VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 29.09.09

Há que ser justo...

Estou a ver o "Trio d'Ataque" e o António-Pedro Vasconcelos é muito bom a defender o Sporting no ataque ao sportinguista Vítor Pereira. Quase tão bom como a louvar o Hulk. Numa coisa o homem tem razão: isto no tempo do Eça resolver-se-ia à bengalada.

por Pedro F. Ferreira às 23:00 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Segunda-feira, 28.09.09

TGV

As eleições terminaram ontem. Ganhou o Sócrates. Não vou aqui discutir se foi bom ou mau, porque este blog não trata destes assuntos.

 

Apenas referir que com o Sócrates teremos TGV Porto-Lisboa.  O autocarro é cada vez mais um meio de transporte pouco fiável. O que aconteceu este fim de semana ao Leixões é prova disso. Mesmo trazendo dois autocarros até à Luz estes de nada lhes serviram, pois avariaram-se os dois.

 

Como tal o TGV pode ser uma boa alternativa às equipas que se desloquem à Luz.

 

 

Olímpio Bento, um devoto competente (III)

Já se começa a perceber que muito dificilmente o Benfica poderá contar com o treinador de andebol que melhores garantias lhe dá, pois o senhor Olímpio Bento tudo fez, faz e fará para inviabilizar tal possibilidade.

 

Não aceito, e menos ainda após a canhestra explicação publicada pelo referido devoto, as motivações do dito. Independentemente disso, parece-me que a perpetuação desta situação se torna impossível de sustentar, sob pena de hipotecarmos o futuro do nosso actual treinador, o professor José António.

 

Assim, resta lamentar que o feudo do professor Olímpio Bento não tenha a independência, a elevação e a qualidade da Faculdade de Motricidade Humana. Esta, ao contrário do quintal do dito Olímpio, não só não está debaixo de nenhuma canga despótica como, inclusivamente, se sente muito honrada por protocolar com instituições desportivas.

 

Apenas assim se explica que o Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto inviabilize que um seu professor trabalhe no Benfica, e que, pelo contrário, a Faculdade de Motricidade Humana se sinta muito orgulhosa pelo facto de ter dois professores, o professor Pedro Mil-Homens [link]  e o professor José Gomes Pereira [link], a trabalharem também no Sporting.

 

É a diferença entre pertencer a uma faculdade que está ao serviço do país ou pertencer a uma faculdade de que alguém se serve para prestar vassalagem ao dono.

por Pedro F. Ferreira às 12:10 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Domingo, 27.09.09

Mão-cheia

Mais uma goleada, e por sinal bem saborosa num jogo em que do outro lado nos apareceu uma equipa anacrónica, que provavelmente encaixaria que nem uma luva num compêndio do pior catenaccio do início da década de oitenta. O Leixões parecia querer imitar aquilo que o Marítimo fez na primeira jornada, o que não deixa de ser estranho, já que normalmente as equipas do José Mota não jogam assim, e esta época já os vimos tentarem jogar de peito aberto no Estádio do Ladrão, tendo sofrido quatro golos em 45 minutos. O problema para o Leixões é que nem sempre se pode contar com tanta sorte como a que o Marítimo teve, e quando isso acontece o resultado mais provável é aquilo que vimos esta noite.

Onze sem surpresas, apresentando até o 'indisponível' Javi García de início, tal como o Ramires. Se estes dois estavam limitados, não se notou nada. A única dúvida habitual na constituição da equipa tem vindo a ser quem joga na esquerda da defesa, e hoje foi a vez do César Peixoto. O Benfica, para não variar, teve uma entrada muito forte em jogo, e logo ao segundo minuto esteve perto de marcar, com o Cardozo, Saviola e Maxi, na mesma jogada, a terem a oportunidade de fazê-lo (o Maxi fez a bola ir ao poste). O Leixões depressa terá percebido que não podia deixar o Benfica impor aquele ritmo, e dois minutos depois já o seu guarda-redes se tinha lesionado sozinho, tendo o jogo ficado parado mais de dois minutos para que fosse assistido, e começando a recordar-nos do espectáculo degradante que um certo Peçanha tinha dado na primeira jornada. Esta palhaçada encenada pelo guarda-redes leixonense foi só o mote para aquilo que se seguiria. Foi um sem fim de encenações, perdas de tempo em reposições de bola, quezílias, discussões, e tudo isto regado por faltas atrás de faltas para parar os nossos jogadores, muitas delas a serem pura violência (o Di María que o diga). O tempo útil de jogo deve ter baixado drasticamente durante este período, e os próprios jogadores do Benfica pareceram começar (naturalmente) a enervar-se com tudo isto. Talvez por isso tenhamos falhado alguns golos que, a terem entrado, dariam outra tranquilidade à equipa (as oportunidades do Cardozo e do Aimar, após tabela com o Saviola, foram as mais flagrantes).

A 'impetuosidade' dos jogadores do Leixões, apesar da 'boa vontade' (leia-se: passividade) do árbitro, acabou por ter a consequência lógica, ou seja, uma expulsão por acumulação de amarelos ainda antes da meia hora de jogo. E se antes disto já era notório que o único interesse do Leixões era defender (terão feito algum remate à nossa baliza?), depois então foram mesmo dez jogadores acantonados no último terço do terreno, e mais pancadaria, aproveitando o facto do árbitro, depois de já ter expulso um jogador, certamente não ter coragem para mostrar mais cartões tão cedo. Houve faltas que, com rigor, até poderiam ter dado vermelho directo, e nem o amarelo saiu do bolso do árbitro. Mas tenho que pelo menos dar-lhe os parabéns por ter tido a coragem de dar cinco minutos de descontos no final da primeira parte. Só a assistência ao guarda-redes do Leixões e cada um dos amarelos do Pouga foram mais do que isto, e regra geral um árbitro português teria dado, com muito boa vontade, dois minutos de descontos, fazendo o crime compensar. E foi precisamente durante este período de compensação que marcámos o importantíssimo primeiro golo. Num cenário que já vimos diversas vezes esta época, o Aimar marcou um livre para a área, e o David Luiz fez, muito à vontade, de cabeça o golo. O golo foi importantíssimo porque, com ele, desmoronava-se a estratégia do Leixões, e permitia à nossa equipa sair para o intervalo com outra tranquilidade. Já gora, convém mencionar que antes da marcação do livre o Aimar viu provavelmente um dos amarelos mais ridículos do campeonato, por ter movido a bola dez centímetros para o lado. Isto enquanto os sarrafeiros do Leixões iam vendo as suas pantufadas no Di María e no mesmo Aimar serem recompensadas com o tradicional gesto do 'não voltas a fazer isso!' por parte do árbitro. São critérios destes que depois levam a que o Bruto Alves seja um dos jogadores mais disciplinados da Liga, enquanto que o sarrafeiro do Aimar chega ao fim da época com mais amarelos do que ele.

Para a segunda parte, era expectável um avolumar do resultado. Para além de reduzido a dez, o Leixões teria que abrir um pouco mais, dado estar a perder, e também tinha que começar a encolher-se na estratégia de parar os nossos ataques à custa de faltas, porque os amarelos já abundavam. Nós limitámo-nos a fazer o nosso futebol, com muita mobilidade dos jogadores, pressão alta, e o Aimar a pegar na batuta do jogo. Demorámos dez minutos a marcar o segundo. Após o Aimar e o Saviola terem feito mais uma daquelas jogadas à futsal, com trocas de bola ao primeiro toque, o primeiro foi derrubado quando seguia isolado para a baliza. Penálti, expulsão, e bomba do Cardozo. E daqui até final, foi um desfilar de oportunidades, e contar a marcha do marcador. Três a zero após uma boa jogada entre o Coentrão e o Peixoto na esquerda, com este a centrar para o Ramires aparecer ao segundo poste a finalizar (e até me pareceu que houve penálti sobre o Nuno Gomes neste lance). Quatro a zero pelo Maxi, num remate cruzado da direita, após o Ramires ter recuperado a bola no seguimento de um grande remate do Di María, para defesa apertada do guarda-redes do Leixões. E cinco a zero num lance muito bonito pela sua simplicidade. Foi uma jogada de combinação entre o Coentrão, o Peixoto e o Cardozo, com o paraguaio a desmarcar o Peixoto na esquerda, e a surgir depois na área, ao primeiro poste, a cabecear exemplarmente o centro perfeito do Peixoto. Foram cinco, podiam até ter sido mais.

E quem é que não jogou bem hoje? Sinceramente, para mim, ninguém. O Aimar encheu o campo mais uma vez, o Cardozo marcou dois, o Di María não parou quieto, o Peixoto fez duas assistências, o David Luiz (ou o nosso Beckenbauer) está um portento e abriu a goleada, o Ramires é, provavelmente, uma das nossas melhores contratações desde o Valdo, o Coentrão voltou a entrar para dinamizar ainda mais o nosso jogo, enfim, nenhum dos nossos jogadores merece reparo por ter estado mal.

Para além da natural satisfação pela vitória do Benfica, e pela mão-cheia de golos marcados, hoje saí da Luz com o contentamento extra de ter visto a táctica anti-futebol que o José Mota tentou implementar ser castigada de forma exemplar. Tendo em conta aquilo que nós estamos a jogar, mesmo tácticas destas correm o risco de serem severamente punidas caso haja o menor erro. Hoje, nem mesmo ficando dois penáltis por marcar a nosso favor, nem mesmo com antijogo que atingiu níveis grotescos na primeira parte, nem mesmo com pancadaria de meia-noite a não ser devidamente punida, se conseguiram safar. E sempre que isso acontece, para além de ganhar o Benfica, sinto que também o futebol ganhou um bocadinho.

por D`Arcy às 01:34 | link do post | comentar | ver comentários (56)
Sábado, 26.09.09

A pedido do Gwaihir...

... via Estádio da Luz.

 

José Mota: vai para o "órgão sexual masculino"*.

 

(O que me custa reproduzir, porque para a personagem em questão será desejar-lhe profundo prazer)

 

* inserir impropério adequado.

por Onyros às 21:48 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Hóquei

Falamos muito do futebol, mas no hóquei a roubalheira é ainda mais à descarada. A Supertaça disputada hoje só mostrou que vamos ter mais do mesmo esta época. Os andrades já têm uma grande equipa, e ainda por cima, sempre que necessário, outros factores há que continuarão a desequilibrar o jogo para o seu lado sempre que necessário. Mesmo tendo metade da Selecção Nacional no nosso plantel, assim vai ser muito difícil.

por D`Arcy às 18:06 | link do post | comentar | ver comentários (17)

E logo, jogamos nós!

Apesar do Sp. Braga ter vencido ontem e de ter tornado impossível a nossa passagem para o 1º lugar este fim de semana, nem por isso o dia de hoje deixará de ser muito importante para o futuro da Liga portuguesa. Com os outros 2 grandes a defrontarem-se entre si, temos obrigação de aproveitar a perda de pontos que uma equipa ou mesmo as duas perderão nesse confronto. E embora se possa considerar uma vantagem despicienda à 6ª jornada, a verdade é que podemos acabar o dia de hoje com 3, 5 ou 6 pontos de avanço dos nossos adversários directos. E eu tenho a nítida sensação de que se este ano nos deixam fugir, nunca mais nos apanham.

