Hermenegildo às 17:38 | link do post | comentar | ver comentários (5)

A nossa vitória na Taça da Liga.

Ontem conquistámos a Taça da Liga de andebol. Numa final emocionante contra o Sporting, o nosso Benfica deu uma demonstração cabal de como se consegue jogar andebol de alto nível. A herança de Donner ainda se faz sentir, os automatismos estão lá e a dinâmica por ele deixada ainda tem alguma influência no desempenho de esta nossa equipa.

 

Ainda assim, seria uma tremenda injustiça não louvar o trabalho do actual treinador, José António Silva, que perante uma tamanha herança ainda conseguiu fazer evoluir mais a equipa. Atentemos, sobre este assunto, nas palavras de Zaikin, quando este refere que "Estamos mais fortes na defesa e no ataque. Estamos diferentes. Evoluímos."

 

O treinador do Sporting, perante mais uma derrota, fez jus à cultura do seu clube e responsabilizou a arbitragem. Uma coisa vos garanto: nenhum dos seus atletas percebeu este seu discurso!!

 

Quanto ao Benfica, importa que os nossos adeptos encham o nosso pavilhão e apoiem andebolistas como Zaikin, João Ferreirinho, Cláudio Pedroso, Carlos Carneiro e todos os outros que têm dignificado o Clube.

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Sobre este tema, aconselho a leitura de este post do Tiago Pinto no Football Dependent.

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por Pedro F. Ferreira às 16:41 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Pioneiro da estultícia

Os mais distraídos talvez ainda não tenham reparado que o Ricord adoptou o Acordo Ortográfico, no que foi pioneiro não só em relação aos jornais desportivos como, creio, em relação à restante imprensa portuguesa: por exemplo, o nosso Rui Costa surge como “diretor desportivo” do Benfica, a “semana transacta” é a “semana transata” e o mês de Dezembro é, aparentemente, um nome comum (“dezembro”).

 

Esta preocupação do Ricord além de estulta é profundamente irónica já que é justamente o único jornal português cujo título não é uma palavra da língua portuguesa – e isso nem o Acordo Ortográfico aceita – que assume a dianteira e adopta as novas regras. Ironia à parte, se fosse uma adopção plena por parte de um jornal que fosse referência no que ao uso correcto da língua portuguesa diz respeito, enfim, aceitava-se, mas é uma adopção que, além de manca, é acompanhada por um lamentável desconhecimento de algumas regras sintácticas e ortográficas básicas. Os autores desta última notícia sobre o Pablo Aimar, por exemplo, escrevem diligentemente “novembro", “dezembro" e “transata”, mas esquecem-se do “objectivo”, que, se não fosse o caso de a adopção ser manca, seria “objetivo” (é curioso que algumas linhas depois já se escreve “objetivo”). Nesta notícia encontramos ainda outras pérolas que denunciam a incongruência de ser um jornal como o Ricord a adoptar o Acordo. Vejamos: estivessem menos preocupados com o Acordo, e saberiam os jornalistas que “despoletado” tem um significado exactamente oposto ao que lhe pretenderam atribuir na notícia (qualquer dicionário, mesmo aquelas edições escolares, lhes mostrará que a palavra correcta é “espoletado”); na frase “qual o tipo de medicação lhe foi administrada” a forma verbal “foi” não tem sujeito, os jornalistas esqueceram-se do pronome “que” (dir-me-ão que é uma gralha, tudo bem, mas não deixa de ter a sua ponta de ironia).
Poderia continuar a enumeração dos erros com outras notícias, mas tornar-se-ia fastidioso para os leitores da Tertúlia, que estão mais interessados, compreensivelmente, em saber novidades do Glorioso. Mas, caros leitores, compreendam-nos também: já que a alguma imprensa apraz o exercício de vilipendiar de forma grosseira o nosso clube através de análises frequentemente parciais daquilo que é suposto a equipa fazer – jogar futebol –, a nós apraz-nos analisar de forma neutra e factual a forma grosseira e vilipendiosa como alguns jornais tratam a língua portuguesa, no âmbito daquilo que é o seu dever – escrever notícias correctamente.
Domingo, 18.01.09

Moretto: a garantia de emoções fortes.

 

A história de Moretto no Benfica tem sido, nem sempre por culpa de Moretto, uma “floresta de equívocos”. Desde uma contratação à estalada até uma titularidade precoce e apenas compreensível pela particular incapacidade de gestão de um balneário típica de Koeman, Moretto conheceu de tudo nos primeiros dias de Benfica.

 

No seu regresso, após um empréstimo (de pouco préstimo) aos gregos do AEK, Moretto viu-se atirado novamente para a baliza do Benfica. Poucos jogos depois, vi algumas defesas excelentes e a repetição de erros antigos… daqueles que denotam algo indefinível algures entre a falta de requisitos técnicos que se aprendem na formação e a “tremideira” psicológica provocada pela responsabilidade de defender a baliza de um gigante como o Glorioso.

 

Assim, Moretto tem tudo para ser um guarda-redes de excepção, mas não é. É um guarda-redes de excepção apenas nos momentos excepcionais em que alia uma morfologia talhada para o posto que ocupa à técnica, à inteligência e à capacidade de aguentar psicologicamente a titularidade da baliza do Benfica. Nos outros momentos, naqueles que constituem a regra das suas exibições, Moretto é a garantia de uma montanha russa de emoções nos adeptos benfiquistas. Moretto dá-me a garantia de que é possível a defesa de uma bola impossível para a maioria dos guarda-redes na mesma medida em que me faz sobressaltar quando se vê na obrigação de defender o mais inócuo dos remates. Ontem, no final do jogo da Taça da Liga com os Belenenses, vimos mais um dos momentos em que Moretto deita por terra as esperanças, a vontade e o desejo que muitos de nós, benfiquistas, tínhamos de que fosse ele o guarda-redes de que necessitamos.

 

Eu sei que o futebol é desporto e espectáculo, mas dispenso o espectáculo de emoções e sobressaltos que constituem as exibições de Moretto.

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a fotografia é de Luís Vieira

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por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Sábado, 17.01.09

Calmo

Vitória calma do Benfica esta tarde, a assegurar o pleno no seu grupo da Taça da Liga, e consequentemente o primeiro lugar, que nos garantirá jogar o jogo das meias-finais em casa (embora com o campo neutralizado).

Primeiras notas sobre o jogo: foi muito agradável ir para o Estádio da Luz à luz do dia. Trouxe-me algumas recordações enquanto caminhava em direcção ao estádio, de tal forma que quase fiquei surpreendido ao chegar por não ver a velhinha Luz, com o grande Terceiro Anel e as imponentes torres de iluminação. Depois, mais de trinta e cinco mil pessoas para assistir a um jogo da Taça da Liga (no que, tenho quase a certeza, deverá ter sido o recorde de espectadores num jogo desta competição). Mas continuem a achar que marcar jogos para as oito da noite de um Domingo não contribui para matar o futebol, que não faz mal. As transmissões televisivas não são justificação, porque em Inglaterra os jogos fazem-se ao meio-dia e às três da tarde, e não é por isso que deixam de ser transmitidos, ou que os clubes recebem menos pelas transmissões. Passando ao jogo propriamente dito, algumas mexidas no onze, com a titularidade do Maxi, Yebda, Di María e Rúben Amorim, em detrimento do Sídnei, Fellipe Bastos, Carlos Martins e Nuno Gomes. Desde o início que o jogo assumiu uma toada bastante calma. Estranhamente, tendo em conta que a vitória seria o único resultado que lhes interessava, o Belenenses aparentava estar interessadíssimo no empate, arriscando muito pouco no ataque. Um mar de diferenças em relação ao futebol apresentado pelo Olhanense na passada quarta-feira. Se eu me baseasse apenas naquilo que vi nestes dois jogos, diria já que, por mim, era já amanhã que colocava o Olhanense na Liga, em prejuízo de uma equipa como o Belenenses. Aliás, basta compararmos a falange de apoio que o Olhanense teve na Luz com a meia dúzia de gatos pingados do Belém que lá estiveram hoje, mesmo sendo o Belenenses de Lisboa, para se ver qual o clube que ficaria melhor na Liga. O jogo lá foi decorrendo, com o Belenenses a ser pouco mais do que inofensivo no ataque, enquanto que o Benfica, calmamente, com o Aimar a assumir maior protagonismo, ia tentando chegar-se à baliza adversária,  mas também sem grande sucesso. Jogávamos a uma velocidade demasiado baixa para que conseguíssemos criar oportunidades de golo, e por isso a baliza do Belenenses também não era seriamente incomodada. Quando o jogo caminhava para o intervalo, o Benfica conseguiu fazer uma boa jogada colectiva, que terminou com um centro do Di María para o merecido golo de cabeça do Katsouranis (mais uma vez um dos melhores em campo).

A segunda parte voltou a mostrar-se desinteressante, sendo o maior ponto de interesse os comentários ao jogo dos dois experts que se sentaram atrás de mim e do Gwaihir (fiquei a saber que, por exemplo, existe o conceito de um jogador estar a jogar dentro de posição). Se fossem todos assim, eu não teria que tirar o som da televisão quando estou a assistir ao jogo. Ainda assim, foi sempre o Benfica quem foi mostrando ter mais vontade de voltar a marcar, e quem mais perto parecia estar de o conseguir, já que o Belenenses continuava a mostrar-se mais interessado em defender, espreitando um possível contra-ataque. Fizemos três substituições: Di María por Reyes, Yebda por Carlos Martins, e Cardozo por Suazo, sendo que esta última alteração foi aquela que me pareceu menos bem conseguida. O Cardozo estava a conseguir segurar melhor o Belenenses lá atrás, e o Suazo revelou não estar hoje feliz nas movimentações, já que por diversas vezes pareceu tomar opções erradas. Ainda assim, viu um lance em que se isolou ser-lhe mal anulado por um fora-de-jogo inexistente. Quando faltavam cerca de dez minutos para o final, o Rúben Amorim lesionou-se, e tendo o Benfica já feito as três substituições, quando ele regressou veio quase fazer figura de corpo presente. Foi nesta altura que o Belenenses resolveu dar um ar de sua graça, e finalmente, com a ajuda preciosa do Moretto, conseguiu criar perigo. Mas jogar apenas dez minutos em hora e meia é manifestamente pouco para uma equipa que tinha a necessidade imperiosa de vencer, pelo que a vitória do Benfica me parece ser inteiramente justa, mesmo que conseguida a um ritmo quase de passeio.

Conforme disse antes, o Katsouranis voltou a ser um dos melhores em campo, tendo tido hoje o bónus de marcar o golo da vitória. O grego é, claramente, o jogador com maior inteligência em campo, e que parece quase sempre já saber o destino a dar à bola ainda antes desta lhe chegar aos pés. Bom desempenho também dos jogadores da defesa, na qual volto a mencionar o 'miúdo' Miguel Vítor, hoje regressado à sua posição natural no centro, após a incursão na direita a meio da semana. Ele ganha quase todos os lances divididos, e fá-lo com personalidade, saindo diversas vezes a jogar. Bom jogo também do Aimar, que no ritmo pausado com que a maior parte do jogo foi jogado, foi daqueles que mais tentou imprimir velocidade, e o que mais deambulou pelo ataque, à procura de desmarcar-se ou lançar os colegas. Quanto ao pior, é obviamente o Moretto. Teve oitenta minutos tranquilíssimos, em que pouco mais teve para fazer do que controlar com os olhos os poucos remates tortos do Belenenses, ou segurar atrasos dos colegas. Nos últimos dez minutos foi chamado a intervir, e tremeu e asneou de forma ridícula. Nos piores momentos, repetiu a jogada que deu o golo ao Olhanense na quarta-feira, largando para a frente um remate desferido de fora da área, só que desta vez o Luisão chegou primeiro à bola. Depois, mesmo a acabar o jogo, deu mesmo um fgango, ao largar quase sobre a linha uma bola que era obrigatoriamente sua, o que resultou no que seria o golo do (imerecido) empate do Belenenses. Para sua (e nossa) sorte, o árbitro resolveu assinalar falta, poupando-o ao vexame.

