VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 30.06.09

Tricampeão

Voltou a ser muito difícil; foi preciso sofrer até ao fim, mas com mais uma grande dose de brio, apoiados na liderança do capitão Pedro Costa e na classe inigualável do Ricardinho, sagrámo-nos tricampeões nacionais de futsal, perante um pavilhão apinhado e empenhado no apoio incansável à nossa equipa. Cinco títulos em oito anos de existência da secção atestam bem a nossa superioridade.


Parabéns a toda a secção, e em especial ao André Lima pela dobradinha conseguida no ano de estreia como treinador (de certeza que não faltaria gente preparada a atirar a primeira pedra caso perdêssemos, lembrando a saída do Beto Aranha).

É sempre tão bom poder gritar 'Benfica campeão'.

por D`Arcy às 23:50 | link do post | comentar | ver comentários (49)

Nova época

Um pouco à margem (ou talvez não…) do acto eleitoral que irá decorrer no final desta semana, a direcção ainda em exercício, goste-se ou não (e não é isso que pretendo discutir aqui), vai cumprindo o seu dever de preparar a nova época.

Como habitualmente, o que tem marcado a referida preparação tem sido as contratações. Claramente, as contratações de Jorge Jesus e de Javier Saviola são aquelas que, até ao momento, mais efeito mediático tiveram. Se no primeiro caso tratou-se quase de uma novela, no segundo fomos ‘surpreendidos’ pela rapidez com que se concretizou.
Para além destas contratações, não podemos menosprezar a importância da contratação de dois laterais (Shaffer para a esquerda e Patric para a direita), por serem posições em que estávamos deficitários, e a do médio Ramires que, esperamos nós, virá preencher a lacuna que o plantel apresentava na época passada, no que respeita à capacidade de “transportar” jogo e de tornar o meio campo mais coeso.
Tudo isto sem esquecer a renovação de contrato de Nuno Gomes, a grande probabilidade de Katsouranis não ficar e a incógnita acerca de Reyes.

Começando pela contratação de Jorge Jesus: já afirmei, em comentários a outros posts, que nunca fui favorável à sua contratação. Não esqueço, nem esquecerei, a forma como precedeu após o final do jogo Benfica-Braga. Para além do mais, julgo que a imprensa tem sobrevalorizado os seus méritos. No entanto, é um facto que teve mérito na forma como conseguiu colocar o Belenenses e o Braga a jogar bom futebol. Mas por outro lado, não basta jogar bom futebol, também é necessário obter bons resultados.
Mas neste momento, a minha opinião de nada importa. Jorge Jesus é o novo treinador do Benfica e o que realmente importa é que ele tenha as melhores condições possíveis para fazer um bom trabalho e, acima de tudo, que consiga fazê-lo. O facto de conhecer bem a realidade do futebol português e de já ter passado por equipas de pequna e média dimensão (com quem teremos de disputar 78 dos 90 pontos em jogo ao longo do campeonato) poderá ser um trunfo que tem faltado ao Benfica nestes últimos anos.
Penso ser também relevante assinalar o facto de Pietra integrar a equipa técnica de Jorge Jesus. Não só por ser um “homem da casa” mas também pelo facto de ter estado ligado, nos últimos anos, há prospecção de novos jogadores.

Quanto aos jogadores já contratados: Saviola dispensa apresentações. Ramires tem como cartão de visita o facto de ter sido titular (e campeão) pelo Brasil na Taça das Confederações. Para além do mais, parece preencher o perfil de jogador que faltava ao meio campo do Benfica (independetemente da mais que provável saída de Katsouranis). De Shaffer e Patric conheço pouco, mas não ponho em causa a qualidade dos mesmos, antes pelo contrário!
No entanto, e se a qualidade dos jogadores contratados não está de forma alguma em causa (antes pelo contrário!), sabemos que a qualidade dos mesmos nem sempre é sinónimo de uma boa equipa… A época que agora finda é disso exemplo (mesmo considerando as “interferências” que, em momentos cruciais da época, impediram a equipa de ganhar a confiança necessária para que pudesse desenvolver todo o seu potencial…).
A meu ver, o que tem faltado ao Benfica não é tanto a qualidade mas sim espírito de equipa e a capacidade para superar as adversidades (mesmo que muitas vezes imputáveis a “factores externos”…).  Penso que, mais importante do que contratar jogadores de qualidade acima da média, o Benfica necessita de jogadores que formem um “núcleo duro” que confira ao plantel um verdadeiro sentido de equipa que facilite, então, a integração de novos jogadores e de eventuais “estrelas”. Infelizmente, o Benfica tantas vezes tem seguido o caminho inverso: contratar jogadores talentosos e esperar que daí resulte uma boa equipa…
Como tal, para além da importância de manter alguma estabilidade do plantel (e nesse sentido, é de assinalar a renovação de Nuno Gomes), gostaria que o Benfica explorasse mais o “mercado” português. Creio ser desnecessário discorrer sobre a importância que tem a identificação de um jogador com o clube que representa. E naturalmente, um jogador português ou que, pelo menos, jogue em Portugal há tempo suficiente para se sentir identificado com o futebol português, mais facilmente identifica-se com o Benfica do que um jogador estrangeiro que, independentemente da sua qualidade, nunca jogou em Portugal.  Como tantas vezes já foi dito, a base da última equipa do Benfica que foi campeão era constituida por 8 jogadores portugueses…
Para além do mais, seria, na minha opinião (e na de muitos outros benfiquistas), muito importante começar a, gradualmente, tirar (mais) partido do excelente trabalho que tem sido feito ao nível das camadas de formação (Miguel Vítor é disso um óptimo exemplo), pois para além de haver muitos jogadores de qualidade, estes transportam consigo algo que não é “comprável” e que já mencionei: a identificação com o clube. E quem melhor que os jogadores que fizeram a sua formação enquanto tal precisamente no Benfica?
Mais ainda, julgo que esta aposta nos jogadores provenientes da formação é essencial do ponto de vista da sustentabilidade, por razões várias que julgo ser excusado pormenorizar.
Desta forma, tenho ainda algumas expectativas em relação à definição do plantel para a nova época. Gostaria de ver algum “sangue novo” e determinação proveniente das camadas de formação a tirar partido da experiência e qualidade que já existe no plantel (e vice-versa!) e, porque não, do conhecimento que Jorge Jesus tem dos "recantos" do futebol português, para desta forma voltarmos a ter uma equipa competitiva e capaz de fazer frentes às adversidades, que, mais uma vez, se antevêem muitas e sabendo que só podemos depender de nós próprios para as ultrapassar…

Para concluir, resta-me desejar que o Benfica não só ganhe o campeonato mas também (e acima de tudo) que ganhe, de uma vez por todas, uma equipa, que permita num futuro próximo ganhar muitos campeonatos!

Segunda-feira, 29.06.09

Se fosse no Benfica...

...já estava tudo a clamar incompetências e a destilar venenoso escárnio; mas quando o FCP vê escapar um negócio de 15 milhões, porque o Cissoko não foi ao dentista...nada.

Ainda vai aparecer alguém a dizer que foi, afinal, uma manobra de génio, de gestão exemplar! Já repararam nisso ou fui só eu?

Desacatos nos juniores

Algumas considerações sobre o triste espectáculo do passado sábado. Em primeiro lugar, é óbvio que neste tipo de acontecimentos nunca há 'santinhos' e, quando se atiram pedras de parte a parte, a culpa é obviamente de quem as atira. Em segundo lugar, as generalizações são sempre perigosas: não é por um grupo relativamente pequeno provocar desacatos que devemos condenar um todo. Como em todo o lado, há quem vá ao futebol para causar problemas e há quem lá vá só para apoiar. Estar a confundir os dois, apenas porque se sentam na mesma bancada, não é inteligente. Dito isto, deixo aqui algumas perguntas sobre o que se passou:

 
- Porque é que os sócios organizados que vão apoiar o Benfica nos estádios dos rivais são SISTEMATICAMENTE retidos até muito depois de o jogo começar? Será que não têm direito a ver a partida desde o início? Aconteceu este ano no Dragão e Alvalade e agora em Alcochete. Será que as autoridades não entendem que o nível de stress e contestação sobe exponencialmente quando as pessoas que compraram bilhetes se vêem impedidas de ver o jogo desde o início? Experimentem pôr uma tampa numa panela a ferver... É curioso que isto só suceda com os adeptos do Benfica, já que não me lembro de ver as claques dos rivais entrarem na Luz depois de a partida ter começado.
 
- Não teria sido mais lógico colocar os adeptos do Benfica na bancada mais perto da saída em vez de os obrigar a contorná-la para se situarem na do lado oposto? Ainda por cima, estando nessa bancada as claques dos lagartos? E, já agora, como é que não se impediu que os elementos dessas claques pudessem sair à vontade da bancada para irem dar as 'boas-vindas' a quem chegava?
 
- Se é lamentável que alguém tenha aproveitado as pedras do caminho para as atirar a outras pessoas, o que dizer de quem as leva para a bancada? Ou será que o piso das bancadas também tem pedras?
 
- Como é possível marcar-se um jogo entre clubes rivais para um sítio cujo único acesso é feito através de um caminho empedrado? Hello?!?!?!
 
- Como é possível ter-se pensado que 30 polícias conseguiriam controlar 3.000 pessoas?
 
Parece-me que este tipo de problemas só ficará resolvido quando se começar a fazer como em Inglaterra e se impedir as pessoas que causam desacatos de frequentar estádios de futebol. Está tudo filmado, só não se pune porque não se quer. Mas como estamos num país em que é possível uma claque num piso superior de um estádio atirar tochas e petardos para quem está no piso inferior e não haver uma ÚNICA intervenção da polícia para o impedir, é de esperar que tudo fique na mesma. Até que aconteça uma verdadeira tragédia.
por Lord Henry Wotton às 13:37 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Domingo, 28.06.09

À Campeões

A perder por 3-0 após seis minutos de jogo, num pavilhão onde muito poucos conseguem vencer, os rapazes do nosso futsal foram buscar as forças e o brio para defenderem o título de campeões que ostentam, e viraram o resultado para uma brilhante vitória por 6-3, trazendo a decisão de volta para a Luz. O Vilarinho que diga o que muito bem entender, mas é nas modalidades que reside uma das maiores reservas de Mística do nosso clube, e os seus atletas não se cansam de nos mostrar isso mesmo, semana após semana. Agora, todos à Luz para os apoiar no jogo decisivo.

P.S.- Gosto de pastéis com melão.

por D`Arcy às 20:07 | link do post | comentar | ver comentários (40)

Cofineiros *

A mentira grassa naqueles que, também no grupo COFINA, raciocinam com a lógica dos lorpas. Compreendo que, para alguns avençados, não se pode ser jornalista hoje em dia sem se ser um bocadinho idiota. E é sempre interessante observar a a arte jornalística de alguns artistas do "Correio da Manhã".

 

Hoje, num artigo toleirão de João Mira Godinho e António Pereira(?), escreve-se que Rui Costa foi o último a saber da conclusão do negócio Saviola e que nem terá sido o nosso Director Desportivo a conduzi-lo. [link] Dão a entender, ainda que o não afirmem, que Rui Costa foi colocado à margem. Mentem!

 

Mentem e, aparentemente, mentem com um objectivo: dividir para desestabilizar. Recentemente, já outros lorpas o tinham tentando de forma igualmente abjecta. Tal como a outra corja, também estes mentem! E nem é preciso grande esforço para o provar. Basta lembrar as palavras de Saviola sobre a importância de Rui Costa nas negociações “Según Saviola, la determinación de Rui Costa y los consejos de Aimar contribuyeron para que aceptara el fichaje, porque se sintió "muy deseado". [link] "Aimar me dijo cosas buenas, pero lo que realmente ha pesado para realizar el traspaso fueron las palabras de Rui Costa, el director deportivo del Benfica. Me sentí muy querido y no me podía resistir" [link]

 

Este tipo de jornalismo já teve melhores avençados. Momentos houve em que até conseguiam disfarçar a má fé na qualidade e malícia de quem entregava a encomenda. Agora não, agora limitam-se à deplorável exibição das misérias próprias.

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* Espécie que trocou o azert pelo qwert e que assobia para o ar enquanto jura escrever apenas a verdade dobrando a espinha para garantir o osso. É espécie importante para lutar pela harmonia entre os povos e a paz no mundo. Costumam alternar o seu comportamento entre fingirem-se tolos e serem tolos.

por Pedro F. Ferreira às 11:20 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sexta-feira, 26.06.09

Saviola

Quem me conhece sabe que isto para mim é o realizar de um sonho com alguns anos. Bem-vindo, 'Conejo'.

por D`Arcy às 19:23 | link do post | comentar | ver comentários (97)

As aventuras do Man on the Moon no país do faz de conta

A entrevista desta figura ridícula hoje n' A Bola diz tudo:

 
(sobre os supostos € 20 milhões que tem negociados com uma suposta entidade bancária - espero que não seja nenhum banco do Monopólio nem do país das fadas):
 
A Bola: 'Mas não estará, dessa forma, a tentar mais um empréstimo para o Benfica?'
 
BC: 'Não se trata de um empréstimo, é um project finance (...) Esta é a pior gestão financeira de sempre no Benfica.’
 