 

Na semana passada até cumprimos com aquela que é para mim a premissa fundamental do futebol moderno, sobretudo nos jogos em que uma das equipas é bem mais forte do que a outra, que é a de concretizar uma das duas ou três primeiras oportunidades de golo. O problema foi termos sofrido um golo passados poucos minutos e de tudo ter então voltado à estaca zero, com o Leiria a poder (re)entrincheirar-se no seu meio-campo, deixando a cargo de dois ou no máximo três jogadores a saída para o contra-ataque. Assim sendo, e como alguns dos nossos jogadores não estiveram tão bem como já nos habituaram (Rarmirez à cabeça), e também (porque não dizê-lo) por mérito do adversário que nos estudou muito bem, o resto do jogo foi um sofrimento atroz, felizmente com final feliz.

 

Infelizmente algumas mazelas terão ficado e ainda subsistem dúvidas de que Javi Garcia possa jogar hoje. Embora, como já disse, considere o jogo de hoje muito importante, não estou disposto a perder Javi por diversos jogos, nomeadamente no jogo da Liga Europa da próxima quinta-feira, caso seja esse o preço a pagar pela sua inclusão na equipa hoje. Estou certo que também Jorge Jesus pensa desta forma.

 

Caso Javi não jogue, deverá entrar Amorim para médio-defensivo. Perderemos necessariamente capacidade de choque mas com um apoio mais directo de Ramirez, deixando a ala direita para o regressado Maxi que é capaz de a fazer em toda a sua extensão, essa lacuna pode ser disfarçada. Cardozo deverá voltar a fazer dupla com Saviola, até porque se há coisa que o jogo de Leiria demonstrou foi que Keirisson ainda não é jogador para estas andanças. Aimar e Di Maria deverão completar o 11, isto caso JJ não esteja a pensar colocar Coentrão no lugar do extremo esquerdo. Tenho para mim que mais dia menos dia Coentrão vai ter essa oportunidade. E tem-na justificado nos poucos minutos que tem jogado na Liga. O problema dele chama-se Di Maria, mas a participar em várias competições e com jogos internacionais ao nível da selecção pelo meio haverá espaço para ambos. E quem sabe se não será hoje a primeira oportunidade do jovem esperança português.

 

Por último gostava de ver a Luz com mais de 50 mil espectadores hoje. Já não peço casa cheia mas um apoio substancial dos benfiquistas será meio caminho andado para vencermos mais um jogo.

 

 

por Superman Torras às 08:50 | link do post | comentar | ver comentários (10)

El Mago

'Velho'. 'Pré-reformado'. 'Acabado para o futebol ao mais alto nível'. Estas foram apenas algumas das expressões que os benfiquistas ouviram vindas das bocas de alguns invejosos (e também de alguns daqueles que, sendo das nossas cores, gostam sempre mais de criticar primeiro e pensar depois) quando o Rui Costa anunciou que o Aimar seria o seu sucessor como 'número 10' no Benfica.

Pouco mais de um ano depois, ei-lo de regresso aos convocados da selecção da Argentina. Algo que me orgulha como benfiquista, e que me enche de satisfação, pois sou um admirador do futebol do Aimar, que considero ser uma peça fundamental na nossa equipa. Esta convocação não deixa de ser uma vitória pessoal do Rui Costa, dado ser o Aimar uma sua aposta pessoal, e também uma demonstração de competência por parte da estrutura de suporte ao futebol do nosso clube, particularmente do L.O.R.D.. E já agora, também do Jorge Jesus, que colocou o Aimar a jogar na sua posição e lhe devolveu os níveis de confiança. Normalmente já torço sempre pela Argentina nos Mundiais, mas com Di María e Aimar na equipa, mais ainda vou torcer para que se apurem. Até porque espero em breve poder ver o Saviola juntar-se-lhes.

por D`Arcy às 03:53 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Sexta-feira, 25.09.09

Disfunção eréctilo-financeira

 

(A pedido de várias famílias)

 
 
A situação das contas do Sportem é, no fundo, como uma relação homossexual impotente: o activo não consegue cobrir o passivo. Como tal, não há líquido. Não havendo líquido, a situação líquida é negativa.
 
Posto assim, até um Dias Ferreira entende, acho eu (o Salema eu tenho a certeza que sim). Quem não perceber ponha o palito no ar.
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:54 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Quinta-feira, 24.09.09

O Homem-de-Neandertal

Dentro do espaço que dedicamos aqui na Tertúlia às espécies raras e em vias de extinção, apresentamos hoje o último exemplar do Homem-de-Neandertal que ainda subsiste à face da Terra. Segundo a Wikipedia, este homem "tem sido descrito no imaginário popular de forma negativa em comparação com o Homo sapiens, sendo apresentado como um ser simiesco, grosseiro e pouco inteligente". O que me parece que se aplica perfeitamente à figura em causa. Mas quem, senão ele próprio, para o definir melhor?

 

 

 

Excertos do programa Trio d’Ataque de dia 22-9-2009.

 

“Não há nenhum benfiquista ferrenho que diga que é penalty”

[Curioso, eu ainda não vi, li, ou ouvi nenhum benfiquista a dizer que não é...]

 

“Houve uma altura em que o Toni mandava nos árbitros na Luz, o Humberto levantava a mão e era o fiscal-de-linha. Isso é manifesto. Durante uma década foi assim. Um fartar, vilanagem. Isso é um dado objectivo.”

[Como se depreende, este tipo era um frequentador habitual do Estádio da Luz e naquela altura já havia 20 câmaras em cada jogo que tiravam as dúvidas todas acerca dos lances... Reparem na precisão da criatura: “dado objectivo”.]

 

“Ele não pode levantar o pé àquela altura?! (...) Mas qual altura da cabeça?! O Aimar é que é baixinho! Achas que o pé está à altura da cabeça? É que não está à altura da cabeça. Não passou a estar à altura da cabeça. (...) Mas que não levantou o pé à altura da cabeça, não levantou. Pode-se medir.”

[Esta imagem é o momento do toque na bola. O pé está à altura do peito do Aimar, o que só por si já constitui “jogo perigoso”. Como lhe toca, passa a ser "jogo perigoso" com contacto físico e punível portanto com livre directo ou, dentro da área, penalty. Gostaram da magia da repetição "o pé à altura da cabeça"?]

 

 

“E há pessoas que, depois de verem na televisão, dizem que a bola está à altura da cabeça. O Aimar é baixo e até baixa um pouco a cabeça e é duvidoso quem é que faz jogo perigoso. Uma coisa que se pode ver, que se pode medir, a bola está a 1,60m no máximo e dizem que está à altura da cabeça. Isto presume o pior.”

[Presume, de facto, o pior. Esta imagem é o momento em que o pé do jogador do Leiria está mais alto. E, como se pode verificar, este espécime deveria ser preservado pela Humanidade. Reparem: “bola está a 1,60m no máximo e dizem que está à altura da cabeça”. Nem com as imagens vai ao sítio. Lá está, a definição de neandertal: “pouco inteligente”. Ou então, visionário: "é duvidoso quem é que faz jogo perigoso". O Aimar pode estar a fazer "jogo perigoso" em pé e com a cabeça perfeitamente levantada!]

 

 

“Depois disto, depois de ver isto, dizer-se que o pé foi à altura da cabeça, quer dizer, que o pé foi à altura da cabeça, é comparar a Torre de Belém à Torre Eiffel.”

[Tal como em excertos anteriores, a poesia da repetição: "que o pé foi à altura da cabeça, quer dizer, que o pé foi à altura da cabeça". Repetição, imitação: “simiesco”.]

 

“Este penalty marcado ao Leiria é dos casos mais flagrantes dos últimos três / quatro anos. (...) Admito que não haja mais nenhum penalty como este nesta época. É altamente suspeito.”

[Isto dito apenas 24 horas(!) depois deste lance no jogo do clube dele. Fabuloso!]

 

 

P.S. – E quer esta criatura acertar nos resultados eleitorais...!

por S.L.B. às 17:36 | link do post | comentar | ver comentários (41)

O nível

Pela 1ª vez em directo na televisão. Sem comentários...

 

 

[Adenda:] A prova do crime

 

por S.L.B. às 12:46 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Terça-feira, 22.09.09

Provocação... ou então não!

Nova Lei: Lei do Penaltie Trocado
Lei número a seguir ao último, acrescentada mesmo há coisa de 5 minutinhos e logo após ao esclarecimento dado por Paulo Penteadinho Bento, depois do jogo de ontem.

A TROCA DE PENALTIE

(transcrição fiel do Livro de Leis do Futebol Profissional e do Futebol Nacional, porque na realidade são coisas muito diferentes)
"Sempre que um Árbitro cometa aquele que lhe possa ter parecido um erro, ao não assinalar um Pontapé de Grande Penalidade, deve assim que possível ou melhor, o mais depressa possível, na próxima oportunidade assinalar uma Grande Penalidade, mesmo que para tal, não haja motivo.
Esta lei deve ser aplicada mesmo que o suposto erro afinal não passe disso mesmo, de uma suposição."

por Corto Maltese às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Vem aí o "passivo"! E com ele, um enxurro de esterco.

O Relatório e Contas do Benfica será apresentado na próxima semana. Nas cadeiras das redacções dos jornais e numa sanita de um qualquer grupo espanhol de comunicação já há quem se esteja a preparar para demonstrações públicas de velhacaria, falta de seriedade, demagogia, ressabiamento e estupidez.

 

Gritarão, pela enésima vez, que o “passivo” aumentou! Anunciarão o apocalipse e prestar-se-ão, mais uma vez, a fazer figuras de toleirão como a que fazem alguns jornalistas avençados do Correio da Manhã e do Record quando escrevem sobre o que não sabem. O previsível, expectável e justificadíssimo aumento do “passivo” dará azo a que uns quantos (entre eles também um ou outro benfiquista) debitem mais umas tretas com a isenção de quem acerta contas com quem lhes negou emprego. E não nos podemos esquecer do pólo oposto, daqueles jornalistas que, às custas do malandro do “passivo”, lá poderão escrever mais uma crónica na esperança de manter o emprego e as avenças vindas da torre das antas. O Rui Santos, enquanto abanica os pezinhos que não tocam no chão e acumula saliva nos cantos da boca, poderá ocupar mais uns minutos a perorar e espumar ignorância para intoxicar audiências.

 

Todos esgrimirão o “passivo” sem saber do que falam, mas sabendo muito bem quem querem atingir no meio de toda a sua ignorância.

