VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 31.01.10

Será que comeram lentilhas?

Segundo informação que um leitor nos fez chegar, mas que ainda não pudemos confirmar, hoje almoçaram no Restaurante Anadia, restaurante do Grande Hotel da Curia, três senhores na mesma mesa: um chamado Elias, um outro chamado Carlos, mas conhecido como Carlão, e um terceiro senhor chamado Carlos Freitas.

 

Até aqui nada de especial. E nem o facto de o Carlão e o Elias serem futebolistas da União de Leiria e de Carlos Freitas ser dirigente do Sporting de Braga confere um carácter excepcional ao almoço. Aliás, nem o facto da União de Leiria jogar, na quarta-feira, contra o Benfica confere um significado diferente a este almoço entre três amigos.

 

Há já uns tempos que se diz nos mentideros do futebol que Murilo Maia (empresário de Carlão) e António Araújo (empresário de Elias) deram ordem aos atletas para não se comprometerem com nenhum clube, pois caso assim o fizessem passariam a ver Braga por um canudo.

 

Portanto, certamente que este almoço, a ter acontecido, não indicia nada de especial. O facto de um dirigente do Sporting de Braga ter almoçado com dois atletas da União de Leiria na semana em que a União de Leiria joga com o Benfica só seria relevante se conseguíssemos provar que o almoço teria sido uma pratada de lentilhas e que teria sido pago pelo Freitas. Coisa que certamente não aconteceu, pois as lentilhas não são hábito saudável num futebol que costuma preferir fruta.

 

Pelo caminho, fala-se de túneis e ninguém se preocupará com a ementa deste suposto almoço.

por Anátema Device às 23:35 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Onda

O primeiro facto a destacar no jogo desta noite é o ambiente fantástico que se viveu na Luz. 52.616 espectadores estiveram presentes, e criaram um clima como normalmente se costuma viver nos grandes jogos europeus. A onda vermelha está em pleno. Depois, claro, a vitória convincente sobre a única equipa que esta época tinha vencido na Luz, que nos mantém colados ao primeiro lugar.

Alguma surpresa pela ausência do Ramires dos convocados. No seu lugar jogou o Carlos Martins. Na defesa, o Fábio Coentrão manteve a titularidade do lado esquerdo da defesa. Entrada forte do Benfica no jogo, com o Cardozo logo no primeiro minuto a dispor de uma boa situação após ser isolado por um passe do Javi, mas logo aí mostrou que não estava numa noite sim, pois demorou muito  tempo a rematar e foi desarmado. O Vitória respondeu bem, com um esquema táctico semelhante ao que lhe trouxe bons resultados no jogo para a Taça. Não é fácil jogar contra eles, porque estão bem organizados na defesa, e depois sabem sair rápido para o contra-ataque. Apesar de algum ascendente do Benfica - até porque o Vitória ficava no seu meio campo à espera do Benfica - o equilíbrio estava a ser a nota dominante na partida, até que aos dezassete minutos o Benfica marcou. Numa incursão pelo centro o Aimar tentou passar a bola ao Cardozo, mas o passe foi interceptado e a bola voltou-lhe aos pés, tendo então ficado isolado e marcado com facilidade. Este golo acentuou o ascendente do Benfica, que parecia capaz de poder aumentar a vantagem. Mas pouco depois da meia-hora acabámos por ser surpreendidos num contra-ataque do Vitória, e o Nuno Assis (goste-se ou não dele, a verdade é que ele é claramente o melhor jogador do Vitória, e hoje fez um grande jogo) aproveitou para fazer o golo do empate, naquele que até a altura seria o primeiro remate do Vitória na partida. O Benfica acusou o golo, e durante alguns minutos voltámos a toada de equilíbrio da fase inicial do jogo, para depois nos últimos cinco minutos voltarmos a pressionar e a ameaçar chegar ao golo, mas sem sucesso.

A segunda parte foi diferente da primeira, e para melhor. O Benfica entrou mais uma vez bem, com maior agressividade e pressionando mais alto, e isto deu frutos logo aos cinco minutos, com o Carlos Martins a aproveitar para marcar com um remate colocado após uma boa iniciativa do Aimar na direita. E o bom momento do Benfica voltou a dar resultados dez minutos depois, mais uma vez através do Carlos Martins, desta vez a finalizar uma boa jogada de ataque do Benfica com um grande remate, ainda de muito longe, a resultar num golão de levantar o estádio. O jogo agora estava bastante aberto, com o Vitória à procura do golo, e esteve perto de o conseguir, mais uma vez pelo Nuno Assis, que viu o golo ser-lhe negado por uma boa intervenção do Quim. Pouco depois, quando ainda faltavam vinte minutos para o final, o Carlos Martins estragou um noite que estava a ser quase perfeita para ele, ao ver o segundo amarelo por uma inútil mão na bola, e deixando-nos reduzidos a dez. Mas esta desvantagem numérica pouco se notou. O Vitória passou naturalmente a ter mais posse de bola, mas o Benfica manteve a organização e conseguiu até criar duas oportunidades flagrantes para aumentar a vantagem. Primeiro foi o Cardozo, a partir completamente isolado desde a linha do meio campo após passe do Di María, a falhar o golo de forma inacreditável, permitindo a defesa ao Nílson. E depois foi o mesmo Nílson, com uma defesa incrível, a negar o golo ao Éder Luís, levando a bola a bater ainda na trave. Só quase no final do jogo o Vitória voltou a ameaçar seriamente a nossa baliza, mas o cabeceamento do Douglas saiu ao lado e manteve-se a nossa justa vantagem no marcador.

O Carlos Martins, com a expulsão, conseguiu estragar uma noite que estava a ser perfeita para ele. Foi pena, mas como a expulsão acabou por não ter resultados nefastos para o Benfica, isso não lhe tira a distinção de melhor jogador do Benfica esta noite. Marcou dois grandes golos, e mesmo durante a primeira parte já tinha sido um dos jogadores mais activos. Bom jogo também do Aimar, com um golo e uma assistência, e no geral muito mais participativo e decisivo do que tinha mostrado nos últimos jogos, após regressar da lesão. Menção também para o bom jogo do Di María. No campo oposto, o Cardozo teve uma noite que de certeza preferirá esquecer rapidamente.
Começou mal o jogo, e isso acabou por dar o mote para o resto da noite. A intervenção mais positiva que teve foi o toque de calcanhar para o Carlos Martins marcar o terceiro golo. De resto esteve quase sempre lento a decidir e a reagir.

Foi mais uma boa vitória frente a um adversário difícil. Temos conseguido ultrapassar estes últimos desafios, potencialmente de dificuldade elevada, com relativa facilidade e categoria. Neste momento é muito difícil travarem-nos.

por D`Arcy às 02:15 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Sexta-feira, 29.01.10

Lagartinúteis

Confirma-se: os lagartos não servem mesmo para nada.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:33 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Quinta-feira, 28.01.10

Malas

Agora que o assunto das malas de dinheiro e eventuais incentivos aos adversários do Benfica está na ordem do dia, não deixa de ser interessante recordarmos esta intervenção do Guillherme Aguiar no 'Dia Seguinte':


 

Segundo o Alguidar, 'ainda não era ele dirigente da Liga' quando isto se passava (nota: antes de ser dirigente da Liga, o Sr.Alguidar era vice-presidente do fóculporto). Mas o mais interessante mesmo é o evidente embaraço do senhor quando, após o comentário do Sílvio Cervan 'É uma vergonha', ele parece de repente aperceber-se que terá falado demais. A partir daí a frase-chave do seu discurso passa a ser 'Não sei'. Parece ser mais um caso do peixe (ou neste caso, de um tubarão de águas profundas) a morrer pela boca.

por D`Arcy às 11:30 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Estás contente por me ver ou tens o plantel do Sportem nas cuecas?