Bom, dado que um project finance é um financiamento estruturado (a denominação correcta é ‘financiamento em regime de project finance’) e logo, sim, um empréstimo, mais uma vez ficamos conversados sobre as minhas dúvidas quanto às habilitações do moço do Porto Canal, que tem muito menos anos de sócio do que o Director de Comunicação do Benfica mas que gosta de o ofender chamando-o de lagarto.
 
Isto é, basicamente, o mesmo que dizer, em relação a um dióspiro (apenas porque gosto muito da palavra 'dióspiro'), que ‘não se trata de fruta, mas sim de um dióspiro’.
 
E dado que um project finance configura (por definição e sem prejuízo da evolução verificada no seu âmbito) um financiamento estruturado com recurso a uma apertada e muito específica teia de relações contratuais assentes na constituição de um SPV (Special Purpose Vehicle) que consiste, na sua essência, no financiamento de um activo que é reembolsado e remunerado (o financiamento) exclusivamente com recurso aos cash flows gerados pelo mesmo activo, gostava de saber qual é o activo do Benfica que ele pretende isolar num veículo, e quais são os cash flows.
 
A segunda parte da afirmação é sintomática do desapego à realidade desta figura. Dizer que uma gestão que promoveu uma das mais espantosas recuperações financeiras feitas neste país (de uma situação que raiava a ruptura, em risco de ficar sem património) para tornar o clube um dos mais bem apetrechados do mundo a nível de património e equipamento desportivo, com contas equilibradas e credibilidade na banca, um clube com total visibilidade sobre o seu futuro; uma gestão que estruturou um financiamento em regime de project finance para o estádio que praticamente se paga com recurso aos naming rights e a alguns contratos comerciais (e que está praticamente pago – não se deixem enganar com demagogia barata) e que garantiu a construção de um centro de estágio que se paga com recurso ao mesmo mecanismo; uma gestão que promoveu o crescente aproveitamento do gigantesco potencial de uma das melhores marcas do mundo para gerar uma base de receitas estável (com a maior receita de quotizações do mundo) e em crescendo (já tendo entrado para a lista dos 20 clubes com mais receitas no mundo), e uma base de exploração que não depende da venda sistemática de jogadores (apenas em situações excepcionais), que garante folga para o funcionamento normal sem receitas de competições europeias e apenas com uma percentagem ridícula do valor justo dos seus direitos televisivos; dizia eu: dizer que uma gestão que proporcionou tudo isto é a ‘pior gestão financeira de sempre no Benfica’ não é só uma falsidade inconcebível, mas também uma falta de vergonha inexplicável. Que credibilidade me merece quem o faz?
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:58 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quinta-feira, 25.06.09

Opinião parcial sobre o candidato Bruno Carvalho. II

 

É público que Bruno Carvalho foi o proponente de um projecto para a Benfica TV. Não entrando em considerações sobre a qualidade do projecto, este seria implementado trabalhando em conjunto com a Direcção do Benfica e, logicamente, com o presidente Luís Filipe Vieira. O projecto foi rejeitado e a Direcção optou por um projecto diferente.

 

Passado um tempo, Bruno Carvalho começou, paulatinamente e com toda a legitimidade, a lançar as bases de uma candidatura a presidente da Direcção do Benfica. Imaginemos que o dito projecto tinha sido aprovado e que actualmente Bruno Carvalho era o responsável pela Benfica TV. Seria candidato?

 

Bruno Carvalho insurgiu-se contra o facto de a Benfica TV ter optado por não fazer a cobertura noticiosa de nenhum acto de campanha eleitoral de nenhuma lista candidata. É uma crítica legítima e com a qual concordo. No entanto, ter-se-á Bruno Carvalho lembrado do que defendia na sua proposta relativamente ao posicionamento da Benfica TV perante a Direcção? Eu lembro-me. E, do que me lembro, essa crítica parece-me mais uma incongruência de uma candidatura que tem sido fértil em contra-sensos.

 

Deste modo, numa determinada semana, Jorge Jesus seria despedido no dia a seguir à hipotética vitória, mas na semana seguinte já seria o homem a manter em função da estabilidade e interesses do Benfica. Num determinado dia, diz que actualmente “qualquer um é capitão de equipa” e no dia seguinte publica um livro dedicado a Nuno Gomes... que por acaso é capitão de equipa e é tão benfiquista como “qualquer um” que tem menos anos de sócio do que o próprio Nuno.

 

O que se seguirá? Chamará, injustamente, sportinguista a um benfiquista que é Título Fundador, que já tinha cativo no antigo estádio e que tem anos de sócio suficientes para não precisar de nenhum parecer jurídico para ser candidato? Só não é o que se seguirá porque já o fez.

 

Não confio em Bruno Carvalho enquanto candidato e não votarei nele.

por Pedro F. Ferreira às 18:43 | link do post | comentar | ver comentários (30)

Ao cuidado do senhor Carlos Quaresma.

É dever dos sócios "Indemnizar o clube de quaisquer danos ou prejuízos causados"

 

Estatutos do Sport Lisboa e Benfica, Artigo 13º, Ponto 1, Alínea l

 

Se o senhor Carlos Quaresma não sabe ler, pode pedir ajuda ao seu amigo Maximiano.

por Anátema Device às 17:21 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 23.06.09

Man on the Moon

A candidatura do director do Porto Canal tem a mesma génese que a presença de muita gente na oposição à actual direcção do Benfica: foi pedir esmola ao Benfica; viu-lhe recusadas as pretensões; toca a cuspir na mão que o rejeitou. O director do Porto Canal queria ser director da Benfica TV quando fosse grande. Como não lhe deram o brinquedo - e, na verdade, nunca chegou a crescer a não ser para os lados - fez birra, arranjou amigos com igual motivação e lançou de forma aparentemente inocente um blog que lhe serviu de poiso para dizer o que lhe ia na alma e debitar parvoíces. Após uns dois jantares que foram autênticos monumentos à hipocrisia e para os quais convidou estrategicamente elementos da direcção do Benfica, rapidamente se percebeu que o blog não era mais do que um quadro de recados para passear o seu exacerbado egotismo e paulatinamente começar a criticar de forma demagoga a direcção e, muito especificamente, Luís Filipe Vieira.

Isto tornou-se particularmente evidente quando, após um jantar em que lhe garantem toda a abertura para satisfazer as dúvidas que tivesse ou para discutir quaisquer ideias, dá uma facada nas costas das pessoas que o receberam com abertura e frontalidade e escreve um texto alarve e irresponsável sobre as finanças do clube, levantando suspeitas sem qualquer fundamento e tecendo considerações que me fizeram duvidar seriamente das suas habilitações – e até da sua sanidade mental - o que motivou inclusivamente dois posts meus como resposta. As trocas de impressões que tive com o indivíduo por essa altura, posso-o dizer hoje com segurança, à semelhança do que diz o Pedro, foram um claro desperdício do meu tempo de vida.
 
Daí em diante tornou-se particularmente clara a sua agenda. O blog, aberto sob uma capa de inocência e celebração do benfiquismo, não era mais do que um trampolim para uma candidatura. Alguns dos bloggers cúmplices da estratégia; os restantes bloggers, incautos convidados para uma festa-surpresa.
 
Habituámo-nos nos últimos meses às suas diatribes ridículas e assomos de arrogância próprios de alguém com síndrome de perturbação delirante, consubstanciada num inacreditável desfasamento da realidade no que respeita à imagem que tem de si próprio. 
 
Habituámo-nos à sua pouco saudável obsessão pela emulação dos métodos do FCP como estratégia para o sucesso do Benfica e habituámo-nos ao desavergonhado culto de Pinto da Costa.
Habituámo-nos à táctica de repetição exaustiva de chavões sem aderência à realidade, como o sistemático agitar da bandeira do passivo do Benfica de forma simplista e errada (quando eu próprio já lhe expliquei pelo menos 2 vezes o que ele devia ter aprendido nos cursos que andou a tirar: à primeira está-se errado, à segunda é-se pouco inteligente, à terceira percebe-se a agenda).
E habituámo-nos – fomo-nos habituando – ao uso dos mais variados mecanismos da mais baixa espécie, típicos de quem não olha a meios para atingir os fins.
 
Ainda assim, o que este indivíduo fez nestes últimos dias ultrapassa tudo. A forma como esperou até ao final do período de apresentação das candidaturas para apresentar a sua chico-espertice, de modo a evitar uma resposta em tempo útil, e a argumentação pseudo-jurídica sustentada no juízo de intenções para impedir a candidatura da direcção demissionária é de uma canalhice desavergonhada, ainda para mais quando é ele que quer violar os estatutos ao pretender candidatar-se sem ter condições para tal. E deixemo-nos de palhaçadas: é particularmente claro que não tem condições, à luz dos estatutos. Pode apresentar os pareceres que quiser, que se arranjam 20 que em sentido contrário.
 
A coerência desta triste figura fala por si. Chora desesperadamente por eleições antecipadas e quando lhas dão, critica a direcção por antecipar as eleições.
Quer tornear os estatutos para se poder candidatar e quando os órgãos sociais, de forma simpática e tolerante, o aceitam, invoca os estatutos para impedir a direcção demissionária de se recandidatar. Além de sofrer da síndrome de perturbação delirante, é aparentemente bipolar.
 
Se tem tanta confiança que vai ganhar porque é que quer evitar a recandidatura de LFV? É muito claro. O objectivo é concorrer sozinho, porque é a única maneira de assaltar o poder: está perfeitamente ciente do absoluto desprezo que a nação benfiquista tem por imitações (rascas ou não) de Pintos da Costa.
 
O que tenho a dizer é o seguinte, e isto é uma promessa: de mim, o que podem esperar é uma luta sem tréguas, sem quartel, no sentido de evitar que gente deste calibre entre no Benfica. Não consigo sequer conceber um mundo em que esta personagem nos ofendesse a todos ao ocupar o cargo máximo do Glorioso.
 
É particularmente irónico que um tipo que lança uma candidatura num avião para simbolizar que o ‘Benfica pode voar acima da mediocridade’ depois se comporte com a elevação de um lacrau.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:01 | link do post | comentar | ver comentários (87)

Eleições parte 2

Depois de ontem ter desmitificado um dos pontos do parecer encomendado pelo candidato Bruno Carvalho, venho agora tocar noutros pontos do mesmo.

 

Afirma o dito parecer que os órgãos sociais do Benfica, com a demissão em bloco, violaram o disposto do artigo 22º nº1 e nº2, pois colocaram interesses próprios à frente dos do Benfica.

 

Ora, o candidato Bruno Carvalho deveria saber que o que interessa para indagar se essa demissão foi feita com interesses eleitorais ou não, não são meras declarações em público, mas sim o que foi apresentado junto dos órgãos socias do clube, neste caso, junto da mesa da Assembleia Geral.

 

Aliás, a mesa da Assembleia Geral é constituída por vários membros, e não apenas pelo Dr. Manuel Vilarinho, pelo que estes podem até não ter tido conhecimento dessas declarações. Quero com isto reforçar que o que vai interessar saber é a justificação que consta no pedido de demissão em bloco. E ao que consta, as razões prendem-se com garantir estabilidade ao Benfica. Logo, essas razões são no interesse do Benfica, não havendo lugar como tal a qualquer impedimento por parte dos órgãos sociais do Benfica demitidos em se voltarem a candidatar.

 

Outro ponto em aberto foi a data das eleições não ser na data habitual, entre 24 a 31 de Outubro. Se nos limitarmos a ler os estatutos do artigo 24º ao 28º, realmente estas eleições  violam os estatutos. Ou, em alternativa, se apenas lermos o artigo 31º dos estatutos de forma parcial, estas eleições deverão ser consideradas intercalares e, então, em Outubro iremos a votos outra vez.

 

No entanto, e para mal de alguns, os estatutos e normas devem ser lidos até ao fim, pois é o seu conjunto de normas que lhes dá consistência e sequência lógica.

 

Ora o artigo 31º dos estatutos explica bem que os órgãos que forem eleitos terão um mandato de 3 anos.

 

Dispõem o artigo 31ºnº1 que: "....ou se se verificar a demissão colectiva de algum dos citados órgãos sociais, proceder-se-á a eleições para a sua substituição". E no seu nº3: "no caso da eleição prevista no nº1 abranger a totalidade dos órgãos sociais, situação em que se considera iniciado um novo mandato, nos termos do nº1 do artigo 24º, bem como se tivessem eleitos em Outubro desse ano"

 

Ora, posto isto, concluímos que os motivos para convocar eleições são legítimos, - estabilidade do Benfica - e que as eleições podem ter lugar, não serão intercalares, e um novo mandato de 3 anos se irá iniciar.

 

p.s: Para ler os estatutos deixo aqui este link

http://www.scribd.com/doc/16599140/Estatutos-Sport-Lisboa-e-Benfica

 

Eleições

Caros Benfiquistas,

 

Já que estamos numa de sair do armário, eu também vou sair do meu armário.

 

Usei, durante algum tempo, o nick Anastércio Leonardo que vinha de outros blogues anteriores de vertente menos séria do que o Benfica.

 

Como estamos numa altura de falar a sério, eu também vou revelar o meu verdadeiro nome. Chamo-me Luís Mesquita Brito, nascido e criado no Porto. Tenho 30 anos, continuo a viver no Porto e, por achar que não são 300 e tal quilómetros que me afastam do Benfica, sou Sócio Efectivo do Benfica desde 1988.