 

Merda de gente, merda de país, merda de comunicação social! Tudo isso me enoja mais do que a figura dantesca do Dias Ferreira a palitar os dentes, em directo, no Dia Seguinte.

por Pedro F. Ferreira às 11:56 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Segunda-feira, 21.09.09

Quiz

Quem porventura tiver a suprema e inexplicável desfaçatez de sequer sugerir que o lance de ontem no jogo com a agremiação de Leiria não é penalty é:

 

a) burro;

 

b) cego;

 

c) proxeneta (prostitui as células cerebrais. Ou, no caso do Rui Santos, 'a' célula cerebral);

 

d) as três anteriores. Ou seja, jornalista da RTP 1 ou da Sport TV, avençado do Pasquim ou, claro, o Rui Santos;

 

e) um palhaço invejoso e desonesto;

 

f) lagarto. No fundo, é a opção e)  se se tratar de um atrasado mental que goste de privar em lavabos públicos sob o pretexto de que é um 'estádio', usar sapatos de vela e adorar coisas como a besta do Manuel Fernandes.

 

 Santa hipocrisia...

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:55 | link do post | comentar | ver comentários (41)

A ferros

Não deixou de ser uma vitória justa, alcançada pela única equipa que lutou realmente por esse objectivo, mas teve que ser arrancada a ferros. O adversário não ajudou, pois fez o seu trabalho e manteve sempre a organização defensiva (e convém salientar que não recorreu ao antijogo), mas no fundo foi o Benfica quem acabou por criar mais dificuldades a si próprio. Hoje, pela primeira vez esta época, consegui ficar irritado com a equipa em alguns momentos, por ver que insistíamos demasiado em tentar aquilo que não funcionava, mostrando alguma incapacidade para variar o nosso estilo de jogo.

O primeiro destaque a dar ao jogo é mesmo a 'mini-Luz' que vimos hoje em Leiria. A onda vermelha está em plena força, e hoje vimos mais uma demonstração da sua força. Foi a maior enchente de sempre do Municipal de Leiria, e mais de 95% dos espectadores presentes eram benfiquistas. Quanto à equipa, muitas alterações (cinco) em relação à equipa que jogou na Liga Europa, sendo que a inclusão do Keirrison no lugar do Cardozo foi surpresa maior, já que os regressos de Quim, Aimar, Shaffer e Saviola seriam mais ou menos esperadas. Do outro lado, conforme não deixaram de no-lo recordar durante toda a semana, a melhor defesa da Liga, com apenas um golo sofrido nos quatro jogos efectuados. Pois essa defesa aguentou quatro minutos contra nós, altura em que o Saviola desviou com classe um livre do Aimar na esquerda para o fundo da baliza. Melhor começo era difícil. O Leiria, no entanto, não se desorganizou com este golo. A equipa estava montada na forma expectável, ou seja, para segurar o empate e depois tentar um golo num eventual contra-ataque ou bola parada. Colocando-nos em vantagem, esta estratégia acabaria por ser desmontada, mas com tanto tempo ainda para jogar não fazia sentido que o Leiria se lançasse imediatamente no ataque.

Foi por isso pena que não conseguíssemos manter-nos em situação de vantagem por muito tempo, porque passados apenas quinze minutos o David Luiz teve uma intervenção desastrada, também após um livre lateral, e fez um autogolo. Em termos de atitude, o Benfica reagiu bem a este golo, acelerando o ritmo e pressionando o Leiria. Mas a qualidade do nosso jogo esteve abaixo do habitual. Pareceu-me que insistimos muito em entrar pelo meio, e o Leiria estava prevenido para isto, já que sobrepovoou a zona central, em frente à sua área. Por isso havia sempre um pé ou uma cabeça para cortar a bola quando tentávamos a progressão nas habituais tabelas rápidas. Foi nesta altura que me irritei mais, porque continuámos a insistir nisto e a explorar pouco os flancos. Mesmo o Di María insistia em fugir para o centro, em vez de tentar ganhar a linha. Outro factor que terá influenciado a qualidade do nosso jogo terá sido o relativo apagamento do Ramires, que hoje esteve bastante menos activo que o habitual. O próprio Aimar, que nunca se escondeu e esteve sempre em jogo, parecia um pouco menos esclarecido na altura do último passe. O empate ao intervalo não foi por isso muito surpreendente, porque a verdade é que a seguir a sofrermos o golo não conseguimos criar situações de grande apuro para a baliza adversária.

A segunda parte trouxe um domínio territorial ainda mais notório por parte do Benfica, com o Leiria a apostar claramente em tentar surpreender-nos num contra-ataque. A 'teimosia' que demonstrámos na primeira parte, ao insistir no mesmo estilo de jogo, mantinha-se, e neste cenário parecia ser difícil que conseguíssemos evitar o empate. Com vinte e cinco minutos para jogar, o Jorge Jesus fez duas substituições, entrando o Cardozo e o Nuno Gomes para os lugares dos apagados Ramires e Keirrison, e o Benfica passou a jogar num esquema mais próximo do 4-3-3. O Saviola passou a ter mais liberdade de movimentos, o que somado às movimentações do Nuno Gomes acabou por criar novos problemas ao Leiria. O golo da vitória surgiu a pouco mais de dez minutos do fim, através de um penálti. Confesso que esfreguei os olhos, tal foi a incredulidade. O Jorge Sousa, a assinalar um penálti decisivo a nosso favor? Definitivamente, algo está a mudar esta época. O Cardozo aproveitou para espantar mais alguns fantasmas, e marcar o golo decisivo (o penálti até nem foi particulamente bem marcado, mas quando o remate é feito com a velocidade que ele consegue dar à bola, ela já está dentro da baliza antes mesmo do guarda-redes conseguir chegar ao chão). Este golo confirmou que tinha razões para lamentar termos 'oferecido' o empate tão cedo. Porque o Leiria, não podendo lutar para segurar o resultado, desmoronou-se e desapareceu completamente do jogo. O tempo até final do jogo foi passado da forma mais tranquila possível, com um domínio completo do Benfica e a ausência total de reacção do Leiria, que passou o tempo a correr atrás da bola, enquanto esta circulava de pé para pé dos nossos jogadores. Neste período, fomos mesmo nós quem mais perto esteve de voltar a marcar.

O melhor em campo foi, para mim, o Javi García. Ele não foi simplesmente um médio; foi um meio campo inteiro. Gostava de ver a estatística de quantas bolas ele terá recuperado, quantos lances divididos terá ganho, quantas dobras e compensações terá feito - se o David Luíz sobe tão frequentemente, é porque sabe que assim que ele dá uns passos em frente, tem o Javi a tapar o buraco que ele deixou na defesa. Conforme disse antes, hoje o Ramires não esteve tão bem como tem sido habitual. Não digo que jogou muito mal, mas tendo como padrão aquilo que ele fez nos jogos anteriores, a exibição de hoje só pode ser considerada fraca (e por algum motivo, ao contrário do que costuma ser habitual, ele foi substituído quando ainda havia bastante tempo para jogar). O Keirrison voltou a estar muito apagado, e continua a ser um jogador desfasado com o resto da equipa.

Mais ou menos brilhantes, o fundamental foi conseguido. Uma vitória, num jogo verdadeiramente de campeonato. É também com vitórias destas que se conquistam títulos. E agora partimos para a próxima jornada em vantagem sobre os dois que pensam ser grandes, altura em que estes dois amigalhaços se defrontam. Se cumprirmos a nossa obrigação de vencer o Leixões na Luz, para a semana haverá uma data de gente com (ainda mais) azia, e à beira de um ataque de nervos.

por D`Arcy às 00:29 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Domingo, 20.09.09

Preparemo-nos para ouvir os palhaços.

O Pateiro diz que foi fora da área. O Manuel Fernandes diz que não sabe se foi falta. O Tadeia diz que se calhar não foi, se calhar foi jogo perigoso activo. Se calhar seria livre indirecto dentro da área. Um lagarto qualquer na Antena 1 disse que faltas daquelas normalmente marcam-se quando acontecem fora da área…

 

Eu, de facto, também nem queria acreditar como é que o palhaço do Jorge Sousa, depois de uma carreira inteira a deixar passar impunemente faltas e porrada de criar bicho contra o Benfica nas áreas adversárias, tinha tido a coragem de marcar um penálti a favor do Benfica.

 

Agora, está montada a tenda e os avençados do costume já se preparam para, durante a semana, mostrarem com quantas vértebras se faz a coluna vertebral de um palhaço. O primeiro deles será, certamente, o pantomineiro do Rui Santos.

 

[adenda: Para aqueles leitores mais distraídos: na minha opinião, aquilo é uma grande penalidade clara, limpa e justa.]

por Pedro F. Ferreira às 22:27 | link do post | comentar | ver comentários (57)
Sábado, 19.09.09

Amanhã, jogamos nós!

Fazendo uso do meu proverbial pessimismo, alicerçado em variadissímos anos nos quais o meu, nosso, Benfica tudo fez para o justificar, dou por mim a t(r)emer constantemente que será o próximo jogo aquele que vai proporcionar o violento acordar deste sonho a que a época 2009/10 se tem assemelhado. Nem são só os resultados, sempre importantes num clube como o Benfica, mas sobretudo as exibições e a simbiose que se (de)nota à distância existir entre a equipa técnica, os jogadores e aqueles que sofrem(os) nas bancadas.

 

É tudo tão perfeito que, creio eu, não me podem levar a mal continuar a estar de pé atrás (embora com as duas mãos bem levantadas, quando não estão a juntar-se uma à outra em ritmo frenético) exigindo à equipa que prove (bi)semanalmente que agora é que é, que agora é a valer!

 

Posto isto (sempre quis escrever esta expressão - já só me falta ser entrevistado para a Benfica TV e responder a uma pergunta com o cliché "Ainda bem que me faz essa pergunta"), para amanhã em Leiria, que se recomece do mesmo ponto em que se ficou na semana passada no Restelo, isto é, a pressionar o adversário à saída da sua grande área e a procurar o golo como se este fosse o primeiro - o que, vendo bem, até será o caso.

 

Dando largas ao treinador de bancada que há dentro de mim, espero que o Cardozo apenas jogue se estiver a 100% e uma vez que a dupla Saviola e Aimar deve regressar ao 11, ficará apenas por descobrir se será Nuno Gomes a primeira opção (ele que esteve muito bem no jogo de quinta-feira passada) a substituir o paraguaio ou se será Keirisson a ter uma oportunidade de demonstrar que está mais ambientado ao futebol europeu.

 

Na outra extremidade do campo, sou franco, gostava de ver Julio César a comandar a defesa. Nada de pessoal contra o Quim (até porque não o conheço de nenhum lado) mas estou apenas a zelar pelo meu coração que bate selvaticamente sempre que há um cruzamento para a área nos jogos em que é o internacional português que defende a nossa baliza.

 

De resto, o habitual: Maxi voltou e parece que nunca esteve ausente, Luisão e David Luiz constituirão a dupla de centrais, e César Peixoto terá mais um jogo para se ambientar à equipa e vice-versa. No meio-campo (e repare-se no hífen com que separei as palavras "meio" e "campo" - foram muitos anos a ler o jornal "A Bola"), Javi Garcia tratará de dar a coesão que a presença de tantos avançados no 11 poderia comprometer e Ramires fará mais um jogo em que só usando adjectivos que por norma não são utilizados em simultâneo (antecedendo as palavras: "classe", "trabalho defensivo" e "capacidade de se sacrificar em nome do colectivo") é que se conseguirá definir a sua exibição. Di Maria é o joker que falta e a dinâmica empregue será o segredo para que me permitam continuar a sonhar. De olhos abertos como é óbvio, porque é apenas justo que assim seja uma vez que foi assim que vivi os pesadelos das épocas anteriores.

