VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 30.04.10

Imagens chapadas

 

 

Nunca um nome adoptado por um futebolista foi tão adequado: o Hulk da BD é uma personagem com ar retardado e o QI de uma pedra da calçada, que se refere a ele próprio na terceira pessoa do singular e que não consegue articular frases completas, balbuciando apenas palavras desconexas. Quando se enerva, parte para a ignorância e parte tudo o que encontra à frente (portas de balneário e stewards incluídos, presume-se). Qual é a diferença entre o Hulk da Marvel e o Hulk do FC Porco? O Hulk da Marvel, quando se acalma, transforma-se no Bruce Banner. O Hulk do FC Porco vai-se transformar num melão.

 

 

 

O Dick Dastardly, por outro lado, é um velhaco com um queixo desmesurado e um cão que vive segundo o lema de que os fins justificam os meios e que recorre a todo o tipo de esquemas reles e desonestos para tentar ganhar. Qual é a diferença entre o Rui Moreira e o Dick Dastardly? O Rui Moreira já não tem cão.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Quinta-feira, 29.04.10

Nada temam!

Sobre a questão que durante o dia de hoje animou aqui o blogue "Tertúlia Benfiquista", concordo totalmente com o que este gajo disse ontem na Benfica TV: :)

 

por Pedro F. Ferreira às 20:01 | link do post | comentar | ver comentários (52)

A ida ao ninho do Dragão! (Adenda)

Este Domingo vamos ao ninho do Dragão. Eu estou com medo.

 

O meu medo não se prende com o jogo em si ou com o risco do campeonato. O campeonato independentemente do resultado de Domingo está no papo.

 

O meu medo está relacionado com aquilo que poderá acontecer com os nossos adeptos. Espero bem que não haja nenhuma tragédia a lamentar mas perante as declarações do conhecido lider da claque do FCP fico preocupado. 'por muito que eu tenha boa vontade, que a polícia tenha boa vontade e que toda a gente tenha boa vontade, depois de tudo o que se passou neste campeonato, é normal que todos os adeptos se sintam revoltados e com os nervos à flor da pele. Vamos tentar que as coisas corram pelo melhor, mas vai ser muito difícil'.

 

O meu medo está ainda relacionado com o ambiente hóstil que a nossa equipa irá encontrar dentro dos balneários e dentro dos túneis. Faço um apelo aos nossos atletas para não reagir, nem sequer a agressões. Façam como Jesus ensinou e ofereçam a outra face.

 

Nessa medida e para não arriscar e vir a hipotecar o futuro a curto e a médio prazo acho que o 11 do Benfica devia ser algo como: Moreira, L. Filipe, Rodrick, M.Vitor, J.Ribeiro, Airton, F. Menezes, E. Luís, Kardec, N.Gomes, Mantorras. Além disso, este 11, permitia que todo o plantel fosse campeão a jogar.

 

 

 

 

 

 

Morituri te salutant

Águia Guerreira

 

Estamos em tempo de guerra. Está na altura de cerrar fileiras, de armar as tropas e partir para a batalha.


A provar o que muitos de nós já por aqui temos escrito, para sermos os melhores tivemos que ser, durante todo o ano, muito melhores. Incrivelmente superiores. Como já não éramos há muito tempo.

 

Em conversa com a família da Tertúlia, à mesa, ouvi e anuí: no Domingo, quero ver gladiadores dentro de campo. A suar sangue, a dar tudo, com a raça e o querer que faz de Nós Benfica. Porque a ambição da nossa grandeza não está só no mérito técnico, na nota artística, por mais que este ano tenhamos conseguido aliar o útil ao (muito) agradável, sem reminiscências dos cinismos práticos de quem teve que esticar a muito pouca ferramenta disponível para cinzelar pedra bruta.

 

Acima de tudo, porque o nosso campeonato não se reduz a uma vitória, espero que Domingo seja uma machadada final e simbólica. O triunfo de uma potência que está agora a renascer inquebrantável para uma hegemonia contra a mesquinhez, a falsidade, a manipulação e a prostituição reles dos valores como meios para atingir fins.

 

É preciso que haja consciência de tudo o que os trapaceiros nos vão colocar à frente mas enfrentar a refrega com a habilidade dos guerreiros-vermelhos-poetas, de forma digna e honrada. Mesmo com a certeza que há lições que nem com os exemplos podem ser apreendidas, por quem não tem estrutura e nunca saberá fazê-lo da mesma forma.

 

Por isso, para os fatalistas que inacreditavelmente esperam o pior: esperem-no dos outros, esperem tudo e mais do que conseguem conceber. Dos Nossos, não esperem menos do que aquilo que já nos deram e têm dado até agora: os nosso gladiadores não o merecem.

por Onyros às 11:26 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Terça-feira, 27.04.10

É p'ra ganhar!

Como não podia deixar de ser, o meu pensamento tem o relógio adiantado para próximo Domingo, às 20h15min.

Bem sabemos que todo o ambiente à volta do jogo que terá início a essa hora, na cidade do Porto, será extremamente adverso ao Benfica (tal como foi em Abril de 1991...), o que obviamente não pode ser ignorado e requer que a direcção do Benfica e nós, adeptos, estejamos atentos.

No entanto, eu prefiro pensar no que irá passar-se dentro das 4 linhas, durante as 2 horas seguintes. E estou certo que é apenas nisso em que os jogadores estão a pensar e que, portanto, não serão afectados por eventuais "manobras de diversão" que possam acontecer ao longo da semana.

 

Escusado será dizer que, mais do que nunca (e cingindo-me apenas ao jogo em si, se é que tal é possível...), aguardam-se grandes dificuldades que o adversário, por si só, e certamente motivado, irá criar. O Benfica terá de saber ser paciente.

No entanto, "paciência" não é sinónimo de "passividade". Mesmo sabendo que ao Benfica basta um empate para alcançar o tão almejado objectivo de ser Campeão, espero que o Benfica entre em campo com a atitude própria de quem quer vencer o jogo.

A meu ver, a melhor forma de impedir o adversário de "tomar conta" do jogo é ser o Benfica fazê-lo. Sem correr riscos desnecessários, é claro - acima de tudo, a equipa tem de estar muito concentrada e preparada para um jogo muito intenso. Mas tendo em conta o modelo de jogo do Benfica, não consigo imaginar o Benfica a jogar meramente na expectativa (mesmo sabendo que o adversário irá tudo fazer para ter a iniciativa do jogo). E isto sem prejuízo, como se tem provado ao longo da época, do rigor defensivo que tem sido a norma.

Bem sei que é uma ilusão pensar que as quatro linhas que delimitam o terreno de jogo torna-lo-ão impermeável a todo o ambiente que um jogo como este (e mais ainda com o que está em jogo) sempre desencadeia. Mas acredito plenamente que, mesmo tratando-se de um jogo de elevado grau de dificuldade, a nossa equipa tem a qualidade necessária para vencê-lo. E estou certo que a própria equipa também pensa assim.



PS: A decisão de agendar os jogos da última jornada para Domingo às 20h15min demonstra, a meu ver, o quão refem a Liga está da SportTV.Por sua vez, esta empresa volta a prestar um mau serviço a todos os que gostam de futebol (e não me refiro apenas aos Benfiquistas).

Numa jornada em que, mais do que nunca, se espera que os adeptos acorram aos estádios, e havendo a possibilidade de jogar, por exemplo, às 18h00 (ou até mais cedo) não compreendo a opção por marcar os jogos para o final da véspera de um dia de trabalho...

O tolo da aldeia.

MST, ao escrever sobre as dores que o seu clube lhe provoca, consegue superar-se, consegue ser mais do que ele. Aquilo redunda numa garotice pegada e birrenta, numa pública exibição de um ridicularia que não diverte, mas entretém. Ainda que a exposição sistemática das suas contradições, das suas incoerências, das suas sinuosas e voláteis opiniões acabe por se tornar tão enfadonha como patética, acabamos por conviver com esta triste personagem. Aceitamo-lo como se aceita o tolo da aldeia.

 

Vê-lo, do alto da presunção dos seus valores e princípios imutáveis e inquestionáveis, defender, em nome dos mesmos, uma horda de corruptos, recorda-me aqueles cata-ventos, em forma de galo, feitos de lata (e que lata!), altaneiros e ufanos, que, sempre fixos no suporte das suas convicções inabaláveis, rodam e giram com o vento na presunção de que as suas voltas e reviravoltas não se tornam notadas.

 

MST, hoje, na sua semanal crónica no jornal “A Bola” choraminga-se e faz birra por causa do cartão amarelo do Falcao e da suposta injustiça do mesmo. A argumentação é tão patética como é coerente com as reviravoltas argumentativas que o dito galaró costuma fazer. Reviravoltas, pinos e acrobacias que o Ricardo Araújo Pereira tem demonstrado existirem nos textos do MST, citando (e mostrando que é uma citação, pois isso da apropriação das palavras alheias sem se chamar plágio é um exclusivo de outro que não o Ricardo) as palavras do próprio Sousa Tavares.

 

Deste modo, lá vai, por entre o enxovalho de se confrontar com a contradição das suas palavras, apelidando o Ricardo Araújo Pereira como “arquivista”. Acaba por ser justo, pois um bom “copista” precisa de um “arquivista” que lhe recorde quais as palavras que são suas e as que são dos outros… É que, de quando em vez, há quem publique palavras dos outros como sendo suas.

por Pedro F. Ferreira às 10:43 | link do post | comentar | ver comentários (49)
Segunda-feira, 26.04.10

Faltam dois jogos.

- contra o Olhanense vimos mais uma vitória, mais uma vitória limpa, mais uma vitória do Benfica, mais três pontos, mais uma demonstração de que podemos confiar nesta equipa para conquistar o campeonato. Os pessimistas antecipam o apocalipse sob a forma de um conjunto de lesões, castigos, agressões e terrorismo afim no estádio do ladrão frente a uma equipa de andrades que tudo fará para nos parar. Mais do que optimismo ou pessimismo, sinto-me confiante. Sinto confiança nesta equipa e na sua capacidade de, no final do campeonato, se sagrar campeã. Tal como temos demonstrado em campo que somos melhores do que os outros, os outros, para nos vencerem, terão de provar no campo que são melhores do que nós. E se não será fácil para a nossa equipa também não será fácil para os nossos adversários. Além disso, se olharmos racionalmente para a classificação, nós estamos no lugar onde os outros gostariam de estar. Basta-nos um empate em dois jogos e ,mesmo assim, acredito, confio que faremos mais do que os mínimos, sabendo que esses mínimos serão o suficiente para festejar. Neste momento, resta confiar nos nossos. Sei que falta pouco, muito pouco, para podermos soltar o grito que anda aprisionado nas nossas gargantas. Sem certezas, mas com a confiança que já demonstrou merecer, confiemos na nossa equipa, confiemos nos nossos, na nossa vitória, mas com a certeza de que as contas só se fazem no final.

 

- faltam 2 jogos. Faltam 2 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 2 jogos. Ainda faltam 2 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (32)
Domingo, 25.04.10

Futsal

OK, ainda não foi hoje que celebrámos a conquista do campeonato. Mas como disse ontem o Saviola, vamos ao Porto tratar disso.


Hoje celebramos, sim, o facto da nossa equipa de futsal se ter sagrado campeã europeia, depois de nos 'vingarmos' do Interviú e vencermos a final por 3-2, após prolongamento. Contra uma grande equipa, contra uma má arbitragem, e contra uma falta de sorte inacreditável (perdi a conta ao número de bolas enviadas aos ferros da baliza espanhola). É um feito incrível, e mais um título a juntar aos muitos que esta equipa nos tem dado. Depois da brilhante época passada, em que conquistámos todas as competições internas, esta época podemos fazer ainda melhor: conquistámos a Supertaça e a UEFA Futsal Cup, estamos na final da Taça de Portugal, e partimos para os playoffs do campeonato com todas as condições para defendermos o nosso estatuto de tricampeões. Carrega Benfica!

por D`Arcy às 20:45 | link do post | comentar | ver comentários (56)

Quase

Creio que se, antes do jogo, perguntassem aos benfiquistas como gostariam que este jogo corresse, dificilmente algum conseguiria lembrar-se de uma história tão perfeita quanto aquela a que assistimos esta noite. Tudo correu de feição: começar a ganhar cedo, logo a seguir adversário reduzido a dez unidades e a jogar de forma pouco complicada, goleada no final e com três golos do Cardozo. E sem ser sequer necessário forçar muito. Tudo se conjugou para uma noite tranquilíssima, e uma vitória muito, muito fácil. Isto perante uma Luz praticamente cheia, com um ambiente absolutamente fantástico, e ansiosa por poder soltar o grito de 'Campeões!'.

Nenhuma surpresa no onze inicial do Benfica, com o Weldon, justificadamente, a manter a titularidade no ataque, e também com o Rúben Amorim a manter-se no onze, desta vez recuando para a direita da defesa, já que em Coimbra tinha jogado no meio campo. O Cardozo acabou por jogar também, apesar de ser notório que não estaria nas melhores condições físicas e que terá estado em dúvida até ao último momento, o que se comprova pela presença do Kardec no aquecimento. Conforme escrevi, as coisas começaram a resolver-se muito cedo: no primeiro ataque do Benfica, aos dois minutos de jogo, penálti por mão na bola após cruzamento do Weldon na esquerda, e golo do Cardozo. E aos nove minutos, a coisa ficou ainda mais fácil, já que o mesmo jogador que tinha cometido o penálti teve uma entrada desmioladamente desnecessária sobre o Di María, e foi naturalmente expulso. As facilidades do Benfica neste jogo nem terão sido tanto uma consequência directa da expulsão, mas mais, na minha opinião, da atitude do Olhanense, que mesmo reduzido a dez não abdicou de continuar a jogar no seu estilo habitual, mantendo quase sempre três jogadores bem abertos na frente e deixando apenas dois médios. Isto resultou em muito espaço livre para que os nossos jogadores pudessem explorar em ataques rápidos, e por onde o Aimar podia deambular e movimentar todo o nosso futebol.