 

As eleições estão aí a chegar e, perante as perspectivas, obviamente que me inclino para  votar em Luís Filipe Vieira.

 

Hoje vi a entrevista do candidato Bruno Carvalho, que resolveu encomendar um parecer em que viessem escritas as suas pretensões. O direito tem essa vantagem em relação à medicina, é que no direito é mais fácil encomendar prognósticos, na medicina, infelizmente, não dá.

 

Assim, levantou-se uma questão estatutária, nomeadamente a do artigo 29º dos Estatutos que "ao que parece "dispõem que  os membros dos órgãos sócias que tenham pendente contra si um processo disciplinar estão impedidos de serem reeleitos.

 

Ora várias questões me sobem à cabeça.

 

Em primeiro lugar, levar à letra e aceitar a interpretação do "parecer" do Bruno Carvalho impedia qualquer reeleição de qualquer presidente, pois a oposição, sempre que as eleições se aproximassem, instauraria um procedimento ao presidente só para impedir a candidatura. Ora, claro está, que não é esse o objectivo dos estatutos.

 

Em segundo lugar, esquece-se de algo tão simples e elementar, sendo aliás um direito constitucionalmente garantido, que é à presunção de inocência. Algum membro ter um processo disciplinar em curso não o poderá impedir de se candidatar, pois ser alvo de um processo disciplinar não significa ser condenado no mesmo. Não significa que essa pessoa é indigna e que não está apta ao exercício das competências dos órgãos a que se candidata.

 

Concluindo, a interpretação devida a dar ao 29º dos estatutos é de que todo o membro de órgão social que seja condenado num procedimento disciplinar por ter violado alguma norma dos estatutos não se poderá candidatar a uma reeleição a um órgão social do Benfica no mandato imediatamente a seguir.

 

Segunda-feira, 22.06.09

Opinião parcial sobre o candidato Bruno Carvalho.

Troquei com Bruno Carvalho duas ou três palavras num jantar que o blogue para o qual ele escreve promoveu.

 

Não gostei do estilo, não gostei dos métodos, não gostei do discurso, não gostei do homem. Problema meu, obviamente.

 

Ao longo de todo este tempo evitei (e os que me conhecem sabem disso) comentar as práticas, as ideias e a estratégia do dito. Hoje o referido Bruno é candidato à presidência do Benfica. Hoje assumo que nunca votarei neste homem e sempre votarei, também, contra este homem.

 

Quando, em plena TVI 24, ouvi a voz de um andrade assumido e comentador num programa desportivo no canal televisivo que o dito Bruno dirige fazer-se passar por benfiquista perante o olhar impávido do, na altura, candidato a candidato deixei de ter dúvidas sobre os métodos de Bruno Carvalho. Repito: numa aparição televisiva, um andrade amigo de Bruno Carvalho, um tal de Rios, que se nomeou Norberto Vieira e que também assinava com esse nome nos comentários do blogue para que escreve o candidato Carvalho, defendeu o candidato  e  o seu benfiquismo. Impávido e sereno, cheio de uma 'sui generis' dignidade, o dito Bruno ufanou-se com os elogios que o seu amigo andrade lhe dirigiu, fazendo-se passar por benfiquista (o amigo, não o candidato).

 

Como benfiquista sinto que tenho o dever de, no que de mim depender, tentar evitar que um homem que idolatra os métodos de Pinto da Costa chegue à presidência do nosso Glorioso Benfica.

 

Acabo, por agora, como comecei: troquei com Bruno Carvalho duas ou três palavras num jantar que o blogue para o qual ele escreve promoveu. Não tive dúvidas na altura e não tenho dúvidas agora de que foram duas ou três palavras desperdiçadas.

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Atendendo a que neste post declaro uma intenção de voto abro a caixa de comentários, garantindo que não aprovarei comentários insultuosos.

por Pedro F. Ferreira às 20:51 | link do post | comentar | ver comentários (42)

E pluribus unum.

Vai animada a discussão eleitoral. De tal forma que, há pouco, um benfiquista que eu não conhecia, veio ter comigo num restaurante e, entre considerações simpáticas sobre a minha vida profissional e o meu benfiquismo, espantou-me com a frase: "Você escreve no blog da candidatura do Vieira, não é?"

Não, expliquei-lhe e, explico agora aqui, juntando-me, de resto, aos esclarecimentos que vários colegas meus da Tertúlia já fizeram antes. Faço-o na esperança de que os leitores da Tertúlia saibam que uma das razões que me ligam ao blogue (além da amizade pessoal com alguns colegas que aqui escrevem, e em especial com o Pedro Ferreira, que me chamou para este blogue) é exactamente a independência de quem tem o prazer e a honra de aqui escrever. É pelo menos assim que eu vejo a Tertúlia e dela faço parte.

Todos nós sentimos o Benfica à nossa maneira e temos as nossas opiniões sobre a realidade do clube. Isto é válido para  as discussões sobre treinadores, jogadores e táctica; para SAD, clube, estatutos, decisões de toda a ordem, cor dos equipamentos alternativos, tudo. E é válido também para este processo eleitoral.

Uns são apoiantes de Luis Filipe Vieira, outros votarão noutro candidato. Uns aplaudiram e compreenderam a decisão da antecipação das eleições, outros não.

A Tertúlia Benfiquista é rica em diversidade de opiniões e só se une em volta do essencial: o amor pelo Sport Lisboa e Benfica.

Dito isto esclareço que hoje recebi um convite que muito me honrou: o de fazer parte da comissão de honra da candidatura de Luis Filipe Vieira. Não aceitei.

Eis as razões: Porque acho que não seria coerente da minha parte ser membro da comissão de honra de uma candidatura que nasce de um processo eleitoral que foi antecipado, a meu ver sem que existissem razões válidas para essa antecipação.

Escrevi-o aqui, na altura, e repito-o: acho que esta foi uma má decisão e não defende os superiores interesses do Benfica. Respeito quem pensa de outra maneira, mas esta é a minha opinião, à qual permaneço fiel. 

Esclarecimentos feitos, uma certeza: a inflamação da discussão à volta do nosso clube, voltará a ser feita entre uma grelhada mista ou um bacalhau com grão, um dia destes, ao almoço (para o caso do Pedro Ferreira terão de ser doses reforçadas, como sabemos).

Gostava que, independentemente das opiniões de cada um sobre as eleições, essas diferenças não nos fizessem esquecer o essencial: somos todos Benfica.

 

Os falsos profetas

É-me difícil compreender quem ficou muito satisfeito com o advento do José Eduardo Moniz, unicamente com base numas declarações de breves minutos proferidas num circo mediático absolutamente onanista, e quem chegou inclusivamente a dizer (e foram alguns) que perfilava uma hipótese muito credível para presidente daqui em diante - qual espécie de espada que ficará como que pendurada sobre a cabeça de Luís Filipe Vieira se as coisas correrem mal (como muita gente, apesar do que de forma politicamente correcta diz, vai ficar ardentemente a desejar).

É incompreensível para mim a ligeireza e diligência com que esses benfiquistas foram evangelizados, não só porque demonstra uma superficialidade que me assusta quando associada aos destinos do Benfica, mas também pela natureza dos argumentos apresentados.
Onde e quando é que este homem mostrou ser mais capaz para dirigir os destinos do clube do que qualquer um de nós? O Benfiquismo de José Eduardo Moniz, esse, descobrimo-lo agora que o Benfica é um clube apetecível com um património incomparável e um motor de geração de receitas bem oleado e não noutras alturas em que as circunstâncias e as dificuldades exigiam gente de fibra, que colocasse o seu benfiquismo onde ele contasse. Gente que fosse à luta, que desse a cara pelo Benfica, que agisse. Gente como a que apareceu. É fácil, muito fácil chegar agora que o Benfica renasceu, tem as contas em dia e está na vanguarda do equipamento desportivo a nível mundial e de forma irresponsável, egoísta e demagoga vir lançar frases feitas e lugares comuns sobre hipotéticas ‘situações financeiras preocupantes’ e sobre como ‘o Benfica não pode lugar pelo 3º lugar’. Que o Benfica não pode lutar pelo 3º lugar todos nós sabemos, mas isso não nos dá competência para ser Presidentes do Benfica. Na verdade, a única ideia que lhe ouvimos consiste na brilhante intenção de colocar José Veiga no lugar de Rui Costa. Portanto: acabar precocemente com a carreira de gestão desportiva de quem respira Benfiquismo pelos poros, de quem tem experiência nos círculos mais elevados do futebol mundial, de quem tem um know how que será um crime não explorar e de quem apenas tem uns meses de trabalho efectuado e colocar no seu lugar um indivíduo que já ganhou um mundo de comissões à custa do Benfica, que já colocou o Benfica mais de uma vez em tribunal, que apenas se tornou sócio para poder ser funcionário, mas que é elevado à condição de profeta porque colaborou numa época em que fomos campeões com base numa equipa construída por Luís Filipe Vieira e Camacho. Equipa essa que tratou de destruir, colocando paulatinamente no seu lugar a mais cara equipa de sempre em termos de remunerações.
Por outro lado, o argumento que muitos utilizam na justificação da sua ingénua e súbita veneração do director geral da TVI é redutor e sintomático da ligeireza de apreciação da situação: a competência profissional. Deixemo-nos de tretas: o que não falta por aí é gente competente na sua actividade profissional e que pagou quotas toda a sua vida. José Eduardo Moniz tornou a TVI uma televisão de sucesso (sucesso de audiências, porque a nível da programação tem a qualidade de uma fossa séptica)? E Luís Filipe Vieira, que com menos meios e instrução, criou um grupo empresarial de dimensão considerável e sucesso com uma situação económico-financeira melhor do que a TVI? E Luís Filipe Vieira, que ao leme de uma equipa de qualidade inquestionável, recuperou a credibilidade e devolveu ao Benfica a grandeza também nas suas estruturas, promoveu a genial recuperação financeira e lutou como ninguém pelo aproveitamento do gigantesco potencial de uma das melhores marcas do mundo para gerar uma base de receitas estável e que já permitiu a sua entrada na lista dos 20 clubes com mais receitas no mundo? E Luís Filipe Vieira, cuja luta incansável pelo crescimento da base de sócios tornou o Benfica o maior clube do Mundo em número de sócios e em receitas de quotizações? E Luís Filipe Vieira, que viu o Benfica ganhar 166 títulos (em todas as modalidades) sob a sua presidência? Qual, na verdade, terá o melhor currículo?
Alguma vez ouviram José Eduardo Moniz vir a público defender o Benfica em qualquer circunstância em algum dos vossos anos de vida? Algum de vocês, no vosso perfeito juízo e sendo director da TVI, não pugnaria por uma informação desportiva isenta, ao invés da abjecta qualidade dos comentários dos jogos transmitidos pela TVI, objectiva e gritantemente anti-benfiquistas? Algum Benfiquista pactuaria com isto e conseguiria dormir à noite? Algum Benfiquista conseguiria albergar gente como os comentadores da TVI? Contem-me histórias, vendam-me a banha da cobra, tentem-me evangelizar. Vão ter muito pouca sorte.
Diz ainda quem gostou das declarações de José Eduardo Moniz na conferência de imprensa (promovida apenas para anunciar que não era candidato e para sub-repticiamente lançar suspeitas maliciosas) que umas das coisas que mais apreciaram foi o suposto ‘distanciamento’ face ao Movimento dos rejeitados. Espero que depois de ouvir as declarações de José Eduardo Moniz nos últimos dias tenham ficado suficientemente elucidados. O Movimento anda há meses a dizer que José Veiga é apenas mais um, apenas alguém que lhes dá apoio. Mas depois é Veiga quem anda pelos hotéis a ‘contratar’ os candidatos do Movimento à presidência. É Veiga que é profusamente osculado nos eventos do Movimento, como Marlon Brando chegou a ser em determinadas aventuras cinematográficas. Ficou claro, muito claro, nas declarações que José Eduardo Moniz tem proferido e, muito particularmente, na entrevista que deu à RTP2, que o cargo de Director Desportivo estava garantido para Veiga. José Eduardo Moniz e José Veiga vêm em pacote, são inseparáveis. José Eduardo Moniz seria (será) sempre o candidato do Movimento.
Em boa verdade, se há algo que as declarações e a entrevista de José Eduardo Moniz demonstram é uma total irresponsabilidade e leviandade nas considerações que faz sobre o clube e a sua situação actual, o que denuncia uma clara primazia dos interesses pessoais (seus e do Movimento) sobre os interesses do Benfica.
O mais evidente exemplo dessa irresponsabilidade, que assume a forma da mais pura e dura demagogia, é a forma como diz que não foi possível aferir da situação financeira do Benfica. Para mim é muito claro: se não conseguiu foi porque não sabe fazê-lo, o que é grave; ou foi porque não quis, o que mais grave é. E isto, convenhamos, é incompreensível, sabendo nós que o Movimento anda nisto há meses. Porque eu e muita mais gente de boa fé, sem recurso a qualquer tipo de informação que não a que está publicada e a que o Benfica disponibiliza a quem a solicite, conseguimos ter uma ideia mesmo muito clara da situação financeira. Que nos permite, pelo menos, não vomitar imbecilidades intencionalmente vagas e intelectualmente desonestas.
A informação está disponível para toda a gente e, como toda a gente sabe, o Benfica é o único clube que consolida todo o seu universo empresarial (apresentando contas consolidadas globais e auditadas pela KMPG), o que não só facilita o trabalho de ‘conhecer a situação financeira’, como o torna o único clube que o possibilita, e de forma rigorosa e honesta. Quem não quer utilizar esta informação e usufruir desta transparência, das duas uma: ou não sabe (o que diria alguma coisa sobre a competência da gente envolvida no Movimento), ou não quer, porque sabe que as conclusões sobre a situação financeira não lhe serve os propósitos, e prefere utilizar demagogia barata.
É caso, aliás, para perguntar: o Movimento anda há meio ano a trabalhar e teria supostamente um project finance preparado - são alguns dos seus estrategas que o dizem - e o seu candidato diz que lhe foi impossível aferir da situação financeira do Benfica? Então em 6 meses não foram capaz de fazer o que qualquer pessoa com noções básicas faria num dia ou dois? Mais: andaram a brincar aos project finances, aos financiamentos estruturados e às projecções económico-financeiras com base em que contas? Tudo isto é incompetência, tudo isto é demagogia, tudo isto é fado.
Não pactuo com irresponsabilidades e demagogia. Não pactuo com interesses pouco claros, com negociatas obscuras e compadrios com investidores na sombra com o objectivo de, por um lado, tornar o Benfica o brinquedo/instrumento de um antigo presidente de uma casa do FCP na sua guerra pessoal contra o antigo amigalhaço Pinto da Costa e, por outro lado, para se apoderarem dos direitos televisivos do Benfica a partir da época 2012/2013.
Quanto à providência cautelar, é apenas mais um episódio na turbulenta viagem pela triste ética do Movimento. E tem como intuito, mais uma vez, a promoção dos interesses do Movimento e não aquilo que nos deve sempre mover a todos: os interesses do Benfica. É disso que se trata. É disso que sempre se devia tratar.
Resta saber se o juiz que irá apreciar a providência cautelar se rege por padrões de ética semelhantes aos do Movimento. Resta saber, mais uma vez, se o Benfica vai ser prejudicado por falsos profetas com séquitos de fiéis que gostavam, eles próprios, de ser profetas.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:22 | link do post | comentar | ver comentários (58)
Domingo, 21.06.09

