VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 28.02.09

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28/02/1904 - 28/02/2009
por D`Arcy às 13:29 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Brio

Pode não ter sido com muito brilho, mas foi com imenso brio que o Benfica esta noite conseguiu vencer o Leixões, num jogo que começou por parecer ter tudo para decorrer a nosso favor, mas que terminou de forma exactamente inversa.

Alguma surpresa logo de início na nossa equipa, com o Quique Flores a optar por jogar com dois alas bem abertos, colocando o Di María de início na direita e o Reyes na esquerda, e colocando para além disso o Ruben Amorim no meio, ao lado do Katsouranis. Conforme esperado, na defesa o Miguel Vítor ocupou o lugar do Sídnei, enquanto no ataque o Cardozo regressou à titularidade. E começou muito bem o jogo o Benfica. Com a linha de defesa muito subida, uma pressão bem executada sobre os adversários, e depois a sairmos rápido para o ataque assim que a bola era recuperada, o Benfica terá esta noite feito uma das melhores entradas num jogo em casa esta época. Com o Amorim a mostrar-se como peixe na água no centro, e com a preciosa ajuda dos alas e, sobretudo, do Aimar (quantas bolas terá ele recuperado ou roubado esta noite?) sempre que não tínhamos a bola, o Benfica não dava tempo nem espaço para o Leixões desenvolver o seu jogo. Aliás, ainda não tinha decorrido um minuto de jogo e já o Benfica criava uma situação de perigo, só que o Aimar não conseguiu controlar a bola nas melhores condições. Foi bonito ver-nos jogar a toda a largura do campo, aproveitando a velocidade do Reyes e do Di María nas alas. Não surpreendeu por isso que chegássemos ao golo, após mais uma incursão do Reyes pela esquerda, que terminou num autogolo de um defesa do Leixões quando tinha o Cardozo nas suas costas para marcar. Pouco após o golo, O Luisão esteve perto de fazer um golão, com um pontapé de bicicleta que passou muito perto. Embora continuando a controlar o jogo à vontade, fiquei com a sensação de que retirámos um pouco o pé do acelerador após o golo (pelo menos a pressão sobre os adversários para recuperarmos a bola já não parecia ser tão intensa), mas o pior veio pouco depois da meia hora de jogo, com a lesão do Ruben Amorim (que estava a fazer um óptimo jogo até então), tendo que ser substituído pelo Carlos Martins. Aí sim, a equipa recuou a linha defensiva de forma mais nítida, e já foi então possível ver o Leixões a conseguir fazer a circulação de bola a meio campo que lhe é mais habitual. Mas também não passou disso, já que lances de perigo nem vê-los, tendo o Leixões que optar por tentar rematar a distâncias consideráveis da nossa baliza. Pelo contrário, era o Benfica quem, em transições rápidas, conseguia dar maior sensação de perigo, pelo que a vantagem mínima ao intervalo pecava quando muito por escassa.

A segunda parte mostrou o mesmo pendor da primeira. Logo no início, uma oportunidade para o Reyes, desmarcado sobre a esquerda a passe do Aimar. Ainda durante os primeiros minutos, o Leixões teve aquela que foi, para além do lance do golo, a única oportunidade digna desse nome durante todo o jogo, mas o remate do seu jogador, que num contra-ataque recebeu a bola à vontade, foi perfeitamente disparatado. No Benfica, os nossos alas começavam a perder algum fulgor, e o Reyes acabou por dar o seu lugar ao Nuno Gomes ao fim de quinze minutos. Com o jogo controlado, faltava ao Benfica um golo que nos desse maior tranquilidade, o que acabou por acontecer poucos minutos após a entrada do Nuno Gomes. Na direita o Cardozo (que um minuto antes, desmarcado pelo Di María, tinha desperdiçado uma ocasião soberana por ter deixado a bola escapar) ultrapassou um defesa adversário e, da linha final e com o pé direito, centrou para que o Nuno de cabeça se antecipasse ao seu marcador para marcar. Em condições normais, e face ao que tinha visto até então, isto seria o suficiente para pensar que iria ter um final de jogo tranquilo. Mas sabendo o que se tem passado esta época, acabei por não ficar muito descansado, e em vez disso preparei-me para o que aí viria.

Só foi necessário esperar oito minutos. Depois, no mesmo minuto, o Carlos Martins lesiona-se e, num lance em que foi algo feliz num ressalto, o Leixões marca. Como já tínhamos esgotado as substituições (o Balboa entretanto entrara para o lugar do Di María) o cenário que se apresentava era jogar os últimos quinze minutos (mais os eventuais descontos) com dez, perante uma equipa motivada pelo golo. Só que os dez encheram-se de brio, e apoiados pelo público da Luz, valeram por onze ou mais. Porque a verdade é que o Leixões não conseguiu criar uma única oportunidade de golo até ao apito final do árbitro, apesar de, durante este período, ter conseguido finalmente um ascendente sobre o Benfica, jogando a maior parte do tempo no nosso meio campo e equilibrando um pouco a posse de bola. Felizmente desta vez não houve golpe de teatro, e o Leixões não conseguiu sair da Luz com um empate que seria, de todo, imerecido.

Como destaques na nossa equipa, começo por escolher o Aimar. Não sei se ainda há grandes dúvidas sobre a sua condição física, mas quem viu aquilo que ele correu esta noite deverá ter ficado esclarecido. Movimentou-se livremente pelo ataque, e soube sempre dar velocidade ao nosso jogo, tendo combinado com e desmarcado diversos dos seus colegas. Deu ainda uma ajuda indispensável no trabalho de recuperação da bola a meio campo, e acabou o jogo praticamente como médio defensivo, ao lado do Katsouranis. Na defesa, destaco o Miguel Vítor, pela disponibilidade que mostrou e pelos inúmeros cortes que efectuou. Se o Leixões raramente conseguiu ameaçar a nossa baliza, a ele (e ao Luisão) muito o devemos. Foi pena a lesão do Amorim, porque aquilo que produziu enquanto esteve em campo foi muito positivo, estando directamente ligado à boa entrada do Benfica em jogo. Quem esteve um pouco abaixo da regularidade que lhe tem sido habitual foi o Maxi, que se atrapalhou um pouco na defesa, e até esteve pouco feliz nos cruzamentos quando se aventurou no ataque.

Ultrapassado este difícil obstáculo - e roubada ao José Mota a glória de ser o primeiro a conseguir vencer em casa do Benfica e dos outros dois no mesmo campeonato - resta agora sentarmo-nos tranquilamente no sofá e esperarmos pelo resultado do encontro fratricida de amanhã, com a certeza de que esta jornada ser-nos-á sempre positiva.

por D`Arcy às 04:35 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quinta-feira, 26.02.09

Pensamento do dia

A todos os benfiquistas que, na sequência da indignação de uns quantos de nós quando soubemos da nomeação do Lucílio Baptista para o jogo de amanhã, vieram novamente com a cantilena de que o Benfica tem obrigação de vencer todos os jogos mesmo se jogar contra 14, porque não tornam a coisa mais interessante e além de jogarmos contra 14 também obrigamos o Moreira a jogar com as mãos presas atrás das costas, os centrais ao pé coxinho e os médios com vendas nos olhos?

por Superman Torras às 20:08 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Cabeçudos, o caraças!

Ainda em relação ao amigo Lucílio. Sempre que me falam nele, lembro-me logo de várias das suas actuações memoráveis em jogos do Benfica, como a expulsão do Ricardo Rocha depois da 'falta' sobre o Deco, o arraial de pancadaria que lhe passou despercebido na final da Taça ganha ao FCP do Mourinho (que depois ainda teve a lata de se queixar da arbitragem), os critérios disciplinares 'flutuantes' que exibe nos nossos jogos, etc. Mas a performance mais memorável dele, aquela que me surge sempre nos pensamentos quando contemplo este triste figurão da arbitragem portuguesa, foi aquela no jogo que disputámos em Alvalade em 7 de Maio de 2000, jogo esse que poderia dar o título pelo qual o Clube do Lumiar (des)esperava há dezoito anos. Esse jogo para mim foi o verdadeiro deixar cair da máscara, e a partir daí nunca mais consegui confiar neste tipo. E um dos motivos pelos quais eu também nunca esqueço essa exibição arbitral memorável é também o texto que a Leonor Pinhão escreveu sobre o assunto. Ao saber que o Lucílio nos vai arbitrar na próxima sexta-feira, recordei-me novamente desse texto, e fui soprar o pó aos arquivos para o reler. Voltei a rir-me com o texto, e voltei a sentir uma pontinha de emoção quando me recordei que "Eu estive lá! Eu vi!". Por isso acabei por decidir partilhar esse texto com aqueles que não tiveram ainda a oportunidade de o ler. Aqui fica então, com a devida enorme vénia à Leonor Pinhão:


"'Lucílio Baptista prejudicou o Sporting!'

Sousa Cintra, ex-presidente do Sporting à saída do Estádio José de Alvalade, no Domingo, 7 de Maio de 2000, às 21h58.

Extenuado, André Cruz ouviu o árbitro apitar. Incrédulo, passou a mão direita pela testa na tentativa vã de limpar o suor que caía em torrentes e que se misturava, sem glória, com as águas da extraordinária chuvada. A segunda parte ia já a meio e Cruz admitiu o pior quando, do seu campo, viu Acosta encostar-se a Sérgio Nunes e atirar-se para o chão em mais um momento agudo de crise ciática.«Oh não, outra vez não, este cara está a gozar comigo!» Mas a cara de Lucílio Baptista não enganava ninguém. Oh sim, outra vez sim! Perante meio conselho de vibrantes ministros, perante autarcas e dignitários religiosos, perante banqueiros e administradores dos capitais do Estado, cabia-lhe a ele, André Cruz, pela trigésima-quarta vez naquela noite, a responsabilidade de tentar marcar de livre um golo ao Benfica.

Lucílio Baptista apitara e agora apontava para o lugar onde a bola deveria ser colocada para a cobrança. Com dores musculares, em resultado do intenso treino a que Lucílio Baptista o obrigou, o brasileiro encaminhou-se para o local escolhido e, já sem forças para ajeitar o esférico, olhou para a baliza do Benfica. «Tem graça, daqui ainda nunca tinha rematado neste jogo», pensou. Os trinta e três livres anteriores tinham sido disparados de, praticamente, todas as partes do campo: de longe, de perto, de muito longe, de muito perto, sobre a esquerda, sobre a direita, ao meio, ligeiramente enviesados para qualquer um dos lados e sempre, sempre «bem ao gosto do pé de André Cruz», como gritavam ferventes de emoção os homens das rádios e das televisões de todo o mundo.

E nada. A bola não entrava. Na sua ânsia louca de prejudicar o Sporting, Lucílio Baptista interrompia sistematicamente todas as bonitas e eficazes jogadas do ataque leonino e convertia-as em livres. Recorde-se que, em todo o jogo, só por uma vez o árbitro deixou o Sporting concluir uma movimentação colectiva que terminou com um perigoso remate de De Franceschi. Era este o caminho para a vitória mas Lucílio Baptista não queria assim. Queria livres. André Cruz já estava farto de marcar livres e sempre que ouvia Lucílio Baptista apitar não conseguia deixar de sentir um calafrio pela espinha. «Mas porque é que este cara não marca um penálti igual ao que marcou ao Boavista no jogo com o Setúbal, o clube da terra dele, e resolve isto de uma vez por todas?»

Cruz tinha razão. A arbitragem estava a ser muito habilidosa. Veja-se, por exemplo, o caso dos cartões amarelos dados praticamente a toda a equipa do Benfica. Só os ingénuos não percebem que a ideia não era levar o Sporting a vencer o jogo por ausência de adversários mas sim queimar tempo com ninharias, tomar notinhas, enervar a plateia, desmoralizar, dar tempo aos jogadores do Benfica para se recomporem do cansaço de fazer barreiras atrás de barreiras. Por exemplo, quando o árbitro mostrou o cartão a Ronaldo até se enganou, de propósito, e em vez do amarelo tirou o bloco de apontamentos que exibiu peremptório e bem alto na direcção do atónito jogador do Benfica. Com isto passaram-se mais dez segundos.

O Benfica não passava do meio campo. Nuno Gomes já ia na sua vigésima-nona falta atacante, um predador este avançado do Benfica. Lucílio Baptista não queria que o Sporting tivesse espaço para atacar e, vai daí, empurrou a equipa visitante para a sua baliza, de modo a formar um bloco compacto e intransponível. Um manhoso, este árbitro. André Cruz esfregou os olhos antes de partir para a marcação do seu trigésimo-quarto livre da noite. Depois, a custo, correu e rematou. A bola fez um arco pífio e saiu ao lado do poste direito da baliza de Enke. Agora era Lucílio Baptista que estava farto. Caramba, tinha uma reputação por defender! A partir daí o seu apito não trinaria mais, acontecesse o que acontecesse.

Mas mesmo sem apitar Lucílio Baptista não deixou de beneficiar escandalosamente o Benfica. Já bem pertinho do fim, aos 82 minutos, Nuno Gomes, por pura maldade, entra com a bola pela área do Sporting, apronta-se para passar por Toñito e ficar sozinho frente a Schmeichel. Mas não foi nada disto o que o feroz avançado benfiquista fez. Estão certamente recordados: Nuno Gomes entrou na área, desinteressou-se da jogada e sentindo Toñito no chão (o que estaria Toñito a fazer no chão?), sem piedade desatou aos saltos por cima do corpo do seu adversário numa dança selvagem. Toñito gritava, Gomes saltava por cima dele, agora a pés juntos e mordendo, em transe, a, entretanto arrancada, fitinha para o cabelo, imagem de marca do talentoso e espezinhado jogador do Sporting.

