VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 30.04.09

LADRÕES!

As imagens falam por si. Quase não é preciso acrescentar mais nada. Estes senhores demonstraram mais uma vez que estão longe de ser incompetentes. No primeiro conjunto de imagens, a dualidade de critérios é gritante. No segundo, o larápio sabia muito bem o que tinha (ou não) de fazer.

 

 

 

 

 

por S.L.B. às 10:26 | link do post | comentar | ver comentários (34)

Pequenos Deuses Caseiros

Há trinta e tal anos, Manuel Freire cantava assim:

 

"Pequenos deuses caseiros que brincais aos temporais / Passam-se os dias, semanas, os meses e os anos / E vós jogais, jogais / O jogo dos tiranos.

 

Dormi em colchões de penas / Dançai dias inteiros / E comprai os que se vendem / Alteai vossas janelas / E trancai as vossas portas / Pequenos deuses caseiros / E reforçai, reforçai as sentinelas"

 

 

Gostaria de dedicar esta canção aos dirigentes da Liga e da Federação, ao presidente do fcp e demais dirigentes dessa associação, aos juízes de Gondormar e da Relação do Porto, ao possível futuro presidente da liga proposto pelo fcp, a muitos árbitros de futebol actuais e passados, a muitos jornalistas desportivos, e a todos os amigos e conhecidos que têm tão brilhantemente pugnado para a construção e manutenção do actual "estado de coisas" do futebol português e, porque não dizê-lo, do País!

por Artur Hermenegildo às 10:17 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 29.04.09

Disciplina

A estranha disciplina da Liga voltou a actuar. Já sabemos que todas as semanas, mas todas mesmo, sem excepção, o Benfica é multado por esta ou aquela razão. Nem que seja porque os adeptos do Benfica apareceram no estádio. Se alguém se dedicar a fazer as contas, rapidamente concluirá que este ano tem sido o Benfica o maior contribuidor para pagar os ordenados àquela gente toda. Só esta semana, foram sete os castigos e mais €2.775 para os bolsos da Liga.

O caso mais recente foi o nosso Rui Costa, que foi mais uma vez multado e ficou suspenso por um mês (na prática, até ao final do campeonato). Isto devido a
"expressões, desenhos, escritos ou gestos injuriosos, difamatórios ou grosseiros para com membros dos órgãos da Liga e da Federação", actos estes que terão sido cometidos aquando da última recepção ao Marítimo. Bem, eu nem sequer digo que o Rui Costa não tenha tido alguma destas atitudes, até porque, como Benfiquista que é, perante a arbitragem 'competentíssima' do seu homónimo, acredito que tenha sido difícil conter-se. Eu bem sei o que se ia ouvindo nas bancadas. Agora o que eu acho estranho é que outros, que têm tido atitudes que se encaixam como uma luva nesta descrição, e que são visíveis por toda a gente, continuem impunemente a fazê-lo semana após semana, perante a complacência não só da Liga como dos próprios árbitros visados, que se 'esquecem' de incluir a descrição desses actos nos seus relatórios, ou que os desvalorizam vá-se lá saber porquê. Parece-me que neste caso a 'competência' do árbitro do nosso último jogo é capaz de se ter também estendido ao relatório que escreveu.

Entretanto, e porque nestas coisas da competência convém manter uma certa constância, para o próximo fim-de-semana já sabemos que poderemos contar com a competência do infalível bombeiro de serviço, Jorge Sousa. Este é tão competente que raramente falha.

por D`Arcy às 10:59 | link do post | comentar | ver comentários (42)
Terça-feira, 28.04.09

Duas palavras: só vitórias.

A nossa equipa de basquetebol terminou a fase regular da respectiva Liga só com vitórias (a cereja no topo deste bolo foi a vitória contra um clube regional no último - e muito sofrido - jogo). É certo que ainda falta o playoff, a fase realmente importante, mas estes atletas merecem neste momento todo o nosso reconhecimento pelo excelente trabalho que fizeram ao longo desta fase, ao qual não será alheia a mão do nosso responsável pelas modalidades. Com este quadro, creio que é legítimo esperar que estes senhores tragam o caneco no final do playoff. Força nisso!

 

O minuto 58.

Sempre achei o wrestling como um subproduto do desporto. Aliás, tenho muitas reservas em considerar a prática de violência gratuita e de desfechos pré-combinados como desporto.

 

Confirmei, ao minuto 58, que o futebol português é muito parecido com o wrestling. E, apesar haver quem chame desportista a um tal de Bruno Alves, não foi pela violência gratuita que confirmei a dita semelhança …

 

[link]

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Domingo, 26.04.09

Compêndio

Um verdadeiro compêndio, foi aquilo que este jogo revelou ser. Um compêndio sobre como um projecto de árbitro, de forma extremamente competente e nada ardilosa, conseguiu equilibrar os pratos da balança de um jogo que, em futebol jogado, chegou a mostrar tamanho desequilíbrio que a única previsão possível para o resultado final era uma goleada, com um desnível comparável ao que vimos na primeira volta entre estas mesmas equipas.

No que diz respeito ao futebol, o Benfica apresentou pela terceira jornada consecutiva o mesmo onze, organizado num 4-4-2 clássico. Isto frente a um Marítimo que apareceu com um 4-3-3, apostando na velocidade de dois ex-jogadores do Benfica para os extremos (Manú e Paulo Jorge). Sem ter tido uma entrada brilhante no jogo, aos poucos o Benfica foi tomando conta do mesmo, e mostrando um futebol com mais alguns dos traços que lhe temos visto nos úiltimos tempos, em particular uma maior velocidade, capacidade de pressão sobre o adversário em terrenos mais adiantados, e bastante mobilidade/liberdade dos seus jogadores no terreno, sendo frequentes as trocas de posição. Quanto ao Marítimo, não me pareceu que se remetesse exclusivamente à defesa, resultando daí um jogo interessante de seguir, mesmo que nem sempre tenha sido bem jogado. Este 4-4-2 do Benfica, como disse, tem mostrado algumas características bastante interessantes, sendo a mais evidente a capacidade para criarmos oportunidades de golo e rematarmos frequentemente. Por outro lado, não é uma táctica isenta de riscos, já que com o meio campo entregue quase exclusivamente à dupla Carlos Martins/Rúben Amorim, parece-me que somos por vezes demasiado 'macios' nessa zona, sendo por vezes evidente o espaço exagerado que concedemos ao adversário para jogar nessa zona (na segunda parte, e face à muito menor disponibilidade do Di María para defender quando comparado com o Aimar, esse pormenor foi ainda mais visível).

Parecia portanto ser bastante provável que o Benfica, quebrando a infeliz tendência desta época nos jogos caseiros, fosse capaz de marcar durante a primeira parte. E isso acabou por acontecer à meia hora de jogo, de uma forma fortuita: houve um cruzamento do David Luíz na esquerda, o Nuno Gomes e um defesa do Marítimo fizeram-se à bola sem no entanto lhe tocar, e esta acabou por descrever um arco, entrando ao segundo poste. Apesar de obtida de forma feliz, a vantagem já se justificava naquele momento, porque nessa altura o jogo já só dava Benfica. Como se costuma dizer muitas vezes, o que custa é o primeiro, por isso foi com uma aparente facilidade que, no espaço de oito minutos, marcámos mais dois golos. O primeiro pelo Cardozo, na conclusão de uma boa jogada em que o Carlos Martins desmarcou o Maxi na direita, e este centrou tenso e rasteiro para a emenda do paraguaio. Foi também da autoria do Cardozo o terceiro golo da noite, desta vez emendando à boca da baliza um cabeceamento vindo do outro lado, após livre do Reyes. Com isto, o Cardozo soma agora seis golos nos últimos quatro jogos. Hoje foram para mim evidentes os benefícios que ele tirou da companhia do Nuno Gomes, cuja mobilidade contribuiu para abrir bastantes espaços para o paraguaio. Conforme disse, nesta altura já cheirava a goleada, mas com a contribuição preciosa do senhor Rui Costa e uma série de livres por ele assinalados, o Marítimo ainda conseguiu finalmente acercar-se da nossa baliza, e marcar sobre o intervalo. Neste particular, confesso que me irrita o facto de defendermos este tipo de lances com onze jogadores dentro da área, e ainda assim ser desta forma que acabamos por sofrer grande parte dos golos. Voltando ao jogo, fiquei logo com a sensação de que foi este golo que evitou o descalabro do Marítimo, porque se fôssemos para o intervalo com três golos sem resposta, o jogo acabaria inevitavelmente numa goleada.

O segundo tempo trouxe-nos uma alteração importante, pois o Benfica surgiu com o Di María no lugar do Aimar. Não sei qual foi o motivo para esta alteração, mas na minha opinião ela reflectiu-se negativamente no nosso jogo. Fez-nos falta a capacidade do Aimar para segurar a bola no meio campo adversário, esperando pela movimentação dos colegas para depois combinar de forma inteligente com eles. Com o Di María as coisas passam-se de uma forma muito mais linear, e além disso ele não esteve numa noite particularmente inspirada, procurando quase sempre resolver as coisas demasiado depressa, com resultados invariavelmente negativos (centrar bolas para a área sem sequer levantar a cabeça para ver o posicionamento dos colegas - ou ver sequer se estão de facto colegas na área - não faz sentido nenhum). O jogo continuava a ser disputado a um ritmo elevado e de uma forma aberta, embora a qualidade do mesmo tenha sido inferior à primeira parte. O Marítimo mostrava vontade de discutir o resultado, lá isso mostrava, mas capacidade para ameaçar a nossa baliza é que nem vê-la. Não sei quantos remates terão eles feito, mas tenho a certeza de que os dedos de uma mão chegam e sobram para contá-los. Não me recordo de ver o Quim fazer uma única defesa.

