VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 31.10.09

Certezas

Não tenho dúvidas sobre a superior qualidade do nosso Benfica.

Não tenho dúvidas de que para sermos campeões neste futebolzinho de corruptozinhos teremos de sofrer muito, lutar muito e nunca deixar de apoiar e acreditar nos nossos.

Não tenho dúvidas de que Jorge Sousa não terá hoje, ao chegar a casa, o comité de boas vindas que teve depois de ter apitado o jogo de Benfica em Leiria.

Acredito que seremos campeões, de forma limpa e cabeça erguida.

 

[subscrevo inteiramente o post do Onyros que antecede este]

por Pedro F. Ferreira às 23:31 | link do post | comentar | ver comentários (22)

Desculpem lá qualquer coisinha...

 ... mas venham-me cá agora com aqueles moralismos de merda dizer que não se deve falar das arbitragens.

por Onyros às 22:42 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Sexta-feira, 30.10.09

Pergunta do dia

Quando o Benfica deu 4 em Belém os meus amigos portistas apelidaram o Belenenses de equipa fraca e sem nível, uma das piores da Primeira Liga.

 

A pergunta que deixo é esta:

 

"Agora que os defrontaram ainda os consideram fracos?"

 

Quinta-feira, 29.10.09

Jar Jar Sousa

 

 

O desespero é tal que o sistema já manda às urtigas as aparências e a discrição enquanto esperneia e esbraceja enraivecido numa tentativa de manter o status quo. O Vítor Pereira, enlouquecido e pressionado, provoca-nos de forma quase pornográfica.

Recapitulando: o Benfica, no Sábado, mede forças contra um clube que é hoje o principal aliado dos andrades, liderado por um sócio fanático dos andrades e treinado por um sócio fanático dos andrades. O que faltava, de facto, numa perspectiva retorcidamente coerente, era isto: um árbitro da Associação de Futebol do Porto que é sócio fanático dos andrades (e, segundo consta, com ligações bastante estranhas à claque do clube do Guarda Abel), com um historial inacreditável de canalhice contra o Benfica.
 
A fasquia eleva-se de semana para semana, numa tentativa de perceber qual o nosso limite, só para sistematicamente constatarem, frustrados, que não há (limite). Pois muito bem, mandem lá todos os Jorges Sousas que quiserem, ofereçam todas as malas de dinheiro que vos aprouver aos jogadores do Braga/Porto B, montem o circo da imprensa com os palhaços assalariados do costume, encomendem as declarações que muito bem vos der na gana ao cãozinho de estimação do guru do aconselhamento familiar. Até Sábado.
 
Metam toda a carne no assador. A Águia tem fome.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:44 | link do post | comentar | ver comentários (47)

Flash Interview

Dada a gravidade das acusações proferidas, aqui fica a flash interview de Manuel Machado, no final do jogo da passada segunda-feira, depois de ter sido goleado por 6-1 pelo Benfica.

 

 

É de notar a grande evolução na fluidez de discurso do treinador do Nacional, que durante anos nos habituou ao 'manuelmachadês' cerrado, sendo agora muito mais perceptível aquilo que quer dizer. É notório também que os ares da Madeira lhe têm feito bem, já que anda com muito melhor cara.

por D`Arcy às 07:00 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Correcção

 

Andam por aí a circular umas imagens alteradas do senhor nosso treinador, e eu vi-me na obrigação de repor a verdade. A única imagem válida daquele dia é esta e mostra o senhor nosso treinador num gesto que revela a sua correcção relativamente a certos seres humanos. Admirem a sublimidade deste treinador ao dirigir-se aos bípedes que habitam no esterco (sim, no plural). 

Quarta-feira, 28.10.09

Sobre a hipocrisia em linha recta.

Quatro dedos levantados na direcção dos quatro defesas da sua equipa. Eis o gesto de Jorge Jesus que foi interpretado com maior ou menor bondade, a que se seguiu uma explicação que foi interpretada na mesma medida. Um gesto que deu azo a que o moralismo bacoco, parolo e pequeno ressurgisse das entranhas de um povinho que teme as labaredas do inferno enquanto se benze ao saltar as fogueiras do São João.

 

Alguns dos adeptos portistas que, em nome do desporto e dos seus valores, ignoram o gesto de um dirigente desportivo receber árbitros nas antevésperas dos jogos para efeitos de aconselhamento familiar fornecido em providencial envelope são os mesmos que rasgam vestes pelo gesto de quatro dedos levantados por Jorge Jesus.

 

Alguns dos adeptos sportinguistas que, ao verem um presidente “diferente” de um clube “diferente” apresentar futebolistas saltitando enquanto entoa o cântico “quem não salta é lampião”, interpretam o gesto como uma interessante estratégia de agregação das bases são os mesmos que agora se insurgem contra o gesto dos quatro dedos de Jorge Jesus.

 

Alguns dos responsáveis pelo futebol português que ignoram olimpicamente a vergonha que é o facto de a Federação Portuguesa de Futebol ainda não ter adequado os seus estatutos ao novo Regime Jurídico são os mesmos que, em surdina, se preparam para dar uma lição de moral ao futebol. A lição surgirá, exemplar e implacável, suportada no gesto dos quatro dedos.

 

Alguns dos jornalistas que são agredidos, ameaçados, coagidos e pressionados a nada divulgar sobre, por exemplo, as malas de dinheiro que desde o início do campeonato têm sido prometidas a todos (todos!) os adversários do Benfica para que nos consigam tirar pelo menos dois pontitos são os mesmos que, imediatamente, levantaram a pena contra o crime de lesa futebol que foi o gesto dos quatro dedos.

 

Alguns dos benfiquistas embarcaram (certamente devido a valores tão ou mais nobres do que os supracitados) no mesmo discurso. Um houve, num programa televisivo, que chegou a anuir num possível castigo para Jorge Jesus.

 

São todos perfeitos. Como escreveu o heterónimo Álvaro de Campos, no “Poema em Linha Recta”, são «todos eles príncipes - na vida». Eu, tal como Álvaro de Campos, «estou farto de semideuses!»

Fiquem lá com a sua impoluta moral e bons costumes, batam no peito e ufanem-se, puxem dos galões da cartilha das aparências e vão para o raio que os parta!

por Pedro F. Ferreira às 11:32 | link do post | comentar | ver comentários (62)
Terça-feira, 27.10.09

Rins, matemática e afins!

Sócio, Red Pass, cervejinha antes, bifaninha depois... e tal! Todas essas coisas boas!

Mas este ano não estou a gostar muito de ir ao estádio... passo o jogo no "senta-levanta-senta", golo aqui, golo ali! Um gajo às tantas nem sabe quem marcou os golos!

Ontem ganhámos por 3 não foi? Ãh? 4?

A partir de determinada altura perdi a conta...

Quem marcou?

E o Coentrão jogou?

 

 

por Corto Maltese às 15:51 | link do post | comentar | ver comentários (27)

4 dedos

Infelizmente Jorge Jesus já veio explicar que aqueles 4 dedos levantados não eram um sinal para o cretino do Manuel Machado. [link para um site ranhoso]

E digo infelizmente porque cheguei a ler que naqueles 4 dedos estava também o meu grito contra um cretino que ao longo dos anos tem destilado ódio contra o meu clube. No entanto, ainda que fossem para o Manuel cretino Machado, aqueles 4 dedos não representariam a minha revolta, porque, por mim, o cretino levava apenas com um... bem esticado e com a respectiva parelha de acompanhantes.

Fica para a próxima. Por agora, o dedo estica-se na direcção das virgens ofendidas… que lo chupen.

por Anátema Device às 15:15 | link do post | comentar | ver comentários (6)

O Sexto Golo

O sexto golo... Na verdade, nada tenho a dizer de especial sobre o sexto golo. A não ser que houve um sexto golo e por causa disso posso estar aqui a escrever "o sexto golo" num jogo do meu Benfica.

 

Há quantos anos não podíamos dizer ou escrever "o sexto golo" num jogo do Glorioso? E este ano já é a terceira vez que o podemos fazer. O sexto golo. (a falta de hábito é tanta que até o D'Arcy na sua crónica "viu" dois "quintos golos").

 

A mim dá-me um gozo do caraças escrever isto. Experimentar várias fontes. O sexto golo. O sexto golo.  O Sexto Golo.  O SEXTO GOLO. O sexto golo. O sexto golo.

 

Querem mais? o sexto golo, o sexto golo, o sexto golo... Não me canso! Só quero é brevemente poder (novamente) escrever O Sétimo Golo!

por Artur Hermenegildo às 11:26 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Duvidas?

