VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 31.03.10

Maus fígados

As entrevistas que monopolizaram a noite televisiva de ontem podem resumir-se da seguinte forma:

 

- Na SIC, LFV toureou uma coisa estranha que estava do outro lado da mesa;

- Na RTP 1, houve um festival de vassalagem - que induziu o vómito - ao senhor da fruta, num arrazoado de perguntas combinadas e subservientes;

- Na SIC Notícias, Ricardo Costa, com a segurança e firmeza de quem tem toda a razão do seu lado, deu uma total e absoluta lição de direito desportivo e seriedade e desmascarou a imbecilidade do CJ da FPF.

 

Pois muito bem: hoje o pateta do doutor dos fígados que escreve n’A Bola passa por cima de tudo isto - porque normalmente passa por cima da verdade como um boi por cima de uma horta - perde toda e qualquer réstia de dignidade que ainda pudesse passear naquele vazio imenso que tem entre as orelhas, e escreve (‘escrever’ é, talvez, um termo exagerado para o que este básico faz) uma das maiores, mais nojentas e ridículas golfadas de dor de cotovelo e ódio anti-benfiquista que me lembro de ver (e já vi muitas) e uma das mais asquerosas assunções de falta de pudor e de honestidade que já vi (e também já vi muitas) ao manifestar um apoio cego e sem qualquer tipo de sustentação em explicações racionais a um clube que prosperou à custa de violência, fruta e consultas de aconselhamento familiar a árbitros.

 

Este cretino não quer saber do patético clube dele, nem da sua gestão desastrada, nem do hilariante dia-a-dia de palhaçada do mesmo. Esta alimária não quer saber dos factos, das imagens do que aconteceu nos túneis, das explicações de quem de direito. O que quer é diminuir as vitórias do Benfica – porque lhe causam tamanha azia que o põem doente. O verdadeiramente ofensivo nisto – que não é novo, vindo de quem vem – é a forma básica e estúpida como o faz. Este burro acha, verdadeiramente, que todos os lagartos que o lêem são tão burros quanto ele. Não é verdade: no meio de tanto lagarto, ainda há alguns sportinguistas.

 

Vamos lá ver uma coisa, e isto é um facto: o Eduardo Barroso é um cretino de proporções cósmicas. Na Enciclopédia, ao lado da definição de jumento, vem a foto deste erro da natureza. Provas? Compilem os artigos de opinião e as intervenções que faz na televisão. O hipócrita dos fígados é um dos maiores monumentos à estupidez que a espécie humana produziu. ‘E então?’, perguntar-se-á. Tem esse direito - tem, sim senhor. O que não se percebe é o espaço privilegiado e público que lhe dão para exercer essa estupidez. Alguém acharia normal fazer-se um programa de televisão com um suíno a rebolar no seu próprio produto intestinal e a emitir ruídos e guinchos incomodativos? Não se questionaria o critério editorial de um jornal se este desse um lápis a um macaco e publicasse o produto final? Mas então porque é que se acha normal a exposição pública deste pateta?

 

Sim, eu sei: vozes de burro não chegam ao céu, e a deste suíno nem ao tecto da pocilga onde chafurda chega, mas ainda assim é incompreensível para mim como é que alguém com responsabilidades num jornal supostamente sério disponibiliza um espaço para este cretino vomitar todas as semanas ódio ao Benfica. Porque, convenhamos, há quem mais o faça, mas esta besta fá-lo de forma boçal, primária, sem qualquer ponta de valor acrescentado e de forma ridícula, que diminui e desprestigia o jornal. Goste-se ou não se goste, as restantes figuras que por lá pululam têm a mínima capacidade de escrita, de articulação de pensamentos racionais – têm, à sua maneira retorcida, algum valor acrescentado, nem que seja para os seus defensores. No caso deste ruminante, é como disponibilizar todas as semanas um espaço para um bully (já que está na moda) escrever asneiras. Não percebo o critério editorial que subjaz à disponibilização de espaço para um repositório de ódio que mal consegue articular duas ideias de forma coerente.

 

As prostitutas vendem-se, muitas vezes, por necessidade. Merecem-me mais respeito do que quem vende o rabo por despeito.

 

Adiante.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:22 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Terça-feira, 30.03.10

O Acórdão

Passados alguns dias sobre o famigerado acórdão do CJ que reduziu as penas dos agressores do túnel da Luz, eis como eu li o referido acórdão, considerando o explicitamente escrito e o que está subjacente, nas entrelinhas.

 

"ACÓRDÃO DO CJ

 

1 - Os jogadores em causa efectivamente agrediram de forma violenta e não provocada dois stewards que exerciam as suas funções

 

2 - No entanto, nós, no CJ, com base nas nossas convições pessoais, achamos o castigo imposto aos ditos agressores pelo CD da Liga demasiado pesado, apesar de se enquadrar perfeitamente na moldura penal existente

 

3 - Sendo assim, decidimos reparar essa injustiça reduzindo drasticamente os castigos aplicados pelo CD

 

4 - De forma a arranjar enquadramento para os novos castigos dentro da moldura penal existente, e aproveitando o vazio de enquadramento da função de steward, resolvemos equiparar os referidos stewards não a "agentes desportivos" mas a "espectadores", embora reconheçamos que isso é um disparate."

 

É mais ou menos isto, não é?

 

 

por Artur Hermenegildo às 14:07 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Segunda-feira, 29.03.10

Ressarcimentos

Sim, é um post sobre a injustíssima suspensão do megacraque Rúlqui. Não é sobre a palhaçada que levou à redução, pela mão do Conselho de Justiça da FPF, da pena que lhe foi aplicada inicialmente pela Comissão Disciplinar da Liga, e que certamente terá sido apenas um pequeno detalhe do plano geral de assalto ao poder por parte do polvo. O post é sim sobre a profunda desonestidade intelectual e desfaçatez demonstradas pelo fóculporto e respectiva corja de imprensa submissa, com base nesta decisão.

Numa tentativa cretina de fazer do Rúlqui um mártir às mãos da vermelha Comissão Disciplinar e do algoz-mor, Ricardo Costa, vejo os jornaleiros competirem entre si para verem quem consegue dar um número mais alto de jogos que o pobre Rúlqui cumpriu de suspensão em excesso. 'Quinze!' berra um. 'Dezassete!' atalha outro. 'Dezanove!' exclama, ufano, outro. A verdade é que estão todos errados. E não duvido, nem por um segundo, que sabem perfeitamente que estão errados, mas preferem fingir que ninguém repara. O Rúlqui agrediu um Assistente de Recinto Desportivo no túnel do Estádio da Luz, após o final do jogo que a agremiação que representa disputou contra o Benfica, na noite de 20 de Dezembro de 2009. Isto é um facto, que foi relatado pelo quarto árbitro desse jogo, João Ferreira, no seu relatório
(e daí que os jogadores em questão tenham sido considerados expulsos pelo árbitro), e que foi considerado provado quer pela Comissão Disciplinar da Liga, quer pelo Conselho de Justiça da FPF. A agressão existiu, e foi documentada em imagens e relatórios. A partir deste momento foi aberto um processo disciplinar e, por obra e graça de uma lei que, conforme sabemos, foi proposta pelo fóculporto (e de cuja votação o Benfica se absteve), o Rúlqui ficou imediatamente suspenso preventivamente, por ter sido expulso pelo árbitro da partida. Este processo ficou concluído no dia 19 de Fevereiro de 2010, tendo a Comissão Disciplinar da Liga castigado o jogador com quatro meses de suspensão.

O facto indesmentível aqui é: o Rúlqui, depois das (comprovadas) agressões por ele perpetradas, esteve suspenso preventivamente desde dia 20 de Dezembro até dia 19 de Fevereiro. A lei (por mais estúpida que seja, é a lei, e tendo em conta de quem foi a brilhante ideia de a propor, não admira que ela seja profundamente estúpida) assim o obrigou. Esta suspensão é completamente independente das conclusões da Comissão Disciplinar da Liga. Mesmo que a CD da Liga tivesse chegado à mesma estapafúrdia conclusão do CJ da FPF, e considerado que um ARD tem o mesmo estatuto que um espectador, castigando assim o Rúlqui com três jogos, do período de suspensão entre 20 de Dezembro de 2009 e 19 de Fevereiro de 2010 (data de conclusão do processo) ele não se safava. Portanto, a suspensão 'excessiva' que o Rúlqui efectivamente sofreu começa a contar a partir do dia 19 de Fevereiro. Desde até sair a conclusão do recurso apresentado pelo fóculporto ao Conselho de Justiça da FPF, o fóculporto disputou sete (sim, sete!) jogos. Um deles foi para a Champions, no qual o Rúlqui deu o seu brilhante contributo para a gloriosa derrota por 5-0 em Londres, frente ao Arsenal. Portanto, o Rúlqui na verdade perdeu seis jogos devido à suspensão 'excessiva' do CD da Liga. Mais: desses seis jogos, apenas quatro deles foram jogos a contar para o campeonato, nos quais o fóculporto obteve duas vitórias, um empate, e uma derrota.

Estar agora a exigir 'ressarcimentos' por danos sofridos, tentando de alguma forma justificar a perda do campeonato ou não ida à Champions League pela eventual ausência indevida do Rúlqui em quatro jogos não é apenas desonestidade ou querer atirar areia para os olhos das pessoas; é sim uma canalhice sem vergonha apenas ao nível de quem dirige o clube em questão. Por esta linha de pensamento, talvez o Benfica devesse exigir também ressarcimentos por ter perdido o jogo em Braga ( poderíamos estar praticamente a festejar a conquista do campeonato) ou sido eliminado da Taça de Portugal porque o Cardozo foi expulso pelo Jorge 'SD' Sousa sem qualquer razão para tal (até porque, ao contrário do Rúlqui, as imagens mostram mesmo que o Cardozo nada fez para ter sido expulso).

por D`Arcy às 17:53 | link do post | comentar | ver comentários (53)

Parabéns, Maestro!

 

E muito obrigado por tudo o que nos tens dado. Que a tua prenda mais desejada seja também a nossa daqui a umas semanitas...

por S.L.B. às 15:24 | link do post | comentar | ver comentários (18)

Mossoró = burro anatómico

Mossoró: rato cobarde com ar de quem come do contentor do lixo e que gosta de agredir adversários à traição no meio de confusões à entrada de túneis, mas que depois tem a lata de fazer queixinhas sobre quem leva porrada em campo por ser bom demais para o futeboleco de merda do Porto B.

 

Burro anatómico: alguém que parte uma perna mas que fica com dor de corno.

 

 

p.s. um grande, grande abraço ao Carlos Martins.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:10 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Faltam seis jogos.

- ganhar ao Braga foi importantíssimo. Jogámos, mais uma vez, muito melhor do que o nosso adversário. Foi uma vitória justa, digna e limpa. Contra uma equipa cuja dignidade se mede numa aliança espúria com criminosos, uma aliança que nega a história do próprio clube e a quem a história não perdoará.

 

- ganhar ao Braga reforça a legitimidade em sonharmos com a conquista do campeonato, mas obriga-nos a ter o saudável pragmatismo de perceber que, sem os 3 pontos que necessitamos de conquistar na próxima jornada, estes que galhardamente conquistámos no sábado valerão de pouco.

 

- Domingos Paciência foi um futebolista que beneficiou de inúmeras situações em que simulou faltas, penáltis, agressões e afins. Chegou a simular uma carreira internacional e acabou desterrado num clubeco de terceira linha a choramingar para regressar ao clube onde bebeu a cultura da batota, da corrupção e da vigarice. Tem o futuro traçado… será, mais cedo ou mais tarde, treinador da casa que o pariu para o futebol. É justo e são dignos um do outro.

 

- Pedro Proença confirmou mais uma vez o material com que alicerçou a sua carreira: cobardia, chico espertice e subserviência ao dono. O gesto enternecedor de ter entregado as suas insígnias da FIFA ao Paciência foi uma tentativa de garantir o seu futuro. Certamente que quando precisar de um envelope com aconselhamento familiar sabe que na Madalena terá uma casa que lhe abrirá as portas.

 

- no jogo de sábado estiveram mais de 60 mil fiéis do benfiquismo na nossa Catedral. Foi justo e merecido. Aquela equipa merece este apoio. Já o merecia desde o início do campeonato e espero ver o nosso estádio cheio nos restantes jogos. Na próxima jornada, mais uma vez, o apoio incondicional dos benfiquistas será imprescindível para conquistar mais três pontos. Acredito que, mais uma vez, estaremos com os nossos.

 

- faltam 6 jogos. Faltam 6 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 6 jogos. Ainda faltam 6 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 00:24 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Domingo, 28.03.10

Ignomínia

Foi-me difícil ver este jogo. Não por causa de quaisquer dificuldades extremas que nos tenham sido colocadas pelo clube dos bacorinhos (se na casa mãe são porcos, parece-me natural que aqueles que os imitam e tentam ser como eles sejam bácoros). Sporting Clube de Bácoros assenta-lhes que nem uma luva. A Domingos, Salvadores, Mesquitas e ao resto da vara. O que tornou mais difícil para mim ver este jogo foi mesmo o sentimento de profunda injustiça por a nossa equipa, que tem jogado futebol como há muito não se via, que tem dominado esta liga, que tem exibido uma superioridade incontestável por qualquer um que não seja cego ou o Eduardo Barroso, ser obrigada à ignomínia de ter que, nesta fase do campeonato, jogar um jogo decisivo para a atribuição do título contra uma equipa do nível da dos bácoros, orientada por um fuinha como o Domingos, que se esforça para mostrar estar fora dos campos ao mesmo nível rasteirinho que exibia dentro deles.