Na próxima sexta-feira voltamos a defrontar o Belenenses, desta vez para a Liga. Vai ser necessário aplicarmos um pouco mais de velocidade ao nosso jogo, se não queremos um dissabor. Mas por outro lado, se o Belenenses voltar a apresentar tão pouco futebol como aquele que vi hoje, também lhes será difícil causar-nos grandes embaraços.

por D`Arcy às 19:48 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Telegrama aberto a Quique Flores

Gosto de ti Quique STOP

 

Apesar de outros fazerem por apregoar a sua diferença a verdade é que nós no Benfica sempre gostamos de treinadores que não se escudavam em erros alheios para disfarçar os seus STOP

 

Apesar disso não és perfeito STOP

 

Para te ser completamente franco ainda tenho dúvidas de que acompanhes como treinador a qualidade que tens enquanto comunicador STOP

 

Seguem alguns conselhos de quem te quer bem STOP

 

Experimenta o Amorim no meio STOP

 

A fazer dupla com o Katsouranis por exemplo STOP

 

À frente de ambos poderá estar o Carlos Martins ou o Aimar STOP

 

Deste modo e para solucionar o fiasco Balboa faz o Suazo descair para a direita STOP

 

Amorim além de permitir a subida de Katsouranis também pode marcar o espaço deixado pela pouca apetência defensiva do hondurenho STOP

 

Além disso com Amorim e Katsouranis tens dois jogadores que têm características que são essenciais para um médio vingar como sejam a raça e a técnica à qual juntam uma qualidade muitas vezes menosprezada chamada inteligência STOP

 

Sim a inteligência STOP

 

É esta que permite ao chamado médio defensivo  movimentar-se de modo a promover o encurtamento de espaços em relação aos avançados fazendo uso de uma leitura de jogo apenas ao alcance dos jogadores que além de fazerem o seu trabalho também percebem as funções dos companheiros de equipa STOP

 

Mas isso tu saberás melhor do que eu pois se assim não fosse não terias já experimentado ambos em posições que não as suas STOP

 

O risco é que ao fazê-lo estejas a optar por uma solução correcta mas não perfeita STOP

 

Na frente coloca o Cardozo STOP

 

Verás que com o esquema certo o paraguaio é garantia de golos STOP

 

Não lhe peças é uma movimentação demasiado ampla STOP

 

Com Reyes na esquerda tens o esquema ofensivo montado STOP

 

Cá atrás Miguel Vitor é essencial STOP

 

Nos cantos da equipa adversária deixa pelo menos um jogador perto do meio campo adversário STOP

 

Podes começar hoje por exemplo (é um dia tão bom como qualquer outro) STOP

 

Um abraço deste que te estima STOP

 

Superman Torras

 

por Superman Torras às 08:25 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sexta-feira, 16.01.09

Será este ano, de novo?

Hoje, ao almoço, com alguns dos atletas desta tertúlia, falou-se deste jogo. Trago a foto para recordar, e, olhando para esta equipa...Não estava nada mal...

 

 

Foi uma exibição de gala e uma das maiores alegrias que tive, como benfiquista.

Como será esta época?

Quinta-feira, 15.01.09

Obsessão lagarta

Todos nós conhecemos a obsessão que aquele grupo que joga nas instalações sanitárias que ficam nas traseiras daquele supermercado perto do metro do Campo Grande tem pelo Benfica.
Fundamentalmente, tudo o que temos, eles querem ter, tudo o que fazemos, eles querem imitar. É assim desde que o moço zangado por não ter sido convidado para um piquenique organizado pelos que eram mais bailaricos foi pedir dinheiro ao avozinho visconde.
Ontem, para não variar, assim foi: como no Domingo o Benfica ganhou com um golo em fora-de-jogo, o Zebórdêim, pelos vistos, não quis ficar atrás e apressou-se a imitar o Benfica logo na primeira oportunidade.
 

Fácil

Apesar do susto inicial, acabou por ser um jogo fácil aquele que o Benfica teve esta noite frente ao Olhanense, e que terminou naturalmente com um resultado desnivelado, muito porque o Benfica levou os noventa minutos do jogo sempre a sério.

A equipa apresentada pelo Benfica esta noite teve pouco de secundária. As alterações mais evidentes foram as entradas do Moretto para a baliza, e do Fellipe Bastos para a direita do meio campo, e o desvio do Miguel Vítor para a direita da defesa, saindo o Maxi e entrando o Sídnei para o centro. Regressaram também à titularidade o Carlos Martins, Nuno Gomes, e Cardozo. A entrada do Benfica no jogo foi agradável, ao ataque, e criando duas grandes oportunidades logo nos primeiros minutos: um cabeceamento do Cardozo bem defendido pelo guarda-redes adversário, e pouco depois foi o Katsouranis, isolado pelo Cardozo, que não conseguiu acertar com a baliza. A forma como o Olhanense encarou o jogo também ajudou a este início agradável de jogo, já que entrou a jogar de forma bastante desinibida, quase tentando olhar o Benfica nos olhos. Ao contrário do que muitas equipas da primeira liga fazem, não vi da parte do Olhanense vontade de fazer antijogo, ou de estacionar autocarros em frente da baliza, preocupando-se exclusivamente em jogar futebol. Foi recompensado com uma prendinha do Moretto, que defendeu para a frente um remate de fora da área, surgindo na recarga o Djalmir a fazer o golo. Esta foi a fase mais equilibrada e mesmo mais agradável do jogo, com o Benfica a reagir bem e o Olhanense a continuar a jogar da mesma forma, ameaçando a nossa baliza.

Felizmente, após pouco mais de quinze minutos o Benfica conseguiu inverter o resultado, não sem ter passado ainda por mais alguns sustos pelo meio. Depois de já ter ameaçado de longe, isolado pelo Carlos Martins o Nuno Gomes não falhou, e empatou o jogo. E quatro minutos depois, num livre ensaiado, foi a vez do Jorge Ribeiro carimbar a reviravolta. Quando nos vimos em vantagem no marcador, fiquei com a sensação de que resolvemos retirar um pouco o pé do acelerador, e o resultado disso foi visível. Até ao intervalo, foi o Olhanense a melhor equipa no terreno, construindo algumas boas jogadas de ataque e voltando a ameaçar a nossa baliza, particularmente numa situação em que o Toy se isolou, correspondendo desta vez o Moretto com uma boa saída da baliza a evitar o golo.

A segunda parte mostrou um jogo diferente. O Olhanense não pareceu capaz de manter o ritmo da primeira parte, e praticamente não conseguiu criar oportunidades de golo. Pelo contrário, foi o Benfica que foi mostrando sempre vontade de marcar o terceiro e resover definitivamente o jogo. Cedo vimos o Cardozo desperdiçar uma nova oportunidade isolado na cara do guarda-redes, pouco depois foi o Reyes, na sequência de uma bonita jogada, a acertar no poste, a seguir foi um remate do Fellipe Bastos que foi salvo sobre a linha por um defesa do Olhanense, e finalmente, com alguma lógica, o Benfica marcou mesmo o terceiro, quando o Sídnei apareceu no centro da área a cabecear uma bola cruzada pelo Katsouranis. O jogo perdeu algum interesse depois deste golo, sendo o ponto de maior realce a entrada do Di María, para Maradona ver. E depois de algumas iniciativas vistosas, já perto do final o argentino fez questão de se mostrar mesmo ao seu seleccionador, marcando um golo fantástico, quando depois de ultrapassar o defesa adversário picou a bola sobre o guarda-redes, fazendo-a entrar junto ao poste contrário. Do mesmo género no Benfica nos últimos tempos, só me recordo de um golo do Miccoli em Leiria. Foi uma forma bonita de colocar um ponto final num jogo que (volto a dizer, muito por 'culpa' do próprio Olhanense) foi bem mais agradável de seguir do que muitos dos jogos da nossa liga.

O Katsouranis está neste momento a atravessar um bom momento de forma, e voltou a demonstrá-lo neste jogo, sendo de destacar na sua exibição a assistência que fez para o golo do Sídnei. Bom jogo também do Miguel Vítor, mesmo adaptado à direita. Sempre que joga, o nosso 'miúdo' cumpre. Gostei também da exibição do Nuno Gomes, que marcou o primeiro golo e foi sempre dos jogadores mais activos no ataque. E depois há também o Reyes, mas esse parece-me sempre que joga a um ritmo quase duas vezes superior ao resto dos jogadores em campo. Pela negativa (e juro que desta vez não é embirração minha), talvez a prestação defensiva do Jorge Ribeiro. Tem a seu favor o golo que marcou mas, sobretudo na primeira parte, foram diversas as vezes em que os adversários entraram pelo seu lado, explorando em particular o espaço que existia entre ele e o Sídnei. Disseram-me também que terá tido um comportamento menos correcto nos festejos do golo. Como no estádio não dei por isso (alguém confirma?), não vou emitir uma opinião sobre o assunto.

Foi admitido pelos nossos responsáveis que a Taça da Liga seria uma competição para levar a sério, e os jogos de Guimarães e desta noite mostraram-no. Pede-se a mesma atitude no próximo Sábado, frente ao Belenenses, num jogo em que o empate será suficiente para garantir o apuramento.

por D`Arcy às 03:14 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Quarta-feira, 14.01.09

Lápis Azul

Este fim-de-semana o que se passou foi uma vergonha!

Calma, continuo a ser do Benfica e não digo isto como forma de protesto com a arbitragem do Benfica-Braga.

O Benfica foi beneficiado? Foi sim, senhor.

 

É necessária tanta gritaria, e a arbitragem foi assim tão vergonhosa? Não.

 

A vergonha está relacionada com todos os comentários ao jogo, quer escritos quer ditos.

 

Reparem, o golo do Benfica é fora de jogo, mas quem olhar para a posição do fiscal de linha conclui que ele não podia ter visto, logo não podendo ter visto, não validou o golo sabendo que ele era ilegal. Validou o golo, pois, do local de onde estava, não podia verificar a posição ilegal. Ou seja, houve negligência e não dolo.  Mas os jornais falam do crime do século.

 

Já no caso do Sr. Pedro Henriques, do local onde estava dava para ver que não há intenção do Miguel Vitor em jogar com a mão. Aqui há dolo e não mera negligência. É uma questão de intrepretação. Até à televisão levam o homem para justificar a decisão.

 

Continuemos. No jogo do Benfica realmente há eventualmente dois penaltys a favor do Braga. Na minha opinião, só há um, mas aceito que possam considerar a existência de dois. Mas quem considere falta do Katusuranis tem de considerar a falta sobre o Suazo. Logo, 2-1 em penaltys. Mas que imagem passou? Que ficaram dois penaltys por marcar ao Braga.

 

No entanto, há duas semanas atrás, o FCP com o Marítimo em casa, viu ser perdoado dois penaltys contra si, em que um era claro e outro admito que fosse duvidoso.  Mas que imagem passou? O Marítimo fez um bom jogo, teve azar porque enviou duas bolas à barra. Mas ninguém disse que o Marítimo tinha sido roubado por causa dos dois penaltys. Isto é que é coerência...