Não foi surpresa portanto que o segundo golo do Benfica tenha surgido precisamente através da exploração desses espaços que o Olhanense concedia atrás. Foi aos dezassete minutos, num contra-ataque rápido, no qual o Aimar solicitou o Di María na esquerda, que depois fez o resto, flectindo para o centro e puxando a bola do pé esquerdo para o direito para evitar os defesas, marcando depois com este pé (se calhar há um ano não acreditaria que o Di María fosse capaz de marcar um golo com o pé direito). Com as vantagens numérica em campo e confortável no marcador obtidas tão cedo, o Benfica pôde então jogar tranquilamente e, mesmo assim, ir sempre ameaçando aumentar a vantagem no marcador. Aliás, para qualquer um que assistisse ao jogo o ampliar da vantagem do Benfica era praticamente uma certeza, sendo apenas irritante que revelássemos alguma inépcia e demorássemos tanto tempo a fazê-lo. O Aimar e o Javi estiveram perto de marcar, em remates de fora da área, depois foi o Weldon e novamente o Aimar que quase marcaram, numa confusão a seguir a um lançamento lateral do David Luiz, e finalmente foi o Cardozo que, talvez por estar diminuído fisicamente, não teve atrevimento suficiente para se lançar a uma bola. Por isso mesmo, apesar da tranquilidade no marcador, fui para o intervalo irritado por não termos sabido explorar melhor todo o espaço que nos era concedido.

A entrada na segunda parte foi aquilo a que o Benfica nos habituou esta época: fortíssima, e a dissipar quaisquer dúvidas (se é que ainda as havia) sobre o vencedor da partida. Sendo óbvio que já nada conseguiria tirar deste jogo, o treinador do Olhanense abandonou a atitude ofensiva e reorganizou a equipa em 4-4-1, preferindo fechar os caminhos para a baliza de forma a evitar uma possível goleada histórica. Evitou a parte histórica, mas não a goleada. E muito por culpa do génio do Di María, que já tinha feito uma boa primeira parte, e nesta segunda andou a espalhar classe pelo campo. Com oito minutos decorridos, fez um passe de letra genial que isolou o Cardozo, e este finalizou sem dificuldade. E três minutos depois já o paraguaio festejava outra vez, e mais uma vez após uma assistência do Di María, que com um passe rasteiro da esquerda deixou ao Cardozo apenas o simples trabalho de empurrar para as redes. Abrandando depois um pouco, ainda assim não foi por isso que o Benfica deixou de criar oportunidades. O Coentrão teve uma ocasião excelente, isolado frente ao guarda-redes, mas permitiu-lhe a defesa. Isto quando lhe bastaria dar um pequeno toque para o lado para que o Cardozo somasse mais um golo. O próprio Cardozo só se pode queixar de si próprio por não ter marcado mais, já que falhou de forma incrível um cabeceamento após um cruzamento perfeito do Ramires. Só o Aimar conseguiu voltar a fazer funcionar o marcador, aproveitando um mau alívio de um jogador do Olhanense, que chutou a bola contra si, para marcar. De realçar ainda, e mais uma vez, o Di María, que repetiu a gracinha do passe de letra para isolar novamente o Cardozo, sem que este conseguisse depois tocar a bola para a baliza, e que esteve ainda perto de marcar um golo monumental, quando teve uma recepção fabulosa e, sem deixar a bola cair, rematou para um grande defesa do guarda-redes do Olhanense. O jogo terminou com uma goleada por cinco golos, e ficámos todos com a sensação que poderiam ter sido muitos mais, mesmo sem ter sido necessário acelerar a fundo..

Escolher o autor de três golos como o homem do jogo seria natural, mas eu prefiro destacar o Di María. Absolutamente genial e decisivo. Esteve na expulsão do jogador do Olhanense, marcou um golo, fez duas assistências e espalhou classe pelo campo, estando perto de marcar mais. Pareceu também ser o jogador mais empenhado em oferecer golos ao Cardozo. Cardozo que, mesmo jogando em dificuldades físicas, conseguiu marcar por três vezes. E não duvido que, se estivesse em perfeitas condições, teria marcado mais outros tantos, já que houve vários lances em que ele claramente se resguardou ou evitou o choque. Merece também óbvio destaque o Aimar. El Mago foi o motor da equipa, aproveitando da melhor forma os espaços que lhe foram sendo concedidos e fazendo funcionar o carrossel. Conseguiu ainda o golo que premeia a sua exibição. Uma menção ainda para o Fábio Coentrão, que continua a mostrar a quem quiser ver que é, actualmente, o melhor lateral esquerdo português. Só foi pena o egoísmo naquele lance em que poderia ter oferecido mais um golo ao Cardozo.

Está quase. Falta apenas um ponto. Que até pode nem ser necessário. A Nação Benfiquista deseja muito celebrar este merecido título, e o ambiente hoje vivido na Luz poderá dar uma pequena ideia daquilo que estará para vir quando pudermos, finalmente, gritar 'Benfica Campeão!'.

por D`Arcy às 03:32 | link do post | comentar | ver comentários (40)

Isto não se faz

Vai um gajo ver o jogo, preparado para sofrer do princípio ao fim. Mas em vez de 90 minutos de sofrimento, vejo um autêntico passeio, acompanhado de um banho de bola daquela que é, de longe, a melhor equipa portuguesa da actualidade. Mesmo sem jogar a um rítmo frenético, ganhámos por 5-0 com a maior das naturalidades. Se não formos campeões, o futebol não existe.

 

Como que parafraseando o Pedro Ferreira:

Falta 1 ponto... parecem tão poucos pontos e ainda são tantos. Falta apenas 1 ponto. Ainda falta 1 ponto...

Sábado, 24.04.10

Enquanto não vem o Olhanense, outras glórias.

Andamos, e com toda a razão, concentrados na Liga Sagres que, havendo justiça, ganharemos. Mas teremos certamente algumas reservas anímicas para regozijarmos com o desempenho da Telma Monteiro, que ganhou a medalha de bronze - a sexta consecutiva em Europeus - no Campeonato da Europa a decorrer em Viena, e com o desempenho da equipa de futsal que, pela segunda vez, vai à final da Taça UEFA, disputando-a no domingo, frente ao Interviú. Assim, com redobrada convicção, "quero é ganhar logo ao Olhanense".

 

p.s. - o Queirós disse que há um ano e meio teve a visão de que o Fábio Coentrão seria um excelente defesa esquerdo. A minha pergunta é evidente: então por que raio não o usou com maior regularidade de modo a ganhar rotinas com a equipa? Deve ser outro "excelente jogador" que não se "casa" com o futebol da selecção, como é o caso do Nuno Gomes. Esta idiotice é igual àquela entrevista em que ele disse que foi o criador do sonho das bandeiras nas janelas. Visionários, sonhadores? Está tudo dito.

Sexta-feira, 23.04.10

Apanha o osso, rebola, senta

Ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol só falta mesmo alçar a perna e urinar à porta de um tribunal. Porque o resto, o comportamento de um cão amestrado que busca o osso, que rebola às ordens, que cumpre despudoramente as ordens do dono (mesmo que isso inclua literalmente defecar no edifício da justiça e no mais elementar sentido de decência, sem que o dono - porco como é - exiba a higiene suficiente para ter um saquinho para apanhar o excremento) enquanto abana a cauda e ladra com a satisfação suprema de lhe ter agradado, isso - toda essa vassalagem nauseabunda e trabalho repugnantemente sujo - já faz, de forma desavergonhada e revoltante.

 

O quê, apoiar uma selecção tutelada por esta FPF? Por estes vendidos hipócritas? Por esta canalha? Por esta corja impostora? NUNCA!

 

A minha pátria é o Benfica, a minha selecção é a nossa equipa, o meu seleccionador é o Jorge Jesus!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:56 | link do post | comentar | ver comentários (47)

Papa em Portugal!!

 

Informações oficiais do Vaticano anunciaram que o Papa Bento XVI vai antecipar a sua vinda a Portugal para o dia 9 de Maio com o objectivo de participar na festa.

Cagueiroz

Como se fosse possível esquecer-nos, o Carlos Queiroz insiste em lembrar-nos, com uma regularidade que roça o assédio, que é um imbecil de proporções épicas. E cagão, e cagão (como é normal nos imbecis).

 

Vais fazer uma bela campanha no Mundial, vais.

 

Mais um bocado e começa a elaborar (antes de lhe enfiarem a camisa de forças) sobre como lhe devemos estar todos eternamente agradecidos por ter tido a brilhante ideia de descobrir o fogo, inventar a roda ou de ter feito esta brincadeira toda do planeta em sete dias.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 08:51 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Quinta-feira, 22.04.10

Tranquilo

Desde as vésperas do jogo com o Braga que ando com uma carga de ansiedade indescritível, só de pensar no jogo seguinte do Benfica. Desde refeições tomadas à pressa até ao facto de uma simples bola e uma mini-baliza no quarto dos meus filhos me levar a "projectar" cenários do próximo jogo do Benfica, esse pensamento tem sido uma constante.

Só tenho acalmado, por algumas horas, após o termo de cada jogo do Benfica (que de há 8 jogos para cá, contabilizando apenas a Liga, têm resultado em vitórias).

Nesta semana, a ansiedade tem sido maior do que em semanas anteriores. É que, apesar da superioridade do Benfica ser indiscutível, sabemos que no futebol nem sempre a (enorme) superioridade teórica se traduz em vitória. E é a mera hipótese de algo não correr como previsto que me tem deixado neste estado...

 

Mas hoje, estranhamente, acordei bastante tranquilo. Fazendo uma retrospectiva da época, a superioridade do Benfica nos jogos em casa tem sido incontestável. E no campeonato (o principal objectivo para esta época) o Benfica tem sabido dar a resposta necessária nos jogos em que tem existido mais pressão.

Tenho a certeza que assim será no Sábado contra o Olhanense (e agora só interessa esse jogo), mesmo antevendo bastantes dificuldades que o adversário nos irá criar. Acima de tudo, temos (equipa e adeptos) de ser pacientes, pois assim é mais provável que a nossa superioridade teórica produza resultados práticos. E uma vitória, ainda que por 1-0, para mim será sempre uma goleada.

 

Agora, como já ouvi dizer por aí, só quero ganhar ao Olhanense!

Terça-feira, 20.04.10

Faltam três jogos.

- os adversários directos do Benfica sabiam que esta era a grande oportunidade de nos pararem. Sabiam-no e faziam questão de o mostrar. Pelas bandas da Briosa cheirava a um prémio de jogo daqueles que faria corar de inveja aquele tipo de dirigentes apanhados a transportar  dinheiro em sacos de plástico na mala do carro. Não conseguiram parar o Benfica e, com todo o mérito, trouxemos os três pontos, um par de sustos e cinco minutos finais de um imerecido sofrimento. A envolver tudo isto esteve, naquele Municipal de Coimbra, um louvável mar de benfiquismo que, sofrendo e apoiando, ajudou o Benfica a vencer este(s) obstáculo(s).

 

- o presidente do Benfica, na antevéspera do jogo em Coimbra, deu uma pequena entrevista ao jornal “A Bola” que convém recordar. Nessa entrevista apresenta duas linhas que importa reter relativamente ao futuro próximo: a) exige-se concentração total e total ausência de festejos enquanto não estiver conquistado o que importa conquistar; b) o Benfica não desbaratará este plantel, antes pelo contrário. Mas, para que isto aconteça, é essencial ganhar, também, os próximos 3 pontos.

 

- faltam 3 jogos. Faltam 3 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 3 jogos. Ainda faltam 3 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 15:15 | link do post | comentar | ver comentários (75)

Ter ainda mais graça.

O Bettencotonete queria contratar o Rafa Benítez, que afastou o Benfica da Euroliga, o Paulo Sérgio, que afastou o Benfica da Taça de Portugal, ou o Choramingos, o único que anda a discutir o campeonato com o Benfica. Como está a ver as coisas mal paradas para o Choramingos e dado que o Rafa queria trazer o Torres para um plantel em que já se bamboleiam o Feloso, o Folga & C.ª (e eram bem capazes de andar aos puxões de cabelos para ver quem apanhava o sabonete do passa-fome no duche), virou-se para aquele portento do futebol nacional que conseguiu a proeza de perder os dois jogos do campeonato com o Benfica. De loser em loser, algum dia hão-de acertar. E, convenhamos, um empate em casa com o Marítimo é claramente inferior ao afastamento da Taça. Só tenho pena de ele não vir a ficar no sportem os dois anos do contrato, porque este tipo tem ar de ter uma certa graça, ar de quem quer vir animar a malta com histórias de balões meteorológicos. Qualquer dia o sportem acaba e nós só vamos perceber quando o cheiro chegar à Luz.

Segunda-feira, 19.04.10

Ter graça.

Não sou nada de deitar foguetes antes da festa, mas achei muita graça a isto:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lá estaremos, na festa, quando o dia chegar.

O desabafo!

Ao contrário de todos os benfiquistas eu estou descontente com o trabalho do Jesus.

 

Antigamente eu tinha emoção a ver os jogos do Benfica, ficava nervoso antes de um jogo do Benfica, durante um jogo do Benfica e mesmo quando terminava o jogo eu ainda estava nervoso.  Agora ver o Benfica é como ver um filme do James Bond, já sabemos como termina. O Bond  derrota sempre os bandidos.

