VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 31.07.10

Feyenoord

Mais um jogo de pré-época, mais uma goleada. Com a satisfação de, como de costume, parecer ter sido obtida da forma mais natural possível, como se aquilo que vimos fosse algo a que os nossos jogadores já estão habituadíssimos a fazer.

Com várias alterações do meio campo para a frente em relação ao último jogo, com o Sunderland, e ainda o regresso do Roberto à baliza, o Benfica iniciou o jogo da pior forma possível, pois aos três minutos de jogo já perdia, resultado de um erro do Rúben Amorim, que com um mau atraso isolou um adversário. O Benfica demorou cerca de vinte minutos até se reencontrar, mas depois não deixou quaisquer dúvidas sobre quem era a melhor equipa sobre o relvado. Foi para cima do adversário, e as oportunidades de golo começaram a surgir frequentemente. Apenas por infelicidade (remate do David Luiz à trave) e alguma ineficácia é que acabámos por sair para intervalo em desvantagem no marcador, resultado que era claramente injusto.

Para a segunda parte, quatro alterações, com as entradas do Cardozo, Jara, Airton e do regressado Ramires para os lugares do Kardec, Carlos Martins, Aimar e Javi, e o Benfica a experimentar mais uma vez jogar num esquema mais próximo do 4-3-3, aproveitando a mobilidade do Saviola e Jara, tendo o Cardozo como referência no ataque. O cariz do jogo não se alterou em relação ao que já víamos no final da primeira parte, e a pressão do Benfica ainda se acentuou mais. Bastaram cinco minutos para vermos aquilo que já começa a ser uma cena habitual nesta pré-época: assistência do Coentrão na esquerda e finalização do Cardozo. Desmarcado após um grande trabalho do Saviola, o Coentrão centrou rasteiro para o centro da área, onde o Cardozo finalizou facilmente de primeira. A pressão do Benfica continuou a ser muito intensa, sendo importante o trabalho do Jara neste aspecto, já que não pára quieto e passa a vida a morder os calcanhares aos defesas. O Cardozo enviou nova bola ao ferro, desta vez de cabeça na sequencia de um canto, depois foi o David Luiz, em novo remate de fora da área, a acertar no poste, e aos setenta e dois minutos o Cardozo voltou mesmo a marcar, isolado após um passe soberbo do Ramires. Má sorte a de um clube que tem um jogador destes, que tudo o que sabe fazer é marcar golos...

Como sabemos, para este Benfica estar em vantagem no marcador não é sinal para abrandar, e portanto o massacre ao Feyenoord continuou. Três minutos depois do segundo golo, veio o terceiro. Foi um livre sobre a linha da área (conquistado pelo Jara, mais uma vez a pressionar os defesas e a forçar o erro), e quando todos esperariam o remate de pé esquerdo do Cardozo para o hat trick, foi o Menezes quem rematou de pé direito, fazendo a bola passar entre a barreira para o golo. As oportunidades sucediam-se, até porque o Feyenoord mal conseguia passar do meio campo (resultado da pressão intensa que começava logo à saída da sua área), e após nova iniciativa do David Luiz, o Cardozo falhou o seu terceiro golo por muito pouco, cabeceando cruzado para fora. A cinco minutos do final, o Rúben Amorim pôde redimir-se do erro e fixou o resultado final, aproveitando o trabalho do Cardozo para rematar de primeira de pé esquerdo. Na 'brincadeira' dos penáltis no final, o Benfica voltou a vencer, marcando todos os seus cinco penáltis contra quatro dos holandeses.

À medida que os nossos mundialistas vão regressando, a máquina vai ficando mais afinada. Foi muito bom voltar a ver o Ramires com a camisola oito, e a verdade é que a presença dele naquele meio campo faz uma grande diferença. O passe que ele faz para o segundo golo do Cardozo, imediatamente após cortar uma bola, é fantástico. E o trabalho de cobertura e pressão que ele, em conjunto com o Aírton (mais um belo jogo) fizeram foi uma das principais razões para o sufoco do Feyenoord. O Fábio Coentrão continua a mostrar porque tem meia Europa atrás dele. Terceira assistência noutros tantos jogos e este ano é bem capaz de vir a ser o principal desequilibrador da equipa. Do Cardozo pouco mais há a dizer: a vocação dele é marcar golos, e não tem parado de o fazer desde que regressou, mesmo sem ritmos ou treinos. Quatro golos em três jogos (em tempo efectivo nem devem chegar a um jogo e meio) mostram que esta época podemos esperar mais daquilo a que ele nos habituou. Referencia ainda para as boa entradas no jogo do Menezes e do Jara e, por fim, para o incrível David Luiz. Não sei se haverá outros centrais como ele no futebol mundial. A capacidade que ele tem para subir com a bola controlada e causar desequilíbrios (para além de ser um xerife na defesa) é muito rara. A fazer isto como ele, no Benfica, só talvez o Humberto. E ele não tinha tanta capacidade técnica (mas marcava muito mais golos).

Mergulhado em problemas, amedrontado, e sofrendo de outros disparates do mesmo quilate que tenho visto escritos por aí, a verdade é que continuo a ver no nosso Benfica tudo aquilo que o ano passado fez de nós a melhor equipa portuguesa, a larga distância dos nossos adversários. Em oito jogos da pré-época, vamos com vinte e cinco golos marcados. É verdade que sofremos mais golos, mas teimam em esquecer-se dos três mundialistas que nos faltavam na defesa (para não falar do Ramires). Mantenho a confiança numa época de alegrias para as nossas cores.

por D`Arcy às 03:04 | link do post | comentar | ver comentários (26)

Antropologia

Confesso que, tal como o cientista que vai para a selva estudar novas espécies, tenho curiosidade antropológica por aquelas pessoas que, perante factos, continuam a argumentar em sentido contrário a eles. Por outras palavras, pessoas que persistem em defender que 2+2 são 5, mesmo quando todas as evidências o negam. Vem isto a propósito daqueles que continuam a dizer que o Cardozo é um jogador banal, que deveria ser já vendido e que não nos faz falta nenhuma. A esses, agradeço que respondam à seguinte questão: o Cardozo deve ser despachado o mais rapidamente possível, porque...

 

1) Não interessa quantos golos ele marcou, o importante é que falhou quatro penalties;

 

2) É inadmissível que só tenha marcado quatro golos em três meias-partes que jogou nesta pré-época. Qualquer outro jogador teria feito três hat-tricks no mínimo;

 

3) Ao fim de três anos em Portugal ainda diz “cancha” em vez de “terreno de jogo”;

 

4) Tenho um acentuado problema cognitivo (vulgo, sou burro que nem uma porta) e ainda não percebi que o objectivo do futebol é marcar golos e ter um jogador que os garanta em quantidade (independentemente da técnica ou velocidade que possa, ou não, ter) é priceless.

 

Agradeço antecipadamente a vossa colaboração neste estudo. Muito obrigado.

 

P.S. - Em apenas três épocas, o homem tornou-se o segundo melhor marcador estrangeiro da história do Benfica, tem 93 golos (77 em jogos oficiais). Não perceber isto é não perceber que 2+2 são 4. E não me venham com o argumento que “qualquer outro marcaria muitos mais”. Isso tem tanta lógica quanto dizer “se eu fosse um pássaro, voava”...

por S.L.B. às 00:38 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Quarta-feira, 28.07.10

Aconteceu ontem como acontece em praticamente todas as transmissões televisivas da Sporttv.