Será que alguém ainda, teimosamente, continua a ter dúvidas sobre o valor da equipa do Benfica esta época? Será que o Nacional agora também já passou a ser 'fraquinho' (já nem tem piada dizer isto, tantas foram as vezes que o repetimos esta época)? O Manuel 'Chicharro' Machado bem tentou travar-nos, bem auxiliado por uns árbitros assistentes manhosos, mas saiu da Luz, como outros antes dele, vergado ao peso de uma goleada. E acho que poucos treinadores há em Portugal que eu goste mais de ver goleados. Levou o Chicharro meia dúzia para contar, e levaram os jogadores do Nacional, que durante a semana andaram cheios de bazófia.


A única surpresa no onze (e acabou mesmo por ser uma surpresa grande) foi a colocação do Fábio Coentrão de início, na posição de lateral esquerdo. Terá sido uma opção forçada, face à lesão do César Peixoto no aquecimento, mas acabou por resultar em cheio. E a opção (de algum risco) pelo Coentrão para o lugar tem mérito, porque se calhar a solução mais fácil e óbvia teria sido colocar o David Luiz na esquerda. Do outro lado, e para não variar, o treinador do Nacional aproveitou para apresentar a táctica de três centrais que na Liga, todos os anos, utiliza apenas contra o Benfica, e que apresenta um meio campo sobrepovoado, no qual o Ruben Micael era quem apoiava mais de perto o único avançado. O jogo acabou por decorrer de forma muito semelhante ao jogo que fizemos com o Everton. Fiquei com a sensação que o Benfica não se entendeu muito bem de início com as marcações adversárias, e com os muitos adversários que o Nacional colocava no centro do campo, o que resultou em muitos passes falhados na fase inicial do jogo. O Aimar era vigiado de perto, e esteve discreto nesta fase. O resultado foi um jogo algo lento e previsível nos primeiros minutos. Mas, à semelhança do jogo com o Everton, marcámos na primeira oportunidade que criámos, pouco depois do quarto de hora de jogo. E que oportunidade, já que foi uma jogada de ataque perfeita, que começou num rasgo individual do Aimar a meio campo, libertando-se de dois adversários para, depois de tabelar com um colega, descobrir a subida do Fábio Coentrão na esquerda, que centrou rasteiro para a finalização fácil do Cardozo (e se o Cardozo não marcasse, ainda estava lá o Saviola para o que desse e viesse).

Sem mudar muito o ritmo de jogo, conseguimos pouco depois criar uma oportunidade flagrante para aumentar a vantagem, só que o Di María, isolado por um passe do Saviola, conseguiu literalmente acertar no guarda-redes adversário. Mas dez minutos após o nosso golo, surgiu o inesperado golo do Nacional. Após uma perda de bola ainda no meio campo adversário, a bola foi colocada nas costas da nossa defesa, que me pareceu hesitar algo (em particular o Luisão) à espera do fora-de-jogo, o que permitiu que o jogador do Nacional fugisse e, descaído sobre a direita, com um remate rasteiro cruzado empatasse o jogo. O Benfica - e os benfiquistas - reagiram da melhor forma ao golo, e também aqui se nota uma enorme diferença para épocas passadas. Não só a equipa não baixou os braços, em vez disso carregando sobre o adversário, como o público, todos os mais de 47.000 que se deslocaram hoje à Luz, e que se calhar em épocas recentes reagiria com assobios, respondeu com gritos de 'Benfica, Benfica!'. A comunhão entre equipa e adeptos neste momento é quase perfeita, e esta noite voltou-se a assistir a isto. A resposta do Benfica foi marcar poucos minutos depois de ter consentido o empate, pelo Saviola na recarga a um cabeceamento do Luisão, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo do Saviola. Depois foi o Ramires que, isolado por mais um grande passe do Coentrão, imitou o Di Maria e conseguiu rematar contra o guarda-redes do Nacional. Mas a cinco minutos do intervalo, marcámos o merecido segundo golo. Canto do Aimar, a atrasar a bola para o Coentrão, e este com um cruzamento largo encontrou o baixinho Saviola no sítio do costume, a fugir à marcação no segundo poste e a finalizar exemplarmente de cabeça. E de cada vez que vejo este pequeno génio argentino marcar um golo ou encher o campo, dá-me um prazer especial lembrar-me de todos quantos vaticinaram, aquando da sua contratação, que era um jogador acabado, sem ambição, e que vinha para Portugal gozar a reforma. Ainda antes do intervalo, poderíamos ter voltado a marcar, mas desperdiçámos um contra-ataque em flagrante superioridade numérica, pois o passe do Cardozo para o Ramires saiu um pouco comprido.


A segunda parte, tal como no jogo com o Everton, foi para arrasar o adversário. Entrámos fortes, e logo aos dois minutos foi assinalado penálti sobre o Aimar, que o Cardozo não perdoou. Já tinha comentado ao intervalo que se marcássemos o terceiro, o Chicharro de certeza que retiraria um dos centrais e seria o descalabro. E conforme previsto, dez minutos após o nosso golo foi isso mesmo que sucedeu. Bastou esperarmos cinco minutos e já o marcador funcionava outra vez, quando o Saviola aproveitou uma atrapalhação do Cardozo, que não conseguiu concretizar mais um centro do Coentrão (antes disso já poderíamos ter marcado, mas o mesmo auxiliar que deixou a bandeira em baixo no lance do golo do Nacional estava agora com olho de lince e levantava a bandeira por dá cá aquela palha). O nosso treinador, entretanto, aproveitou para mandar um recadinho ao Chicharro. Quem quiser escandalizar-se, está à vontade. Quanto a mim, e tendo em conta as sucessivas faltas de respeito que este tipo tem tido ao longo dos anos pelo Benfica (aliadas às constantes submissões ao fóculporto), não me importei nada, e só tenho pena que o Jorge Jesus não tenha feito o mesmo gesto, mas com seis dedos, no final do jogo.


Sim, porque, conforme nos tem vindo a habituar, para o Benfica chegar aos quatro golos não é sinónimo de deixar de carregar, e parecia evidente para quem via o jogo que a probabilidade de aumentarmos a nossa vantagem era grande. O que acabou por acontecer já nos minutos finais. Pelo meio, mais um episódio algo caricato do longo historial do Carlos Martins com as lesões, já que ele entrou em campo aos setenta e três minutos, lesionou-se logo no primeiro lance (aparentemente inofensivo) que disputou, e saiu cinco minutos depois. Quanto aos golos, o quinto surgiu a quatro minutos do final, com o Nuno Gomes a fazer a recarga a um livre do David Luiz (o livre custou a expulsão do Patacas, por acumulação de amarelos e, diga-se, fiquei até com a sensação que houve penálti cometido pela barreira do Nacional, já que o remate do David Luiz pareceu-me ter sido desviado pela mão de um dos jogadores), e o quinto sexto já nos descontos, em novo penálti do Cardozo, desta vez a castigar uma falta sobre o Ramires (e a valer mais uma expulsão de um jogador do Nacional, desta vez com vermelho directo, já que o Ramires estava isolado).

Têm sido tantas as goleadas, e tantos jogadores a jogar bem que este exercício de escolher melhores ou piores no final dos jogos anda a tornar-se algo difícil. Por isso nem vou dizer se ele foi o melhor ou não, mas quero destacar a exibição da 'surpresa' Fábio Coentrão na lateral esquerda. Claro que ele se destacou muito na vertente ofensiva, tendo feito as assistências para os dois primeiros golos, e ainda estado directamente envolvido no quarto. Mas mesmo na defesa não comprometeu, e apesar de ter parecido algo nervoso no início do jogo, depressa acalmou e efectuou vários cortes e recuperações de bola. Será uma opção a ter em conta para jogos na Luz, em que os adversários se apresentem fechados na sua defesa e joguem com poucos jogadores ofensivos. Depois, os suspeitos do costume: Saviola (mais um grande jogo), Di María, Aimar, etc, etc (e o 'etc', se calhar, até dava para englobar a equipa toda).


O 'europeu' Nacional, conquistador do Zenit St.Petersburgo, que tantos elogios tem recebido esta época, foi despromovido à categoria de 'muito fraquinho' no espaço de hora e meia. Levou um cabaz de meia dúzia para a Madeira, levou um bailinho (e ouviu o público da Luz cantá-lo também), e deveria ser processado pelos milhares de lagartos e andrades que neles depositavam esperanças para esta noite (foram lestos a enviar-nos mensagens quando o Nacional marcou, mas no final, respondi-lhes à Maradona: 'Chupalo... y sigue chupando'). E é ainda mais importante esta vitória quando atentamos ao facto de termos tido uma arbitragem manhosa, sobretudo na primeira parte, enquanto a coisa estava equilibrada, e sobretudo com muitas decisões 'estranhas' do auxiliar colocado do lado dos bancos das equipas. Tive algum receio com a questão dos cartões, até porque os jogadores do Nacional pareciam muito interessados em envolverem-se em quezílias com os nossos jogadores - o que valeu, por exemplo, um amarelo ao Luisão. Parece que os prémios que, dizem os rumores, andam a ser oferecidos aos nossos adversários desde a primeira jornada para nos tirarem pontos andam a deixá-los muito nervosos. Quanto a mim, e na questão dos nervos, agradeço é ao Benfica por me andar a poupá-los. É que agora só fico um bocadinho nervoso quando o Benfica não está a ganhar após um quarto de hora de jogo. E no final de cada jogo, sou sempre recompensado pelo mar de sorrisos que vejo sair da Luz.

por D`Arcy às 00:37 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Segunda-feira, 26.10.09

6-1

Por este andar, para o ano temos uma 2ª divisão com umas 40 equipas (incluindo equipas de outros países, como Inglaterra).

