VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 31.05.10

Mónaco.

Um grupo de amigos, por várias vezes, lançou o desafio ao J.J. de levar o Benfica ao Mónaco. Por motivos que todos sabemos, Hamburgo ficou pelo caminho e a tal ida ao Mónaco ficou adiada.

Ainda assim, se Maomé não vai à montanha, pode ser que a montanha venha a Maomé. Eu sei que não é a mesma coisa, mas, quem sabe, às tantas ainda vamos ter a visita do A.S. Mónaco ao Estádio da Luz. Por mim, qualquer adversário serve, para nos ajudar a matar a fome ao benfiquismo.

por Pedro F. Ferreira às 15:26 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Domingo, 30.05.10

Se a minha vida fosse um filme, a banda sonora seria constituída por cânticos do Benfica

 

 

 

Agora que a euforia provocada pela conquista do trigésimo segundo campeonato nacional vai dando lugar à satisfação tranquila de ter visto o clube, o meu clube, regressar ao sítio devido, começa-se lentamente a instalar a nostalgia por estar impedido de assistir a jogos do Benfica. É irónico, bem sei, mas se há 4 semanas estava desejoso de que o campeonato terminasse, para poder festejar, agora dava um dos dedos mindinhos para voltar a viver tudo de novo, sofrimento atroz antes de se confirmar que a festa iria de facto acontecer, incluído.

 

Olhando retrospectivamente (eu também não adopto o novo acordo ortográfico) para a época finda, foi de facto a todos os títulos notável. Havendo várias pessoas às quais devo o meu agradecimento, optarei por não destacar nenhuma delas individualmente dando como certo que elas têm recebido e vão continuar a receber suficientes provas do meu (do nosso!) apreço sempre que tal seja necessário. Uma das frases mais felizes que o desporto já pariu foi esta: "O futebol regressou a casa". Penso que terá sido aquando da candidatura da Inglaterra ao Euro '96 e pretendia recordar os adeptos que o desporto-rei nasceu em terras de sua majestade e que o facto de a competição mais importante ao nível de selecções disputada na Europa se ir realizar no país que tem como capital Londres implicava um certo rearranjo do cosmos e que a partir daí tudo passaria a ser um pouco melhor na vida de cada um de nós (esta já é uma leitura minha). Ora bem, se há frase que descreve na perfeição, ou muito perto disso, aquilo que eu penso acerca de tudo o que se passou nesta última época desportiva, e atenção que não falo somente do acto de ganhar falo sobretudo da forma como se ganhou, é essa. O Futebol regressou a casa. À Luz. Aos vermelhos. Às papoilas saltitantes.

 

Este nosso orgulho incomensurável de sermos Benfica se nunca esteve verdadeiramente em dúvida havia nos dado poucas provas irrefutáveis nos últimos anos do porquê de sentirmos o que sentimos. Se na maior parte dos clubes o facto de vencerem ou não é independente do amor ou da demonstração de afecto por parte dos seus adeptos, tenho para mim que o caso do Benfica é diferente. Está na génese deste clube vencer. Não de qualquer forma e diria mesmo que para se cumprir com a tradição histórica terá de haver uma certa dose de sofrimento envolvida mas vencer é uma condição essencial para o crescimento do clube.

 

Entretanto apercebo-me que podem haver pessoas que estão a ler o presente post e que entendem o título como a escolha irreflectida de um conjunto de palavras ou, pior ainda (!), como a tentativa de embelezar um sentimento através do, neste caso, odioso uso de uma hipérbole. Desconhecerão porventura que tudo o resto fica um pouco difuso e perde a sua natural relevância quando no outro hemisfério cerebral o Benfica entra em cena. Não há como fugir a este sentimento (e quem disse que eu queria?) e por isso abraço-o com todas as minhas forças.

 

 

 

 

Feito o esclarecimento gostava de aproveitar o post para algumas reflexões sobre o que deveriam ser as opções do trio que comanda os destinos futebolísticos do Benfica para a época 2010/11. E já que falo no trio gostava de vos dar a minha visão sobre a forma que eu entendo como a ideal para que seja continue a ser o clube o maior beneficiado da continuação deste trío aos seus comandos. Atenção, falo somente no que ao futebol diz respeito. Assim e aproveitando o assunto no qual sou mais versado (por pouco que seja), se Luis Filipe Vieira (LFV), Rui Costa (RC) e Jorge Jesus (JJ) fossem jogadores e se eu fosse o treinador colocá-los-ia sob a forma de um triângulo invertido no meio campo com LFV a médio mais defensivo e RC e JJ à sua frente. Se há coisa que eu garantidamente não faria seria inverter o triângulo que tâo bons resultados deu esta época.

 

Ora bem, estando o meio campo tratado e deixando as metáforas de parte gostava que fossem efectuadas o menor número possível de mexidas. Bem sei que será virtualmente impossível ao Benfica não vender nenhum dos seus jogadores mais cobiçados, refém que está do país no qual nasceu, e creio mesmo que uma das vendas ainda não concretizadas já foi substituída no plantel. Falo naturalmente de Di Maria (no primeiro caso) e Gaitan (no segundo). O próprio JJ já o admitiu. Se consigo ler bem os pensamentos do nosso treinador (e nada nos leva a crer que seja esse o caso) penso que neste momento ele estará sobretudo preocupado com as possíveis perdas de David Luiz e de Cardozo. Estive tentado a incluir no lote o Ramires mas realisticamente falando creio que JJ está preparado para o perder. A exposição a que ele estará previsivelmente colocado no próximo Mundial não deverão permitir veleidades ao clube de o manter no seu plantel. Sobretudo quando sabemos que a sua cláusula de rescisão (30 milhões de euros) está longe de ser proibitiva para clubes de outros campeonatos.

 

Creio portanto que as intermináveis noites perdidas por JJ a ver os jogos do campeonato brasileiro se têm centrado sobretudo na busca de um guarda-redes, de um médio para jogar sobre a direita e de um ponta de lança. Se, Di Maria à parte, nenhuma venda se concretizar, gostava que se contratasse apenas um guarda-redes. No outro dia tropecei num e-mail que enviei para um conjunto de amigos benfiquistas no cada vez mais distante dia 19 de Junho de 2007 e já nessa altura eu pedia a contratação de um guarda-redes de classe internacional. Será que esta luta está prestes a ser vencida? Não tem sido fácil! Como curiosidade atentem no plantel que entendia como ideal para a época 2007/08:

 

GR: Quim, Moreira, guarda-redes estrangeiro para ser o nº 1;

DD: Ratinho, Nelson;

DE: Leo, Miguelito;

DC: Luisão, Zoro, David Luiz;

MC: Petit, Manuel Fernandes, Katsouranis,  William, Rui Costa;

ALA: Simão, Assis, Karagounis, Fábio Coentrão, Paulo Jorge;

AV: Cardozo, Lucarelli, Dabao, Mantorras

 

Termino com uma sugestão musical: releiam o post desta feita ouvindo uma música relacionada com o Benfica.

 

Escusam de agradecer.

 

Adenda: a pedido de muitas famílias (uma) segue aquele que seria para mim um excelente plantel para atacarmos a próxima época. Na sua construção tenho em consideração, como é óbvio, as nossas limitações orçamentais.

 

 

GR de craveira internacional  (Moreira) (Julio Cesar)

 

Maxi (Amorim)       Luisão (Sidnei) David Luiz (M. Vitor)    Coentrão (Peixoto)

 

Javi (Airton)

 

Médio interior (Amorim) (Menezes)                                    Gaitan (Urreta)

 

Aimar (C.Martins)

 

Saviola (Jara)

 

Ponta de lança fixo (Kardec)

 

Para completar o plantel e caso houvesse verba (nomeadamente através das vendas do Di Maria e do Ramires que já não aparecem neste plantel) tentava ir buscar um jogador de classe-extra, já experiente, capaz de emprestar (mais) um pouco de experiência a esta equipa. Isto caso as palavras de JJ não sejam ditas em vão, isto é, de que se pretende de facto atingir uma fase avançada da Liga dos Campeões.

 

De há algumas semanas para cá o nome Ronaldinho Gaucho não me sai da cabeça, se bem que neste caso este nome deva apenas servir de referência para se aquilatar o tipo de jogador que preconizo para esta hipotética cereja em cima do bolo.

por Superman Torras às 08:32 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Sexta-feira, 28.05.10

O luto do Dick Dastardly

O Rui Moreira anda, por estes dias, claramente muito transtornado e desarranjado, disparando histericamente em todas as direcções num discurso muito pouco articulado e reminiscente do tipo de comportamento que, quando eu andava na escola, se designava como – ai como é que era? – ‘de gente burra’. Eu percebo que ser toureado – semana sim, semana sim - pelo RAP pode, como é evidente, dar de corno a muito bom boi e enraivecê-lo ao ponto de o fazer perder o tino, mas acho que há aqui mais qualquer coisa. A raiva e o ódio toldam o espírito, sói dizer-se – e normalmente é verdade - e daí que os textos (uso a expressão livremente – da mesma forma que se pode usar o termo ‘música’ para aquilo que os Delfins fazem) desta figura dickdastardliana mais não sejam hoje em dia do que um arrazoado de incoerências cuspidas em esforço que denunciam um juízo toldado, sim, mas pela dor, que é depois traduzida em raiva irracional.

 

Por entre a argumentação, obviamente imbecil e digna da capacidade de raciocínio de um fardo de palha, que visa relativizar e menorizar o comportamento alcapónico (registo aqui a patente desta expressão, tirem daí as ideias) de um alto (e largo) dirigente do Clube do Guarda Abel para com o ex-Presidente da Liga de Futebol através do lançamento de acusações a outros (adivinhem quem) e pérolas lacónicas que se pretende que levantem suspeitas mas que apenas levantam a estupidez crónica (‘ah, imagine-se o que é que os facínoras do Benfica não terão feito, para o Hermínio nem sequer os mencionar. Esses pulhas!’), e ao mesmo tempo exacerbar aquela palhaçada ridícula dos indivíduos que andaram a mandar mimos aos árbitros por telefone (faz-me lembrar as partidas de telefonemas anónimos que fazíamos na adolescência para casas de incautos desconhecidos - 'é de casa do sr. Leitão?' - e que achávamos hilariantes. Ênfase no ‘achávamos’), de modo a desviar as atenções para outros lados; por entre essa argumentação desconexa, desesperada e profundamente parva, dizia eu, consegue-se vislumbrar um desesperado grito de dor. Isto pode não ser evidente para muita gente, mas para um tipo sensível e emocionalmente (e não só, e não só) inteligente como eu, é claro como o amor e a devoção da Mirandinha ao ‘velho rico e careca’.

 

De modo que, para perceberem o alcance da minha nobreza de espírito, deixo aqui uma fonte de ajuda para o pobre do Rui, quanto mais não seja para o ajudar a perceber o que está a passar: reconhecer o problema é o primeiro passo.

 

Luto - lidar com a morte de um animal (link)

 

Parece-me evidente que está na fase da ‘raiva’. Faço votos para que passe rapidamente para a fase da ‘recuperação’.

 

Mas, honestamente, Rui, isto se calhar só lá vai se comprar outro.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:40 | link do post | comentar | ver comentários (26)

O que a comunicação social não refere acerca da mais recente entrevista de J.J.

No início da semana, escreveu João Gobern na excelente prosa que mantém no sofrível Record: “NOTA - À hora a que escrevo, não sei se Jorge Jesus vai ou não referir (no Trio de Ataque da RTP-N) o desafio que lhe foi feito do Norte, história que correu os bastidores. Se não contar, revela-se um cavalheiro. Se contar, será reconhecido como homem de palavra. E vai carregar as nuvens para o lado do Dragão e de Jorge Nuno Pinto da Costa.

 

Nessa terça-feira, num dispensável exercício de caridade de Jorge Jesus para com quem tem tentado cuspir no Benfica, Hugo Gilbeto perguntou a Jorge Jesus se os convites que recebera, já durante a época que agora finda, vieram todos do estrangeiro. Jorge Jesus respondeu, sorrindo incomodado, com outra pergunta, inquirindo o jornalista sobre o motivo dessa pergunta em particular e, em seguida, com o mesmo sorriso de incómodo, escusou-se a responder. Nestes breves segundos de entrevista estava a resposta à questão que João Gobern levantara. Entre a omissão do nome de Pinto da Costa na pergunta do Hugo Gilberto e a não resposta de Jorge Jesus, pode-se ler que o dono do FCP tentou contratar Jorge Jesus para aproxima época e que não o conseguiu.