Aconteceu ontem como acontece em praticamente todas as transmissões televisivas da Sporttv. Jornalistas com carteira profissional e código deontológico (juntamente com o refugo de um ou outro ex futebolista de carreira manhosa) são useiros e vezeiros em “mandar a boquita”, tentar a graçola fácil, a piadética de ocasião e escarnecer da sua profissão, da empresa que lhes paga o ordenado ou daqueles a quem, dentro de minutos, vão pedir umas palavras de circunstância que lhes permita manter a profissão de “seguradores de microfone” disfarçados de jornalista.

Comportam-se desta forma enquanto estão no conforto do suposto “off”. De quando em vez, lá aparece um outro profissional de uma outra área, daqueles que têm tantos escrúpulos como os supracitados jornalistas e 'partenaires' de ocasião, e que torna públicas as conversas que apenas os incautos imaginam ser garantidamente privadas.

 

Aconteceu ontem como acontece em praticamente todas as transmissões televisivas da Sporttv. Ontem, os protagonistas foram Rui Pedro Rocha, Jorge Goulão e Pedro Henriques. Rui Pedro Rocha inicia o espectáculo, Jorge Goulão coadjuva, mas, mais do que qualquer outro, Pedro Henriques demonstra que tem tantas vértebras na coluna vertebral como tinha talento enquanto futebolista. É inqualificável a forma como Pedro Henriques fala de Roberto. É inqualificável a forma como Pedro Henriques fala de um homem que desempenha a profissão que ele mesmo já desempenhou. Há um momento em que Pedro Henriques fala de um profissional do Benfica, referindo-se às ferraduras que este teria. Pedro Henriques foi, como jogador, um fraco praticante e um fraco profissional. Neste momento, se avaliasse o seu desempenho como comentador e se utilizasse os mesmos critérios com que ele avalia o desempenho de Roberto, diria que o Pedro Henriques é uma cavalgadura.

 

Também é muito interessante observar como dois jornalistas falam sobre Jorge Jesus. É tanto mais interessante quanto sabemos que, se for caso disso, estes mesmos jornalistas rastejam para ver se Jorge Jesus lhes dá uma entrevista exclusiva. Daquelas que ficam bem no currículo e demonstram que se consegue ser jornalista e não apenas um suporte de microfone com ordenado.

 

Além disso, também é interessante ver como é que dois jornalistas encaram o facto de terem de fazer um trabalho de 20 minutos num “pré-jogo”. Compreende-se a revolta e o desespero. Pois, para se fazer um pré-jogo de 20 minutos, há que se ter preparado para isso. Há que ter trabalhado. E, como se depreende da conversa, não houve qualquer preparação destes profissionais para desempenharem condignamente a sua profissão na noite de ontem. Aconteceu ontem como acontece em praticamente todas as transmissões televisivas da Sporttv.

 

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Por motivos que desconheço, o vídeo foi retirado do Sapo. No entanto, há outros locais onde pode ser visto e partilhado.

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por Pedro F. Ferreira às 12:24 | link do post | comentar | ver comentários (160)
Terça-feira, 27.07.10

Sunderland

Foi talvez o jogo mais monótono que o Benfica fez até agora na pré-época. Teve um só sentido, e no final a consequência lógica: vitória do Benfica, que só terá sido pouco dilatada porque o próprio Benfica não esteve particularmente inspirado na finalização.

O Benfica apareceu de início algo diferente, a jogar num esquema mais próximo do losango, com o Jara a assumir preferencialmente a posição nas costas da dupla de avançados, Cardozo e Weldon. No meio campo, Felipe Menezes e César Peixoto, como Javi García mais recuado. A defesa foi a esperada, jogando o Rúben e o Coentrão nas laterais, e a novidade foi a titularidade do Júlio César na baliza. Desde cedo se viu que era o lado esquerdo do Benfica que assumiria as maiores despesas do jogo. Peixoto, Fábio Coentrão e Weldon eram quem mais encaminhava o jogo por ali, sendo as arrancadas dos dois últimos, juntamente com alguns piques do Jara e as correrias do David Luiz pelo campo fora com a bola nos pés os únicos safanões que se iam vendo num jogo que decorria quase exclusivamente no meio campo do Sunderland. Na frente, e para não variar, o Cardozo procurava o golo sempre que possível, mas a bola teimava em ir sempre parar-lhe ao pé direito. Andava o jogo nisto quando, pouco depois da meia hora, a dupla que já tinha fabricado o golo da vitória contra o Mónaco voltou a funcionar: cruzamento perfeito do Fábio Coentrão para o meio da área, onde apareceu o Cardozo a finalizar de cabeça. Era merecido o golo, que levou o Benfica para o intervalo a ganhar, e a única curiosidade era agora saber se o Benfica marcaria mais, porque o Sunderland claramente não parecia ter capacidade para incomodar-nos.

A segunda parte trouxe diversas alterações, entrando muitos dos jogadores teoricamente titulares, e o regresso à fórmula habitual. Mas não trouxe um jogo mais interessante: tudo se manteve na mesma, como Benfica a jogar e o Sunderland a ver, sendo que só quando a bola chegava aos pés do Aimar é que entusiasmava um pouco. Acho que a certa altura os próprios jogadores do Benfica se aborreceram e começaram a inventar jogadas ao primeiro toque, que se perdiam quase sempre devido a um exagero final, em que um jogador que até já estava em posição para rematar acabava por fazer mais um passe de primeira, que saía mal. Já mesmo sobre o final, o Carlos Martins fechou as contas, com uma 'jabulanizada' do meio da rua que acabou por entrar. O remate foi muito forte, mas a bola até nem foi muito bem colocada, pelo que calculo que o guarda-redes tenha sido enganado por algum efeito esquisito da bola.

O Fábio Coentrão está em grande forma, e este ano, sem o Di María à sua frente, provavelmente vai brilhar ainda mais nos lances ofensivos. E vai dar mais trabalho ao David Luiz lá atrás, mas acho que ele não se vai importar com isso. A dupla de centrais esteve muito bem hoje, e se já é normal elogiar o David Luiz, deixo uma referência ao Sídnei. É um jogador em quem eu acredito bastante. Aquilo que eu vi dele na época de estreia, com o Quique, convenceu-me do seu valor, e mesmo a última época mais apagada não me fez mudar de opinião. Ele parece é precisar de ritmo e alguns jogos consecutivos para atingir um bom nível. Quando entra na equipa esporadicamente, para jogar um jogo, normalmente não joga tão bem. Tenho pena que esteja (bem) tapado no onze titular, mas espero que o Benfica não desperdice este jogador, porque seria uma óptima alternativa caso percamos um dos centrais titulares. Menção também para o Cardozo, que é aquilo que sabemos. Foi o elemento mais rematador da equipa, e mais uma vez apareceu no sítio certo para finalizar.