Domingo, 25.10.09

Alerta

O cerco continua a apertar. Está tudo aflito com a força do Benfica, e o polvo move-se. Alerta!

Sexta-feira, 23.10.09

Dor de corno

A falta de vergonha de grande parte da imprensa desportiva deste país (manietada por lagartos – ressabiados - e andrades – assustados - estrategicamente colocados em lugares-chave) não tem limites. Claro que já o esperávamos, mas as técnicas utilizadas para relativizar e diminuir a evidente valia da avassaladora exibição e vitória do Glorioso contra o Everton não deixam de surpreender pela criatividade da manipulação de factos e, bom, pela olímpica estupidez. Vamos lá ver uma coisa:

 
- O Everton tem 11 elementos do seu plantel lesionados. ‘Elemento do plantel’ não é o mesmo que ‘titular’, está bem, cambada de cabeçudos? Será melhor fazer um desenho? É capaz de não valer a pena: não acredito que gente que acha que uma linha diagonal não é uma linha recta (lembram-se? Eu lembro-me) consiga interpretar representações gráficas.
Adiante. Dos tais onze, dois nem sequer foram inscritos na UEFA (e sigam o meu raciocínio nisto: o Everton não os podia utilizar porque achou que, vá, não faziam grande falta e não os inscreveu. Deixem-me arriscar que não se tratará de titulares, porque não acredito que o Everton seja gerido por gente do calibre intelectual de um Pedro Barbosa e deixe de fora das competições jogadores que considera indispensáveis para a equipa). É evidente, portanto, que não deveriam entrar na contabilidade das ausências. Não sendo assim, poderiam, por exemplo, engrossar a lista de ausências com gente como o Pai Natal e a Fada dos Dentes, que também não puderam jogar pelo Everton porque não estão inscritos.
Convenhamos, atendendo à lista de lesionados, ontem faltariam, no máximo, 4 titulares;
 
- Qualificar uma equipa com jogadores como Tim Howard, Sylvain Distin, Tim Cahill, Fellaini, Bilyaletdinov, Jo e Yakubu como ‘fraca’ é, francamente, imbecil e digno de um qualquer Bruno Prata (perdoem-me a linguagem).

 Já se percebeu que bom, bom, de acordo com esta gentalha que passeia o rabo desonesto pelos pasquins deste país, não é – não senhor – jogar de forma brilhante e enfiar cinco batatas sem resposta na equipa que ficou em quinto lugar numa liga que é frequentemente considerada a melhor do mundo, mas sim (e o Dias Ferreira jurará isto enquanto espeta um palito rançoso naquelas gengivas massacradas) urinar-se de cima a baixo para ganhar a um qualquer Venstpilarilolela de uma potência futebolística como a Letónia ou sofrer que nem um cão (neste caso, um porco) e ter de recorrer a penalties manhosos para ganhar a um poderoso Arpão, ou lá o que é, do Chipre, uma das nações com maior tradição futebolística a nível mundial, como se sabe.
Isso é que é bom e bonito, não é, seus jumentos avençados?
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Banda Sonora

Algumas sugestões para banda sonora desta nossa época que se antevê Gloriosa!

 

"Venham Mais Cinco" (Zeca Afonso) - antes de cada jogo em casa

 

"Ritorna Vincitor!" (Verdi) - antes de cada jogo fora

 

"Jesus Christ Superstar" (Andrew Llloyd Webber) - sempre que apareça o Jorge Jesus

 

"Another One Bites the Dust" (Queen) - no final de cada vitória

 

"They All Laughed" (George and Ira Gershwin) - no final da época

 

 

 

sinto-me: Eufórico; Espantado; Confiante
por Artur Hermenegildo às 14:11 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Do Amor.

Mandaram-me isto hoje. Até chorei. O Benfica somos nós. Todos. Assim:

 

 

5 notas soltas.

1 - A dois minutos do fim, com o resultado em 5-0, Jorge Jesus esbracejava, corrigia posições e exigia como se o jogo estivesse empatado.

2 - Recentemente (aconteceu com o Simão, com o Rui Costa ou com o Miccoli) dei comigo a ir à Luz também com o objectivo de beber a qualidade de futebolistas que, adivinhava-se, brevemente poderia deixar de ver com a nossa camisola. Este ano acontece-me o mesmo com Di Maria. Somos uns privilegiados: eu por poder ver o Di com a camisola do Benfica, ele por poder jogar no Glorioso.

3 - Grande parte da comunicação social portuguesa justificou a vitória do Benfica com as fraquezas do Everton. Grande parte da comunicação social inglesa justificou a derrota do Everton com a força do Benfica.

4 - Euforia. Sim, estou eufórico com o Benfica. Espero que os futebolistas não estejam, mas eu, como adepto, estou e tenho motivos para isso. Se esta euforia preocupa andrades e deprime lagartos… melhor ainda.

5 - Ontem, durante o jogo, um amigo benfiquista enviou-me uma SMS que dizia “O reencontro com a história”. Também me parece que sim.

por Pedro F. Ferreira às 09:30 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Quinta-feira, 22.10.09

Arrasador

Nem foi preciso forçar muito. Bastou o Benfica acelerar um pouco durante alguns minutos, e isso foi suficiente para deixarmos o Everton esfrangalhado, anular a goleada que eles tinham inflingido ao AEK, e assumirmos a liderança do nosso grupo da Liga Europa. Esta competição pode não ser um objectivo prioritário esta época, mas a diferença de valor entre nós e as outras equipas do grupo é tão grande que seria quase criminoso não nos apurarmos.

No Benfica, regresso natural dos 'ilustres' do meio campo para a frente, que tinham estado ausentes no jogo da Taça de Portugal. A única surpresa acabou por ser o Maxi ter sido preterido pelo Rúben na direita, mas como sabemos, não é por isso que ficamos mais fracos, pois o Rúben sabe dar bem conta do recado. O Benfica teve uma entrada forte no jogo, e antes dos cinco minutos já o Luisão, por duas vezes, poderia ter inaugurado o marcador, mas na primeira ocasião não acertou na bola quando o passe do Aimar o encontrou desmarcado na área, e na segunda cabeceou para fora. Apesar de não ser exuberante, o futebol do Benfica era suficiente para dominar o jogo e foi por isso com naturalidade que chegámos ao golo, quando um cruzamento do Di María na esquerda foi encontrar o Saviola no seu lugar quase habitual ao segundo poste, e este rematou de primeira, com a bola ainda a bater no chão antes de entrar. A partir daqui, o Benfica pareceu acomodar-se um pouco. A velocidade baixou bastante, e baixaram também as linhas de pressão, já que quando o adversário tinha a bola limitavamo-nos a esperar por ele no nosso meio campo. Confesso que me irritei um pouco com esta forma de jogar, sobretudo porque era evidente que ao Benfica, bastar-lhe-ia acelerar um pouco para conseguir desbaratar esta equipa do Everton. Nos últimos cinco minutos da primeira parte, como que a prová-lo, o Benfica acelerou um pouco mais, e imediatamente voltou a criar perigo.

A entrada para a segunda parte foi simplesmente arrasadora. Nem deu tempo para os ingleses respirarem, porque em apenas seis minutos marcámos três golos e arrumámos a questão. Quanto ao vencedor, claro, não quanto ao resultado, porque vistas bem as coisas o cinco a zero final, quando muito, peca por escasso. Logo aos dois minutos o Saviola escapou-se pela esquerda, e assistiu o Cardozo para o seu primeiro golo da noite. Um minuto depois foi o Di María, mais uma vez pela esquerda, a voltar a assistir o paraguaio para uma finalização fácil de cabeça. E três minutos mais tarde, canto do Aimar para um cabeceamento vitorioso do Luisão. O Everton estava completamente atordoado, e a velocidade e movimentação dos nossos jogadores - o Aimar, ao contrário da primeira parte, deixou de se esconder tanto do jogo, o Ramires parecia outro jogador, e o Javi García dominou por completo a sua zona - abriam brechas na defesa adversária com facilidade, e as oportunidades sucediam-se. O Di María esteve perto de marcar o golo que tanto mereceu, mas o seu remate acertou na barra, e o Cardozo viu o hat trick ser-lhe negado pelo guarda-redes Howard. O marcador só voltou a funcionar a sete minutos do final, quando mais uma vez o Di María fugiu pela esquerda (grande passe do David Luiz), e assistiu o Saviola para mais um golo fácil. E mesmo assim o Benfica não parou de carregar, com os nossos jogadores a transmitirem para as bancadas uma enorme alegria e vontade de jogar futebol bonito.