 

Na época passada acontecera o mesmo. Diz-se nos mentideros do futebol que, após a recusa de Jorge Jesus, um dos homens de mão de Pinto da Costa terá ameaçado o actual treinador do Benfica de que a sua carreira acabara, ao que este teria retorquido que o que acabara teriam sido as vitórias do FCP.

 

Este ano, pelos vistos, o convite ressurgiu e a recusa idem. Resta saber quando chegará a ameaça.

por Pedro F. Ferreira às 09:04 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Quarta-feira, 26.05.10

Simão

Leio isto “Atlético Madrid coloca Simão à venda” e fico dividido.

 

Simão é um dos melhores futebolistas portugueses da sua geração e foi um dos melhores que, na última década, jogaram no Benfica. Aquando da sua saída, não só lamentei o facto de não o continuar a ver jogar com a camisola do Benfica como lamentei a sua decisão de ir jogar para um clube tão foleiro como é o Atlético de Madrid.

 

Sei da forte ligação que Simão tem ao Benfica e ao presidente Luís Filipe Vieira. Se há um ano surgisse a notícia de que o Atlético estava na disposição de libertar Simão, certamente que estaria já a torcer para que o Simão regressasse. No entanto, um ano depois, com a actual realidade, e mesmo sabendo que o Di Maria tem uma enormíssima probabilidade de não continuar no nosso Benfica, tenho dúvidas se este é o momento certo para o regresso de Simão.

 

Por outro lado, tenho a sensação de que, se não for este o momento do seu regresso, nenhum outro será… e eu gostaria de voltar a ver o Simão no Benfica.

 

Mon coeur balance.

por Pedro F. Ferreira às 10:25 | link do post | comentar | ver comentários (78)
Terça-feira, 25.05.10

A Vida por uma negra!

Eu como já aqui referi tenho orgulho de ser português. Uma das coisas de que me orgulho é da língua. Daí ser um apoiante da politica deste blog de não aderir ao acordo ortográfico.

 

Existe uma expressão de qual gosto de uma forma particular, e particularmente, nestes últimos dias: "Fazer-te a vida negra".

 

Esta expressão leva-me ao imaginário dos filmes do Padrinho, inspirado na figura do Al Capone. Os filmes do Padrinho e a figura do Al Capone sempre me entusiasmaram e me inquietaram. O entusiasmo é o prazer sádico de ver sangue por todo lado, mortes, ameaças, coação sobre os outros, mas saber que tudo não passa de um filme. A inquietação passa pela fugaz ideia que isso actualmente poderá acontecer na vida real. Seria quase como me virem dizer que tal como Eregion (Terra dos elfos ferreiros do senhor dos anéis) a cidade de Palermo também existe. Obviamente que tudo isto não passa de um imaginário longínquo de meados de 2008.

 

Sim, em 2008, também numa terra que tal como Palermo é banhada pelo mar, Matosinhos, num restaurante, ao almoço, uma certa pessoa responsável pela tutela de um determinado ramo de interesse económico, o futebol,  é confrontado por outra, que é vice-presidente de uma entidade com interesse directo no ramo que o outro tutela que lhe diz: "Meu caro, ou você corre com o Ricardo Costa e tem a vida facilitada ou vamos fazer-lhe a vida negra".  Diga-se que Ricardo Costa, era outra pessoa, com grande importância na tutela do futebol, e subalterno do senhor que almoçava calmamente no restaurante.

 

Ora bem, restaurantes, em cidades à beira-mar,  ameaças em restaurantes feitas de forma amigável "meu caro", é tão Palermo, mas tão Palermo e é tão Padrinho mas tão Padrinho  que até me arrepio.

 

Mais arrepiado fiquei quando vi uma fotografia do senhor da ameaça e me veio à ideia que ele me fazia lembrar alguém. Digam lá se não são parecidos

 

 

 

Eu perante estas fotográfias fico com a ideia que o tal senhor dirigente ameaçado, que entretanto abandonou a tutela desportiva. teve sim a vida por uma negra.

 

 

A coragem!

Os árbitros merecem respeito e devem ter a garantia que a sua integridade física seja respeitada.
Os clubes devem respeitar e contribuir para isso. Já há muitos clubes que através dos seus presidentes promovem o bem-estar e a saúde mental e física dos árbitros, oferecendo-lhe fruta, café, chocolates. Tudo que lhes alegre a alma.
Os árbitros são pessoas solitárias e que por vezes precisam de companhia. Certos clubes pensando na solidão dos árbitros e ainda no medo que eles podiam vir a ter por dormir à noite sozinhos resolveram arranjar-lhes companhia para as noites. E quem podia garantir a segurança de um arbitro durante a noite: mulheres.
Obviamente que havia o cuidado que nenhuma dessas mulheres fosse sado-maso pois ai o arbitro podia ser alvo de coação e a sua integridade física podia estar em causa na medida que seria acorrentado e chicoteado violentamente e de forma reiterada.
Certos presidentes vão mais longe e até abrem as portas de sua casa para que os árbitros possam desabafar e  pedir ajuda nos seus casamentos.
Nestes casos os dirigentes desses clubes são louvados e aplaudidos porque tudo fizeram para garantir a segurança e bem-estar dos árbitros.
Noutras situações quando hipoteticamente certos árbitros recebem sms num tom mais metafórico que real por parte de cidadãos anónimos que nada têm a ver com a direcção dos clubes começam a ler-se palermices de perda de pontos e descidas de divisão.
Obviamente que foram ingénuos por o  terem feito de forma anónima. Certamente se o tivessem feito através de um livro onde se orgulhavam de todos as atrocidades feitas nada lhes teria acontecido. Se tivessem agredido jornalistas em directo perante as televisões rapidamente teriam interrompido a emissão e essa atitude teria passado impune. Ou se ainda tivessem a coragem, qual homens sem pecados, de atirar pedras a Jesus, à frente da policia, a cegueira selectiva dos agentes de autoridade teria absolvido este pecado. Merecem como tal ser punidos.
Por isso gosto do meu País, que ataca os anónimos e defende os homens de coragem.
Segunda-feira, 24.05.10

Os pontos nos iis.

Se, eventualmente, eu tivesse feito uma lobotomia e fosse ler os jornais desportivos portugueses dos últimos meses (perdoe-se-me a redundância, já que ler os ditos é frequentemente uma experiência próxima da lobotomia), dificilmente acreditaria na justeza da conquista da Liga Sagres por parte do Benfica. A campanha que desde há algum tempo a esta parte vem sendo feita para denegrir a imaculada vitória no campeonato, ou “sem espinhas”, como diz o senhor Jorge Jesus, é ridícula, mesquinha e do tamanho de quem a orquestra. Como é lógico, a dita campanha não pretende obter frutos no imediato (ninguém nos tirará o título, evidentemente), mas conta com efeitos a longo prazo, nomeadamente para a próxima época. Para já, o importante é veicular a ideia de que este campeonato é indigno, que é o campeonato dos “túneis”. Mas se o polvo não dorme, nós também não.

  

Uma das histórias que surgiu para desestabilizar foi a suposta utilização irregular do Kardec. Porém, os mesmos que viram que um jogador não pode jogar em três clubes na mesma época desportiva (e o Kardec fê-lo: Vasco da Gama, Internacional e Benfica) não quiseram ver que, no caso de os clubes envolvidos pertencerem a associações cujos calendários se sobrepõem (como é o caso dos clubes em que Kardec jogou), o jogador pode alinhar por até três clubes diferentes. Como diz o Saramago, «quem isto não entender à primeira vez não merece que lho expliquem segunda».

 

Depois veio a questão dos túneis, que eu, confesso, não percebo. O fcp esteve onze jogos (dois por castigo no início da temporada e nove após o castigo na sequência do Benfica-fcp) sem o Givanildo, em que fez 24 pontos em 33 possíveis, ou seja, fez 72,72% dos pontos; e, com o Givanildo (ignorando os jogos incompletos do jogador), nos restantes 21 jogos, fez 44 pontos em 57 possíveis, ou seja, fez 77,19% dos pontos. Ora, o fcp queixa-se do facto de ter sido prejudicado com a ausência do Givanildo, no entanto, se o fcp tivesse feito 77,19% dos pontos possíveis de todo o campeonato (que é, aparentemente, o que conseguiria com o Givanildo em campo), teria acabado com 70 pontos (69,4, mais precisamente), ou seja, nem conseguia o segundo lugar. Ora, pergunto: para quê tanto alarido, se, mesmo com o Givanildo, não teriam sequer chegado ao segundo lugar? Razão de queixa tem o Benfica que, justamente por causa de um túnel, se viu privado do melhor marcador da Liga Sagres para o jogo da Taça de Portugal com o guimarães. No pólo oposto do fcp, as imagens mostram que Cardozo não se envolve nos conflitos, porém é afastado de um jogo determinante para as nossas aspirações. Esta época ficará conhecida como a época dos túneis, de facto, mas dos túneis que despudoradamente retiraram ao Benfica a possibilidade de fazer a dobradinha.

 

 Finalmente, uma parte considerável dos comentadeiros da nossa praça considera que o braga fez uma excelente época e que teria sido um justo campeão. O Domingos diz inclusivamente que o Benfica não o convenceu e sugeriu que a vitória no campeonato se ficou a dever ao facto de a nossa equipa ter jogado 1/3 do campeonato contra equipas com 10 jogadores. Quanto a esta questão, não me vou dar ao trabalho de estar a fazer as contas aqui. Elas já estão feitas, e bem, no blogue Fórum Benfica . O Benfica, na Liga Sagres, tem mais duas vitórias que o braga (24 contra 22, e metade 22 destas foram obtidas pela diferença mínima), menos um empate (4 contra 5) e menos uma derrota (2 contra 3). Tanto o Benfica como o braga sofreram 20 golos, mas o Benfica marcou mais 30 golos (78 contra 48) que o braga. No que diz respeito às outras competições, o Benfica ganhou a Taça da Liga, mas o braga não passou da fase de grupos; na Liga Europa, o Benfica foi até aos quartos-de-final, mas o braga ficou-se pela 3ª pré-eliminatória (o único jogo que disputou); apenas na Taça de Portugal se pode dizer que o braga foi melhor: o Benfica foi eliminado por causa de um túnel na 4ª eliminatória, e o braga ficou-se pelos quartos-de-final. Além do mérito que temos de reconhecer ao Benfica em todas as competições em que participou, excepto no jogo da Taça de Portugal, em que, não me canso de dizer, foi vítima do sistema, o Benfica jogou necessariamente mais jogos que o braga, que, desde 3 de Fevereiro, apenas andou a jogar numa competição.

 

Tudo isto são dados objectivos. Excluo daqui as pedradas, os casos estranhos de arbitragem, os processos e as nomeações dos árbitros, que, se não tivessem existido, teriam permitido, objectivamente, a possibilidade de conquistarmos a Taça de Portugal e de, sendo campeões mais cedo, lutarmos com outras armas na Europa, contra equipas que estavam claramente ao nosso alcance.

 

Os jornais podem continuar este festival da idiotice, podem esmiuçar o facto de o Aimar não poder ter ido à digressão americana (ainda não se lembraram desta…), podem despedir o João Gabriel, podem vender os nossos jogadores e comprar outros (nisso, são hábeis), podem fazer o que bem entenderem, porque a verdade, para mim, é apenas uma: o Benfica, em 2009/2010, foi impedido de disputar justamente a Taça de Portugal e foi impedido de se apresentar ao melhor nível na Europa. É importante ter isto bem presente para 2010/2011, e não há campanha que esconda isto.

 

p.s. - por favor, tirem-me o Fábio Coentrão daquela equipa! Ainda lhe vai acontecer o que aconteceu ao Quim depois daquele jogo fatídico com o Brasil.

Sobre a suposta demissão de João Gabriel.

Não sei se começou no DN ou se começou no Record. Sei que terá começado em alguma dessas redacções onde pontificam fantásticos jornalistas de investigação. Daquela investigação feita com o cu na cadeira, as orelhas no telemóvel e os olhos nos blogues e fóruns da internet.

