VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 30.03.09

Selecção de todos nós?

Quem me conhece sabe que eu não sou adepto da Selecção Nacional. Não festejo quando ganha, mas também não fico propriamente contente quando perde. A Selecção é-me indiferente, desde que, como acontece na actualidade, nela não joguem jogadores portugueses ou estrangeiros que alinhem no Benfica.

 

Podia até ter acontecido gostar da Selecção de Portugal, mas parece-me difícil algum dia vir a apoiar o que quer que seja que me tenha sido imposto. Assim, não é porque me aconteceu nascer português que apoio a Selecção de Portugal, da mesma maneira que se tivesse nascido no Porto não seria necessariamente do Boavista. Esta coisa da "equipa de todos nós" sempre me fez confusão.

 

Ainda que possa parecer paradoxal, gostava de que os jogadores do Benfica fossem maioritariamente portugueses. A razão é simples - tratando-se de um clube de Portugal, que, por exemplo, participa nas taças europeias com esse estatuto, faz todo o sentido que nele joguem jogadores portugueses.

 

Voltando à Selecção de Portugal, desagrada-me, talvez influenciado por más-línguas que vêem coincidências em todos os sítios, ir percebendo os critérios (económicos, clubísticos...) que estão por detrás da selecção dos jogadores nas várias convocatórias.

 

Desagrada-me ainda que esta paixão assolapada por Portugal e pela Nação nos momentos em que joga a Selecção de Portugal (beijar a bandeira, pôr uma bandeira na varanda) seja conivente com a escolha de jogadores que não são portugueses, independentemente de terem um bilhete de identidade igual ao meu. É que, ainda que um dia por uma razão qualquer fique com outra nacionalidade, não me parece que deixe de ser português no sentido em que se é português para jogar na Selecção de Portugal. A nacionalidade entendida enquanto coisa mutável é uma questão burocrática que não joga com o ser-se seleccionado para representar o país.

 

Além de tudo isto, se se apoia a Selecção porque se gosta de Portugal, por que razão não gostamos todos assim de Portugal no momento em que não pagamos os impostos, no momento de matar gente na estrada, no momento de deitar fogo à floresta, no momento de sujar as praias, no momento de enganar o Estado com pedidos indevidos de subsídios?

 

Desagrada-me também o facto de frequentemente ficar defraudado com o desempenho de excelentes jogadores de futebol na Selecção de Portugal. Quando vejo jogos da Selecção parece-me que os jogadores não são os mesmos quando jogam nos respectivos clubes e na Selecção - ou jogam melhor, quase parecem que pretendem ser comprados, ou jogam pior, quase parecem ter consciência de que aquilo que lhes permite levar as azeitonas para casa é o dinheiro do clube e não o da Selecção (ainda que, soube de fonte insegura, haja alguns que levam uns figos a mais para casa).

 

Como seria de esperar, agrada-me que a esta mísera campanha da equipa de Portugal não estejam associados nomes de jogadores do Benfica. E agrada-me também que o Scolari se esteja a rir do Queirós neste momento ao recordar as bocas reles deste último quando a equipa do Scolari perdeu uns jogos - o Scolari, que aliás, pela forma aparentemente isenta como seleccionou jogadores mas sobretudo pela forma declaradamente competente como os pôs a jogar, me fez acompanhar jogos da Selecção, o Scolari, dizia eu, é que tinha razão quando dizia que para perder jogos nas fases finais era preciso lá chegar. Isto diz-te alguma coisa, Queirós?

 

Por fim - e agora podem acusar-me de clubite e de outras coisas semelhantes - não consigo apoiar uma equipa em que jogue gente do calibre do Bruno Alves. Às vezes, e foi o que aconteceu neste jogo com a Suécia, dou por mim a torcer pela equipa que joga contra a equipa dos Brunos Alves do campeonato português.

Domingo, 29.03.09

E tu, por quem vais torcer no Mundial?

Como sei que entre os frequentadores da Tertúlia há muitos adeptos que juntam à paixão pelo Benfica a paixão pela selecção portuguesa, abre-se aqui um tópico para quem desejar falar sobre a campanha portuguesa de apuramento para o Mundial a disputar na África do Sul.

 

Eu posso lançar a primeira ideia. Assim, como treinador de bancada que sou, na minha opinião o que faltou ontem para vencer a Suécia foi ter jogado Pedro Emanuel na esquerda da defesa para dar profundidade a esse flanco.

 

De resto, folgo em ter constatado que uma vez mais demos uma abada nos suecos, sobretudo no por vezes menosprezado período pré-jogo, em que goleamos, nomeadamente no importantíssimo item "Auto-Elogios bacocos". Pena não ter tido correspondência prática naquele período menos importante, vulgar mesmo, que decorreu entre cada um dos apitos do árbitro.

 

Mas não se pode ter tudo, pelo menos agora estamos novamente a fazer algo pela educação dos portugueses, obrigados que estão a fazer contas de que já se tinham desabituado quando o treinador era o Scolari. Ou não fosse o novo responsável um Professor! Muito mais do que treinador, apetece dizer.

sinto-me: visionário
por Superman Torras às 11:16 | link do post | comentar | ver comentários (52)
Sexta-feira, 27.03.09

Farinha

O jornalismo desportivo português está hoje de luto. Faleceu Alfredo Farinha, uma referência incontornável, e um dos últimos representantes de uma grande geração do jornalismo português e d'A Bola (a verdadeira, não o sucedâneo com que temos de nos contentar hoje em dia). Alfredo Farinha foi um dos nomes que ajudou a criar em mim o gosto em ler sobre futebol e, para além do que escreveu, ficaram também célebres as suas participações no programa Os Donos da Bola (onde o vi disparar ao Serrão uma das respostas mais brutais a que já assisti na televisão). Deixa saudades em todos aqueles que se habituaram a lê-lo, saudades essas que se agudizam quando somos confrontados com o séquito de autênticos avençados que hoje em dia gostam de se intitular 'jornalistas', e que muitas vezes parecem ter até sérias dificuldades no domínio das regras mais básicas da língua portuguesa.

Uma 'estória' sobre Alfredo Farinha: diz-se que, por vezes, em vésperas de jogos europeus importantes do Benfica, pedia para ser ele a fazer a crónica dos jogos da nossa equipa no fim-de-semana anterior. Depois, mesmo que o Benfica tivesse ganho de goleada, desancava a equipa e os jogadores de alto a baixo. Isto para que eles se sentissem espicaçados, e não ficassem demasiado ufanos ou confiantes. Era a sua forma de ajudar.

Deixou-nos um grande senhor do jornalismo e do desporto português. Que tenha o descanso eterno que merece.

por D`Arcy às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Batotas

Nos últimos dias tem sido notícia o facto do Pedro Silva (neocampeão mundial da recém criada modalidade do arremesso de medalha) liderar destacado a votação para melhor jogador da Taça da Liga, votação essa que tem lugar do site da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Conforme sabemos, o número de adeptos do sportém existentes é ridiculamente pequeno, pelo que o facto do birrento e mal-educado brasileiro continuar a liderar a votação só podia mesmo ser uma aberração.

Pois aparentemente, a explicação é a mais óbvia possível: batota. A falcatrua foi desmascarada no Fórum Ser Benfiquista, que numa operação undercover conseguiu encontrar a admissão da batota que está a ser perpetrada pela lagartagem: hacking ao site da liga, e utilização de scripts para, artificialmente, aumentar a votação no brasileiro brega.

A ser verdade esta situação, há alguns aspectos que saltam desde logo à vista. Em primeiro lugar, mais uma demonstração da hipocrisia que rege o dia a dia da lagartagem fanatizada: acusam tudo e todos de batota por dá cá aquela palha, mas depois não hesitam em recorrer à batota (através de meios criminalmente ilegais) para tentarem vencer uma coisa tão ridícula quanto a votação do melhor jogador da Taça da Liga. Depois, há ainda a salientar o factor de autêntica burrice. Serei só eu a ver o quão irónico é terem escolhido o Pedro Silva para receber o troféu? Depois das cenas que ele fez aquando da entrega da medalha, não será particularmente cruel obrigarem o homem a receber mais um troféu referente à mesma competição? Eu não me importo nada com o resultado da votação, desde que prometam transmitir em directo a cerimónia da entrega do troféu. A que distância conseguirá o Pedro Silva arremessá-lo? Em quantos dos dirigentes que lhe entregarão o troféu conseguirá ele dar peitadas? Até pode ser que, num momento de fúria incontrolada, ele desanque o pessoal utilizando o troféu como arma. Se estiver lá o Lucílio a assistir à cerimónia, não haverá problema. O diálogo entre ele e a polícia será algo do género:

- Então o que é que se passou aqui, Sr.Lucílio?
- Nada, Sr.Guarda. Não me apercebi de nada.
- Tem a certeza? Mas eu vejo sangue por todo o lado...
- Garanto-lhe que não se passou nada de especial.
- Mas o senhor tem os dentes todos partidos, e uma cicatriz na cara com um formato estranhamente semelhante ao do troféu de melhor jogador da Taça da Liga...
- Isso? Já estava assim quando acordei hoje de manhã. Deve ter sido um mau jeito a dormir.
- Então e o troféu que tem cravado no crânio?
- Isto? Olhe, tem piada... Na verdade até me apercebi que o Pedro Silva o agitava freneticamente na minha direcção, mas não dei grande relevância isso. Coisa sem importância. Tudo fino, Sr.Guarda.

por D`Arcy às 16:17 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quinta-feira, 26.03.09

Ameaças ao Lucílio - OSGA strikes again

 

Face aos acontecimentos dos últimos dias, conclui-se que a lagartagem é tramada a fazer ameaças. Primeiro foi ao Pipinho Soares Franco e aos moços da SAD, ao treinador e ao Barbosa. Agora é a árbitros sportinguistas. É sempre tudo feito – com a devida elevação  – entre sportinguistas (gente de elevado pedigree e impoluta condição moral).
 
Tivemos a informação que, mais uma vez, foi a OSGA (Organização Separatista do Grémio de Alvalade) a fazer as ameaças e, em exclusivo (nós aqui não queremos que vos falte nada) - à semelhança do que aconteceu com a carta endereçada à SAD que aqui publicámos - temos na nossa posse a transcrição da escuta com as ameaças ao Lucílio.
Bom proveito.
 
Lucílio - Estou?
 
Anónimo - 'Teresinha, ele já atendeu, baixe a televisão'. Alô? Ouça, estou-lhe a tefonar (sic) porque você é um cocó e pôs os meus filhos a chorar, percebe? Quando o Benfica ganha, o Bernardo espirra pelas orelhas e tem ataques de choro compulsivo e o Salvador tenta atirar-se pela janela. Desta vez, ainda por cima, o jogo era connosco.
 
Lucílio - eu sei, quando o Benfica ganha eu também choro! Eu sou sócio do Sporting e ando a roubar o Benfica há mais de 20 anos. Porque é que toda a gente tem memória curta? Agora tudo o que fiz no passado foi apagado por causa de um erro? Não vos ofereci a Liga dos Campeões no ano passado? Irra!
 
Anónimo - Cale-se, seu horrível. Ou você pede desculpa ou...ou...ou... (murmura para o lado) ‘o que é que fazemos, Teresinha?’
 
(ouve-se a Teresinha ao fundo) - ‘diga-lhe que atentamos contra a sua integridade física’
 
Anónimo - mas como é que atentar contra a minha integridade física o vai chatear?
 
Teresinha - não é a sua, é a dele, não seja rústico! (o papá bem me disse para casar com o Ribeiro Teles).
 
Anónimo - ah! (agora mais alto) Ou você pede desculpa ou atentamos contra a sua integridade física!!
 
Lucílio - Como?
 
Anónimo - (para a Teresinha) ‘Como?’
 
Teresinha - (suspiro) Sei lá, com paus.
 
Anónimo - com paus.
 
Lucílio - Isto é ridículo. Vou desligar.
 
Anónimo - Não! (para a Teresinha) ‘Ele vai desligar!’
 