 

Receoso das represálias de Sá Pinto, Salema tenta fugir para a Nova Zelândia disfarçado de alemão e com o plantel e a equipa técnica dentro das cuecas:

www.cmjornal.xl.pt/Noticia.aspx?channelid=00000091-0000-0000-0000-000000000091&contentid=1FCCC8C7-FFA7-4895-B722-FD4D11DF60E9&h=2

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:20 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quarta-feira, 27.01.10

Novas escutas

O Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa foi mais uma vez apanhado em escutas telefónicas. Desta vez foi a falar com o jogador Ruben Micael, a combinar uma noticia. E logo a seguir, com Antero Henriques
 
Ruben Micael: Tou!
Pinto da Costa: Ruben fala o Presidente!
RM: Sr. Presidente Alberto Jardim...
PC: Não, o outro!
RM: Professor??
PC: Oh pá... é o Presidente... o teu chefe
RM: Ah... peço desculpa, Sr. Presidente
PC: Olha Ruben, que foi aquela cena que se passou na Luz?
RM: Qual cena presidente... jogámos mal, levámos na boca....!
PC: Não, aquela cena que disseste que se passou no túnel?
RM: Oh, não se passou nada... era só para meter nojo. Estava chateado com a derrota... e pus-me a inventar!
PC: Olha que acho que estás enganado...!
RM: Ah?
PC: Sim... estás enganado. O Jorge Jesus no túnel colocou-te dois dedos...
RM: Oh presidente... não foi a mim, nem foi no túnel e foram quatro dedos. Foi ao mister Machado... e na altura até me ri com a piada do Jesus.
PC: Ruben... escuta... foi a ti, foi, e nada que vem do Benfica tem piada. E escuta, não me voltes a interromper, percebeste?
RM: Desculpe presidente,.....
PC: Então é assim, tu vais dizer isto aos jornais: "Que o Luisão estava a falar com o Cléber. Como o Luisão tinha amarelo, de repente vem o Jesus em direcção ao Cléber e empurrou-o. Como estavas lá perto, disseste ao Rui Costa para pedir ao Jesus para ter calma. Depois vieste embora, em direcção ao balneário, e no túnel aparece o Rui Costa num lado e o Jesus noutro. O Rui Costa a dizer muitos palavrões, repetindo-os várias vezes, e o Jesus põe-te dois dedos na cara. Quando viu que não respondias, afirmas que ele voltou a pôr-te os dois dedos. Terminas a dizer que começaste a rir e foste para o balneário."
RM: Mas isso é mentir....!
PC: Está calado que quem manda sou eu. Anotaste tudo??
RM: Sim, sim presidente......!
PC: Vê lá se fazes isso bem feito, senão acontece-te a ti o que aconteceu ao outro ilhéu, ao Bruno, voltas para a Madeira de carrinho!
RM: Está bem presidente....está bem!
PC: Pronto, bem-vindo ao clube... e se tiveres saudades de uma frutinha tropical para recordar a Madeira, avisa
RM: Obrigado, Presidente
 
Entretanto, Pinto da Costa fala a Antero Henriques
 
AH: Então Presidente?
PC: Olha já falei com Ruben... para ele inventar uma cena no túnel no jogo com o Benfica
AH: Génio...o senhor é um Génio. Ele aceitou?
PC: O gajo fez-se de dificil... mas eu... mostrei quem manda
AH: Um génio Presidente... um génio!
PC: Vá... abraço!
AH: Um génio presidente... um génio!
 

 

P.S.: Estas conversas não passam de mera ficção, inspiradas nas conversas reais tidas entre Deco e Pinto da Costa, e entre Pinto da Costa e Antero Henriques

Malas de dinheiro, fruta e decoradoras

- Isto é algo que já sabíamos que tem sido prática corrente na maioria dos jogos contra o Benfica (e que já denunciámos tanto aqui como no programa), e é apenas a ponta do iceberg. Talvez alguns agora percebam melhor as declarações histéricas e desajustadas de vários jogadores adversários no final dos jogos com o Glorioso, como os cretinos do Rúben Micael e Peçanha.

Este ano vale, mais uma vez, tudo. Metam lá a carne toda no assador, enquanto fazem sessões espíritas. E a fruta toda que quiserem, já agora. É por isso que os festejos em Maio vão ser ainda maiores. Contra tudo e contra todos, como sempre;

- Por falar em fruta, o Rúben Micael é um moço saudável obcecado por fruta. Sai de uma ilha onde há muita e vai para um clube que a oferece a torto e a direito. Adequadamente, até já faz declarações com melões enfiados no rabo;

- Dá-se um bocado de protagonismo ao Salema e começa imediatamente a fazer cenas em público e a tentar redecorar o Alvalixo ('Querido, Mudei o Estádio'). ‘Ah, devíamos lá ter mais uma taça no Mundo Lagarto’. ‘E os cortinados deviam jogar com a cor das prateleiras’. Tem um ar zangado. Ou partiu uma unha ou rasgou uma meia.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:07 | link do post | comentar | ver comentários (29)

O nome do Glorioso projectado no Mundo

Só para completar a ideia da importância do Jogo Contra a Pobreza como forma de projectar o nome do Benfica no mundo, expressa neste post do Artur, aqui vai um exemplo disso mesmo, recolhido da secção de desporto da edição de hoje do "The Times of India".

O facto de o autor do 3º golo dos "Amigos do Zidane" ser indiano foi a nota de destaque...

 

Terça-feira, 26.01.10

Desnorteado

(em complemento ao post sobre o MST)

 

O MST é, muito provavelmente, um dos exemplos mais flagrantes de petulância bacoca disfarçada de militância clubista. Acha-se mais esperto que os outros, quando no fundo é um burro de proporções eduardobarrosianas, mas agita a sua deslocada presunção como uma bandeira pejada de erros ortográficos. MST comete o erro habitual dos desonestos presunçosos: acha que os outros é que são burros.

 
Hoje, MST veste mais vez o seu maillot para dar mais um sarau de ginástica à volta da verdade e umas piruetas invertidas sobre a decência, enquanto tentar justificar o injustificável.
Comparar as escutas asquerosas e desavergonhadas do Médium Pinto e sua pandilha com a ridícula escuta em que aparece LFV é, muito simplesmente, estar desesperado. E, lá está, ser profunda e inapelavelmente burro, por achar que os outros é que o são.
MST mente, e mente com todos os dentes que tem na boca (que são, aliás, mais do que merece). Toda a gente sabe que LFV não ligou a ninguém e não pediu rigorosamente nada. O telefonema surge porque LFV não atendeu uma chamada de Pinto de Sousa (agora que penso no assunto, há muito galináceo envolvido nisto), sendo que o Major lhe liga a seguir. E toda a gente sabe que o que está nessa inócua escuta mais não é do que a auscultação que era prática usual fazer-se aos clubes envolvidos (fez-se ao Benfica como se fez ao Belenenses) em jogos da Taça. Aliás, há escutas em que esta mesma situação ocorre com jogos do Clube do Guarda Abel, mas nem foram utilizadas por serem completamente inofensivas e inúteis. É esta a arma de arremesso que MST tem contra LFV? Patético.
 
Mais uma vez as piruetas acrobáticas resultam numa queda desamparada de cara no chão. É capaz de já chegar. Aquela cara (e uso livremente o termo) já sofreu muito. Ao menos que tenha algum sentido de auto-preservação, porque a vergonha, essa, já se foi há muito.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (31)

Foi bonita a festa, pá, com a nossa gente!

Foi uma emoção e um orgulho estar ontem no Estádio da Luz.

 

Orgulho-me de ser Benfiquista, de ver o meu Clube associado a uma iniciativa que além de meritória tem impacto mundial, de sermos o primeiro Clube a organizar um destes jogos, orgulho-me de ver a águia Vitória admirada por algumas das maiores estrelas do futebol mundial, de olhar em volta e ver as bancadas cheias maioritariamente de Benfiquistas como eu. Sim, porque foi essencialmente o público Benfiquista que lá esteve.

 

Emocionei-me ao rever em jogo o Humberto, o Néné, o Shéu (que bem que ainda joga, que grande sentido posicional), o Schwartz, o Magnusson, o Chalana, o Mozer, o Veloso, de ver jogadores ainda no activo como Miccoli, Katsouranis e Karagounis que quiseram estar aqui vestidos com o Manto Sagrado (dos que gostei menos de ver ali não vou falar; foi dia de festa, e quem os convidou merece o meu respeito).

 

Foi uma festa bonita; viram-se momentos de futebol com qualidade, como o fantástico passe do Miccoli para o primeiro golo, e alguns momentos mágicos do Zidane, do Káká; rendeu mais de meio milhão de euros para o Haiti; projectou mais uma vez o nome do Glorioso no Mundo.

 

Grande noite de Benfiquismo!