A pergunta que se impõe é "Quando?"

Surgiu, na sexta-feira, o que se previa: uma providência cautelar para tentar o adiamento das eleições. Desde o início que sei (sabemos) que interesses serve esta providência cautelar.

 

Sabendo alguns dos meus mais próximos amigos benfiquistas de onde vem a referida providência, nesse mesmo dia recebi umas SMS de bons amigos e grandes benfiquistas que me perguntavam se a dita providência “tinha pernas para andar”. Telefonei a dois amigos juristas e benfiquistas que me diziam que não, aquilo não “tinha pernas para andar”. Hoje procurei o parecer de um amigo jurista dos velhos tempos de Coimbra. Apelei à sua competência publicamente reconhecida como jurista e à sua imparcialidade (sócio e adepto apenas da Briosa).

 

A resposta foi elucidativa: a questão está no tempo. O que importa neste caso é o tempo que o Juiz vai demorar até comunicar que a dita providência cautelar não tem “pernas para andar”. Acreditando na independência do juiz, seja ele quem for, certamente que a decisão surgirá em tempo útil e permitirá a realização de eleições para a data aprazada. Perante esta minha convicção, o meu amigo apenas me perguntou, entre sorrisos, se a minha permanência em Lisboa fizera de mim um ser ingénuo. Não fez. Efectivamente, não fez. E, por isso, é que ficarei muito atento não a um qualquer “movimento”, mas ao que um movimento faz. Logo, ficarei atento às movimentações.

por Pedro F. Ferreira às 14:48 | link do post
Sexta-feira, 19.06.09

Rapidinhas do dia

 

Abelha avariada
 
De que vale ter a Maya no Movimento se não consegue adivinhar a antecipação das eleições?
 
 
Prémio ‘Deixa de beber 4 garrafas de vinho ao almoço que isso passa-te’
 
“Hoje não há árbitros corruptos” – Vítor Pereira.
 
Pois não. E também não há dirigentes da arbitragem incompetentes.
 

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:33 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Timing

Espero estar enganado mas, face à recusa ontem do José Eduardo Moniz, começa a parecer-me provável que o Movimento Benfica Vencer, Vencer acabe mesmo por não apresentar qualquer candidato às eleições do próximo dia 3 de Julho. Isto é uma decisão perfeitamente legítima mas, se tomada nesta altura, praticamente vazia do significado e impacto que poderia ter tido caso tivesse sido assumida como uma posição de princípio, e com o timing correcto, ou seja, desde o momento em que a antecipação das eleições foi anunciada. Nessa altura, isso seria uma verdadeira jogada de mestre. A ser tomada agora, a imagem que fica é a de que isto acontece não por uma questão de princípios, mas sim por falta de opções após levarem negas de potenciais candidatos.

Este é um dos motivos pelos quais eu continuo a discordar da antecipação das eleições, e a dizer que foi um péssimo acto de relações públicas por parte da actual direcção. Isto deixa a porta aberta à oposição para assumir a sempre confortável posição de vítima, que desculpa praticamente qualquer decisão que venham a tomar - e que no futuro poderá dar sempre azo a mais clivagens. Apesar de ser evidente que, caso não se apresentem, será simplesmente porque não encontraram um benfiquista presidenciável com vontade de queimar a sua imagem associando-se ao 'Grupo do Veiga' (o que não é surpreendente dado que, até agora, a única trave mestra que consegui identificar no movimento é mais ou menos 'Se não gostas do Vieira, junta-te a nós'), a imagem que terá que ser vendida é a de que isso acontece porque não lhes terá sido dado tempo suficiente para se prepararem.

por D`Arcy às 15:38 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Quinta-feira, 18.06.09

Com amigos assim... quem é que precisa de inimigos?

Moniz não avança. Até aqui tudo bem. O que se questiona é a necessidade de convocar uma conferência de imprensa para anunciar essa intenção.

 

Desconfio que o verdadeiro motivo é ter a oportunidade, perante a nação benfiquista, de achincalhar de forma (pouco) subtil a Direcção, com as ditas "ameaças sibilinas" (de quem é que ele não disse) trazidas a público e a velhaca menção ao "golpe estatutário" no mesmo triste espectáculo a que se assistiu.

 

Não se faz do sportem um exemplo, mas se candidatos - que eram candidatos - às eleições da dita agremiação recuaram sem necessidade de convocar quaisquer conferências de imprensa, porque é que, no Universo Benfiquista, há espaço a que convidados a candidatos tenham que o anunciar desta forma?

 

A agenda, para mim é, muito clara. Só não vê quem não quer.

 

P.S.: Antes de começar o ataque dos habituais snipers de comentários na Tertúlia, que vão, certamente, dizer que a minha agenda também é muito clara ao publicar este post: desenganem-se. Não estou a soldo de ninguém, e a minha opinião é 100% independente. Sou contra oportunistas da treta e contra os rejeitados e abutres do costume que depois da esmola rejeitada se viram contra quem não lha deu, em desfiles de beijinhos e abraços a mercenários que não querem, não são, não podem ser Sport Lisboa e Benfica.

por Onyros às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (74)

Provérbio retocado

 

A cavalo dado não se olha o dente. A cavalo vendido por 50 vezes o preço de custo é melhor não só olhar de perto todos os dentes, como pedir um exame dentário completo.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:42 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Vilarinho

Ponto prévio: os benfiquistas devem muito ao Dr. Manuel Vilarinho. Sem ele, provavelmente hoje não haveria clube. Deu a cara num momento particularmente difícil e iniciou a nossa ressurreição. SÓ que isso não o iliba de tudo o que pudesse fazer ou dizer desde aí. Como presidente da AG do clube, o Dr. Manuel Vilarinho É o representante de TODOS os sócios. Nesse perspectiva, as infames declarações que fez na TVI 24 são intoleráveis. O Dr. Manuel Vilarinho, como sócio do Benfica, pode dizer tudo o que lhe apetece. Como representante de todos os sócios, não. Especialmente em público.

 
Acabei de ouvir na Antena 1 que o Dr. Manuel Vilarinho não vai ser o candidato a presidente da AG. É uma decisão inevitável, até porque, do ponto de vista de qualquer candidatura, a sua inclusão na lista poder-lhe-ia custar votos. Há muitos benfiquistas que se sentiram insultados com as declarações do Dr. Manuel Vilarinho e que provavelmente nunca votariam numa lista em que ele estivesse como representante dos sócios. Com outro cargo, talvez. Como representante dos sócios, dificilmente. Deixou de ter condições para o ser. Por culpa própria. Tenho pena, mas as pessoas devem ter consciência das suas limitações. Quem não se consegue expressar bem em público, tem que ter cuidado com o que diz. E não ofender quem é suposto representar-se.
por S.L.B. às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Quarta-feira, 17.06.09

Figos (something completely different)

Ao contrário de muitos, não simpatizo particularmente com o Figo. Podem dizer-me que ele "faz pela vida", mas eu acho que ele sempre foi e é simplesmente uma espécie de mercenário. E no âmbito desse seu carácter mercenário, a existência de alguém que ofusque o seu brilho é necessariamente uma preocupação muito premente, pois retira-lhe valor. Ou então poderei estar redondamente enganado e, nesta famosa questão da transferência do Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, o Figo revelou apenas uma notável falta de memória, pois ele próprio foi protagonista de uma transferência milionária para o mesmo clube. E acho que, só por isto, devia ter ficado calado. Mas não, parece que o moço não consegue viver na sombra, quer esta seja a sombra do Ronaldo na selecção, a hipotética sombra do Nuno Gomes nos golos pela selecção ou a sombra dos valores de uma transferência para o Real Madrid (que é no fundo a sombra do valor do jogador transferido). Não contente com a crítica que fez inicialmente à transferência do Cristiano Ronaldo, o jogador veio agora dizer que andam a "fazer a cama" ao Raul no Real, o que, conhecendo o Figo o peso que o Raul tem junto dos adeptos do clube, é mais uma facadinha que ele dá no Ronaldo e na sua transferência. Esta azia do Figo prende-se, como está fácil de ver, com o facto de o Cristiano Ronaldo lhe vir fazer ainda mais sombra, ofuscando-o perigosamente: depois da sombra do "número 7" da selecção, depois da sombra de melhor jogador, vem agora a sombra da transferência de valores inusitados. Este Figo lembra-me o Baco no Consílio dos Deuses n'Os Lusíadas, que não queria ajudar os portugueses porque estes iam ofuscar a sua fama nas terras do Oriente. Curiosamente, o Figo ignora que a sua transferência é diferente da do Ronaldo, já que a sua transferência além de mercenária foi também reveladora de uma certa falta de hombridade, na medida em que, qual Judas, se transfere do Barcelona, um clube cujos adeptos o consideravam um símbolo, para o grande rival, o Real Madrid, ao qual os adeptos do Barcelona têm um ódio figadal. E nisto o Ronaldo não pode competir com o Figo. Bom, mas o que eu queria realmente escrever era que, mais que a qualquer outro agente do futebol, acho que a declaração de Mourinho sobre esta transferência («nós, no futebol, devemos estar calados») se aplica na perfeição ao Figo, mas parece que o rapaz não ouviu o mister.

 

Para que não restem dúvidas acerca da minha opinião altamente parcial sobre este rapaz, digo que nunca lhe perdoarei a profunda ignorância que ele revelou ao considerar, a propósito do regresso do Rui Costa ao Benfica, que o Rui Costa era maior que o Benfica. Ninguém é maior que o Benfica, e o Figo sabe isso perfeitamente, portanto não se trata de ignorância, mas apenas de outra faceta do seu carácter mercenário, pois o Figo desconhece esse amor clubístico que o Rui Costa sente, do qual faz também parte um espírito de abdicação (não só monetária), que é o oposto do espírito mercenário. Aliás, esta situação é igualmente reveladora do seu problema com as sombras, pois parece-me que esta crítica ao regresso do Rui Costa foi apenas uma forma de calar os que eventualmente considerassem que ele deveria regressar também a Portugal, em particular ao sportem, pois, sendo ambos símbolos de cada um dos clubes, um deles volta e prova a sua dedicação ao clube e o outro não volta. O Rui é de facto de uma fibra diferente. A diferença é que o Rui tem fibra, e a fibra faz muita sombra.

A Dança dos Rejeitados

Um sujeito que é aparentemente médico e que andou aos beijos ao Veiga (ainda agora almocei e já tenho o estômago às voltas) na apresentação de um movimento, disse ontem - por entre húmidas osculações - que o Vítor Santos (vulgo Bibi – nova volta no estômago) era ‘o verdadeiro pai do novo estádio’. Esta afirmação, para mim, diz tudo sobre o tal movimento.