Teresinha - ‘dê cá o tefone (sic), Zé Maria!’ Ouça, seu possidónio, ou você pede desculpa ao Sporting ou, consoante a hora e o local (não sei para onde você mora e nós não nos aventuramos para os subúrbios por causa do carjacking e das doenças), se for a horas de andar na rua e não estiver demasiado fresco, chegamos a vias de facto. Com paus, e isso.
 
Lucílio - silêncio
 
Teresinha - Zé Maria, acho que ele desligou. Salvador, venha cá e feche a janela!”
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:54 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Quarta-feira, 25.03.09

O maior tiro no pé desde o infeliz episódio em que Alcino "O Coxo" inadvertidamente apontou a arma contra si enquanto esperava pela caça

 

Fora de qualquer ironia, juro pela saúde da minha filha (não tenho filha mas agora virou moda jurar-se pela saúde das filhas), acho um tremendo tiro no pé esta atitude do SCP de não querer que o Lucílio Baptista volte a apitar jogos seus.

O que se seguirá, pedir igual "sanção" para o Carlos Xistra?

sinto-me:
por Superman Torras às 22:46 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Terça-feira, 24.03.09

Benfiquistas, peço a vossa atenção.

Caros amigos benfiquistas, por vezes perguntamos como podemos ajudar o nosso glorioso clube. Podemos ajudá-lo de muitas formas diferentes.

 

A ajuda que agora vos peço é simples: votemos num futebolista do Benfica (o que está mais bem posicionado é o Aimar) para melhor futebolista da Carlsberg Cup. Com esse voto evitamos que a campanha de descredibilização que alguns estão a tentar montar tenha sucesso.

 

Vão, votem e perceberão o que vos estou a dizer.

 

A votação é simples, vão ao site da Liga Portuguesa de Futebol (www.lpfp.pt), inscrevem-se e votam no Melhor jogador Carlsberg Cup 2008-2009.

 

Perdem 5 minutos, ajudam o Benfica e ajudam a evitar mais uma manobra suja do futebol português.

Vivamos o benfiquismo, divulguemos esta mensagem em blogues, sites, fóruns, e-mails e ajudemos o nosso Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 21:05 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Quem não chora, não mama ou O meu copo de whisky tem uma mosca

A minha proposta como mui honrado (pelo convite) e incipiente escriba desta cantinho à beira internet plantado é de que o Benfica dê a taçola - sei lá! - à agremiação do sporting lumiar.


Seguindo o jargão tão querido aos comentadores desportivos daqui dos nossos portugais, espero que não tomem esta entrada a pés juntos, logo no primeiro minuto, como algo a destempo. Será mais como uma demonstração de poderio físico superior, à la defesa central de número duas unidades da clubeta regional cujo nome me recuso, solene e determinadamente, a pronunciar - maculando, assim, este espaço que não o merece.


Não faria mal algum abdicar daquele premiozinho de consolação, estabelecendo desde logo a prerrogativa do direito à repetição de todos os jogos nesta época em que lances duvidosos, escandalosos, criminosos nos tenham toldado o acesso à vitória em jogos deste campeonato.


Isto, é claro, à luz da neo-estabelecida lei soares-jamesoniana, na qual se lia, após jogos - sei lá, não me doa a cabeça a pensar muito - como o do Rio Ave, exactamente na mesma competição, que os árbitros são como os jogadores: também erram; uma lei, em eterno e lesto devir, que agora lê que, se os senhores árbitros, que estão acostumados a roubar para o lado deles deixam inusitadamente de o fazer, eles não brincam mais.


E porque há sabedoria nas expressões populares: quem não chora, não mama. E se eles choram - e de que maneira! - é porque querem qualquer coisa. O chorão-treinador não está para meias-palavras, e disse logo o que queria. Até porque a metáfora nunca foi o seu forte.


De forma a que os senhores que preferem ser adeptos daquela agremiação percebam, sai uma analogia para lhes facilitar a compreensão da coisa: imaginem a taça da liga como um copo de whisky. Para mim, que gosto de whisky - sem gelo, Pedro, sff - é uma bela recompensa. Por mais que a desta taça em particular seja mais um VAT 69, menos um Cardhu.


Agora, imaginem que, mesmo que fosse um bom whisky, tinha uma mosca. Foi esse copo que nós engolimos. E o que eu proponho é que regurgitemos esse copo, e essa mosca.


Porque a taça era só um copo, mesmo: nós queremos é a garrafa inteira.


P.S.: Só para que não fique esta dúvida: para mim faz tanto sentido devolver a taça, como regurgitar um copo de whisky bebido há 3 ou 4 dias. O exercício era meramente académico, e não deve ser tomado à letra, mesmo que de letras seja feito. É que ao ridículo, às vezes só se consegue responder com... mais ridículo.

por Onyros às 10:54 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Segunda-feira, 23.03.09

Concordo com os sportinguistas.

Os sportinguistas estão indignadíssimos com um penálti mal assinalado pelo sportinguista Lucílio Baptista. Concordo com eles, mas pecam por defeito! Eu estou revoltado com a incompetência que esse sportinguista tem demonstrado ao longo de TODA a sua carreira.

 

Vejamos a estatística: ao longo da carreira, assinalou 3 grandes penalidades a favor  do FCPorto e 3 grandes penalidades contra o mesmo clube regional; assinalou (contando com a de sábado) 6 grandes penalidades a favor do Benfica e 6 grandes penalidades contra o Glorioso; assinalou 3 grandes penalidades contra o Sporting e 8 a favor!! Expulsou 8 futebolistas do Benfica e 6 dos adversários. Expulsou 4 jogadores do Sporting e 10 dos adversários. Este árbitro apitou 39 jogos do Benfica, ganhámos 18… menos de 50%. Não me esqueço das expulsões ridículas de Valdo, Poborsky, Simão ou Ricardo Rocha (este, então, foi de antologia). Lembro-me, e bem, da forma espúria como Lucílio expulsou duas vezes o Léo .

 

Portanto, eu vejo os sportinguistas a, finalmente, exigirem o que há muito tempo tenho pedido: que este senhor não apite nem mais um jogo! Mas peçam-no não em nome de uma grande penalidade mal assinalada, mas sim em nome de uma carreira de vergonhosa dualidade de critérios.

 

Tal como os sportinguistas esperam há 48 horas por um pedido de desculpas, também eu espero, há muitos anos, pelo mesmo acto de contrição. Nunca chegou! Os sportinguistas ainda o puderam ver, em directo, a reconhecer o erro. Eu, como benfiquista, o único que pude ver foi o sorriso desdenhoso e cínico de quem, quando confrontado com estes números, se preparava para, no futuro, aumentar a aberração estatística dos mesmos. Assim, o pior está para vir: daqui a duas épocas este Lucílio despedir-se-á do futebol e, mais do que todas as outras, temo a sua última época.

 

Continuando a falar de futuro, por esta vitória pagaremos um preço alto. Paulo Bento já afixou o preço: o segundo lugar, o tal que pode dar acesso à Champions. Aliás, no último campeonato foi um tal de Lucílio (não sei se conhecem?) que se encarregou de, com um penálti tão patético como o de sábado, marcado num jogo com o Marítimo (lembram-se?), dar colinho ao Sporting para poder ir à Champions e juntar uns tostões para pagar dívidas. Por acaso, mas só por acaso, estranhei, depois de esse jogo contra o Marítimo, não ter ouvido ninguém do Sporting a exigir desculpas ao Lucílio.

 

Por falar em pedidos de desculpas, um tal de Pedro Silva, depois de um escarro de comportamento, veio pedir desculpas. Penso que, a julgar pela bitola sportinguista referida por João Moutinho – capitão de equipa, campeão nacional do mergulho genuinamente dorido e, como tal, exemplo de desportivismo – “pedir desculpa às vezes não chega.” Acabo como comecei: a concordar com os sportinguistas. Efectivamente, e quando me lembro do comportamento desse tal Pedro Silva, um pedido de desculpas por vezes não chega.

por Pedro F. Ferreira às 11:42 | link do post | comentar | ver comentários (46)

Escutas auricularónicas

O Anátema Device, que está sem internet, pediu-me que publicasse este material relativo ao jogo no Estádio do Algarve. É a transcrição da conversa entre o Luchílio (LB) e os assistentes (AA1 e AA2) no momento do já famoso penálti contra o Sportem. Aqui vai:

 

LB – Como é, marco isto ou quê?
AA1 – Pá, não é penálti.
LB – Porra, pá, vou ter de marcar, acho que há bocado já gamei um ao David Luiz.
AA1 – F***-se! Não me digas que estás preocupado! Só fizeste merda até agora!
LB – Fui sensato e perdoei uns cartões, só isso.
AA1 – Perdoaste uns cartões? Isto tem sido só pancada! Esse Derlei parece um karateca, deve ser por isso que lhe chamam Ninja.
AA2 – Deixa-te de mariquices e marca isso. Os verdes já deviam estar reduzidos a 9. Depois vais à SIC e fazes uma cena à “Perdoa-me”, como fez o outro quando se enganou. Vais ver que a SIC alinha.
LB – Boa! Achas que o Quique me empresta um bocado daquele rímel que usa sempre? Para ficar bonito.
AA1 – E depois penteias o cabelo para a frente à idiota, como fazem o Bento e o Barbosa. Vais ver que daqui a uns dias já não se fala nisso.
LB – Sim, isso é capaz de resultar. Achas que me tiram o cartão de sócio do Sportem?
AA1 – Caga nisso, pá, e despacha esta merda que já estou farto de aturar a sovaqueira destes lagartos.
LB – Olhem, e se os verdes se passarem e me mandarem uma murraça?
AA2 – Dizes que não viste nada. Não escreves nada no relatório.

 

Domingo, 22.03.09

Desafio

Ex.ma srª SIC,

Pedia que fizesse um programa onde os árbitros, que humanamente erraram a favor dos adversários do Benfica, assumam na televisão o mesmo que o palerma do Lucílio Batista está agora (20:14) a fazer.

Solicitava também que se fizesse uma petição a pedir a repetição de todos esses jogos, os tais onde se beneficiou o adversário do Benfica, visto estar a circular uma petição, que por sinal trezanda a azia, onde os adeptos do clube que não conseguiu ludibriar o Quim, pedem que se repita o jogo da final.

Sem mais, subscrevo com enorme estupfacção, após ter visto a trampa, para não dizer merda, de entrevista que acabaram de transmitir.

 

Atentamente

Corto Maltese

por Corto Maltese às 20:15 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Embrulhem

 

Está ganha, dentro do campo, com as vicissitudes normais de um jogo de futebol (como tantas vezes gosta de nos lembrar quem tenta branquear a forma sistemática como nos puxam para baixo). É um erro de arbitragem igual a dezenas e dezenas de outros que têm acontecido este ano.

 

O resto é folclore, dor de cotovelo e muita, muita hipocrisia.

 

A mim, que tenho memória e resistência ao veneno da comunicação social, mas que não tenho estômago nem fígado para falsos moralismos e pudores deslocados, soube-me que nem ginjas.

 

Se tivesse visto a lagartagem a espernear desta maneira ao longo de 30 anos de mentira e corrupção, se não visse o seu presidente pornograficamente aliado a um cacique julgado por corrupção, se os tivesse visto advogar a verdade desportiva no ano passado quando o Lucílio os colocou na Liga dos Campeões, ou se os tivesse visto exigir à Liga um pedido de desculpas ao Rio Ave por terem roubado uma eliminatória com um golo 5 metros fora-de-jogo, aí talvez pensasse duas vezes quanto à forma de absorver esta vitória.

Mas - esperem lá - ter problemas de consciência por ganhar dentro do campo com um erro de um árbitro que é sócio dos adversários, que nos roubou descaradamente no passado, nos arredou da Liga dos Campeões (com todos os prejuízos daí resultantes) já mais de uma vez, frente a um clube que é conivente com a corrupção no futebol português e que fez inclusivamente uma aliança com um clube corrupto (denunciada com todas a letras pelo ex-presidente João Rocha) para destruir o Benfica? Depois de uma época em que já nos roubaram (já que a palavra está em voga) 10 pontos (que chegariam para estar em primeiro, com folga), sem que o Sportem tenha manifestado qualquer interesse na verdade desportiva?

