VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 30.06.10

Bipo(rca)laridades

(Desculpem a ausência prolongada, mas é que esta coisa do Mundial dá-me sono e fico sem acção. Acordei agora com o som da caravela a ir ao fundo.)

 

 Bom, confirmando a teoria há muito defendida por alguns cientistas de que os suínos, à semelhança dos humanos, podem ser bipolares, o clube da fruta continua a maravilhar-nos com a sua coerência esquizofrénica: (link)

 

A notícia é self explanatory, mas para quem, como eu, andar com pouca paciência para ler coisas com mais de duas linhas e sem bonecos, o sumo da coisa é que na Assembleia Geral da Liga de hoje, o clube da fruta vai propor a inclusão dos ‘stewards’ no elenco de agentes desportivos, depois de ter andado, no processo do Rúlqui e do Sapunãoseiquantas, a fazer piruetas e a vender o rabo a tentar defender a ideia de que os ‘stewards’ deviam ser vistos como mero ‘público’ para safar os dois trambolhos das punições. Tese, aliás, que esteve na sustentação da decisão dos pulhas amestrados do Conselho de Justiça da FPF em contrariar a CD da Liga e reduzir as penas.

Pois muito bem, quatro meses depois, o clube do Guarda Abel vem dar razão à anterior CD e contrariar – com a dignidade de um rafeiro - não só o que andaram a defender até à exaustão, mas também a decisão do Conselho de Justiça que lhe permitiu suavizar de forma alarve as penas do imbecil com o QI de uma batata que acha que é um super-herói e do descendente do Conde Drácula.

 

Bonito, não é?

 

O que é que se me oferece dizer? Bom, que, se por um lado, isto denuncia uma bipolaridade que raia a arbitrariedade de um animal irracional, por outro é uma sem-vergonhice incrivelmente coerente com o comportamento de um clube que vive impunemente à base de trafulhice, da mentira e da corrupção. E que tem gente como o MST e o Rui Moreira nas suas fileiras, que são monumentos vivos à bipolaridade e à incoerência.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:22 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Não sejamos ingratos...

Se há coisa que eu detesto é a ingratidão. Acho que nunca, em caso algum, deveremos ter a memória curta. O reconhecimento a alguém que o merece é sempre devido, especialmente nas alturas em que esse alguém possa estar a passar por maiores dificuldades. E quem perde a memória perde uma condição essencial de ser humano. Serve este preâmbulo para dizer que, passem os anos que passarem e aconteça o que acontecer, eu estarei sempre grato ao senhor professor Queiroz por dois motivos:

 

1) Por ter recusado há dois anos um convite para vir treinar o Glorioso durante quatro(!) épocas;

 

2) E principalmente por isto:

  

 

por S.L.B. às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Terça-feira, 29.06.10

Espanha

Honestamente, até acho que a equipa da FPF se portou melhor do que eu esperava neste jogo. Pelo menos na primeira parte, embora fosse visível a grande diferença de qualidade entre as duas equipas, soube anular de forma mais ou menos eficaz o meio campo espanhol. Na segunda parte as diferenças acentuaram-se, e depois veio o momento invariavelmente fatídico em qualquer equipa do Queirósz, que é quando ele decide entrar em acção e alterar alguma coisa. Fê-lo retirando um jogador que estava a causar algum incómodo à defesa espanhola e, mais uma vez, atirando com o Ronaldo para junto dos centrais - verdade seja dita que ele também não estava a fazer grande coisa encostado ao flanco. Pode ser só azar do homem, malapata, ou então é incompetência pura: o certo é que minutos depois a Espanha marcou. E aí ficou claro que estava praticamente tudo acabado, porque não havia Plano B. A estratégia era prolongar o empate enquanto fosse possível, e a equipa da FPF não estava preparada para estar em desvantagem no marcador.

 

A minha opinião sobre o Queirósz é por demais conhecida. Não foi a derrota com a Espanha que a alterou, e seria muito difícil que uma eventual vitória o fizesse. Por isso o que eu vou escrever sobre ele não é propriamente bater no ceguinho quando ele está em baixo, porque já digo isto há muito tempo. Continuo a perguntar: que palmarés tem este homem para ser seleccionador nacional? O que é que ele já ganhou como treinador principal sem ser nos escalões jovens? Foi por ter passado uns anos a distribuir coletes e a colocar pinos durante os treinos do Ferguson que ele merece o cargo? Ou terá sido por saber lamber as botas certas, ou por ter os amigos mais influentes, ou então por ser chamado de 'Professor' por toda a gente em Portugal (lá por fora nunca ouvi ninguém chamar-lhe 'Professor')?

 

Olhando friamente os números, Portugal qualificou-se para este Campeonato do Mundo sem conseguir vencer metade dos seus jogos no grupo de qualificação, sendo incapaz de vencer um único jogo às equipas mais cotadas do grupo. Conseguiu qualificar-se para o play-off, perdendo o grupo para uma decrépita Dinamarca que neste Mundial foi eliminada na primeira fase aos pés do Japão. Nesse play-off conseguiu eliminar a toda-poderosa Bósnia, o que de alguma estranha forma foi suficiente para inflar uma data de egos e começar-se a ouvir à boca cheia que Portugal era 'candidato'. Chegado ao Mundial, venceu um jogo em quatro disputados, sendo essa vitória obtida contra a equipa pior classificada no ranking da FIFA presente no torneio (e que, sem surpresa, foi a equipa que terminou virtualmente em último lugar nesta fase final, já que fez zero pontos e teve a pior diferença entre golos marcados e sofridos de todas as trinta e duas selecções presentes). Portugal conseguiu, aliás, marcar golos apenas contra essa mesma equipa, ficando em branco nos outros três jogos e apresentando por vezes um futebol que parecia uma tentativa de emulação da pior Grécia do Otto Rehhagel, com tácticas revolucionárias que se poderiam descrever como uma espécie de 6-4-0, ou 4-1-5-0 com boa vontade.