Mais um troféu de pré-época conquistado; que venha o próximo.

por D`Arcy às 23:50 | link do post | comentar | ver comentários (51)
Segunda-feira, 26.07.10

David Luiz

 

 

Parabéns, David Luiz. A convocatória para o Escrete é mais do que merecida, e só peca por um pouco tardia. É um orgulho para os benfiquistas ver mais esta etapa cumprida na carreira de um jogador que tanto vimos crescer em nossa casa, e transformar-se de ilustre desconhecido num dos defesas centrais de elite do futebol. E todos esperamos poder ter o privilégio de continuar a contar por mais algum tempo com um jogador que personifica a Mística, e a quem a camisola do Glorioso assenta tão bem.

por D`Arcy às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Domingo, 25.07.10

Armário

Quem ontem olhou para o 'Expresso', deparou-se com uma primeira página onde um indivíduo refastelado numa cadeira, em pleno relvado do Alvalixo, e envergando um fato aos quadrados que parece ter sido roubado ao palhaço pobre (mas que na óptica da personagem em questão deverá ter imenso estilo), orgulhosamente declara a sua condição de antibenfiquista. O indivíduo em questão é o Francisco Costa Costinha, director desportivo do sportém, e um sujeito com um domínio muito superficial da língua portuguesa - já encontrei arrumadores de carros (e não me estou a referir ao Pedro Mendes) que falam melhor português do que ele - mas que se julga um tipo com classe porque veste fatos e conseguiu o grande feito na vida de aprender a dar um nó de gravata (mas não o Windsor, que esse é demasiado complicado).

 

Esta declaração de antibenfiquismo é apenas mais um episódio na recente série de declarações deste tipo por parte da lagartagem. Durante anos, apesar disto ser óbvio para qualquer um, empenhavam-se a negar esta condição - decerto muita gente se recordará, por exemplo, da reacção do Dias Ferreira quando n'O Dia Seguinte o representante benfiquista o acusou de ser antibenfiquista, o que resultou num nível de indignação tal que até os piolhos da barba dele se precipitaram em pânico para o palito ao canto da boca de forma a saltarem para a liberdade. Mas nos tempos mais recentes, resolveram sair do armário e anunciar ao mundo o antibenfiquismo. No fundo, uma espécie de gay pride à moda da lagartagem (e desenganem-se, que não vou agora pôr-me a falar do Salema). Foi o Doutor dos Maus Fígados nas páginas d'A Bola, foi o energúmeno do Cardinal, agora o Francisco Costa Costinha. Mas o pormenor mais interessante neste orgulhoso sair do armário é a consequência disto: a declaração de antibenfiquismo funciona como uma espécie de declaração de inimputabilidade dos seus autores. Uma vez conhecida esta condição, estes sentem-se livres para dizer ou fazer as maiores imbecilidades, que depois a reacção é 'Ah, e tal, ele disse que é antibenfiquista por isso está desculpado'. O que de certa forma se compreende: quando se faz uma declaração deste nível de imbecilidade, é natural que as pessoas em questão passem a ser consideradas inimputáveis.

 

O Doutor dos Maus Fígados, depois de assumir o seu antibenfiquismo andou a dedicar-se (ainda mais) a escrever barbaridades sobre futebol (normalmente acompanhadas de mais declarações de inimputabilidade, que é dizer que não percebe nada de futebol - como se isso não fosse logo uma condição inerente ao facto de ser adepto do sportém). Em condições normais, as pessoas perguntar-se-iam o motivo pelo qual uma pessoa que pensa e escreve tais parvoíces teria direito a uma página sobre futebol, no maior diário desportivo português. Mas lá está, como se declarou antibenfiquista, a coisa passa. O Cardinal escarra no treinador do Benfica, provoca e insulta adversários e público. Em condições normais, isto seria um comportamento condenável, mas como disse que era antibenfiquista tudo se justifica. O Francisco Costa Costinha oferece o jogador mais regular e capitão de equipa a um teórico rival directo, hostiliza outro activo do plantel, pratica e diz imbecilidades dia sim, dia sim. Normalmente, o homem seria considerado um incompetente (tendo sido uma escolha do Cabeça de Cotonete, nem poderia ser outra coisa). Era uma besta dentro do campo, e continua pelo mesmo caminho fora dele. Mas não, ele proclamou ao mundo o seu antibenfiquismo, por isso tudo está perdoado. Até mesmo oferecer todo o plantel do sportém aos andrades, para que eles escolham quem bem lhes aprouver, seria justificado desde que isso ajudasse os andrades a ganhar ao Benfica.

 

Um dos motivos que sempre me fez desprezar o sportém foi precisamente achar que é uma agremiação sem identidade própria, cuja existência se resume à negação de algo, neste caso o Benfica. É interessante agora ver as pessoas ligadas a essa agremiação renderem-se às evidências, e assumirem sem pudor tal condição. No fundo, assumirem que não representam nada. O lema deles deveria ser Inveja, Ressaibo, Mesquinhez e Tristeza: eis o sportém. Neste somatório de comportamentos, é ainda de notar a incongruência característica da lagartagem: aqui há uns anos, o Simão disse que gostaria de impedir o sportém de festejar um título. Foi o fim do mundo. Tornou-se um proscrito, um mal formado, mau carácter que merecia os maiores azares. Ovelha ronhosa e má pessoa, a quem até os cães rosnavam na rua de tão ruim que era. Mas quanto aos lagartos, esses podem declarar aos quatro ventos o seu antibenfiquismo, que não só não é condenável, mas é mesmo louvável, e parece que faz deles melhores lagartos. É bonito.

por D`Arcy às 18:49 | link do post | comentar | ver comentários (44)

Mónaco

Vitória tangencial do Benfica na apresentação aos sócios, num jogo que de amigável teve pouco, que foi geralmente mal jogado mas no qual a nossa superioridade foi evidente.

Os quase 41.000 adeptos presentes na Luz foram presenteados com uma primeira parte morna. O Mónaco não estava ali para abrilhantar a festa, e tentou fazer-nos a vida difícil, tentando fazer uma pressão constante sobre o portador da bola para depois sair em contra-ataques rápidos quando a recuperava. O Benfica, apesar de ter claro ascendente no jogo, não estava a conseguir fazer o ataque funcionar da melhor forma, devido a alguma lentidão e pouca inspiração nos passes decisivos, para além de algum apagamento de jogadores que nesta pré-época melhor vinham dando conta de si. O primeiro golo surgiu sobre a meia hora de jogo, num canto apontado pelo Aimar na esquerda ao qual correspondeu o Airton de cabeça, livre de marcação na pequena área. O Mónaco pouco conseguia incomodar a nossa defesa, mas a três minutos do intervalo soube aproveitar um passe disparatado do Carlos Martins para isolar um jogador que, na cara do Roberto, finalizou na perfeição colocando a bola junto ao poste mais distante. E mesmo sobre o apito, um penálti escusado do Peixoto permitiu ao Mónaco sair para o balneário em vantagem, o que era um resultado injusto face ao que se tinha passado em campo.

Para a segunda parte o Benfica trouxe o Javi e o Coentrão nos lugares do Airton e do Peixoto, trocou de guarda-redes, e trouxe também mais velocidade. Cedo esta nova atitude deu frutos, com o Aimar a concluir de forma brilhante, num remate de fora da área, uma iniciativa individual. Ainda não tinham decorrido cinco minutos do segundo tempo. A presença do Coentrão na esquerda veio dinamizar aquele flanco, parecendo que ele estava com muita vontade de mostrar serviço, pelo que foram diversas as vezes em que em iniciativas individuais ele conseguiu ganhar a linha de fundo para fazer cruzamentos perigosos. Aos sessenta minutos de jogo o aniversariante Jorge Jesus fez entrar o Cardozo em campo, e dois minutos depois, no segundo toque que deu na bola, já ele fazia aquilo que melhor sabe fazer, colocando o Benfica na justa posição de vencedor. Foi mais uma iniciativa do Coentrão na esquerda, cruzando depois para o segundo poste, onde o Cardozo apareceu sem oposição para um golo fácil. Daqui até final, e apesar das diversas alterações que foram sendo feitas, foi sempre o Benfica quem pareceu mais perto de voltar a marcar, mas voltámos a mostrar pouco acerto na finalização.

