VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 31.12.09

Benfica: o melhor e o pior de 2009

[opinião pessoal]

 

- Figura do ano: Jorge Jesus.

Luís Filipe Vieira tem, nos últimos anos, sabido rodear-se, no que respeita ao futebol, das pessoas certas nos lugares certos. Depois de Rui Costa como Director Desportivo, a vinda de Jorge Jesus tem-se mostrado acertadíssima. Jorge Jesus tem demonstrado ser o treinador de que o Benfica necessita para regressar à sua real dimensão. Profundo conhecedor de futebol, e também do futebol português, Jorge Jesus colocou o Benfica a jogar um futebol exclamativo e está a conseguir, de forma célere e competente, apresentar a equipa num plano competitivo capaz de pôr em sentido os meandros de um polvo que tem arredado a verdade desportiva do campeonato português.

 

- Futebolista do ano: Ruben Amorim.

O Ruben não é o melhor, longe disso. Não é uma vedeta, longe disso. Mas tem aquilo que muito aprecio e que é essencial num plantel do Benfica: a garra, a determinação, o querer e o benfiquismo que fazem dele um de nós (adeptos)… com a diferença de que ele tem a supina honra de nos representar dentro do campo.

 

 

- Desilusão do ano: Balboa.

Pensei em Keirrison, mas Balboa acaba por lhe levar a palma. Quem viu a velocidade, técnica, poder de aceleração e fantasia que colocava em campo só podia esperar excelência e qualidade… o que se viu foi um futebolista tolhido, acabrunhado e sem conseguir lidar com a responsabilidade de jogar no Glorioso.

 

- Figurinha do ano: Bruno Carvalho pariu uma candidatura ao nível do candidato. Demasiado rasteiro para quem se julga a voar como as águias.

 

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Um bom ano de 2010 para todos os nossos leitores.

por Pedro F. Ferreira às 15:42 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Segunda-feira, 28.12.09

Confiança.

Parece que vem aí o Kardec e o Airton. Não sei quem são, não lhes conheço os defeitos, as virtudes e as potencialidades. Nem me preocupo. E é muito agradável sentir que esta despreocupação não se deve a nenhum desinteresse pelas contratações, mas sim a uma total confiança em Rui Costa e Jorge Jesus.

E é em momentos como este que recordo uma das maiores lições que levei sobre futebol: o momento em que o actual Director Desportivo do nosso Benfica me (nos) ensinou como se constrói um plantel…

Eu confio.

por Pedro F. Ferreira às 10:52 | link do post | comentar | ver comentários (81)
Quinta-feira, 24.12.09

Feliz Natal

Aqui ficam os votos de um feliz Natal para todos os nossos leitores. Saibamos viver o Verbo encarnado.

por Pedro F. Ferreira às 09:26 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Quarta-feira, 23.12.09

O fcp e a violência como cultura

Escaldados com o caldinho montado em Braga e em Olhão, os futebolistas do Benfica tiveram o cuidado de recolher aos balneários desencontrados com os futebolistas do clube dos andrades.

Antes do abandono do campo houve várias trocas de “bocas”, o que é habitual entre futebolistas de clubes rivais depois de um jogo intenso. Após a recolha aos balneários, e levados por uma genética cultura de violência gratuita, um grupo de futebolistas do clube regional tentou, de forma abusiva, entrar na zona dos balneários destinada ao Benfica. Os seguranças presentes no local tentaram evitar esta aberrante e injustificada invasão. De cabeça perdida, alguns futebolistas andrades agrediram a soco e pontapé os seguranças presentes. De entre os futebolistas, Hulk e Sapunaru estavam completamente descontrolados. Como resultado, um dos seguranças foi barbaramente agredido e teve de ser assistido, com urgência, tendo sido suturado com oito pontos na cabeça. Estes ferimentos surgiram na sequência de uma agressão a soco e do arremesso de uma chuteira.

Muita gente testemunhou mais um acto de violência gratuita de atletas de um clube que está pejado de gente que vive numa impunidade indecente.

Houve membros da equipa de arbitragem que assistiram a tudo e, perante a visibilidade e gravidade dos acontecimentos, se sentiram na obrigação de agir. Daqui resultaram duas expulsões, a de Sapunaru e a de Hulk.

As imagens captadas pelas câmaras de vigilância são, segundo sei, esclarecedoras. Espero que sejam esclarecedoras para os órgãos disciplinares da Liga e, também, para o Ministério Público.

Não permitamos que isto caia no esquecimento ou que se branqueie a realidade. O que está em causa é a alínea f) do artigo 115.º, Secção IV, do Regulamento Disciplinar da Liga. Espero que os relatórios do delegado e do árbitro não sofram, como aconteceu num passado recente, nenhum “ajuste” para amenizar a “coisa”.

por Anátema Device às 08:08 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Terça-feira, 22.12.09

O "mercado" de Inverno

Para mim, são "contratações" como esta que o Benfica realmente precisa.

A liderança da Liga

No meu (e não só) entender, o Benfica é o actual líder do campeonato. 

 

Usar, como o faz a comunicação social poruguesa, como primeiro critério de desempate o resultado do confronto directo quando ainda só se disputou um de dois jogos é abusivo.

 

O único critério que faz sentido é o da diferença de golos, e aí a nossa superioridade é inquestionável.

 

No Eurosport, por exemplo, sempre que estivemos empatados em pontos com o braga era considerado que o primeiro lugar era nosso.

 

Eu sei que é um pormenor, que o que interessa é no final, mas é mais um pormenor na campanha anti-Benfica, esta de inisistirem que o líder é o braga.

 

 

por Artur Hermenegildo às 13:28 | link do post | comentar | ver comentários (18)

A “estrutura do futebol”

Quando os resultados não aparecem, há uma corrente de opinião que imediatamente brame as lacunas estruturais. É a estrutura do futebol que não sabe responder. É a estrutura do futebol que é reactiva e não pró-activa. É a estrutura do futebol que não sabe proteger. É a estrutura do futebol que não sabe meter uma mordaça na bocarra dos jornalistas que anunciam, num delírio interessante, a vinda do Luca Toni (e quem diz Luca Toni também pode dizer o Zé Passarinho ou Homem Aranha). É a estrutura do futebol que dá explicações em demasia. É a estrutura do futebol que devia repetir à quinta-feira a explicação que deu na terça-feira, mas que foi ignorada pelos órgãos de comunicação à quarta-feira e, logo, provocará o histerismo na sexta-feira…

 

Depois, há os que apresentam como exemplo as estruturas modelo. E de entre as estruturas, há uma ou duas que são recorrentemente apresentadas. Uma é a do homem especialista em blindar balneários (balneários, portas de autocarro e contas bancárias próprias); a outra é estrutura do FC Porto, especialista na entrega de envelopes, colocação dos desempregados da Torre das Antas como observadores ou delegados da Liga e ainda entregas domiciliárias de quinhentinhos e viagens aos Amorins da vida.

 

Há, ainda, uma estrutura que peca por não copiar os métodos e as práticas das supracitadas. Uma estrutura liderada pelo Rui Costa. Uma estrutura que, na cabeça de uns quantos iluminados, só tinha a aprender com os sapientíssimos conselhos de todos aqueles que debitam doutrina sem nunca terem pisado um balneário. Essa estrutura manca, lacunar e condenada é aquela em que eu acredito. Essa estrutura permite-nos olhar olhos nos olhos e de cabeça erguida todos os adversários, pois nada temos a esconder, nada temos a temer e o que conquistarmos será de forma lícita.

 

Por último, resta recordar um pequeno pormenor que tem passado despercebido a todos os especialistas de estruturas: desde que Rui Costa é o Director Desportivo, nunca o nosso Benfica perdeu contra o modelo estrutural 'exemplar' do FC Porto. Deve ser porque tem muito a aprender com os métodos deles e de outros que andam por aí.

por Pedro F. Ferreira às 11:09 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Segunda-feira, 21.12.09

O pós-coito futebolístico (com a inevitável cigarrada final)

Já comecei enésimos posts a sublinhar a minha inteligência mediana e a minha sagacidade qb no que à análise de futebol diz respeito. E aliás, se quisermos (e queremos), ser totalmente sérios (repare-se como me pus a falar na primeira pessoa do plural sem qualquer razão aparente), devemos alargar essa introspecção aos demais assuntos aos quais dedico a parte do tempo que me resta, isto é, a infíma parte que o Benfica não toma.

 

Feito este esclarecimento e devido aos factos acima enunciados não posso (nem quero!!!) deixar de puxar para o meu lado o mérito que me assiste depois de ter visto o Benfica vencer ontem o fcp com as armas que eu tinha considerado fundamentais para que a vitória não nos escapasse: Agressividade positiva e capacidade de decisão no último terço do terreno. Não precisamos de muitas oportunidades para marcar o único golo da partida e quanto à agressividade, Javi demonstrou à saciedade o que eu queria dizer quando estavam decorridos pouco mais de 2 minutos de jogo.

 

Acredito piamente que nós, o público, fomos de facto determinantes naquela 1ª parte, como factor motivador/intimidatório consoante a camisola que cada jogador tinha a sorte/azar de envergar. Se não acreditam, vejam com os vossos próprios olhos.

 

Deixem-me acreditar que os jogadores saberão imitar o seu desempenho daqui em diante, mesmo se por algum motivo tiverem de encarar uma plateia que não lhes seja favorável. E que nesses escassos jogos saibam que apesar de distantes fisicamente têm milhões de adeptos (literalmente) a gritar por eles. Independentemente de saberem que os jogadores não os podem ouvir, servindo apenas (como se fosse pouco) como demonstração do amor que nutrem pelo clube.