 

Recordo ainda que, durante a primeira passagem do brilhante Queirósz pela FPF, conseguiu não qualificar Portugal para o Euro'92 na Suécia (a culpa foi do Artur Jorge, que orientou a equipa durante os jogos anteriores à sua chegada) e igualmente não qualificar Portugal para o Mundial'94 nos EUA (a culpa foi da 'porcaria' que havia na Federação). Em relação ao carácter do senhor, e sem querer ir muito a fundo, basta-me apenas pensar que segue à letra a máxima do 'faz o que eu digo, não faças o que eu faço' para fazer o meu julgamento (recordo o que ele disse em relação ao Scolari nas questões da convocação de jogadores naturalizados ou de jogadores que não fossem titulares nos seus clubes, e o que fez assim que se apanhou sentado no lugar anteriormente ocupado pelo brasileiro). E quanto às suas qualidades de gestão de pessoas, lembro-me que um dos motivos para ser corrido do Real Madrid foi não ter mão no balneário, e olhando para esta selecção, e apenas no período desta fase final do Mundial, tivemos a rábula da dispensa do Nani (e não conseguem convencer ninguém que foi por causa de uma lesão no ombro); as declarações do Deco após o jogo com a Costa do Marfim; hoje ouço o Queirósz dizer que tirou o Hugo Almeida porque ele estava esgotado, e depois ouvimos o jogador dizer, cinco minutos depois, que não estava nada esgotado; e temos ainda a reacção do Ronaldo no final. Tudo isto faz-me pensar que se calhar o Queirósz não deve ter este balneário propriamente na mão... Já agora, e em relação ao Ronaldo, que eu sinceramente considero um tipo que merece admiração pelo facto de conseguir reunir uma quantidade incrível de defeitos de personalidade numa só pessoa, mas cujo valor como futebolista é inegável, acho que é fantástica a forma como o actual seleccionador nacional consegue eclipsá-lo dos jogos, levando-o a atravessar talvez o maior período da sua carreira sem marcar golos por uma equipa. Não é qualquer um que consegue isto.

 

Posto tudo isto, qual deverá ser o futuro do Queirósz à frente da equipa da FPF? É para continuar, obviamente. É que não é fácil encontrar alguém com tantas qualidades e um curriculum vitae destes.

 

P.S.- E quanto à argumentação que terá sido 'azar' Portugal apanhar com a Espanha, campeã europeia em título, logo nos oitavos-de-final, recordo que jogar contra a Espanha foi também, e em grande parte, uma escolha do próprio Queirósz. Desde o sorteio que se sabia que jogar contra a Espanha era uma fortíssima possibilidade. Pois no jogo contra o Brasil não vi qualquer indício de inconformismo por parte da equipa técnica da escreção em relação a esse destino. Pelo contrário, mesmo sabendo-se que era quase impossível deixar escapar a qualificação, até mesmo pelas notícias que iam chegando do jogo da Costa do Marfim, nunca Portugal arrisocu um milímetro que fosse, empenhando-se, isso sim, em segurar um empate que carimbava o encontro com a Espanha. Tiveram, portanto, aquilo que desejaram.

por D`Arcy às 23:40 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Reafirmo: Di Maria foi um bom negócio.

Reafirmo: na minha opinião, a venda de Di Maria foi um bom negócio. Reafirmo que tenho os 30 milhões como garantidos e a estes 30 ainda temos a possibilidade de somar mais 6 milhões. Além disto, adianto que está nas previsões a possibilidade da realização de um jogo com o Real Madrid com o que isso implica de direitos televisivos. Este último aspecto representa peanuts comparado com o total do bolo, mas não deixa de ser mais um encaixe financeiro.

 

O contexto da venda de Di Maria também é importante. Defendi, e defendo, que o Benfica fez muito bem em não o ter vendido em Dezembro (momento em que financeiramente a sua venda seria mais proveitosa, a julgar pelas propostas recebidas). Neste momento, temos um Real Madrid disposto a contratar o futebolista, mas de forma alguma interessado em assumir publicamente os 30 milhões que, repito, garantidamente, pagará. É um momento em que tentam contratar Maicon ao Inter, e em que os valores envolvidos e discutidos estão, também, dependentes do valor relativo entre futebolistas.

 

Di Maria foi contratado há 3 épocas, por, salvo erro, 8 milhões de euros. Em 3 épocas ajudou a vencer 1 campeonato, 2 Taças da Liga e foi campeão olímpico pela Argentina. Destas 3 épocas fez uma (a última) em grande, enorme, plano. Ainda não provou que consegue manter a qualidade desta última época num campeonato de topo, em termos de competitividade. No final da época passada, muitos eram os benfiquistas que defendiam a sua venda pelo preço da compra. Neste momento, está a fazer um campeonato do mundo sofrível e, pasme-se, a  correr o risco de se desvalorizar a cada jogo que passa. No final destes 3 anos foi vendido por 30 milhões mais a possibilidade dos tais 6 que dependem da concretização de objectivos vários. David Villa, que dispensa apresentações, foi contratado pelo Barcelona por… 40 milhões.