Só se fosse assustadoramente ingénuo ou gostasse de ser comido por parvo.

 

Dormi que nem um anjinho: não sou de clubes com Presidentes que recebem árbitros em casa nas vésperas de jogos e que são julgados por corrupção, nem de clubes que todos os dias assinam um triste atestado de inferioridade ao prestar vassalagem a clubes assumidamente corruptos para ver se nos fazem frente, ao fazer alianças velhacas com rufias e ao albergar claques e adeptos que só sabem  celebrar a sua obsessão e ódio ao Maior Clube do Mundo (adivinhe-se qual a primeira coisa - a primeira - que os adeptos da Agremiação do Lumiar cantaram no Estádio do Algarve. Que depois repetiram, claro, ad nauseam durante o jogo).

 

Sou de um clube digno e honrado, que caminha sozinho e de cabeça erguida. Que é mais, muito mais, do que os outros podem dizer.

 

Estou farto de hipócritas e de falso moralismo.

 

Embrulhem.

 

VIVA O BENFICA

 

 

 p.s. preparem-se. Está o caminho mais que alcatroado para, com o pretexto desta arbitragem, mais uma vez colocarem a lagartagem na Liga dos Campeões e nos roubarem (não sou nem mais nem menos que o Paulo Bento - posso usar o termo quantas vezes me aprouver) descaradamente até ao fim da época. Ontem o Paulo Bento já o pediu - que deixem o Sportem ir à Liga dos Campeões. Já estou habituado a que lhe façam a vontade.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:36 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Ironia suprema *

Para não usar a analogia do outro que falava num porco a andar de bicicleta, a mim já só me falta ver uma família alemã a acusar Heinrich Himmler de ter ajudado um judeu a escapar aos campos de concentração nazi.

 

 

 

* se o facto de o Benfica ter ganho uma taça devido a um erro de um árbitro chamado Lucilio Baptista não entra directamente para a descrição desta expressão nos dicionários portugueses, que se elimine esta expressão de vez.

por Superman Torras às 13:43 | link do post | comentar | ver comentários (8)

A Taça da Liga

Vamos tentar acabar com esta pouca vergonha.

A Taça da Liga é um trófeu oficial, logo é para ganhar. Nos países em que o futebol é visto de forma civilizada, a Taça da Liga é um  dos mais importantes troféus.

 

Aqui, em Portugal, só porque um dos chamados grandes, por birra, desprezou a Taça da Liga, os jornaleiros e avençados resolveram tirar, desde logo e à partida, prestígio à prova.

 Dizem que serve apenas para rodar jogadores. Mas a Taça de Portugal não foi sempre utilizada também para isso, e alguém fala de falta de prestígio?

 Ontem o Benfica entrou mais uma vez para a história por ser o único clube em Portugal que já ganhou todos os trófeus que existem para ganhar nas provas oficiais. Além disso, derrotou mais uma vez numa final um dos rivais.

 

Por isso, e apesar de ser um troféu menos importante do que o campeonato, é um trófeu oficial, e como tal é sempre para ganhar, pois um clube como o Benfica entra para ganhar em todas as provas oficiais.

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Por falar em felicidade e em importância de troféus:

 

 

Legenda: Foto tirada na vitória da Taça da Liga deste ano.                          

Legenda: Foto tirada, no ano passado, na final da Liga dos Campeões

 

 

 

p.s: Se alguém me conseguir provar que os sorrisos da foto de baixo são mais rasgados do que na foto de cima ou é cego ou mentiroso.

Troféu

 

Acabei de chegar do Algarve, onde fui ver o Benfica conquistar um troféu. Pode ser uma 'taça da treta'. Com uma organização tão brilhante que marcou a final para um estádio com um relvado que parecia uma manta de retalhos, e onde até as cheerleaders da Carlsberg tiveram que fazer de apanha-bolas. Foi uma taça conquistada muito por culpa de um penálti falso, assinalado surpreendentemente por um árbitro que tem um historial altamente nefasto com o Benfica. Mas no final, a taça é nossa, e é isso que conta. Os derrotados podem agora até dizer que o troféu não vale nada, que depois do escarcéu que fizeram no final não convencem ninguém. É que se não valesse nada, então não se percebe para quê tanta choradeira (ou melhor, percebe-se: foi o Benfica quem ganhou, e isso faz toda a diferença do mundo).

Algo surpreendente o onze inicial do Benfica, arrumado num 4-4-2 com Reyes à direita e Aimar na esquerda, Ruben Amorim no meio ao lado do Katsouranis, e na frente a dupla Nuno Gomes/Suazo. Logo no início do jogo o Benfica criou uma grande oportunidade de golo, na qual o Nuno Gomes, isolado sobre a esquerda, permitiu a defesa ao Tiago. Mas esta oportunidade inicial não significou qualquer tipo de ascendente da nossa equipa, já que o equilíbrio foi sempre a nota dominante durante a primeira parte. Foi sempre um jogo bastante disputado pelas duas equipas mas, ao mesmo tempo, relativamente mal jogado de parte a parte. O futebol apresentado nunca mostrou grande brilhantismo, e as reais oportunidades de golo escassearam. O sportém respondeu à oportunidade do Nuno Gomes com uma grande oportunidade também, sendo o golo negado ao Liedson pelo David Luiz quase em cima da linha, com o Quim já batido. Ficaram assim empatadas as equipas em número de oportunidades, e este empate manter-se-ia até ao intervalo (houve ainda um bom remate do Reyes, a dar a sensação de golo, mas pareceu-me que o guarda-redes adversário tinha a situação mais ou menos controlada, e ainda um remate do Moutinho que o Quim defendeu bem). O sportém fazia algo que já tínhamos previsto antes do jogo (o que, aliás, não era nada difícil de antecipar, já que foi o mesmo que tinham feito, com bom resultado, no último jogo do campeonato), que era atacar quase sempre pelo seu lado direito, tentando explorar a inadaptação do David Luiz ao posto de lateral. Desta vez o David Luiz conseguiu aguentar-se melhor do que no Alvalixo, mas foi quase sempre por esse lado que eles conseguiram criar perigo. Quanto ao Benfica, em termos atacantes vivia sobretudo das iniciativas do Reyes ou do Aimar, já que o Suazo, vindo de uma paragem prolongada, passou praticamente ao lado do jogo. O nulo com que se chegou ao intervalo era o reflexo correcto daquilo que se tinha visto em campo, adivinhando-se que em princípio este seria um jogo em que a equipa que tivesse a felicidade de marcar primeiro, teria via aberta para vencer.

Infelizmente, foi o sportém quem entrou melhor na segunda parte e cedo chegou ao golo. Numa das raras investidas sobre o nosso lado direito, conseguiram fazer o 2x1 sobre o Maxi, tendo o Liedson aproveitado o cruzamento para rematar ao poste, para depois o Pereirinha marcar na recarga. Face à minha previsão anterior, as coisas ficaram mal paradas, e ainda pior ficaram quando me pareceu que a nossa equipa acusou o golo, tendo ficado quase sem reacção durante os minutos que se lhe seguiram. Só passados mais de quinze minutos parecemos espevitar um pouco, tendo a entrada do Di María contribuído para trazer mais alguma velocidade e agressividade no ataque. De qualquer forma, a única maneira consistente que o Benfica encontrava para chegar com algum perigo à área adversária era na sequência de livres do Reyes cruzados para a área, sendo que numa dessas situações chegámos a atirar uma bola à trave. A cerca de quinze minutos do final, uma desconcentração de um defesa do sportém permitiu ao Di María recuperar a bola à entrada da área, e na sequência desse lance o árbitro assinalou penálti a nosso favor. No estádio não consegui ver se a decisão era ou não correcta, mas já sei que foi uma decisão errada do Lucílio, que resultou ainda na expulsão do defesa do sportém (que depois deu uma peitada no Lucílio; estou para ver se isto resultará numa punição deste jogador, embora a seu favor tenha a atenuante de isto já ter acontecido antes sem quaisquer consequências, pese o facto desse outro jogador ser do fóculporto que, como se sabe, joga com outras regras). Indiferente a isto, o Reyes transformou o penálti e igualou o marcador. Depois disto, e durante os cerca de quinze minutos que restavam, apesar de estar em vantagem numérica o Benfica não conseguiu criar um ascendente considerável no jogo, tendo-se chegado ao final com ambas as equipas a parecerem francamente interessadas em levar o jogo para os penáltis.

No desempate, o Quim esteve brilhante, defendendo os penáltis do Rochenbucha, Vanderlei e Postiga, compensando assim os falhanços do Aimar e do Katsouranis. Coube ao Carlos Martins marcar o penálti decisivo, o que ele fez com tranquilidade, assegurando a conquista do troféu.

Por ter defendido três penáltis, obviamente que o Quim merece ser referenciado como um dos jogadores mais decisivos. Durante os noventa minutos, gostei do jogo do Miguel Vítor, que esteve quase sempre seguro, não se deixando intimidar pelas fitas e provocações do palhaço de serviço (Vanderlei). Gostei também do Katsouranis (embora este tenha estado muito, muito mal no penálti que marcou) e do Aimar, este último porque parece ser dos poucos capazes de receber a bola e pensar minimamente o jogo, tentando jogar com a equipa. No pólo oposto ficou o Suazo, que pareceu um corpo estranho à equipa durante grande parte do jogo, muitas vezes quase alheado do que se passava à sua volta. Teve um par de arrancadas que só foram travadas em falta, resultando em cartões para os adversários que o fizeram, mas ficou-se por aí o arzinho da sua graça que deixou no jogo.

Não gosto de ser hipócrita. Sou benfiquista e não portista, e como tal não considero que seja particularmente agradável ganhar troféus beneficiando de erros dos árbitros. Por isso, quando o jogo terminou, não festejei de forma esfuziante. Mas depois, na viagem de regresso a casa, vim a ouvir na rádio as declarações da lagartagem, e ainda de adeptos seus que telefonavam para um fórum, e apercebi-me que nem que fosse em tronco nu para o Marquês festejar a plenos pulmões a nossa vitória me aproximaria minimamente dos campeões nacionais da hipocrisia que são os nossos adversários desta noite. Gente que fica calada que nem ratazanas enquanto outros clubes são beneficiados (já para não falar deles próprios), quando eles próprios são gamados indecentemente contra esses mesmos clubes ou por eles enganados, quando dirigentes ainda desses mesmos clubes são formalmente acusados de trafulhice e se sentam no banco dos réus. A isso tudo, a resposta é um silêncio cobarde. Gente que se ri alarvemente quando nós somos roubados, ou quando falamos do Apito Dourado. No entanto, assim que o Benfica entra na equação, e do lado dos benefícios, o caso muda logo de figura. Aparecem as indignações, as exigências de pedidos de desculpas, falam até mesmo em 'sistema' (coisa que, noutras ocasiões, já não passa de uma invenção qualquer do Benfica), e soltam baba e lágrimas de crocodilo. Lembrei-me de todas as ocasiões em que já fomos roubados esta época (ocasiões essas que foram encaradas com a maior bonomia e até mesmo celebradas por eles), e o meu sentimento de culpa foi-se desvanecendo.

Vencemos esta taça beneficiando de um erro grosseiro do Lucílio Baptista. É um facto inegável, e nem sequer vou adoptar a postura da viscondagem, que quando isto acontece a seu favor começa a procurar outros supostos lances no jogo que, numa lógica distorcida, equilibram os pratos da balança. Mas vencêmo-la, e vou festejar essa vitória, enquanto me comprazo com o espumar e espernear dos hipócritas. Agrada-me o incómodo que a nossa alegria lhes causa. Lucílio Baptista continua a ser um árbitro com um historial de erros grosseiros e actuações prejudiciais ao Benfica que supera em larguíssima escala o que ele fez esta noite, e não é por causa deste penálti que vou mudar a opinião que tenho sobre ele, ou passar a ficar satisfeito se ele for nomeado para um jogo nosso. Teve uma decisão errada, como dezenas de decisões erradas são tomadas todas as semanas nos campos deste país, infelizmente esta época com prejuízo para nós em diversas ocasiões.