E não é que Lucílio Baptista nem cartão amarelo mostrou a Nuno Gomes que, descarado, reclamou um penálti? Não queria mais nada, não sabe, se calhar, que há mais de quatro anos que nenhum árbitro marca um penálti ao Sporting no campeonato nacional de futebol e que essa era, aliás, a única razão para que a imprensa internacional tivesse invadido, naquela noite, Alvalade. Ver para crer! Francamente, Nuno Gomes, bem pode agradecer à RTP que, em conluio com o Benfica, descreveria o lance com estas bem lisonjeiras palavras se atendermos à gravidade do que se passou: «Nuno Gomes pisa a perna do jogador do Sporting e acaba por se desequilibrar.» Ah, valentes!

Heynckes, vendo o comportamento do seu jogador, que arriscava a expulsão se se atrevesse a entrar mais uma vez na área do Sporting, resolve substitui-lo por João Tomás. A dois minutos do fim do jogo, João Tomás foge pela direita do ataque do Benfica e encontra-se frente a frente com André Cruz. «Depois de marcar trinta e quatro livres ainda querem que eu tenha pernas para agarrar este cara...», lamentou-se em surdina o jogador brasileiro enquanto via o avançado do Benfica passar por ele e entrar na área. Mas Cruz, num assomo de profissionalismo, foi a custo atrás de João Tomás e, sem forças para mais, derrubou delicadamente o rapazola.

O que se passou a seguir vai entrar na história do futebol português no capítulo dos mistérios mais inexplicáveis. Se Lucílio Baptista já tinha prometido a si próprio que não apitava mais, que loucura levou o árbitro a marcar, pela primeira vez em todo o jogo, um livre perigoso contra o Sporting? Em bom juízo deveria ter marcado falta atacante a João Tomás. Falta atacante e cartão amarelo para queimar tempo e continuar, assim, a prejudicar o Sporting como fez em todo o encontro. Mal sabia Lucílio Baptista que os comentadores da RTP, em conluio com o Benfica, chegaram mesmo a admitir que a falta, a existir, poderia ter sido cometida dentro da área, de danadinhos que estavam por uma vitória do Benfica. Um dos comentadores, por certo irresponsável, não teve medo da violência avulsa das palavras e, contra todas as regras da mais elementar decência, disse que Lucílio Baptista estava a ser «caseirinho». Mas que falta de respeito pela tribuna vip de Alvalade. Árbitros e jornalistas em compadrio para prejudicar o Sporting...

Até ao momento só há uma explicação para aquela apitadela de Lucílio Baptista. Obnubilado pelo cansaço de uma noite inteira à chuva a orientar barreiras, o árbitro, já próximo do delírio, da alucinação, reconheceu em João Tomás alguns traços físicos de Jardel, o poderoso avançado do FC Porto. De perfil, o formato da cabeça, o corte de cabelo... são mais do que vagas parecenças do benfiquista com o goleador das Antas. E foi nesta confusão, neste êxtase de troca de indentidades que Lucílio Baptista caiu inocentemente porque, é uma regra do futebol português, em caso de dúvida beneficia-se sempre os grandes. Livre, livre a favor do FC Porto! André Cruz suspirou de alívio: «Pôxa, este ao menos não sou eu que tenho de marcar!» Depois, Cruz viu um egípcio pequenino a beijar a bola e riu-se da infantilidade. Mas não se riram os duzentos adeptos do Benfica que no topo Norte do estádio assistiam ao jogo, sacrificados por amor ao seu clube à imolação programada, arriscando-se à suprema humilhação na esperança tão ínfima e tão sublime de tudo sair ao contrário e de, um dia, poderem dizer aos filhos e aos netos: «Eu estive lá. Eu vi!» E viram. Viram Abdelsatar Sabry marcar o livre virado para Meca, viram a bola a descrever um arco por cima da fresquíssima barreira do Sporting entrar direitinha no canto superior esquerdo da baliza de Schmeichel.

Este é um jogo para a lenda. Seria sempre, independentemente do resultado. Quem perdesse estava destinado a ser pasto de anedotas pelos próximos vinte anos. Cabeçudos, o caraças! Na segunda-feira, no regresso ao trabalho, os seis milhões de benfiquistas puderam entrar inteiros nas suas fábricas, escritórios, quartéis, centros comerciais, cafés, restaurantes e repetir o gesto redentor do egípcio, levando o dedo indicador da mão direita aos lábios e fazer sair um «shhhhhhhh» bíblico."


P.S.- Por acaso lembro-me bem que na segunda-feira, no regresso ao trabalho, também eu me virei para os colegas lagartos, levei o dedo indicador da mão direita aos lábios, e fiz sair um «shhhhhhhh» bíblico :)

por D`Arcy às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quarta-feira, 25.02.09

O jogo mais importante da época, Lucilio e o Artur Jorge é que tinha razão

Sexta-feira joga-se boa parte do futuro do Benfica esta época. Qualquer desfecho que não se traduza no amealhar dos três pontos em disputa implicará, na minha opinião, o afastamento da luta pelo título.

 

Às naturais dificuldades que o Leixões vai colocar, naturais porque tem demonstrado variadíssimas vezes que é uma equipa muito bem orientada intrometendo-se inclusivamente na luta pelos primeiros lugares, ficamos hoje a saber que teremos o desprazer de receber no nosso estádio um dos apitadores mais indecentes que pisa os palcos portugueses. E isso, não o ignoremos, acrescentará uma pitada extra de dificuldades que teremos de ultrapassar.

 

Além disso, como se já não fosse empreitada suficiente, teremos muito provavelmente a enésima demonstração prática de como não se deve encarar uma partida em que temos "obrigação" de ganhar, como é o caso de cerca de 90% dos jogos que disputamos em casa. Custará assim tanto apresentar de ínicio o fulgor que temos demonstrado bastas vezes possuir nas segundas partes das partidas jogadas na Luz? Repare-se, nesta fase já nem exijo um futebol particularmente belo e/ou agradável à vista, não, nesta fase contentar-me-ia(ei) com a demonstração cabal por parte da equipa, jogadores e treinador (já lá vamos), que entenderam finalmente que ao Benfica ninguém dá nada, tem de ser tudo conquistado, e ainda bem que assim é, à custa do seu suor e do nosso sacrificio. E assim sendo não há tempo a perder, esqueçam o jargão que implica a concessão de 15 minutos iniciais geralmente epitetados de "estudo do adversário", disfarcem o respeito devido ao adversário partindo para cima dele como se uma equipa da 2ª divisão se tratasse, olvidem a segunda parte do jogo do passado fim de semana, em suma, vão-se a eles que nem tarzões assim que o apitador der o primeiro de muitos (óh se serão muitos!) silvos no apito!

 

Quanto a Quique Flores, vai ter muito provavelmente que perceber que terá de colocar  em campo uma equipa desiquilibrada se quer que o Benfica passe da teoria à prática no que respeita à superioridade que possui em relação à grande maioria, para não dizer totalidade, dos competidores da 1ª liga portuguesa. Já não vou tão longe em querer ver Suazo encostado à direita, suprimindo dessa forma a ausência de um extremo direito com que se possa contar no plantel, para permitir a entrada de Cardozo no 11, mas a entrada de um jogador que tenha rotinas de ala é de todo necessária para obrigar os médios adversários a cobrirem ambas as alas e não apenas aquela em que tem actuado Reyes. Se isso será feito com Di Maria, com Balboa ou com o improvável Aimar, desconheço, mas já que falo no Aimar sempre vou acrescentando que estou muito longe de estar convencido da bondade da decisão em continuar a reservar-lhe uma das duas posições mais ofensivas da equipa.

 

Na direita ou mais atrás fazendo a ligação com o(s) médio(s) mais recuado(s), permitindo dessa forma a entrada de mais um jogador ofensivo, creio ser essa a melhor solução para os tais 90% dos jogos em que assumimos um claro favoritismo.

 

Por último é chegada a hora de sossegar os ânimos mais irrequietos devido à parte do título que lá foi colocada para precisamente provocar uma espécie de curiosidade mórbida, do género daquela que faz os portugueses abrandar o carro na autoestrada quando há um acidente na faixa contrária, e de dessa forma poder eventualmente garantir a leitura completa deste post por parte dos leitores mais exigentes, dizendo-lhes que não se trata do súbito reconhecimento que Isaías, Vitor Paneira, Edilson, Stanic (a lista é infindável) foram bem dispensados e que o Artur Jorge não concorreu com essas decisões para o início da nossa travessia no deserto, não, apenas chamei o dito senhor à prosa porque me apercebi recentemente do quão acertada era a sua decisão de ver os jogos enquanto ouvia música clássica. É verdade, mudando apenas o tipo de música de clássica para blues ou jazz, a verdade é que os últimos jogos que tenho visto em casa são acompanhados de um movimento que ameaça tornar-se automático de tirar o som da televisão e de ligar a aparelhagem. Claro que isso já tem levado a certos episódios que parecem directamente saídos de um guião da twilight zone uma vez que à posteriori verifico que tive a ver um jogo diferente daquele que os comentadores e os jornalistas presenciaram mas isso, aproveitando para parafrasear o dito senhor uma última vez antes de prometer que não voltarei a referir o seu nome por muitos anos em que continue a escrever no blogue, é uma situação perfeitamente normal.

por Superman Torras às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Preparemo-nos para mais uma lucilíada.

Um dia teria de ser.

A aberração estatística do grande descendente do Pinto Correia e do Fortunato Azevedo teria de voltar a passar-se por árbitro num jogo do Glorioso. Sempre pensei que Vítor Pereira, Ali Baba da arbitragem portuguesa, o enviasse para o jogo do passado fim-de-semana… mas isso seria demasiado até para a pouca vergonha do Vítor Pereira.

Assim, envia o árbitro que mais, e de forma mais despudorada, tem prejudicado o Benfica nas últimas épocas para mostrar as suas habilidades no nosso jogo do próximo fim-de-semana.

 

Sinceramente, considero Lucílio Baptista um árbitro incompetente, não sei o preço da sua incompetência, mas sei os custos da mesma.

por Pedro F. Ferreira às 19:11 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Elogio de João Gobern

A propósito da substituição de Fernando Seara no "Dia Seguinte", referida aqui no post do D'Arcy, queria aqui deixar a minha homenagem pública à pessoa que mais e melhor tem defendido o Benfica nas TVs generalistas - João Gobern.

 

Na RTPN, João Gobern (que até está ali creio como comentador e não como "representante do Benfica", ao contrário de Seara ou APV), tem defendido como ninguém o Glorioso, e denunciado o "polvo", batendo-se quer contra o bruno pratas quer contra o suposto "moderador" do debate (cujo nome não recordo), que passa mais tempo a atacar Gobern e o Benfica do que a "moderar" o que quer que seja.

 

Np último programa, JG denunciou um facto interessante - nesta fase decisiva do campeonato, foram marcadas 7 (sete) grandes penalidades a favor do CRAC nas útlimas jornadas, algumas delas duvidosas ou inexistentes - isto perante os ataques cerrados e concertados do pratas e do "moderador", que quase não o deixavam falar.

 

Creio que seria muito interessante ver JG no "Trio de Ataque", programa de maior audiência que o espaço onde agora intervém.

por Artur Hermenegildo às 11:48 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Terça-feira, 24.02.09

Mudança

Ontem fui surpreendido pela ausência do Fernando Seara no 'Dia Seguinte', programa da SIC Notícias. Depois vim a descobrir que a ausência é permanente, já que o nosso comentador deixou o programa de vez, e passou para a concorrência (TVI 24). Não querendo tecer considerações sobre a pessoa do Fernando Seara, e centrando-me apenas no seu papel de comentador, não sentirei saudades. O Fernando Seara é claramente demasiado educado e delicado para continuar a nadar no mesmo lago daqueles dois tubarões que o acompanhavam no programa. Quanto ao Sílvio Cervan, que o substituiu, não o conheço suficientemente bem para saber como se sairá. Mas sabendo da forma apaixonada como vive o Benfica, acredito que será capaz de fazer melhor. Pelo menos, espero eu que não deixe que algumas das barbaridades ditas pelos outros dois sobre o Benfica (em particular, pelo tubarão de águas profundas que representa o clube da ladroagem) sem resposta.

E já agora, se calhar também já era tempo de começarem a pensar na substituição do António Pedro Vasconcelos no outro programa. É que abanar a cabeça em silêncio e emular um ligeiro ataque de grand mal sempre que (mais uma vez) o representante do clube da ladroagem debita patacoadas sobre o nosso clube não me parece, de todo, uma forma eficaz de defesa das nossas cores. O Manuel dos Santos deixou saudades.

por D`Arcy às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Sábado, 21.02.09

Péssimo

É verdade que custa muito perder estes jogos. Mas quando as coisas se passam como se passaram hoje, pouco mais há a fazer do que reconhecer a justiça do resultado e o mérito do adversário, e olhar para dentro de casa para identificar o que correu mal, de forma a corrigi-lo. Uma segunda parte paupérrima, má demais para uma equipa como o Benfica, em contraponto com aquilo que o nosso adversário conseguiu produzir durante esse período do jogo, acabou por ditar uma derrota inevitável.