Mas não nos podemos esquecer do competentíssimo Rui Costa, da família dos competentíssimos Costas, e a quem eu auguro um futuro bastante promissor, prevendo para breve a sua promoção a internacional. Pois este senhor, não contente com o critério estupidamente parcial na amostragem de cartões, e com o facto de decidir 99% dos lances a favor do Marítimo,
descortinou numa queda desajeitada de um insular uma oportunidade dourada para assinalar penálti, e não se fez rogado. Ocasião de ouro para o Marítimo rematar à nossa baliza (já que de outra forma parecia ser impossível), e assim, de súbito, verem-se com a possibilidade de disputar o resultado de um jogo que, de outra forma, nunca pareceu estar ao seu alcance. E tanto que não estava que, apesar de dispormos de apenas um golo de vantagem, a meia hora que faltava até ao final decorreu de forma tranquilíssima, não sentido a nossa baliza ameaçada nem por uma vez que fosse. Pelo contrário, pareceu-me sempre que o quarto golo do Benfica poderia surgir a qualquer altura, houvesse cabeça fria suficiente para aproveitarmos as brechas que se abriam na defesa adversária, e concluir de forma satisfatória alguma das diversas jogadas de ataque que essas brechas proporcionaram. O único factor de nervos acabou mesmo por ser a actuação do senhor Rui Costa, que não contente com o que tinha feito até então, continuou a alardear a sua extrema competência e a anunciar a sua candidatura às insígnias de internacional durante o tempo que faltava. Infelizmente para ele, a falta de capacidade do Marítimo para chegar ao empate terá porventura prejudicado essa mesma candidatura.

Apesar de algo desajeitado nos passes longos, gostei da actuação do Carlos Martins esta noite, enquanto esteve em campo. O Maxi esteve no nível elevado que tem mostrado esta época, e o Cardozo continua a mostrar que terá sido um desperdício tê-lo no banco ou a jogar desacompanhado na frente durante tanto tempo. Não gostei francamente daquilo que o Di María fez. Acho que ficámos a perder com a troca do Aimar.

Nos últimos três jogos para a Liga jogámos com este onze, e esta disposição táctica, e em cada um deles conseguimos uma produção ofensiva bastante interessante, sempre com mais de vinte remates por jogo. Em comparação com o autêntico aborrecimento que foi ver diversos jogos do Benfica esta época, isto tem sido uma agradável mudança. Não sei se ainda vamos a tempo de melhorar a nossa classificação, mas espero que pelo menos se mantenha este nível até ao final da época. Uma coisa parece certa: o Zé da Bancada, que insiste que o Benfica tem que jogar sempre com dois avançados, parece neste caso estar a ver ser-lhe dada toda a razão.

por D`Arcy às 23:40 | link do post | comentar | ver comentários (27)

Parabéns, Telma! II

 

A Telma Monteiro não vestiu a indumentária da selecção nacional de Judo e anda a dar entrevistas e a aparecer por tudo quanto é sítio com o manto sagrado vestido. É claro que os responsáveis da FPJ já vieram fazer o devido reparo, o que eu percebo perfeitamente, até porque eles fizeram circular a informação de que os atletas deveriam fazer uso do equipamento da selecção, mas eu não posso senão regozijar-me com a atitude, pois a Telma deixa claro que o emblema com que se identifica é o do Glorioso e não o das "quinas". Parabéns à Telma que, além de ser uma mulher bonita e bem-falante, de ser benfiquista e (também por isso) campeã, trata com este nobre desprezo o chiqueiro das normas das equipas ditas de todos nós.

Sexta-feira, 24.04.09

Os neo-damasianos?

Escrevo estas linhas às 21 horas. Há mais ou menos uma hora juntaram-se, no Marriott, António Figueiredo e Bruno Carvalho. Será que os damasianos querem regressar?

Seja como for, parece-me uma parelha interessante… merecem-se.

por Anátema Device às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Parabéns Telma!

 

A nossa Telma Monteiro é Campeã da Europa.

 

Parabéns Telma!

por Artur Hermenegildo às 16:49 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 23.04.09

A importância relativa da Champions e a importância absoluta dos direitos TV (para ler como complemento ao post anterior)

 

Quando se analisa mais em pormenor a estrutura dos proveitos operacionais das SADs do Glorioso e dos outros ‘grandes’, começamos a perceber muito melhor a motivação para certas atitudes que, à primeira vista, parecem desproporcionadas.
 
No final do 1º semestre desta época desportiva, em que fizemos uma carreira europeia com a qualidade de um penteado da estrutura desportiva do Sportem, a Benfica SAD teve receitas operacionais da ordem dos EUR 26 milhões. Adicionalmente, e por opção, não alienou quaisquer activos.
Analisando e comparando as receitas das SAD, consegue-se perceber que não dependemos da ida à Liga dos Campeões para sobreviver (e basta vendermos um dos jogadores do plantel para se equilibrar as contas) e consegue-se perceber o quanto os outros dois clubes da Coligação Anti-Benfica, esses sim, precisam disso como ar para respirar. Nomeadamente, a Agremiação do Lumiar, em que as receitas das competições europeias (e só estamos a falar dos prémios de participação: não se consegue isolar o efeito nas bilheteiras) representaram EUR 10 milhões (pasme-se: 33,5% das receitas totais).
É fácil - torna-se muito fácil - perceber a razão do choradinho do treinador da lagartagem e de toda a pressão montada para os deixarem ficar com o segundo lugar.
 
Alinhemos mais uma vez no jogo que a imprensa avençada gosta de fazer e peguemos nas SADs do Benfica e dos outros dois clubes de maior expressão, e nas suas contas do 1º semestre desta época.
Analisando a estrutura de proveitos, chegamos à conclusão de que as quotizações na Benfica SAD representam EUR 4,4 milhões (17% das receitas operacionais), tendo presente que isso só responde por 75% das quotas (o restante é do clube). Na FCP SAD as receitas das quotas são de EUR 1,96 milhões (8% das receitas) e na Sportem SAD são de EUR 2,1 milhões (7%). É fácil perceber a diferença de dimensão. Num cálculo rudimentar, se se anualizar a totalidade do montante semestral total das quotas do Benfica (EUR 5,85 milhões), chegamos a EUR 11,7 milhões anuais.
 
A nível de publicidade e patrocínios, a Benfica SAD apresenta proveitos de EUR 6,2 milhões (FCP SAD - EUR 5 milhões; Sportem SAD – EUR 3,2 milhões). Registe-se ainda que a nível de bilheteira e cativos só seria possível ter uma ideia cabal dos agregados totais com recurso às contas consolidadas dos 3 grupos, dado que parte das receitas estão nas SADs e parte nas empresas que exploram os estádios (consoante os casos), mas ainda assim registe-se – ressalvando a limitação da informação - que a Benfica SAD apresenta proveitos semestrais de Bilheteira e Cativos de cerca de EUR 7,2 milhões (a FCP SAD de EUR 4,9 milhões e a Sportem SAD de EUR 5,2 milhões).
 
Consegue-se perceber que nesta matéria a dimensão tem, de facto, um papel preponderante, e é exactamente nisso que reside a chave da questão. A obtenção de uma estrutura de receitas menos dependente da volatilidade da actividade desportiva e que garanta uma estabilidade que forneça visibilidade ao futuro só está ao alcance de um clube como o Benfica, que não é só o Maior Clube Mundial em nº de sócios, mas também detém o recorde de receitas provenientes da quotização. Não se trata de agitar aos ventos a condição de Maior Clube Mundial no Guinness de forma fanfarrona: essa condição traduz-se em algo palpável.
Esta massa crítica, a rentabilização do que nos torna únicos – a força da marca Benfica e a massa humana que compõe a alma benfiquista – faz toda a diferença e garante a nossa viabilidade, desde que sejamos geridos de forma rigorosa, honesta, sem subserviências a poderes instalados. Isto manifesta-se nas quotizações, nas receitas de bilheteira, na publicidade, no merchandising e noutro aspecto que nos tem sido vampirizado de forma grotesca.
 
Para isto ser imparável, falta aquilo por que esta estrutura directiva se tem incansavelmente batido – justiça lhes seja feita: a independência a nível dos direitos TV. Pela libertação final do que foi hipotecado ao preço da chuva e que pode ser rentabilizado como muito poucas coisas neste país. Quando tivermos a possibilidade de negociar os direitos TV livremente, finalmente libertos das amarras do grupo Controlinveste (Olivedesportos), as receitas vão finalmente reflectir na plenitude o potencial que tem sido amordaçado.
 
Para se ter uma ideia, a Olivedesportos paga ao conjunto de todos os clubes da Liga cerca de EUR 42/45 milhões anuais. O Benfica recebe cerca de EUR 7,5 milhões/ano. Em Inglaterra, um clube como o Tottenham recebe, sozinho, cerca de EUR 51 milhões/ano. Em Espanha, o Villareal recebe, sozinho, EUR 46 milhões/ano. São clubes do meio da tabela que recebem mais do que a totalidade dos clubes portugueses. O Benfica, tendo a dimensão que tem, recebe menos do que qualquer clube do fundo da tabela destes países (ou vendo bem, de qualquer outro minimamente desenvolvido). Mesmo tendo em contas as diferenças dos mercados, trata-se de diferenças avassaladoras.
A Sport TV, detida pela Olivedesportos e pela Zon em partes iguais, cobra aos cerca de 600 mil assinantes uma mensalidade de EUR 23,99 €. Trata-se de cerca de EUR 173 milhões anuais de assinaturas para se poder ver futebol na televisão. É cerca de 4 vezes mais do que se paga à totalidade dos clubes. Bonito.
 
Não há mais nenhum país onde exista um intermediário que faça a ponte entre os clubes e as tvs, sem qualquer tipo de valor acrescentado. É inadmissível que recebamos infinitamente menos que um clube do fundo da tabela em Espanha pelos nossos direitos de transmissão televisiva, quando temos a dimensão e força que temos (recebemos menos de 1/3 do valor que seria normal).
 