 

Antigamente via os jogos do Benfica calmamente sentado. Agora passo a vida a ter de me levantar 4 a 5 vezes por jogo para festejar mais um golo.

 

Antigamente eu  tinha pesadelos antes dos jogos  do Benfica, acordava a meio da noite e aproveitava para me deliciar a ver as meninas dos programas da noite "toca a ganhar" e afins. Agora durmo a noite toda, como um anjo, e nunca mais vi as meninas que tão bons sonhos me traziam.

 

Antigamente eram fim-de-semanas atrás de fim-de-semanas com o telemóvel sem bateria e desligado. Agora passo a vida a fazer telefonemas, a mandar sms para amigos lagartos, andrades. Não há saldo que aguente. 

 

Antigamente foram muitas as 2ªfeiras que fiquei  por casa sem ir à escola, a universidade, ao trabalho. Agora as minhas semanas de trabalho são todas com 5 dias. Um homem assim não aguenta.

 

 

O Jesus só me veio a trazer transtornos na minha vida. Obviamente que não podia estar contente.

 

 

 

 

Angelical

Mais um passo dado na caminhada para o titulo que, apesar de parecer ter o fim à vista, às vezes parece também nunca mais ter fim. A vitória de hoje em Coimbra, contando com uma inspiração angelical e a eficácia da loja dos trezentos, foi inteiramente merecida, mas na minha opinião mais sofrida do que a nossa produção dentro de campo merecia, já que a nossa superioridade nunca me pareceu poder ser posta em causa. A incerteza no resultado deveu-se sobretudo à eficácia da Académica, que nos três remates que conseguiu fazer na direcção da nossa baliza conseguiu marcar dois golos.

Foram quatro as alterações em relação ao último jogo, em que vencemos a lagartagem. Luisão, Ramires, Carlos Martins e Éder Luís saíram do onze, tendo entrado Sídnei, Maxi Pereira, Aimar e Weldon para os seus lugares. Não deixa de ser reconfortante que possamos fazer tantas alterações de um jogo para outro e, mesmo sabendo que deixamos de fora jogadores com o valor do Luisão, Ramires ou Saviola, isso não afectará o rendimento da nossa equipa porque aqueles que os substituem cumprirão. Como que a querer provar isso mesmo, o Benfica teve uma entrada de rompante no jogo e ao fim de dois minutos e dois cantos conquistados, já estava em vantagem. Não foi num desses cantos, mas sim na sequência de um lançamento de linha lateral do Maxi que, aproveitando um mau alívio de um defesa, o Weldon mostrou estar mesmo de regresso à veia goleadora da pré-época, cabeceando para o golo. Com apenas dois minutos de jogo decorridos não se pode dizer que o golo fosse uma consequência lógica do bom jogo do Benfica, mas nos minutos que se seguiram o Benfica mostrou que o golo não fora mero acaso. Aplicando mais uma vez a famosa pressão alta, o Benfica conseguia evitar que a Académica conseguisse jogar, limitando-a a tentativas de contra-ataques, embora poucos minutos logo após o golo tenha ainda passado por um susto, com o Quim a corresponder com uma boa defesa a um cabeceamento no seguimento de um canto.

Perto da meia hora, no entanto, a Académica chegou ao empate, de forma algo fortuita, já que o remate do seu jogador, desferido ainda a uma boa distância da baliza, desviou nas costas do Javi, traindo assim o Quim. No entanto, as repetições mostram que o jogador que fez o golo controlou a bola com o braço antes de fazer o remate. Este golo pareceu trazer motivação ao nosso adversário, que durante os minutos que se lhe seguiram teve um bom período no jogo, com mais bola, mas tendo que recorrer apenas a remates de meia distância para conseguir ameaçar a nossa baliza. O Benfica despertou após um cruzamento/remate do Coentrão, que foi defendido a custo pelo guarda-redes, e a quatro minutos do intervalo voltou a colocar-se em vantagem. Solicitado na esquerda pelo Cardozo, o Di María utilizou o seu talento para ganhar a linha de fundo, centrando depois para o segundo poste onde mais uma vez o Weldon, com uma rapidez de execução brilhante, resolveu o assunto em dois toques: um para controlar a bola, e outro para a colocar no fundo das redes. Estava reposta a diferença no marcador, o que expressava de forma correcta os acontecimentos da primeira parte.

Este ano espero sempre (como julgo que quase todos os benfiquistas o farão) uma entrada forte do Benfica nas segundas partes. Têm sido várias as vezes em que o Benfica resolve os jogos no primeiro quarto de hora deste período, e por isso fiquei à espera que hoje não fosse uma excepção, já que não tinha vontade alguma de passar por quarenta e cinco minutos apenas com um golo de vantagem (apesar de repetir para mim mesmo que a Académica não seria capaz de nos marcar dois golos num jogo). A reentrada do Benfica não foi propriamente 'a matar', mas deu o mote para o que seria a segunda parte, com o Benfica a controlar claramente o jogo. Sem massacrar o adversário, o certo é que quem via o jogo tinha a clara sensação que mais minuto, menos minuto, o terceiro golo do Benfica surgiria, enquanto que a possibilidade da Académica conseguir o empate se afigurava bem mais remota. Cedo o Cardozo (que pareceu já ter entrado no jogo sem estar nas melhores condições, mas sacrificou-se pela equipa) cedeu o seu lugar ao Carlos Martins, regressando o Benfica ao esquema utilizado contra a lagartagem, com o Aimar a jogar como segundo avançado. Logo a seguir, quando estava passado o primeiro quarto de hora, o Di María desperdiçou uma oportunidade incrível de golo, após isolado pelo Weldon, permitindo a defesa ao Rui Nereu. E cinco minutos depois foi o Carlos Martins quem quase marcou, num remate espectacular que terminou com a bola a esbarrar no poste da baliza da Académica. Durante este período de domínio do Benfica apenas por uma vez o nosso adversário ameaçou a nossa baliza, com um cabeceamento a levar a bola a passar muito perto do poste.

Só a dez minutos do final o Benfica nos deu, por fim, o merecido golo da tranquilidade. Mais uma vez, o talento do Di María entrou em acção e foi decisivo. Entrou na área pela esquerda, ultrapassou dois adversários e centrou ligeiramente atrasado, para a zona do segundo poste, onde apareceu o Rúben Amorim a rematar, de primeira e sem deixar a bola cair, para o fundo da baliza. Parecia estar conquistada a tranquilidade nos poucos minutos que faltavam para o final, mas afinal ainda foi preciso sofrermos mais um pouco, porque a dois minutos do fim a Académica acabou por reduzir a diferença. Foi um remate desferido a uma grande distância da nossa baliza, e que parecia ser defensável, mas o Quim foi enganado pelo efeito da bola e ficou algo mal na fotografia, deixando-a entrar quase a meio da baliza. Mas este golo não veio alterar em nada aquilo que tinha sido esta segunda parte, de domínio do Benfica, e até final a Académica não conseguiu incomodar-nos ou colocar em causa a importantíssima e mais do que merecida vitória.

O maior destaque tem que ir, obviamente, para o Weldon. Mais dois golos decisivos na caminhada para o título, o primeiro pleno de oportunidade, e o segundo de excelente execução. Conseguiu ainda oferecer um golo ao Di María, só que o argentino não soube aproveitar a oferta. Mas apesar deste falhanço, ele merece ser também destacado. O motivo mais óbvio são as duas assistências que fez, em lances fabricados pelo seu génio. Ele consegue por vezes desesperar-me com algumas opções que toma ou erros que comete mas, já o disse antes, aquilo que de positivo acrescenta ao nosso futebol supera, em muito, os seus erros. É um jogador genial e fundamental na nossa equipa.

E já só faltam três jogos para o final; três jogos em que teremos que conquistar quatro pontos para podermos, finalmente, festejar. Até pode ser que, para a semana, possamos estar a esta hora a festejar no Marquês, caso as coisas corram de feição. Mas, convém repetir mais uma vez, ainda nada esta ganho. Não podemos relaxar, até porque não tenho dúvidas que aqueles que nos odeiam continuarão a tentar tudo até ao final para nos roubarem a merecida consagração. Hoje sofreram um rude golpe, vendo-nos vencer um jogo no qual apostaram tudo para nos travar. A forma como esta vitória foi festejada pelos nossos jogadores no final mostra bem o quão importante este jogo foi. Para a semana, frente ao Porto B, continua.

 

P.S.- Não sei se é resultado do protesto do Benfica, se das sucessivas demonstrações de desagrado por parte de benfiquistas. Mas se tantas vezes os critico, hoje devo admitir que nada tenho a apontar à transmissão do jogo pela SportTV. Os comentários feitos pelo Rui Orlando(!) e o Vítor Pontes foram isentos, relatando aquilo que se via nas imagens, e a realização mostrou as repetições que deveria mostrar de cada lance potencialmente polémico, quer para um lado, quer para outro. Assim, sim. Que seja para continuar.

por D`Arcy às 02:14 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Domingo, 18.04.10

Coimbra tem mais encanto na hora da vitória do Benfica

Mais uma final que se revelou dificílima (e para mim também não foi fácil ter de acompanhar o jogo através de relato - custa-me mais quando não posso ver o que se está a passar).

Mas vitórias como estas acabam por ser mais saborosas.

E já que falo em encanto, tenho de referir Di Maria (que a julgar pelo relato, voltou a ser decisivo e a "partir aquilo tudo").

 

Agora só/ainda faltam 4 pontos...

 

 

Adenda: falando em "encanto" (e agora com um pouco de mais calma), também é justo referir o Weldon - pode não ser um prodígio da técnica, mas a sua eficácia foi, mais uma vez, determinante. Se contabilizarmos os minutos jogados, mal chegarão para completar 5 jogos. E, no entanto, já tem 5 golos.

Trabalho de sapo

O Cabeça de Cotonete, embalado pela prestigiante prestação desportiva que o Sportém está a ter este ano (e, vá, talvez por uma ou duas das garrafas que o Pipinho Soares Franco terá deixado no gabinete), voltou a abrir a bocarra. E, sim – adivinharam - voltou a sair qualquer coisa semelhante ao produto intestinal de um cavalo:

 

"O presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, aproveitou a cerimónia de entrega dos emblemas de 25 anos de filiação para alertar para a importância dos sócios «na afirmação do clube na sociedade».

«Os sócios do Sporting são a única forma de nos afirmarmos na sociedade. Esta é a prova da nossa militância inquestionável. Por mais que nos tentem desvirtuar e caluniar, mesmo em anos muito difíceis, vieram todos dar a vossa força», referiu Bettencourt, dirigindo-se à plateia de 1029 sócios leoninos.

O líder do clube “verde-e-branco” deixou ainda um apelo às mulheres sportinguistas. Sublinhando o seu «papel decisivo na orientação da vida das crianças», Bettencourt disse que «quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista».

«Este trabalho de sapa nas famílias é fundamental», sublinhou." n'A Bola.

 

 

Esta bela intervenção, ao nível das melhores com que este perfeito anormal nos tem brindado, suscita-me aqui duas ou três notas.

 

- É muito verdade que os sócios sejam a única forma da lagartagem se afirmar na sociedade. Porque, convenhamos, pelas vitórias é que não é. E com sócios como o Rui Oliveira e Costa, o João Braga, o Eduardo Barroso ou o Dias Ferreira, essa afirmação parece-me que só pode ser a de que o Sportém é uma bela merda;

 

- Diz este jumento que “quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista”. Ah. E as filhas, essas podem ser Benfiquistas? E se não sair nem um filho nem uma filha, mas um Salema, a mãe tem o dever de fazer com que ele seja o quê? Não sabe? É por isso que o Salema saiu tão confuso e com um estilo de vida tão alternativo?

 

- Então mas e se uma sportinguista casar com um andrade, aí já não é uma ‘infelicidade’? Está mal. Um lagarto e um andrade é quase como se fosse família - é praticamente o mesmo - e sempre ouvi dizer que os casamentos intra-familiares não dão bom resultado e são mal vistos pela sociedade. Por outro lado - e quem vê suficientes filmes passados no sul dos EUA sabe disto - o acasalamento consanguíneo normalmente acarreta que os putos saiam um verdadeiro festival de anomalias genéticas. Imagino, portanto, que o Rui Oliveira e Costa tenha um pai lagarto e mãe andrade ou vice-versa;

 

- A teoria do Cabeça de Cotonete está, evidentemente, errada: Quando algum Benfiquista faz a extrema caridade de se casar com uma sportinguista, este é que tem o dever de zelar pela profunda felicidade e futuro da criança e certificar-se que o filho é Benfiquista e que não se estraga ao ponto de sair uma criatura tipo o Sá Pinto ou uma coisa tipo o Salema;

 

- Quanto ao ‘papel decisivo das mulheres sportinguistas na orientação da vida das crianças’ eu cá só tenho pena que a mãe deste cretino não tenha feito o ‘trabalho de sapa’ de orientar a vida do filho de modo a que não saísse um chanfrado de maracas com um gigantesco vazio entre as orelhas;

 

- ‘Trabalho de sapa’ é um termo feliz. Um sapo é, como se sabe, um sportinguista artificialmente inchado (cabem quase todos nesta categoria, na verdade). Tomando como’ trabalho de sapo’ o trabalho efectuado por um lagarto do sexo masculino, faz sentido que o trabalho de uma lagarta seja ‘trabalho de sapa’. Ou qualquer tipo de trabalho efectuado pelo Salema, claro está.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 02:26 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Sábado, 17.04.10

Aviso à navegação.