E a diferença entre as duas equipas foi bem evidente no jogo desta noite. De um lado, uma equipa interessada em vencer. Do outro, uma equipa remetida ao seu meio campo, interessada em não deixar jogar e em segurar o empate a todo o custo. A carreira dos bácoros neste campeonato tem estado assente na organização defensiva, vencendo diversos jogos pela diferença mínima, e esta noite fizeram apelo a toda essa organização para tentarem sair incólumes do Estádio da Luz. A tarefa do Benfica, que apresentou como única alteração ao onze base a presença do Carlos Martins no lugar do Aimar, era conseguir furar uma defesa que era constituída quase sempre por dez jogadores atrás da linha da bola, com linhas muito juntas, e que tentava aproveitar qualquer livre arrancado por um eventual mergulho do Alan para conseguir chegar perto da nossa baliza. Não foi uma tarefa fácil, até porque o Benfica não esteve numa noite brilhante.

A primeira parte foi quase sempre passada no meio campo dos bácoros, com o Benfica a ter uma posse de bola esmagadora, mas insistindo demasiadas vezes pelo centro, onde aparecia quase sempre um pé ou uma cabeça a interceptar os passes. No ataque, o nosso adversário foi simplesmente inofensivo. Apenas nos referidos livres chegavam perto da nossa área, mas até neste aspecto pouco fizeram, já que os livres foram invariavelmente marcados de forma desastrada. A melhor oportunidade de golo da primeira parte acabou por surgir de um erro de um defesa adversário, que com um mau passe isolou o Saviola, mas este esteve muito mal na decisão que tomou de tentar fintar o guarda-redes, e a ocasião perdeu-se. Cardozo e Saviola também ameaçaram, mas o golo estava difícil de alcançar. E só chegou mesmo sobre o intervalo. Foi numa sequência de dois cantos a nosso favor, na direita do ataque, com o segundo a ser marcado de forma curta. O Carlos Martins fez o centro para um cabeceamento do Javi García, que levou a bola a embater no Luisão e a ficar-lhe nos pés, muito perto da pequena área, tendo ele então rematado de pé esquerdo para o fundo da baliza. Mais uma vez Luisão, o homem dos golos decisivos nos jogos decisivos, a surgir na altura certa para nos levar em vantagem para o intervalo.

A entrada do Benfica na segunda parte foi, como se esperava, boa. A equipa parecia decidida em marcar o segundo golo e resolver cedo o assunto. Apostando mais em jogar pelos flancos, o Benfica conseguia abrir mais espaços nas costas da defesa adversária, e teve vários cruzamentos perigosos aos quais não foi dado o melhor seguimento, com o Maxi Pereira a estar em particular destaque neste aspecto. Talvez com um Cardozo (oportunidades de finalização perdidas por tentar puxar a bola para o pé esquerdo, ou por tentar dominar a bola em vez de finalizar de primeira) ou um Saviola numa noite mais inspirada na finalização pudessemos ter resolvido o assunto mais cedo, e evitado alguns cabelos brancos aos nossos adeptos. Quanto ao nosso adversário, obrigado agora a arriscar mais, mostrou não ter grandes opções para fazê-lo. As substituições que fez foram directas, ou seja, os jogadores que entraram foram jogar exactamente para as mesmas posições daqueles que substituíram. E quanto a chegar à nossa baliza, continuou a ser a mesma coisa, isto é, aproveitarem qualquer livre assinalado, mesmo que fosse sobre a linha do meio campo, para despejar a bola para a grande área. Este método apenas lhes proporcionou uma ocasião em que causaram alguma preocupação, em que um dos centrais conseguiu aparecer a cabecear cruzado ao segundo poste. De resto, foram inofensivos, e não conseguiram sequer ameaçar poderem chegar ao empate. Mesmo nos quinze minutos finais, em que o Benfica adoptou uma atitude mais realista e decidiu baixar as linhas, apostando em segurar a vantagem em vez de procurar com insistência o segundo golo, os bácoros não conseguiram criar qualquer ocasião de perigo, tendo o Quim sido praticamente mais um espectador. Marcarmos o segundo golo teria sido importante, mas foi com a vantagem mínima que o jogo terminou.

Não foi um jogo propício a grandes exibições, já que nunca houve muito espaço para se jogar. Se tenho que fazer alguns destaques, começo pelo Luisão. Quanto mais não seja pelo golo decisivo. O nosso capitão voltou a surgir num jogo decisivo para marcar o golo que nos deu a vitória, e lançar-nos ainda mais para a conquista do campeonato. Mas para além disso, esteve sempre seguro na defesa, como é seu timbre. O Fábio Coentrão voltou a mostrar estar num momento de forma excelente, parecendo completamente adaptado às funções de lateral esquerdo. Aliás, duvido que haja algum lateral esquerdo de raiz em Portugal que neste momento faça melhor a posição do que ele. Muito bom jogo do Ramires, enquanto esteve em campo, tendo-me mesmo surpreendido a sua substituição. Gostei também muito do Javi García, que foi um guerreiro na luta do meio campo e, como é habitual, ganhou e recuperou inúmeras bolas. Conforme disse, e apesar de terem trabalhado muito, o Saviola e o Cardozo não estiveram felizes na finalização. E o Di María esteve demasiado discreto num jogo em que eu esperava que desequilibrasse mais.

Acabámos de completar uma volta inteira sem derrotas. Temos seis pontos de vantagem, faltam seis jogos para terminar a Liga. Ainda há muito trabalho pela frente, ainda teremos que sofrer bastante até final e manter a concentração, mas ficámos agora muito mais perto do grande objectivo para esta época. O título será a única recompensa justa para uma época que tem sido, até agora, brilhante.

por D`Arcy às 03:58 | link do post | comentar | ver comentários (50)
Sábado, 27.03.10

“Eu quero é ganhar ao Braga!”

Esta é, certamente, a expressão que mais vezes repeti nas últimas… semanas. Aqueles que me são mais próximos têm ouvido, ad nauseam, a verbalização desta vontade. Antes e depois dos jogos contra o Marselha, antes e depois da final da Taça da Liga, nos momentos de expectativa anteriores aos jogos, nos momentos de alegria posteriores aos jogos o meu pensamento ia para o jogo de hoje. Eu quero é ganhar ao Braga!

 

Eu quero é ganhar ao Braga, porque sei que este pode ser o jogo, o tal jogo que, não sendo definitivo, pode ser decisivo para, de uma vez por todas, nos dar aquela “almofada” pontual que nos permita gerir qualquer hipotético tropeção nas últimas jornadas com a serenidade que se impõe nesses momentos.

 

Eu quero é ganhar ao Braga, porque o futebol exclamativo, empolgante e limpo do Benfica merece. Eu quero é ganhar ao Braga, porque, como diz o Luisão, estes tês pontos podem valer seis pontos.

 

Eu quero é ganhar ao Braga, porque me recuso a que Paciência, Salvador e o resto daquela corja que refocila na gamela do 'andradismo' continuem com a canga nos cachaços a puxar este carro-de-bois imundo que transporta, há quase três décadas, o altar de um criminoso.

 

Hoje, lá estarei. Lá estaremos com os nossos, entre os nossos, a festejar o benfiquismo, a defender o Benfica, com confiança e apenas com uma certeza: após o jogo e independentemente do resultado estarei com este Benfica, estarei orgulhosamente com o Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 10:56 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Sexta-feira, 26.03.10

Pimpões de algibeira

Sempre tive para mim que a qualidade de um homem – a sua indisfarçável e íntima natureza, a sua essência - vem inevitavelmente ao de cima quando este é confrontado com o sucesso. Mais, por vezes - e contrariamente ao que sói dizer-se - do que quando passa por dificuldades, que a necessidade é amiga do aperfeiçoamento do animal humano.

 

Gente bem formada, de qualidade e bom fundo, encara o sucesso como o corolário do seu esforço e estima-o com a humildade de quem sabe exactamente qual a sua génese e com a percepção de quem sabe que este pode ser replicado noutras circunstâncias, com o mesmo volume de trabalho e dedicação. Trata-se de pessoas cujas estimáveis qualidades inatas são exacerbadas pela felicidade do êxito, e a quem os inevitáveis e apetecíveis efeitos do sucesso não inebriam nem corrompem o espírito, mas – muito pelo contrário – lhe aumentam a generosidade.

Ao invés, gente sem valor, mesquinha e invejosa - criada no ódio e no convívio com as mais desprezíveis características do vício humano - normalmente alcança o sucesso por factores fortuitos ou que nada têm a ver com o mérito, e como tal encara o sucesso como um tesouro que lhes caiu nas mãos, sendo dominados por um pavor irracional que este acabe a qualquer momento. Sabem que foi acidental e imerecido e agarram-se a ele desesperadamente, sabem que há que o espremer ao máximo enquanto dura, e vêem em toda a gente uma potencial ameaça, um eventual salteador da fugidia ribalta. O sucesso exacerba-lhes os mais infames atributos: tornam-se tratados de arrogância, fanfarronice, petulância e presunção.

Resta como conforto para quem tudo isto percebe que, normalmente, o Universo trata de emendar o que entorta a ordem normal das coisas, pelo que os arrogantes cagarolas normalmente acabam por se espetar ao comprido e partir as trombas no chão (porra, que estava a ser difícil manter o tom distante e mais elevado).  

 

Lembrei-me de tudo isto ao ler, entre vómitos, as declarações do fanfarrão cagarolas do Domingos no âmbito do Glorioso – Porto B de amanhã (com as devidas adaptações, porque – apesar da forma como começa o texto - não se trata de um homem, mas de um animal de trela que já vendeu a dignidade há muito).

 

Estou desertinho para ver o Universo a corrigir-lhe o focinho.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quinta-feira, 25.03.10

Os hipócritas e os famintos

Não sei o que me mete mais nojo:

 

Se os ordinários dos andrades que passeiam despudoradamente a sua pornográfica falta de vergonha enquanto falam em verdade desportiva e em indignação - depois de andar há mais de 25 anos a conspurcar o futebol português com toda a espécie de comportamentos criminosos - e preparam o ataque ao controlo da Liga de futebol; se os sem-abrigo patéticos da lagartagem, que se preparam para apoiar os corruptos nesse ataque e mais uma vez tentarem apanhar algumas das migalhas que lhes são desdenhosamente atiradas da mesa, enquanto abanam a cauda em agradecimento e proferem declarações de intenções como ‘vamos copiar o modelo do FCP’.

 

Tenho a sensação que acaba por me meter mais nojo a lagartagem: actuam como aqueles tipos que vendem a dignidade a assaltar cemitérios. Está-se a cavar a sepultura para o futebol português e eles só pensam em como é que vão pôr as mãos nos pertences que vão dentro do caixão.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (53)

Aviso

Atendendo aos mais recentes desenvolvimentos desta lusa realidade excrementícia a que pomposamente se chama "justiça desportiva", aviso desde já que, na próxima vez que for a um estádio, e um adepto vestido com um colete reflector me pedir o bilhete, considero legítimo mandá-lo passear e, se for o caso, dar-lhe uns socos. Ou então, no próximo jogo do Benfica, levo o colete do meu carro e desato a apalpar adeptas. Será igualmente legítimo, já que os adeptos vestidos com coletes podem fazer destas coisas.

Quarta-feira, 24.03.10

Justiça? Que Justiça???!!!

O CJ da FPF acabou de reduzir drasticamente os castigos aplicados ao dois jogadores do fcp na sequência dos incidentes do Estádio da Luz.

 

A diferença entre as duas "sentenças" é tão grande que tem implicações que merecem alguma reflexão séria.

 

 

1 - A primeira coisa que salta é vista é esta: quer o CD da Liga quer o CJ da FPF devem ser orgãos responsáveis e competentes, constituídos por pessoas idóneas, conhecedoras e defensoras dos regulametos e do futebol.  Uma tão grande disparidade de sentenças só pode levar à conclusão que, ou um dos orgãos, ou os dois, é incompetente; ou que ou um dos orgãos, ou os dois, está de má fé.

 

Como pode o futebol português viver com uma situação destas?

 

2 - Se as competições profissionais de futebol são organizadas por uma entidade que é a Liga, qual a lógica e a credibilidade de o orgão máximo de recurso da "justiça desportiva" pertencer a outra entidade, a "FPF"?  Entidade essa, já agora, cuja idoneidade está atestada pela sua recusa de cumprimento da lei que levou à suspensão do seu estatuto de utilidade pública.

 

3 - Uma redução de pena como a que surgiu agora revela uma total falta de um mínimo de bom senso.  Como não é possível recuar no tempo, esta decisão apenas serve objectivamente para lançar mais achas para a já bastante ateada fogueira alimentada pelo fcp, e em última análise serve apenas objectivamente os interesses deste clube, dando-lhe bases para se vir agora constituir como vítima (já há quem fale na possbilidade de impugnação do campeonato).

 

4 - Perante tudo isto, o que vai fazer o secretário de estado do desporto?  Palpita-me que nada, o que é grave.

 

5 - Quanto a nós, Benfica, penso que a melhor atitude será de seguir o nosso caminho sem mais comentários, a não ser que venham daí ataques directos.  E aí teremos de saber defender-nos.

por Artur Hermenegildo às 16:25 | link do post | comentar | ver comentários (90)

O melhor jogador do Benfica até ao momento

Não raras vezes dou por mim a perguntar a mim mesmo: se tivesse de escolher o melhor jogador do Benfica, com base no que tem feito nesta época, quem escolheria?