 

Num desses jornais surgiu a notícia de que o Director de Comunicação do Benfica, João Gabriel, se teria demitido ou teria apresentado uma carta de demissão ou teria dito à vizinha do primo da sogra do tio do rapaz da padaria que se ia demitir. Isto surgiu a meio da semana. No Domingo, já o calhandreiro-mor da SIC, o Rui Santos (não se iludam com a aparente simpatia recente do senhor em causa para com o nosso Benfica) especulava sobre os motivos da tal suposta demissão. Sem nada dizer, ia deixando umas suspeitas no ar… coisa “inocente” como é seu hábito.

 

Muito bem, vamos ao que interessa: João Gabriel é e será o Director de Comunicação do Benfica. Repito: João Gabriel não se demitiu de coisa alguma, é e será o Director de Comunicação do Benfica.

 

Agora, deixem-se de tretas e vão beber uma ‘jola’, o tempo convida e nunca é demais festejar o Benfica campeão.

por Pedro F. Ferreira às 17:28 | link do post | comentar | ver comentários (29)

“O Jogo” numa redacção a brincar ao jornalismo.

A linha editorial do jornal desportivo “O Jogo” é há muito conhecida. É uma linha tão sinuosa como sinuoso é o caminho que alguns árbitros fazem para uma casa na Madalena. Aliás, há no dito jornal quem, à custa de muitas deslocações domiciliárias, não precise de indicações telefónicas para encontrar a dita casa.

 

Hoje, mais uma vez, no jornal “O Jogo” [link], ficou demonstrada a utilidade que alguns jornalistas daquele arremedo de jornal dão ao código deontológico da profissão que eles envergonham. Da mesma forma, ficou, mais uma vez, demonstrada a inutilidade do próprio jornal.

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[Espero, agora, que neste afã de entrevistas de final de época, Jorge Jesus (ou o departamento de comunicação do Benfica) saiba tratar este jornal com o desprezo que o seu director tem feito por merecer. Para andar a dar esmolas a quem não merece, já me basta a ameaça de ter de ver o nosso treinador garantir audiências num programa onde Rui Moreira e Rui Oliveira e Costa debitam ódio ao Benfica.]

por Pedro F. Ferreira às 09:40 | link do post | comentar | ver comentários (57)
Sábado, 22.05.10

Orgulho do 'um' que somos

A entrevista de Jorge Jesus hoje à ‘A Bola’ é admirável, a todos os títulos, e sugiro a sua leitura (que podem fazer aqui). Mas há um excerto que aqui tenho de deixar, forçosamente:

 

‘…Eu já tive oportunidade de dizer isto: os dois jogos mais importantes da época, que fizeram com que fossemos campeões, foram o da primeira jornada com o Marítimo e o da Taça de Portugal, que perdemos com o V. Guimarães. Foi aí que fomos campeões, quando os sócios do Benfica depois de um empate e de uma derrota aplaudiram a equipa no fim e os jogadores sentiram que quando errassem poderiam ficar serenos porque os adeptos estariam sempre do lado deles. Foi isso que fez com que a equipa nunca mais parasse.’

 

Não sei se consigo transmitir o orgulho que isto me dá. Por perceber que nós, que pelas bancadas fazemos a nossa parte e jorramos a nossa alma, temos um papel efectivo, real, verdadeiro. Por perceber que os jogadores e a equipa técnica o sentem, e por perceber que conseguimos, todos nós, funcionar como um. Como aqui escrevi há uns dias, como o ‘um que resulta da imensidão de muitos’.

Meus amigos, em suma, por perceber que o que sinto, que o que todos nós sentimos, encontra eco neles, que lá em baixo no relvado dão substância ao nosso sonho de manto sagrado ao peito, e que, efectivamente são um prolongamento do que somos todos nós.

 

Deixo-vos com esta nota, vinda de quem já percebe tudo isto muito bem e de quem já é verdadeiramente um dos nossos:

 

‘Javi García, um dos jogadores que encaixou como uma luva na equipa, não só do ponto de vista desportivo mas também pela forma como aprendeu a viver o encarnado, fez mesmo uma declaração de amor: «Isto é parecido com o Real Madrid, mas muito melhor. Sinceramente, o Benfica é o primeiro clube que realmente quero!».'   

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:30 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Sexta-feira, 21.05.10

Macacos (lagartos) de imitação

Intróitozeco:

 

O blog tem estado muito sossegado e tem estado tudo muito orientadinho e as pessoas todas muito sérias e tudo um bocado panhonha. Isto está claramente a precisar de parvoíce. E, como sabem - é uma das leis do Universo - parvoíce = lagartagem.

Ora vamos lá:

 

Parece-me evidente, após as célebres declarações do Cabeça de Cotonete (alguém escreva um livro, sff) em que este preconizava uma ‘gestão à Porto’ e olhando para a espécie de equipa da Velha Guarda do FC Porco que o Costeletinha anda a tentar montar, que por esta altura na lagartagem se está a tentar construir uma espécie de imitação barata (porque não há, de facto, dinheiro) do clube do Mestre Pinto. A emulação é, no entanto, perigosa (para a lagartagem - e, vendo bem, no fundo, boa) e parece-me que condenada ao fracasso. Porquê?

 

Porque ter como enquadramento para a gestão desportiva de uma agremiação (por mais apatetada que seja) a construção de uma cópia ranhosa da equipa dos andrades do tempo do Mourinho é um bocado parvo: aquilo já foi há uns 6 ou 7 anos e, por exemplo, o Maniche cada vez está mais parecido com uma mulher de meia idade obesa. Feia. Muito, muito feia.

Mas, principalmente, porque é preciso ser-se orientado da cabeça para brincar aos gangsters.

Para se emular o clube do Guarda Abel é preciso ser um canalha, sim, mas um canalha orientado e um canalha profissional na trafulhice que faz. Eficiente na aldrabice. Uma gestão à Sopranos não se compadece com pacóvios que nem conseguem tomar conta de uma camisola.

 

Ou seja, e no fundo, a lagartagem até teria hipóteses de ter algum sucesso com esta estratégia de emulação do clube da fruta se o Cabeça de Cotonete não fosse um asno de proporções pantagruélicas. Cheira-me que, se nem o raio de uma camisola consegue entregar, era gajo para, por exemplo, dar aconselhamento familiar ao árbitro errado (ou ao tipo da Telepizza, se lhe tocar à campainha) ou para dar, ao telefone, as direcções erradas no caminho para a casa de tal modo que o árbitro nunca mais apareceria em lado nenhum ou, sei lá, de achar que a ‘fruta’ seria mesmo fruta e mandar cestos com ananases, peras e bananas para os hotéis das equipa de arbitragem, ou até comprar (penhorando o passe do Pongolle) uma máquina de café para tirar ‘galões’ em condições. Ou então comprar viagens ao Brasil para oferecer ao Xistra e depois perder os bilhetes e ter de oferecer fins-de-semana na Quarteira.

Ainda por cima tem claramente a pinta de ser indivíduo para, numa festa de um núcleo qualquer da lagartagem, entusiasmado por umas valentes imperiais, tinto carrascão e Vat 69 (que as festas da lagartagem não dão para mais) e por uma sessão de abano de maracas ao som de Dias Ferreira em registo Zé Cabra (mas para pior), conseguir virar-se para a matrafona desbocada do lado ou para um jornalista presente e dizer coisas como ‘não diga nada a ninguém, mas arranjámos um gajo na CML que nos arranja pedras da calçada para as claques poderem brincar, que a polícia limpou os baldes que lá tínhamos. Aquilo é que vai ser arrear nos lampiões’.

 

Convenhamos, estamos a falar de um pachola que veio com a teoria do ‘trabalho de sapa’ nas famílias e com aquela história das sportinguistas terem a infelicidade de casar com benfiquistas e outras pérolas de qualidade inquestionável. Estou muito bem a vê-lo a passear pela rua e a deixar cair post its dos bolsos com notas como ‘Comprar uma camisola para o Renato’, ‘Ligar ao Vítor Pereira e pedir o Xistra’, ‘Pedir ao Bernardo uma capa do Record com o Sá Pinto em miúdo e os 10 putos da Academia que fizeram o crisma ’ ou ‘Falar com o Jorge Nuno para dizer o que queremos este ano para estar calados: pode ser caixas de Cutty Sark, que o Oliveira e Costa não me larga.’

 

De qualquer maneira, agora mais a frio, e depois do choque da saída do Salema (e agora quem, naquela casa, é que vai escolher os cortinados dos quartos do Abrigo de Alcochete ou pegar no projecto muito pessoal da adaptação para musical da Casa na Pradaria, que implicava vestir todos os jogadores como filhas adolescentes do Michael Landon?), parece-me que há espaço para algum conforto: um clube que tem nos seus estábulos gente como o João Braga, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, aquela égua dos Delfins, o trambolho do Eduardo Barroso e inimputáveis como o Cabeça de Cotonete e aquele obtuso do Ernesto não sei das quantas que também tem um espaço, por caridade, n' A Bola, tem, com toda a certeza, massa crítica para nos continuar a deslumbrar.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:57 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Quinta-feira, 20.05.10

A importância relativa das questões "fracturantes".

 

O email da "Tertúlia" tem sido inundado de mails a protestar contra a cor da publicidade da TMN nas camisolas do Benfica. A página da "Tertúlia" no facebook também tem tido muitos leitores que se queixam do mesmo. Leio no twitter comentários e discussões apaixonadas sobre o assunto. Vejo um pouco por toda a internet manifestações e discussões acaloradas sobre  a tal publicidade. Criam-se grupos e contra-grupos no facebook, criam-se formas de pressionar a Direcção do Benfica e a Administração da PT para que alterem a cor da publicidade nas camisolas. Há quem faça deste assunto uma questão estrutural e não perdoe os que olham para isto como uma questão menor. Medem-se benfiquismos, ganham-se antipatias e pequenos ódios de estimação, enquanto se discute o assunto.

 

Por mim, e apenas falo / escrevo por mim, preferia ter uma cor diferente a enquadrar o patrocínio da TMN, mas não faço disso um cavalo de batalha. Neste novo equipamento está aquilo que verdadeiramente considero importante: as quinas de campeão nacional. Acho meritório o esforço de quem se tem empenhado para mudar aquela cor do patrocínio, mas julgo que os nossos esforços deverão já estar direccionados para ajudar o nosso Benfica a ganhar o próximo campeonato.

 

No meio de tudo isto, olho para trás, recordo-me daquilo que servia de luta e dividia os benfiquistas há um ano, em seguida olho para esta apaixonada discussão vivida no presente e não posso deixar de sorrir… com a satisfação da certeza de que na diferença da importância dos assuntos discutidos se pode medir a distância do excelente caminho percorrido.

por Pedro F. Ferreira às 23:30 | link do post | comentar | ver comentários (70)
Terça-feira, 18.05.10

Mantorras.

 

Mantorras é um miúdo de 28 anos a quem a vida pregou um finta daquelas que ninguém merece. Com um talento ímpar para o futebol, teve a sua promissora carreira estagnada no “promissora” sem nunca ter tido uma “carreira”. A lesão, aquela maldita e mal explicada lesão transformou uma das maiores promessas mundiais num futebolista de 10 minutos em final de jogo, jogados à custa de muitos e dolorosos sacrifícios semanais.

 

Nunca o público da Luz se regateou a esforços para lhe dar o aconchego possível. Mantorras retribuía com o que ninguém lhe ousava pedir: pagou com alguns golos importantes, decisivos e improváveis. Golos que foram muito importantes para que o Benfica fosse campeão no ano do Trapattoni.

 

Quatro anos volvidos, Mantorras amua, faz birra e tem, publicamente, um comportamento imaturo e nada profissional. O que mudou entretanto? Não fez qualquer jogo para o campeonato e ficou aborrecido porque não fez parte dos 18 futebolistas que se equiparam para o derradeiro jogo. O que mudou entretanto? A realidade apresentou-se-lhe como ela é: real.

 

Por mim, foi com muito alívio que eu vi o treinador não arriscar um campeonato em função da, certamente, simbólica, emotiva e pouco racional utilização do Mantorras no último jogo. E foi com incredulidade que vi / li o mesmo Mantorras em entrevistas e recados [link] “exigir respeito”, auto-intitular-se “referência do Benfica”, ameaçar o clube e, com isso, colocar o Benfica numa situação extremada, indesejada e que conduzirá a que apenas um saia perdedor de toda esta situação bizarra: o próprio Mantorras.