Amanhã, em Coimbra, o Benfica jogará o campeonato. Sei (e o sublinhado não é inocente) que amanhã, em Coimbra, os incentivos financeiros para que a Académica tente evitar que a única equipa que joga bom futebol em Portugal vença o campeonato são imensos. Amanhã os futebolistas da Briosa terão um prémio de jogo, em caso de vitória, como nunca pensaram ter. Amanhã, aqueles que, perante a incapacidade de nos ganharem sozinhos, procuram vencer com a ajuda de terceiros jogarão todas as fichas, jogarão todos (mas mesmo todos) os trunfos. Eles sabem que amanhã terão a derradeira possibilidade de nos impedir de conquistar o campeonato. Amanhã, nós jogaremos dentro das quatro linhas. Amanhã, os outros jogarão, e muito, fora das quatro linhas.

 

Teremos de ser muito, mas mesmo muito, fortes para conseguir vencer contra todos, e acreditem que são muitos, os obstáculos que nos estão a preparar.

por Pedro F. Ferreira às 19:31 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Quinta-feira, 15.04.10

Eis o lagarto Bardaxistra

 

Está lá tudo nesta fotografia dos juniores do SCC, em 1990: o cabelinho à coninhas, a carinha de quem não tem vergonha nem espaço para levar um merecido par de estalos, o ódio ao Benfica, que o dito Bardaxistra sempre alardeou por tudo quanto foi canto na sua Covilhã natal, e aquela camisola patética que mais parece uma barraca da praia. Estava lá tudo em 1990, tal como tudo se mantém agora: um lagarto demasiado fraco para seguir a carreira de futebolista e suficientemente sacana para conseguir singrar numa carreira de árbitro em que se tem feito notar essencialmente pela sanha com que tenta prejudicar o Glorioso. É também contra este lagarto serrano que temos de jogar. É também a este anti-benfiquista primário que temos de ganhar.

por Anátema Device às 15:53 | link do post | comentar | ver comentários (64)

Faltam quatro jogos.

-“limpinho” foi como Jorge Jesus classificou a vitória do Benfica. “Inclinado” foi como Moutinho e Costtinha (um clube diminuído tem os porta-vozes em diminutivo) tentaram desculpabilizar-se da derrota. O Benfica jogava e ganhou mais 3 pontos com o intuito de ser campeão. O Sporting jogava e perdeu a última oportunidade de tentar atenuar a crise e a depressão que as vitórias do Benfica provocam naquela gente. Vi na preparação do jogo, no jogo e no pós-jogo, o ADN de dois clubes rivais: o Benfica tem como razão do seu viver a busca da vitória; o Sporting tem o Benfica como razão do seu viver. Venceu quem vive em razão da vitória. Foi justo e limpo.

 

- sobre inclinações, foi interessante ver como a equipa de produção / realização / comentadores da Sporttv continua a mostrar uma inclinação estranha para criar realidades convenientes. Depois admiram-se que o universo benfiquista esteja farto daquilo e que não nos mereçam qualquer credibilidade. Haverá lá gente honesta? Certamente. Há motivos para mandar a subscrição da Sporttv às malvas? Certamente.

 

- vamos a Coimbra (que saudades!) com o objectivo de trazer mais uma vitória e conquistar mais três pontos. O campeonato ainda não está ganho e o primeiro passo para que algo não corra bem é o convencimento de que as coisas se conquistam antes de estarem conquistadas. Para apoiar o Glorioso, nunca seremos demais. A nossa equipa merece o nosso apoio e perder a oportunidade de ver este Benfica ao vivo é perder a oportunidade de vivenciar a história.

 

- faltam 4 jogos. Faltam 4 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 4 jogos. Ainda faltam 4 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (46)

Orgulho de ser Benfiquista, sempre e em todas as frentes

1 - Despeço-me da Tertúlia Benfiquista nesta altura em que o meu, o nosso, orgulho BENFIQUISTA está no auge, depois da vitória sobre o Sporting.

Acho que já todos nos sentimos Campeões.

Esta equipa fez com que o Benfica voltasse às suas horas de grandeza, e a partir de agora, se não desaproveitarmos este balanço, e estou seguro que não o faremos, tudo será mais fácil.

A próxima etapa é Coimbra, e à Equipa só digo uma coisa – lembrem-se da figueira da foz!  Nada de triunfalismos nem de facilidades.

 

2 – Deixo uma palavra para outra equipa do Benfica que me tem enchido de orgulho este ano, a de voleibol.  Depois de um ano de transição, este ano chegámos à final da Taça e estamos na final do Campeonato.  A Taça perdemos num jogo onde o Castêlo da Maia esteve melhor, com uma exibição quase “sobrenatural” do Hugo Gaspar.  Perdemos justamente, mas fomos Benfica.  Na final do Campeonato, já fizemos o mais difícil, que foi ganhar o primeiro jogo em casa do Espinho.  Agora é “só” – com todas as aspas – ganhar os jogos em casa para sermos Campeões aqui também (a começar pelo de amanhã).  E se não formos campeões este ano, seremos para o ano.  Esta Equipa é Benfica!

 

3 – No basquetebol, falhámos – outra vez  - na Taça de Portugal e Taça da Liga; mas compensámos, e de que maneira!, com a conquista da Supertaça Portugal-Angola, com três vitórias em três jogos.  No campeonato, o costume; estamos em primeiro destacados, e em bom caminho para sermos Campeões outra vez.  O porto parece-me o único adversário capaz de se nos opor, mas acredito que no fim o título será do Benfica.

 

4 – A equipa de futsal tem tido um ano de menor brilho, mas ainda assim estamos na final da Taça e iremos provavelmente terminar em 2º ou 3º a fase regular do Campeonato.  Mas  como há Play-offs, as hipóteses de sermos Campeões estão todas em aberto.

 

5 – No hóquei, continua a vergonha das arbitragens e decisões absurdas e anti-benfiquistas da federação.  É difícil lutar contra isto.  Mas também devo dizer que vi vários jogos da equipa e demasiadas vezes vi exibições pouco condizentes com o valor dos jogadores que a constituem.  O resultado de todos estes factores está à vista na pobre classificação que temos no campeonato.  Mas a época não está perdida – continuamos na Taça, e na Europa temos este sábado uma excelente hipótese de estarmos na Final Four da Taça CERS, que até poderemos organizar.  Acredito na conquista deste título europeu, onde os efeitos do “polvo” não se poderão fazer sentir.

 

6 – Custa-me muito falar do andebol.  Decepção completa, em todas as frentes – campeonato, taça de Portugal, taça presidente da república.  Só na Europa brilhámos um pouco, tendo caído só perante um adversário de outra galáxia.  Se pensarmos que ainda há dois anos fomos Campeões, é uma época desastrosa.  Talvez se imponha uma revisão da estrutura técnica que aproveite o enorme conhecimento que o Prof. José António Silva tem de andebol, e que todos reconhecem, mas com um treinador de campo mais experiente na liderança de equipa e na resposta rápida em situações concretas de jogo real.

 

7 – O atletismo está a ressurgir das cinzas a olhos vistos, graças a um absolutamente maravilhoso trabalho de formação.  Já somos campeões distritais e nacionais  em vários escalões de formação, se não em todos, em masculinos e femininos, em pista coberta e ao ar livre.  E com equipas muito jovens, quase só com atletas sub-23,  quase fomos campeões nacionais absolutos de pista coberta este ano em masculinos e femininos.  É um trabalho absolutamente fantástico, não tenho palavras.  Parabéns!

 

8 – Uma palavra para os nossos Atletas Olímpicos, que continuam a dignificar o nome do Benfica.  E em especial para a Vanessa Fernandes, que após um ano complicado parece estar a voltar à boa forma e acredito que voltará a ser rapidamente uma das melhores do mundo no triatlo.

 

por Artur Hermenegildo às 10:13 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quarta-feira, 14.04.10

Melhores

A pergunta que me ocorre quando penso no jogo desta noite é a seguinte: por que razão é que o sportém precisava tão desesperadamente de um ponto, ao ponto de se apresentar na Luz como uma qualquer Naval ou Leixões desta liga? Eu sei que as coisas andam mal ali para os lados do Alvalixo, mas também não era necessário começarem já a incutir naquela equipa a mentalidade de quem luta para não descer. Felizmente, aconteceu aquilo que tantas vezes acontece no futebol, em que a equipa que não joga para ganhar acaba por ser justamente castigada com uma derrota. Aliás, nem é preciso estarmos à procura de moralismos nisto. O que se passou foi perfeitamente natural, e simplesmente a lei da vida: ganhámos porque somos melhores. Muito melhores. Sim, foi preciso ter alguma paciência na primeira parte, mas já sabemos que jogos contra equipas que jogam assim são sempre jogos de muita paciência. A Naval, por exemplo, ainda conseguiu aguentar oitenta e nove minutos a dar-nos cabo da paciência. A lagartagem ficou-se pelos sessenta e oito. Bem vistas as coisas, esta diferença diz muito sobre este sportém.

Ainda o jogo não tinha começado, e já a lagartagem mostrava que apesar dos títulos de visconde, no fundo eles são é daquela nobreza burgessa que não se pode levar a lado nenhum ou convidar para nossa casa, porque imediatamente cospem para o chão e põem os pés em cima da mesa, já que fizeram logo questão de escolher o campo 'ao contrário', não respeitando a tradição (de certeza que houve dedo do Cientista nisto). Quanto à nossa equipa, órfã do Saviola desde que este se lesionou, apresenta sempre uma grande dúvida antes de todos os jogos: a quem caberá o ingrato papel de o substituir no onze inicial? Hoje o escolhido foi o Éder Luís, e quanto ao resto do onze, de notar a natural presença do Rúben Amorim à direita da defesa, no lugar do castigado Maxi. Do outro lado, o Cientista apresentou a única coisa que parece saber fazer, que é um comboio à frente da baliza. Equipa arrumada em 4-2-3-1, com dois médios bem recuados, e no trio que jogava um pouco mais à frente conseguia ter o criativo e ofensivo Moutinho no apoio mais directo ao isolado Liedson, e um lateral direito adaptado a médio (João Pereira). Parece-me que o Cientista andou a ver muitos vídeos do Liverpool, e terá pensado que copiando a táctica deles - até porque entre um Moutinho e um Gerrard, um Djaló e um Kuyt, ou um Subnutrido e uma vagabunda espanhola as diferenças são irrisórias - poderia vir a ter sucesso. O que na verdade acabámos por ver foi um sportém não à Liverpool, mas sim à Marítimo da primeira jornada. O maior elogio que posso deixar ao sportém é que eles se comportaram exactamente como seria de esperar de uma equipa do seu calibre. Ou seja, uma equipa que entra no relvado da Luz com vinte e três pontos de desvantagem.

Mas as coisas até nem começaram mal para a lagartagem. O Benfica entrou bem no jogo, é certo, mas depois dos primeiros dez minutos, fruto do trabalho dos jogadores da frente, que pressionavam bem a nossa saída de bola, e da acumulação de jogadores no meio campo, o sportém conseguiu trazer equilíbrio ao jogo. A principal obsessão da lagartagem era anular o jogo do Benfica e segurar o empate, e isto eles iam-no conseguindo. O problema é quando não se sabe mais do que isto (o que não surpreende numa equipa orientada pelo Cientista), e por isso em termos ofensivos a produção é quase nula. Com o jogo ofensivo do Benfica a ser anulado pelo sportém - por mérito da estratégia deles, e também por demérito nosso, já que os nossos jogadores não pareciam estar particularmente inspirados, falhando demasiados passes, não pressionando muito o adversário, e ainda com um erro de casting que foi o Éder Luís, já que este pareceu estar sempre perdido em campo, incapaz de se assumir como um parceiro de ataque do Cardozo ou de recuar para vir buscar jogo ao meio campo e fazer a ligação com o avançado - e o sportém a não saber fazer mais do que aquilo, este equilíbrio resultou num jogo aborrecido, em que os guarda-redes não tinham trabalho quase nenhum. A lagartagem parecia entusiasmada com o sucesso da sua estratégia e teve até a sua morning glory entre os vinte e os trinta minutos, período em que conquistou diversos cantos, resultantes de contra-ataques rápidos que desenhavam após recuperarem a bola, mas que eram invariavelmente mal concluídos. Apenas nos minutos finais da primeira parte o Benfica pareceu começar a conseguir libertar-se do espartilho da lagartagem (até porque seria difícil ao sportém aguentar muito mais tempo a pressionar daquela forma, já que a pressão não era feita de forma organizada por toda a equipa, mas era sim fruto do esforço individual dos jogadores mais adiantados, que corriam desalmadamente atrás da bola).

Para a segunda parte, o Jorge Jesus fez uma alteração que veio a revelar-se chave, retirando o Éder Luís e colocando o Aimar em campo. Este recuou um pouco mais no terreno em relação ao homem que substituiu, colocando-se entre as duas linhas de médios. Conseguiu assim ajudar na luta do meio campo, e ainda encontrou liberdade para deambular e tabelar com os colegas, fazendo uso da sua inteligência e qualidade. Não deixa de ser algo irónico que a solução para romper uma muralha defensiva tenha sido trocar um avançado por um médio. Para além disso, toda a equipa do Benfica subiu, pressionando o sportém ainda na sua metade do campo, o que resultou num sportém inofensivo. Não sei quantas vezes terá o sportem sido capaz de passar do meio campo em ataque organizado antes do Benfica estar na frente do marcador, mas os dedos de uma mão devem chegar e sobrar para contá-las. Com um David Luiz soberbo a empurrar a equipa para a frente, a bola passou a rondar a área da lagartagem com maior frequência, e não surpreendeu portanto que o Benfica chegasse à vantagem. Estavam decorridos sessenta e oito minutos de jogo, quando o Rúben Amorim (que esteve pouco atrevido no ataque hoje, porventura atento à velocidade do Djaló) teve uma iniciativa fantástica pela direita, ultrapassando vários adversários até entrar na área, mas depois fez um cruzamento demasiado largo. Do outro lado apareceu o Coentrão a recuperar a bola, que depois rematou cruzada. O remate não levava a direcção da baliza, mas o instinto goleador do Cardozo fez o resto, colocando a bola na baliza com um simples toque, em antecipação aos defesas. Ele marcou literalmente o golo ao pé-coxinho, já que estava lesionado na altura e preparava-se para ser substituído, o que aconteceu mesmo logo a seguir ao golo.