 

Continuando o jogo do Braga. Toda a gente diz que não houve o penalty do Di Maria. Vá ,dou essa de barato e digo que não é penalty. O Benfica falhou, que influência teve no resultado? Zero! Mas lá por ter falhado, não deixa de ser um benefício, dirão alguns... Concordo. Mas infelizmente ninguém teve pena do Leixões quando anularam o 3-2 no Dragão. Mas para os jornalista, claro, o FCP não foi benefíciado, porque o Leixões acabou por marcar mais tarde o 3-2, logo não teve influência no resultado. Ao Benfica é assinalado um penalty que pode não ter existido, o Benfica falha e é considerado um crime lesa-pátria.

 

O FCP jogou com o TROFENSE e aos 51m o karateca do costume pisa a cabeça de um adversário, ficando um vermelho por mostrar, e o que é dito e relatado é que ficou  um penalty por marcar ao FCP. De essa imagem quase ninguém falou.

 

Importante é ver o treinador fazer publicidade gratuita à Playstation, ouvir um sócio do FCP dizer mal da arbitragem, ver o Presidente da Câmara de Braga falar de pressões sobre o árbitro (curioso que só tenha falado nisso depois do jogo). O resto não interessa.

 

O mal é que o Benfica vende sempre. Seja para elogiar ou deitar abaixo, vendemos sempre.

 

p.s: Queria dar os meus parabéns ao cineasta António-Pedro Vasconcelos que, finalmente, vi pôr na ordem os Ruis do "Trio de Ataque".

 

 

 

Terça-feira, 13.01.09

Obrigado, Léo

Tenho pena de o ver partir, mas pronto, as pessoas passam e o clube fica, e a verdade é que a situação actual era insustentável, daí o desfecho previsto. Agradeço ao Léo todo o bom futebol que nos mostrou, e a raça que sempre demonstrou em campo com a águia ao peito. Foi ele quem finalmente conseguiu ocupar condignamente um lugar que já estava praticamente vago (foi fugazmente preenchido pelo Scott Minto, na minha opinião) desde que o Schwarz saiu da Luz. Desejo-lhe toda a felicidade para o seu futuro profissional e pessoal, com a certeza de que será um jogador que eu não esquecerei tão cedo.

por D`Arcy às 21:05 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Ideias soltas (quem quiser, que as agarre)

Ausente da escrita há algum tempo, não se infira por tal uma vivência menos apaixonada do Benfica mas tão somente a ausência de motivos que me fizessem pensar que alguma coisa que eu escrevesse iria acrescentar tópicos de conversa ao blogue.

 

Como creio que nesta altura essa premissa não se coloca, seguem algumas palavras sobre o estado da nação. Da nação que conta. Do Benfica, claro.

 

É verdade que estamos em 1º lugar no campeonato, no entanto nós, benfiquistas, continuamos de pé atrás porque o que nos é dado a ver semanalmente (quando a Selecção, épocas festivas, ou uma aragem um pouco mais forte que poderia eventualmente constipar os jogadores que actuam no campeonato português não impeça a realização de jogos) não nos tranquiliza. Na verdade, em Janeiro e pese embora todas as mudanças pelas quais o plantel passou na época em curso, desculpem mas já era suposto haver outra consistência de jogo.

 

Não se justifica como é óbvio a saída do treinador, o despedimento colectivo dos jogadores, ou a realização de eleições antecipadas - todos estamos carecas de saber o que é que esse tipo de situações nos trouxeram nos últimos anos - mas uma atitude de avestruz não será com toda a certeza a resposta ideal e a que melhor serve os interesses do nosso Benfica. Vendo as coisas com pragmatismo penso ser indiscutível que não ficamos a dever nada a nenhuma equipa portuguesa. Nem em termos de jogadores e nem na estrutura técnica que lidera o futebol, director desportivo Rui Costa à cabeça e Quique Flores e a sua restante equipa técnica como tronco e membros, daí o travo amargo com que tenho ficado na boca na maior parte dos jogos que disputamos esta época.

 

Não temos equipa, e nem o futebol do século XXI o permite, para encarar todos os jogos com aquele pensamento com que os nossos pais e avós iam à bola e em que a pergunta chave era "Por quantos é que vamos ganhar hoje?". Mas, caramba (!), temos equipa e temos perfil (temos, não temos? O Benfica continua a ter o perfil que nos foi ensinado pelos nossos pais, não tem? Um perfil que se consubstancia na grandeza dos seus feitos, passados, presentes e futuros, bem entendido. Pergunto, porque eu nos meus 33 anos de vida e acompanhando o clube com mais fervor e atenção desde os meus 10 anos, já vivi mais épocas de tristeza que de glória, independentemente dos factores que contribuíram para esse facto. Contas para outro rosário...), como dizia, temos equipa e temos perfil (!) para encarar 75% dos jogos do campeonato português de peito feito, assumindo o jogo e fazendo por provocar os erros do adversário. E só assim nos poremos a salvo de imponderáveis que o futebol, felizmente na maior parte dos casos e muito tristemente noutros em que o futebol tuga é fértil, proporciona.

 

Não entra aqui em questão se jogamos com um avançado ou dois trincos ou num quatro quatro dois em detrimento de um quatro cinco um, isso são clichés inventados para satisfazer mentes gulosas, não, tudo se resume a uma palavra chamada dinâmica. É esta que impele o jogador a correr para recuperar a bola que acabou de perder, e que ao fazê-lo ajuda a que o colega que está mais próximo faça o mesmo numa autêntica bola de neve que provoca em nós, espectadores adeptos (ou adeptos espectadores, assim é que é) a certeza de que estamos a contribuir para o crescimento da dita bola de neve que desce pela encosta atropelando a quem ousar lhe fazer frente; é a dinâmica, dizia, que faz com que o avançado não diminua o passo, pelo contrário em que corre até com mais velocidade, quando um defesa atrasa a bola para o seu guarda-redes de modo a obrigá-lo a chutar a bola para onde está virado e ajudando desta forma a que a equipa suba no terreno e conquiste a bola o mais cedo possível; é a dinâmica ainda que faz com que os médios e os defesas subam os tais 10/15 metros (ou os que forem precisos!) para evitar que o esforço do avançado seja em vão; e é finalmente a dinâmica que faz com que o jogador perceba que é parte integrante de um todo que ultrapassa em muito tudo o que ele possa almejar ser em termos individuais.

 

Há determinados pormenores no Benfica 2008/09 que me deixam de certa forma preocupado, porque dão a entender que algumas das noções do que é o benfiquismo ainda não foram devidamente apreendidas por alguns dos que têm a honra de envergar o manto sagrado. Natural, responder-me-ão os mais atentos, nesta época de mudanças fáceis e vivida em velocidade vertiginosa nem sobra tempo para as pessoas apreciarem o que têm, constantemente em busca de algo "melhor" para apenas tarde demais se aperceberem que para estarem melhor só faltava terem sabido viver o momento (Carpe Diem ficava muito foleiro aqui?). Sendo natural, tal não implica que nos devamos eximir às nossas responsabilidades, de mostrar diariamente a estes profissionais que todos teremos a ganhar, a começar por eles, se ao necessário profissionalismo juntarem essa pitada de benfiquismo.

 

Mostremos-lhes amanhã, na quinta-feira, na sexta, no sábado, no domingo (jogo às 16h, óptima oportunidade para dar uma chapada sem luva aos donos da bola e de, com uma presença maciça, demonstrar as saudades que temos de ver jogos sem recorrer à luz artificial); mostremos-lhes todos os dias que podem contar connosco se nós sentirmos que podemos contar com eles; mostremos que nem a tempestade que se azivinha e que o terrorismo verbal com que temos sido presenteados desde o jogo de domingo faz adivinhar nos vai fazer tombar; mostremos CARAÇAS, que somos o BENFICA e que o BENFICA PREVALECERÁ!

 

por Superman Torras às 20:42 | link do post | comentar | ver comentários (8)

A Falácia do "Grande Escândalo" - subsídios para uma desmontagem

Tenho assistido entre o divertido e o enojado ao multiplicar de declarações dos nossos adversários e inimigos (sim, que existem ambos e há que saber diferenciá-los) sobre a arbitragem do nosso jogo com o novo clube-satélite do clube condenado por corrupção que com tristeza vejo surgir em Braga (cidade onde já vivi e cheia de Benfiquistas, como aliás todas as outras cidades de Portugal).

 

Ao que parece, este seria um dos maiores escândalos de arbitragem de todos os tempos no Paneta Terra.  Obviamente que não o é, e passo a enunciar alguns critérios que proponho para desmontar essa falácia.

 

1 - O Critério da Persistência do Erro

 

Duas perguntas se devem fazer:

 

- Tem sido o Benfica nesta época sitematicamente beneficiado pelas arbitragens?

 

- Há um historial de sistemáticos benefícios ao Benfica efectuados no passado pelo árbitro Paulo Baptista?

 

A resposta a estas duas questões só pode ser "Não".  Primeiro chumbo para a tese do "grande escândalo".

 

2 - O Critério da Tendência do Erro

 

Duas perguntas para este critério:

 

- Foram estes dois (a validação do golo do Benfica e o não assinalar da grande penalidade de Luisão) os únicos erros da equipa de arbitragem?

 

- Se não, os restantes erros ocorridos foram todos em benefício do Benfica?

 

A resposta a estas duas questões é também "Não" a ambas.  Como suporte ao "Não" à segunda, lembro uma possível grande penalidade não assinalada sobre o Suazo e o facto de que, se analisarmos esse lance com o mesmo rigor e o mesmo recurso às imagens televisivas "frame-by-frame", é fácil de provar que Eduardo se mexe antes da bola partir no penálti falhado por Suazo.

 

Segundo "chumbo" para a tese do "grande escândalo".

 

3 - O Critério da Visibilidade do Erro

 

Pergunta única:

 

- Todos os lances eventualmente duvidosos do jogo foram objecto da mesma análise na televisão, com recurso às mesmas ferramentas e com o mesmo detalhe, do que estes dois lances que beneficiaram o Benfica?

 

Resposta óbvia - "Não".

 

Terceiro "chumbo para atese do "grande escândalo".

 

4 - O Critério da Razoablidade do Erro

 

Pergunta única:

 

"O erro cometido foi grosseiro ou deve ser considerado razoável?"  (resposta separada para cada um dos dois lances).

 

Resposta 1 - o golo

 

Só se consegue ver que o David Luiz está fora de jogo com recurso à "imagem parada" na televisão.  Um segundo depois de a bola partir já não há "fora-de-jogo", tal como não o há no momento do remate.

 

No campo, em velocidade normal, no contexto de um livre em que há uma "molhada de jogadores" em constante movimento, é aceitável que o fora-de-jogo não tivesse sido visto.

 

Resposta 2 - o penálti

 

Mesmo na repetição tlevisiva, não é evidente que Luisão toque no adversário.  É possível, mas não totalmente seguro.  Logo, é aceitável que no campo o árbitro tenha julgado bem pelo não assinalar da grande penalidade.

 

Quarto "chumbo" da tese do "grande escândalo".

 

 

O júri considera portanto a tese do "grande escândalo" eliminada por total falta de provas que a suportem.