 

Não sei se é ou não uma inconfidência, mas sei que Mantorras foi, ao longo da época, preparado para o final de carreira. Sei que já lhe explicaram que, perante a lesão que tem, esta teimosia em forçar o joelho poderá conduzir à imobilidade futura. Sei que uma carreira pós-futebol, num cargo de grande dignidade e relevância, já estava a ser preparada. Sei que tanto no Benfica como na Federação Angolana de Futebol o seu futuro poderia ser isso mesmo: um futuro.

 

Lamento que Mantorras se tenha fintado a ele mesmo e que tenha marcado um tremendo auto-golo na sua vida. Diz ele que está triste e que acredita que todos os adeptos também estejam aborrecidos. Pois, ele nem imagina como este adepto que aqui escreve está aborrecido… com as atitudes do próprio Mantorras.

 

Neste momento, desejo apenas que a paciência e o humanismo dos responsáveis não se esgote perante as públicas manifestações de imaturidade e irresponsabilidade que o Mantorras tem tido. Assim, pode ser que os responsáveis tenham a paciência que já me vai faltando.

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por Pedro F. Ferreira às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (89)
Sábado, 15.05.10

Lucílio Baptista e Paulo Costa

Passou quase despercebido, mas o final deste campeonato livrou o futebol português de duas das muitas nódoas que o têm andado a manchar nos últimos anos: Paulo Costa e Lucílio Baptista.

 

Durante anos, esta dupla contribuiu para a grande farsa da arbitragem portuguesa. Ambos são filhos de um sistema que nos habituou a premiar os que de forma mais solícita procuravam “aconselhamento familiar” na antevéspera dos jogos. Agora, finalmente vemo-nos livres destes dois herdeiros da linhagem de Porém Luís, António Garrido, José Pratas, Martins dos Santos, Miranda de Sousa, Carlos Calheiros, José Guímaro, José Silvano, Juvenal Silvestre, António Costa, Isidoro Rodrigues, Donato Ramos, Fortunato Azevedo e tantos outros Coroados da vida airada.

 

Para o anedotário nacional fica o facto de Paulo Costa ser o presidente do Conselho Deontológico e Disciplinar da APAF. Faz sentido, só a arbitragem portuguesa poderia parir um exemplo de deontologia como esse.

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por Pedro F. Ferreira às 19:03 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Sexta-feira, 14.05.10

Ousadia

Temo-lo dito várias vezes: o futebol português, pejado de trapaceiros, batoteiros, vigaristas, invejosos e gente de mentalidades tacanhas e pequeninas, não merece o Benfica. Ao longo da nossa gloriosa história são inúmeros os exemplos que mostram que é o futebol português quem lucra e tira partido dos feitos do Benfica, e não o contrário. É o Benfica quem dá a conhecer o futebol português (e Portugal) ao mundo tendo, pelo contrário, que lutar para contrariar o espartilhar e o apequenar que os factos de ter nascido neste país e pertencer a este futebol acarretam.

 

Esta época, para além do futebol que nos encantou, o Benfica encheu-nos também de orgulho pela sua atitude fora dos relvados. Ao longo de toda uma época em que não faltaram situações em que fomos confrontados com factores estranhos ao jogo que nos tentaram prejudicar, a nossa resposta foi sempre dada dentro do campo, sendo ainda maiores, ainda mais fortes, e derrotando todas as adversidades. Não se ouviu, durante toda a época, uma única palavra do Benfica sobre arbitragens ou uma única crítica às instâncias dirigentes do nosso futebol, mesmo em casos de flagrantes injustiças para connosco. Pois mesmo com esta atitude, o Benfica foi acusado (pela lagartagem) de tentar 'incendiar o futebol português'. Quando a nossa equipa e adeptos foram recebidos no Porto num clima de autêntico terrorismo, a resposta do Benfica foi um comunicado a apelar à calma, a pedir que não respondêssemos a provocações, e a recordar às pessoas que aquilo era apenas mais um jogo de futebol. A resposta dos andrades foi um comunicado vergonhoso, passando uma esponja pelos actos ignóbeis a que o país assistiu, e a dar cobertura à violência e ao ódio.

 

Diz-se que quem não sente não é filho de boa gente. Os benfiquistas não são diferentes nesse aspecto, e será por isso natural que exista uma enorme revolta não só por esses actos, mas por outros ainda a que assistimos no passado fim-de-semana, que se queria de alegria pela conquista do título, mas onde acabámos por assistir a mais demonstrações de ódio, violência e intolerância da parte de gente que quis impedir os benfiquistas de, simplesmente, darem largas à sua alegria. De uma forma preventiva, e sabendo-se que muitos daqueles que perpetraram várias das barbáries a que assistimos nas últimas semanas visitarão Lisboa este fim-de-semana, mais uma vez o Benfica veio apelar à calma e contenção por parte dos seus adeptos, através de um novo comunicado que só nos pode orgulhar. A resposta dos andrades foi a esperada: responder com mais um comunicado básico que começa com o argumento primário que o Benfica não é parte interessada na Taça de Portugal (o Benfica também nada tinha a ver com o Estoril x Porto para a Taça da Liga, disputado fora da cidade de Lisboa, mas quando alguém teve a infeliz ideia de atirar UMA pedra à comitiva dos andrades eles não hesitaram em culpar o Benfica pelo incidente, indo mesmo ao ponto de mencionar o Estoril x Porto no comunicado cretino que fizeram a 'justificar' as cenas degradantes que se passaram no Porto há duas semanas), e acusando-nos de tentar previamente "dissimular eventuais casos de violência", adivinhando que quaisquer actos de violência sejam da nossa responsabilidade.

 

Portanto, a ver se percebemos: antes de se passar o que quer que seja, o Benfica apela à calma e contenção dos seus adeptos, desejando uma final da Taça de Portugal na maior das normalidades. Isto é uma tentativa de dissimular actos de violência. Depois de haver adeptos perseguidos e espancados, carros destruídos, apedrejamento do autocarro da equipa com dois jogadores a ficarem feridos (e a terem que se considerar sortudos por não lhes ter acontecido nada de mais grave), pais espancados à frente dos filhos, filhos mal tratados à frente dos pais, senhoras de meia idade aterrorizadas, tentativas de roubo de carros para os atravessar em linhas de comboio, fazer-se um comunicado em que não só se ignoram olimpicamente todos estes actos como ainda, de forma abjecta, se tenta dar-lhes cobertura e justificá-los, é o quê?

 

Notícias recentes informam-nos que terá falecido um adepto do Benfica cujo único erro foi querer manifestar a sua alegria por uma conquista do Benfica, julgando estar num país democrático e livre. Infelizmente, esqueceu-se que há uns meses atrás alguém atirou uma pedra à comitiva dos andrades antes de um Estoril x Porto. E isto, para algumas mentes tacanhas e imbecis, justifica o altíssimo preço que pagou pela sua ousadia.

 

P.S.- Felizmente, a 'notícia' sobre o eventual falecimento de um adepto benfiquista era falsa (mas apenas essa parte; não o a parte sobre a cretinice dos comunicados da andradagem, que essa infelizmente mantém-se verdadeira e constante). Foi apenas mais um exemplo de mau jornalismo (e não, não foi da parte do nosso canal), como acabei de ver esclarecido pelo João Gonçalves no Red Pass.

por D`Arcy às 16:56 | link do post | comentar | ver comentários (42)
Quarta-feira, 12.05.10

And now for something completely different

Para o exercício do nosso benfiquismo aqui no blogue, nós, os escribas, como o próprio nome indica, usamos necessariamente o registo escrito do português, e, neste sentido, não podemos ser insensíveis à existência de um Acordo Ortográfico para a nossa língua. Ao longo destes anos, tivemos sempre o cuidado de apresentar textos que respeitassem a nossa língua, em primeiro lugar porque entendemos ser esse o nosso dever enquanto cidadãos, e, em segundo lugar, porque, no contexto do blogue, é ela o meio de que nos servimos para defender o Benfica. Aliás, frequentemente, o nosso exercício da cidadania confunde-se com o nosso benfiquismo e vice-versa, e por isso talvez aquelas duas razões sejam apenas uma. Na nossa última reunião tertuliana, recusámo-nos, unanimemente, a adoptar o Acordo Ortográfico, por estarmos em profundo desacordo com as alterações aí previstas, como aliás uma parte significativa da população portuguesa. Não adianta estar aqui a elencar as razões que nos conduziram a essa decisão, basta dizer que entendemos o Acordo Ortográfico como uma falta de respeito pela língua portuguesa.

 

Ficou também decidido nessa mesma reunião que, por uma questão de honestidade para com os nossos leitores, tornaríamos essa recusa expressa no blogue, e, porque entendemos ser esse o nosso dever cívico, iríamos disponibilizar o nosso meio de protesto – o laço que a partir de hoje surgirá no canto superior direito do blogue – para quem o quiser usar nos respectivos blogues. O código é o seguinte:

 

<div style="position: absolute; top: 0; right: 0;">
<a href="http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/1060793.html" target="_blank"><img alt="origem" src="http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o4705f5fa/7176469_EqZYv.png" border="0"/></a></div>

 

Cada um faça como entender. E pronto, o blogue segue como previsto dentro de momentos.

Momento

É impossível resumir o campeonato do Benfica a um só momento, pois foram vários os momentos, que nalguns casos corresponderam a jogos inteiros, em que o Benfica nos deixou rendidos à sua inequívoca superioridade.

Houve jogos inesquecíveis pelo ambiente de apoio que se sentia nas bancadas, e aí destaco o jogo com o FC Porto. Importa também destacar as várias goleadas, conciliadas com verdadeiros hinos ao futebol-espectáculo (volta, Gabriel Alves, estás perdoado!!), que fomentaram, em primeira instância, a reaproximação entre a equipa e os sócios e adeptos. Outro jogo importantíssimo acabou por ser a vitória na Figueira da Foz: inverter um resultado negativo de 0-2 numa vitória por 4-2 permitiu à equipa aumentar a confiança em si própria e, ao mesmo tempo, funcionou como aviso para a importância de nunca subestimar os adversários em momento nenhum do jogo...

Cingindo-me apenas a momentos  decisivos, é de golos que tenho de falar. O golo de Luisão ao Braga tem, obviamente, de ser destacado, pois ele materializou a vitória sobre o nosso mais directo (e surpreendente) adversário neste campeonato, permitindo alargar a distância pontual para 6 pontos (que veio a revelar-se decisiva). Não esqueço também o golo de Cardozo ao Nacional (na Choupana), obtido minutos depois de falhar um penálti e cujos festejos foram bem reveladores da união de todo o plantel.

Há também os golos que nos permitiram evitar derrotas e assim amealhar pontos que acabaram por ser preciosos, como o de Weldon ao Marítimo (na jornada inaugural) ou de Nuno Gomes em Olhão.

Mas embora os golos que permitiram as vitórias sobre os nossos adversários mais directos tenham sido de inegável importância, há um que recordo de forma muito especial: o golo da vitória sobre a Naval, no nosso estádio. Depois de um jogo em que o Benfica "massacrou" e criou oportunidades suficientes para ganhar confortavelmente (para não dizer golear), chegou-se ao último minuto com um empate a 0. Quando após a marcação de uma falta lateral, Javi García cabeceou para dentro da baliza, eu (e creio que muitos Benfiquistas) fiquei, naquele momento, com a certeza (quase) absoluta de que o Benfica seria campeão. Aquele golo não surgia fruto do acaso, mesmo tendo sido obtido com o jogo a acabar, mas sim como resultado do esforço de todo um jogo, em que a equipa nunca deixou de acreditar que podia (e merecia, oh se merecia!) alcançar a vitória, nunca perdendo o discernimento.

 

 


E tão espectacular como o golo (um excelente golo, diga-se), foram os festejos, com os jogadores visivelmente emocionados, nomeadamente David Luiz, Rúben Amorim e o próprio Javi García.


Aquela vitória foi a prova de que o Benfica merecia ser recompensado pela forma de jogar que vinha apresentando desde o início da época e de que essa a recompensa acabaria sempre por chegar, fosse ela uma vitória no último minuto do jogo ou o título de campeão no último jogo do campeonato. Foi a prova inequívoca de que, a melhor forma de lutar pela vitória e pelo título era, precisamente, jogar sempre com aquela atitude e nunca esmorecer, mesmo perante as adversidades. E, não haja dúvidas, ao fim de 30 jornadas, essa atitude foi devidamente recompensada!

