VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 28.02.10

Amigalhaços

O resultado do jogo desta noite entre os amigalhaços agradou-me. Para mim, e ao contrário do que se calhar muita lagartagem estará neste momento a pensar, isto não mostra que o sportém tem uma grande equipa e que o Cientista é um grande treinador. É que ir a um campo onde uma equipa secundária do Benfica espetou quatro (e deixou outros tantos por marcar) e levar um correctivo do sportém (note-se que não é de uma equipa qualquer; é do sportém, o que torna a coisa particularmente degradante) só mostra, e de forma humilhantemente evidente, o quão mau é este fóculporto. Dragõezinhos de papel.

por D`Arcy às 21:55 | link do post | comentar | ver comentários (40)

Banho

Se há por vezes uma certa tendência para abusar do termo 'banho de bola', hoje foi um jogo em que esse termo se aplicou na perfeição. Foi mais do que um banho; foi um massacre, com uma grande exibição de toda a equipa e um recital do Di María (e tal como já disse num programa, é preciso ser-se muito burro ou o Eduardo Barroso para não se conseguir reconhecer que o argentino é um fora-de-série), que terminou numa vitória por quatro golos e que poderia ter sido ainda por mais.


Algumas surpresas no onze inicial, com as presenças do Airton e do Éder Luís nos lugares do castigado Javi García e do poupado Aimar. Isto resultou num Benfica algo diferente do habitual. O Saviola parecia ser o responsável por jogar na posição habitual do Aimar, mas trocava frequentemente de posição com o Éder Luís, e jogava também mais avançado do que o Aimar costuma fazer. Diferente ou não, a atitude é que interessava, e esta foi à Benfica. Os primeiros minutos deram logo a tónica daquilo que o jogo seria. O Benfica entrou a mandar no jogo, e não deixou de o fazer por um minuto que fosse até ao apito final do árbitro. A exemplo do que vimos contra o Hertha, o Benfica pressionou alto e manteve o Leixões quase sempre remetido ao seu meio campo, e com isso já estava uma boa parte do trabalho feito. O resto seria marcar golos, e logo aos quatro minutos foi dado o primeiro aviso, com o David Luiz a cabecear a bola ao poste, na sequência de um canto. O domínio continuou, e pouco depois dos vinte minutos conseguimos mesmo marcar. O Di María, a mostrar que estava inspirado, desmarcou-se após um bom passe do Cardozo, e meteu a bola na baliza. Mas o Lucílio (esse sacana) resolveu mostrar mais uma vez que é um árbitro amigo do Benfica, e ajudou-nos anulando um golo limpíssimo por um inexistente fora-de-jogo do Di María. Sabendo ele que em alguns jogos recentes o Benfica tem marcado cedo e depois desacelerado um pouco, acabando por sofrer dissabores, então resolveu anular o golo, de forma a obrigar os nossos jogadores a manterem-se concentrados e a manter a pressão sobre o adversário. O Lucílio é assim mesmo, e ajuda-nos à descarada.

Devido ao benfiquismo do Lucílio, tivemos portanto que esperar até aos vinte e sete minutos até obtermos a justíssima vantagem no marcador. Foi um remate desferido pelo Éder Luís ainda a alguma distância da baliza do Leixões, a beneficiar de um ressalto feliz num defesa adversário que fez a bola entrar junto ao poste da baliza. Mas como o golo não foi muito madrugador, a nossa equipa já não abrandou, e até ao intervalo continuou a pressionar e a exibir um domínio absoluto em campo, na procura do segundo golo. Ameaçámos por diversas vezes, e quase sobre o intervalo o Saviola esteve muito perto de o conseguir, mas o golo foi negado por uma boa defesa do Diego. Face à superioridade exibida, a vantagem mínima ao intervalo era injusta por ser tão escassa, mas a manter-se o mesmo cenário na segunda parte seria muito difícil que os números no marcador se mantivessem equilibrados.

E a verdade é que o cenário só se alterou após o intervalo para ficar ainda mais desequilibrado para o nosso lado. Logo a abrir, mais um passe fantástico do Cardozo a isolar o Di María, que teve o seu momento de maior desinspiração na noite ao não conseguir ultrapassar o guarda-redes do Leixões. O festival continuou, e o Benfica voltava a desperdiçar, desta vez com o Di María e o Cardozo a não conseguirem marcar num lance em que o David Luiz apareceu solto na área a tocar para trás. Face a intenção do Leixões em subir um pouco, O Jorge Jesus lançou o Carlos Martins no jogo, para o lugar do Éder Luís, de forma a aproveitar a sua capacidade de passe para explorar os espaços que se iam abrindo nas costas da defesa adversária, e esta alteração resultou em cheio. O segundo golo acabou por aparecer com naturalidade. Novamente o Di María, desmarcado sobre a esquerda a passe do Ramires, e desta vez ele optou por um remate por alto, com a parte exterior do pé, que só parou no fundo da baliza. a vencer por dois, foi altura de poupar o Saviola, entrando o Peixoto para lateral esquerdo, para subir o Coentrão e deslocar o Di María para segundo avançado. e mais uma vez esta alteração resultou em cheio, pois foi nessa posição que o Di María fez mais dois golos. O primeiro a um quarto de hora do final, após uma grande desmarcação a corresponder a um passe brilhante do Carlos Martins, que o deixou na cara do guarda-redes, tendo ele aproveitado para fazer o chapéu que tinha falhado logo no início da segunda parte. E o segundo num grande remate (um dos aspectos em que ele parece estar a melhorar a olhos vistos) de fora da área, que levou a bola ao ângulo da baliza e deixou o guarda-redes sem reacção. E entre estes golos, mais oportunidades falhadas, que justificam que se pense que os quatro golos marcados ainda poderiam ter sido mais.

Claro que o maior destaque vai direitinho para o Di María. Marcou três golos (ou melhor, marcou quatro, mas o benfiquismo do Lucílio tirou-lhe um), mas mesmo antes de ter marcado um só golo já eu enviava SMS a elogiá-lo. É um jogador fundamental, que desequilibra qualquer jogo, e está numa forma estupenda. Quarenta milhões já começam a parecer-nos pouco dinheiro. O Cardozo não marcou, mas merecia. E fez um grande jogo como referência no ataque. Está cada vez melhor a segurar a bola de costas para a baliza e a lançar os colegas. Elogios também para o nossos dois Senhores centrais. Finalmente, um dos factores de maior curiosidade para nós neste jogo seria ver o Airton, que fazia a estreia absoluta. E do que eu vi, só posso dizer: muito bom. Julgo que um dos maiores elogios que lhe posso fazer é que não sentimos a falta do Javi. Fez uma exibição muito personalizada, em que primou pela simplicidade. Acho que não estarei enganado se disser que não terá falhado um passe durante todo o tempo que esteve em campo. Mostrou bom sentido posicional e inteligência. Fiquei com vontade de ver mais deste jogador, acabadinho de completar apenas vinte anos.

Tal como dizia o Jesus na terça-feira, a equipa mostrou estar fresquinha como uma alface. O campo estava pesado, o tempo complicado, não jogaram dois jogadores nucleares (e que na terça-feira tinham sido dos principais responsáveis pela boa exibição contra o Hertha) e a equipa voltou a dar espectáculo, e a vender saúde física do princípio ao fim do jogo. Nem o benfiquismo do Lucílio nos atrapalhou. Entretanto, quem não gostar pode ir fazer vigílias, que nós ficamos à espera dos próximos.

por D`Arcy às 00:56 | link do post | comentar | ver comentários (44)
Sábado, 27.02.10

Inchem, porcos

A jogar assim - e com um Di Maria destes, caramba - não há Lucílios que vos valham, sua cambada de porcos hipócritas. Continuem a passear o Rui Moreira pela trela em frente à sede da Liga, que nós continuamos a jogar à bola como se não houvesse amanhã.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:00 | link do post | comentar | ver comentários (23)

Carteirista

Estamos com 23 minutos de jogo e já me parece particularmente óbvio porque é que o nomeado para o Leixões - Benfica foi o cretino cobarde do Lucílio.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 21:42 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Fina ironia.

Benfica prescinde de recurso para não prejudicar Hulk e Sapunaru (link)

por Pedro F. Ferreira às 10:25 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 25.02.10

As Toupeiras e os Túneis

                 Nos últimos tempos muito se tem falado de toupeiras e de túneis. Este tema foi trazido à colação por adeptos portistas.

            Ora isto das duas uma ou é ironia ou falta de vergonha na cara destes adeptos. Aos mais novitos eu ainda posso perdoar, agora aos mais velhinhos, vir falar de túneis é falta de honestidade intelectual e demonstração de uma memória selectiva, típica dos pobres de espírito e dos trapaceiros. Certamente estarão esquecidos das histórias do guarda Abel. Provavelmente devem pensar que o guarda Abel apenas existe no imaginário das crianças de ontem e adultas de hoje. Assim uma espécie do saudoso Guarda Serôdio dos Amigos de Gaspar.

            Mas não, o guarda Abel existiu mesmo. Tinha também o bigode, o cassetete, a farda e o apito. E sim,  também gostava de demonstrar autoridade e que mandava.

            Ai se mandava, aquilo era tudo corrido à bastonada, ao pontapé. Mas isso é passado, dizem eles, foi nos anos 80.  Anos 80 que só por mera coincidência é a época em que a associação recreativa das Antas começa a ganhar alguns títulos, depois de um passado digno da dimensão que deveriam ter: sem glória e sem história.

            Surgem agora, quais virgens ofendidas. Desculpem, de virgens, esta corja de adeptos não tem nada, e só não lhes chamo de vadias ofendidas, pois há por ai muita vadia mais honesta e mais correcta que esta corja de adeptos e não as  quero colocar no mesmo saco. Usarei então a expressão portuguesa “virgens ofendidas”.  Como estava a dizer surgem agora quais virgens ofendidas a invocar campeonatos ganhos em túneis e com toupeiras. Obviamente, que estarão mais uma vez esquecidos dos campeonatos que ganharam à custa de certos túneis construídos na horizontal e banhados a chocolate, café e fruta, ou então de todos os túneis por onde passaram até chegarem à casa que está com as luzes acesas. 

            Para estas situações não há vigílias, nem gritos de revolta. Aqui assobiam para o lado, e dão vivas e gritos de aclamação à justiça portuguesa.

            A tentativa de branquear as agressões dos seus jogadores começou com a direcção da Associação Recreativa a dizer que os jogadores reagiram “como um bom chefe de família”. Ora bem, eu acho insultuoso que uma frase tão nobre e um conceito tão digno seja tentado destruir por esta entidade. Nos países civilizados, como o nosso, “um bom chefe de família” perante um eventual insulto, ignora-o e segue em frente. Mas num dia pior, responde no máximo a um insulto com outro insulto. Nunca mas mesmo nunca, no meu país, “um bom chefe de família” responde a um insulto com agressões barbaras. Portugal não é Palermo, e isto que fique bem presente.

            Perante uns mentores espirituais destes, os seus adeptos, não podiam ser muito melhores, e tratam de seguir a mesma linha e começam a falar de vergonhas e escândalos.

            Para terminar, digo que Toupeira é um animal que circula debaixo da terra sem fazer alarido, sem dar nas vistas. Como este nome encaixa que nem uma luva no mentor máximo desta Associação Recreativa, que andou anos e anos, sem dar nas vistas a viciar campeonatos atrás de campeonatos.

            Os adeptos desta Associação Recreativa deviam é ser como as Avestruzes, e enfiar a cabeça debaixo da terra, para se esconderem desta vergonha, e para verem quem realmente é a toupeira. 

Aí está!

Lucílio Baptista no Leixões-Benfica

 

Ou muito me engano, ou o homem vai ter uma grande oportunidade de demonstrar à saciedade o quão injusto tem sido a sua reencarnação como "benfiquista" que os cegos, acéfalos e desonestos intelectualmente argumentam desde a Final da Taça da Liga do ano passado.

 

Preparemo-nos...

por S.L.B. às 14:03 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quarta-feira, 24.02.10

Quando parece que já nada pode ser mais humilhante

Ainda o sportem, na sua vertiginosa caminhada descendente, está nos lugares que dão acesso à UEFA, e já temos os jornais numa notável disputa pelo troféu O-que-mais-humilha-a-lagartagem, um galardão que se tem tornado difícil de obter, dada a quantidade de inigualáveis auto-humilhações levadas a cabo pela agremiação de Alvalade. Depois de o Ricord ter feito uma capa com a frase «É Carvalhal, ninguém leva a mal» em letras garrafais, é agora a vez de o jornal Público publicar uma notícia sobre o guimarães, com o título «Emílio Macedo aposta na continuidade, Pinto Brasil quer ocupar o lugar do Sporting». Como se percebe, a fina ironia deste título está no verbo «ocupar». «Ocupar» significa «preencher», ou seja, instalar-se num espaço desocupado. Ora, considerar vago o lugar de terceiro grande do futebol português, ocupado até esta temporada pelo sportem, é, para mim, a mais notável humilhação dos lagartos de que tenho conhecimento.
Terça-feira, 23.02.10

Passeio

Foi um autêntico passeio. A nossa superioridade sobre o Hertha ficou de tal forma expressa em campo que a goleada por 4-0 até pareceu ter sido obtida com uma enorme facilidade, e ainda pecou por escassa. Mas para que isso acontecesse, foi importante termos voltado esta noite a mostrar muitos dos aspectos positivos do nosso futebol esta época. Mesmo que, durante vários períodos do jogo, tenha havido necessidade de impormos um ritmo elevado (quando o fizemos, o Hertha foi destroçado.