 

Além disso, e para se ter alguma noção extra do que é o mercado, é importante que o Benfica consiga fazer transacções com clubes da dimensão (e, essencialmente, com o poder e a disponibilidade de compra) do Real Madrid. Recorde-se, a propósito, a quantidade de negócios que o fcp efectuou com o Chelsea, após a contratação de Ricardo Carvalho…

 

Luís Filipe Vieira anunciou ao mercado que faria valer a cláusula de rescisão. Ainda bem que o fez. Foi o primeiro passo para se ter realizado este que eu considero um bom negócio.

_____

Esta é a minha opinião. Tal como muitos têm o direito a discordar, eu tenho o direito a pensar desta forma. O que já não é admissível é que vejam nos meus posts qualquer condicionamento, seja de que ordem for, por colaborar (e não trabalhar, note-se!) com a Benfica TV. Para peditórios em prol de paliativos para a dor de corno alheia não dou nem nunca dei.

por Pedro F. Ferreira às 19:50 | link do post | comentar | ver comentários (50)

Di Maria, a mais cara transferência do futebol português: uma agradável surpresa.

Obviamente que não acompanhei o processo da venda de Di Maria, nem sei pormenores da negociação. No entanto, tinha a garantia de que a verba total seria mais de 25 milhões. Tinha a garantia de que Di Maria se poderia tornar na transferência mais cara do futebol português. Perante a certeza dada pelo jornal Marca e pela RR, restava-me demonstrar o que era para mim uma desagradável surpresa, pois 25 milhões parecia-me pouco, pelas razões apontadas no post.

Ainda assim, há informações fidedignas e, olhando para o que me fora dito como certeza uns tempos antes, só me restava acreditar que hoje teria a agradável surpresa de ver o Di como a transferência mais cara do futebol português. Sobre a minha opinião acerca do real valor de Di Maria, isso são contas de outro rosário. Mas, valendo o que vale, na minha opinião, 30 milhões de euros  (dou como garantidos os 30, e quem anda no mundo da bola sabe que assim será) mais a possibilidade de chegar a 36 milhões é um bom negócio.

Perante alguns comentários ao último post de ontem, lá fui escrevendo que não me referia à apresentação de nenhum futebolista. Aliás, acrescento que não sei se vai ou não ser anunciada alguma aquisição.

por Pedro F. Ferreira às 14:09 | link do post | comentar | ver comentários (59)
Segunda-feira, 28.06.10

Di Maria (uma desagradável surpresa) e a surpresa de amanhã.

O passe de Di Maria foi vendido ao Real Madrid por 25 milhões de euros [link] [link]. Há um ano, se me dissessem que o Di sairia do Benfica por 15 milhões, eu seria um dos que lhe faria um laçarote nas orelhitas e entregá-lo-ia no destino com uma palmada nas costas, um obrigado e os votos de que não tropeçasse no degrau.

 

Um ano depois, vendo a valorização do Di, considero que 25 milhões é pouco perante as expectativas entretanto criadas. Ainda assim, há uma regra de mercado que não se pode esquecer: as coisas (neste caso o passe de um futebolista) valem apenas e só o que estiverem disponíveis a pagar por elas. Neste caso, apesar da cláusula e da vontade de quem vende, parece que o mercado não terá ultrapassado a referida cifra. Espero pelas reacções / confirmações oficiais dos dirigentes do Benfica, para tentar perceber melhor os contornos do negócio. Seja como for, esta não deixa de ser uma desagradável surpresa.

 

Enquanto espero por uma posição oficial, e no meio de algumas dúvidas, tenho uma certeza: amanhã sei que, como benfiquista, terei motivos para sorrir, pois algo me diz que teremos uma agradável surpresa…

por Pedro F. Ferreira às 21:55 | link do post | comentar | ver comentários (126)

O primeiro dia de trabalho de 2010/2011

A Benfica TV mostra o regresso ao trabalho, acompanhando Javi Garcia. É interessante ver como o Javi salienta que, sem o apoio dos benfiquistas, tudo será mais difícil. Por aqui, o apoio será igual ao da época passada: incondicional.

 

por Pedro F. Ferreira às 19:28 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Domingo, 27.06.10

Roberto Jimenez

 

Durante anos, o relambório foi o mesmo: falta um guarda-redes de nível internacional; falta um guarda-redes que faça a diferença; falta um guarda-redes que garanta muitos pontos… e por ai fora.

 

Agora, vem um guarda-redes que, para a esmagadora maioria dos adeptos portugueses, é desconhecido. Vem por quase 9 milhões de euros. Aqui d’el-rei, que o homem é caro! Aqui d’el-rei, que por este preço vinham dois ou três muito bons… até há um moço, que joga lá no clube da minha terra, que por tuta e meia vinha para aqui e mostrava o que valia. E por ai fora.

 

Os futebolistas são caros ou baratos consoante o seu rendimento. Há um ano, o então desconhecido Javi Garcia foi contratado por quase 8 milhões de euros. Muitos gritaram contra a estupidez de contratar um médio defensivo desconhecido por esse preço. Hoje, olhando para o seu rendimento, ninguém de boa fé questiona a sua contratação.