A primeira tentação, tendo em conta a capacidade goleadora que o Benfica tem apresentado, e como já não víamos há muito, é pensar nos jogadores do ataque.
Fazendo uma retrospectiva, e começando pelo o início da época, temos a dupla Aimar/Cardozo, com o primeiro a espalhar toda a sua classe e o segundo a marcar golos atrás de golos.
No entanto, Aimar foi perdendo algum do fulgor inicial e só a espaços é que ressurge, enquanto que a média de golos de Cardozo acabou por decair (embora a sua capacidade de jogar para a equipa esteja cada vez mais apurada). É nessa altura que Saviola assume protagonismo, com uma série de jogos em que os seus golos foram decisivos.
Saviola, por sua vez, também sofreu uma quebra de rendimento, e é então que Di Maria tem uma série de exibições em que simplesmente "partiu aquilo tudo". Mas vítima do seu próprio talento, Di Maria por vezes confia em demasia na sua técnica para resolver situações que seriam melhor resolvidas pelo colectivo...
Mas se privilegiar a regularidade para escolher tal jogador, terei de olhar para os sectores mais recuados.
Aí encontro Luisão, o capitão de facto, de cuja experiência e autoridade em campo radicam a confiança e tranquilidade de toda a equipa, factor indispensável para a qualidade exibicional que tem sido apresentada. Ao seu lado encontro David Luiz, um defesa de extraordinários recursos, espelho da vontade de vencer da equipa, mas por vezes traído pela sua própria irreverência...
E temos ainda Javi Garcia, o verdadeiro pilar neste modelo de jogo que o Benfica tem apresentado, permitindo à equipa balancear-se para o ataque, mantendo o equilíbrio defensivo. A qualidade do espanhol é indiscutível, mas onde começa o mérito de Javi pela forma como desempenha o posto de "trinco" e o mérito de Jorge Jesus pelo sistema de jogo onde Javi encaixa na perfeição é uma fronteira difícil de definir, tendo em conta o factor Airton, que nos poucos jogos que fez, já mostrou também enorme qualidade no desempenho da mesma função, o que não seria possível sem todo um trabalho colectivo, do qual Javi também beneficia bastante.
E depois, não podemos esquecer aquela "asa" direita trabalhadora, com Maxi Pereira e Ramires,  onde Rúben Amorim também tem sido pedra fundamental a suprir as ausências daqueles, sempre com enorme competência. Nem Fábio Coentrão, nem Carlos Martins, que já conquistaram o seu espaço na equipa. Nem mesmo os guarda-redes Quim e Júlio César, que tanto no campeonato como na "Euro Liga" têm estado em bom plano. E todos os outros jogadores, que quando são chamados, demonstram saber qual o seu papel em campo, contribuindo, desta forma, para que o modelo de jogo preconizado por JJ funcione, mesmo sem alguns habituais titulares.

E afinal, quem é para mim o melhor jogador do Benfica desta época, até à data? Fácil: A EQUIPA!
Foi com "este jogador" que alcançámos o 1º lugar no campeonato que actualmente ocupamos, que chegámos aos 1/4 de final da "Euro Liga" e que ganhámos, no Domingo passado, o primeiro troféu oficial da época. E é com "ele" que conto até ao final da época, de modo a levar o Benfica até ao título de Campeão Nacional e o mais longe possível na "Euro Liga"! A começar já no próximo Sábado...
Segunda-feira, 22.03.10

Gesto

 

 

Há duas épocas, por um gesto semelhante feito na direcção do Luisão, o nosso jogador Katsouranis foi alvo de um processo sumaríssimo que lhe valeu uma suspensão (o Katsouranis era, aliás, um jogador com propensão para sofrer sumaríssimos ridículos, já que também chegou a ser alvo de outro por alguém o ter ouvido dizer de passagem, na zona mista, e após o Benfica x Nacional em que nos espoliaram o golo da vitória no último minuto, 'Isto foi um roubo'). Ontem, após ter levado uma tareia na final da Taça da Liga, e ter visto o seu clube forçado a engolir mais uma vez a arrogância que é seu timbre, antes de recolher ao balneário para mais uma sessão espírita para pedir perdão ao Zé do Boné, a Meretriz Uruguaia teve o bonito gesto que se vê na imagem acima. Foi dirigido aos adeptos do Benfica, e mostrou assim mais uma vez que está, de facto, no clube certo. De preferência pode lá ficar muitos mais anos, a ganhar o ordenado milionário que tem, e a causar mal estar no balneário por isso mesmo (perguntem ao Lisandro).

 

Será que a Liga também reparou nisto? Ou o proteccionismo da Liga ao Benfica é de tal forma descarado que só considera grave quando um gesto daqueles é dirigido a um jogador do Benfica?

 

P.S.- E nem vou entrar no assunto de se considerar alguma punição ao clube cujos adeptos tiveram extremas dificuldades em controlar a 'euforia' (sic) à chegada ao Estádio Algarve, e em estações de serviço e portagens ao longo do caminho.

por D`Arcy às 20:59 | link do post | comentar | ver comentários (54)

Sobremesa

A imensa alegria que sinto depois do resultado desta noite consegue ser ainda ampliada pelo sentimento de justiça que a nossa vitória folgada me dá. O jogo nem sequer foi tão desequilibrado quanto o resultado final poderá fazer crer, mas derrotar sem apelo nem agravo aqueles tipos tem o sabor de uma vitória do Bem sobre o Mal. Depois das notícias sobre o comportamento daquela corja de associados do nosso adversário, habituados à total impunidade dentro do seu pequeno feudo, e que se dedicam alegremente a espalhar euforicamente o terror e a violência gratuita sempre que de lá saem, seria de uma justiça atroz que esses indivíduos ainda fossem recompensados com uma viagem de regresso na satisfação de uma vitória. Nem foi preciso apresentarmos a equipa titular, nem o auxílio despudorado prestado pelo bandido do Jorge Sousa os ajudou, nem sequer foi necessário estarmos ao nível que tem sido habitual esta época e darmos espectáculo: três a zero, assunto arrumado, e mais um troféu nas nossas vitrinas.

Sim, do outro lado estava o fóculporto, mas se poupando meia equipa deu para espetar quatro na lagartagem, o fóculporto não é mais do que eles (e já o demonstraram claramente), e por isso mesmo Cardozo, Saviola, Javi García e Ramires começaram o jogo no banco. Alan Kardec, Carlos Martins (subindo o Aimar para segundo avançado), Airton e Rúben Amorim fizeram as vezes deles, e não nos deixaram ficar com saudades dos habituais titulares. Devido ao adiantamento do Aimar, jogámos de uma forma algo diferente, deixando o Kardec um pouco mais isolado na frente, com o Aimar a ter tendência para vir ajudar mais na luta do meio campo - provavelmente a intenção seria até que ele fosse uma espécie de Saviola mas, como tantas vezes aconteceu o ano passado sob a orientação do Quique, quando o Aimar se adiantava um pouco mais desaparecia praticamente do jogo, e por isso ele acabava por recuar à procura da bola. Do lado dos nossos adversários, nada de novo, já que a táctica é quase sempre a mesma desde que o Tio JuJu é treinador deles, e portanto meteram o Belluschi na direita para poderem jogar no habitual 4-3-3.

O jogo iniciou-se numa tomada equilibrada, com o Benfica a parecer até deixar que o fóculporto tivesse mais posse de bola do que é habitual permitirmos ao adversário nos nossos jogos. Os andrades até deram o primeiro sinal de perigo, quando o Quim foi obrigado a aplicar-se aos oito minutos para parar um remate de primeira da Meretriz Uruguaia, ainda de fora da área. Praticamente na resposta, um sinal claro de que a noite seria nossa, pois chegámos ao golo numa falha incrível do guarda-redes andrade. O Rúben Amorim fez um remate, rasteiro e sem muita força, ainda a uma boa distância da baliza, e a aselhice do guarda-redes fez o resto, permitindo que a bola lhe batesse nas mãos e escapasse para dentro da baliza. O fóculporto tentou responder ao golo, e teve o seu melhor período durante cerca de quinze a vinte minutos (o que nem assim quer dizer que tenha sido melhor no jogo), com o Benfica a passar mais tempo remetido ao seu meio campo e o nosso adversário a dispor de mais posse de bola, mas sem que a nossa baliza passasse por muitos momentos complicados.

Quando nos aproximámos do intervalo, o Benfica reequilibrou as coisas, e começou a chegar novamente perto da baliza adversária. E mesmo sobre o intervalo, numa raríssima ocasião em que o Jorge Sousa lá resolveu apitar uma falta a nosso favor, dispusemos de um livre a uns bons trinta metros da baliza do fóculporto. Chamado a marcá-lo, o Carlos Martins atirou uma bomba irrepreensível que resultou num golão. Dois a zero, e nem sequer tinha sido preciso correr muito. Por esta altura o Bruto Alves, que já andava irritadiço e a ceifar e massacrar tudo o que fosse vermelho e lhe passasse ao alcance dos pitons ou cotovelos (perante a complacência e olhar enternecido do compincha Jorge) perdeu a tramontana e partiu para a agressão pura e simples. Quem levou com ele foi o Aimar e o Jorginho, salomónico, deu um amarelo ao Bruto Alves e outro ao Aimar. Ainda esboçou o gesto para dar um beijinho ao Brutinho Alves, mas depois arrependeu-se e lá o deixou ir para os balneários enquanto espumava e escoiceava.

A segunda parte ficou marcada por dois aspectos: o controlo, sem grandes dificuldades, da vantagem no marcador por parte do Benfica, e o show de esquizofrenia particular do Jorge Sousa, a permitir que os carniceiros do seu amado clube permanecessem em campo durante os noventa minutos, mesmo que acotovelassem, pontapeassem ou pisassem os jogadores do Benfica - Bruto Alves (claro...) e Meireles em particular - mas revelando-se ao mesmo tempo um feroz aplicador das leis de futebol e da disciplina sobre os jogadores do Benfica, tendo os sarrafeiros Coentrão e Ramires (à primeira falta que fez, sem qualquer violência e no círculo central) sido admoestados por este justiceiro do apito.

Quanto ao jogo em si, foi como disse: o Benfica controlou e geriu o resultado sem grandes dificuldades. Subimos um pouco mais as linhas, empurrámos o fóculporto mais para o seu meio campo, e eles não revelaram capacidade para ripostar. As alterações feitas pelo Tio JuJu não ajudaram em nada, o fóculporto não conseguia criar oportunidades, e à medida que o tempo passava não fazia muito mais do que chutar bolas para a frente. Não me recordo de uma defesa do Quim digna desse nome. O Benfica também não criou grandes oportunidades nesta segunda parte - a excepção foi um lance individual do David Luiz - mas à medida que se iam abrindo espaços nas costas da defesa adversária, e com as presenças do Ramires, Saviola, e Cardozo em campo, ficávamos com a sensação de que poderíamos voltar a marcar. O que aconteceu, mesmo no final do jogo para fechar com chave de ouro: combinação entre o Saviola e o Rúben Amorim, com este a ficar isolado sobre a direita e a picar a bola sobre o frangueiro adversário. Esta foi ainda desviada por um defesa contra o poste, e o Cardozo na recarga fez um golo fácil, para que o jogo acabasse em apoteose.

Melhor em campo? Para mim, Rúben Amorim. Ele tem, aliás, andado num excelente momento de forma nas últimas semanas, e hoje foi apenas mais um jogo a confirmá-lo. E o que é ainda mais impressionante é que ele tem jogado bem a lateral direito, a médio direito, a médio centro, ou a trinco. Ponham-no nas funções que quiserem, e o Rúben cumpre com distinção. É um luxo podermos ter um jogador (e benfiquista, ainda por cima) destes no plantel. Só o Queirósz é que não consegue ver nada disto, das cadeiras onde se gosta de sentar ao lado do Mestre Pinto ou do Cabeça de Cotonete. É mais valiosa a esperteza da Micaela (grande jogo hoje... não sei com quantos dedos lhe tocaram na cara, mas espero que alguém lhe tenha metido três dedos bem espetadinhos à frente do focinho), por exemplo. Outro grande jogo foi também o do Fábio Coentrão. De jogo para jogo vai mostrando estar a fazer-se um defesa lateral muito bom. Não sei se terá perdido algum duelo individual. Mais outra demonstração de grande valor também do Airton, que hoje completou os noventa minutos. O Javi García é um jogador fundamental, mas se por acaso nos faltar, não será por ali que a equipa tremerá. Posso também mencionar o jogo quase perfeito da nossa dupla de centrais (sem precisarem de morder, escarrar, acotovelar, pontapear ou pisar adversários), mas já é quase um hábito eles jogarem bem. E falta ainda mencionar o Carlos Martins, que tem vindo a ganhar importância na equipa e que foi hoje decisivo, com um golo fantástico.

O que mais me agrada é ver a cultura de vitória instalar-se na nossa equipa. Nem foi necessário fazer uma exibição de encher o olho para que uma vitória tranquila sobre o fóculporto surgisse com toda a naturalidade. A união e a vontade de vencer desta equipa dão gosto ver, e enchem os adeptos de confiança. Nós, benfiquistas, temos uma crença quase ilimitada na nossa equipa, mas incrivelmente, por vezes fico com a sensação de que eles ainda conseguem acreditar mais neles próprios do que nós acreditamos neles.

A primeira sobremesa já está no papo. Agora, voltemos novamente as nossas atenções para o prato principal desta época.

por D`Arcy às 02:41 | link do post | comentar | ver comentários (75)
Domingo, 21.03.10

Pré-época

A pré-época do Benfica já vai longa...

Desta vez venceu, com enorme tranquilidade, a Carlsberg Cup, num jogo que aproveitou para rodar alguns jogadores que não são habituais titulares.

Ainda assim, para jogo de pré-época, é de estranhar a extrema perturbação de alguns jogadores da equipa adversária...

 

PS: (off-topic) Lamento que a operação "Limpar Portugal" não tenha tido o efeito pretendido, visto que o nosso país continua a ser conspurcado por gente como os super dragões, o bruno alves e quejandos.

Sexta-feira, 19.03.10

Sporténs

O sportém de Lisboa jogou contra o seu equivalente de Madrid - apesar do vermelho ser a cor dominante no seu equipamento, sempre considerei o Atlético de Madrid o sportém de Espanha, pois tal como os seus congéneres de Lisboa, são o segundo clube da capital, e vivem corroídos pela permanente e descomunal inveja que sentem da maior dimensão e glória dos seus vizinhos, recorrendo frequentemente à acusação de proteccionismo por parte do antigo regime para justificarem vitórias passadas, e desculpando-se quase invariavelmente com arbitragens quando as coisas correm mal.