Apesar do péssimo horário do jogo e do mau tempo, mais de trinta mil espectadores na Luz. No onze titular, o lugar do castigado Ramires foi ocupado pelo Rúben Amorim, e de resto foi a equipa do costume. Era o Hertha quem precisava de marcar para conseguir seguir em frente, mas quem visse o jogo não ficaria com essa ideia. A jogar em 4-2-3-1, os alemães acantonaram-se no seu meio campo e ficaram a ver o Benfica ser dono e senhor dos acontecimentos. Acho, aliás, que no final do jogo alguém deveria ter ido exigir aos jogadores alemães que pagassem o dinheiro das entradas, porque no fundo eles passaram uma boa parte do jogo assistir à exibição do Benfica em lugares privilegiados. Mas conforme disse, para que isto acontecesse houve também mérito do Benfica, que voltou a mostrar muitos dos aspectos positivos que têm caracterizado o nosso futebol esta época: pressão alta sobre o portador da bola, que resultou em diversas recuperações ainda dentro do meio campo adversário, transições rápidas, grande mobilidade dos jogadores (neste aspecto em particular, gostei muito dos laterais), boa circulação de bola e muito futebol pelos flancos.

O Benfica dominava desde o primeiro minuto, mas ao fim do primeiro quarto de hora caiu sobre a Luz um autêntico dilúvio, que incluiu granizo, e isto pareceu espevitar ainda mais a equipa, que acelerou ainda mais na procura do golo. E foi recompensado aos vinte e cinco minutos, numa boa jogada de equipa. A finalização é argentina, mas a bola passou por oito jogadores nossos antes de entrar na baliza. Na fase final, o Di María passou para o Saviola, que descobriu o amigo Aimar a entrar pelo centro, tendo este ainda evitado um defesa antes de rematar cruzado para o golo. Este golo não alterou em nada a atitude do Hertha, que continuou simplesmente a defender (até ao golo não tinha feito um único remate, - aliás, quase nem tinha conseguido passar do meio campo - e só depois da meia hora, no espaço de um minuto, fez os dois únicos remates da primeira parte. Quanto ao Benfica, manteve-se sempre na mó de cima, tendo compreensivelmente abrandado um pouco nos minutos finais da primeira parte. Ainda ssim, conseguiu criar mais oportunidades para marcar, as mais flagrantes pelo Saviola (remate à barra) e pelo Rúben Amorim.

O resultado ao intervalo era claramente escasso para tamanha superioridade demonstrada. E como voltámos a mostrar hoje novamente tantos dos aspectos que têm marcado positivamente o nosso futebol esta época, porque não mostrar mais um: as entradas demolidoras na segunda parte. Três minutos foi o tempo que tivemos que esperar para que o marcador voltasse a funcionar. Grande iniciativa individual do Di María, a passar pelo meio de quatro adversários e a fazer um centro perfeito para uma conclusão fácil de cabeça do Cardozo. Regra geral, quando temos esas entradas a matar na segunda parte e marcamos cedo, costuma sair goleada, e portanto fiquei à espera dos golos. Que surgiram com naturalidade. O terceiro pelo Javi García, ainda antes de findo o primeiro quarto de hora, a aproveitar uma sobra depois de um canto do Aimar. E três minutos depois, o quarto, novamente da autoria do Cardozo (pelo meio já o Saviola tinha estado perto de marcar). Mais uma (grande!) assistência do Di María, a encontrar o Cardozo solto na área, e este a dominar de peito e a marcar de pé esquerdo. Pouco depois o nosso treinador deve ter achado que já chegava, e decidiu retirar de campo o Aimar e o Saviola, seguindo-se pouco depois o Di María. Sem os argentinos em campo (em especial o Di María) o Hertha conseguiu finalmente descansar um pouco e até ter alguma posse de bola, mas nunca chegou sequer a ameaçar seriamente conseguir reduzir.

Foi um daqueles jogos agradáveis em que podia elogiar qualquer jogador da nossa equipa. Mas é inevitável destacar o Di María. Duas assistências, e imparável durante todo o jogo. Já o escrevi várias vezes: inspirado, ele consegue desequilibrar um jogo e desbaratar qualquer defesa, e hoje voltou a demonstrá-lo. A qualidade do nosso jogo hoje foi alta, e isso deveu-se muito ao trabalho de dois jogadores chave na nossa equipa: Javi García e Aimar. Se o Javi parecia nos últimos jogos dar alguns sinais de cansaço, isso não se viu hoje. Dominou a sua zona como de costume, e foi incansável nas dobras aos colegas e compensações (e o bom jogo dos nossos laterais também se deveu a isto). O Aimar foi 'El Mago'. Marcou um golo, jogou, fez jogar e até trabalhou defensivamente, pressionando e recuperando bolas. Cardozo marcou dois e teve muito trabalho à ponta-de-lança e, conforme já disse antes, muito bom jogo dos nossos laterais, em especial do Maxi na direita.

A Liga Europa pode não ser um objectivo para esta época, mas julgo que podemos ter ambições legítimas em chegar longe nesta prova. O Marselha (mais que provável próximo adversário) será um adversário teoricamente complicado, mas se passarmos, daí para a frente tudo será possível. Até porque ambição também não falta nos jogadores do nosso plantel.

por D`Arcy às 22:53 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Prémio "O homem que mordeu o cão", edição 2010

Sendo certo que a concludente e categórica vitória do Benfica é bem mais importante do que o assunto que aqui venho postar, não resisto a registar este momento da mais pura e abjecta hipocrisia. Segundo a notícia que ouvi na rádio, a manifestação foi "pela verdade desportiva" (espaço para chorar a rir) e a ela não faltou um mais-que-provável candidato à presidência do CRAC: Rui Moreira (que é tão hipócrita como o sujeito referido da crónica anterior do Gwaihir é mentiroso).

[entretanto já surgiram esta e outras notícias a registar o momento]

 

 

E agora, que venha a sempre fidedigna crónica do D'Arcy, para falar daquilo que relamente interessa.

 

Talk to the hand

Podia, podia perfeitamente, vir aqui mais uma vez desmascarar – e é tão fácil – mais uma croniqueta hipócrita, mentirosa e ofensivamente mal escrita daquele moço que tem a fama (justa ou injusta) de plagiar escritores para vomitar os seus livrecos. Podia confrontar o mentiroso (quem mente sistematicamente, desculpem, é mentiroso – isto é mesmo assim) e podia vir aqui atirar-lhe à cara que, sendo adepto e defensor convicto de uma agremiação que prosperou desportivamente à custa de um sistema imoral e criminoso construído à base de anos e anos de ‘fruta’, ‘cafés com leite’, viagens ao Brasil, túneis sem câmaras, sem testemunhas e com Guardas Abéis, viciações de classificações de árbitros e manietação de agentes desportivos e políticos, vir agora, travestido de virgem ofendida e num caso em que a verdade o desmente como um pontapé na boca sem perdão, escrever alarvidades como ‘eles jogam nos túneis, nós jogamos no campo’ e arrogar-se de arauto impoluto da verdade desportiva é duma hipocrisia que chega a ser verdadeiramente obscena. No fundo, é como a Camorra vir apresentar-se a público, brandindo sem vergonha uma auto-atribuída respeitabilidade, como uma organização que é injustiçada e perseguida sem fundamento pelas autoridades.

 
Podia ainda, se para lá estivesse inclinado, desmascarar a ética invertebrada e a corrupção moral de quem vive de forma canalha com duas verdades e as molda à sua conveniência para tentar justificar o injustificável e branquear o que é demasiado sujo (MST e as escutas ao primeiro-ministro: ‘uma vez reveladas não podem ser ignoradas’; MST e as escutas a Pinto da Costa: ‘uma canalhice que nem ouvirei’).
 
Podia fazer isso tudo. Mas, honestamente, não vale a pena. Já chega. São devaneios patéticos, histéricos e insalubres de quem vê o polvo em risco. Esta personagem decadente já só engana quem quer ser enganado. E esses não me merecem os escritos, porque já não têm salvação.
 
Fica a escrever para o vazio. Que é o que há entre as orelhas de quem ainda é influenciado pelo que escreve: um gigantesco e sufocante vazio.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Segunda-feira, 22.02.10

Wrestling, anyone?

Fui só eu, ou a vocês também o jogo entre os uns e os outros ontem vos fez lembrar o bom velho wrestling "made in USA"? 

 

Muitas caras de mau, aparentemente muita entrega e muita violência de parte a parte, até parece que é a sério - mas afinal todos sabemos que não é, que o vencedor já está decidido à partida, ganha quem é preciso que ganhe para satisfazer a vontade de quem manda no "circo".

 

Tudo se encaixou na perfeição - a patética "declaração de solidariedade" dos "artistas" no sábado, depois a goleada "retemperadora de ânimos", as declarações do "artista jesualdo" no final (sem que o "artista jornalista" se lembrasse de o interromper) - uma encenação perfeita.

 

O que virá aí mais?

por Artur Hermenegildo às 11:29 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Intervenientes ou não? Eis a questão!

Agora que são conhecidas as sanções a Hulk e a Sapunaru (4 e 6 meses de suspensão, respectivamente), na sequência das agressões no túnel do Estádio da Luz, após a derrota do FCP com o Benfica a 20 de Dezembro de 2009, levantam-se vozes reclamando, entre outras coisas, que as penas são demasiado pesadas, que o regulamento não está a ser correctamente aplicado e que, inclusivamente, os stewards não deviam estar naquele local (!!).

Como seria de esperar, o FCP já anunciou que vai apresentar recurso. Reconhecendo que as agressões efectivamente existiram, alega, com base em depoimentos de supostos especialistas em legislação desportiva que os stewards não são intervenientes no jogo (e logo, o Artigo 115º não é passível de ser aplicado) e defende que as sanções previstas devem ser de 1 a 4 jogos, de acordo com o Artigo 120º do Regulamento Disciplinar da Liga, equiparando os stewards a elementos do público (engraçado que, para aquelas sumidades das leis do desporto, os stewards não possam ser considerados intervenientes, mas não têm dúvidas em compará-los a elementos do público…). 

Tudo isto surge à volta do significado de “interveniente no jogo”.

É ainda em posta em causa a actuação dos stewards, acusando-os de provocarem os jogadores do FCP (um ponto de vista pertinente, vindo de um clube cujo presidente, em quase 30 anos de exercício das suas funções, nunca utilizou esse expediente…) e designando-os de seguranças privados travestidos com um colete” (nesse caso, como designariam o guarda Abel? Guarda pretoriano travestido de farda de agente da PSP?)

 

Entretanto, a Comissão Disciplinar da Liga apresentou uma explicação para algumas dessas questões.

Em 1º lugar, explica que um “interveniente no jogo” é qualquer elemento que desempenhe actividades relacionadas com o evento desportivo em causa.

E de seguida explica que, efectivamente, os stewards podem perfeitamente estar presentes nos túneis de acesso, pois são, antes de mais, vigilantes de segurança privada.

Convém não esquecer que a protecção da equipa de arbitragem é um dos deveres de quem organiza o evento desportivo e, como tal, é uma actividade que dele não pode ser dissociada. E os referidos vigilantes estão, por lei, devidamente autorizados a exercer actividades de protecção de pessoas e bens (não esquecer, já agora, que antes o jogador Fernando havia pontapeado a manga do túnel…)

 

Por outro lado, recordemos que, quando se deram as agressões, os stewards, por indicação do delegado da Liga, protegiam a entrada da equipa de arbitragem. Tal só aconteceu porque jogadores do FCP, depois de entrarem no balneário, dele voltaram a sair para ir ter com aqueles elementos, no preciso momento em que chegavam àquela zona de acesso. E NADA, repito, N-A-D-A do que se observa nas imagens ou consta nos relatórios justifica as agressões por parte de profissionais de futebol a elementos que, no contexto de um jogo de futebol, exercem funções relacionadas com esse mesmo evento. Inclusivamente, os stewards agiram sob a coordenação de um delegado da liga, que naturalmente a eles recorreu por estarem, precisamente, habilitados para exercer protecção de pessoas, neste caso, a equipa de arbitragem. Por isto tudo é, quanto a mim, óbvio que os stewards são intervenientes com autorização a permanecer no local.

Acrescente-se que um jogo não acaba assim que o árbitro apita para o final. Tudo o que se passa dentro do recinto de jogo ou no seu perímetro, até que todos os intervenientes o abandonem, a ele está afecto.

 

Quanto à adequação das penas aplicadas, excessivas ou não, convém lembrar que foi o clube que agora por elas é visado as propôs!! Como se costuma dizer, arranjaram a sarna para se coçarem…

Na verdade, o que se verifica é que até houve um aligeiramento nas penas aplicadas. Portanto, se há algo a questionar, é que os regulamentos não tenham sido aplicados tal como estão escritos (embora estejamos no país onde é normal a “jurisprudência da complacência”, ou lá como é se chama o argumento que o presidente da assembleia-geral do SCP utilizou para justificar a bárbara agressão de João Pereira a Ramires…).

 

Por fim, aos que agora falam numa “perseguição” ao FCP, recordo a autêntica perseguição que foi movida a Nuno Assis, quando este era jogador do Benfica, aquando de um caso mal explicado onde existiram irregularidades no processamento das análises anti-doping, num ano em que o Benfica esteve na disputa pelo título até à última jornada…

Domingo, 21.02.10

Mais um prego no caixão do jornalismo desportivo.

O castigozito (sim, em tom depreciativo, porque aquilo não foi um castigo, aquilo foi uma tentativa de limpar um acto violento, cobarde e canalha perpetrado pelos sucedâneos dos Abéis de antanho) aplicado ao brasileiro Givanildo e ao romeno Sapunaru são, ainda que pequem por escassos, o primeiro assomo de que, ténue, a justiça desportiva já não está totalmente cega às práticas de violência que o clube dos andrades vem perpetrando nas últimas décadas.