 

por Artur Hermenegildo às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Usa-se a virtude para comprar o que não tem perdão.

Miguel Sousa Tavares prestou-se também hoje, na sua crónica publicada no jornal “A Bola”, a fazer uma figura pouco digna para quem se leva a sério e para quem quer que os outros o levem a sério.

 

Nesta crónica, MST resvala para o campo da demagogia desavergonhada. Apenas num momento de pura e suja demagogia alguém mete o passado de digna e louvável luta anti-fascista da família (e o pai dele sim, foi um lutador contra tiranos e corruptos como o que ele hoje tentou branquear. Tal como a mãe do dito denunciou, e de que maneira, o poder sujo da tirania) para fazer uma porca e desonesta comparação entre a PIDE e um processo mal parido e pior julgado que envolve o dono do seu clube. Aquilo que MST hoje escreveu nem pode ser considerado desonestidade intelectual, pois a desonestidade nem sempre necessita ser adjectivada.

 

Tenho para mim que é sempre feio ver um puto cuspir na sopa, mas é muito pior ver um filho escarrar na memória dos progenitores. Nuns casos, dá-se um pedagógico estalo. Noutros casos – porque, apesar do cheiro, já não estamos a falar de fedelhos em cueiros sujos  –  dá-se-lhe um cigarro ou um copo de whisky. Não resolve, mas pelo menos acalma a toleirice e dá ao tolo a desculpa da putativa bebedeira.

 

Há sempre uma outra solução para a deturpação da verdade que MST escreveu sobre Luís Filipe Vieira: fazer queixinhas ao presidente do Benfica e, publicamente, instá-lo a levantar um processo contra o opinador. Mas isso seria uma atitude reles, digna de gente mesquinha, birrenta e com uma visão tacanha da democracia. Este tipo de atitudes não é a dos benfiquistas, tal como nunca foi a do Francisco ou da Sophia. E por falar em Sophia, ocorrem-me hoje dois versos actuais e apropriados ao que se vai lendo “Porque os outros usam a virtude / Para comprar o que não tem perdão.”

por Pedro F. Ferreira às 10:46 | link do post | comentar | ver comentários (35)
Domingo, 24.01.10

Segunda

E pronto, era preciso ganhar em Vila do Conde para garantirmos a passagem às meias-finais da Taça da Liga, e foi-se ganhar a Vila do Conde pela segunda vez no espaço de duas semanas. Isto perante a fantástica massa adepta benfiquista do norte do país, que encheu as bancadas do Estádio dos Arcos mais uma vez.

Já escrevi antes sobre a pouca importância que dou a esta competição, mas o Benfica quando entra seja em que competição for, tem que jogar para ganhar, e foi portanto uma equipa praticamente titular aquela que iniciou hoje o jogo. Alterações ao onze padrão apenas o Moreira na baliza, o Carlos Martins no lugar do Ramires, e o Fábio Coentrão no do Peixoto. O Rio Ave deu ideia de ter entrado um pouco melhor no jogo, mas ao fim do primeiro quarto de hora já o Benfica tinha invertido isto, pegando no jogo e partindo na procura da vitória de que necessitava.
Ao contrário do jogo para a Liga, em que a primeira parte tinha sido fraca, desta vez o Benfica não ficou à espera do intervalo para impor a sua superioridade. Sem deslumbrar, o Benfica ia dominando e criando situações de algum perigo, que na sua grande maioria acabaram desperdiçadas devido à pouca inspiração no momento do passe final. Ou os centros eram demasiado largos, ou os passes demasiado curtos, ou então demorava-se um segundo a mais a decidir, e o remate acabava por não surgir. O Aimar esteve desinspirado esta noite, e isso notava-se, e mesmo o Saviola não estava nos seus melhores dias. Por isso, e apesar do jogo mostrar uma cara diferente da do jogo da Liga, o resultado ao intervalo era o mesmo: um nulo no marcador.

E tal como no jogo a contar para a Liga, após o intervalo não foi preciso esperar muito para vermos um golo do Benfica. Foi aos quatro minutos, num bonito remate cruzado do Carlos Martins, sobre a direita, após passe do Cardozo. Dada a superioridade que o Benfica já mostrava antes do golo, depois de obtida a vantagem pensei que pudéssemos assistir, mais uma vez à semelhança do jogo anterior, ao Benfica a gerir tranquilamente a vantagem. Mas as semelhanças com esse jogo terminaram abruptamente cinco minutos depois, quando o árbitro descortinou uma falta do David Luiz num desarme de carrinho dentro da área, e o Rio Ave aproveitou o respectivo penálti para empatar (pena que o árbitro não tenha tido o mesmo critério ou coragem para apitar em duas outras situações, passadas dentro da área do Rio Ave). O Benfica abanou um pouco com o golo sofrido, e durante alguns minutos não conseguiu ter o mesmo controlo no jogo, mas voltou a reassumi-lo para dominar completamente durante os vinte minutos finais. Logo a seguir a de um susto, quando o Rio Ave obrigou o Moreira a fazer a única defesa digna desse nome durante o jogo, acabámos por marcar praticamente na resposta, com o Di María, desmarcado na esquerda pelo Cardozo, a isolar-se e a rematar cruzado. Faltavam nesta altura quinze minutos para o final, e durante este período foi sempre o Benfica quem esteve mais perto de voltar a marcar, sendo o momento de maior perigo quando o estreante Kardec conseguiu acertar duas vezes consecutivas no poste.
Pena que não tenhamos conseguido voltar a marcar, já que mais um golo significaria a vantagem uma maior probabilidade de jogarmos a meia-final em casa.

Destaco o Cardozo, que apesar de não ter marcado fez as assistências para os nossos dois golos. Também gostei do Di María, que foi dos mais activos no jogo, criando situações de perigo e sendo recompensado com o golo decisivo. Também gostei de ver o Maxi, sobretudo na segunda parte, em que controlou o seu lado à vontade e apoiou várias vezes o ataque com perigo. Quem esteve menos bem hoje foi o Aimar, que teve algumas perdas de bola e demasiados passes errados para aquilo que lhe é habitual.

Nas meias-finais já estamos, agora lá teremos corremos o risco de ter que ir jogar o acesso à final a casa do sportém ou dos andrades, já daqui a duas semanas e meia. É mantermos a mesma atitude desta noite, e jogarmos para ganhar.

por D`Arcy às 23:17 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Sexta-feira, 22.01.10

Estertor

É com satisfação que vou assistindo ao lento definhar de um velho, doente e bafiento sistema, que durante décadas tem controlado e estrangulado o futebol português. Mais me satisfaz ainda quando vejo que, antevendo um fim próximo, o desvario o leva a dar tiros nos pés e a cometer asneiras infantis, quais estertores desconexos de um moribundo.

 

É por erros destes que, por exemplo, vemos "a mais eficaz gestão desportiva de que há memória em Portugal" contratar uma mão cheia de argentinos, planeando 'exemplarmente' o plantel para toda uma época, e depois nenhum deles servir e terem que ir a correr descobrir petróleo para poderem ir à Madeira às compras. Ou que vemos jogadores seus suspensos preventivamente como consequência de uma lei por eles aprovada (e em cuja votação o Benfica se absteve), após esses mesmos jogadores, sempre exemplarmente geridos, se terem envolvido em cenas de pancadaria com seguranças no túnel da Luz - já agora, gostaria de saber se as constantes e públicas pressões do fóculporto sobre o Conselho de Disciplina da Liga relativamente a este processo não poderiam ser designadas por um termo com o qual o público esteja familiarizado. Por exemplo, 'coacção'?

 

Relativamente ao 'caso' do túnel da Luz, acabámos de assistir a mais um estertor do moribundo. Lançando presumivelmente mão dos seus avençados na imprensa, vemos agora o inefável Pasquim e o seu primo direito CM informarem-nos (aproveitando uma notícia da Lusa, que tão boas relações tem connosco) que, afinal, o ano passado já teriam havido confrontos com jogadores andrades no túnel da Luz. A lógica perversa subjacente que nos tentam impingir é óbvia: se já o ano passado houve confrontos no perigoso e armadilhado túnel da Luz, e daí não resultaram nenhumas consequências disciplinares, então o que a Liga terá a fazer no caso presente será exactamente o mesmo. Simples e eficaz. O problema é que os supostos 'confrontos' miraculosamente desencantados pelo CM parecem ser uma espécie de fábula. Se o melhor que conseguem arranjar para tentar atenuar o que se passou este ano são quatro minutos de imagens em que o que se vê são pessoas a andar de um lado para o outro e depois, mais uma vez, os jogadores do fóculporto todos à molhada (parece que é algo que lhes está nos genes), então o desespero deve ser total.