Se a lagartagem está convencida que ele hoje fez de propósito para nos dar a Taça da Liga, então tem bom remédio: expulsem-no de sócio.

por D`Arcy às 03:50 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Quê?!

 

Cheguei agora a casa e quase não acredito no que li aqui e noutros blogues benfiquistas! Só falta dizerem-me que tenho de pedir desculpa por termos ganhado a Taça da Liga! É a competição menos importante de Portugal? É sim senhor, mas é por isso que é pouco digno ganhá-la? É ridícula? Não sei porquê, mas se o é então tínhamos de facto ainda mais a obrigação de a ganhar. Jogámos mal? De vitórias morais não reza a história. Fomos beneficiados? Não nos disseram anteriormente que os erros dos árbitros fazem parte do jogo? Desta vez tivemos sorte com esses erros. A vitória "tapa" o quão mal vai o Benfica? Realmente, dava-me mais gozo perder a Taça para o Sportem e assim ter a certeza de que tudo vai mal e de que é preciso mudar tudo outra vez.

 

Estou-me nas tintas para as carpideiras de Alvalade e sinto-me orgulhoso porque o meu clube ganhou a Taça da Liga. A cereja no topo do bolo é tê-la conquistado a um clube em que milita uma carraça que grasna que "é sempre bom ver o Benfica perder". Perdoem-me, mas para este peditório da maledicência crónica já dei. Viva o Benfica!

Sábado, 21.03.09

Acredito!

Antes de me fazer à estrada para ir ver o Glorioso, venho deixar uma singela, mas verdadeiramente sentida, mensagem.

 

Acredito que jogaremos contra duas equipas sportinguistas. Acredito que jogaremos à Benfica. Acredito que bastam 15 minutos, os tais míticos 15 minutos, à Benfica. Como bem diz um bom amigo, acredito que teremos um Benfica exclamativo.

 

Eu acredito.

por Pedro F. Ferreira às 09:50 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Sexta-feira, 20.03.09

A Carta da OSGA

 

Aqui na Tertúlia gostamos de pensar que somos bem informados (e formados – comentários inoportunos a esta consideração serão devidamente apagados) e como que a provar isso mesmo tivemos, incrivelmente, acesso à famosa carta com ameaças recebida pelo Agremiação do Lumiar.
Na véspera do embate com a lagartagem, e preocupados que estamos com o lodaçal do futebol português e, em particular, com o Sportem (da mesma forma que nos preocupamos ou ficamos incomodados com um sem-abrigo), divulgamos aqui - cândida e inocentemente (juramos) - a carta, quanto mais não seja para denunciar este tipo de pressões inaceitáveis (e, vá, para aumentar o nível de palhaçada – sim, isso também). Registe-se que, contrariamente ao que foi divulgado pela comunicação social, a carta não é anónima e está assinada por uma organização bem identificada.

 

Siga.

 

"Ao Pipinho Soares Franco e moços da SAD

 Edifício Visconde de Alvalade
 
 
 
Lisboa (zona chique), 11 de Março de 2009,
 
Estamos possessos, sei lá. Nem conseguimos estender o dedo mindinho quando seguramos numa chávina (sic). Estamos que nem podemos. Ou vocês demitem aquele rapaz que treina a equipa e o outro indivíduo Barbosa que parece um rabanete ou damos cabo dos vossos sapatos de vela. Arranjem um treinador de boas famílias com um cabelo que se apresente e um nome próprio com pedigree como Bernardo ou Salvador que ponha o Sportem a jogar comás (sic) pessoas.
 
Quanto ao piqueno (sic) do Veloso, ele que se penteie de maneira séria e apropriada a um clube de boas famílias, e o guarda-redes (Patrícia ou lá como se chama) que deixe de cuspir para as luvas, que aquilo enoja a Teresinha cá em casa.
 
Queremos um treinador e um director desportivo com penteados normais, um Presidente que consiga fazer o quatro sem se estatelar de cara no chão e um director de comunicação cujo filme favorito não seja o My Fair Lady.
Se não cumprirem as nossas exigências, fazemos um ar francamente aborrecido durante o próximo jogo e vamos mal vestidos, com cores que não combinem. Tínhamos pensado em pintar as cadeiras do estádio de cores berrantes ou em vandalizar o exterior, mas alguém já se lembrou disso.
 
Seus horríveis.
 
Possidónios.
 
Cocós.
 
 
Cumprimentos e essas coisas todas,
 
OSGA – Organização Separatista do Grémio de Alvalade"

 

  

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:39 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Quinta-feira, 19.03.09

Lógica

Ontem à noite, um pouco inesperadamente, recebemos a informação de que haveria dois nomes em ponderação pela Comissão de Arbitragem para dirigirem a final de Sábado: Paulo Costa e Lucílio Baptista. Depois da incredulidade inicial (mas será que esta Comissão de Arbitragem vive neste planeta?), trememos. Qual dos dois o pior? Bem, mal por mal, ainda assim preferiria o Paulo Costa. É que quer de um, quer de outro, são de esperar 'asneiras'. Mas com o Paulo Costa até pode pairar no ar a dúvida sobre para que lado poderão cair essas 'asneiras'. Já em relação ao Lucílio, poucas dúvidas existirão nesse sentido, porque sabemos muito bem para que lado as 'asneiras' dele costumam pender.

Hoje conheceu-se a escolha: Lucílio Baptista. Escolha lógica, obviamente. Faz todo o sentido que para dirigir uma final onde o sportém é um dos intervenientes, Vítor Pereira, adepto do sportém com emblema de ouro e tudo, nomeie outro adepto do sportém. Fica tudo em famiglia. Como é que querem ser sérios se não sabem sequer fazer-se passar como tal?

por D`Arcy às 20:33 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Lucílio Baptista

Lucílio Baptista na final da Taça da Liga, pois claro!!

 

No entanto, nem todo o Baptista é genuíno. Lucílio Baptista, como preza muito a sua cabeça, não terá a coragem de afrontar o "Rei Herodes" e, por certo, se Lucilio Baptista se portar bem, a "dançarina, filha de Herodíades", irá desejar a sua cabeça, mas não a do pescoço.

Inspirem-se, POR FAVOR!

Alguém que faça o obséquio de mostrar estas imagens aos jogadores e à equipa técnica do Benfica, se não for pedir muito.

 

E, já agora, que o Quique Flores tome atenção ao nosso 3º golo nesta primeira sequência e conte o número de jogadores do Benfica que, após 11 toques na bola, chegaram à área contrária depois de um canto contra nós. (Pode ser que assim se resolva a colocar alguém perto do meio-campo sempre que sofremos um canto e a não ter como jogador mais adiantado um que esteja na meia-lua!)

 

 

 

 

 

por S.L.B. às 01:24 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quarta-feira, 18.03.09

Em Perspectiva

Uma das mensagens que Quique Flores tem tentado insistentemente passar é a de que o Benfica vem de uma "cultura de derrotas" e maus resultados nos anos recentes e que isso está a ser invertido este ano.

 

Eu percebo o ponto, mas não é exactamente assim.

 

Neste momento, temos 43 pontos, 36 golos marcados e 21 sofridos, em 22 jogos.

 

Na desastrosa época passada, à 22ª jornada, 40 pontos, 35 golos marcados e 14 sofridos.  Ou seja, temos esta época apneas mais 3 pontos e mais um golo marcado, mas também uns inacreditáveis mais 7 (sete) golos sofridos, em relação a uma época que foi a pior dos últimos anos, mal planeada, com três treinadores, com inúmeros problemas na defesa, onde tivemos titulares como Edcarlos e Luís Filipe,

 

Em 2006/07, o mui mal amado Fernando Santos tinha 51 pontos (2º lugar a um ponto do 1º), 43 golos marcados, 15 sofridos.  Números muito melhores que os actuais (embora a ponta final acabasse por ser pior do que o feito até aí).

 

O melhor a que Quique pode aspirar, em números absolutos, é igualar FS - e para isso temos de ganhar todos os jogos, marcar pelo menos 20 golos e não sofrer nenhum.

 

Isto não é por nada - é só para pôr as coisas em perspectiva.

 

por Artur Hermenegildo às 17:54 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Terça-feira, 17.03.09

Descubra as diferenças.

Quanto mais vejo o Giovanni Geovanni a jogar em Inglaterra, mais me pergunto porque raio está o Balboa no Benfica.

Segunda-feira, 16.03.09

Hoje, como ontem, de cabeça erguida e águia ao peito

Não consigo aceitar que o mesmo treinador que veio a público defender o treinador de um clube rival (veja-se a forma como Enrique Flores defendeu Paulo Bento), passadas algumas horas defenda de forma canhestra o próprio coiro, tentando o sacrifício público de um dos seus futebolistas (vejam as declarações de Enrique Flores a propósito da substituição de Cardozo).

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Não consigo aceitar que a derrota se instale no nosso Clube. A verdadeira derrota acontece quando começamos (nós, os adeptos) a andar cabisbaixos e a não olhar os adversários de frente e de olhos nos olhos. Hoje, tal como ontem e amanhã, somos Benfica, caramba! Não podemos desistir nunca. Mesmo que haja profissionais no Clube que ainda não perceberam a cultura do Benfica, temos de ser nós, os que nascemos com esta cultura no sangue, a dar o exemplo. Temos em nós algo que nos distingue e de que muito nos orgulhamos: o benfiquismo. Vivamo-lo!

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Não consigo aceitar que num clube universal se comece a instalar a cultura pequena e tacanha de que há benfiquistas do norte e benfiquistas do sul. Há, e sempre houve, única e exclusivamente benfiquistas e benfiquismo. Lamento que, de quando em vez, surjam benfiquistas com esse tipo de discurso.

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Recuso-me a aceitar que haja benfiquistas (para além do Cajuda, obviamente) satisfeitos com a derrota do passado fim-de-semana.

por Pedro F. Ferreira às 17:33 | link do post | comentar | ver comentários (41)

A Grande Decepção

Há que ser objectivo, dentro desta imensa subjectividade que é a paixão pelo Benfica, e olhando para a temporada futebolística tal como ela se apresenta neste momento e dizer claramente - tem sido uma imensa decepção.

 

Não consigo afastar do pensamento que a liderança do futebol Benfiquista não interiorizou realmente o objectivo do título para este ano.  E se não o interiorizou, necessariamente não conseguiu passá-lo aos jogadores.  Só assim se explica tanta falta de ambição, tanto conformismo na hora das derrotas (tipo"jogámos bem", "o futebol é mesmo assim", "há que levantar a cabeça").  Isto é um discurso bom para as navais e estrelas e sportings deste país, mas não para o Glorioso.

 

O que me parece claramente desde há algum tempo é que os verdadeiros, embora nunca explicitados, objectivos são:

 

- ganhar uma competição, qualquer que ela seja, nem que seja a taça da liga

- no campeonato, fazer mehor que o ano passado, em termos de classificação e de distância pontual ao primeiro

- ir à Champions

- se tudo correr muito bem, tentar o título, mas sem correr demasiados riscos

 

Neste momento, mesmo estes objectivos estão longe de estarem garantidos, com excepção do segundo  - fazer melhor que uma época desastrosa, mal preparada, com três treinadores e muitos disparates, não me parece difícil.  Como objectivo em si, é confrangedor.

 

Não tenho nada contra a postura de avançar lenta mas seguramente.  No entanto, custa-me que isso pareça tolher a ambição da equipa e da sua liderança.  Quique parece sempre ter mais medo de perder que ambição de ganhar.

 

Onde é que eu quero chegar?  Nem eu bem sei, estou um bocado ao correr da pena, ou do teclado. 

 

Em primeiro lugar, quero desabafar a tristeza por estes resultados, a tristeza por este contentamento com objectivos medianos.

 

Parecemos abdicar da Uefa quase "porque sim", assumindo que aquele não era um objectivo, encolhendo os ombros perante a vergonhosa prestação porque "o objectivo é o título":

 

Depois somos eliminados estupidamente da Taça por uma equipa aguerrida mas inferior, à qual não conseguimos ganhar porque durante o jogo parecia estarmos contentes com o empate, para falharmos nos penalties por pura displicência de um jogador que devia estar lá precisamente para não falhar em momentos daqueles.

