VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 30.09.10

Erros

Já é longa a malapata do Benfica em jogos na Alemanha. Hoje tivemos uma boa oportunidade para acabar de vez com ela, mas as coisas voltaram a correr mal. Acima de tudo, julgo que ficamos com a sensação de que foi um jogo muito mal perdido. Mal perdido porque o adversário pareceu estar perfeitamente ao nosso alcance, mas os nossos erros acabaram por impedir uma vitória. Não posso considerar o resultado como injusto, porque o jogo foi relativamente equilibrado, e o Schalke soube simplesmente aproveitar as oportunidades que se lhe proporcionaram.

A mesma equipa do Funchal a jogar de início, e praticamente a mesma atitude também. O Benfica teve uma boa entrada no jogo, impondo o seu jogo e limitando o Schalke, apesar de jogar em casa, a tentar explorar o contra-ataque. Ao contrário do Funchal, no entanto, o Benfica não conseguiu muitas vezes traduzir o seu ascendente no jogo em lances de real perigo para a baliza alemã, sobretudo por culpa de maus últimos passes. Das vezes em que realmente conseguimos situações de finalização, os remates saíram tortos ou houve alguma hesitação na altura do remate, dando tempo para a intervenção de um adversário. A grande excepção foi a oportunidade flagrante de que o Saviola dispôs aos quinze minutos, em que após uma bola vinda da direita ele surgiu solto ao segundo poste, mas o seu remate de primeira saiu ao lado da baliza. Depois das oportunidades falhadas na Madeira, este falhanço parece mostrar que o argentino atravessa uma fase pouco habitual de desinspiração na finalização. Os primeiros vinte e cinco minutos foram de domínio do Benfica, mas depois disto o Schalke equilibrou o jogo e conseguiu construir também uma grande oportunidade de golo, já perto do intervalo, onde o Raúl atirou ao poste e depois o Roberto fez uma boa defesa à recarga.

A segunda parte, com o Salvio no lugar do apagado Gaitán, teve no equilíbrio a nota dominante. O Benfica até voltou a entrar bem, mas sem nunca atingir os níveis daqueles primeiros vinte e cinco minutos, e passado algum tempo comecei a convencer-me que o mais provável seria o jogo acabar com um empate. O Benfica substituiu a sua dupla de avançados - um por opção (Saviola) e outro por necessidade (Cardozo) - e parecia que as coisas iriam ficar por ali, com ambas as equipas mais ou menos conformadas. Só que aos setenta e três minutos de jogo, numa altura em que mostrava algum ascendente, o Schalke marcou, aproveitando um mau alívio de cabeça do Peixoto, que deixou a bola nos pés de um adversário solto ao segundo poste, e o Benfica pareceu acusar o golpe, já que jamais se reencontrou. O número de passes falhados aumentou e também a própria organização da equipa pareceu sofrer, com os sectores a ficarem mais desligados - quando uma bola era perdida no ataque, muitos jogadores já quase não recuavam. E foi a partir de uma perda de bola - infantil - do David Luiz a meio campo que o Schalke montou um contra-ataque que matou o jogo, permitindo uma finalização fácil ao Huntelaar.

O melhor do Benfica terá sido o Luisão, que fez um grande jogo no centro da defesa, cortando tudo o que podia. Foi bem secundado pelo Javi García, que foi incansável quer no trabalho no meio campo defensivo, quer nas muitas dobras que foi obrigado a fazer aos colegas da defesa, sobretudo nas laterais. Boa primeira parte do Coentrão, mas depois apagou-se um pouco na segunda, apesar de nunca ter baixado os braços. Pela negativa ficam o Peixoto e o David Luiz, por estarem directamente ligados aos golos sofridos.

Nada está perdido, excepto uma oportunidade flagrante para facilitarmos as nossas contas de apuramento, e acabarmos com esta história ridícula que temos nos jogos disputados em solo alemão. De positivo neste jogo fica para mim a capacidade do Benfica para ter ido a casa do Schalke jogar descomplexado e tentar impor o seu jogo. Podíamos ter ganho, mas apesar do resultado ser frustrante, já que julgo que o Schalke mostrou estar perfeitamente ao nosso alcance, também não seria correcto classificá-lo de injusto. No futebol, e sobretudo a este nível, os erros costumam pagar-se caro. É um chavão, mas não deixa de ser verdade.

por D`Arcy às 01:05 | link do post | comentar | ver comentários (68)
Quarta-feira, 29.09.10

Três ou quatro observações.

Não jogámos mal, mas voltámos a falhar na finalização, sobretudo na primeira parte (Cardozo e Saviola), em que podíamos ter resolvido o jogo. Depois destes falhanços (e, creio, na sua sequência), cometemos dois erros infantis, uma falha de marcação do César Peixoto e uma perda de bola do David Luiz. Os alemães marcaram, nestas duas oportunidades, dois golos. Além disto, tivemos um árbitro que deve ter andado na mesma escola que o Olarápio, mas a isso já devíamos estar habituados. Perdemos a hipótese de pontuar na Alemanha e, quiçá, ganhar lá pela primeira vez na nossa história, mas isso não é o fim do mundo: continuamos a ter todas as hipóteses de passar a fase de grupos. Por fim, e como se costuma dizer aqui pelo blogue, "agora quero é ganhar ao braga".