A verdade é que a primeira parte não fazia antever este desfecho. Repetindo o onze do Estádio do Ladrão, o Benfica cedo se viu em desvantagem, pois sofremos um golo logo no primeiro remate que a lagartagem fez à baliza (na sequência de uma canto cedido devido ao primeiro do infindável rol de más decisões e erros do David Luiz ao longo de toda a partida). Só que a equipa não abanou com o golo, e pelo contrário, de forma personalizada soube manter a calma, assentar o seu futebol e levar o jogo para o meio campo adversário, enquanto que este ia tentando responder em contra-ataques. Não me surpreendeu por isso que tenhamos chegado ao empate ainda durante o primeiro tempo, a cerca de oito minutos do intervalo. Quer dizer, o facto de chegarmos ao empate não me surpreendeu, mas a forma como lá chegámos sim. É que, pela primeira vez em vinte e cinco anos, o Benfica teve um penálti assinalado a seu favor no Lumiar. Foi precisa uma falta clara sobre o Suazo, mas ainda assim foi o auxiliar quem teve que assinalar a infracção. O Reyes encarregou-se de a converter, dando justiça ao resultado. Olhando agora em retrospectiva, talvez os minutos finais da primeira parte devessem ter servido de aviso para o que aí vinha. É que fiquei com a sensação de que o Benfica, obtido o empate, abrandou, e o Recreativo do Lumiar voltou então a ver-se aparecer junto da nossa área, ainda assim sem criar grande perigo. Sentia-me ainda assim confiante ao intervalo, pela forma como conseguimos reagir bem ao golo sofrido, e jogar descomplexados.

Só que, a exemplo do que aconteceu o ano passado no jogo para a Taça, na segunda parte o jogo nem parecia o mesmo. Claro que sofrer um golo aos dois minutos (mais uma vez com o David Luiz no lance) não ajuda nada, mas bastou ver os poucos minutos que se seguiram ao golo para perceber que o Benfica não ia conseguir reagir ao golo da mesma forma da primeira parte, e que dificilmente evitaríamos a derrota. A lagartagem continuou a pressionar, o nosso lado esquerdo, onde ao jogo desastroso do David Luiz se juntou a desinspiração do Reyes, era uma auto-estrada, os nossos centrais não atinavam com a marcação aos avançados adversários, e no meio campo éramos incapazes de fazer três passes seguidos, perdendo bolas atrás de bolas. Em termos atacantes, a única ideia que tínhamos era enviar balões para as cabeças do Reyes, Aimar ou Suazo, com resultados nulos. Só foi mesmo surpresa o tempo que demorou aos nossos adversários para marcarem o terceiro golo, porque este já se adivinhava há algum tempo. Mais uma vez pela esquerda da nossa defesa, o David Luiz foi deixado aos papéis, para depois o cabeceamento do mergulhador entrar junto ao poste, sem hipóteses de defesa para o Moreira. Só após o terceiro golo, num pequeno assomo de dignidade, a nossa equipa se dispôs a produzir um bocadinho mais, o que resultou num segundo golo, mesmo sobre o minuto noventa, com o Cardozo a cabecear bem um cruzamento do Maxi na direita. Este golo pelo menos garantiu mesmo que ficaríamos em vantagem no confronto directo com a Agremiação de Queques do Lumiar, e mostrou que, se é para jogar da forma que jogámos, faz todo o sentido e mais algum que seja o Cardozo o avançado escolhido para o onze titular. Andar a despejar bolas para a cabeça do Suazo não faz sentido nenhum. O jogo acabou pouco depois, com uma derrota que foi o desfecho natural para a péssima segunda parte que fizemos.

Por ser precisamente a imagem da segunda parte que perdura, é difícil não achar que toda a equipa esteve a um nível lamentável. Mas o David Luiz, em particular, teve um jogo para esquecer. Esteve ligado aos três golos adversários, e para além disso raramente conseguiu tomar uma decisão certa, ou ter uma acção positiva durante todo o jogo. Sabemos que ele joga naquela posição por adaptação, e que rende muito mais como central, mas é preocupante a falta de opções que temos para aquela posição. O Reyes esteve também muito desinspirado. Esperava bastante mais dele para este jogo, mas vi-o muito trapalhão, quase sempre com medo de arriscar no 1x1 com o adversário directo, e perdendo demasiadas bolas. Do naufrágio colectivo poucos se safaram, e podia agora estar aqui a bater no resto dos nossos jogadores, um por um. Gostei da entrada do Cardozo no jogo. Ainda foi a tempo de marcar, e julgo já ter dado provas mais do que suficientes de que é mais produtivo do que o Suazo. Na minha opinião, idealmente até gostaria de ver jogar os dois juntos, mas duvido que isso venha a acontecer. O Di María também veio agitar um pouco as coisas, e acabou por ter uma prestação decente.

Agora há que levantar a cabeça. As coisas ficaram mais difíceis, mas nada está perdido ainda. Custa perder estes jogos, mas é importante saber reagir à Benfica. E isso começa por ganhar já o jogo que se segue. Eu vou lá estar.

por D`Arcy às 23:57 | link do post | comentar | ver comentários (95)

Sou benfiquista com muito orgulho.

Comigo não contam para atirar a toalha ao chão, nem para carpir mágoas ou rasgar as vestes.

Dentro do grupo, dentro do balneário, em família apurem-se responsabilidades, corrijam erros e vençam os próximos jogos.

Nestes momentos, imponho-me constatar que a derrota não é compatível com o Benfica e derrotados são os que desistem. Um benfiquista não pode desistir, nunca pode desistir!

 

Avante, Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (23)

O Geninho Queirós anda a sair da casca. Anda, anda.

Imagem: www.sprinklebrigade.com

 

E já cheira.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:45 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Canzoada

Embora isto de certeza não deva agradar aos defensores dos direitos dos animais, estava agora a pensar que uma forma eficaz de ensinar truques aos cães ainda é com um pau numa mão e uma recompensa na outra. Há os cães de pedigree, com personalidade forte, que por mais vezes que levem no lombo não se vergam. E depois há os rafeiros, que só querem é um ossito raquítico para roer, e que ao primeiro aceno do pau metem o rabo entre as pernas e rastejam direitos à mão que acena com a recompensa. A partir daqui, de uma forma pavloviana, passam a rastejar sempre que alguém lhes sugere o ameaço do pau.

Mudando de assunto (ou talvez não), em mais uma das suas verborreias habituais, o jornalista (e aqui utilizo o substantivo de forma generosa, uma vez que alguém com um domínio tão superficial da língua portuguesa e uma ignorância tão profunda do código deontológico da profissão nunca deveria ser considerado um membro de pleno direito desta classe) Eugénio Queirós presenteou-nos com um texto do mais ordinário que alguma vez me foi dado a ver na imprensa portuguesa. Este senhor, autor do 'livro' mais parcial, mais mal escrito, e mais factualmente incorrecto sobre o processo Apito Dourado, consegue com um simples texto fazer o epítome daquilo que, infelizmente, tem sido a norma do jornalismo desportivo em Portugal nos últimos anos, onde o desrespeito e o insulto ao Benfica são lugar-comum, acompanhados quase invariavelmente pelas loas ao clube da ladroagem. E disto, também, se faz o maldito Sistema. Este texto não foge à regra: é mais um desfilar de insultos ao Benfica, acompanhados do lambe-botas ao patrão que segura a trela. O 'jornalista' em questão tem sido, como sabemos, um dos mais activos no estratagema de branqueamento do processo Apito Dourado pelo que, perante a decisão irrevogável e não passível de recurso das condenações ao Boavista e à Ladroagem pela Liga, viu-se na obrigação de mostrar serviço mais uma vez. E fê-lo da única maneira que sabe: latindo.

Noutras notas, a Ladroagem prossegue em mais uma das suas tentativas para inscrever o seu nome do Guiness. Desta vez, é pelo maior número de penáltis ridículos e roubados consecutivos de que há memória. Hoje foi o terceiro. Eu confesso que o nome do Olegário me fez temer o pior para o jogo de mais logo no Alvalixo. Mas face ao que tem sido visto, começo a prever que a 'incompetência' e 'inaptidão' vão é tender ao longo do jogo para o lado que for mais conveniente no momento, de forma a que no final o marcador se equilibre. Embora, claro, a vitória dos amigos da Ladroagem seja sempre vista como um mal menor. Vamos ter que saber ser muito, mas muito melhores em campo. Ou seja, vamos ter que ser Benfica.

música: Mata Ratos - Dança Com A Merda
por D`Arcy às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Sobre um zagorro.

Eugénio Queirós é, na minha opinião, um mau jornalista desportivo. É um indivíduo que escreveu alguns dos textos mais rasteiros que já tive o desprazer de ler. Intelectualmente é parido abaixo de zero. Culturalmente é um indivíduo pequeno, ligeiramente acima do ignorante. Dizem-me, quem já trabalhou com ele, que, além de ser o pateta alegre da redacção e objecto de jocosidades várias, tem o mau hábito de se babar para ser visto perto daqueles que o referido idolatra.

 

Escreveu, num mau português, um conjunto de textelhos sobre o caso Apito Dourado, agrafou-os e chamou àquilo um livro. Ufanou-se da obra e julgou-se alguém.

 

Regularmente, demonstra ser um desperdício de ADN e orgulha-se disso. Durante algum tempo, quando lhe cheirou que o processo Apito Dourado poderia parir algo mais do que um rato da dimensão do dito Eugénio, o xabouco ousou morder ligeiramente nas canelas do Pinto da Costa.

 

Agora, que finalmente viu que a justiça portuguesa é feita de gentalha como o próprio Eugénio, sentiu-se na obrigação e dever de tecer umas loas idiotas ao homenzinho que lhe pode garantir uns pratitos semanais de lentilhas. Assim, Geninho escarrou umas linhas patéticas na introdução e na conclusão deste textito e, pelo meio, garatuja o mais reles e desprezível elogio que já vi um pasquineiro fazer ao clube regional assumidamente corrupto.

 

Tenho este jornalistazinho como um toleirão sem eira nem beira, mas apesar de o considerar ligeiramente aparvalhado não acredito que aja inocentemente. Deste modo, só posso aceitar aquele exercício de auto-apoucamento como uma tentativa desesperada de fazer o dono feliz.

 

Concluindo, não é de admirar que o dito zagorro com tantos anos de carreira nunca tenha conseguido ser mais do que é actualmente na sua profissão: um reles jornalistazito num reles jornal a quem nunca ninguém confiou o que quer que fosse em termos de responsabilidade.

por Pedro F. Ferreira às 00:17 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Sexta-feira, 20.02.09

Ite, missa est.

Para o bem de muitos, o sossego de uns quantos e a agenda de uns poucos, vamos todos ver, comer e calar. Está bem? Assim é que é lindo.

 

Cinco dos seis jogos com pior arbitragem envolvem jogos do Benfica.

por Anátema Device às 12:55 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quinta-feira, 19.02.09

Noção do ridículo

É coisa que o Jesualdo Ferreira obviamente não tem. Ou não tivesse sido ele a dizer a anedota do ano: "os jogadores do Porto são dos mais atingidos e agredidos". Será que ele não sabe que tem o Bruno Alves na equipa? Ou será que já se esqueceu que os miminhos de jogadores do CRAC, sempre com a complacência da arbitragem, têm um longa tradição nos últimos 30 anos? Reavivemos-lhe a memória.

 

(Chamo a atenção para os mais sensíveis que se podem sentir chocados com algumas imagens) 

 

 

por S.L.B. às 02:24 | link do post | comentar | ver comentários (29)

O Sr. José Gonçalves

Na sequência deste post do D'Arcy, convém recordarmo-nos o que fez no passado o Sr. José Gonçalves, o observador que escreveu a peróla de relatório do CRAC - Benfica. As imagens falam por si. Não há coincidências. É o polvo em todo o seu esplendor, com a agravante que estes tipos têm muito menos visibilidade que os árbitros.

 

por S.L.B. às 02:19 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Diferenças de critério

Três lances muito semelhantes, com decisões arbitrais contrárias. Para mim, é muito simples: ou são todos falta, ou nenhum deles é. A velha história da intensidade só se aplica a alguns. Em qualquer dos casos, o 1º ou o 2º golo do CRAC frente ao Rio Ave não teria existido. O que muito provavelmente lhes custaria a vitória. Mas louve-se a coerência do árbitro: decidiu sempre a favor deles.

  

por S.L.B. às 02:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 17.02.09

Estes são os enviados:

Olegário Benquerença; Bertino Miranda; José Cardinal; Natálio Silva; Fernado Araújo e João Rosado. [link]

 

É uma equipa interessante, com um historial interessante. Desde o senhor que segura o apito e já cumpriu a sua missão em jogos como os que tivemos contra o Leixões até aos homens dos foras-de-jogo está lá um grupo interessante. Acredito que todos serão poucos para agradar ao observador Natálio Silva.

 

A bem das suas carreiras e de quem manda nesta sujidade toda.

por Pedro F. Ferreira às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Palhaçada

A palhaçada não tem limites. Então não é que ainda temos que agradecer o facto do Providência não ter marcado penálti na má simulação do Lixo González para que ele seja castigado com a nota negativa que merece? Ou seja, foi preciso ele tomar uma decisão correcta para que a sua nota passasse a ser negativa, sendo assim justamente castigado pela decisão grosseira que nos roubou uma vitória no Antro da Ladroagem.

É que para o observador do roubo perpetrado no Antro da Ladroagem, foi esta a justificação. Na simulação descarada do Malandro López, dá-se o benefício da dúvida:

"Aos 25 minutos do 2.º tempo, marcou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por suposta falta do jogador n.º 26 [Yebda] (...) Do local onde nos encontramos e uma vez o lance ter ocorrido no vértice mais distante da grande área, não nos foi possível vislumbrar com clareza o desenlace da jogada: se a queda é provocada por algum contacto dos pés ao nível do terreno ou em virtude do defensor ter colocado o braço à  frente do tronco do adversário, impedindo/perturbando a sua progressão. Porque o árbitro se encontrava bem colocado e perto, cerca de 3/4 metros, e foi peremptório a assinalar a grande penalidade, aliado ao facto de não terem existido protestos de jogadores da equipa penalizada, que aceitaram pacificamente a decisão, com excepção do faltoso, único a esboçar contrariedade, damos-lhe o benefício da dúvida".