 

Estivemos bem no campeonato, fizemos uma óptima exibição em casa do fcp, onde não ganhámos porque não nos deixaram, onde podíamos e devíamos ter chegado à liderança.

 

E depois parece que deixámos de acreditar, resultando em várias exibições medícores que nos deram derrotas com o scp e a última com o guimarães.  Sem que eu consiga perceber o porquê deste baixar de braços.  Como se de repente na cabeça de todos, e de Quique em particular, o campeonato já estivesse perdido devido aos dois pontos de atraso e a taça da liga tenha passado a ser o objectivo principal, para no final da época se poder dizer que "este ano ganhámos um título".

 

É preciso dizer que a taça da liga é para ganhar, sobretudo por ser a final com quem é, mas sejamos claros - não é um "título´" ao nível sequer da Taça de Portugal.  Apenas uma competição da treta.  Perder a final acrescenta bastante à decepção da época - mas ganhá-la nada acrescenta à Glória do Benfica.

 

Não há equipas ambiciosa sem líderes ambiciosos.  E não vejo essa ambição na actual liderança, e é talvez isso que mais me entristece.  Não creio que a prudência e a inteligência devam matar a ambição.  Devem matar a irresponsabilidade, o aventureirismo, a irracionalidade e o irrealismo, sim.  Mas não a ambição.  Não no Benfica.

 

E agora?  Em primeiro lugar, ganhar a taça da treta pelos motivos óbvios e que já abordei aqui.  E por favor continuar a disputar o campeonato até ao fim com rigor, empenho, inteligência e mais ambição do que a que demonstrámos até agora.  Pode ser que haja um golpe de teatro, e temos ainda de recuperar eplo menos o segundo lugar que dá acesso às pré-eliminatórias da Champions.

 

E depois?  E o ano que vem?

 

Aos meus camaradas Benfiquistas, peço o que sempre pedi - serenidade e cabeça fria.  É fácil na onda de fúria e desalento começar a pedir que "rolem cabeças".  Não me parece ser esse o caminho.  Não me parece que matar à nascença este projecto - ou seja, o "Projecto Rui Costa" - seja solução.  Acredito que Ru Costa e Quique saibam reconhecer o que de bom e de mau foi feito, e corrigir o necessário.  Sempre achei que um ciclo de dois anos é o mínimo para se avaliar um projecto e a acção de uma equipa e de um treinador.  Reclamei isso mesmo aqui várias vezes para o mal-amado Fernando Santos.  Não serei diferente com Quique.

 

Mas Quique, há muita coisa que tem de mudar, a começar pela sua própria forma de pensar, parece-me.  Ambição, muito mais ambição, muito mais risco, sem perder a inteligência e o sangue-frio.  É desse equilíbrio que se fazem os vencedores.

 

E ao Rui Costa digo - tem todo o meu apoio, vamos em frente, mas será necessário fazer muito melhor do que o feito até agora.  Estamos no bom caminho?  Acredito que sim, mas há-de chegar uma altura em que temos de deixar de falar de caminhos, e começar a falar de resultados.

 

 

por Artur Hermenegildo às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Domingo, 15.03.09

Acredito!!

Eu não atiro a toalha ao chão. Acredito que vamos a Braga para sermos campeões, estou certo disso. Se os adeptos desistirem agora, então é que nunca mais lá vamos! O campeonato é uma maratona, não uma corrida de cem metros.

por LMB às 17:02editado por Anátema Device às 18:01 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Murro

Não é algo que me apeteça propriamente escrever, mas julgo que o pensamento que neste momento nós, benfiquistas, temos na cabeça é o de que a derrota esta noite, caso se conjugue com uma vitória do clube da ladroagem amanhã, significará o adeus às esperanças fundamentadas de podermos vencer esta Liga. Eu sei que ainda há oito jogos para jogar, e portanto vinte e quatro pontos em disputa, e muita coisa poderá acontecer. E, obviamente, teremos que continuar a lutar para conquistarmos esses pontos. Não vou deixar de apoiar, não vou deixar de ir ao estádio e de seguir a minha equipa, que eu continuarei a amar de igual maneira nas derrotas e nas vitórias. Mas eu não consigo estar a escrever sobre algo em que eu não acredito, e portanto não posso escrever que ainda alimento a esperança de terminar este campeonato em primeiro.

E se não a consigo alimentar, é por causa do verdadeiro murro no estômago que a derrota e exibição (sobretudo esta) desta noite representaram. 47.102 espectadores este fim de tarde na Luz são um bom exemplo do apoio que nunca, em ocasião alguma, tem faltado a esta equipa durante esta época. E esta fé, este crer benfiquista, foi assim recompensado. Isto só aumenta a minha revolta. Não creio que a entrega dos jogadores mereça ser criticada. Mas a qualidade do nosso jogo, e a quantidade de erros básicos cometidos, no campo e no banco, esses sim, merecem ser criticados, e muito. Quanto à equipa que jogou, nada a assinalar, já que foi o onze mais óbvio. E sinceramente, tendo em conta aquilo a que já nos fomos habituando nas primeiras partes esta época na Luz, até achei que a equipa se apresentou a jogar de uma forma razoavelmente agradável e com um ritmo interessante. Notou-se uma tendência notória para jogar pelos flancos, onde o Di María esteve bastante interventivo. O pior foi que, chegando a bola lá à frente, a inaptidão foi total. É difícil recordar uma intervenção mais difícil do guarda-redes adversário durante toda a primeira parte. Quando ganhávamos a linha de fundo, a maior parte dos cruzamentos eram disparatados. Quando tentávamos entrar pelo meio, havia sempre adornos a mais, demasiados toques e complicações, que acabavam sempre por acumular uma série de gente naquela zona, e as jogadas eram anuladas. Não percebi também qual era a ideia de jogar com o Cardozo tentando que este tabelasse com os colegas ao primeiro toque. E mesmo nos lances de bola parada, saiu-nos tudo mal. Nas poucas ocasiões de remate que surgiram, parecia que eram os nossos próprios jogadores a atrapalharem-se uns aos outros. Depois, à medida que nos fomos aproximando do intervalo, fomos perdendo cada vez mais lucidez, de forma que a primeira parte chegou ao fim dando já indícios de que a segunda seria muito pior.

E foi mesmo, também por culpa do Guimarães, que começou a ser mais agressivo na pressão que fazia sobre os nossos jogadores quando estes tinham a bola, pressionando-os ainda dentro do nosso meio campo. E isto tornou bastante notória a nossa incapacidade para sair para o ataque de forma organizada. Sob pressão, os nossos jogadores mais recuados acabavam por fazer os passes em muito más condições para os jogadores mais avançados, que invariavelmente perdiam quase todas as bolas divididas logo na linha do meio campo. Se durante a primeira parte ainda saímos a jogar algumas vezes, na segunda foi-se progressivamente recorrendo gada vez mais ao chuto para a frente. O Moreira deixou de entregar a bola jogável nos pés de um colega, para passar a chutar também a bola para a frente. Estando nós na fase do chutão para a frente, e empatados a zero, esperava eu (e se calhar quase toda a gente) a entrada do Nuno Gomes. Mas para ser mais um avançado. Incompreensivelmente (pelo menos para mim), o Quique optou pela troca directa de avançados. É certo que o Cardozo estava a ter um jogo muito fraco, até porque, mais uma vez, passou a maior parte do tempo abandonado à sua sorte. Mas fazer entrar o Nuno Gomes para ir ocupar as funções do Cardozo de 'vítima' dos centrais adversários pareceu-me um disparate. Até porque era o único avançado que tínhamos no banco. Pouco tempo depois, sofremos um golo, que me deixou logo a sensação que significava o fim do jogo. Foi, aliás, um golo até algo estúpido da nossa equipa. Mais um balão para a frente, bola recuperada pelo Guimarães, e depois um contra-ataque com apenas três jogadores contra cinco nossos. O David Luíz deixa-se ficar para trás, e os outros quatro jogadores conseguem cair todos sobre o portador da bola. Sobre a esquerda da nossa defesa fica um adversário sozinho, que depois só teve que marcar. Depois, claro, veio o desespero, e sem avançados no banco foi preciso improvisar e acabámos com o Urreta nessa posição. É certo que até poderíamos ter marcado - houve um falhanço clamoroso do Nuno Gomes logo a seguir ao golo adversário, e perto do final Miguel Vítor, Reyes e Balboa tiveram boas oportunidades - mas a falta de sorte ou a inépcia dos nossos jogadores impediram-no. Pena foi que fosse necessário o adversário colocar-se em vantagem para começarmos a criar oportunidades. O apito final chegou, perdemos e, face ao que vi, não me surpreendeu.

Não sei quem terão sido propriamente os melhores. A equipa esteve mal num todo. O Di María esteve bastante activo na primeira parte, mas acabou sempre as jogadas com más decisões ou execuções. Talvez o Katsouranis tenha sido dos mais certinhos. Ao seu lado o Yebda esteve bastante mal. O Cardozo teve uma noite para esquecer, e o David Luiz continua a decepcionar numa posição que não é a sua.

Quique Flores não passou de bestial a besta de um momento para o outro. Mas se calhar seria útil que alguém fechasse o nosso treinador numa sala, e o obrigasse a ver uma série de DVDs sobre a história do Benfica, porque até parece que o discurso dos senhores Eusébio e Coluna na Gala entrou por um ouvido e saiu pelo outro. É que o Benfica só é o Benfica porque, ao longo da sua história, sempre jogou à Benfica. Podíamos não ganhar sempre, mas jogávamos sempre para ganhar; jogávamos sempre com a crença inabalável na vitória. Jogar pensando primeiro em não perder é uma estranheza com a qual não nos identificamos. É pensar pequeno. Quando jogamos assim e perdemos, é uma dupla derrota. Porque para além da derrota em campo, também a nossa identidade morre um pouco. Eu já vi, no início da época, a nossa equipa jogar como desejamos e ansiamos, e vencer jogos por jogar assim. Porquê este progressivo acabrunhamento? O nosso treinador tem tido, por parte da por norma exigentíssima massa adepta benfiquista, um apoio e uma tolerância jamais vistas nos últimos anos por qualquer treinador que passou pelo nosso banco. De que tem ele medo então?

Enquanto escrevo estas últimas linhas, alegro-me ligeiramente porque me aproximo do ponto em que vou desligar do futebol durante o resto do fim-de-semana, e iniciar o processo de purga deste jogo da minha memória. Conforme disse, esta derrota e exibição foram um autêntico murro no estômago, e não quero voltar a pensar nisto durante os próximos tempos. Agora quero é recuperar deste golpe, e vencer o próximo jogo.

por D`Arcy às 01:34 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Sábado, 14.03.09

Desolado

Disse-se que era uma final e eu cumpri a minha parte: fui ao estádio, apoiei e aplaudi. Mas alguém não cumpriu a sua parte: é certo que o golo foi irregular, é certo que o adversário queimou tempo, é certo que o adversário é uma equipa difícil, é certo que o treinador fez umas opções que são, pelo menos para um leigo, discutíveis, mas, caramba, um Benfica a jogar assim, sem alma, sem garra, não é o meu Benfica, não é, sobretudo, um Benfica de finais. Porra, pá, assim não!

 

p.s. - fico à espera do post do D'Arcy, pode ser que ele encontre uma explicação que me ajude a engolir isto.

Sexta-feira, 13.03.09

A caneta

Agora é que os jogadores do Benfica vão MESMO querer ganhar o campeonato.

por Lord Henry Wotton às 13:35 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quinta-feira, 12.03.09

Um rebanho de pluralidades...mééééééé

Sem querer, vejo-me impelido a quebrar o meu frágil e vítreo silêncio por alguns acontecimentos que me agitam o benfiquismo, entretanto amortecido pela morte-lenta futebolística a que, instintivamente, sou obrigado a assistir semana após semana (mas isso são rezas para outros funerais…)

 
Então, cá vai.
 