 

Roberto Jimenez vai ter de viver e superar a pressão de jogar no Benfica, de ser herdeiro de uma baliza onde esteve o Costa Pereira, o José Henriques, o Manuel Bento e o Michel Preud'homme. Vai ter de ultrapassar a desconfiança dos adeptos benfiquistas e ter de conseguir lidar com a má-fé daqueles que, independentemente do seu valor, nunca reconhecerão perante os colegas de bancada a desejável justiça da sua contratação. Vai ter de aguentar e superar a pressão de se ter transformado num dos guarda-redes mais caros da história.

 

Defendo que há duas posições que, pela sua especificidade, merecem toda a atenção e respectivo esforço financeiro: guarda-redes e ponta-de-lança. Culturalmente, habituámo-nos a aceitar que se abram os cordões à bolsa para contratar pontas-de-lança, mas temos dificuldade em aceitar o mesmo para contratar um guarda-redes. No entanto, aceitamos que é tão importante garantir quem marque golos como garantir quem os evite.

por Pedro F. Ferreira às 14:30 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Terça-feira, 22.06.10

Breves notas sobre a espuma dos dias.

Apesar do interesse de um ou outro assunto do momento, a disponibilidade para a escrita não tem sido muita.

 

Sobre alguns assuntos que estão na ordem do dia (a vitória da selecção portuguesa contra a selecção norte coreana, a incontinência verbal de alguns futebolistas e empresários, a vitória na Taça de Portugal de hóquei em patins, o novo número da revista “Mística”…) aproveito as declarações deste moço no programa “Análise e Opinião”, de hoje, da Benfica TV. Deste modo, poupo o trabalho de as escrever

 

por Pedro F. Ferreira às 19:13 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Segunda-feira, 21.06.10

Coreia

Ah, ganda Queirósz, ainda vamos ser campeões mundiais! Nunca me enganaste! Agora não te esqueças é de voltar a enfiar Decos e Paulos Ferreiras na equipa (tirando de lá o Tiago) à primeira oportunidade, OK? É que se não mantiveres os teus hábitos a gente já nem sequer te reconhece.

por D`Arcy às 14:37 | link do post | comentar | ver comentários (52)
Quinta-feira, 17.06.10

Os Náufragos da FPF

 

Nesta santa hipocrisia lusa de se confundir qualquer belisco a uma porcaria de equipa da Federação Portuguesa de Futebol com um crime de lesa pátria merecedor de expatriação, vai havendo uns quantos que não só não têm medo de pôr o dedo na ferida como ainda têm a coragem de pôr os nomes aos bois.

 

Das vozes anónimas que constituem a opinião pública vamos sentido a desilusão, frustração e revolta de olhar para aquele feudo luso-brasileiro aparentemente dirigido por um títere chamado Madaíl e cujo capataz é um carismático treinador adjunto chamado Queirós.

 

Das vozes menos anónimas que constituem a opinião publicada vamos vendo uma confrangedora atitude de medo, subserviência e 'patrioteirismo' bacoco.

 

Há, ainda assim, algumas honrosas excepções que demonstram coragem e independência. Hoje, Manuel José colocou as coisas no seu devido lugar e falou, de forma aberta, sobre a falta de qualidade na liderança técnica e a falta de profissionalismo que grassa por aquele bando de gente arrogante e mimada que se serve da selecção portuguesa.

 

[podem ouvir aqui as declarações de Manuel José]

_____

 

Por falar em coragem, quando é que os jornalistas que acompanham a equipa de Federação Portuguesa de Futebol deixarão de ter medo de contar o que realmente aconteceu com Nani? Quando é que deixarão de, entre frases mais ou menos cifradas, contar aos bloggers o que realmente aconteceu na esperança de que estes tenham a coragem de escrever o que eles sabem e, coniventemente, calam?

 

Foi a imprudência de andar a fazer tatuagens fora de horas ou foram as desavenças (eufemismo) entre o Nani e um seu colega de equipa (Simão? Ronaldo?) que lhe ditaram o destino?

 

E quem é que terá a coragem, para além do Manuel José, de dizer que o Queirós não é timoneiro de “Navegadores”, mas sim de “Náufragos”?

por Pedro F. Ferreira às 22:55 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Terça-feira, 15.06.10

Fomos prejudicados!!

Estou perfeitamente indignado com o que se passou hoje. Portugal foi prejudicado pela FIFA.  A FIFA está sempre contra Portugal. Permitem o Drogba jogar com uma protecção no braço e grandes mauzões não permitem que os jogadores portugueses joguem com os seus amuletos e fios da sorte. Ah e o relvado onde Portugal jogou era uma vergonha!! Porque não deixou a FIFA jogar Portugal  no relvado onde jogou a Costa do Marfim?? Escandaleira

Estreia

A equipa da Federação Portuguesa de Futebol, vulgo 'Escreção', estreou-se hoje no Campeonato do Mundo da África do Sul. E estreou-se da forma que quase toda a gente esperaria: a jogar de forma aborrecida e sem grande chama. Segundo o mítico Carlos Queirósz ('descobridor' do Fábio Coentrão a lateral esquerdo, inventor do 4-4-2, e o primeiro treinador a pensar que os pontapés de baliza deveriam ser marcados chutando a bola na direcção do meio campo adversário), a culpa da equipa da FPF ter apresentado o mesmo nível de futebol com que nos presenteou noutras jornadas gloriosas do futebol português como os empates frente a caboverdianos, estónios ou dez albaneses, ou a meia dúzia encaixada no Brasil, foi da Costa do Marfim, que estranhamente decidiu apostar no erro do adversário e jogar em contra-ataque, coisa raramente vista num estádio de futebol. Os sacanas dos marfinenses simplesmente recusaram-se a abrir avenidas para que os pupilos do Queirósz pudessem jogar e rematar à vontade, conforme seria da mais elementar justiça.