O destaque maior deste jogo tem que ser para o Di María. Três assistências, e quase sempre o jogador mais activo e perigoso na nossa equipa. Mesmo durante o período mais aborrecido da primeira parte, jogou sempre a uma rotação mais elevada que o resto dos jogadores. Ficou só a faltar-lhe um merecido golo, que tão bem ficaria naquela jogada em que acertou na barra. Depois, tenho que mencionar também o Saviola. Quem me conhece já sabe da enorme admiração que tenho por este jogador, e hoje ele voltou a ser brilhante. Dois golos e uma assistência é o registo que fica, mas a inteligência com que se movimenta em campo e se desmarca é um luxo de se ver. E a isto junta pormenores técnicos simplesmente deliciosos. Podia mencionar vários outros jogadores também, mas refiro o Javi García porque se calhar às vezes o trabalho dele passa mais despercebido, por ter tantos artistas a jogar à sua frente. Como de costume, ele dominou completamente o meio campo, e perdi a conta às bolas que recuperou e aos ataques que se iniciaram nos seus pés.

Com os resultados desta noite, assumimos a liderança do grupo, e uma vantagem decisiva num eventual desempate com o Everton. Fica assim mais próximo o objectivo de nos apurarmos para a próxima fase, e fica mais uma vez repleto o ânimo dos benfiquistas, após mais uma exibição convincente, recompensada com uma goleada (a maior derrota de sempre do Everton numa competição europeia). Podem agora os aziados do costume virem dizer que o Everton é fraquinho, e que lhe faltavam jogadores. A satisfação com que saí esta noite da Luz, tal como já o fiz várias vezes esta época, já ninguém ma tira.

por D`Arcy às 23:06 | link do post | comentar | ver comentários (22)

5-0

Será que agora também vão dizer que o Everton é fraquinho e devia jogar na 2ª divisão?

Quarta-feira, 21.10.09

Amanhã

Apesar de reconhecer que ser Campeão Nacional éo nosso principal objectivo, para mim é e será sempre obrigatória para o Benfica uma presença com brio e brilho nas competições europeias.

 

Sempre o senti.  Talvez por desde sempre achar que este nosso futebol é pequeno para a nossa grandeza, e que era com os Real Madrids e Ajaxs e AC Milans e Lievrpools deste mundo que nos devíamos medir, e não com os paços de ferreiras e olhanenses.

 

Talvez porque cresci na década de 70, onde ser campeão aqui era tão habitual que os sucessivos títulos já quase nos deixavam indiferentes. 

 

Por isso, pouco me importa que o jogo de amanhã não seja decisivo, que mesmo uma derrota nada comprometa, e patati patatá.

 

Uma repetição da falta de atitude competitiva vista em Poltava e na primeira parte em Atenas não será admissível.

 

Uma nova época europeia vergonhosa como a anterior não será tolerada.

 

Para o Benfica Europeu, todos os jogos têm de ser disputados para ganhar, e as qualificações disputadas em todos os minutos de todos os jogos.  As continhas e tal que fiquem para os queirósz e as suas selecções.

 

Amanhã, é para ganhar, desde o primeiro ao último minuto.  Queremos ver na Europa o Grande Benfica que temos visto em Portugal.

 

Confio plenamente que assim será.

por Artur Hermenegildo às 17:12 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Terça-feira, 20.10.09

O Nosso Lugar

 Aí há uns anos proclamava-se a hegemonia do futebol calculista, frio e feio. A hora do espectáculo acabara. As Grécias deste mundo provavam-no, sendo o símbolo mais perfeito e trágico disso a vitória da equipa de Otto Rehhagel sobre a maravilhosa República Checa de Karel Bruckner no Euro-2004. Mas o mais espantoso é que a reacção ao sucesso das estratégias cinzentas não tomava na maioria dos espectadores a forma de lamento, de saudade, de uma fervorosa opção pelos contrários caminhos do futebol de ataque. Dos campos para as cabeças dos adeptos, a otto-rehhagelização marchava e o próprio futebol murchava. Os teóricos da chatice, que neste caso se confundiam com aqueles que o grande Nélson Rodrigues chamava de "idiotas da objectividade", sorriam, num gesto de ironia suprema, pela falta de razões para sorrir. 

 Foi com alegria, como devem supor, que vi os tais "realistas" levarem com a realidade de um Barcelona, puro espectáculo, conquistador da Europa. Com a equipa de Rijkaard e Ronaldinho e a de Guardiola e Messi, com um pequeno intervalo no meio, o futebol de ataque voltou à glória que lhe é própria. O sorriso dos outros é agora por eles engolido e os pontos de exclamação voltam a descer aos relvados. É ainda com mais alegria que noto que o Benfica do presente embarcou nesta cruzada - bola a rolar, virtuosos a trabalhar e golos lá para dentro. 6-0 em jogos que antes serviam para descansar e grandes exibições de jogadores que antes eram fantasmas de si mesmos. Ver os jogos já não é só paixão, é paixão retribuída. É precisamente essa atitude exclamativa de que falava o ano passado que nos põe num lugar que há muito nos fugia. O nosso lugar. 

por Simão às 11:19 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 19.10.09

O cartão amarelo a Felipe Menezes.

Posso estar errado, mas, ao contrário da generalidade dos comentadores de futebol, não me parece óbvio e límpido que Felipe Menezes devesse ter sido castigado com um cartão amarelo pelo árbitro Paulo Costa.

Salvo uma outra lei que desconheço, e tendo como base a única que conheço [link], a decisão de Paulo Costa não se enquadra em nenhum dos pontos da Lei 4 – O Equipamento dos Jogadores.

Passo a transcrever as sanções às infracções à referida lei:

 

Por qualquer infracção a esta Lei:

•o jogo não deve necessariamente ser interrompido

•o jogador infractor deve ser convidado pelo árbitro a deixar o terreno de jogo para corrigir o seu equipamento

•o jogador infractor deve deixar o terreno de jogo na próxima interrupção do jogo, a menos que já tenha corrigido o seu equipamento

•qualquer jogador que tenha deixado o terreno para corrigir o seu equipamento não poderá regressar sem ter sido previamente autorizado pelo árbitro

•o árbitro deve assegurar-se de que o equipamento do jogador está em ordem antes de o autorizar a regressar ao terreno de jogo

•o jogador só pode regressar ao terreno de jogo numa paragem do jogo

Um jogador que tiver sido convidado a deixar o terreno de jogo por ter infringido esta Lei e que regressa ao terreno de jogo sem prévia autorização do árbitro deve ser advertido (cartão amarelo).

 

Perante isto, concluo que Paulo Costa se enganou e que a generalidade dos comentadores embarcou nisto sem o mínimo espírito crítico.

 

Apostila:

[Nada disseram no sábado, nada disseram no domingo e nada disseram na segunda-feira. O post foi publicado ontem à noite e hoje a imprensa (e não só), que a tudo isto anuiu apontando o dedo ao jogador, começa a referir este assunto… mais uma vez (como tantas outras) sem referir a origem da notícia]

por Pedro F. Ferreira às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Domingo, 18.10.09

Festa

Dia verdadeiramente de festa da Taça, e missão completamente cumprida, sem nos limitarmos a apresentar os serviços mínimos, o que resultou em mais uma goleada. O objectivo principal, de passarmos a eliminatória, foi conseguido, e para além disso foram poupados vários jogadores importantes. Foi bonita a festa da Taça em Torres Novas, e mais uma enchente proporcionada pelo Benfica esta época.

Dos habituais titulares indiscutíveis, apenas os 'indispensáveis' David Luiz e Javi Garcia jogaram de início. De resto, mudou tudo. Moreira na baliza; Ruben Amorim, Sídnei e Peixoto na defesa, Felipe Menezes, Carlos Martins e Coentrão no meio campo; e uma dupla de ataque constituida pelo Nuno Gomes e o Weldon. O Benfica iniciou o jogo numa toada bastante calma, mas mais do que suficiente para assumir um (natural) controlo praticamente total do jogo. Poderia dizer que nem sequer exercemos a famosa pressão alta, mas ela seria desnecessária porque o Monsanto nunca tentava sair a jogar, optando pelos despejos de bola para a frente. Apesar de inofensivo no ataque, durante a primeira parte o Monsanto conseguiu ir mantendo a sua organização defensiva, e com a ajuda da pouca inspiração ofensiva do Benfica aguentou o nulo durante largos minutos, evitando ser sufocado. O Rúben Amorim esteve neste período algo desastrado no apoio ao ataque, enquanto que do outro lado o César Peixoto era quem mais parecia entusiasmar os adeptos na bancada, sendo alvo de constantes incitamentos. A organização do Monsanto começou a ruir perto da meia hora de jogo, altura em que, após uma boa jogada individual, em que ultrapassou diversos adversários, o Felipe Menezes marcou o primeiro golo, com um bom remate de pé esquerdo à entrada da área. Depois do golo, o Benfica pareceu querer acalmar ainda mais o ritmo do jogo, e deixou assim escoar sem grande ssobressaltos o tempo que nos separava do intervalo.