 

Antes do jogo começar, e num ritual que já começa a tornar-se uma tradição (é interessante como estas coisas parecem ter tendência para acontecer quando aqueles rapazes de boas famílias estão metidos ao barulho), houve festival de calhoada lá pelas bandas do Alvalixo. Não se percebe bem porquê, uma vez que a malta queque é serena e não se costuma meter nestas coisas (a não ser que aumentem o preço dos scones no bar do Alvalixo) e os diabólicos No Name andavam por essa altura em Marselha. Tendo em conta que o sportém foi de vela (nem sequer num campeonato entre sporténs conseguem ficar na mó de cima), será que irão apresentar o argumento das pedradas para tentarem uma passagem administrativa aos quartos-de-final da Euroliga? Ganhar coisas à pedrada e sem qualquer mérito dentro do campo, já o sabemos, não os incomoda nada. E podem sempre apresentar como precedente algumas decisões da fantástica justiça desportiva portuguesa.

por D`Arcy às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Jorge Sousa e sua militância clubista.

Sabe-se dos antecedentes de Jorge de Sousa, da sua filiação clubista e da militância numa claque do clube dos andrades. É possível que algum leitor nos ajude a arranjar prova documental (por exemplo, uma foto) dessa sua militância?

 

Acreditem que é por uma boa causa...

 

[resposta na caixa de comentários ou para o endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

 

 

por Pedro F. Ferreira às 17:17 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Sorteio Liga Europa

Calhou-nos o adversário teoricamente mais difícil, mas aposto que os adeptos do Liverpool também não estão nada contentes com o sorteio. Jogaremos a 1ª mão em casa, o que acho que é bom, porque se tivermos um bom resultado, o Di María & Cia, com espaço em Anfield, nem quero pensar... Se os eliminarmos, defrontaremos o vencedor do Valência - Atlético Madrid. Ou seja, calhou-nos os dois adversários mais cotados dos oito.

 

Só mais uma coisita: a final é em Hamburgo e a equipa da casa teve muita sorte no sorteio. Quer dos quartos-de-final (Standard Liège), quer das meias-finais (Fulham ou Wolfsburgo). Ou terá sido "sorte"?

 

De qualquer maneira, se eliminarmos o Liverpool é ainda mais legítimo pensarmos em levantar o caneco.

 

P.S. - Uma vitória frente ao Braga é fundamental para termos margem de manobra para poder gerir o plantel nesta eliminatória dificílima. E tenho muita curiosidade para ver o que farão os lagartos, que lamentaram o facto de o Guimarães não ter querido jogar na 2ª feira depois da ida deles a Madrid na 5ª. A nossa partida com eles está marcada para o Domingo a seguir à ida a Liverpool na 5ª. Se nós quisermos jogar na 2ª feira, estarão eles dispostos a tal ou não terão vergonha na cara?

por S.L.B. às 12:54 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Quinta-feira, 18.03.10

Sublime

Quase nem há palavras para descrever este jogo. Já vi muitos jogos europeus do Benfica, mas não tenho grandes dúvidas em afirmar que, daqueles que eu vi, este estará sem dúvida entre os melhores que fizemos. Contra uma equipa com o dobro do nosso orçamento (só o que pagaram pelo Lucho foi tanto quanto o que custaram todos os nossos reforços), contra uma arbitragem indescritivelmente caseira, que nos sonegou dois possíveis penáltis, carregou de amarelos e, em caso de dúvida, decidia sempre a favor do Marselha, contra um resultado desfavorável na primeira mão, contra um golo sofrido completamente contra a corrente do jogo a vinte minutos do final, contra tudo isto qual foi a nossa resposta? Dominar o jogo do primeiro ao último segundo, transpirar classe em cada pormenor, dar a volta ao resultado e passar aos quartos, tudo isto coroado com o sublime pormenor de marcarmos o golo decisivo já depois do minuto noventa. Foi uma noite perfeita.

Jogámos de início com o onze esperado, que apresentava o Carlos Martins na posição do Aimar. Para além disso o Rúben Amorim, que era até apontado ao onze titular, nem sequer no banco se sentou. Não sei se terá tido algum problema físico de última hora que o impediu de participar neste jogo. Mas hoje acho que nem sequer foi importante quem entrou em campo. Porque cada um dos jogadores que vestiu a nossa camisola e sentiu a águia ao peito foi um gigante. E viu-se, desde o primeiro minuto, quem é que estava ali para vencer. O Benfica tomou conta das operações desde o apito final, e o Marselha foi uma sombra daquilo que se viu a semana passada na Luz. Muito menos agressivos nas marcações, incapazes de travar as movimentações dos nossos jogadores e matar o nosso jogo logo no meio campo (que diferença nas liberdades que foram concedidas a jogadores como o Ramires ou o Maxi Pereira na direita, com o lateral esquerdo Taiwo a ter que se haver sistematicamente com ambos sem grande ajuda de qualquer outro colega), depressa se começaram a ver os buracos a abrir na defesa francesa. E era fácil adivinhar que o Benfica, mais cedo ou mais tarde, acabaria por chegar ao golo. Já o Marselha, no ataque, era praticamente inofensivo.

E não fosse termos encontrado um Jorge Sousa qualquer vindo da Eslovénia, até poderíamos ter ficado na frente do marcador ainda na primeira parte. Se ainda consigo dar-lhe algum benefício de dúvida num lance em que um defesa do Marselha toca a bola com a mão dentro da área, já noutro, em que o Ramires é ostensivamente empurrado pelas costas, não (até porque na segunda parte, num lance semelhante entre o Aimar e um defesa francês que deixaria o Aimar isolado, não teve quaisquer dúvidas em marcar falta contra nós). Mas nem o caseirismo da arbitragem nos abalou esta noite. A resposta ao penálti não assinalado foi um remate do Cardozo ao poste. A pressão continuou, e o jogo teimava em não deixar de se disputar quase sempre dentro do meio campo do Marselha. Infelizmente para nós, o Di María não estava em noite inspirada na altura da finalização, porque conseguiu surgir solto pela esquerda em mais de uma ocasião, mas desperdiçou todas as oportunidades que teve. E só mesmo à beirinha do intervalo, já em período de descontos, o Marselha deu um ar da sua graça, criando a sua melhor ocasião de golo num remate do Lucho à entrada da área, que passou perto do poste da nossa baliza.

Ao intervalo, como acontece muitas vezes em situações destas, temi algum possível desânimo da nossa equipa por não ter conseguido traduzir a sua superioridade em golos, mas estava redondamente enganado. A segunda parte mostrou um Benfica ainda mais decidido na procura do golo. A arbitragem também continuou no mesmo nível da primeira parte, recusando-se a assinalar qualquer falta a nosso favor nas imediações da área do Marselha, por mais flagrante que a infracção fosse. E, para seguir nas continuações da primeira parte, o Benfica continuava a adiar o merecido golo muito por culpa própria, desperdiçando oportunidades flagrantes. Desta vez a mais incrível esteve nos pés do Saviola, que após um cruzamento do Coentrão na esquerda, pressionado por um defesa não conseguiu tocar a bola para a baliza deserta, deixando-a passar entre as pernas. Num período de três ou quatro minutos, o Benfica levou-me ao desespero: foi a referida oportunidade do Saviola, depois, na sequência de um canto, uma enorme confusão na área, novamente com o Saviola envolvido e também com o Cardozo, e ninguém a conseguir rematar para o golo; e finalmente, mais uma vez após um canto, o Luisão recebe um passe à entrada da área que o deixa completamente isolado, mas rematou para a bancada. E depois aconteceu aquilo que tantas vezes acontece no futebol: uma equipa a dominar, a desperdiçar oportunidades, e a outra de repente marca contra a corrente do jogo. Foi numa bola colocada nas costas da nossa defesa, em que fiquei com a sensação que o Júlio César hesitou na saída, e depois já não conseguiu interceptar o cruzamento atrasado para o golo do Niang. Faltavam vinte minutos para o final do jogo, e o Benfica estava ainda mais fora da Euroliga (para mim este é agora o nome oficial da competição).

A resposta do Benfica? Foi como se o golo nem tivesse acontecido. Se calhar noutros tempos não muito distantes, este golo sofrido teria feito a equipa baixar os braços, mas o nosso Benfica hoje é mentalmente forte. Por isso a pressão continuou, e foi recompensada cinco minutos depois. Um remate rasteiro do Maxi a uns vinte e cinco metros da baliza, aproveitando um alívio de bola para a frente da área, desviou ligeiramente num jogador do Marselha e fez a bola entrar junto ao poste esquerdo. Estava tudo igual, e pairava agora o espectro do prolongamento, que obviamente não seria desejável tendo em conta o jogo que temos no Domingo. Logo a seguir ao golo, mais uma grande oportunidade para o Di María, outra vez solto na esquerda, mas ele rematou ao lado. O Jorge Jesus fez então entrar o Aimar para jogar nas costas do Cardozo, substituindo o Saviola. E El Mago veio trazer um pouco mais de ordem ao nosso jogo, tendo-se começado a ver aquelas jogadas de tabelas ao primeiro toque a que ele nos habituou. O Marselha continuava praticamente a ver jogar (teve apenas uma ocasião de algum perigo, num livre muito perto da área - mais uma vez, o árbitro conseguiu considerar mão do Maxi no lance, mas na primeira parte a mão do Taiwo dentro da área já não foi considerada penálti), e o Benfica continuava a desperdiçar. Di María, para não variar, solto na esquerda chutou ao lado. A dois minutos do final o Cardozo aproveitou uma asneira de um defesa e, isolado, rematou ao lado e por alto. E finalmente, já depois do minuto noventa, a mais que merecida recompensa. Livre na esquerda apontado pelo Aimar, a bola sobrou para o Alan Kardec na direita (tinha entrado há cinco minutos) e este, com um remate cruzado indefensável, sentenciou a eliminatória (cá se fazem, cá se pagam: na Luz marcaram aos noventa, agora receberam o troco). Até final, tempo apenas para o herói marselhês da primeira mão, Ben Arfa, entrar em campo e ser expulso um minuto depois, por agressão ao Kardec.

Os jogadores foram excelentes esta noite, porque fomos mais uma vez, como tantas vezes tem acontecido esta época, uma verdadeira equipa. Menciono alguns jogadores como poderia mencionar quaisquer outros. Começo por falar do grande jogo que o Ramires fez, por oposição ao jogo menos conseguido na primeira mão. Foi tacticamente perfeito, e vimo-lo recuperar bolas atrás de bolas, fazer dobras aos colegas na defesa, ajudar o Javi e ainda apoiar o ataque. O Maxi também esteve muito bem e foi decisivo na eliminatória, com dois golos marcados. Só lhe faltou mais inspiração nos cruzamentos, já que por diversas vezes conseguiu ganhar a linha de fundo e depois não deu seguimento às boas iniciativas com cruzamentos à altura. Os nossos centrais foram simplesmente imperiais, com o David Luiz a mostrar mais uma vez a razão pela qual tem meia Europa atrás dele (teve apenas uma falha durante todo o jogo, num lance em que terá havido algum excesso de confiança, mas foi imediatamente dobrado pelo inevitável Ramires). Javi García o pêndulo do costume, e para a noite ser perfeita só faltou maior inspiração aos homens da frente na altura de finalizar (mas se isso acontecesse teríamos saído de Marselha com uma goleada histórica).

Para mim, a palavra chave desta noite é 'orgulho'. Ganhámos o jogo e a eliminatória, mas mesmo que tal não tivesse acontecido, o orgulho permaneceria sempre. Porque a sensação que tenho ao ver o nosso Benfica jogar e bater-se da forma que se bateu hoje é indescritível. Com quase tudo contra nós, entrámos em campo a mandar no jogo e a jogar para ganhar. E foi isso a principal coisa que esta equipa nos devolveu. O Orgulho de ver o Benfica hoje em dia entrar em qualquer campo a jogar para ganhar. O Orgulho de ver um Benfica à Benfica.

por D`Arcy às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (81)

No céu.

Vindo de Madrid, só pude seguir o desenrolar do jogo, através do telemóvel, durante a 1ª parte.  Depois entrei no avião e foi um sofrimento de uma viagem. À chegada a Lisboa, mal o avião tocou a pista ouviu-se o som de dezenas de telemóveis, ligados em simultâneo. E uma onda colectiva de orgulho e alegria percorreu aquele avião, com gente que nem se conhecia a cumprimentar-se, a festejar, sorrisos benfiquistas, numa vitória que, para quem seguiu naquela viagem, foi consumada no céu.

A alegria é indescritível, depois de uma semana em que me fartei de repetir: vamos passar, vamos passar.

Viva o Benfica!

 

Era agora!

[Sms enviada no final do jogo que o Superman Torras me desafiou a publicar]

 

A minha felicidade é indescritível! Se eu pudesse escolher a altura em que morreria, seria uma destas. Se não passássemos, era a injustiça do século. AMO-TE BENFICA!

por S.L.B. às 20:36 | link do post | comentar | ver comentários (11)

Orgulho

Neste momento não tenho discernimento para mais, por entre as lágrimas (sim, as lágrimas, porra!!!):

 

Contra tudo e contra todos: contra o Marselha, contra o árbitro, contra a UEFA, contra o destino, cruel e impiedoso, contra o fatalismo, contra o fado. 

 

Tenho um orgulho que não consigo medir, cá dentro, onde as coisas verdadeiras têm abrigo.

 

 

BENFICA ATÉ MORRER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (44)

À campeão

Não só invertemos um resultado negativo para vencer de forma categórica e demonstrativa da nossa superioridade, como também levámos a melhor sobre aquela versão mal parida de um cruzamento entre o Jar Jar Sousa e o Artur Soares Dias.

Calhoada com pedigree

Não percebo nada disto: mas então os lagartos atiram-se uns aos outros a adeptos adversários?

Como é que isso funciona, agarram noutros sócios – uns agarram nos braços e outros agarram nas pernas – dão balanço e lá vai disto para cima dos adversários? E os lagartos mais gordos - como o Eduardo Barroso - ou que não se lavam - como o Oliveira e Costa e o João Braga - esses ficam em terra? Ah! Ou quando dizem que as claques da lagartagem atiraram calhaus aos adeptos do Sportém de Espanha, estão mesmo a referir-se a pedras, calhoada de facto?

