VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 29.11.09

Morno

Foi um jogo morno, que terminou com o resultado mais morno possível: uma igualdade a zero. É sempre difícil jogar contra estas equipas que agora aprenderam que a melhor maneira para tentar sacar um empate ao Benfica é atafulhar o meio campo de jogadores. Se, por um lado, o empate acaba por ser um mal menor sob um ponto de vista pragmático em termos de campeonato, e mantém os nossos adversários desta noite a onze pontos, por outro não me deixa totalmente satisfeito, porque sei que perdemos dois pontos com uma equipa que nos é inferior, tendo ficado com a sensação de que a vitória estava ali bem perto.

O Benfica apresentou um onze sem surpresas. O Maxi e o Peixoto regressaram às laterais, enquanto que no ataque o Cardozo estava de volta. Do outro lado apareceu o sportém com um meio campo de cinco jogadores, com dois trincos, deixando o esfomeado sozinho lá na frente, na esperança que ele conseguisse fazer outro dos milagres que costuma fazer contra nós. O sportém pareceu querer ter uma entrada forte, tirando partido do sobrepovoamento da zona central, que lhe permitia recuperar bolas nessa zona. Mas esta vontade ficou-se por pouco mais de cinco minutos, já que rapidamente o Benfica se organizou e equilibrou as coisas. Após pouco mais de um quarto de hora, o Benfica mudou tacticamente, de forma a equilibrar o duelo no meio campo, e abandonou o 4-1-3-2 habitual, dispondo-se em 4-4-2, com o Ramires a auxiliar mais na zona do Javi, e o Aimar a cair para a direita. O jogo entrou assim numa toada morna e equilibrada, que foi o tom geral do resto da primeira parte, embora nos últimos dez minutos o Benfica tenha crescido um pouco, tendo levado o jogo a desenrolar-se mais no meio campo adversário, mas sem que houvessem grandes sobressaltos. A qualidade do nosso jogo ofensivo sofreu com o facto do Di María ter passado praticamente ao lado do jogo durante esta primeira parte, enquanto que o Aimar, encostado à direita, também não esteve ao nível a que nos tem habituado, sendo muito menos interveniente no jogo (curiosamente, enquanto esteve na direita, o Ramires pareceu ser capaz de causar mais desequilíbrios).

A segunda parte iniciou-se com o Benfica a parecer ter ascendente no jogo, mas após cerca de dez minutos o sportém respondeu com o seu melhor período no jogo, e durante aproximadamente cinco minutos instalou-se perto da nossa área, conquistando vários cantos e culminando com um grande remate do Veloso, a proporcionar a defesa da noite ao Quim, e um remate do Moutinho para fora. O jogo pareceu depois entrar na mesma toada de equilíbrio da primeira parte, mas quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final o nosso treinador fez entrar o Rúben Amorim para o lugar do Aimar, o que veio alterar o equilíbrio do jogo. O Amorim foi colocar-se perto do Javi, regressando o Ramires à direita (onde voltou a criar desequilíbrios) e teve uma entrada bastante boa no jogo. Também me pareceu que os jogadores do sportém quebraram fisicamente, de forma que acabámos por ter algum ascendente sobre o nosso adversário até ao final do jogo, e desperdiçámos algumas situações que nos poderiam ter dado a vitória: uma situação em que o Di María, bastante à vontade sobre a esquerda da grande área conseguiu rematar contra o Patrício, outra em que o Amorim, desmarcado, voltou a rematar contra o Patrício quando poderia ter servido o Saviola no centro, e ainda uma oportunidade do Ramires, que de baliza aberta não conseguiu acertar bem na bola. A isto o sportém apenas conseguiu responder com um livre muito perigoso na meia lua, que foi mal marcado pelo Veloso contra a barreira. O apito final chegou, e deixou-me com a sensação de que se tivéssemos carregado um pouco mais, ou o jogo durasse mais alguns minutos, poderíamos ganhá-lo.

Os jogadores do Benfica que mais me agradaram foram o Ramires, e muito em particular quando esteve na direita, e o Saviola. A defesa esteve geralmente bem, mas também a verdade é que não teve propriamente muitas situações complicadas para resolver, já que a bola passou muito tempo na zona do meio campo, longe das áreas - durante a maior parte do jogo o esfomeado era o único adversário com que tinham de se preocupar, e conseguiram anulá-lo sem grandes dificuldades. O Di María esteve praticamente desaparecido na primeira parte, subindo de produção na segunda, mas sem grandes brilhos. O Cardozo também pouco se viu, e o Aimar, que passou quase todo o tempo encostado à direita, teve uma participação discreta no jogo.

Só no final do campeonato saberemos se isto foi ou não um bom resultado. Eu fiquei com a sensação de que poderíamos (e temos mais do que capacidade para) ter obtido um resultado melhor. É que eu senti-me quase sempre bastante tranquilo durante o jogo, porque o sportém nunca revelou capacidade para nos empurrar para a nossa baliza à procura da vitória. Pelo contrário, estive sempre com aquela sensação de que a vitória estava mesmo ali à mão, se nós quiséssemos arriscar um pouco mais para a ir buscar. O jogo raramente pareceu fugir de controlo, tacticamente estivemos sempre bem, e se havia alguém que teria que lutar desesperadamente por uma vitória, era o sportém. Não só não o fizeram, como nem pareceram ter capacidade para o fazer. Julgo que a equipa terá encarado este jogo como mais um de uma prova longa. Ou seja, uma vitória hoje, embora fosse sempre agradável, não era tão desesperadamente necessária que justificasse corrermos demasiados riscos para a obtermos.

por D`Arcy às 05:28 | link do post | comentar | ver comentários (81)
Sexta-feira, 27.11.09

Se fosse eu a mandar

Amanhã em Alvalade, jogava da seguinte forma:

 

Na esquerda colocaria Fábio Coentrão, tendo à sua frente Di Maria. Se em certo tipo de jogos sou de opinião que Coentrão não deve ser lateral esquerdo, este não é definitivamente um deles, isto porque a meu ver o adversário não tem no seu plantel um extremo direito (ou defesa lateral já que falamos disso) que nos possa preocupar. De resto, a defesa seria composta pelos habituais titulares, tendo em conta a indisponibilidade do Luisão, isto é, Quim, Maxi, David Luiz e Sidnei.

 

Talvez optasse por colocar alguém a fazer dupla com Javi Garcia, nem que fosse uns metros mais à frente (Ramirez? Ruben Amorim?), para fazer uma vigilância apertada sobre o jogador mais perigoso do Sporting, Liedson, deixando a ala direita entregue a Maxi e às deambulações de Aimar e Saviola. Acredito que com Liedson manietado, boa parte do perigo leonino será anulado. Na frente, e caso se confirme que Saviola irá recuperar, diria que o segredo para fugir à marcação individual pré-anunciada que irá ser efectuada a Aimar, seria fazer recuar o nosso nº 10, vindo buscar jogo bem cá atrás ou sobre as linhas, ficando Saviola com o ónus de fazer de Aimar. Com a dinâmica certa penso que Di Maria e Cardozo (para já não falar nos supracitados Aimar e Saviola) iriam beneficiar imenso das trocas posicionais que os defesas e médios sportinguistas teriam de fazer para acompanhar o nosso carrossel.

 

Quanto ao resto, é o resto. É um derby, logo é um jogo de resultado imprevisível e estão bem enganados todos os benfiquistas que pensam que vamos passear a nossa classe a Alvalade. Há um jogo que pode servir de referência, o jogo que realizamos em Goodison Park. Há que entrar com humildade, reconhecer que apesar do melhor conjunto (de equipa e de individualidades) que possuímos, o adversário tem o seu valor e conta com o factor chicotada psicológica além do inegável factor de estar a realizar um dos 2 jogos mais importantes da época (o outro disputa-se na Luz) e, é pena que assim seja, o homem cuja função primária seria demonstrar imparcialidade é um senhor que já nos custou muitos pontos de tão imparcial tentar ser.

 

Portanto, se eu mandasse, diria aos jogadores para entrarem muito concentrados em jogo e para controlar a agressividade "positiva" (sempre necessária e a meu ver um pouco ausente no jogo disputado com o Guimarães, nomeadamente na 1ª parte) quando a disputa da bola é realizada perto da nossa grande área.

 

Se estes pressupostos se cumprirem estou certo de que a vitória não nos escapará.

 

De uma forma ou de outra, vos digo isto: faltam menos de 24 horas para a realização do jogo e já não consigo pensar noutra coisa.

 

VIVA O BENFICA!

por Superman Torras às 22:12 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Quinta-feira, 26.11.09

Caneirismo e carneirismo.

Faz parte do folclore que antecede o grande clássico do futebol português discutir quem é que está melhor e quem é que está pior antes do começo do jogo. O Benfica leva 11 pontos de avanço ao 8º classificado, que por acaso é o Sporting, mas o Glorioso foi eliminado da Taça de Portugal. O Sporting, o 8º classificado, leva 11 pontos de atraso para os líderes do campeonato, sendo que um deles é o Benfica, e eliminou os Pescadores da Costa da Caparica da Taça de Portugal. Segundo o Caneira, o Sporting está melhor do que o Benfica, pois vem de uma vitória sobre os Pescadores da Costa da Caparica, enquanto o Benfica vem de uma derrota contra o Guimarães.

É muito interessante este optimismo do Caneira.

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Pedro Proença vai arbitrar o próximo jogo do Benfica contra o Sporting. A nomeação foi divulgada hoje, mas, segundo o próprio, a decisão de Vítor Pereira já estava tomada há uns meses. Certamente que Vítor Pereira tomou a decisão após aquele arremedo de árbitro com gel na guedelha ter demonstrado a sua supina competência no lance do penálti do Yebda sobre um gajo dos andrades, no Estádio do Ladrão, na época passada.

Vai recomeçar a palhaçada do costume com a comunicação social e a lagartagem rasteirita a dizerem que o Proença é sócio do Glorioso. Já o disse por várias vezes,:o benfiquismo de Pedro Proença é idêntico à sua isenção (veja-se o supracitado jogo ou aquele em Penafiel no ano do Trapattoni). Proença não é um árbitro isento e é um péssimo árbitro. Os árbitros portugueses dividem-se, na sua maioria, entre corruptos e incompetentes. Proença não faz parte da minoria que pode andar na rua de cabeça erguida. E no caso do Proença nem são precisos envelopes portadores de providencial aconselhamento familiar… basta escolher o observador certo. Neste caso, o observador é Natálio Silva e o quarto árbitro é o inqualificável Bardaxistra.