 

por Artur Hermenegildo às 15:33 | link do post | comentar | ver comentários (36)

O moço de recados

 

Não conseguindo arranjar, em tão curto espaço de tempo, um excremento que se faça passar por livro para, sob o pretexto do seu lançamento num qualquer espaço cultural portuense de distinto recorte, vir vomitar a sua ‘fina ironia’, o indivíduo que manda no futebol português – e que foi condenado por corrupção - mandou um dos seus capangas vir a público vomitar um rol de alarvidades e lançar suspeitas idiotas. O lacaio em questão é Presidente de uma Câmara Municipal de uma bela cidade do Norte e, em tempos, como dirigente do Braga, acedeu a jogar uma final da Taça de Portugal com o clube condenado por corrupção nas Antas, o que é interessante.
Interessante também é o facto de, coincidência das coincidências, sob a sua presidência na Câmara, o clube da cidade ter o estádio pago exclusivamente com dinheiros públicos (à semelhança de uma outra infra-estrutura paga pelo erário público situada em Gaia) e depois fazer-se uso de um subterfúgio contratual para o usar como seu. Como interessante é o facto da promiscuidade entre o poder político e o futebol permitir que determinados autarcas (com cargos quase vitalícios) canalizem dinheiros públicos para orçamentos de clubes e SADs (de que a situação entre o Governo Regional da Madeira e o Marítimo também é um exemplo absolutamente atordoante) e promovam a concorrência desleal com clubes que vivem das suas fontes legítimas de receitas.
 
Diria que ataques ao Glorioso vindos de uma personagem deste calibre só podem significar que estamos no bom caminho.
 
Ah, só mais um pequeno pormenor. Este idóneo personagem é Presidente da Assembleia Geral da FPF e andou a fazer de anjo da guarda do Gonçalves Pereira (o famoso moço que gostava de brincar ao Terceiro Reich no Conselho de Justiça da FPF) até ao limite do nojo. Parece uma piada, mas não é. O país em que vivemos, esse sim, é uma piada. De mau gosto.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:16 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Segunda-feira, 12.01.09

El Pibe, na Catedral.

Vamos ter o homem, no Benfica-Olhanense.

 

 

No nosso Estádio, no mesmo dia, Eusébio da Silva Ferreira e Diego Armando Maradona, lado a lado. Um tal alinhamento de astros é tão raro, que o Estádio devia encher.

A velha arte de branquear.

Para que não haja dúvidas, digo já que concordo com o primeiro parágrafo da crónica do D’Arcy. E nada, mas mesmo nada, do que aqui vou escrever serve para que deixemos de olhar para as preocupações que o futebol do Benfica motiva. Nada do que aqui escreverei tem como objectivo branquear a qualidade do futebol do nosso Benfica. No entanto, durante esta semana, muitos vão querer branquear outras questões que, tal como o futebol que praticamos, também influenciam resultados.

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No jogo contra o Braga, o Benfica não foi prejudicado pela arbitragem. Sim, o Benfica marcou um golo em que o David Luiz estava ligeiramente em posição de fora-de-jogo. Como não há foras-de-jogo ligeiros, David Luiz estava em posição de fora-de-jogo. Nas últimas décadas isto de ser beneficiado é raro. Aconteceu ontem!! Foi um jogo e cai o Carmo, a Trindade e a máscara a muitos que não admitem que se fale de arbitragem quando o Benfica é, por regra, prejudicado e que brandem o anátema da arbitragem quando o Benfica é, excepcionalmente, beneficiado. Foi um jogo e cai o Carmo, a Trindade e a máscara a muitos jornalistas que não perdem uma oportunidade de abanar a cauda e levar o osso ao dono.

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Esta será uma semana interessante. Vamos observar, cavalgando duas jogadas do jogo de ontem, o branqueamento de todos os roubos de que temos sido alvo. Os candidatos a Prémio Tide do branqueamento são muitos e vão desde as lavadeiras de profissão (Rui Santos, Luís Sobral…) até às lavadeiras de ocasião. E a ocasião faz o ladrão…

 

Três notas sobre três personagens de ocasião:

 

- Rui Santos adjectivou de “escandaloso” o jogo. Argumentos: um fora-de-jogo em que o próprio diz que o árbitro necessitaria do apoio das novas tecnologias… e um o suposto penalty cometido pelo Luisão. Escandalosa é a forma pífia, para utilizar uma expressão muito do seu agrado, como Rui Santos alardeia, sob o manto da imparcialidade, a sanha contra o Benfica. Sobre um possível penalty sobre Suazo… nem uma palavra (Cruz dos Santos, na RTP, disse que era penalty e Paulo Paraty, também na RTP, aceitaria a marcação do mesmo). A parcialidade deste espécime do jornalismo chamado Rui Santos só é batida pelo seu histerismo e ridicularia.

 

- Luís Sobral, num reles site desportivo, vai dando exemplos sistemáticos do que é a pequenez da sua escrita. Sobre este jogo, o dito jornalista escreve que «Paulo Baptista assinou a arbitragem com maior influência no resultado a que assisti nos últimos anos». Quem escreve uma encomenda destas não pode levar-se a sério nem ter a ousadia de querer ser levado a sério. Aquilo que o dito senhor escreveu diz-me muito sobre o valor que esse jornalista atribui ao código deontológico dos jornalistas e ao seu dever de imparcialidade.

 

- Jorge Jesus, no final do jogo, tentou dizer umas coisas em Português. O esforço foi meritório, tal como meritória foi a tentativa de mostrar a quem de direito que podem contar com ele para suceder a Jesualdo Ferreira. E na minha opinião Jorge Jesus merece um clube como o FC Porto e o FC Porto merece um treinador como Jorge Jesus. São dignos um do outro.

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No final desta chinfrineira toda, branqueou-se mais uma  jogada assassina de um digno descendente da "Escola Rodolfo, André e Paulinho Santos". Refiro-me à patada que Bruno Alves deu na cabeça de um adversário que se encontrava no chão. Um clube que tem Bruno Alves e consegue ser, actualmente, o único clube que não tem um cartão vermelho diz muito sobre o que são critérios de arbitragem em Portugal.

por Pedro F. Ferreira às 18:30 | link do post | comentar | ver comentários (16)

A Dança dos Hipócritas

 

É sintomático do belo e honesto país em que vivemos o folclore ridículo que se montou à volta do facto, que vale o que vale, do Benfica ter ganho com um golo fora-de-jogo. É curioso porque acontece quando o Rei faz anos (e para quem não estiver atento, somos uma República) e é curioso porque quando os clubes do costume são beneficiados (o que, como se sabe, acontece com uma regularidade semelhante às cotoveladas do Bruto Alves) a imprensa amestrada baixa a cabeça, rói o osso e finge que não se passa nada.
 
É curioso, ainda, porque se trata de um simples fora-de-jogo transformado em obra do demónio, mas os inúmeros e evidentes foras-de-jogo não assinalados no ano passado, que decidiram bem mais de uma mão cheia de jogos a favor do clube condenado por corrupção, foram considerados pela imprensa desportiva (uso lato do termo) como ‘casos normais de jogo’, ‘incidências do desafio’ e como ‘erros normais das equipas de arbitragem’. Da mesma forma que o foram os foras-de-jogo não assinalados e outros simpáticos favores que, por exemplo, o assalariado Lucílio (ladra, senta, rebola. Toma um biscoito) fez ao Sportem para o colocar na Liga dos Campeões no ano passado.
 
A atentarmos nos me(r)dia, parece que não há um clube regional sistematicamente beneficiado e outro que anda de trela, recolhe as migalhas e corre aos ossos. Parece que o Benfica não tem sido escandalosamente surripiado em quase todas as jornadas. Parece que o Sportem não faz queixas sistemáticas da arbitragem, sem ter ponta de razão, para condicionar os jogos. Parece que não há dezenas de jogadores emprestados pelo clube condenado por corrupção por essa Liga fora que fazem jeitinhos ao dono (ah, como os guarda-redes emprestados ganham manteiga nas mãos e com que facilidade se falham penalties por mais de um metro) ou que têm gastroenterites fulminantes em jogos-chave.
Parece que, já este ano, o clube condenado por corrupção não foi beneficiado com golos escandalosamente mal anulados ao Leixões no Estádio do Porcalhão, penalties perdoados ao Bruto Alves e Rolando contra o Marítimo, penalties perdoados ao Bruto Alves contra o Guimarães, entre outras atençõezinhas e algumas 5 expulsões perdoadas ao Bruto Alves.
Parece que, já este ano, os verdes animais de estimação do clube condenado por corrupção não foram já beneficiados com penalties perdoados nos jogos contra o Braga, Benfica (sobre o Yebda, claro como a água), Leixões e Naval e golos em fora-de-jogo marcados contra o Belenenses e Estrela da Amadora.
Nada disto, no entanto, justifica danças de primeiras páginas com menção a distorções de resultados, histerias colectivas e folclores desmedidos.
Nada disto é considerado pela imprensa como anormal. Mas percebe-se. Infelizmente, tudo isto é, de facto, absolutamente normal.
 
É, também, normal que um artista pimba com a cabeleira do Beethoven imediatamente depois de acordar escolha o maior palco do país para o seu show de stand up com piadolas sobre playstations. Apesar de ter claramente mais razões para o fazer depois do espectáculo com a Agremiação Circense do Lumiar (em que foi claramente mais prejudicado), esta malta do show business ambulante sabe muito bem gerir a carreira e percebe que se guardam estes trunfos para quando a audiência é maior e o público mais receptivo.
 
Racionalizemos. O que aconteceu no jogo de ontem é o que acontece quando os árbitros não estão atentos aos donos. Sucede enganarem-se, mas tanto pode ser para um lado como para o outro (ao invés de sempre para o mesmo lado). É um conceito estranho, porque não estamos habituados – ninguém está – mas isto aconteceria mais vezes num mundo normal.
  
Para terminar, um conselho para gente como o contorcionista Luís Sobral, o menino Jesualdo, o tipo que veste fatos da Chicco e o bimbo do presidente do Braga: é francamente desagradável deixar a opinião pública ver-vos aos saltos com um melão enfiado no rabo.
Por uma questão de decoro, ao menos deixem-se estar quietos enquanto espumam.
 
 
 
p.s.1  Muita gente (pseudo cientistas da bola), perante a indignação benfiquista com a habilidosa arbitragem do Pedro Henriques, se apressou a fazer a sua defesa e a considerar como injustificado o tom. Vamos ser se essa gente será também tão voluntariosa na defesa do Paulo Baptista e da sua dignidade. Estou, por exemplo, curioso para saber se o homem que veste fatos da Chicco também convidará o Paulo Baptista para o seu programa na SIC ou se isso só serve para os árbitros que prejudicam o Glorioso fazerem a lavagem pública da sua imagem.
 
p.s.2  O boçal do Presidente do Braga veio demonstrar que, às vezes, as aparências confirmam o conteúdo. Parece um bimbo ignorante que não consegue dizer uma frase sem atropelar mortalmente as regras gramaticais básicas. Parece e é: quando fala dá pontapés nos testículos do Português e, ao mencionar o caso Calabote, confirma que é um ignorante com um QI de uma pedra da calçada. Qualquer pessoa minimamente informada, ou que saiba ler (o que duvido que seja o caso), já desmistificou esse mito.
 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:08 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Arraial

Ainda o jogo de ontem estava no intervalo, e já nós, em conversa, adivinhávamos o arraial que se montaria por causa do golo irregular do David Luiz. Por isso mesmo, não me surpreende nada o que se vai lendo e ouvindo sobre o assunto no dia de hoje. O circo está montado, resta agora sentarmo-nos confortavelmente e apreciar o espectáculo.