Terça-feira, 11.05.10

De muitos, (faça-se) um

E de repente o estômago sobe à boca, e o mar inunda os olhos e a alma fica cheia, tão cheia, e o mundo passa a fazer sentido e o Benfica volta a casa e nós estamos lá à espera, há anos de porta entreaberta a olhar para a estrada a ver se ele volta.

 

 

Gosto de dizer – faço alarido disso – que não sou um homem religioso, do alto do meu orgulho arrogante de quem acha que é auto-suficiente na sua carapaça bem estruturada, no seu aprumado sistema de pensamento e valores.

Minto. Minto, tenho mentido a mim próprio e minto a quem mo ouve dizer. Percebo agora que professo o Benfica como uma fé, entranhada na alma e imorredoira, e vivo desesperadamente agarrado a ela, como se fosse um amuleto que me protegesse do mundo (o que, na verdade, é).

 

Quando o Benfica cumpre o seu destino, quando ganha, parece que o Universo se alinha e que de repente tudo passa a fazer sentido, tudo passa a estar no seu lugar, tudo ganha ordem. Quando o Benfica cumpre o seu destino, o Mundo – torto e imperfeito como é – parece uma criação harmoniosa e justa, simples no seu desígnio, honesta no seu âmago. As coisas ficam mais nítidas, as cores mais vivas, o ar mais leve, a respiração mais fácil. Quando o Benfica cumpre o seu destino, o Benfica volta, na verdade, ao lugar onde deve estar, ao lugar de onde nunca deve sair, ao lugar que sente a sua falta, que clama por ele quando ele - o Benfica – lá não está.

 

Domingo à noite, enquanto largava à sorte - pelos ares da Lisboa que dançava de corpo enroscado no Benfica campeão – o grito reprimido que levo dentro do peito há mais tempo do que devia, encontrei – encontrámos – um mar de gente que queria, que precisava como de ar para os pulmões, de derramar a alma por sobre a cidade pintada de vermelho. De entre essa gente, muita veio falar connosco, e a todos eles envio um abraço mais forte do que aquele que naquela altura consegui dar - a luta foi árdua, isto saiu-me do corpo e do espírito, e eu sou franzino.

Velhos, novos, altos, baixos, de todas as profissões e estratos sociais, de todos os credos, convicções, ideais políticos, raças, nacionalidades. Tímidos, extrovertidos, cultos, simples, despreocupados, resguardados, optimistas, pessimistas, sãos, doentes, puros, menos puros. O Benfica democratiza a existência humana, mais do que alguma outra invenção do espírito humano. Acredito piamente nisto. Ironia que tenhamos nascido num tão pequeno berço – este país, promessa adiada amordaçada pela inveja – para tamanha ambição à conquista do Mundo. Já o disse mais do que uma vez, digo-o (escrevo-o) outra vez (a verdade merece ser celebrada): o Benfica é um raio de luz, um renascer das melhores qualidades que jaziam adormecidas na alma colectiva de um país reduzido a uma insignificância amordaçante. O Benfica reuniu o que de melhor havia em nós e, fruto de muita luta, suor, sangue, sacrifício e honra, voltou a dar Portugal ao Mundo, enquanto se tornou infinitamente maior que Portugal. Apesar de ter cá nascido, o Benfica é do Mundo – não se esgota numa cidade, numa região, num país - porque o Mundo aprendeu a respeitar o Benfica e nele reconheceu as virtudes que elevam a existência humana. O Benfica de hoje, sustentado neste passado glorioso, projecta-se no futuro, fiel (fiel, caramba!) a tudo o que o construiu.

 

Toda esta gente, este mar que dá a volta ao Mundo, não é do Benfica por acaso. É do Benfica porque o Benfica é são, porque o Benfica une, porque ser do Benfica é um orgulho sem fim, mesmo nas horas mais negras, quando o futuro parece um poço escuro sem fim. Porque ser do Benfica não é só ser melhor que os outros, jogar de peito aberto, dar tudo, sem quartel, morrer com o emblema cravado na carne. É um modo de vida, é ser mais alto (do que os homens, do que os outros, do que tudo), é ter cá dentro uma chama imensa que nos ensina a ser grandes – muito, muito grandes – nas vitórias e grandes nas derrotas.

 

O Benfica é tudo isto, é todos nós, é o um que resulta da imensidão de muitos. Quando, nas bancadas, as nossas almas se unem num grito comum, lancinante e arrebatador, que carrega o Benfica, somos um. E lá em baixo, a equipa, que bebe essa chama, esse apelo, essa invocação, mais não é do que um prolongamento – a espada que brandimos – do Benfica que somos todos nós (aquelas pernas lá em baixo são as nossas pernas, aqueles pulmões são os nossos pulmões). É assim que sinto o Benfica. Uma manta tecida por uma miríade de vontades que me aquece nas horas escuras e frias, uma aragem soprada por milhões de almas que me refresca quando o calor me amordaça, um farol de milhões de corações encarnados que me alumia o caminho quando a noite me sufoca.

 

Era isto que me inundava a alma quando as minhas pernas – num esforço transformado em leveza pela felicidade - me levavam pelos caminhos vermelhos desta cidade enamorada pelo Benfica.

 

Naquele imenso mar de gente que jorrava do estádio como um rio e cujas almas ameaçavam romper o corpo, há um benfiquista que pergunta se pode dar um abraço. É pequeno, humilde, tenaz, e tem a felicidade estampada num rosto onde consigo ver um mapa de uma vida inteira feita a pulso. Indiferente à pergunta, solta o abraço. Dou-o, sentido, emocionado. Somos todos da mesma família, somos todos filhos da Águia (somos todos irmãos que não sabíamos que tínhamos, escrevi uma vez). Por entre elogios ao programa e simpáticas e sentidas palavras sobre como gosta de nos ver e ouvir, diz, não sem alguma mágoa: ‘um dia também gostava de ir à televisão contar algumas histórias minhas. Passei por muitas dificuldades’.

 

‘Passei fome para apoiar o Benfica’. ‘Passei fome para apoiar o Benfica’, diz-me.

 

Paro. Não sei o que dizer, o que responder a isto. Quero dizer-lhe que não precisa de ter fome nunca mais, mas não o sei fazer: as palavras estão-me algures entaladas no corpo, sequestradas pela crueza da devoção cravada no que ouvi.

Que estranha forma de vida é esta que nos impele a escolher a Águia, em sacrifício absoluto do corpo? O que é isto, de que é feita esta gente, quem são, de onde vêm? Que doce e sofrida existência é esta que nos carrega pela vida à revelia de tudo o resto, em luta com o dia a dia e com as necessidades mais cruas? O que é, como se explica, de onde vem esta chama que nos faz desafiar o destino, arriscar coisas que provavelmente não deveríamos arriscar, no limite, em permanente sacrifício?

 

‘Quem são, de onde vêm’, pergunta-se? Porra: são a minha gente, vêm de onde eu vim.

 

A fome que ele tem – eu sei, também é a minha - é mais forte do que a fome que o corpo grita. E esta, apenas o Benfica pode saciar.

Esta gente que tudo dá merece tudo. Tudo. Tudo. Este campeonato é, primeiro e acima de tudo, para eles.

 

Somos campeões. Dignos, justos, sem mácula. Com honra, suor, sangue e sacrifício, honrando a nossa História e todos os que a fizeram.

E na hora da vitória, descubro, com uma claridade perturbadora, que – eu que vivo o Benfica ‘de língua afiada, coração na boca e espada na mão, sem amarras, sem grilhões’ - não quero, não tenho a necessidade, não sinto a premência de agitar a nossa glória em frente a todos aqueles canalhas que nos cuspiram em cima, que nos ofenderam, que usaram tudo e de tudo para nos impedir de cumprir o destino, para evitar que se fizesse justiça. Curiosamente, percebo que não preciso sequer de invocar essa gente: o pior castigo é deixá-los a esbracejar no fel em que se afogam. Chegado aqui, o amor ao Benfica não deixa espaço para mais nada. Lá está: o Benfica faz de mim uma pessoa melhor (como se não lhe tivesse já razões de agradecimento de sobra).

 

Passa o tempo. A poeira assenta, as lágrimas secam, a alma sacia-se. Solto um suspiro do tamanho do Mundo. O Benfica está em casa.

 

Apetece-me abraçar novamente quem abracei pelas ruas. Abraço-os a todos daqui. 

Um abraço do tamanho do Benfica – ou seja, do tamanho do Mundo – para todos os benfiquistas que, no fundo, mais não são que o meu – o nosso - Benfica.

 

E, por fim, um abraço sentido e fiel a quem tudo isto proporcionou. Não tenho memória curta e não sou de lealdades volúveis. Estaria e estarei aqui, com o mesmo abraço, nas horas mais difíceis, como sempre estive (desde o início, de corpo e alma).

Um abraço ao presidente Luís Filipe Vieira pela visão, pela coragem e pela liderança determinada, um abraço ao Rui Costa pelo benfiquismo traduzido em gestão desportiva digna do melhor e maior clube do mundo, um abraço a toda a estrutura directiva, onde há gente que tenho a honra de ter como amigos. Um abraço ao Jorge Jesus por me devolver o Benfica ao Benfica, por me saciar a fome e por descobrir que sempre foi benfiquista e não o sabia. Um abraço a todos os jogadores, que honraram a camisola cor de sangue e me fizeram sonhar.

O Benfica que temos hoje, construído com visão, coragem e muito sacrifício, permite-me dizer, sem qualquer sombra de dúvida:

 

Isto, meus amigos, companheiros de sofrimento, gente que vive com a Águia na alma, é só o início.

 

VIVA O BENFICA!!!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:53 | link do post | comentar | ver comentários (66)

O Benfica é o campeão.

 

O futebol voltou para casa, o Benfica é o campeão. Esta vitória tem rostos, tem cicatrizes, tem méritos, tem sangue e tem lágrimas. É um campeonato merecido, justo, vencido de forma imaculada e que nos permite, como benfiquistas, andar de cabeça erguida.

 

À cabeça, agradeço ao presidente Luís Filipe Vieira. Fui céptico no início, há uns anos. Mas, aos poucos, fui acreditando neste presidente e durante esta época testemunhei o carisma, a liderança e a certeza de quem sabe (depois de ter cometido vários erros) o caminho a seguir e sabe como seguir esse caminho. Luís Filipe Vieira refundou o Benfica. Ao longo deste ano vi-o (garanto que vi) dar lições de democracia, civilidade e benfiquismo a muitos (tantos, meu Deus, tantos!) que durante o período eleitoral se recusavam a cumprimentá-lo. Ao longo deste ano vi-o ter certezas e convicções onde muitos tinham dúvidas e medos. Ao longo deste ano vi e aprendi com o seu exemplo.

 

Agradeço também ao Rui Costa, homem da minha geração, que tem um benfiquismo puro, abnegado, sincero e incondicional. Sem o protagonismo da época anterior, Rui Costa mostrou que aprende rapidamente, é sagaz e que a liderança silenciosa, mas carismática, é indispensável. O Rui, ao longo dos tempos, deixou de ser um ídolo e passou a ser um amigo. No momento da vitória, não pude deixar de me lembrar das suas palavras quando na época passada se adivinhava o insucesso. Foram palavras de quem não desiste, de quem põe o benfiquismo à frente da sua pessoa e da sua imagem. O Rui merece tanto, mas mesmo tanto, este título de campeão…

 

 

Inevitavelmente, Jorge Jesus é o homem do momento. Transformou o futebol do Benfica, aproveitou as infra-estruturas, as condições de trabalho e o esforço de todos para, com o seu talento, devolver, futebolisticamente, o Benfica ao Benfica. Um amigo comum garantiu-me, há um ano, que o “carinhas” vinha para o Benfica. Na altura, perguntou-me como o receberia e eu respondi-lhe que, enquanto cá estivesse, ele seria um dos nossos. O melhor elogio que lhe posso fazer é que, neste momento, gosto de saber que nós fazemos já parte dele.

 

Em Nuno Gomes e Luisão fica o agradecimento a todo o plantel que tanto trabalhou ao longo do ano. Foram muitos os exemplos de benfiquismo dentro daquele balneário. E desses exemplos guardo a memória, mas guardo essencialmente o desejo de que não só sirvam de testemunho como de semente para o futuro.