 

Cigarrada final: se aquela bola do Luis Filipe tem entrado, ter-me-ia levantado do meu lugar e perguntado em voz bem alta onde é que estava exactamente a porta pela qual deveria passar para entrar na 6ª dimensão.

 

Nota do Editor: a menção final deve ser lida em sentido figurado não devendo os mais jovens optar pelo sempre nocivo uso do tabaco por mais visual que seja o exemplo que este escriba utilizou para reforçar o prazer que o mesmo proporciona após uma sodomização como a que ocorreu ontem entre as 20h15 e as 22h (horas aproximadas).

 

Nota do Editor à Nota do Editor: a primeira nota do Editor não deve de forma alguma ser descontextualizada, sendo na generalidade a sodomização, quando não aceite pelo sodomizado, uma prática a todos os títulos reprovável. Como a sodomização aqui referida  teve na figura de sodomizado o clube fcp, esta além de socialmente aceite deve ser encarada por todos os bons chefes de família como uma óptima oportunidade de praticarem o chamado dever educacional e de chamarem os seus jovens petizes para uma conversa que começará necessariamente pelo habitual "Sabes filho, os pássaros e as abelhas..."

 

por Superman Torras às 20:59 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Equipa

Tendo em conta que já ando por aqui na blogosfera a escrever umas coisas sobre os jogos do nosso Benfica há cinco anos (tudo começou numa fria noite de Dezembro de 2004, após uma noite desastrosa no Restelo) devem saber que, por norma, não tenho o hábito de utilizar excessos de linguagem nestas crónicas e, apesar do meu mais que natural facciosismo, tento analisar os acontecimentos dos nossos jogos de uma forma minimamente objectiva. Tendo isto em conta, fazendo então uso do máximo de objectividade que me é possível para falar deste jogo, o que me apetece escrever é:


INCHEM PORCOS!

OK, agora que já deitei isto cá para fora: é isto? É só isto que a maravilha futebolística do fóculporto, na sua máxima força, em plena recuperação e na mó de cima para este jogo, como não se cansaram de nos martelar, tem para apresentar? É por isto que me querem impingir que o Super Escarreta vale 100 milhões? Fomos melhores sem o Aimar, fomos melhores sem o Di María, sem o Coentrão, ou sem o Amorim. Fomos ainda melhores mais tarde, sem o Ramires. Fomos melhores com o Carlos Martins, com o Weldon, com o Luís Filipe, e tenho a certeza de que esta noite seríamos melhores mesmo que fosse necessário ir buscar o Balboa. Fomos melhores porque esta noite fomos uma equipa sólida, coesa, organizada e com garra e vontade de vencer. E do outro lado, o pessoal que não sabia quem era o Saviola e o Cardozo, que tinha a certeza que iria passar o ano na liderança, e que nem se preocupava connosco apresentou uma equipa medrosa na primeira parte, e que quando precisou de correr atrás do resultado a melhor jogada que conseguiu imaginar foi despejar livres assinalados perto da linha do meio campo para dentro da área.

Para este jogo, como sabíamos, tínhamos o extremo titular (Di María) suspenso. A opção óbvia para o substituir (Coentrão) também. Foram desenhados todos os cenários e mais alguns face a isto. David Luiz na esquerda, subindo o Peixoto, Menezes, etc. Temos mais um extremo no plantel, chama-se Urretavizcaya, e foi ele quem jogou. E bem. Conforme esperava, o Ramires recuperou e ocupou o seu lugar, e face à indisponibilidade do Aimar, avançou o Carlos Martins. Do outro lado, o receio do costume do Juju ficou desde logo expresso com a presença do insípido Guarín no onze. Deve ser a tradicional corrente de pensamento que defende que em campos em mau estado só mesmo jogadores brutos ou toscos é que conseguem jogar (basta vermos o sucesso que a equipa do sportém, recheada de toscos, brutos, ou ambos tem nos jogos em casa que esta teoria desmorona-se imediatamente).

A primeira parte resume-se à superioridade do Benfica. Primeiro, porque ganhámos claramente a luta do meio campo. O Javi foi o monstro do costume naquela zona, mas foi muito bem auxiliado nas suas tarefas pelo Carlos Martins e pelo Ramires, enquanto que o Urreta substituiu muito bem o Di María na tarefas de saída rápida para o ataque. Ganha esta luta, o Benfica subiu as linhas de pressão, tendo eu hoje visto aquela pressão sobre o jogador adversário portador da bola ainda no seu meio campo, a exemplo do que vimos tantas vezes no início da época. Juntando a isto a forma como soubemos ocupar os espaços e cortar linhas de passe, o resultado foram várias recuperações de bola logo sobre a linha do meio campo, ou mesmo ainda no meio campo adversário, sendo que estes praticamente não conseguiam sair para o ataque de uma forma minimamente organizada - a quantidade de passes errados dos andrades deve ter sido brutal. Em termos práticos, isto fica evidente num simples facto: durante a primeira parte, os andrades fizeram um remate, remate esse feito aos dois minutos de jogo, na sequência de um livre, e que o Homem dos 100 Milhões se encarregou de fazer passar, sem exagero, uns quinze metros acima da baliza (OK, houve outro remate, mas considerar aquilo que o
Homem dos 100 Milhões fez, levando a bola a sair pela linha lateral, um remate parece-me um exagero). O nosso golo resulta aliás de mais uma recuperação de bola ainda no meio campo andrade. Com alguma felicidade, é certo, o corte do David Luíz apanhou a defesa adversária em contra pé, e fez a bola ir ter com o Saviola. Depois a frieza do argentino, com um simples toque na bola, fez o resto. Já agora, gostaria de saber quanto se terá que pagar para podermos sentarmo-nos confortavelmente e ver um golo do Benfica no lugar privilegiado que o Maxi ocupou.

A vantagem ao intervalo era mais que justa, e a segunda parte trouxe um Benfica um pouco mais retraído, sem no entanto perder o controlo. Os andrades, naturalmente, tinham que forçar para chegar ao golo, e deixaram o Guarín no balneário, entrando o Varela para o seu lugar, e passando o
Homem dos 100 Milhões para o lado do Falcao. Durante os primeiros quinze minutos não se passou nada de extraordinário, mas depois começou a ser visível que jogadores com menor ritmo competitivo, como o Carlos Martins e o Urreta, estavam a perder gás, e isto permitiu aos andrades subirem um pouco mais, e ter os seus dois melhores momentos no jogo: um remate do Pereira que o Quim defendeu, e um outro do Meireles que tabelou num jogador nosso e acabou por passar pouco ao lado. O Jorge Jesus viu bem e mexeu bem na equipa. As entradas do Weldon (foi encostar-se à esquerda) e do Luís Filipe (para médio direito, passando o Ramires para o centro - depois o Luís Filipe acabou por trocar com com o Maxi), quando faltavam cerca de vinte e cinco minutos para o final, acabaram com quaisquer veleidades do nosso adversário. Infelizmente o Ramires lesionou-se pouco depois, e teve que ser substituído pelo Menezes. O certo é que depois das substituições o Benfica voltou a ter o jogo na mão, e raramente o nosso adversário deu ideia de poder discutir o resultado, já que nesta fase já optava quase exclusivamente pelo pontapé para a frente. Segurámos a justíssima vitória, que até poderia ter sido mais dilatada, sobretudo se um penálti absolutamente incrível cometido pela Meretriz Uruguaia tem sido assinalado. Há lances que são duvidosos, e que muitas vezes até depois das repetições em câmara lenta se continua com dúvidas. Mas aquilo? Alguém pode ter ficado com dúvidas? Acho que só em Portugal, e só aquele clube é que se safaria de ter aquele penálti assinalado contra. Ah, e para os amantes de estatísticas que pululam na comunicação social, sugiro que vão verificar quantos jogos da Liga o fóculporto conseguiu vencer depois do adversário marcar primeiro.

Já o disse antes: vencemos esta noite sobretudo por termos jogado como um equipa. Não quero cometer injustiças ao destacar este ou aquele jogador. Mas quero mencionar o óptimo jogo feito pelo miúdo Urreta enquanto teve pernas. Não sei como seria o jogo se tivesse jogado o Di María ou o Coentrão, mas o Urreta fez com que não ficássemos com saudades deles. Depois, e porque nem sempre sou muito simpático com ele, quero também elogiar o Carlos Martins. Foi importantíssimo na organização de jogo, e uma ajuda fundamental na luta do meio campo. Também, enquanto teve pernas. A defesa esteve bem num todo, mas o David Luiz esteve ao nível do costume, ou seja simplesmente imperial. O Javi foi um monstro no meio campo, e que dizer do Ramires? Esteve lesionado e em dúvida para este jogo? Não se notou nada, porque em campo foi o guerreiro do costume, e só foi pena ter saído lesionado.

O jogo de hoje mostrou, claramente, quem é a melhor equipa.
Os nossos jogadores estão de parabéns. Foi uma vitória à campeão, conquistada à custa de muita luta, e de todos terem trabalhado em prol da equipa. Sinto-me muito, muito orgulhoso da nossa equipa. Tem piada que os nossos adversários e inimigos gostam de acusar a comunicação social de nos ser simpática, e sobrevalorizar a nossa equipa e jogadores. Depois do que eu vi esta noite, não só fiquei sem dúvidas sobre qual é a melhor equipa, mas fiquei também sem muitas dúvidas sobre quem é que andará a ser sobrevalorizado.

por D`Arcy às 02:58 | link do post | comentar | ver comentários (82)
Domingo, 20.12.09

E não passaram!

Como tinha previsto a associação recreativa das antas não passou.