Houve jogadores que, ao contrário do que vinham mostrando nesta pré-época, estiveram mais apagados hoje. Casos do Carlos Martins, Gaitán ou Kardec, por exemplo. O Carlos Martins bem tentou fazer uso do pontapé (contei-lhe dez tentativas de remate), mas nem isso lhe saiu bem, e para piorar acabou por ficar directamente ligado ao primeiro golo do Mónaco. O Gaitán esteve muito desaparecido do jogo, e o Kardec teve dificuldades em libertar-se da marcação dos centrais adversários. Pela positiva, o Aimar, que mais uma vez aparece em excelente forma no início da época, gostei também dos dois centrais, do Rúben, do Airton na primeira parte e do Javi na segunda (deve ser uma boa dor de cabeça para um treinador dispor de duas opções desta qualidade para a mesma posição) e do Coentrão.

Fica mais um jogo de pré-época, uma vitória natural, e a satisfação de ver alguns dos regressados do Mundial trazerem à equipa aquilo que se espera deles. Com os três que ainda faltam, ficaremos ainda melhores.

por D`Arcy às 00:02 | link do post | comentar | ver comentários (66)
Sexta-feira, 23.07.10

Ramires

De todas as pseudo-transferências que jornais e pasquins teimam em realizar pelo Benfica durante esta pré-época, esta é a única que realmente me preocupa. Pelo valor futebolístico do jogador, pela importância que ele tem na equipa, e por saber que, neste caso, e devido às condições muito específicas em que o Ramires veio para a Luz, o Benfica não terá a única palavra final sobre o processo.

 

Sempre soubemos que o Benfica era para o Ramires uma espécie de ponte para a Europa. Só assim conseguimos adquirir um jogador da sua qualidade pelo valor que pagámos. Sob o ponto de vista empresarial, é um negócio excelente, conseguindo o Benfica mais do que duplicar o investimento inicial ao fim de um ano. Mas do ponto de vista desportivo, custar-me-á vê-lo partir tão cedo, pois gostaria que fosse possível mantê-lo pelo menos mais uma época, para a participação na Champions League. Se não me tenho preocupado minimamente com todo o circo montado à volta de jogadores como Cardozo, Coentrão, David Luiz ou Luisão, precisamente por achar que há muito mais especulação do que verdade à volta destas novelas e por saber que a última palavra nestes assuntos pertence sempre ao Benfica, já no caso do Ramires andarei um pouco mais ansioso pelo desfecho.

 

De qualquer forma, não será por uma eventual saída do Ramires que temerei a próxima época. Contrate-se ou não alguém para o substituir, tenho a certeza de que o Rúben Amorim pode fazer a posição sem quaisquer prejuízos para a equipa, como aliás já o demonstrou inúmeras vezes. E não será por isso que deixaremos de ser os principais favoritos à conquista do título.

por D`Arcy às 10:17 | link do post | comentar | ver comentários (56)
Domingo, 18.07.10

Vitória

Boas entradas em cada uma das partes por parte do Benfica acabaram por decidir o jogo a nosso favor, e permitir-nos conquistar o torneio dos vitós pela terceira pré-época consecutiva.

O Benfica, apresentando aquele que será o onze mais forte possível nesta altura, entrou a todo o gás no jogo, e com oito minutos decorridos já vencia por dois golos sem resposta. Primeiro marcou o Kardec, de cabeça, após cruzamento do Gaitán na esquerda, e depois marcou o Saviola, dando seguimento a um cruzamento rasteiro do Kardec na direita. Os primeiros vinte minutos de jogo mostraram aquilo a que o Benfica nos habituou a época passada: equipa subida no terreno, pressão alta sobre os adversários, muita mobilidade no ataque, tudo coordenado pelo Aimar. O ritmo depois abrandou, e o Vitória acabou por reduzir num lance em que o Roberto foi o principal responsável, ao não conseguir socar a bola vinda de um canto na direita da nossa defesa.

A segunda parte iniciou-se como a primeira, novamente com o Benfica a ter superioridade notória e a marcar dois golos no primeiro quarto de hora. Primeiro pelo Kardec, que fuzilou após receber um passe atrasado do David Luiz, e depois pelo Jara, num grande remate de fora da área. Com 4-1 no marcador, o jogo ficou resolvido, e tendo em conta a forma como as duas equipas jogavam, sem grande rigor defensivo, restava saber quantos golos mais haveria até final. Voltou a marcar o Guimarães, em mais um lance em que o Roberto não fica isento de culpas, já que voltou a falhar quando tentou socar nova bola por alto, vinda de um livre. Saltou com um cacho de jogadores adversários, caiu desamparado, e os adversários marcaram um golo fácil. A resposta do Benfica surgiu num golo do Carlos Martins, obtido através de um livre marcado quase sobre a bandeirola de canto. O golo foi bonito, mas duvido que tenha sido intencional. Já mesmo sobre o final, o Guimarães marcou novamente, na sequência de novo canto, fixando o resultado final em 5-3.

De positivo deste torneio creio que fica podermos verificar que a equipa mantém as capacidades e características ofensivas que foram a chave do nosso sucesso a época passada. Quanto a jogadores, o Kardec mostrou poder ser uma real alternativa ao Cardozo. Convém recordar que a época passada, na maior parte do tempo que ele jogou, fê-lo como substituto do Saviola, já que o Cardozo estava sempre presente na sua posição. Nos jogos realizados esta pré-época ele tem jogado como referência do ataque, tal como o Cardozo costuma fazer, e a resposta está a ser excelente. Referência também para o Gaitán, que vai demonstrando o acerto da sua contratação, e para o bom torneio que o Carlos Martins fez. Quanto à parte negativa, obviamente que será o elevado número de golos sofridos. Seis golos sofridos em dois jogos não é, mesmo para pré-época e faltando a maior parte da defesa, um desempenho aceitável. Hoje sofremos três golos na sequência de bolas paradas, o que revela falta de concentração. E claro que, no plano individual, o destaque negativo tem que ir para o Roberto. Ao contrário de ontem, ele hoje não fica isento de culpas nos golos sofridos, estando directamente ligado aos dois primeiros golos do Vitória.

E pronto, para a semana há mais, com o Mónaco. E lá poderei matar saudades do meu lugar no Terceiro Anel.

por D`Arcy às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (89)
Sábado, 17.07.10

Groningen

Resultado injusto para aquilo que se passou em campo, e que castiga a forma pouco eficaz como defendemos. O lado direito da defesa, em particular, foi sempre um passador, e ainda ficou pior quando o Balboa foi adaptado a lateral. Falta 75% da defesa titular, mas as segundas linhas têm obrigação de fazer um bocado melhor do que isto.