E isso faz sentido? Mas então os vilões das pedradas não são sempre os benfiquistas? Mas então – ai que isto me está a fazer confusão –  a clubeta dos elevados valores morais, de índole ‘diferente’, de ´sangue azul´, nobre linhagem e educação superior gosta de começar festivais de pedrada? Ai, queres ver que afinal naquela história no Abrigo de Alcochete quem tinha razão não eram os impolutos e elevados adeptos da agremiação do Lumiar?
E tu queres ver que era este tipo de ambiente difícil a que o Salema se referia, e não a popular as bancadas com queques de indumentárias em que as calças não joguem com as camisolas, ou a dizer palavrões como ‘ai seus horríveis’ durante o jogo? Tu queres ver?
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Déjà vu

Infelizmente, é muito actual o que escrevi aqui em Outubro do ano passado (o futebol português é algo monótono, admita-se).

 

O palhaço é o mesmo: um cretino da Associação de Futebol do Porto, sócio fanático dos andrades, com ligações muito estranhas a agrupamentos de gente com fobia a estações de serviço da A1, e que tem um historial sem vergonha de benefício ao clube do ‘velho rico e careca’ da Mirandinha e de ladroagem canalha ao Glorioso.
O circo, esse, é itinerante.
 
O que o cretino do Mestre de Cerimónias do Vítor Pereira nos está a dizer é que se queremos ganhar, vamos ter de ganhar a duas equipas. Aos corruptos e aos lacaios. E isto, francamente, já não é cretinice – é falta de vergonha.
Tendo em conta a forma canalha como o cretino do nomeado já este ano prejudicou o Glorioso, numa coisa o cretino do Vítor Pereira tem razão: Jorge Sousa oferece garantias. Oferece, sim senhor. Mas aos donos: de se comportar como uma besta e ladroar o Benfica.
 
Acabo como acabei em Outubro:
 
Continuem a prometer coisas aos mortos e metam lá à vontade toda a carne* no assador**.
 
A Águia tem fome.
 
 
 * bois pretos
** arbitragem nos jogos da Liga
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:33 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Quarta-feira, 17.03.10

Qual é a utilidade pública de Laurentino Dias?

O futebol português tem originalidades particularmente... originais. Percebemos, há uns anos, que, apesar de haver corruptos e corrompidos, não havia corrupção.

 

Agora, perante a declarada, pública e vergonhosa apresentação de incompetência dos órgãos da Federação Portuguesa de Futebol e dos presidentes das associações de futebol – que, na sua maioria, são efectivamente uma cambada de lorpas ignorantes – o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto viu-se obrigado a agir.

 

Assim, o Dr. Laurentino utilizou o mecanismo legal a que estava obrigado perante a incapacidade que aquele bando de caciques de vão de escada demonstrava de adequar os estatutos federativos ao Regime (que já não é novo) Jurídico das Federações Desportivas. Esse mecanismo legal obrigava, e bem, o Secretário de Estado a retirar o estatuto de utilidade pública àquele arremedo de organização federativa. O zeloso Secretário de Estado, a contragosto, com o desconforto de quem tem de aplicar a lei nos amigalhaços de caldeiradas, com um injustificável atraso e de forma envergonhada, lá declarou que a FPF vai perder o estatuto de utilidade pública.

 

Mas não vai perder o estatuto com as implicações que, normalmente, daí decorreriam, não. Perde-o de forma “laurentina”. Perde o estatuto, mas sem sofrer a sanção que efectivamente sanciona um comportamento de caciquismo parolo por parte da Federação/Associações. Ou seja, o solícito Laurentino garantiu, para sossego de todos, que a equipa de futebol da Federação Portuguesa de… Futebol não sofrerá qualquer consequência da ilegalidade cometida pelos dirigentes da referida federação. É um proceso simples, "laurentino" e português.

 

É como se, de repente, o Secretário de Estado declarasse que um atleta sofreria uma suspensão por se ter dopado, mas que continuaria a jogar enquanto durasse a suspensão.

 

Ou então, é como se, por hipótese absurda, alguém se lembrasse de enfiar uma gravata no gargalo de um garrafão imbecil e lhe atribuísse o cargo de Secretário de Estado, mas lhe retirasse toda a responsabilidade e deveres inerentes ao cargo. Seria apenas um inútil a ser comandado por aqueles que deveria comandar. Seria um títere sem autoridade, sem utilidade pública, mas muito útil aos interesses privados.

 

Felizmente, este não é o caso.

por Pedro F. Ferreira às 19:19 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Estudo

De acordo com uma notícia hoje publicada, o nosso Presidente pretende aferir o grau de satisfação dos sócios e adeptos relativamente ao tratamento de que o clube, em particular os jogos de futebol, tem sido alvo por parte da SportTV, para que, também em função dessa opinião, possa tomar uma decisão acerca da renovação do contrato que nos liga a esse canal televisivo. Não sendo nós uma «credenciada empresa de consultoria» seremos muito provavelmente um credenciado barómetro dessa mesma opinião, e, por essa razão, entendam a caixa dos comentários a este post como a resposta que dariam a esse estudo. Este assunto não se prende apenas com o facto de termos de pagar o canal ou não, evidentemente, mas sobretudo com as consequências que, em termos de opinião pública, tem um tratamento que poderá estar a ser parcial (e que, convém não esquecer, é praticamente um monopólio).

Segunda-feira, 15.03.10

Faltam 7 jogos.

- quem acompanha de perto o dia-a-dia dos trabalhos do plantel benfiquista sabe da preocupação que a deslocação à Choupana causava na equipa técnica. A principal causa para esta preocupação prendia-se com o facto de a equipa ter menos de 72 horas para recuperar do exigentíssimo jogo contra o Marselha. A inteligência competitiva, a concentração, o profissionalismo, o talento e a forma como esta equipa (e não me refiro apenas aos jogadores) vive os valores do Benfica foram fundamentais para a vitória.

 

- perante o carácter de aleatoriedade sempre presente em qualquer jogo (daí ser um jogo) um pormenor pode alterar o destino dos 3 pontos – uma grande penalidade falhada pelo Cardozo ou uma excelente defesa do Quim nos últimos minutos – mas não pode alterar o destino deste campeonato: se justiça houver, ganha quem melhor joga e quem melhor joga é o nosso Benfica.

 

- mais uma vez o Benfica prova que tem uma dimensão universal e não regional: enquanto o clube do "velho rico e careca" da Mirandinnha leva meia dúzia de adeptos a Coimbra, o Benfica proporciona a maior enchente de sempre na Choupana, na Madeira.

 

- o Cardozo falhou um penálti e marcou um golo. Toda a equipa lamentou o penálti falhado e festejou o golo marcado. O penálti foi mais lamentado exactamente porque conhecemos o historial do Cardozo esta época na marcação de penáltis, e o golo foi particularmente festejado porque todo o plantel sentiu que, naquele momento, era importante estar com o melhor marcador do campeonato. No final do jogo, e quando entrava para o autocarro, Cardozo ouviu dos adeptos benfiquistas cânticos de incentivo. Não imaginam como me sinto orgulhoso por poder partilhar o benfiquismo com essa cepa de adeptos

 

- na semana passada, Di Maria viu o cartão amarelo por ter levantado um braço em sinal de desagrado com a decisão de um árbitro. Esta semana, Bruno Alves insultou de forma ostensiva e vergonhosa árbitros e adversários. E fê-lo de forma repetida. O árbitro passivamente decidiu ignorar a situação. Bruno Alves e o árbitro insultaram o futebol.

 

- mais uma vez o treinador adjunto dos andrades provocou, ameaçou e insultou um colega de profissão num túnel de acesso ao balneário. Olhando para a fronha do dito sujeito começamos a perceber quem são as “toupeiras” a que se referem os moreiras e aguiares de ocasião.

 

- faltam 7 jogos. Faltam 7 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 7 jogos. Ainda faltam 7 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Domingo, 14.03.10

Fulcral

Esta vitória foi fulcral na caminhada para o título. Foi merecida, por aquilo que a equipa lutou por ela, mas foi autenticamente arrancada a ferros. Mais um daqueles jogos de que se fazem os campeões.

O pormenor de maior destaque no nosso onze foi a entrada do Rúben Amorim para o lugar do Maxi Pereira. De resto, e em relação ao jogo com o Marselha, a única outra diferença foi o Fábio Coentrão em vez do César Peixoto. Cedo deu para ver que não teríamos vida fácil esta noite. O jogo não era muito diferente daquilo que se esperaria, com o Benfica a assumir o controlo, mas sem muito espaço para conseguir criar um jogo ofensivo de qualidade. Em termos de oportunidades, aliás, o Nacional conseguia equilibrar as contas, colocando o Quim à prova em mais de uma ocasião. Do nosso lado, a qualidade no ataque ressentia-se do mau jogo que o Aimar ia fazendo, continuando no mesmo registo daquilo que exibiu frente ao Marselha. As melhor oportunidade do Benfica foi criada pelo Saviola, que numa iniciativa individual entrou na área pela esquerda, mas depois não conseguiu acertar com a baliza. Iniciativas individuais pareciam aliás ser a forma mais provável de criarmos perigo, já que a defesa do Nacional, quase sempre bem colocada, conseguia interceptar praticamente todos os cruzamentos ou passes nas imediações da área.

A segunda parte trouxe um Benfica melhor. Conforme já é um hábito esta época, o Benfica entrou na segunda parte a pressionar bastante, e parecendo decidido a chegar rapidamente ao golo, tendo o Fábio Coentrão dado o mote logo nos primeiros minutos. O Nacional agora não conseguia responder em contra-ataque, e o Benfica, contando também com um Aimar uns furos acima do que tinha feito na primeira parte, passava grande parte do tempo instalado no meio campo adversário. Mas continuava a faltar inspiração aos nossos jogadores na altura de finalizar. Pouco depois dos quinze minutos, beneficiámos de um penálti. Na altura pareceu-me que era uma falta clara, mas as repetições mostram que não foi esse o caso. Confesso que não fui capaz de ver a marcação do penálti. Num jogo que estava a ser tão difícil, fiquei logo com um mau pressentimento, e infelizmente isso confirmou-se, pois o Cardozo, de forma incrível, nem sequer acertou na baliza. Mas quase nem deu tempo para amaldiçoar o paraguaio, porque na jogada de ataque seguinte o génio do Saviola descobriu, com um passe para as costas da defesa, uma grande desmarcação do Rúben Amorim na direita, e este deixou ao Cardozo apenas a tarefa de, a um metro da linha de golo, empurrar a bola para o fundo da baliza.

O mais difícil estava feito, mas ainda havia muito trabalho pela frente. A vinte minutos do final, o Benfica mudou tacticamente, entrando o Maxi para o lugar do Aimar e passando a jogar em 4-4-2, com o Rúben a médio, o Maxi a lateral, e o Ramires no centro, perto do Javi. O Nacional tentou reagir ao golo, e conseguiu pressionar-nos mais, mas também poderíamos ter resolvido a questão mais cedo. O Cardozo teve nos pés a oportunidade para o segundo golo, isolado por mais um passe do Saviola, mas permitiu a defesa ao guarda-redes do Nacional. No canto que se seguiu, mais uma vez poderíamos ter marcado, mas ninguém conseguiu dar o toque decisivo para a baliza. Nos últimos dez minutos, recuámos no terreno, e sofremos a consequente pressão do Nacional. Que nunca foi sufocante, mas deu para pregar um susto, tendo o Quim salvo o golo do empate ao corresponder com uma boa defesa a um cabeceamento. Em cima dos noventa minutos o Nacional ainda dispôs de um livre muito perigoso, e mais uma vez não tive sequer coragem para ver o lance (que felizmente terminou sem consequências). O apito final soou, e com ele a confirmação de que receberemos o segundo classificado com a tranquilidade acrescida de dispormos de três pontos de vantagem.

Sei que serei sempre suspeito quando escrever algo assim, mas para mim o melhor jogador do Benfica esta noite foi o Saviola. Trabalhou que se fartou na frente, veio atrás buscar jogo, desmarcou colegas (várias vezes ele pareceu estar a substituir o Aimar nas funções de organizador de jogo) e foi ele o autor do passe para a desmarcação do Rúben no lance do golo. Bom jogo também dos nossos centrais. O Cardozo acaba por ser o herói do golo, mas poderia perfeitamente ter sido o vilão do jogo pelo penálti falhado de forma incrível (e ainda por aquela oportunidade flagrante desperdiçada). O Aimar fez uma primeira parte muito fraca, mas conseguiu melhorar na segunda. Espero que, à medida que vá ganhando ritmo, volte à forma a que nos habituou.

Mais um passo dado na caminhada para o título. Agora já só faltam sete, mas até ao próximo teremos que esperar duas semanas, já que pelo meio teremos a viagem a Marselha e a final no Algarve. Bem sei que o que interessa mesmo é o tal jogo daqui a duas semanas. Mas se, pelo meio, pudermos ganhar os dois jogos que temos, óptimo.

por D`Arcy às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Sábado, 13.03.10

E ao 3º dia, Jesus...

Agora que, lentamente, a azia provocada no nonagésimo minuto do jogo de quinta-feira passada se começa a desvanecer, compreendo igualmente com mais clareza alguns dos motivos pelos quais sucedeu aquilo que acabou por suceder e que redundou no empate dos franceses.

 

Terá sido dos primeiros erros de Jesus ao serviço do Benfica, com custos directos para o resultado final. A entrada de Eder Luis veio de facto a revelar-se decisiva para o empate sofrido sobre a hora uma vez que a sua entrada provocou duas situações desfavoráveis para a equipa, que em conjunto a levaram ao tapete. É que, para além de não ter servido para (continuar a) pôr a defesa do Marselha em sentido tal como tinha sido feito por Saviola, apesar de este também não ter feito uma exibição de gala, a sua entrada implicou a não entrada de Ruben Amorim para trancar a sete chaves os caminhos para a nossa baliza. Nestas alturas lembro-me sempre de Trappatoni. Há que ser pragmático. Como não foi esse o caso, partiremos para França com a desvantagem de termos obrigatoriamente de vencer o jogo ou de empatar pelo menos a 2 golos.