Mais, como os nossos jogadores se comportaram como devia ser, ou seja, não reclamaram da decisão nem pressionaram o árbitro (o que, tendo em conta o historial de expulsões de jogadores do Benfica nas visitas aos gatunos - treze nas últimas vinte épocas - só pode ser uma atitude sensata), isso ainda jogou a nosso desfavor, dando assim o benefício da dúvida ao árbitro. Estranhamente, nenhum jogador do FC Ladroagem reclamou também do lance do Lixo, mas nesse caso isso já não serve de atenuante. É que, como sabemos, é sempre grave para a classificação de qualquer árbitro não apitar a favor dos batoteiros. Depois descem de escalão ou perdem o estatuto de internacionais, entre outras consequências nefastas. Caso o Providência tivesse apitado no lance do Lixo, a sua nota passaria imediatamente a ser positiva.

Já há muito tempo que sabemos que grande parte da força da podridão reinante no nosso futebol assenta precisamente no esquema de nomeações dos observadores e delegados. Mas já nem tenho palavras para descrever o nojo que esta farsa me causa.

por D`Arcy às 13:39 | link do post | comentar | ver comentários (37)

Déjà vu

 

Neste país, para ser bruxo é preciso muito pouco. Mesmo muito pouco.
 
Imprensa, hoje:
  
'Lucílio e Olegário favoritos ao dérbi
CARLOS XISTRA TAMBÉM PODERÁ ARBITRAR EMBATE DE ALVALADE'
 
O quadrúpede doméstico amestrado Lucílio já esfrega as mãos.
 
Apanha o pau. Corre. Senta. Rebola. Mete o Sportem no 2º lugar. Nice dog.
 
Déjà vu.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:19 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Segunda-feira, 16.02.09

Preocupante

É difícil dizer como me sinto após o jogo desta noite. Estou contente pela (merecida) vitória, mas estou triste pelas dificuldades que tivemos para a conseguir frente a uma das piores equipas que já vi esta época. Estou também contente pelos grandes golos que marcámos, mas por outro lado estou triste pelos que sofremos, sobretudo por causa das facilidades concedidas na defesa. Contente pela atitude na meia hora final, tristíssimo pela falta dela durante toda a primeira parte. No final o que fica é a vitória e os três pontos conquistados, mais uns cabelos brancos e menos uns anos de vida.

Nas alterações já esperadas à equipa, alguma surpresa na inclusão do Jorge Ribeiro no onze, passando o David Luiz para a direita, ocupando o lugar do castigado Maxi Pereira. No meio campo o Carlos Martins ocupou o lugar do Yebda que, em risco de ver um quinto amarelo, ficou no banco. E no ataque, regressou o Cardozo à titularidade, não tendo o Suazo sequer sido convocado. O jogo iniciou-se num ritmo que imediatamente fez prever mais uma primeira parte igual a tantas outras esta época. O Benfica este ano parece quase sempre ser uma equipa camaleónica, que ajusta a sua qualidade de jogo para um mínimo necessário consoante o valor do adversário em questão. Quer isto dizer que, quanto pior é o adversário, pior joga o Benfica. Ora o Paços de Ferreira foi, na minha opinião, uma das piores equipas que eu vi na Luz esta época, o que consequentemente quer dizer que a exibição do Benfica na primeira parte foi também uma das piores que vi ao Benfica esta época. Alinhando com uma linha de cinco defesas, em que alguém estava sempre solto para se dedicar à marcação individual ao Aimar, e recorrendo a estratagemas quase absurdos de queima de tempo, o Paços acabou por adormecer completamente o Benfica no primeiro tempo, e o Benfica deixou-se estar muito bem embalado neste ritmo que só ao Paços interessava. Uma única excepção: um cabeceamento do Luisão à barra, e uma grande defesa do guarda-redes à recarga do Aimar. De resto, nada mais perturbou a sonolência completa e o deserto de ideias que foi aquela primeira parte.

Depois de, certamente, o Quique ter falado mal dos jogadores ao intervalo, apesar disso não notei grandes diferenças de atitude na equipa no início da segunda parte. Foi preciso um susto para acordarem, já que o Paços, praticamente na primeira vez que se aproximou com perigo da nossa baliza, quase marcou, sendo o David Luiz a evitar o golo em cima da linha. Era necessário mudar alguma coisa, e o Quique fê-lo decorridos cerca de dez minutos, retirando o Carlos Martins para colocar o Di María em campo, indo este encostar-se à direita e, talvez pela primeira vez esta época, sendo dada a oportunidade ao Rúben Amorim de jogar no meio. Esta alteração mudou bastante a forma de jogar do Benfica, até porque o Di María entrou inspirado e com vontade de mostrar serviço. O Benfica começou finalmente a rondar com perigo a baliza adversária, e acabou por chegar ao golo a vinte minutos do final, num lance algo consentido pelo guarda-redes do Paços, que não segurou uma bola fácil e permitiu ao Cardozo, de ângulo reduzido, rematar para a baliza deserta e acabar com a seca de golos. Quase de seguida surgiu o segundo, um golo muito bonito em que o Rúben Amorim rematou de primeira de fora da área, colocando a bola junto ao poste mais distante. Parecia que iríamos finalmente ter um final de jogo descansado, mas já se sabe que com o Benfica nunca se pode ter essa ambição. Logo de seguida, o Paços lá se lembrou que era capaz de estar na altura de atacar um bocadinho, e reduziu logo para 2-1 num remate cruzado, num lance em que ficou patente a facilidade com que o jogador do Paços surgiu na área para rematar à vontade.

Já perto do final, veio então o momento mais alto da noite. O Di María, que já tinha tido alguns pormenores técnicos fantásticos, recebe uma bola de um lançamento lateral e, a uns bons trinta metros da baliza, com um remate fantástico faz a bola passar sobre o guarda-redes para marcar um golaço. Desta vez sem o Maradona na bancada. Faltavam dois minutos para os noventa, e agora sim, parecia que iríamos finalmente esperar pelo apito final descansados. Qual quê. Já quase no final do jogo, há um cruzamento para o lado direito da nossa defesa, e mais uma vez surge um adversário à vontade para rematar cruzado de primeira e reduzir. Houve aqui uma falha de marcação gritante, já que o autor do golo foi o lateral esquerdo do Paços, que subiu à área sem que ninguém (deveria ser o Di María, que provavelmente ainda estava demasiado entusiasmado com o golo) o acompanhasse. Aliás, ele esteve mesmo lá literalmente acampado, completamente sozinho, durante bastante tempo sem que algum dos nossos jogadores reparasse nele. E mesmo assim, ainda não estava tudo acabado. Aqueles segundos finais pareciam um filme com um desfecho anunciado. Era previsível que o Paços beneficiaria de um livre mesmo sobre o final, que aproveitaria para fazer subir toda a gente para a área e despejar a bola para lá. E isso aconteceu mesmo. Só faltava mesmo o golo ao cair do pano. Na sequência do livre, depois de um alívio do Luisão a bola acabou por ser rematada ao poste, para depois o Sídnei a evitar a recarga. Só depois deste momento que me causou uma breve paragem cardíaca é que o jogo terminou. O Paços, que praticamente fez quatro ataques dignos desse nome, teve uma bola aliviada sobre a linha, marcou dois golos, e atirou uma bola ao poste. O que é bastante preocupante no que diz respeito à nossa segurança defensiva.

Ultimamente tem-me sido difícil escolher alguém para destacar. Esta noite menciono o Di María, pelo efeito que teve no jogo. Só após a sua entrada é que passámos a jogar a toda a largura do campo, e com velocidade suficiente para causar estragos. Gostei também do Rúben Amorim após ter passado para o meio (enquanto esteve na direita passou completamente ao lado do jogo). Fiquei ainda contente com o facto do Cardozo ter marcado o golo que já procurava há algum tempo. Pela negativa, pareceu-me que o Aimar esteve bastante apagado, não se conseguindo entender com a marcação individual a que esteve sujeito durante todo o jogo. Para não ferir susceptibilidades não vou bater muito no Carlos Martins, ou no Jorge Ribeiro, senão acusam-me de perseguição aos rapazes. Mas digo que também não gostei do jogo deles. O Katsouranis também me pareceu estar menos bem do que costuma ser habitual.

Foi uma exibição sofrível do Benfica, abrilhantada por um golo bonito e outro excepcional, mas que me deixou preocupado. Sofrer dois golos em casa perante, volto a dizê-lo, uma das equipas mais fracas que vi jogar esta época na Luz não é propriamente brilhante. Só espero que para a semana, neste sobe e desce a que o Benfica nos vai habituando, a equipa volte a apresentar-se a um nível suficientemente alto para um jogo que queremos sempre vencer.

 

P.S.- E porque não há duas sem três, aos dois bonitos golos que marcámos hoje há a somar um terceiro marcado por um jogador nosso: o golão que o Coentrão marcou no Antro da Ladroagem.

por D`Arcy às 00:14 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Domingo, 15.02.09

A selecção de todos eles.

Quando Carlos Queirós trilhava a sua triunfante carreira de treinador adjunto e carregador de pinos de Alex Ferguson, alguma imprensa portuguesa procurava-o para opinar. E o dito Queirós opinava sobre coisas tão importantes como o cabelo do Ronaldo, as horas a que Soares Franco estava mais parecido com um peru na véspera do Natal, a dor de corno que lhe provocavam os sucessos de Scolari, e outros assuntos interessantes que estavam em comunhão com a sua série de insucessos enquanto treinador principal de equipas seniores.

 

Queirós espumava contra uns quantos ódios de estimação e logo alguns fazedores de opinião e de ocasião se babavam em loas ao adjuntito de Ferguson. Em Portugal chegaram a tentar criar a peregrina ideia de que Queirós era o grande responsável pelo sucesso do clube onde se arrastava como treinador adjunto e tradutor de portugueses e brasileiros imberbes.

 

Até que um dia, há sempre um dia, Queirós (então adjunto de Ferguson) disparou contra a falta de qualidade dos pontas-de-lança portugueses. Calaram quase todos os que podiam ir à selecção: calou o Pauleta, calou o H. Almeida (este ainda bem, pois tem um domínio da língua materna idêntico ao do Jorge Jesus), calou o Postiga, calou o Makukula… não calou o Nuno Gomes. O Nuno era um dos capitães de equipa, salvo erro, na altura até era o capitão de equipa. Como capitão de equipa reagiu. Defendeu os pontas-de-lança portugueses. Fez o que se espera de um capitão.

 

Qualquer treinador que soubesse identificar uma liderança e que não tivesse medo de um líder ficaria satisfeito. Mas para que isso assim acontecesse precisaria esse mesmo treinador de saber liderar. Queirós não ficou satisfeito.

 

Quando Queirós (para felicidade dos rui santos que por ai vegetam) regressou à condição de assalariado da Federação, começou a mostrar que Nuno Gomes não teria lugar na selecção nacional. Nuno Gomes começou a pagar a factura de ter defendido a selecção que o ex-adjunto agora treina.

 

Assim, Nuno Gomes - com 27 golos em 75 internacionalizações e que está apenas a dois cinco golos dos 29 32 de Figo em 127 internacionalizações - não poderá chegar a ser o terceiro melhor marcador de sempre da Selecção.

 

Figo agradece e a Nike também. Queirós agradeceria que Nuno Gomes atirasse a toalha ao chão para não ficar com o ónus da vergonha que está a promover. Liedson agradece, pois poderá jogar patrioticamente por Portugal, atendendo a que não tem possibilidades de cheirar o balneário da selecção brasileira.

 

E, assim, em poucas penadas, Queirós conseguiu destruir uma ideia de selecção nacional, para criar um grupo de excursionistas à selva. Um grupo sem identidade, desenraizado, sem líder no balneário… mas com líderes que, à distância de um telefonema, influenciam convocatórias da selecção nacional em proveito próprio e em prejuízo alheio, em prejuízo da Selecção.

 

Queirós continua a mostrar que a porcaria nunca será varrida da Federação enquanto a vassoura estiver mais suja do que porcaria que supostamente quer varrer.

por Pedro F. Ferreira às 13:25 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Sexta-feira, 13.02.09

Deixem-me ver se percebo!

O Lisandro cai na área.

O boi preto apita e assinala grande penalidade.

Um outro qualquer azul marca golo.

Resultado final 1-1!

Agora não sei quem da Liga diz que Lisandro simulou o penaltie. 

É castigado por um jogo, ou seja vai fazer-se cumprir a lei.

Um jogo. Giro... e os pontos?

Portanto, ficou provado que a falta é inexistente e que então o jogador não jogará contra os lagartos.

Fixe!

Então ganhámos 1-0! É isso? Se admitem o erro, o golo é retirado? Não?

Ah, o clube beneficia com as simulações dos jogadores? É isso?

Não percebo nada de bola.

É um golo ilegal, mas é golo. E os 2 pontos não são retirados.

O Lisandro é castigado. Mas o FêCêPê não!

Se calhar era melhor rever estas leis, não?

Mas ganhámos ou não?

 

sinto-me: Enrabado... outra vez!
por Corto Maltese às 10:55 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quinta-feira, 12.02.09

Roubos nas Antas

Porque uma imagem vale mais que mil palavras, e ainda na sequência da infame espoliação do passado Domingo, deixo aqui dois maravilhosos exemplos da vergonha que se vem assistindo no futebol português há mais de 30 anos sem que nada nem ninguém ponha fim. A patética Justiça deste país está em tal estado que os causadores disto não só não foram punidos, como ainda se mantêm nos seus cargos.