O Caneira tem razões para estar optimista.

 

por Pedro F. Ferreira às 16:06 | link do post | comentar | ver comentários (37)

Seja Bem Vindo, Professor!

O Glorioso anunciou que, finalmente, o Prof. José António Silva vai poder orientar a nossa equipa de Andebol.

 

Já não era sem tempo.  Seja bem vindo de volta, Professor!

 

O primeiro objectivo é de peso, e já na próxima 3ª feira, e não podia vir mais a calhar - eliminar os corruptos da Taça de Portugal.

 

Quanto ao palhaço que provocou esta situação, "que la siga chupando".  Espero que na 3ª feira tenha a resposta adequada.

 

por Artur Hermenegildo às 14:11 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quarta-feira, 25.11.09

Do Mercado e dos Mercadores

Está-se a aproximar Janeiro, com a consequente reabertura do mercado de jogadores (quem é que se teria lembrado desta aberração), e desde há algum tempo que vários jornalistas se transformam em verdadeiros mercadores na sua azáfama de todos os dias descobrirem jogadores do Benfica a vender e outrso que cá não estão para comprar.

 

É assim todos os anos.

 

O Benfica tem um excelente plantel e parece ter um grupo unido e focado nos objectivos.  Parece-me importante que assim se mantenha até ao final da época.

 

Acho que, a menos que aconteça uma oportunidade excepcional ou uma situação fora do nosso controlo, o plantel não deveria ser mexido em Janeiro.

 

E acho que a Direcção do Benfica devia vir a público dizer isso mesmo, numa manifestação de confiança na equipa e nos seus jogadores.

 

PS - saúdo o regresso ao plantel do Felipe Bastos, jovem jogador com muita qualidade, e que poderá ser um bom suplente do Javi Garcia, que bem precisa de descansar de vez em quando.

 

PS2 - Caro Jorge Jesus, será que o Shaffer é assim tão mau? Não será possível, com treino específico, corigir-lhe os defeitos para que a equipa possa aproveitar as qualidades?  Posso estar a ser injusto, mas começa a cheirar um bocado a teimosia sua...

por Artur Hermenegildo às 13:30 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Terça-feira, 24.11.09

Da têmpera dos adeptos

É importante – claro que é – analisar o jogo, tirar lições para o futuro e perceber as razões da derrota com o Guimarães. Entre as quais está uma que não tenho visto ser apontada com a devida proeminência: a falta de sorte. Não explica tudo (não é isso que estou a dizer) mas explica alguma coisa, como algumas decisões da arbitragem (um golo ilegal, ainda para mais quando é o único do desafio, claro que até é muito bem capaz de explicar é tudo).

Agora o que não percebo é do que é feita a espinha dorsal de toda esta gente que num dia acha a equipa do Benfica um conjunto de génios e no dia seguinte – após um jogo – a considera um conjunto de incompetentes sem atitude.
Imagino que se aquela bola do Keirrison no início do jogo tivesse entrado, ou se uma das múltiplas oportunidades que tivemos nos últimos minutos se tivessem concretizado e tivéssemos ido para prolongamento (e ganho, como aposto que ganharíamos), hoje estaríamos a debater a atitude guerreira da equipa, a perseverança e o acreditar até ao fim. Imagino que se aquela pobre amostra de árbitro tivesse anulado o golo ilegal do Guimarães, como devia ter feito (e como já foi amplamente demonstrado na comunicação social, inclusivamente por quem nunca pensei que o fizesse) e como nos têm feito sistematicamente a nós, e tivéssemos naturalmente chegado à vantagem, o que se estaria a discutir hoje seria a consistência da equipa nas várias provas, a qualidade do plantel, a superior sagacidade táctica do Jesus, a confiança que essa gente teria em ganhar tudo.
                                    
É engraçado, é muito engraçado, ver como as convicções de muita gente voam ao sabor do vento. Do mesmo vento que empurra uma bola cabeceada na sequência de um lance faltoso para dentro da nossa baliza. Agora critica-se a atitude e, de forma instantânea, os mesmos jogadores que eram um poço de virtudes até agora passaram a ser uns mimados irresponsáveis.
Não contem comigo para este circo: a minha coluna pode ter escolioses mas não se dobra para este tipo de acrobacias.
 
Toda a gente tem dias maus. Sim, ter um dia mau numa competição a eliminar pode significar o fim, e é objectivamente uma pena. Jogámos bem? Claramente, não teremos tido a qualidade dos últimos jogos, mas ainda assim o suficiente para merecer marcar. Nada disso me faz mudar de ideias em relação a um grupo que se tem comportado de forma exemplar e que tem mostrado uma atitude notável, pleno de jogadores que sentem de forma genuína o Benfica.
É preciso saber sofrer com dignidade, e como dizia ontem Jorge Jesus, ainda vamos ter de sofrer muito. É preciso determinação, confiança, estofo, capacidade de sofrimento: têmpera de campeão. Que nos é exigível a nós, sócios e adeptos, na mesma medida em que o exigimos a quem está dentro do campo.
 
Força Benfica, sempre!
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:09 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Domingo, 22.11.09

Taça

Aconteceu taça esta noite na Luz. Por mérito do Vitória, que soube sempre manter-se organizado na defesa e segurar a vantagem que conseguiu obter, e por (muito) demérito do Benfica, que jogou de forma desgarrada e desorganizada durante demasiado tempo, não sabendo encontrar inspiração ou soluções para romper a muralha defensiva adversária.

A primeira parte, em particular, foi demasiado fraca. Pelo meio era difícil construir jogo, devido à sobrelotação de jogadores do Vitória nessa zona, que quando não tinha a bola deslocava o lateral esquerdo para o centro, ficando na prática com três centrais, fechando o Desmarets esse lado. Para além disso, colocou três médios a fechar o meio, contando estes ainda com a ajuda do Assis (parece que os adversários já chegaram à conclusão que a melhor forma de atrapalhar o Benfica é mesmo acumular jogadores na zona frontal da sua área). Seria necessário, para contrariar isto, insistir bastante pelas laterais, mas o Amorim pouco apoiou o ataque na primeira parte, e do outro lado o Coentrão, apesar de ter vontade, não estava inspirado. E para complicar mais as coisas, o Aimar também não esteve nos seus dias. Quanto ao ataque, se o Saviola ia fazendo os possíveis para fugir às marcações, o Keirrison fez mais um jogo para esquecer, e esteve praticamente ausente do jogo, com a excepção de um remate. Se o panorama era sombrio, pior ficou quando, como tantas vezes acaba por acontecer em jogos destes, a equipa que está a jogar para não perder de súbito acaba por se apanhar em vantagem. Apesar do golo ter acontecido aos vinte e cinco minutos, era previsível que se o Benfica não alterasse a sua forma de jogar, as coisas acabariam mal. E a verdade é que pouco mudámos. Houve a troca de lados entre o Ramires e o Di María que, na minha opinião, só contribuiu para afunilar ainda mais o jogo, e não trouxe nenhuns resultados práticos, e até ao intervalo não me consigo recordar, à excepção de um livre do Aimar, de uma ocasião flagrante de golo por nós criada.

A segunda parte pareceu trazer um Vitória ainda mais defensivo, e um Benfica com alguma vontade de imprimir mais velocidade ao jogo, mas a falta de inspiração era evidente. Em termos territoriais e de posse de bola, o domínio do Benfica terá sido claríssimo (não sei quais foram os números, mas duvido que o Vitória tenha chegado aos 40% de posse de bola). Mas foi um domínio inconsequente, já que a baliza adversária raramente era ameaçada. Só nos quinze minutos finais, já com o Di María de regresso à esquerda, a saída do inconsequente Keirrison, e as entradas sobretudo do Weldon e do Felipe Menezes (teve uma entrada em jogo muito boa, e talvez teria sido útil se tivesse entrado antes), o Benfica começou a dar maior sensação de perigo. O Weldon veio dinamizar o nosso ataque, mas também é verdade que conseguiu falhar oportunidades claras, em particular um cabeceamento quase à boca da baliza, em que bastaria encostar a cabeça à bola. Julgo que não será exagero dizer que durante os quinze minutos finais conseguimos criar mais ocasiões de golo do que durante o resto da partida - e o Vitória terá sentido o perigo, já que teve que recorrer à simulação de lesões para queimar tempo, coisa que nem sequer tinha tido que fazer até então. Mas já era tarde para emendar os erros cometidos anteriormente, e faltou-nos acerto e calma na altura de finalizar, pelo que fomos penalizados com a derrota.

A desinspiração foi geral esta noite, e quando muito poderei escolher o Saviola como um daqueles que mais tentou remar contra a maré. Não fez um grande jogo, longe disso, mas nunca deixou de tentar desorganizar a defesa, estando sempre em movimento e desmarcando-se para receber bolas. Quanto ao pior, a escolha terá que ser obviamente o Keirrison. Mostra aqui e ali um ou outro pormenor, mas parece apático e completamente falho de confiança durante quase todo o jogo. O jogo do Benfica melhorou bastante após a sua saída.

Estamos fora da Taça, e se queremos queixar-nos de alguma coisa, julgo que teremos primeiro que olhar para nós próprios. Se é verdade que houve mérito na organização defensiva do nosso adversário, a verdade é que nos faltou quase sempre inspiração para resolver os problemas que nos foram apresentados - ao contrário do jogo com a Naval, em que conseguimos, de uma forma constante, ir criando oportunidades de golo ao longo de todo o jogo, e só por infelicidade e inspiração do guarda-redes é que foi necessário esperarmos quase até ao final para festejar. Hoje estivemos numa noite não, e infelizmente esta aconteceu num jogo da Taça, pelo que as consequências são irreparáveis. Agora, a melhor forma de levantarmos a cabeça é ganharmos no Alvalixo.

por D`Arcy às 23:29 | link do post | comentar | ver comentários (59)

Ensaio sobre a pequenez das existências relativas.

Não me canso de o dizer: o sportem não tem um valor absoluto, tem um valor relativo. Relativo ao Benfica, evidentemente. O sportem é um dos poucos clubes no mundo que não têm, intrinsecamente, valor, porque aquilo que ele é depende do Benfica. Aliás, a identidade do clube define-se relativamente ao Benfica desde a triste génese desta agremiação de queques. E este é o mais interessante atentado que pode haver à identidade de uma instituição: o não se definir por aquilo que é mas sim por aquilo que não é. Um lagarto não é um lagarto, é um anti-Benfica, estamos fartos de saber. E a verdadeira pequenez é esta: é não se saber o que se é, de tão cegamente se querer mostrar o que não se é. Mas o que é deveras curioso nesta pequenez dos lagartos nem é o não saberem quem são, é não quererem saber quem são (o que, muito honestamente, eu até percebo, e neste sentido até se justifica a não-identidade do sportem).