 

Naturalmente que o Queirósz esperaria que a Costa do Marfim, a exemplo de outras selecções africanas escolhidas a dedo como Moçambique ou Cabo Verde, jogasse de forma ingénua. Esqueceu-se talvez que a Costa do Marfim é orientada por um treinador que sabe mais de futebol a dormir do que o Queirósz alguma vez sonhará, e que apesar de estar há pouco mais de um mês à frente da equipa (enquanto que o Queirósz leva um bom par de anos a destruir sistematicamente o pouco que de positivo tinha sido feito na equipa da FPF em anos anteriores) prima sempre por uma grande organização táctica nas equipas que orienta. Estranhamente, as estatísticas do jogo parecem contrariar esta teoria do melhor colocador de pinos e distribuidor de coletes que o futebol mundial alguma vez viu, porque mostram a posse de bola em 50% para cada equipa, e quase o mesmo número de (poucos) remates para cada lado. Mas como não podia deixar de ser, para o Queirósz a culpa de tudo o que corre mal é sempre de alguém ou alguma coisa, não dele.

 

Força Queirósz. Eu acredito em ti e na Escreção. Acredito pelo menos que não perdes contra a Coreia do Norte. Isso já deverá ser suficiente para irmos para o último jogo do grupo de calculadora na mão, coisa a que toda a gente já está habituada. Mas não deixa de ser prometedor e profundamente queirósziano que já andes dizer que esperas que os coreanos joguem abertos e ao ataque. Claro que sim, eles vão fazer exactamente isso. Porque tu queres que assim seja. Olha, eu também gostava que as equipas da Liga Portuguesa viessem sempre jogar à Luz abertas e ao ataque. Pode ser?

por D`Arcy às 19:21 | link do post | comentar | ver comentários (59)
Segunda-feira, 14.06.10

Campeões da Vida.

Este post foge ao tema Futebol, foge ao tema do Blogue, mas como membro da Tertúlia, e amigo da pessoa em causa, sinto que tenho a obrigação de pedir, em nome dele, AJUDA.

O Sérgio L. Bordalo, que tem esta felicidade de ter, nas iniciais do seu nome, as iniciais do nosso clube, está a viver a dor e a aflição de quem descobre que a sua mãe precisa de um transplante de medula óssea.

Como dador que sou, há muito, digo-vos que não custa nada chegar à frente. É só dar sangue e seguir os seguintes requisitos:

 

- Ter entre 18 e 45 anos; 
- Ser saudável; 
- Ter peso mínimo de 50kg; 
- Não ter feito nenhuma transfusão de sangue desde 1980.

 

Se posteriormente forem contactados para ser dadores, o próprio processo de recolha da medula não implica sequer um internamento.

Rotas fundamentais para chegar à frente:

 

Centro de Histocompatibilidade do Sul 
Hospital Pulido Valente

Alameda das Linhas de Torres, nº 117 
1769-001 Lisboa 
www.chsul.pt - chsul@chsul.pt 
Tel 21 750 41 00 Fax 21 750 41 01 
Horário: 2ª a 5ª Feira – 8h00 às 16h00 
6ª Feira – 8h00 às 15h00 
Não encerra à hora de almoço


Centro de Histocompatibilidade do Centro 
Edif. S. Jerónimo - 4º Piso

Praceta Prof. Mota Pinto 
3001-301 Coimbra 
www.histocentro.min-saude.pt 
geral@histocentro.min-saude.pt 
Tel 239 480 700 Fax 239 480 790 
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 12h00 / 14h00 às 17h00

Centro de Histocompatibilidade do Norte 
Hospital S. João (ao lado das consultas externas)

Pavilhão “Maria Fernanda” 
Rua Roberto Frias 
4200-467 Porto 
www.chnorte.min-saude.pt 
geral@chnorte.min-saude.pt
Tel 22 557 34 70 Fax 22 550 11 01 
Horário: 2ª a 6ª Feira – 9h00 às 17h30
Não encerra à hora de almoço

 

Amigos, cheguem-se à frente e passem palavra.

 

Este jogo é para ganhar, que ninguém se esconda, um dos nossos precisa de nós.