 

Este primeiro conjunto refere-se a dois golos anulados ao Benfica. O primeiro dar-nos-ia uma Supertaça (e menos uma na contabilidade do CRAC). O segundo possibilitar-nos-ia outro resultado que não uma derrota e a hipótese de ainda lutar pelo campeonato nesse ano. Infelizmente, forças corruptas não os validaram.

 

 

O segundo conjunto é uma pequena amostra da razão pela qual o Benfica teve dois(!) penalties assinalados a seu favor em casa do CRAC nos últimos 33(!) anos (75/76 e 96/97). E também lá está um famoso penalty marcado contra nós que nos usurpou uma vitória que seria certa. (E que valeu ao Sr. José Amorim uma estadia familiar no Brasil.) 

 

por S.L.B. às 02:08 | link do post | comentar | ver comentários (50)

Arbitragens de Pedro Proença - actualização

Para memória futura, e porque algumas pessoas o pediram, aqui fica este vídeo actualizado com a vergonha do jogo frente ao CRAC do passado Domingo. Quando será que este senhor deixa de apitar jogos do Benfica?!

 

por S.L.B. às 01:57 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Terça-feira, 10.02.09

Lixívia

Na crónica que fiz ontem ao jogo, afirmei sentir-me curioso em relação à forma como aquilo que se passou durante o mesmo seria branqueado. A minha aposta pessoal foi que o jogo seria revisto ao pormenor, e no final apareceriam, como que por magia, uns lances a favor da larapiagem que, de alguma forma, seriam utilizados como contrapeso para justificar que, afinal, o Benfica até nem teria sido claramente prejudicado. Ora, manda a honestidade que eu admita que não sou nenhum visionário, nem possuo dons extra-sensoriais, portanto esta aposta minha não foi nenhuma espécie de profecia. Foi sim uma conclusão lógica, resultante da observação da estratégia de branqueamento que, ao longo dos anos, é sistematicamente (e o advérbio não é escolhido ao acaso) aplicada sempre que o Benfica é claramente prejudicado por uma má decisão de arbitragem. Esta estratégia de branqueamento, a que poderíamos chamar de "Processo de Reequilibração da Balança", não mais faz do que alinhavar uma série de situações que, na sua grande maioria, não foram sequer visíveis durante o decorrer do encontro, tendo passado completamente despercebidas mesmo ao mais fanático, mas que têm em comum o facto de nelas, supostamente, ser sempre o Benfica o beneficiado. Colocando todas essas situações no mesmo prato da balança, acham eles então que reequilibram o peso do outro prato, onde está o erro grosseiro que prejudicou o Benfica. O resultado final é uma desdramatização do erro grosseiro que nos prejudicou, do género 'o árbitro errou para os dois lados', passando-se então à análise da justiça do resultado, obviamente como se o tal erro grosseiro com influência directa nesse mesmo resultado final não tivesse sequer existido.

A lógica deste processo assemelha-se em muito à lógica brilhantemente enunciada pelos Monty Python, que leva à conclusão evidente e insofismável de que uma bruxa deverá pesar o mesmo do que um pato (a referência aos Monty Python é obrigatória, já que eu considero que a sua obra contém todos os axiomas que ajudam a explicar os princípios básicos da existência humana e, em particular, o futebol português - além disso os homens eram visionários, já que conseguiram criar a personagem Luigi Vercotti, empresário da noite, muito antes de qualquer pessoa saber sequer quem era o Reinaldo Teles). Quando este processo é particularmente bem sucedido, chegamos mesmo ao ponto em que saímos do estádio plenamente convencidos de que fomos espoliados (parafraseando um comentador desportivo que até nem é das nossas cores, anteontem quando saí do Estádio do Ladrão a minha primeira reacção foi levar a mão ao bolso para ver se ainda lá tinha a carteira), e quando chegamos a casa umas horas depois descobrimos que não, e que afinal até fomos beneficiados. Isto acontece mesmo que seja necessário fazer equivaler o efeito de um elefante numa loja da Atlantis com o de um hamster no Continente (ou dizer que uma bruxa pesa tanto quanto um pato).

Voltando ao roubo de anteontem, verifico sem surpresa que o processo acima descrito já funciona a todo o vapor. Hoje descubro penáltis por marcar a favor da ladroagem, uma expulsão do Sídnei (o pisão do Malandro ao joelho do Katsouranis já não tem a mesma apreciação), outra do David Luiz porque entra de pé levantado a um lance, mesmo sem atingir ninguém (mas a tentativa de coice do Bruto Alves ao Suazo, logo no início do jogo, já não se enquadrará neste critério rigoroso), um braço do Yebda atingido pelo Malandro em pleno mergulho que afinal já justifica o penálti inventado ou, pelo menos, o erro do Pedrito Providência, e mais não sei quantos casos que tentam provar que afinal devemos é ficar calados, porque fomos beneficiados, e muito, isto porque os salteadores é que nunca são, nem nunca foram, ajudados (convém notar que este processo de revisão é bastante selectivo, e nunca inclui lances que possam ter sido decididos desfavoravelmente ao Benfica, que só iriam contribuir para um ainda maior desequilíbrio do fiel da balança para o nosso lado da argumentação). Ora ontem tive a oportunidade de assistir à gravação do jogo no Ladrão, e verifiquei que os avençados parecem estar cada vez mais solícitos e eficientes na aplicação deste processo. O branqueamento desta vez começou ainda durante a transmissão televisiva da SportTV, antes mesmo do Pedrito Providência bufar no apito para finalizar a partida. Segue-se uma transcrição das apreciações exactas do relatadeiro de serviço ao jogo (o nosso bem conhecido e imparcial Rui Orlando) ao tal lance entre o Reyes e o Lucho, que justificará a farsa despudorada a que assistimos depois. Na altura em que o lance ocorre, e assim que é mostrada a repetição:

"E a verdade é que Lucho González sofre uma entrada de Reyes, mas o primeiro impulso é positivo de... de... de Lisandro. Ele acredita que tem possibilidades de conseguir atirar à baliza do Benfica, ou fazer com que um companheiro... uhm... seja servido, e portanto não caiu na tentação que muitas vezes os jogadores têm de se deixarem cair e fazer-se... e fazer-se ao penálti, não é? Cá está o lance outra vez... ele tira o adversário do caminho, sofre um toque de... de Reyes... eventualmente, não suficiente para o derrubar, não suficiente para o retirar do lance, como de facto não foi, não é? A verdade é que em muitas destas circunstâncias os jogadores não... não... não ajudam nada à verdade do jogo e... e muitas vezes deixam-se cair. Portanto merecerá aqui um forte aplauso Lucho González, porque é uma atitude de fair-play, uma atitude positiva desportiva.(sic)"

Repare-se como é elogiada a atitude do Lucho não adulterar a verdade do jogo, ao não se atirar para o chão num lance que não é falta, dado que o toque do Reyes 'não é suficiente para o derrubar ou retirar do lance' - aliás, eu até acho que ele só não se fez ao penálti não por uma questão de desportivismo, mas apenas por achar que era descarado demais, já que as repetições mostram que o toque do Reyes é no pé direito, e quando o Lucho tem a tentação de cair fá-lo atirando a perna esquerda para trás (agora queria colocar aqui um link para as imagens desse lance, em que é possível ver precisamente isto, mas estranhamente esse vídeo não aparece no conjunto de vídeos oficiais existentes na net para este jogo - o que não deixa de ser interessante, dado este ser aparentemente 'apenas' um dos lances fulcrais do jogo... calculo que seja mais conveniente dizer-se que foi penálti e pronto, acreditaremos em quem nos diz isto). Assinale-se também o facto sempre interessante de se achar que um jogador é merecedor de um forte aplauso apenas por fazer aquilo que deveria ser normal, ou seja, não tentar enganar o árbitro.

Depois vem a roubalheira do minuto setenta. Após o alívio notório aquando do assinalar do penálti, é mostrada a repetição do lance, e depois um prolongado silêncio comprometido - ia dizer 'envergonhado', mas depois lembrei-me que vergonha é um sentimento desconhecido por aqueles lados - durante a segunda repetição lá se admite, de forma seca, que o Yebda não toca no Malandro, e que não há penálti. "Não toca. Não toca. Não há grande penalidade." E siga para a frente que é serviço, e não convém falar muito mais nisto.

Passados dez minutos o jogo é interrompido para assistência ao Reyes, e o realizador mete imagens dos dois golos da partida, o que inclui uma repetição da apoplexia do Malandro (seguida do olhar suplicante na direcção do árbitro assim que chegou ao chão, a ver se a batota tinha pegado). Isto não se faz. Ora o bom do Rui Orlando estava tão satisfeito tentando ignorar o lance, e vai o realizador e mostra uma repetição. Lá teve ele que balbuciar uma qualquer justificação, que teve que ser inventada ali, no calor do momento, e por isso não foi particularmente inspirada, saindo-se com esta (peço desculpa por algumas partes não parecerem fazer grande sentido, mas isto foi o que ele disse mesmo):

"E neste jogo... enfim... acaba aqui por emergir uma ideia que tem a ver... falámos nisso no momento em que Lucho González sofre uma falta... uhm... hmm... que era grande penalidade, no início da partida... segue a jogada... uhm... não a conclui e o árbitro... uhm... não... não marca a falta e portanto, no fundo... digamos... não ajuizou também em função da queda do jogador, e ajuizou mal. Agora ajuizou em função da queda, e ajuizou mal."

É de notar que as afirmações do Toni que se seguiram a este brilhante exercício de contorcionismo, em que ele diz que o Providência, a um metro do lance, viu claramente que era teatro do Malandro, foram olimpicamente ignoradas. Repare-se como, no espaço de uma hora, o que inicialmente era uma situação não passível de falta, em que é louvada a atitude do Lucho de não se atirar para o chão, não se fazer ao penálti, não tentar enganar o árbitro e não adulterar a verdade do jogo, passa de repente a ser peremptoriamente uma grande penalidade não assinalada e um consequente erro grosseiro do árbitro. Na mente tortuosa do bom do Orlando, está assim reencontrado o equilíbrio. Atinge um estado zen, e ele poderá então agradar à mão que acena com o osso, dizer para si mesmo que uma mão lava a outra, e passar a vender a imagem de que foi um resultado justo, porque fomos todos beneficiados e prejudicados em medidas iguais, e agora somos todos amigos e não se fala mais nisto. Continua, Orlando. Pode ser que um dia, com sorte, até consigas seguir as passadas do Cerqueira. Quanto a nós, continuem a tentar fazer-nos crer que eles são isentos.

por D`Arcy às 15:39 | link do post | comentar | ver comentários (27)

Chalana

 

Já o escrevi uma vez e repito-o. Plagio-me a mim próprio (não é grave: autorizo-o).
 
‘O Benfica com o qual acordei para o Mundo, e que para mim sempre terá um lugar muito especial no coração, era o Benfica do Bento, do Humberto, do Bastos Lopes, do Pietra, do Veloso, do Alves, do Shéu, do Nené e desse prodígio que espalhava inverosimilhança pelos relvados, o Chalana. Esse Benfica é o Benfica que me formou. E, para mim (sendo que o Benfica é sempre o melhor do mundo), é o paradigma do Benfica místico. A autoridade e altivez do general Humberto, a inigualável magia do Chalana. Era o Benfica à Benfica. Cada um deles era, para mim (e eram-no, na verdade), o melhor do mundo na sua posição.
Sei que o Benfica místico por excelência, provavelmente o melhor de sempre (e a melhor equipa do mundo nos anos 60), terá sido o do Eusébio, Coluna, Torres, José Augusto e companhia. Esse, tenho-o na alma (como não?), mas vivi-o em diferido. Este outro Benfica - o do Chalana e do Humberto - foi aquele com que cresci, aquele com que aprendi o que é o Benfica, o que é isto de viver com a Águia na alma. E é esse – como tudo o que nos marca quando nos estamos a formar como pessoas – que guardo como o ‘meu’ Benfica (são todos o ‘meu’ Benfica, mas vocês sabem do que é que eu estou a falar).’

Ao Fernando Chalana - ao Chalana - que sempre foi o meu jogador favorito desde que me lembro de ser eu, e que era (e é - será sempre) o expoente máximo do que para mim era o BENFICA enquanto crescia e me fazia gente, um abraço sentido e os desejos de um Feliz Aniversário.
Que conte muitos (mais 50), de preferência bem aninhado no ninho das Águias, cá bem junto dos seus.
 
 

__________

 

 

Da Helena Ramos, nossa leitora e benfiquista ferrenha, recebemos um excelente trabalho sobre a vida do Fernando Chalana. No dia do 50º aniversário do ‘pequeno genial’ partilhamos com os nossos leitores a tese “Perfil de Fernando Chalana: Uma Luz para lá do estádio.

 

«Cresceu apegado a uma bola no meio do nada. Sabia que o mundo e o sucesso passavam por aquele pedaço de borracha. Tinha um talento natural demasiado grande para ficar esquecido além-Tejo. Fernando Chalana era o protótipo do jogador português: ‘maneirinho’, baixo, driblador e com um futebol quase malandro. Mas houve poucos como ele. […]»

 

Podem ler a totalidade da tese aqui.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:15 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Humberto Fernandes

No sábado faleceu um dos nossos. Humberto Fernandes vestiu o manto sagrado durante 17 anos. Contribuiu para que o nosso Benfica vencesse uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, seis campeonatos nacionais e quatro Taças de Portugal. Contribuiu para que o Benfica se consolidasse como o “Glorioso”. No sábado faleceu em campeão.

 

[a imagem foi retirada do site "O Cromo dos Cromos"]

por Pedro F. Ferreira às 09:50 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Segunda-feira, 09.02.09

Nada de novo na frente ocidental

O belo país de brandos costumes acorda mais uma vez, alegremente, a boiar no mar de excrementos em que chafurda há mais de 30 anos.