 

por Superman Torras às 19:36 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Pausa para WC

Olímpio Bento diz que José António Silva só sai a título definitivo

 

E não é que não há ninguém que puxe o autoclismo?! Este excremento fedorento continua alegremente a boiar...

por Lord Henry Wotton às 13:01 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Sexta-feira, 18.09.09

BATE

A exibição do Benfica esta noite não foi exactamente exuberante. Se bem que o problema até deva ser que andamos 'mal habituados'. A vitória do Benfica não tem qualquer discussão, já que a superioridade que a nossa equipa demonstrou em campo foi por demais evidente. E mesmo sem o brilho intenso de exibições anteriores, construímos oportunidades mais do que suficientes para que o jogo acabasse com um resultado mais volumoso do que o 2-0 final, só que hoje fomos mais perdulários do que o costume, e também me pareceu que abrandámos o ritmo muito antes do apito final.

Alguma alterações na equipa desta noite. Júlio César na baliza, regresso do Maxi ao lado direito da defesa, Felipe Menezes no lugar do Aimar, e Nuno Gomes ao lado do Cardozo na frente, ficando o Saviola no banco. Deu para ver desde cedo que este seria um jogo algo diferente dos últimos. O Benfica até entrou bem, a carregar, mas notavam-se diferenças na forma de jogar. Na minha opinião, as ausências simultâneas do Saviola e do Aimar, dois dos principais dinamizadores do nosso ataque, fazem-se notar e o estilo da equipa muda. Não quero dizer que muda forçosamente para pior, apenas que é diferente daquilo a que nos temos habituado. O Felipe Menezes é um jogador diferente do Aimar, um pouco mais lento e menos inclinado a transportar a bola controlada para o ataque, e o Nuno Gomes, embora seja um jogador móvel, movimenta-se pelo ataque de forma bastante diferente do Saviola. Um dos pormenores que mais notei foi que insistimos mais em jogar pelo meio, em vez de explorarmos os flancos, o que fez até com que o Di María passasse vários períodos quase desaparecido do jogo durante a primeira meia hora.

Após alguns minutos de menor fulgor, que se seguiram à boa entrada no jogo, o Benfica voltou a despertar para o último quarto de hora, por 'culpa' também do progressivo crescendo do Maxi, que começou a aventurar-se mais pelo lado direito. Foi mesmo depois de uma insistência do Maxi (após o Cardozo ter estado perto de marcar) que chegámos ao primeiro golo, aos 36 minutos. Depois de um bom trabalho junto à linha de fundo, fez um cruzamento com o pé esquerdo que encontrou o Nuno Gomes completamente desmarcado junto ao segundo poste, e este faz o golo com toda a calma. E cinco minutos depois (já depois do Benfica ter criado novas oportunidades durante este período) chegou o segundo golo. Mais uma vez com o Maxi na jogada (apareceu a recebê-la na zona do ponta-de-lança), o Nuno Gomes fez um grande passe de primeira a apanhar um desmarcado Cardozo, que não falhou. Neste período o BATE parecia estar muito desorganizado na defesa, e o Benfica poderia mesmo ter ampliado a vantagem até ao intervalo, sendo a ocasião mais flagrante mesmo antes do apito final, quando o Di María desperdiçou um contra-ataque em que surgiram três jogadores do Benfica para um único defesa adversário.

Os primeiros minutos da segunda parte trouxeram um desfilar de oportunidades de golo desperdiçadas pelo Benfica. As mais flagrantes pelo Cardozo, Nuno Gomes (incrível a forma como não conseguiu controlar a bola após o passe do Di María que o deixava na cara do golo), e novamente Cardozo, desta vez a 'roubar' autenticamente o golo ao Ramires, que nas suas costas aparecia em posição óptima para marcar. Os dois golos de diferença eram, claramente, um resultado escasso face ao domínio evidenciado, e às oportunidades de golo criadas e desperdiçadas. As substituições que foram sendo feitas pareceram também, ao contrário do habitual, não ter trazido uma nova dinâmica ao jogo, apesar do empenho habitual do Coentrão. Os últimos quinze minutos foram claramente passados com o Benfica em contenção de esforços, o que acabou por dar até para o BATE ter um pouco mais de bola e colocar mesmo o Júlio César à prova. Ainda assim, o Benfica ainda foi ameaçando marcar, sobretudo através de iniciativas individuais, e também porque há alguns jogadores que parecem não saber jogar a velocidade reduzida (casos do Ramires ou do Maxi, por exemplo). Neste período o Fábio Coentrão, para não variar, conseguiu adiar mais uma vez o seu primeiro golo pelo Benfica, após rematar mal na conclusão de uma jogada que ele próprio tinha, e muito bem, construído. O resultado final acaba por saber a pouco, mas conforme disse, se calhar andamos é todos um bocado mal habituados.

Começando pelos 'novos', gostei de ver o Menezes. Mostrou pormenores interessantes, é claramente um número dez, que gosta de ter a bola nos pés e distribuir jogo. Pareceu-me que falhou algumas vezes no tempo ideal de passe, agarrando-se à bola um pouco mais do que seria necessário, mas isso corrige-se. O Júlio César não teve muito trabalho, mas esteve bem quando foi chamado. Os nossos dois centrais estiveram ambos impecáveis, conforme vem sendo hábito, e os seus estilos complementam-se. O Maxi nem pareceu vir de lesão. Não parou pelo seu lado, e para além do apoio que dá ao ataque, raramente os adversários passam por ele na defesa. O Ramires também já deu para perceber que é muito difícil jogar mal, e hoje voltou a estar em bom nível (e isto aplica-se também ao Javi García). Boa primeira parte do Nuno Gomes (golo e assistência). Menos bem o César Peixoto, que continua a parecer um elemento estranho na equipa. Perdi a conta ao número de vezes que o David Luiz teve que dobrá-lo, sobretudo porque quando subia demorava demasiado tempo a recuperar.

O mais importante foi conseguido. Vitória tranquila, sem grandes sobressaltos, e a aposta do treinador na poupança de alguns jogadores-chave a resultar. Não só porque teremos o Aimar e o Saviola menos cansados para o jogo de Domingo contra o Jorge Sousa, mas também porque podemos ter 'ganho' mais alguns jogadores, já que nem o Júlio César, nem o Felipe Menezes pareceram tremer ou acusar a responsabilidade da estreia.

por D`Arcy às 01:42 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Quinta-feira, 17.09.09

Universidade das Antas!

Caros amigos, o FCP é uma verdadeira escola de vida. Quem por lá passa aprende sempre alguma coisa.

 

O mais recente exemplo disso mesmo é o caso de Andrzej Wozniak – antigo guarda-redes de FC Porto e Sp. Braga.

 

Andrzej Wozniak  foi condenado a três anos e meio de prisão por corrupção. Entre as acusações do tribunal de Kielce (Polónia) destacam-se a combinação de resultados, a compra de árbitros e o suborno a jogadores rivais.

 

Os factos remontam a 2003//2004, quando o Korona Kielce, treinado por Wdowczyk e pelo adjunto Wozniak, lutava para subir ao principal escalão da Polónia.

 

 

Fonte: jornal OJOGO 

Quarta-feira, 16.09.09

Mais uma vez, Jorge Sousa.

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol recomendou aos árbitros, neste início de época, num documento risível de tão patético, um conjunto de qualidades humanas (sic), princípios éticos e outros valores em que esse mesmo Conselho tem escarrado nas últimas décadas. [link]

 

Na página 4 do referido documento, lê-se que “os árbitros devem estar livres de obrigações com quaisquer outros interesses que não o do julgamento dos jogos que arbitra. As decisões influenciadas por preconceitos pessoais são desonestos e inaceitáveis”. Correcto, digo eu.

 

A realidade mostrou-nos que Jorge Sousa, árbitro da Associação de Futebol do Porto, teve a melhor média de notas ao longo da temporada 2008/09. A realidade mostra-nos como é que a falta de categoria de alguns árbitros os tem conduzido a árbitros de primeira categoria. A realidade mostra-nos como é que as caldeiradas funcionam para beneficiar e colocar em lugar de destaque os afilhados que têm feito com competência o beija-mão dos padrinhos.

 

A realidade mostra-nos que Jorge de Sousa não tem estado livre de interesses espúrios e paralelos nos jogos que apita. Como, por exemplo, o interesse em apitar de acordo com o agrado dos observadores e delegados dispensados de prestar serviço na torre das antas para prestar serviço à mesma torre noutras tribunas.

 

A realidade mostra-nos que a primeira categoria da arbitragem portuguesa está repleta de indivíduos que se dividem entre corruptos e incompetentes. A minha intuição diz-me que Jorge Sousa não é incompetente.

 

A realidade mostra-nos que esta encomenda vai apitar o jogo do próximo fim-de-semana do nosso Benfica contra a União de Leiria. O observador chama-se Manuel Antunes. Só para que conste.

por Pedro F. Ferreira às 18:28 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Terça-feira, 15.09.09

Queques de molho

E lá vai a lagartagem alegremente entretida aos pulos a cantar o ‘E quem não salta é lampião’, fechada no salão de baile do Titanic, sem reparar que a água já lhes vai pelos joelhos.

 
Por isso é que o Bettencotonete anda num frenesim histérico a forçar criancinhas e idosos a fazerem-se sócios. Há que arranjar dinheiro para lhe pagar, pelo menos, o ordenado (pode até faltar dinheiro para os vestidos de lantejoulas do Salema, para os capachinhos do Pedro Barbosa e para o Quitoso para a barba do Dias Ferreira, agora dinheiro para a mesada do Cabeça de Cotonete, isso é que não, que o homem agora vive daquilo e precisa de comprar sapatos de vela e pólos Quebra-Mar).
Agora imaginem os sapatos de vela que vão voar quando a lagartagem descobrir (apesar das tentativas desesperadas dos dirigentes da agremiação do Lumiar - essa gente movida a ‘valores’ e ‘princípios’ de inquestionável elevação moral - de o escamotear) quanto é o prejuízo, o passivo bancário e a falência técnica consolidados do grupo…

 

 

Andou-se anos a vender a ideia do 'rigor', 'transparência' e qualidade da gestão do Sportem (através da velha táctica lagarta do 'repetir até à exaustão, pode ser que se torne verdade'), e a utilizar isso como arma de arremesso contra outros clubes, sabendo-se que não passava de uma manipulação velhaca e hipócrita da opinião pública orquestrada pela imprensa verde. Já há muito tempo que ando a explicar como as coisas são na verdade. Esta é apenas mais uma evidência. Apanha-se mais depressa um mentiroso - ou um náufrago aldrabão, neste caso - que um coxo. A não ser que se trate do Caicedo. Aí - quer se trate de um mentiroso ou de um coxo - apanha-se claramente mais depressa o Caicedo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:31 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Segunda-feira, 14.09.09

Incontestável

Mais uma vitória, e mais uma demonstração de superioridade incontestável do Benfica. E desta vez, fiquei até com a sensação de que a goleada foi conseguida quase de uma forma descontraída, sem ser necessário forçar muito. Aliás, sempre que o Benfica resolveu acelerar um pouco (na fase inicial do jogo, e durante a segunda parte) foi evidente a grande diferença de categoria da nossa equipa para o Belenenses.