 

Contra este castigo que peca (e muito) por defeito surgiram as costumadas vozes de quem grita pelos valores da justiça e da democracia, mas, simultaneamente, tece loas a práticas criminosas e aos seus praticantes. Nada de novo.

 

Por estes dias, um amigo jornalista dizia-me que não deveria haver nenhum jornalista (de entre os que conheceram a realidade do túnel das Antas e do sucedâneo Dragão) que não olhasse para este castigo e não se lembrasse de todos os que ficaram por atribuir nestas quase três décadas. E lá foi desfiando o rol de histórias de empurrões, caneladas, bofetadas e afins com que se ia brindando quem tinha por obrigação (nas rádios, jornais ou televisão) narrar o que claramente vira no relvado. Também de agressões, medo e silêncios “prudentes” se fez a história de um túnel, de um estádio, de 30 anos de um clube regional.

 

Perante isto, dizia-me esse amigo jornalista, não haveria jornalista com memória e coluna vertebral que não visse na agressão bárbara feita por alguns futebolistas do fcp a agentes de recinto desportivo uma repetição das práticas que esse mesmo clube usara para com os jornalistas. Enganou-se esse meu amigo, pois esqueceu-se de que há sempre uns quantos que ou não têm vergonha ou não têm memória ou não têm coluna vertebral.

 

Deste modo, mais uma vez (e já são tantas) surgiu um tal Luís Sobral, jornalista segundo me dizem, que se esqueceu de que estas novas vítimas de violência são, antes de mais e acima de tudo, homens que estavam a desempenhar a sua profissão e que, sem que tenham agredido alguém, foram brutalmente agredidos por gente que envergava o mesmo emblema que, durante anos, perpetrou esta mesma violência contra os seus colegas jornalistas.

 

Escudado na sua opinião, o dito Sobral tentou, de forma canhestra, limpar um indigno acto de violência dos referidos futebolistas do fcp. De forma canhestra e, na minha opinião, pouco séria, o dito Sobral, mais do que fazer a defesa dos agressores, acaba por escarrar em todos, e também nos jornalistas, que durante anos e anos foram vítimas dos Abéis de circunstância no túnel do costume.

 

Lamenta-se, mas vindo de quem vem acaba por nem me surpreender.

_____

[o arrazoado a que me refiro foi escrito pelo dito jornalista no sítio Mais Futebol e tem o título “Castigos a Hulk e Sapunaru: obviamente são excessivos”]

por Pedro F. Ferreira às 19:52 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sábado, 20.02.10

'Tadinhos dos sapinhos

Tadinhos dos sapinhos...

 

Aquela palhaçada a que se assistiu por parte dos jogadores do porto fez-me lembrar aquela anedota dos animaizinhos todos reunidos na selva porque os bichos com boca grande andavam a comer demasiados bichos pequeninos.

 

Juro que, a determinado ponto do "comunicado" pleno de indignação - e, acima de tudo, muita falta de vergonha na cara - estava só à espera que algum hipopótamo* gritasse, lá do fundo... "'Tadinhos dos sapinhos!".

 

P.S.: Ó Nunito, uma coisa te garanto, filho: NINGUÉM se esquece de que são o porto. A memória não é assim tão curta. Ninguém se vai esquecer tão depressa dos anos e anos de corrupção comprovad(íssim)a através de prova cuja forma de obtenção só a torna ilegítima num estado de direito... que anda muito torto.

 

* Gracias, D`Arcy.

por Onyros às 20:17 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Sexta-feira, 19.02.10

Benfica Europeu!

Depois dos serviços mímos de ontem, o Benfica Europeu continua amanhã!

 

Primeiro o Hóquei, que recebe o Roller Bassano de Itália.  Depois de uma brilhante vitória em Itália, espero que passemos a eliminatória e entremos no Final Four desta Taça, que aliás queremos organizar, à semelhança do que vai acontecer o Futsal.

 

Em seguida o Andebol, perante uma das melhores equipas da Alemanha, ou seja, de um dos melhores campeonatos do mundo.  Tivemos uma brilhante vitória na Alemanha, vitória essa da qual quase não vi ecos em Portugal, onde a nossa miserável imprensa desportiva cada vez mais é uma mera imprensa de escândalos e de desporto só liga ao futebol.  E quem diz imprensa diz rádio ou televisão.

 

Apesar da vitória lá por três golos, não vai ser fácil.  Nada fácil mesmo. Mas estou confiante.

 

Nota final: porque será que duas equipas nossas que estão a ter prestações algo decepcionantes nas competições internas conseguem estes feitos nas competições europeias?  Será que terá algo a ver com os senhores vestidos de preto (e doutras cores) que pululam nos campos portugueses?  Será?

por Artur Hermenegildo às 14:33 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Mínimos

Esta noite perdemos uma oportunidade flagrante para acabar de vez com a malapata na Alemanha. O empate final a um golo nem é, para uma competição europeia, um mau resultado, e não compromete minimamente as nossas aspirações em seguir em frente (ao fim dos primeiros noventa minutos da eliminatória estamos melhor do que antes dela ter começado). Mas acaba por saber a pouco, simplesmente porque fica-se mais uma vez com a sensação que neste jogo nos limitámos a apresentar os serviços mínimos.

Sem muitas alterações - Júlio César na baliza, Rúben Amorim na direita de defesa, e Carlos Martins a fazer de Aimar - começámos o jogo a ganhar. Logo aos três minutos o Carlos Martins, com um passe longo estupendo, descobriu o Di María na esquerda, que depois controlou a bola com o pé esquerdo, e com o direito prosseguiu e concluiu a jogada com aparente facilidade. Os dados pareciam estar lançados para uma noite tranquila, mas o Benfica não aproveitou grandemente este início ideal de jogo. Ainda controlámos as operações e pressionámos durante os primeiros vinte minutos, mas depois fomos progressivamente abrandando. A nossa qualidade de passe foi baixando (a que não será alheio o facto de progressivamente termos indo optando cada vez mais por passes longos), houve várias perdas de bola, e a intensidade com que pressionávamos o adversário também diminuiu. E o Hertha de repente terá começado a acreditar que afinal até seria possível obter alguma coisa deste jogo, sentimento que só se terá reforçado quando, ainda por cima, fizemos o favor de marcar um golo por eles. Foi uma infelicidade do Javi García, que desviou para a própria baliza um cruzamento rasteiro, sem que o Júlio César conseguisse deter a bola - diga-se no entanto que nessa altura (pouco depois da meia hora) já o Hertha tinha começado a oferecer uma maior oposição. E a seguir ao golo do empate, não mais conseguimos voltar a controlar o jogo.

A segunda parte foi sobretudo bastante mal jogada. Demasiados passes mal feitos e perdas de bola, e com maior ascendente do Hertha. Não chegou a haver sufoco, mas as melhores ocasiões para voltar a marcar pertenceram aos alemães (enviaram uma bola ao poste, e obrigaram o Júlio César a fazer uma boa defesa), enquanto que da nossa parte recordo-me apenas de um cabeceamento do Cardozo e pouco mais (pareceu-me que poderá ter ficado um penálti por assinalar, por falta sobre o Ramires). Ainda pensei que as coisas pudessem melhorar um pouco com a entrada do Aimar, já que por essa altura o Carlos Martins estava simplesmente desastroso em campo, mas pouco se alterou. Foi um daqueles jogos que me irritou simplesmente pela falta de qualidade que se via, ao ponto de ficar com a sensação de que os jogadores nem sequer conseguiam colar a bola ao relvado e controlá-la em condições (se calhar o piso mais duro por causa do frio fazia a bola saltar mais). Foi quase com um suspiro de alívio que vi o jogo terminar, não por recear um golo adversário, mas sim porque estava a ficar farto de ver aquele futebol.

Tenho mesmo muita dificuldade em escolher um jogador do Benfica para destacar, porque em termos qualitativos (não no que diz respeito à entrega ao jogo, porque nisso parece-me que não tenho muito a apontar aos jogadores). Talvez o David Luiz? Vários houve, porém, que me desiludiram, pois esperava mais deles. Um caso flagrante foi o Saviola, que esta noite esteve muito longe do jogador que conheço e admiro. Quase nada lhe saiu bem.

Daqui a cinco dias teremos o tira-teimas. Não espero outro resultado que não seguir em frente para os oitavos-de-final.

por D`Arcy às 00:30 | link do post | comentar | ver comentários (50)
Quinta-feira, 18.02.10

Chicos espertos

Quem me conhece sabe que tenho alguma tendência para criticar os hábitos e a mentalidade geral reinante na população portuguesa. É inevitável, porque a dicotomia entre a opinião altamente inflacionada que temos sobre nós próprios e a triste realidade atinge tais extremos que se torna impossível não reparar nisto.

Pode ser o nosso sol e o nosso clima, que são muito melhores do que o dos outros, que claramente o invejam durante todas as horas das suas existências chuvosas - mesmo que depois passemos o tempo todo a reclamar sobre o calor excessivo, a chuva que não pára ou o frio que não vai embora. Ou então sentimo-nos ufanos da 'simpatia' dos portugueses, que são muito mais acolhedores do que os frios gajos do Norte da Europa - e depois somos frequentemente mal e antipaticamente atendidos em qualquer balcão ou loja a que nos desloquemos (ao contrário do que, estranhamente, se passa nos países dos tais gajos frios do Norte).

Vem isto a propósito de quê? Vem a propósito da vitória do fóculporto ontem à noite sobre o Arsenal - e embora a minha opinião sobre o fóculporto seja a de que eles de facto até preferem ganhar com truques, batota, sujeira ou trapaças, já que até parecem festejar mais intensamente vitórias conseguidas desta forma - isto aplicar-se-ia a qualquer equipa portuguesa. O lance que dá o golo da vitória ao fóculporto é patético. Não é batoteiro, porque não houve nada de ilegal ali, mas é claramente desleal, e nem sequer se percebe como é que um árbitro deixa que aquilo aconteça - se não era suposto esperar-se pela autorização do árbitro para marcar o livre, então não percebo a razão pela qual ele se foi colocar no local em que a infracção aconteceu, sendo o livre marcado quase em cima dos pés dele. O fóculporto aproveitou, marcou e venceu o jogo. Óptimo para eles.

O que me repugna é a reacção geral da imprensa desportiva portuguesa. A palavra unanimemente utilizada é 'esperteza'. Falta ali algo antes: 'Chico'. Chico esperteza já seria mais correcto, e retrataria mais fielmente a mentalidade portuguesa, em que a chico esperteza não é considerada um defeito, mas sim uma virtude altamente louvável. O Arsenal, ontem, foi o estúpido do camone que entrou num táxi na Portela para ir até ao Marquês, e acabou a dar uma volta por Sintra antes de lá chegar. Claro que, se estivermos no outro lado da barricada, a coisa toma outros contornos. Sim, porque ser-se chico esperto e enganar-se alguém dá lugar a regozijo, palmadas nas costas e risada geral à volta de 'mines' e percebes enquanto se reconta a história vezes sem conta, e se recordam as trombas do gajo que foi enganado. Agora se nos tentarem fazer o mesmo, o resultado é radicalmente oposto. Leva-se a mal. É uma atitude condenável e inaceitável. 'Estás armado em chico esperto ou quê?' - e esta acusação é proferida no mesmo tom com que se acusaria alguém de nos querer matar a mãe.

Imagino, portanto, qual seria o tom da nossa imprensa se uma qualquer equipa portuguesa, ou a Selecção, sofresse um golo daqueles. Não haveria esperteza de qualquer espécie; haveria sim uma safardanas de um árbitro que andou a gozar com o esforço e o nobre suor luso. Assim como, por exemplo, o sacana do austríaco que teve o descaramento de assinalar aquele penálti a favor da França na meia-final do Europeu. Esta é a mentalidade que insulta o jogador que se atira para o chão dentro da nossa área e o chama de batoteiro, mas que louva o nosso que se atira para o chão dentro da área deles, e transforma um penálti roubado num penálti 'arrancado' pela (chico) esperteza do nosso jogador. Esta é a mentalidade que raramente nos deixa passar da cepa-torta.

por D`Arcy às 11:12 | link do post | comentar | ver comentários (55)
Quarta-feira, 17.02.10

Pontos para Portugal??!!!

Agora que as competições europeias estão de volta, deixo aqui um breve comentário que há muito ando para fazer sobre a questão da suposta vantagem de as equipas (que não o Benfica) fazerem bons resultados nas mesmas para "ganharem pontos para Portugal, para melhorar o nosso ranking".

 

Muitos dos Benfiquistas que eu conheço têm essa teoria. Mesmo aqueles que desejam a eliminação precoce dos nossos principais rivais acham que se possível, era bom que fossem eliminados mas fizessem pontos para o ranking...

 

Não sou dessa opinião. Já nem vou entrar na questão de desejar ou não que o o scp e o crac sejam sempre derrotados em qualquer circunstância, independentemente de serem "portugueses" contra "estrangeiros".

 

A minha razão é muito prática. A única competição que interessa em termos financeiros é a Champions League. É essa competição que tem alimentado os orçamentos do crac e dos seus aliados verdes. Quanto menos equipas portuguesas houver na Champions, piores são as possibilidades destes nossos adversários a elas acederem.

 

Vejam que este ano há já a certeza de que o sportém não estará lá, e o crac provavelmente também não. Isto vai ser uma machada profunda no seu retorno financeiro, com todas as consequências que daí advêm. Isto é bom para nós, isto é fundamental para nós derrotarmos o crac e o sistema.