Além de ser uma mentira repugnante no seu grau de desapego à realidade, é uma injustiça atroz e uma ofensa inqualificável para quem na verdade, e com significativo custo pessoal, foram os verdadeiros obreiros do nosso estádio. A afirmação (como outras sobre a ‘decadência financeira’, que já aqui mostrei várias vezes que são pura demagogia), contudo, qualifica quem a proferiu, mostra o grau de conhecimento que o pára-quedista possui sobre o Benfica e a sua história recente, e exemplifica o género de oposição que esta gente quer fazer.
Para revisionismo histórico, basta o que os nossos adversários gostam de fazer sobre os anos da ditadura e as vitórias do Benfica (quando toda a gente sabe que o clube do regime era o Sportem).
 
E queriam, portanto, mais 3 meses desta prostituição intelectual, desta dança dos rejeitados? Não, obrigado. Nunca estive tão contente com a antecipação das eleições.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:33 | link do post | comentar | ver comentários (41)

Jorge Jesus, treinador do Benfica.

Reconheço, e não é de hoje, que errei na forma como não distingui Fernando Santos, o treinador, de Fernando Santos, o treinador do Benfica.

 

Não fui capaz de ter para com Fernando Santos o apoio incondicional que tive para com Camacho (por duas vezes), Trapattoni, Koeman, Chalana e Quique. Não fui capaz de distinguir a imagem que tinha de Fernando Santos do respeito que me obrigo a ter por aqueles que desempenham profissionalmente o cargo de treinadores do nosso Benfica. Tomada a consciência do erro seria imperdoável nele permanecer.

 

Serve aquele intróito para dizer que Jorge Jesus não seria a minha escolha para treinador. Felizmente, e acreditem que tenho motivos para o dizer, não sou eu quem tem de escolher o treinador, pois a minha ignorância no assunto levar-me-ia a errar. Mas, efectivamente, Jorge Jesus não seria a minha escolha, pois não me esqueço da forma como ele servilmente humilhou perante o poder ‘papal’. E, servido o mesmo poder, ufanou-se em colocar-se em bicos de pés para tentar atingir o Glorioso. Não me esqueço, pois a minha memória é suficientemente boa para me recordar do que aconteceu na última época.

 

No entanto, tal como eu na defesa do nosso Benfica acabo por atacar aqueles adversários que, num determinado momento, nos atacam (e fui muito claro no ataque que fiz a JJ); também tenho a obrigação de perceber que esses mesmos adversários nos atacam numa estratégia de defesa dos seus clubes. Jorge Jesus sabia muito bem que atacar o Benfica e humilhar perante os andrades era uma forma de servir o seu presidente e o seu clube. Da mesma forma que denunciar esta estratégia atacando Jorge Jesus era uma forma de defender o Benfica enfraquecendo os adversários.

 

Ele cumpriu o seu papel e nós, benfiquistas, cumprimos o nosso. E é neste espírito que encaro Jorge Jesus. Recentemente, alguns amigos comuns perguntavam-me como é que eu o receberia. A minha resposta foi clara: enquanto cá estiver é um dos nossos, antes de cá estar era um adversário.

 

Cometi o erro de não defender um dos nossos aquando da presença de Fernando Santos, não cometerei o mesmo erro com Jorge Jesus. Saber distinguir Jorge Jesus, treinador, de Jorge Jesus, treinador do Benfica, é, na minha opinião, uma prova de maturidade benfiquista. Há que, de forma crítica e exigente, mas sempre respeitando os nossos, exercer o benfiquismo.

O sucesso dele é, também, o sucesso do Benfica. E este é o sucesso que interessa para o caso em apreço.

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post

O meu treinador

 

Para mim é tudo muito simples, e claro como a água:
A partir de agora Jorge Jesus é o treinador do Benfica. A partir de agora Jorge Jesus é o meu treinador. E como tal, não só o apoio como o defenderei sempre que for preciso.
Ah (não se vão já embora, aguentem só um minuto): e não, não me esqueço do que disse sobre ele no passado, mas na altura não era treinador do Benfica - e isso faz toda, mas toda, a diferença. O que disse ou escrevi então foi na total e absoluta defesa do Benfica (como gosto de pensar que faço sempre), que senti desrespeitado.
E que isto fique claro: nunca me verão a faltar ao respeito ao treinador do Benfica.
Assunto encerrado. As maiores felicidades do Mundo ao nosso novo treinador.
 Carrega Benfica!
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:41 | link do post | comentar | ver comentários (42)
Terça-feira, 16.06.09

Deus não nos livrou

Jesus no Benfica por dois anos

 
Por tudo o que escrevi aqui, hoje é um dia muita triste para mim.
 
Ao irmos buscar alguém que nos faltou descaradamente ao respeito no passado, não estamos a honrar a história e a tradição do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Aliás, tal como o fizemos no ano passado quando tivemos a infeliz ideia de contratar o nº 25. (Para quando o regresso do Paulo Sousa...?) Podem dizer-me: “ah e tal, os tempos são outros”. Pois, só que quando nós honrávamos esta tradição e as portas do clube se fechavam para quem nos ofendia (inclusive capitães da equipa de futebol), ganhávamos com muito mais regularidade do que agora. Coincidências...
 
Não é por alguém que eu criticava no passado passar a representar o Benfica que eu me vou esquecer de tudo o que essa pessoa fez. A grande diferença é que jamais assobiei treinadores ou jogadores do Benfica e faço tenções de seguir essa regra, mesmo perante indivíduos que não me merecem o menor respeito. Como é o caso.
 
No passado, Jorge Jesus demonstrou ter uma coluna vertebral com mais curvas que o circuito do Mónaco de Fórmula 1, na sua ânsia de ir treinar o CRAC (o que teria conseguido, caso eles não tivessem sido campeões este ano). Espero que no final desta época desportiva a endireite ao sagrar-se campeão pelo Benfica. É o mínimo que exijo a quem é o “mestre da táctica” e conhece todos os subterfúgios do sistema (daí ter-se posto a jeito no passado para ir treinar o clube que o representa na plenitude e, sempre que foi prejudicado por esse mesmo clube, raramente ter denunciado isso nas conferências de imprensa, assumindo por omissão que não foi por isso que não ganhou os jogos). Não tem desculpas para falhar.
 
P.S. – É principalmente por esta questão de princípio que sou frontalmente contra esta contratação, mas se quiserem motivos desportivos também os há: espero que tenhamos o Jesus que levou o Belenenses à final da Taça e conseguiu uma boa temporada europeia com o Braga; e não aquele que falhou os objectivos com esse mesmo Braga (palavras do seu próprio presidente), desceu o Felgueiras e o Moreirense.
 
P.P.S. – Voltámos a fazer um contrato por dois anos com um treinador. Espero que no final da próxima época não nos vejamos na mesma situação de agora. Seria muito bom sinal.
por S.L.B. às 21:07 | link do post | comentar | ver comentários (42)

Pergunta retórica do dia

 

 

Se era para pagar os 700 mil porque é que se deixou arrastar o folhetim até ao ponto de se tornar uma novela?

por Superman Torras às 07:45 | link do post | comentar | ver comentários (52)
Segunda-feira, 15.06.09

Dossier eleições ou as eleições do dossier.

Há quem diga que vale tudo num período eleitoral. Estão errados. Não vale tudo. Espero que se lute com armas dignas, apresentando propostas sérias e que não se vejam ataques pessoais e demagógicos.

 

Se se entrar pelo achincalhamento, veremos Luís Filipe Vieira a chamar “abutres” a tudo o que mexe; veremos Bruno Carvalho a chamar “sportinguista” a um sócio benfiquista com cativo de muitos anos e Título Fundador; veremos alguém a chamar “dragão de prata” ao Veiga; veremos alguém do movimento do Veiga a dizer que está na hora de “trocar os pneus” e outros mimos afins. Dispenso este tipo de linguagem de qualquer uma das putativas candidaturas.

 

Se se entrar pela indignidade da cobardia hipócrita e rasteira, veremos alguém a apresentar uma queixa anónima, num dossier cheio de acusações graves e infundadas, ao Ministério Público, para que este investigue e, durante uns meses, esteja lançado o anátema sobre uma lista opositora. No final das eleições, o processo será arquivado por falta de provas, mas as eleições decorreriam sob uma nódoa cobarde. Já vi isto acontecer noutras eleições, de outro tipo, em outros contextos. Espero que nunca venha a ver disto no nosso Benfica. Venha esse acto cobarde de onde vier.

_____

[atendendo aos insultos que venho observando nas caixas de comentários, até às eleições os meus posts não terão caixa de comentários aberta. Qualquer comentário pode ser feito para o e-mail da Tertúlia e eu responderei na medida do interesse e da disponibilidade]

por Pedro F. Ferreira às 22:41 | link do post

Jesus, o novo treinador do Benfica (anotado e comentado)!!

 

ADENDA: Recebi uns comentários em que diziam que eu estava a criticar a contratação e que o meu post era uma crítica a esta contratação. Ora, não foi nada disso, assim, vou explicar ponto por ponto o que queria dizer.

 

Ao que parece, Jesus será o novo treinador do Benfica. Agora não há que discutir se é bom, se é mau, se devia ter ficado o Quique, se...  Jesus é o escolhido, e é nele que temos de acreditar. (Anotação: Se é este o treinador escolhido, será o meu treinador durante todo o contrato)

 

No entanto, caros Benfiquistas, vamos esperar pela altura certa para o crucificar. Crucificá-lo antes do Natal é errado, pois nessa altura estamos à espera que ele nasça. Certamente que a Estrelinha irá ajudar-nos a esperar pacientemente pelo seu nascimento. (Anotação: Vamos ter calma, dar tempo ao novo treinador do Benfica e não entrar em desespero se no início não estiverem a correr bem as coisas)

 

Também não lhe pediremos milagres antes do tempo, pois até às Bodas de Canã ainda falta um longo caminho a percorrer. Mas com tempo, e na altura certa, certamente os milagres irão aparecer. Os paralíticos voltarão a andar, os cegos voltarão a ver, os mortos irão ressuscitar, da água se fará vinho, com pouco pão e peixe serão alimentados milhares...(Anotação: Se tivermos calma e paciência, os resultados aparecem. Antes do tempo é que não. Com tempo,  a equipa começa a dar frutos, começa a ter fio de jogo, os jogadores que podiam inicialmente parecer matrecos vão provar que são bons)

 

A Fé também ajudará, e felizes aqueles que acreditem nele sem o ver, não deveremos pois, ser como São Tomé. (Anotação: Não comecem a criticar antes de o ver em acção, não entrem naquela do "ver para crer". Acreditem desde logo, pois só dará força ao novo treinador e ao Benfica)

 

Se tivermos Fé, até sobre o mar andaremos contra ventos e marés. (Anotação: A Fé move montanhas, como tal, com Fé não haverá sistema que nos derrube)

 

Se um dia, por ventura,  os Pilatos deste mundo, que lavam as mãos como se nada fosse, ou os Herodes loucos deste país resolverem mandá-lo para a cruz, não gritaremos Barrabás, mas sim Jesus. (Anotação: Estejamos atentos e não nos deixaremos levar pelo que a imprensa diz, pelo que os comentadores dizem. Façamos nós próprios a avaliação do nosso treinador, sem nos deixarmos influenciar pelo que vem de fora).

 

Deveremos defendê-lo com unhas e dentes e afastá-lo dos Judas que por aí pairam e se deixam comprar por meia dúzia de moedas. (Anotação: Estar sempre do lado do treinador, para ele se sentir forte e protegido)

 

Cabe agora deixar-nos salvar pelo Jesus! (Anotação: Tenhamos esperança e acreditemos que ele é o homem certo para o lugar certo e que nos voltará a trazer a glória)

 

 

P.S: Peço desculpa a todos os benfiquistas bons entendedores, mas como nem todos são assim, foi preciso uma versão anotada e comentada.

Os Carlos da Tertúlia (a programação normal segue dentro de momentos)

Bom, já vi que isto não vai lá só com explicações ocasionais.

 
A recente saída do armário (espaço para riso ‘ça cana’) do Leão Eça Cana, revelando o nome pelo qual responde enquanto cidadão deste cantinho à beira-mar (muitas vezes mal) plantado originou inevitáveis confusões resultantes da partilha do mesmo primeiro e último nome com a minha pessoa (sim, tenho uma pessoa – há gente com distúrbios de personalidade que tem duas, três ou mais).
Por força da participação no programa Debate na Benfica TV, e de forma natural, o nome constante do meu BI (Carlos Miguel Silva) passou a estar associado tanto ao meu nick (Gwaihir) já de alguns anos, como ao blog da Tertúlia.
 
Inevitavelmente, desde que o Eça colocou o nick na gaveta (eventualmente na mesma onde apodrecem os pentes e as escovas para o cabelo) e passou a assinar com o seu nome de nascença, as confusões entre os dois garbosos moços surgem para quem estiver mais distraído (diria mesmo para quem estiver muito distraído, face às óbvias diferenças no discurso. Apesar da genialidade, essa, ser aparentemente um atributo comum aos Carlos Silvas que escrevem na Tertúlia – deixem-nos continuar convencidos disto).
 
Isto seria qualquer coisa de trivial e particularmente lisonjeiro (muito me honra partilhar o nome com o meu amigo Carlos), não fora o facto de normalmente possuirmos opiniões bastante divergentes (e muitas vezes antagónicas), o que para alguém distraído (lá está) poderia configurar uma síndroma de personalidade múltipla da minha parte. Trocando por miúdos (como diria o Michael Jackson): não quereria ser acusado, por malta confusa (que é o que não falta para aqui), de ter duas caras. Uma já me dá trabalho que chegue, nomeadamente a nível da remoção de pêlos faciais e muito especialmente naquela zona tramada que faz a fronteira entre o nariz e a parte da cara onde fica o bigode.
 