Domingo, 13.06.10

Silly Season

A chamada Silly Season caracteriza-se tipicamente pela frivolidade das notícias que aparecem nos média, mas quando falamos de jornalismo desportivo estas notícias - geralmente acerca de transferências de jogadores - assumem uma importância que não deve ser descurada, sobretudo pela influência que elas exercem na gestão dos plantéis. Aliás, creio que o facto de Jorge Jesus, um treinador que tem uma visão global da gestão de uma equipa, ter, alegadamente, ligado a Cardozo nestes últimos dias mostra justamente essa importância das notícias fúteis. É que dessa "visão global" faz parte a gestão da motivação dos jogadores, que passa também pela identificação com um projecto e sobretudo com o clube, e é neste aspecto que as notícias da Silly Season perdem a inocência da futilidade para, em certos casos, poderem ser geridas ao serviço de interesses (Pedro Adalve que o diga). Objectivamente, um jogador elogiado por um treinador de uma grande equipa, cobiçado pelos adeptos dessa equipa, aconselhado à equipa por jogadores do seu país e, na sequência de tudo isso, vendo o seu nome associado a muitos cifrões nos média não continuará ligado emocionalmente, se alguma vez esteve, ao clube que representa. Depois, como é evidente, ninguém quer jogadores desmotivados na equipa (Jorge Jesus já deixou claro que quem não quer ficar sai...), e os jornais, que dão voz àqueles elogios, àquela cobiça, àqueles conselhos e àquela publicidade para poderem ter leitores na época baixa, contribuem desse modo, às vezes decisivamente, para baixar a cláusula de rescisão dos jogadores (poderá, eventualmente, ser preferível vender mais barato a ficar com um jogador desmotivado). Apesar de tudo isto, os jogadores têm um papel decisivo no desenvolvimento destes processos, por exemplo na forma como abordam as entrevistas, bastando por vezes dizer lugares-comuns (como "só penso no Benfica") para evitar que as "silly news" interfiram com a gestão da equipa. Neste aspecto, os jogadores do Benfica têm tido desempenhos distintos.

 

O Di María é um jogador que, na minha opinião, ao longo destes três anos nunca deixou de ver o Benfica como um clube de passagem para outras paragens. Foi com esse discurso sincero, mas, convenhamos, pouco simpático, que chegou à Luz em 2007/2008: «Sei que o Benfica é um clube enorme e que luta por grandes títulos. Por isso, espero fazer uma grande temporada em Portugal e ir depois para o Chelsea». O discurso do Di María nesta Silly Season é assim consentâneo com os objectivos que definiu e que nunca escondeu a ninguém, e portanto, nunca tendo estado verdadeiramente ligado do ponto de vista emocional ao clube, as "silly news" a propósito do Di María são inofensivas: é titular da selecção argentina, vale 40 milhões e o Benfica não se importa de ficar com ele, mesmo que fique contrariado. Podemos não gostar de que ele não se identifique com o Clube, mas a atitude dele é, neste aspecto, irrepreensível.

 

O David Luiz é um caso diferente, a começar pelo facto de estar identificado com o clube, uma empatia que ele nunca escondeu e que me parece ser sincera. Este tipo de jogador torna a Silly Season perfeitamente inócua, já que, ao não esconder a ligação emocional ao clube, deixa também claro que jamais ficaria contrariado, e portanto caem por terra as possibilidades de se ver a cláusula de rescisão baixar. Elucidativa desta atitude é a resposta que ele deu recentemente aos jornalistas, acerca do interesse do Real Madrid: «Se fosse um bom negócio para o Benfica e para todos, e o presidente assim o entendesse, por que não?». Até poderia não ser verdade, mas dar prioridade publicamente aos interesses do Benfica ajuda a blindar o plantel, e o Jorge Jesus agradece, certamente.

 

O Cardozo é, pelo contrário, uma autêntica brecha no plantel, e uma dor de cabeça em termos de gestão. Com uma cláusula de rescisão irreal, é um alvo fácil das "silly news", sobretudo porque o seu representante apenas tem posto mais lenha na fogueira. Numa entrevista dada a 20 de Maio, Cardozo afirmava «Estou para continuar no Benfica». O que se passou desde então até agora coloca-o praticamente fora da Luz, também porque o próprio Jorge Jesus não ficou contente com a atitude do jogador. Eu gostava de que o Cardozo ficasse - apesar de algumas fragilidades, convém não esquecer que foi o melhor marcador da equipa e da Liga, o que não acontecia com um jogador do Benfica desde 1990/1991. Mas jogadores contrariados, em particular o Cardozo, são altamente prejudiciais, e, convenhamos, o mal está feito. O Cardozo é assim o melhor exemplo de como as "silly news" poderão servir interesses, no caso dele, sobretudo, os interesses do seu representante, o que é pior ainda.

 

Um inócuo, um escudo e uma brecha. É assim que eu vejo estes jogadores nesta nossa Silly Season.

Quarta-feira, 09.06.10

Bicampeões nacionais de basquetebol

Somos bicampeões nacionais de basquetebol. Hoje, tendo acabado de vencer o 22º campeonato nacional de basquetebol, é tempo de festejar e parabenizar todos aqueles que com benfiquismo, profissionalismo e uma grande dedicação tornaram este feito possível. No exemplo de benfiquismo do treinador Henrique Vieira deixo o meu agradecimento pessoal e nele estão representados todos os que com ele têm feito este excelente caminho de devolver o Benfica ao seu lugar no basquetebol nacional. Além disso, neste dia de festa gostaria de deixar um reconhecimento especial a quem, com responsabilidades dentro do Clube ao nível da Direcção, fez com que a caravana andasse, enquanto uns quantos “especialistas” despeitados insistiram em latir.

por Pedro F. Ferreira às 23:55 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Terça-feira, 08.06.10

Eu desconfiado me confesso

Não confio no novo presidente da Liga. Não confio neste Fernando Gomes e não é pelo facto do dito ser portista. Não. Não confio no dito, porque não confio em ninguém que durante anos e anos conluiou com Pinto da Costa na gestão de um clube baseado na corrupção, na criminalidade e na impunidade vergonhosa.