 

Se nos outros anos só houvesse estas duas vagas, em vez de três, o crac pensaria duas vezes antes de ajudar terceiros, nomeadamente os verdes, porque o risco de isso se virar contra eles aumenta bastante. Há muito que pelo menos o sportém teria perdido essa "mama". Ou seja, um ranking português demasiado bom é mau para os nossos interesses e tem alimentado os nossos adversários.

 

O Benfica tem de ser suficientemente bom para ser quase sempre primeiro. E quando não o conseguir que seja segundo. Isto significa que vamos sempre à Champions e que só deixamos uma vaga para os outros. Eles que se esgadanhem.

 

 

por Artur Hermenegildo às 17:01 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Sábado, 13.02.10

Férias

Defrontámos o último classificado em casa, marcámos um golo logo aos dez minutos, e entrámos logo a seguir ao golo em férias de Carnaval, tendo isto sido suficiente para arrecadarmos os três pontos apenas porque o Belenenses é claramente a equipa mais fraca da Liga.

Posso até escrever algo mais sobre o jogo, mas o essencial está dito no primeiro parágrafo. Jogámos com a equipa-tipo, apenas com a ausência do castigado Di María (e que falta ele fez), que foi substituído pelo Coentrão. Sem forçar muito, logo aos dez minutos ficámos na frente do marcador, quando o Ramires teve uma boa iniciativa na direita que terminou com um cruzamento que foi mais de meio golo, permitindo ao Cardozo encostar de cabeça para um golo fácil. Depois entrámos de férias. Não sei se foi cansaço dos jogadores, ou sobranceria. Sei é que muito raramente imprimimos velocidade ao nosso jogo, e permitimos uma grande liberdade aos jogadores do Belenenses para receber e trocar a bola. Com isto, o Belenenses foi acredtando que até seria possível trazer algo da Luz, mas para nossa sorte eles mostraram claramente os motivos pelos quais estão no último lugar da classificação, criando apenas uma oportunidade flagrante, em que um seu jogador isolado frente ao Quim enviou a bola quase na direcção da bandeirola de canto. Só nos cinco minutos finais da primeira parte acelerámos um pouco mais, e isso foi o suficiente para o Belenenses abanar, mas o Coentrão, após tabela com o Saviola, desperdiçou a melhor oportunidade.

Para a segunda parte, veio o Weldon no lugar do César Peixoto (que diferença para a exibição que ele fez em Alvalade). O Coentrão recuou para lateral, e eu gostaria de poder dizer onde é que foi jogar o Weldon, mas não consigo. Ficou ali pela esquerda, mas não parecia ser nem avançado, nem extremo, nem médio, parecendo andar por ali um bocado perdido. Quanto ao jogo, manteve-se a tendência aborrecida da primeira parte. O Benfica a parecer não querer fazer muito mais (criou algumas oportunidades, as mais flagrantes desperdiçadas pelo Weldon), e o Belenenses a parecer não conseguir fazer mais. Poucas ou quase nenhumas oportunidades de golo, e o facto de maior destaque acabou por ser a expulsão do guarda-redes do Belenenses, a doze minutos do final, por defender fora da área com as mãos um remate do isolado Cardozo, ainda a meio do meio campo. Mas a nossa vantagem numérica pouco se notou, já que apesar de termos carregado um pouco mais, a desinspiração hoje era muita. Foi até o Belenenses quem mais assustou, num remate de longe do Mano que não passou muito longe da nossa baliza.

Menos maus na nossa equipa (e isto hoje foi tão fraquito que nem sequer tenho coragem de eleger 'melhores') talvez o Maxi e o Coentrão. Cardozo, Ramires e Javi esforçados, mas a verdade é que no geral, esteve toda a gente muito desinspirada. Quanto ao pior (e o facto de conseguirmos eleger um pior no meio de tanta coisa que hoje não correu bem já diz algo sobre a exibição dele), julgo que não haverá grandes dúvidas que terá sido o Weldon, que andava arredado da equipa há muito tempo, e em má hora regressou. É verdade que entrou para jogar numa posição estranha, mas mesmo depois dos acertos que o colocaram na frente, ao lado do Cardozo, continuou a jogar mal. Se tivesse que lhe dar uma nota de 0 a 10, teria que inventar uma nota abaixo de zero porque ele não só não teve qualquer contribuição positiva no jogo, como ainda conseguiu atrapalhar os colegas. Mostrou uma natural falta de ritmo, mas isso não justifica tanto disparate e falta de empenho.

Salvou-se o resultado, e os três pontos conquistados
(e no fundo, o que realmente conta e interessa é isto mesmo). Conforme disse, não sei se foi cansaço, se sobranceria por estarmos a defrontar o último classificado em casa e apanharmo-nos a vencer tão cedo, se uma mistura das duas coisas que resultou nesta exibição mais descolorida. Eu sei que nem sempre podemos ter concertos de violino, e às vezes apanhamos com festivais de bombo (e custa mais quando andamos 'mal' habituados). Mas não podemos arriscar repetir exibições destas, porque um adversário mais forte não desperdiçará a oportunidade.

por D`Arcy às 21:13 | link do post | comentar | ver comentários (77)

Toda a verdade sobre as estações meteorológicas do Canadá

O treinador do sportém, após ter sido goleado pelo Benfica, em casa, contou uma história sobre balões meteorológicos canadianos. Para quem não a ouviu, a história é mais ou menos esta: uma estação meteorológica no Canadá fazia as previsões através de uns balões meteorológicos que, desafortunadamente, eram danificados pelas tempestades; a estação decidiu então proteger os balões, retirando-os sempre que se previa uma tempestade, mas um dia, quando os cientistas iam retirar os balões, um agricultor das redondezas, armado com uma espingarda, não o permitiu, pois, dizia ele, sempre que os meteorologistas tiravam os balões, havia uma tempestade. Ora, o Carvalhal, após a narrativa, explicou a moral: ele é como o meteorologista, está farto de proteger balões no sportém, mas há sempre uns - "barbudos, gordos e shreks", creio que foi o que ele disse - que lhe apontam a espingarda. Em suma, o Carvalhal é muito bom e faz o melhor pelo sportém, mas ninguém percebe isso.

 

A história, confesso, intrigou-me. Então, pesquisei acerca das estações meteorológicas canadianas e descobri - não foi difícil, já vão perceber porquê - esta a que se refere o Carvalhal. Um dos meteorologistas dessa estação é um emigrante português e foi ele quem me contou a verdadeira história. Os balões existem de facto, tal como as tempestades. Mas existe também um cientista nessa estação, um perfeito idiota, segundo me contou, que meteu na cabeça que as tempestades estragam os balões, e então vai estupidamente tirar os balões quando eles são mais necessários: nos momentos de tempestade. Já puseram um segurança a guardar os balões, mas o cientista, com parábolas e histórias de encantar, consegue sempre enganá-lo. O problema maior é que os sucessivos enganos da estação meteorológica quanto às previsões, provocados pela ausência dos balões, já ditaram o descontentamento dos agricultores, que, não conseguindo proteger as culturas atempadamente, se queixam dos elevados prejuízos indirectamente provocados pela estação meteorológica.

 

Está bom de ver que a história foi deturpada pelo treinador do sportém. Mas, ao mesmo tempo, considerando-se o Carvalhal o homem que tira os balões, parece-me que, na terça-feira, o treinador do sportém escolheu a história perfeita para os agricultores ouvirem.

Sexta-feira, 12.02.10

A Mística em 11 minutos

O grande JG fez um texto magnífico sobre um documentário fabuloso intitulado "Benfica É Campeão" de 1960. Façam um favor a vocês próprios e LEIAM-NO JÁ! Mas, como uma imagem vale mais do que 1.000 palavras, por mais que se escreva, nada faz jus a vê-lo.

 

Quem ainda não sabe o que é a mística, tem ali a resposta. Quem já sabe, mesmo assim vai ficar espantado com a sua dimensão. Está ali toda, na sua forma pura e esmagadora. Imperdível e, portanto, impreterível que o Benfica adquira estas imagens. Um Museu sem elas ficaria muito mais pobre.

por S.L.B. às 13:35 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quarta-feira, 10.02.10

O Maior

Ora bem, então poupando mais de meia equipa (Quim, Maxi, Coentrão, Aimar, Saviola e Cardozo), utilizando uma dupla de avançados que se estreava a titular, e a jogar durante alguns períodos quase em ritmo de treino, ainda assim deu para espetarmos quatro na patética equipa da lagartagem. E ainda assim, para o jogo que vimos, até podemos dizer que podiam ter sido mais. Foi uma abada dentro e fora do campo também, onde os seis mil benfiquistas presentes no Alvalixo praticamente silenciaram os macambúzios lagartos que se atreveram a sair de casa esta noite.

Depois de me escapar à tradicional organização apalhaçada da polícia nos nossos jogos no Alvalixo, que impediu que uma série de adeptos pudesse entrar no estádio antes do jogo começar, assim que entrei deu para ver a razão pela qual o sportém se recusou a ceder-nos os 30% de bilhetes. Os lugares estavam obviamente reservados para os amigos imaginários do Cabeça de Cotonete, para os piolhos da barba do Dias Ferreira, e para as namoradas do Salema, o que acabou por conferir um efeito colorido e interessante às secções dos adeptos da lagartagem, efeito esse comummente designado por 'às moscas'. O sportém apresentou-se com uma formação coerente com a mentalidade do Cientista que orienta a sua equipa, com dois trincos e deixando o Liedson sozinho na frente, jogando em 4-2-3-1 (e julgo que o Cientista até se deve ter sentido desolado por estar a arriscar assim tanto ao colocar um avançado em campo). O Benfica, conforme referido, deixou seis dos titulares de fora. Nos seus lugares surgiram o Júlio César na baliza, Amorim na direita da defesa e Peixoto na esquerda, Carlos Martins no lugar do Aimar, e a frente de ataque foi constituída pelo Éder Luís e pelo Alan Kardec.

Mal o jogo tinha começado, e já o Di María, que começou na direita, andava a fazer gato-sapato do patético Grimi. Aos cinco minutos, o João Pereira estava a ser posto na rua, depois de uma entrada animal às pernas do Ramires.

- NEM SEQUER LHE TOCOU! NÃO FOI FALTA NENHUMA!

Ao ouvir isto, voltei-me para trás e descobri que estava numa noite de sorte. O destino tinha-me proporcionado a experiência sociológica extremamente interessante de ter um lagarto empedernido sentado no camarote mesmo atrás de mim. Era uma oportunidade única de observar o lagarto no seu habitat natural, e a partir desse momento passei a prestar a máxima atenção aos comentários sábios e impregnados de saber futebolístico deste espécime de pedigree puro. Entretanto, na linha lateral, o Salema exibia a sua indignação, e também orgulhosamente um cachecol que ilustrava o resultado prático das aulas de croché e macramé avançado que tem frequentado. Aos sete minutos (foi preciso esperar dois minutos para marcar o respectivo livre, já que primeiro o João Pereira teve que sair do campo debaixo dos aplausos da lagartagem, que entoava em coro o seu nome - estranha forma de vida, esta de ser lagarto), na sequência do livre, marcámos. O Carlos Martins apontou o livre para o interior da área, onde apareceu o David Luiz, marcado pelo 'Senhor seis milhões e meio' (conhecido entre os adeptos do At.Madrid por 'Sinalma-Singol') a cabecear imparavelmente para o fundo da baliza.

- FORA-DE-JOGO!! - comentário vindo do sítio esperado (eu escrevo em maiúsculas porque o personagem parecia ser incapaz de comunicar sem ser aos berros). A televisão ali colocada mostra a repetição, onde obviamente não se vê fora-de-jogo de espécie alguma. Mas o homem não se dá por vencido:

- FALTA!!! É FALTA!!

Mas ninguém quis saber das suas opiniões, e o Benfica ficou mesmo na frente do marcador. Na linha lateral o Salema, muito agitado, tentava incentivar a equipa, parecendo tão natural nesse papel quanto um cangalheiro a tentar incentivar uma interpretação espontânea do 'Walking on Sunshine' pelos presentes num velório (se calhar se prometesse aos jogadores que, caso eles corressem mais e jogassem melhor, ele deixaria de dormir com eles, teria mais sucesso). A partir do primeiro golo, o Benfica limitou-se a fazer aquilo que habitualmente se designa por 'dar baile'. O sportém mal conseguia cheirar a bola, e ficava quase sempre remetido ao seu meio campo, enquanto que nós a fazíamos circular pelos pés dos nossos jogadores, e mostrávamos que o segundo golo era apenas uma questão de tempo (o lagarto nesta altura limitava-se a gritar 'CARTÃO' de cada vez que era assinalada falta a um jogador do Benfica). Surpresa era apenas que estivesse a demorar tanto tempo a aparecer. O Cientista também deve ter achado isto estranho, e resolveu intervir, mostrando toda a sua sapiência no campo da ciência do desporto. O Adrien, com maior ou menor dificuldade, ia dando conta do recado na direita, mas o Cientista resolveu substituí-lo pelo campeão nacional de arremesso de medalha, ídolo efémero da lagartagem durante uma semana o ano passado. Quatro minutos depois (sobre a meia-hora de jogo), o César Peixoto passou por ele como quis, centrou tenso, e à boca da baliza o Ramires fez o segundo golo.