O Jesus, fiel aos seus princípios, destrambelhou logo as atoardas do costume. Pois, Jesus, o que tu queres sei eu. No final da época há um lugarzito apetecível de treinador que deve ficar vago, e portanto convém ires mostrando algumas credenciais de jeito. Ainda por cima porque há outros, como o chicharro do Nacional, que já se começaram a fazer ao bife e portanto já partem com alguma vantagem. Todos nós nos lembramos, por exemplo, da indignação e fúria semelhantes com que o mesmo Jesus, o ano passado, depois de sofrer um golo do Postiga três ou quatro metros fora de jogo em pleno Estádio do Ladrão, enfrentou os jornalistas após o jogo, falando do escândalo que esse golo foi. Os elogios aos andrades foram tantos que só faltou mesmo agradecer ao Postiga o golo em fora-de-jogo. Este comportamento do Jesus (e de cada vez que escrevo o nome só me vem à cabeça a imagem de um gajo a lamber uma bola de bólingue) é aliás uma espécie de modus operandi que parece vir descrito no manual do treinador português. Deve dizer algo como 'A seguir a um jogo que não ganhes contra o Benfica, faz um escarcéu sobre a arbitragem. A seguir a um jogo com os andrades, mesmo que sejas espoliado, elogia a equipa deles'.

Na peugada do Jesus e da sua obsessão pouco saudável por bolas de bólingue segue o chihuahua do Porco na Bosta, mais conhecido por Salvador. Como bom cãozinho de colo que é, chega ao ponto de denominar o árbitro de ontem como 'o Calabote do Século XXI'. Se não conhecêssemos já as suas tendências, a sua menção à mentira do Calabote desmascará-lo-ia. Na verdade, sempre achei que os chihuahuas se parecem mais com ratazanas do que com cães, mas presumo que uns não se importem de ser ratazanas, e outros até gostem de viver rodeados delas e de andar com elas ao colo (ou sentar-se na bancada com elas ao lado, tanto faz). A ratazana, na ânsia de agradar ao suposto dono (suposto porque, apesar da ratazana não se aperceber disso, não terá qualquer pejo em pontapeá-la de volta para o esgoto assim que deixar de ver qualquer utilidade nela), esfrega-se insinuantemente nas pernas dele, ansiando por qualquer sobra que, em vez de ir parar ao lixo, lhe venha cair ao alcance. Alans, Aguiares e afins dão sempre jeito.

O Pasquim, fiel à sua qualidade verde rastejante, não faz por menos: fala de dois penáltis perdoados ao Benfica, para além do golo mal validado. Deve ser a dor de ver o seu clube ficar na liderança apenas por um dia que os põe a ver a dobrar. E O Nojo, obviamente transtornado pelo mau hálito fétido do Juju, fala em coisas 'falsas como Judas'. Quer dizer, enquanto o Benfica andou, desde o início da época, a ser 'larapiado' à fartazana, foi um regabofe. Andou toda a gente cantando e rindo, enquanto que pelo menos oito pontos nos foram subtraídos pelos árbitros, que ainda nos custaram uma eliminação da Taça de Portugal. Nessa altura os arautos da lisura e honestidade trataram foi de, com a maior cara de pau, criticar a equipa, o Rui Costa, e mais o que calhasse, porque o Benfica tinha era que jogar mais e melhor, e não podia escudar-se na desculpa das más arbitragens. Agora que, finalmente, houve um jogo em que sim, fomos claramente beneficiados pelos erros de arbitragem, sem surpresas cai o Carmo e a Trindade.

Não vou ser hipócrita: não me agrada ganhar assim. Ao contrário, se calhar, de outros clubes e paragens, que fazem disto uma estranha forma de vida, não sinto particular alegria em ver o Benfica ser beneficiado por um árbitro, e o que me dá satisfação é ver o Benfica ganhar porque foi claramente superior ao adversário. Mas confesso que me começa a dar um certo prazer sádico ver toda esta gente contorcer-se de raiva. Compreende-se: a frequência com que temos sido prejudicados pelas arbitragens esta época é tal que, para esta gente, isto já devia ser tomado como um dado adquirido, e até uma certa normalidade. Por isso deve custar-lhes ainda mais, sobretudo quando vêem o pequeno mundo hipócrita e falso que construíram desabar. Quanto a nós, a arbitragem de ontem é a bandeira de que muitos precisavam. Vamos levar com ela até final do campeonato, e de cada vez que nos quisermos queixar de um jogo, esta ser-nos-à atirada em cara. Agora é esperar para ver se iremos ou não pagar bem caras as consequências da noite de ontem.

por D`Arcy às 10:45 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Domingo, 11.01.09

Preocupação

Custa-me escrever isto, mas o resultado final foi mesmo das poucas coisas que me deram satisfação no jogo de hoje. O Benfica tem que conseguir jogar e mostrar mais do que aquilo que vimos esta noite, porque assim, com esta estratégia, parece-me que será difícil ganharmos o que quer que seja. E custa-me escrever isto porque eu tenho a sensação de que existem no nosso plantel qualidade, quantidade e condições suficientes para fazermos melhor. Eu sei que é preciso dar tempo para se construir uma equipa e tudo isso, mas quando os primeiros passos dados até pareceram mais seguros do que aqueles que vemos serem dados agora, é difícil não me sentir preocupado. Em relação ao mau momento de forma que temos vindo a atravessar, a única e grande evolução que noto é na atitude dos jogadores em campo. Porque na qualidade do futebol apresentado, ainda estamos longe do desejável.

Duas alterações apenas na equipa que defrontou e venceu o Guimarães a meio da semana. Na baliza, e apesar da histeria colectiva que afectou a comunidade jornaleira no que diz respeito a este assunto, regressou o Moreira; e na direita do meio campo deu-se a esperada substituição do Balboa pelo Rúben Amorim. Alguma surpresa pela manutenção do Miguel Vítor no centro da defesa, em detrimento do Sídnei, mas um prémio justo para a boa exibição que realizou no último jogo. O Benfica apresentou-se assim num 4-4-1-1, já que o Aimar jogava preferencialmente solto nas costas do Suazo. Os primeiros minutos mostraram um Braga desinibido, a trocar bem a bola e a parecer ter vontade de assumir o jogo, mas pouco depois foi o Benfica quem passou a ter algum ascendente, e até cerca da meia hora mandou no jogo. O problema é a dificuldade que temos em criar boas oportunidades de golo. Lembro-me apenas de um remate do Suazo, a que o Eduardo correspondeu com uma grande defesa, e pouco mais. Honestamente, parece-me que a estratégia do Benfica não tem sido a mais correcta nos jogos em casa. Parece-me inapropriado jogarmos com uma equipa que parece talhada para jogar em contra-ataque, sem uma referência na área, e em vez disso um único avançado móvel. O Suazo recua frequentemente para vir procurar a bola, ou descai para os flancos, e depois ou temos o Aimar a tentar aparecer na zona de finalização, ou por vezes nem sequer temos lá ninguém. A jogar desta forma, não me admira muito que tenhamos tantas dificuldades em marcar golos nos jogos em casa, chegando quase sempre ao intervalo em branco. A boa fase do Benfica apagou-se à medida que o intervalo se aproximava, e depressa se caiu naquele ritmo em que parece pouco crível que aconteça algum golo. Surpreendentemente, na última jogada da primeira parte, o Benfica conseguiu marcar. A um livre do Aimar na esquerda correspodeu o David Luiz de cabeça para o golo. No estádio fiquei com a sensação de que havia fora-de-jogo do David Luiz no lance, o que já confirmei ser verdade. Para variar, desta vez fomos beneficiados com um erro de arbitragem, e também pela primeira vez esta época em casa, para a Liga, saímos para o intervalo em vantagem.

A segunda parte, sem quaisquer alterações, trouxe-nos um Benfica demasiado retraído para o meu gosto, agora a apostar claramente no contra-ataque, e progressivamente entregando o controlo do jogo ao Braga. Há a questão de se ser realista, de jogar para o resultado porque o campeonato é uma prova de regularidade, mas eu tenho que dizer que não gosto disto. Não gosto, e custa-me muito ver o Benfica jogar em casa assim, sem ser mandão, sem assumir o jogo, e em vez disso assumir uma postura expectante. Valeu a boa atitude competitiva da equipa, e a inspiração de alguns jogadores para que não sofrêssemos um dissabor. As coisas poderiam ter sido diferentes, porque numa jogada de contra-ataque (claro...) o Di María conseguiu arrancar um penálti. Na altura pensei logo que se o Cardozo estivesse em campo, eu já estaria a festejar o golo, assim logo se veria. Parecia que estava a adivinhar, porque o Suazo falhou o penálti e então a partir desse lance o Benfica desapareceu ainda mais do jogo. O Reyes ainda veio trazer alguma alegria ao jogo, mas foi sol de pouca dura. Só desesperava pelo final do jogo, adivinhando que pudesse aparecer um qualquer lance em que o Braga pudesse empatar. Esse lance apareceu mesmo, e só não deu golo porque o Moreira fez uma defesa fundamental, quando já só faltavam cinco minutos para terminar o jogo. Apenas mais um argumento para que eu não goste de ver o Benfica ter este tipo de atitude: estamos sempre sujeitos a sofrer um enorme dissabor em qualquer altura. O jogo chegou ao fim e, como disse, ficou a vitória e a atitude, mas confesso que saí preocupado da Luz.

Gostei do jogo que o Rúben Amorim fez. Para variar, não foi ele o primeiro a ser sacrificado na altura das substituições e ainda bem, porque trabalhou bastante em campo do primeiro ao último minuto. Gostei também do Miguel Vítor, sobretudo na segunda parte, e apreciei o facto dele tentar quase sempre sair a jogar. Em bom nível também o Katsouranis e o Maxi. Por último, também uma menção para o Moreira, que se retractou do erro na última jornada com uma defesa que valeu a vitória, e esteve sempre seguro durante o jogo.

Conforme disse, apesar da vitória, saí preocupado da Luz. Espero mais da nossa equipa, e não me parece que estejamos neste momento a adoptar a estratégia mais correcta. O Benfica não pode sistematicamente apresentar uma equipa que prefere entregar as rédeas do jogo ao adversário, quedando-se na expectativa de poder explorar o contra-ataque. Isto resulta bem em determinadas situações (daí que normalmente as coisas não corram muito mal nos jogos teoricamente mais difíceis), mas não serve para se calhar 90% dos jogos da Liga, e definitivamente não serve para os jogos em casa.

P.S.- Acabei de saber que recuperámos o primeiro lugar na classificação. Foi um regresso rápido, após uma ausência de apenas uma semana. Sim, ganhámos hoje devido a um golo irregular. Mas no deve e no haver, a balança continua a pender para o outro lado. E aposto que aqueles que agora se contorcem de raiva, por voltarem a ver-nos no topo, são capazes de já não achar que depois de se jogar mal e fazer um mau resultado - como empatar em casa com o Trofense, por exemplo - não há moralidade para falar de arbitragem (como o Juju dos dentes podres já exemplificou). Espumem agora, hipócritas.

por D`Arcy às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Guarda-redes

Não sei (e acho que ninguém pode ter a certeza, apesar da especulação jornalística) qual o guarda-redes que o Quique Flores irá colocar a titular mais logo. Muitos viram na convocação do Quim para Guimarães um castigo ao Moreira pelo jogo da Trofa, mas eu não julgo que tenha sido assim. Primeiro, porque tem sido normal o Quique apostar no segundo e terceiro guarda-redes do plantel para os jogos das Taças (a excepção foi a ida a Matosinhos para a Taça de Portugal que surgiu somente duas semanas depois da crise do Quim) e segundo porque, se assim fosse, o Moreira manter-se-ia fora dos convocados para esta partida frente ao Braga o que não aconteceu. Seguindo esta lógica, o mais natural seria o Moreira manter a titularidade. No entanto, a exibição do Moretto em Guimarães pode ter baralhado as contas. Sem ter sido brilhante, é certo que esteve seguro (apesar daquele finta ao avançado me ter deixado com os cabelos em pé!) e, por isso mesmo, pode passar de terceiro a primeiro guarda-redes do plantel.