Muito se tem escrito, descrito e proscrito sobre uma parafernália de animais que, sendo sempre os mesmos, não deixam de ser diversos, quer nas formas, quer nas cores, quer nos tamanhos, quer nos comportamentos, quer, enfim, no que os torna diferentes a todos, tendo como único ponto comum o facto de serem referenciados quase sempre no mesmo contexto – o Benfica e o que o rodeia. Um contexto tão lato como o Universo e quem o ampara ou as divagações sócio-eróticas do Professor Muzamba em estado de pré-transe. São esses seres da criação Divina: a águia; o abutre; a hiena; o cão (desde que raivoso, claro); o rato; o porco; o polvo; e o carneiro.
 
Uma vez que não me apetece vestir a túnica de um Noé da escrita, vou-me unicamente centrar no carneiro, animal que, para além de simpático, representa um signo que engloba todo um rol de gente muito gira e com um charme e inteligência muito acima do resto da outra gente. Pelo menos é o que se diz por aí nas revistas da especialidade.
 
Normalmente o carneiro é utilizado para simbolizar a parte individual de um rebanho. Isto é, recorre-se a esta figura de estilo animalesca para se indicar alguém que se insere num grupo mais ou menos ordenado, mais ou menos identificado entre si, mais ou menos obediente, digamos. E, também normalmente, tal imagem tenta atingir quem costuma “concordar”, pondo quem acusa de parte, como repulsa a algo a que se não quer, nem deve, pertencer. É mais ou menos isto. Eu próprio já investi algumas vezes em tal metáfora animal. Mas, também, não renego ao meu lado de carneiro. E porquê?
 
Bem, para o explicar recorro à seguinte pergunta: no fundo, mesmo no fundo, não seremos todos carneiros neste imenso rebanho que é o sentir benfiquista? Parece-me que sim, não é? Até porque o arrebanhar faz parte do instinto de defesa, independentemente de haver ou não um pastor. Repare-se na casualidade da Natureza. Os animais predados juntam-se sempre para se defender melhor dos traiçoeiros predadores. Faz parte dos ensinamentos Maternais da Natureza. Mas será que fazer parte de um rebanho é assim tão mau? Impede-nos de sermos nós próprios? Não, claro que não. Mas devemos sempre ter em conta o interesse do rebanho, quer antes de balir, quer antes de apartarmo-nos, quer, sobretudo, antes de apartarmo-nos para balir. É que se não causa muita celeuma balir dentro do rebanho – sobretudo porque há sempre outros carneiros a balir – já quando um carneiro se afasta, a coisa é diferente. Principalmente quando se afasta e começa a balir (é fantástico como uma pessoa se sente tão aliviada do Mundo quando recorre à escrita do verbo “balir” consecutivamente). O que é que acontece a um carneiro que bale no rebanho? Lá diz o povo, perde uma bocada. E leva uns encontrões, afirmo eu que também sou do povo e já observei rebanhos. Pode balir, é certo, mas outros, dentro do rebanho, se aproveitarão disso. Não é mau, continua inserido, quanto muito mais magro e um pouco mais dorido. Mas continua lá aconchegado pela pertença ao agregado.
 
Agora, o que é que pode acontecer a um carneiro tresmalhado? Não precisam de pensar que eu respondo já a seguir: pode ser roubado, mais cedo ou mais tarde fica desnorteado, pode ser atropelado ou pode ser comido (seja por quem o ou que for, que as suas defesas são parcas). E se balir ainda mais probabilidades tem de uma destas consequências se tornarem reais. Ou, pior, a conjugação de várias. Mas há mais. A perda desse carneiro implica sempre o enfraquecimento do rebanho e, mais grave, um incentivo à investida dos predadores, agora encorajados pela degustação de um elemento do grupo. É parvo. Um carneiro nunca se deve afastar do seu rebanho, porque: a) acaba invariavelmente morto ou agredido; b) põe em causa o próprio rebanho.
 
Então, mas haverá liberdade para destoar no seio do rebanho sem ser considerado uma ovelha negra, uma rês ronhosa, ou sem se arriscar a levar uma valente pedrada nos cornos enviada pela mão certeira do pastor? Ou seja, pode haver pluralidade no rebanho? Melhor; há pluralidade no rebanho? Há. Claro que há, desde logo porque a clonagem começou nas ovelhas e não nos carneiros (aproveito para enviar uma festinha à Dolly, se nos estiver a ler), garantia de “todos iguais todos diferentes”. E depois, sempre existiram pelejas dentro de um rebanho. Seja por causa de dominâncias territoriais em disputa da melhor área de pasto, seja pela ânsia de liderar o rebanho. Sim, porque a ilusão que o pastor tem de controlar o rebanho, não passa disso mesmo – ilusão. Enquanto o rebanho for coeso, o pastor só faz dele o que quer desde que o mantenha nos mínimos do conforto. Caso contrário arrisca-se a um arraial marrada que o poderá levar ao fim.
 
Mas essa pluralidade tem de ser entendida como uma peça única. Não pode ser fatiada ou partida em costeletas. Se um carneiro resolve começar a balir ou marrar dentro do rebanho, em nome da pluralidade, tem de estar preparado para receber do mesmo modo, ou pior. A pluralidade não é um prado exclusivo. Quem pasta na pluralidade tem estar preparado para ter companhia. Quer daqueles que o seguem, quer dos outros que respondem à diferença. Sobretudo desses. È tudo pluralidade, e esta não se encerra no “sim” e no “não”. Lá tanto cabe o “não ao sim”, como o “sim ao não”, como “não ao não ao sim”, como o “sim ao sim ao não”, e por aí em diante. A pluralidade é isto: uma combinação de variáveis até se enumerar tudo do todos.
 
Resumindo - que aquela lengalenga do “sim ao sim e ao não e ao sim” quase me deixou a contar carneiros – não tem mal nenhum em pertencer ao rebanho. E se não devemos acomodar o balido e capacidade de marrar à regularidade das práticas do pastor, sejam elas o pasto ou a tosquia, também não devemos ter receio da transumância.
 
por Carlos Silva às 15:21 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Quarta-feira, 11.03.09

Pergunta

Será que daqui a 20 anos estes jogadores do Bayern também se vão reunir para comemorar os 7-1 (ou melhor dizendo, os 12-1)? Ou isso é exclusivo de clubes pequenos que celebram resultados frente a clubes grandes, mesmo que esses clubes grandes tenham ganho o campeonato e a Taça nessa mesma época?

 

P.S. - Mesmo assim, aposto que alguns lagartos ainda virão dizer, à semelhança da sua teoria do "melhor futebol da última década" da altura do Peseiro (os zero títulos são um pormenor sem importância...), que ao menos o golo mais bonito da eliminatória foi o deles...

por S.L.B. às 03:09 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Terça-feira, 10.03.09

Jogo de Palavras

Com sete letrinhas apenas se escreve a palavra CERVEJA.

Com cinco letrinhas apenas se escreve a palavra ALEMÃ

 

Com doze letrinhas apenas se escreve CERVEJA ALEMÃ.

 

 

Aggregate: 12 - 1

O Joaquim Rita, na Antena1, disse que, na segunda parte, o sporting entrou melhor e espreguiçou-se (sic) mais em campo. E, ainda segundo o Rita, o Polga é denso em termos emocionais (sic).

Ajudem o Miguel, por favor. O Miguel precisa de ajuda.

por Anátema Device às 21:38 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Segunda-feira, 09.03.09

Pontos Positivos

O Benfica ontem fez-me sofrer, é verdade. Preferia ver o Benfica ganhar sempre por 4-0? Preferia! Mas o que interessa é que ontem somámos mais 3 pontos. Ganhar por 1 ou por 4 ainda vale o mesmo e, enquanto assim for, é-me igual.

Acho que devemos começar é a ver as coisas pelo lado positivo e deixar de estar sempre a carpir.

Quando perdíamos é porque perdíamos e éramos uma tristeza. Agora que ganhamos é porque ganhamos mas não ganhamos por muitos. Já não há pachorra, principalmente para os jornalistas.

O Benfica está a 2 pontos do líder, mas quem lê e ouve os jornais e analistas fica com a ilusão de que o FCP é que é dominador e avassalador. O FCP é “avassalador” e tem apenas mais 3 golos do que o Benfica, mas em comparação tem mais 3 grandes-penalidades do que o Benfica. Curiosa coincidência.

Este Benfica está longe de ser perfeito, mas está muito melhor!

Domingo, 08.03.09

Reacção

Foi uma vitória feliz num jogo em que pelos vistos decidimos jogar apenas durante cerca 50% do tempo, mas que também se pode considerar merecida pela forma como a equipa soube reagir e acordar a tempo de lutar por ela.

Com um onze sem surpresas (em relação à última jornada, o Yebda substituiu o lesionado Ruben Amorim), entrámos bem no jogo. Aliás, entrámos da melhor forma possível, já que aos três minutos já vencíamos, fruto de um remate do Aimar à entrada da área, aproveitando uma bola que ali caiu após uma disputa aérea. Quanto aos quarenta e dois minutos (mais um de descontos) que se seguiram, da parte que nos toca, podem ser descritos de uma forma muito simples: zero. Mas zero mesmo. Já o disse antes: é incompreensível a forma como a nossa equipa se encolhe depois de se apanhar em vantagem no marcador. Sob este ponto de vista, pelos vistos, e paradoxalmente, o pior que nos pode acontecer é marcarmos cedo. O que se passou hoje não foi fruto do acaso, porque isto já se passou diversas vezes esta época. O que me leva a concluir que a culpa não será propriamente exclusiva dos jogadores, mas sim que também haverá dedo da equipa técnica nesta forma de abordar os jogos. É incompreensível que uma equipa como a Naval consiga números à volta de 70% de posse de bola durante a primeira parte. Isto revela uma enorme passividade da nossa parte, e uma atitude expectante que só pode dar mau resultado. Até conseguiria compreender que a equipa tentasse controlar o jogo e imprimir-lhe um ritmo mais pausado uma vez que se apanhasse em vantagem (à Trapattoni, por exemplo), mas para isso é preciso termos bola, e saber mantê-la em nosso poder. Agora, recuar as linhas para junto da nossa área, deixar o adversário ter a bola, e ficar a vê-lo jogar é que não pode dar bom resultado. É verdade que a Naval não conseguiu criar grandes oportunidades de golo, mas dar-lhes tanta bola é estarmos a 'pôr-nos a jeito'. Por isso, apesar do intervalo ter chegado connosco em vantagem, eu quase nem reparei nisso, e estava mais irritado do que já estive em jogos nos quais chegámos ao intervalo em desvantagem. Até porque, a manter-se a atitude, se adivinhava o pior.

Não foi preciso esperar muito. Aos oito minutos da segunda parte a Naval chegou ao empate, aproveitando uma má intervenção do Luisão. E após este golo, foi possível ver que muita (ou quase toda) da culpa do que se passou durante a primeira parte foi nossa. Porque, perdida a vantagem, a equipa acordou imediatamente, e começou a jogar futebol. A reacção foi boa, as linhas subiram e começámos a pressionar os jogadores da Naval no seu próprio meio campo, o que fez com que a Naval passasse a ter grandes dificuldades para armar o jogo, sair com a bola controlada, ou fazer alguns passes seguidos, ficando quase  remetida ao seu meio campo. Pouco depois do empate o Di María (foi muito importante a acção dos dois extremos na reacção da equipa ao empate) quase marcou, acertando na barra. Pouco depois foi o Cardozo quem, num remate em jeito, falhou por pouco a baliza. Após a péssima primeira parte, agora voltava a acreditar que era possível vencermos este jogo. E o golo acabou por surgir na sequência de um livre bastante longe da área adversária, com a bola a ser metida pelo Reyes para o segundo poste, onde surgiu o Miguel Vítor de cabeça a assistir a entrada do Katsouranis no poste contrário. Faltavam então cerca de quinze minutos para o final, e temi que voltássemos a cair no erro da primeira parte, remetendo-nos à defesa da vantagem conquistada. Mas desta vez a equipa soube manter a pressão sobre o adversário, de forma que foi possível segurar a vitória sem grandes sobressaltos, sempre com o adversário mantido à distância da nossa baliza.