 

O Benfica fez um grande jogo na primeira parte, e geriu bem na segunda parte.

 

Parabéns ao Jorge Jesus pela coragem de lançar um jogador jovem com muita qualidade e que ainda não tinha jogado, o Urreta. O puto fez um grande jogo.

 

Estamos com 4 pontos de avanço sobre a Associação Recreativa das Antas, é um bom tónico para o resto do campeonato.

 

 

Sábado, 19.12.09

Diz-me com quem andas...

A 'paixão' do presidente do fóculporto pela cidade de Lisboa é sobejamente conhecida. Claro que o motivo principal desta paixão é, sobretudo, o facto do Sport Lisboa e Benfica ter nascido e estar sediado nesta cidade. Mas Pinto da Costa, fazendo alarde da sua reconhecida generosidade, não poderia restringir o seu ódio (algo que o presidente dos andrades é mestre em semear e cultivar) apenas ao nosso clube e, consequentemente, deixa-o espraiar-se sobre a nossa capital num todo. Seja em declarações bacocamente regionalistas, em iniciativas meritórias como a do famoso lema 'Nós só queremos Lisboa a arder!', em incursões pela política, o que é certo é que situações não faltam para exemplificar o respeito e amor que tão obscura personagem nutre pela nossa cidade.

Dito isto, não posso deixar de manifestar a minha surpresa ao me chegar aos ouvidos a informação de que o presidente da nossa edilidade resolveu comparecer a um jantar, que se realizará hoje na casa do fóculporto em Lisboa, e que contará com a presença do mais famoso conselheiro matrimonial português. Não tenho dúvidas que o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Dr.Rui Rio, não seria apanhado em tal situação. Mas pelos vistos o Dr.António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, já não tem quaisquer pruridos em sentar-se à mesa com esta sinistra personagem. Já não basta os deputados da nossa nação receberem-no e oferecerem-lhe almoços de homenagem em plena Assembleia da República, mas agora a cereja no topo do bolo é o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa juntar-se ao beija-mão que este Padrinho de tantas iniciativas louváveis inspira. Para além de benfiquista, como cidadão e eleitor da cidade de Lisboa, revolta-me que o representante máximo da minha cidade ignore todas as barbaridades e o ódio que o presidente do fóculporto vomita regularmente sobre a minha cidade, e aceite sentar-se à mesa com ele.

P.S.- Por suposição, alguém consegue imaginar o que o Grande Conselheiro Matrimonial (e os seus acólitos espalhados pela comunicação social) diriam ou escreveriam se, por exemplo, o Dr.Rui Rio se deslocasse à Casa do Benfica no Porto para partilhar um repasto com Luís Filipe Vieira? E isto quando ao nosso presidente, que eu saiba, não se lhe conhecem quaisquer afirmações aviltantes sobre a cidade do Porto, muito menos ao nível daquilo que já ouvimos ao presidente do fóculporto dizer sobre Lisboa, ou sobre ele pendem os anátemas criminais por demais conhecidos da opinião pública sobre o referido senhor de Contumil.

por D`Arcy às 17:06 | link do post | comentar | ver comentários (30)

Assustar os medos e arriscar a crença.

Amanhã não jogam muitos dos titulares, alguns dos mais importantes. Entre castigos, lesões, gripes e afins, poucos são os que restam… e de entre os que restam poucos são os que são titulares. O relvado está em mau estado. O Lucílio é o apitador. Os andrades vêm na máxima força e são um exemplo de gestão financeira, de gestão desportiva, de gestão de observadores de árbitros e de gestão de conselhos familiares a árbitros diligentemente colocados em envelopes – os conselhos e os árbitros. Tudo isto é verdade e tudo isto merece a nossa preocupação.

 

No entanto, não posso aceitar o apocalipse antecipado. A demissão antecipada e o medo não podem estar presentes. O medo não pode estar presente nos nossos jogadores, na nossa casa, entre os nossos. Se exigimos isto aos nossos jogadores, temos de ser nós, adeptos, a dar o exemplo. Temos de ser nós a acreditar, a nada temer. Teremos de ser nós os primeiros a assustar os medos. Teremos de ser nós os primeiros a arriscar a crença, a arriscar a coragem, a arriscar o apoio incondicional. Não correr estes riscos é negar o benfiquismo, é colocar em risco o benfiquismo.

por Pedro F. Ferreira às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sexta-feira, 18.12.09

Citando um dos melhores treinadores de todos os tempos

“Some people think football is a matter of life and death. I assure you, it's much more serious than that.”

 

Bill Shankly

 

Os mais pragmáticos dirão que no domingo apenas estarão 3 pontos em jogo (ou 6, tendo em conta que defrontaremos o outro candidato ao título), mas eu prefiro recordar a frase do emérito treinador do Liverpool para dar conta que o aspecto anímico, dificilmente quantificado e portanto raramente referido pelos tais pragmáticos, com que ambas as equipas encararão as próximas jornadas terá uma relação directa com aquilo que se passar no domingo à noite.

 

Estou preparado e acredito que Jesus (o treinador de futebol) também para o facto de não vir a ser possível ao Benfica apresentar-se na sua máxima força, havendo algumas ausências que serão complicadas de esquecer nomeadamente no que respeita ao valor técnico dos ausentes e dos que os vão substituir. E é também por causa desse handicap que se terá de aplicar a máxima agressividade na recuperação da bola bem como na finalização dos ataques. Uma vez que não jogamos sozinhos e estou mais ou menos certo que Jesualdo irá promover a entrada de mais um médio de contenção para apostar na velocidade de homens como Hulk, Rodriguez ou Varela, não me escandalizaria que a Javi Garcia se juntassem nomes como os de Carlos Martins, Cesar Peixoto e Felipe Menezes. A ausência de extremos salta à vista, mas não creio que as alternativas deixem antever um cenário diferente, uma vez que Urreta é uma carta fora do baralho e Weldon seria uma aposta de risco que Jesus (o treinador de futebol) não deverá lançar logo de início (e esperemos que não tenha de lançar mais tarde).

 

Mas a ideia-base mantém-se: é fundamental encarar a partida com concentração máxima e, porque não (?), aproveitar o boost inicial que o Inferno da Luz não deixará de causar nas 3 equipas. Cada vez mais no futebol moderno a diferença entre as grandes equipas, aquelas que têm os grandes jogadores, e as outras, tem de ser estabelecida  pelo índice de aproveitamento das oportunidades criadas. E aqui chegamos ao jogo de sábado, que me obrigou a fazer uma média verdadeiramente anti-natura uma vez que saí de Lisboa perto das 19h para uma estadia de alguns dias numa unidade hoteleira algarvia e perder o jogo não era uma opção, e a verdade é que eu, já para não falar nos milhares de benfiquistas que se deslocaram a Olhão, merecíamos algo mais da equipa. Quanto a mim foi um caso típico dos imensos jogos que nos últimos anos o Benfica não venceu por não encarar o adversário com a necessária humildade. Recordem-se dos primeiros 10/15 minutos de jogo. Já está? Não vos parecia que a vitória, fácil, estava ao alcance da equipa? Havia espaços, a equipa contrária não assumia uma postura demasiadamente defensiva (pese a agressividade latente, semelhante -curiosamente ou talvez não- à que tivemos de defrontar em Braga), e a diferença de valores era por demais evidente. Ora, se a mim me é permitido este olhar desleixado para o ecrã, assistindo ao jogo com uma calma que não me é de tdo natural na maior parte dos jogos a que assisto, nos jogadores tal atitude costuma ser o prenúncio para uma noite que irá terminar comigo de maus fígados e perfeitamente impossível de aturar.

 

E o que é que acabou por provocar o equilibrar da balança, além da tal atitude de "deixa andar" da equipa? A tal estória do índice de aproveitamento, já que a Olhanense se colocou em vantagem num dos primeiros (o primeiro?) remate à baliza. E quando apesar disso conseguimos empatar o jogo e ficar com mais um homem em campo, voltamos a dar tiros nos pés, com uma falta desnecessária (o atacante estava de costas para a baliza, sem hipótese real ou ficcional de criar perigo) a conceder um livre que originaria o 2º golo dos algarvios e uma expulsão infantil a compôr o ramalhete.

 

Para não correr o risco de também eu ser expulso, desta feita de um hotel em que acabara de fazer o check-in, já não vi o período de descontos no qual acabamos por empatar e arrancar (!!!) ao menos 1 ponto desta jornada, mas o amargo de boca tinha vindo para ficar.

 

Sendo certo que o campeonato é uma prova de regularidade e que na altura em que escrevo este texto o Benfica é uma das duas equipas mais regulares, os sinais são preocupantes e parece-me indesmentível que a equipa perdeu gás nas últimas semanas. Se ao menos se conseguisse (continuar a) disfarçar a perda do fulgor exibicional apresentado no 1º terço da época com resultados positivos já seria motivo de regozijo mas agora que à referida perda se vêm juntar uma série de lesões em jogadores com preponderância inquestionável é fundamental que a equipa se una em torno de um objectivo comum e que nesta altura em que os relvados (incluíndo o da Luz) se tornam pesados e pouco propensos à prática do "bom futebol" se dê um pouco menos de importância à estética e se substitua essa por uma boa dose de pragmatismo.

 

Se no futebol em geral é fundamental e por estranho que pareça difícil de praticar, é nestas alturas em particular que assume especial importância praticar futebol simples. Passe, recepção, remate. 1, 2, tabelinha. Os célebres tandéns entre o lateral e o extremo que joga à sua frente. Um dos avançados a procurar o 1º poste e o outro (inevitavelmente o Saviola como já todos viram mas nem por isso conseguem impedir com sucesso) a posicionar-se no 2º. Enfim, uma meríade de situações que há que praticar com sucesso para que o jogo que basicamente se decide nas diferenças individuais entre os 22 jogadores em campo caia para o nosso lado.