Resumindo (e só não faço um boneco porque os meus dotes no domínio das artes gráficas não fariam justiça à resplandecente careca do Carlos – o outro):
 
Leão Eça Cana = Carlos Silva
 
Gwaihir = Carlos Miguel Silva.
 
Como sei que há para aqui muita gente com o mesmo défice de atenção que eu (para quem este texto se eclipsará na memória passados uns 15 segundos), a partir de agora passo a assinar como Carlos Miguel Silva (Gwaihir).
 
E era mais ou menos isto. Não me deixem interromper, continuem lá com a algazarra por causa das eleições (mas não no meu espaço de comentários, está bem? Obrigado pela atenção).
 
 
Carlos Miguel Silva
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:42 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quinta-feira, 11.06.09

Eagle One

Bem, tenho que admitir que perspicácia não falta ao candidato do parecer. De facto, parece-me ser o nome ideal a dar a uma aeronave que se destine a transportar lunáticos...

Esta só fará sentido para quem ainda se lembrar do 'Espaço: 1999' ;)

por D`Arcy às 14:08 | link do post | comentar | ver comentários (98)
Terça-feira, 09.06.09

Vamos a ver se nos entendemos

Não estou mandatado pelos meus colegas de blog, mas cumpre-me dizer o seguinte: a Tertúlia Benfiquista é um blog PLURAL em que estão presentes várias correntes de opinião. Nenhum de nós se conhecia antes da entrada na blogosfera, mas agora somos PRINCIPALMENTE um conjunto de amigos benfiquistas. Que, como é ÓBVIO, não pensam todos da mesma maneira. Portanto, quem vem aqui comentar à procura de “istas” sejam “vieir”, “oposicion” ou “veigu” pode tirar o cavalinho da chuva, porque aqui os únicos “istas” que encontra são benfiquistas. Uns que defendem a actual direcção, outros que não concordam com ela e outros que, defendendo-a, não estão de acordo com muitas coisas que têm sido feitas. Como é NORMAL num regime (clube) democrático como o Benfica é muito antes de ser o próprio país. Se há algo que todos abominamos é o unanimismo.

 
Dito isto, acrescento o seguinte: quatro de nós fomos convidados pelo director da Benfica TV para participar no debate das 4as feiras. NÃO estamos lá a representar o que quer que seja para além da opinião de nós próprios. Não estamos sequer a representar a Tertúlia Benfiquista na sua diversidade de opiniões. Estamos lá com muito gosto, GRATUITAMENTE (por opção própria) e sem sermos “moços de recados” de quem quer que seja. Nunca ninguém nos impediu de dizer o que nos apetece (aliás, basta ver os debates para se perceber isso), mas como é ÓBVIO é-nos muito mais fácil bater nos adversários do que no próprio clube. Dói-nos muito menos, como aliás acho que acontece com todos os benfiquistas (e quem ache o contrário, ou seja, quem tem a mesma facilidade em falar mal do Benfica e dos outros, tem um benfiquismo muito sui generis...). ISTO NÃO QUER DIZER, repito, ISTO NÃO QUER DIZER que não tenhamos criticado o Benfica quando achámos que o Benfica deveria ser criticado. Há vários exemplos: jogo na Amadora, jogo com o Guimarães em casa, os dois jogos com o Trofense, presença do Jorge Ribeiro no plantel, algumas opções do Quique, é só escolher. E, se utilizo o plural (nós), não é porque falemos a uma só voz, mas porque efectivamente em todos estes casos, a opinião de nós os quatro foi muito parecida. Como em outros assuntos não foi (o caso Léo, por exemplo). Como não é em relação a esta questão das eleições antecipadas, em que uns de nós estão a favor e outros contra.
 
Pretender ler aqui uma opinião unânime, ou a “voz do dono”, é sintoma de grave deficiência visual (ou cerebral). Todos nós temos vida para além do Benfica, repito que não ganhamos UM CÊNTIMO com o facto de estarmos na Benfica TV e o facto de apoiarmos ou não esta direcção não faz de nós mais ou menos benfiquistas. Era só o que mais faltava achar que quem está com Vieira está contra o Benfica ou vice-versa! Portanto, acabem, se faz favor, com essa história da opinião (não) livre e (des)comprometida. Espero que não seja preciso fazer um desenho. Obrigado.
 
P.S. – Só para que ninguém se espante com isso, amanhã EXCEPCIONALMENTE não haverá debate. Como disse, temos vidas para além do Benfica e amanhã nem todos estaremos em Lisboa. Isto ficou logo decidido na semana passada, para que não se venha com especulações de não haver debate logo nesta semana tão intensa no nosso clube. Haverá, ao que sei, um best-of dos debates até agora.
por S.L.B. às 19:22 | link do post | comentar | ver comentários (33)

Eleições antecipadas: Yet another post...

Apanhando boleia do assunto "eleições antecipadas", aproveito não só para quebrar um longo "silêncio" da minha parte como também para dar a minha opinião sobre este importantíssimo assunto.

Devo dizer que a minha primeira reacção ao anúncio de antecipação das eleições do Benfica foi de que esta poderá ser uma manobra para a actual direcção, perante a insipiente oposição dos que até agora se anunciaram como candidatos, garantir a sua continuidade, retirando espaço de manobra a possíveis candidaturas que ainda não tenham formalizado o seu anúncio e que estivessem a planear fazê-lo mais próximo do mês de Outubro.
Nesta perspectiva, a antecipação parece beneficiar a actual direcção.

Mas ponderando melhor, qualquer candidato que se pretenda assumir como tal deverá (ou deveria...) ter, nesta altura, um projecto de candidatura minimamente preparado. Claro que antecipando as eleições em 3 meses, o tempo para formalizar a apresentação das mesmas fica mais reduzido (agora têm menos de um mês para o fazer). Mas julgo que não é em 4 meses que se prepara uma candidatura sustendada num projecto credível. A haver tal candidatura, a mesma teria que ter, neste momento, algo de concreto para apresentar e sem a influência que os resultados (sejam eles bons ou maus) que o Benfica venha a ter no início da próxima época poderiam ter...

Por outro lado, penso é fácil adivinhar quão "tranquila" iria ser a vida da actual direcção até Outubro, com implicações na pré-época e no arranque da próxima época (e com decisões importantes para tomar).
Claro que, admitindo o cenário de reeleição (não querendo com isto dizer que é este o cenário que eu desejo - gostaria que surgisse uma outra candidatura que se apresente, inequivocamente, como alternativa credível), isso por si só não resolveria os actuais problemas do Benfica (desportivos e não só). Mas, pelo menos, ficaria com outra margem de manobra para trabalhar na pré-época e daria outra legitimidade (não confundir com "carta branca"...) para tomar decisões, reduzindo à sua insignificância as tentativas de desestabilização, vinda de todos os quadrantes.

Nota final (caso não tenha ficado claro): não quero com este post dizer que sou (ou deixo de ser) apoiante desta direcção (ou de alguns membros da mesma), no contexto destas eleições. Aguardo para ver quais as opções (se é que as haverá - e por muito que eu critique esta direcção, o que mais lamentarei é ausência de alternativas credíveis...).
O que defendo é que, seja qual for a direcção que os Benfiquistas escolherem para comandar os destinos do Benfica a partir da próxima época, a mesma deverá ter o mínimo de interferência possível (e mesmo assim, nunca será pouca...) nas suas tomadas de decisão.

Breve Esclarecimento

 

Agora que o Leão Eça Cana achou por bem revelar e passar a assinar com o seu nome de facto (e belo nome que é), cumpre-me apenas, de modo a evitar confusões desnecessárias (que surgiriam) por dois escribas partilharem – com muito prazer, pela parte que me toca – o primeiro e último nome, esclarecer que não somos a mesma pessoa e que eu respondo pelo nome de Carlos Miguel Silva. Como muita gente sabe, é com esse nome que tenho o prazer de fazer o programa com os meus companheiros às quartas-feiras. Já o havia, aliás, aqui revelado no passado.
 Um abraço ao outro Carlos,
 
 Gwaihir
 
 aka
 
 Carlos Miguel Silva 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:57 | link do post

Tempos

Hoje, neste tempo conturbado da História do Benfica, vejo-me na necessidade de empalhar o “Leão Eça Cana” para que as minhas opiniões não possam perder uma letra que seja da seriedade que o momento exige. A partir de agora tudo o que eu escrever aqui será assinado com parte do meu nome – Carlos Silva – pelo qual respondo com enorme agrado, não só porque o considero um nome benfiquista à séria, como, ao responder, significa que estou vivo e isso é quase impagável nos tempos que correm.

 
Posto isto, quero manifestar a esperança que as eleições, agora antecipadas para o próximo (?) dia 3 de Julho, decorram entre as 4 e as 5 da manhã. Qualquer tempo a mais que este será uma desvirtuação da essência desta antecipação e levará a que muitos dos que se pensam benfiquistas se atrevam a tentar aquela coisa do “voto”. Todos temos pressa em resolver o Benfica - não é que haja muito para resolver; quem não lê a comunicação social sabe que está tudo bem no clube – e duas horitas chegam e sobram para eleições. Lá para as onze os votos estarão todos contados, e mesmo antes do almoço já estaremos a ouvir que seremos campeões – de futebol, importante! – condição indispensável para que os jaquinzinhos fritos com o arroz de tomates descansem no estômago como deve ser.
 
Do mais, só posso lamentar o tempo escolhido para esta decisão. Não se percebe bem porquê, mas ela tinha sido inventada pela comunicação social a semana passada. Ora, se aquilo despoletou nos órgãos sociais a comichão que rebentou nesta borbulha, penso que a altura de a espremer nunca deveria ser numa segunda-feira, quando pouca coisa se passa no país a não ser o Benfica. Tivemos a sexta de eleições no Sporting, tivemos o sábado da Selecção e tivemos o Domingo das eleições para o Parlamento Europeu. Fazer este anúncio na segunda-feira deixa o clube, e todos nós, completamente expostos a todos os arbítrios que se queiram fazer, sem rival nas considerações. Dá ideia de se querer alguma atenção e protagonismo de todo desnecessários. Sobressaem as declarações do nosso Presidente da Assembleia Geral que denotam desde logo um enorme sentido do Estado Benfiquista – golpeado ou não – e colocam alguma água na mesa e ordem na fervura.
 
Depois há o tempo da demissão. Luís Felipe Vieira (LFV) teve uma excelente oportunidade para a anunciar no início da época de 2007/2008 quando correu com Fernando Santos. Se o fizesse ali, contrariava a falta de carácter e coragem, expondo o seu erro ao sufrágio dos benfiquistas. Naquela altura, ao ganhar as eleições, reforçava ainda mais a sua liderança, e calava as logo ali as vozes, como a minha, que viram na sua atitude um acto de gestão desportiva cobar…incompreensível, descabida e comprometedora. Mas não o fez, foi buscar Camacho, num laivo de populismo concordante com a vaga que apoiou tal maré.
 
Camacho quebrou, e LFV teve, então, nova oportunidade de se retratar perante os benfiquistas e, de novo, mostrar que era um líder desejado pela legitimidade dos votos. Agora com mais contestação na crítica, mas nada que o impedisse de se afirmar enquanto o único líder possível nesta conjuntura. Mais uma vez a força da crítica, que então já era mais assídua, esmoreceria e o Benfica ganharia uma legitimidade útil para os tempos tempestivos que inevitavelmente se gerariam no futebol do clube. Então, sim, era o tempo de jogar o ás Rui Costa. Ao invés, LFV como que escondeu esta valiosa carta na manga, mas sem deixar de mostrar a sua forma, só para que se visse quem realmente tinha jogo para continuar na mesa.
 
Ao deixar escoar aqueles tempos, e estourados (quase) todos os foguetes, a LFV, quanto a mim, restava uma única opção para guardar a dignidade que o seu legado ao serviço do Benfica e dos benfiquistas merece: levar o mandato até ao fim. Só assim legitimaria verdadeiramente Rui Costa e os seus erros e mostraria a força das suas decisões, independentemente das falhas.
 
Mas não, LFV decidiu pôr em causa não a si próprio mas alguém que o pudesse contrariar, arrastando tudo o que, e quem, de muito bom fez pelo clube. Mais que medo, isto revela um desrespeito pela inteligência dos benfiquistas que tentam preservar a Grandeza deste clube para além das pessoas que o servem.
 
Com a decisão de candidatar-se de novo - com todo o direito, e talvez dever, que tem - LFV esgotará grande parte do tempo que conseguiu juntar enquanto um Presidente que trouxe ao Benfica aquilo que o torna Maior: o orgulho das gentes em ser Benfica.
 
Neste novo cenário, como noutro qualquer, não duvido que o resultado das eleições seja o mesmo que seria antes ou depois.
 
Mas quem agora destina este clube deve saber que, por muita areia que eles e os devotos atirem para o ar, na ampulheta da credibilidade este tipo de decisões poeirentas escoam-se muito mais rapidamente. E o tempo de ser grande pode até voltar, mas nunca se repetirá.
 