Uma vez que é raro, destaco a acção do Di María durante a segunda parte, sendo um dos principais responsáveis pela reacção que nos permitiu chegar à vitória. Também o Reyes, depois de uma primeira parte fraquíssima, subiu muito após o empate. E uma menção também para o Katsouranis, não só pelo golo decisivo, mas também pelo bom jogo que acabou por fazer. Quanto aos piores, bem, foi a equipa toda durante praticamente a primeira parte inteira. Aquele futebol, aquela forma de jogar, aquela atitude não são admissíveis no Benfica.

Mais uma vitória suada, como parece que acabam por ser quase todas este ano. Mantemos a esperança viva, mas caramba, será que não dava para jogarem sempre com a atitude demonstrada após o golo sofrido? É que aumentavam-nos a esperança de vida e poupavam-nos alguns cabelos brancos.

por D`Arcy às 23:40 | link do post | comentar | ver comentários (35)

O estádio foi um palco.

A representação teatral não foi má. Não chegou ao nível das representações a que costumamos assistir no Estádio do Bonfim, mas a de ontem, no Estádio do Mar, também foi digna de algum mérito.

 

Aquele salto patético (no conceito grego de Pathos), de braços abertos e em busca da bola, dado por um moço chamado Morais acabou por ser um momento de overacting. No entanto, acaba por ser apenas um pecadilho, quando confrontado com a péssima representação do seu colega que decidiu, em desespero, atrasar de cabeça uma bola do meio-campo para um avançado contrário. Aliás, este foi um dos piores momentos da representação, porque acabou por obrigar um dos piores actores em cena, um tal de Beto, a demonstrar que tem mais talento como guarda-redes do que como actor…

 

Um outro actor que demonstrou pouca qualidade foi um tal de Helton. O rapaz não percebeu que a peça era em tons de drama para os da casa e decidiu que poderia dar um toque de comédia burlesca à encenação. Como já foi perto do final, a sua confusão acabou por não comprometer o espectáculo.

 

Especial realce merece a representação, que culminou com uma espécie de monólogo perante os jornalistas, de um tal de José Mota. Durante grande parte do espectáculo mostrou-se um bom actor - todo aquele esbracejar e gritar adequam-se ao que se espera da sua personagem – mas foi no final, no tal monólogo, que melhor demonstrou os seus dotes artísticos. Aquilo até parecia de verdade.

 

Quem não estava a gostar muito do espectáculo era o público, que chegou a protestar veementemente, pois estava convencido de que ia ver um jogo de futebol…

 

Para finalizar, resta dar os parabéns à companhia de teatro que, apesar de ainda estar longe da qualidade dos seus colegas de profissão de Setúbal, apresentou grandes potencialidades que poderá explorar no futuro, atendendo a que, agora, já terá meios para pagar os ordenados aos actores.

por Pedro F. Ferreira às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sexta-feira, 06.03.09

Rafeirice - Pedagogia azul

A atitude é nojenta e prostituta, mas profundamente adequada a quem a pratica. O clube assumidamente corrupto agora aproveita as visitas dos jogadores do Glorioso a escolas, no âmbito de programas sociais, e entretém-se a tecer considerações porcas – oficiais e publicadas no site - sobre declarações dos mesmos no âmbito de conversas francas com crianças.

Talvez tenham ficado confusos com a seriedade, rectidão e dignidade da conversa, habituados que estão à hipocrisia e à canalhice do seu modo de vida. Talvez lhes cause confusão uma pessoa honesta admitir o que já todos admitimos: o golo do David Luiz foi precedido de fora-de-jogo. O que não branqueia os roubos e arbitragens encomendadas a que já fomos sujeitos este ano e nos fazem ter menos 10 pontos do que teríamos num país sério.
Mas admitir o fora-de-jogo é ser honesto e sério.
Eu sei que vocês, adeptos do Mestre Pinto, não percebem este modo de vida. Eu sei que quando se nada num mar de excrementos há 30 anos é difícil entender - integrar no sistema de valores - quem goste de andar limpo e de cabeça erguida. Eu sei que vocês nunca admitiriam os milhares de roubos dentro de campo, a impunidade atroz de que gozam, os rebuçados, a fruta, os galões, as viagens ao Brasil, as cargas de pancada encomendadas, as instruções para a abertura – nas Antas - de camarotes com personalidades benfiquistas de vetusta idade a arruaceiros e rufias, as agressões, a cultura do medo. Eu sei que vocês preferem – claro que preferem - declarações sobre como visitas de árbitros a casas de presidentes de clubes dois dias antes de um jogo arbitrado pelo mesmo são absoluta coincidência e se devem a necessidades de 'aconselhamento familiar'. Eu sei que vocês preferem a ‘fina ironia’.
 
Eu sei tudo isso. Eu sei que isso é que é a 'pedagogia azul'.
 
Ainda assim, utilizar uma conversa inocente de uma pessoa honesta com crianças para vomitar o que vomitaram a título oficial no site da associação presidida pelo guru do aconselhamento familiar passa os limites do obsceno. Da prostituição intelectual.
 
Mas é como digo: no fundo, o que se pode esperar de quem anda há 30 anos a conspurcar o futebol português e o país com o cheiro nauseabundo da corrupção e da mentira?
 
 
Prefiro deixar-vos com o que realmente interessa das declarações do David Luiz, reproduzidas n’A Bola: ‘Quanto entro no Estádio da Luz pergunto-me: Que fiz eu para merecer este privilégio? Quero ficar muitos anos aqui.’
 
A mágoa e ressaibo do clube assumidamente corrupto está associada a isto. A esta grandeza de alma que nunca irão ter. À inveja e pequenez que demonstram de cada vez que cantam as músicas de ódio ao Glorioso quando festejam títulos.
Nessa doentia obsessão que constitui um irónico gesto de vassalagem ao maior e melhor clube do Mundo.
 
Façam o que fizerem, comprem o que comprarem, aconselhem familiarmente quem aconselharem, nunca hão-de ser mais do que um rafeiro (piolhoso e cheio de doenças) que nos tenta morder nos calcanhares.
 
 
p.s. tão nojenta quanto a atitude dos corruptos é a do pasquim do Record, esse monumento à javardice jornalística, que pega selectivamente nas mesmas declarações do David Luiz numa conversa com crianças (ignorando os restantes pontos de interesse da conversa) e faz parangonas abjectas e asquerosas como ‘David Luiz assume golo irregular’. Deste pasquim também já todos sabemos o que esperar.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (35)
Quinta-feira, 05.03.09

Oportunidade de emprego

Árbitro de futebol

Somos uma empresa do sector horto-frutícola sediada no Grande Porto e especializada no ramo da distribuição de fruta.
Procuramos profissionais ambiciosos, no sector da arbitragem desportiva, para integrar equipa dinâmica que será responsável pela arbitragem de um torneio profissional de futebol de que somos promotores (conjuntamente com uma conhecida empresa do ramo dos media).

Perfil do candidato:

- Boa apresentação (no caso de sócios do Sport Lisboa e Benfica, recomenda-se a profusa utilização de substância capilar gelatinosa)
- Profundo desconhecimento das Leis do Jogo
- Boa capacidade para lidar com a pressão de modo a que, em circunstâncias mais exigentes, saiba proteger os interesses dos promotores do torneio.


Oferecemos:
- Remuneração compatível com a experiência
- Serviços de aconselhamento familiar
- Em função do desempenho:
    - boas avaliações (por parte dos nossos observadores) facilitadoras de rápida progressão na carreira;
    - oferta de géneros alimentícios, nomeadamente:
        - produtos por nós distribuidos;
        - esferas coloridas e de pequena dimensão, ricas em açúcar;
        - bebidas ricas, simultaneamente, em cafeína e cálcio.
    - viagens aos países exportadores dos produtos por nós distribuídos


As respostas a este anúncio deverão mencionar a referência APT/DRDO.

Imobiliário - Boa oportunidade

 

 

Boa oportunidade!
 
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Decorado por um daltónico e com fachada de azulejos de elevado valor artístico (pós-modernismo alcoólico-berrante). Possui fosso para escoamento de esgotos.
Necessita de obras em, basicamente, todos os aspectos.
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Possibilidade de permuta com quantidade de caixas de garrafas de Cutty Sark ou Jameson a negociar.
 
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Contacto: Edifício Visconde de Alvalade.
217516845. Pedir para falar com o Pipinho.
 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:56 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Quarta-feira, 04.03.09

Estou com problemas!!

Caros Tertulianos e caros amigos, estou com um problema familiar grave. Vocês acham que se eu for a casa do senhor PC ele me abre a porta e me recebe??

 

Ouvi dizer que ele ajuda pessoas com problemas familiares, será verdade??

 

 

Ovo podre

 

Este fim-de-semana, na imprensa:
 
Soares Franco arguido por crime de burla
 
Soares Franco foi ontem ouvido na PSP de Lisboa, como arguido, no âmbito de um processo que corre no Ministério Público de Ponta Delgada, em que é suspeito de burla qualificada e abuso de confiança. Em causa, está a venda – há mais de dez anos – de um prédio rústico, nos Açores, pertencente a uma familiar do presidente do Sporting. (…)’
 
Subitamente, a visão da Avestruz de Alvalade confortavelmente aninhada ao lado do presidente do clube condenado por corrupção (ah, o amor é tão bonito) na tribuna presidencial do Estádio do Ladrão no Sábado é incrivelmente adequada - vejo-o agora com uma clareza cristalina. E percebo também a profunda cumplicidade e os estreitos e enternecedores laços de amizade que se formaram: como se de uma cerimónia iniciática para a entrada num gangue se tratasse, desde que Pipinho mostrou as suas credenciais na arte da intrujice ganhou o direito de privar com os rufias mais crescidos.
 
Olhando para aquele camarote no Sábado, diria o povo que estavam os ovos podres todos no mesmo cesto.
Ou, neste caso, os trafulhas todos no mesmo camarote.

 

 

p.s. Os queques gostam muito de apregoar que se trata de um clube de gente com valores. Lá isso é verdade. A família em primeiro lugar. Primeiro engana-se a família e só depois o Sportem.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Terça-feira, 03.03.09

Adenda ao post anterior - As estranhas contas d'A Bola

 

A nível dos dados financeiros hoje apresentados pelo jornal A Bola na sua peça sobre as contas das SADs, fica aqui denunciada a sua viciação. Ou por ignorância ou má fé (escolham) apresentam os dados da SAD do Porto a nível consolidado (com 4 sociedadezecas que ao clube condenado por corrupção lhe dá jeito incluir) no que respeita à Demonstração de Resultados (o que faz crescer os Proveitos Operacionais de EUR 24,8 milhões para EUR 31 milhões e diminuir miraculosamente o prejuízo líquido de EUR 2,5 milhões negativos para EUR 1,4 milhões negativos), mas apresentam os dados individuais da SAD a nível do Passivo (que é bastante mais favorável, reduzindo o Passivo de EUR 152,9 milhões para EUR 143,5 milhões). É uma solução de alfaiate: escolhe-se os agregados das contas que der mais jeito para ficar melhor na fotografia.

Erro? Má fé? Eu digo que é assim que se manipula a opinião pública.
 
Quanto aos restantes pasquins, jornalecos, televisões e afins, não tenho honestamente estômago para os verificar a todos (e ao pasquim do Record recuso-me a lê-lo, sob pena de vomitar a refeição anterior), mas há pelo menos mais um que adopta esta visão selectiva (esse monumento ao rigor jornalístico que tem como iniciais 'C' e M').