 

À posteriori creio que Jesus optou de facto por dar mais importância ao jogo de domingo do que ao de quinta-feira, posto que me permito a pensar que nesta altura em concreto Amorim e Martins dão mais garantias do que Aimar e Ramires. Provavelmente veremos a dupla portuguesa a jogar de início no Funchal e a dupla argentino/brasileira a actuar em Marselha. Assim Aimar esteja de facto recuperado, tanto nos indices físicos como no plano mental. É particularmente evidente que após o regresso das suas ausências mais ou menos constantes, Aimar precisa de vários jogos para se libertar do estigma psicológico das lesões. Mas em França precisaremos dele au-point. A não ser assim teremos a passagem aos quartos-de-final muito complicada.

 

Gostava de voltar por breves momentos a esse jogo para dar conta da minha estupefacção ao ver demonstrada em campo a valia do Marselha e do seu treinador. Manietou completamente a equipa do Benfica e a minha esperança, embora esta tenha ficado mais tremida após o golo do empate porque uma coisa seria terem de tomar a iniciativa do jogo devido ao facto de estarem a jogar perante o seu público e em desvantagem na eliminatória e outra bem diferente é saberem que podem optar pela mesma táctica que utilizaram em Lisboa, é que o jogo positivo (chamemos-lhe assim) de Deshamps pode não ser tão eficaz e provocar mais espaços na sua defesa do que o jogo negativo, de expectativa, com que encarou o jogo da 1ª mão. Penso que será muito importante para o desfecho da eliminatória se o Benfica marcar um golo nos primeiros 25/30 minutos.

 

Mas importante, importante, é mesmo o jogo da Choupana. É este que importa vencer, custe o que custar. E como ele se vai disputar passados 3 dias do jogo da Euroliga...

 

Pensamento final: se é verdade, e é, que o Benfica tem adeptos espalhados por todo o mundo encaro com expectativa adicional as imagens habitualmente transmitidas no final do campeonato evidenciando as celebrações nos 4 cantos do planeta em que se possa visualizar um muçulamo a gritar a plenos pulmões, no intervalo de vivas ao Benfica, que ama Jesus.

por Superman Torras às 11:25 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Sexta-feira, 12.03.10

Sais de frutos

- O Glorioso fez um bom jogo contra o adversário mais forte que defrontámos esta época;

 
- Os moços do Marselha são muito orientados a jogar à bola e estão a disputar o primeiro lugar num campeonato mais forte que o nosso, com equipas, por exemplo, como o Bordéus e o Lyon (ambas nos quartos de final da Liga dos Campeões, e uma delas depois de eliminar o Real Madrid);
 
- A vitória não nos ficava mal (fica-nos mas é sempre muito bem), mas o empate acaba por ser justo;
 
- O que custa mesmo é sofrer o golo no último minuto. Fica-se sempre com a sensação que esses golos no final são mal sofridos. A verdade é que os jogos têm 90 minutos mais descontos e todos contam, apesar de teorias imbecis como a ‘Jurisprudência da Indulgência’ do Rogério ‘Millhouse’ Alves, que defendem a suspensão do continuum espaço-temporal em alturas do jogo em que lhes dá jeito;
 
- O Brandão é um anormal e o D’Arcy tem razão. É um misto entre um chulo cubano saído de um mau episódio do Miami Vice (isto partindo do princípio que havia episódios bons, o que não é líquido) e um daqueles maricas que havia na escola e que se queixavam de toda a gente à senhora professora por coisas ridículas, o que dava mais vontade de lhes dar porrada, mas a sério. Devia ter levado um pontapé na boca para se poder queixar com razão;
 
- A verdade é que estamos no intervalo da eliminatória. Estatisticamente falando (e apesar do axioma Woody Alleniano de que "94,5% de todas as estatísticas são inventadas"), isto de sofrer um golo no final de um jogo teria de acontecer mais tarde ou mais cedo (como está cientificamente provado no livro ‘A teoria das probabilidades e os golos nos últimos minutos – Um estudo inútil’ dos brilhantes matemáticos Al Goritmo e Gervásio Pitágoras). Mais vale sofrer um golo cruel como este num jogo a duas mãos em que ainda podemos recuperar, do que num jogo da Liga em que se teriam perdido 2 pontos e já não haveria nada a fazer. Agora que já gastámos a fatalidade probabilística de comer um golo no último minuto, podemos encarar os próximos jogos com um nível acrescido de confiança de que isso não irá acontecer;
 
- Que isto sirva, pelo menos, para aumentar (mais ainda) os níveis de concentração para Domingo. O Chicharro dos ‘binténs’ está de volta, depois de uma passagem pelo estaleiro, e tem ar de querer tramar Jesus, qual Judas arraçado de leão marinho.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:22 | link do post | comentar | ver comentários (19)

Cruel

É verdade que é cruel e custa bastante ver a vitória escapar no último minuto mas, sinceramente, o empate acaba por reflectir de forma relativamente justa a batalha táctica que vimos esta noite na Luz. O Marselha foi uma equipa bem organizada e claramente o adversário mais forte que já defrontámos esta época. Acabou por conquistar o empate quando já poucos os esperariam, mas a verdade é que durante o jogo, em especial na primeira parte, já tinham tido oportunidades para marcar.

O Benfica apresentou-se com o onze-tipo desta época. Regressos do Javi, Aimar e Ramires ao meio campo, e ainda do César Peixoto à lateral esquerda. E os primeiros minutos deram logo para antever as dificuldades que este jogo traria. O treinador do Marselha tinha a lição bem estudada, e conseguiu dispor a equipa de forma a bloquear os nossos pontos fortes. Um meio campo bem preenchido, com os nossos jogadores mais influentes a receberem atenção especial: o Aimar sempre vigiado de perto pelo Lucho ou Cheyrou, na direita, o Deschamps optou por um jogador mais defensivo (Abriel) em detrimento do habitual Valbuena, de forma a acautelar-se com o Di María, o lateral esquerdo Taiwo ocupava-se do Ramires (chegando por vezes a parecer um médio, dada a forma como avançava para marcá-lo em cima), e até as subidas do Maxi pela direita estavam acauteladas, com aquele tipo que é um dos meus ódios de estimação e que parece um chulo cubano do Miami Vice (Brandão) a cair sempre sobre aquele lado. Perante esta oposição, o Benfica demorou a entrar no jogo, e só após os primeiros quinze a vinte minutos é que conseguiu começar a responder. O sinal mais da primeira parte foi do Marselha, que teve pelo menos três oportunidades para marcar (duas do Lucho e uma do Brandão). A resposta do Benfica foi dada sobretudo durante o quarto de hora final, tendo a melhor oportunidade no pé direito do Cardozo, que após centro do Di María rematou de primeira por cima quando tinha espaço para fazer melhor.

O início da segunda parte não confirmou as boas indicações deixadas nos minutos anteriores à saída para o intervalo. O Marselha voltou a entrar melhor, e parecia conseguir controlar o jogo sem muitas dificuldades, muito por culpa da desinspiração do Aimar, que hoje não conseguiu estar ao seu nível, falhando muitos passes e perdendo bolas nas saídas para o ataque. Durante este período, passámos por mais um grande susto, quando o Júlio César, com duas boas defesas, conseguiu evitar o golo. Após vinte minutos desta segunda parte, o nosso treinador trocou o desinspirado Aimar pelo Carlos Martins, e com ou sem influência deste, a verdade é que o nosso jogo melhorou, já que conseguimos pressionar um pouco mais o adversário e voltar a dar alguma sensação de perigo. A quinze minutos do final e, curiosamente, apenas um minuto depois do treinador do Marselha ter deslocado o chulo cubano do Miami Vice para o centro, retirando assim o 'tampão' às subidas do Maxi, foi precisamente este quem fez o golo do Benfica, aproveitando uma asneira do guarda-redes adversário após centro da esquerda do Di María. O Marselha pareceu ficar algo nervoso com o golo sofrido, e mostrava agora algumas dificuldades em construir jogo. E até poderíamos ter marcado um segundo, mas o remate do Ramires, a três minutos do final, embateu com estrondo na barra. Depois, no último minuto, veio o balde de água fria, quando o pequeno Ben Arfa apareceu a cabecear quase sem oposição um centro vindo da direita. Naquela fase do jogo não se poderia ter deixado que os jogadores adversários fizessem o 2x1 naquela zona, libertando o lateral direito para fazer o centro.

Não me pareceu que tenham havido jogadores a brilhar muito, e o jogo desta noite nem sequer era propício a grandes exibições. Gostei do jogo do Luisão e também do Javi García, e na frente o Saviola e o Cardozo trabalharam muito. Menos bem esteve o Aimar, que hoje teve uma quantidade de passes errados e perdas de bola inusual nele. O David Luiz alternou boas intervenções na defesa com maus passes nas saídas para o ataque, a originarem perdas de bola por vezes perigosas.

Estamos em desvantagem, mas julgo que a eliminatória está em aberto, porque o Benfica tem capacidade para marcar em Marselha. Claro que quero seguir em frente, mas não me esqueço de qual é o objectivo principal, e não desejo que o Benfica se desvie um milímetro desse rumo por causa desta competição. Assim que o apito final soou, passei a pensar apenas no jogo de Domingo na Madeira. Esse é que é imprescindível vencer. O resto, logo se vê.

por D`Arcy às 00:19 | link do post | comentar | ver comentários (50)
Quarta-feira, 10.03.10

Brinca-se com o Além e depois dá nisto

O Mestre Pinto, habituado que está a estas andanças, já devia saber que se se promete um penta a um morto, ele acaba por cobrar.

 

 

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ADENDA - Passatempo 'Ó Rui Moreira, vai fazer vigílias para a sede da UEFA'

 

Continuem a enviar piadas sobre o espalhanço do FC Porco, que a malta aprecia. A melhor tem direito a uma t-shirt do Dick Dastardly com a inscrição 'A culpa é do túnel da Luz' e a ser mencionada no programa Debate de hoje na Benfica TV.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:40 | link do post | comentar | ver comentários (83)
Terça-feira, 09.03.10

Revolta

Neste momento sinto-me extremamente revoltado. Anda um clube a trabalhar durante anos para, com todo o mérito, ter direito ao título de clube mais ridículo e palhaço residente do futebol português, e depois vem o fóculporto e em pouco mais de uma semana, como um autêntico vendaval, rouba este título ao sportém com uma facilidade impressionante.

 

A passagem simbólica de testemunho deu-se a semana passada no Alvalixo, quando o fóculporto conseguiu ser ridicularizado por um sportém orientado pelo Cientista Carvalhal. A partir daí, foi o desvario total. Começou com uma demonstração cabal de esquizofrenia, quando na defesa do Rúlqui resolveram contestar a constitucionalidade de uma lei proposta por eles próprios. Depois, a senilidade e velhacaria do seu presidente a ser exposta, quando se soube que, incrivelmente, a Liga tinha conseguido levar a sério os disparates por ele balbuciados entre sessões espíritas, declamações de José Régio, e reuniões de suinicultores, e aberto um inquérito sobre o tal Apito Bermelho que o homem não se cansa de reclamar. Chamado a falar sobre o que sabia, o homem não apareceu. Velhacaria foi também o que vimos quando, num acesso de altruísmo, o fóculporto veio defender a atribuição de mais verbas da Champions aos clubes na Liga Europa. No fim-de-semana passado, empate em casa com o aflito Olhanense, mesmo sendo donos do treinador e de metade da equipa adversária.

 

Para fechar com chave de ouro, esta noite, mesmo com o incrível Rúlqui em campo (o jogador que, por si só, caso não tivesse sido suspenso pelo CD da Liga, garantiria que o fóculporto ganharia este campeonato com vários pontos de avanço) e com toda a esperteza do génio Micael, frente a um Arsenal desfalcado do seu melhor jogador e marcador, conseguiram levar uma tareia ainda maior do que aquilo que costuma ser a receita habitual em Inglaterra, tendo ainda dado para ver que aquele moço, o Fuzil, tem mais jeito para andar nos túneis a dar pancada em stewards do que para jogar à bola. E não fosse o Wenger um menino, que a ganhar por quatro a vinte e cinco minutos do fim resolve levantar o pé e retirar do jogo o Nasri e o Arshavin, e o fóculporto hoje teria conseguido o feito notável de trazer de Londres um resultado ao nível de um sportém em Munique.

 

Fosse o Jesus a treinar o Arsenal e levavam oito.

por D`Arcy às 21:47 | link do post | comentar | ver comentários (49)
Segunda-feira, 08.03.10

Substituíram o sistema sonoro do Estádio da Luz?

Foi esta a pergunta que dei por mim a fazer ontem quando me apercebi do barulho, tremendo, que eu  e os meus colegas de bancada produzíamos antes e no decorrer do jogo realizado ontem com o Paços de Ferreira. A pergunta tinha o seu quê de comicidade (tenho mesmo muita piada, eu), mas o facto é que se sentia algo no ar, algo de intrinsecamente benfiquista e que será dificil de contextualizar por palavras e muito mais dificil de escrever sem passar a imagem de sobranceria que neste momento se poderia considerar contraproducente para os superiores interesses do clube, e que portanto será mantido em segredo. Um segredo partilhado por perto de 43 mil pessoas é certo, mas nunca se estabeleceu um limite de pessoas para que um segredo deixasse de o ser. Verdade?

 

E o melhor de tudo, como se fosse possível quantificar coisas tão belas como aquelas que temos visto esta época correndo portanto o risco de diminuir umas em comparação com outras, é que a equipa nos deu todas as razões para sentirmos aquilo que sentimos. Na verdade, o Benfica começou o jogo de ontem a todo o gás, mais parecendo uma resposta ao treinador adversário que tinha instruído o seu capitão para escolher o lado do campo que o Benfica costuma utilizar nas primeiras partes, procurando quiçá confundir os jogadores adversários. Pois deu um resultadão e sendo o artista quem é, a vantagem de dois golos aos 20 minutos de jogo só pecava por escassa.

 

"Pecar por escasso" é de resto a expressão que melhor se adequa ao resultado de ontem, tendo em conta tudo o que se passou nos 90 e poucos minutos que o jogo teve.