Para quem via o jogo, começava a perspectivar-se uma goleada, talvez até de contornos históricos. Aliás, isto era visível mesmo para alguma lagartagem, já que depois deste segundo golo houve vários que se levantaram e começaram a abandonar o estádio. Só que estranhamente, depois do golo a nossa equipa deixou-se adormecer numa estranha sobranceria. O futebol colectivo desapareceu, passámos a apostar em futebol mais directo e iniciativas individuais, e o sportém, que estava praticamente a ir ao tapete, conseguiu voltar a respirar. Até porque, a meio desse período de menor concentração da nossa parte, o inevitável Liedson conseguiu inventar um golo numa iniciativa individual em que correu praticamente metade do campo sozinho (aproveitando um mau passe atrasado do Ramires), terminando com um remate rasteiro muito colocado, que entrou junto ao poste. O remate não foi muito forte e foi desferido ainda de longe, e isso deixou alguma sensação de que poderia haver algumas culpas do Júlio César no lance, mas na minha opinião o remate foi mesmo muito colocado e entrou pelo buraco da agulha. Este golo deu ainda mais ânimo ao sportém, e até ao intervalo os nossos adversários tiveram o seu melhor período no jogo - o que quer dizer que conseguiram fazer um ou dois remates dignos desse nome, e terem a bola em seu poder mais de 30% do tempo (e deu ainda para ouvir um grito de 'PENÁLTE! É PENÁLTE!' da parte do lagarto quando o Liedson se atirou contra as costas do Luisão). Ao intervalo, a crescente influência do Salema no sportém voltou a mostrar-se, quando no meio das cheerleaders da Carlsberg surgiu um gajo todo contente a dançar e a fazer piruetas ainda mais acrobáticas que as do Liedson quando se atira para o chão.

Na segunda parte, a tesão do sportém durou pouco mais de cinco minutos. Acabou com um remate do Liedson às malhas laterais da baliza, e a partir daí voltou o baile. Foi mais uma vez o sportém remetido ao seu meio campo, e a bola quase sempre nos pés dos nossos jogadores. E portanto, mais uma vez se ficou com a sensação que seria apenas uma questão de tempo até marcarmos o terceiro golo e resolvermos de vez o jogo. E isto, diga-se, sem que o Benfica parecesse sequer estar a forçar muito, limitando-se a fazer tudo de forma muito natural. Depois de alguns ameaços e asneiras (remates quando o passe era a melhor opção, alguns excessos de individualismo) ele chegou mesmo, quando estavam decorridos pouco mais de vinte minutos. Canto do Carlos Martins (segunda assistência no jogo) e o Luisão a entrar de cabeça de forma fulgurante para o golo. E pronto, se alguém ainda tinha dúvidas, elas dissiparam-se ali. Mesmo o lagarto, que já pouco estrebuchava na segunda parte, calou-se de vez com aquele golo e não chiou mais até final (para grande pena minha).


Logo a seguir entraram os 'consagrados' Saviola, Cardozo e Aimar, para se juntarem ao baile, e a festa continuou até final. Deu para gritarmos pelo sportém, pelo Patrício, deu para se cantar 'Vão para a segunda! Olé, olé vão para a segunda!', deu para o repertório todo. O Di María ia inventando jogadas e falhando golos por pouco, e o quarto golo teimava em não surgir. Aos noventa minutos de jogo, o público benfiquista pediu em coro só mais um. Poucos minutos depois, na última jogada do encontro, o Cardozo fez-nos a vontade. E -lo da melhor maneira: com um golão. Descaído para a esquerda, ainda longe da área e sem opções de passe, deram-lhe demasiado espaço e ele inventou uma bomba do meio da rua que fez a bola passar sobre o Rui Patrício e só parar no fundo da baliza. Fecho com chave de ouro de um jogo em que nem sequer foi preciso sermos brilhantes o tempo todo para vencermos confortavelmente este ridículo sportém, a jogar como qualquer uma das outras inúmeras pequenas equipas já orientadas pelo Cientista jogavam.


Podia destacar vários jogadores. Um deles o Di María. Sim, podem-me dizer que foi demasiado individualista em alguns lances (e foi-o), que falhou golos (e falhou; um golo foi o que faltou para coroar a sua exibição), mas caramba, um tipo destes desbarata e põe a cabeça em água a qualquer defesa, dá ao jogo as acelerações que outros não conseguem, e é um perigo constante. Muito, muito bom jogo do César Peixoto na esquerda. Seguro a defender, e útil a apoiar o ataque (com uma assistência). Muito bom também o jogo do Javi García, uma parede no meio campo defensivo, e um dos principais responsáveis por manter o sportém remetido ao seu meio campo. Posso também mencionar as duas assistências do Carlos Martins, ou os golos de cada um dos nossos centrais, que fizeram ambos um bom jogo. Fiquei aliás muito contente com os golos marcados pelo David Luiz e pelo Cardozo, dois dos 'réus' do empate em Setúbal. Mereceram esta felicidade depois da desilusão do fim-de-semana. Quanto aos menos inspirados, foram na minha opinião os dois avançados recém-chegados. É importante que se vão adaptando aos poucos, mas neste momento ainda mostram estar pouco integrados e não estiveram em bom plano esta noite (sobretudo o Éder Luís).

E pronto, para o mês que vem lá estaremos no Algarve para a final. Deixem passar o Maior de Portugal, o Maior de Portugal, o Maior de Portugal...

P.S.- Estive a rever a gravação do jogo, transmitido na SIC. A azia e facciosismo dos comentadores é simplesmente grotesca.

por D`Arcy às 04:18 | link do post | comentar | ver comentários (83)

O momento da noite

No intervalo do jogo num dos corredores do WC:

 

- Em nome da Tertúlia Benfiquista, muito obrigado por ter ficado no Benfica.

- Obrigado, eu!

 

Grande Capitão!

 

P.S. - A maneira como ele comemorou os golos diz tudo acerca da sua importância no plantel. A mística não é facilmente substituível.

por S.L.B. às 00:09 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Terça-feira, 09.02.10

Eutanásia

Pronto. Agora é ver qual dos Bancos é que quer ficar com aquela sanita gigante e que abrigo é que aceita os cachopos da Academia.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:03 | link do post | comentar | ver comentários (35)

A "fama" de que nunca se livrará.

«Se este ano o Benfica — porque tem uma grande equipa, um treinador que tem provado e joga um futebol como deve de ser — vier a ser campeão, nunca mais se livrará da fama de o ter sido em parte decisiva graças à ajuda impudica do CD da Liga

 

Isto escrevinhou Miguel Sousa Tavares na sua crónica de hoje no jornal 'A Bola'. De facto, quem é intelectualmente honesto não confunde a “fama” com o “boato” ou a “calúnia”. E Miguel Sousa Tavares considerara-se, certamente, honesto. Como tal, sabe que quando diz que o Benfica nunca mais se livrará da fama de ser campeão (caso consiga esse desiderato) graças à ajuda do CD da Liga mais não está a fazer do que caluniar o Benfica. Tal como caluniou o Benfica noutros momentos infelizes desta mesma crónica. Além de se julgar honesto, Miguel Sousa Tavares julgar-se-á também coerente. Nessa medida, sabe que toda a indignação que demonstrou quando correu o boato (ou seria calúnia?) de que teria escrito um dos seus romancelhos plagiando um outro escritor será idêntica à de quem, agora, o vê tentar sujar o nome do Benfica com aquilo a que ele chama “fama”.

 

Por isso, não estranhará o dito que, de entre os benfiquistas, possa haver quem lhe recorde a “fama”, de que nunca se livrou, de ser um plagiador ou de ter conseguido favores profissionais à custa do bom nome dos seus progenitores ou de ter feito birras agarotadas por não o deixarem fumar num avião ou de que tem “mau vinho”. Tudo isto são anátemas sujos (alguns dirão que serão justos) que se colam a uma imagem. É, no dizer de MST, “fama de que não se livra”.

 

Um destes dias ainda veremos um qualquer caluniador a conseguir manchar o bom nome do Benfica, atirando-lhe com a “fama” de uma calúnia. Até agora não o fizeram porque os boateiros de serviço já há muito que têm a “fama” de ser desonestos… e em gente desonesta ninguém acredita. Obviamente, e para que não restem dúvidas, não incluo nesta categoria o MST. Neste também não acredito, mas não é por ser desonesto (o que certamente não será), é porque não o consigo levar a sério.

 

 

---------------------------------------------

Adenda:

 

Quanto às questões de 'concorrência desleal' associadas aos apoios das Câmaras Municipais e à figura de virgem ofendida que exibe naquela coisa a que chama de crónica (e que lhe fica mal, como, vendo bem, qualquer figura), nunca será demais relembrar o que já aqui foi escrito sobre o assunto.

por Pedro F. Ferreira às 15:15 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Para ganhar

É certo que a taça da liga é uma competição recente e à qual ninguém ainda liga muito.

 

No entanto, um jogo oficial com os nossos rivais históricos tem de ser sempre um jogo para ganhar - a vitória pode não ter muita importância, mas a derrota certamente que a terá.

 

Ou seja, se ganharmos a nossa reacção será provavelmente encolher os ombros e dizer "olha, foi mais uma, e nem interessa muito"; mas perder será muito mau, terá efeitos negativos no moral da equipa e dos adeptos, e ainda teríamos de aturar os lagartos com sorrisos parvos a dizerem que "salvaram a época".

 

E ainda mais - uma vitória perspectiva uma final com o CRAC, que terá sempre um sabor especial.

 

Resumindo, a partir do momento em que chegamos às meias-finais e lá estão também os dois principais rivai, a taça da liga passa automaticamente a ter importãncia.

 

Por tudo isto, jogue do nosso lado quem jogar, a única opção é a vitória.

 

Confio plenamente que assim será.

por Artur Hermenegildo às 12:26 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Segunda-feira, 08.02.10

Coerência

Não é que fossem necessárias, mas mais uma vez temos uma prova da coerência e honestidade da lagartagem. Não deixa de ser divertida a forma como eles, de cada vez que tentam qualquer tipo de malabarismo, acabam sempre a estampar-se ao comprido, amparando invariavelmente a queda com a cara.

Verdade seja dita que o Cabeça de Cotonete ultimamente tem andado sossegado: já não desafia adeptos para a pancada, deixou de Twittar, guardou as maracas no sótão, prefere ir de férias para o Brasil em vez de ir a saraus culturais com o Dias Ferreira e a Maria José Valério, e já não debita alarvidades várias vezes ao dia - a conclusão óbvia é que deve ter voltado a tomar a medicação. O pior é que pelos vistos ficam lá outros, como o Salema (quando não está a dormir com os jogadores) ou o Afra (este tem o condão de conseguir ir passando despercebido, mas a sua propensão para o disparate está ao nível do melhor que se costuma ver por aquelas bandas), a tomar conta do circo e a parvoíce continua a grassar.

Vem isto a propósito do acordo que o Cabeça de Cotonete terá feito com o presidente do Benfica, de ceder 30% da lotação do Alvalixo na meia-final da Taça da Liga em troca da antecipação do jogo para dia 9. Coerente e honesta como é seu apanágio, conseguida a alteração da data logo a lagartagem tratou de dar o dito por não dito. Quando o Benfica foi levantar os bilhetes, foi entregue o correspondente a 5% da lotação. Fez-se lembrar ao sportém o tal acordo estabelecido entre os presidentes, e então a lagartagem entregou mais cerca de 5%, longe portanto dos tais 30% acordados. O Benfica, naturalmente, manifestou o seu desagrado com esta falcatrua, e logo 'uma fonte do sportém' (que eu desconfio ser um dos tais com propensão para o disparate) se apressou a negar a existência de tal acordo, aproveitando para, em mais uma atitude de grande elevação, acusar o Benfica de 'estar interessado em desestabilizar o futebol português' (o Benfica tem pautado esta época pelo quase completo silêncio da parte dos seus responsáveis, mas mesmo assim anda a querer desestabilizar o nosso futebol; já quando o amigalhaço lá de cima disparata a torto e a direito, valendo-lhe mesmo um agravamento da suspensão a que está sujeito, a resposta do sportém é 'Dá cá mais cinco, pá!').

O que desde logo não se percebe é a razão pela qual, não nos tendo sido prometidos os tais 30%, o sportém ainda assim foi inquirir 'autoridades e entidades sobre a segurança do evento' sobre a possibilidade de cedência dessa quantidade de bilhetes. Não se percebe também o motivo pelo qual o Benfica acedeu a antecipar o encontro, se na verdade não foi proposta tal contrapartida - o sportém é que tem um jogo difícil na sexta-feira, contra uma equipa do seu campeonato, pelo que parece ser o principal interessado em antecipar o jogo, e não estou a ver o Benfica a aceder ao pedido do sportém por puro altruísmo, até porque nós queremos é desestabilizar o futebol português. Mas não contente com estas incongruências, a lagartagem ainda resolveu dizer que teria sido a opinião expressa pelas autoridades de segurança a inviabilizar a cedência dos tais 30% de bilhetes.

Normalmente diz-se que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. Eu acrescento que um lagarto apanha-se ainda mais depressa que qualquer um dos dois, porque consegue ser coxo e mentiroso ao mesmo tempo. É que a PSP já veio negar a versão contada pela lagartagem, acrescentando ainda que os informou que, para efeitos de segurança, a cedência dos 30% de bilhetes seria até benéfica. Portanto, e segundo o sportém, apesar de nunca se ter acordado a tal cedência de 30% dos bilhetes, mesmo assim eles foram perguntar à PSP se seria possível ceder essa quantidade (coincidência, certamente). Como a PSP não deu a resposta que desejavam, de forma a poderem fugir ao acordo, mentiram descaradamente. Se calhar era melhor assumirem de caras a razão pela qual os responsáveis pelo circo não quiseram cumprir com a palavra dada pelo Cabeça de Cotonete. É que no Benfica, quem manda é o presidente. Já no sportém, não se sabe lá muito bem quem manda. Se calhar mandam aqueles que, a serem-nos cedidos os 30% de bilhetes, teriam que mudar de localização no estádio.