 

É que, para azar dos andrades, tenho a impressão de que as imagens das agressões perpetradas este ano pelo Homem Porco e o Incrível Alcoólico (com a ajuda de outros) não deixam margem para dúvidas, ou para se poderem classificar as agressões de 'alegadas'. Até porque houve alguém que acabou no hospital.

por D`Arcy às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (40)

Major Jorge Nuno Creosote da Costa.

Não sei qual é o motivo. Não sei explicar bem. Mas ao ver o estado a que chegou o “sistema” depois de quase três décadas a vampirar a verdade do futebol português, depois de ver as reacções do “sistema” à divulgação das escutas telefónicas da(s) cabeça(s) do polvo, a única imagem que me ocorre é a do Mr.Creosote:

 

 

A divulgação das escutas é a 'wafer-thin mint' desta podridão que já leva quase três décadas. Estamos a assistir ao pequeno arroto antes da regurgitação final.

por Anátema Device às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (16)

E se...?

Creio, e tenho-o afirmado várias vezes, que o Benfica TV tem sido uma arma fundamental não só na defesa do clube como no desmascarar da teia de compadrio e corrupção que tem dominado o futebol português.

 

Na sequência do post do Pedro Ferreira sobre o"Dia Seguinte", pergunto: e se o Benfica TV organizasse a sua versão dos programas tipo dia seguinte, trio de atatque, etc?  Excatamente com o mesmo formato, convidando personalidades conhecidas do do grande público que sejam um adepto do scp e outro do fcp, mas que sejam pessoas sérias interessadas em discutir seriamente os temas, e não os palhaços de serviço nos actuais canais.

 

Estou a pensar por exemplo num José Diogo Quintela para representar o scp, e de certeza que haverá alguém do fcp que se oponha a pinto da costa e esteja disposto a participar.

 

É um desafio que lanço aqui ao Ricardo Palacin.  Nada temos a perder ao mostrar que não temos medo de dar voz a não Benfiquistas, desde que se mantenham os princípios de seriedade e respeito pela verdade que nos devem nortear.

por Artur Hermenegildo às 17:01 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Quinta-feira, 21.01.10

Caguinchas

Custa-me a acreditar que alguém ainda tenha dúvidas que o Sportem (nomeadamente as suas figuras de topo e a maioria dos 'notáveis') tem sido conivente com toda a porcaria que se tem passado no futebol português nos últimos 25 anos, ou que o clube do Guarda Abel teria conseguido tudo o que conseguiu sem o beneplácito tácito – por ausência de reacção – do mais fraco dos chamados grandes. Mas estas declarações e o seu timing, no fundo, dizem tudo. Este pateta não está preocupado com o facto de, nas escutas hoje divulgadas um pouco por todo o lado, se combinar – de forma clara e sem papas na língua - a nomeação dos árbitros mais convenientes, de se providenciar a oferta de ‘fruta’, ‘rebuçados’ e ‘meias de leite’ aos mesmos, de se arranjar a visita de árbitros a casa de dirigentes nas vésperas de jogos ou até dos dois mais conhecidos protagonistas da radionovela ofenderem e troçarem do seu actual presidente e do ‘atrasado mental’ (sic) do roupeiro do seu clube.

Não, este hipócrita – Presidente da Assembleia Geral da SAD do Sportem - está é preocupado, e foi logo extraordinariamente solícito em demonstrá-lo (estranha premência), com a legalidade da publicação das escutas na comunicação social (quem deve ser perseguido, infere-se, é quem as publicou e não os indivíduos nelas desmascarados). Foi exactamente esse formalismo exacerbado e essa hipócrita primazia da forma sobre a substância (desvirtuadora do verdadeiro espírito da justiça) que permitiu aos intérpretes das escutas saírem impunes e ainda terem a distinta lata de gozar com o facto. E se calhar agora até percebemos muito bem quem foram exactamente alguns dos que os defenderam. E qual é também, exactamente, o sistema de alianças que suporta o polvo.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:47 | link do post | comentar | ver comentários (31)

Sei que não vou por aí!

A falência moral, civilizacional e estrutural de um país começa a medrar de forma purulenta, às escondidas, no bas-fond mafioso dos pequenos caciques locais que se julgam impunes no bairro onde mandam.

 

Aos poucos, alicerçados numa cultura que vagueia entre o favor, a chantagem e a violência, essa gente pequena vai expandindo influências e poder, vai conseguindo ter homens no bolso e vai conseguindo meter no bolso de alguns homens o valor pelo qual se venderam. Tal como na metáfora bíblica Esaú vendeu por um prato de lentilhas o seu direito à primogenitura, não são poucos os que venderam o direito a andar de cabeça erguida e a olhar os seus pares nos olhos. As lentilhas foram trocadas pelos quinhentinhos, pelas viagens ao Brasil e pela fruta. Falamos de homens que se vendem e de homens que os compram. Falamos de corruptores e de corrompidos, falamos de corrupção. Falamos de um crime perpetrado por criminosos.

 

A falência moral, civilizacional e estrutural de um país confirma-se quando o poder político e o poder judicial não só não condenam os criminosos como convivem, louvam e ajoelham perante esses mesmos criminosos.

 

Nesse momento já nada resta ao país. Ao cidadão resta apenas olhar incrédulo para a decadência das estruturas e dos pilares em que outrora acreditou. Enquanto, revoltado, vê juízes e deputados beijarem a mão dos criminosos e, deste modo, escarrarem na justiça, na democracia, num país e num povo, na sua História e no seu futuro, resta ao indivíduo resistir e gritar bem alto:

«Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou

- Sei que não vou por aí!»

 

* Excerto de um poema de José Régio.

 

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Ligações para notícias sobre escutas do caso Apito Dourado no youtube:

 

Jornal A Bola: [link]

Jornal Record: [link]

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Pode ver tudo aqui:

Canal de tripulha

por Pedro F. Ferreira às 10:58 | link do post | comentar | ver comentários (48)

Violência doméstica

 

Típico. Tanto dorme com eles como lhes dá porrada a seguir.

 

Link útil 

 

 

p.s. aposto que o Salema até chorou com os nervos

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:06 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Quarta-feira, 20.01.10

Recordar a infância.

Hoje vou falar de recordações da minha infância. Tanto se fala de colos e colinhos que fiquei nostálgico.

 

Contudo, vou recuar apenas até à escola primária. Na primária, geralmente, o amigo que tinha a bola é que ditava as regras. Ou era segundo as regras dele ou acabava ali o jogo. A malta, como o que queria era jogar à bola, aceitava.

 

Ora, este ano parece que, no Dragão, a equipa da casa, qual "puto que leva a bola" ,dita as regras.  1) Com a mão apenas os jogadores da casa podem jogar. 2) Durante os 90 minutos a anatomia dos corpos dos adversários sofre mutações: é braço toda e qualquer parte do corpo acima do tornozelo. 3) Apenas os jogadores da casa podem ter o privilégio de agredir os adversários. 4) É legítimo a qualquer jogador da equipa da casa utilizar toda e qualquer parte do corpo para introduzir a bola na baliza do adversário.

 

Voltando a recordar a infância, o amigo que tinha a bola era quase sempre um tipo que não jogava a ponta de um chavelho. Como tal, precisava de equilibrar a balança. Mas ainda assim, recordo-me que a falta de jeito era tanta que nem com as suas regras conseguia ganhar.

 

Olhando para o caso da equipa da casa do Dragão, concluo que eles são como o amigo que tinha a bola: não jogam nada e apenas com as suas regras têm conseguido ganhar.

Terça-feira, 19.01.10

No pasaran!

Esta foi a resposta de Ricardo Araújo Pereira a mais uma canalhice de Pinto da Costa.

À imagem de outros tiranetes de ocasião, Pinto da Costa decidiu fazer com Zé Diogo Quintela (um dos poucos lagartos que consegue fazer comédia na tragédia) o que já fizera com Ricardo Araújo Pereira e com outras personagens simpatizantes do Benfica que, publicamente e sem medos, denunciaram e denunciam práticas de corrupção espúrias perpetradas nas últimas décadas do futebol português.