 

 

Aos adeptos, aos que sofreram nos estádios e fora deles; aos que nunca abandonaram o Benfica; aos que sempre acreditaram; aos que foram ameaçados, agredidos e mesmo assim continuaram a gritar; aos que nos diziam que chegavam a passar fome (sim, fome!) para apoiar o Benfica; aos que disseram sempre presente, desde o início, desde a pré-época, desde sempre; aos que, há um ano atrás, souberam dizer presente e que o continuaram a dizer todos, todos, os dias até à vitória… a todos estes, onde, perdoem-me a presunção, sinto que também estou, não agradeço. A estes peço, tal como me exijo, uma dedicação e entrega ainda maiores, para ganhar também o próximo campeonato.

 

__________

A "Tertúlia Benfiquista" chegou hoje aos dois milhões de visitas. Agradeço aos nossos leitores e ao sapo.pt (particularmente à Jonas). Também nos sentimos campeões.

por Pedro F. Ferreira às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (70)
Segunda-feira, 10.05.10

Palhaçada! Depois de tantos meses de silêncio, o post que eu não queria escrever!

Sem menosprezar todos os outros Campeões, queria dar os maiores parabéns ao Carlos Martins pela raça, ao Quim pela segurança, ao Rúben Amorim pela polivalência e ao Nuno Gomes pela liderança!

Eu podia escrever linhas e linhas de texto a questionar esta miserável convocatória, mas o palerma do nosso Seleccionador não merece o meu tempo!

Voltando ao início do post... muitos parabéns Coentrão! E quanto aos outros 4 que referi... vocês seriam sempre (bons) elementos da minha selecção!

Cada vez mais acredito que não sou português! Sou sim, é do Benfica!

por Corto Maltese às 20:36 | link do post | comentar | ver comentários (110)

Agora podemos começar?

Finalmente terminou a pré-época. O Benfica fez uma grande pré-época, 30 jogos de preparação, 24 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Marcou 78 golos e sofreu 20. Estamos prontos para começar!

Esta pré-época mostrou que temos plantel, equipa técnica, direcção que nos dá garantias para futuro. Temos tudo para ser vencedores, não serão quaisquer Drag Queens, Xistros, emitadores de Quim Barreiros, paixões platónicas que nos irão derrotar.

Força Benfica

O maior de Portugal.

Não é um título de uma cidade ou região. Não é um título banhado em azia e desculpas cretinas. Não é um título com quinhentinhos, fruta, viagens pagas ao Brasil, visitas ao domicílio para suposto aconselhamento matrimonial ou outro. Não é um título do ódio.

É um titulo de amor pelo maior clube português, cujo destino se cumpre, de cada vez que ganha. E ganha mais vezes do que os outros.

Título 32. Maior número de pontos com campeonato a 30 jornadas neste século. Mais de 100 golos marcados em todas as competições. Só duas derrotas. Um único jogo de campeonato a perder pontos, em casa. Espectáculo, golos, qualidade de jogo. Craques a sério. Um grande treinador. Um mundo de adeptos de todas as horas, sempre com a equipa, também nos momentos mais difíceis. E de que forma!

Parabéns a todos os benfiquistas, e parabéns em especial aos meus companheiros de Tertúlia Benfiquista, porque este é o primeiro (de muitos, acredito) campeonato com a Tertúlia on-line.

E que a festa continue. Gloriosa.

 

Trinta e dois

E pronto, julgo que para alegria dos nossos rivais a pré-época 2009/10 está finalmente acabada. E terminou da mesma forma que tinha começado em Julho: com mais uma vitória num torneio, este de nome Liga Sagres.

A alegria e o orgulho que sinto em ser benfiquista, em pertencer a esta enorme família, não pode ser facilmente expressa por palavras. Cheguei há pouco a casa, depois de atravessar metade da cidade de Lisboa e navegar por um mar de sorrisos, de andar abraçado a pessoas desconhecidas, tudo em nome da alegria de sermos Benfica. Rejubilo ao ler e ouvir relatos de cenários semelhantes em França, nos Estados Unidos, em Cabo Verde, Angola e Moçambique, um pouco por todo o mundo, onde há um benfiquista esta noite há alegria. Esta vitória, acima de tudo, não é contra ninguém. Pode ser uma resposta a alguns, mas não mais que isso. Não se ouviu no estádio, durante todo o jogo e a festa que se lhe seguiu, um cântico que não fosse de incentivo ao Benfica. Esta vitória é de todos nós, e para todos aqueles que a quiserem compartilhar. A nossa grandeza basta-nos, e a razão da nossa existência não está limitada ou espartilhada pelo ódio a ninguém. Não vencemos por nenhuma cidade, região ou povo, não vindicámos nenhuns princípios bacocos ou provincianos ao vencer. Vencemos, apenas e só, pelo Benfica e os benfiquistas. Sinto um orgulho indescritível ao ouvir jogadores como Aimar, Saviola ou Javi García, com a experiência que têm e os clubes por onde já passaram, dizerem que nunca viveram festa assim, que nunca viram adeptos destes. E alegra-me pensar que aqueles jogadores que nunca o tinham experimentado se apercebam daquilo que é o Benfica, do que significa representar este clube e envergar a camisola da águia.

Ah, é verdade, houve um jogo que teve que ser jogado antes que pudéssemos soltar a alegria de sermos do Benfica. E nem sequer foi propriamente um passeio. O ambiente no estádio estava incrível, com a casa completamente cheia no apoio à nossa equipa. O Benfica estava desfalcado de três unidades importantes (Javi García, Fábio Coentrão e Di María), e os escolhidos para os seus lugares foram, respectivamente, Airton, César Peixoto e Carlos Martins. No que diz respeito à ocupação do lado esquerdo do meio campo, o Ramires e o Carlos Martins iam trocando frequentemente de lado. No Rio Ave, julgo que se pode destacar a decisão sensata de não convocarem o Fábio Faria. Antes do jogo começar, dois azares: a Vitória falhou o poleiro, e depois foi a cada vez mais habitual rábula do nosso adversário nos ter trocado as voltas na escolha de campo (a sério, será que as equipas já estão assim tão desesperadas com falta de ideias sobre como travar o Benfica que já tenham que recorrer sistematicamente a isto?). Mas apesar dos maus augúrios, o jogo começou da melhor maneira possível, com o Benfica a partir para cima do adversário e a beneficiar de um livre perigoso logo aos dois minutos. O livre não deu em nada, mas no minuto seguinte o Benfica marcou mesmo, num lance em que a defesa do Rio Ave não foi eficaz a afastar a bola e, após vários ressaltos e tentativas de remate, foi o Cardozo quem se mostrou mais decidido e colocou a bola no fundo das redes. Dupla alegria, pois não só o Benfica se colocava em vantagem, mas ainda por cima o golo era do Cardozo, o que o deixava a apenas um golo de conquistar o troféu de melhor marcador.

O golo não diminuiu a intensidade do jogo do Benfica, que continuou a pressionar. Pouco depois, uma boa jogada do David Luiz na esquerda terminou com um cruzamento tenso e rasteiro, ao qual o Saviola e o Cardozo, ao segundo poste, não chegaram por muito pouco. Aos nove minutos, vida ainda mais facilitada para o Benfica, com a expulsão do Wires após uma entrada muito feia sobre o Ramires. Espanto meu pelo facto do árbitro Jorge Sousa ter tomado tal decisão. E já que falo no árbitro, quem me conhece sabe bem da aversão que eu tenho ao Jorge Sousa, que considero um dos mais formidáveis adversários que o Benfica tem que defrontar todas as épocas. Mas é justo que admita que a sua arbitragem hoje na Luz foi talvez a melhor que já o vi fazer num jogo do Benfica, praticamente não se dando pela sua presença em campo. Seria bom que fosse sempre assim. A jogar com dez, o Rio Ave pouco mudou na sua forma de jogar, arrumando-se num 4-4-1 que se desdobrava para 4-2-3 quando de posse de bola, o que deixava bastantes espaços para as transições rápidas do Benfica quando recuperávamos a bola. As oportunidades foram assim sucedendo-se para o Benfica, que no entanto mostrava nervosismo na altura de finalizar (ou então era contrariado por um guarda-redes do Rio Ave numa tarde inspirada). Aimar, Saviola (por mais que uma vez) e Airton estiveram perto do golo, mas a vantagem mínima manteve-se teimosamente até ao intervalo, como se estivesse escrito que ainda seria necessário esperar pela confirmação da festa.

A segunda parte trouxe uma alteração no Benfica, saindo o Ramires para a entrada do Éder Luís, que se foi fixar definitivamente na esquerda, para fazer de Di María. A tendência do jogo não se alterou, com o Benfica a manter a natural supremacia mas, talvez acusando algum nervosismo, a parecer ainda mais desinspirado no ataque, quer na finalização, quer na criação de jogadas de perigo, revelando dificuldades para ultrapassar as duas linhas de defesa que o Rio Ave formava. Rio ave que, nesta altura, já só conseguia atacar quando beneficiava de um raro livre no nosso meio campo, que depois aproveitava para despejar a bola para a nossa área. Quando faltavam vinte minutos para o final a bola chegou mesmo a entrar na baliza do Rio Ave, após um grande remate do Airton ter acertado na esquina da baliza para depois o Saviola marcar na recarga, mas o golo foi bem anulado por fora-de-jogo. Na resposta, o Rio Ave empatou. Foi um dos referidos livres, quase sobre a linha do meio campo. Uma coisa que me irrita nestes lances é a nossa defesa imediatamente recuar para o interior da área. É que assim estão a convidar o adversário a despejar a bola precisamente lá para dentro, causando uma potencial jogada de perigo. Foi isso mesmo que aconteceu: a bola foi despejada para a área, e o Luisão e o Quim ficaram mal na fotografia, permitindo um cabeceamento para uma baliza vazia.

A resposta do público foi a esperada: gritar ainda mais pelo Benfica. Benfica que acordou da letargia e se lançou na procura do golo que, praticamente, garantiria o campeonato. O Cardozo ameaçou de cabeça, falhando a baliza de forma algo escandalosa, depois foi o Airton, em mais um remate de fora da área, a fazer a bola passar perto do poste, e finalmente, apenas seis minutos depois do golo do empate, surgiu a machadada final no jogo e no campeonato. Canto na esquerda apontado pelo Aimar, cabeceamento do Airton que parecia levar selo de golo, mas a bola foi cortada quase sobre a linha de golo por um defesa do Rio Ave, que a deixou ao alcance do pé direito do Cardozo para uma finalização fácil, dentro da pequena área. Com este golo, o Tacuara não só praticamente garantiu a conquista da Liga ao Benfica, mas assegurou também a sua conquista do troféu de melhor marcador. Logo de seguida o Benfica poderia ter marcado o terceiro golo, mas o grande remate do Saviola foi correspondido com a defesa da tarde por parte do Carlos. Depois o Benfica achou que já era suficiente, e limitou-se a gerir a posse de bola sem riscos nos minutos finais, deixando que o tempo se escoasse até ao ponto final na Liga. Garanto que nunca, na minha vida, senti tanta alegria ao ouvir um apito do Jorge Sousa.

O jogo garantiu o título, e todos estão de parabéns. Mas escolhendo alguns destaques, o Cardozo é obrigatoriamente um, porque fez aquilo que se lhe pedia. Marcou os golos suficientes para garantir a conquista de dois troféus, um para a equipa e outro para si. Apareceu no lugar certo na altura certa, e o seu nome fica indelevelmente ligado à conquista da Liga 2009/10. Um jogador que me enche cada vez mais as medidas é o Airton. Sou um admirador do Javi García e considero-o fundamental na equipa, mas ele tem mesmo que ser muito bom jogador para deixar no banco este miúdo. Parece que não faz nada errado. Tem sentido posicional, é bom no desarme (sem recorrer a faltas), tem qualidade de passe, é forte no jogo aéreo, e hoje apareceu diversas vezes a apoiar bem o ataque, e a tentar a sua sorte, ficando directamente ligado ao segundo golo. Um grande reforço. Menciono também o Saviola, que apesar de não estar ainda com a pontaria afinada, hoje já voltou a contribuir com as suas movimentações para confundir e desposicionar a defesa adversária.