 

Vem isto a propósito da entrevista que o Paulo Bento deu, da qual destaco duas frases que falam por si:«E a verdade é que à luta desigual juntou-se uma depressão enorme nos sportinguistas pela pré-temporada do Benfica, agregada à nossa» e «Mas tenho a clara noção de uma coisa: se o campeão tivesse sido o Benfica e não o FC Porto, se calhar eu não tinha estado 4 anos e 4 meses em Alvalade».

 

Lamentável existência.

 

p.s. - há um cântico dos NN que me lembra sempre esta questão da identidade. Quando eles cantam "Quem nós somos?", eu respondo intimamente e sem a menor sombra de dúvida "Benfica". Eles, eu, nós somos Benfica, e todos sabemos bem o que é ser Benfica. É esta consciência plena de uma identidade que é absolutamente inacessível aos lagartos. Nunca eles poderão compreender tudo isto que vai cá dentro e por isso este texto é justamente um ensaio sobre a pequenez das existências relativas.

Sábado, 21.11.09

Uma excelente crónica de Ricardo Araújo Pereira

Não tenho o hábito de andar a copiar e publicar textos alheios, mesmo quando são textos geniais do grande benfiquista Ricardo Araújo Pereira.  Quebro hoje esse hábito (já o fizera uma outra vez), porque subscrevo integralmente estas suas ideias.

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A Selecção de quem Carlos Queiroz quiser

Por Ricardo Araújo Pereira

 

De que falamos quando falamos da Selecção Nacional? Curiosamente, falamos de Scolari. Os apreciadores de Scolari gostam de recordá-lo e os seus críticos não conseguem esquecê-lo. Pessoalmente, tenho acerca de Scolari uma opinião muito particular que é não ter opinião nenhuma. Nunca soube nem me interessei por saber se era bom ou mau treinador. Não dou assim tanta atenção à Selecção Nacional. De Scolari, sei apenas o que os números fazem a gentileza de indicar: que é o treinador mais bem sucedido de sempre da selecção portuguesa. Além de ter sido campeão nacional e sul-americano de clubes e campeão mundial de selecções. De Carlos Queiroz, sei que, como treinador principal de seniores, nunca foi campeão de coisa nenhuma. E, na minha opinião, nota-se. No entanto, os apoiantes de Queiroz falam como se ele tivesse o currículo de Scolari e Scolari tivesse os resultados de Queiroz. O próprio Queiroz fala como se, tendo conquistado o direito a ir ao Campeonato do Mundo, tivesse conquistado o Campeonato do Mundo. Apesar de tudo, há diferenças. Em princípio, a final do Campeonato do Mundo não será contra a Bósnia. Isso não impede Queiroz de se comportar como dono da Selecção. Esta já não é a Selecção de todos nós, é a Selecção de quem Carlos Queiroz quiser. A ida ao Campeonato do Mundo é para celebrar apenas com aqueles que sempre acreditaram. Os hereges que tiveram a desfaçatez de não acreditar que uma Selecção incapaz de ganhar a dez albaneses conseguiria ir ao Mundial, estão excluídos dos festejos. É bem feita. Quem ousa criticar a Selecção por bagatelas como um empate em casa contra uma Albânia desfalcada tem o que merece.

Os apoiantes de Queiroz, os únicos devidamente autorizados a festejar o apuramento da Selecção, estão, infelizmente, incapacitados de celebrar. A Selecção joga mal, pelo menos tão mal como eles diziam que jogava a de Scolari. A Selecção tem sorte, pelo menos tanta sorte como eles diziam que a de Scolari tinha. A vitória da Dinamarca sobre a Suécia e as três bolas no ferro contra a Bósnia parecem obra da Senhora do Caravaggio. A única diferença em relação à Selecção de Scolari é que, antigamente, conseguíamos a qualificação directa, e agora temos de ir ao play-off. Mas isso não chega para fazer com que os apoiantes de Queiroz deixem de sentir que estão, de facto, a festejar uma vitória à Scolari. Um deles disse que esta Selecção é tão mais fraca do que a de Scolari, que o apuramento foi um milagre. Juro: um milagre. Que conjugação de astros foi necessária então para que a Dinamarca, que não tem o melhor do mundo, nem jogadores do Real Madrid, Chelsea e Manchester United, se tivesse qualificado à nossa frente? Como se chama um milagre que é maior do que os milagres?

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por Pedro F. Ferreira às 16:25 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Sexta-feira, 20.11.09

Tamagnini Néné

Este Senhor (o "s" maiúsculo não é inocente) faz hoje 60 anos. E 41 deles são passados no Benfica. Os números são impressionantes: 575 jogos, 362 golos (média de 0,63 / jogo), 10 campeonatos, 6 Taças de Portugal e 2 Supertaças. É a mística em pessoa. Dos 362 golos, estes três foram certamente dos mais saborosos. Muitos parabéns, Néné!

 

 

P.S. - Apesar destes números, o Néné não era, como se sabe, consensual no 3º Anel. Por vezes, nós, benfiquistas, temos destas coisas. Prestamos mais atenção aos fait-divers como "não sujar os calções" do que aos golos marcados. Que este exemplo do Néné nos sirva de ensinamento para não sermos injustos com alguns dos actuais jogadores. Deixemos os "cabelos" de lado e concentremo-nos na sua importância no plantel. A mística também passa muito por aí.

por S.L.B. às 13:10 | link do post | comentar | ver comentários (42)
Quinta-feira, 19.11.09

Memorabilia

 

 

 

(com os meus agradecimentos ao João Mendanha DIas, meu amigo e grande Benfiquista, feliz proprietário desta preciosidade)

por Artur Hermenegildo às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Terça-feira, 17.11.09

2045 Ramires

Este é o "código postal" de uma agressão vergonhosa e cobarde que ficou impune.

 

Já mandei um mail de protesto à empresa 2045, e apelo a que façam o mesmo.

 

Os contactos:

 

geral@2045ca.pt

 

link para o mail de contacto: http://www.2045.pt/contactar.php  (foi o que eu usei)

 

Protestar só com os jornais e tv's não chega.  Há que exigir a estes senhores que identifiquem o agressor e disponibilizem as imagens das câmaras de segurança.

 

SE necessário, podereremos também protestar junto das empresas às quais a 2045 presta serviços.

por Artur Hermenegildo às 17:38 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Segunda-feira, 16.11.09

Os mistérios insondáveis da lagartagem

Mesmo não tendo nada a ver comigo, por vezes tento perceber porque é que as coisas acontecem. Qual é a razão para que “A” faça “B”. Desde ontem que, por mais voltas que dê à cabeça, não percebo como é que a lagartagem foi contratar o Carvalhal. Um treinador mediano que passou por equipas secundárias com pouco sucesso (excepção feita ao Leixões e Setúbal) e que foi despedido do Marítimo há três meses depois de... duas vitórias em 17 jogos! (Aliás, basta ver o que é que o Marítimo está a jogar agora com o Van Der Gaag, que conseguiu três vitórias em... quatro jogos!)

 

A única explicação que eu encontro é a seguinte: como o Domingos não está disponível, os lagartos foram contratar o outro treinador que conseguiu tirar pontos ao Benfica este ano. Não vejo outra hipótese! “Grande surpresa”, Bettencotonete?! Ah, pois foi! E bem divertida!

 

Mas a coisa ainda melhora: a vergonha é tanta que não vai haver conferência de imprensa de apresentação do técnico! Deve ser caso único no mundo. Há uma entrevista em vídeo no site oficial. E, para além disto, a inequívoca demonstração de confiança é fazer um contrato de... seis meses! Que fartote!

 

P.S. – Será que no dia 28 vamos ter, à semelhança da 1ª jornada, dois autocarros à frente da baliza e simulações de lesões de 10 em 10 minutos?!

por S.L.B. às 17:17 | link do post | comentar | ver comentários (37)

Agora é a doer?

O Record publica hoje uma notícia sobre o Benfica intitulada "Agora é a doer", em que o jornalista considera que o «período que se avizinha é o mais complicado da temporada até ao momento». Eu sei que isto não é coisa que se leia, mas não posso esquecer que há muita gente que a lê, à coisa, entenda-se, e que faz opinião a partir dela, e por isso não posso senão tecer uma observação acerca do título (e da notícia). 

 

A ideia de que o Benfica "ainda não fez nenhum jogo a sério" (os tolos dizem "à séria") tem sido usada para justificar as vitórias e sobretudo as goleadas. Há inclusivamente um comentadeiro, líder dos zero cego - que nome tão apropriado para quando ele fala de futebol -, que considerou as goleadas "acidentes" (para mim, é evidente que acidentes são as vitórias por 1-0). É neste sentido que, creio, se diz que "agora" é que vai ser difícil, porque até aqui foi coisa "de meninos", como diria o Sr. Jorge Jesus. Mas vejamos: não jogámos nós em casa do primeiro classificado, poderá haver jogo mais "a sério" que isso? Ah, claro que não, estupidez a minha - aquilo foi uma roubalheira perpetrada por um palhaço e por isso ninguém pode levar aquilo a sério. Peço desculpa, têm razão, nesse sentido o Benfica não fez ainda um jogo a sério. Nesse caso, vou estabelecer o seguinte critério para determinar o que é um jogo "a sério": um jogo "a sério" será um jogo contra uma equipa contra a qual os nossos adversários tenham tido dificuldades. Parece-me justo. Vejamos, então. O fcp empatou em casa com o belenenses, logo o jogo com o belenenses será um jogo "a sério", sobretudo se for em casa do belenenses. Muito bem, mas o Benfica goleou fora o belenenses. Com o sportem (nem sei se o hei-de considerar um "adversário") aconteceu exactamente o mesmo. O Braga, primeiro classificado, foi perder a Guimarães, o Benfica foi lá ganhar. Hum, parece-me que este critério também não serve. Deve haver um critério qualquer que me escapa que é sabiamente usado por mentes iluminadas e que, esse sim, serve para determinar um jogo "à séria" (e não "a sério", pelo que vejo).