 
É altura de fazer a minha declaração de interesses: tenho muito respeito pelo Quim, não gosto particularmente do Moretto (capaz do melhor e do pior no próprio jogo) e o meu preferido é o Moreira. Mas não é por isso que eu defendo que ele deveria continuar a ser o titular. As preferências pessoais não são para aqui chamadas e, da mesma maneira, que o Quim mereceu a titularidade nas duas últimas épocas, tendo sido dos jogadores mais regulares do plantel, o Moreira não merece sair da equipa por causa de um único jogo. Deu um frango, toda a gente viu e ele o saberá melhor que ninguém, mas não acho boa política andarmos a mudar de guarda-redes à primeira falha de cada um deles. Assim não se lhes dará a confiança necessária, porque ao primeiro erro saberão que irão perder a titularidade. O próprio Quim teve uma tolerância de alguns jogos (erros em Nápoles, Paços de Ferreira, Olympiacos e Setúbal) antes de sair da equipa. Por outro lado, para a semana teremos dois jogos seguidos para a Taça da Liga, portanto o Moretto terá competição já a seguir.
 
De uma coisa, no entanto, estou certo: não precisamos ir ao mercado já por causa de outro guarda-redes. E, se formos no futuro, espero que não seja para trazer Marcos e outros afins (com o devido respeito). Ou são Preud’hommes ou não valerá a pena.
por S.L.B. às 02:59 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sexta-feira, 09.01.09

Miguel Vítor

Uma boa notícia, a renovação do contrato com o Miguel Vítor. Julgo que nas ocasiões em que foi chamado esta época, o Miguel já deu provas mais do que suficientes que podemos contar com ele, e que nada fica a dever aos outros jogadores com quem disputa o lugar. Se tivermos que ceder, não será concerteza ali o elo mais fraco. Sem se colocar em bicos de pés, sem ser incensado pela imprensa, mas à custa de trabalho tem sabido, aos poucos, ir conquistando o seu espaço e o respeito dos benfiquistas. É um jogador que também me agrada fora do campo, pela forma como fala e pelo benfiquismo que lhe sentimos. É de mais como ele que precisamos. Se todos nós gostamos de ver jogadores 'da casa' no plantel, e nutrimos um carinho particular por eles, é porque sabemos que só assim será possível reviver a Mística que fez o nosso clube grande. Com jogadores que cresceram no Benfica, e que sabem o que significa envergar esta camisola e o peso que ela tem.

Desejo as maiores felicidades para o Miguel Vítor no nosso clube, e espero um dia vê-lo realizar o sonho confesso de capitanear a nossa equipa.

por D`Arcy às 23:29 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 08.01.09

Eficácia

Não foi uma exibição primorosa ou empolgante, mas com brio, uma boa atitude dos nossos jogadores, e uma boa dose de eficácia conseguimos finalmente regressar às vitórias, vencendo sem grande contestação o Guimarães no seu estádio.

Na equipa inicial há a registar as entradas do David Luiz para a lateral esquerda, Miguel Vítor para o lado do Luisão, Balboa para a direita do meio campo e Katsouranis para médio defensivo. Pareceu-me de particular importância o facto de não ter havido qualquer invenção no meio campo, com os jogadores a actuarem nas suas posições naturais e sem adaptações forçadas. Podemos até discutir o valor ou não que o Balboa demonstrou até agora, mas a verdade é que se temos um jogador para aquela posição na direita, faz todo o sentido utilizá-lo lá em vez de estarmos a recorrer a adaptações, que na maior parte dos casos só contribuem para acabar por queimar os jogadores em questão (o caso mais evidente parece-me ser o do Yebda, que de cada vez que é encostado à direita afunda-se a pique e nem parece ser o mesmo jogador do início da época). Na prática, o Benfica apresentava-se num 4-2-3-1, com o Aimar a posicionar-se nas costas do Suazo, tendo a 'protecção' do Yebda e do Katsouranis. Ainda durante a primeira parte, o Balboa acabou por dar o lugar ao Ruben Amorim, mas não sei qual terá sido o motivo da alteração. Não me pareceu que ele estivesse a jogar particularmente mal, por isso não sei se foram motivos de ordem física, ou apenas táctica.

Entrámos bem no jogo, com os jogadores da frente (em particular o Aimar e o Suazo) a movimentarem-se muito, proporcionando boas oportunidades para desmarcações rápidas com bolas nas costas da defesa do Guimarães. Logo nos primeiros minutos, uma boa jogada terminou com um centro do Balboa para o Aimar ver o golo ser-lhe negado de froma incrível pelo guarda-redes, que depois ainda defendeu a recarga do Di María. Na sequência do canto, um momento quase clássico: entrada do Katsouranis ao primeiro poste e golo. Não há nenhum jogador em Portugal que seja tão eficiente como o grego neste tipo de lances, e causa-me estranheza que não tentemos tirar mais partido disto. O Benfica não abrandou com o golo marcado, e continuou a controlar calmamente o jogo, já que foram muito poucas as ocasiões que o Guimarães teve para sequer rematar à nossa baliza. Depois na resposta, muito por culpa da mobilidade do Aimar e da velocidade do Suazo, o Benfica dava sempre a ideia de poder surpreender a defesa adversária (o que até teria acontecido, não fosse um fora-de-jogo anedótico assinalado ao Di María, num lance que o deixaria a ele e ao Suazo isolados). Só após a passagem da meia hora, e depois do Yebda ter visto o amarelo (que o limitou um pouco no trabalho do meio campo) é que o Guimarães conseguiu avançar mais no terreno e aproximar-se da nossa baliza. Mas quase sempre, e repito-o, sem conseguir criar ocasiões para sequer rematar à nossa baliza. Foram pouquíssimos os remates que conseguiram fazer, muito por culpa da boa ajuda prestada pelo nosso meio campo à defesa. A vantagem ao intervalo era, por isso, perfeitamente aceitável.

A segunda parte não trouxe muito de novo em relação à primeira. Houve um domínio territorial mais acentuado do Guimarães, com mais tempo de posse de bola, mas ainda e sempre sem conseguir causar grandes calafrios à nossa equipa. Recordo-me apenas de um remate de longe do Nuno Assis, bem defendido pelo Moretto, e pouco mais. Já do nosso lado, notei que havia menos vontade de arriscar, e já não conseguíamos criar tantos desequilíbrios como durante a primeira parte, isto porque o Aimar se foi apagando ao longo do tempo, e as despesas do ataque iam ficando cada vez mais entregues apenas ao Suazo, que com iniciativas individuais ia tentando criar perigo. O Quique fez entrar o Jorge Ribeiro para o lugar do Di María, mas se do lado oposto a entrada do Rúben não abanou a equipa, o mesmo já não posso dizer disto, porque pelo menos fiquei com a sensação de que, nos momentos que se seguiram à entrada do Jorge Ribeiro, o Guimarães conseguiu entrar com alguma facilidade pelo lado esquerdo, talvez porque o Andrezinho já não ficasse tão preso lá atrás como quando tinha a ameaça do Di María. Perto do final fez-se a justificada substituição do Aimar, entrando o Carlos Martins para o seu lugar, que minutos depois acabou por sentenciar o jogo, finalizando com um bonito pontapé de primeira um cruzamento da direita, após insistência do Suazo. Estava consumada uma vitória que muita falta faz, e que esperemos marque o fim deste período mais negativo.

Conforme disse, gostei do jogo que fez o Aimar. Mas é justo destacar o 'nosso' Miguel Vítor, porque fez um óptimo jogo. Raramente falhou, jogou quase sempre em antecipação, fazendo desarmes limpos e ganhando quase todos os lances divididos. Podemos ter aqui um belíssimo defesa central para o futuro, haja paciência e oportunidade de apostar nele. Menciono também, claro, o Katsouranis. Já disse várias vezes que o grego é um dos jogadores que mais admiro no plantel, sobretudo devido à inteligência que demonstra em campo, já que parece sempre saber exactamente o que vai fazer à bola ainda antes desta lhe chegar aos pés. E a verdade é que se nota a diferença quando ele lá está, a jogar na posição dele. Marcou um golo 'à Katsouranis', e foi insuperável no auxílio à defesa, surgindo ainda diversas vezes a lançar os contra-ataques com passes em profundidade.

O jogo era para a Taça da Liga, que não sendo uma competição de grande importãncia é para ganhar na mesma, e os nossos adversários apresentaram-se com a equipa titular. Por isso há mérito na nossa vitória e, espero eu, haverá também uma motivação da nossa equipa para os desafios que se aproximam. O que o jogo de hoje mostrou é que, mesmo se não conseguirmos jogar muito bem ou dar espectáculo, se a atitude com que formos para dentro do campo for a correcta, a probabilidade das coisas correrem bem é muito maior. Tivessem eles pensado assim o fim-de-semana passado, e certamente não estaríamos agora a lamentarmo-nos pela primeira derrota no campeonato.

por D`Arcy às 01:30 | link do post | comentar | ver comentários (96)
Quarta-feira, 07.01.09

Sarar a ferida

Três dias depois, do desastre na Trofa, já consigo estar minimamente recuperado.  Neste momento, o sentimento que identifico é só um: estou muito zangado.  Muito zangado com o nosso grupo de trabalho do futebol.  E é bom perceber que pelo menos Rui Costa e Quique também estão, mas outros haverá também dentro do próprio grupo que o estão igualmente, e ainda bem que assim é, porque assim há esperança de que se corrijam a tempo os erros e se evitem outros.  A indignação é uma atitude positiva, se bem utilizada.

 

Derrotas, e derrotas inesperadas, sempre houve.  Mas nestes dias, ao falar com outros Benfiquistas, até alguns habitualmente menos militantes e menos atentos, percebi algo que há muito não presenciava.  Esta derrota, na altura em que aconteceu, da forma como aconteceu, deixou em todos os Benfiquistas uma ferida profunda.

 

Há muito que uma equipa do Benfica não tinha dos seus adeptos tanto apoio, tanto carinho, e não transportava consigo tanta esperança como esta.  Porque temos finalmente o Rui num cargo dirigente, temos um treinador que conquistou os adeptos desde o primeiro momento, um plantel de qualidade reconhecida e com dois ou três jogadores potencialmente de classe mundial.  E por isso toda a espernça era, e é, legítima.

 

Ninguém pode fugir às suas responsabilidades.  E eu, que acredito que "Todos Somos Benfica", vou também assumir as minhas, na modesta parte que me toca.

 

Explico-me.  Desde sempre que tenho aqui apelado ao apoio incondicional à equipa.  Compreendi o início irregular de época, temos uma equipa nova.  Engoli sem protestar muito a miserável prestação europeia.  Desvalorizei a eliminação da taça.  Até suportei os pobres resultados e exibições nos jogos em casa com Setúbal e Nacional.  E como eu outros, aqui na Tertúlia, noutros blogues, noutros locais.  Se calhar fiz mal, fizemos mal.  Se calhar confundiu-se compreensão com falta de exigência.

 

A partir de agora, portanto, a nossa Equipa continuará a ter da minha parte apoio total e incondicional, como sempre teve.  E continuarei a pedir a todos o mesmo apoio.  Mas o grau de exigência passa a ser de "Tolerância Zero".  Esta equipa está demasiado habituada a não ganhar, e parece acomodada a isso (Só 7 vitórias em 13 jogos no campeonato, 1 em 6 jogos na Uefa, 1 em 3 jogos na Taça - é mau para uma equipa deste nível e que representa o Benfica). 