 
Os mafiosos utilizam mais um lacaio para roubar mais um jogo, os cãezinhos de estimação do Lumiar assobiam para o lado enquanto levam na boca e afagam o ancestral ressaibo ao Benfica, os pseudo-intelectuais da praça vomitam lugares-comuns sobre como ‘o futebol é apenas um jogo’ e ‘só se fala em arbitragens’, oportunistas com agendas escondidas elaboram sobre como se devem emular as qualidades de clubes/associações criminosas que ganham há décadas com base na mentira e corrupção, a imprensa comprada tece loas sobre o primeiro lugar do clube corrupto, os comentadores a soldo louvam a ‘competitividade’ da Liga. A verdade é que, fosse este um país sério que se desse ao respeito, o Benfica seria líder incontestado da Liga, com mais 10 pontos do que tem.
Mas não é (sério) e não se dá (ao respeito) e a ‘competitividade’ é um eufemismo para ‘nivelamento pela mentira’.
 
O mundo gira, os anos passam, o tempo muda, mas a porcaria, essa, é sempre, sempre a mesma. Um dia isto acaba. Pode ser que seja mais cedo do que a Máfia pensa.
 
Tenhamos fibra. E um pau de marmeleiro à mão, para o caso de passarmos pelo cobarde do Pedro Proença na rua.
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:29 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Uma tristeza, de facto!

Já que foi penaltie, já que o Yebda rasteirou o Lisandro e já que foi "presenteado" com a cartolina amarela, é com alguma tristeza que assumo que com uma falta tão evidente o jogador do Benfica não tenha acertado exactamente no meio da tíbia e que a tenha partido ao meio, provocando uma fractura exposta ao adversário!

Realmente, ter a fama e não ter o proveito é uma tristeza!

E continuando na senda da pura utopia, seria fantástico, ou ainda mais fantástico (e improvável, claro) que parte do osso da perna do adversário vazasse uma vista ao "Providência" para que na próxima penalidade ele tivesse ainda menos dúvidas ao assinalar uma falta tão evidente!

 

O árbitro é culpado, claro!

Mas se houvesse verdade desportiva por parte dos jogadores, simulações, palavras ao árbitro, etc, o "sistema" não funcionaria melhor? Nunca seria penaltie, certo?

Mas... esta "tricky question" não servirá nunca para desculpar o "boi preto"!

 

sinto-me: Enrabado pela arbitragem
por Corto Maltese às 14:46 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Orgulho!

Abstenho-me de falar sobre a gatunagem em acção ontem no campo dos corruptos.

Basta-me relembrar o que já escrevi aqui  http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/883757.html

 

Quero apenas neste momento dar à nossa Equipa e a todos os Benfiquistas o testemunho do enorme Orgulho que senti no jogo de ontem.

 

Só isso.

 

 

por Artur Hermenegildo às 11:29 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Batota

É bom estar a escrever esta crónica passadas que estão algumas horas sobre a farsa a que assisti no Estádio do Ladrão. Não que o sentimento de revolta tenha desaparecido, mas pelo menos já estou suficientemente calmo para que não tenha que recorrer a um dicionário de vernáculo para me ajudar a escrever este post.

Este era um daqueles jogos que eu queria assistir ao vivo. Isto porque, desde há bastante tempo, que mantinha a fé quase inabalável que o venceríamos. A imprensa avençada bem pode levar nas palminhas a equipa dos ladrões, e tentar convencer-nos que são a melhor invenção desde o pão fatiado, mas eu sei que somos melhores. Eles são tão fantásticos que, em cento e oitenta minutos contra nós, só lá conseguiram chegar de penálti, mesmo quando chegaram a jogar praticamente contra sete dos nossos, como na primeira volta. Além disso (e quem já o tiver experimentado saberá do que falo), gosto de apoiar o Benfica quando tem jogos teoricamente difíceis fora - o que costuma ser o caso das deslocações ao Estádio do Ladrão - porque entre os adeptos do Benfica se vive o jogo de uma forma diferente. Há uma empatia total com a equipa, e um apoio incessante. Vive-se o Benfica, e esse benfiquismo flui da bancada para o relvado. Um passe falhado, uma jogada mal conseguida, nunca resultam num coro de assobios ou protestos, mas sim num aplauso ou em gritos de incentivo. Nestas situações sente-se sempre, mas sempre, que estamos ali todos por um ideal, por um clube. Et pluribus unum. O meu benfiquismo renova-se a cada saída destas. E esta noite, mais uma vez, fiquei com a sensação de que houve um apoio fantástico à equipa. Durante boas partes do jogo, naquele Estádio do Ladrão, o único som que se ouvia era o do sector benfiquista, enquanto que a ladroagem hipócrita se quedava muda nos seus lugares, provavelmente à espera da intervenção (nada) divina que acabou mesmo por aparecer, porque raramente costuma falhar naquele templo da vigarice.

Quando a equipa saiu para o aquecimento, ficaram esclarecidas as dúvidas que tinha em relação ao nosso onze (embora estas fossem as escolhas que julgava serem as mais óbvias). Sídnei, Reyes e Suazo foram os escolhidos, Miguel Vítor, Di María e Cardozo os preteridos. O que vale é que eu conheço muito bem os nossos jogadores, porque se não fosse esse o caso, e me fosse fiar nos serviços do Estádio do Ladrão, então estava tramado, já que anúncio da constituição do Benfica nem ouvi-lo, embora tenha visto a lista dos nomes passar num ápice pelo placard electrónico. Da parte da gatunagem não houve qualquer surpresa, sendo por demais evidente a esperança por eles depositada num golo ou qualquer malabarismo da Meretriz Uruguaia (eles, por algum motivo, parecem estar convencidos que nos 'roubaram' - acto este que, obviamente, os enche sempre de orgulho e satisfação - a Meretriz Uruguaia, e não que ela foi descartada da Luz, porque nós por cá não gostamos de gente dessa laia, adepta da aldrabice e da falta de palavra). A Camorra lá entrou a todo o gás na partida, com muita correria e chuto para a frente. A Meretriz Uruguaia conseguiu passar uma vez pelo Maxi no início do jogo, e a barraca quase veio abaixo. Infelizmente para eles, não voltou a conseguir fazê-lo durante o resto da partida.

Da nossa parte, vi uma equipa que soube manter-se sempre muito calma e organizada, com bastante personalidade. O que me aumentou a confiança, ainda para mais quando via que a bandidagem não conseguia jogar de forma organizada no ataque e entrar na nossa defesa, recorrendo por isso aos lançamentos longos para a área, e ao estratagema bizarro (dada a nossa superioridade no jogo aéreo) de despachar a bola para dentro da nossa área em cada livre de que beneficiavam - o que, graças à tendência irritante do Pedrito Providência para apitar de cada vez que um ladrão caía e pedia uma falta, acontecia com alguma frequência. Não importava se o livre era a quarenta metros da área. O Providência silvava, e os ladrões lá iam todos para dentro da área à espera do despejo. O balão de oxigénio dos salteadores deu para cerca de meia hora. Depois, foi visível a crescente dificuldade para se aproximarem sequer da nossa área, enquanto o Benfica ia assentando o seu jogo e trocando a bola cada vez mais à vontade. Esta não foi a primeira vez que fui ao Estádio do Ladrão, e antes disto também visitei diversas vezes o Estádio dos Sacripantas, mas raras foram as vezes (exceptuando, talvez, há três anos quando ganhámos com os dois golos do Nuno Gomes) em que me senti tão pouco preocupado com a possibilidade de um golo dos patifes. A confiança, aliás, parecia aumentar em toda a bancada benfiquista, de forma que, quando mesmo sobre o intervalo beneficiámos de mais um canto, muita gente parecia adivinhar 'É agora!'. E foi mesmo. Bola do Reyes para o Yebda saltar quase à vontade e provocar uma explosão vermelha na nossa bancada, enquanto que a bandidagem fitava o relvado em silêncio e, entre dois traques, um fio de baba escorria pelo queixo do ancião ladrão-mor.

Questão para a segunda parte: seriam os sevandijas capazes de cair em cima de nós e pressionar na busca do empate? Resposta rapidamente evidente: não. Foi, aliás, bem pior do que na primeira parte. Desta vez os bandoleiros eram mantidos bem à ilharga da nossa baliza, por uma equipa personalizada e imperturbável. Meio campo e defesa sempre a actuarem num bloco muito sólido, grande entreajuda entre os jogadores, de forma que aparecia sempre alguém para ganhar a segunda bola ou a terceira, se preciso fosse. O melhor que conseguiram foi um remate de fora da área por parte do herói Marvel. Era evidente, e não só para nós benfiquistas, a incapacidade deles chegarem ao golo, o que se expressava claramente pelo silêncio fúnebre que ia envolvendo as bancadas do Ladrão, entrecortado apenas pelos cânticos do sector benfiquista. Estava o jogo embalado neste ritmo, cheirando cada vez mais a vitória benfiquista, quando o Malandro Lopéz teve uma apoplexia ao passar junto do Yebda. Solícito, Pedrito Providência bufou no apito e, com um menear efeminado da cabeça coberta de gosma, indicou impante a marca de penálti. Assim. Caído literalmente do céu. Rejubilou a turba batoteira, fazendo-se ouvir pela primeira vez na segunda parte. Eu, na bancada oposta, a mais de cem metros do lance, e não sendo especialista de arbitragem, consegui ver que era um mergulho. O Pedrito Providência, em cima do lance, e supostamente especialista, não conseguiu ver o mesmo. Ou melhor, se calhar até viu, mas como tem amor às rótulas, ou à condição de internacional (que as insígnias da FIFA devem fazer furor entre a comunidade efeminada cheia de gosma na cabeça), decidiu silvar como se não tivesse visto.

 

O Chulo González, tal era o medo, marcou o penálti à cobarde (para o meio da baliza) e, mais do que um festejo de golo, o que se ouviu foi a gatunagem soltar um longo e prolongado suspiro de alívio. Mais uma vez, a providência tinha vindo em seu auxílio. Como tantas vezes o fez durante quase três décadas, quando foi preciso ela surgiu. Curiosamente, a gatunagem parece ter especial prazer nestas coisas. Eles parecem celebrar ainda mais intensamente as vigarices perpetradas pela sua equipa. Não são apenas desonestos, eles gostam e têm orgulho em sê-lo. Afinal de contas, estamos a falar de adeptos que assobiam os jogadores da sua própria equipa sempre que eles devolvem uma bola que foi atirada para fora para que um adversário fosse assistido. E com mais esta roubalheira, esta época já são nove os jogos (em dezassete jogados) em que sofremos erros grosseiros de arbitragem que nos prejudicaram, em contraponto a um jogo em que fomos beneficiados. Mas não, não podemos nem temos o direito de protestar com arbitragens. Mas alguém duvida que somos o alvo a abater desde o início da época? Poderíamos até ter uma equipa que começasse com o Buffon na baliza e acabasse com o Messi no ataque, que na esterqueira do futebol português uma equipa com Cissokhos e Fernandos conseguiria ganhar. E a imprensa avençada ainda nos tentaria fazer crer, com o maior desplante, que os Cissokhos e os Fernandos, bem vistas as coisas, até eram bem melhores do que o Messi. O jogo para mim acabou ali, apenas mais um assalto no relvado, a juntar à já longuíssima história das nossas visitas ao Ladrão e às Sacripantas.

Não me agrada, após um jogo destes, em que fomos uma verdadeira equipa, estar a fazer destaques. Digo apenas que gostei muito do Yebda, do Sídnei, e do Aimar. E antes que alguém venha reclamar, estou apenas a dizer que gostei muito do jogo que fizeram; não estou a dizer que foram melhores ou piores do que os outros, até porque no final do jogo estava demasiado irritado para estar a pensar quem é que tinham sido os melhores ou os piores.

A equipa foi despedida do relvado sob os aplausos dos benfiquistas como merecia, ou seja, como vencedora. Porque nós, esta noite, vencemos no relvado. Fomos melhores, fomos mais equipa, e marcámos mais um golo. E vencemos também nas bancadas, porque a minoria benfiquista presente no estádio foi muito, mas muito melhor do que a multidão desonesta vestida de azul. Perdemos, infelizmente, contra um homúnculo efeminado coberto de gel, que decidiu ditar ele próprio o rumo de um jogo. Agora tenho muita, mas muita curiosidade em ver duas coisas: primeiro, como é que vai ser feito o branqueamento de mais esta palhaçada (aposta pessoal: vão rever o jogo frame a frame, até encontrarem um lance qualquer em que supostamente o clube dos salteadores foi prejudicado); e segundo, se o Pedrito Providência virá pedir desculpa por aquilo que fez. Afinal de contas, a lagartagem, por exemplo, tem sempre direito a pedidos de desculpas. Aposto que se vai ouvir muitas vezes a justificação habitual sempre que o Benfica é prejudicado: "Era um lance muito difícil de ajuizar". Infelizmente, para o Pedrito Providência, nunca parece ser nada difícil
ajuizar contra o Benfica. Por isso é-me mesmo muito difícil acreditar que foi um simples erro. E já agora, será que este tipo não poderá ser expulso de sócio? Afinal de contas, as suas acções já tiveram consequências demasiado nefastas para o nosso clube. Ah, aguardo também com alguma ansiedade o desfilar da idnignação por parte da nomenklatura da lagartagem, fiel à sua forma 'isenta e independente' de estar no futebol. Vá, o transformismo pode esperar um bocadinho; venha daí essa indignação.