 

Mas aceitando, por absurdo, que "agora é a doer", continuo sem perceber o sentido da notícia - vamos jogar para a Taça contra o guimarães, que tem menos 15 pontos que nós; vamos jogar para a Liga com o sportem, que tem menos 11 pontos que nós; vamos jogar contra a académica, que tem menos 18 pontos que nós; vamos jogar contra o olhanense, que tem menos 17 pontos que nós; vamos jogar contra o fcp, que tem menos 5 pontos que nós. Hum, quer-me parecer que não é à Liga Sagres que se estão a referir. Ah!, estão referir-se à Liga Europa e ao facto de nos faltar jogar contra duas equipas que apenas têm 1 vitória? Não? Então a que diabo se estão a referir quando dizem que "agora é a doer" e em que raio estão a pensar quando dizem que o Benfica "ainda não fez jogos a sério"?

 

Se agora é a doer, venham de lá esses adversários e com muito molho por cima.

Freak Show Forever

Vou ser muito honesto: ando para aqui há mais de uma hora a tentar escrever alguma coisa sobre isto, mas é impossível. Porra, o que é que se escreve sobre uma coisa destas? Quando uma pessoa pensa que já viu tudo, a vida surpreende-nos e enfia-nos isto pela cara adentro.

 

Tomem lá e não digam que nunca vos levei ao circo:

 

 

 

Dou uma semana para o Carvalhal andar de palito na boca a dançar o cancan enquanto faz solos de reco-reco.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:20 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Domingo, 15.11.09

A vitória de Portugal e a confiança dos bósnios.

Tento, tento e não consigo. Não consigo ficar indiferente à selecção portuguesa. Apesar de ser treinada por um pequeno treinador, pertencer a uma Federação presidida por um pequeno situacionista, estar descaracterizada e jogar um péssimo futebol, não consigo não torcer pela selecção. Isto não faz de mim mais ou melhor português do que os portugueses que não apoiam a selecção.

 

Ontem, lá fui à Luz para apoiar aquela malta. 60 mil espectadores mereciam mais do que aquele futebol envergonhadito de quem quer ganhar, mas tem medo de perder; de quem treme com o medo de arriscar; de quem anuncia ser candidato a campeão do mundo e se borra todo quando 2 bósnios fazem 3 passes seguidos junto à área lusitana. Todos os que lá fomos merecíamos mais do que um grupelho de futebolistas a espelhar o cinzentismo do treinador.

 

Portugal ganhou o jogo, os bósnios atiraram por 3 vezes a bola ao ferro da baliza portuguesa. Portugal ganhou o jogo e os adeptos bósnios festejaram… O jogo está no “intervalo”, Portugal ganha, mas a confiança está nos bósnios. Isto não são sinais dos tempos, são reflexos de uma campanha patética de uma selecção fragmentada, com um balneário dividido, com um Carlos Queiroz no banco e um Cristiano Ronaldo como capitão.

 

Ontem vi o jogo na vizinhança de Jorge Mendes e Cristiano Ronaldo. Foi interessante ver como Ronaldo sofre como um adepto normal. Sofre com o resultado que escasseia e com a exibição que não convence ninguém… nem o próprio Ronaldo. Tal como todos os que estávamos na Luz, ele percebeu a confiança dos adeptos bósnios na sua selecção. Tal como todos os que estávamos no estádio, na expressão e no comportamento dele estava presente o cepticismo dos portugueses. E no entanto Portugal ganhou.

por Pedro F. Ferreira às 17:32 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Sábado, 14.11.09

Portugal

Provável 11 inicial, a acreditar no site Mais Futebol:

 

Eduardo; Paulo Ferreira, Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Duda; Pepe, Deco e Raul Meireles; Nani, Liedson e Simão.

 

Não sei porquê, mas tenho a leve sensação de que hoje se vai começar a escrever o principio do fim de 2 coisas:

 

- a presença da selecção das quinas no Mundial da África do Sul (ficamo-nos pelo cheiro)

- a presença de Carlos Queirós(s) aos comandos da selecção portuguesa

 

Para bem de muitos portugueses que eu conheço e que vão estar atentos ao jogo, em detrimento do excitante Espanha vs Argentina, espero estar enganado.

 

 

por Superman Torras às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Quinta-feira, 12.11.09

Recordemos

Não tenho dúvidas que, se formos campeões, todos nos iremos lembrar deste momento como um dos mais marcantes na época.

 

 

P.S. - As minhas felicitações ao José Carlos Soares pelo não-lançamento da mesa ao ar aquando do golo. Se fosse eu, não poderia jurar que me contivesse, o que seria um pouco desagradável para quem estivesse no piso inferior...

por S.L.B. às 16:37 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quarta-feira, 11.11.09

Na 2ª feira abracei pela 1ª vez o benfiquista que tem o cativo ao lado do meu

Uma vez que não tenho tendências homossexuais ("not that there is anything wrong about that!"), peço que os jogadores do Benfica se abstenham de voltar a incorrer em semelhantes episódios lesa-coração, passíveis que são de me colocar a fazer figuras (ainda) menos consentâneas com um trintão que tem uma postura a todos os títulos irrepreensíveis, jogos do Benfica excluídos.

 

Brincadeiras à parte, foi de facto uma 2ª feira muito sofrida. Depois dos resultados do fim de semana, que pareceu ter sido feito à medida dos nossos interesses, seria muito mau se não conseguíssemos beneficiar dos desaires dos nossos rivais obtendo os 3 pontos contra uma das mais fracas equipas da Liga. Parece-me a mim, e esta opinião é muito pessoal porque como pude constatar no intervalo do jogo em conversa com alguns companheiros de blogue ela (a opinião) estava longe de ser consensual, que entramos em jogo a pensar que mais cedo ou mais tarde iríamos marcar o primeiro golo e que a este outros se seguiriam. Não contaríamos provavelmente com a estoica oposição do adversário bem como com um adversário dentro do adversário, o guarda-redes, que fez uma exibição a todos os títulos notável. Fez mesmo uma das melhores defesas que já vi um guarda-redes fazer, aquela na sequência de uma cabeçada de cima para baixo, como mandam as regras, do Javi Garcia.

 

Aceito que me digam que a exibição do guarda-redes e também algum azar (bola no poste de Saviola) acabam por explicar a falibilidade do meu argumento inicial, de que entramos com pouca intensidade no jogo, mas em minha defesa sempre recordo que a maior parte dos lances, senão a sua totalidade, surgiram na sequência de lances de bola parada. Longe de querer insinuar que os lances de bola parada não contam para as estatísticas ou que são merecedores de menores elogios para quem os aproveita, penso ser irrefutável que não são demonstrativos de dinâmica ofensiva, essa sim responsável pela criação de oportunidades de golo em lances de bola corrida.

 

Seja como for, os 3 pontos acabaram mesmo por vir parar ao nosso cesto e gostava de elogiar aquilo que é de elogiar, até porque fiquei convencido com a explicação que Jorge Jesus deu no final do jogo para explicar a tal falta de dinâmica: o facto de termos disputado 3 jogos, basicamente com os mesmos jogadores, em 8 dias. E o que quero eu elogiar? O sentimento que perspassa dos jogadores para o público e/ou vice-versa esta época. Às tantas parecemos um só, com o mesmo sentimento, levar o Benfica de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. Vi por exemplo um Ruben Amorim a colocar as mãos na cabeça e a ficar desesperado depois da enésima defesa do guarda-redes navalista, sofrendo como eu estava a sofrer, quase como que se de um adepto se tratasse (eu disse "quase"?!?); eu vi o mesmo Ruben Amorim abraçar Javi Garcia já após o apito final do árbitro e feitas que estavam as despedidas do público da mesma forma que eu o teria feito se tivesse o privilégio de estar no relvado; eu vi David Luiz realizar uma exibição PORTENTOSA (perdoem-me o grito), puxando pela equipa, empurrando um adversário que estava a atrasar a saída de campo, antecipando-se vezes sem conta aos avançados e saíndo de imediato para o ataque, puxando pelas bancadas quando tudo parecia perdido (ou empatado que viria quase a dar ao mesmo), sendo enfim mais uma extensão de mim próprio em pleno relvado da Luz; eu vi um espanhol acabado de chegar a Lisboa encarnar na perfeição o benfiquismo, de uma forma que francamente deve parecer inverosímel a todos aqueles que não têm o prazer de sangrarem pelo Benfica, tendo além do mais a necessária claridez de espírito para cometer 0 (zero) faltas durante os 90 minutos de forma a não correr o risco de ficar ausente do derby com o Sporting; eu vi enfim mais uma vez Jorge Jesus a ser tudo aquilo que eu sempre quis para dirigir tecnicamente o Benfica, fazendo-me corar de vergonha de pensar tudo aquilo que pensei aquando da sua contratação.

 

A minha luta pessoal, desgastante como há poucas, para evitar a subida dos meus níveis de confiança aos píncaros do 3º anel, continua e parece estar para durar. Muitos anos de desgostos fizeram com que ela assentasse arraiais no meu espírito como se de um inquilino daqueles com uma renda irrisória se tratasse. Mas não prometo nada se obtivermos o resultado que eu espero que obtenhamos no próximo jogo do campeonato!

 

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O post deveria acabar aqui. Num mundo perfeito terminaria. Mas como estamos todos cansados de saber este não é um mundo perfeito (a ausência de títulos do Benfica exemplifica-o na perfeição) e portanto terei de falar do acontecimento trágico de ontem, na sequência do qual perdi um dos meus ídolos futebolísticos da maneira mais estúpida que pode haver, o suícidio.

 

Robert Enke, foi este o meu nick na internet durante vários anos quando comentava futebol e com isto creio dizer tudo ou muita coisa sobre o que eu penso sobre o nº 1 que ontem pôs termo à vida. Não apenas por me rever na sua origem (alemão, vindo para o Benfica directamente do meu outro clube, Borrussia Moenchengladbach) mas também por me identificar bastante com a sua forma de ser bem como com a forma como também ele pareceu entender a sua mudança para o Benfica em primeiro lugar e para Portugal em consequência, aprendendo a língua de Camões em "2 tempos" e integrando-se no clube e na sociedade de uma forma que me pareceu ser bruscamente, demasiado(!), interrompida com a sua saída para Barcelona. Embora o Benfica vivesse então um dos seus momentos mais caóticos estou certo de que bastas vezes ele se arrependeu do trajecto profissional que empreendeu após a saída do clube, tanto assim é que ainda há poucos meses ele confessava o seu desejo de vir terminar a carreira no Benfica. São decisões que se tomam, tal como aquela que tomou ontem de dizer adeus a tudo e a todos, caminhando de encontro a um comboio. Terrível sensação esta de sentir dor pela morte de alguém que não se conhece pessoalmente, sendo portanto um sentimento dificilmente explicável a quem por ele nunca passou, mas nem por isso menos verdadeiro.