A roupa faz o lagarto

Imprensa, hoje:

 

"O Conselho Diretivo do Sporting anunciou, em diretiva interna, algumas novas normas de indumentária que os funcionários e colaboradores estão a cumprir desde o passado dia 20 de setembro. As calças de ganga estão, entre outras peças de vestuários, proibidas.

 

De acordo com os responsáveis leoninos, “é imperativo que os valores do Grupo Sporting se vejam refletidos em todos os seus funcionários, razão pela qual foi decidida a criação de normas”, por forma a que todos trabalhadores “tenham uma imagem profissional, dentro dos parâmetros habituais de higiene e de vestuário adequado, questão que tem um impacto muito importante na representação e imagem do próprio clube”, conforme reza a missiva que foi distribuída internamente em Alvalade em meados deste mês de setembro.

Para além da já referida proibição em usar calças de ganga em horário de expediente ou em atos em que os funcionários e colaboradores estejam a representar oficialmente o Sporting, está também desaconselhado o o uso de calções, bermudas, ténis, chinelos desportivos e havaianas.

Ainda no mesmo âmbito, o da apresentação, considera-se que é de evitar “a exposição de piercings e tatuagens”.

 

Sequência

A instituição de normas que visam a boa apresentação de todos os funcionários e colaboradores em nome da imagem e dos valores do Sporting já teve o seu início do decorrer da temporada transata.

Na altura, o Conselho Diretivo determinou a necessidade de usar blazer a todos os elementos que tinham assento na tribuna presidencial do Estádio José Alvalade nos compromissos oficiais da equipa." (link)

 

 

 

 

Bom, face a esta admirável demonstração de gestão de qualidade, o que se me apraz dizer?

 

Primeiro que tudo, que folgo em saber – descansa-me o espírito - que a lagartagem está preocupada com as questões de fundo e com as coisas verdadeiramente importantes. Como a tatuagem do palhaço Batatinha que o Costinha tem na nádega esquerda e o piercing de 20 cm que o Rui Oliveira e Costa tem enfiado no cérebro.

 

A coisa é, no entanto, demasiado vaga, e há coisas que temos todos (nós, os amantes da comédia) que ver esclarecidas. A saber:

 

- Os fatos de palhaço que o Costeletinha compra ao Circo Chen são bem aceites? Pode continuar a usar óculos comprados a prostitutas reformadas dos anos 70? A omissão quanto ao uso de roupa interior feminina é uma balda para o director desportivo?

 

- E as maracas, como é? Podem os dirigentes continuar a espalhar a sua indiscutível mestria no uso das mesmas, desde que estejam de calças de fazenda?

 

- Pode o Dias Ferreira continuar a fazer imitações do Zé Cabra em palco, desde que esteja todo pipi e vestido em condições?

 

- A camisa de forças do Ernesto Ferreira da Silva é tolerável se tiver um blazer por cima?

 

- Aquela coisa que o Maniche tem no lugar da cabeça conta como um piercing? Deve ser ocultada? E como, com um saco de serapilheira bem atado, ou uma coisa mais radical, como alcatrão e ferro fundido?

 

- Pode o João Pereira, em si, ser considerado um piercing?

 

- Confirma-se que aquilo da ‘imagem profissional, dentro dos parâmetros habituais de higiene’ é uma indirecta para o Rui Oliveira e Costa, para ver se toma banho mais de uma vez por semestre (e com sabão) e se tira os farrapos de papel higiénico da roupa interior? Por falar em ROC, o saco para o vómito e a garrafa de bolso podem fazer parte da indumentária se combinarem com os sapatos?

 

- Faz sentido andar com grandes conversas sobre vestuário e higiene quando depois se manda o Eduardo Barroso para a televisão naquele estado, e quando se tem adeptos como o João Braga?

 

Vejam lá isso.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:40 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Terça-feira, 28.09.10

Quando a lata se confunde com o lateiro

Hoje o presidente da associação recriativa das antas resolveu dizer estas belas palavras:

 

«Na nossa história temos conquistas em várias modalidades, só não ganhámos o campeonato dos túneis. Mas fora isso, ganhámos nos campos, nos ringues, nas piscinas ou onde quer que seja»,

Ora podemos ver isto de várias perspectivas: positiva, negativa, revoltada, admirada

 

1º A perspectiva positiva é que para o presidente da associação recreativa das antas ter dito isto é porque está esquecido e deve estar com Alzheimer. Apenas o Alzheimer justifica que este senhor se tenha esquecido das simpáticas recepções do guarda Abel no conhecido "túnel das Antas".

 

2º A negativa é que o sentimento de impunidade continua e com a maior das latas se afirma ser um santo quando no fundo o santo é o Al Capone comparado com esta personagem.