 

Com Airton a substituir Javi Garcia, mais parecendo por vezes que o que estava em campo era uma cópia, muito bem tirada, do espanhol, a "novidade" foi termos apresentado um meio campo basicamente constituído por segundas linhas. Amorim sobre a direita, e que bem jogou o ex-Belenenses fazendo por merecer inteiramente o golo inaugural, e Carlos Martins a fazer de Aimar deram perfeitamente conta do recado, pese alguma sofreguidão por parte deste último, facto que não me impede de catalogar como positiva a sua exibição. Do mesmo mal sofreu Di Maria, hoje por hoje o jogador mais desequilibrador do campeonato português, e terá residido na soma dessas características mentais (se é que as posso catalogar dessa forma) a escassez de golos que o marcador registou quando o competente árbitro deu por finda a partida.

 

Sobretudo na primeira meia hora o espaço encontrado entre o lateral direito e o central foi bastas vezes (sub)aproveitado, com Saviola, muito esperto, a deslizar com muita frequência para aqueles terrenos, a que se juntava o supracitado Di Maria, razões mais do que suficientes para pôr em água a cabeça dos adversários responsáveis pela defesa daquele sector. Seria um exercicio interessante tentarmo-nos colocar na pele dos treinadores adversários quando tentam escalonar (ao tempo que estava para utilizar esta palavra) a equipa que vai ter de parar um lado em que vêm por esta ordem: Coentrão, Di Maria e Saviola. Mas como por um lado não temos tempo e pelo outro não nos pagam para isso, passemos à frente desse exercicio especulativo.

 

Foi curioso notar que na 2ª parte a ala mais utilizada para criar perigo foi a direita, com Maxi a percorrer quilómetros e quilómetros, fazendo por merecer um golo que esteve perto de acontecer. Aproveito aliás o ensejo para defender publicamente o uruguaio, jogador que considero um dos mais consistentes laterais direitos a jogar na Europa. Não esqueçamos que a táctica empregue por Jesus (o treinador) implica um defesa direito com responsabilidades acrescidas, uma vez que além de não ter à sua frente um extremo na verdadeira acepção da palavra também tem de ter uma cultura táctica acima da média tendo em conta que do outro lado costuma actuar um lateral que é mais médio ala do que defesa. As compensações a que estas situações o obrigam são por vezes subvalorizadas nas análises feitas às suas exibições e daí esta defesa pública que lhe faço.

 

Foquei ali brevemente a lateral esquerda e dou por mim com vontade de verbalizar a minha esperança de que perdemos um bom extremo e estamos prestes a ganhar um excepcional defesa. Coentrão também já o parece ter percebido, o que terá também muito a ver com a maturidade que ganhou neste ano em que esteve a rodar fora do clube. O Coentrão que chegou ao Benfica não teria porventura esta capacidade de sacrificio, que no fundo não o é, uma vez que se eu estiver a ver bem a coisa (e há uma possibilidade bem forte de esse ser o caso) além de ter hipóteses de assegurar a titularidade por muitos e bons anos no clube também poderá almejar a semelhante conquista na selecção das quinas. As constantes chamadas de atenção de Jesus na linha lateral só lhe podem fazer bem.

 

Resta-me desejar que na quinta-feira se apresente uma mescla da melhor equipa disponível com o discernimento simultâneo de que no próximo sábado há um jogo muito importante para disputar no Funchal. É que não me sai da cabeça o receio transmitido em forma de desabafo por parte de um antigo treinador campeão pelo Benfica à volta de uma mesa, enquanto se recordavam outros tempos gloriosos, de que também esta época o clube não tem unhas para tocar todas as guitarras que lhe serão dadas a manejar no complicado mês de Março. Embora algumas das vitórias alcançadas esta época recorrendo a jogadores menos utilizados pareçam tirar alguma consistência a essa teoria, a verdade é que os desafios que nos serão apresentados nas próximas semanas, tanto a nível de dificuldade intrínseca como derivado da proximidade horária a que os mesmos se apresentarão, obrigam a que esta opinião não seja desprezada por quem tem como responsabilidade a gestão do plantel.

 

Por exemplo e falando num caso bem concreto e muito actual, se tivesse de escolher entre ter Ramires e Aimar na quinta-feira ou na Choupana, escolheria claramente esta última opção. Não percamos nesta altura crucial da época a capacidade de observar a floresta em detrimento das árvores que a compôem.

 

 

por Superman Torras às 21:34 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Faltam 8 jogos.

- os 30 minutos iniciais do jogo contra o Paços de Ferreira foram de excelência futebolística. Aquilo é talento puro ao serviço de um grande rigor táctico e estratégico, apenas ao alcance das grandes equipas mundiais. As dinâmicas do futebol do Benfica nos 30 primeiros minutos do jogo podiam ser apresentadas numa acção de formação aos Paciências da vida, para ver se aprendem a diferença entre um futebol sublime e um futebol “cagadinho”.

 

- após os 2 primeiros golos, a equipa, fruto do seu virtuosismo e talento, encantou-se, depois de ter encantado o público. Nesse momento, aquilo tanto poderia ter dado para a goleada como para sofrermos um golo. Desta vez, sofremos o golo. Sofrido o golo, deu para perceber que o Airton não tem a rotina do Javi para compensar as cavalgadas desembestadas e, por vezes, desajustadas do David Luiz por terrenos que não são dele... nada que não se corrija. Tal como o Coentrão também deve ganhar um sentido posicional mais eficaz na marcação a futebolistas velozes... nada que, com tempo e treino específico, não se consiga.

 

- a relação, em campo, entre Carlos Martins e Cardozo está obrigada a sujeitar-se, única e exclusivamente, aos valores do colectivo.

 

- houve jogadores a fazer, e bem, 3 posições; e houve posições ocupadas, e bem, por 3 jogadores. Isto revela que os princípios do jogo não só estão adquiridos por todo o plantel como cada um individualmente tem a noção do todo. Isto só se consegue com um trabalho metódico, sistemático e de grande qualidade por parte de toda a equipa técnica.

 

- no jogo de ontem faltaram jogadores como Aimar, Javi Garcia e Ramires. Em qualquer clube europeu seria um rombo na eficácia e qualidade de jogo. No Benfica foi apenas um contratempo utilizado para provar que todos os que estão no plantel são úteis nesta longa e árdua caminhada.

 

- na minha opinião, Artur Soares Dias é o árbitro português que tem mais capacidades e potencialidades para ser um árbitro de topo internacional. No entanto, insiste em desencontrar-se com o seu potencial, para se encontrar com as encomendas. Amarelou conveniente e selectivamente 3 futebolistas do Benfica. Outro virá no próximo fim-de-semana terminar de despachar a encomenda. E, deste modo, por caminhos ínvios, acabará por se perder um árbitro que tem tudo para dignificar a arbitragem. Há concessões das quais é impossível regressar limpo.

 

- quanto ao público, saliente-se o feito notável que é, num vergonhoso horário de Domingo à noite, termos 42971 espectadores no Estádio. Além do horário, o jogo foi transmitido em canal televisivo de sinal aberto e a chuva intensa e incessante foi, certamente, um efeito dissuasor para muitos benfiquistas. Por outro lado, este Benfica merece mais: merece que, pelo menos em nossa casa, tenhamos sempre lotação esgotada. Assim, merece um estádio repleto de adeptos de corpo e alma com o Clube, com a equipa e com a sistemática dignificação do benfiquismo que esta vem demonstrando. Deste modo, no próximo fim-de-semana, na Madeira, é importante começar por ganhar os 3 pontos logo nas bancadas.

 

- faltam 8 jogos. Faltam 8 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 8 jogos. Ainda faltam 8 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 12:12 | link do post | comentar | ver comentários (31)

Imparáveis

Vitória indiscutível num jogo em que ganhar era fundamental. O desperdício pouco habitual de oportunidades de golo acabou por fazer com que fosse necessário sofrer um pouco mais do que seria necessário, mas nunca a vitória chegou a estar em causa, perante um adversário que mostrou alguma qualidade, e justificou a razão pela qual ainda não tinha perdido qualquer jogo para a Liga em 2010. Três golos foram fraco pecúlio para tantas oportunidades, mas foram suficientes.


Na noite em que a nossa claque celebrava os seus dezoito anos, foram 42.971 os espectadores na Luz,. Talvez já a pensar no jogo de quinta-feira com o Marselha, no onze inicial do Benfica notavam-se as ausências do Aimar e do Ramires, jogando nos seus lugares, respectivamente, o Carlos Martins e o Rúben Amorim. Com o Javi García ainda suspenso, coube uma vez mais ao Airton o papel de substituí-lo no onze. Depois do empate do Braga ontem, a minha convicção para este jogo era que o Benfica não quereria desperdiçar a oportunidade de aumentar a vantagem sobre o segundo classificado, e partiria em busca da vitória desde o apito inicial. E foi isto mesmo que aconteceu, pois a nossa entrada em jogo foi mesmo muito forte. Com um Di María ultra-confiante e endiabrado, um Saviola muito solto, e a pressionarmos muito alto, as oportunidades de golo começaram cedo a surgir. E para manter um hábito saudável desta época, não foi preciso esperarmos muito para vermos o primeiro golo. Aos treze minutos, após mais uma incursão do Di María pela esquerda, o seu centro foi recebido pelo Cardozo ao segundo poste, e este (à segunda tentativa) assistiu de cabeça o Rúben Amorim que, também de cabeça, aproveitou a má saída do guarda-redes adversário para marcar.

E três minutos depois, o segundo golo. Outra vez o Di María na esquerda, desta vez a desmarcar o Saviola e depois a classe deste a fazer o resto, evitando um defesa e finalizando sem hipóteses para o guarda-redes. Isto é um pormenor particularmente agradável do Benfica esta época. As equipas que vêm à Luz até podem ter algumas veleidades em obter um resultado positivo. Mas na maior parte dos casos, ao fim de 15/20 minutos, já só podem pensar em não ser goleadas. O Benfica não abrandou após o segundo golo, e foi em busca de um terceiro, criando (e desperdiçando) oportunidades para fazê-lo. O Paços, a perder por dois tão cedo, teve que alterar algo, e mostrou alguma coragem ao fazê-lo, ao fim de meia hora. mudando para um esquema de três defesas, com o Maykon como falso lateral esquerdo, e retirando o Manuel José, que se mostrava absolutamente incapaz de travar o Di María. O Paços melhorou, e conseguiu finalmente mostrar algum bom futebol, enquanto que o Benfica, nos últimos quinze minutos, mostrou alguma sobranceria, com os nossos jogadores a exagerarem no individualismo (Di María e Carlos Martins a evidenciarem-se neste aspecto), e a não permitirem que conseguíssemos explorar convenientemente os buracos que o Paços ia abrindo na defesa. O castigo para esta fase de menor fulgor do Benfica foi sofrermos um golo, quase em cima do intervalo, num lance em que o Paços, com um centro muito largo da esquerda, aproveitou uma subida do David Luiz que não foi eficazmente compensada.

O golo do Paços em cima do intervalo deu para preocupar, mas no regresso dos balneários o Benfica cedo mostrou que quaisquer receios eram infundados. Foi uma entrada na segunda parte como tem sido habitual, com um domínio avassalador, o que naturalmente fez com que as oportunidades de golo surgissem. E mais uma vez, o desperdício que nos caracterizou esta noite voltou a aparecer. O Rúben Amorim deu o mote, vendo seu remate ser defendido. Depois foi o Cardozo, isolado mais uma vez pelo Di María, que viu o seu remate ser defendido. A seguir foi o próprio Di María, numa iniciativa individual, a rematar à barra. O Paços jogava algo aberto, na tentativa de discutir o resultado, mas não o conseguia por culpa do Benfica, que ia ameaçando o terceiro golo a qualquer momento. Que aconteceu mesmo, e tal como na primeira parte, aos treze minutos. Foi um remate do Cardozo à entrada da área, que teve um ressalto feliz num defesa do Paços, levando a bola ainda a bater na trave antes de entrar. E quaisquer veleidades do Paços morreram ali mesmo. Daí até final o jogo resumiu-se às oportunidades criadas pelo Benfica para ampliar o resultado, que continuaram a ser desperdiçadas ou negadas pelo guarda-redes do Paços
(o Paços não conseguiu fazer um único remate até o jogo terminar). O controlo do Benfica foi total, e deu até para terminar o jogo com o Sídnei a jogar a trinco.

Apesar de alguns excessos de individualismo que teve durante o jogo, o Di María merece o maior destaque, e aquilo que de positivo põe no jogo é mais do que suficiente para que lhe perdoemos estes excessos. É o jogador que mais desequilíbrios cria, esteve nos lances dos dois primeiros golos, e com passes seus deve ter deixado os colegas em situação de marcar pelo menos quatro ou cinco vezes. O Airton voltou a confirmar as boas indicações que tinha deixado no último jogo. Tem um óptimo sentido posicional, joga sempre simples e, por isso mesmo, raramente falha. Mais uma vez não me recordo de o ver falhar um único passe. É um jogador diferente do Javi García, cuja agressividade ajuda a empurrar a equipa para a frente, mas cumpre na perfeição aquilo que se pede a um jogador naquela posição. Recupera bolas, não complica, e deixa a bola jogável num colega. Bom jogo também do Carlos Martins (até dar o berro fisicamente) e do Rúben Amorim, cujo rendimento parece ser constante, independentemente da posição e funções que exerce em campo. Jogadores destes são indispensáveis.

Obrigação cumprida, Braga a três pontos e andradagem a onze. Estamos numa fase decisiva do campeonato, e nas próximas três ou quatro jornadas o campeonato poderá fica praticamente decidido, pelo que me deixa particularmente confiante ver a forma como o Benfica se vai desembaraçando dos adversários. Em tempos não muito distantes aquele golo adversário à beira do intervalo teria grandes hipóteses de causar estragos. Esta noite, foi como se nem sequer tivesse acontecido, e continuámos imparáveis. Rumo ao título.