Com o Benfica a jogar praticamente em casa (mais de dois terços do muito público no estádio era benfiquista, e o apoio à nossa equipa foi incessante e fantástico durante todo o jogo), apresentámos apenas uma alteração no onze, que foi a entrada do César Peixoto para a esquerda, sendo o Shaffer o sacrificado. E, pese o susto logo no início, com o Quim a defender quase que por acaso um cabeceamento ao segundo poste, o Benfica teve uma entrada forte no jogo. Entrada essa que foi recompensada quase de imediato, já que marcámos logo aos seis minutos. Foi uma correria do Saviola, que começou ainda no nosso meio campo, e que foi deixando para trás todos os adversários. Já dentro da área, ganhou um ressalto, e à segunda, fez o golo. E a ganhar desde tão cedo, foi-nos fácil controlar o ritmo do jogo e fazê-lo decorrer da forma que mais nos interessasse, até porque o Belenenses não mostrava ter capacidade para assumir as despesas do jogo e ir à procura do empate (não tenho os números, mas a posse de bola do Benfica durante esta primeira parte deverá ter sido bem superior a 60%).

Com o Saviola em destaque, e atacando sobretudo pelo lado direito, onde o referido Saviola, o Ramires e o Rúben Amorim faziam praticamente o que queriam da defesa do Belenenses, o Benfica ia deixando a ideia de que poderia aumentar a vantagem a qualquer altura. Isto, tal como referi, sem nunca parecer ter o pé a fundo no acelerador. Era talvez um pouco estranho que o Benfica atacasse tanto pela direita, já que não é normal não explorarmos o Di María na esquerda. Mas pareceu-me que o Belenenses teve uma atenção especial ao Di María, atenção essa que incluiu umas pancadas bem duras logo a abrir o jogo, se calhar para o intimidar. Claro que isto se passou com a reacção usual dos nossos árbitros, que acham que os cartões nunca se devem mostrar nos primeiros minutos, e portanto os jogadores em questão foram apenas avisados para não voltarem a repetir a gracinha. Claro que à primeira ocasião envolvendo um jogador do Benfica, não há cá avisos, e saca-se logo do amarelo. Enfim, voltando ao jogo, apesar das oportunidades que ainda conseguimos criar, não conseguimos aumentar a vantagem, e a primeira parte acabou mesmo num ritmo bastante pausado, com a diferença mínima no marcador a parecer do agrado das duas equipas.

Não sei se houve alguns gritos do Jorge Jesus no balneário durante o intervalo, mas a verdade é que entrámos em jogo com a intenção de o resolver de uma vez por todas, e com um ritmo bem mais elevado do que na primeira parte. O nosso lado esquerdo foi muito mais activo, com o Di María a beneficiar do apoio do César Peixoto, algo que não tinha acontecido tanto na primeira parte (e a isto não terá sido alheia a passagem do Barge para defesa esquerdo, já que na primeira parte ele tinha sido praticamente um segundo defesa direito). E, mais uma vez, não foi preciso esperar muito para colhermos os proveitos da nossa pressão. Foram pouco mais de dez minutos, altura em que, mais uma vez pela direita, o Saviola, desmarcado pelo Rúben Amorim, assistiu o Cardozo para um golo fácil. Foi evidente que este golo matou literalmente o já quase inofensivo Belenenses que tínhamos visto até então, e a expectativa de todos nós na bancada passou a ser ver quantos golos mais conseguiria o Benfica marcar. Já com o Fábio Coentrão em campo que, para não variar, veio dinamizar o jogo com a sua entrada, foram dois esses golos. O primeiro a quinze minutos do fim, através de uma cabeçada do Javi García no seguimento de um livre marcado na esquerda pelo Aimar. O segundo, já mesmo sobre o final, pelo Ramires (já tinha ameaçado em mais de uma ocasião), aproveitando um centro do Fábio Coentrão na esquerda (na conclusão de uma grande jogada de contra-ataque), que desviou num defesa adversário, e fazendo assim o seu terceiro golo em três jogos na Liga. Tempo ainda para assistirmos e celebrarmos o regresso do nosso 'guerreiro' Maxi Pereira à competição.

O Luisão esteve hoje simplesmente imperial. Não sei se terá perdido um lance durante todo o jogo, e para além do trabalho no centro da defesa fez diversas dobras ao Rúben Amorim. Muito bem também o Ramires. Já o elogiei no último jogo, mas continua a impressionar-me a capacidade que parece ter para estar em todo o lado, o trabalho defensivo que faz, e a inteligência com que se movimenta em campo. Para além disso, anda com veia goleadora. Que mais lhe podemos pedir? E claro, Saviola. Sobretudo na primeira parte, foi um dos principais dinamizadores do nosso ataque. Marcou um golo, ofereceu outro, e gosto mesmo muito de ver a forma como ele, sem bola, se movimenta por toda a frente de ataque, oferecendo opções de passe aos nossos médios (o Aimar agradece). Menos bem o Cardozo. Não sei se se ressentiu da viagem pela selecção, mas pareceu apático e desinspirado durante quase todo o tempo que esteve em campo. Ainda assim, apareceu na altura certa para marcar, e logo a seguir ainda teve um bom remate, antes de ser substituído. O César Peixoto teve uma primeira parte muito fraca, mas conseguiu melhorar na segunda parte. Parece no entanto ainda estar a um ritmo inferior ao dos colegas.

Depois dos oito ao Setúbal, quatro no Restelo. Já sei que se calhar haverá quem diga que o Belenenses é fraco. Para mim, foi o Benfica quem o fez fraco. Estamos a jogar bem, é lindo ver a entreajuda dos nossos jogadores, aquilo que conseguem fazer como equipa e individualmente, e só espero que consigamos manter este momento de forma. Aliás, a sensação que tenho é que ainda podemos e temos capacidade de melhorar. Foi lindo também ver o Restelo pintado de vermelho. A onda vermelha este ano parece estar a aparecer logo de início. E não admira que assim seja. Haverá melhor motivação para irmos aos estádios do que vermos a nossa equipa jogar assim?

por D`Arcy às 01:38 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Sábado, 12.09.09

Ladra, Juju.

Ladra, Juju, ladra. Isso, lindo menino. Agora vem buscar o osso, campeão do dono.

 

por Anátema Device às 11:15 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Quinta-feira, 10.09.09

Os outros oito

Ainda no rescaldo da magnífica goleada frente ao V. Setúbal e como inspiração para os nossos jogadores, recordo aqui os últimos quatro jogos em que o Benfica marcou oito golos para o campeonato nacional. Sit back, relax, são 32 golos do Benfica em pouco mais de 12 minutos. Um pouco de "Benfica Memória" faz-nos sempre bem. Até porque estes tempos idos parecem estar a querer regressar. Para alegria de todos nós.

 

 

Benfica - 8 - Alcobaça - 1

Época 1982/83

Marcadores: Néné (5), Diamantino (2), Chalana.

Realço a eficácia do Néné (cinco golos!), a finta do Chalana no 2-0 e o seu golo. Este jogo foi a 14 de Maio (bela data!), véspera da 2ª mão da final da Taça Uefa frente ao Anderlecht. Não houve cá poupanças...

 

 

Benfica - 8 - V. Guimarães - 0

Época 1983/84

Marcadores: Diamantino (2), Manniche (2), Néné (2), José Luís, Stromberg.

Destaco os dois golos do Manniche, especialmente o segundo, e o Néné que entrou aos 70', e ainda bisou. O guarda-redes do V. Guimarães era o Silvino.

 

  

 Benfica - 8 - Penafiel - 0

Época 1983/84

Marcadores: Néné (4), Diamantino, Carlos Manuel, Manniche, Stromberg.

Como não destacar os dois penalties inacreditáveis não assinalados sobre o Stromberg? O Manniche ia furando as redes e o Néné estava sempre lá para encostar. Este jogo foi a seguir à eliminação em casa frente ao Liverpool (1-4). Que resposta!

 

  

Benfica - 8 - Famalicão - 0

Época 1993/94

Marcadores: Celestinho (autogolo) (2), Yuran (2), Ailton, Rui Costa, Mozer, Rui Águas.

Grande jogada no golo do Ailton e o jogo que lançou para o estrelado o Celestino, who else? Jogo na véspera da ida a Leverkusen... Poupança? 

 

 

por S.L.B. às 13:35 | link do post | comentar | ver comentários (32)
Segunda-feira, 07.09.09

Olímpio Bento, um devoto competente (II)

Na sequência de este e este post, surge agora um novo post sobre o assunto. Caso o problema não seja resolvido, outros se seguirão.

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 Os Factos *

 

1- O processo em causa começou em Março ou Abril de 2008. Quando contactado por dois Clubes, o Professor José António dirigiu-se ao gabinete do Senhor Presidente do Conselho Directivo com o objectivo de saber a sua opinião acerca de esse assunto.

Confrontado com a questão, o Senhor Presidente do Conselho Directivo afirmou que era uma situação possível e que poderia inclusivamente estabelecer um protocolo que lhe permitiria manter a exclusividade. De esta forma, segundo o Senhor Presidente do Conselho Directivo, a situação seria resolvida com benefícios para todos, visto que a relação do Professor José António com a Faculdade estaria legal, havendo ainda benefício para as Instituições (Faculdade e Reitoria).

 

2- Posteriormente, já na posse de um convite formal do Sport Lisboa e Benfica, dirigiu-se o Professor José António ao Chefe dos Serviços Administrativos tendo em vista um esclarecimento relativamente à forma como o protocolo atrás referido poderia ser estabelecido. Nesse momento foi informado de que esses protocolos só podem ser celebrados com instituições de ensino, pelo que no caso em equação tal não seria possível, facto que não se veio a revelar correcto.

O Chefe dos Serviços Administrativos não se recorda de esta conversa, facto que se compreende tendo em conta as inúmeras tarefas que lhe competem. Mas façam apenas um pequeno exercício: tendo o Professor José António uma solução legal proposta pelo Presidente do Conselho Directivo, entendem que este optaria por um caminho que apenas lhe tem trazido problemas? Com que intuito? Qual o preço a pagar?

 

3- Perante este novo cenário, falou novamente o Professor José António com o Senhor Presidente do Conselho Directivo, num encontro em que este transmitiu a sua oposição relativamente à colaboração do Professor José António com o Clube (Sport Lisboa e Benfica). Disse que restavam duas opções: passar a contrato a tempo parcial (mas isso significaria estar com os dois pés fora da Faculdade) ou pedir acumulação de funções ao Senhor Reitor. Acrescentou ainda que esta era a sua opinião e que se o Professor José António, se assim  o entendesse, deveria recolher outras de diferentes colegas.