O Benfica entrou no jogo a perder, mas respondeu de imediato pelo Kardec. Depois vimos o jogo esperado, com o domínio quase absoluto do Benfica, mas houve pouca eficácia na concretização. O empate ao intervalo era um resultado injusto, e na segunda parte, com várias alterações, o Benfica continuou a perseguir a vantagem. Vantagem que chegou num bonito golo do Carlos Martins, que marcou num pontapé acrobático. Parecia que o jogo estava resolvido, porque os holandeses pouco incomodavam e era o Benfica quem continuava a desperdiçar oportunidades. Um pouco surpreendentemente o Groningen empatou, e mais uma vez o Benfica respondeu de imediato, com o Nuno Gomes a marcar no seu primeiro toque na bola desde que entrou em campo, finalizando uma bonita jogada de equipa. Já em cima da hora, aproveitando um lance em que o Balboa ficou a dormir, o Groningen voltou a empatar.

O Gaitán voltou a mostrar grandes pormenores, o Jara esteve menos feliz. Movimenta-se bem em campo, abrindo linhas de passe e combinando bem com os colegas, mas na parte da finalização já não esteve inspirado. O Fábio Faria voltou a actuar a central e a lateral, e até acho que como lateral esteve melhor do que o Peixoto. Quanto ao Roberto, sofreu três golos mas não me pareceu que tivesse culpa em nenhum dos lances. Este jogo serviu também para começar a voltar a habituar-me aos árbitros portugueses. Se os auxiliares tiverem acertado em 10% dos lances de fora-de-jogo (para ambos os lados), já foi muito. No que nos diz respeito, um golo mal anulado ao Kardec e um penálti sobre o Jara por assinalar. Business as usual, portanto.

por D`Arcy às 23:20 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Sexta-feira, 16.07.10

Roberto

Os lagartos andam a esfregar as mãos de contentamento por causa dos frangos do Roberto, e até já os vejo a rir com piadas sobre churrasqueiras e afins, quase parece que já passou a depressão dos 28 pontos. Percebe-se: ainda não começou o campeonato e eles já ganharam o campeonato deles, o costumeiro campeonatozito do anti-benfiquismo pequenino (do tamanho deles, portanto). O facto de o Benfica ter dado uns milhões por um guarda-redes que cometeu uma falha grave num jogo de preparação é o primeiro troféu do sportém. Ok, seja. Percebo isso num clube daquela dimensão. Agora o que eu não percebo é esta onda de contestação, derrotista e fatalista, de alguns benfiquistas. Confesso que estou farto dos desabafinhos da treta do género de "ainda bem que temos o Moreira", de "mais um Moretto" ou de "que grande barrete". Honestamente, o facto de ele ter custado o que custou até me levou a nem me preocupar com a sua qualidade, porque, tendo o aval do Jorge Jesus e do Rui Costa, só podia ser uma boa contratação. Mas basta ir ao youtube e ver o que ele já fez. Para evitar mais comentários, até fica aqui o link. Agora, encham os olhos.

 

Quinta-feira, 15.07.10

As fábulas da Floresta Verde!

Hoje resolvi escrever uma fábula, para variar um bocado, e não falar só de futebol.

 

A fábula de hoje conta a história de uma lagartixa que vivia obececada com a Águia que coabitava com ela na floresta verde. A lagartixa sonhava voar tão alto como a Águia, sonhava ser admirada por todos como a Águia era, sonha ter o prestígio que a Águia tinha não só junto de todos na floresta verde mas também nas florestas dos mundos vizinhos.

 

Este sonho e vontade de ser com a Águia apoderou-se de tal forma da lagartixa que esta começou a ter inveja e ódio da Águia e pensou para ela própria: "Já que não posso ser como a Águia vou tentar destrui-la".

 

A lagartixa tinha pelo menos uma qualidade, a humildade, e percebeu que sem ajuda nunca na vida conseguiria derrotar a Águia. Então essa lagartixa começou em vão a procurar junto de todos os animais e criaturas da floresta quem a queria ajudar. Nenhum dos animais se quis juntar a ela, pois todos respeitavam a Águia. A lagartixa começou então a pensar: "quem me poderá ajudar, quem me poderá ajudar!?", e a lagartixa chegou à conclusão que os únicos capazes de a ajudarem seriam o dragão e o seu submisso arcebispo bracare. 

 

A lagartixa fechou os olhos aos maus tratos e pilhagens que foi sofrendo ao longo da sua vida por parte do dragão e resolveu falar com o dragão. O dragão logo lhe disse: "Tu queres ajuda para derrotar a Águia? Isso querias tu, quando muito, eu faço isso por ti, desde que tu me dês alguns dos teus tesouros mais valiosos, estás interessada, lagartixa amiga?" A lagartixa disse logo que sim: "Sim meu adorado e admirável dragão". Ao lado do Dragão o Arcebispo Bracare saltava, saltava gritando: "E eu, e eu?". E o Dragão logo disse: "lagartixa, pois é, o arcebispo também quer um dos teus tesourinhos e se queres que eu faça algo, tens de lhe dar alguma coisa" A lagartixa mais uma vez: "Sim sim, tudo que quiseres, ajuda-me é a derrotar a Águia"

 

A lagartixa, apesar de despojada de dois dos seus mais preciosos tesouros e com cada vez menos hipoteses de lutar pelo mais altos lugares de prestigio da Floresta Verde, estava feliz e realizada, pois tinha a esperança que a Águia fosse derrotada.

 

Moral da história (na perspectiva de um duende verde): Quando as nossas expectativas são baixas e temos poucas capacidades em vez de lutarmos por sermos melhores devemos é tentar que aquele do qual temos mais inveja fique como nós nem que para isso nos juntemos aqueles que nos roubam há anos sem fim.

 

P.S: Qualquer tentativa de ligar esta fábula as contratações de João Moutinho pelo FCP e do  Stojkovic  pelo SP.Braga é puro abuso de interpretação literária.

Quarta-feira, 14.07.10

Ideias soltas

Terminado que está o estágio na Suiça e disputados 3 jogos já é possível tirar algumas fotografias do Benfica 2010/11. Aqui vão as minhas:

 