P.S.- O critério disciplinar do Sr.Soares Dias neste jogo, a exemplo daquilo que parece insistir em fazer sempre que nos arbitra, foi simplesmente ridículo. Só com ele conseguimos sistematicamente dominar por completo um jogo, vencê-lo, e acabar com mais cartões do que o adversário.

por D`Arcy às 01:01 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Sábado, 06.03.10

Adeptos de bancada (de imprensa) e de banco (adversário)

Houve alturas em que as duas prostitutas intelectuais que comentaram o jogo FC Porco - Olhanense na Sport TV (um deles já dá cartas nisto - um vendido sem vergonha que dá pelo nome de Rui Orlando) torceram mais pelo clube do Carlos Calheiros que os desgraçados que estavam nas bancadas.

 

Foi quase tão pungente como perceber que o Jorge Costa usou tanto autocontrole a tentar festejar os golos do Olhanense como a tentar não festejar os golos do FC Porco. Estava a ver que lhe rebentava uma veia na cabeça.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:09 | link do post | comentar | ver comentários (43)

Concentração máxima

O campeonato está a entrar na recta final, com o Benfica em primeiro lugar, a jogar excelente futebol e, por isso, com todas as condições para se sagrar vencedor.

 

No entanto, creio que não seja demais lembrar as dificuldades que nos esperam.

 

Dentro do campo, será necessária muita determinação e empenho para vencer adversários que, por motivação própria ou alheia, irão tentar de todas as formas parar essa verdadeira máquina de jogar futebol que é a equipa do Benfica. E convém não esquecer os Jorges Sousas e manos Costa dessa vida... Mas estou convicto que os jogadores e a equipa técnica sabem as dificuldades que os esperam e que, em cada jogo, saberão preparar-se da melhor forma para as ultrapassar sem sobressaltos.

 

Fora de campo, não podemos deixar-nos iludir pelos "tiros de pólvora seca" que têm vindo dos lados do estádio do cavalo marinho. Já deu para perceber que não têm qualquer vergonha na cara e que, até final, irão tentar tudo para, fora das quatro linhas (já que dentro delas não têm argumentos - pelo que eventualmente terão de apostar noutros "cavalos"...) para nos dificultar a vida. Por isso, cabe aos dirigentes do Benfica estarem atentos e preparados para o que der e vier.

 

E em alguns media tentar-se-á, de todas as formas, com recurso aos expedientes do costume, voltar os adeptos contra a própria equipa. Mas pelas demonstrações de apoio que temos visto não só no nosso estádio mas também por esse país fora, penso que os resultados tem sido os contrários aos pretendidos. Tenho a certeza que, até ao fim do campeonato, o apoio à equipa tenderá a aumentar!

 

Para começar, amanhã temos uma "final" importantíssima contra o Paços de Ferreira...

Sexta-feira, 05.03.10

Realinhamento

O presidente do Vitória de Guimarães e candidato à reeleição já veio a público anunciar que não pretende renovar o protocolo de cooperação com o Benfica.  Entretanto anuncia um "acordo de cavalheiros" com o braga. 

 

É uma clara manobra oportunista de reaproximação ao fcp e daí extrair benefícios. 

 

Entretanto, quanto ao dito "acordo de cavalheiros", outro candidato responde-lhe:

 

«Não se podem fazer acordos de cavalheiros, quanto mais não seja, pela ausência de cavalheiros do outro lado».

«Não me esqueço de, muito recentemente, ter visto os adeptos do Vitória obrigados a entrar descalços no estádio do Dragão num jogo em que António Salvador surgiu no camarote do FC Porto ao lado de Pinto da Costa»

 

Não posso deixar de achar preocupante este possível realinhamento do VG.  Não sei se não poderíamos fazer mais para mantermos os nossos aliados.

por Artur Hermenegildo às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Prémio ‘Ah, mas também há um Sporting em Portugal, é?’

Já eu, pessoalmente, costumo confundi-los com um circo: link.

 

Peço antecipadamente desculpa por haver uma menção aos Delfins no artigo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:17 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 04.03.10

Prémio 'Vou ficar com o cu fora da Liga dos Campeões e é melhor garantir que entra guito para comprar fruta e café com leite'

Trata-se de moços que descobriram uma súbita e tocante preocupação com quem não se qualifica para a Liga dos Campeões: link. Altruísmo do mais alto nível, é o que é. Estou emocionado. Tenho uma lágrima no canto do olho. Ou então é remela.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Prémio 'Ou têm personalidade múltipla ou são burros que nem um Eduardo Barroso'

Num avanço sem precedentes da medicina psiquiátrico-veterinária, investigadores descobrem que existem suínos com distúrbio da personalidade múltipla: link.

 

 

Só falta a seguir convocarem uma conferência de imprensa para, indignados, exigir que se castigue toda a corrupção e as manobras pouco éticas do clube do Porto que veste de azul e branco.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:05 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quarta-feira, 03.03.10

Manuel José e o elogio público feito ao Benfica.

Nem sempre concordo com Manuel José (o que é perfeitamente normal, visto que nem comigo costumo estar sempre de acordo) e, por diversas vezes, discordei das palavras deste algarvio desassombrado.

 

Lembro-me (e como me poderia esquecer?!) das palavras pouco abonatórias e de desconfiança que ele teve antes da visita dos andrades à Luz, no passado mês de Dezembro. E por me lembrar dessas palavras e do cepticismo que nelas ia, mais valor tem o elogio público que ele fez à qualidade futebolística da nossa equipa. Foi no programa “Dia Seguinte”, na passada segunda-feira, e o que aqui reproduzo é um pequeno excerto do longo e merecido elogio que Manuel José fez ao Benfica. Foi interessante e foi importante.

 

Num país futebolístico em que o elogio, por parte dos agentes do futebol, costuma sair célere e gratuito relativamente às qualidades de gestão de quem ganha campeonatos com envelopes a árbitros e fruta para dormir, este tipo de elogios a quem anda de mãos limpas e cabeça erguida escasseiam pelo desassombro, pela frontalidade e pela justiça dos mesmos. Num programa em que dois toleirões tentam, de forma labrega, sujar o nome, a honra e a qualidade do Glorioso, foi muito interessante ver o incómodo (que neste pequeno excerto não é notório) que as palavras de Manuel José provocaram naquela gente, jornalista incluído.

_____

 

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post | comentar | ver comentários (33)

O lado esquerdo do Benfica

É sabido que sou um apoiante do César Peixoto. Sou porque tenho a impressão de que ele é, essencialmente, um jogador cumpridor. Admito a idiotice do argumento, afinal de contas quem não cumpre vai-se embora, porém não tenho outro mais racional: não, o Peixoto não é um jogador de levantar estádios, no entanto está lá e cumpre. Sendo isto manifestamente insuficiente para justificar os "sobe, Peixoto", "domina, Peixoto" e etc. que eu vou gritando quando o homem anda em campo, acrescento que o que me agrada realmente é que o Peixoto parece que vai para o campo jogar à bola (e só descobri isto com a ajuda de um adepto no jogo no Restelo). Isto é, andam ali uns tipos a jogar futebol, e o Peixoto anda ali, na boa, a jogar à bola. Bem sei que este "na boa" é, por vezes, enervante, mas o Peixoto, nitidamente, não joga futebol, joga à bola, sem grande stress. Além disso, quando jogamos aos domingos e ele sobe ao relavado, era capaz de jurar que o Peixoto, como diria o Carlos Miguel Silva, tem a vaga ideia de ter sido atropelado no sábado por um camião cisterna cheio de Sagres. Por estas razões, o Peixoto parece um de nós, e é por isso que quando a malta está na bancada e puxa pelo Peixoto, o Peixoto reage. Além de tudo isto, o Peixoto mandou os lagartos às favas no início do campeonato, logo só pode ser mesmo um de nós. Assim, tenho a certeza de que o vou encontrar a festejar o campeonato connosco, e pode trazer a Diana Chaves - há-de haver minis que cheguem para toda a gente (nota: não sou eu o tipo do cartaz  que dizia "PEIXOTO, DÁ-ME A TUA DIANA CHAVES").

 

Lembrei-me disto tudo porque parece que o Peixoto anda a dar umas dicas ao colega Coentrão. Na 2ª feira, numa declaração à imprensa, o Coentrão sai-se com esta, quando interrogado acerca da sua chamada aos sub-23: «vou dar o máximo para mostrar ao Queirós que mereço estar lá». Vale a pena ouvir. Qual mister qual quê? «Ao Queirós» e mais nada. É claro que, depois, com respeitinho chama «mister» ao Jorge Jesus (e acaba por chamar «mister» ao Queirós apenas porque está a falar nos dois treinadores).

 

Eu só digo uma coisa: se este lado esquerdo do Benfica não for levado para a África do Sul, confirma-se a azelhice do Queirós. Eu ficarei contente se eles não forem convocados, e não é porque tenha dúvidas acerca da azelhice do Queirós.

 

Eu só digo mais uma coisa: o Peixoto é grande.

 

Só quero dizer mesmo mais uma coisa: o Coentrão também.

Terça-feira, 02.03.10

Já que estamos nisto

Eu, como sou mais básico, sonhei com moças avantajadas em topless e de cachecol do Benfica, a festejar o Benfica Campeão cheio de jogadores à Benfica, bons e dignos de envergar a camisola cor de sangue. Estou-me positivamente a borrifar se são portugueses ou não, que o Benfica é muito maior que Portugal. E é triste que haja benfiquistas que o não percebam.

 

Nos meus sonhos, como na realidade, eu dou o corpo ao manifesto pelo Glorioso. Sempre e em qualquer circunstância.

 

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ADENDA

 

Este post surgiu como complemento/resposta a um post anterior que entretanto foi retirado pelo próprio autor. Admito, portanto, que, descontextualizado, possa parecer estranho e pouco oportuno e até, vá, parvo.

Por respeito a quem aqui veio comentar, e porque apreciei muitos dos comentários, optei por não retirar o raio do meu post. Está explicado. A partir de agora quem vier mandar postas de pescada para a porcaria da caixa dos comentários e perguntar a que propósito vem isto (o que, convenhamos, facilmente se percebe através da leitura dos comentários, se se tiver dois dedos de testa), vai de maca para o limbo internético.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:06 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Segunda-feira, 01.03.10

Lagartos divididos

Como seria de esperar, uma eventual vitória do SCP perante o FCP no jogo de ontem (e que veio a concretizar-se) iria causar divisão entre os lagartos, porque a derrota do FCP é um resultado que beneficia o Benfica, que é precisamente a pior coisa que pode acontecer à maioria dos seus adeptos.

Nestas alturas que fico com a sensação que lidar com os adeptos do SCP é como pegar num lagarto pela cauda. Quanto tal acontece, o corpo do lagarto separa-se da cauda e foge para algum buraco.
Os adeptos que genuinamente festejaram a vitória de ontem são como a cauda: fica a vibrar durante alguns instantes (até à próxima exibição ridícula) mas não tem qualquer utilidade (pois estão desfasados do que é a verdadeira mentalidade do clube e por isso não são tidos em conta).
Os restantes, que para mim representam verdadeiramente aquilo que é o Cepórtêm e que, portanto, correspodem ao corpo do lagarto, fogem para baixo de uma pedra, amuados por o seu clube ter ajudado o Benfica. Reaparecerão na primeira oportunidade se porem ao lado de seja quem for que lhes proporcione uma oportunidade de manifestar o seu anti-benfiquismo congénito.

Empata-f***s

Por mais que nos dê jeito, sou incapaz de ficar contente com vitórias de agremiações patéticas que, a ganhar por 3-0 a uma organização de corruptos que inquinam o futebol português há mais de duas décadas, têm adeptos que cantam músicas ordinárias anti-Benfica nas bordas daquela sanita gigante do Alvalixo, quais farrapos de excremento que se recusam a ir na enxurrada do autoclismo.

 
Parece-me que há por aí (sendo o 'aí' os espaços de comentários do blog, a internet no geral e, sei lá, o raio que o parta do mundo inteiro) muito ingénuo que ainda não percebeu os intrincados mecanismos da psicologia lagarta. Vejam lá se percebem isto: a lagartagem não está contente por ter ganho aos aliados amigalhaços do clube da fruta, dos rebuçados e das escutas. Não: está contente porque isto lhes dá uma confiança acrescida (e descabida) para enfrentar o único objectivo que verdadeiramente lhes resta, no seu pervertido sistema de valores: tentar ganhar-nos e ser o empata-f***s na nossa caminhada para o título.
 
É por isso, senhoras e senhores, que a banda sonora ontem na fossa séptica era aquele involuntário acto de vassalagem à grandeza do Glorioso – vivem obcecados com a nossa magnificência.
 
 
p.s.1 Era, vá, engraçado se o Jesualdo um dia conseguisse retirar (eventualmente com recurso a técnicas cirúrgicas) o gigantesco melão vermelho que tem no rabo e ter aquele tipo de declarações pacíficas e aparentemente lúcidas no final de um jogo com o Benfica. Em vez de, sei lá, mandar piretes para as bancadas e ofender quem lhe deu de comer tantos anos, ou apadrinhar agressões a agentes desportivos;
 
p.s.2 Preparem-se que – ui! – agora é que os correligionários da fruta vão colocar todas as fichas no Porto B. ‘B’ de Braga, evidentemente. Vão colocar toda a carne no assador. Sendo o assador a arbitragem nos jogos da Liga e a carne, bom, aqueles bois pretos que por lá andam e que precisam de fruta para dormir.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:00 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Estranha forma de vida

Após uma vitória contranatural do sportém contra os andrades – contranatural porque acabou indirectamente por beneficiar o Glorioso – encontro um grupo alargado de lagartos com uma incrível sanha anti-benfiquista, dizendo que, se era para ver benfiquistas satisfeitos com os pontos perdidos pelos andrades, melhor fora que não tivesse sido o sportém a surripiá-los.

 

É em momentos como estes que me apercebo da importância de o sportém ter ontem jogado com futebolistas profissionais e não com adeptos. Caso tivessem jogado com onze adeptos, e a julgar pelo que hoje oiço, teríamos ontem visto metade de uma equipa a jogar contra o seu clube.

por Pedro F. Ferreira às 11:37 | link do post | comentar | ver comentários (9)

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