Isto acaba em 2013. É por perceberem que se aproxima o fim da galinha dos ovos de ouro que esta gente que controla os media anda tão ocupada a manipular informação no sentido de nos prejudicar, a produzir notícias falsas (praticamente todos os dias, nos pasquins e canais do costume) e até a fabricar gente para servir como cavalos de Tróia para tentar minar o Benfica por dentro e garantir perspectivas de negócios futuros.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:04 | link do post | comentar | ver comentários (44)

A manipulação da imprensa - As estranhas contas d'A Bola parte II

 

Já começa, muito honestamente, a enjoar a forma burra e, muito provavelmente, intencionalmente desonesta com que os pseudo-jornalistas desportivos (a mais baixa das espécies) falam das finanças dos clubes.
Já não acredito em burrice. É-se burro a primeira vez. À segunda é-se teimoso, além de burro. A partir da terceira vez denunciam-se as segundas intenções.
Estou farto de denunciar a forma desonesta como se comparam realidades que não são comparáveis para fazer determinados clubes ficar melhor na fotografia. A questão da comparabilidade dos universos do Benfica, FC Porco e Sportem é sistematicamente desprezada pela imprensa desportiva, e continuam a fazer-se comparações abusivas sem qualquer espécie de escrúpulos.
Quanto ao Pasquim que começa por um R e acaba em D não sei o que andam para lá a escrever porque por uma questão de higiene nem lhe pego. Quanto ao ‘O Nojo’ nem lhe vejo utilidade para forrar caixotes do lixo. Por isso falo do que vejo escrito n’A Bola. Que não compro em dias em que escrevam os acéfalos do MST e do JAL, mas que gentilmente me forneceram ontem.
 
À semelhança do que haviam feito há tempos (e que me motivou este e este posts), mais uma vez é feito um exercício de absoluta estupidez nas páginas centrais, num artigo gratuito e profundamente onanista com o mote das dificuldades do futebol europeu e a sua relação com a crise. Desta feita, o artista é um tal de Germano Almeida, que além de ser um jornalista medíocre, vomita pelas referidas páginas a profunda inépcia também a nível de assuntos financeiros. Mais uma vez se voltam a comparar agregados consolidados da FCP SAD com dados individuais das restantes SADs e mais uma vez há manipulação de números, de forma profundamente imbecil, para determinados clubes ficarem bem na fotografia.
 
  1. Comparabilidade
A comparação entre as 3 SADs, nos moldes em que é feito, é mais uma vez um exercício de inapelável e flamejante idiotice.
A este propósito, vale a pena relembrar o que aqui escrevi há tempos:
 
‘Trata-se das contas das SADs. Outra vez: trata-se das contas das SADs. Não se trata das contas dos grupos económicos, até porque (porra, como isto cansa) o Benfica é, já há vários anos, o único clube que consolida todo o seu universo empresarial. Logo, está tudo nas contas consolidadas e estas reflectem na sua plenitude a situação do universo Benfica. Está lá toda a dívida. Isto para dizer o quê? Que outros clubes existem que embelezam artificialmente as contas das SAD porque é nestas que centram a atenção da imprensa e do mercado, e que preferem deixar convenientemente de fora do perímetro de consolidação empresas com dívida bancária que não interessa juntar (já o disse mais de uma vez: cá, no Benfica, não há cá sociedades carregadas de dívida que não entram para as contas, nem agregados escolhidos a dedo, para dar jeito ou manipular os números, como é apanágio de outros clubes 'diferentes'). As contas das SADs do clube condenado por corrupção e dos amigos do Lumiar são, portanto, uma espécie de montra artificialmente arrumada (e, ainda assim, são a porcaria que são!) para uma loja de cacos. A SAD do Benfica reflecte a natureza da actividade da SAD e tem a dívida que deve, legitimamente, estar na SAD. Toda a restante dívida que está nas outras sociedades respeita à actividade das outras sociedades (e não está apenas lá escondida para não estar na SAD, como nos casos do Sportem e do FC Porco) e está escarrapachada nas contas consolidadas referentes ao Grupo (contas consolidadas essas que não existem nos casos do SCP e FCP).
As receitas do Grupo Benfica são, como se sabe, muito superiores e incluem uma série de fontes de receitas que não estão incluídas nas contas agora discutidas, mas que estão incluídas nas contas consolidadas.
Anseio pelo momento em que se possa comparar as contas consolidadas dos GRUPOS económicos SLB, SCP e FCP. Como nós todos gostaríamos, e que desconfortável será para quem muito gosta de construir cenários fantasiosos de elogio ao FCP e aos falidos do Lumiar.’
 
Pois muito bem. O que faz o moço Germano, mais uma vez? Sem se importar rigorosamente nada com as realidades que está a comparar, ou com a verdade que como jornalista supostamente deve defender, compara a SAD consolidada do FCP (com mais 4 sociedades que lhe dá jeito lá consolidar para aumentar os proveitos a apresentar à CMVM, a saber: Porto Comercial, FC Porto Multimédia, PortoEstádio e PortoSeguro, que representam em conjunto um acréscimo da facturação consolidada de cerca de EUR 6,2 milhões) com a SAD do Benfica e a SAD do Sportem. A Benfica SAD consolida apenas a Benfica TV e a Clínica Benfica, que sendo projectos que estão em fase inicial e de investimento, não representam proveitos adicionais nesta fase, e têm portanto uma contribuição negativa para o total da SAD, agravando o resultado. As restantes entidades do Grupo Benfica são consolidadas a nível do Grupo nas contas consolidadas globais (sendo, repita-se, a única entidade que apresenta contas consolidadas de todo o seu universo empresarial, o que permite ter a real e cabal leitura do mesmo), que são apresentadas no final do exercício.
São realidades que não são, portanto, comparáveis, e é desonesto e francamente parvo comparar os agregados da forma que A Bola o fez (e que normalmente os outros pasquins o fazem). Acresce o facto de que nunca menciona que se trata das SADs. A comparação é feita com a legenda ‘AS CONTAS DOS TRÊS GRANDES’, o que é MENTIRA. Trata-se, como vimos, das contas (erradas) das SADs. Não estão lá as contas dos clubes, nem se trata das contas consolidadas dos grupos (porque só o Benfica é que tem).
 
Mas qual a razão de tais comparações feitas em cima do joelho, sem o mínimo de rigor, isenção ou investigação, perguntam vocês? Não costumo falar com os leitores, mas abro uma excepção hoje: para aumentar as receitas do FCP e diminuir os prejuízos. That’s why. E, pelo caminho, ‘enganar-se’ nos capitais próprios do Sportem, fazendo desaparecer a falência técnica.
 
  1. Manipulação
Relembremo-nos de que se trata de agregados que não são comparáveis. Mas alinhemos no jogo do moço.
Além de não perceber ou não querer perceber a verdadeira natureza do que está a comparar, o avençado é tão limitado que troca números, confunde sinais, não percebe agregados.
 
Repare-se nos números apresentados no jornal:
 
                                                                       (€ milhões)

 SADs
Benfica
FC Porco
Sportem
 
 
 
 
Receitas
26,0
31,1
29,9
Custos Operacionais
27,6
35,8
23,7
Valor do plantel
74,3
64,2
30,8
Capitais Próprios
13,6
16,4
4,9
Prejuízo
9,3
1,4
2,3
Resultado Operacional
-6,9
2,8
-0,4

 
Sendo limitado e profundamente burro, o jornalista esquece-se de dizer que as receitas referidas são as receitas operacionais (não incluem transferências de atletas nem proveitos financeiros), que o prejuízo é o resultado líquido negativo e que o resultado operacional que ali está é o Resultado Operacional já com as transferências de atletas (o que dá muito jeito para comparar no caso do FC Porco).
Como vimos, está a comparar realidades erradas, pelo que o número real de receitas do FC Porco é de EUR 24,8 milhões, o Resultado Operacional verdadeiro é negativo em EUR 6,4 milhões e o prejuízo é, sim, de EUR 2,5 milhões.
Isto dá muito jeito para camuflar a situação preocupante em que se encontra a FCP SAD.
Adicionalmente, consegue uma coisa espantosa: transformar os capitais próprios negativos da Sportem SAD em capitais próprios positivos.
 
Os números reais são os seguintes:
 
      (€ milhões)
SADs Benfica FC Porco Sportem
       
Receitas (Operacionais) 26,01 24,84 29,88
Custos Operacionais 27,60 31,21 23,77
Capitais Próprios 13,68 13,43 -4,94
Prejuízo líquido 9,35 2,45 2,33
Resultado Operacional -1,58 -6,40 6,11
Res. Operacional com transferências atletas -6,97 1,22 0,45
 
 
Quando chego ao final do texto, percebo que me precipitei e li mal o perfil do Germano. Afinal não é um atrasado mental profundo, mas um génio financeiro incompreendido. Um guru das finanças que clama por ser descoberto por entre as páginas de pasquins desportivos.
 
Vendo bem, o homem consegue:
 
- Injectar EUR 9,8 milhões de dinheiro fresco na Sportem SAD, acabando com a falência técnica e mostrando até capitais próprios positivos;
- Aumentar os proveitos operacionais da FCP SAD, na comparação com as restantes, em EUR 6,2 milhões (25%);
- Aumentar o resultado operacional da FCP SAD em EUR 9,2 milhões (colocando lá as transferências de atletas, mas sem dizer que lá estão colocadas);
- Diminuir o prejuízo líquido da FCP SAD em EUR 1,1 milhões (ao incluir os dados das sociedades que lá consolidam);
- Aumentar o prejuízo operacional do Benfica em EUR 4,3 milhões ao mostrar o resultado operacional com as depreciações dos passes dos atletas (mas sem o dizer).
 
E ainda tem o desplante, para melhorar a foto do FCP, de mencionar numa nota que os corruptos entregaram um relatório à CMVM com uma valorização do plantel em EUR 166 milhões, (para amenizar o facto de que o plantel do Benfica está registado por valores superiores).
 
 
Volto a relembrar o que havia aqui escrito há tempos, para quem estiver esquecido:
 
“O que há a assinalar aqui é o seguinte: O Benfica não esteve na Liga dos Campeões e neste exercício (até agora) não alienou quaisquer activos e o prejuízo está absolutamente dentro do projectado.
Quem devia estar (e está, e está) preocupado é o clube condenado por corrupção, que realizou EUR 18,64 milhões em alienações de passes de jogadores, tem uma presença lucrativa na Liga dos Campeões e ainda assim regista um resultado líquido negativo de EUR 2,5 milhões. Isso sim, é muito preocupante, muito estranho e denuncia uma falência estrutural’.
 