Lá ficámos retidos dentro do Ladrão durante largos minutos após o fim do jogo, pelo que tivemos a oportunidade de ver a equipa regressar ao relvado para um ligeiro treino de recuperação. E mais uma vez, os jogadores foram recebidos pelos adeptos como vencedores. Foi também possível observar mais alguns comportamentos sui generis da parte da gatunagem, que me permitiram elaborar a seguinte lista:

Como ser provincianamente pequenino em seis simples passos:

1- Não anunciar a constituição da equipa adversária;
2- Omitir a bandeira do adversário nas bandeiras oficiais do jogo;
3- Fazer o emblema do adversário claramente mais pequeno do que o nosso no placard electrónico (e não, não é apenas uma questão de grafismo porque eu
estive lá há três anos e na altura os emblemas tinham
tamanhos semelhantes);
4- Colocar um speaker histérico a gritar 'E quem não salta é lampioum';
5- Após o final do jogo, quando os jogadores da equipa adversária efectuam a corrida de recuperação, atirar-lhes com os paus das bandeiras, numa clara demonstração de desportivismo;
6- Ainda após o final do jogo, numa altura em que apenas os adeptos adversários estão no estádio, aumentar desmesuradamente o volume da música, numa tentativa pífia de abafar os aplausos que esses mesmos adeptos dirigem à sua equipa.

Fomos roubados mais uma vez, e por mais voltas que dêem ou tentem disfarçá-lo, esta é a verdade incontornável. Mas saí do Estádio do Ladrão com a renovada confiança de que vamos ser campeões esta época. Mesmo que me tentem vender a ideia de que o prostituto de Mirandela é um grande treinador, que a Meretriz Uruguaia é uma grande contratação, ou que o herói Marvel é o melhor jogador do mundo (a seguir ao Harry Potter). Eu sei que somos melhores, e vão ser precisas muitas mais 'Providências' para nos afastarem do título. Pelo menos o dobro das que já nos ofereceram este ano. Hoje senti-me orgulhoso da minha equipa, e dos nossos adeptos. Fomos abalados, mas não derrotados, pela batota. Mas a batota terá que morrer um dia. E eu lá estarei, para escarrar sobre a sua lápide.

por D`Arcy às 07:25 | link do post | comentar | ver comentários (56)
Domingo, 08.02.09

Uma Vergonha!!

Tenho a dizer que a equipa dos andrades é constituída por uma cambada de filhos daquelas senhoras com a profissão mais antiga do mundo.

 

Ao senhor do apito, o tal que gasta mais gel do que o C. Ronaldo, devia ser enfiado o cartão de sócio pelo esfíncter. Com benfiquistas destes não precisamos de adversários. Não pedia para ser ajudado, mas pedia que não fossemos prejudicados com um erro grosseiro.

  

Obviamente, que assim se percebe porque é que dificilmente ganhámos no Dragão nos últimos 15 anos.

 

Não escamoteando culpas próprias, essencialmente, o Benfica não ganhou hoje, mais uma vez, por culpa da arbitragem.

 

Viva o Benfica, e este ano vamos ser campeões.

 

Recado

Ao Clube Regional Assumidamente Corrupto, a todos os seus adeptos que não se importam de ganhar desta maneira nojenta, aos Pedros Proenças desta vida que ROUBAM deliberadamente (da posição de onde estava, era impossível que não tenha visto a simulação), a todos os lagartos que são coniventes com este estado de coisas com o seu silêncio (e que só sabem falar do Benfica - Braga), a todos os dirigentes que se põem de cócoras perante a imundice que este clube hediondo lançou sobre o desporto em Portugal desde há 30 anos para cá, a todos os responsáveis que nada fazem para acabar com isto, a todos os que punem a corrupção com perdas de 6 pontos e 2 anos de proibição de falar, a todos os governantes que assobiam para o lado perante casos ÓBVIOS de polícia:

 

Vão todos BARDAMERDA!

 

Continuem a chafurdar no esterco que é este futebol e a sentirem-se felizes por isso. Eu já dei o que tinha a dar. Vou esperar calmamente que as coisas se resolvam por si. Até lá, não vale mais a pena. Continua tudo na mesma. Isto tudo dá-me asco!

por S.L.B. às 22:05 | link do post | comentar | ver comentários (26)

E depois...

... ainda me aparecem benfiquistas a dizer que não devemos falar da filha da putice de vermes como o Pedro Proença!!

 

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Adenda ao post. 22h00

 

O D’Arcy, porque ainda está no estádio do ladrão e só conseguirá escrever a sua habitual crónica lá para as 4 da manhã, pediu-me que reproduzisse aqui a seguinte mensagem que me enviou por SMS.

 

A esterqueira que é o futebol português levantou mais uma vez a cabeça e sorriu-nos com os seus dentes podres.

por Pedro F. Ferreira às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (40)

Para Enrique, sobre a genética.

Enrique Flores terá dito que “vamos defrontar uma equipa que geneticamente é forte, mais forte que a nossa […]”. [link]

 

Estas palavras de Enrique Flores foram, claramente, proferidas com a sinceridade de quem conhece melhor os futebolistas com quem trabalha do que o comum dos benfiquistas. Mas o comum dos benfiquistas conhece melhor a genética do Clube do que Enrique Flores. E, deste modo, é com sinceridade que eu, comum benfiquista, lhe digo que ter nascido grande e ter-se construído glorioso não pode desmerecer-se pela resignação. E a humildade, sendo um valor a praticar, não pode servir para negar a grandiosidade.

 

Assim, Enrique Flores, acredite que tem a responsabilidade e a honra de treinar a equipa de futebol sénior de um Clube geneticamente mais forte do que qualquer outro. Não duvide.

 

Espero que os futebolistas estejam à altura da herança genética do Clube e que o treinador saiba que acima do conhecimento do plantel há que ter o conhecimento do Clube, da sua história e da sua génese.

 

Agora, vamos ao mais urgente e necessário: vencer o jogo de hoje, honrar o manto sagrado e a história do Glorioso. Avante, Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 13:25 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Sexta-feira, 06.02.09

Curiosidade

Pelos vistos os critérios de "renovação" do sr. queirós não incluem jogadores como Miguel Vítor, Ruben Amorim, Moreira.  Em contrapartida, temos eduardo, gonçalo brandão (quem?), duda, e até tiago, que não joga há meses.

 

Tenho para mim que este senhor nunca mais há-de esquecer os 6-3 que lhe espetámos.

 

E tenho também uma curiosidade: alguém será capaz de me dar a lista de "seleccionados" agrupados não por clube mas por empresário?  Poder ser que não signifique nada, mas também pode ser esclarecedora.  Não sei, não conheço; neste momento apenas pergunto.

 

É que a diferença entre negócios de migalhas ou de milhões também passa por aqui.

 

 

por Artur Hermenegildo às 16:46 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quinta-feira, 05.02.09

Quatro

Pode ter sido de uma forma pouco espectacular, mas a tarefa de nos qualificarmos para a final da Taça da Liga lá acabou por ser cumprida de uma forma realista.

Não se pode falar propriamente em poupanças da parte do Benfica para este jogo. Apenas o Moreira e o Maxi ficaram de fora do onze, tendo o Benfica iniciado o jogo com uma defesa constituída por quatro defesas centrais, já que foi o Míguel Vítor quem ocupou a direita da defesa. O Reyes também voltou à titularidade, tendo o Cardozo mantido o estatuto de titular. Foi uma entrada muito tímida do Benfica no jogo, para não lhe chamar algo pior. A equipa mostrava dificuldades para construir jogo e fazer a bola chegar jogável aos jogadores da frente. Por outro lado o Vitória, bem organizado e a jogar num bloco sólido, conseguia manter o Benfica dentro do seu meio campo, mostrando ainda uma boa circulação de bola. Mas como o Guimarães parecia mostrar sobretudo vontade em segurar o empate, não soube aproveitar este período de cerca de vinte minutos, em que foi claramente a melhor equipa em campo, para ameaçar seriamente a nossa baliza. Despertou o Benfica com o continuar do namoro entre o Cardozo e os postes e barras das balizas da Luz: após um livre do Reyes na direita, o bonito cabeceamento do paraguaio levou a bola a esbarrar na barra. Este despertar assentou sobretudo na mobilidade do Aimar, e no aumento da velocidade com que fazíamos a bola chegar ao ataque, em particular pelas acções do Carlos Martins. As oportunidades daí resultantes apareceram quase sempre pelo Cardozo, mas os seus remates resultaram num igual número de perdidas, a mais escandalosa mesmo em cima do intervalo, quando a um par de metros da baliza tentou encher o pé e acabou por enviar a bola para o Terceiro Anel.

A segunda parte, para a qual regressámos com o Maxi no lugar do Sídnei, voltou a mostrar um futebol sofrível da nossa parte, e um Vitória a parecer não ter grandes dificuldades para alcançar o objectivo pretendido, ou seja, manter o nulo. A presença do Maxi na direita veio dar-nos mais agressividade e objectividade por esse lado, já que as subidas dele criaram diversos desequilíbrios, mas os seus cruzamentos foram sempre mal aproveitados. E a meio desta enervante segunda parte, o Quique toma uma decisão estranha que fez os adeptos torcer o nariz, retirando o Cardozo para colocar o Di María no seu lugar, passando o Benfica a jogar sem ponta-de-lança fixo. Felizmente, nem deu tempo para o nariz ficar torcido por muito tempo. É que logo na primeira intervenção, o Di María ganha um canto, e na sequência do mesmo, marcado pelo Carlos Martins, o Grégory fez um autogolo. Este golo, que deu uma vantagem justa à equipa que mais procurou ganhar, mergulhou o jogo num período bastante monótono. Jogava-se mal, e tínhamos por um lado o Benfica satisfeito com a vantagem, e do outro um Vitória que tinha vindo à Luz para empatar e que agora via-se na contingência de tentar fazer algo para o qual não estava talhado, ou seja, jogar para ganhar.

Arrastando-se assim, o jogo chegou ao minuto oitenta e oito, e os seis minutos daqui até final, em emotividade, valeram pelo resto da segunda parte. Tudo começou com o segundo golo do Benfica, onde um passe do Katsouranis desmarcou o Aimar e o Di María, com o primeiro a colocar a bola no ângulo da baliza e assim, finalmente, a marcar o seu primeiro golo pelo Benfica. Parecia tudo decidido, mas como não podia deixar de ser, jogo do Benfica na Luz em que não acabemos com o credo na boca não é jogo que se preze, por isso, praticamente na resposta, o Guimarães reduziu, numa recarga a um primeiro remate que levou a bola ao poste. Depois, já em período de descontos, foi o Reyes quem, isolado pelo Aimar, falhou o chapéu ao guarda-redes. Finalmente, quase a acabar o jogo, o Carlitos teve uma boa ocasião, mas rematou para fora. Ficou o 2-1 no marcador, e ficou muito bem, obrigado. Já são quatro as vezes que defrontámos o Vitória esta época, e quatro são também as vitórias que temos nesses jogos.

Gostei muito do Aimar esta noite. Movimentou-se por todo o ataque, desmarcou os colegas inúmeras vezes (em particular, dois passes dele deixaram o Cardozo e o Reyes isolados em frente ao guarda-redes, mas nem um nem outro souberam aproveitar), foi travado em falta diversas vezes pelos adversários, e ainda conseguiu marcar o seu primeiro golo pelo Benfica, numa boa execução. Bom jogo do Carlos Martins, a inventar pouco e a jogar simples. Também bem o Miguel Vítor, em particular na segunda parte, quando jogou na sua posição, a efectuar várias dobras aos colegas da defesa e a desarmar os adversários em antecipação. O Cardozo também não esteve mal. Lutou muito e tentou marcar, mas um avançado vive de golos e esses continuam a fugir-lhe. E aquele falhanço sobre o intervalo, caramba, não lembra o diabo.

Lá teremos que defrontar a lagartagem na final, em local a anunciar. Agora é tempo de começarmos a pensar no próximo jogo, esse bastante importante para as nossas aspirações ao título de campeões.

por D`Arcy às 04:17 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Quarta-feira, 04.02.09

Vai uma cerveja??

Este último ano, levou-me a concluir algo que eu já tinha como certo, a Superbock é a melhor cerveja.

 

A Superbock não me causa os efeitos secundários que a Sagres e a Carslberg me têm causado este ano.

 

Como tal a partir deste ano, e para evitar efeitos secundários não entra mais em minha casa nem pelas minhas goelas cerveja Sagres nem cerveja Carlsberg.  

 

 

A insustentável leveza do querer e não poder

Hoje, na minha visita diária a um dos meus blogues preferidos, o Ndrangheta, encontrei a informação de que o Katso e o Cardozo teriam sido, ou estão a ser, objecto de cobiça por parte do clube regional assumidamente corrupto. [link] e [link]

 

Não está em causa a boa fé da informação dos nossos consócios benfiquistas. Não está em causa o facto de a sua fonte lhes ter dado essa informação. O que está em causa,  para mim, nem é a veracidade da informação que lhes foi dada. O que está em causa é se, a ser verdadeiro esse cenário, temos algo a temer.

 

Hoje de manhã, depois de ter lido os posts referidos, fomos (alguns membros da Tertúlia) verificar junto das nossas fontes qual o grau de preocupação que devemos ter perante esse suposto interesse. Cruzámos fontes, ouvimos fontes que até ao momento nunca nos falharam e, de acordo com as informações que recolhemos e nas quais confiamos, posso garantir que o Benfica não tem conhecimento desse suposto interesse. Mais, e para aquilo que realmente interessa, o Cardozo e o Katso não serão futebolistas do clube regional assumidamente corrupto nas próximas épocas.