A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Benfica, com uma fífia do guarda-redes a permitir ao Nuno Gomes recuperar a bola e atrasá-la para um remate fácil do Carlos Martins. A isto seguiu-se um amarelo ao Felipe Menezes pela situação caricata de ter entrado em campo com a camisola 23 do David Luiz. E antes do quarto de hora, já o marcador tinha subido para três golos de diferença, com mais um golo do Carlos Martins, que concluiu com um bom remate de primeira um centro do Felipe Menezes. O Monsanto nesta altura já se mostrava muito mais desorganizado, em particular na zona do meio campo, e acima de tudo já pareciam faltar pernas aos seus jogadores para conseguirem acompanhar os jogadores do Benfica. Foi por isso com naturalidade que o Benfica fosse mostrando que poderia a qualquer momento marcar mais golos, o que veio a acontecer por mais três vezes nos dez minutos finais, isto numa altura em que, para alegria do povo, o Mantorras já estava em campo. Quarto golo pelo entrado Saviola, a aparecer ao segundo poste para aproveitar um desvio de bola ao primeiro poste na sequência de um canto; quinto pelo Peixoto, na execução de um livre directo, e para gáudio da sua imensa legião de fãs presente nas bancadas em Torres Novas (descobri hoje que o Peixoto já tem um cântico dedicado pelas nossas claques e tudo); e sexto pelo Fábio Coentrão, a desviar de cabeça à boca da baliza um pontapé acrobático do Saviola (e a marcar, finalmente, o seu primeiro golo pelo Benfica - parecia que estava difícil). Seis a zero no final dos noventa minutos, um resultado talvez um pouco volumoso para a qualidade do futebol que produzimos, mas natural para a diferença entre o Monsanto e o Benfica.

Não é propriamente muito relevante estar a fazer grandes destaques num jogo como o de hoje. Mas gostei do Javi, do Carlos Martins e do Felipe Menezes. E, claro, o César Peixoto é o maior - talvez neste caso específico esteja a ser influenciado pela legião de fãs fervorosos dele que se sentou à minha volta durante o jogo.

A única nota negativa deste jogo poderá ter sido o amarelo ao Javi García. Ainda não verifiquei se os amarelos da Taça de Portugal acumulam com os da Liga, mas se for esse o caso, isto deixa-o a um amarelo da suspensão. Isto nas vésperas de irmos a Braga. Quanto ao resto, é como já disse. Missão cumprida.

por D`Arcy às 02:04 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Sexta-feira, 16.10.09

Penalty no França - Áustria ou como o Pedro Proença é um árbitro miserável

Espero que a FIFA e a UEFA abram de vez os olhos e que este lance represente o final da carreira deste projecto de árbitro. Depois de ter inventado o penalty sobre o Lisandro e o do Olhanense - Santa Clara, curiosamente ambos decisivos para a atribuição dos títulos no ano passado (e já nem recordando isto), esta abécula expôs ao rídiculo toda a arbitragem portuguesa (o que não era de todo uma tarefa fácil...). Reparem bem no que só ele viu a partir do 1:07. Quando se tem a prática de roubar em Portugal, é difícil não o fazer lá fora. Inacreditável!

 

por S.L.B. às 15:42 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Urreta

O Mundial de sub-20 foi pouco seguido por cá, mas as escassas notícias parecem confirmar que o nosso Urreta fez um excelente campeonato, com golos e assistências.

 

Este é um jovem jogador no qual eu muito confio, e espero que o Benfica não o venda para já.  Vejo-o como um potencial substituto do Saviola dentro de 2 ou 3 anos.

 

Neste momento, talvez fosse bom emprestá-lo em Janeiro, já que no actual plantel está um bocado tapado nos lugares que pode fazer - Saviola, Keirrison, Di Maria, Fábio...

 

E preferencialmente devíamos emprestá-lo a um clube espanhol - é um jogador demasiado perigoso para jogar contra nós, e tinha dessa forma hipótese de jogar numa liga competitiva e sem problemas de integração devido à língua.

por Artur Hermenegildo às 12:28 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 15.10.09

Ansiedade

Esta dupla jornada da selecção, que valeu o acesso ao play-off de apuramento para o mundial, deixou-me ansioso.

Não tanto pela selecção e por, graças às duas vitórias e à ajudinha da Dinamarca, o apuramento estar ao nosso alcance, mas sobretudo porque as atenções futebolísticas agora recaem sobre a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira em que o Benfica participa (e francamente, um jogo do Benfica seja com que adversário for deixa-me sempre mais ansioso que um jogo da selecção, a menos que este seja para uma fase final de uma importante competição, até porque nessas alturas também não há jogos do Benfica...).

 

Mesmo sabendo que o Monsanto joga na II divisão, não deixa de estar em causa uma etapa que temos de vencer, como parte da caminhada para a conquista da Taça de Portugal.

Apesar do óbvio favoritismo do Benfica, ainda estão na memória algumas eliminações surpreendentes ou valentes sustos contra equipas de escalões inferiores num passado relativamente recente.

 

No entanto, este ano a atitude da equipa tem sido muito diferente (pelo menos a nível interno) da revelada em anos anteriores e, por isso, tenho a certeza que desta vez não haverá lugar a surpresas ou sustos. Nem mesmo apesar de muitos dos habituais titulares ficarem de fora (opção sensata, tendo em conta o desgaste dos jogos das selecções e respectiva recuperação para o jogo com o Everton).

 

Em suma, não há propriamente razões para estar ansioso, pois ao contrário de outras épocas, o Benfica tem revelado uma atitude que permite (à equipa e aos adeptos) encarar estes jogos com confiança. 

No entanto, 2 semanas sem jogos (oficiais) do Benfica é muito tempo, e isso é por si só motivo para me deixar ansioso. Para além do mais, tenho curiosidade em saber como é que os jogadores menos utilizados irão aproveitar esta oportunidade. Na verdade, até estou certo que vão, mais uma vez, demonstrar que a qualidade do plantel do Benfica é imensa e que não devemos ficar preocupados sempre que um ou mais habituais titulares estejam impossibilitados de jogar.

Silêncio

Peço desculpa pelo prolongado silêncio destes últimos dias mas, como devem saber, a Tertúlia não prima exactamente por ser um bastião de admiração e fervor nacionalista pela Escreção do Queirósz (claro que não posso falar por todos nós no que a este assunto diz respeito, mas pelo menos creio que a minha opinião sobre isto será sobejamente conhecida). Bem sei que o Queirósz agora anda a ser elevado à condição de herói nacional por ter conseguido, num dificílimo grupo de qualificação, o feito brilhante de conquistar o segundo lugar a ferros (sem ganhar qualquer jogo e conquistando três pontos em doze possíveis às selecções menos más do grupo) e qualificar a sua Escreção para um playoff de apuramento para o Mundial. Coisa que, como sabemos, merece ser festejada com toda exuberância, tal como um qualquer gigante do futebol mundial como uma Eslovénia, uma Bósnia ou uma Ucrânia o fizeram. Mas eu sinceramente ainda estou chateado por ter ficado uma semana sem poder ver o meu Benfica jogar só por causa da Escreção, e por isso a vontade de escrever não é muita.

 

Agora que, temporariamente, o assunto Escreção fica arrumado, é tempo de regressar às coisas do futebol que realmente interessam. Como saber qual é a equipa que o nosso treinador vai meter a jogar este Sábado, em Torres Novas, contra o Monsanto. É que, convenhamos, isto interessa-me infinitamente mais do que os disparates e vaidades do Queirósz e do seu sidekick Merdaíl, ou os golos do subnutrido mergulhador.

por D`Arcy às 14:47 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Domingo, 11.10.09

O derrotado.

O poder de um clube regional assenta muito nas estruturas políticas regionais.

 

Durante anos, um clube de dimensão regional alicerçou o seu poder com o beneplácito e o compadrio cobarde de um poder político que temia afrontar o líder desse clube.

Durante anos, o poder regional foi co-responsável pela consolidação do poder de um pequeno Bokassa com tiques de camorrista.

Durante anos, o poder político temeu cobardemente as ameaças do dito chefe tribal e, cobardemente, vergou sem a coragem de, na prática, observar a real valia da sua basófia.