O objectivo é apenas um: intimidar. Um processo em tribunal obriga a perder tempo e dinheiro, obriga a que a nossa vida pessoal e profissional fique afectada por um conjunto de chatices e aborrecimentos, acima de tudo é algo que nos vai desgastando.

Esta prática por parte dos bokassitas de ocasião é recorrente, e contra esta forma suja de escarrar na democracia só há uma opção: resistir.

por Pedro F. Ferreira às 08:54 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Segunda-feira, 18.01.10

O Fantoche CPS

Percebo que a ‘A Bola’ tenha de empregar gente de diversa formação moral e de diversa simpatia clubística. São as regras do jogo, em nome de uma inquinada independência que no fundo mais não faz do que criar um sistema de quotas, que por sua vez cria postos de trabalho para toda a espécie de cancros purulentos que se convencem que são jornalistas. São critérios falhos naquilo que devia ser o principal: a qualidade do jornalista e a sua idoneidade. Como consequência, pululam pelas páginas d’A Bola (como por muitos pasquins bastante piores – sejamos justos) verdadeiros ruminantes apenas competentes no exercício despudorado de uma desonestidade intelectual flamejante.

Ao abrigo da tão propalada pluralidade, há de tudo nas páginas d’A Bola. Patetas líricos como o Vítor Queirós, que exibem descomplexadamente as suas fixações homo-eróticas pela equipa técnica do FC Porco e pelo Bruto Alves; canalhas refinados como o Rui Moreira e o Miguel Sousa Tavares; gente que eleva a imbecilidade a uma forma de arte, como o Eduardo Barroso; e até totós sósias do Millhouse dos Simpsons como o Rogério Alves.
Enfim, são critérios de recursos humanos próprios de quem renega a data inequívoca de fundação do Glorioso, mas que depois aparece na Gala de Aniversário para encher o bandulho.
 
Apesar de tudo, e de toda a estupidez e desonestidade intelectual que por ali vai passeando o rabo, há aqui claramente que separar as águas. Uma coisa são os opinadores e colunistas convidados conotados com determinado clube que puxam, de forma natural, a brasa à sua sardinha – de forma mais ou menos intelectualmente honesta, de forma mais ou menos clarividente (normalmente muito pouco honesta e muito pouco clarividente), gostemos ou não. Outra coisa, muito diferente, são os jornalistas da casa, os verdadeiros assalariados do jornal, a sua massa crítica. No primeiro caso inclui-se uma víbora como o Rui Moreira. No segundo caso, um assalariado como o lunático do Vítor Queirós. E se os primeiros assinam artigos de opinião naturalmente parciais (ou, na maioria das vezes, cretinices anti-benfiquistas, porque é essa a sua forma de vida), os segundos têm a obrigação – assim os obriga o código da profissão – de ser isentos. No caso dos jornalistas que seguem o FC Porco n’A Bola não só não é assim, como devem fazer parte de uma seita que reza a réplicas da dentadura postiça do Jesualdo e a garrafinhas de gases intestinais do Mestre Pinto.
 
Dir-me-ão alguns correligionários da liga Anti-Benfica que também há n’A Bola quem defenda o Benfica. Não é verdade. O que há felizmente ainda n’A Bola são alguns jornalistas honestos que defendem a verdade e que, fazendo-o, são isentos e justos para com o Benfica, como o são para os outros.
 
Pois muito bem. Serve este intróito para quê, além de constatar o óbvio? Para desmascarar um canalha e para me fazer sentir melhor. N’A Bola, o líder da tal pandilha de adoradores do clube do Guarda Abel e do guru do aconselhamento familiar (que agora também é médium) faz parte dos quadros do jornal (é, aliás - pasme-se - editor executivo) mas está ao serviço de outra entidade. E tem nome: Carlos Pereira Santos.
Há muito tempo que seguro o vómito quando passo pelas croniquetas e textos ridículos desta pobre imitação de jornalista que mais não é do que um fantoche que passa para o papel os recados de quem lhe manieta os entrefolhos. E tenho, avisadamente, optado pelo que esta gentalha merece, na realidade: total e absoluto desprezo. Não tem sido fácil reprimir a vontade de vir adjectivá-lo com toda a espécie de mimos, mas tenho exercido um autocontrolo semelhante ao que me impede de partir a cabeça de todas as Testemunhas de Jeová que me batem à porta. O moço Santos passeia o seu ódio ao Benfica com uma desfaçatez trocista e uma impunidade tal que denuncia conivência por parte de quem tem responsabilidades no jornal. Trata-se de alguém a quem, além de acompanhar o clube dos quinhentinhos e de escrever textos onanistas sobre o mesmo, é dada uma coluna em local de destaque para vomitar a porcaria que lhe vai na alma, que é invariavelmente porcaria anti-benfiquista ofensiva e ordinária. Isto é aceitável num jornal oficial de um clube, num blog, num qualquer site da Internet. Não é aceitável num jornal desportivo com pretensões de respeitabilidade.
 
Hoje, e seguramente ainda enxofrado com as cinco abóboras que o Glorioso ofereceu ontem, este ordinário dedica uma coluna a ofender Luís Filipe Vieira, a quem chama um dos últimos humoristas lusitanos, e o Benfica, mencionando mais uma vez figuras do Estado Novo. Isto tendo como mote as inatacáveis declarações de LFV sobre a natureza nacional (e não regional) e unificadora (e não divisora) do Benfica.
Ao dar guarida a textos e cretinos destes, ‘A Bola’ está a ser conivente com os mesmos, e isso, além de não ser bonito, é parvo, porque os Benfiquistas é que alimentam o mercado e normalmente não gostam que se ofenda o seu Clube e o seu Presidente. Eu, pelo menos, levo a mal.
Por isso, estive a pensar e acho que o mínimo que A Bola pode fazer é deixar-nos brincar também um bocado com o fantoche para enviar recados de volta.
 
Muito bem, moço Santos. Como é tão eficiente a traduzir para o papel os recados dos donos, eu tenho um para V. Exa lhes transmitir a eles (e não espero nada menos que a eficiência do costume):
 
Continuem a falar com os mortos, que nós continuamos a despachar os vivos.
 
 
 
p.s. porque n’A Bola, por entre toda esta diversidade colorida, também há jornalismo de qualidade que não tem medo de denunciar a hipocrisia do futebol português, leiam o texto do José Manuel Delgado sobre o estranho caso de um candidato ao título que empresta jogadores e reforça um concorrente directo que está 6 pontos acima. Porque estará o clube do Carlos Calheiros tão interessado em manter o Braga em condições de disputar o título, hein?
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (80)

Goleada

Levou o Marítimo aqueles que merecia ter levado na primeira jornada, e a goleada final de 5-0 até poderá fazer que foi um jogo fácil, mas a verdade é que nem sempre tudo foram rosas.

Apresentámos o onze mais 'titular' de início, e o jogo não começou nada bem para o nosso lado. Logo no primeiro minuto, um susto com um ressalto no David Luiz a levar a bola ao poste da nossa baliza. Os primeiros minutos davam a entender que o jogo não seria fácil, com a nossa equipa a falhar muitos passes logo na saída para o ataque, sendo que neste particular a qualidade de passe do Aimar estava estranhamente abaixo daquilo que lhe conhecemos. O Marítimo dava a ideia de conseguir estar a controlar-nos sem muita dificuldade, embora sem dominar, e por isso oportunidades de golo nem vê-las durante a primeira fase do jogo. Tudo isto terminou de forma abrupta à meia hora de jogo. É que na primeira oportunidade criada pelo Benfica, marcámos. Na verdade foram quatro oportunidades em uma, com o Peçanha a defender um primeiro remate do Aimar e as duas recargas do Cardozo que se seguiram, mas depois a não poder fazer nada quando o Cardozo, com toda a calma, levantou a cabeça e colocou a bola para o segundo poste, onde o inevitável Saviola apareceu a cabecear para o golo.