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:04 | link do post | comentar | ver comentários (7)

As Finanças, ah, as Finanças - 'The Complete Idiot's Guide to Benfica's accounts' 3ª edição

 

Face ao Carnaval que aí vai pela imprensa quanto às contas semestrais das SADs (que isto se perceba de vez: as SADs e não os grupos económicos), impõe-se aqui tecer as seguintes considerações:
 
1. Trata-se das contas das SADs. Outra vez: trata-se das contas das SADs. Não se trata das contas dos grupos económicos, até porque (porra, como isto cansa) o Benfica é, já há vários anos, o único clube que consolida todo o seu universo empresarial. Logo, está tudo nas contas consolidadas e estas reflectem na sua plenitude a situação do universo Benfica. Está lá toda a dívida. Isto para dizer o quê? Que outros clubes existem que embelezam artificialmente as contas das SAD porque é nestas que centram a atenção da imprensa e do mercado, e que preferem deixar convenientemente de fora do perímetro de consolidação empresas com dívida bancária que não interessa juntar (já o disse mais de uma vez: cá, no Benfica, não há cá sociedades carregadas de dívida que não entram para as contas, nem agregados escolhidos a dedo, para dar jeito ou manipular os números, como é apanágio de outros clubes 'diferentes'). As contas das SADs do clube condenado por corrupção e dos amigos do Lumiar são, portanto, uma espécie de montra artificialmente arrumada (e, ainda assim, são a porcaria que são!) para uma loja de cacos. A SAD do Benfica reflecte a natureza da actividade da SAD e tem a dívida que deve, legitimamente, estar na SAD. Toda a restante dívida que está nas outras sociedades respeita à actividade das outras sociedades (e não está apenas lá escondida para não estar na SAD, como nos casos do Sportem e do FC Porco) e está escarrapachada nas contas consolidadas referentes ao Grupo (contas consolidadas essas que não existem nos casos do SCP e FCP).
As receitas do Grupo Benfica são, como se sabe, muito superiores e incluem uma série de fontes de receitas que não estão incluídas nas contas agora discutidas, mas que estão incluídas nas contas consolidadas.
Anseio pelo momento em que se possa comparar as contas consolidadas dos GRUPOS económicos SLB, SCP e FCP. Como nós todos gostaríamos, e que desconfortável será para quem muito gosta de construir cenários fantasiosos de elogio ao FCP e aos falidos do Lumiar.
 
 
(A título exemplificativo, e para se ter noção da dimensão, registe-se que no exercício terminado em 2007 o grupo Benfica apresentava proveitos operacionais de EUR 87 milhões.
O Passivo Total do Grupo Benfica (tudo incluído) seria da ordem dos EUR 305 milhões, o do Grupo Benfica sem a Benfica Estádio de cerca de EUR 242 milhões, o do ‘Grupo’ Sportem de EUR 358 milhões e o do Clube Regional do Porto de EUR 148,5 milhões. O passivo remunerado do Grupo Benfica seria de cerca de EUR 167 milhões, o do Grupo Benfica sem o Estádio de cerca de EUR 124 milhões, o do ‘Grupo’ Sportem de cerca de EUR 238 milhões e do ‘Grupo’ do Clube Regional de cerca de EUR 97 milhões. Registe-se que o EBITDA (Cash flow Operacional) do Benfica era de EUR 28 milhões (de EUR 15 milhões sem a Benfica Estádio), o do Sportem era de EUR 9 milhões e o do Clube Regional de EUR 3 milhões.
Tendo presente que os agregados do Clube Regional e do Sportem não incluem os Estádio e uma série de entidades (e, como tal, não são comparáveis), mencionei também os agregados do Grupo Benfica sem a Benfica Estádio, para a coisa ser ligeiramente mais comparável.
Registe-se ainda que o Passivo Total do Grupo Sportem, face ao que tem sido publicamente admitido pelos seus responsáveis (foi admitido há sensivelmente 2 anos que era de EUR 400 milhões) será actualmente da ordem dos EUR 450 milhões e o Passivo Exigível da ordem dos EUR 235 milhões.)
 
 
2. Os resultados da SAD derivam de uma opção consciente do Benfica. Optou-se por manter os activos e não alienar direitos desportivos (e havia claramente essa possibilidade). Bastava ter vendido um jogador e neste momento a situação seria a oposta. Mas optou-se por manter a estrutura e investir adicionalmente na equipa, num quadro de controlo total das possibilidades de financiamento. Trata-se de uma situação absolutamente prevista pelo Benfica e que faz parte da estratégia delineada. Já se sabia que iríamos ter prejuízo nas contas semestrais da SAD exactamente por causa disso, o que não quer dizer que as contas no final do exercício não venham a ser diferentes.
 
O que há a assinalar aqui é o seguinte: O Benfica não esteve na Liga dos Campeões e neste exercício (até agora) não alienou quaisquer activos e o prejuízo está absolutamente dentro do projectado.
Quem devia estar (e está, e está) preocupado é o clube condenado por corrupção, que realizou EUR 18,64 milhões em alienações de passes de jogadores, tem uma presença lucrativa na Liga dos Campeões e ainda assim regista um resultado líquido negativo de EUR 2,5 milhões. Isso sim, é muito preocupante, muito estranho e denuncia uma falência estrutural (sobre o assunto, leiam-se os excelentes posts no blog Fórum Benfica).
 
E não se venha outra vez com a história dos passivos. O passivo, só por si, não quer dizer rigorosamente nada, se não for comparado com o activo e se não for analisado na sua estrutura. A este nível tem de ser explicado novamente que o mencionado na imprensa é o Passivo das SADs e não dos grupos económicos. É natural que o passivo da Benfica SAD seja maior, porque a dimensão do clube (e o activo) também o é. E como disse, na SAD do Benfica está todo o passivo da SAD, não há partes escondidas de dívida para outras entidades porque não valeria a pena: o Benfica, não me canso de o repetir é o único que consolida todo o universo empresarial.
 
Se os passivos totais da Benfica SAD, Porto SAD e Sportem SAD são de, respectivamente, EUR 147,4 milhões, EUR 143,5 milhões e EUR 141,9 milhões, os ACTIVOS são, também respectivamente, de EUR 161,1 milhões, EUR 156,9 milhões e EUR 137 milhões. O que curiosamente, não vem na imprensa, porque preferem mais uma vez fazer o exercício estúpido (e há mais gente que o faz) de comparar apenas os valores absolutos do Passivo. Os capitais próprios da Benfica SAD são de EUR 13,7 milhões, os da SAD do Porto de EUR 13,4 milhões e os da Sportem SAD de -4,9 milhões. Aspecto a salientar: sim, a Sportem SAD tem Capitais Próprios negativos (e isto, sim, é FALÊNCIA TÉCNICA, cambada de jumentos da comunicação social), apesar de ter dívida escondida por uma série de empresas espalhadas pelo grupo, e que não consolidam (e que denunciam um passivo total da ordem dos EUR 450 milhões)
 
Outro aspecto (e fundamental) a salientar, é que a estrutura do passivo do FC Porco (que é uma análise importante, apesar da iluminada imprensa desportiva achar que não) revela que há EUR 61,2 milhões de dívida bancária que se vence a muito curto prazo e que necessita de ser refinanciada numa conjuntura de crise financeira mundial. Por outras palavras, o FC Porco, para sobreviver, necessita desesperadamente do apoio da banca e depende da venda sistemática de jogadores num cenário de crise mundial (já não só financeira, mas também económica). É um cenário admitido pela administração da SAD do clube condenado por corrupção e que configura a chamada 'falência estrutural'. A este nível, tudo isto está (como sempre) exemplarmente explicado e foi já denunciado há muito no Fórum Benfica.
 
No entanto, quando o Benfica, numa atitude de antecipação às dificuldades inerentes à crise financeira e de excelente gestão financeira, emitiu papel comercial no valor de EUR 40 milhões, tendo utilizado EUR 25 milhões para reembolsar dívida bancária de curto prazo, não li nem ouvi na imprensa ninguém destacar a qualidade da medida. Não: na altura o que se ouviu foi a diarreia mental dos avençados do costume a elaborar sobre como o Benfica estava em dificuldades. Quando na verdade o que estava a fazer era a arrumar a casa para não estar sujeito ao que o FC Porco vai estar. É o país e imprensa que temos. São os fantoches que temos de aturar (controlados pelos fantocheiros do costume).
 
 
3. Trata-se de um prestar de contas referente a apenas metade do exercício. São as contas semestrais, afectadas que são pela sazonalidade do fenómeno desportivo e pelas especificidades da estrutura da época desportiva. Há uma série de acontecimentos, absolutamente previstos, que determinam este resultado e há uma série de medidas disponíveis para se alterar este quadro até ao fim do exercício (se a SAD decidir vender um jogador, a situação inverte-se).
No final do exercício veremos então qual foi a verdadeira situação de toda a época, e a nível do GRUPO!
 
4. Tem particular piada a imprensa vir, em parangonas desproporcionadas, elaborar sobre a ‘falência técnica’ das SADs dos clubes. Fiquem sabendo, cambada de bisnaus avençados, que em falência técnica só se encontra a Sportem SAD, que tem capitais próprios negativos. É isso que significa ‘falência técnica’. Perceberam, pseudo-jornalistas da treta, lagartagem e malta que gosta de clubes condenados por corrupção? Provavelmente não. Já estou habituado.
 
Quanto à questão do capital estar abaixo do exigido, é público, e comum às três SADs, o facto de não estarem a cumprir o o artigo 35º. do Código das Sociedades Comerciais (que não está propriamente em prática desde 2004, exactamente por força da grande quantidade de empresas do tecido empresarial português que não estão em cumprimento). A este título já aqui o escrevi: ‘É do conhecimento de todos a pesada herança de resultados transitados negativos que se herdou da era Vale e Azevedo, e que tem vindo a ser esbatida graças ao caminho de equilíbrio que se está a percorrer. Como é óbvio, isso não se faz de um momento para o outro e as contas reflectem-no. Registe-se também que a situação relativa ao artigo 35º será resolvida com o aumento de capital na SAD através da entrada em espécie das acções detidas na Benfica Estádio e posterior fusão (não, isso não melhora, em substância a situação dos capitais próprios do Grupo, mas resolve a questão formal).
O que importa é que o motor económico do Benfica foi posto a funcionar como deve ser (é evidente a evolução da situação operacional ao longo dos últimos anos e o seu equilíbrio crescente), a estrutura de capitais estabilizada e o passivo remunerado completamente controlado. É manter o caminho e atingir-se-á o equilíbrio financeiro na estrutura de capitais.’
 

5. Não há paciência para toda esta gente. Para os cacófagos da imprensa ignorante deste país e para os acéfalos da lagartagem e do clube condenado por corrupção que, sem saber do que estão a falar, gostam de vomitar alarvidades, em vez de se entreterem com os pormenores cómico-trágicos de mais um julgamento do vetusto senhor da noite portuense, agora também conhecido pela sua faceta de conselheiro familiar de árbitros com fétiche por fruta.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:42 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Sumaríssimos

Já é terça-feira, e no entanto continuo à espera de ver ou ouvir qualquer notícia acerca de eventuais sumaríssimos instaurados ao Lucho González ou à Meretriz Uruguaia, pelos lances que protagonizaram no jogo do fóculporto contra a sua filial do Lumiar. Da parte da filial, não há queixas (obviamente), e quanto à imprensa desportiva, nem toca no assunto, que o amor às rótulas é grande, e portanto o que convém é mesmo deixar o assunto cair rapidamente no esquecimento. As imagens são claras, e falam por si próprias (obrigado ao Antitripa pelas mesmas):





Convém recordar que, já esta época, o Luisão foi suspenso por dois jogos na sequência de um sumaríssimo devido a um lance com o Sapunaru bastante semelhante ao da Meretriz Uruguaia, e no qual é bastante mais discutível a intencionalidade do mesmo (aquele ajuntamento de jogadores aos empurrões que vemos nas imagens deste lance é fóculporto vintage). Mas já se sabe, a diferença está na cor das camisolas: sem camisola vermelha, não há sumaríssimo. É por isso que, por exemplo, o gesto do Katsouranis para o Luisão foi considerado gravíssimo, e merecedor de sumaríssimo, mas o do marroquino do fóculporto no Lumiar, para a Taça da Liga, em que os gestos são dirigidos ao público, já não.

por D`Arcy às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Domingo, 01.03.09

Mística


O Eusébio é o melhor. Mas, para mim, o Senhor Mário Coluna será sempre O Maior.

por D`Arcy às 02:18 | link do post | comentar | ver comentários (28)

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