Conforme disse, equipa treinada pelo Cientista não parece saber muito mais do que defender e destruir jogo, aparentando sentir-se extremamente desconfortável numa situação em que tem que assumir as despesas do jogo, em vez de ficar na expectativa. Quando este, logo a seguir ao golo, desfez o 4-2-3-1 para reverter ao losango o Benfica agradeceu. Agradeceu o Benfica, e agradeceu o Aimar, tamanhos passaram a ser os espaços dados no meio campo do sportém. E foi numa destas ocasiões que ele matou o jogo, dez minutos depois do primeiro golo. Solto nas costas do médio defensivo, e com uma avenida pelo meio dos centrais, aproveitou o passe do Ramires para, com toda a calma e classe, correr para a baliza, ultrapassar o Patrício e, de ângulo apertado, finalizar de pé esquerdo. Daqui até final o Benfica geriu tranquilamente o resultado, sem que a lagartagem tivesse ameaçado sequer uma vez a nossa baliza. Foi até divertido ver a forma quase desesperada como, a perderem por dois e com poucos minutos para o final, se apressavam para repor a bola em jogo em qualquer interrupção. Isto quando, enquanto estiveram empatados, e desde o primeiro minuto, tinham tentado queimar tempo em todas as reposições, com particular destaque para o Patrício. Nada que não tenhamos visto e revisto já esta época, sempre que qualquer equipa que luta pela manutenção nos visitou.

No final do jogo, fiquei a saber que, de uma forma absolutamente previsível, a lagartagem justificou a derrota com a arbitragem. Sim, foi precisamente por isso que eles perderam. Não foi por não jogarem nada, não foi por terem o Cientista como treinador, não foi por terem jogadores como um Túnel ou um Grimi, foi sim por causa do árbitro. Foi o Cientista (homem experiente nestas coisas das desculpas esfarrapadas), o chorão do Moutinho (que por acaso enfiou uma cacetada impressionante no Ramires, e nem amarelo viu) , e no fim até o Costeletinha, rapaz que, enquanto jogador, sempre primou pela correcção e respeito pela integridade física dos adversários, a queixarem-se do mesmo. Aquilo estava mesmo bem ensaiado, e até aposto que vieram no autocarro a caminho da Luz a combinar a estratégia. Como não há penáltis ou golos anulados, fala-se de uma expulsão que devia ter acontecido porque a paixão platónica do Veloso foi expulsa contra o Rio Ave, 'campo inclinado' e faltas genéricas, que são expressões engraçadas que dão títulos bonitos nos jornais, e que dão muito jeito quando não se consegue elaborar. Mas suponho que seria difícil ser-se honesto e dizer-se 'Perdemos porque não jogamos um corno, o que aliás fica bem expresso pelos vinte e seis pontos que levamos de atraso'. No fundo, esta atitude lá veio mais uma vez confirmar que apesar das apóstrofes e das duplas consoantes nos apelidos, eles sentem-se bem mesmo é a ir passear para os centros comerciais aos fins-de-semana, de fato de treino e chinelos com meias.

O jogador que fica indelevelmente ligado a esta vitória é o Aimar. A qualidade do nosso jogo melhorou da noite para o dia com a sua entrada, e o sportém não conseguiu encontrar uma forma eficaz de anulá-lo. E teve a justa recompensa de marcar o golo que sentenciou o jogo, revelando calma e classe na altura da decisão. Outro nome que não pode deixar de ser mencionado é o David Luiz. Foi simplesmente soberbo. Não se intimidou nada com a presença do Liedson por ali, e conforme é seu timbre, empurrou a equipa para a frente com frequentes subidas no terreno com a bola nos pés. Com a quantidade de olheiros que esteve na Luz, se calhar esta exibição terá selado a sua saída do Benfica. Espero que não, porque ele é um dos pilares e grande parte da alma deste Benfica. Bom jogo também do Ramires, do Rúben e do Cardozo. O golo que marcou, já lesionado, é de um grande oportunismo. Para além disso trabalhou sempre muito para os colegas, tendo estado mais eficaz a ganhar os duelos no ar e a segurar a bola para os colegas vindos de trás.

Foi mais um passo na direcção certa, dado ante um adversário cuja única intenção e objectivo neste momento era impedir-nos de o dar. Faltam agora quatro jogos, e nestes teremos que conquistar sete pontos para que possamos festejar a mais que merecida recompensa no final. A recompensa que aqueles que hoje encheram a Luz e lhe deram um ambiente fantástico de apoio à equipa, e todos aqueles que por esse mundo fora sofrem pelo nosso clube também ambicionam e merecem. Nada está ganho ainda, mas estamos cada vez mais perto. Para desespero de alguns, e alegria de muitos, muitos mais.

por D`Arcy às 05:51 | link do post | comentar | ver comentários (91)

Duas batatas e um 'ganda' melão

Duas batatas singelas, com autoridade, num conjunto de gente sem dignidade na derrota (poderia dizer que também não têm dignidade na vitória, mas para isso seria preciso vê-los a ganhar), se essa derrota for com o Glorioso. Duas batatas no Cientista (um treinador merdoso e medroso, um cancro do futebol, hipócrita e desonesto), duas batatas no atrasado mental do Cabeça de Cotonete (se é que percebeu alguma coisa do que se passou), duas batatas no Dias Ferreira (que até é capaz de ter espetado um palito numa gengiva), duas batatas no bucho do jumento do doutor dos maus fígados, duas batatas na alforreca do Rui Oliveira e Costa, duas batatas no Costeletinha (um camelo que acha que se veste bem apenas porque é magro; o 'ministro' - do Ambiente, talvez, dado o mau ambiente que já cria pelo balneário do Alvalixo), que já veste muito bem a camisola - desonesta e patética - dos dirigentes da agremiação dao Naval Sportem.

 

Duas batatas numa pobre imitação de um clube, numa agremiação de despeitados, numa clubeta que apenas existe por despeito a um clube, omnipresente e gigantesco, que os assombra e obceca. Duas batatas num conjunto de tristes que vieram jogar para o empate (como se um ponto lhes valesse de alguma coisa), apenas para se assumirem como empata-fodas.

 

Duas batatas em quem todos os dias vinca a sua pequenez e presta, inadvertidamente, vassalagem ao Benfica.

 

Duas batatas em quem só nos quer mal. E um ganda melão enfiado nos entrefolhos. Para gáudio do Salema.

 

 

 

VIVA O BENFICA, contra tudo e contra todos!

 

 

p.s. 1 o David Luiz é muito, muito grande. Que jogo inacreditável, caramba.

 

p.s. 2 agora, se não se importam, vou dormir, que me dói tudo (acima de tudo, para ser completamente honesto, os canais lacrimais) menos a alma.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:55 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Terça-feira, 13.04.10

8.000

Ouvi ontem de manhã um responsável do Benfica dizer que é este o número de bilhetes que falta vender. Eu sei... a crise... o dia do jogo... o horário... o reumático... o passarinho com uma unha encravada, etc., etc., etc. Mas de forma muito clara, acho o seguinte: será absolutamente lamentável que, depois do magnífico campeonato que estamos a fazer, com o título a apenas 10 pontos de distância, a seguir a uma derrota que nos entristeceu e quando a equipa precisa mais do apoio dos adeptos, o estádio não tenha lotação esgotada num jogo com os lagartos a cinco jornadas do fim. Entre 210 mil sócios e um número ainda maior de adeptos, não acredito que todos tenham o cãozinho doente e não possam ir ao jogo. E ainda lamento mais, porque tenho a certeza que, se tivéssemos eliminado o Liverpool, já não haveria bilhetes. "Não perguntes o que o Benfica pode fazer por ti, pergunta antes o que tu podes fazer pelo Benfica!"

 

P.S. - Este post é obviamente dirigido a quem tem uma desculpa esfarrapada para não ir ao jogo. Sim, eu sei que há coisas mais importantes que o Benfica. Poucas, mas há.

por S.L.B. às 00:50 | link do post | comentar | ver comentários (68)
Segunda-feira, 12.04.10

Confiança

Ainda faltam mais de 24 horas para o início da próxima "final" que vamos ter de enfrentar. 
Mas confesso que, desde que o jogo em Liverpool terminou, não tenho pensado noutra coisa. Por muito que tente, sou constantemente assaltado pela dúvida se Luisão ou Saviola estarão aptos para jogar ou se a equipa terá recuperado do desgaste desse mesmo jogo.
Por outro lado, reitero a minha confiança na equipa, que mesmo apesar das minhas dúvidas, continua a ter todas as condições para vencer mais esta "final". 
Sei que independentemente do resultado, continuaremos a liderar o campeonato e a ter, do nosso lado, todas as condições para o vencer.
Mas acredito que amanhã, pouco antes das 23h, estarei a festejar a conquista de mais 3 pontos que, não sendo críticos, são muito importantes, como todos os 3 pontos em disputa até final do campeonato.

VIVA O BENFICA!

Sábado, 10.04.10

Sobre o(s) cansaço(s).

 

Custa-me compreender quem diz que o cansaço em alta competição é uma falsa questão. Nos últimos dois anos, em virtude de acompanhar com quem efectivamente sabe e me ensina futebol, aprendi a olhar para o futebol como um todo em que a preparação física, táctica, técnica, estratégica, psicológica, anímica e mental se subordinam e estão em função do paradigma do modelo do jogo que, por sua vez, tem de servir os princípios do jogo e estes têm de ir ao encontro dos objectivos traçados, de forma realista, no início da época. E todos estes factores têm de ser trabalhados e observados como a síntese das partes e não como elementos separados, ainda que complementares. Olhar, analisar apenas uma das partes é um exercício interessante, mas que enferma de defeito.

 

Quando o Benfica de Jorge Jesus, o Inter de Mourinho ou o Barcelona de Guardiola entram em campo são, cada um com o seu método, o exemplo do todo composto, e de que maneira, pelas partes que enunciei.

 

Isto para dizer que Jorge Jesus falou de cansaço e tentou explicar, a quem está habituado a ouvir selectivamente, que uma equipa em alta competição não se recupera em 72 horas. Nesse momento, Jorge Jesus estava a falar da componente física e também da carga emocional e anímica que tem estado em cima da nossa equipa nos últimos jogos – em casa com o OM (11/03); fora com Nacional (14/03); fora com o OM (18/03); a final da Taça da Liga contra o FCP (21/03); em casa contra o Braga (27/03), em casa contra o Liverpool (01/04), fora contra a Naval (05/04), fora contra o Liverpool (08/04) – enfim… foram 8 jogos, foram 8 “finais” em 28 dias!! Foram jogos em que, como todos sabemos, animicamente foi exigido muito, tudo, aos futebolistas. Todos sabemos que para que haja esforço físico é preciso haver recuperação, e que esta se consegue, também, com descanso. É comummente aceite por treinadores como Jorge Jesus ou Mourinho – que olham para o futebol e para o atleta como um ser integral – que o cansaço físico e o cansaço mental podem ocorrer (e muitas vezes ocorrem) em simultâneo, concorrendo um para a ocorrência do outro.

 

A este propósito, Manuel Sérgio recordava recentemente, no livro "Filosofia do Futebol",  o testemunho deixado por Sócrates (o grande “filósofo” do futebol brasileiro que encantou a minha geração no Mundial de 82) no livro de Hilário Franco Júnior, “A Dança dos Deuses”: «A entrega total a uma meta esvazia todos os envolvidos de suas forças físicas e psíquicas, tornando o retorno à situação normal muito demorada.» E continua Sócrates (o génio que encantou a minha geração no Mundial de 82, não sei se já tinha dito) explicando como, em 1984, o Corinthians se mobilizou de tal maneira para um jogo contra o Flamengo (venceram o mengão por 4-1) que teve custos emocionais inesperados «A vitória por 4 a 1 deveu-se a uma mobilização total da comunidade, elenco e torcida, mas à custa de tal esgotamento na etapa seguinte o time foi eliminado pelo Fluminense. Não foi possível recuperar as forças, principalmente no aspecto emocional.» E Sócrates (o tal que encantou o mundo em 82, só para que ninguém se esqueça) continua dando outros exemplos na primeira pessoa.

 

Hoje, o “Correio da Manhã” [link] diz que o nosso Jorge Jesus ficou 'aliviado' com a saída da Euroliga. É mentira! O termo utilizado não foi 'aliviado,' sei (acreditem que sei) que Jorge Jesus, tal como nenhum benfiquista, não fica 'aliviado' com a derrota. Sei que Jorge Jesus olha para a competição seguindo os tais postulados que referi inicialmente (um todo em que a preparação física, táctica, técnica, estratégica, psicológica, anímica e mental se subordinam e estão em função do paradigma do modelo do jogo que, por sua vez, tem de servir os princípios do jogo e estes têm de ir ao encontro dos objectivos traçados) e sei que Jorge Jesus, conhecendo melhor os seus atletas do que qualquer outra pessoa, sentiu que havia elementos deste postulado que estando deficitários poderiam colocar em risco o primeiro de todos os postulados: o cumprimento dos objectivos traçados, ou seja, vencer o campeonato.