 

É apenas mais um ídolo meu que parte, partidas que se têm intensificado estúpidamente nos últimos anos (sinal do meu próprio envelhecimento?), neste caso agravado pelo facto de ser alguém mais jovem que eu.

 

Por tudo isto, aufiedersehen Robert, ich hoffe du bist jetz in frieden.

 

 

sinto-me:
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por Superman Torras às 19:48 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Épá! Acordei bem disposto e apetece-me escrever coisas parvas mas cheias de graça, porque a liberdade de expressão é um direito que me assiste!

Aqui o repórter Corto Maltese, mais conhecido pelo gajo que "muda de canal sempre que o Rui Moreira ou o outro Rui (que nem tem catgoria para que eu saiba o seu apelido) do Trio d'Ataque falam do Benfica", adianta em primeira mão que o Sporting acaba de revelar o nome do homem que vai substituir Paulo Bento no comando técnico da sua equipa de futebol.
É o Nobel da Literatura José Saramago e garante que, com ele, Jesus esta f*dido!

 

ps.

a/c do sr. órgão máximo deste blog:

Podia dizer f*dido não podia??? Lixado??? Tramado era melhor não era?

Épá! E agora?

Se eu escrevesse "É o Nobel da Literatura José Saramago e este garante que, vai causar enorme transtorno a Jesus!", isto não teria o mesmo impacto, pois não?

por Corto Maltese às 14:53 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Terça-feira, 10.11.09

Morreu o Enke.

Foi um dos nossos. Partiu demasiado cedo do Benfica. Partiu demasiado cedo da vida. [link] e [link]

por Pedro F. Ferreira às 20:43 | link do post | comentar | ver comentários (69)

A pouca vergonha

Aos cretinos (adjectivo que está na moda) do Jorge Coroado, Alexandre Albuquerque e Guilherme Aguiar deixo uma sugestão: usem calças ligeiramente mais largas porque é bastante inestético ver-vos a andar com um canto de um melão a sair-vos pelos entrefolhos.

 
Para se perceber o nível destas cavalgaduras, repare-se nesta pérola desse animal que dá pelo nome de Jorge Coroado naquela farsa do ‘Tribunal’ do pasquim 'O Jogo'.
À pergunta ‘86'  David Luiz cai na grande área numa disputa de bola. Seria grande penalidade?’, aquela besta responde isto:
‘Não havia lugar a qualquer infracção. A disputa foi própria para gente de barba rija e não contemplou quem tem trunfa comprida. David Luiz não suportou e caiu. ‘
 
Não encontro qualquer tipo de justificação para um director de um jornal permitir que vergonhas destas sejam publicadas. Não é admissível que se ofendam jogadores do Benfica todas as semanas, de forma ostensiva e ordinária, num jornal desportivo nacional, com a conivência dos responsáveis.
Não compro e nunca compraria este pedaço de papel higiénico, mas o facto de isto estar sequer impresso causa-me repulsa.
O que há a fazer é deixar este tipo de esterco definhar. Os benfiquistas que não compram este pedaço de lixo, que continuem sem comprar. Quem compra (e não percebo porquê) que use o seu direito à indignação e deixe de o fazer.
Além disso, esta gente tem de perceber que este tipo de coisas não podem sair impunes.
Usem este link, inundem a caixa com reclamações e exijam o fim da colaboração deste idiota chapado com o jornal. Já o despedimos da rádio uma vez, podemos fazê-lo outra vez.
 
 
Quanto ao cretino do Alexandre Albuquerque, também já todos lhe conhecemos a lagartice rastejante e a desonestidade intelectual galopante. Mas tudo tem um limite. Os comentários deste ordinário no resumo da RTP ontem ao jogo do Benfica são uma vergonha de difícil explicação numa televisão de dependência estatal. Este camelo desvirtua imagens, constrói realidades alternativas e vomita alarvidades inadmissíveis disfarçadas de piadas ridículas num órgão de informação como a RTP, que muitas vezes é a única fonte de informação para muita gente que não vê os jogos. Numa arbitragem sem qualquer tipo de casos, vir – com toda a certeza enlouquecido pelo actual momento que o seu ridículo clube do coração passa – de forma asquerosa, insinuar que o Lucílio Baptista marcou um sem número de faltas inexistentes à frente da área da Naval e que os jogadores do Benfica são, basicamente, fiteiros – além de perante imagens em que se vê o Saviola a ser pontapeado na cara na área da Naval, dizer que ‘o jogador do Benfica cai sem que haja justificação’ – é de uma desonestidade que puxa o vómito.
Manifestem a vossa indignação e inundem os emails da estação pública de televisão que é paga com os vossos impostos, através dos seguintes links:
 
 
 
 
É também nisto que a Grandeza do Benfica tem de se manifestar. Mostremos-lhes quem somos.
 
Quanto ao Guilherme Aguiar. Bom, é o Guilherme Aguiar, e não me consigo lembrar de nenhuma ofensa maior que isto.
 
Reservo-me o direito de pregar um valente pontapé nas trombas de qualquer um destes ordinários se os encontrar na rua. Quem me ofende enquanto Benfiquista não merece nada menos que isso.
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:53 | link do post | comentar | ver comentários (134)

Coração

Foi uma vitória arrancada a ferros. Foi preciso um enorme coração, muito sofrimento, e acreditar até ao fim. A merecidíssima recompensa que chegou no final, da cabeça do Javi García, reforça ainda mais (se possível for) a nossa crença em sermos campeões. Hoje todos, equipa e público (42.000 pessoas na Luz), sentiram o quão importante era esta vitória, e também por isso se justifica a forma como foi festejada. São jogos destes que fazem campeões.


A principal curiosidade para este jogo era ver quem ocuparia os lugares do lesionado Ramires e do castigado Cardozo. No caso do primeiro, foi o Rúben Amorim, e do segundo, a escolha caiu no Nuno Gomes. E confesso que mal soube desta escolha, torci o nariz, porque não me pareceu que fosse a escolha mais acertada para um jogo com o cariz que se adivinhava que este teria. E não foi preciso esperar muito tempo para vermos confirmadas as expectativas sobre como decorreria o jogo. Ou seja, teve sentido único, sempre para a baliza da Naval, já que os nossos adversários desta noite limitaram-se a defender durante praticamente todo o jogo, concentrando os seus onze jogadores nos últimos trinta metros do campo. E desde cedo foi possível ver que teríamos no guarda-redes da Naval uma adversário de respeito. O francês Peiser defendeu tudo aquilo que havia a defender, e levou os benfiquistas quase ao desespero. O Benfica na primeira parte, apesar do domínio total, não fez um futebol tão bonito como o habitual. A Naval dispôs-se bem tacticamente, e as investidas do Benfica, maioritariamente pelo centro e pela direita, esbarravam sempre num pé, numa perna, ou na cabeça de um jogador adversário. O Aimar estava quase sempre marcado em cima, e tinha pouco espaço e tempo para fazer o nosso jogo fluir da melhor maneira.

E depois notava-se, e bastante, a falta do Cardozo. Era necessária uma referência no ataque, e o Nuno Gomes não era capaz de ser esse jogador, já que optava por esconder-se do jogo, encostando-se ao último defesa à espera de uma oportunidade. O Cardozo é por vezes acusado de ser demasiado estático, mas julgo que foi evidente que o Nuno Gomes teve uma participação muito reduzida nas nossas jogadas de ataque, ao contrário das várias jogadas em que o Cardozo costuma aparecer a segurar a bola na frente e a soltá-la para os colegas, ou até mesmo em tabelas ao primeiro toque. Os primeiros momentos de maior perigo acabaram por surgir de bola parada, mas o guarda-redes da Naval estava lá para defender os livres do Di María e do Javi García. O Benfica nunca deixou de insistir - tendo em conta que a Naval quase nem conseguia ter a bola durante mais do que alguns segundos, era difícil que tal não sucedesse - mas o golo estava difícil de surgir. Já era difícil furar a muralha defensiva da Naval, mas quando tal acontecia ainda surgia o guarda-redes como uma última barreira quase intransponível. Após uma boa jogada do Di María, conseguimos uma rara ocasião em que Nuno Gomes ficou em boa posição para marcar, mas demorou algum tempo a rematar e foi desarmado. Já quase sobre o intervalo foi o Saviola, no sítio do costume (ao segundo poste) a acertar no ferro após um canto, e a aumentar a preocupação de que estivessemos perante um daqueles jogos em que a bola não entrava mesmo que lá ficássemos a noite toda.

Para a segunda parte, nada de novo. Apenas e só um sentido de jogo, a Naval encostada à sua baliza, e um Peiser inspirado mais alguma sorte a fazerem com que um cada vez mais injusto nulo se mantivesse no marcador. Logo a abrir, uma falhanço incrível do Nuno Gomes numa recarga a um remate do Javi dava o mote. Em relação à atitude da Naval, no entanto, parece-me que não era a sua intenção defender de forma tão pronunciada, até porque é quase suicídio deixar-se ser sufocado desta forma. Mas isto foi também resultado da pressão enorme que o Benfica e também, porque não dizê-lo, todo o Estádio da Luz exerceram sobre o adversário. Não é que eles não quisessem contra-atacar e tentar ter também posse de bola, pura e simplesmente não o conseguiram (a posse de bola do Benfica deve ter ficado próxima dos 70%). Depois, elogio o facto de a Naval não ter recorrido ao antijogo. Ao contrário do que tem sido habitual nos nossos adversários, não houve jogadores a simular lesões, houve dureza mas não violência, e não vi os nossos adversários em constantes provocações e quezílias com os nossos jogadores. A oposição que a Naval nos fez foi puramente em termos tácticos, e leal, já que lutou com as armas que tinha. Começa a ser uma raridade na nossa liga, e por isso julgo que merece ser mencionada.

O Benfica continuou a martelar sobre a muralha da Naval, mas os remates acabavam sempre por encontrar um obstáculo. O Di María, com um grande remate, fez a bola voltar a acertar nos ferros da baliza (ainda com a contibuição do guarda-redes, que toca na bola). Tentou-se de tudo, desta vez com maior predominância pela esquerda, onde o Di María, apesar de algo desastrado e mais individualista do que seria desejável, era um dos jogadores mais em foco. O nosso treinador lançou para dentro do campo os dois pontas-de-lança que tinha no banco, Keirrison e Weldon, mas o golo parecia, ainda e sempre, difícil de conseguir. Até que, a um minuto do final, o Di María sofre uma falta na esquerda do nosso ataque. Já vimos a nossa equipa marcar vários golos assim esta época, e por isso a Luz acreditou, e puxou ainda mais pela equipa (durante todo o tempo de jogo, apesar do empate persistir, apesar das coisas nem sempre sairem bem aos nossos jogadores, nunca se ouviram assobios, e o apoio à equipa foi constante - e esta tem sido uma das nossas grandes forças esta época). O Di María marcou o livre, e no centro da área surgiu o Javi García a cabecear exemplarmente e (finalmente!) de forma indefensável para o fundo da baliza. E se calhar, nenhum dos jogadores em campo merecia mais aquele golo. Foi a explosão na Luz, o libertar de toda a tensão acumulada perante aquilo que já parecia ser um golpe injusto do destino. O apito final selou uma vitória que, todos nós o sentimos, poderá ser importantíssima na caminhada para o título que desejamos.