Logo a seguir o Marítimo ficou reduzido a dez, e cinco minutos depois o Di María, numa jogada individual fantástica, ganhou a linha de fundo e ofereceu o golo ao Maxi. A partir daqui foi evidente que o vencedor do jogo estava praticamente decidido, e mais evidente ficou no último minuto da primeira parte, quando após passe do Di María, o Cardozo viu o seu remate para golo ser travado com a mão por um defesa do Marítimo. Penálti evidente e expulsão óbvia, tendo o Cardozo aproveitado para fazer o terceiro golo. Saindo para intervalo a vencer por três golos de diferença, e com o adversário reduzido a nove, a segunda parte seria apenas para cumprir calendário, e o interesse residia apenas em ver quantos golos mais conseguiríamos marcar, o que dependeria muito do quanto estaríamos dispostos a forçar o andamento.

A verdade é que nunca me pareceu que o Benfica estivesse muito interessado em carregar muito e jogar a uma velocidade muito alta. A segunda parte foi, pois, de reduzido interesse, e algo aborrecida de ver. Dominámos, como era óbvio face a uma equipa reduzida a nove, mas a atitude foi mais de deixar o tempo ir correndo, e ver se os golos iam aparecendo. As saídas de jogadores importantes como o Ramires, Aimar e Saviola também terá ajudado à redução do ritmo de jogo. Logo aos cinco minutos apareceu o quarto, um autogolo a cruzamento do Maxi, a finalizar uma boa jogada de envolvimento na direita. E o quinto golo surgiu a vinte minutos do final, com o Luisão a antecipar-se de cabeça ao guarda-redes do Marítimo após um livre da direita marcado pelo Di María (acabou por estar ligado a três golos). Pelo meio, apenas num remate do Carlos Martins estivemos perto de marcar. Até final, apenas duas ou três situações de algum realce, em remates do Di María, Javi García e David Luiz. Ficámo-nos pelos cinco golos, a um de diferença da goleada do ano passado.

É estranho que no final de um jogo ganho por cinco golos de diferença não me seja fácil lembrar-me de algum jogador que se tenha destacado muito dos outros. Talvez mereça realce o facto do Di María, após uma primeira meia hora bastante má (embora durante esse período praticamente toda a equipa tenha estado desinspirada) ter acabado por ter intervenção directa em três dos nossos golos. Gostei do jogo do Javi García, embora não seja novidade nenhuma o espanhol estar em bom plano.

Conforme se exigia, conquistámos duas vitórias nos dois jogos seguidos fora de casa, que se anteviam difíceis, e até deu para aumentar para seis pontos a vantagem sobre os andrades, que não aproveitaram os seus dois jogos em casa para encurtar distâncias. Agora o campeonato só volta no final do mês, com uma jornada que, em teoria, apresenta boas possibilidades de nos ser benéfica. Entretanto, gostaria de saber se não há qualquer punição disciplinar que possa ser aplicada ao Peçanha. É que o homem apresentou-se na flash interview claramente alcoolizado.

por D`Arcy às 00:06 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Domingo, 17.01.10

Ó Peçanha...

...vai comer um belo balde de merda fumegante, seu atrasado mental. És uma besta. Só um dromedário sifilítico é que, perante um jogo em que um árbitro apenas cumpriu as regras onde teve de as cumprir - e ainda por cima perdoou um penalty e uma expulsão ao Marítimo - ainda consegue ir a uma flash interview e portar-se como uma virgem ofendida, quando não passa de uma prostituta rasca.

As cinco batatas que sofreste hoje, meu animal, já as devias ao Benfica desde o primeiro jogo da primeira volta, e devias ter comido mais cinco, seu estupor.

Tenho a certeza que para te comportares desta maneira já deves ter contrato com os corruptos. Digo o mesmo que disse quando o Rodriguez foi para o FC Porco: é, no mínimo, adequado. As prostitutas devem estar junto de quem está habituado a gerir estabelecimentos onde elas proliferam.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:18 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Tenham paciência II

Pensando melhor, talvez porrada não chegue. Isto só muda quando alguém morder o pó.

Ao Lucílio, espero sinceramente que se engasgue com a fruta que isto lhe rendeu e que ninguém lhe acuda.

 

Na comunicação social amanhã tudo isto vai ser branqueado, mais uma vez. País de merda, que não merece o Benfica.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:00 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Marítimo - Benfica

É ponto assente que tanto as exibições como os resultados conseguidos pelo Glorioso até agora são muito melhores que os da época passada. Mas como a ambição desmesurada não é saudável, gostaria de dizer aos jogadores do Benfica que hoje ficarei contente com um resultado semelhante ao da temporada transacta...

 

P.S. - Tal como frente à Naval, uma vitória nesta partida será lembrada no futuro, se formos campeões, como fundamental para o título. Há oportunidades que não se podem perder.

por S.L.B. às 13:41 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Sábado, 16.01.10

Tenham paciência...

...mas este país só lá vai à porrada. Só quando alguém partir esta merda toda é que isto se endireita.

 

E o animal que arbitrou o jogo dos corruptos devia ser o primeiro a levar.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 21:06 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Quinta-feira, 14.01.10

Batalha

Um empate acabou por ser um mal menor após a batalha naval que foi o jogo desta noite, disputado num campo em más condições devido ao temporal que sobre ele se abateu.

Meia equipa foi poupada no onze inicial, alinhando dos titulares a defesa habitual (menos o guarda-redes, que foi substituído pelo Júlio César) e no meio campo o Ramires e o Aimar. Quanto ao resto, Roderick a trinco, Coentrão a completar o meio campo, e Nuno Gomes e Éder Luís (a estrear-se) no ataque. A primeira parte foi o mais previsível possível face às condições em que se disputava o jogo. Muita competitividade, muita luta, sobretudo na zona do meio campo, mas pouco futebol bem jogado e uma quase total ausência de oportunidades de golo. Falar de futebol jogado, aliás, nem faz muito sentido. A equipa que melhor se adaptaria ao estado do campo era aquela que mais rápida e eficazmente conseguia levantar a bola e despejá-la para a frente, já que trocas de bola ou jogadores a transportá-la em corrida era quase impossível. O nulo ao intervalo não só era ajustado, como aliás se previa que pudesse permanecer inalterado até ao final.

Mas a segunda parte (já sem Aimar e Nuno Gomes, mas com Javi García e Cardozo e a jogar em 4-4-2) foi diferente. Não na qualidade de jogo, porque era impossível apresentar um futebol muito melhor naquelas condições, mas sim na quantidade de oportunidades de golo que surgiram para ambas as equipas. Começou melhor o Guimarães, ameaçando logo com um remate de meia distãncia, e mostrando-se mais perigoso e melhor adaptado ao campo (conforme disse antes, conseguia chutar a bola mais rapidamente para a frente). As ameaças acabaram por resultar num golo perto do quarto de hora, aproveitando uma intervenção infeliz do Maxi Pereira, que acabou por amortecer a bola para o remate do avançado do Guimarães. O golo não fez o Vitória abrandar, que durante os minutos seguintes dispôs de duas novas oportunidades para marcar, levando a bola à barra da nossa baliza numa, e proporcionando uma boa defesa ao Júlio César na outra (atirando depois ao lado a recarga). A vinte minutos do final, numa altura em que o Di María já tinha entrado para o lugar do David Luiz, o Benfica finalmente acordou e reagiu, e daqui até final as melhores oportunidades de golo pertenceram-nos. Primeiro o Coentrão deu o mote, rematando à barra depois de isolado pelo Cardozo. Cinco minutos depois, a 'passe' do Maxi, o mesmo Coentrão, sensivelmente na mesma zona, não perdoou e marcou o golo do empate. O Maxi teve uma oportunidade isolado, que desperdiçou permitindo a defesa ao guarda-redes, e o Cardozo ainda teve um bom remate, novamente defendido.

Não é fácil fazer destaques num jogo em que pouco futebol se jogou. O Éder Luís estreou-se, fez os noventa minutos, mas não consegui ficar com qualquer opinião concreta sobre ele. Não me parece que o estilo de jogo dele seja particularmente indicado para um relvado naquele estado (acho aliás que para além do Bobó ou do Ali Hassan, nenhum outro jogador teria um estilo de jogo indicado para um relvado tão alagado). Gostei de muitas das intervenções do Júlio César durante o jogo, não tendo culpas no golo sofrido. O Cardozo também teve uma contribuição importante na segunda parte, em particular no melhor período do Benfica no jogo.