  • Javi Garcia se não se pôe a pau perder o lugar para o Airton. Ontem notou-se uma diferença abissal quando o brasileiro entrou. Talvez seja só uma questão fisica, aliás é o mais certo, mas é também ou sobretudo por este factor que os lugares costumam ser conquistados ou perdidos no início das épocas;
  • Se havia quem pensasse (havia?) que, a ser vendido, o Luisão pode ser substituído apenas pela "prata da casa", desengane-se. Sidnei está muito longe de constituir uma primeira opção válida. E, muito francamente, já era altura de o ser;
  • David Luiz e as suas constantes subidas no terreno são um factor com o qual JJ parece apostar em provocar desequilibrios nas defesas contrárias. E no futebol moderno, em que a falta de espaços impera, um defesa central (!) destes é um achado. A minha vénia igualmente, e aqui concordo inteiramente com o que o nosso treinador disse ontem, para a decisão dele em abdicar de um brutal aumento no seu ordenado caso a transferência (para o Man City, suponho eu) se concretizasse;
  • Quanto aos reforços argentinos, creio que Gaitan está mais perto de ser uma opção imediata do que Jara. Este tem potencial mas ainda definde mal as jogadas. Menos mal no entanto, uma vez que estamos mais carentes do primeiro do que do segundo. Apesar de continuar a achar que é obrigatória a aquisição de outro médio/extremo esquerdo. Gaitan parece-me muito rápido mas com características diferentes de Di Maria, mais "deambulatórias" digamos, por isso eu e JJ pensamos que falta alguém no plantel para ser opção para jogar junto à linha do lado esquerdo;
  • Em relação ao último ponto tenho dado por mim a pensar se JJ não terá a tentação de alterar o esquema da equipa, um vez que após a venda do Di Maria e o empréstimo do Urreta ficamos sem extremos puros (seja lá o que isto for) e Ramires e Gaitan (prováveis primeiras hipóteses para o 11) serem médios mais interiores. Assim, a ideia poderia muito bem passar por ir ao mercado de transferências contratar um médio esquerdo com as características, digamos, de um Andres Guardado, e desta forma aproveitar os seus movimentos dentro/fora, semelhantes aos do Ramires na direita, para aproveitar simultâneamente as subidas dos laterais, Maxi e Coentrão, ambos com pulmão para dar e vender e portanto com capacidade de fazerem todo o corredor. Isto potencialmente permitiria(á) um ganho no miolo do terreno, fundamental como bem sabemos no futebol moderno em geral e no futebol português, useiro e vezeiro na utilização de duplos trincos (quando não triplos), em particular. O segredo seria então ter jogadores que não sendo extremos pudessem cair nas linhas para abrir o jogo quando em fase ofensiva. E Jara, Gaitan, Weldon, para já não falar no Saviola, até são esse tipo de jogadores;
  • Ainda faltam os mundialistas por isso esta equipa ainda irá ser (muito) reforçada. Há que ter isto em atenção quando analisamos o que nos tem sido dado a ver até agora. Mas continuo com a pulga atrás da orelha em relação à continuidade de alguns destes jogadores. Na verdade, tenho receio que quando o campeonato começar o plantel terá 4 ou 5 mexidas, entre entradas e saídas, e o meu receio é que a equipa campeã nacional seja desmembrada. Contínuo a referir aquilo que referi aqui há tempos, espero (e realço o "ESPERO") que o triângulo que comanda os destinos do nosso futebol continue a ter o presidente numa posição mais recuada e o Jorge Jesus e o Rui Costa à sua frente. Detestaria ter de descobrir daqui a tempos que o triângulo se tenha invertido;
  • Uma palavra chega para definir os meus pensamentos sobre Roberto: Medo.

 

 

 

p.s consegui cumprir mais um dos meus sonhos que foi o de utilizar a expressão "pôr-se a pau" num post. Já só faltam cento e trinta e quatro, entre os quais se conta uma divagação mais ou menos extensa sobre o termo "basculação".

por Superman Torras às 07:37 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Terça-feira, 13.07.10

Aris

Mais um jogo típico de pré-época, que desta vez terminou com uma goleada do Benfica em ritmo habitual para esta fase da época, resultante sobretudo de um ligeiro aumento de velocidade e agressividade na segunda parte. Ainda faltam vários jogadores importantes, mas aqueles cuja ausência, na minha opinião, mais se faz notar em termos da nossa dinâmica de jogo são os dois laterais. Os jogadores que parecem estar em melhor forma neste momento são os argentinos, e em particular o Aimar, que foi o melhor jogador em campo. Outros jogadores parecem estar ainda lentos e com falta de ritmo, sendo um caso flagrante o Javi García (a equipa melhorou com a entrada do Airton para o seu lugar).

De resto, para a história deste jogo ficam os golos. O Benfica marcou dois na sequência de livres directos, beneficiando de ressaltos da bola na barreira (Aimar e Kardec), e marcou outros dois de bola corrida, em jogadas bonitas (Saviola e Jara), o último dos quais após uma boa iniciativa individual do Weldon. Pelo meio o Aris marcou um golo que na altura lhes deu o empate, contra a tendência do jogo. O Gaitán agrada-me. Não será um substituto directo do Di María, porque tem um estilo diferente, mas tem deixado boas indicações. Quanto ao Roberto, sobre quem muitos dos olhares deviam centrar-se hoje, não teve muito trabalho mas esteve bem quando foi chamado. A equipa pareceu-me melhor hoje do que nos dois primeiros jogos, e julgo que no próximo fim-de-semana a tendência para melhorar se deverá manter.

por D`Arcy às 21:24 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Confirma-se

Agora é que a pré-época realmente começou.
Todos os nossos receios se confirmaram: o Roberto deu frangos, a equipa foi-se completamente abaixo ao 3º jogo em 4 dias, apresentou lacunas inadmissíveis para uma fase tão adiantada da época e, em suma, o Jorge Jesus não percebe nada de futebol.

Agora a sério.
Apesar de defensivamente o Benfica ainda apresentar algumas lacunas (mais visíveis na 1ª parte, sobretudo em Sidnei e Peixoto), o facto é que, como diriam os gurus do comentário desportivo, os princípios de jogo preconizados por Jorge Jesus já estão bem patentes.
Os novos jogadores perecem ter interiorizado bem esses mesmos princípios. Gostei de ver Gaitan. Foi bom que Jara tivesse marcado. E Roberto evitou um golo quase feito ao fazer a mancha a um avançado do Aris isolado à frente da baliza.
Quanto aos jogadores que transitaram da época passada, apetece-me destacar o Weldon. Aquela arrancada para o 4º golo foi fenomenal.


P.S. Realmente sabe bem voltar a escrever sobre o jogos do Benfica. E é cada vez mais evidente que o mundial foi uma chachada de proporções cósmicas.

P.P.S. Como corolário do prazer de voltar a poder falar do Benfica com a bola a correr na relva, amanhã voltará a haver o "Debate" da Benfica TV, o que irá redobrar o meu prazer de poder voltar a acompanhar o Benfica em acção.

Acordar de um longo estado de letargia

Após o final do campeonato 2009/10 e passados aqueles dias para saborear a conquista do merecido título, comecei a aguardar com alguma expectativa o início do Mundial.
Não por causa da participação da selecção portuguesa, teoricamente treinada por Queirós (que ao contrário do que aconteceu em mundiais e europeus anteriores, não me suscitou grande entusiasmo - para não dizer nenhum - apesar de até ter feito algum esforço, embora em vão, nesse sentido), mas porque tinha a esperança de poder assistir a bom futebol sem estar stressado com o resultado final (não querendo com isto dizer que não tivesse as minhas preferências).
A verdade é que o mundial foi, de um modo geral, extremamente aborrecido - talvez por estar (bem ou mal, não sei ao certo) habituado aos jogos do Benfica na época transacta, onde o elevado rítmo de jogo era a norma, fazendo criar em mim a sensação que a generalidade dos jogos do mundial foram disputados a 3 velocidades: devagar, devagarinho e parado.

O apito final do derradeiro jogo do mundial teve o efeito de me fazer acordar da longa letargia futebolística em que esta competicção me fez mergulhar.
E o acordar não foi nada agradável: algumas horas antes da final do mundial, o Benfica perdera com o Sion, onde 2 guarda-redes estiveram em destaque: o do Sion, ao evitar que o Benfica marcasse golos suficientes para vencer, mesmo apesar dos 2 golos sofridos, e o do Benfica - o recém-contratado Roberto - que teve grandes responsabilidades nos 2 golos sofridos.
Como resultado, e ainda a pré-época mal começou e ainda poucos meses passaram desde que nos sagrámos, de forma brilhante, campeões, já se pode concluir que tudo está mal, desde o presidente até ao roupeiro, passando, como é óbvio, pelo guarda-redes e, claro, pelo treinador.