O melhor em campo, também pelo golo, mas não apenas por isso, foi para mim o Javi 'É uma vergonha' García. Que grande jogo fez o espanhol, quer nas suas tarefas habituais de recuperação da bola e auxílio à defesa, mas também empurrando a equipa para a frente e colaborando no ataque sempre que possível, tendo arriscado o remate de longe em várias ocasiões. O Di María, apesar dos 'pecados' que lhe apontei anteriormente, foi sempre um jogador importante na dinamização do nosso ataque, nunca se escondendo do jogo e assumindo a responsabilidade de ter a bola e conduzir os ataques. Bom jogo também do David Luiz e do Coentrão a lateral, pela terceira vez consecutiva para a Liga.

Agora lá teremos que parar mais uma vez para dar lugar aos habituais dislates e disparates do Queirósz e companhia. Mas vamos para esta pausa com a tranquilidade de termos voltado a apanhar os líderes, e de termos aumentado para cinco os pontos que nos separam dos andrades. O jogo desta noite era um daqueles momentos decisivos, e a equipa mostrou ter garra, alma e coração para alcançar o sucesso. É um orgulho vermos a nossa equipa jogar assim, e com esta atitude. À Benfica.

por D`Arcy às 00:58 | link do post | comentar | ver comentários (38)

Uma honra

 

Javi García: «Foi uma honra marcar».

 

Caro Javi,

 

a honra, essa, é toda minha, de te ver no relvado - jogador feito, de águia ao peito e fogo no coração - semana após semana, e perceber que sempre foste do Benfica e não sabias.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:15 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Segunda-feira, 09.11.09

1-0

Este resultado também dá para ganhar.

E apesar do sofrimento, o mérito da vitória é tão indiscutível como daquelas em que conseguimos golear.

50.000

É o nosso momento. É a nossa hora. Se formos campeões, no final da época vai dizer-se que este foi um dos momentos marcantes. Temos a oportunidade (quiçá única em toda a temporada) de ganhar oito(!) pontos aos nossos mais directos rivais.

 

Só que vamos defrontar um adversário poderoso. Um adversário que sozinho consegue invalidar o esforço de 11 pessoas. Um adversário que, da única vez na vida que nos beneficiou, teve que ser o fiscal-de-linha a induzi-lo em erro. Um adversário que, para não ir mais longe, há dois anos nos tirou da Liga dos Campeões perto do final da época (recordam-se?).

 

O que é que nós, adeptos, podemos fazer para que esse adversário não influencie como habitualmente um jogo contra nós? Comparecer em massa no estádio. No mínimo, 50.000 numa 2ª feira à noite, para que o Sr. Lucílio Baptista nem sequer pense em voltar a fazer o que sempre fez durante toda a sua carreira quando nos encontrou. É absolutamente necessário que estes senhores sintam o peso do Inferno da Luz e, sim, se sintam intimidados por ele. Não para nos favorecerem, que nós não queremos vitórias e títulos com sabor a fruta, chocolatinhos e café com leite. Mas para serem isentos. Ao menos uma vez na vida. Para que quem seja campeão o possa ser com o que demonstra no relvado e só no relvado. É altura destes senhores aprenderem que nós só exigimos isto. A bem ou a mal.

 

E este post é para ti, benfiquista, que, podendo, não estavas a pensar em ir ao jogo por ser contra a Naval e a uma 2ª feira à noite. Na semana passada, um jogo equilibrado tornou-se desequilibrado por causa de factores externos. Os jogadores do Benfica merecem o teu apoio. E a tua voz é precisa para que o que se vê no vídeo acima não se volte a repetir. Com os resultados deste fim-de-semana, esta partida passou a representar muito. Só o saberemos no final da época, mas talvez até um campeonato…

 

P.S. - Verás que daqui a uns anos te vais sentir satisfeito por poderes contar aos teus netos que estiveste presente. Que ajudaste na vitória. No jogo em que começámos a ganhar um campeonato.

por S.L.B. às 02:36 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Domingo, 08.11.09

Um post apenas e só sobre os outros.

O presidente do Sporting chamou “terroristas”, “anormais” e “cretinos” a um grupo de sócios (que não definiu) do seu próprio clube.

Choramingou na conferência de imprensa em que anunciou que o treinador se demitiu.

Tirou o casaco e decidiu que ia aos fagotes de um sócio que o contestou.

Anunciou uma caça às bruxas dentro do seu clube.

Viu o seu treinador demissionário comunicar que um dos grandes problemas do Sporting é o complexo de inferioridade perante o Benfica.

Viu o seu treinador demissionário confirmar aquilo que ele, o Bettencourt, dissera acerca da depressão que os bons resultados do Benfica provocaram no Sporting.

Pelo meio, falou da “cagança” que está deficitária nos futebolistas do seu clube e ainda fez alusões ao facto de não se sentir “corno”.

Para finalizar, viu o seu clube levar com mais um empate e ser atirado, à décima jornada, para o oitavo lugar do campeonato.

Por mais que me esforce, e esforço, não consigo criar uma ficção em torno do sportém mais divertida do que a realidade daquela gente.

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No FC Porto a grande surpresa foi o facto de, contra todas as expectativas legítimas e fundadas na tradição, o Marítimo não lhes ter aberto as perninhas. De facto, e isto vos garanto, poucos esperariam tal coisa.

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Domingos Paciência teve sábias palavras quando, após uma derrota em Guimarães, latiu que “por vezes, um lance, uma decisão do árbitro, pode mudar todo um jogo.” Chegaram com uma semana de atraso, mas chegaram. Tal com aquelas em que ele, que enquanto jogador foi um dos maiores fiteiros das últimas décadas, condenou os futebolistas que simulam faltas. A continuar assim, ainda verei o Domingos condenar a corrupção no futebol português.

por Pedro F. Ferreira às 23:32 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sexta-feira, 06.11.09

Forever totó

Cheira-me que a seguir é o Sportem a pedir a demissão. É o que normalmente acontece quando o Cabeça de Cotonete diz que qualquer coisa é 'forever'.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:03 | link do post | comentar | ver comentários (60)
Quinta-feira, 05.11.09

Categórico

Após o 'soluço' em Braga, regresso à normalidade das vitórias, com uma exibição categórica, sobretudo na segunda parte. Face ao outro resultado do grupo, esta vitória deixou-nos à beirinha da qualificação, e só uma conjugação de resultados bastante improvável é que poderia colocar em causa a nossa passagem à próxima fase da competição. E foi tão bonito ouvir os adeptos benfiquistas em Goodison Park cantar 'E ninguém para o Benfica'.

 

Para além da já habitual troca de guarda-redes na Liga Europa, outras alterações, mais ou menos esperadas: Rúben Amorim no lugar do Maxi, David Luiz na esquerda, entrando o Sídnei para o centro da defesa, e subindo o Coentrão para o meio campo, para a saída da equipa do Aimar. Quanto ao Everton, pareceu que a goleada na Luz os fez ter mais cautelas, já que optaram por jogar com apenas um avançado, apoiado mais de perto pelo Fellaini, e colocaram mais um homem no meio campo, talvez com a intenção de evitar o jogo de passes rápidos do Benfica. A primeira parte pareceu-me ter sido geralmente mal jogada, e foi algo aborrecida de ver. A superioridade do Benfica nunca me pareceu estar em causa, mas houve demasiados passes falhados, e durante alguns períodos entrámos na onda do Everton, optando demasiado por passes longos. Esperava que fosse o Di María a opção para fazer de Aimar, mas a opção caiu preferencialmente sobre o Ramires, e geralmente sem resultados muito positivos, já que nos faltou capacidade para fazer posse de bola no meio campo adversário. Os nossos alas também estiveram discretos nesta fase, e esta primeira parte acabou por ter assim poucos motivos de interesse. Só a cerca de cinco minutos do intervalo houve um safanão na monotonia, quando o Coentrão arrancou um bom cruzamento da direita, e o Cardozo cabeceou a bola ao poste, para depois na recarga o Saviola obrigar o Howard a fazer uma boa defesa. Ainda antes do intervalo, uma preocupação com a lesão do Ramires, que foi substituído pelo Maxi.

 


A segunda parte foi muito diferente. O Benfica, inicialmente, pareceu estar a jogar num 4-4-2 linear, pois após a saída do Ramires o Maxi foi ocupar o seu lugar na direita da defesa, e o Rúben foi jogar praticamente ao lado do Javi. O Benfica começou a mostrar mais o seu jogo, a trocar muito melhor a bola junto à relva, e a pressionar mais alto. O Di María passou a estar muito mais em jogo, e nas saídas rápidas para o ataque a dar cabo do juízo aos jogadores do Everton. E na altura certa, o Jorge Jesus lançou Aimar para o jogo, para fazer girar o carrossel. Sinceramente, pelo que estava a ver, acho que mesmo sem o Aimar em campo o Benfica acabaria por chegar ao golo. Até porque momentos antes da entrada dele já o Di María, isolado exemplarmente pelo Cardozo, tinha conseguido não acertar na baliza. Mas após alguns momentos com o Aimar em campo, e já de regresso ao 4-1-3-2 habitual, o Benfica chegou ao golo. Após um contra-ataque conduzido pelo Di María, este combinou com o Saviola e, beneficiando de um ressalto, El Conejo fez, de pé esquerdo, o seu sexto quinto golo em seis jogos para a Liga Europa. Faltava então pouco menos de meia hora para o final do jogo, mas após aquele golo ficou-se com a sensação de que a vitória já não fugiria, porque o jogo parecia estar completamente sob controlo. A quinze minutos do final o Cardozo, beneficiando de novo ressalto, deu a machadada final no jogo, e até final os nossos jogadores quase que se limitaram a recrear-se com a bola, sendo o único sobressalto uma grande defesa do Júlio César a um remate à queima-roupa, evitando o golo de honra dos ingleses.