É assim que os clubes exemplarmente geridos funcionam.

por D`Arcy às 23:16 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Cardozo

Lembram-se do Cardozo quando chegou ao Benfica? Um remate de pé esquerdo de fazer inveja a qualquer um, e pouco mais. Lento, estático, péssimo jogo de cabeça, pé direito inexistente. Muitos, eu  incluído, torceram o nariz.

 

Mas o facto é que aquele pé esquerdo era mortífero, e os golos foram aparecendo. 20  na primeira época. Mas zlguns Benfiquistas continuavam a torcer o nariz - ao que diziam, "o gajo não joga nada, só marca golos". Eu por mim começava a ficar convencido - afinal de contas o golos são o objectivo do futebol, e quem marca muitos golos para mim não precisa de fazer muito mais.

 

Na época passada, foi a época de alguma "travessia no deserto", por força da preferência de Quique por Suazo. Mas quando este se lesiona, aí temos Cardozo em grande na ponta final do campeonato, com uma mão-cheia de golos, e ei-lo que já marca também de cabeça, e de pé direito. Eu, por mim, totalmente convencido. No final da época passada disse-o num post - "há dois jogadores que não podem sair do Benfica, Luisão e Cardozo". Estou feliz e orgulhoso por o ter dito.

 

E este ano, que espectáculo! Que evolução! O homem corre, faz tabelas, assistências, passes de trinta metros a desmarcar companheiros, está um excelente jogador, e ainda é o melhor marcador do campeonato. Querem mais?

 

Parece no entanto que este Cardozo perdeu um pouquinho (só um pouquinho) da confiança que tinha na sua melhor arma - o remate espontâneo e mortífero de pé esquerdo. É natural - quando se trabalha muito para melhorar, e de que maneira, nos pontos fracos, é possível que se descure e caia um pouco nos pontos mais fortes. Como se o Novo-Cardozo-Jogador-De-Equipa-Completo desconfiasse agora um bocadinho do Velho-Cardozo-Só-Marcador-De-Golos-De-Pé-Esquerdo.

 

Eu confio no entanto que os "dois" Cardozos depressa se reencontram e reconciliam, e teremos novamente o Cardozo-Grande-Ponta-De-Lança que ele é.

 

Força Cardozo. O Benfica precisa de ti, o Benfica é melhor contigo.

 

Só um pedido - talvez por agor seja melhor abdicares por uns tempos da marcação de penalties. Só até que a tal confiança volte.

por Artur Hermenegildo às 16:45 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Domingo, 07.02.10

Ser benfiquista.

É crer, sempre.

Vamos ser campeões. Nada temam. Somos os melhores, tropeções à parte. (Saviola a marcar penaltis, please)

Continuamos à frente e só dependemos de nós, a verdade é essa.

E enquanto nós, benfiquistas, permanecermos unidos, e soubermos tratar internamente as nossas feridas, e tivermos a capacidade de permanecer solidários, nas horas más como nas boas, um grito ecoará pelas bancadas, a plenos pulmões, por esses estádios fora: ninguém pára o Benfica.

Tropeção

Foi um tropeção inesperado, muito por culpa nossa, já que para além de não termos conseguido mostrar muitas vezes o nosso futebol habitual, ainda juntámos a isso alguns tiros nos pés, que nos impediram de chegar à vitória.

A única alteração no onze inicial foi a entrada do Carlos Martins no lugar do Ramires, sendo o resto da equipa constituída pelos mesmos jogadores que alinharam na última quarta-feira frente ao Leiria. Do outro lado, o Setúbal organizou-se em campo da mesma forma que o seu treinador já o tinha feito com o Leiria, quando nos defrontou na altura, com três centrais mais dois trincos, e mais uma vez criou grandes dificuldades para que conseguíssemos apresentar o nosso jogo habitual. O jogo iniciou-se sem qualquer tendência definida, desinteressante e sem grande qualidade, com muitos passes falhados. Logo aí fiquei com a ideia de que seria um jogo difícil. Mas pouco depois, pensei que me teria enganado, já que perto do primeiro quarto-de-hora, e sem que tivéssemos criado oportunidades até então, vimo-nos em vantagem no marcador, após um autogolo do Ricardo Silva. Podia ser um sinal de que tínhamos a sorte do nosso lado, e para além disso este golo poderia alterar o figurino do jogo, obrigando o Setúbal a arriscar mais no ataque e proporcionando-nos espaços para surpreender no contra-ataque. Mas nem o Setúbal não acusou o golo, nem nós o aproveitámos para melhorar a nossa forma de jogar. Era, aliás, o Setúbal quem ia ameaçando a nossa baliza de vez em quando, quase sempre em contra-ataques, e muitos deles a entrar pelo nosso lado direito, aproveitando a menor propensão do Carlos Martins para defender. E o pior acabou mesmo por acontecer, quando o David Luiz teve uma intervenção desastrada a um cruzamento e marcou na própria baliza, empatando o jogo, e sendo este o resultado com que se saiu para intervalo.

Na segunda parte, o Benfica pareceu entrar em campo disposto a meter mais velocidade no jogo, e tentando chegar cedo ao golo, mas mostrava grandes dificuldades em furar a organização defensiva do Setúbal. E o Setúbal, apesar de mais remetido ao seu meio campo, continuava a criar perigo em contra-ataques. Mas o nosso adversário foi perdendo progressivamente o fôlego, e a segunda metade desta segunda parte foi praticamente toda passada no meio campo adversário, com a bola quase sempre na nossa posse. A organização defensiva do Setúbal nesta altura já era quase inexistente, e limitavam-se a acantonar jogadores no último terço do terreno, mas o Benfica, apesar de ter aumentado a pressão e atacado mais, quase sempre empurrado pelo Di María, não conseguia criar grandes ocasiões de golo, isto apesar de chegar ao ponto de jogar com quatro avançados. Até que, já em tempo de descontos, o golpe de teatro: o Jorge Sousa, que minutos antes não tinha marcado um penálti flagrante sobre o Di María (que ainda por cima viu o amarelo), incrivelmente assinalou desta vez um penálti por falta (clara) do Zoro sobre o Kardec. Encarregado de o marcar, o Cardozo acertou na barra, e deixou assim fugir ingloriamente a possibilidade de conquistarmos os três pontos.

Quando não ganhamos, o mais natural é ficarmos aborrecidos com a equipa em geral, e é por isso difícil fazer destaques. Gostei do jogo do Javi García, que foi sempre importante a travar os ataques do Setúbal, sobretudo na altura em que o Benfica pressionava mais, e ele ficava mais recuado. O Di María também foi dos melhores, sendo dos mais dinamizadores do ataque, e o principal impulsionador da nossa equipa durante aqueles minutos finais em que procurámos o golo com maior intensidade. Pela negativa, fica o Cardozo, quanto mais não seja por ficar marcado ao falhar um penálti que não poderia falhar.

Foram dois pontos perdidos, e mal perdidos. Vêm numa altura inesperada, colocando fim a uma sequência de cinco vitórias consecutivas para a Liga. Podemos não ter feito uma exibição ao nível que nos é habitual, mas a sorte também não quis muito connosco, e julgo que mesmo assim jogámos o suficiente para justificar a vitória. Outros dias mais felizes virão.

por D`Arcy às 02:56 | link do post | comentar | ver comentários (71)
Sexta-feira, 05.02.10

Basta! - Os grilhões da inveja II

‘Com tantas e sucessivas calabotices, em que há sempre um único beneficiado, não será tempo de os outros clubes convocarem uma Assembleia Geral Extraordinária da Liga e dizerem «basta!'»?'. Rui Moreira, hoje, n’A Bola.

 
‘Sob o comando de Pinto da Costa e dos seus acólitos, o FCP metamorfoseou-se num clube regional vergado ao ódio irracional a um Sul que não faz sentido (sendo o país pequeno como é) e que fez dessa sua fabricada rebeldia face aos poderes que vendia como instituídos, a sua bandeira e a sua matriz ideológica. Um clube que, ao invés do desportivismo e valores elevados de competitividade, tem na sua razão de ser um ódio e complexo de inferioridade que, paradoxal e ironicamente, são o principal açaime da sua expansão. A principal razão da sua pequenez.
 (…)
 Ao longo destes largos dias que parecem perfazer 100 anos, o culto da personalidade atingiu o seu zénite, as Antas tornaram-se um inferno terrorista (imposto pela violência) para os visitantes, os túneis e o guarda Abel atingiram a fama, as casas de reputação duvidosa atingiram o máximo de facturação, os árbitros viajaram e fornicaram como nunca, o Reinaldo Teles aprendeu a pronunciar palavras com mais de duas sílabas e a comer de talheres. Mas a obsessão pelo Glorioso, essa manteve-se, imorredoira, firmemente ancorada no âmago de tudo isto.’ Eu, há uns tempos atrás, aqui na Tertúlia (sim, sou pretensioso o suficiente para me citar a mim próprio. Se têm um problema com isso vão para o raio que vos parta).
 
 
É preciso não ter uma ponta de vergonha na cara nem sentido do ridículo para, depois de décadas de fruta, cafés com leite, viagens ao Brasil, túneis sem câmaras, Guardas Abéis, viciações de classificações de árbitros, manietação de observadores, jornalistas e políticos, condenações por corrupção e associações ao mundo do crime, vir sugerir agora que os clubes da Liga façam uma Assembleia Geral Extraordinária para dizerem ‘basta’ a qualquer coisa que irrita o Rui Moreira.
 
Para dizer ‘basta’ a quê, pergunto eu? Ao facto do Benfica jogar futebol como mais ninguém neste país amordaçado pela hipocrisia e por esta podridão doentia que está entranhada nos buracos mais estreitos da futebol português e enfiar às três e quatro batatas de cada vez nos adversários? Ao facto do Benfica estar em primeiro de forma digna, sem mácula, sem dar aconselhamento familiar a árbitros desorientados, sem se preocupar com a fruta que alguns tomam como bom tónico para um sono descansado, sem manietar avençados para construir realidades virtuais nos jornais, rádios e televisões? Ao facto do Benfica ter sido cobardemente emboscado num túnel de um estádio financiado encapotadamente pelo erário público e oferecido a um clube que mais não é hoje em dia do que um conjunto de ursos amestrados e o capanga institucional de outro? Ao facto dos jogadores do Benfica terem sido agredidos por jogadores adversários e por seguranças para isso instruídos, e ao facto das imagens do túnel, curiosamente e por manifesta infelicidade (como é óbvio), não estarem disponíveis? Ao facto de, nesse jogo, o Benfica ter sido descaradamente prejudicado por um árbitro com ligações estranhas a uma determinada claque (com um fetiche muito engraçado por decorar estações de serviço da A1) e com um historial inacreditável de canalhice, de ter visto um dos jogadores mais influentes expulso por encomenda e um golo limpo escandalosamente anulado? Ao facto da CD da Liga ter decidido, na altura, castigar jogadores do Benfica cujo único pecado foi terem sido agredidos e nos termos visto privados do nosso melhor marcador durante dois jogos apenas por ter levado uma solha? Ao facto de apenas passados meses a CD da Liga chegar à conclusão que se calhar faz sentido castigar também os agressores? Ao facto de metade dos agressores terem passado incólumes? Ao facto do Sp. Braga ter sido velhacamente levado ao colo nas primeiras jornadas, com penalties aberrantes a favor e depois da hora? Ao facto de termos dado um banho de futebol no clube do Carlos Amorim Calheiros e dos jogadores deste terem barbaramente agredido elementos da segurança do estádio e de terem vandalizado as instalações? Ao facto do Benfica não ter tido rigorosamente nada a ver com isso? Ao facto do referido clube inventar justificações desmontadas pelas imagens e pelos testemunhos? Ao facto do Benfica ser um clube sério, honesto e cumpridor e de ter câmaras que funcionam no túnel e demais instalações? Ao facto de haver testemunhas, além de gravações claras, e do 4º árbitro ter escrito o que viu? Ao facto do clube do Guarda Abel ter sido vergonhosamente beneficiado (por exemplo - e há mais, muito mais - nos jogos com o Leiria, Leixões, Académica, Paços de Ferreira e Nacional – alguns em ambas as voltas do campeonato) e de se vender a ideia inacreditável de que o Benfica é que é levado ao colo? Ao facto de sustentarmos o futebol português e enchermos os estádios deste país? Ao facto de termos assistências médias que fazer corar de vergonha os outros supostos ‘grandes’?
Ao facto do Sp. Braga jogar sistematicamente primeiro que o Benfica nas várias jornadas da Liga (vão investigar se não acreditam) e agora vir vomitar recados e queixar-se, através do estafeta do Médium Pinto, que o Benfica antecipou o jogo de uma jornada, com o absoluto acordo do Leiria e de forma a ter tempo de recuperação entre os jogos da Liga Europa? Ao facto de, não conseguindo parar o Benfica dentro do campo, estar montada uma gigantesca e asquerosa combinação de esforços de clubes, jornalistas e opinadores avençados para fazer colar uma ideia ridícula e abjecta de que o Benfica se está a movimentar fora dos relvados?
Ou ao facto de sermos o maior clube do mundo e do clube do Rui Moreira, do Carlos Calheiros e do Guarda Abel ser um Clube Regional que se alimenta do ódio? Ao facto das nossas vitórias valerem o dobro, porque são verdadeiras, dignas, contra tudo e contra todos?
Ao facto do Benfica ter inimigos ao invés de adversários? Ao facto da inveja vos mover a todos? Ao facto do ódio e da falta de vergonha fazer com que gente supostamente respeitável escreva canalhices inenarráveis e apele a movimentos fora do relvado apenas por despeito?
 