 

Para alguns andrades que já espumavam com essa perspectiva, aconselho que se preocupem com o destino do Adriano na mesma medida em que este se deve preocupar com a saúde das suas rótulas.

por Anátema Device às 15:58 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 03.02.09

Decisão

A Liga lá se decidiu, e resolveu ditar o Vitória de Guimarães para nosso adversário nas meias finais da malfadada Taça da Liga. Se eu estivesse na posição da Carlsberg, patrocinadora da competição, pensaria duas vezes antes de manter o meu nome associado a tão prestigiada prova. São clubes a apresentar equipas secundárias, a ameaçar não comparecer a jogos, a apresentar recursos, a jogar sob protesto, enfim, nada que surpreenda quem já esteja minimamente habituado ao lodaçal que é o futebol português.

Também nada surpreendente é a justificação da Liga para não dar provimento aos recursos do Belenenses: refugiou-se num detalhe técnico (a pessoa a quem foram dirigidos os recursos), fugindo assim a ter que tomar uma decisão. Ainda assim, e porque convém manterem as costas quentes uns aos outros, lá foram avisando que, caso tivessem que decidir alguma coisa, "
entendíamos que a expressão goal average significava a normal diferença entre golos marcados e sofridos. Portanto, seguiríamos a interpretação da Liga".

Não é que eu sinta qualquer tipo de simpatia pelos de Belém - afinal, um clube que exorta a sua massa adepta a aplaudir um sujeito condenado por corrupção não pode gerar simpatia em mim (embora, reconheça-se, se os próprios deputados da nação o recebem na Assembleia da República e organizam almoços em sua homenagem, o acto de lambe-botas do speaker dos pastéis até esmorece face a tamanho despropósito) - mas esta interpretação não deixa de ser curiosa. Quer ela dizer que, no futebol português, o que interessa não é a letra da lei, mas sim o espírito dela. O que, obviamente, depende da pessoa que a escreve e, naturalmente, significa que o que hoje tem escrito 'preto' pode ser amanhã interpretado como 'branco'. Percebe-se, portanto, a ténue linha que pode separar 'corrupção' de 'coacção', por exemplo, e consequentemente, 'palmadinha nos dedos' de 'descida de divisão'.

O nosso futebol é, de facto, único. Tão único é, que até já consegue redefinir a língua inglesa.

por D`Arcy às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (9)

A Lenda do Homem Queimado

Clint Eastwood cultivou durante vários anos e vários filmes, primeiro como actor e depois como actor e realizador, uma personagem recorrente.  Um cavaleiro solitário, um "homem sem nome", que chegava sem se saber de onde, fazia "o que tinha de ser feito", e partia como tinha chegado.  Foi assim desde o primeiro filme com Sérgio Leone até "Pale Rider".  Como um fantasma que regressa uma vez, e outra, e outra.

 

Imagino Mantorras assim.  Eu sei que no dia a dia, no "mundo real", existe um ser humano chamado Pedro, que come, dorme, tem família, vive como nós vivemos.  Mas algures nas brumas há um espírito que espera para ser acordado.  E em momentos especiais, momentos de real necessidade, esse espírito acorda e toma conta de Pedro - que nessas alturas se transforma em Mantorras, o "Homem Queimado", que surge do nada quando ninguém o espera e salva o Benfica.  Uma vez.  E outra.  E outra.  E o seu aparecimento normalmente prenuncia momentos de grande alegria - como o título de 2005.  Assim seja também este ano.

 

Há jogadores que ficarão na História do Benfica.  Mantorras, esse, é do domínio da Lenda.

 

 

por Artur Hermenegildo às 12:21 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Segunda-feira, 02.02.09

Jumentos, albardas e um dono.

 

O velho ditado “albarda-se o burro à vontade do dono” tem adquirido todo um novo sentido nos últimos tempos. Atentemos na não notícia da decisão proferida  pelo Tribunal Constitucional (TC) relativamente à admissibilidade das escutas telefónicas no Apito Final. É interessante observar a cortina de fumo lançada por alguns órgãos  regionais de informação (por exemplo o JN) relativamente aos factos e à decisão do TC. Ou seja, tresleram a decisão do referido Tribunal e, certamente por um mero acaso e de forma inocente, apresentaram a notícia como uma “machadada no Apito Final”. Eu sei como lhes convinha (óh, se sei!), mas ainda não é desta que poderão festejar a vitória do dono… ainda que a albarda já lhes esteja nos lombos.

 

Também foi interessante ver como a Lusa apresentou uma versão dos factos e, depois de se aperceberem do erro, tentou emendar a mão. (sobre este assunto, aconselho a crónica do José M. Delgado, que podem ler neste post do Fórum Benfica,e este artigo do Rui Cartaxana).

 

O blogue Geração Benfica denuncia, neste post, a execrável parcialidade com que os comentadores da RTP comentaram o jogo do Glorioso contra o Rio Ave. Este tipo de comentários é uma constante nos jogos do Benfica: a apologia da mediocridade, a apologia de quem faz o joguinho do pontinho no cada vez mais futebolzinho português. No final, faz-se o comentário em função do resultado ou em função do que é a insondável vontade do comentadorzinho ou do dono. Nestes, a albarda é já uma segunda pele.

 

Por falar em albardas e donos, foi interessante observar a forma diligente como Filipe Soares Franco se assumiu como moço de recados do dono dos andrades. É um papel que lhe fica bem e que muitos sportinguistas aplaudem. Felizmente conheço alguns sportinguistas que têm vergonha deste papel de subserviência do seu presidente. Felizmente conheço alguns sportinguistas que se recusam a que o seu clube continue a servir de capacho para o dono dos andrades. Por mim, apesar de lamentar, tenho de louvar a coerência do homem. Só lamento que ele esteja a contribuir para boicotar um interessante jogo de futebol entre o FCP e a sua sucursal de Lisboa.

 

Continuando no tema, foi lindo ouvir o speaker dos Belenenses gritar a plenos pulmões, antes do começo do jogo com os andrades, loas e agradecimentos ao senhor Pinto da Costa pelas ajudas que tem dado aos de Belém. Em seguida, dentro do campo, os agradecimentos continuaram, e foi num agradável clima de paz e harmonia que vimos o árbitro contribuir para a fantochada feita por Fucile. O também fantoche Jesualdo encerrou em beleza as festividades, mostrando com quantos dentes lavados se constrói o discurso de um reles indivíduo servil.

 

Começo como acabei, com o esmero dos moços de recados. Lembram-se de um ex futebolista assim a atirar para o fraquinho chamado Pedro Henriques? Pois agora é comentador na Sporttv e já vai sabendo como se põe o lombo a jeito. Sobre este assunto, leiam este post do Ndrangheta.

 

[Uma nota final para Hermínio Loureiro que, perante o posicionamento dos ratos, pode começar a pensar numa de duas coisas: uma albarda ou um novo emprego. Ou muito me engano ou também já está a ajeitar o lombo…]

por Pedro F. Ferreira às 12:29 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Domingo, 01.02.09

Luta

Debaixo de uma chuva que parece não querer parar, e num campo que tornou impossível jogar futebol com qualidade, o Benfica conquistou esta noite uma vitória difícil frente ao Rio Ave, mas inteiramente justa, sobretudo pelo muito que os nossos jogadores lutaram para a conseguir.

Sem Katsouranis, Miguel Vítor e Suazo, avançaram para os seus lugares Carlos Martins, Sídnei e Cardozo. Dado o estado quase impraticável do relvado, que certamente não favoreceria o seu jogo, o nosso treinador optou também por colocar o Nuno Gomes no lugar do Aimar, jogando assim num esquema mais próximo do 4-4-2. Logo de início adivinhava-se que não seria um jogo fácil. Não tanto pelo nome do Adversário, que neste momento ocupa o fundo da tabela, mas sim pelas condições do tempo, que tornaram o relvado da Luz quase numa piscina (nunca tinha visto o nosso relvado com tanta água). Por isso futebol bonito, trocas de bola, ou mesmo tentativas de correr com a bola controlada, nem pensar. Alguns dos nossos jogadores perceberam logo isso, outros demoraram mais tempo a percebê-lo, e alguns até pareceram nunca o terem compreendido até ao final do jogo. Apesar do natural ascendente no jogo, grande parte da primeira parte foi passada sem que conseguíssemos criar lances de grande perigo, o que ia servindo na perfeição os interesses do Rio Ave. Depositava alguma esperança num livre do Cardozo, mas quando isso aconteceu o Carlos Martins (parece ter herdado do Petit o cargo de querer marcar todos os livres, independentemente de haver situações em que se pediria outro marcador) encarregou-se de marcar e chutar por cima. Só nos minutos finais é que o Benfica conseguiu finalmente estar próximo de marcar. Primeiro foi o Cardozo que trabalhou bem, aproveitando um remate falhado do Carlos Martins, virando-se e rematando ao poste, para depois o Di María fazer uma recarga completamente disparatada. Depois foi o mesmo Cardozo a cruzar para o Nuno Gomes, mas este não conseguiu acertar na bola. Finalmente foi o Carlos Martins, num livre, a proporcionar uma grande defesa ao guarda-redes do Rio Ave. Não foi muito, mas foi o suficiente para, tivessemos tido um bocadinho mais de sorte, chegarmos ao intervalo em vantagem. Parece que o jogo com o Braga foi a excepção nesta maldição que temos esta época de chegar em branco ao intervalo.

A segunda parte trouxe um Benfica a conseguir empurrar mais o Rio Ave para junto da sua área. As oportunidades de golo eram poucas, e difíceis de criar, mas os nossos jogadores, louve-se-lhes a atitude, nunca baixaram os braços. Mais uma vez pelo Cardozo, estivemos perto de marcar. Primeiro num cabeceamento que acabou por ir ter com o guarda-redes, e depois mais um cabeceamento, com a bola a bater mais uma vez no poste. Considerando o jogo que víamos, com as dificuldades acrescidas do estado do terreno, e consequente escassez de oportunidades, as duas bolas no poste já me faziam temer o pior e pensar que esta não seria uma noite feliz. Quando o Quique, a vinte e três minutos do fim, lança o Mantorras para o jogo, deu-me uma certa sensação de déjà vu Trapattoniano. E da segunda vez que ele tocou na bola, marcou. Aproveitando uma bola ganha de cabeça pelo Cardozo, esperou que ela caísse para depois rematar cruzado para a baliza. É isto o Mantorras. Não tem explicação, tal como eexplicação não tem o facto de eu celebrar ainda mais o golo, primeiro porque foi golo do Benfica, e depois porque foi também golo do Mantorras (para além disso eu andava a dizer desde o início do jogo que iríamos ganhar com um golo dele). Estava convencido que este jogo seria decidido assim, com um golo só, mas isso não me impediu de ficar nervoso até ao final (não percebo porque razão fico mais nervoso quando o Benfica está a ganhar por um do que quando está empatado). Mas até final, só dois lances dignos de registo: um do Luisão, que se isolou pela esquerda após um ressalto e viu o seu remate defendido pelo guarda-redes, e o outro em que o mesmo Luisão cometeu a única falha em todo o encontro, deixando a bola passar entre as pernas e permitindo a primeira grande oportunidade de golo ao Rio Ave, que felizmente se saldou por um remate ao lado.

Falando dos melhores do Benfica, tenho que começar pelo Cardozo. Lutou muito, ganhou diversas bolas aos centrais adversários, pelo ar e pelo chão, e criou quase todas as situações de perigo do Benfica. Acertou duas vezes no poste, para pena minha, porque se alguém merecia o golo era ele. A defesa toda esteve bem, mas destaco mais um enorme jogo do Maxi Pereira. O patinho feio do ano passado está feito um senhor lateral, que faz todo o flanco direito (exactamente aquilo que ele sempre fez no Uruguai, antes de vir para o Benfica jogar a médio ala) com um ritmo quase inalterável do primeiro ao último minuto. Do outro lado, também o David Luiz esteve bem, apesar de ter demorado algum tempo até perceber que jogar a bola junto ao relvado não era uma opção. Esteve insuperável pelo ar, conseguindo ainda subir algumas vezes pelo seu lado. Depois, tenho sempre que falar no Mantorras. O Mantorras não tem explicação. Confesso que mais de uma vez já pensei que é um tanto ou quanto exagerada a festa que fazemos de cada vez que ele entra. Mas depois, na hora de aperto, ele entra e eu aplaudo também. Porque, de alguma forma, o Mantorras consegue trazer com ele uma esperança que por vezes parece estar completamente perdida. Ele entra e nós pensamos que é possível que as coisas mudem. A empatia que existe entre ele e os adeptos é muito difícil de explicar. Julgo que não haverá mais nenhum jogador no nosso plantel cuja felicidade nós desejemos tanto. A verdade é que ele, nos poucos minutos que vai jogando, consegue quase sempre aparecer no sítio certo para causar perigo. Ou então é a bola que parece querer ir ter com ele. Seja como for, hoje ele entrou e decidiu. Que ele possa voltar a ser pelo menos o talismã que foi na época do último título. Passando aos piores, até me custa mencionar alguém, porque pelo menos no aspecto da entrega ao jogo toda a equipa esteve bem. Mas o Yebda pareceu não ter capacidade para raciocinar que, estando o relvado alagado, passes curtos rasteiros ou sair a jogar não eram uma opção. Continuou a insistir nisto durante todo o jogo, e assim perdemos uma infinidade de bolas no meio campo. Depois há o Carlos Martins. Que é o Carlos Martins, e por aqui me fico.

Mesmo sendo um jogo contra o último classificado, foi uma vitória muito importante, especialmente pelas condições em que foi conquistada. Perder pontos antes da visita ao Porto poderia ser um rude golpe. Foi preciso um 'milagre' do Mantorras para que isso não acontecesse, mas a justiça do resultado é incontestável. E a atitude demonstrada, aliás, a exemplo do que tem acontecido nos últimos jogos, dá-me muita confiança. Nestas primeiras jornadas da segunda volta, muito poderá decidir-se.

Fotos da autoria de Álvaro Isidoro

por D`Arcy às 02:49 | link do post | comentar | ver comentários (54)

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