 

E não esquecer, só mesmo para terminar, que no domingo o 12º jogador joga por nós! Uma coisa é certa, cantarei até que a voz me doa! E tu?

 

por Superman Torras às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Mas está tudo louco?!

Eu bem sei que a Uefa não permite que clubes da mesma cidade joguem em casa no mesmo dia (até faz algum sentido), mas segundo o site deles, os nossos jogos contra o Hertha Berlin estão marcados para 5ª feira, dia 18 Fev, e para 3ª feira, dia 23 Fev. O problema é que no fim-de-semana de 20 e 21 era suposto jogarmos em casa frente à U. Leiria. Partida essa que, a manter-se este calendário, irá ter que ser adiada. Seria impensável fazermos três jogos em cinco dias. Não acho muita piada a adiamentos de encontros para o campeonato (lembro-me sempre do início da temporada do Fernando Santos, com o caso Mateus-Gil Vicente-Belenenses, que nos fez começar o campeonato logo com pontos de atraso), mas tudo bem.

 

Agora, o que acho mesmo incompreensível é o horário do jogo da 2ª mão na Luz. Cinco da tarde! Eu repito, 17h! Podem conferir aqui. Mas será que a Uefa acha que em Portugal não se trabalha? Marcar-se-á feriado nacional nesse dia? O Benfica será recompensado pela receita presumivelmente inferior que se espera de um jogo à tarde num dia de semana?

 

Não sei se a culpa é da televisão, se é do facto de haver jogos da Liga dos Campeões marcados para esse dia, nem é muito importante a razão. Era bom, sim, era que a Uefa respeitasse um pouco mais os adeptos...!

por S.L.B. às 17:40 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Uefa

Primeiro Hertha, depois Marselha.

 

Difícil será sempre, mas nenhum deles assusta.  Temos um bom caminho para estarmos no Top 8 desta Europa Cup.

 

E aguardo curioso o que vai fazer o Everton nesta eliminatória.  O que eu me vou rir se golearem!

por Artur Hermenegildo às 17:06 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Normal

A nossa segunda linha chegou e sobrou para cumprir o dever de obter uma vitória normal e esperada no último jogo da fase de grupos da Liga Europa, frente ao adversário que nos impediu de fazer o pleno de vitórias. Era um jogo sem qualquer importância para a competição, e cujo interesse residia apenas na possibilidade de ver em acção vários jogadores menos utilizados.

E oportunidades para isso não faltaram, já que o Benfica mudou quase por completo, apresentando no onze inicial apenas o Di María e o Coentrão do grupo de jogadores mais utilizados. De resto, uma defesa nova, com o Luís Filipe e o Shaffer nas laterais, os dois miúdos Miguel Vítor e Roderick no centro. Meio campo com Carlos Martins, Coentrão, Menezes e Di María, e a dupla de avançados constituída pelo Nuno Gomes e o Weldon. Um factor interessante para mim foi ver o Carlos Martins jogar na posição mais recuada do meio campo. Obviamente, não podia ser um recuperador de bolas ou sequer ser uma grande ajuda aos centrais, como normalmente faz o Javi. Acabou por ser um distribuidor de jogo numa posição mais recuada, tirando partido da boa capacidade de passe que tem, e não se saiu mal nesse papel. Como resultado disto, o médio à sua frente ficou liberto de grande parte da responsabilidade de organizar o jogo, tendo maior liberdade para se movimentar no campo e juntar-se ao ataque. Os três médios mais ofensivos alternaram frequentemente de posição durante a primeira parte, acabando por fixar-se o Menezes no centro.

O jogo até se iniciou numa velocidade interessante, com o Benfica a criar uma oportunidade logo no primeiro minuto, e a beneficiar de um penálti aos doze. Chamado a marcá-lo, o Felipe Menezes atirou ao poste. A partir daqui, a qualidade do jogo caiu, e tornou-se mais desinteressante. Muitos passes falhados, más decisões na altura da finalização, e erros individuais eram as características dominantes. O Benfica ia mantendo um certo ascendente, mas o nosso jogo ficava marcado pela insistência do Di María em iniciativas individuais sem resultados práticos, e pelo jogo muito mau do Felipe Menezes, talvez marcado pelo penálti falhado. O AEK apenas por uma vez assustou, num remate defendido pelo Júlio César que ainda levou a bola ao poste. E quando já se esperava pelo intervalo, o Di María, entretanto regressado à direita, flectiu para o centro e com um bom remate cruzado fez o primeiro golo do jogo. Este golo serviu também para reconciliá-lo com os adeptos, já que até então não se podia dizer que o argentino estivesse a ser particularmente feliz nas suas intervenções.

Para a segunda parte o Benfica deixou o Coentrão no balneário - que na minha opinião estava a ser um dos melhores na primeira parte - regressando o Peixoto no seu lugar. Depois de algum equilíbrio no início, o Di María, ainda do lado direito, mostrou ser o jogador com maior capacidade para desequilibrar, já que fugia com facilidade à marcação e aparecia solto nas costas da defesa grega. Esteve perto de marcar mais um golo quando, isolado, tentou um chapéu 'à Saviola', mas a bola bateu na barra. O jogo foi-se desenrolando numa toada equilibrada, sem grandes oportunidades de golo, e as coisas só animaram quando o Di María voltou a desequilibrar. Solicitado pelo Carlos Martins, ultrapassou um adversário e, de letra, marcou o segundo golo. Faltava pouco mais de um quarto de hora para o final, e o jogo parecia estar resolvido. Mas a nossa equipa deu um estoiro enorme em termos físicos, e o AEK conseguiu então encostar-nos à nossa área e ameaçar marcar. Começou por fazê-lo num remate ao poste, e isto deu o mote para uns últimos dez minutos de grande pressão dos gregos. Acabaram por conseguir chegar ao golo após uma perda de bola desnecessária do Di María, aproveitando depois uma falha do Miguel Vítor. Os minutos finais foram uma espécie de déjà vu Trapattoniano, já que praticamente não deixámos que se jogasse, gastando a maior parte do tempo de compensação junto à bandeirola de canto.

O Di María é o jogador que fica obviamente na história do jogo. Era o único titular habitual presente no onze, e foi decisivo, marcando os nossos dois golos, o segundo deles excelente. Mas não posso esquecer que teve uma primeira parte bastante fraca. Primeira parte em que gostei bastante do Coentrão. O Roderick, sem surpresas, não tremeu na estreia e fez um óptimo jogo, durante o qual não lhe contei nenhuma falha. Vendo a calma e autoridade com que joga, é difícil acreditar que ainda tem idade de júnior. O Miguel Vítor estava a acompanhá-lo até ter aquela falha no golo do AEK (e logo a seguir, se calhar ainda afectado pela falha, teve um mau passe que poderia ter tido más consequências). O Carlos Martins não se saiu mal na posição mais recuada do meio campo, mas acabou, tal como outros dos seus colegas, o jogo de rastos. Ao contrário do habitual, hoje não gostei de ver o Felipe Menezes. Se calhar foi reflexo pelo penálti falhado, mas na minha opinião fez uma primeira parte desastrada, com muitos passes falhados e iniciativas individuais disparatadas. Melhorou na segunda parte, mas o saldo geral é negativo. Também não fiquei agradado com o jogo do Weldon. Mal na finalização, mal nas combinações com os colegas, e mais outro jogador que acabou o jogo de rastos. O Shaffer, não tendo estado particularmente mal, não me convenceu com a exibição desta noite.

Vamos agora esperar por amanhã para conhecer o nosso adversário. Julgo que podemos ter aspirações legítimas a chegar longe nesta competição (pelo menos amanhã não há a possibilidade de apanharmos com uma equipa italiana). Se pudesse escolher algum adversário, era o Fulham.

por D`Arcy às 01:12 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Quarta-feira, 16.12.09

Ah!, a Ala Esquerda (que preocupação?)

Sem crítica para ninguém, não gosto muito de me armar em treinador de bancada, fazer linhas, etc.  (eu sei, já pedi mais oportunidades para o Shaffer, porque gosto de o ver jogar, mas não mais que isso).

 

No entanto, ao ver a preocupação que grassa em alguns Benfiquistas quanto ao inesperado "desfalque" do nosso plantel, e concretamenteem relação à possível fraqueza do lado esquerdo do nosso meio-campo e ataque, gostaria de vos lembrar o seguinte.

 

1 - Se quisermos substituir os ausentes Di Maria e Fábio por alguém com caracterísiticas semelhantes, velocidade e capacidade de drible, temos o Urreta;

 

2 - Se a opção for por mais cautelas defensivas, avança o César Peixoto, podendo jjogar a defesa esquerdo o Shaffer ou o David Luiz, entrando nesta última hipótese o Sidnei

 

3 - Se Jesus preferir um jogador que seja mais centro-campista que atacante, e jogue mais junto a Aimar do que colado à linha, eis o Filipe Menezes (lembram-se da jogada dele pelo lado esquerdo que deu o golo ao Saviola na Bielorrússia?)

 

4 - Finalmente, se no decorrer do jogo houver necessidade de uma aposta decididamente atacante para esse lado, passando a jogar num declarado 4x3x3, há Saviola e Weldon para jogar no flanco, podendo entrar o Nuno Gomes para o lado do Cardozo.

 

Preocupado, eu?  Preocupados devem estar os andrades, tantas e tão diferentes são as soluções que temos para este suposto problema.