 

Quando observo, em três eleições democráticas locais, que a população deu a maioria absoluta a quem enfrentou / afrontou o dito déspota, concluo que:

 

- O dito dono dos andrades tem poder apenas sobre uma pequena chusma de bandalhos. E que, por mais que confunda violência com poder e que alicerce o exercício deste na impunidade do exercício daquela, não tem o poder que julga ter.

 

- Esta noite, na Avenida dos Aliados (a mesma em que se fez, há uns anos, mais uma demonstração pública da identidade tacanha e anti-democrática que está presente na impressão digital do dito Bokassa) festeja-se, também, a “derrota daquele que perdeu sem ser candidato”.

 

- Nunca se deve confundir andrades com portuenses.

por Pedro F. Ferreira às 23:55 | link do post | comentar | ver comentários (39)

A vitória sobre a Hungria

Estive lá, na Luz, para torcer pela selecção portuguesa. Mais do que a mágoa de ver a equipa da federação madailiana – orientada por um treinador que detesto e pejada de futebolistas cuja identificação com Portugal é idêntica à que eu tenho com o país natal dos ditos –, imperou o sentimento patriótico.

 

A selecção portuguesa venceu uma medíocre Hungria, e venceu-a bem. A Dinamarca venceu a Suécia e abriu as portas à possibilidade de Portugal se qualificar em segundo lugar num grupo em que tinha a obrigação de ser primeiro.

 

A classificação em segundo lugar e o apuramento para o playoff (tenho-o como um dado adquirido, pois, apesar de já termos empatado com a Albânia, não acredito que não se vença a patética selecção de Malta) num grupo tão fraco, por mais que a tentem maquilhar de vitória, é uma derrota. E é uma derrota que espelha o mau desempenho.

___

Uma nota final para os 50 mil que estiveram na Luz a apoiar esta selecção. O incentivo foi visível, notório… tal como foi notória e audível a assobiadela que se fez ouvir quando surgiu o nome e a fotografia de Queirós nos ecrãs do estádio.

fotografia de Isabel Cutileiro

por Pedro F. Ferreira às 11:21 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Sexta-feira, 09.10.09

O Fundo de Jogadores

É obviamente possível que alguns jogadores do Benfica incluídos no fundo não venham a concretizar a expectativa de retorno financeiro lá espelhada.

 

Mas a melhor resposta a quem duvida da real expectativa do mercado sobre a rentabilidade futura do Fundo no seu global foi dada pela Ongoing, uma das empresas mais mediáticas do momento, que subscreveu uma parte substancial do mesmo.

 

Conheço o Nuno e o Rafa e posso-vos garantir duas coisas - nem são tontos, nem alguma vez tomarão uma decisão a pensar que vão perder dinheiro!

por Artur Hermenegildo às 12:15 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Terça-feira, 06.10.09

Finalmente!

"O nosso adversário este ano não é o Benfica mas o Braga!"

 

Finalmente!  À 7ª jornada lá perceberem que este ano o nosso Benfica está imparável e vão lutar com o braga pelo acesso à pré da Champions.

 

Se é o "gerente da caixa" que o diz, quem sou eu para o desmentir?  A "fina ironia" tem destas coisas...

 

 

 

 

por Artur Hermenegildo às 13:00 | link do post | comentar | ver comentários (47)

Petição à Liga de Clubes

Caros Benfiquistas,

 

Eu, como benfiquista, gosto de ganhar, mas gosto de ganhar de forma limpa. E este ano acho que o que o Benfica tem feito não é justo, não é correcto e nem é ético.

 

Acho inacreditável a lata do Benfica em marcar golos nos primeiros minutos de jogo. Quer dizer, os adversários ainda se estão adaptar ao campo, à táctica do Benfica,e nós já lhes estamos a enfiar um golo. Para mim, isto não é sério, isto é aproveitar as fraquezas dos outros.

 

Outra das coisas que me está a chatear este ano e a fazer-me ter vergonha do Benfica é o facto de o Benfica resolver alguns jogos nos últimos minutos. Os adversários já estão convictos do acordo tácito com o Benfica para que o resultado se manteha assim, e o Benfica, quais piratas, marca o golo, altera o resultado e lá se vai o acordo tácito. O meu Benfica, do qual me orgulho, cumpre os seus acordos.

 

Por último, acho triste o Benfica marcar tantos golos de bola parada. O futebol quer-se corrido, não parado. E, além disso, marcar golos quando os adversários estão paradinhos a descansar é um bocado falta de ética.

 

Por estas razões eu proponho aos benfiquistas, como demonstração de que gostamos de ganhar limpo, a elaboração de uma petição  a enviar para a Liga onde devem constar estes dois pontos:

 

1) O Sport Lisboa e Benfica apenas poderá marcar golos entre os 15 e os 75 minutos de jogo.

 

2) Todo e qualquer golo do Sport Lisboa e Benfica que resulte da marcação de qualquer lance de bola parada deverá contar apenas meio golo.

 

Acho que apenas assim este ano será alcançada alguma justiça.

 

Segunda-feira, 05.10.09

Resposta

Depois do desaire na Liga Europa, o Benfica deu esta noite a melhor resposta, e graças a uma primeira parte quase perfeita conquistámos a vitória num campo tradicionalmente difícil. E para quem ainda duvida do potencial deste Benfica, a vitória foi conseguida 'apenas' sem o Aimar, o Di María e o Maxi, três titulares indiscutíveis, mostrando que temos diversas soluções no plantel para suprir as ausências de qualquer jogador importante.

Foram cinco as alterações em relação ao onze de Atenas. Para além dos três já citados, que foram substituídos pelo Carlos Martins, Fábio Coentrão e Rúben Amorim, entraram o Quim e o Shaffer para os lugares do Júlio César e do César Peixoto. E, correspondendo ao discurso do nosso treinador sobre a necessidade de sermos agressivos neste jogo, o Benfica entrou a matar. Eu gosto muito de ouvir os comentários carregados de esperança dos comentadores da TV. Contra o Leiria, eram eles que não sofriam golos há trezentos e não sei quantos minutos. Aguentaram quatro contra nós. Agora o Paços ainda não tinha perdido em casa, e até o fóculporto já lá tinha empatado e tal. Foram menos de três minutos até estarem a perder. Após um canto (cedido numa jogada em que o Fábio Coentrão, em boa situação para marcar, acabou por complicar) marcado pelo Carlos Martins, o David Luiz entrou ao primeiro poste e cabeceou cruzado para o segundo, sem hipóteses de defesa (segundo o repórter de campo da SportTV, com 'muita passividade dos defesas do Paços'... pois).

O Paços reagiu bem ao golo, e tentou levar o jogo para a nossa baliza, mas o Benfica continuou a criar mais e melhores oportunidades de golo, com o Cardozo, após um erro de um defesa adversário, e o Saviola, depois de uma grande jogada individual, a verem o golo ser-lhes negado por boas intervenções do guarda-redes do Paços. Mas pouco depois dos vinte minutos, o golo surgiu mesmo, num grande remate do Carlos Martins, ainda a uma boa distância da baliza. Este segundo golo pareceu acabar com as veleidades do Paços, e o Benfica passou a controlar o jogo à vontade, mesmo sem necessidade de acelerar muito. Adivinhava-se que o Benfica ainda pudesse aumentar a sua vantagem, já que o Paços parecia incapaz de atinar sobretudo com as movimentações do Saviola, que aparecia sempre à vontade no espaço entre a defesa e o meio campo do Paços para receber a bola e virar-se, e estava a dar uma liberdade quase total para que o Carlos Martins pautasse o nosso jogo. O terceiro golo acabou por surgir aos quarenta minutos de jogo. Foi um livre assinalado por falta sobre o Saviola que, na minha opinião, deveria ter dado um vermelho directo ao defesa do Paços, já que este agarrou o Saviola (mais uma movimentação brilhante) quando ele se ia isolar, mas a benevolência do árbitro valeu-lhe apenas o amarelo. Indiferente a isto, o Cardozo marcou o livre de forma monumental, colocado e em força para o ângulo da baliza. Com este golo, o Cardozo introduziu também uma nova variável no jogo, que foi o deixar de se assinalar qualquer falta a favor do Benfica a menos de trinta metros da área, não fosse o Cardozo passar das marcas e fazer outra igual. E como castigo por ter feito aquilo, o Cardozo passou a ser escadote e saco de pancada para os defesas do Paços (em especial o cepo do Ozéia) até ao final do jogo.