A vitória do Benfica nesta Liga é incontestável para qualquer pessoa com dois olhos na cara (aliás, até com um), e um mínimo de honestidade intelectual. Fomos a melhor equipa, que praticou o melhor futebol, que deu mais espectáculo, que mais golos marcou e que menos golos sofreu. Temos os melhores jogadores e os melhores adeptos. Ninguém mereceu mais este título do que o Benfica. Aqueles que tentam, de forma soez, conspurcar a justiça desta vitória falando de túneis, conselhos de disciplina ou outras invenções - como ainda há pouco ouvi o crápula do Domingos, com ar de quem tinha uma melancia entalada num qualquer sítio apertado, a divagar sobre as expulsões de adversários do Benfica (aparentemente, para este tipo, sempre que um adversário enfiar uma pantufada num jogador do Benfica o árbitro, antes de o expulsar, deverá indagar 'Hm... deixa lá ver quantos adversários da equipa do Domingos foram expulsos') - não revelam mais do que um profundo mau perder e uma desonestidade intelectual brutal.

O futebol português voltou a casa. E quer cá ficar por muito tempo.

por D`Arcy às 04:26 | link do post | comentar | ver comentários (49)

Naturalíssima...

... rima com "justíssima": é assim que encaro a conquista do 32º título de Campeão Nacional do nosso Sport Lisboa e Benfica.

 

Apesar de nos últimos anos termos tido poucos motivos para festejar (futebolisticamente falando) e da ansiedade de a decisão do título ter ficado para a última jornada, encaro com naturalidade o reencontro com as vitórias, pois é esse o destino do Benfica.

E pela qualidade do futebol apresentado, regularmente, ao longo da época, o Benfica é um mais que justo vencedor.

 

E, por agora, é tudo que me apraz dizer, pois é momento de saborear esta vitória!

 

 

BENFIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICA!

Campeões, versão 32

Merecidamente campeões, contra toda a escumalha anti-Benfica: FCP A, Sucursal Clube do Porto, FCP B[raga] e todos os restantes montes de esterco que comem migalhas do Bimbo. Um abraço especial para os benfiquistas das cidades do Porto e de Braga que lamentavelmente, uma vez mais, tiveram de se cruzar com a azia de adeptos pequenos. Viva o Benfica!

Domingo, 09.05.10

Dt 32:11

«[...] a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e leva-os sobre as suas asas»

 

por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sábado, 08.05.10

Verme

Não estarei a dizer nada de novo se afirmar que o Domingos Paciência é um verme. É um tipo sem qualquer educação, sem princípios, velhaco, que é incapaz de admitir quando é (como tem sido diversas vezes esta época) levado ao colo pela arbitragem mas que é capaz de vir chorar por causa de um golo sofrido sete segundos depois da hora. É capaz de afirmar estar a olhar para o chão num lance que envolve os corruptos do seu coração, mas depois vir criticar um lance que não viu, num jogo em que não esteve envolvido. Ele sabe perfeitamente com que linhas se cose esta Liga, e daí que se apresente sempre nas conferências de imprensa com um sorriso alarve, de quem sabe muito bem que tem do seu lado armas que se movimentam nos bastidores. Só assim se justifica que, antes de uma jornada em que o actual líder, invicto em casa, defronta o décimo primeiro classificado necessitando apenas de um empate para garantir o título, enquanto que os Bácoros que orienta vão jogar no terreno de um candidato à Europa necessitando de uma vitória que pode não ser suficiente, ainda assim ande a arrotar postas de pescada. As nomeações do Jorge Sousa e Carlos Xistra para os jogos em questão demonstram que ele tem toda a razão para depositar confiança nos poderes ocultos do futebol português, porque estes, desde o início desta época, tudo têm feito para roubar o título à equipa que melhor futebol pratica em Portugal. Mesmo assim, e apesar de todo este trabalho, o Benfica chega à última jornada dependendo apenas e só de si mesmo.

 

 

 

Como se querendo confirmar a sua condição de verme, o Domingos vem agora tentar associar a eventual vitória do Benfica na Liga a um lance passado num jogo da segunda jornada, em Guimarães. Segundo este animal, "o Benfica venceu com uma falta inexistente e já depois da hora". Esta teoria nem sequer é da sua autoria (já que duvido sequer da sua capacidade mental para teorizar o que quer que seja; para além de já ser naturalmente burro, os mergulhos infindáveis que, enquanto jogador ao serviço do fóculporto, deu devem ter-lhe provocado lesões cerebrais permanentes), já que temos visto a lagartagem e a andradagem tentarem disseminar esta mentira desde Agosto. Deixo aqui o vídeo do lance, e depois quem quiser poderá julgar se é falta ou não. Acho que nem uma toupeira terá dificuldades em ver o puxão ao Coentrão. Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. E ainda mais depressa se apanha um verme mentiroso, burro, e que ainda por cima era coxo quando jogava futebol.

 

Amanhã, a nossa vitória não é importante apenas pela alegria que nos poderá trazer. É também importante para ajudar a calar e a limpar do futebol português escumalha como o Domingos.

por D`Arcy às 16:17 | link do post | comentar | ver comentários (71)
Quinta-feira, 06.05.10

O terrorismo em Portugal.

O que aconteceu nos dias (semanas) que antecederam o fcp-SLBenfica do passado domingo não foi vandalismo, foi terrorismo. E a palavra terrorismo não surgia no nosso (da Tertúlia Benfiquista) discurso escrito ou falado de forma inocente ou de forma irreflectida. Surgia nesse discurso porque, efectivamente, aquilo que todos pudemos observar foi terrorismo urbano. E o terrorismo é perpetrado por terroristas. E os terroristas são criminosos. E que nunca o país esqueça os verdadeiros responsáveis pelo terrorismo vivido nas últimas semanas.

 

Hoje, quinta-feira, na Benfica TV, o testemunho do Dr. Gonçalo Amaral, ex-Inspector da Polícia Judiciária, foi claro, inequívoco e objectivo. Não há eufemismos para denominar actos terroristas. Um acto terrorista é-o em Bagdad, Telavive, Nova York, Palermo ou Porto. Não há impunidade conveniente e subserviente que faça de um terrorista um cidadão exemplar. Para ver, ouvir e não esquecer:

 

por Pedro F. Ferreira às 23:31 | link do post | comentar | ver comentários (41)

Vergonhoso

Eu devo ser bruxo. Infelizmente. Aqueles que me são próximos sabem que eu ando, há mais de um mês, a dar um nome para arbitrar o Benfica x Rio Ave caso o Benfica precisasse desse jogo para ser campeão. E não é que eu acertei?

 

A falta de vergonha não tem limites. Se o golo dos Bácoros ao Paços de Ferreira, o jogo dos mesmos Bácoros contra o Guimarães, ou a exclusão cirúrgica de jogadores chave do Benfica no último jogo não fossem ainda suficientes para percebermos a farsa que estão a tentar fazer deste campeonato, e termos a certeza que vão tentar até ao último fôlego roubar-nos a mais que merecida vitória, a nomeação dos árbitros para a última jornada encarrega-se de confirmá-lo. Quem é que nos saiu na rifa? O inefável Jorge Sousa. O mais forte adversário que defrontámos este ano na Liga, e que nos conquistou cinco pontos. Os Bácoros podem até agradecer-lhe directamente o facto de ainda terem possibilidades de ser campeões, já que foi a sua arte que nos roubou um golo limpo do Luisão em Braga, e que no intervalo desse jogo se encarregou de excluir o nosso melhor marcador do resto do jogo pela infracção imperdoável de ter levado uns sopapos e uns murros de dois jogadores dos Bácoros. Vamos ver é se o homem não terá o braço cansado, depois de ter passado o fim-de-semana a atirar bolas de golfe.

 

E como se a nomeação do Jorge 'SD' Sousa para este jogo não fosse suficiente, para compor o ramalhete vai o Xistra arbitrar o jogo dos Bácoros na Madeira. É como digo: a falta de vergonha não tem limites.

 

Mas sejam Sousas, Xistras e o que quer que nos queiram ainda mandar, não nos derrubarão. Domingo será o dia da libertação.

por D`Arcy às 12:10 | link do post | comentar | ver comentários (129)
Quarta-feira, 05.05.10

Saber esperar

Por muito que queira, o tempo avança, inexorável, à velocidade de 60 segundos por minuto, 60 minutos por hora, etc, etc...
Por isso, não adianta: vamos mesmo ter de esperar uma infinidade de segundos até que o derradeiro e decisivo jogo do campeonato tenha início. E quando tal acontecer, há uma certeza: o resultado com que o encontro se inicia é favorável ao Benfica. Até lá, há que saber esperar (pelo menos é o que eu tenho tentado fazer ao longo desta semana...).

Quanto ao jogo em si, há algumas ideias que gostaria de reforçar (tendo em conta o que tenho lido e que eu próprio escrevi noutros posts):   
1. Apesar de nos bastar um ponto, tenho a certeza que a equipa vai lutar pela vitória da mesma forma que o tem feito ao longo da época, sobretudo nos jogos em casa, pois não vejo outra forma de encarar este jogo;
2. É obvio que devemos manter uma atitude de respeito pelo adversário, enquanto instituição e grupo de jogadores profissionais, mas a superioridade do Benfica é inequívoca e deve ser assumida. Por outro lado, é essa atitude de respeito que tem permitido, paradoxalmente, que este ano o Benfica tenha, por diversas vezes, vencido com goleadas: significa que a equipa encarou os jogos de forma séria sem nunca substimar os adversários, durante os 90 minutos, vindo assim ao de cima essa mesma superioridade;
3. Apesar da pressão que existe, não tenho dúvidas que a equipa saberá responder à altura da responsabilidade que sobre ela recai, tal como tem vindo a demonstrar ao longo desta época, em condições normais, e mais ainda com todo um estádio a apoiá-la;
4. A importância da equipa como um todo e não apenas um conjunto de bons jogadores, como já por várias vezes já referi, tendo tal sido demonstrado, sobretudo, em situações de ausência de vários habituais titulares.

Uma convicção eu tenho: no que depender da equipa, tudo será feito para que, por volta da 20h00 do dia 9 de Maio de 2010, Portugal (e não só) possa vir para a rua celebrar a justíssima conquista do 32º Campeonato do Glorioso Sport Lisboa e Benfica!
E por fim afirmo, também convictamente:
- Agora só quero ganhar ao Rio Ave!
- VIVA O BENFICA!!!!

Terça-feira, 04.05.10

Uma questão de higiene

Correndo o risco de me repetir, mas borrifando-me olimpicamente para o facto (repito o que bem me apetecer e ninguém tem nada a ver com isso), importa aqui registar que a História – aquela que se escreve na dinâmica do presente, que se consubstancia no folhear dos dias, calhoada a calhoada, isqueirada a isqueirada – insiste, com a violência abjecta de agressões a um par de desacompanhadas e incautas senhoras com símbolos benfiquistas, com a baixeza de quem atira isqueiros ou bolas de golfe na cobardia das bancadas a adversários, com a brutalidade regurgitante com que dirigentes de clubes de futebol convidados para almoços com honras de Estado na Assembleia da República (e ao lado de quem se sentam responsáveis políticos de não somenos importância) chamam ‘filhos da puta’ (assim mesmo, com todas as letras) a dirigentes de um clube de futebol adversário em pleno camarote presidencial, ou com a cavalgante canalhice e falta de vergonha de comunicados oficiais redigidos com duas patas forradas a ferraduras e próprios de uma associação de criminosos; insiste, dizia eu, a História, em gravar em pedra - na pedra da memória - e esfregar no focinho de quem defende o contrário, o que ando a escrever há muito:

 

‘Sob o comando de Pinto da Costa e dos seus acólitos, o FCP metamorfoseou-se num clube regional vergado ao ódio irracional a um Sul que não faz sentido (sendo o país pequeno como é) e que fez dessa sua fabricada rebeldia face aos poderes que vendia como instituídos, a sua bandeira e a sua matriz ideológica. Um clube que, ao invés do desportivismo e valores elevados de competitividade, tem na sua razão de ser um ódio e complexo de inferioridade que, paradoxal e ironicamente, são o principal açaime da sua expansão. A principal razão da sua pequenez.’

 

Ao longo destes largos dias que parecem perfazer 100 anos, o culto da personalidade atingiu o seu zénite, as Antas tornaram-se um inferno terrorista (imposto pela violência) para os visitantes, os túneis e o guarda Abel atingiram a fama, as casas de reputação duvidosa atingiram o máximo de facturação, os árbitros viajaram e fornicaram como nunca, o Reinaldo Teles aprendeu a pronunciar palavras com mais de duas sílabas e a comer de talheres. Mas a obsessão pelo Glorioso, essa manteve-se, imorredoira, firmemente ancorada no âmago de tudo isto.’