 

NOTA: Não estou a desvalorizar as reconhecidas qualidades do Di Maria (nº1 dos cruzamentos na liga) nem do Fábio (nº1 das assistências).  Estou é a valorizar a qualidade das alternativas, e do nosso plantel em geral.

 

por Artur Hermenegildo às 14:47 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Domingo não passarão!

O jogo com a associação recreativa das antas está ai quase a chegar. Vamos com uma equipa desfalcada mas ainda assim penso mais do que capaz para ganhar.

Qual o 11 que irá jogar?

Eu apostaria em algumas surpresas e o meu 11 seria o seguinte e explico porquê:

1- Quim
2- Maxi Pereira
3- Luisão
4- Sidnei
5- Shaffer
6- Javi Garcia
8- David Luiz
7- Saviola
11- C Peixoto
10- Aimar
9- Cardozo

A minha escolha por Sidnei para central é para o David Luiz subir para o meio campo, e já explicarei o porquê dessa escolha. O Shaffer para o César Peixoto subir para extremo e também irei explicar o porquê.

O David Luiz a meio campo, em primeiro lugar porque sem Ramires e sem Ruben Amorim, parece-me ser o único jogador capaz de fazer o Box to Box de forma mais eficaz. É um jogador que sai bem com a bola controlada e tem força física para aguentar um jogo a fazer esta posição. Em segundo lugar porque na pré época jogou numa posição parecida e não se saiu mal. Em terceiro lugar porque penso que nem Carlos Martins nem Felipe Menezes o fariam de forma tão eficaz, pois não recuam tanto, e não parecem ter forma fisica para aguentar um jogo todo a fazer isto. Em quarto lugar, porque é a forma do jogo do Benfica sofrer menos mutações.

César Peixoto a extremo, em primeiro lugar porque faz bem o lugar. Em segundo lugar porque não temos extremos. E em terceiro lugar porque contra os andrades é preciso fechar as alas e como tal temos de ter lá um extremo.

Benfiquistas de todos os quadrantes, uni-vos!

Neste momento não adianta chorar mais o que sucedeu em Olhão. Já foi dito tudo e mais alguma coisa sobre a forma como o Benfica abordou o jogo, como sofreu os golos e como se deixou cair nas muitas armadilhas preparadas pela subsidiária de Olhão do foculporto.
Muito menos adiantam os devaneios sobre como outros dirigentes fariam melhor. É com a actual direcção e com a actual equipa técnica que temos de contar para que o Benfica seja campeão.
Não quer isto dizer que devamos esquecer o que se passou, pois é fundamental não voltarmos a cair nas mesmas armadilhas (em que já haviamos caído em Braga).

Portanto, o que importa agora é unirmo-nos em torno da nossa equipa e apoiá-la na medida do possível para que, no Domingo, saia vitoriosa.

Da minha parte, estou plenamente confiante nas capacidades da equipa.
O facto de a equipa estar desfalcada de alguns jogadores importantes irá por certo apelar à união do grupo e a um espírito de humildade e combatividade, tal como sucedeu em Dezembro de 2005, quando derrotámos o Manchester United desfalcados de jogadores importantes como Simão, Miccoli, Karagounis, Manuel Fernandes e Ricardo Rocha.
Até porque, mesmo desfalcados, continuo a achar que temos uma equipa superior ao foculporto (assim como a actual equipa é superior à que tínhamos em 2005/06). Mas como disse, só com muita humildade e combatividade poderemos demonstrar essa superioridade.

VIVA O BENFICA!!!

Terça-feira, 15.12.09

Mais a frio

Dois dias depois, continuo sem perceber como é que um jogador de futebol, que foi mais que avisado por toda a estrutura técnica e directiva para as provocações que ia ser alvo por parte de uma equipa que estava a soldo de outra, cai que nem um patinho nelas, ainda por cima numa altura em que estamos em desvantagem no marcador.

 

Estamos numa altura crucial da época e o mínimo que podemos exigir aos nossos jogadores é que estejam à altura dos acontecimentos. Ou seja, que acima de tudo sejam inteligentes dentro de campo. Detesto aqueles paizinhos que, por mais asneiras que os filhos façam, estão sempre a desculpá-los. Há que assumir responsabilidades e os jogadores de futebol já são crescidinhos o suficiente para tal. Ainda por cima, um internacional pelo seu país que já este ano ficou afastado de vários jogos da sua selecção por causa de uma atitude irreflectida em campo. Há que não se esquecer do cérebro em casa quando se vai para o campo, mesmo que ele seja do tamanho de uma galinha.

 

Da mesma maneira que, se formos campeões, a vitória frente à Naval irá ser recordada como um dos momentos-chave da época, esta partida frente ao Olhanense, se infelizmente não conseguirmos o título, também irá ser lembrada como um dos motivos que levaram a tal. No ano passado tivemos o Binya na Trofa, este ano o Di María em Olhão. Duas idiotices que nos saíram muito caro.

 

Mas, e aqui é o ponto mais importante, estas conclusões se podem tirar no final da época. A não ser que haja por aqui Zandingas... Por enquanto, estamos em 1º em igualdade pontual com o Braga e o CRAC está atrás de nós. Pelo que se lê por alguns comentários, parece que já estamos arredados do título. A esquizofrenia tem que ter limites. A inteligência infelizmente também, mas a estupidez aparentemente não. Relembro os profetas da desgraça que, no ano do último título, só nos dois jogos contra o Estoril é que conseguimos reviravoltas. Não foi por isso que não fomos campeões. E acho que não é preciso ser muito sagaz para verificar que este ano temos melhor plantel do que em 2004/05. Já para não falar na qualidade futebolística que apresentamos agora. Para a malta que literalmente numa semana acha 80 e na outra acha 8, sugiro uma voltinha na montanha-russa. É mais adequado.

 

Adenda: eu posso até nem concordar com a política de aprovação de comentários de alguns amigos escribas aqui do blog nos seus textos, mas este post não vai servir para que alguns venham aqui escrever sobre esses mesmos escribas. Querem elogiar ou criticar este meu texto, estão à vontade, mas recadinhos paralelos não serão aprovados.

por S.L.B. às 02:40 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Segunda-feira, 14.12.09

Como Somos Grandes (e à vezes nos esquecemos disso...)

Na sequência de um ou outro resultado menos bom, lá aparecem as carpideiras a lamentar que o Benfica não ganhe os jogos todos por 10-0, e ainda coma a bola e faça piruetas para entreter o povo.

 

Parece-me a mim que o único efeito deste derrotismo militante de que padecem alguns Benfiquistas (não confundir com o direito inalienável à crítica, que todos devemos exercer), o único efeito, repito, e se calhar o inconfessado objectivo de muitos, é a desmobilização da onda de apoio que a nossa Equipa tem sentido neste campeonato.

 

E isso não pode acontecer. 

 

Por isso queria chamar-vos a atenção para o seguinte dado: os 6 jogos em casa até agora disputados pelo Benfica estão no Top 8 das assistências do campeonato.  E os únicos jogos fora da Luz neste top são os dois chamados "clássicos", um dos quais também com a nossa participação: o scp-Benfica, e o fcp-scp.

 

Esta onda de apoio não pode parar.  Que se calem os aspirantes a Cassandras!

 

É tempo de trombetas!  Tocar a reunir!

 

por Artur Hermenegildo às 16:43 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Carro vassoura

Sim, sim, jogámos mal e não é admissível sofrer 2 golos de bola parada daquela maneira e perdemos uns 3 ou 4 (who’s counting?) jogadores titulares para o jogo contra os corruptos e foi mau, foi muito mau e enervei-me – claro que me enervei – e chateei-me – claro que chateei - e para ser campeão é preciso ter cabeça e era importante manter a diferença pontual antes do jogo de Domingo e o Di Maria fez um disparate e blá blá blá e tudo isso. É tudo verdade.

 
Pronto. Já está? Já se chorou tudo? Já se esperneou o suficiente? Já amuou quem tinha de amuar? Já veio toda a gente que tinha de vir para o espaço de comentários de escribas mais permissivos que eu vomitar imbecilidades velhacas do género do ‘é mais do mesmo’ e ‘eu já sabia’ e ‘para o ano há mais’, bem como ‘exigir’ democracia e queixar-se da ‘censura’ no blog e agitar a bandeira inacreditavelmente cretina da idade (a idade é um posto, mas a estupidez é um cargo vitalício) enquanto passeiam hipocritamente a suposta superioridade moral - armados em arautos impolutos da moral e dos bons costumes - e uma pornográfica presunção que os faz pensar que podem dar lições do que quer que seja a quem quer que seja?
 
Já está? Então vão à merda e sigam em frente.
 
 
p.s.1 e a partir de agora a coisa pia fininho que quem gere o espaço de comentários deste post sou eu.
 

p.s.2 Domingo é para ganhar e tudo isto me dá mais confiança que isso vai acontecer.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:24 | link do post | comentar | ver comentários (74)
Domingo, 13.12.09

Horrível

Esperávamos esta noite uma exibição categórica do Benfica e uma vitória, de forma a passarmos a pressão para o lado dos adversários e garantirmos pelo menos três pontos de avanço na recepção aos andrades para a semana. Em vez disso o Benfica 'presenteou-nos' com aquela que terá sido talvez a pior exibição da época, que terminou com um empate arrancado a ferros e, pior ainda, como um mal nunca vem só nos deixou perante um cenário muito complicado no que diz respeito a ausências de jogadores-chave para a referida recepção aos andrades.