Se é verdade que o Roberto esteve extremamente infeliz, também não podemos ignorar que, sendo ele espanhol, não é de excluir a hipótese de estar com pensamento na final do mundial, onde o seu país tinha fortes possibilidades de conquistar, pela primeira vez, o título de campeão mundial.
Obviamente, isto não pode servir de desculpa, pois a um jogador profissional exige-se máxima concentração enquanto estiver em campo. E, claro, é motivo de preocupação, pois tendo sido Roberto contratado para ser titular, este começo não foi nada auspicioso para quem joga numa posição onde a confiaça dos adeptos pode ser crucial.

Mas estou em crer que, acordados desta longa letargia futebolística causada pelo mundial, só agora é que a pré-época vai verdadeiramente iniciar.
O que aconteceu no Domingo, na realidade, não aconteceu.
O que conta agora é o que vai acontecer logo, no jogo contra o Aris Salónica, no qual, estou certo, o Benfica irá demonstrar que está no bom caminho para que no dia 7 de Agosto se apresente em condições de ganhar o primeiro trofeu oficial da época e para, uma semana depois, atacar, com a mesma ambição e qualidade reveladas na época passada, a conquista do 33º título de campeão nacional.
E cabe também a nós, sócios e adeptos, contribuir para que assim seja.


VIVA O BENFICA!!! (que bem me sabe voltar a escrever isto!!!)

Domingo, 11.07.10

Ingredientes para a churrascada que não desejo.

O 3º Anel é um assador que não perdoa.

 

As brasas e a grelha foram atempada e criteriosamente preparadas.

 

Hoje, no jogo de preparação contra o Sion, a equipa não pôs a carne no assador, mas o Roberto trouxe dois frangos mesmo a preceito para pôr na grelha.

 

O 3º Anel é um assador que não perdoa e muitos já lá foram queimados... justa e injustamente.

por Pedro F. Ferreira às 19:16 | link do post | comentar | ver comentários (140)
Sexta-feira, 09.07.10

Os matraquilhos não enganam

Ai que o Sportém não é ‘grande’ porque vendeu a amostra de capitão do gnomo de jardim ao clube do Guarda Abel. Não é ‘grande’? Mas, e isso é uma surpresa? Descobriram agora?

 

Qual das pistas é que não apanharam?

O facto de serem poucos, o que logo à partida torna ligeiramente complicado o uso do adjectivo ‘grande’? Os 25 queques e 3 tias matrafonas de assistência média num estádio que parece uma amostra de uma casa de banho construída por um emigrante nos anos 70? O facto de não terem dinheiro para mandar cantar um fiscal de linha nem comprar papo-secos para o abrigo de Alcochete?

 

Anda tudo distraído? A lagartagem já nem aparece nos matraquilhos.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quarta-feira, 07.07.10

Renovar o lugar cativo.

 

Renovar um lugar cativo (por mais red passes que o marketing invente é sempre um cativo) é mais do que ajudar o Clube. Renovar o lugar cativo é renovar o espírito de pertença, é renovar a esperança de encontrar a vizinhança que há anos se encontra quinzenalmente. É renovar um compromisso nunca assumido com uma comunidade benfiquista que vai, espontaneamente, criando rituais de partilha de benfiquismo naquele pedaço de bancada.

 

Até chegar e fixar-me sedentariamente no lugar que, há umas 4 épocas, ocupo, foi necessário algum nomadismo pelas várias bancadas e pisos. Foi preciso encontrar um lugar onde já estava um conjunto de benfiquistas que fazem da sua presença no estádio uma festa de benfiquismo e não  uma expiação penitencial de frustrações quotidianas que acabava invariavelmente em impropérios a todos os futebolistas do próprio clube.

 

Encontrado o lugar e o agregado certo, foi tempo de assentar arraiais e saudações quinzenais feitas de esperança, sofrimento, alívio e benfiquismo incondicional e saudável. Mesmo quando algo corre mal, vejo nos meus vizinhos de bancada a vontade de regressar quinze dias depois para repor a ordem e seguir em frente.

 

Obviamente que os lugares cativos cá de casa já estão, mais uma vez, renovados: são dois no piso 3 inferior, lá no 3º anel, entre bons benfiquistas. Renovar um cativo para ajudar a renovar o título de campeões, para ajudar a renovar o benfiquismo.

[link]

por Pedro F. Ferreira às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (45)
Terça-feira, 06.07.10

Alternadices

A transferência, a transferência, a transferência, só ouço falar no raio da transferência do anão de jardim do Moutinho da lagartagem para o clube da fruta. Mas qual transferência, porra?

Quando um gajo vai de uma sucursal para a Sede isso é alguma transferência?

Se, imaginemos a analogia, uma moça que ganhe a vida como alternadeira for promovida de uma dependência do Calor da Noite em Lisboa para o Calor da Noite original no Porto, isso é alguma transferência? Não. É a mesma trampa, mas com mais dinheiro. O gerente da casa de alterne cá de baixo baixa a bola e faz o que o manda-chuva lhe diz, ainda que isso signifique ficar sem uma das moças que mais lhe garanta negócio. Porquê? Porque, além de isso significar que podem pingar algumas migalhas lá de cima (que lhe vão garantindo a sobrevivência), o manda-chuva lhe promete que arranja clientela de qualidade, como árbitros e juízes, por exemplo (lembrei-me, assim de repente, só mesmo por acaso).

 

 

p.s.1 Em mais uma demonstração categórica do síndrome dissociativo da realidade que aflige o Cabeça de Cotonete, o totó inimputável espalha-se ao comprido (mais uma vez) quando começa a vomitar alusões metafóricas sobre o João Moutinho e maçãs podres. Porquê? Porque está convencido que tem um pomar, quando o que tem é uma horta ranhosa enfiada nas traseiras de um edifício devoluto, regada por esgotos. E que só dá nabos;

 

p.s.2 Na imprensa, hoje: 'Meia centena de adeptos em euforia recebe leões no início do estágio'. Não tenho nenhuma piada para isto.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:04 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Esclarecimento Importante - Uma questão de nome

Uso, desde 24 de Agosto de 2004, o nick Gwaihir pela blogosfera, inicialmente através do blog ‘O Ninho das Águias’. Em 2009, por circunstâncias que não vêm ao caso, mas que se prendiam essencialmente com o facto de evitar confusões desnecessárias com outros escribas e com a crescente exposição televisiva, passei a assinar como Carlos Miguel Silva (Gwaihir).

 

O ‘Gwaihir’, como muitos devem saber, é ‘emprestado’ dos Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Gwaihir é o Senhor das Águias na Terceira Era da Terra Média, descendente de Thorondor. Coisa de geeks, é certo, mas de geeks de barba rija e caneca na mão (não confundir com merdas escritas por esta irritante onda Fantasy New Age, literatura de cordel onde pululam feiticeiras com o cio apaixonadas por fanchonos de collants em mundos imaginários ou resultantes de reinvenções das balelas de Avalon). Trata-se de uma ‘alcunha’, um nick, um cognome - o que quiserem - que me diz muito.

 

Gosto de pensar (deixem-me viver na ilusão) que esse nick passou a ser associado a um estilo muito próprio, cujos textos passaram a fazer escola no que se pode chamar de 'parvoíce desbocada'. Gosto também de pensar que muitos leitores associam imediata e inevitavelmente um determinado texto – violento quanto baste, sentido, disparatado às vezes (muitas vezes) – ao Gwaihir. Foi um capital que se construiu ao longo de 6 anos. À custa de muito texto. E, lá está, muito disparate, mas também alguns posts profundamente sentidos sobre a forma como vivo o Benfica.