 

Porque acredito na competência e no profissionalismo de Jorge Jesus, sei que as decisões certas foram e estão a ser tomadas. Faltam 5 jogos, 5 finais, 5 momentos de grande desgaste físico e anímico. Sei que neste momento a equipa tem todas as condições para recuperar desse desgaste, desse cansaço entre jogos, entre batalhas. Como diz um grande amigo benfiquista, gosto de saber com quem conto quando estou nas trincheiras. E todos os dias aprendemos com quem contamos e com quem não podemos contar. O Benfica sabe que pode contar connosco, com os benfiquistas. Comprovemo-lo!

 

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Este blogue cumpre hoje 3 anos de existência e não estamos cansados da luta. Viva o Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 15:56 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Sexta-feira, 09.04.10

Eu não (ou Sem dramas parte II)

Não, eu não me estou a borrifar para a Liga Europa, nem percebo que algum Benfiquista esteja.

 

Não consigo "estar-me a borrifar" para nenhuma competição em que o Benfica entre, nenhum jogo que o Benfica dispute, em futebol ou qualquer outra modalidade.

 

E acredito firmemente que o Grande Benfica que todos desejamos e se está a (re)construir sê-lo-á afirmando-se internacionalmente, tanto quanto dentro aqui do país e suas competições.

 

Fiquei portanto, não o nego, triste com a eliminação, triste com o resultado pesado.

 

No entanto, os jogos ganham-se e perdem-se, as competições ganham-se e perdem-se, e depois já são passado.  É isso que o jogo de ontem é neste momento - passado.  Correu mal, já não há nada a fazer.

 

O que interessa é o futuro.  O difícil é sempre o que está para vir, as conquistas que interessam e motivam são as que ainda não alcançámos.

 

Sempre se disse, e concordo, que este ano o objectivo principal é ser Campeão Nacional.  Vamos portanto a isso, começando pelo jogo de 3ª com o sporting.

 

"The only easy day was yesterday", é o lema dos SEALS.  Que seja também o nosso.

 

Viva o Benfica!

por Artur Hermenegildo às 11:57 | link do post | comentar | ver comentários (42)

Siga

- ‘Tou-me a borrifar para a Euroliga;

 

- Quem vai pagar as favas disto é a lagartagem. E são tão burros, mas tão burros, que ontem até andaram a festejar;

 

- Vale a pena ser choramingas na UEFA. Os maricas do Liverpool choraram, choraram, choraram e saiu-lhes aquela arbitragem de ontem;

 

- ‘Tou-me a borrifar para a Euroliga;

 

- O macacos do Anti-Benfica aproveitem agora, que durante o resto do ano não vão poder sair de casa;

 

- O Benítez está mais gordo. Já largava os fritos;

 

- Com o Saviola acho que tínhamos ganho isto;

 

- ‘Tou-me a borrifar para a Euroliga;

 

- Ontem perdemos um jogo (por números estupidamente exagerados), mas começámos decididamente a ganhar o campeonato;

 

- Apetecia-me ter ido ao aeroporto esperar a equipa e o Jorge Jesus para lhes dar um abraço, mas não faz mal. Dou-lhes na Terça-Feira.

 

 

Sacudam o pó e levantem a cabeça. Ser do Benfica não se compadece com nada menos que isto.

O ORGULHO que tenho em ser do Benfica não tem fim.

 

 

Viva o Benfica, porra!!

 

 

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Adenda

 

 

Deixem-me que vos diga que só alguém muito pouco inteligente ou mal-intencionado é que pode achar que o facto de eu dizer que me estou a ‘borrifar’ para a Euroliga (é Euroliga que se diz, porra – o Jesus é que sabe!) queira dizer não tenha sofrido, e muito, com uma derrota do Benfica (seja em que competição for, seja em que circunstâncias for) e que não tenho ânsia de vitória, não quero ganhar tudo o que se possa ganhar e possa estar, de algum modo, a desrespeitar a História e a Grandeza do Benfica. Só alguém pouco inteligente e mal-intencionado é que pode achar que, com as palavras acima dispostas, estava a fazer outra coisa que não tentar aligeirar a dor e injectar alguma boa disposição em quem morre um pouco sempre que o Benfica perde, a tentar retirar das coisas más forças para enfrentar tudo que aí vem e a tentar dar esperança a todos os que a sentiram, de algum modo, fugir.

 

Felizmente, a grande maioria dos leitores da Tertúlia são inteligentes e muito bem intencionados.

 

Um grande, grande abraço benfiquista.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (52)
Quinta-feira, 08.04.10

Sem dramas

Derrota pesada em Liverpool, e fim da campanha no Euroliga. O Benfica hoje foi diferente daquilo que tem sido habitual esta época, e por isso a derrota não me surpreende, ainda que considere que esta seja demasiado pesada, já que o Liverpool revelou uma enorme eficácia e converteu praticamente todas as oportunidades que teve. Pela primeira vez esta época, não fiquei muito agradado com as opções do nosso treinador. Apresentar, da defesa habitual, apenas um jogador a jogar na sua posição (Luisão) num jogo destes deu mau resultado, e não terá sido por acaso que, pela primeira vez esta época, sofremos mais do que dois golos num jogo. Mas apesar de não ter ficado agradado com as opções (sou adepto e, portanto, pouco racional nestas coisas) compreendo que a gestão do plantel tenha que ser feita para que consigamos atingir o objectivo proposto para esta época.

Conforme disse, na defesa apenas o Luisão jogou no seu lugar. Júlio César a titular, Amorim na direita, Sídnei ao lado do Luisão, e David Luiz na esquerda, num déjà vu da época passada. Na frente, Aimar a fazer de Saviola. Se se esperava um Liverpool a entrar forte e pressionante de início, isso não aconteceu. O jogo foi abordado com muitas cautelas de parte a parte, e como tal a toada foi muito equilibrada desde início, praticamente sem ocasiões de perigo perto de uma ou outra baliza. Seria um cenário agradável se as coisas assim se mantivessem, mas quando estávamos a chegar perto da meia hora de jogo, e sem que nada o justificasse, o Liverpool colocou-se em vantagem. Após um canto do lado esquerdo, o Júlio César permitiu que o Kuyt, encostado a ele e a um metro da linha de golo, cabeceasse para golo. Mesmo se o lance fosse faltoso (tenho dúvidas que seja), é incompreensível que o nosso guarda-redes nem sequer se faça à bola, preferindo abrir os braços e ficar à espera de uma eventual falta. Sete minutos depois, numa jogada simples pelo centro, o Lucas isolou-se, ultrapassou o guarda-redes com facilidade, e fez o segundo golo. Só sobre o intervalo, num remate do Sídnei, o Benfica conseguiu criar algum perigo. Muito pouco.

No segundo tempo o Benfica tentou forçar um pouco, já que bastaria um golo para empatar a eliminatória, mas hoje houve muita falta de inspiração. O Liverpool, sobretudo em contra-ataques, ia mostrando poder aumentar a vantagem, o que acabou por acontecer mesmo, quando estavam decorridos quase quinze minutos. O lance inicia-se com um livre a favor do Benfica, no seu ataque, e no contra-ataque que se seguiu o Kuyt entrou pela esquerda da nossa defesa e centrou para o segundo poste, onde a gaja espanhola fez um golo fácil. Dez minutos depois, num livre a castigar falta sobre o Ramires, o Cardozo fez o golo de honra e ainda deu para alimentar algumas esperanças, já que bastaria apenas um golo para passarmos. Que esteve perto de acontecer cinco minutos depois, em mais um livre do Cardozo, que desviou na barreira e passou perto do poste, com o Reina batido. Mas aos oitenta e dois minutos, em mais um contra-ataque após uma perda de bola do David Luiz, o Liverpool matou a eliminatória, com mais um golo da espanhola, que picou a bola sobre o Moreira (tinha entretanto entrado a substituir o Júlio César). A nossa defesa hoje esteve irreconhecível e comprometeu o jogo. A passagem do David Luiz para a esquerda não resultou, já que não conseguiu travar eficazmente o Kuyt (se por acaso era essa a intenção). E depois o centro sentiu a ausência dele, já que não havia velocidade suficiente para acompanhar as movimentações da espanhola - compare-se o jogo que ela fez na primeira mão, em que o David Luiz a meteu no bolso, e as liberdades de que dispôs hoje. São opções que se fazem, e será obviamente mais importante termos o Fábio Coentrão descansado para o jogo com a lagartagem.

Vários jogadores estiveram hoje a um nível muito inferior ao que sabem fazer. Cardozo (apesar do golo), Carlos Martins, Aimar ou Di María foram uma sombra de si mesmos, e não admira portanto que a produção do nosso ataque tenha sido tão reduzida. Não me recordo de um jogo esta época em que tenhamos tido tão poucas oportunidades. Com um ataque desinspirado e uma defesa desacertada, o resultado final não surpreende. Quanto ao melhor em campo, para mim foi o Ramires. Não terá sido propriamente muito melhor do que os colegas, mas lutou sempre por cada bola, e empurrou a equipa para a frente.

Ao fim de vinte e tal jogos, lá perdemos. Sem dramas. É difícil ganhar sempre, e apesar de todos nós querermos e sonharmos com uma campanha ainda melhor na Euroliga, o objectivo desta época não era esse. Seria agora profundamente ingrato e injusto que, por causa deste resultado, eu me esquecesse de todas as alegrias que este grupo já me deu.
Tenho sim que agradecer à equipa pelo que fez até esta fase, e agora continuar a apoiá-la para que nos consiga dar a grande alegria de sermos campeões nacionais. E desejar que na próxima terça-feira, no final do jogo com a lagartagem, já nem sequer me lembre deste resultado.

por D`Arcy às 22:53 | link do post | comentar | ver comentários (70)

Agora concentremo-nos no principal objectivo

Hoje foram visíveis as dificuldades físicas da equipa, contra um adversário que soube explorar esse factor e assim tirar proveito das suas óbvias qualidades (convem não esquecer as diferenças de orçamento...).

Já sei que muitos aproveitarão esta derrota para criticar tudo o que está mal, desde o presidente ao roupeiro, mas eu venho aqui para manifestar que continuo a sentir um enorme orgulho nesta equipa do Benfica, mesmo apesar dos números da derrota.

 

E agora, concentremo-nos naquele que é o principal objectivo: o campeonato.

 

 

VIVA O BENFICA!

Táctica e estratégia

Para quem não sabe a diferença entre táctica e estratégia, aqui fica um excelente exemplo de uma possível estratégia para o jogo de hoje contra o Liverpool do Rafa 'fat spanish waiter' Benitez.

por Anátema Device às 12:45 | link do post | comentar | ver comentários (35)
Quarta-feira, 07.04.10

Os fdp não estão só no futebol

O Benfica utilizou na 2ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins o jogador Caio após ter recebido um parecer do conselho de disciplina que dava como cumprido o castigo de 2 jogos que lhe tinha sido imposto - cumprimento concretizado na 1ª jornada do campeonato e num torneio oficial da associação de Lisboa.  Ou seja, um orgão oficial da federação autorizou o Benfica a utilizar o jogador.

 

Agora, 6 meses depois, o conselho de jurisdição vem dar razão ao adversário, considera irregular a utilização de Caio e pune o Benfica com derrota por 10-0 nesse jogo, que tínhamos ganho.  Como consequência, o Benfica desce de 2º lugar isolado para 3º lugar ex-aequo com mais duas equipas.

 

E assim se vai fazendo uma história de vergonha onde o fcp vai para o 9º título consecutivo, com as restantes equipas, a nossa incluída, a fazerem figura de palhaços pobres neste circo.

 

Pergunto: para isto, perante isto, vale a pena manter a modalidade?  Se não nos deixam competir, vale a pena continuar a assistir ao contínuo triunfo dos porcos?

por Artur Hermenegildo às 10:50 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Terça-feira, 06.04.10

Faltam cinco jogos.

- depois da vergonha sucedida no sporting de Braga – Guimarães, esta vitória era importante até como aviso à navegação: esta época o polvo precisa de novos tentáculos para nos derrubar.

 

- os nossos entraram adormecidos, mas acordaram a tempo de colocar justiça no jogo. Weldon merece o nosso aplauso por ter entrado na equipa como se nunca de lá tivesse saído, e as ligeiras modificações tácticas que Jorge Jesus implementou rectificaram a surpresa causada pela ousadia (inaudita) de um Inácio. Gosto (e não me canso de o sublinhar) muito de ver a implementação que Jorge Jesus faz de nuances tácticas e inclusivamente estratégicas sem que a equipa perca o essencial: os seus princípios de jogo.

 

- no final do jogo, Jorge Jesus foi claro na mensagem que passou para os adeptos benfiquistas. Começámos a ser preparados para uma hipotética eliminação da Euroliga em Anfield Road. Compreendo-o. Neste momento, com um campeonato exigente e com um calendário competitivo que obriga a nossa equipa a jogar dois jogos em menos de 72 horas aplica-se o discurso que Mourinho deu aos jogadores do Chelsea na sua primeira época: “A partir de agora cada exercício, cada jogo, cada minuto da vossa vida tem de concentrar-se no objectivo de ser campeão.” Assim, tudo o que vier a mais do que o campeonato é lucro e se esse lucro não chegar será uma injustiça tremenda considerá-lo como prejuízo. Eu quero esse lucro, todos queremos, mas o nosso papel como adeptos é agora dedicar cada minuto da nossa vida à concretização do objectivo de sermos campeões.