 

O que me cumpre acrescentar? Que a ‘fabricada rebeldia’ é agora uma ‘revolta’ artificial e hipocritamente construída em torno de acontecimentos por eles provocados (agressões por eles perpetradas em túneis, regulamentos por eles aprovados), de factos por eles distorcidos. À falta de argumentos desportivos para evitar o agigantamento do Benfica, inventam uma ridícula teoria da conspiração sem sustentação nos factos, atiram as culpas para cima dos outros e acicatam os ânimos dos energúmenos acéfalos que os seguem. Lá está: a fabricada rebeldia de sempre face aos poderes que vendem como instituídos como forma de unir as desmioladas tropas. É a mesma táctica de sempre, e é a mesma estratégia que permite, por exemplo, a subsistência, nos dias de hoje, de um estado como o da Coreia do Norte. Os correligionários do anti-benfiquismo adoptam a estratégia, dão graças à sua existência, acolhem-na de braços abertos, porque lhes fornece uma capa para se esconderem do brilho evidente do Glorioso. Os restantes, as pessoas de bem, sabem vê-la como o que é: desespero.

 

Quanto ao resto, a pocilga mudou, mas o inferno terrorista é o mesmo, com a conivência canalha e o compadrio de quem devia garantir a segurança de quem paga impostos e com a indiferença cúmplice do poder político, refém de um emaranhado de teias demasiado intrincadas.

 

Devo dizer que encaro uma visita ao estádio do Ladrão como uma ida forçada a lavabos públicos nauseabundos. Passo a explicar:

 

É inevitável, porque a fisiologia o exige: tem de ser, é um mal necessário. Lá dentro, uma pessoa enoja-se, aguenta o vómito, sustém a respiração, aguenta estoicamente, faz o que tem a fazer. Depois puxa o autoclismo, afasta-se das bordas para não se salpicar, e sai de lá o mais depressa possível para poder respirar ar puro.

 

Qual é, portanto, e em suma, o meu estado de espírito? Uma mescla de revolta com alívio. Revolta por ter visto tudo aquilo que se passou naquele arremedo de enclave enfiado num Porto que é muito mais do que aquela gente pretende, alívio por já não ter de suster a respiração e por perceber que apesar das bolas de golfe, pedras, agressões e insultos, o plantel e a equipa técnica estão vivos e ainda têm os membros todos.

 

Agora é lavarmo-nos bem lavadinhos, deitar fora e queimar a roupa usada, colocar o Vermelhão na oficina e engalanarmo-nos para Domingo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (69)
Segunda-feira, 03.05.10

Uma vida em suspenso(e)

Inspira...expira...inspira...expira...inspira...exp....

 

No último mês tem-me sido difícil juntar outros pensamentos, mais elaborados, a estes que habitualmente, por pertencerem a uma "habilidade" que qualquer ser vivo tem, são efectuados sem dificuldades de maior e sem necessitarem de ocupar massa cinzenta.

 

A incerteza sobre o rumo que o campeonato nacional 2009/10 irá ter persegue-me desde os locais mais inóspitos (reuniões de trabalho, jantares a dois, ecografia para saber o sexo do filho que aí vem... - ok, esta é inventada, mas foi só para perceberem a ideia) até aos mais corriqueiros (no outro dia dei por mim a apresentar o cartão de sócio do Benfica numas bombas da...Galp!).

 

Não embalo, nunca embalei, nas certezas que levaram por exemplo uns quantos milhares de benfiquistas a gritar a plenos pulmões que éramos campeões aquando do jogo disputado com a Olhanense. Seremos campeões quando terminar o jogo disputado com o Rio Ave. Com muita luta e muito sofrimento. Até porque foi assim que me habituei a ver o Benfica a ganhar. Quase que parece que as vitórias não teriam o mesmo sabor se não fossem alcançadas após uns quantos ameaços de ataque cardíaco.

 

Até lá importa ir aguentando o melhor que cada um souber/puder.

 

Nem que seja à custa de pensamentos básicos utilizados apenas para nos manter vivos. Até porque, parafraseando o outro, vai ser rija a festa pá!

 

E está marcada para domingo, sensivelmente às 20h.

 

Nota do Editor: qualquer semelhança entre estes últimos parágrafos e a frase, iniciada com um certo quê de arrogância "Não embalo, nunca embalei, nas certezas que levaram...", deve ser julgada sob a luz de um discernimento muito próprio, quase inexistente, de que padeço há várias semanas.

 

Inspira...expira....inspi....

por Superman Torras às 22:06 | link do post | comentar | ver comentários (34)

Falta um jogo.

 

- falta 1 jogo. Falta 1 jogo... parecem tão poucos minutos e ainda são tantos. Falta apenas 1 jogo. Ainda falta 1 jogo.

por Pedro F. Ferreira às 20:00 | link do post | comentar | ver comentários (28)

O Clássico visto de dentro e no meio deles!

Ontem eu fui ao Dragão. Vi o jogo no meio dos adeptos do FCP a escassos metros de uma das claques. Ocupei o lugar de um amigo que estando ausente no estrangeiro me cedeu o seu lugar no estádio.

 

Assisti in loco e no habitat natural à forma como eles adeptos assistem ao jogo da sua equipa.

 

A primeira conclusão que eu tiro é que não existem verdadeiros adeptos do FCP. O adepto do FCP mais não é que um travestimento do adepto anti-benfica. Eles não são homens suficientes para se assumirem como anti-benfica, como tal, tranvestem-se de adeptos do FCP. Ora como é que um ser se pode dizer adepto de alguma coisa quando todos os canticos não são de louvor ao seu clube mas apenas e só a insultar o Benfica e os seus adeptos. Durante os 90 minutos não ouvi um único cântico de incentivo ao FCP.

 

Outra situação mais interessante, é verificar que os adeptos do FCP ficam contentes com resultados que prejudicam directamente o seu clube, mas que ao mesmo tempo colocam em causa os interesses do Benfica. Ou seja, eles preferem o mal do seu clube, se esse mal, prejudicar o Benfica. A forma como o golo do Braga foi festejado chocou-me. Pensei para mim, que aqueles seres ou são maus a matemática e pensam que a uma Jornada do fim é matematicamente possível recuperar 5 pontos de atraso ou no fundo eles não gostam do FCP, gostam é que o Benfica perca. O clube deles acabava de ver confirmada a não participação na champions e eles em vez de demonstrarem desagrado, festejam.

 

Por último, no fim do jogo a forma como adeptos e jogadores festejavam pensei que tivessem ganho alguma coisa. Ainda fiquei a olhar para dentro do campo para ver se iria ser entregue alguma taça, tipo a Taça BES ou algo do genero. Verifiquei que nada acontecia e que os festejos eram apenas e só a celebração da épica conquista do 3ºlugar. Ou terá sido, o adiamento da festa do Benfica! Tenho para mim que é a segunda.

 

Saí do estádio com a certeza que o nosso maior rival é usado qual prostituta pelos adeptos transvestidos na sua ira anti-benfica.

 

 

Ansiedade

Perdida a primeira oportunidade para fecharmos o campeonato, resta-nos deitar isto para trás das costas e centrarmo-nos na próxima oportunidade que teremos para o fazer. Peço desde já desculpa pela qualidade da crónica, mas não consegui ver o jogo com muita objectividade, já que por diversas vezes acabei por sair da frente do televisor, em especial durante a primeira parte, devido aos nervos. Para além disso, eu sou humano, e a verdade é que não tenho vontade nenhuma de estar a escrever sobre isto. O que me interessa é ganhar ao Rio Ave.

O Benfica teve uma entrada forte no jogo, atirando uma bola ao ferro logo aos quatro minutos. Logo a seguir, o Olegário deu o mote para uma excelente primeira parte, mostrando ao Di María um amarelo que o deixa de fora do último jogo do campeonato. O Olegário lá saberá a razão pela qual o Di María sofre falta, é pisado, e ainda vê o amarelo. Seguindo neste tom, ele deixou o Fuzil em campo apenas e só porque quis (seria o segundo amarelo ainda antes dos vinte minutos) e excluiu mais dois jogadores do Benfica da última jornada (Javi e Coentrão). Quanto ao jogo, o Benfica criou outra grande oportunidade, desperdiçada pelo Javi, mas o Porto já tinha equilibrado a partida, que agora se disputava num ritmo bastante elevado. Nos minutos finais do primeiro tempo foi o Porto quem passou a ter algum ascendente e, quase no final, concretizou esse ascendente colocando-se na frente do marcador, através de um cabeceamento do Bruto Alves na sequência de um canto.

O segundo tempo iniciou-se praticamente com o Fuzil a ver o segundo amarelo que deveria ter visto meia hora antes. Depois desta expulsão o Benfica passou a tomar conta do jogo, que se disputava quase sempre no meio campo do Porto, enquanto estes tentavam explorar o contra-ataque, o que faziam com perigo. Aos cinquenta e sete minutos o Benfica conseguiu empatar, com o Luisão a rematar em esforço após ganhar uma bola dividida, e as coisas pareciam compor-se. Mas estupidamente sofremos o segundo golo apenas dois minutos depois. O Avançado do Porto parece estar em posição irregular, mas esperava melhor da nossa defesa, que não foi expedita a afastar a bola. A partir daqui pareceu-me que a nossa equipa acusou alguma ansiedade, optando demasiado cedo por cruzamentos largos que facilitaram a tarefa da defesa adversária. Os lances de maior perigo que criámos foram entrando pelo centro com trocas de bola rápidas (Aimar e Weldon podiam ter marcado), mas explorámos pouco esse aspecto. O Porto continuava a explorar o contra-ataque, e depois de ter ameaçado com uma bola na barra, acabou por resolver o jogo numa iniciativa individual do Belluschi. O final do jogo veio, e os andrades festejaram rijamente o apuramento para a Liga Europa. Quanto a mim, coloquei imediatamente isto para trás das costas.

Agora devemos manter a cabeça fria, e prepararmo-nos para o próximo jogo, em que temos tudo para resolver isto de uma vez por todas. Mesmo sem três jogadores nucleares (como é que o Saviola e o Aimar ainda escaparam às garras justiceiras do Olegário é que eu não sei). Independentemente das diatribes do Olegário, também é verdade que já vi a nossa equipa fazer melhor do que aquilo que mostrou hoje. Sofrer dois golos quando se está em vantagem numérica e o resultado é aquele que desejamos é demasiado atípico. Mas dias menos bons todos os têm, e nós já há muito tempo que não tínhamos um. Estou triste, mas não abatido. Continuamos na posição mais invejada, e com tudo para fazermos a festa para a semana. E isso é o que mais importa.

por D`Arcy às 03:17 | link do post | comentar | ver comentários (61)
Sábado, 01.05.10

Sticks and stones won't break my bones

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Depois de sucessivos actos de vandalismo terceiro-mundista de que foram alvo algumas casas do Benfica nos últimos dias, hoje foi a vez do autocarro do Benfica ter sido atacado pela mesma gentalha. Mais uma vez, como em tantas outras ocasiões nas últimas décadas, os bandalhos mostram com quantas vértebras e de que cores se constituem os criminosos em Portugal.

 

A horda de bandalhos que perpetra estes crimes limita-se a trazer para a rua a cultura oficial de um clube que, nas últimas décadas, manchou para sempre a sua história ao alicerçar o seu adn em práticas criminosas que vão da corrupção aos crimes de sangue, passando pelo vandalismo, associação criminosa e outras práticas sempre legitimadas por um conjunto de juízes solícitos e bem amestrados.

 

Os vidros partidos, as amolgadelas e as manchas de tinta no autocarro do Benfica e nas casas do Benfica são marcas que passam com um arranjo. O escarro vergonhoso, o golpe ignóbil, o anátema que estes bandalhos cravaram na história do clube deles é algo que não passa, nunca mais passará. Além de não passar, estes actos criminosos constituem-se como o tumor que vai levar ao definhamento daquilo que em tempos foi um clube e hoje é um covil.

 

Nós, benfiquistas, continuamos fiéis à nossa história, de cabeça erguida e sem medo de olhar nos olhos quem quer que seja. Estamos legitimados pelo passado e pelo presente. Não quebramos, nem vergamos.

por Pedro F. Ferreira às 19:19 | link do post | comentar | ver comentários (76)

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