Com três golos de vantagem ao intervalo, havia dois cenários possíveis na segunda parte: ou o Benfica mantinha o ritmo e saía daqui outra goleada, ou então optava por gerir o resultado. O que se viu foi o segundo cenário, o que não foi descabido tendo em conta que poderia haver alguma fadiga por causa do jogo com o AEK. A troca do Carlos Martins pelo Felipe Menezes também não nos beneficiou. Houve um nítido baixar das linhas da nossa parte, e vimos o Benfica no seu meio campo à espera do adversário, o que é atípico de uma equipa que estamos habituados a ver pressionar o adversário no seu próprio meio campo. Houve mérito do Paços nesta segunda parte, que a perder por três não baixou os braços, acreditou e pressionou o Benfica, o que resultou em muito pontapé para a frente da nossa parte, e muito pouca posse de bola. Insistindo sobretudo sobre a esquerda da nossa defesa, onde agora tinham colocado o Cristiano, eles conseguiram criar-nos dificuldades e algumas oportunidades de golo, sendo recompensados com um merecido golo de honra, quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final. Depois de mais de meia hora neste cenário, só durante os dez minutos finais é que o Benfica voltou a subir - muito por culpa da entrada do Weldon, que pressionou bastante os defesas do Paços na saída para o ataque, obrigando-os a recorrer ao pontapé para a frente - e o Paços deixou de ameaçar tanto, sendo então o jogo gerido de forma mais tranquila até final.

Começo por mencionar o bom regresso do Carlos Martins à equipa. Foi um jogador muito importante no bom futebol que apresentámos durante a primeira parte. Fez a assistência para o golo do David Luiz, e marcou também ele um grande golo. No trabalho do meio campo colocou-se sempre bem, o que lhe permitiu diversas intercepções de bola, e jogou sempre simples e eficazmente. A queda de produção do Benfica na segunda parte não me parece ter sido alheia à sua saída do jogo. Bom jogo também dos nossos centrais, que tiveram bastante trabalho na segunda parte. Já mencionei o Saviola, que é para mim importantíssimo pelas movimentações que tem e os espaços que cria. Não marcou, mas esteve no segundo e terceiro golos. Cardozo também bem, sobretudo na primeira parte, a conseguir fugir nas costas da defesa do Paços por diversas vezes, e a tabelar bem com os colegas. O Coentrão esteve hoje menos exuberante do que quando entra em jogo vindo do banco. Trabalhou bem defensivamente, mas no ataque esteve discreto e complicativo. Também menos brilhante que o costume esteve o Ramires, que até ficou ligado ao golo do Paços, ao perder a bola à entrada da área. Fez no entanto um jogo de muito trabalho, acabando a lateral direito.

Foi importante responder à derrota com o AEK desta forma. Sabemos todos a quantidade de abutres esfaimados que andam por aí à espera de deslizes do Benfica. Assim, terão que ficar silenciosos mais um bocado, enquanto nós mantemos a vantagem sobre a andradagem e, vergonhosamente, aumentamos para oito os pontos de vantagem sobre a lagartagem. E, volto a dizer, a importância desta vitória aumenta ainda mais por ter sido conseguida na ausência de jogadores nucleares do plantel. Agora segue-se, apenas daqui a três semanas, o Chicharro e a sua habitual frota de autocarros.

por D`Arcy às 23:28 | link do post | comentar | ver comentários (35)

Pontapé na boca

 

(pausa nas férias)

 

É só para escrever - e escrito aqui das profundezas das montanhas (finalmente com acesso a uma nesga de civilização), parece que sai com mais fervor - que o pontapé nas ventas que o destino mandou na lagartagem é duma ironia genial: finalmente têm o presidente mais adequado à agremiação invejosa, canalha, mesquinha, ridícula e profundamente imbecil que são.

 

O resto o D'Arcy já escreveu, e melhor do que alguém o poderia fazer.

 

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Hoje, mais uma vez, é contra tudo e contra todos. Como sempre, nada a que não estejamos habituados.

 

Força Benfica! 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:29 | link do post | comentar | ver comentários (6)

This is the day.

O jogo de hoje não é um jogo simples. Acho que, se correr mal, podemos situar no jogo de hoje aquele momento em que tudo começou a resvalar. Se correr bem , como estou convencido que vai correr, a equipa mostrará de que massa é feita, que coração tem, o seu carácter. É um jogo perigoso, este. É bom que a equipa entre com a máxima concentração, e perceba como o jogo de hoje só será "mais um jogo", se ganharmos. Se isso não acontecer, este jogo pode ser mais decisivo do que se julga. Vamos a eles!

 

P.S. - 3-0 ao intervalo afasta temores, parece-me. Marcar cedo foi muito importante. Agora é gerir.

Domingo, 04.10.09

Inveja

A inveja é uma coisa muito feia. Menos para os lados do Lumiar, onde, como sabemos, é uma forma de vida. O presidente da Agremiação dos Queques, Cabeça de Cotonete, veio agora demonstrar, mais uma vez, a sua competência para o cargo, presenteando-nos com (mais) uma demonstração da sua infindável inveja. Para quem não se recorde, as outras competências já demonstradas pelo Cabeça de Cotonete para o cargo de dirigente desportivo são:

- Capacidade para segurar num cachecol acima da cabeça e saltar enquanto canta 'E quem não salta é lampião' - pode não parecer, mas para se conseguir fazer isto é necessário um nível de coordenação motora que, à vista desarmada, não parece estar ao alcance de alguém que parece uma recombinação genética entre o Pedro Granger e um arménio albino;

- Envolver-se publicamente em abraços homoeróticos com estranhos em tronco nu;

- Utilizar o Twitter para, entre três erros ortográficos a cada duas palavras, trocar mensagens embevecidas com a sua 'bitch' na imprensa (Bernardo Ribeiro);

Pois este comparsa nas saídas alternativas do Salema, ao ver a vida a andar para trás (parece que os seus consócios já estão um bocado fartos do 'Forever', que a 'muita pasta' paga pelo Matidevezemquandosenãoestiverachoverpodeserquemarqueumgol não foi um investimento por aí além, que a função do Caicedo foi apenas a de substituir o Rochenbolha na tarefa de roubar a comida ao Liedson às refeições, ou que o Angulo é apenas um pouco menos obtuso do que o Pedro Barbosa), recorreu ao estratagema mais básico da lagartagem para desviar as atenções da desgraça que anda por lá a fazer, ou seja, falar do Benfica. Neste caso, do fundo de investimento do Benfica, que, considera esta alimária, 'é uma vergonha'. Aparentemente, avaliar um jogador como o Javi García, internacional espanhol nas camadas jovens, vindo do Real Madrid por €7,5M e com possibilidades de chegar à selecção principal do seu país, por €17M é vergonhoso. Mas se calhar, e por exemplo, recusar €13M mais 30% de uma futura transferência pelo Floribella, ou €15M pelo Moutinho (contrapondo uns razoáveis €25M por ele) já é perfeitamente racional (o que o Cabeça de Cotonete não sabe é que menos de um mês depois de termos comprado o Javi García, poderíamos tê-lo vendido quase pelo dobro daquilo que pagámos, já que recebemos uma proposta para tal). Isto no fundo até
tem tudo a ver com a noção da realidade que cada um tem; para ele uns bons sapatos de vela e um pólo Quebra-Mar devem valer umas 'boas dezenas de contos de réis' (a viscondagem fala assim, ainda é tudo em 'contos de réis'), um whisky da garrafeira pessoal do Pipinho 'umas boas centenas de contos de réis', e um bom carro utilitário, daqueles de que a populaça costuma gostar, não vale dois réis de mel coado.

Se calhar o que deveria ser uma vergonha para o Cabeça de Cotonete é o facto de, apesar dele discordar dos valores, o Benfica ter atraído investidores interessados no fundo - que não tem nada de esconso e foi aprovado pela CMVM, ao contrário de outros procedimentos com os quais ele deve estar familiarizado, e que costumam envolver sociedades em offshores e coisas afins - ao passo que o sportém do Cabeça de Cotonete tem sorte se conseguir encontrar alguém que lhe pague uma 'jola. E sinceramente, eu acho que o Cabeça de Cotonete é burro, mas até consegue perceber isto. Afinal, já tinha tentado sacar dinheiro à Sagres e, mais uma vez, estampou-se de trombas com a realidade da dimensão da sua agremiação quando comparada connosco. Mas, erradamente, julgo que tem esperanças que os associados do sportém sejam ainda mais básicos que ele (que sejam todos como o Pedro Barbosa, portanto), e que falando-lhes da sua habitual obsessão, o Benfica, consiga assim desviar as suas atenções dos disparates que ele vai fazendo. Se isto não resultar, há sempre a opção de retorquir ao sócio/adepto mais exaltado um elevado e esclarecedor: "'Tá calado, pá! 'Tá calado!".

por D`Arcy às 23:12 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Sexta-feira, 02.10.09

Desinspiração

Há jogos em relação aos quais se tem à partida um mau pressentimento. E quando, após ver os primeiros minutos de jogo, esse mau pressentimento se reforça, cedo se percebe que vai ser muito difícil ganhá-lo. Após quinze minutos de jogo já eu estava a enviar mensagens a outros Tertulianos avisando-os que, na minha opinião, isto hoje correria mal. E nem sequer era necessário ter-se grandes dotes premonitórios para se prever isto tão cedo. Bastava observar o jogo durante uns momentos, e ver um Benfica tão transfigurado para pior, para sabermos que a probabilidade de aquilo acabar mal era alta. A nossa forma de jogar durante a primeira parte, aliás, conseguiu irritar-me tanto que ainda não tínhamos chegado aos dez minutos e já eu estava aos berros para a TV (é perfeitamente irracional e a TV não tem culpa nenhuma, mas o estado de nervos falou mais alto - como os berros não surtiram efeito, cortei o som para não continuar a ouvir o Rui Santos e o Nuno Luz a disparatarem ao desafio, tendo hoje reforçado a minha convicção de que um é perfeitamente parvo, e o outro é um caso clínico). Quem foram aqueles tipos que entraram no relvado para a primeira parte, e o que é que eles fizeram ao Benfica 2009/10?