O pormenor mais importante na equipa que alinhou de início esta noite foi, obviamente, a ausência do Aimar. E as opções que foram tomadas para o substituir. No onze, entrou o Fábio Coentrão. No campo, a primeira aposta para aquelas funções foi o Di María, e depois o Ramires. Ambas falhadas. No caso do Ramires, com os resultados que já se viram anteriormente, porque ele não parece sair-se bem em funções que lhe exijam maior creatividade. Quanto ao Di María, tentou fazer ali aquilo que está habituado a fazer nas alas, ou seja, transportar a bola rapidamente para a frente, através de acções individuais. Não funcionou, porque no meio apanha muitos mais adversários pela frente, e por isso acabou por perder inúmeras bolas, precisamente por se agarrar demasiado à bola e não a fazer circular. Passou depois para a direita, onde também esteve mal - aliás, nos últimos jogos ele tem passado por ali em diversas ocasiões, e em quase todas elas tem-se saído mal. Quanto ao jogo em si, iniciou-se mostrando um mau futebol. Alguma velocidade, mas muitos passes falhados, e muita luta por bolas divididas. Depois, para complicar o cenário, o Olhanense colocou-se na frente logo aos nove minutos, naquele que foi o primeiro remate à nossa baliza. Livre do lado direito da nossa defesa, e o Maxi Pereira a fazer um corte de cabeça defeituoso e perigosíssimo para o segundo poste, onde apareceu um adversário completamente à vontade a cabecear para o golo, perante a passividade do César Peixoto. Sabemos que, esta época, o Benfica ainda não conseguiu vencer nenhum dos jogos em que o seu adversário se colocou em vantagem. A reacção ao golo, no entanto, não foi má de todo. Conseguimos organizar-nos, começar a exercer algum controlo, e a construir, finalmente, algumas boas jogadas de ataque.

As perspectivas melhoraram quando, cerca dos vinte e cinco minutos de jogo, o Olhanense ficou reduzido a dez. Como sempre, num jogo contra o Benfica, os nossos adversários pareceram estar demasiado nervosos e alterados, interessadíssimos em arranjar discussões e confusão. Desta saiu um amarelo para o Cardozo, e um vermelho para o jogador que estupidamente agrediu o Coentrão quando este estava no chão. E quase de seguida, ainda antes da meia hora de jogo, as perspectivas tornaram-se ainda mais animadoras quando o Saviola, no sítio do costume (ao segundo poste), aproveitou um canto para empatar o jogo. Com vantagem numérica, o jogo empatado, e ainda tanto tempo para jogar, era legítimo aspirarmos a uma vitória. Puro engano. Não contava com tiros no próprio pé. Cinco minutos depois conseguimos dar o primeiro, consentindo o segundo golo do Olhanense. Depois do César Peixoto ter cometido uma falta escusada na esquerda, o cruzamento foi encontrar um jogador do Olhanense escandalosamente à vontade, entre o Javi e o David Luiz, que cabeceou para fazer o segundo golo do Olhanense noutros tantos remates à nossa baliza. Sinceramente, confesso que este lance me convenceu que hoje não venceríamos o jogo. Sei que ainda faltava muito tempo, mas conceder dois golos daquela forma, especialmente o segundo, era prova mais do que suficiente de que havia algo horrivelmente errado com a nossa equipa. E como que para confirmar isto, antes do intervalo o Di María juntou a uma exibição perfeitamente inconsequente um vermelho que só posso classificar de perfeitamente parvo (entretanto já o Saviola tinha falhado uma oportunidade que normalmente não desperdiçaria). E se isto não era já suficiente, o Ramires ainda se lesionou com aparente gravidade, tendo que abandonar o jogo.

Para a segunda parte, já com  Felipe Menezes no lugar do Ramires, o Olhanense pareceu pura e simplesmente abdicar do ataque. Isto justifica que, apesar da exibição horrível, o Benfica tenha conseguido passar o tempo quase todo no último terço do campo, onde se acantonavam os dez jogadores adversários. Mas apesar de toda a posse de bola e do domínio territorial, a desinspiração era quase total, e as únicas jogadas em que os nossos jogadores insistiam era fazerem cruzamentos sucessivos para a área, invariavelmente condenados ao insucesso. Quase não se viam tabelas entre jogadores, não havia movimentações para fugir às marcações, e a bola andava ali a rondar de um lado para o outro do campo sem que criássemos oportunidades para marcar. Perante tamanho domínio territorial, a opção táctica foi óbvia, ou seja, retirar um jogador da defesa - ficámos apenas com três defesas - para lançar o Weldon no ataque. Não resultou, e a falta de ideias continuava a revelar-se de forma extremamente irritante. O Menezes, que supostamente terá entrado para trazer alguma clarividência e criatividade na organização de jogadas de ataque, rapidamente se afundou na mediania colectiva. Nos últimos minutos ainda entrou mais um avançado (Nuno Gomes) para o tudo por tudo. E só no período de compensação, quando o Olhanense já estava reduzido a nove e o Luisão já actuava a ponta-de-lança, chegámos ao empate, com o Nuno Gomes a aproveitar uma assistência de cabeça (precisamente do Luisão) para marcar. Mesmo assim, e como que para nos dar uma derradeira demonstração do quão má foi a noite, o Olhanense, no único remate que acabou por fazer em toda a segunda parte, ainda poderia ter chegado à vitória mesmo a fechar o jogo.

Pela positiva hoje não destaco ninguém. Hoje foi a equipa num todo a desiludir-me e a irritar-me. Não sei como foi possível consentir um golo como aquele segundo do Olhanense. E não sei o que foi feito de toda a criatividade e alegria no ataque com que esta equipa já nos presenteou diversas vezes esta época. Mas se não consigo escolher alguém para destacar positivamente, já no plano oposto, e apesar da mediania geral da equipa, não tenho qualquer dificuldade em apontar o dedo à exibição do Di María. Enquanto esteve em campo, produziu muito pouco. E depois borrou tudo com uma expulsão perfeitamente estúpida, que não só anulou a vantagem numérica da sua equipa neste jogo, como ainda o deixa de fora para o importante jogo da próxima jornada. Não há qualquer justificação para aquela atitude.

Face aos números puros e duros, podemos dizer que o empate não é um resultado injusto para o Benfica. Mas olhando à qualidade do futebol que apresentámos, julgo que podemos considerarmo-nos felizes por o termos obtido nos instantes finais do jogo. Porque julgo que não será necessário puxarmos muito pela memória para nos lembrarmos de jogos em que, jogando desta forma, chegámos ao final com uma derrota. E para além dos dois pontos deixados hoje em Olhão, temos agora a preocupação acrescida da verdadeira razia que o nosso meio campo sofreu para o jogo da próxima jornada. Afigura-se o cenário de termos os nossos três médios mais ofensivos (Ramires, Di María e Aimar) indisponíveis, ao que acresce a indisponibilidade de dois dos que seriam os seus substitutos naturais (Coentrão e Amorim). Mesmo perante estas contrariedades, a minha confiança mantem-se. Mas também preciso que a nossa equipa me ajude a manter esta confiança. Porque não é com exibições como a desta noite que conseguiremos chegar ao final no primeiro lugar.

por D`Arcy às 01:28 | link do post | comentar | ver comentários (78)
Sexta-feira, 11.12.09

Artur Soares Dias - factos e opiniões.

Opinião: Artur Soares Dias é o menos mau dos árbitros portugueses.

Facto: Artur Soares Dias é portista.

Facto: durante anos, Artur Soares Dias teve lugar cativo no estádio do seu clube, o FC Porto.

Facto: a amizade entre Artur Soares Dias e Jorge Costa é sobejamente conhecida por quem conhece e acompanha os meandros do futebol.

Facto: Artur Soares Dias vai arbitrar o jogo entre o Olhanense (autêntico clube satélite dos andrades, treinado pelo andrade Jorge Costa) e o Benfica.

Facto: a preocupação que grassa pela Torre das Antas, sucedâneos do “Calor da Noite” e outras casas respeitáveis onde se decidem campeonatos é de tal ordem que até os árbitros menos influenciáveis começam a ter dificuldades em não ceder às pressões.

Opinião: apesar de ser o menos mau dos árbitros portugueses, as últimas arbitragens de Artur Soares Dias em jogos do Benfica foram más e com prejuízo para o Glorioso.

Facto: nesta e na próxima jornada estaremos a jogar contra os andrades.

 

Facto: poderia ter escrito sobre a próxima Assembleia Geral, sobre profiteroles (private joke) ou sobre garrafões de Água do Luso, mas apeteceu-me escrever sobre o Artur Soares Dias. E o que me agrada neste blogue é esta total liberdade para escrever apenas e só sobre o que me apetece. Quem não gosta pode ir dormir para a Academia de Alcochete, pode deixar o seu protesto (que não será aprovado) ou pode, ainda, protestar com o provedor do blogue… deste ou de qualquer outro, pois o efeito será o mesmo.

por Pedro F. Ferreira às 18:29 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Não é sobre "profiterolles"

Malta da nossa brilhante equipa de futebol:

 

Cuidado, muito cudidado, amanhã em Olhão.  O objectivo principal do treinador costa e dos jogadores do CRAC lá emprestados é, tenho a certeza, tentar tirar pontos ao Benfica (o destino final do Olhanense não deve ser a maior das preocupações deles; importante é estar bem em dois jogos no ano).

 

Portanto repito, cuidado, cuidado com as provocações, as quezílias, os túneis, as simulações de faltas.  Cuidado com os livres inventados e os cartões (sobretudo tu, David Luiz!)