 

- ontem, no programa “Dia Seguinte”, Guilherme Aguiar defendeu a indefensável arbitragem do Soares Dias filho. No seu pensamento toleirão, defender ‘aquilo’ é uma forma de atacar o Benfica na luta que mantemos com o sporting de Braga. No entanto, defender aquilo que o Artur Soares Dias e o Vasco Santos (convém não esquecer esta personagem) fizeram acaba por menorizar o clube do dito Aguiar. Hoje, o algo Sousa Tavares ataca Artur Soares Dias, pois lê naquela arbitragem um ataque ao clube dos andrades com benefício (pasme-se!) para o Glorioso. Vejo nestes dois espécimes a grande dúvida dos andrades sobre qual a voz mais forte: a do amor pelo seu clube regional ou o ódio pelo Benfica. Na exposição pública desta dúvida, apresenta-se também o ridículo daquela gente. Não tenho dúvidas de que Artur Soares Dias (andrade confesso e que chegou a ocupar cativo no estádio do ladrão) sofre da mesma dúvida, aliás muito do seu desnorte no jogo de sexta-feira resulta desse conflito de interesses. Pelo menos o dono do clube dos andrades não tem dúvidas sobre o assunto... o Renteria que o diga.

 

- faltam 5 jogos. Faltam 5 jogos... parecem tão poucos jogos e ainda são tantos. Faltam apenas 5 jogos. Ainda faltam 5 jogos.

por Pedro F. Ferreira às 17:17 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Brilhante

Parece que lhe tomámos o gosto. Durante não sei quanto tempo, o que se dizia era que o Benfica não conseguia dar a volta ao resultado quando começava a perder (verdade seja dita que também não foram assim tantas as ocasiões em que começámos a perder). Agora, depois de invertermos o resultado com o Marselha e o Liverpool, foi com a Naval, acrescentando ainda o factor de dificuldade extra, que foi estarmos a perder por dois. Se intitulo este post de 'brilhante', não é por achar que a nossa exibição esta noite foi brilhante. Mas a atitude e querer da equipa foram-no. Foi quase como se aqueles dois golos e a má entrada em jogo não tivessem tido qualquer efeito negativo na equipa.

Apesar das dúvidas, o Luisão jogou mesmo na Figueira. De resto, a equipa esperada, mas com uma surpresa no ataque, onde apareceu o Weldon a fazer dupla com o Cardozo, e com o Ramires a ser poupado, avançando o Rúben Amorim para a titularidade. Quanto à posição dez, na qual o Carlos Martins e o Aimar têm alternado ultimamente, a escolha foi para o Aimar. A entrada do Benfica no jogo foi perfeitamente desastrada. Creio que ainda não tinha visto a nossa equipa cometer tantos erros a defender esta época. Após pouco mais de um minuto, já a Naval estava na frente, num golo consentidíssimo e em que entre o Fábio Coentrão, o David Luiz e o Javi García não sei quem terá dado mais facilidades ao avançado da Naval, que entrou na área pelo lado esquerdo, e de ângulo apertado fez o golo (fez-me recordar um golo que também sofremos naquele estádio, marcado pelo Fogaça, e que nos custou um empate, no ano do título com o Trapattoni do Koeman). O desacerto continuou, e aos doze minutos (entretanto já o Quim tinha sido obrigado a uma defesa apertada) a Naval aumentou a vantagem para dois. Num contra-ataque em que o avançado da Naval foi mais rápido do que o Maxi, ele ganhou a linha de fundo pelo lado direito e centrou para o segundo poste, onde apareceu um colega para finalizar. Neste lance, ficou evidente alguma falta de velocidade dos nossos jogadores para recuperarem a posição, já que quando o centro foi feito apenas o Fábio Coentrão estava na área, para dois jogadores adversários. Nesta altura o cenário era definitivamente preocupante, com uma desvantagem no marcador e a equipa, nestes primeiros minutos, a mostrar uma desorganização defensiva pouco habitual e ainda dificuldades para construir jogo atacante de qualidade, com o Aimar a não conseguir pegar no jogo e, consequentemente, a equipa a optar demasiadas vezes pelos lançamentos compridos para a frente.

O segundo golo da Naval pareceu finalmente despertar o Benfica, e felizmente não foi preciso esperarmos muito tempo para que a recuperação tivesse início. Pouco passava do primeiro quarto de hora quando o Benfica reduziu. Foi só à terceira tentativa que a bola entrou, já que o primeiro remate do Di María e a recarga do Maxi foram defendidas, e depois surgiu o Weldon, quase em cima da linha, de cabeça a confirmar o golo. E volvidos três minutos, estava feito o empate: canto do Aimar na esquerda, o David Luiz arrastou os defesas com ele para o primeiro poste (pareceu-me que não chegou a tocar na bola) e depois dentro da e completamente liberto de marcação, surgiu mais uma vez o Weldon para empurrar de cabeça. O pendor da partida já tinha mudado completamente para o nosso lado, e a reviravolta completa no marcado esteve quase para acontecer logo dois minutos depois, mas o cabeceamento do Luisão, após livre marcado pelo Aimar na esquerda, passou a centímetros do poste quando o guarda-redes já estava batido. Pouco depois, após novo canto, foi o Cardozo quem viu o golo ser-lhe negado pelo guarda-redes Peiser, que correspondeu com uma boa defesa ao seu cabeceamento. Ainda passámos por mais um susto, quando só uma boa defesa do Quim impediu que a Naval voltasse à vantagem no marcador, mas quase nem deu tempo para nos preocuparmos, porque na resposta o Benfica fez o terceiro. Foi um passe fantástico do David Luiz, que estando pouco à frente da nossa área conseguiu isolar o Di María no outro meio campo. A velocidade e o talento do Argentino fizeram o resto, e com um único toque na bola fez golo. Simples, directo e eficaz, com apenas dois toques o Benfica fez a bola viajar da entrada da nossa área até ao fundo das baliza da Naval. Estava agora decorridos trinta e oito minutos de jogo, o que significa que o Benfica demorou pouco mais de vinte e cinco minutos a inverter completamente uma desvantagem de dois golos. Até ao intervalo, o Rúben ainda esteve perto do golo, e depois uma invenção do incompetente Elmano resultou num amarelo injusto para o Maxi Pereira, que o coloca fora do próximo jogo.

A segunda parte foi completamente controlada e dominada pelo Benfica. Foram dez minutos até que o Benfica pusesse um ponto final em quaisquer dúvidas que ainda subsistissem, marcando o quarto golo. Mais uma vez o Weldon no lance, indo à direita buscar uma bola passada pelo Cardozo e que parecia ir perder-se pela linha de fundo, que depois centrou atrasada para o remate do Rúben Amorim. O Peiser ainda defendeu este remate, mas já nada pôde fazer perante a recarga do Cardozo. O Carlos Martins entrou logo de seguida (já estava até preparado para entrar quando o Benfica marcou) e entrou muito bem, permitindo ao Benfica fazer posse de bola dentro do meio campo da Naval e ir ameaçando ampliar a vantagem no marcador. Apenas por uma vez durante os segundos quarenta e cinco minutos a Naval incomodou a baliza do Quim, obrigando-o a uma defesa apertada a um remate de fora da área, e fazendo depois a recarga para fora. Quanto ao Benfica, esteve sempre muito mais próximo do quinto golo do que de voltar a sofrer: Carlos Martins (um grande pontapé num livre, a levar a bola a barra), Di María e Cardozo (Peiser a defender os seus remates) foram quem mais perto esteve de marcar. Apesar da vitória por 4-2, a segunda parte até acaba por deixar a sensação que um resultado ainda mais dilatado seria mais justo.

Para não variar, o maior elogio que se pode fazer é à equipa num todo. Nota-se a falta do Saviola, como seria difícil não notar a ausência de um jogador com o seu valor, mas a equipa adaptou-se a um estilo de jogo algo diferente e encontrou as soluções para corrigir um início de jogo que poderia ter sido desastroso. O Weldon acaba por ser, obviamente, a figura do jogo. Não chegou a estar uma hora em campo, mas nesse tempo marcou dois golos importantíssimos, nos quais teve o mérito de aparecer no local certo, e esteve directamente ligado ao quarto golo, não desistindo de uma bola que parecia perdida. O David Luiz esteve ligado ao primeiro golo que sofremos, mas depois disso esteve sempre ao nível a que nos habituou, e redimiu-se com uma assistência incrível para o terceiro golo. Terceiro golo que foi marcado pelo Di María, que mais uma vez foi um dos mais dinâmicos da equipa. Boa exibição (mais uma) do Fábio Coentrão e, conforme disse antes, gostei bastante da entrada do Carlos Martins em jogo.

Mais um pequeno grande passo dado na direcção do título. Faltam agora cinco jogos, e o Benfica continua a não ceder. A forma como, com toda a naturalidade e eficiência, a equipa respondeu e deu a volta a uma situação que parecia ser desastrosa reforça ainda mais a nossa confiança. E de certeza que não deixará de desmoralizar quem ainda alimenta esperanças, mantidas vivas com recurso aos truques mais rebuscados e sujos do seu arsenal, de conseguir roubar-nos a mais do que merecida consagração para o futebol que esta equipa tem mostrado esta época: o título de Campeões Nacionais.

por D`Arcy às 03:39 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Segunda-feira, 05.04.10

Um coelho (de Páscoa) tirado da cartola chamado Weldon

Apesar dos erros defensivos na origem dos golos da Naval (que obviamente exigem uma reflexão e que espero que não se repitam), a equipa do Benfica deu hoje mais uma prova (como se todas as outras dadas anteriormente não bastassem...) de que tem tudo para ser campeão. O Saviola não pode jogar? Não faz mal, temos o Weldon!

 

PS: Quem era aquele sem-abrigo apopléctico que às tantas foi filmado no banco da Naval?

Burrinácio

Tenho cá a sensação de que agora será preciso fazer uma colonoscopia para achar o sorrisinho cínico que o Inácio tinha estampado na tromba nos primeiros 15 minutos.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Canalhas, palhaços e sarnentos (CPS)

O avençado sarnento do Carlos Pereira Santos, cuja canalhice já aqui denunciei, dá-se ao luxo, hoje em dia, de não disfarçar ao que anda (e ao que o mandam), confortado pelo manto de impunidade que cobre a maioria da gente que vende o rabo na imprensa deste país. O que vomita hoje n’A Bola é de uma falta de vergonha que pede, deixemo-nos de eufemismos, um valente pontapé na boca. Escreve, indignado, por causa do fervor com que os comentadores televisivos vibraram com a vitória do Benfica sobre o Liverpool: ficou incomodado com o que qualifica de ‘exageros’ e sustenta que não lhe parece bem que ‘os jornalistas vibrem tanto quanto os adeptos’.

Olhe: a mim também não, seu cavalo, e aliás, ainda me parece pior que os jornalistas vibrem muito, mas muito mais do que os adeptos, como o fazem os ‘jornalistas‘ que seguem o clube do Guarda Abel (e o dos viscondes falidos) na TV e na rádio.

Mas nunca o vi denunciar os ‘exageros’ com que comentadores avençados nos brindam há anos e anos e anos na televisão nos jogos do seu clube do coração (adequadamente, um clube que está habituado a lidar com prostitutas). Nunca o vi ficar incomodado com as prestações orgasmáticas do Rui Orlando e acólitos na Sport TV, nunca o vi indignar-se com os ‘exageros’ de gente como o Hélder Conduto, que canta o hino do clube do Carlos Calheiros, em êxtase hipnótico, na TSF. Nunca o vi revoltar-se – qual arauto do jornalismo imparcial – com o teor seguidista, branqueador e asquerosamente parcial das páginas dedicadas ao FC Porco n’A Bola.

O que tenho visto, isso sim, é este cacófago hipócrita que critica os ‘exageros’ dos colegas jornalistas, lançar às urtigas o código deontológico e a pouca vergonha que tem na cara, e assinar artigo após artigo de ódio puro ao Benfica e de bajulação desavergonhada ao clube da fruta. O que tenho visto, isso sim, é este vendido que também tem funções editoriais n’A Bola e que é muitas vezes responsável por crónicas flagrantemente parciais dos jogos do clube condenado por corrupção, assinar páginas em que ofende, sem pudor, o Benfica e os seus responsáveis. É preciso ser um rebo sem vergonha nem dignidade para depois vir escrever sobre os supostos ‘exageros’ de outros. Mas um rebo com as costas quentes, supõe-se, dada a guarida que lhe dão.

 

Como este tipo de imitações de gente não têm, normalmente, qualidade suficiente para fazer passar as mensagens que lhes são encomendadas com alguma espécie de subtileza, rapidamente se descobre para onde correm e quem os faz correr.

De há uns tempos para cá, passou a assinar, cirurgicamente, crónicas dos jogos – pasme-se – do Porto B, dando-lhes o mesmo tratamento de bajulação básica e bacoca que dá ao seu clube do coração. É um canalha útil para quem lhe mete a mão nos entrefolhos, um pateta para todo o tipo de trabalho sujo. Tão útil que consegue, no restante do esterco nauseabundo que escreve hoje - preparem-se para isto –, num jogo em que o Porto B ganhou com 3 penalties inventados e encomendados, e em que os de Guimarães foram roubados como cães, criticar…o treinador do Vitória de Guimarães. Sim, leram bem. E porquê, perguntarão vocês? Por ‘manifestar constantemente o seu desagrado de forma exuberante’, explica, com um halo enfiado nos cornos, este jumento sem vergonha.

 

E anda este desperdício de matéria a passear o rabo vendido por jornais que se pretendem respeitáveis e que gostam de se apregoar como garantes da isenção e imparcialidade.

O que vale é este tipo de acéfalos vendidos acabam por ter o que merecem, mais tarde ou mais cedo, e a impunidade não dura para sempre. Pode ser que seja mais cedo do que ele pensa.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:07 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sexta-feira, 02.04.10

Cobardias

Mossoró tem tanto de jogador talentoso como de cobarde. No jogo da 1ª volta, Mossoró demonstrou toda a sua cobardia ao agredir futebolistas do Benfica pelas costas e, impunemente, fugir com um sorriso. Está lesionado, partiu uma pata, lamento o acidente, mas isso não apaga o seu acto indigno e cobarde. É um desperdício ver um jogador talentoso ser tão cobarde que até teme ter uma carreira digna e de acordo com o seu potencial. Compreendo o motivo que o leva a não jogar num grande clube.