 

Não confio neste homem da mesma forma que, aquando da eleição, desconfiava da bondade de Hermínio Loureiro. Terminado o seu consulado, acabo por fazer um balanço positivo do mesmo, apesar da falta de coragem que em momentos decisivos demonstrou. Nem o facto de o Benfica ter votado em Fernando Gomes me ajuda a deixar de desconfiar desta personagem.

 

Além disso, importa realçar que o Benfica não está representado directa ou indirectamente na Direcção da Liga. E ainda bem, pois é a prova cabal de que não temos o nosso Clube envolvido num processo destes com uma agenda oculta.

 

Deste modo, acredito que, mais uma vez, o Benfica conseguirá vencer no relvado, sem qualquer margem para dúvidas espúrias vindas de quem recebe árbitros em vésperas dos jogos. O Benfica conseguirá vencer independentemente de quem gere a Liga. O Benfica vencerá sem precisar de qualquer ajuda de quem corre por fora e coloca na Liga observadores reciclados da Torre das Antas (como nunca deixou de ocorrer, mesmo durante o tempo de Hermínio Loureiro). O Benfica vencerá tal como venceu este ano: de forma limpa e dentro do campo. O Benfica, ao votar nesta personagem, deu um sinal de que nada temos a temer, nem mesmo um dirigente parido na Torre da Antas. Mas lá que não confio no homem, não confio.

 

Enfim, aguardo, com desconfiança, para ver se este Fernando Gomes privilegiará a verdade e a vertente comercial do futebol tal como prometeu. Aguardo para ver, por exemplo, qual é a posição deste Fernando Gomes relativamente à renegociação dos direitos de transmissão televisiva.

 

Cabe-nos, também a nós, adeptos, tal como aos dirigentes do nosso Benfica, estar alerta e, caso se justifique, saber agir.

por Pedro F. Ferreira às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (60)
Sábado, 05.06.10

Nove posições, duas profissões.

Dario José dos Santos, o grande avançado brasileiro que tinha como nome de guerra Dadá Maravilha, disse (e com razão) que "Num time de futebol existem nove posições e duas profissões: o goleiro e o centroavante". Actualmente, no nosso Benfica, especula-se e prevê-se a saída de Quim e de Cardozo, o guarda-redes e o avançado centro, no dizer de Dadá Maravilha, as duas posições que, pela sua especificidade, se transformam em profissões.

 

Recentemente, num almoço de benfiquismo, discutia-se à mesa a mais-valia ou não destes dois futebolistas. As opiniões serviam todos os gostos, tendências e teorias. Desde os pormenores técnicos, tácticos, estéticos e estratégicos, passando pelos mais prosaicos “não gosto do gajo, pronto” até ao “gosto do gajo e acabou-se a conversa”.

 

Por mim, sigo a exigência que o Dadá maravilha colocava nestas duas funções e socorro-me dos dados mesuráveis (que, sabemos nós, de tão aparentemente objectivos, são facilmente manipuláveis) entre os golos que um marca e que o outro evita.

Um guarda-redes de topo garante, em média, 9 pontos por época. Quim garante-os? Algum dos nomes que tem vindo a público os garante?

Um bom avançado, daqueles cuja profissão é marcar golos, garante durante épocas sucessivas mais de uma quinzena de golos no campeonato e mais de duas dezenas em todas as provas. Cardozo garante-os?

 

Nas respostas a estas perguntas pode estar a justificação para o facto de numa equipa de futebol haver nove posições e duas profissões. O Dadá Maravilha é que a sabia toda.

por Pedro F. Ferreira às 16:10 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Quinta-feira, 03.06.10

Defeso

Não tenho praticamente escrito desde que o campeonato terminou, há cerca de três semanas. E não o tenho feito porque esta altura do ano, juntamente com a abertura do mercado em Janeiro, tem o dom de me irritar profundamente, e fazer querer apenas fechar os olhos e respirar fundo até que a bola volte a rolar, desejando que estes meses do defeso passem o mais depressa possível. Regra geral, por esta altura os jornais enchem-se de notícias sobre camiões de jogadores que estarão a caminho do Benfica. Este ano é o contrário, e apressam-se a tentar vender qualquer pessoa que tenha o nosso emblema ao peito. Pensei que, com o Campeonato do Mundo a começar este mês, se pudessem entreter com o bronco do Queirósz e o grupo excursionista que ele decidiu levar de arrasto para a selva, ou com as vuvuzelas, ou com o raio que o parta que tenha a ver com a equipa da FPF. Mas não, este ano parecem estar ainda piores na sanha de irem ao mercado com o Benfica, e não há quem escape à fúria vendedora. Em três semanas já consegui ver Quim, Moreira, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Aimar, Di María, Saviola, Cardozo, Éder Luís, Jorge Jesus e até o Rui Costa(!) a caminho de outro clube. As negociações e 'aproximações' estão sempre em pleno desenvolvimento, alguns deles até já foram garantidamente vendidos mais do que uma vez, mas o que é certo é que continuam por cá. E espero que as coisas se mantenham assim. Por mim, se o Benfica ficasse com a mesma equipa do ano passado, já ficaria satisfeitíssimo.