 

Não percam nunca a cabeça, concentrem-se no jogo e só no jogo, porque no final a nossa maior qualidade virá seguramente ao de cima e dar-nos-á o que nos interessa - a vitória!

por Artur Hermenegildo às 17:21 | link do post | comentar | ver comentários (6)

'Ai ai ai ai a fusão, o aumento de capital, blá blá blá...' - Nota da gerência

Lembrava a algumas bestas que aqui têm deixado comentários (que me dão muito prazer apagar), que aqui ninguém faz posts por encomenda (apesar de também haver quem o peça de forma correcta - e esses não estão abrangidos por esta nota). Escrevo sobre o que me apetecer quando me apetecer e nunca ninguém há-de meter o bedelho nisso, nem que as galinhas ganhem dentes e os porcos asas (e o carvalhal vergonha na cara). Especialmente imbecis que gostam de enviar ofensas ao abrigo do anonimato e que, ainda por cima, dão erros de ortografia.

 
Sobre a questão da fusão da SAD com a Benfica Estádio já disse aqui tudo o que tinha a dizer sobre o assunto e não mudo nem uma merda duma vírgula. Quem quiser pode procurar no histórico de posts.
Tenho absoluta e total confiança em quem dirige os destinos do Grupo Benfica hoje em dia. E não sou presunçoso ao ponto de achar que tenho a importância suficiente para ser uma espécie de polícia popular das acções diárias de quem foi legitimamente eleito para gerir o Benfica. Para isso, há para aí muito alienado com manias de grandeza.
 
Está-se a fazer aquilo que sempre se disse que se ia fazer. Mais: está a ser feito por pessoas que já deram muito mais provas que merecem a minha confiança do que quem agora bacoca e hipocritamente os questiona.
Estou farto de ver cães a quem foram negados ossos a ladrar desenfreadamente por despeito.
 
Não tenciono perder mais um segundo que seja com esse assunto. Não tenho paciência para estar sempre a falar do mesmo só porque alguém tira um prazer retorcido em lançar confusões idiotas.
 
Apetece-me mandar uma série de gente à merda.
 
Olha: já mandei…

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:40 | link do post | comentar | ver comentários (22)

Terapia Sexual

 Já imaginava, atendendo a quem foi nomeado Team Manager (dizem as más línguas que a designação original, alterada à última hora, era 'Team Escort') da lagartagem, que uma parte substancial da preparação ‘psicológica’ do plantel passaria por libertinagem e actividades de cariz mais alternativo, mas nunca pensei que chegasse a este ponto e que utilizassem o moço com problemas comportamentais.

 

 

Mas em que é que sexo à bruta (trata-se do Sá Pinto, convenhamos…) ajuda na motivação dos desgraçados dos jogadores da Agremiação do Lumiar?

 
Bom, no caso do cachopo do Veloso até percebo.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:54 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Quarta-feira, 09.12.09

Uma alegre campanha.

Em Portugal a opinião faz-se não pela razão, mas pela exaustão. Não é a razão do argumento que dá solidez à tese, é a utilização até à exaustão da punch line, do sound bite ou, em português, da atoarda e da balela. A repetição da patetice vai fecundar patetas que reproduzem a patetice até que esta se enraíze e se assuma como uma “verdade” para entreter patetinhas.

 

Desde há uns tempos que começou a ser repetido por opinadores sportinguistas e andrades (tenho dificuldade em distingui-los) que David Luiz é um futebolista violento, torpe e impune na sua violência. A violência, a impunidade e a torpeza da desonestidade intelectual dos referidos opinadeiros têm condições para medrar não pela força do argumento, mas pela repetição do mesmo. Assim, não há programa televisivo e croniqueta de ocasião em que o ladrão não faça o seu papel e exija que os fortunatos azevedos da actualidade ajam em conformidade com o serviço que, às claras e em directo, lhes estão encomendar.

 

Importa ir anulando os melhores do Glorioso. Tentaram com o Javi Garcia. Conseguiram, cobardemente, à estalada e com a falta de vergonha que caracteriza a canalha, afastar o Cardozo de jogos importantes. Estão a tentar fazer o mesmo com o David Luiz. Branqueiam a violência dos descendentes dessa escola de virtudes que foi parindo gente como o Rodolfo, o João “broas” Pinto, o André, o Paulinho Santos, entre outros. Branqueiam o sistema de aconselhamento familiar que veio substituir a obsoleta estratégia dos quinhentinhos. Branqueiam tudo, menos o medo que sentem da nossa força.

 

E lá vão, alegremente, continuando a sua campanha, a sua missão: repetir as suas patetices até à exaustão. Já quiseram mudar e rever a história, agora querem mudar a realidade. No pasaran!

por Pedro F. Ferreira às 12:46 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Segunda-feira, 07.12.09

Saviola o reformado!

Estava há uns tempos para escrever sobre o Saviola, escolhi escrever sobre ele hoje.

 

Quando este foi contratado, desde imprensa, comentadores, adeptos de outros clubes e até alguns benfiquistas, diziam que ele estava acabado para o futebol e vinha para cá gozar a reforma.

 

Saviola tem demonstado que todos estavam errados. Saviola reencontrou-se e voltou a ser o grande jogador que era. Ontem jogou que se fartou, e marcou um golo daqueles que ficam para sempre.

 

 

p.s: Gostaria de saber se o Dr. Eduardo Barroso ainda o acha um jogadorzeco de futebol de Salão!

Eficácia

Regresso às vitórias folgadas, num jogo em que, não havendo brilhantismo, houve uma exibição segura e uma grande eficácia, num jogo que fica também marcado pelo dilúvio que se abateu sobre o relvado da Luz, e que acabou por influenciar a qualidade do futebol jogado, em particular durante a fase final do jogo. E já que menciono o dilúvio, é de destacar o facto de nem este, nem o horário do jogo terem impedido que mais de 41.000 espectadores se tenham deslocado à Luz.

Sem o castigado Javi García (não tenho a certeza, mas julgo que terá sido o primeiro jogo oficial desta época em que o espanhol ficou de fora), a opção foi a troca directa pelo Rúben Amorim, sendo também de realçar o regresso do Luisão ao centro da defesa. De resto, os suspeitos do costume. Mesmo o aimar, que estava em dúvida, apareceu de início, e fisicamente pareceu estar muito bem. Do outro lado, surgiu uma Académica a jogar de forma bastante descomplexada, num 4-3-3 com três jogadores bem abertos na frente. Poder-se-á argumentar que o facto de se terem visto em desvantagem muito cedo terá levado a Académica a jogar desta forma mais aberta, mas mesmo antes do nosso golo já dava para observar esta atitude, e já os tinha visto antes (no Estádio do Ladrão, por exemplo) a jogar assim. Conforme disse, chegámos cedo ao golo, numa jogada em que o Saviola isolou o Cardozo nas costas da defesa, e este marcou facilmente. A Académica jogava com uma defesa em linha, subida no terreno, e isto proporcionava espaços nas suas costas, que poderiam ser explorados pelos nossos avançados. O golo madrugador provocou uma boa resposta dos nossos adversários, que durante os minutos que se seguiram teve o melhor período no jogo. Mesmo sem conseguir criar grande perigo, conseguiram ter a bola durante ba parte do tempo, jogando no nosso meio campo, enquanto que nós passámos um período extenso sem sequer rematar à baliza da Académica.

Este período terminou cerca da meia hora de jogo, e o resultado quase imediato foi o segundo golo, da autoria do Saviola. Foi um golo para levantar o estádio, em que após um passe do Maxi ele ficou solto sobre a direita e, quando se esperaria um remate cruzado, ele levantou a cabeça e fez, com muita classe (e classe é a palavra que parece sempre aplicar-se com perfeição a tudo o que o Saviola faz em campo) um chapéu perfeito ao guarda-redes. A Académica pareceu acusar bastante este golo, e não mais conseguiu voltar a ter um período tão bom no jogo como aquele que mediou os nossos dois golos. Até ao intervalo, e com o Aimar a aparecer finalmente um pouco no jogo, foi o Benfica quem tomou conta das operações, dando a impressão de que poderia ampliar a vantagem. A sensação com que cheguei ao intervalo foi a de que o Benfica vencia o jogo de uma forma muito natural, e sem ter sido necessário demasiado esforço para se colocar nesta situação.

A segunda parte iniciou como uma continuação dos minutos finais da primeira. O Benfica no comando do jogo, e ameaçando chegar a mais um golo, o que acabou mesmo por acontecer. Novamente pelo Cardozo (que momentos antes, isolado novamente pelo Saviola, tinha sido lento a rematar e foi desarmado), numa recarga de cabeça após defesa incompleta do guarda-redes a um remate cruzado do Di María. Não houve muito mais história no jogo até final. A chuva intensa foi alagando cada vez mais o relvado, dificultando a tarefa dos jogadores. O único facto de realce acabou mesmo por ser o quarto golo do Benfica, mais uma vez pelo invitável Cardozo, desta vez a finalizar de cabeça um livre marcado na direita pelo Di María. Já sem Saviola, Aimar e Cardozo em campo, a Académica acabou por aproveitar alguns livres de que dispôs no período final do jogo para enviar a bola para junto da nossa baliza, ameaçando ainda a nossa baliza, mas o Quim respondeu bem numa situação, e nas outras foi a Académica quem não conseguiu acertar no alvo.