Nenhum jogador foi expulso, o que foi importante, também não se lesionou ninguém, o que foi ainda mais importante, e o empate mantém-nos dependentes de nós próprios para passarmos às meias-finais. Para a competição que é, isto bastou-me.

por D`Arcy às 01:25 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Terça-feira, 12.01.10

Preocupação xistrada

O D'Arcy anda desde o início da época a dizer "sempre quero ver quando é que nos calha o xistra".  Preocupado, com razão.

 

E eis que o xistra nos calha no jogo de guimarães para a taça da liga.

 

Alinhemos alguns factos:

 

- o xistra é um árbitro do sistema

- o xistra é um dos árbitros que mais consistentemente tem prejudicado o Benfica nos últimos anos

- a taça da liga é uma competição onde têm surgido arbitragens que pontualmente nos beneficiam e que alimentam a ficção de que "o Benfica está a ser levado ao colo"

- a campanha anti-Benfica está a subir de tom

 

Por tudo isto, neste momento a minha preocupação é ao contrário do que normalmente seria.  O meu receio agora é que o xistra tire da cartola pela primeira vez na vida uma arbitragem que nos beneficie, para justificar a tese do "colo" e preparar futuros roubos no campeonato - a prova que realmente interessa.

por Artur Hermenegildo às 15:12 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Domingo, 10.01.10

Colo

No Porto, há quem tenha feito carreira a defender bolas com as mãos fora da área. Já outros há que, quando vão ao Porto e têm a infelicidade de levar com a bola na cara, vêem um vermelhito conveniente. Que isto das promessas feitas a artistas da trafulhice já falecidos é para tentar cumprir a todo custo. E se pudesse ser da maneira defendida e planeada pelo referido artista (para não destoar das últimas décadas), mais bonito seria ainda.

por D`Arcy às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (71)

Mérito

O jogo era difícil, o adversário ainda não tinha perdido em casa esta época, mas após uma primeira parte complicada, uma segunda parte de bom nível chegou para arrancar uma vitória preciosa, com um golo do suspeito do costume.

 

Com o David Luiz suspenso e o Sídnei lesionado, coube ao Miguel Vítor a tarefa de ocupar o lugar ao lado do Luisão. No meio campo, regressos do Di María e Ramires, e meio regresso do Aimar, que ficou no banco, jogando o Carlos Martins nessa posição. Esperava-se um jogo complicado e não foi preciso esperar muito para verificarmos que seria mesmo esse o caso. O Rio Ave cedo mostrou a razão pela qual tem feito um campeonato tranquilo, montando uma teia a meio campo da qual os nossos jogadores não se conseguiam libertar. Aplicando uma pressão alta sobre o portador da bola, e bloqueando eficazmente as subidas dos nossos laterais, o Rio Ave conseguiu anular grande parte do nosso jogo ofensivo. Daqui resultou uma primeira parte muito disputada a meio campo, sem muitas oportunidades de golo. As excepções acabaram por acontecer sobretudo depois de erros individuais de parte a parte, sendo que no que nos diz respeito, o maior calafrio resultou de um erro incrível do Maxi, que perdeu a bola à saída da nossa área, deixando um adversário isolado (que depois chutou ao lado). Apenas num par de vezes conseguimos criar maior perigo junto à baliza do Rio Ave, uma num remate do Carlos Martins que acertou no guarda-redes adversário, e outro num centro do Cardozo da esquerda, ao qual o Ramires poderia ter dado melhor seguimento.

Quanto à segunda parte, é difícil dizer se o Benfica entrou com uma melhor atitude e daí resultou o golo, ou se foi o golo que alterou completamente o figurino do jogo, permitindo ao Benfica exibir uma superioridade clara durante todos os segundos quarenta e cinco minutos. O certo é que o golo apareceu muito cedo. Logo depois do reinício, canto na esquerda do nosso ataque, marcado pelo Carlos Martins, com o Cardozo a aparecer num molho de jogadores a ganhar de cabeça e a desviar para trás, onde ao segundo poste apareceu o inevitável Saviola solto de marcação (dê lá por onde der, ele consegue sempre libertar-se de qualquer marcação e aparecer quase sozinho a finalizar), a rematar de primeira para o golo. E apesar do muito tempo que faltava para jogar, o jogo pareceu ficar decidido ali mesmo. É que nunca o Rio Ave conseguiu dar sequer a impressão de poder voltar à discussão do jogo. O controlo do Benfica foi constante, e ainda mais evidente se tornou com a entrada em campo do Aimar. O Rio Ave só conseguia fazer a bola aproximar-se da nossa baliza quando a despejava para a frente, e foi sempre o Benfica quem pareceu mais perto de poder voltar a marcar.

Para não fugir à regra dos últimos tempos, tenho que destacar o Saviola. Já não sobram muitos adjectivos para qualificá-lo. O argentino exibe classe em quase tudo o que faz, e a forma como finalizou o lance do golo só está ao alcance de um jogador com uma qualidade muito acima da média. Gostava também de mencionar a exibição do Miguel Vítor. É, em teoria, o quarto central da equipa, mas não me parece que seja por ele jogar que vamos tremer ou fraquejar. Sorte da equipa que pode contar com tantos centrais de qualidade. Gostei também da exibição do Ramires. Pela negativa, não gostei da exibição do Di María, nem dos dois laterais, embora o Maxi tenha melhorado muito na segunda parte. Já o Peixoto, nunca me pareceu ter estado a um nível convincente.

O mais importante, a vitória num campo difícil onde ainda ninguém tinha passado esta época, foi conseguido com mérito, e nem sequer se notou o terror na nossa equipa causado pela dinâmica de mercado da lagartagem. Gostei muito de ver também a enorme mancha vermelha que apoia a nossa equipa, e que praticamente encheu o estádio esta noite, dando de certeza aos nossos jogadores a sensação de estarem a jogar em casa. Acabamos a primeira volta no primeiro lugar empatados com o Braga, e não duvido que uma segunda volta do mesmo nível chegará e sobrará para sermos campeões.

por D`Arcy às 03:48 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Sábado, 09.01.10

Gostava de saber de que planeta é o Saviola

Porque deste não é de certeza.

 

p.s. um grande, grande abraço Benfiquista a todos os Benfiquistas que estiveram em Vila do Conde a empurrar o Glorioso para a frente. Somos enormes.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Hipócritas de merda - Lagartagem ao colo

Tenham paciência, mas se alguma besta dum lagarto me vier com a teoria de que o Benfica é levado ao colo para o que quer que seja, depois da merda da vergonha que se passou hoje na fossa séptica do Alvalixo, leva um pontapé na boca.

 

Está-se a ver no que resulta a campanha orquestrada na comunicação social por uma quantidade de baldes de esterco para construir a realidade alternativa na qual o Benfica é beneficiado pelas arbitragens. Bonito, não é?

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Terça-feira, 05.01.10

E que tal um dia seguinte sem “Dia Seguinte”?

Tenho pelo benfiquista Sílvio Cervan uma grande consideração. O Sílvio faz-me o favor de ser um amigo com o qual, apesar da distância, discuto o Benfica e, essencialmente, o benfiquismo.

Aquando da sua ida para o programa “Dia Seguinte”, na SIC Notícias, chegámos a conversar sobre a missão espinhosa, armadilhada e difícil que ia ter. Na minha opinião não iria ser fácil para ninguém (e muito menos para um benfiquista de boa cepa como o Sílvio) ter de lidar com o permanente chiste ruidoso e ter de aturar a piadola fácil, a tentativa permanente de achincalhar o Glorioso e o anti-benfiquismo primário dos outros dois convidados residentes. O Sílvio sabia ao que ia e até onde podia ir. Sabia que a madeira arde depressa e que a sua presença naquele debate ir-lhe-ia trazer, essencialmente, prejuízo pessoal, desgaste da imagem e chatices acrescidas. Mas o Sílvio aceitou e foi. Foi de forma absolutamente desinteressada, foi apenas pelo seu benfiquismo e pelo Benfica.

Ao longo dos meses foi-se apercebendo melhor dos terrenos que pisa e aprendendo a melhor forma de pisar esses mesmos terrenos. Acima de tudo, penso que o Sílvio sabia que estaria sozinho e que os outros estariam unidos contra o Clube que ele defende. Neste momento, o Sílvio está a chegar a um ponto em que, com maior regularidade, consegue fazer frente a dois comentadores unidos contra o Benfica e a um moderador (Paulo Garcia) que dá a cara por um alinhamento de temas que chega a roçar a boçalidade de tão anti-benfiquista. A forma ligeira com que se tenta passar pelos assuntos que envolvem lagartos e andrades contrasta com a forma exaustiva com que se esforçam, semanalmente, por inventar casos contra o Benfica.