A equipa com que alinhámos foi a titular. É certo que houve a troca do Quim pelo Júlio César na baliza, mas de tão esperada que ela era nem sequer se pode considerar uma surpresa. Surpresa foi, isso sim, a forma como encarámos o jogo. Estivemos irreconhecíveis nesta primeira parte. A jogar praticamente a passo, a tão importante pressão sobre os adversários logo no seu meio campo praticamente não se viu, e depois aquele pormenor extremamente irritante, que já conhecemos de anos anteriores, de vermos um jogador nosso com a bola e os colegas praticamente parados a olharem para ele, em vez de terem as habituais movimentações para criarmos desequilíbrios e linhas de passe. E por falar em passe, estivemos muito mal nesse capítulo durante esta primeira parte, já que foram inúmeros os maus passes efectuados. Dava ideia de que estávamos convencidos que, mais cedo ou mais tarde, o golo apareceria, tamanha era a nossa superioridade (no papel) sobre o AEK. Não sei de onde terá vindo esta espécie de sobranceria, coisa que, até hoje, ainda não tinha visto esta época. Perante um Benfica tão pachorrento, após alguns minutos o AEK terá ficado convencido que afinal não tinha nenhum papão pela frente, e até começou a a ensaiar alguns ataques perigosos para a nossa baliza. Durante a primeira parte, apenas por duas vezes o Benfica esteve perto de marcar, e ambas pelo Di María (que, apesar da falta de inspiração, ainda assim foi dos mais inconformados neste período), que rematou uma bola ao poste, e noutra jogada conseguiu ultrapassar o guarda-redes adversário, mas perdeu ângulo de remate. Para piorar as coisas, o AEK chegou ao golo perto do intervalo, quando num canto o Majstorovic subiu mais alto do que os nossos centrais e cabeceou sem hipóteses de defesa. Apenas mais um capítulo do cenário típico do futebol de deixar o adversário respirar e ganhar confiança (e neste caso, vantagem também), e depois ter-se que andar a correr atrás do resultado.

A equipa veio com outra atitude para a segunda parte, é verdade. A inspiração é que continuou a não ser por aí além, mas a simples mudança de atitude foi suficiente para criarmos ocasiões de golo suficientes para darmos a volta ao resultado, e sairmos de Atenas com uma vitória. Mas do outro lado surgiu um guarda-redes inspirado que defendeu muito bem os remates do Di María e do Saviola, e que ainda viu o Coentrão isolado conseguir acertar-lhe com a bola. Estas oportunidades foram criadas durante o nosso melhor período no jogo, que foi a primeira metade da segunda parte. Depois começou a vir ao de cima a ansiedade, e a saída do Aimar para a entrada do Nuno Gomes também não ajudou muito o nosso futebol. Passámos a jogar praticamente com uma linha de quatro avançados, mas à medida que o jogo caminhava para o final já não havia discernimento para fazer as coisas com calma, e em vez disso vimos quase toda a gente a tentar fazer as coisas sozinho, e então nos minutos finais chegámos mesmo ao ponto de tentarmos o chuveirinho para a frente. Mas já tínhamos entregue o ouro ao bandido na primeira parte, e depois foi difícil corrigir isto.

Não quero estar a criticar jogadores individualmente após um dia menos inspirado de toda a equipa, e numa altura em que, apesar de ter esperado um pouco para me acalmar antes de escrever, continuo irritado com o jogo, pois ainda me arriscaria a fazer críticas injustamente ríspidas. As coisas hoje correram mal. Fiquei desiludido por ver jogadores apresentarem-se a um nível muito inferior ao que sabemos ser o seu, mas a desinspiração foi geral, e ser-me-ia até difícil conseguir identificar quem foram os piores ou quem foram os menos maus.

Acima de tudo, espero que saibamos aprender com os nossos erros. Se hoje perdemos com uma equipa que nos é manifestamente inferior, e que apenas parece possuir dois jogadores acima da média (o sueco Majstorovic e o guarda-redes argentino Saja), isso aconteceu acima de tudo por nossa própria culpa. Não podemos entrar para um jogo, por mais favoritos que sejamos, com a atitude que tivemos na primeira parte. Tenho a certeza que haverá quem fará ver isso aos jogadores, para que tal situação não se volte a repetir, até porque na próxima segunda-feira temos mais um jogo que se encaixa neste cenário. E eu espero, nessa altura, voltar a ver o Benfica que esta época nos tem encantado.

 

P.S.- E só para esclarecer: eu não alinho, nem nunca alinhei, com profetas da desgraça, ou pessoas que ficam pacientemente à espera de uma derrota para criticarem alarvemente tudo e todos, e colocarem tudo em causa. A minha fé no Benfica mantém-se inabalável. Hoje o jogo correu mal. Acontece. É difícil ganhar sempre, a não ser que se tenha no clube uma secção de aconselhamento matrimonial a árbitros e seus familiares. Quando jogamos mal, não nego as evidências, e digo que jogámos mal, sempre na esperança que os erros sejam corrigidos, e que levantemos a cabeça para ganharmos já o jogo que se segue. Que ninguém pense que uma crítica pontual e objectiva significa um alinhar com posições carpideiras que sempre desprezei.

por D`Arcy às 02:47 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Quinta-feira, 01.10.09

Sigamos em frente.

Não tinha e continuo a não ter dúvidas sobre a qualidade do nosso Benfica. O destino é vencer e, para que isso aconteça, é muito importante que continuemos unidos, a acreditar e a apoiar. E o apoio é essencial quando algo corre mal. Hoje, no jogo com o AEK, muita coisa correu mal. Hoje, é um dos momentos em que é essencial mostrar a cepa de que somos feitos. O apoio público que se espera no jogo da próxima segunda-feira começa hoje, começa agora. Quanto ao resto… confio em quem, no balneário, vai dizer a palavra certa, necessária e que se impõe. Força, Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 20:08 | link do post | comentar | ver comentários (39)

Regressou a “fina ironia”.

O homem que, além de muitos outros interesses, também distribui, na calada da noite e na antevéspera dos jogos, envelopes a árbitros decidiu hoje que deveria falar do… Benfica. Após uma vitória do clube do qual é dono, num jogo da Champions, de que é que o homem poderia falar? Do Benfica, obviamente. [link]

 

Entre outras palermices, agradeceu ao Benfica a contratação de Falcao. Foi mais um momento de puro atavismo em que o provincianismo bacoco e a pequenez se manifestaram. E manifestaram-se porque são genéticos naquela criatura, porque a cultura de que impregnou o seu clube foi essa, porque quem cegamente o segue alimenta-se dessa mesma pequenez, porque a horda de contorcionistas que, diariamente, o bajulam na comunicação social insiste em camuflar essas demonstrações públicas de nanismo com a… “fina ironia”. Ironicamente, o referido senhor não se referiu às comissões que envolveram a negociata. E ele sabe bem que não é ao Benfica que deve agradecer.

 

Deve agradecer a todos os que, ao invés de lhe perguntarem sobre os contornos dessa contratação, preferem louvar a sua “fina ironia”. Ironicamente, isso é o que acaba por condenar o seu clube a nunca ser mais do que um anão de saltos altos que se julga grande.

por Pedro F. Ferreira às 15:25 | link do post | comentar | ver comentários (31)

Esperança reforçada.

Na preparação do jogo de hoje contra o AEK, Rui Costa diz que não precisou de pedir informações a Fernando Santos.

 

(Eu sei que o Nandinho é bom rapaz, que os jogadores simpatizavam com a sua simpatia, que o Benfica jogava bem nos jogos em casa, que é sócio do Benfica… mas, ainda assim, fico mais descansado em saber que aquela espécie de loser's fate que o acompanha ficou afastada do jogo de hoje.)

por Anátema Device às 09:42 | link do post | comentar | ver comentários (9)

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