 

4- Como resultado dessa conversa, e seguindo o conselho do Professor Jorge Olímpio Bento, o Professor José António procurou saber outras opiniões acerca de este assunto. Na altura, pediu a opinião acerca da possibilidade de acumulação de funções a várias pessoas da Instituição que considerou merecedoras de crédito.

De todos recebeu a compreensão para a questão, tendo-lhe sido transmitida a opinião de que este projecto seria viável. Foi alertado ainda para a necessidade de cumprir os seus deveres para com a Faculdade, bem como para a possibilidade de poder prejudicar a sua carreira académica com esta acumulação. Foi ainda realçada por alguns a necessidade de resolver esta questão com o Conselho Directivo.

 

5- Ciente das eventuais dificuldades, mas convicto de que havia interpretado correctamente o sentir da Faculdade relativamente a esta questão, o Professor José António falou novamente com Senhor Presidente do Conselho Directivo para lhe dar conta de isso mesmo. Perante este quadro, o Senhor Presidente do Conselho Directivo afirmou que então deveria pedir a acumulação de funções ao Senhor Reitor, o que o Professor José António se prontificou a fazer, já que estava à altura impedido de solicitar uma licença sem vencimento de longa duração.

 

6- Tendo em vista um escrupuloso cumprimento da legalidade, o Professor José António solicitou o fim do subsídio de dedicação exclusiva a partir do dia 1 de Julho de 2008. Este pedido foi, após alguns esclarecimentos, atendido pelo Senhor Presidente do Conselho Directivo.

 

7- O pedido de acumulação de funções foi entregue nos serviços da Faculdade tendo sido submetido a votação no Conselho Científico no dia 17 de Julho de 2008. De essa votação de um universo de mais de 40 pessoas resultou a aprovação do pedido do Professor José António apenas com 2 votos contra, sendo todos os restantes a favor.

 

8- Após tomar conhecimento do resultado de esta votação e tendo a informação de que o parecer positivo da CC viabilizava o pedido de acumulação, o Professor José António iniciou o seu trabalho no Sport Lisboa e Benfica.

 

9- Ao pedido de acumulação enviado à Reitoria foi anexa uma carta do Senhor Presidente do Conselho Directivo, onde este dava conta da sua oposição a esta solução e questionando a decisão do CC.

 

10- Mais tarde, o Professor José António foi informado de que o seu pedido não tinha sido aceite e que a sua colaboração com o Clube deveria cessar imediatamente.

 

11- Perante este cenário, e para não incorrer em qualquer ilegalidade, o Professor José António solicitou uma licença sem vencimento por 90 dias (a única que era possível solicitar). Nesse período, o Professor José António defendeu a sua tese de Doutoramento.

 

12- Para além de isso, apesar de se encontrar com licença sem vencimento, prontificou-se a assegurar as suas tarefas lectivas, o que fez sem qualquer falha até Dezembro, altura em que o Conselho Directivo lhe solicitou que não o fizesse mais.

 

13- Quando se aproximou o final da licença sem vencimento (final de Janeiro) foram pelo próprio e pelo Sport Lisboa e Benfica tentadas várias soluções para resolver esta questão. Por sugestão efectuada ao Clube pelo Senhor Reitor foi solicitada a celebração de um protocolo entre SLB e Faculdade. Esta pretensão foi, no entanto, negada.

Por sugestão do Senhor Presidente do Conselho Directivo, o Professor José António solicitou nova licença sem vencimento até ao final da época desportiva. Esta data foi acordada com o Senhor Presidente do Conselho Directivo, tendo ficado de se equacionar, nessa altura, a celebração de um protocolo, se houvesse a possibilidade de continuar a trabalhar no Clube.

 

14- Com o aproximar do final da época, o SLB reenviou o pedido para a celebração de um protocolo conforme havia ficado combinado em Janeiro. A resposta foi surpreendentemente negativa, atendendo ao que estava previsto: o processo iria ser iniciado desde os primeiros passos.

 

15- Perante a possibilidade (real) do Professor José António não continuar a treinar o Clube, já que não se vislumbrava uma solução viável, solicitou o Professor a sua reintegração total no trabalho da Faculdade.

 

16- Em seguida, foi enviado um pedido para que fosse equacionada a possibilidade de celebrar um Acordo de Cedência Pública. A resposta a este pedido demorou cerca de duas semanas, para dizer que o senhor Presidente do Conselho Directivo não se poderia pronunciar sobre hipóteses.

 

17- Como resposta a esta pseudo-resposta foi enviada uma minuta de Acordo Cedência Pública que (na opinião dos advogados) ainda não mereceu qualquer resposta.

 

18- O que o Professor José António recebeu foi uma carta onde são tecidas diversas considerações a seu respeito, considerações que não foram solicitadas e que são profundamente injustas e que, mais uma vez, indiciam uma avaliação diferenciada relativamente a outros casos.

 

19- Queremos, por último, referir que o Professor José António continuou a participar em actividades da escola para as quais foi convidado, bem como a orientar alunos nas suas monografias e dissertações de Mestrado, apesar de todas as insinuações e acusações sobre ele formuladas.

 

20- Perante as sucessivas hipótese de solução para este problema que foram apresentadas e que mais tarde foram boicotadas, não resta ao Professor José António outra alternativa do que apresentar-se ao serviço na “sua” Faculdade.

Lamentamos a “perseguição” a que o Professor José António foi sujeito por parte do Professor Jorge Olímpio Bento. Tudo foi tentado para que não resultasse qualquer prejuízo para a Instituição. Sabemos que no que dependeu do Professor José António os alunos não foram prejudicados. O bom nome de Faculdade nunca foi posto em causa. Esperamos que o Ministro Mariano Gago possa colocar um ponto final neste processo discriminatório movido pelo Professor Jorge Olímpio Bento

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* Este texto não é da minha autoria, é de alguém que acompanhou de muito perto todo o processo e que, perante a atenção que a "Tertúlia Benfiquista" tem dispensado ao mesmo, nos facultou toda a informação devidamente documentada e redigida.

por Pedro F. Ferreira às 11:17 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Sábado, 05.09.09

Escreção

Acho que a minha posição face à Selecção (ou, conforme agora prefiro chamar-lhe, Escreção) é por demais conhecida. Mas hoje, enquanto excepcionalmente via o jogo, não consegui evitar desejar que as coisas até corressem bem. Porque a equipa até estava a jogar bem, tem alguns jogadores que eu admiro (Tiago, Ricardo Carvalho ou Simão, por exemplo), e vendo o sofrimento na cara dos jogadores, pensava para mim mesmo que eles não tinham culpa nem mereciam ser orientados por um treinador/seleccionador tão medíocre. A selecção hoje, tendo que vencer, transfigurou-se tacticamente, e apresentando-se a jogar em 4-4-2, autenticamente massacrou os dinamarqueses, que durante largos minutos chegaram a nem sequer conseguir sair do seu próprio meio campo. É certo que, ao intervalo, estávamos a perder por 1-0, mas isso foi apenas uma consequência do azar de termos em campo (quase que por decreto, que deve ser preciso vendê-lo bem) um cepo chamado Bruto Alves, o que até força o Pepe a jogar a trinco (onde, curiosamente, conseguiu defender muito mais e melhor do que o referido Bruto Alves).

De qualquer forma, e apesar da desvantagem, parecia-me que se o jogo continuasse com o mesmo figurino, seria quase inevitável que o rumo das coisas se alterasse. Só que com a sua tradicional sagacidade, no banco, Queirósz achou que, a perder, era forçoso mudar alguma coisa. E mudou, alterando a táctica para o 4-3-3 que tão bons resultados tem dado nesta campanha de qualificação. Lançando mão do seu trunfo desesperado, o Subnutrido do Lumiar, Queirósz conseguiu mesmo o feito de abafar as suas melhores qualidades, amarrando-o ao centro do ataque, quando sabemos que a sua mobilidade é um dos seus pontos fortes. O resultado foi que durante mais de metade da segunda parte a equipa praticamente não existiu. Só com o aproximar do final do jogo, e o progressivo recuo dos dinamarqueses até ao ponto de defenderem desesperadamente, Portugal conseguiu voltar a criar perigo. O Subnutrido aproveitou mesmo um canto para evitar males maiores e empatar o jogo perto do final, e durante esses minutos finais até poderiam ter ganho.

Agora passou mais um jogo, faltam apenas três, e Portugal tem cinco pontos para recuperar (três à Hungria e dois à Suécia). De certeza que nos vão vender a ideia de que 'nada está perdido', e sugerir mais uma utilização da famosa máquina de calcular. Por mim, a conclusão que tirei ao ver este jogo é que os jogadores portugueses são incomparavelmente melhores do que os dinamarqueses. Mas mesmo muito melhores. Suficientemente bons para, nesta altura, Portugal poder estar já qualificado para o Mundial, sem grandes sobressaltos. No entanto, a Dinamarca está confortavelmente em primeiro, e com um pé no Mundial. E Portugal está em quarto, com um pé fora,
conquistou menos de 50% dos pontos em disputa, e anda a sofrer para vencer jogos contra a Albânia. Deve haver um outro factor qualquer que estará a desequilibrar a balança a favor deles. Não estou assim a ver muito bem qual será...

por D`Arcy às 21:04 | link do post | comentar | ver comentários (37)

Apesar dos pesares…

Apesar de ser uma Selecção Nacional sob o feudo do manso situacionista Madaíl; apesar de ser comandada por um treinador que mandou às malvas tudo aquilo em que sempre nos disse acreditar relativamente à formação, projectos, estruturação e pensamento estratégico para o futebol; apesar de ser uma selecção em que, mais do que a identidade, conta o Bilhete de Identidade; apesar de achar vergonhoso tudo o que se passa e comenta em surdina nas convocatórias do Queirósz; apesar de tudo isto não consigo deixar de torcer pela vitória da Selecção desta patética FPF. Estão lá as quinas!

por Pedro F. Ferreira às 13:14 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quinta-feira, 03.09.09

Incha, porco!

Já aqui, por várias vezes, dei conta da minha opinião acerca da Selecção Nacional e evidentemente a chamada do Liedsa a uma equipa que, não sendo efectivamente de "todos nós", é efectivamente paga por "todos nós" é um assunto que me causa urticária. O D'Arcy resumiu muito bem aquilo que é esta equipa nos dias de hoje com o trocadilho "escreção", e só tenho pena de que jogadores do Benfica façam parte desta conjuntura (chamo-lhe conjuntura porque espero que um dia a Selecção Nacional não seja aquilo que é hoje, que, por exemplo, não sirva agendas escondidas). Por isso, não pude senão rir às gargalhadas com esta observação do senhor Jon Dahl Tomasson, capitão da equipa da Dinamarca: «Eles estão necessitados de um verdadeiro ponta-de-lança e então foram ao Brasil comprar um». Ora toma.

 

O Madaíl e o Queirós devem neste momento estar a combinar a resposta a dar à despudorada facécia deste insolente, mas, qualquer que seja a resposta, da vergonha de verem as suas decisões expostas publicamente pela voz do sarcasmo já não se livram. Aliás, se vierem a ganhar alguma coisa - coisa de que duvido -, parece-me que ouvirão isto mais vezes.