A equipa esteve bem num todo, e foi por ter funcionado bem como um todo que vencemos esta noite.  A defesa esteve bastante sólida, não se notando que o Sídnei estava ausente da equipa há tanto tempo, sendo também de destacar a exibição segura do Júlio César, mesmo sem ter tido muito trabalho. O Di María fez um bom jogo, que poderia ter sido muito melhor se não tem desperdiçado aquela ocasião flagrante, e o Saviola voltou a mostrar a sua classe. Mas devo mencionar também o grande jogo que o Javi García fez no meio campo defensivo, e ainda o Rúben Amorim, que foi um jogador de grande utilidade nas diversas funções que acabou por desempenhar ao longo de todo o jogo, tendo passado por três posições diferentes.

Aqueles que esperavam pelo descalabro da equipa após a jorgesousada de Braga vão ter que esperar mais um pouco. Este ano não só a equipa tem mostrado o futebol que sabemos, como tem demonstrado uma solidez mental muito grande, respondendo sempre da melhor forma a um mau resultado. Agora é prepararmo-nos para a visita à Luz de mais um antibenfiquista primário, de seu nome Inácio, na próxima segunda-feira.

por D`Arcy às 23:35 | link do post | comentar | ver comentários (39)

Pela Cidadania Benfiquista

 

No debate de ontem levantou-se uma questão que me parece pertinente e que merece aprofundamento.
Prende-se a dita questão com a responsabilidade de todos os Benfiquistas neste combate que levamos pela grandeza do nosso Clube e contra as forças e métodos não desportivos que ilicitamente nos pretendem travar.
Tenho visto aqui nos comentários muita justa indignação por causa dos incidentes de Braga e outros semelhantes ocorridos no passado. Essa indignação é bem vinda. Mas depois, muito “à portuguesa” no pior dos sentidos que a expressão pode ter, vejo atitudes do tipo “a Direcção devia fazer e acontecer…”, e “vocês aí na Tertúlia e no Benfica TV deviam e etc…”, e outras semelhantes.
É isto que eu não posso compreender nem aceitar. Todos nós, Benfiquistas, temos a responsabilidade de defender o nosso Clube no nosso dia a dia, e todos temos armas de intervenção. 
Penso que está na altura de lançar um grande Movimento de Cidadania Benfiquista, que nos leve a ganhar este difícil combate. E não falo de uma associação formal, com reuniões e dirigentes, que só serviria para burocratizar e paralizar. Falo de um Movimento espontâneo, que consiste na participação activa de cada um de nós na defesa do Benfica, com as armas que cada um tenha e o impacto que cada um consiga, por pequeno que seja.
É claro que os blogs e os comentários aos mesmos são uma arma poderosa que já está a ser usada e com sucesso. É claro que a Benfica TV é importantíssima e já se começam a ver resultados práticos da sua existência numa subtil mudança de orientação da chamada comunicação social, que já não está sozinha no terreno para poder perpetuar mentiras e falsidades.
Mas muito mais pode ser feito. Sempre que se detectem em jornais, rádio e tv, situações concretas e factuais de desigualdade de tratamento, omissão deliberada de informação ou distorção de factos com o intuito plausível ou evidente de prejudicar o Benfica, nós podemos e devemos agir. Podemos enviar mails, cartas, faxes a protestar. Podemos intervir telefonicamente em alguns programas. No caso da RTP e RDP, existem provedores do espectador/ouvinte – e já uma vez o usámos com sucesso, quando foi possível “correr” com coroado da RDP por via de uma “chuva” de mails enviada depois daquele inenarrável comentário sobre o Chalana.
Podemos todos ver o Benfica TV, mudando de operador de TV se for necessário, aumentando o seu nível de audiências e tornando-o assim cada vez mais forte . Podemos comprar o Jornal do Benfica, permitindo por esta via que este cresça e se possa tornar no jornal de todos os Benfiquistas, e quiçá a médio prazo tornar-se diário e rivalizar no mercado com os três pasquins actuais. Podemos insistir com os nossos familiares e amigos Benfiquistas para que façam o mesmo. Podemos enviar SMSs em massa sempre que surja uma situação como a de braga para levar os Benfiquistas à acção justa resultante da indignação. Podemos intervir em defesa do Benfica em redes sociais das quais façamos parte, como o Facebook, o Twitter.
É importante, para distinguir estas “acções de cidadania benfiquista” de uma mera gritaria, que sejamos tão factuais e concretos quanto possível. Não é só gritar “é uma vergonha”, é explicar o onde, o como, o quando, o quem, de forma a deixar a menor margem possível a contestações.
 Fica feito o apelo. Que cada um de nós interiorize que é membro activo do Benfica e inicie as acções relevantes com as quais possa contribuir para este Movimento de Cidadania Benfiquista. 
Parafraseando JFK, “Não perguntes o que o Benfica pode fazer por ti, mas sim o que tu podes fazer pelo Benfica”.
Por um Benfica Campeão.
 
 
por Artur Hermenegildo às 15:58 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Terça-feira, 03.11.09

Contas fáceis (que não vale a pena complicar)

Não me vou alongar muito, porque na verdade não se justifica. O Benfica está no caminho certo, tem uma massa crítica ímpar e uma panóplia de soluções e uma flexibilidade (veja-se os contratos com a Centralcer e Adidas, por exemplo) que apenas estão ao alcance de um clube com a sua grandeza (desde que gerido da melhor forma - como está a ser).

 
Apesar do habitual circo mediático, quanto às contas consolidadas da SAD (não as consolidadas do Grupo, repita-se ad aeternum), não há nada de novo face ao que se esperava e ao que já aqui escrevi. O que se verificou não é mais do que a consequência da estratégia de aposta na continuidade dos melhores jogadores e forte investimento no plantel, como já todos sabíamos. Já o escrevi diversas vezes: ‘Os resultados da SAD derivam de uma opção consciente do Benfica. Optou-se por manter os activos e não alienar direitos desportivos (e havia claramente essa possibilidade). Bastava ter vendido um jogador e neste momento a situação seria a oposta. Mas optou-se por manter a estrutura e investir adicionalmente na equipa, num quadro de controlo total das possibilidades de financiamento. Trata-se de uma situação absolutamente prevista pelo Benfica e que faz parte da estratégia delineada’. Estratégia essa que é ponderada, tomada em consciência e que se seguiu porque se pode seguir (isto é para quem pode, não é para quem quer).
 
Quanto aos capitais próprios negativos (vulgo falência técnica - que é isso mesmo: uma questão técnica), sabe-se exactamente a razão da sua existência (pesada herança de resultados transitados negativos da era pré-Vilarinho juntamente com os resultados negativos mais recentes e que resultam da opção estratégica tomada) e a forma como isso se ultrapassa. É uma questão conjuntural e transitória, ao invés da falência técnica da lagartagem, que é, como se sabe, estrutural e não tem solução aparente (são realidades absolutamente distintas, como qualquer pessoa informada sabe), ou da falência estrutural do modelo económico dos andrades, que é um sorvedouro de dinheiro para partes incertas (pedala, pedala, pedala e não sai do mesmo sítio), apesar das inesgotáveis ajudas de autarquias caridosas (que até lhe oferecem centros de estágio com rendas inferiores a apartamentos T1).
É uma questão – a dos capitais próprios - que não é preocupante (nunca é agradável, mas é clara a razão da sua existência e a forma como vai ser resolvida) e que será ultrapassada, por um lado, através do aumento de capital da SAD por força da entrada em espécie das acções detidas na Benfica Estádio e posterior fusão, e por outro, através da melhoria dos resultados como resultado do encaixe resultante do fundo de investimento (cujo efeito apenas será visível no próximo exercício), do acréscimo de receitas a título geral e da eventual alienação de um ou dois jogadores por valores consideráveis, no âmbito do estratégia desportiva e financeira. Nessa medida (plantel), o activo do Grupo Benfica é inigualável. Nas outras medidas – o património corpóreo que hoje possui e o património humano que é esta infinita massa Benfiquista – também.
 
Depois de uma fase de investimento em infra-estruturas e de esforço de dotação do clube de condições ao nível do melhor que existe a nível mundial (acredite-se) - num quadro de passivo remunerado controlado, com o complexo do Estádio praticamente pago e com um Centro de Estágio que se pagou a si próprio, sem qualquer tipo de favores - é agora hora de rentabilizar tudo isto. Nenhum outro clube tem o património, as condições e o potencial que o Benfica actualmente tem, e é por isso que nos tentam – desesperada e desavergonhadamente – travar.
O motor económico foi posto a trabalhar. Agora é esperar pelos frutos (e lutar contra a canalha que vicia a actividade do futebol neste país e contra os invejosos que se aliam a estes por despeito).
 
O Relatório de Gestão do Relatório e Contas é particularmente claro e suficientemente elucidativo. Penso que a sua leitura, juntamente com os esclarecimentos prestados pelos responsáveis nos últimos tempos, permite tirar quaisquer dúvidas que se apresentem sobre o caminho que se está a percorrer e as soluções que se apresentam.
 
Adiante. Preocupem-se com o lodo que inunda o futebol português, que com isto não vale a pena.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (34)

Limpo como a pia da água-benta.

Aquele roncolhito converso, aquele pequeno Salvador, presidente do Braga, não passa de um marranito (no verdadeiro sentido do termo) catequizado e convertido à metodologia trauliteira de Pinto da Costa. No entanto, esqueceu-se de que não é por enfeitar os cornos com azevinho que um caracol chifroso se transforma em árvore de natal. E, como mau aprendiz, ordenou à capangada que fizesse as coisas às claras. O pequenote (no verdadeiro sentido do termo) esqueceu-se de açaimar a bicharada e estes deram barraca em público, à vista de todos, para que todos vissem.

É uma pena, pois de onde se esperava um sucessor à altura do dono dos andraes saiu um bastardinho. Cumpridor, é verdade, mas bastardinho.

 

por Anátema Device às 18:08 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Segunda-feira, 02.11.09

Os lacaios

Muito honestamente, os adeptos do Braga deviam-se sentir insultados por um conjunto de bandalhos dirigentes andar a reduzir o seu clube a uma espécie de capanga institucional para trabalhos imundos do clube liderado por gente que recebe árbitros em casa.