 

O nível mínimo que passarei portanto a exigir será vitórias e boas exibições em todos os jogos - seja contra que adversário for, em que campo for, em que competição for.  E serei impiedoso sempre que isso não acontecer.  Já não aceito mais desculpas.  É claro que sou só um e pouco valho no contexto geral do Benfiquismo, e que esta minha declaração de intenções pode parecer ridícula e quixotesca - mas pelo menos fico em paz com a minha consciência.

 

Para sarar esta ferida que trazemos desde domingo passado.

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 15:19 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Segunda-feira, 05.01.09

Tinha de ser o Olegário. Tinha de ser.

Depois de ter cumprido a missão nos dois jogos que tivemos contra o Leixões; depois de Luís Filipe Vieira ter dado, há três dias, uma entrevista em que afirmou «Toda a gente se lembra da actuação de Carlos Xistra em Guimarães, dos dois jogos de Olegário Benquerença contra o Leixões. São dois nomes que impõem ponderação séria em futuras nomeações para jogos do Benfica […]»; depois das provocações sucessivas a que os benfiquistas têm sido sujeitos… enviam o moço de recados Olegário para entregar a encomenda em Guimarães.

 

Pode ser que tenhamos uma surpresa… o sistema é suficientemente perverso e Olegário é um moço diligente.

imagem do filme "Ladri di Biciclette"

por Pedro F. Ferreira às 22:42 | link do post | comentar | ver comentários (53)

Taça da Liga

Depois de uma deprimente participação na Taça UEFA, permatura eliminação da Taça de Portugal e da perda do 1º lugar no Campeonato (na sequência da derrota com o último classificado e uma exibição deplorável), o Benfica inicia, na próxima 4ª feira, a sua participação na Taça da Liga, numa sempre difícil deslocação a Guimarães.

No ano passado abordámos esta competição com um certo desprezo, pela forma algo caricata como a mesma estava organizada e como foi "impingida" no calendário. No entanto, e apesar de não considerar a Taça da Liga como uma eventual "tábua de salvação" (até porque, apesar de tudo, mantemos intactas as possibilidades de sermos campeões, sem depender de terceiros, e considerando o investimento que foi feito no plantel, o mínimo que se exige é que o Benfica lute com todas as suas forças para ser campeão), o Benfica tem a obrigação de encarar esta competição com toda a seriedade e sem outro objectivo que não o de vencer. O tempo para experiências e “rodar” jogadores menos utilizados acabou. A partir de agora, todos os esforços devem ser canalizados no sentido de rentabilizar ao máximo o potencial que a equipa tem e que, embora a espaços (que em alguns casos não duraram mais que 15 minutos), já foi evidenciado em campo. Todos os jogos devem ser encarados como jogos para vencer e como jogos em que o Benfica tem de procurar dar o melhor de si.

Os jogadores têm que se mentalizar que a única ambição que devem ter é ganhar, e para isso, têm de trabalhar, têm de se esforçar, têm de estar concentrados, têm de ser inteligentes e de perceber o que têm de fazer em campo a cada momento do jogo (pois muito esforço não basta, é preciso saber doseá-lo e utilizá-lo em prol da equipa).

Quique Flores tem a responsabilidade de perceber qual a melhor forma de tornar a equipa mais coesa e dinâmica, para que o esforço individual de cada jogador seja feito em função do colectivo e que o colectivo saiba tirar máximo partido desses esforços individuais (ou numa perspectiva mais matemática, não basta somar os esforços individuais, é necessário multiplicá-los e, se possível, exponenciá-los!). E já agora, que aposte primordialmente nos jogadores que tenham essa capacidade, independentemente do nome que têm ou do salário que auferem.

E por fim, Rui Costa tem a responsabilidade de chamar todos à responsabilidade e de fazer ver, de forma veemente, que isto não é nenhuma "brincadeira de crianças".

 

Quarta feira será, assim, uma grande oportunidade para a equipa do Benfica demonstrar que tem, realmente, estofo e ambição para ganhar uma competição.

Pouco importa que essa competição seja de menor importância, quando comparada com o Campeonato. Aliás, neste momento ocorre-me este excelente post do D’Arcy sobre esse lendário treinador que foi Brian Clough, que apontava a conquista da Anglo-Scottish Cup como o primeiro grande passo da caminhada que levou o Nottigham Forest a bi-campeão europeu: esse trofeu, embora de pouca importância, permitiu ao jogadores conhecerem a sensação de conquistar algo. Julgo que, em parte, é disso que muitos jogadores do Benfica neste momento precisam. Pelo menos, precisam de sentir que está perfeitamente ao seu alcance conquistar algo de palpável, “bastando” para isso que se empenhem, tenham capacidade de discernimento e que saibam assumir as suas responsabilidades.

 

 

VIVA O BENFICA!

 

Texto desiludido e desinspirado

É fácil imaginar como me sinto.  Sinto-me como todos os Benfiquistas, e em tudo subscrevo o que já aqui foi dito pelos meus companheiros de blog sobre a vergonha de ontem.

 

Ainda bem que não sou director desportivo do Benfica, porque se o fosse depois de um jogo (?) como o de ontem acho que despedia todos os jogadores que estiveram em campo, ou quase todos.

 

Obviamente que uma equipa pode perder, e que pode ter maus jogos.  Mas uma equipa do Benfica não pode ter a indamissível atitude de passividade que se viu ontem, e que já tinha aflorado várias vezes esta época (Metalist, Penafiel, Setúbal, Nacional...). 

 

Não percebo por mais que tente a evolução da equipa esta época.  Até entendo o início algo titubeante, é uma equipa nova, mas depois houve uma clara melhoria e quando parecia que o pior já tinha passado vem esta regressão dramática do útimo mês.

 

O balanço neste momento não é brilhante: tivemos a pior prestação europeia dos últimos anos, estamos fora da taça e no campeonato à 13ª jornada temos mais um ponto que na época passada.  Um ponto!  É essa a diferença de rendimento entre esta equipa que devia ser a melhor dos últimos anos e a do ano passado, que seria seguramente uma das piores.

 

Não gosto de me armar em treinador de bancada, mas deixo aqui algumas notas de diagnóstico:

 

- Yebda está longe do que rendeu no iníco da época, e o meio-campo ressente-se com isso.  Espero que recupere a boa forma.

 

- Carlos Martins confirma infelizmente o que se esperava dele - muita irregularidade e muitas exibições medíocres para meia-dúzia de bons jogos. 

 

- Suazo é bom jogador mas está longe do rendimento que se esperava de um avançado que já foi um dos melhores marcadores do campeonato italiano. 

 

- Cardozo voltou aos tempos do início da época passada, na qual eu escrevi sobre ele "pode ser um equívoco - lento e fácil de marcar".  Parece lidar mal psicologicamente com o facto de não ser a primeira opção.

 

- Jorge Ribeiro - não tem categoria para ser o defesa esquerdo do Benfica

 

- Rubem Amorim - devia ser testado no centro, no lugar de Carlos Martins

 

- Balboa - merece uma oportunidade de forma a se deslocar Rubem para o centro

 

- Aimar - é preciso algum tempo para adquirir os níveis físicos desejados.

 

 

Face a isto, não há seguramente soluções mágicas, mas confio em Quique e creio que saberá procurar as que forem melhores.

 

E repito algo que já aqui escfrevi - nestes momentos é preciso que se sinta que há uma liderança forte no grupo de trabalho.

 

Ainda nada está perdido.  Estamos a um ponto do primeiro lugar quando ainda falta mais de meio campeonato.  Mas aproxiamam-se os jogos fora com os nossos principais rivais e aí teremos de estar muito melhor do que estamos agora.

 

Perecebo que este texto não está grande coisa.  Estou demasiado desiludido para conseguir melhor.  Mas atenção: desiludido não é desesperançado.  Continuo a acreditar que é possível ver este ano o Benfica Campeão!

 

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 11:58 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Jornada lamentável

O post do Pedro F. Ferreira diz tudo, mas mesmo assim gostaria de fazer duas adendas. Não vale de nada estarmos a protestar contra as arbitragens, se depois os jogadores em campo demostram a vontade(?) que exibiram neste jogo. Faz-me lembrar a época de 2001/2002 em que fomos prejudicados em três jogos consecutivos (Paços de Ferreira com o Martins dos Santos, lagartos na Luz – o célebre mergulho do Jardel – com o Duarte Gomes e no Bessa com o Pedro Proença), que se tivéssemos ganho ficaríamos em 1º lugar, e a nossa resposta foi despedir o Toni. Temos SEMPRE que ser muito melhores que o adversário, mas exibições como esta dão cabo da moral de qualquer adepto. Algumas primas-donas têm que se convencer que não estão no Benfica só para receber o salário ao fim do mês. O MÍNIMO que devem fazer é correr e demonstrar vontade dentro do campo! Caso contrário, podem ir-se embora. Dito isto, queria apenas dizer duas coisas sobre esta jornada:

 
- Lamento muito, mas o Binya não tem lugar no nosso plantel. Não nos podemos dar ao luxo de ter um jogador que, tendo um amarelo num jogo em que estamos a perder, mete a mão à bola num lance inofensivo a meio-campo! Não me venham com histórias, a culpa não é do Quique, mas sim dele! A burrice não é compatível com ser jogador do Glorioso Sport Lisboa e Benfica.
 
- Fui só eu, ou o penalty que dá origem ao 3º golo do CRAC (que lhes deu a vitória) aos 90’ na Madeira frente ao Nacional foi muito estranho? Não pela sua inexistência, mas precisamente pelo contrário. Porque é que um jogador (Felipe Lopes) mete voluntariamente a mão à bola dentro da área para parar um remate de mais de 30 metros desse grande marcador de golos chamado Guarín?! É daqueles fenómenos estranhos como o Wesley do Leixões e o Nuno André Coelho do E. Amadora terem tido uma lesão que durou uma semana precisamente na altura de jogar contra o CRAC. Estranhos ou talvez não...
por S.L.B. às 02:47 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Domingo, 04.01.09

Desastrosa

'Desastrosa' é mesmo a palavra que me ocorre para descrever a péssima exibição do Benfica esta noite, no campo do último classificado, e que resultou numa derrota e consequente perda do primeiro lugar. Fez-me impressão ver a equipa a jogar de uma forma tão desgarrada, aparentando não ter uma ideia clara daquilo que é suposto uma equipa fazer dentro do campo. Estou farto de ver o Benfica não ter ideias ou arte para inverter o cenário típico que se repete vezes sem conta: uma equipa enfiada lá atrás, não com um autocarro mas com um transatlântico à frente da baliza, a jogar para o empatezinho e a ver se num momento mais feliz até consegue um golito. E nós a não sabermos como marcar o golo que faria desmoronar toda esta estrategiazinha medíocre. A verdade é que parece que, sem o Reyes em campo, não somos capazes de marcar golos porque mais ninguém consegue causar desequilíbrios e arriscar com sucesso jogadas individuais. A somar a isto, há incompreensíveis falhanços individuais que, por exemplo, parecem não acontecer nos jogadores das equipas teoricamente mais fracas que jogam contra nós.