Perde ele o tempo, e perdemos todos nós. Tanto eu como quem conseguiu ler até aqui.
por Carlos Silva às 13:26 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Já agora, a minha opinião.

Vale o que vale, mas é a minha. :-)

 

Só entendo esta ideia de convocar, agora, eleições antecipadas, numa lógica de preservação de poder. Reconheço, agradecido, a Luís Filipe Vieira tudo o que ele fez, e não foi pouco, no sentido da recuperação da credibilidade do Benfica, depois de um período negro da historia do clube. Uma recuperação que começa ainda com Manuel Vilarinho.

A propósito, as declarações de Manuel Vilarinho ontem à TVI24 são uma tristeza, para mim, enquanto benfiquista: "O título do Basquetebol não me diz nada" e "Estou farto de benfiquistas. Prefiro trabalhar com sportinguistas do que com benfiquistas que se estão sempre a queixar. Benfiquistas sou eu mais 10 ou 20."

Toda a gente tem direito à sua opinião, mas um antigo Presidente do SLB e actual presidente da mesa da assembleia geral deve respeito a quem o elegeu.

Voltando a LFV, são, na minha opinião, claros os seus méritos na recuperação da credibilidade do clube, a vários níveis, ainda que não ao nível do futebol.

No entanto, não é isso que está hoje em causa.

O que me incomoda é o timing desta decisão, aparentemente desinteressada, de quem só quer clarificar as coisas. Clarificar o quê?

As eleições são agora, em cima do arranque da época, com pouco tempo para quem quiser pensar em concorrer, potenciando uma gritaria e uma histeria de cariz eleitoral e eleitoralista, que só podem ser negativos para o clube, nesta altura. Lança confusão em pleno arranque da época desportiva, quando era indispensável tranquilidade e união em volta da equipa!

Mais: antecipar as eleições soa claramente a um sinal de fraqueza de uma direcção que se sente atacada, e parece temer algumas das pessoas que se lhe opõem. E por isso não lhes dá tempo, tenta fazer corta-mato, nesta corrida eleitoral, e lança o clube numa instabilidade tremenda, quando era necessário exactamente o contrário: sentido da responsabilidade e noção de que, quem está à frente do Benfica, tem de colocar, sempre, os interesses do clube à frente dos seus.

E, desta vez, a tentação de assegurar o poder, desde já, falou mais alto. É pena, até porque não havia necessidade nenhuma, sendo esse o objectivo. É, pelo menos para mim, evidente que, em Outubro, LFV ganharia as eleições, sobretudo tendo Rui Costa ao seu lado. E se não ganhasse sairia, com superior dignidade, tendo cumprido até ao fim o mandato para que foi eleito por uma margem esmagadora, um mandato que lhe confere toda a legitimidade para não ter de antecipar as eleições só porque existe um candidato e um movimento de benfiquistas que parece que também quer ir a votos. Ou porque se sente inseguro dando mais meses a outros benfiquistas para se prepararem melhor.

Esta é, pois, na minha opinião, uma má decisão.

É uma opinião livre, de quem não está feito com nenhuma das candidaturas, e exercerá o seu direito de voto no próximo dia 03 de Julho, em consciência, depois de ouvir as propostas de todos os candidatos.

Sobre as eleições

Já que estamos numa de clarificação de posições, aqui fica:

 

Não tenho rigorosamente nada contra a antecipação das eleições. A mudança de datas não muda, a meu ver, nada do que é essencial. Quem está agora contra a actual direcção – ou contra a estratégia que a norteia - também o estaria em Outubro; quem agora está com a actual direcção – ou com a estratégia que a norteia - sendo coerente, também o estaria em Outubro.
Não vejo como algum benfiquista tenha o seu direito de voto prejudicado por força disto. Não vejo como isto altere minimamente a liberdade individual de quem quer que seja. Não percebo porque se há-de considerar, de forma paternalista, que o povo benfiquista seja tão influenciável, ou tão pouco dono do seu nariz, que – coitadinho – se veja, agrilhoado pela sua simplicidade, manipulado por este ou por aquele por se alterar a data das eleições.
Se LFV se recandidatar e voltar a ser eleito será porque os sócios, de livre e espontânea vontade, terão votado nele. Se qualquer outro benfiquista que se candidatar for eleito será porque os sócios, de livre e espontânea vontade, terão votado nele. É tão simples como isto.
Já li aqui alguns comentários absolutamente disparatados que falam de Golpes de Estado, de apego ao poder, de atitudes ditatoriais e do raio que o parta.
Golpe de Estado? Por submeter uma decisão a sufrágio dos benfiquistas? Mas alguém está a tentar tomar o poder à força, ou à revelia dos sócios? Tenham vergonha e o mínimo de decência. Com essa argumentação, no fundo estão a passar um atestado de estupidez a quem vota. Pode-se concordar ou não com a antecipação das eleições, e respeito qualquer uma das posições. Agora usar, sem vergonha, a bandeira do ‘golpe de estado’ é pura demagogia. Epá, tenham juízo, respeito pelo Benfica e pelos benfiquistas e votem nas eleições de acordo com a vossa consciência.
Custa-me a entender, mais uma vez, toda esta gritaria e correria desenfreada. Quer-me parecer que falta, por todo o lado, alguma calma e serenidade.
Em boa verdade, não me escandaliza nada despachar o assunto agora e depois andar para a frente, com a casa arrumada e com tranquilidade para a próxima equipa técnica (seja ela qual for), em vez de andarmos num circo diário até Outubro. E, já agora, existem algumas razões que até parecem fazer sentido em defesa da antecipação, como o alinhamento do período eleitoral com o exercício económico. Agora se devia ser agora, há 15 dias atrás, mais para a frente, mais para trás, mais para um lado ou mais para o outro, honestamente estou-me a borrifar. Com mais ou menos paciência, consegue-se arranjar razões que justifiquem qualquer data. Vão-me tentar convencer que são as míseras duas semanas que passaram desde o fim do campeonato que atribuem maior ou menor razoabilidade à decisão? Haja pachorra.
Será uma postura ingénua, demasiado simplista, pouco ‘política’? Eventualmente.
É minha, é livre, não deve rigorosamente nada a ninguém (antes que surjam os comentários imbecis do costume), e é sincera.
 
Carlos Miguel Silva
 
p.s. acho particular piada à dança absolutamente esquizofrénica de alguma da oposição, que defendia fervorosamente eleições antecipadas e que, agora que as tem, diz que é uma vergonha. Quando os interesses pessoais e uma agenda pouco clara têm primazia sobre os interesses do Benfica nem sempre se consegue ser coerente.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:12 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Segunda-feira, 08.06.09

Eleições antecipadas

Os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica apresentaram a sua demissão e vamos ter eleições antecipadas. Estou em TOTAL desacordo com esta decisão. Estatutariamente as eleições devem ser em Outubro e não há NENHUMA razão para serem agora. Há quórum nos órgãos sociais e não há uma crise de estabilidade a nível directivo no nosso clube. Por outro lado, sempre defendi que não é em Junho / Julho que se começa a preparar uma nova época desportiva, pelo que eleições nesta altura não fazem sentido absolutamente nenhum, como alguma da chamada oposição defendia.

 
Agora, uma coisa é verdade: a serem feitas no defeso, as eleições deveriam ser o mais cedo possível, ou seja, logo a seguir ao final da época anterior. Se estavam a pensar na hipótese de eleições antecipadas, os órgãos sociais deveriam ter-se demitido em Abril / Maio para que as eleições fossem nesta altura. No início de Julho, quando a equipa já está em plena pré-época, com equipa técnica e plantel quase formado na totalidade (idealmente seria assim), é que não tem sentido nenhum.
 
Infelizmente, esta decisão cheira muito a manobra eleitoralista. Até pode não ser, mas é a ideia que dá. E já se sabe que “à mulher de César...” Lamento-a, porque a democracia que está na génese do nosso clube deveria ter servido como fonte de inspiração para outro tipo de decisão. É salutar haver várias correntes de opinião em confronto e todos deveriam ter o mesmo tempo para se preparem para o acto eleitoral.
 
P.S. – Já tinha escrito este texto quando vi o post do Pedro F. Ferreira. Por norma, não gosto de postar logo a seguir à publicação de um post, para evitar uma certa canibalização dos textos, mas a importância desta decisão na vida do nosso clube levou-me a fazê-lo. Por isso, as minhas desculpas ao Pedro.
por S.L.B. às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Sobre a antecipação das eleições.

Escrevi aqui, no dia 13 de Abril, que não concordava com a antecipação das eleições [link]. Hoje, os Órgãos Sociais demitiram-se em bloco numa atitude concertada com a Direcção. Hoje, ficaram antecipadas as eleições para o próximo dia 3 de Julho. Hoje, venho aqui escrever que não concordo com esta decisão.

 

Efectivamente, o barulho, a histeria, a gritaria, as ofensas gratuitas e um clima de guerrilha estavam instalados em redor da actual Direcção. Isto é uma realidade que só não percebe quem estiver num estado de ataraxia total. No entanto, penso que, pese embora todo o ruído circundante, esta Direcção tinha condições para continuar em funções sem necessitar de pedir a renovação da legitimação dos sócios. Estava legitimada em ordem da esmagadora percentagem conseguida no último escrutínio.

 

Assim, para que fique claro, repito que não concordo com a antecipação das eleições. Esta antecipação é, na minha opinião, um erro. Em primeiro lugar demonstra uma permeabilidade ao ruído que não deveria existir; depois permite a leitura de que há um certo temor de um sector da oposição. E isto pode ser lido como um desnecessário sinal de fraqueza.

 

Agora, vamos para um acto eleitoral. O Benfica é forte e uno, mas está fragmentado em facções que, a julgar pelo que tenho visto, estão extremadas de tal forma que podem, caso não haja bom senso, criar cisões tão profundas que acabarão por ferir não os opositores, mas o próprio Benfica.

 

Que o benfiquismo saiba viver o supino valor da democracia de forma digna.

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[Para que não haja dúvidas, é importante clarificar posições. Assim, e mantendo o que já escrevi, não tenho uma posição imparcial. Apoio, com sentido crítico, o benfiquista que imagino, a médio prazo, à frente dos destinos do Benfica. Logo, apoio Rui Costa e estarei ao seu lado.

Tenho o dever de, mais uma vez ,alertar os leitores para esse facto, tal como tenho o direito a apoiar quem, em consciência, considero que deverá ser o líder do Benfica no futuro.]

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Não aprovarei qualquer comentário que seja ofensivo ou que coloque em causa a dignidade de qualquer benfiquista. Seja ele quem for.

por Pedro F. Ferreira às 21:32 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Eleições antecipadas!!

Parece que o Benfica vai a eleições.

 

 

Não entendo o porquê desta decisão agora.

 

Varias notas para reflectir

 

1º Apenas teremos treinador a partir do dia 4 de Julho, afectando com isso em muito a nossa pré época e compra de jogadores.

 

2º A demagogia das promessas de jogadores top e de treinadores formidáveis vão surgir.

 

3º As vitimas irão dizer, que tudo foi feito para que não existisse hipóteses da oposição se organizar.

 

4º O Benfica estará a saque, é uma certeza.

 

 

Tenho medo do futuro do Benfica. Tenho medo que o bom trabalho que foi feito seja destruido. E quando falo em bom trabalho, vou para além do futebol, claro está.

 

 

Agora Benfiquistas, abram os olhos, e não se deixem enganar, é tudo o que peço.

 

p.s: Para que não fiquem dúvidas, não sou um entusiasta do Luís Filipe Vieira, mas sei reconhecer que neste momento, e perante as possíveis candidaturas, não vejo alternativa melhor. Sei reconhecer que ele finalmente começou a ouvir quem sabe, o Rui Costa. Sei reconhecer que ele nos deu um Estádio, um centro de Estágios, uma TV, um pavilhão, umas modalidades amadoras competitivas, uma saúde financeira que saiu do coma profundo, para os cuidados intermédios. Os outros, que tudo atacam, não merecem nem o  meu respeito nem o meu voto.

 

p.s1: Contudo tenho pena, que haja muitos benfiquistas com mérito, e prestigio, que deviam ter a coragem para avançar mas infelizmente não o fazem.

 

 

 

Domingo, 07.06.09

Manuel Serrão... quem diria?

[clicar na imagem para ampliar]

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Manuel Serrão fez-se sócio do Benfica quando tinha 19 anos, em 9 de Janeiro de 1979, e foi sócio do Glorioso até Junho de 1985.

Se Manuel Serrão fizer a recuperação do seu número de sócio, já terá direito ao Emblema de 25 Anos de Dedicação (Prata).