Não. ‘Basta!’ digo eu. Comportem-se como gente. Quem não se dá ao respeito não merece ser respeitado.
Houve um tempo, houve, em que os ‘outros clubes’ deveriam ter tido a coragem de ‘convocar uma Assembleia Geral Extraordinária da Liga’ e dizer «basta!»’. Um tempo em que não se faziam escutas, não havia câmaras nos túneis e a fruta proliferava. Um tempo em que o medo reinava.
O Rui Moreira quer que se diga ‘basta!’ para evitar a morte do polvo. Eu queria que se tivesse dito ‘basta!’ quando o polvo prosperava.
Há coisas que não mudam nunca. Há gente que gosta de polvos, que prosperam e vivem nos fundos mais escuros e insalubres dos oceanos e há quem goste de águias, que espraiam as asas no esplendor do céu e na Luz.
Eu, felizmente, nasci com a Águia no coração e por isso serei eternamente grato.
 
 
 
p.s. É preciso também ser inapelavelmente burro ou desonesto até à medula para continuar a fazer menção, de forma cretina, a coisas como o caso Calabote, quando já lhe foi explicado, de forma pausada e para alguém muito, mas mesmo muito burro perceber, tudo o que aconteceu. As coisas lá por serem repetidas inúmeras vezes não se tornam verdade, por mais que se tente. Senão, punha-me a repetir incessantemente que o FC Porco tinha sido despromovido por corrupção.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (74)

A Grande Falácia

Com o artigo de Bruno Prata hoje no Público, intitulado sintomaticamente "Benfica e FC Porto andam a fazer mal ao futebol", parece inaugurar-se uma nova etapa no anti-Benfiquismo (sintomático é também pelos vistos o artigo de Rui Moreira n'"A Bola", que não li mas que o Gwaihir comenta exemplarmente no seu post).

 

Alguns portistas mais espertos ou mais cobardes (quando um navio se afunda quem são sempre o primeiros a abandoná-lo?) já perceberam que não é mais possível tapar o sol com as peneiras do costume. Perante o acumular de factos e provas, muitos começam a perceber a evidência do reino de corrupção, compadrio, tráfico de influências, violência e terror instituído pelo FCP e seu presidente nos últimos 25 anos (incluindo homenagem ao seu grande teórico e fundador, JM Pedroto).

 

Assim, tentam criar uma nova teoria, aliás explicitada e auto-contida no título do artigo em causa. É uma teoria que há anos faz furor na política e tem servido para branquear outras culpas - a teoria do "são todos iguais". 

 

Pretende esta teoria então que, sim senhor, o FCP agiu e age mal, mas esse mal e a culpa devem ser repartidos em partes iguais entre o fcp e o Glorioso. Vinte e cinco anos de atropelos às mais elementares regras de comportamento, ética e respeito humanos devem ser branqueadas à luz da teoria de que "o Benfica também faz o mesmo, e só não faz quando não pode". Que o que está a acontecer é uma guerra que é culpa de ambos, e não um ataque permanente e cobarde ao Benfica do qual este tem necessariamente de se defender.

 

E temos de ter cuidado - trata-se de uma teoria que pode florescer e ser tomada como verdadeira mesmo entre Benfiquistas.

 

O futebol é um espelho do país, e não acredito em santos nem em anjos no seu meio. Admito que o Benfica possa ter tido pontualmente alguma acção menos clara ou menos transparente. Mas isso não pode nunca ser equiparado ao que foi a actuação do FCP e seus acólitos, na Liga, na arbitragem, na federação, até na PJ e nos tribunais, desde o início dos anos 80 até hoje.

 

É importantíssimo qe se desmonte já esta infame teoria da "igualdade da culpa", sobretudo junto dos nossos camaradas Benfiquistas - antes que ela se comece a espalhar silenciosamente como um cancro entre nós.

 

Além do mais, e se lerem o artigo vê-lo-ão claramente, este ano a teoria tem um acrescido "produto complementar" - que é apresentar o sc braga não só como inocente mas até como vítima. Ou seja, de formas simplística mas diabolicamente eficaz, a mensagem é - o Benfica é mau, o porto é mau, viva o braga que é bonzinho e uma vítima e até merece ganhar o campeonato. (o sportém, notem, nem é mencionado)

 

E este artigo concreto nem é dos piores, o que o torna ainda mais perigoso - tem a inteligência de atirar uns elogios na nossa direcção e aparentar alguma "isenção" e "capacidade de análise". Mas é uma primeira pedra do novo edifício que parece estar a ser construído. Mas se e quando este for acabado pode ser tarde demais.

 

por Artur Hermenegildo às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quinta-feira, 04.02.10

O oito e o oitenta e de passagem a divulgação do grande segredo para atingir o sucesso no futebol (pós)moderno

Neste momento estou convicto que a liderança alcançada ontem já não será posta em causa até ao final do campeonato. Sinto a equipa num patamar que nenhuma outra equipa ou outro qualquer poder mais ou menos subterrâneo podem colocar em causa. E mais, na maior parte das vezes fico com a clara sensação que ainda há muito por onde evoluir, ou seja, a equipa está longe de ter atingido o seu pico.

 

Estou na fase oitenta, é um facto irrefutável. Mas sinto que o oitenta com esta equipa não é o limite! Também eu tenho ainda muito que subir, assim me dêem os motivos para que tal aconteça. Talvez, quem sabe, estejamos prestes a alterar o paradigma e a expressão “8 ou 80” deixará de fazer sentido, passando a haver a “80 ou 800”. Parafraseando o José Torres, deixem-me sonhar!

 

Passando directamente e sem quaisquer subterfúgios ou perdas de tempo para a frase bombástica que optei por incluir no título deste post, está na hora de divulgar aquele que é o segredo máximo para se atingir o sucesso no futebol (pós)moderno. E sim, estou ciente que após divulgá-lo deixará de ser segredo. Preparados? Aqui vai: o binómio Jogadores na área contrária + tempo gasto para chegar a uma situação de finalização.

 

Explicando, aqui há tempos era comummente aceite que o principal factor de desequilíbrio de um jogo eram os lances de bola parada. Como é óbvio e natural os treinadores têm-se precavido cada vez mais para essa fase do jogo procurando que as suas equipas não sejam derrotadas na sequência destas jogadas. Ora treinando-os profusamente, ora colocando todos os seus jogadores na grande área, ora optando por marcação à zona, seja lá com que estratégia for (ou talvez mesmo pela soma de todas elas), a verdade é que nos dias que correm sofrer um golo de bola parada e ainda por cima perder pontos na sequência de um lance destes deixa os treinadores à beira de um ataque de nervos. Como tal, foi necessário encontrar outra forma de desequilibrar os jogos potencialmente mais equilibrados. Ou, sendo desequilibrados, quando do outro lado está uma equipa que procura fechar os caminhos para a sua baliza colocando os 10 jogadores de campo nos primeiros 30 metros a contar da sua linha de baliza. E aí está a tremenda ironia. É que estas equipas, e falando no caso concreto do Benfica e do Barcelona (de momento as equipas comandadas por treinadores que vejo a utilizarem este segredo de forma mais profícua), intuíram que uma das formas que as tais equipas que jogam basicamente nos primeiros 30/40 metros do seu meio campo têm de tentar ganhar os jogos é através dos lances de bola parada. Lances nos quais não raras vezes colocam 4 a 5 jogadores na grande área contrária.

 

E é aqui que são apanhadas em contra-pé. Porque se não conseguem finalizar esse lance a seu favor têm imediatamente que se preocupar com uma situação inversa, com 4 ou 5 jogadores da equipa que há pouco estava a defender um lance na sua área a deslocarem-se em alta velocidade para o seu meio campo parcialmente despovoado. Há quem chame a estes momentos “transacção defensiva” e “transacção ofensiva”. E se esta é mais rápida que a outra e se ainda por cima é efectuada com um numero maior de jogadores dificilmente se consegue impedir a sua concretização.

 

Além da resposta a lances de bola parada também a recuperação de bolas numa zona adiantada do terreno pode proporcionar jogadas nas quais o adversário é apanhado desprevenido e a ter de enfrentar uma situação com paridade de jogadores defensivos e ofensivos. Pensem. Quantas vezes este ano já não vimos o Benfica (deixemos o Barcelona de lado uma vez que pertence a outra galáxia e como tal tem 1001 formas de derrotar os adversários, nem que seja recorrendo...ao seu estilo de jogo habitual, obedecendo cegamente ao seu DNA enquanto equipa de futebol - a melhor que eu já vi jogar desde que acompanho futebol há cerca de 25 anos) a atingir situações de finalização igualando o numero de jogadores aos defesas contrários? Mesmo que a jogada não seja concretizada da forma tecnicamente mais perfeita, ora porque o passe sai com demasiada força ora porque o centro é mal medido, se tens mais jogadores na grande área do que o adversário o mais certo é que o ressalto vá parar a um dos teus jogadores. Isto não tem ciência oculta alguma, é uma mera questão de percentagem. É matemática pura.

 

Não me interpretem mal, a intensidade de jogo é importantíssima (escutem as explicações técnicas de Jorge Jesus e liguem-nas ao rendimento das equipas contrárias nas segundas partes dos nossos jogos), as tarefas de compensação ao(s) colega(s) que temporariamente deix(aram)ou o seu lugar é fundamental, os índices de concretização são como é óbvio muito relevantes para o resultado final, mas a situação de jogo para a qual ainda não há resposta de momento é aquela que eu indiquei. Não há forma de o treinador se precaver. Não pode simplesmente mandar a bola para o meio campo contrário e continuar com os seus 10 jogadores nos tais 30 ou 40 metros que ocupa quando não tem a posse de bola. Não é socialmente aceite. Para já pelo menos. Até surgir o próximo visionário (ou demente).

 

Por “sorte” reuniram-se alguns jogadores com características diferentes entre si mas complementares entre elas que permitem ao Benfica 2009/10 explanar este tipo de futebol na perfeição. Estou a pensar em Ramires, Di Maria, Saviola e Aimar. Se lhes juntarmos o Cardozo, que em passadas largas faz esquecer a lentidão de que por vezes é acusado e consegue chegar em poucos segundos à área contrária, antes dos centrais adversários por exemplo, temos 5 jogadores (cinco!) para no máximo dos máximos igual número de adversários. Talvez se não defendêssemos com tanta gente os cantos e livres contrários (colocamos todos os jogadores na nossa área ou pelo menos nas suas imediações!), os treinadores adversários não se deixassem embalar pelo pensamento de terem a sua baliza devidamente salvaguardada de ser violada e passassem a colocar mais jogadores a defendê-la. Qualquer semelhança com o procedimento da época passada, na qual também colocávamos todos os jogadores na área a defender os lances de bola parada, é pura coincidência. Porquê? Simples, Suazo não é igual a Ramires, Di Maria, Sav…enfim, perceberam a ideia.

 

Há no entanto uma última informação que não posso escamotear e que pode deitar por terra tudo o que escrevi anteriormente e que é a seguinte: este que vos escreve é o mesmo que queria a manutenção do Quique Flores à frente da equipa; que além disso caso se comprovasse a saída do espanhol estava contra a sua substituição pelo Jorge Jesus; e por fim aquele que defendeu o Paulo Almeida até aos limites do aceitável.

 

sinto-me: Nas nuvens
por Superman Torras às 18:57 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Chihuahua

O chihuahua, talvez atiçado pelo dono que lhe segura a trela, voltou a latir. São daqueles latidos típicos de um cão que, à primeira vista, até parece uma ratazana: esganiçados e ridículos. Mas apesar do seu ridículo, não deixa de me encher de satisfação a confirmação do quanto parece incomodar a gente dessa laia o simples facto do nome do Benfica aparecer no topo da tabela. Mesmo sabendo que estamos lá porque temos um jogo a mais, continua a incomodá-los. Não sei porquê: basta que ganhem o jogo que têm em atraso. Talvez não precisem de antecipar jogos para serem primeiros. Basta-lhes vender a alma do clube a outros, instigar um clima de guerra antibenfiquista numa cidade que é e sempre foi um bastião de benfiquismo no norte, e ladrar e fazer piruetas sempre que ordenados a fazê-lo. É simples e eficaz.

E depois, de que se queixa o chihuahua? Qual é a justiça que ele deseja? Por acaso os arruaceiros que jogam no seu clube foram castigados sem razão? Será que as imagens não mostram o Ney e o Mossoró, quais animais raivosos, a agredirem cobardemente o Cardozo? Ou o Vandinho a tentar agredir o Raúl José? Ou o Eduardo a correr metade do campo desvairado para tentar molhar a sopa? Se injustiças houve neste processo, posso recordar duas: primeiro, o Alan também deveria ter sido suspenso, já que toda a gente viu as imagens que o mostram, no final do jogo, a agredir o Ramires no centro do relvado; e segundo, o Cardozo, melhor marcador destacado da Liga e peça fundamental do Benfica, foi expulso ao intervalo pelo inefável Jorge Sousa (o mais perigoso adversário que já defrontámos este ano, e que mais uma vez, em jeito de bombeiro, foi chamado à pressa para tentar meter um travão a uma eventual fuga do Benfica na frente da classificação), estendendo uma passadeira vermelha para a vitória do clube do chihuahua nesse jogo, e ainda cumpriu dois jogos de castigo (um deles, só por acaso, foi aquele que nos custou a eliminação da Taça de Portugal pelo Guimarães) por não ter feito absolutamente nada.