Celtic

Vitória normal por 3-1, num verdadeiro jogo-treino, disputado por equipas muito secundárias. O Benfica entrou a ganhar com um golo do Keirrison, depois o Celtic ainda estrebuchou no final da primeira parte - quando chegou ao empate - e no ínício da segunda. O Jesus irritou-se com o árbitro (pelo que vi, no Canadá os árbitros portugueses seriam todos uma espécie de Collinas), fez entrar o David Luiz primeiro, e o Saviola depois, e acabou-se a brincadeira. Com golos do Rúben Pinto e do Saviola, fez-se o resultado. O júnior Rúben Pinto mostrou pormenores interessantes, e o Di María foi praticamente um extra-terrestre no jogo, tamanha a diferença de qualidade dele para todos os outros.

por D`Arcy às 02:32 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quarta-feira, 02.09.09

A fome

 

"Já não se ganham jogos por 6 ou 7 a 0" – Fernando Santos, Novembro de 2006.

 
Corria o mês de Novembro de 2006 e o Glorioso, treinado pelo cinzento Fernando Santos, recebia em casa o FC Copenhaga para a Liga dos Campeões. Já havia feito um jogo à imagem da equipa técnica em Copenhaga (não preciso de dizer mais nada) e o desafio era demonstrar a evidente diferença de qualidade entre as equipas e ganhar confortavelmente em casa.
A equipa fez o essencial e marcou 3 golos na primeira parte. E depois, num exercício ofensivo de displicência, decidiu-se que não valia a pena jogar o resto do jogo.
O Benfica ganhou 3-1 e eu irritei-me como não me irritava há muito.
 
Na altura escrevi o seguinte:
 
“Irrita-me que, perante a constatação de tamanha superioridade (essencialmente por força da fragilidade do Copenhaga - que são basicamente uns cepos, sejamos honestos), a equipa faça o essencial e depois entre em modo de economia. Irrita-me a displicência, a sobranceria, a falta de ambição, o conformismo, a falta de chama. Irrita-me que falte ao Benfica o Benfica. Irrita-me que a equipa encare 45 minutos de jogo como um ‘frete’ que tem de sofrer, quando tem nas bancadas gente sôfrega de futebol.
É um sentimento desajustado, será um exagero da minha parte (livrem-se de responder, acho que já está mais ou menos assente que não faz sentido), face à vitória e ao resultado? Não, não é.
 
E não o é porque nenhuma das pessoas que normalmente carrega a equipa ao colo no Estádio da Luz (e só assim é que se explica que assumam o jogo em casa, e fora joguem como uma equipa de rapazinhos amedrontados e desorientados) pagou bilhete ou comprou cativo para ver metades de jogos. Apoiamos a equipa durante todos os jogos, muitos de nós sofrem sacrifícios (de natureza monetária, familiar, profissional ou de qualquer que seja) para lá estar, sofremos do primeiro ao último minuto, vivemos intensamente todo o jogo. O mínimo que esperamos, e a que temos direito, é que joguem durante todo o tempo regulamentar com a paixão, querer e vontade que se exige a quem enverga a camisola cor de sangue.
Não admito que, chegando a 3-0, de repente se tire o pé do acelerador e se ache que ‘bom, já chega. O trabalho está feito, agora é aturar o frete’.
É criminoso amordaçar a capacidade, o querer, a vontade e matar o espectáculo em nome de um conformismo bacoco, porque ‘já não se ganham jogos por 6 ou 7 a 0’, segundo diz o cinzento do nosso Engenheiro. Não seria objectivamente moralizador, não constituiria uma façanha ganhar, por exemplo, por 6-0? Não motivaria a equipa, não galvanizaria os adeptos, não faria furor na Europa, não seria motivo de orgulho, não elevaria ainda mais o nome do Glorioso, não catapultaria a equipa para outro nível de confiança?
A displicência e sobranceria com que enfrentaram toda a segunda parte resultou num golo sofrido absolutamente escusado e num final de partida perfeitamente evitável que nos podia ter saído caro. É o que acontece a quem, ao invés da audácia, abraça o conformismo.
Cada uma das pessoas que está nas bancadas pagou para ver a sua equipa a jogar futebol, para assistir a um espectáculo desportivo. E como se costuma dizer, o golo é a festa do futebol, é o culminar do esforço que as equipas fazem em campo. Não passaria pela cabeça de ninguém assistir a um jogo onde as equipas apenas mastigariam o tempo a passar bolas entre os jogadores, num bocejo interminável. Ontem, a equipa técnica e os jogadores decidiram que 37 minutos de espectáculo chegavam. Não o admito.
 
(…)
 
Reparem, tudo isto me irrita sobretudo porque acho que esta atitude está intimamente associada à explicação fundamental das derrotas e dos jogos menos conseguidos. Não me irritaria tanto se achasse que era apenas uma coisa isolada, um mero jogo encarado de forma menos séria ou profissional. Não. Isto irrita-me porque denuncia uma mentalidade, uma atitude que preside à forma como a equipa é gerida emocionalmente e que lhe retira a capacidade de ser temida e de ser temível. Se não temos killer instinct nestes jogos, se não os aproveitamos para afiar as garras, afinar as movimentações ofensivas, viciar a equipa em golos, jogar o futebol pelo futebol, então quando o faremos? É este retraimento, esta incapacidade de abraçar o destino na sua plenitude que acaba por diminuir psicologicamente a equipa e a torna incapaz de resistir às adversidades de jogar fora de casa. E isto, meus amigos, é trabalho que tem que ser feito pela equipa técnica. Blindar a equipa emocionalmente, dar-lhes espírito de luta, capacidade de resistência a adversidades inesperadas, instinto assassino. Isto atinge-se ganhando estes jogos de forma inapelável, sem contemplações, sem fazer prisioneiros. Se tivéssemos esse instinto assassino, se calhar teríamos ganho o jogo em Copenhaga (que provavelmente nos vai custar a passagem à próxima fase da Liga dos Campeões), teríamos ganho ao Celtic em Glasgow, teríamos goleado o Celtic na Luz e não teríamos perdido o jogo no Estádio do Porcalhão. E não me venham com a cantiga de que é normal a gestão do jogo, e que os jogadores naturalmente relaxaram a partir daí, e por aí fora. Cumpre exactamente à equipa técnica lutar contra isso e gerir a equipa do ponto de vista psicológico.”
 
Fast forward para Setembro de 2009.
 
O Glorioso recebe o Vitória de Setúbal na Luz. Joga que se farta, marca o primeiro e carrega. Marca o segundo e carrega. O Benfica marca o terceiro, o quarto, o quinto e carrega. Os jogadores têm fome de bola, pedem-na aos colegas, jogam para a frente, com garra e confiança. Cheiram sangue e correm atrás da presa. Querem mais. O Aimar dança elegantemente dentro de campo. A equipa dá espectáculo enquanto estraçalha o adversário. Olho à minha volta e os sorrisos que vejo estampados nas caras dos adeptos mostram que o Benfica voltou a casa.
 
Chega o intervalo e Jorge Jesus pede aos jogadores para jogarem como se estivesse 0-0. Quer mais golos, quer a mesma agressividade, irreverência, espectáculo. Não chega – nunca chega. Não é suficiente estar assegurada a vitória, não fará sentido gerir o jogo, não será melhor evitar esforços? Não, não e não! Jesus quer, como nós, mais. Aguce-se o killer instinct, afine-se a máquina, sirva-se espectáculo a quem o veio ver.
 
Os jogadores fazem-lhe(-nos) a vontade e continuam a jogar como se não houvesse amanhã. Sem medo, sem amarras, sem perdão. O Benfica marca o sexto, o sétimo, o oitavo e carrega. Os ataques sucedem-se. Falha-se mais meia dúzia de golos. O Ramires corre como um louco, o Saviola parece que tem 14 anos, o Di Maria está possuído, o Fábio Coentrão também. O estádio festeja, as bancadas pairam entre cada jogada. A chama arde. Aproximam-se os 90 minutos e Jorge Jesus vocifera, esbraceja, exige que os jogadores vão a todas as bolas como se fossem a primeira. Quer o nono golo. Ah, que se lixe, quer o décimo. Também nós.
Chega o fim do jogo e irrito-me profundamente (perguntem ao D’Arcy e ao Pedro F. Ferreira) com o assomo de laxismo que resulta no golo sofrido. Descubro, um pouco mais tarde, que o Jorge Jesus ficou tão irritado quanto eu. E percebo que temos o treinador que sempre quis.
 
A vitória, enquanto mero exercício matemático de adição de pontos numa competição, vale o que vale. São três pontos, como o seriam numa vitória por 1-0. Ah, mas o diálogo que teve lugar naquele relvado entre o Benfica e a sua alma vale mais – muito, muito mais.
Vale, acima de tudo, o reencontro do Benfica com a sua identidade. Com a sua matriz ideológica.
E eu, vendo no relvado materializar-se tudo aquilo que defendi e escrevi, emocionei-me - claro que me emocionei.
 
Vamos ganhar jogos e jogar maravilhosamente, vamos ganhar jogos e jogar mal, vamos inevitavelmente empatar ou perder jogos. Mas esta atitude, esta fome, esta filosofia como motor molda a equipa, formata-a para ser temida e para ser temível, evita-lhe o retraimento, exercita-lhe o instinto assassino, afia-lhe as garras, afina-lhe os movimentos ofensivos, dá-lhe estofo e prepara-a para tudo o que aí vem.
 
Fernando Santos era benfiquista no papel, mas faltava-lhe a águia na alma. Arrisco-me a dizer que Jorge Jesus, não tendo sido benfiquista de facto (até agora), sempre teve a águia na alma, mas não o sabia. E, nessa medida, é o treinador mais profundamente benfiquista (no que isso significa em irreverência, destemor, determinação e ousadia) que temos desde há muito.
 
Caro Fernando Santos, ganham-se jogos por tantos golos quantos quisermos, se formos audazes e soubermos abraçar o destino. Eu sempre o soube. O Jorge Jesus também.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:33 | link do post | comentar | ver comentários (59)

Olímpio Bento, um devoto competente.

Durante anos, o pretensiosismo bacoco de Jorge Olímpio Bento foi-se manifestando publicamente nas páginas do jornal 'A Bola'. Em textos de verborreia toleirona que tinham o condão de impressionar labregos, o dito Olímpio ia mostrando a sua competência na devoção ao dono dos andrades.

 

Recentemente, deixou de pode continuar a demonstrar por escrito , na 'Bola', a sua pública e publicada sanha contra o Glorioso, mas não deixou de continuar a demonstrar fervorosamente que um pantomineiro é sempre um pantomineiro.