 
Enquanto o Sporting de Braga se abrutalha e viola a sua identidade, construindo imitações velhacas do túnel das Antas e um ambiente de intimidação e provocação reminiscente da era do Guarda Abel e do Carlos Calheiros – tudo sob o olhar conivente das autoridades desta pobre imitação de país - o clube dos andrades passeia despreocupadamente pelas jornadas da Liga sem se desgastar com o trabalho sujo que outrora lhe gastava tempo e o fazia correr riscos (que resultaram em chatices – e apenas isso – como o Apito Dourado).
Depois das provocações dos fantoches do Salvador e do Paciência, das emboscadas e agressões no túnel, das expulsões arranjadas, dos golos anulados e do trabalho encomendado (por entre, segundo consta, visitas domiciliárias de gente com particular apetência por desfazer estações de serviço) àquela coisa abjecta que dá pelo nome de Jorge Sousa, só faltava mesmo outro palhaço da cúpula dirigente vir esfregar o nome do Sporting de Braga pela lama, juntando-se ao número de circo de ursos amestrados enquanto equilibra queixas-crime a dirigentes do Benfica no nariz (ou, neste caso, no focinho).
 
É trabalho sujo feito por gente suja. Que não há água que lave.
Com um bocado de sorte, pode haver água que um dia os afogue.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:27 | link do post | comentar | ver comentários (68)

Confiança II

Peço desculpa ao D'Arcy por sem a autorização dele fazer um "sequel" do seu post (pelo menos em título), mas CONFIANÇA é mesmo a mensagem que quero fazer passar.  Perdemos um jogo, nada está perdido.

 

Dito isto, algumas notas soltas.

 

1 - É evidente que há uma concertação de esforços vários, fora do campo, para parar o Benfica.  Já aqui e no debate televisivo se falou dos prémios extra às equipas que tirem pontos ao Benfica.  Para além disso, parece haver um padrão de comportamento dos nossos adversários que consiste em provocações a jogadores e elementos do Benfica ao intervalo, junto e dentro dos famigerados túneis, com o objectivo óbvio de provocar reacções que levem a expulsões, processos, etc.  Em braga até foram bem sucedidos.

 

2 - As imagens televisivas mostram claramente Cardozo a ser agredido na molhada que se fez à entrada do túnel.  Pelos vistos, a confusão continuou dentro do túnel, inclusive com a participação de "gorilas" da 2045, mas o resultado "salomónico" foi expulsão de Cardozo e de Leone.  No entanto, os restantes agressores, nomeadamente Nei, ficaram impunes.

 

3 - A dualidade de critérios na amostragem de amarelos foi evidente.  Exemplo mais flagrante, a falta do João Pereira sobre o DI Maria na segunda parte, à entrada da área, no mínimo semelhante à que deu o amarelo ao Fábio logo no início do jogo.  Mas aqui o amarelo, que seria o segundo, ficou no bolso do árbitro.

 

4 - Do golo anulado já se falou o suficiente.  Mais palavras para quê?

 

5 - Houve uma inusitada quantidade de mãos de jogadores do braga em jogadas perigosas, culminando com uma bem dentro da área.  Julgamento do árbitro em todos estes lances?  Tudo casual.

 

6 - Não sei se perdemos por culpa do árbitro ou não.  Houve muita culpa própria neste resultado.  Mas como todos sabemos jogos equilibrados decidem-se frequentemente por pormenores, e mesmo um só erro de arbitragem pode ser decisivo.  Ninguém pode negar que se o nosso golo fosse validado a história do jogo seria diferente.

 

7 - Não me parece que o braga tenha capacidade para ser campeão apenas à custa da sua qualidade - que aliás é elevada.  O Benfica é claramente superior.  Mas com as ajudas da arbitragem que têm acontecido, é um facto que podem ser campeões.  Já vimos isso com o boavista, há uns anos. 

 

8 - É fundamental que a nossa Equipa dê resposta adequada já na 5ª feira em Liverpool, e depois na 2ª contra a Naval.

 

9 - Temos de permanecer atentos a tudo o que neste futebol português se "joga" fora do campo.  Sem entrar em histeria, mas denunciando com firmeza todas as situações que nos prejudicam, apresentando factos e argumentos.  Tem de ser possível, seguramente, encontrar na comunicação social aliados para este combate.

 

Repito: a derrota custou muito, mas a minha CONFIANÇA ficou inabalada.

 

BENFICA CAMPEÃO!

por Artur Hermenegildo às 11:45 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Domingo, 01.11.09

Confiança

Peço desde já desculpa por não fazer uma crónica detalhada. Mas acabei de chegar de Braga, e sinto-me exausto, tanto física como mentalmente. A vontade e inspiração para escrever não pode, portanto, ser muita. Sinto que me falta também objectividade, porque não consegui estar sentado a ver o jogo com a atenção devida. Fui apenas mais um benfiquista na bancada, a sofrer pelo meu clube, e sem grande capacidade para estar a prestar muita atenção aos detalhes do jogo.

Perdemos pela primeira vez esta época numa competição interna. Alguma vez haveria de acontecer, e perante dois adversários fortes, a noite de hoje era uma ocasião propícia para que tal acontecesse. Um grande benfiquista uma vez disse-nos para prestarmos atenção à forma como as coisas se passavam no futebol português, e como quando a nossa equipa estava a crescer, em momentos em que poderíamos dar passos importantes e decisivos, se ergueriam sempre barreiras para nos bloquear. Hoje comprovei mais uma vez que é assim que as coisas se passam.

O Benfica entrou mal no jogo de hoje - ou poderíamos dizer que foi o Braga que entrou bem, mas a mim só me interessa o Benfica e estou-me nas tintas para as outras equipas, cuja existência ou acções são apenas olhadas de forma relativa ao Benfica. O resultado dessa má entrada foi sofrermos um golo logo aos sete minutos de jogo, resultando de um livre muito lateral sobre a linha de área. Não quero estar a apontar culpas, nem a discutir este tipo de coisas numa altura em que o mais importante é a união. Digo apenas que não gostei da forma como sofremos este golo, que me pareceu poder ser perfeitamente evitável em circunstâncias normais. A reacção da equipa ao golo foi boa. Imediatamente o Benfica carregou sobre o adversário, e entrou num período em que desenvolvemos diversas jogadas de ataque perigosas, e rematámos à baliza adversária. Numa dessas jogadas, e após uma saída idiota do Eduardo da baliza - algo que repetiu em praticamente todas as saídas a cruzamentos que efectuou durante o encontro - chegámos ao golo do empate, com alguém (lamento, mas no estádio não me consegui aperceber de quem foi)
a cabecear para a baliza vazia, mas o cabraozinho (peço desculpa pelo termo, mas neste momento isto é o mais correcto que consigo ser) do Jorge Sousa, solícito, anulou o golo por algo que ninguém no estádio pareceu conseguir ver. Este tipo só precisa que lhe seja dada uma oportunidade para nos lixar. E nós demo-la, tendo ele aproveitado para a agarrar com unhas e dentes. Não foi só por aí que a coisa correu mal. Podemos queixar-nos de nós próprios, sobretudo de alguma precipitação no ataque. Houve muitos passes finais que não saíram, ou saíram sem qualidade, o que nos levou a desperdiçar situações de potencial muito perigo. O Braga foi fazendo pela vida, defendeu como podia e sabia, e sobreviveu até ao intervalo.

À saída para o intervalo houve confusão à entrada do túnel - mais uma vez, neste jogo, vi os adversários cheios de vontade de provocar e causar picardias com os nossos jogadores (pareceu-me que tudo terá tido início numa situação em que, segundos antes, os jogadores do banco do Braga andaram a esconder a bola do Di María, que a queria para efectuar um lançamento rápido) - e no regresso descobri que o Sr.Sousa tinha mais uma vez demonstrado o seu excelente sentido de oportunidade, e excluído do jogo o melhor marcador do campeonato. Também houve alguém do Braga expulso, e com 10 de cada lado o Benfica voltou a entrar forte, encostando o Braga à sua área durante largos minutos. Mas mais uma vez, houve precipitação na finalização, e falta de qualidade no último passe. Por volta dos 70 minutos de jogo pareceu-me notório que a nossa equipa perdeu gás, e o Braga aproveitou então para se libertar da pressão e subir no terreno, vindo a marcar o segundo golo, que sentenciou o jogo, aos 77 minutos, isto num lance em que me pareceu haver demasiada passividade do lado esquerdo da nossa defesa e falta de decisão para simplesmente aliviar a bola daquela zona. Nos minutos que decorreram até final, o Braga aproveitou para controlar o jogo bem longe da sua área, e se calhar convencer-se que até tinha jogado muito bem.

O Cardozo fez uma primeira parte péssima, e para piorar foi expulso ao intervalo. A aposta no Coentrão não me pareceu bem sucedida hoje. O Saviola foi dos mais esclarecidos na primeira parte, mas foi baixando de rendimento ao longo de todo o jogo, chegando a níveis fracos na segunda parte. O Aimar esteve mal precisamente no já referido último passe. O Keirrison continua a parecer-me um corpo estranho à equipa, aparentando muita falta de confiança para rematar. O Di María e o Maxi pareceram-me dos mais empreendedores, mas tal como toda a equipa foram perdendo esclarecimento à medida que o jogo caminhava para o final.

Quando o jogo terminou, a equipa foi aplaudida por todos os adeptos presentes, e despedimo-nos dela com gritos de 'Benfica! Benfica!'. Esta derrota em nada abala a minha confiança e determinação. Perdemos um jogo. Mas vamos ser campeões.

por D`Arcy às 04:42 | link do post | comentar | ver comentários (74)

Lamento...

... ter que escrever isto, mas o que será preciso para esta pouca vergonha acabar? Num jogo equilibrado, um golo anulado e um penalty por marcar (braço descarado do defesa-esquerdo do Braga na 2ª parte) É ÓBVIO que fazem TODA a diferença. É pena, mas parece que é preciso acontecer uma tragédia para que as coisas mudem. A justiça não funciona e a impunidade é total. Estou MESMO, MESMO farto disto!

 

Pensem lá todos um bocadinho comigo: era exequível que o Benfica ficasse cinco pontos à frente do CRAC logo à 9ª jornada? Cambada de anjinhos que nós somos...

 

(Com certeza que falhámos muitos golos, que a movimentação do Quim no 1º golo é péssima e que alguns jogadores não estiveram ao nível que nos habituaram, mas volto a repetir, num jogo equilibrado é mais fácil um árbitro desequilibrar. Para além do golo e do penalty, aproveita-se uma molhada colectiva no túnel para expulsar o melhor marcador do campeonato ao intervalo. Levará certamente mais do que um jogo o que o impedirá também de ir a Alvalade. Acham que isto é tudo inocente?! Quanto mais tempo as coisas ficarão como estão?! É triste, mas é a m**** de país que temos.)

por S.L.B. às 00:08 | link do post | comentar | ver comentários (40)

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