Queixa-se do timing dos castigos? Qual seria o timing correcto? Depois da Liga acabar? Numa altura em que os castigos abrangessem a visita da sua equipa ao Estádio da Luz, para poder vitimizar-se mais? O que o chihuahua se calhar quer é ver se desvia as atenções do facto de ontem ter ficado pelo caminho na Taça de Portugal, eliminado pelo Rio Ave em casa. Provavelmente a culpa é do Benfica, conforme a corrente que uma corja de invejosos e aziados defendem agora. Tudo o que corre mal, é culpa do Benfica. Os jogadores do clube do chihuahua, visivelmente alterados (vá-se lá saber o que é que tomaram nesse dia ao pequeno-almoço; deve-lhes ter estragado o dia) apesar de estarem a vencer ao intervalo, desatam a agredir jogadores e staff do Benfica: a culpa é do Benfica. Os jogadores andrades desatam ao murro e ao pontapé aos stewards, apanhando pelo caminho portas de balneários e mangas de túneis: a culpa é do Benfica. Um árbitro toma uma má decisão: a culpa é do público adepto ao Benfica, que comparece em massa aos jogos e assim condiciona as decisões dos árbitros. O sportém descobre finalmente que tem uma equipa medíocre e uma massa associativa desligada do clube, entrando em depressão: a culpa é do Benfica, que não tem nada que andar a ganhar jogos a torto e a direito.

O único facto concreto é: houve jogadores do clube do chihuahua que cometeram agressões, e foram justamente punidos por tais actos. Entretanto ontem voltámos a vencer tranquilamente, estamos neste momento no topo da tabela, onde tencionamos manter-nos até final, e temos mais do dobro dos golos marcados do que o clube do chihuahua. O resto não passa de uma ratazana a tentar ladrar como um cão grande.

por D`Arcy às 15:31 | link do post | comentar | ver comentários (35)

Ora cá está!

Jorge Sousa no V. Setúbal - Benfica. [link]

 

Vamos defrontar o maior adversário que tivemos até agora. O único que conseguiu parar o Cardozo.

 

O jogo ainda vai ser mais difícil do que era suposto...

por S.L.B. às 12:53 | link do post | comentar | ver comentários (30)

Natural

Naturalíssima a vitória do Benfica esta noite. E digo que foi natural porque a nossa superioridade no jogo foi de tal forma evidente desde o apito inicial, que nem foi preciso carregarmos muito ou termos sequer uma noite particularmente inspirada para que a vitória parecesse impossível fugir-nos. A classe dos nossos jogadores chegou e sobrou para decidir este jogo.

Onze de Benfica sem surpresas, com o Coentrão a manter a titularidade na esquerda, e o Ramires a regressar à sua posição, aproveitando o castigo do Carlos Martins. Do outro lado, a União surgiu num esquema de cinco defesas, com um deles a jogar claramente a libero, e a querer apostar na contenção. Foi talvez das equipas mais defensivas e menos atrevidas que vi jogar este ano na Luz (com a eventual excepção do indescritível Marítimo que o cientista Carvalhal apresentou na primeira jornada), acantonando os seus onze jogadores atrás da linha do meio campo, mas sem apostar em marcações individuais, preferindo jogar à zona. Mas até isto fez mal, pois os espaços não foram eficazmente ocupados, houve sempre muito espaço entre linhas (que diferença, por exemplo, para o último jogo contra o Guimarães) e daqui resultou uma grande facilidade e tempo para os nossos jogadores receberem e trocarem a bola entre si. Em termos ofensivos o Leiria praticamente não existiu, e juro que, para além de alguns eventuais cantos, não me lembro de nenhuma jogada ofensiva deles digna de registo.

A facilidade com que vencemos este jogo cedo veio ao de cima. Foi logo aos dez minutos que marcámos o primeiro golo, após uma boa jogada do Saviola na esquerda, combinando com o Aimar para depois centrar para um golo fácil do Cardozo, a finalizar de cabeça na pequena área. E julgo que os próprios jogadores perceberam logo aí que a vitória só muito dificilmente fugiria. Daí para a frente nem foi preciso forçar muito, correr muito, apenas jogar o nosso jogo com toda a naturalidade, exercer alguma pressão sobre o Leiria quando tinha a bola, e toda a gente que assistia ao jogo percebia que mais cedo ou mais tarde novo golo surgiria. No fundo, foi uma oportunidade para mostrar que a nossa máquina está bem oleada, e que as vitórias são uma consequência natural daquilo que jogamos. Viram-se algumas jogadas interessantes, e as oportunidades foram surgindo. A melhor delas foi do Luisão, que finalizou uma jogada muito bonita feita pela direita entre o Di María e o Maxi, mas o guarda-redes do Leiria negou-lhe o golo com a defesa da noite. A vantagem mínima ao intervalo era escassa face ao domínio claríssimo do Benfica (a diferença de posse de bola deve ter sido abismal), mas não era motivo de grande preocupação.

A segunda parte foi a continuação da primeira. Era mais ou menos previsível que o Benfica fosse forçar um pouco mais no reinício, para resolver as coisas de vez, e isso aconteceu. Podíamos ter marcado logo poucos minutos depois da segunda parte ter começado, quando o Maxi teve mais uma incursão pela direita e fez um passe fantástico de calcanhar para o Saviola, para que este finalizasse, mas a bola embateu num defesa do Leiria (e pareceu-me que este lance seria penálti, já que o corte terá sido feito com o braço). Foi preciso esperar quinze minutos pelo golo da tranquilidade, que surgiu por um dos suspeitos do costume. O Saviola fugiu mais uma vez para um dos flancos (o esquerdo) e aproveitou um passe para as costas da defesa para se isolar e, quando talvez se esperaria um centro, bater o guarda-redes colocando a bola entre ele e o poste. Jogo resolvido, e a única dúvida era mesmo quantos mais conseguiria marcar o Benfica - até porque a nossa tarefa ficou ainda mais facilitada com a expulsão de um adversário quando faltavam quinze minutos para o final. Poderiam ter sido de facto alguns mais, não fosse a incompetência do árbitro auxiliar que acompanhou o nosso ataque nesta segunda parte, que conseguiu assinalar pelo menos dois foras-de-jogo inacreditáveis quando o Cardozo e o Di María se isolavam. Acabou por ser apenas mais um golo, marcado pelo Rúben Amorim num remate colocado de fora da área, a passe do Maxi, já sobre os noventa minutos. Na altura o guarda-redes do Leiria estava em inferioridade física, mas não sei se mesmo que não estivesse nessas condições conseguiria chegar à bola, já que esta foi muito bem colocada junto ao poste.

Não preciso de recorrer ao meu conhecido facciosismo pelo Saviola para dizer que ele fez mais um bom jogo. Assistiu o Cardozo no primeiro golo, marcou o segundo golo, e regra geral foi sempre a maior ameaça à baliza do Leiria, fugindo com facilidade às marcações. Grande jogo do Maxi Pereira, que fez o que quis pelo lado direito, e tentou por várias vezes oferecer o golo aos colegas, conseguindo-o mesmo sobre o final, na assistência para o Rúben Amorim. Aimar também a demonstrar que está a regressar a boa forma do início do campeonato, e já se sabe que com o Aimar em forma o nosso jogo melhora exponencialmente. Quanto a exibições menos conseguidas, julgo que apenas o Ramires esteve algo abaixo daquilo que é normal para ele.

E pronto, enfim sós no primeiro lugar. O Braga tem um jogo a menos, mas primeiro tem que ganhá-lo. Sabe sempre bem olharmos para a tabela e vermo-nos no topo da tabela, e o factor psicológico é também importante (além de que isto irrita os antis). O que mais me agradou no jogo de hoje foi mesmo a forma como a vitória foi obtida. Esta equipa ganha jogos tranquilamente como se fosse uma rotina.

por D`Arcy às 01:53 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Quarta-feira, 03.02.10

Não!

Não! Não vou falar do Spórtém!

Não! Não vou falar do Spórtém!
Não! Não vou falar do Spórtém!
Não! Não vou falar do Spórtém!
Não! Não vou falar do Spórtém!

 
p.s.
Viram como eu estrategicamente escrevi isto 5 vezes?

sinto-me: mais ou menos contentinho!
por Corto Maltese às 01:14 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Terça-feira, 02.02.10

O Olimpo Vermelho #1

 O jogo pelas vítimas do Haiti trouxe ao relvado da Luz algumas velhas glórias do nosso clube. Vimos o Chalana, o Shéu, o Poborsky e muitas outras caras importantes da nossa história. Por que é que venho falar disto hoje? Já o outro dizia que há certas coisas para as quais todos os pretextos são bons - e eu sirvo-me desse desfile de craques para abrir uma pequena rubrica aqui no blogue. Tem o propositadamente pomposo título Olimpo Vermelho. A ideia é falar dos meus jogadores preferidos do Benfica - falar com a alegria própria das melhores fintas daqueles que, pela sua grandeza, tornam ainda mais pequenas as já por si rasteiras ocorrências do mundo do futebol português. Antes de avançar para o primeiro texto do Olimpo Vermelho tenho de dizer que as glórias de que venho falar não são tão velhas assim: os meus menos de vinte anos de idade não permitem ir muito longe. Se outros escribas tiverem vontade de partilhar a sua mitologia benfiquista pessoal, força nisso.

  Tenho de começar pelo jogador que desde cedo se tornou o meu ídolo nas quatro linhas. Falar doutro seria trair os olhos puramente maravilhados da meninice - e já se sabe que não existe coisa mais criminosa do que essa. Venho falar daquele que, mais do que qualquer outro, possuía o raro dom da elegância; aquele que tratava a bola com mais fineza e que erguia a cabeça com uma classe diferente; aquele que conseguia o prodígio de transformar o mascar da pastilha num gesto poético e o igualmente espantoso acontecimento de me fazer escrever esta frase sem a apagar de imediato. Venho falar do Rui Costa. Ele é o número um pela virtude do amor à camisola, por aqueles passes que multiplicavam as possibilidades do jogo, por me ter ensinado formas puras do espanto. Guardo a camisola da Fiorentina que comprei quando fui a Florença muito miúdo e que tem o nome e o número dele nas costas: guardo-a como quem guarda a memória da minha grande e infantil esperança em vir a ser um nº10 como ele. É verdade que não me lembro de o ver jogar antes de ir para Itália mas é ainda mais que não me esqueço do seu regresso. O anúncio da chegada, a segunda época, o jogo da despedida, a altura do seu benfiquismo. Podemos não ter ganho nada - mas quase que juro que as nossas camisolas ficaram mais vermelhas desde então. E é esse é o maior elogio que quem joga no Benfica pode receber.

por Simão às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (16)

Tau-tau no tutu

Quer-me parecer que se este menino (link) tivesse estado no túnel, os stewards não só tinham levado pontos como tinham ficado sem orelhas.

 
Não posso deixar de assinalar que há aqui um interessante movimento no sentido de um maior ecletismo dos andrades: o moço aí de cima gosta de jogar hóquei (e sabe que se joga com stick - como gentilmente explica ao indivíduo que o processa - o que mostra um domínio invulgar da modalidade); o Hulk, o Sapunaru, o Helton e o Rodriguez são loucos por artes marciais; o Belluschi gosta de jogar ao mata; e o Bruto Alves é viciado em Wrestling. O problema é que todos gostam de praticar na cabeça de outras pessoas.
 
Ou, em certos casos, no tutu dos meninos que se portam mal.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:11 | link do post | comentar | ver comentários (9)

O princípio do fim?

Há muito tempo que não se via uma sucessão de acontecimentos tão negativos para o "império do mal" como os que se acumularam nos últimos dias.

 

Divulgação das escutas. Divulgação das imagens do túnel da Luz. Fiasco e descredibilização das imagens do túnel de 2008 agora "ressuscitadas". Falhanço de uma contratação sonante já a todos anunciada, incluindo à CMVM. Demissão do administrador financeiro. Problemas no treino com o capitão e jogador mais emblemático. E hoje mesmo os castigos a jogadores do seu principal aliado.

 

Será mesmo o princípio do fim do reino dos corruptos e malfeitores? Quero acreditar que sim. Mas atenção! isso em grande parte continua a depender de nós. Há que manter e reforçar a vigilânica e a denúncia das actividades desta gente. Há que continuar a campanha pela defesa da verdade, nos blogs, no Benfica TV, no nosso Jornal.

 

Acredito que agora é só uma questão de tempo.

por Artur Hermenegildo às 18:04 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Cavalaguiar

 

Sim, foi um belo espectáculo de variedades que deu n'O Dia Seguinte de ontem, mas não sei se será caso para ir festejar sozinho para a noite de Lisboa desta maneira:

 

Lisboa: Cavalo à solta durante a madrugada - Última Hora

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Segunda-feira, 01.02.10

A verdade.

A realidade é esta:

 

1- não há provocação qualquer por parte dos stewards;

2- os futebolistas do fcp não saem do balneário para socorrer o seu chefe de segurança, Fernando Oliveira;

3- os futebolistas do fcp, avisados e incentivados pelo referido chefe de segurança, saem do balneário para pressionar a equipa de arbitragem;

4- os stewards tentam evitar essa atitude dos futebolistas do fcp;

5- sem que alguém os agrida, há futebolistas do fcp que agridem stewards;

6- o quarto árbitro observa e, de acordo com as suas obrigações, relata o que vê;

7- as imagens são divulgadas e um grupo de avençados desesperados tenta, numa jogada de maquilhagem e magia rasteira, negar a realidade;

8- por último, e mais importante do que tudo o resto, é essencial que não nos esqueçamos de que estas imagens provam que é falso o que se diz na nota de culpa enviada pelo instrutor  do processo relativamente à alegada ideia de que os futebolistas do fcp vieram em auxílio do seu chefe de segurança.

por Pedro F. Ferreira às 18:16 | link do post | comentar | ver comentários (41)

escribas

pesquisar neste blog

 

links

arquivos

recentes

tags

origem

E-mail da Tertúlia

tertuliabenfiquista@gmail.com

Visitas




blogs SAPO

subscrever feeds