As novidades no nosso onze esta noite, em relação à equipa que jogou com o Nacional, foram os regressos do Aimar e do Carlos Martins, saindo o Cardozo e o Katsouranis. A uns curtos minutos fortes do Benfica, logo na entrada do jogo, seguiu-se a mediania que nos caracterizaria para o resto dos noventa minutos. É preocupante não conseguir ver simples jogadas de futebol na nossa equipa. Tudo pareceu feito aos repelões, não havendo quem pegasse na bola e metesse alguma ordem na casa. Construímos uma grande oportunidade de golo, que colocou o Aimar na cara do guarda-redes, e ele conseguiu acertar-lhe no pé (o pé estava lá parado, o Paulo Lopes não o mexeu, por isso foi mesmo o Aimar quem conseguiu acertar ali com a bola). Lá está a história das individualidades a falhar quando não se esperaria que isso acontecesse. A falta de imaginação ia grassando no nosso futebol, e o jogo estava mesmo a ser difícil de assistir. Do outro lado continuava o transatlântico (sempre muito elogiado pelos comentadores) encalhado à frente da baliza, e a única animação surgia através dos mergulhos artísticos e acrobáticos de um tal de Barbosa, em sincronia perfeita com os silvados do apito do Sr.Jorge, provocando inevitavelmente um coro de elogios da narração por cada falta 'arrancada'. Estava o jogo nisto quando um contra-ataque isolou um jogador do Trofense na direita. Chegado ao bico da área, e uma vez que estava completamente sozinho (que os transatlânticos costumam mover-se muito devagarinho), fechou os olhos, enfiou uma biqueirada na bola, e cá vai disto. O Moreira resolveu entrar na festa da mediocridade, fechou os olhos também, e deu um frango descomunal. E volto à história dos falhanços individuais: o Aimar tem uma oportunidade flagrante e falha; o Trofense tem um lance que nem sequer se pode considerar como uma oportunidade flagrante, e o Moreira falha também e dá-lhes a vantagem com que eles nem sequer sonhavam. Só posso atribuir justiça ao resultado ao intervalo se considerar que é um castigo para o mau jogo que fizemos, porque tenho sempre muita dificuldade em considerar que uma equipa que joga simplesmente para não perder tenha grande mérito quando se apanha em vantagem, ainda para mais com golos caídos do céu como foi este.

Na segunda parte mudámos tacticamente para um losango, entrando o Cardozo para o lugar do Di María, mas a qualidade do nosso jogo pouco melhorou. Claro que, agora em vantagem, o Trofense recuou ainda mais, por isso o Benfica tinha o domínio territorial quase completo, jogando-se quase sempre com vinte e um jogadores acantonados no meio campo do Trofense. Mas o problema mantinha-se: é que parece que, apesar da posse de bola, apesar do domínio territorial, não sabemos o que fazer com isso. Os dedos de uma mão decepada chegam para contar as oportunidades que criámos (sinceramente, acho que só me lembro de um cabeceamento do Aimar, mas por esta altura já estava tão irritado que me era difícil prestar muita atenção ao jogo). Como se a irritação não fosse já suficiente, o Binya teve um acesso de burrice profunda e meteu a mão à bola (uma atitude perfeitamente desnecessária, já que foi numa jogada a meio campo) quando já tinha um amarelo, por isso foi tomar banho mais cedo. A partir daqui, então, foi um descalabro. Nós bem tentávamos atacar, e continuámos instalados no meio campo do Trofense. Mas agora abriam-se autênticas vias verdes cá atrás para os contra-ataques adversários, sendo que poucos eram os nossos jogadores que recuavam, ficando basicamente os nossos dois centrais entregues à sua sorte (às vezes com a ajuda do Maxi) e tentando arranjar-se contra adversários que surgiam em igualdade ou mesmo superioridade numérica. O segundo golo surgiu sem surpresa, quando perante a apatia do Jorge Ribeiro um jogador do Trofense, após um lançamento lateral, entrou pela quinquagésima terceira vez à vontade pelo lado esquerdo, fazendo a assistência para um golo fácil. E só não sofremos mais um golo até final porque o adversário era mesmo o Trofense.

Não sei como é que posso destacar um jogador do Benfica como o melhor depois de um jogo destes. É que nem me apetece destacar aqueles que mostraram inconformismo, porque com essa atitude ou não, a verdade é que as coisas continuaram a sair mal. Quanto aos piores, podia ficar aqui o resto da noite a bater nos jogadores um a um. Menciono por isso apenas alguns. Carlos Martins: deram por ele em campo? Não vi nada. Zero. Andou por ali escondido o tempo todo, e quase nem participou no jogo. Jorge Ribeiro: andou muito lá pela frente - com muito poucos resultados práticos - mas foi um buraco completo a defender. Às vezes parecia que o Trofense só atacava mesmo pelo lado dele, e aliás foi por aí que surgiram os dois golos. Moreira: um guarda-redes não pode sofrer um golo daqueles. O remate foi-lhe à figura, e foi feito ainda a uma distância considerável. A única explicação que encontro para que a bola tenha entrado é a de que deve ter tido medo da bola e fechou os olhos. Binya: idiota. Neste momento não estou com calma ou paciência para descrever a exibição dele de outra forma.

Entrámos num ciclo extremamente negativo, e parece que não há maneira de sairmos dele. Se não estou enganado, ganhámos um jogo dos últimos sete que fizemos. Espero que pelo menos os jogadores tenham a mínima noção daquilo que fizeram esta noite. Para mim foi uma exibição paupérrima e indigna do Benfica, na linha do que tem acontecido recentemente. Não é a jogar assim, ainda para mais contra o último classificado, que se ganha o que quer que seja. Por último: Reyes, volta depressa, por favor.

por D`Arcy às 23:58 | link do post | comentar | ver comentários (21)

2 ou 3 oportunidades de golo contra o último.

O Pedro disse quase tudo, mas queria deixar aqui também algumas notas. Perdemos bem, não jogámos nada, o Quique Flores também esteve mal. Moreira é mal batido de facto, mas acho que o que se passou hoje vai muito mais longe do que essa apreciação fácil.
A atitude da equipa foi deplorável. Parece-me que há ali muito ego e pouca fibra. Muita mania, muita mania.
Carlos Martins, Di Maria (é pá vendam o homem já!) e Bynia abaixo de tudo o que é admíssivel, mas toda a equipa esteve mal. E, meus amigos, hoje dei comigo a ver o jogo, enquanto ouvia das bancadas o apoio incessante dos adeptos e pensei: esta equipa não merece os adeptos que tem. E não quero cá pedidos de desculpa. Só um bocadinho de vergonha na cara, da parte daqueles que têm a honra de vestir a camisola do Benfica. Vergonha na cara que se traduza em trabalho, humildade, empenho.
Só mais uma coisa: Bynia é um idiota. Quique Flores hoje meteu os pés pelas mãos.

Katsouranis é o melhor médio da equipa, a larga distância, e, provavelmente, o jogador verdadeiramente mais valioso do plantel, em vez das vedetas de papel.

E, de uma vez por todas, enquanto nos preocuparmos mais com outras coisas que não sejam entrar em campo e jogar o suficiente para ganhar os jogos, não temos hipótese nenhuma de inverter este rumo. Espero bem que a equipa ainda vá a tempo, mas depois dos últimos jogos...só não digo que deixei de acreditar porque um benfiquista (pelo menos do lado da bancada) numa baixa os braços. Algo que aqueles que estão no relvado, envergando o manto sagrado, deviam aprender.

 

PS-Uma adenda: Quique Flores é uma desilusão. Chegar a Janeiro sem perceber que Katsouranis e Ruben Amorim devem jogar no meio, porque são muito melhores tacticamente do que os inconsequentes Bynia, Yebda e Carlos Martins é demasiado. E a forma como o caso Quim tem sido gerido é muito fraquinha. Mas atenção: a solução não é despedir o homem. Já fizemos disparates desses demasiadas vezes. Ainda acho que ele é dos poucos que pode ter lucidez para aprender com estes sucessivos tiros no pé. Ou não...Vamos ver.

Insultado na Trofa.

Enquanto adepto, esta época já me senti insultado por arbitragens nojentas, por adversários subservientes para com quem lhes empresta jogadores, por dirigentes da arbitragem e outros parasitas afins.

 

Hoje, enquanto adepto do Benfica, fui insultado pelos profissionais que têm a honra de vestir a camisola do Benfica. Ter a porcaria de atitude que tiveram e fazer a porcaria de jogo que fizeram é um insulto aos adeptos. De todos os insultos, este é o que mais me ofende, este é o que mais me dói.

 

Assim, devo comunicar aos profissionais do Benfica que não posso, enquanto adepto, aceitar que quem tem a honra de servir profissionalmente o Benfica me insulte como hoje me insultaram. Se for preciso, também saberei passar esta mensagem em espanhol.

 

Há uns anos, depois de uma humilhante e indigna derrota senti, através das palavras do Luisão, que o alerta soara e que o murro na mesa surgira… fico à espera de ouvir o barulho do murro na mesa!

por Pedro F. Ferreira às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Vergonha!

Assim não vale a pena.

 

Os jogadores do Benfica acho que ainda não perceberam que para ganhar não basta vestir a camisola do Benfica nem jogar razoavelmetne bem. O Benfica tem de jogar mesmo muito para ganhar um jogo.  Noutros clubes, como o dos andrades, jogar mais ou menos chega, porque acabam sempre por ser beneficiados.  Mas no Benfica não chega, não dá.

 

 

O que se tem passado é uma vergonha.

 

Eu como não sou propriamente rico, e não tenho dinheiro para pagar todos os processos de difamação que os arbitros eventualmente me poderiam por no tribunal, vou deixar de falar mais do campeonato este ano.

 

Teria muitos nomes para chamar aos arbiros e a todo o sistema português de arbitragem, mas vou-me calar.

 

Até  a próxima época. e só não dou os parabéns aos andrades pelo campeonato de 2008/2009 porque batoteiros não merecem parabéns.

 

 

 

 

Sábado, 03.01.09

De uma coisa vil chamada arbitragem portuguesa.

Pedro Henriques errou no último Benfica-Nacional. Na minha opinião errou com dolo. Justificou de forma patética a fraude praticada com a convicção torpe de que estava correcto. Deu entrevistas, não justificou o erro, pois não o reconheceu, e justificou a sua “razão” demonstrando um vergonhoso desconhecimento da lei. Isto, por si só, demonstra a fraude que é a sua actuação como árbitro. E isto é grave, porque se trata de um árbitro da primeira categoria (registo, mais uma vez, o paradoxo que é a atribuição desta denominação à vergonha que é a arbitragem portuguesa).

 

Aquilo foi tão escandaloso que o observador (por natureza conivente com este tipo de incompetências) lhe deu a reles nota de 2,3. Como castigo, Pedro Henriques fica sem apitar durante duas jornadas. Daqui a duas jornadas a incompetência de Pedro Henriques pode voltar a decidir jogos… e tudo fica bem, e tudo fica esquecido e nada se passou.

 

No entanto, o que mais me preocupa é o facto de Pedro Henriques ser apenas mais um dos muitos árbitros que em Portugal demonstram constantemente que o seu desempenho alterna entre a má-fé e a incompetência. Os árbitros que temos actualmente são o resultado de décadas de adulteração de classificações de árbitros para fazer ascender à primeira categoria não os melhores, mas o que demonstravam ter uma coluna vertebral mais flexível.

 

O resultado é isto: uma súcia de Xistras, Olegários, Lucílios e quejandos. Uma súcia herdeira de Guímaro, Fortunato Azevedo, Coroado, Donato Ramos, os Calheiros, Martins dos Santos e tantos outros que têm cuspido na arbitragem.

 

Esta adulteração da arbitragem portuguesa passou pelo processo de promoção de árbitros à primeira categoria ou à categoria de internacional. Passou, e muito, pela nomeação de observadores, pelas classificações por estes atribuídas e pelos “acertos” que se faziam posteriormente e que adulteravam ainda mais o que já fora vergonhosamente "cozinhado".

 

Agora resta-nos isto: um grupelho de árbitros deveras incompetentes, maculados por anos e anos de favores, concessões, piscares de olhos, palmadas nas costas, ameaças, ofertas e compadrios. O grande problema é que esta gente decide jogos que decidem campeonatos.

por Pedro F. Ferreira às 19:47 | link do post | comentar | ver comentários (12)

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