 

Artur Soares Dias é, igualmente, um cobarde. Um cobarde que hipotecou todas as suas potencialidades como árbitro em nome de um conjunto de concessões das quais é impossível sair limpo. Artur Soares Dias é um cobarde que duvido que tenha coragem de olhar nos olhos todos aqueles que não cresceram no submundo do futebol onde ele cresceu como árbitro e, pelos vistos, como pessoa. Artur Soares Dias é tão cobarde que nem teve coragem de utilizar as suas boas potencialidades como árbitro para limpar a imagem que o futebol português tem dos árbitros paridos na associação de futebol que o pariu. Artur Soares Dias é tão cobarde que, de concessão em concessão, conseguiu sujar ainda mais o nome que carrega.

 

A vitória que Artur Soares Dias deu hoje ao Braga foi aproveitada para ser dedicada ao tal Mossoró.

Afinal foi feita justiça: Mossoró merecia uma vitória suja e cobarde como esta. Este actual sporting de Braga merecia uma vitória suja e cobarde como esta. Artur Soares Dias foi o palhaço certo para entregar esta encomenda de sujidade e cobardia.

por Pedro F. Ferreira às 21:53 | link do post | comentar | ver comentários (42)

NÃO ME VENHAM COM MERDAS

O que se passou hoje no Estádio dos vendidos do Braga é grave demais. Grave demais. Venham agora todas as virgens de merda ofendidas falar sobre 'colos'. Isto é vergonhoso. VERGONHOSO.

 

O futebol corrupto do Braga mete nojo, é nauseabundo. Tudo isto é podre, tudo isto enoja, tudo isto revolta.

 

É por tudo isto que para sermos campeões, como vamos ser, temos que ser muito, mas mesmo muito, melhores (como somos) que todos estes corruptos, prostitutas e hipócritas.

 

 

 

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ADENDA

 

A Sport TV é um antro de avençados nojentos e putas (é isso mesmo, leram bem: putas). Tudo aquilo mete nojo e é ofensivo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:46 | link do post | comentar | ver comentários (74)

Prostitutas ao colo

Para mal da minha saúde, resolvi passar pelo canal que está a passar o Porto B - Guimarães justamente quando foi inventado um penalty asqueroso resultante de um livre vergonhoso que nem sequer falta foi.

 

Para quem já não se lembrava, penso que por esta altura já ninguém tem muitas dúvidas sobre como é que as prostitutas do Braga chegaram aqui só a 6 pontos do Glorioso. 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:48 | link do post | comentar | ver comentários (12)

A Imprensa Portuguesa

A imprensa portuguesa, de uma maneira geral, conspurca sistematicamente a glória do Benfica com comentários ignorantes, mal-intencionados, viperinos e parciais, e, sistemicamente, é um odre podre prenhe de avençados, de pequenos talentos e grandes ódios, de largos interesses e estreitos horizontes. A imprensa portuguesa constrói jogadores para servir interesses, a imprensa portuguesa consegue ver «euforia» na mais mentecapta violência ou «uma jogada viril» na mera agressão na mesma medida em que consegue ver «cansaço de jogadores» numa gestão sensata do plantel ou «favorecimentos» na justa marcação de grandes penalidades. A imprensa portuguesa mente explicitamente, omite imagens e comentários, ignora notícias, deturpa factos e assim manipula as massas. É importante que não esqueçamos que os jornalistas e os comentadores dificilmente são imparciais, e por isso é determinante para o nosso Benfica que nós denunciemos, que critiquemos, que boicotemos ou que, já que estamos na Páscoa, crucifiquemos, porque neste campo, no campo das audiências e das leituras, somos nós que jogamos e somos nós que temos de ganhar. O Álvaro de Campos, há quase um século, já denunciava esta corja num poema. Num país de cobardes, como podem ler no poema, as coisas não mudam.

 

 

Ora porra!

Então a imprensa portuguesa é

que é a imprensa portuguesa?

Então é esta merda que temos

que beber com os olhos?

Filhos da puta! Não, que nem

há puta que os parisse.

 

                            Álvaro de Campos

Double-Decker

Confesso que no final do jogo, enquanto saía da Luz, estava com dúvidas se teríamos acabado de defrontar o Liverpool, cinco vezes campeão europeu, ou a Naval 1º de Maio. Porque sinceramente, aquilo que o Liverpool fez esta noite na Luz não foi muito mais do que aquilo que vi a Naval fazer quando jogou no mesmo estádio. Preocuparam-se acima de tudo em jogar o empate, tendo passado a grande maioria do tempo encafuados no seu próprio meio campo. A diferença foi que o Liverpool teve duas oportunidades durante todo o jogo, e marcou uma delas, conseguindo assim sair da Luz com um resultado lisonjeiro e que lhes abre boas perspectivas para a segunda mão.

Talvez este post não seja muito simpático com o Liverpool, mas eu não consigo esconder o quanto eu detesto este clube. Eu sei que muitos benfiquistas que simpatizam com eles, mas talvez porque as imagens do Liverpool que me ficaram marcadas na infância foram duas eliminações da Taça dos Campeões às mãos deles (ainda por cima uma delas marcada por uma noite infelicíssima de um dos meus heróis, o Bento) e a tragédia de Heysel Park, nunca consegui gostar deles (sempre preferi o Everton). Por isso, se normalmente desejo uma vitória do Benfica acima de tudo, esse sentimento era ainda mais forte esta noite, por estarmos a defrontar uma equipa que é um dos meus ódios de estimação (a outra é a Juventus). O Benfica sofreu um rude golpe para este jogo, que foi a lesão do Saviola. o disse diversas vezes que creio que mesmo sem estar inspirado na finalização, a sua simples presença em campo é fundamental, pois as suas movimentações atrapalham qualquer defesa e permitem a abertura de espaços para os colegas. Perante a sua ausência, a opção tomada foi a esperada, ou seja, avançou o Aimar para a sua posição, ficando o Carlos Martins nas funções de organizador de jogo. Do outro lado, o Liverpool apresentou-se num 4-2-3-1, com o Gerrard a apoiar aquela serigaita espanhola (Fernando Torres) que jogava com bastante liberdade para vaguear por toda a frente de ataque. Uma estratégia cautelosa, e que apostava sobretudo em lançamentos longos para os homens da frente.


O jogo iniciou-se com o Benfica na procura do ataque, mas cedo ficou marcado pelo golo do Liverpool. Aos nove minutos de jogo, um duplo erro da nossa equipa (primeiro na perda de bola, que levou à falta sobre o Gerrard, depois na falha de marcação que permitiu que três jogadores do Liverpool surgissem soltos para rematar) acabou por dar ao Liverpool a oportunidade de se colocar na frente do marcador, pois na sequência da marcação de um livre quase sobre a linha do lado direito da nossa área, o defesa central Agger apareceu solto a finalizar de calcanhar um centro rasteiro e atrasado. O Benfica não acusou o golo, e lançou-se de imediato na procura do empate. Apenas um minuto depois do golo, poderia -lo conseguido, mas o Cardozo deu o primeiro sinal de não estar numa noite particularmente acertada, e conseguiu falhar um golo quase certo, quando apareceu solto após centro do Di María na esquerda. O Benfica continuou a ter a iniciativa atacante no jogo, enquanto que o Liverpool, se estaria satisfeito com um empate, apanhando-se a vencer remetia-se cada vez mais ao seu meio campo, gastava tempo (com o Reina a destacar-se neste particular durante o jogo todo), e limitava-se a tentar lançamentos longos para a rapariga na frente, que regra geral desfalecia ao primeiro bafo que sentia na nuca.

À meia hora de jogo, teve mesmo razão para cair, que a entrada que sofreu do Luisão foi dura, o que valeu o amarelo ao nosso capitão. Na confusão que se seguiu, o Babel foi expulso e a partir daí o pouco que tinha havido do Liverpool até então tornou-se zero. Claro que, para desvalorizar a vitória do Benfica, a expulsão será sempre utilizada como argumento. Mas na primeira meia hora de jogo o Liverpool fez apenas um remate, que foi o que lhes deu o golo. De resto, pouco ou nada tinha feito, e a expulsão apenas acentuou a vontade do Liverpool em não deixar jogar e segurar um resultado que lhe interessava. Não foi pela expulsão que o Benfica passou a dominar o jogo, porque nessa altura o dominava praticamente desde o apito inicial. Infelizmente, o acerto na zona perto da baliza nunca foi muito (com o Cardozo em particular destaque). A ausência do Saviola no ataque notou-se (e isto será um problema a resolver para as próximas semanas), em particular por não haver ninguém que caísse sobre o lado direito do ataque para explorar o espaço entre os centrais e o lateral, no que é um movimento característico do Saviola (curiosamente, quando joga naquela posição o Aimar tem mais tendência para se fixar no centro). Do outro lado, o Di María não estava muito inspirado, e apesar de tentar dinamizar o ataque por ali, perdeu-se muitas vezes em exageros individuais ou tentativas de toques artísticos.


Mais do mesmo para a segunda parte, com o Liverpool inexistente no ataque e o Benfica, a exemplo do que tem sido habitual esta época, a ter uma reentrada forte no jogo e a carregar ainda mais no ataque, mas a revelar dificuldades para furar a muralha defensiva inglesa. Com cinco minutos decorridos, e após um canto do Di María, o Cardozo conseguiu falhar estrondosamente a baliza quando saltou à vontade e tinha tudo para marcar. A insistência do Benfica acabou por ser recompensada após treze minutos. Primeiro, um livre descaído para a direita, por falta sobre o Cardozo. Depois, o mesmo Cardozo marcou o livre, levando a bola a embater com estrondo no poste. Quando se preparava para a recarga, o Aimar foi derrubado em falta (infelizmente o árbitro 'esqueceu-se' de mostrar o segundo amarelo ao Insúa no lance) e na marcação do respectivo penálti, o Cardozo não deu hipóteses. O empate motivou ainda mais o Benfica, que empurrou o Liverpool para o último terço do campo, e praticamente não os deixava passar do meio campo, pois com uma pressão muito alta conseguíamos recuperar a bola ainda dentro do meio campo adversário. A única excepção a isto poderia ter deitado tudo a perder. Faltavam quinze minutos para o final e, após mais uma das inúmeras tentativas de lançamentos longos do Gerrard para a espanholita, esta ultrapassou o Luisão facilmente e ficou isolada, com tudo para fazer o golo. Incrivelmente, não acertou na baliza. Dois minutos depois, novo penálti para o Benfica. Em mais uma incursão do Di María pela esquerda, o seu centro foi cortado pelo Carragher com o braço, e pela primeira vez na vida vi o árbitro de baliza tomar uma decisão num jogo, informando o árbitro principal da falta. Mais uma vez o Cardozo marcou, desta vez enviando o guarda-redes para um lado e a bola para o outro. Infelizmente, depois do segundo golo a dinâmica do Benfica pareceu ser interrompida com o mau comportamento do público, que depois de vários petardos terem sido ouvidos ao longo do jogo, alguém na zona da claque enviou um para perto do árbitro de baliza. O jogo esteve interrompido durante pelo menos um par de minutos, e daí até final pouco mais de relevante se passou no jogo.

Não foi exactamente uma exibição brilhante, mas julgo que o Benfica foi esta noite claramente superior ao Liverpool, que desde o início mostrou vir jogar para o empate. No Benfica gostei daqueles que ultimamente têm mostrado atravessar um bom período de forma, ou seja, David Luiz (ganhou claramente os duelos individuais com a muchacha), Fábio Coentrão e Javi García. O Di María irritou-me por ter abusado das iniciativas individuais. Mas depois começo a pensar nas melhores ocasiões do Benfica, e reparo que quase invariavelmente ele esteve envolvido. Talvez tenha uma bitola demasiado alta para ele, e acabe por reparar mais naquilo que ele faz de mal. O Cardozo, ironicamente, depois de um jogo em que ele se revelou perdulário, acaba com dois golos e fica para a história como o responsável pela reviravolta. São dois 'mitos' que ficam abalados esta noite: o de que o Cardozo não sabe marcar penáltis decisivos, e o de que este Benfica não consegue dar a volta a resultados (depois do Marselha, voltamos a fazê-lo com o Liverpool).

Potencialmente, será uma segunda mão complicada. Mas acredito completamente na capacidade do Benfica para marcar golos em Anfield. Se o Liverpool é considerado o grande candidato à conquista da Euroliga, esta noite mostrámos que está ao nosso alcance. Mas isso é de certa forma secundário. O que eu quero mesmo é ganhar à Naval na segunda-feira. E o autocarro (de dois andares) vindo de Liverpool deve ter sido um óptimo treino para esse jogo.

por D`Arcy às 02:59 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Quinta-feira, 01.04.10

Orgulhoso, como não podia deixar de ser

Nota-se que ainda falta algum "calo" a este Benfica europeu: alguma ingenuidade no golo sofrido, muita ansiedade na finalização e dificuldade em lidar com uma prostituta de luxo disfarçada de ponta de lança e com um árbitro que claramente anda enrolado com a dita, pois apitava falta sempre que tocavam nela.

Mas a qualidade dos nossos jogadores e a incomensurável vontade de vencer voltaram a ser superiores a isso tudo. É certo que a vantagem é mínima (mas fizemos por merecer mais) e que a eliminatória está em aberto. Mas mais uma vez, não posso ter outro sentimento que não orgulho no meu Benfica, que pelo que fez hoje, leva-me acreditar que iremos seguir em frente!

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