 

Às vezes parece que se estão todos a esquecer de uma coisa: o Benfica não quer vender o Di María por quarenta milhões, ou o David Luiz por cinquenta milhões, ou qualquer outro jogador pelo preço que muito bem entenderem dizer que o Benfica 'pede' por ele. O Benfica, tal como o Presidente já afirmou, o Director Desportivo já reafirmou, e o Director Executivo da SAD já confirmou, não quer vender, ponto final. Agora se alguém quer os nossos jogadores, só tem é que chegar cá e fazer uma proposta que o Benfica não possa recusar. Ou seja, oferecer o valor da cláusula de rescisão.

 

Entretanto, o anormal do Pedro Aldave (para quem não esteja a ver quem é, é a arara que faz de empresário do Cardozo) continua a debitar disparates. Eu gosto muito do Cardozo, é um jogador que eu considero fundamental no Benfica, mas já não tenho mesmo paciência nenhuma para este tipo, que há três anos que consegue, com uma regularidade notável, mandar um disparate cá para fora de cada vez que abre a boca. Já percebemos todos que o Cardozo acha que poderá fazer um contrato melhor e ganhar mais dinheiro graças aos muitos golos que tem marcado pelo Benfica. E se aparecer algum clube disposto a pagar-lhe o que ele (e a arara do empresário) acharem que merecem, e disposto também a indemnizar o Benfica num valor que nos satisfaça, apesar de ficar com pena, acho bem que o Benfica deixe o Cardozo sair. Agora o que não estou para aturar é o anormal do Aldave vir acusar o Benfica de ser responsável por o Cardozo eventualmente não jogar no Mundial. Até parece que alguém obrigou o Cardozo a jogar. Até parece que não foi o Cardozo, interessado também em garantir o título pessoal de melhor marcador do campeonato (tendo marcado meia dúzia de golos enquanto estava fisicamente diminuído) que teve interesse em jogar, e que agora, juntamente com o cretino do empresário, usam precisamente esse título como argumento para tentarem garantir uma transferência milionária. Ninguém apontou uma pistola ao Cardozo para o obrigar a assinar o contrato que tem, válido por mais três épocas. Como benfiquista e admirador do Cardozo, custa-me muito aceitar chantagens idiotas como esta do Aldave para tentar uma eventual melhoria de contrato no Benfica. Seguramente, nós saberemos avaliar se ele merece essa melhoria ou não. Dispensamos é palhaçadas destas. O Aldave se calhar deveria era ignorar um pouco a sua ganância pessoal e ter em conta o mal que, com atitudes e afirmações como as que tem tido, faz à imagem do Cardozo entre os benfiquistas.

por D`Arcy às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (49)

Villas-Boas e Paulo Sérgio: as segundas escolhas.

Villas-Boas, o novo treinador do clube regional assumidamente corrupto, é uma segunda escolha. O dono dos andrades, pelo segundo ano consecutivo, falhou a contratação de Jorge Jesus. Assim, tal como no ano passado, o dito clube regional vai ter como treinador uma segunda escolha. Prova-se, pelo segundo ano seguido, que para o fóculporto não vai quem eles querem, vai quem o Benfica deixa.

 

Paulo Sérgio, o novo treinador do sportém, é uma segunda escolha. O grande aliado, referência, modelo e paliativo pontual dos fracassos dos sportinguistas ficou-lhes com a primeira escolha. Prova-se, mais uma vez, que para o sportém não vai quem eles querem, vai quem o amigo Pinto da Costa deixa. Mas está tudo bem, eles gostam.

por Pedro F. Ferreira às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Terça-feira, 01.06.10

Génios: Maradona e Chalana.

 

«No génio opera-se uma transição espontânea do sensível para o supra-sensível. Nele se encontram depositadas as “regras da natureza”, as estruturas secretas, escondidas, da criação. O artista génio não podia seguir regras, visto que detém o misterioso poder de as inventar. […] É preciso, diz Kant, que a natureza dê a sua regra à arte no próprio sujeito (e isso por meio da harmonia das suas faculdades), isto é, que as belas-artes só são possíveis com a produção do génio. O génio não é o resultado de uma aprendizagem: ele é “uma disposição inata do espírito”. Ele "não pode expor de que modo realiza a sua obra, mas dá a sua regra enquanto natureza e assim o autor de uma obra, que ele deve ao seu génio, não sabe ele próprio como lhe vieram as ideias, também não está em seu poder formar outras semelhantes, à vontade e metodicamente, nem comunicar aos outros preceitos que os ponham em estado de produzir regras semelhantes". Não existe ciência transmissível do belo. As belas-artes conhecem apenas um modo (modus) e não um método (methodus). Se é certo que o génio cria obras de beleza, ele tem, no entanto, mais relação com a sublimidade. Ele é, rigorosamente falando, a faculdade que faz conceber plenamente o sublime

 

Quando recentemente li este texto de France Farago sobre a Arte e o Génio, não pude deixar de ver naquelas palavras dois futebolistas geniais, os mais geniais que algum dia vi: Diego Maradona e Fernando Chalana. Depois destes, vi alguns aprendizes, alguns que se aproximaram desta sublimação, mas para que não se corra o risco de banalizar o adjectivo, geniais só vi dois: Maradona e Chalana.

por Pedro F. Ferreira às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (38)

escribas

pesquisar neste blog

 

links

arquivos

recentes

tags

origem

E-mail da Tertúlia

tertuliabenfiquista@gmail.com

Visitas




blogs SAPO

subscrever feeds