(…)
 
Os capitais próprios da Benfica SAD são de EUR 13,7 milhões, os da SAD do Porto de EUR 13,4 milhões e os da Sportem SAD de -4,9 milhões. Aspecto a salientar: sim, a Sportem SAD tem Capitais Próprios negativos (e isto, sim, é FALÊNCIA TÉCNICA, cambada de jumentos da comunicação social), apesar de ter dívida escondida por uma série de empresas espalhadas pelo grupo, e que não consolidam (e que denunciam um passivo total da ordem dos EUR 450 milhões)”.
 
Quanto às receitas da Sportem SAD, registe-se que incluem EUR 10 milhões de participação na Liga dos Campeões (sem termos em conta o efeito da bilheteira), o que representa 33,5% das receitas. Não fora isso e teriam um prejuízo líquido de cerca de EUR 12,3 milhões. Percebem agora todo o choradinho para os deixarem ir à Liga dos Campeões e toda a inacreditável pressão sobre os árbitros por parte do Paulo Bento, Soares Franco e afins?
É muito simples: é a diferença entre a falência e a sobrevivência.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:14 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Quarta-feira, 22.04.09

Sem ironia.

Acabei de ver o Trio d’Ataque e sinceramente lamento o que vi, pois o Benfica merece melhor do que o Rui Moreira e o Rui Oliveira e Costa a defendê-lo dos ataques do António-Pedro Vasconcelos.

por Anátema Device às 00:11 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Segunda-feira, 20.04.09

Artigo 54º

No Regulamento de Competições para a época 2008/2009 da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, prevê o nº 2 do artigo 54º que devem os “Clubes visitados ou considerados como tal proceder à colocação, em todas as entradas do estádio, de um mapa-aviso, de dimensões adequadas, com a descrição de todas os objectos ou comportamentos proibidos no recinto ou complexo desportivo, nomeadamente invasões do terreno de jogo, arremesso de objectos, uso de linguagem ou cânticos injuriosos […]”. Ora, tanto quanto alcanço, o regulamento apenas diz que os clubes têm de alertar os adeptos, mas presumo que, no caso de se verificar algum desses comportamentos, haverá sanções para os clubes, independentemente de estes terem colocado os avisos. Aliás, foi assim que aconteceu com a invasão de campo por parte de um adepto na Luz este ano, pela qual o Benfica teve de pagar €3500, e foi assim que aconteceu também quando os andrades grunhiram durante o minuto de silêncio pelo nosso Manuel Bento em 2006/2007.

 
Posto isto, a minha pergunta é evidente: quando é que alguém faz alguma coisa relativamente aos cânticos injuriosos de que os adeptos do Benfica são sistematicamente alvo quando visitam os outros clubes? Admito que haja muitos outros cânticos injuriosos, claro que há, mas este é um cântico “instituído” e ouvido em todas as partidas que o Benfica disputa, é um cântico que, por essa razão, deveria ter um tratamento singular.
 
Ouvi isso em todos os estádios a que fui ver o Benfica fora e ontem, enquanto não pude ver o jogo, tive de ouvir umas dezenas de vozes esganiçadas nos microfones da Antena 1 a entoar essa cantilena reles.
Domingo, 19.04.09

Passeio

Vitória muito tranquila esta noite, no que foi um autêntico passeio do Benfica a Setúbal. A atitude, mantida quase constante durante os noventa minutos, terá ajudado a que, para variar, não tenhamos tido sobressaltos, e acabássemos com um resultado volumoso a nosso favor que, quando muito, peca por escasso.

O Benfica insistiu no mesmo onze da semana passada, jogando mais uma vez num 4-4-2 em que o Aimar fica encostado à esquerda, enquanto que o Reyes fica encarregue do lado oposto e o Rúben Amorim e o Carlos Martins jogam no meio.O início do jogo até deixava antever dificuldades para o Benfica. Pouca velocidade e ausência de pressão sobre os adversários eram os traços mais evidentes do nosso jogo, com a honrosa excepção do Reyes, que mesmo durante esse período inicial mostrou sempre vontade de jogar em velocidade e empurrar a equipa para a frente. Mas após os primeiros vinte minutos, o Benfica mudou. A pressão começou a ser feita mais à frente, e as jogadas a sair mais velozes, com vários jogadores envolvidos nos lances de ataque. Cedo isto resultou no primeiro golo, quando, após desmarcado na direita pelo Reyes, o Sídnei centrou para a entrada de cabeça do Nuno Gomes ao primeiro poste, colocando a bola cruzada sem hipóteses para o guarda-redes. Nem foi preciso esperar muito pelo segundo, já que este surgiu apenas dois minutos depois. Aproveitando os ressaltos de um livre apontado pelo Carlos Martins, o Cardozo ficou à vontade na área para fuzilar de pé direito, deixando assim o Benfica na confortável posição de ter dois golos de vantagem ainda antes da meia hora de jogo. Não é algo que não tenhamos visto antes esta época, mas desta vez o Benfica não abrandou após a vantagem, e pelo contrário, aproveitando a completa desorganização do Vitória após os dois golos sofridos de rajada, continuámos a pressionar, a rematar, e a criar oportunidades de golo. Quem quer que assistisse ao jogo nesta altura só poderia mesmo adivinhar uma goleada no final do mesmo, tamanha era a superioridade do Benfica em campo e a impotência do Setúbal para travá-la. Os jogadores do Setúbal iam-se acantonando cada vez mais junto da sua área, o que resultava numa grande liberdade para os nossos jogadores, em particular os do meio campo, trocarem a bola e criarem jogadas de perigo. A estatística no final desta primeira parte mostrava que o Benfica tinha conseguido rematar vinte vezes durante esse período, contra apenas três remates do adversário. Todos este remates e toda esta superioridade acabaram por render apenas mais um golo, curiosamente obtido num lance de contra-ataque, desenhado pelo Cardozo, Nuno Gomes e Reyes, com este último a desmarcar o paraguaio para mais uma vez, com toda a calma do mundo, ele marcar de forma aparentemente fácil.

Para a segunda parte surgiu um Benfica um pouco mais relaxado, ao passo que o Vitória parecia querer evitar a goleada que se ia prevendo. A superioridade do Benfica manteve-se, mas já sem rematar ou criar oportunidades de golo ao ritmo exibido na primeira parte. Para isto também terá contribuido a saída do Reyes ainda antes de cumpridos os primeiros quinze minutos de jogo. Mesmo num jogo em que o Benfica jogou a um ritmo bem mais elevado do que o habitual, o espanhol parece quase sempre jogar a uma velocidade superior à dos restantes jogadores. O Benfica continuou no entanto a mostrar capacidade e a criar ocasiões para ampliar o resultado (e pelo meio o Setúbal ainda conseguiu, pela primeira vez no encontro, criar um par de oportunidades e dar a oportunidade ao Quim de fazer alguma coisa), o que acabou por acontecer aos setenta minutos, através do Nuno Gomes, que aproveitou bem um centro atrasado do Di María. Até final, contei pelo menos mais boas oportunidades de golo para o Benfica, uma do David Luiz e duas do Cardozo, sendo que a última foi mesmo a fechar o jogo, com o remate do paraguaio a proporcionar a defesa da noite ao guarda-redes do Setúbal.

Depois de uma vitória confortável toda a equipa está de parabéns. Claro que os jogadores mais adiantados merecem destaque. Reyes e Aimar estiveram em bom plano, e os dois avançados, com dois golos cada, destacaram-se. E diga-se que qualquer um deles poderia ter acabado o jogo com mais golos, já que foram diversas as oportunidades que tiveram para marcar. Mais atrás, destaco também a exibição do Rúben Amorim que, a jogar no centro, tem a oportunidade de mostrar o valor que lhe reconhecemos.

A volumosa vitória não permitiu no entanto a aproximação aos dois da frente. Pode ser que, pelo menos, nos permita uma semana mais ou menos tranquila. Ficam agora a faltar apenas cinco jogos para o final, e nada mais nos resta que tentar ganhá-los. Depois se verá.

por D`Arcy às 23:21 | link do post | comentar | ver comentários (24)

O mérito de Nuno II

O melhor marcador de nacionalidade portuguesa do campeonato nacional é o Nuno Gomes. Congratulo-me por o seleccionador não o chamar, porque o Nuno faz-nos falta inteiro, mas será que é desta que o Queirós vai reconhecer que o homem faz falta à sua equipa? Eu sei que se ele for corre o risco de ultrapassar o Figo em golos, o que era uma chatice...

 

Grande, GANHADOR, este nosso Nuno!

Quinta-feira, 16.04.09

“Exaltação da Estupidez”

Seria interessante que os jornalistas avençados lessem com atenção estas palavras de Jorge Valdano, presentes na crónica “Exaltação da Estupidez”, publicada na página 42 do jornal “A Bola” do dia 11/04/2009.

Certamente que a jaculatória utilizada pela maioria dos avençados para louvar as últimas décadas da história do clube regional de andrades seria diferente.

 

«Não é justo tratar como corrupto quem tenta corromper o jogo? Se enaltecermos estas personagens como astutas, estaremos a entregar o futebol aos seus piores expoentes. Noutra perspectiva, seria um modo de excluir as personagens mais puras porque é precisamente o sentido ético que as colocaria em desvantagem nestes píncaros sem vergonha.

[…] Só me pergunto: de que falamos quando falamos de futebol? Se falamos de uma diversão podemos ser permissivos, mas se falamos de ética devemos ser inflexíveis.»

 

Depois de ler isto, olho para a realidade e vejo que, enquanto nós estamos entretidos a gastar energias em lutas fratricidas, a charanga do costume está a preparar a música para que o Guilherme Aguiar substitua o Hermínio Loureiro.

por Pedro F. Ferreira às 17:19 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Quarta-feira, 15.04.09

Champions Leave!

 

Se hoje para uns foi dia de Champions League para outros, como os andrades,  foi dia de Champions Leave.

 

Confesso que fiquei contente. Mas a grande razão nem passa pelo facto de eu não suportar os andrades.