 

Com um pouco de... chamemos-lhe 'ousadia', ainda se apresentará como candidato à presidência do nosso Benfica. :)

por Pedro F. Ferreira às 13:45 | link do post | comentar | ver comentários (50)

Nostalgia

Ontem, excepcionalmente, assisti ao jogo da selecção (apenas a segunda parte, que isto há prioridades e durante a primeira parte estive mais interessado em ver os nossos rapazes do futsal, apesar de uma arbitragem grotesca, derrotarem o Freixieiro no primeiro jogo das meias-finais do playoff, perante o desânimo dos comentadores da SIC). Confesso que, quando sobre o final do jogo, o Bruto Alves (a jogar já a avançado, tal era a aflição) acorreu ao balão desesperado lançado sobre a área albanesa e marrou na bola, dirigindo-a para o fundo da baliza, não consegui evitar soltar um impropério. Isto porque me lembrei imediatamente que agora teríamos que continuar a aturar o Queirósz a vender-nos a ideia de que a qualificação está mesmo ali ao lado, e que dado o brilhantismo do nosso futebol, isto são favas contadas. Mas quando o apito final soou pouco depois, e vislumbrei o sorriso triunfante do mesmo Queirósz enquanto saía do campo, de repente fez-se luz no meu espírito.

Convenhamos, como eventuais adeptos da selecção nacional, os últimos anos deixaram-nos mal habituados. Apuramentos para fases finais em barda, boas classificações nas mesmas, vitórias concludentes sobre adversários fáceis, tudo isto contribuiu para nos tornarmos de certa forma arrogantes, e encarar cada jogo como apenas mais um para vencer. Deixámos de dar o devido valor a cada vitória, o que, no meu caso, contribuiu para me desligar ainda mais da selecção nacional. Porque eu não consigo reconhecer ou identificar-me com essa selecção. Não foi essa a selecção com que eu cresci. A minha Selecção era aquela que ganhava por três a dois a Malta no Estádio da Luz, com a contribuição de um golo de um José Rafael, e que sofridamente conseguia uma qualificação para um Mundial após vinte anos de ausência. Depois chegava lá, fazia um brilharete no primeiro jogo, e dava um terrível mau aspecto logo a seguir, dando-nos vontade a todos de apedrejar os jogadores. Era esta montanha russa emocional que dava a emoção necessária para que acompanhar a Selecção fosse tão interessante. Ver-nos ganhar 8-0 ao Liechtenstein não tem piada nenhuma. Já ver-nos iniciar um jogo contra a RFA, em que tínhamos necessidade absoluta de vencer, num portuguesíssimo esquema táctico de 7-2-1, tinha (reclamo para Portugal a invenção do esquema táctico de um único avançado).

Durante a minha infância, havia algo de épico em cada vitória da Selecção. Essas vitórias eram como que arrancadas a ferros, com defesas impossíveis do Bento, bolas a bater nos ferros, árbitros constantemente a favor dos estrangeiros, (porque 'ninguém liga nenhuma a Portugal'), golos caídos do céu, e no final, mesmo depois da tal vitória épica, corríamos para a calculadora para calcular as nossas hipóteses de qualificação - quase sempre remotas, já que normalmente dependiam de algo como uma vitória de Malta por seis a zero em Estocolmo. Foi por isso que ontem, ao ver Queirósz caminhar triunfantemente para os balneários, me senti invadido por um sentimento de profunda nostalgia. Naquele momento, reconheci finalmente, após todos estes anos, a minha Selecção Nacional perdida. A sensação de triunfo após uma vitória contra uma selecção cujo público festeja ruidosamente a conquista de um pontapé de canto não engana: Portugal está de volta! É este o plano de Queirósz: fazer regressar os adeptos da minha geração que andam há tantos anos afastados, devido à falta de identidade desta imitação que nos andou a enganar durante os últimos anos. É, convenhamos, uma estratégia brilhante.

Como que a confirmar a minha teoria, eis que olho para a capa d'A Bola, e tudo bate certo (peço desde já desculpa por colocar a imagem chocante de um cro-magnon apanhado no preciso instante em que solta um grito de acasalamento):


Está tudo ali. Voltámos a ser Portugal. O estádio digno de uma Segunda Divisão B, repleto dos tais adeptos que celebram ruidosamente a conquista de um pontapé de canto, passou a 'Inferno'. A vitória sofridíssima e medíocre frente a uma selecção da cauda da Europa é-nos vendida como um feito de proporções épicas. Isto sim, é a minha Selecção. Nada mais me resta senão curvar-me perante a sapiência do Professor Queirósz, sabendo de antemão que o apelo para voltar a assistir a jogos da selecção se tornará irresistível. A África do Sul está mesmo ali à mão. É só Malta fazer o jeitinho em Estocolmo, vão ver...

por D`Arcy às 07:06 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Sábado, 06.06.09

CAMPEÕES

 

São grandes (em todos os aspectos).

 

Para todos os jogadores, para toda a equipa técnica e para o Carlos Lisboa, um grande, grande abraço Benfiquista!

 

Vitória na final por 4-0. 21º título.

De forma honesta, limpa e de cabeça erguida (percebem?).

 

 

Viva o BENFICA!

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:52 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Sexta-feira, 05.06.09

Momento eufemístico do dia

 

Carlos Queiroz: ‘A Selecção está num patamar elevado’.

 
Patamar elevado = Cadafalso.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:32 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Quinta-feira, 04.06.09

Como se desvia um jogador e se abotoa um agiota.

Segundo sei, o Benfica propôs 2 milhões de euros por 50% do passe. Os romenos aceitaram. De repente, os andrades contrataram o futebolista pagando 4,5 milhões de euros por 80% do passe.

Não me parece que tenha sido apenas o futebolista que foi desviado…


[Acreditem que “perder” um negócio destes dá-me um certo conforto]

por Anátema Device às 22:54 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Quarta-feira, 03.06.09

O meu treinador

O Jorge Jesus é um péssimo treinador, e isso é claríssimo para mim. Bastaria dizer que ele não é o treinador do Benfica para dar por terminada a minha argumentação, mas tenho outros argumentos igualmente válidos e bastante pertinentes, como é o caso, inegável, de este senhor não saber falar Português. Depois há ainda o problema das experiências que ele aparentemente anda a fazer com a farta cabeleira e que o fazem assemelhar a um leopardo. Há ainda o facto de eu me lembrar bem de que foi este senhor a fazer uma chinfrineira danada quando jogou com o Benfica esta época na Luz, ainda que uma jornada depois tivesse sido três vezes mais roubado e ainda assim conseguisse elogiar a equipa adversária, e este é também um argumento de peso. Finalmente, o Benfica não precisa de um rei das tácticas, porque a táctica do Benfica só pode ser uma: ataque continuado, em qualquer campo, contra qualquer equipa, em qualquer altura do campeonato, independentemente do número de jogadores disponíveis. Quanto ao Carlos Azenha, basta-me dizer que nunca tinha ouvido falar dele para deitar por terra os argumentos de qualquer um que defenda que este senhor deve ser o próximo treinador do Benfica.

 

Para vincar ainda mais a minha posição, estou em condições de garantir que se o Jorge Jesus for o próximo treinador do Benfica, o Jorge Jesus será necessariamente um grande treinador já que carregará às costas a inevitabilidade de ser sempre infinitamente mais pequeno que o clube que serve. Além disso, as incorrecções gramaticais do seu discurso serão apenas aparentes já que deverão ser entendidas como evidências de uma mudança em curso na nossa língua, e portanto o Jorge Jesus estará muito à frente de todos os jornais em termos linguísticos (o que é um parco elogio, bem sei). Depois, isso de olhar para a cabeleira do homem será coisa de maricas, e «chinfrineira» é uma palavra cujo significado, confesso, desconhecerei. Finalmente, o Jorge Jesus será evidentemente o rei da táctica do ataque continuado. Se o Jorge Jesus for treinador do Benfica, e se alguém me disser que eu escrevi o primeiro parágrafo deste texto, eu direi veementemente que essa pessoa é mentirosa, que não merece credibilidade e que apenas não a levarei a tribunal por difamação porque será inimputável.

 

p.s. – se não se reconhecem em pelo menos uma vírgula deste post, duvidem imediatamente do vosso benfiquismo ;)

Terça-feira, 02.06.09

Os grilhões da inveja

 

A propósito do post do Pedro Ribeiro sobre o atestado de inferioridade do clube do Carlos Calheiros, que subscrevo na sua totalidade, gostaria apenas de acrescentar o seguinte (já o disse mais de uma vez, já o escrevi):

 
Sob o comando de Pinto da Costa e dos seus acólitos, o FCP metamorfoseou-se num clube regional vergado ao ódio irracional a um Sul que não faz sentido (sendo o país pequeno como é) e que fez dessa sua fabricada rebeldia face aos poderes que vendia como instituídos, a sua bandeira e a sua matriz ideológica. Um clube que, ao invés do desportivismo e valores elevados de competitividade, tem na sua razão de ser um ódio e complexo de inferioridade que, paradoxal e ironicamente, são o principal açaime da sua expansão. A principal razão da sua pequenez.
 
Ganhar e, ao invés de elevar o nome do seu clube, invocar sistematicamente o nome do Benfica desnuda uma obsessão doentia, na qual jaz a maior derrota e demonstração de pequenez da nação anti-benfiquista (a lagartagem também o faz) e um irónico gesto de vassalagem ao maior e melhor clube do Mundo.
 
Ao longo destes largos dias que parecem perfazer 100 anos, o culto da personalidade atingiu o seu zénite, as Antas tornaram-se um inferno terrorista (imposto pela violência) para os visitantes, os túneis e o guarda Abel atingiram a fama, as casas de reputação duvidosa atingiram o máximo de facturação, os árbitros viajaram e fornicaram como nunca, o Reinaldo Teles aprendeu a pronunciar palavras com mais de duas sílabas e a comer de talheres. Mas a obsessão pelo Glorioso, essa manteve-se, imorredoira, firmemente ancorada no âmago de tudo isto. A Itália tem a Máfia e a Camorra, os EUA têm a Máfia local, os gangues e o Dick Cheney, o Médio Oriente tem a Al Qaeda, nós – fado dos fados (se trocarem as vogais também funciona) – temos isto (além dos Delfins, do João Pedro Pais e do João Braga – Deus, se existir, não tem claramente este país como um dos seus locais favoritos).

É um clube que se consome na sua própria cultura do ódio. Já não me irrita, nem me revolta, nem me enoja. Mete-me apenas pena. Muita pena (também porque conheço gente boa do FCP. E que não são isto).
 
Por incrível que pareça, ainda há quem defenda – exibindo despudoradamente a sua profunda ignorância do que é o Benfica – que devemos emular as práticas desse arremedo de clube, não percebendo de todo que é, ao invés, connosco que eles vivem no pensamento.
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:37 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Segunda-feira, 01.06.09

Os pontos sem vista.

Caros amigos, muito já aqui se escreveu sobre o futuro do nosso clube.

 

Para uns, o Benfica precisa é de receber um novo  salvador com ramos num domingo qualquer, para outros  deveremos crucificá-lo logo à partida sem esperar sequer pela Páscoa.

 

Uns há ainda que defendem que as Flores são boas para os funerais, e há que mandá-las para baixo da terra com o  caixão. Contudo, para alguns mais românticos não há nada como dar um bom ramo de Flores ao nosso amor, ao Benfica.

 

Ora bem, isto demonstra como os benfiquistas estão divididos sobre o que é melhor para o Benfica, mas estou certo de que todos eles, no âmbito da sua arrogância própria, têm a certeza de que a teoria deles é a melhor para o Benfica.

 

Eu também tenho a minha arrogância própria e tenho a minha teoria. Tenho os meus pontos sem vista, que é assim que todos somos um pouco quando defendemos as nossas teorias, são defendidas cegamente.

 

Para mim, como já aqui disse, o Benfica precisa de estabilidade, precisa que, ao fim de mais de 15 anos, haja algum treinador que mereça trabalhar durante, pelo menos, dois anos.

 

Penso, contudo, que a direcção já optou e decidiu que vai dar o benefício da dúvida. O comunicado à CMVM é claro. Diz o comunicado que o Benfica não pretende abdicar do Quique e está em conjunto com este a preparar a próxima época. 

 

Espero eu que, daqui a uns dias, meses, o Quique continue no Benfica, pois se não continuar,  este comunicado do Benfica  encontra-se ao nível de certas respostas do BPN ao Banco de Portugal.

 

Benfiquistas, estejamos todos atentos, há pouco tempo, num período parecido com este, permitimos que o nosso clube se envolvesse num Vale de problemas, de que só a muito custo, nos vimos livres.

De como somos grandes.

Este fim de semana o Porto lá ganhou a Taça. E mais uma vez, como acontece sempre que conquista algum título, uma boa parte da massa adepta do FCP mostra que continua com o seu recalcamento de sempre. O mesmo que levou Pinto da Costa a sugerir, vermelhíssimo, que a final da Taça "devia era ser na Luz". Ai é que eu gostava, disse PC.

O recalcamento de quem festeja vitórias insultando um adversário é em si mesmo um acto de prestação de vassalagem involuntária a um clube que é, e será sempre, maior.

E a frase de PC, dita em delírio de tetra, só mostra que não mudou nada. Pode tirar-se a pessoa da lama, mas não se tira a lama das pessoas.

É que ele sabe (e como lhe dói até hoje!) o que é perder uma final da Taça de Portugal em casa, após meses de uma birra semelhante aquela que o FCP voltou a ensaiar este ano, sobre o local da Final. E acha que, se disputasse uma final na Luz, essa humilhação seria vingada. Mas não. Por isto: o Benfica, por norma, não perde finais da Taça, frente ao Porto, nem mesmo jogando na casa do adversário. E depois, nunca aceitaria jogar uma final da Taça na Luz. Uma questão de princípio.

 

 

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