 

Acontece que, de há uns tempos para cá (pelo menos desde Junho), reparei hoje, há alguém que se identifica como Gwaihir que coloca posts no blog ‘O Antitripa’. Penso que será particularmente fácil, para quem me conhece e para quem acompanha regularmente o que escrevo, perceber que não sou, definitivamente, eu. O Antitripa é um blog que aprendi a respeitar, construído por algumas pessoas que conheço e com quem inclusivamente falo de vez em quando. 

 

Torna-se, portanto, ainda mais inexplicável a situação. Digo isto com toda a frontalidade: não a aceito e considero que o uso do nick é não só abusivo como uma profunda e inacreditável falta de respeito. Não tenho, evidentemente, quaisquer direitos legais ao uso exclusivo do ‘Gwaihir’, como não o terão sobre os seus nicks os outros 99,99% de bloggers. Trata-se de uma questão da mais básica observância das leis do respeito e decência. Não encontrei no referido blog nenhum contacto por email para enviar este reparo. Fica aqui feito. Também por respeito a quem me dá o prazer de me ler desde 2004.

 

Serve, portanto, o presente post não só para manifestar a minha estupefacção e indignação perante tudo isto, mas sobretudo para vincar isto de forma muito clara:

 

O Gwaihir que tem escrito para o blog 'O Antitripa' não sou eu. É alguém que aparentemente acha piada a apropriar-se dos nicks que outras pessoas usam há largos anos pela blogosfera.

 

Os únicos textos que podem confiar como sendo meus são colocados aqui e n’ 'O Ninho das Águias' e estarão sempre assinados como 'Carlos Miguel Silva (Gwaihir)'.

 

Espero que isto seja claro e que não deixe a mínima margem para dúvidas.

 

Muito obrigado pela atenção.

 

 

_________________________

ADENDA

 

O teor (ordinário) e conteúdo (ofensivo) de um comentário entretanto recebido do indivíduo que se denominava como ‘Gwaihir’ no blog ‘O Antitripa’ são exemplificativos da ‘pinta’ e do carácter do bicho. Filho, daqui não levas nada. E com o blog em questão, penso que o assunto fica definitivamente encerrado. Assim como quaisquer diálogos futuros. Passem bem.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:24 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Sábado, 03.07.10

Um dia histórico para o SCP.

Confirmando-se a venda de João Moutinho para o FCP, confirma-se que o SCP é agora, oficialmente, um clube ao nível do Braga, do Setúbal, do Nacional ou do Portimonense: um clube de segunda linha que está unicamente preocupado em garantir o título de clube que melhor serve a casa-mãe. Só não é um crime de lesa-juba, pois este leão já nem juba tem.

 

Posso, agora, dizer que eu ainda sou do tempo em que o Sporting era um rival do Benfica.

 

por Pedro F. Ferreira às 22:45 | link do post | comentar | ver comentários (67)

Como contratar um internacional português inegociável a um clube rival (por metade da cláusula de rescisão)

30 de Abril de 2010 - Pinto da Costa atesta que, no plantel encarnado, ninguém lhe interessa nem que estivesse livre. Do Sporting, no entanto, admite que João Moutinho é um "jogador à Porto" e que gostaria de o contratar mas que, para a SAD lagarta, o capitão é um jogador "inegociável" - com uma cláusula de rescisão de 22.5 milhões de euros.

 

A imprensa avençada, conivente com uma estratégia delineada e cujos contornos alguns atentos começavam já a descortinar, faz repetidamente passar a noção de que o gnomo de jardim está a fazer uma má época, quando dentro da mediocridade gritante da lagartada ainda é dos mais regulares, um jogador de qualidade, um atleta livre de lesões, porventura desmoralizado (quem não estaria jogando na agremiação das camisolas parecidas com barracas da Nazaré?).

 

10 de Maio de 2010 - Carlos Queirósz arruina o que resta da reputação de João Moutinho, convocando em vez disso grandes nomes do futebol mundial como o Ricardo "Passador" Costa, Zé Castro ou um jogador parado há 6 meses, que vai jogar fora da sua posição natural e que - asserções de qualidade à parte - precisava de ritmo competitivo para estar ao seu melhor... e nunca teve tempo para estar. Perde cotação Moutinho, cuja presença no Mundial de 2010 daria margem de manobra negocial ao sportem para se aproximar da cláusula de rescisão e vender de forma digna, sem ter que abrir a pernoca e oferecer um jogador "inegociável" a um dos seus supostos "rivais", concorrente directo pela supremacia como maior potência desportiva nacional.

 

Convençam-me agora que Queirósz é o treinador da selecção portuguesa de futebol e não da FPF/braço federativo da porcalhagem, ou ainda não perceberam por que é que o minorca não foi convocado? É que em...

 

3 de Julho de 2010 - ... a clubeta regionalóide do norte contrata João Moutinho por 11 milhões de euros.

 

É assim que o polvo se move. É assim que um clube outrora digno se prostitui definitivamente assumindo uma parceria que lhe traz proveitos tão fantásticos quanto a aquisição inquinada de um jogador magnífico como é o Hélder Postiga e a venda por metade da cláusula de rescisão de um capitão-gnomo-mal-amado pela lagartage pelo qual já teriam recebido propostas mais elevadas vindas do estrangeiro.

 

E a lavagem cerebral está tão bem feita que entre spaghetti (massa daria a ideia que era maior) adepta o negócio lhes pode parecer proveitoso porque, como se sabe, é muito melhor despachar um benfiquista como o João Moutinho para trazer para o clube sportinguistas desde pequeninos como o portentoso triple-chin "Maniche" (ler ch como x, para não confundir com a antiga glória benfiquista Manniche que terá estado na origem da alcunha).

por Onyros às 13:31 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Sexta-feira, 02.07.10

Benfiquismo no Benfica.

 

A imagem que mais o marcou: “Ver jogadores como o Saviola, o Javi Garcia ou o Aimar, que foram campeões em grandes clubes, ficarem com uma cara de espanto e verdadeiramente emocionados é algo de inexplicável. Para mim foi um orgulho chegar ao Marquês e dizer-lhes, em tom de brincadeira: isto é o Benfica.” Ruben Amorim in “Mística”, nº 11.

 

Ler / ouvir o Ruben falar sobre o Benfica demonstra bem o que é viver com ADN benfiquista e ter águias no sangue. É sempre um prazer ver um dos nossos a servir o Benfica. O benfiquismo genuíno, abnegado e incondicional é como o algodão… não engana. Todos são importantes, todos são dignos, mas os benfiquistas que servem o Benfica merecem-me um respeito “especial”.

 

Se dependesse de mim, Ruben seria a grande aposta para, a médio / longo prazo, ser o capitão de equipa.

por Pedro F. Ferreira às 19:26 | link do post | comentar | ver comentários (44)
Quinta-feira, 01.07.10

Imaginemos…

Imaginemos que o treinador pretende um jovem promissor. É um futebolista jovem, comunitário, atacante e internacional espanhol nas camadas jovens. É um daqueles futebolistas que, com o enquadramento adequado e com um caminho seguro, poderá, em três anos, valorizar-se ao ponto de ser vendido pelo quádruplo do preço da compra.

 

Acham que vale a pena comprar este perfil de futebolista? E se for um futebolista do Real Madrid?

 

Atendendo ao actual contexto… a coisa promete mais alguma polémica. Vai quentinho este Verão.

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por Pedro F. Ferreira às 09:34 | link do post | comentar | ver comentários (64)

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