 

A grande razão é o facto de eu viver no Porto. Os andrades quando jogam o trânsito desta cidade fica um caos. Hoje um trajecto que geralmente faço em 2 minutos demorei 40 minutos.  Acho que para além das vezes que jogamos contra eles, nunca os insultei tanto como hoje.

 

A outra grande razão, é que pelo menos amanhã vou ter um dia de trabalho santo.

 

Bem hajas CR7, melhor do Mundo, "penso que" hoje estiveste em grande!!

 

 

“No final da época tomaremos uma decisão” *

Esta foi a frase de Quique Flores no final do jogo contra a Académica. Esta é a questão que se vai levantar a Rui Costa (e a toda a equipa que o acompanha).

 

Rui Costa vai ter de tomar uma das decisões mais importantes da sua curta carreira de dirigente desportivo - estou convencido de que a decisão mais importante foi a de ter aceitado o cargo de Director Desportivo dentro da conjuntura interna que encontrou na época passada.

 

Dizia eu que o Rui Costa vai ter de tomar a importante decisão de manter Quique Flores ou de trazer um novo treinador para o Benfica. Será sempre uma decisão que dará azo a muitas críticas. Será, como diz o vulgo, “preso por ter cão e preso por não o ter”.

 

Se Rui Costa optar por manter Quique, não faltarão vozes a dizer que isso é inadmissível, pois a equipa jogou um mau futebol, não evoluiu ao longo da época; está provado que Quique nunca percebeu o Benfica tal como nunca percebeu o futebol português; que tacticamente é mau; que não sabe motivar; que é teimoso e que essa decisão é apenas a perpetuação do que aconteceu esta época. A razão assiste-lhes.

 

Se Rui Costa optar por trocar de treinador, não faltarão vozes a dizer que isso é a perpetuação dos erros das últimas décadas; que um processo não se interrompe a meio; que os problemas conjunturais e estruturais não se resolvem com medidas circunstanciais; que o sucessivo recomeço do zero fará com que nunca se passe do zero; que a medida é meramente populista e que o caminho mais fácil nunca é o melhor caminho. A razão assiste-lhes.

 

A razão só não assiste aos snipers de ocasião que, à má fila e cobardemente, não se pronunciam atempadamente para, depois da decisão tomada, a criticarem... A esses a razão não os assiste, porque não estão interessados em criticar a decisão, mas sim em criticar quem a tomou. Muitos dos que esperam cobardemente essa tomada de decisão, esperam-na para retirar proveitos da mesma.

 

Então o que fazer?

Estou certo de que Rui Costa (e ele mais do que qualquer outro) perceberá e saberá responder àquilo que é essencial: este treinador correspondeu ao que dele se esperava? Este treinador demonstrou, nos treinos e no dia-a-dia, ser a pessoa indicada para o ajudar a concretizar o seu sonho / projecto para o Benfica? Este treinador é melhor do que os resultados que apresentou? A decisão deverá ser tomada com base nas respostas a perguntas deste teor.

 

Quem acompanhou os treinos, o dia-a-dia da equipa, a forma de estar e de treinar estará muito mais habilitado a responder a estas questões. Rui Costa, mais do que qualquer outro dentro da Direcção da SAD do Benfica e mais do que qualquer um de nós, estará habilitado a dar a resposta correcta.

 

Eu, porque confio na competência de Rui Costa, apoiarei a decisão que ele tomar. Espero sinceramente que a tome em consciência, em liberdade e com uma independência absoluta. Se assim for, ficarei descansado com a decisão tomada, independentemente de qual ela seja.

_____

* palavras de Quique Flores, no sábado passado. [link]

por Pedro F. Ferreira às 10:15 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Terça-feira, 14.04.09

E o resto?

A época futebolística tem sido o que todos sabemos, infelizmente.  A minha posição não mudou, no entanto, e remeto directamente para o post do Gwaihir que diz o que penso sobre o tema Quique/Rui Costa/LFV.  E que não mudará, independentemente do que acontecer nas últimas seis jornadas - acabemos em 3º, 4º, 2º ou 1º.

 

 

Os resultados futebolísticos têm sido a "arma de arremesso" contra o Benfica da habitual coligação de "jornalistas" histéricos, "notáveis" ressabiados, "submarinos" vários e "bloggers" descontrolados.

 

E eu pergunto: e o resto?  O Benfica agora é só futebol?

 

Concedo que o futebol é para todos nós o mais importante, o que mais nos aquece a alma.  Mas...

 

 

1 - Modalidades

 

Fôssemos nós Benfiquistas loucos por basquetebol como nos EUA, e LFV seria já o maior presidente da História.  Estamos com 28 vitórias em 28 jogos na Liga, e somos os principais candidatos ao título.

 

Estamos na corrida ao título e à Taça de Portugal em hóquei, andebol e futsal.  Somos em hóquei a espinha dorsal de uma selecção nacional que acaba de vencer o Torneio de Montreux pela primeira vez em 12 anos, ganhando à Espanha na final.  Somos a espinha dorsal da selecção nacional de futsal que se qualificou já para a fase final do Europeu.

 

Só no voleibol já acabou a época sem títulos mas mesmo assim dentro das expectativas realistas de uma época assumidamente de desinvestimento e reestruturação - fomos 3ºs no campeonato e chegámos às meias-fnais da Taça, ou seja, afirmámo-nos para já claramente como a 3ª equipa nacional, atrás dos dominadores V. Guimarães e Sp. Espinho.  Para o ano seremos melhores.

 

 

2 - Complexo da Luz

 

Eu não sei o que vocês, caros camaradas Benfiquistas, sentem quando vão à Luz, mas eu sinto um arrepio na espinha, mesmo quando lá vou só comer uma bifana ao balcão da Catderal.  O Estádio, os dois pavilhões, as piscinas, a zona comercial, os miúdos cá fora nos relvados de treino, tudo isto enche a minha alma Benfiquista de orgulho.

 

Mais nenhum clube em Portgal tem isto, e outros por muito menos já fazem a festa e deitam os foguetes.  Nós, parece que não ligamos, parece que achamos que tudo isto caiu do céu ou "é normal".  Aliás, normal é, mas nem por isso menos meritório nem menos importante nem menos merecedor do nosso orgulho.

 

 

3 - Seixal

 

Lembram-se de ainda há poucos anos Camacho se queixar de ter de andar "com a casa às costas" para a equipa se pode treinar?  Era o Jamor, era Massamá, era o raio que o parta...

 

Agora há o Seixal, que é nosso, com condições que orgulhariam qualquer adepto de qualquer clube do Mundo.  Mas nós não, orgulho nisso para quê?, o que interessa é que jogámos mal na amadora e o treinador é uma bosta...

 

 

4 - Recuperação Financeira

 

Disso nem vou falar...

 

 

5 - Os miúdos

 

Emociono-me quando vejo os miúdos na televisão durante a visita dos nossos jogadores, sinto a alegria deles, e percebo que assim o Benfica nunca morrerá.  Possam eles manter toda a vida o orgulho e amor incondicional que demonstram hoje ao clube, quando forem adultos, se possível mais do que os hoje adultos o fazem...

 

À saída do jogo com a Académica, no meio de todos aqueles semblantes carrancudos, incluindo o meu, um miúdo aí com 4 ou 5 anos, às cavalitas do pai, brandia o cachecol enquanto gritava freneticamente "Benfica" "Benfica"!   Queria ele lá saber da derrota, do árbitro, do golo anulado; sentia e transmitia  a pura emoção de estar ali, na Catedral, de ter visto a sua Equipa, os seus ídolos, estar com o seu pai e com os outros Benfiquistas naquela festa que devia ser sempre cada jogo nosso.  Perdemos?  Ganharemos na próxima!

 

O que conta sempre é o Benfica eterno, maior que a mera contabilidade de vitórias e derrotas. 

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 16:21 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Manifesto - Contra a corrente

 

A tenda está montada, o circo chegou à cidade, mas só é palhaço quem quer.
 
Não contem comigo para atitudes histéricas e esquizofrénicas. Não contem comigo para correr desenfreadamente com a horda enlouquecida que exige sangue. Não contem comigo para andar pela comunicação social nas pontas dos pés a incendiar os ânimos. Não contem comigo para dizer que vou dar tempo ao tempo e passados uns meses exigir de volta o tempo que dei. Não contem comigo para fazer posts a pedir tolerância e, quando as circunstâncias exigem fibra e coerência, mandar a tolerância às urtigas. Não contem comigo para me deixar envenenar por manobras concertadas de uma parafernália de veículos dos media controlados pelo mesmo grupo para linchar publicamente um Presidente do Benfica e destruir a carreira de um director desportivo. Não contem comigo para achar que se deve copiar o exemplo de um clube que construiu (e ainda constrói) uma profusamente elogiada estabilidade à custa de corrupção, pagamento de viagens ao Brasil, guardas Abéis, fruta, galões e visitas de árbitros a casas de Presidentes nas vésperas de jogos.
Não contem comigo para vender a minha dignidade. Não contem comigo para defender estratégias de vitória à custa da nossa identidade.
 
Não contem comigo para criticar, de forma indiscriminada, a equipa quando joga mal e quando joga bem mas perde. Não contem comigo para agitar lenços brancos, não contem comigo para dizer que tenho vergonha do meu clube.
 
(Entendo quem criticou a exibição contra o Estrela - também eu a critiquei. Não percebo – não consigo perceber – quem critica, de forma intelectualmente desonesta, a exibição contra a Académica, e quem se sente legitimado para, no fim de uma partida daquelas, agitar lenços brancos, a 6 jogos do fim do campeonato. Na maneira como vivo o Benfica não há lugar para lenços brancos nem para gente que afirma que ‘tem vergonha’ do clube. Não sei o que querem dizer, a minha filosofia não o alcança, não o concebo).
 
Não tiro o post sobre o Piloto – escusam de gastar o vosso tempo a pedi-lo. O Benfica deu um banho de bola. Foi roubado (de uma forma que levaria os hipócritas do Lumiar a promover um levantamento popular) e teve um azar inclemente. Reduziu a Académica a uma equipa entrincheirada numa valeta com a protecção de um asno que dizem que é árbitro.
 