No programa de ontem, a um dado momento, e levado pela falta de paciência para a ridicularia que o desespero provoca nos outros dois comentadores, o Sílvio acusou-os do que é óbvio: de serem anti-benfiquistas. As reacções foram estas:

 

Aguiar – Podemos estar em desacordo, mas não nos tome a nós

Cervan – Também não me tomem a mim, há dois clubes em Portugal: o Benfica e o anti-Benfica, e eu tenho aqui dois do anti-Benfica… não tenho problema nenhum!

Aguiar – Anti-Benfica?!!

Dias Ferreira – Lá está outra parvoíce que você está a dizer. Não lhe permito que me diga uma coisa dessas. É uma falta de respeito… nem a brincar, está a perceber? Nem a brincar, nem a brincar, nem a brincar, está a perceber? Porque isso é uma das parvoíces maior que todas as que disse até agora. Não lhe admito que me diga isso.

Cervan – Então não admita

 

Chegados a este ponto, resta-me dar os parabéns à forma como o Sílvio tem argumentado contra dois odres vazios de conteúdo e apelar a que, de uma vez por todas, os deixe a falar sozinhos. Eles não merecem a presença de um benfiquista de boa cepa no meio daquele conluio. E nenhum benfiquista de boa cepa merece ter de passar pela provação de ter de os aturar.

por Pedro F. Ferreira às 12:35 | link do post | comentar | ver comentários (136)
Segunda-feira, 04.01.10

Carta Aberta ao Presidente!

Exmo Senhor Presidente

 

     Venho por este meio solicitar que retire imediatamente o Benfica do campeonato português.  Tem sido lamentável a campanha que tem vido a ser feita. Desde o inicio do campeonato que o nosso clube tem vindo a ser desprezado por tudo quanto é imprensa, opinião escrita, e adversários. Merecemos mais respeito.

        Inicialmente goleávamos e as equipas eram muito fracas, começaram a aparecer equipas mais fortes, ganhávamos com mais dificuldade, eram os árbitros.

          Entretanto surgiram desacatos em túneis, sempre provocados pelos nossos adversários e em alguns casos sem envolvimentos de nenhum dos nossos jogadores, e espalhou-se a ideia que o Benfica e desacatos nos túneis andam de mãos dadas.

           Desde ontem, para finalizar, meteram a Comissão da Liga ao barulho afirmando que está tudo feito para afastar o FCP do título com a punição de vários jogadores, e tudo isto para abrir o caminho ao Benfica que este ano tem mesmo de ser campeão.

            Julgo que temos de dar um murro na mesa e afirmar que para este circo não contem com os palhaços (nós os que levamos alegria às pessoas), fiquem com os leões marinhos e com os malabaristas.

             Sinceramente penso que a Liga precisa mais do Benfica, que o Benfica da Liga. Temos de mostrar que a pouca vergonha de meter o nosso nome na lama tem de terminar de uma vez por todas.

               A nossa grandeza não se pode nem deve confundir com o nojo e atitude inaceitável dos nossos adversários. Numa mesa de jogo quando os adversários não são correctos, nem têm dignidade, o mais sensato é levantarmos-nos e abandonar a mesa. Abandonemos então a mesa.

                 A nossa grandeza permite-nos e obriga-nos a sermos diferentes dos comuns!

 

                  Viva o Benfica!

 

                    Atenciosamente e com saudações Benfiquistas

 

                      LMB

              

                

 

 

Ai, estou tão assustado que não posso

Primeiro que tudo, um excelente Ano Novo para todos os benfiquistas. Para os outros, um ano miserável a nível desportivo, daqueles que induza o suicídio. Para os anti-benfiquistas, um ano que induza o suicídio em todos os aspectos. Para o carvalhal, um ano em que lhe caia um piano em cima.

  
Eu sei que os votos vêm relativamente tarde, e que tenho andado meio desaparecido, mas como o cientista carvalhal bem disse, há muita gente assustada com a pujança da lagartagem no mercado de Inverno e eu sou uma delas. Não tenho escrito porque ando aterrorizado até à raiz dos cabelos com as contratações e as mãos tremem-me de tal forma que não me têm permitido escrever. Estou de tal modo apavorado que agora carrego duas mudas de roupa interior e durmo com luz de presença.
Tenho pesadelos com o Sinama Pongolle, o Mexer e o porta-chaves do Pereira, todos de maquilhagem carregada, vestido decotado e meias de renda, de mãos dadas com o Salema (de tiara) e o Sá Pinto a dançar o can-can ao som de um acordeão, enquanto o Cabeça de Cotonete - de gorro e ar de sem-abrigo - exibe o seu virtuosismo com as maracas e o Dias Ferreira tenta cantar uma música sem saber a letra com um palito enfiado numa gengiva.
 
 
p.s. perante este salto no abismo da lagartagem (e é disso que se trata, acreditem), onde andam todos os imbecis que criticavam o investimento ‘excessivo’ do Benfica na pré-época, onde andam? Onde andam todos os filhos de cadelas sifilíticas que exigiam, histéricos, saber de onde vinha o dinheiro para as compras do Benfica e lançavam insinuações asquerosas sobre as origens do mesmo? Onde andam? Eu sei. Estão apavorados (se calhar é a esta 'gente assustada' que o cagão do carvalhal se refere) e fechados em casa a contar os tostões para ver quanto podem dispensar quando for preciso salvar a agremiação dos ressabiados do lumiar da falência. E – guess what? – os tostões não vão chegar.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Domingo, 03.01.10

Regresso

A crónica será curta, porque a vontade que tenho de escrever sobre este jogo para esta competição martelada no calendário nacional é praticamente nula. Primeiro porque a competição não me diz muito. Depois, porque o jogo em si também não foi particularmente interessante.

No regresso da pausa de Natal, o Benfica apresentou o onze mais forte que era possível apresentar nesta altura, assinalando-se em relação ao jogo com os andrades apenas o regresso do Fábio Coentrão, que apareceu no lugar no Ramires. Quanto ao jogo, foi o que se esperava, com o Nacional a aparecer em campo apostado em segurar o empate, tentando o contra-ataque para explorar eventuais erros do Benfica. O Benfica teve o domínio natural do jogo, e até começou a dar uma boa imagem, pressionando alto e conquistando vários cantos, mas após os primeiros quinze minutos a exibição deixou de ser particularmente inspirada. O domínio manteve-se sempre, mas não conseguimos criar muitas oportunidades para marcar, falhando na altura do remate. O lance de maior realce acabou por ser um golo do Nacional, que me pareceu mal anulado, por fora-de-jogo inexistente. Ou seja, não me admira nada que mais uma vez tenhamos uma decisão errada a favorecer-nos na Taça da Liga para servir de aríete à tese dos nossos adversários que diz que somos beneficiados na Liga.

Para a segunda parte pareceu-me que o Jesus acertou com a entrada do Weldon, que se encostou à esquerda. Nem sempre acabou por decidir bem as jogadas, mas veio causar mais problemas à defesa adversária, e o Benfica passou a conseguir incomodar mais frequentemente a baliza do Nacional. As jogadas de perigo iam aparecendo, quase sempre com a intervenção do Saviola, mas o golo ia tardando. E mais uma substituição feliz lançou o Nuno Gomes para dentro do campo, que com o seu primeiro toque na bola desmarcou o inevitável Saviola sobre a direita, que depois fez o golo. Depois disto, o Nacional cresceu e nos minutos finais poderia ter chagado ao empate, o que não aconteceu apenas por aselhice do seu avançado.

Melhores do Benfica neste jogo, para mim, Saviola no ataque e Luisão na defesa. Se calhar houve mais jogadores a merecerem destaque, mas confesso mesmo que não consegui prestar a devida atenção ao jogo. Esta competição não me interessa mesmo nada. É sempre bom ganhar, mas pouco mais que isso.

Ao menos este jogo terá servido para ganharmos ritmo para o jogo do próximo fim-de-semana, esse sim, de grande importância.

por D`Arcy às 22:36 | link do post | comentar | ver comentários (27)

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