 

Vejamos. No dia 12 de Dezembro de 2005, no Congresso do Desporto, o dito devoto fez uma intervenção titulada “Para um país desportivo”. Algures perto das considerações finais de um textelho que nem a um ranhoso caloiro se admitiria, o professor doutor diz:

 

«As instituições desportivas e os atletas são agentes de internacionalização, promovem Portugal no Mundo. […] As autoridades devem, pois, ter a lucidez de manter uma relação de estima, empatia, compreensão e respeito com as instituições desportivas. Não se trata de promiscuidade. É a política, é a vida do País que está em causa. O País é feito – e muito – de instituições. Sem elas não há Pátria. As vitórias desportivas, tal como as outras, atestam a capacidade realizadora e empreendedora de Portugal.»

 

O Olímpio que escreveu e proferiu estas palavras em 2005 é o mesmo que, usando e abusando do cargo de Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto do Porto (cacofonia que se deve, pasme-se e não estou a brincar, ao génio do Olímpio), se encarrega de, contrariando o parecer do Conselho Científico, inviabilizar que um professor da mesma faculdade, o professor doutor José António Silva, seja treinador de andebol do Sport Lisboa e Benfica. [a este propósito recordo este texto do D’Arcy]

 

Assim, e fazendo fé nas suas palavras, o devoto Olímpio não tem a lucidez de respeitar a instituição desportiva Sport Lisboa e Benfica, acabando por, seguindo o mesmo raciocínio (que é o seu), servir de entrave à capacidade realizadora e empreendedora de Portugal. Sendo que isto é o suficiente para que não exerça o cargo que exerce e apresente a demissão do mesmo.

 

E se – nas palavras do próprio – esse respeito quando praticado não é ferido de promiscuidade, a falta de respeito que o senhor Olímpio agora demonstra só pode ser entendida como uma promiscuidade nojenta que envergonha o nome da instituição da qual se serve para continuar as demonstrações públicas de devoção ao dono.

por Pedro F. Ferreira às 01:34 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Terça-feira, 01.09.09

Transferências

Para o caso de alguém não ter reparado, ontem à meia-noite fechou o mercado de transferências. O Cardozo, que na douta e informada opinião de alguns 'entendidos' nestes assuntos do Benfica de certeza, certezinha absoluta que era para vender (como aliás o provava cada avançado que o Benfica contratava) ficou na Luz. E até renovou o contrato até 2014, celebrando essa renovação com o primeiro hat trick ao serviço do nosso clube. O Luisão, que 'exigiu' tudo e mais alguma coisa, tal como sair para outro campeonato ou aumentos salariais sob condição de não entrar em campo, lá continua de pedra e cal no centro da nossa defesa. O Di María vai continuar a fazer a cabeça em água aos defesas, e o David Luiz, aquele rapaz desconhecido vindo da 3ª Divisão brasileira, a mostrar toda a sua garra e classe na defesa das nossas cores.

 

Pelos vistos, a tal história de que o Benfica não venderia nenhum dos seus titulares sem ser pelo valor da cláusula de rescisão até era verdade. E, podem ter a certeza, não foi por falta de propostas (para se ter uma ideia da ordem de grandeza das mesmas, posso acrescentar que as propostas recebidas permitiriam ao Benfica realizar, pela venda de seis jogadores, uma receita acima dos €80M). Algumas delas, de facto, até chegaram ao valor das cláusulas de rescisão, mas os jogadores em questão, numa prova de confiança absoluta no projecto que temos para o nosso futebol, preferiram continuar a defender as nossas cores, até porque consideraram que isso seria mais benéfico para as suas carreiras nesta altura.

 

Mas não se dê muita importância a estas coisas que vou escrevendo. É capaz de ser apenas propaganda, que há por aí muita gente de visão que sabe muito mais sobre estes assuntos do que eu. Sabem também mais e melhor do que quem está ao leme do barco, e só precisam é de uma oportunidade para nos darem um novo Benfica. Um Benfica que só tenha como hábito vencer, vencer.

por D`Arcy às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Degola

Primeira nota sobre o jogo: dia de semana, à noite, após uma derrota e uma exibição fraca, e 41.000 pessoas na Luz. E isto, sabemo-lo todos nós, pode ser apenas o princípio. Quanto ao jogo, foi uma autêntica degola dos inocentes. Ainda ontem comentava que se o Carlos Azenha (o treinador que o visionário candidato da Lista B às últimas eleições do Benfica sentaria no nosso banco em caso de vitória) cumprisse aquilo que vinha dizendo, e tentasse jogar de peito feito na Luz, o Setúbal levaria pelo menos meia dúzia. Não jogaram de peito feito, mas afinal levaram oito, e ainda poderiam ter sido mais. Muitos mais mesmo.

Não houve qualquer surpresa no onze apresentado pelo Benfica. Foi aquele que se pode considerar praticamente o onze base para esta época (faltará o Maxi, quando este recuperar). Quanto ao Setúbal, apresentou-se com três defesas centrais, e dois laterais subidos. Calculo que a intenção seria congestionar o meio campo, entupindo aí o jogo do Benfica, e tentando bloquear a criatividade do Aimar. Não resultou, porque a mobilidade dos nossos jogadores tornou muito difícil a sua marcação, e o Aimar fugiu sempre das marcações, começando a organizar o jogo muito atrás. Não foram raras as vezes em que o vimos a receber a bola e a iniciar os ataques posicionado entre os nossos dois centrais. O Benfica iniciou o jogo a todo o gás, e poderia ter marcado logo antes de decorrido o primeiro minuto, quando após uma boa incursão pela direita (algo que repetiu diversas vezes durante o jogo) o Saviola centrou para o Di María acertar um pontapé na atmosfera. O vendaval ofensivo continuou, e em particular o Cardozo voltou a estar perto de marcar, mas a forma como falhou uma emenda a mais um cruzamento do Saviola parecia indicar que o paraguaio estaria em mais uma noite não. Felizmente, foi puro engano.

O golo acabou mesmo por surgir, inevitavelmente. Foi da autoria do Javi Garcia, após um quarto de hora e na sequência de um canto apontado pelo Aimar, antecipando-se de cabeça ao guarda-redes e estreando-se assim a marcar pelo Benfica. O espanhol, dada a sua estatura, deverá aparecer frequentemente esta época em lances destes. Já a semana passada, frente ao Guimarães, ele tinha estado perto de marcar assim por duas vezes. A partir daqui abriram-se as comportas, e no intervalo de vinte minutos o marcador funcionou mais quatro vezes. Primeiro o Luisão, após mais um cruzamento do Aimar, desta vez num livre. Depois o Cardozo, de penálti, a castigar falta sobre o Ramires, e concretizado da forma a que ele nos habituou a época passada. A seguir foi o Aimar, numa jogada individual pelo meio, a passar a bola por cima de um defesa e, na cara do guarda-redes, a marcar com facilidade. Finalmente, foi a vez do Ramires, a aproveitar uma bola amortecida pelo Cardozo vinda de um cruzamento do Di María na esquerda. Cinco golos sem resposta após trinta e sete minutos de jogo, e o Benfica a deixar a imagem de não querer parar por aí. E muito bem. Porquê marcar 'apenas' cinco se podemos marcar ainda mais?

O início da segunda parte até pareceu mostrar um Benfica um pouco mais relaxado, na óbvia sobranceria que uma vantagem de cinco golos dará. O Setúbal até deve ter pensado que iria ter finalmente algum descanso, mas foi como se o Benfica quisesse embalar o Setúbal numa falsa sensação de confiança de que estaria saciado, para depois lhe cair em cima. E de qualquer forma há sempre alguns jogadores do Benfica que parecem não saber jogar a uma velocidade mais reduzida (Di María e Ramires são exemplos óbvios). Após um primeiro quarto de hora nesta toada, durante o qual apenas o Di María esteve perto de marcar, voltou a avalanche ofensiva, dando-nos a impressão de que poderíamos marcar um golo em cada ataque que fazíamos. A segunda fase da degola começou com mais um golo do Cardozo, a desviar de cabeça à boca da baliza um cabeceamento do Javi Garcia. Nesta altura já o Aimar tinha cedido o lugar ao Fábio Coentrão, que também entrou em alta rotação e veio dinamizar o nosso lado esquerdo. Entretanto, descaído sobre a direita e apoiado ora pelo Ramires, ora pelo Rúben, o Saviola continuava a fazer miséria, e esteve perto de marcar um golo monumental, quando roubou a bola a um adversário, sentou outros dois, e depois optou pelo remate quando tinha dois colegas isolados à boca da baliza. Mas a vencer por 6-0 e após uma jogada daquelas, compreendo e 'desculpo-lhe' o egoísmo.

A grande satisfação que eu (e presumo que quase todos os benfiquistas) tinha nesta altura era ver o Benfica a vencer por seis golos, e os nossos jogadores a jogarem como se o resultado estivesse ainda por decidir, pressionando os jogadores do Setúbal em todo o campo e apresentando uma condição física invejável. O sétimo golo foi resultado desta pressão, com o David Luíz (um central) a recuperar uma bola a meio do meio campo do Setúbal, endossando-a para a esquerda no Di María, para que depois este cruzasse para o remate de primeira do Cardozo, a concretizar o seu primeiro hat trick no Benfica. E o oitavo surgiu a cinco minutos do final, num bom cabeceamento do Nuno Gomes a centro do Coentrão na esquerda. E nos poucos minutos que restavam até final, ainda ouvi pedir 'Só mais um' na Luz. Ele surgiu, mas na baliza errada, quando o Quim provavelmente achou que era injusto que não se falasse dele num jogo destes, e vai daí resolveu exibir a sua habilidade a sair da baliza.

Vencemos categórica e indiscutivelmente, e marcamos oito golos. Acho que podia elogiar praticamente qualquer jogador, e escolhê-lo para melhor em campo. Vou mencionar alguns quase que de forma aleatória, sem querer sequer afirmar que foram eles os melhores, ou ter qualquer tipo de desprimor pelos outros. Primeiro, menciono o Aimar. Simplesmente genial. Gosto muito de jogadores inteligentes, e nesse aspecto, o Aimar está acima de quase todos. E tem uns pés que fazem o que quer da bola. Depois, o Ramires. É uma carregador de piano com pés de artista. Corre os noventa minutos, não desiste de um lance, morde os calcanhares aos adversários, e depois é capaz de, na posse da bola, correr com ela, fintar ou passá-la ao nível de um qualquer tecnicista. A seguir, o Saviola. Para mim fez um jogo brilhante, com uma mobilidade que o tornou quase impossível de marcar, descaindo sobretudo para a direita, onde criou inúmeros lances de perigo. Só fiquei com pena que não tenha marcado um golo, porque bem o merecia, e sobretudo merecia-o no tal lance que mencionei anteriormente. Finalmente (e só porque quero terminar, em vez de ficar aqui a mencionar todos os jogadores um a um) o Cardozo tem que figurar aqui. Três golos e uma assistência não acontecem todos os dias.

Depois de um jogo destes até nem custa tanto a paragem de quinze dias, para que o Selecrete (ou a Escreção), sob a batuta do sempre perspicaz e coerente Queirósz, possa jogar as suas cartadas desesperadas na tentativa de ir ao Mundial. A minha selecção, multinacional, mas unida sob a cor vermelha e o símbolo da Águia, espetou oito nos choquinhos. E para mim, isso chega.

por D`Arcy às 01:15 | link do post | comentar | ver comentários (50)

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