Não tenho nem nunca terei ‘vergonha’ do meu clube. Não brando nem nunca brandirei lenços brancos. Não assobio nem nunca assobiarei a minha equipa. Hei-de lá estar, em nossa casa, de alma desfraldada, em todos os jogos até ao fim.
Faz isso de mim um acomodado? Um tipo sem exigência (palavra muito em voga)?
Não. Faz de mim um Benfiquista.
 
Quem quiser siga comigo e com quem apoia incondicionalmente este clube até às profundezas do Inferno. Quem não quiser mande a toalha ao chão, entre numa espiral de loucura, e clame por substituições de treinadores, directores desportivos, presidentes, roupeiros, tratadores de relva e senhoras da limpeza.
Façam-se as contas no fim.
 
Para quem tenha dúvidas:
Defendo a manutenção do treinador.
Apoio, sem qualquer tipo de hesitação, o Rui Costa.
Defendo a recandidatura de LFV.
 
Para mim – para mim – isto é defender o Benfica.
 
Digo-o aqui com toda a frontalidade e com o orgulho inabalável de o poder dizer com a alma limpa e a cabeça erguida, sem amarras nem constrangimentos, sem dever rigorosamente nada a ninguém.
 
E esmurrem-me e pontapeiem-me e façam o que quiserem. Quantos são, venham eles, provem disto.
Não me desvio um milímetro do meu rumo.
Levanto-me as vezes que for preciso (uma, duas, três, 14 milhões de vezes – uma por cada um de nós) e cuspo-lhes sangue em cima.
 
 
p.s. Apetece-me agarrar no carro e ir limpar a alma para a Casa do Benfica de Gaia.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:23 | link do post | comentar | ver comentários (72)

O mérito de Nuno

Sou adepto do Nuno Gomes e não sou adepto da selecção. Como é que uma coisa se coaduna com a outra ou como é que uma coisa casa com a outra? Simples: diz o Queirós, seleccionador, que «o futebol do Nuno não se casa nem se coaduna com o futebol da selecção». O Queirós, pela primeira vez, parece não ter vomitado uma anormalidade: de facto, o nosso Nuno não se coaduna com as invenções perdedoras do seleccionador Queirós, porque o nosso Nuno é um ganhador. Esse ódio fidagal ao glorioso faz-te mal à pele, seleccionador. Infelizmente, a ventania que este homem tem entre as orelhas fê-lo proferir uma afirmação ao seu nível. Vejamos se consigo perceber: «o futebol do Nuno não se casa nem se coaduna com o futebol da selecção», no entanto isso «não significa que ele não esteja nos meus [do Queirós] planos». Hilariante. Não serve, mas convoca-se.

Segunda-feira, 13.04.09

Dar um kick ao treinador??

Caros benfiquistas, simpatizantes e consócios. Venho, por este meio, não apresentar qualquer candidatura à presidência do Benfica, mas sim dar todo o meu apoio ao treinador do Benfica, Quique Flores.

 

Ao contrário de muitos, não sou a favor de dar um kick ao treinador, mas sim de dar um Quique ao Benfica. Podem dizer que ao escrever estas palavras estou no estado em que o presidente do clube verde com um lagarto como símbolo se costuma encontrar depois do pequeno-almoço. Mas, contudo, não estou. Na realidade, julgo que está na altura de fazer algo de diferente. Todos os anos mudamos de treinador, se não é no fim da época é no inicio da época imediatamente a seguir. E quais têm sido os resultados? Nenhuns.

 

Vamos lá tentar dar tempo ao Quique, tal como ele pediu no inicio da época quando disse que em dois anos colocava o Benfica a lutar pelo título. Obviamente que o nosso director desportivo tem de o ter debaixo de olho. Tem de lhe ser impostas regras muito específicas. Por exemplo, há jogadores que passam pela escolha dos olheiros da confiança do director desportivo e não apenas pelos DVD da pasta do Quique, e isso tem de lhe ser dito claramente. Mais, o Chalana e o Diamantino não estão lá apenas para recolher o equipamento do treino, mas sim para serem os adjuntos que lhe vão explicar o que é o Benfica, o que é o futebol português e ele, se quiser ficar, tem de levar com eles. Ele pode ficar, mas que se convença de que para treinar o Benfica há muitos candidatos. Agora, para o Quique, equipas do nível do Benfica para ele treinar não me parece que haja muitas. Como tal, somos nós a impor as regras e não ele.

 

Mas tu adepto, simpatizante e consócio do Benfica que estás a ler estas palavras também tens culpa, pois lembro-me bem dos assobios e dos comentários nos fins dos jogos na época do Trappatonni. Não repitamos os erros.

Se calhar o mal do Benfica também passa por nós próprios, adeptos. Chega de colocar apenas a culpa de quem manda, temos que começar a olhar para cada um de nós e ver em que medida temos a nossa quota-parte da responsabilidade.

Eleições antecipadas?

Defendo que deve haver eleições antecipadas apenas em quatro cenários.

 

1- se estivermos perante uma gestão financeira dolosa que coloque em causa o futuro do clube ou em que estejamos perante práticas de peculato.

2- se os órgãos sociais do clube retirarem o apoio à Direcção ou assistamos a uma demissão de um número significativo de membros da mesma.

3- se o presidente não se encontrar em condições de saúde que lhe permitam continuar o exercício das funções para as quais foi eleito.

4- se a Direcção considerar que não tem condições para cumprir o mandato para que foi eleita.

 

Não me parece que algum destes cenários corresponda à actual realidade do nosso Clube. Assim, resta apenas a quem ‘exige’ eleições antecipadas recolher o número de assinaturas suficientes para poder, então sim, exigir a realização de uma Assembleia Geral em que o assunto seja debatido e aprovado ou não pelos sócios presentes. Se assim for feito, estão a respeitar os estatutos e os mais importantes valores que sempre pautaram a História do nosso Benfica, particularmente o respeito pelos valores da democracia.

Tudo o que for aquém e além disto não passa de gritaria inconsequente, mas não inócua... nem ingénua (em alguns casos).

por Pedro F. Ferreira às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Domingo, 12.04.09

Grandes

O momento era perfeito (após uma derrota em casa). O palco estava montado. Os intervenientes escolhidos. Tudo se conjugava para um festival de malhação no Benfica.

 

Mas neste momento só me apetece dizer algo muito simples: Grandes Benfiquistas da Casa do Benfica em Gaia!

por D`Arcy às 22:57 | link do post | comentar | ver comentários (27)

Injusta

O que posso eu escrever sobre um jogo assim (a verdade é que não me apetece escrever absolutamente nada, e só estou a conseguir fazê-lo depois de uma sessão prolongada de Robot Chicken)? Se na semana passada vencemos sem jogarmos bem, hoje sofremos uma derrota grotescamente injusta face ao que as duas equipas mostraram em campo. Parece que quando as coisas correm mal, é tudo a empurrar para baixo. É terrivelmente frustrante perder um jogo contra um adversário que durante os noventa minutos fez um, na melhor das hipóteses dois remates à nossa baliza. Um jogo em que acertámos duas vezes nos ferros, um guarda-redes semidesconhecido defende tudo o que lhe aparece à frente, e para piorar ainda nos deparamos com uma arbitragem infeliz.

Quique continua a apostar no 4-4-2 que surgiu na final da Taça da Liga. Regressou o Sídnei à defesa, voltando o David Luiz à esquerda. No meio campo os habituais Katsouranis e Yebda ficaram de fora para dar lugar à dupla Rúben/Carlos Martins, com Aimar na esquerda e Reyes na direita. Na frente Nuno Gomes e Cardozo. Não foi uma entrada particularmente inspirada do Benfica, mas foi no entanto a suficiente para tomar conta do jogo. Logo aos cinco minutos vimos o Aimar isolado ser travado por uma bandeirola traiçoeira. O Benfica mostrava vontade de vencer, mas apesar de se jogar quase exclusivamente no meio campo da Académica, faltava alguma inspiração ofensiva. O David Luiz, por exemplo, isolado conseguiu falhar o golo por centímetros. Só nos primeiros vinte minutos fizemos mais remates do que provavelmente em toda a partida da semana passada. Quanto ao nosso adversário, pouco mais conseguia fazer do que tentar alguns tímidos e desorganizados contra-ataques, na base do pontapé para a frente. Perto dos vinte e cinco minutos, numa dessas jogadas, cedemos um pontapé de canto inútil, e na sequência do mesmo, no primeiro remate que fizeram à nossa baliza, os nossos adversários marcaram. O Benfica acusou naturalmente o golpe durante os minutos que se seguiram, mas conseguiu pouco depois criar nova oportunidade, com o remate do Cardozo a ser defendido pelo inspirado guarda-redes adversário. Já perto do final, novamente a falta de sorte a aparecer, com o Aimar a acertar na barra.

Sem alterações no onze, o Benfica surgiu na segunda parte transfigurado, a exemplo daquilo que já vimos diversas vezes esta época. Talvez tenhamos até apresentado, em alguns momentos, uma das melhores atitudes que vi a equipa ter esta época. Mas sempre, sempre desinspiração na hora de finalizar ou falta de sorte a negarem-nos o mais que justificado empate. Mais uma vez a bola foi aos ferros da baliza, desta vez pelo Cardozo. Depois foi o Aimar quem, quase em cima da linha, rematou fraco, permitindo o corte de um defesa. E ainda antes do primeiro quarto de hora desta segunda parte ter passado, o Aimar conseguiu mesmo marcar, mas depois fiquei a saber que se um guarda-redes empurrar repetidas vezes o Nuno Gomes (de costas para ele) e depois se atirar para o chão é falta contra nós. A pressão continuou, julgo que se podem contar pelos dedos de uma mão as vezes que a Académica passou do meio campo durante a segunda parte, mas à medida que o tempo avançava as coisas iam-se fazendo cada vez mais com o coração. Ainda assim, oportunidades mais do que suficientes para ganhar. David Luiz, Maxi e Mantorras poderiam ter marcado. Mas hoje não era o nosso dia. O Benfica terminou o jogo com cinco avançados, com o Aimar nas costas deles, e apenas três defesas. Mas zero golos no marcador, e uma derrota injusta que vem acentuar a fase negativa que atravessamos.