O Cardozo marcou três golos e, só por isso, teria que ser destacado. Afinal de contas, terminou de forma fulgurante com um 'jejum' de dois jogos sem marcar (a palavra 'crise' chegou a ser empregada por alguma comunicação social). Mas ele fez mais do que 'simplesmente' marcar três golos. Foi sempre a referência que se quer no ataque, ganhando um número anormal de bolas altas, e solicitando os colegas na altura certa. Grande jogo do paraguaio, merecendo bem os aplausos de pé com que foi brindado na altura da substituição. Depois há o Saviola. Já não tenho muitos adjectivos para classificar a qualidade deste jogador. Sinceramente, acho que a Liga Portuguesa não é sequer digna de ter um jogador destes, até porque pouco se faz para proteger jogadores assim. Marcou um grande golo, fez, como habitualmente, a cabeça em água à defesa adversária, incapaz de acompanhar as suas movimentações e desmarcações, e ainda teve diversos passes de morte para os colegas (uma assistência para o primeiro golo do Cardozo, e o mesmo Cardozo e o Di María desperdiçaram dois passes que os deixaram na cara do guarda-redes). Depois da sua saída, o nosso ataque não voltou a ser o mesmo. Por falar em Di María, apesar de ter estado muito em jogo hoje, as coisas voltaram a não lhe sair muito bem. Insistiu demasiado em tentar resolver tudo sozinho, agarrando-se demasiado à bola quando as condições do campo não o aconselhavam. Ao contrário do habitual, também não gostei muito do David Luiz. Por último, uma menção ao Rúben Amorim, que teve a difícil missão de substituir o Javi García, e apesar de serem estilos completamente diferentes, julgo que cumpriu. Fez um bom jogo, quer na recuperação de bolas, quer na participação em jogadas de ataque. Acabou em inferioridade física, tendo ainda estado alguns minutos em campo apenas para fazer número, mas não aguentando até final.

Ultrapassada a crise de uma jornada sem vencer ('travados' pelo temível sportém desse mago da bola que dá pelo nome de Carvalhal e postos em sentido pelo remate do Veloso, o mais marcante e fantástico remate da história do futebol mundial), voltámos a colar-nos ao primeiro lugar. A equipa mostrou que não perdeu eficácia, e voltou a presentear-nos com uma vitória robusta, ainda que sem a exuberãncia doutras ocasiões. E os benfiquistas, ao comparecerem da forma que o fizeram esta noite, mostraram que mantêm a confiança nesta equipa. É para continuar.

por D`Arcy às 00:58 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Sexta-feira, 04.12.09

Cientista

Olha, olha... Então, ó carvalhal, seu cagão cientista: a tua 'formação específica' é 'no futebol e ciência do desporto' e não 'tens conhecimentos suficientes' para falar de relvados, mas o chouriço do Postiga e o anão do meio campo têm? Queres ver que têm um mestrado em ciências do relvado e agronomia desportiva, queres? E não é que até conseguem ver, como qualquer camelo com um QI de uma pedra da calçada, que aquele batatal parece uma horta onde andaram alguns 250 hipopótamos de saltos altos a dançar o twist?

 

Então, ó cientista da bola - seu guru da 'ciência do desporto', seu estudioso diplomado do futebol enquanto disciplina nobre do conhecimento humano, seu Yoda dos Jedis do futebol, seu Gandalf da Irmandade da Bola - não dizes nada? Não tens vergonha de ser menos qualificado do que, vá, o Postiga - esse candidato a prémio Nobel da Física?
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:58 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quinta-feira, 03.12.09

O remate que mudou a história.

Segundo a fantástica comunicação social portuguesa, a lagartada, após a brilhante vitória sobre os Pescadores da Costa da Caparica e do empate caseiro frente ao Glorioso, entrou num plano ascendente de tal ordem que até o terror de sabonetes e roupões de hotel que os treina já passou a um patamar de génio talentoso algures entre o Menotti e o Mourinho. Hoje levaram um banho de uns holandeses quaisquer e conseguiram empatar a um minuto dos noventa e três.

Obviamente que quem está carregado de problemas – e, a julgar pelo som das apocalípticas trombetas, à beira da desgraça – é o Benfica. Afinal de contas, o melhor remate de sempre do futebol português foi feito pelo Miguel Veloso. Logo, não é pelo facto do resto do planeta (sim, esse imundo e injusto pedacito de terra) o ter ignorado e do malandro do Quim o ter defendido que se pode esquecer esse momento histórico. Momento de tal epicidade que catapultou o Sporting para uma fantástica recuperação antecipada por toda a imprensa e hoje testemunhada por uma multidão de 12 mil espectadores.

Agora sim, temos motivos para estar preocupados com o Sporting.

por Pedro F. Ferreira às 23:05 | link do post | comentar | ver comentários (33)

Primeiro

Missão cumprida. Apuramento para a próxima fase conseguido, e primeiro lugar do grupo garantido, ainda com uma jornada para jogar, num jogo com duas partes bastante diferentes, e no qual alguns jogadores que não costumam ser primeiras escolhar mostraram que são opções válidas aos habituais titulares.

Como vem sendo habitual na Liga Europa, Júlio César na baliza. Face às indisponibilidades do Luisão e do Sídnei, jogou o Miguel Vítor ao lado do David Luiz, conforme esperado. Daí para a frente, apenas há a destacar a poupança do Aimar e do Di María, sendo os seus lugares entregues ao Felipe Menezes e ao Fábio Coentrão. O Benfica teve uma entrada agradável no jogo, mas depressa esta sensação se desvaneceu, pois o jogo entrou numa toada mais equilibrada, com a bola a alternar perto de uma e outra baliza, mas sem que se visse bom futebol. O BATE apostava em lançamentos longos para os homens da frente, enquanto que nós íamos perdendo bolas no meio campo sempre que tentávamos fazer o nosso jogo de passes mais curtos. Para além disso, cometemos diversas faltas, que o BATE aproveitava para tentar fazer a bola chegar com perigo à nossa baliza. Foi num desses livres que aconteceu a jogada mais perigosa da primeira parte, com a bola, cruzada/rematada da direita, a bater na barra da nossa baliza, tendo a recarga ainda passado perto. Fora isto, a primeira parte não nos ofereceu muitos mais motivos de interesse. Apesar da necessidade imperiosa de vencer, o BATE parecia estar algo receoso do nosso contra-ataque, e nunca arriscou em demasia, enquanto que da nossa parte não parecia haver grande interesse em aumentar o ritmo.

A segunda parte foi bastante diferente, e claro que o motivo principal para que isso acontecesse terá sido o facto de termos marcado na primeira jogada que fizemos. Foi uma boa jogada de ataque, onde o Menezes aproveitou um passe de calcanhar do Coentrão para ganhar a linha de fundo, sobre a esquerda do ataque, e depois centrar atrasado para o Saviola marcar mais um golo na Liga Europa. Este golo deu confiança à nossa equipa, que agora trocava melhor a bola e conseguia mostrar a sua superioridade. Pouco depois dos quinze minutos, o Benfica praticamente matou o jogo quando, após mais uma boa jogada de ataque, o Saviola passou a bola ao Coentrão e este, dentro da área e mais uma vez sobre a esquerda, marcou com um bom remate cruzado. O jogo teria ficado resolvido ali mesmo, mas cinco minutos depois o BATE acabou por chegar ao golo de forma feliz (um autogolo do Miguel Vítor após a bola, cabeceada por um adversário, tabelar em si e seguir para a baliza), e voltou a acreditar. O Benfica pareceu tremer um pouco com o golo, e não soube aproveitar os muitos espaços que o adversário, empolgado com o golo, ia cada vez mais dando na defesa. Mesmo com o Aimar em campo, que idealmente seria o jogador para explorar esses espaços, pareceu-me que desperdiçámos várias ocasiões de contra-ataque (o próprio Aimar acabou por ter a melhor ocasião para marcar quando, solicitado pelo Cardozo, ficou na cara do guarda-redes e acabou por acertar-lhe com a bola). Do lado do BATE havia muita vontade, mas só mesmo recorrendo a livres e cantos é que conseguiam dar alguma sensação de perigo, e foi portanto sem grandes sobressaltos que chegou o final do jogo, com a vitória a sorrir às nossas cores.

Gostei bastante de ver o Felipe Menezes hoje. E não só pela jogada do primeiro golo, já que teve diversos pormenores muito bons. É ainda jovem, está a adaptar-se ao nosso futebol, mas poderemos ter ali no futuro um substituto para o Aimar. Gostei também do jogo do Coentrão, com um bom golo e não me deixando sentir a falta do Di María.

Foi bom conseguirmos esta vitória, que fechou definitivamente as contas do apuramento no nosso grupo. Mesmo não sendo fundamental, foi importante ganharmos, porque consigo imaginar o regabofe que seria e o que se diria caso o Benfica ficasse sem vencer num terceiro jogo consecutivo. Assim alguma gente sempre pode ir recolhendo as garras e as línguas bifurcadas, guardando-as para a próxima ocasião. Liga Europa resolvida, voltemo-nos agora para a Liga Portuguesa, e para o próximo jogo frente à equipa do rapaz que teve o bom senso de deixar o sportém a ver navios. Para ver se regressamos às vitórias na nossa Liga, depois da crise provocada pelo longo interregno de uma jornada sem vencer.

por D`Arcy às 00:54 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Quarta-feira, 02.12.09

Nojo

O Sporting de Braga, hoje em dia, induz o vómito e é comandado por um bando de canalhas sem vergonha. Que, como estamos nesta trampa de país, não só passeiam impunemente a sua baixeza e aleivosia, como as exibem e acenam despudoradamente na cara dos outros.

 

Um dia vão ter o que merecem.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:48 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Terça-feira, 01.12.09

Dedicado ao Jorge Olímpio Bento.

No andebol, o nosso Benfica acabou de ganhar, de forma limpa, briosa e galharda, a um clube regional assumidamente corrupto.[link] A treinar o nosso Benfica, de pleno direito e para azia de uns quantos, estava o professor José António Silva.

A uns quilómetros de distância há uma cambada de sacanas que “la estan chupando”.

por Pedro F. Ferreira às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (19)

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