Não posso criticar a atitude dos jogadores num jogo como este. Todos deram o que podiam, mas o esforço não foi recompensado, por isso só posso agradecer-lhes o esforço. Aimar, Reyes e David Luiz pareceram-me os melhores, O Miguel Vítor acabou por ficar indelevelmente ligado à derrota, já que foi ele quem cedeu um pontapé de canto perfeitamente inútil, e na sequência do mesmo foi batido no ar pelo marcador do golo.

Faltam apenas seis jogos para o final do campeonato, e cada vez mais parecemos estar arredados até da luta pelo segundo lugar. Estamos a passar por uma fase muito má e, conforme disse no início, parece que ainda por cima aparece tudo a empurrar-nos ainda mais para baixo. Confesso que neste momento não consigo imaginar uma forma simples para inverter esta situação.

por D`Arcy às 01:30 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Sábado, 11.04.09

Entretenham-se...

A caixa de comentários está ali em baixo, o saco de pancadas dá o mote e a derrota legitima a contestação.

 

Para muitos, a culpa de tudo isto também é minha, na medida em que acreditei e continuo a acreditar na gestão desportiva de Rui Costa.

por Pedro F. Ferreira às 21:04 | link do post | comentar | ver comentários (70)
Sexta-feira, 10.04.09

Chinho, chinho! Piloto, senta!

 

 

Sei desde garoto que Piloto é nome de cão. Normalmente, rafeiro. Às vezes calha que seja sarnento.

 

Amanhã vamos todos obrigá-lo a esfregar o focinho naquilo que defecou. Dizem-me que é assim que os canídeos aprendem.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:41 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Bagão

Começo por esclarecer que neste post expresso uma opinião meramente pessoal. Conforme já foi por nós afirmado diversas vezes, cada um dos membros da Tertúlia, quando escreve aqui, fá-lo a título individual, e não com o intuito de manifestar a opinião da Tertúlia como um todo.

 

Posto isto tenho a dizer que, na minha opinião, as declarações de Bagão Félix são as normais numa pessoa que se esteja a 'pôr a jeito' para ser candidato. E por normais quero dizer que apresentam um balanço relativamente sensato entre a crítica e a ponderação. Não concordo, no entanto, com qualquer posição que defenda a realização de eleições antecipadas. Já o disse várias vezes no passado, e esta continua a ser a minha posição. É utópico pensar que se se realizarem eleições em Junho, isso dará tempo a uma eventual nova direcção de preparar a época que aí vem; essa época já está a ser preparada há muito tempo, e acho até uma mentalidade completamente amadora pensar-se que se consegue preparar uma época do Benfica em um mês e meio. Com eleições em Junho nem a actual direcção terminaria a preparação da nova época, nem a nova conseguiria começar a prepará-la. Quando os sócios benfiquistas decidiram que as eleições se realizariam em Outubro, sabiam perfeitamente quando é que as épocas futebolísticas começam. E uma direcção que entre nessa altura, tem então tempo mais do que suficiente para preparar a próxima época, beneficiando sempre da 'tolerância' dos adeptos durante a época que decorre.

Respeito o benfiquismo do Bagão Félix pela forma como se tem comportado, evitando normalmente cair na crítica fácil e demagógica (embora confesse que não tenho grande simpatia pela pessoa por outros motivos - mas isso já são contas de outro rosário, e preferências pessoais). Se ele quer ser candidato, que avance, e aí conseguirei ouvir as suas declarações de outra forma, porque até lá, para mim, pouco ou nada as distingue daquelas que vão sendo ditas por um Jaime Antunes, um Guerra Madaleno, ou por mim, ou por qualquer comentador da Tertúlia, não sendo por isso linhas de orientação ou projectos de um candidato. Quando eu vou depositar os meus 20 votos numa eleição do Benfica, conforme já o disse diversas vezes, eu deposito-os não num nome, mas numa equipa. Por isso, ficarei à espera para ver qual é a equipa que o Bagão Félix poderá apresentar. Não sei porquê, mas cheira-me que o Veiga ainda é capaz de aparecer por ali. E esse, garanto que não me entusiasma.

por D`Arcy às 11:12 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Quinta-feira, 09.04.09

Estranha forma de vida.

Aquela malta do alvalixo tem uma estranha forma de vida e já não é de agora, já vem de há uns anos. É anterior à famosa reunião de notáveis sportinguistas em que um deles veio propor a união com os andrades para acabar com o Benfica. Olhando bem para a sua história… já remonta à famosa birra do neto do visconde que conduziu à fundação da dita agremiação.

 

De quando em vez, vão-nos dando demonstrações públicas da sua estranha (há quem lhes chame diferente e há quem lhe chame subserviente) forma de vegetar no futebol.

 

O antigo presidente Dias da Cunha foi escorraçado por ter cometido o crime menor de ter denunciado as décadas corrupção em que assentava o clube regional cujo dono é Pinto da Costa; mas essencialmente por ter, circunstancialmente, alinhado com o Benfica na luta pela verdade desportiva e consequente afastamento dessa gentalha corrupta. Como já alguém disse, isto sim, isto é um crime de lesa-juba.

 

O Pinto da Costa chama bêbado ao actual presidente da malta do alvalixo e, como consequência, sentam-se lado a lado nos camarotes, riem, bebem, divertem-se e concertam-se para derrubar outro dos que ousou enfrentar a corrupção, Hermínio Loureiro. O bêbado faz o jogo do caquique, os andrades mostram indiferença e algures entre o Lumiar e Leiria meia-dúzia de ‘diferentes’ exulta com as migalhitas.

 

Entretanto, o tal escorraçado Dias da Cunha diz numa entrevista que concorda com as palavras de João Gabriel, Director de Comunicação do Benfica. Imediatamente, há mosquitos por cordas, sapatos de vela a voar, insultos de elevada categoria, indignação e comunicados a pedir a excomunhão do antigo presidente.

 

Assisto a tudo isto com a estranheza de quem não percebe um clube que louva quem chama bêbado ao seu presidente e excomunga todo o infiel que tenha a ousadia de reconhecer a razão que assiste ao Benfica; mesmo que esse infiel seja antigo presidente, mesmo que esse antigo presidente tenha sido o único de entre os rastejantes répteis a pensar com a independência de um felino.

Sem dúvida, aquilo é um clube diferente.

sinto-me: Richard Attenborough
por Anátema Device às 16:19 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Terça-feira, 07.04.09

O sabão das lavadeiras.

Ao longo dos últimos anos tenho lido vários opinadores que, no que ao Glorioso Benfica respeita, defendem que, perante a qualidade do nosso futebol, não temos legitimidade para denunciar a vergonha de ‘sistema’ (intimidações, empréstimo sui generis de jogadores, influência na classificação de árbitros, entrega domiciliária de envelopes…) que o clube regional de andrades instaurou, para proveito próprio, no futebol português.

 

Os ditos opinadores consideram que estas são duas realidades que não concorrem uma para a outra e aprontam-se em tentar passar atestados de menoridade intelectual a todos os que as insistem em agrupar.

 

São os mesmos opinadores que, para fundamentarem a inexistência de corrupção interna perpetrada pelos andrades, apresentam a boa prestação dos andrades nas competições europeias. Ou seja, assistiremos, depois do jogo que os andrades fizeram hoje em Manchester, a um interessante exercício de lavagem da realidade interna. Ao longo dos anos habituei-me a observar a lufa-lufa de lavadeiras avençadas dos andrades. Ultimamente, comecei, com algum pesar, a observar lavadeiras que se dizem benfiquistas a utilizar o mesmo tipo de sabão para tentar limpar um 'sistema' corrupto que não tem limpeza possível. No entanto, para todas estas lavadeiras, Manchester é uma boa marca de sabão.

 

Com um pouco de ousadia na lavagem, ainda os verei defender o Guilherme Aguiar para presidente da Liga, o Azevedo Duarte para substituir o Vítor Pereira e o guarda Abel para dirigir a Comissão Disciplinar. E tudo isto será bom para o futebol português, e tudo isto será sério, e tudo isto será legitimado porque o Benfica não joga bem e os andrades até empataram com o Manchester.

 

Ite missa est.

por Pedro F. Ferreira às 22:56 | link do post | comentar | ver comentários (61)
Segunda-feira, 06.04.09

Pobreza

Dois golos de vantagem à passagem dos primeiros quinze minutos de jogo. Um adversário que na semana que antecedeu o jogo treinou apenas uma vez. Adeptos benfiquistas em larga maioria nas bancadas. O que mais será necessário para que possamos fazer uma boa exibição e obter uma vitória tranquila?

Apresentámo-nos no mesmo esquema de 4-4-2 da final da Taça da Liga, em que o Aimar aparece encostado ao lado esquerdo. Várias alterações no onze, quase todas forçadas, mas a mais sonante por opção, aparecendo o Quim na baliza em vez do Moreira. Na defesa, face à ausência forçada do Luisão, a opção foi pelo Jorge Ribeiro na esquerda, passando o David Luiz para o centro, onde formou dupla com o Miguel Vítor. No meio campo, sem Reyes, o Ruben Amorim regressou à direita, entrando o Yebda para o meio, e na frente foi o Cardozo quem, obviamente, ocupou o lugar do Suazo, com o Nuno Gomes a seu lado. Conforme disse, cedo chegámos à vantagem. Numa jogada que foi quase uma constante durante grande parte do jogo, o Cardozo ganhou a bola de cabeça e lançou o Nuno Gomes, sendo este derrubado e o penálti assinalado (incorrectamente, já que a falta foi cometida ainda fora da área). O Cardozo fez a sua obrigação e transformou-a no primeiro golo. O jogo, apesar de tão poucos minutos terem passado, já mostrava aquilo que iria ser: bastante disputado, mas pouco interessante de ver, já que a qualidade do futebol apresentado foi quase sempre bastante fraca. À passagem dos quinze minutos, novamente o Nuno Gomes a disputar uma bola na área do Estrela, desta vez com o Vidigal, e este a tocar a bola com o braço, provocando o segundo penálti da noite. Mais uma vez o Cardozo marcou-a sem problemas, e o Benfica, num jogo em que praticamente não tinha havido nenhuma oportunidade de golo para qualquer das equipas, apanhava-se a vencer por dois golos. Poderia e deveria ser o prenúncio de uma noite tranquila na Reboleira, mas nós benfiquistas já sabemos que normalmente as coisas não se passam assim.

Enquanto os golos pouco ou nada pareceram mudar do lado do Benfica (a nossa equipa pouco mais parecia fazer do que apostar no futebol directo para o Cardozo assim que recuperava a bola), após alguns minutos o Estrela começou a reagir bem ao golpe. A pouco e pouco foram conseguindo ganhar algum ascendente na confusão que foi sempre a luta no meio campo (o número de perdas de bola e passes errados de ambas as equipas nessa zona deve ter sido assustador), e mesmo sem jogar de forma particularmente inspirada ou conseguindo criar muitas oportunidades, pareceu-me que eram eles quem mandava no jogo. Perto da meia hora foi a vez do Estrela beneficiar de um penálti. Sinceramente, o lance não me pareceu ser faltoso (aceitaria mais facilmente um penálti no lance imediatamente anterior, em que o David Luiz toca na bola com a mão), mas tendo em conta que o árbitro estava em noite de marcar penáltis, não fiquei surpreendido. E assim o Estrela reduziu, num jogo francamente parvo em que, quase sem haver oportunidades de golo, já havia três golos marcados. Após mais quinze minutos de mau futebol, chegou-se ao intervalo.

O Estrela entrou melhor na segunda parte, conseguindo ser a primeira equipa no jogo a construir algo a que se poderia chamar uma jogada de futebol. Mas, e isto foi uma constante para as duas equipas ao longo de todo o jogo, houve sempre uma falta de jeito enorme na altura do remate, e mesmo puxando pela memória, só me consigo lembrar de um remate decente à baliza por parte das duas equipas. Foi do Estrela, aos setenta minutos, e o Quim correspondeu com uma boa defesa. Apesar de ter mais posse de bola, o Estrela foi sempre incapaz de aproveitá-la e entrar na nossa área com perigo, tendo então optado por remates de longe, quase sempre com má direcção. Com um jogo assim, nem sequer me senti particularmente nervoso com a possibilidade de podermos não ganhar, porque a probabilidade de ver um golo sem ser de penálti parecia ser extremamente remota. Senti-me sim progressivamente irritado com a incapacidade da nossa equipa para jogar alguma coisa que se pudesse assemelhar a futebol. As coisas melhoraram (muito ligeiramente) com as entradas do Di María e do Carlos Martins, e sobretudo por acção deste último consegui, nos últimos dez minutos do jogo, ver o Benfica trocar a bola no meio campo adversário. Mas a nossa produção ofensiva na segunda parte foi praticamente nula, e a única coisa positiva que saiu deste jogo foi mesmo o resultado.

Hoje é muito difícil escolher quem foi o melhor jogador do Benfica no jogo. A frequência com que isto tem acontecido nos últimos tempos é um indicativo da qualidade do futebol que temos apresentado. O Cardozo fez uma primeira parte aceitável, e depois nem dei por ele na segunda (embora não lhe atribua grande culpa nisto, porque era difícil ele aparecer se a bola raramente lhe chegava em condições). O Miguel Vítor continua a dar nas vistas pelo número de cortes e intercepções que faz no jogo, mas de vez em quando faz faltas desnecessariamente perigosas nas imediações da área.

Chateia-me estar de mau humor depois de uma vitória do Benfica, mas irrita-me profundamente ver a equipa fazer jogos destes. É claro que se me derem a escolher entre ganhar um jogo a jogar mal, ou jogar bem e perder, eu escolherei sempre a primeira alternativa. Mas quando eu olho para os jogadores que temos neste plantel, as expectativas que tenho não conseguem ser satisfeitas com uma produção em campo com a pobreza que vimos esta noite. É natural esperar algo mais.

por D`Arcy às 01:47 | link do post | comentar | ver comentários (89)
Sexta-feira, 03.04.09

Vergonha de país

Presidente do CRAC absolvido

 

E depois é suposto acreditarmos na Justiça?! Um presidente de um clube recebe em casa um árbitro dois dias antes de um jogo e é tudo normal? Querem ver que ele é mesmo "conselheiro sentimental"?

 

O excremento que este país se tornou está cada vez mais mal cheiroso!

por S.L.B. às 15:56 | link do post | comentar | ver comentários (39)

As aventuras de um jumento real na realidade virtual

 

[burro2.jpg]Não satisfeito com as frenéticas deambulações de microfone em punho no final da Taça da Liga a vomitar imbecilidades por todo o lado e a tentar direccionar declarações e distorcer acontecimentos, o moço Nuno Luz levou, há dias, a sua já lendária estupidez muito mais longe. Diria mesmo até onde ninguém (neste caso, nenhum animal) se aventurara antes (à la Star Trek).

 
Para quem não testemunhou aquele belo pedaço de estrumeira televisiva que passou na SIC (esse monumento à isenção na comunicação social), o moço Luz, depois de – suspeito – fumar uma quantidade desaconselhável de folhas de coentros, desunhou-se para produzir uma representação virtual – com recurso a uma simulação por computador que parecia saída do Pro Evolution Soccer se este tivesse sido feito por macacos – que mostrasse a sua interpretação do caso de arbitragem mais mediatizado da final da Taça da Liga. Interpretação essa que, desse por onde desse, e manipulando as imagens de forma inacreditavelmente rudimentar (era bizarramente óbvia a forma como a bola assumia posições completamente diferentes quando se passava das imagens reais para as virtuais e vice-versa), levasse à conclusão forçada e desonesta de que o lance do penalty teria sido fora da grande área e que teria existido uma espécie de complot por parte da equipa de arbitragem e de uma sociedade secreta de inspiração benfiquista (que teria enviado sinais em código das bancadas do Estádio do Algarve) para tramar a agremiação de queques – o seu clube do coração.
 
Vi aquilo fascinado – da mesma maneira que às vezes olho fascinado e com profunda curiosidade científica para o fundo da sanita – e cheguei à conclusão que aquele exercício de profunda e inapelável estupidez era uma representação mais ou menos fidedigna do que se passa em metade da cabeça do Nuno Luz. A outra metade é ocupada por fantasias pouco saudáveis que envolvem ovelhas em lingerie e trolhas vestidos de hospedeiras.
 
Acho particular piada que nunca ninguém – e, em particular, o solícito moço Luz – se tenha decidido a fazer este tipo de investigação tecnológico-masturbatória a propósito das centenas e centenas de lances estranhos que se passaram ao longo dos anos nos jogos do clube assumidamente corrupto ou dos seus lacaios do Lumiar. Seria muito interessante analisar à luz desta ferramenta cada um dos 458 penalties assinalados sobre o Jardel ou sobre o João Pinto no último campeonato comprado pela lagartagem e seria fascinante perceber como conseguiriam brincar à realidade virtual e manipular o modelo computorizado de molde a, por exemplo – e não indo mais longe – colocar o Postiga a 50 metros do Yebda no penalty não assinalado (sobre o Yebda, no final da primeira parte) no Benfica-Sportem da primeira volta ou mostrar o Yebda a arrojar um valente pontapé nos dentes do Lisandro no FC Porco-Benfica.
 
Como gosto de pensar que sou, já aqui o disse, um tipo que se mantém a par das novas tecnologias, um dia destes desenvolvo um modelo de simulação por computador que consiga demonstrar a minha profunda convicção de que o Nuno Luz é, na verdade, o produto do cruzamento entre um jumento e um travesti estrábico.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:04 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quinta-feira, 02.04.09

Malditas selecções

Luisão lesiona-se pelo Brasil

 

É sempre a mesma coisa! Desde o Simão em 2002 (essencial para a vitória do CRAC na Taça Uefa do ano seguinte) que tremo cada vez que oiço falar de jogos de selecções. Ainda por cima, isto acontece-nos muito mais vezes que aos outros. A juntar ao problema do Reyes, não é nada bom augúrio para Domingo...

por S.L.B. às 13:33 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quarta-feira, 01.04.09

A mentira.

No dia das mentiras, e num futebol que há quase três décadas escarra na “verdade desportiva”, importa fazer duas perguntas:

 

- o que fazer com as verdades nunca desmentidas presentes nas escutas telefónicas?

- o que fazer com as palavras do meritíssimo juiz Mortágua?

 

Se o poder judicial e o poder político nos quiserem fazer crer que aquelas palavras não existiram, perpetuar-se-á a mentira. O que, a acontecer, não será nada de novo, pois no futebol português das últimas décadas a verdade é um conceito vago, recebido de véspera e normalmente entregue em envelope.

por Pedro F. Ferreira às 10:22 | link do post | comentar | ver comentários (21)

O Maestro de volta à equipa

Acabei de me cruzar com o Maestro.


Após uma breve conversa, em que admitiu que está em regime rigoroso para melhorar a forma física, confidenciou-me também que, para ajudar a equipa no forcing final em direcção ao título, vai voltar a envergar o manto sagrado. Deixou, inclusivamente, de fumar e foi visto com um pacote de cigarros de chocolate, para obviar ao vício.


É isso mesmo: Rui Costa vai voltar a jogar na equipa principal do Sport Lisboa e Benfica. Segundo o mesmo, nunca deixou de estar inscrito de forma a que, para o que desse e viesse, pudesse sempre ajudar a equipa em situação de aperto.


Fonte fidedigníssima fez-nos saber, entretanto, que a Liga Portuguesa de Futebol está já a preparar uma declaração na qual repudia a volta do Maestro aos relvados e a impossibilidade de continuar a multá-lo sistematicamente, pois assim deixará de conseguir pagar o (avultado!*) salário às senhoras da limpeza, nas instalações da Rua da Constituição.


* A porcaria por lá é tanta...

por Onyros às 01:27 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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