 

3º A revoltada é a pouca vergonha e a lata que esta declaração tráz consigo. Já não sei onde está a lata e onde está o lateiro.

 

4º A admirada é porque o presidente da associação recreativa com esta declaração acaba por confessar-se culpado. Confessa que a associação recreativa das antas ganhou: 1º Nos campos -  onde a fruta era plantada e tratada , 2º Nos ringues - onde treinaram o exercito de pulhas que fazem o exercito "do Vaticano do papa" que  tanta ameaça e medo causaram em árbitros, dirigentes e jogadores adversários e até nos próprios da sua equipa quando mal amados, 3º Nas piscinas - todo o Motel por mais foleiro que seja tem a sua piscina. Por certo era ai que as meninas tratavam de dar descanso e tratamento aos árbitros. Acho que um dos motéis era para os lados da Madalena, 4º Onde quer que seja - Sim para ganhar iam a qualquer lado sem olhar a meios.

Segunda-feira, 27.09.10

E à 6ª jornada o Maritimo foi beneficiado

Nesta altura e apesar de já ter sido quase tudo dito acerca dos últimos jogos que disputamos, falta ainda uma coisa muito importante. O quê? A minha opinião.

 

A subida de forma que revelamos, tanto como equipa em termos colectivos como no que concerne às prestações individuais de vários jogadores que haviam sido nucleares para a(s) conquista(s) da época passada, parece-me evidente. Infelizmente valeu-nos menos 3 pontos do que deveria ter valido caso a verdade desportiva não estivesse em parte incerta na noite em que jogamos na cidade berço.

 

Não querendo agoirar, no jogo do estádio dos Barreiros até tivemos um guarda-redes que vale pontos mas para a própria equipa. Roberto esteve excepcional, não falhando uma saída - e agarrando a bola em quase todas - e fazendo uma daquelas defesas impossíveis, cuja ausência era uma das minhas principais criticas ao Quim.

 

Teremos igualmente sido beneficiados pela necessidade, devido a lesão do habitual titular, de colocar Carlos Martins no centro do terreno. Embora fosse trocando de posição com o Gaitan (bom jogo, a dar aquilo de que estávamos mais necessitados, isto é velocidade para o contra-golpe) penso que nesta fase está em melhor forma que o Aimar e eu subscreveria a ideia de ambos alternarem a titularidade dependendo dos adversários e dos respectivos momentos de forma. De resto, Javi e Saviola regressam aos níveis da época anterior e até me pareceu ver o argentino com um pique mais consentâneo com a sua imagem de marca dos tempos áureos do Barcelona, Sevilha e Mónaco. Já que falo no Saviola não gostava de deixar passar a oportunidade de vos dar conta de algo que sucedeu no último Benfica vs Sporting. Como é óbvio, saí do estádio muito feliz pelo resultado e também pela exibição, mas tinha ficado com a ideia que o Saviola não tinha estado particularmente inspirado, nomeadamente no que concerne ao último passe ou nas situações de finalização. Devido ao resultado, lá acabei por rever o jogo na Benfica TV e tive (tenho!) de dar a mão à palmatória: Saviola foi fundamental. As suas movimentações de trás para a frente, muitas vezes abrindo linhas de passe no nosso meio campo (!) ajudaram a destruir completamente as transições defensivas do nosso adversário. O nervosismo com que vimos os jogos do Benfica - tomo a liberdade de escrever não digo por todos mas por muitos - talvez não nos permitam ter o discernimento e o distanciamento suficiente para ver aquilo que se encontra logo abaixo da superfície, todos aqueles pormenores que fazem deste o desporto-rei.

 

Correndo esse risco de peito feito, devo dizer que o que que vi nos Barreiros me deixou entusiasmado. Continuo a achar que temos um plantel curto, ou mais curto do que aquilo com que me sentiria plenamente satisfeito, mas é o que temos e não deixa de ser suficiente para o panorama nacional. Ou sê-lo-ia desde que estivéssemos na presença de uma competição sadia e em que todos os participantes gozassem dos mesmos critérios. Chega a ser exasperante aquilo que nos tem sido feito desde o início da época. No sábado lá ficou mais uma grande penalidade por assinalar. E daquelas tão evidentes, mas tão evidentes que me parece francamente impossível não ter sido vista por quem de direito. Mais parece que esta época há uma qualquer regra sub-reptícia que invalida a possibilidade de serem marcados penalties a favor do Benfica.

 

Antes de dar conta da equipa que eu faria alinhar na próxima quarta-feira, gostava de deixar uma palavra para o Fábio Coentrão. Muitos parabéns míudo. Continua o bom trabalho. Se no que respeita à prestação dentro do campo não tens ficado atrás de ninguém, fora do campo tens conseguido o extraordinário feito de suplantar tudo aquilo que tens feito dentro das 4 linhas! A renovação hoje dada a conhecer à CMVM, se alicerçada num aumento de ordenado, é das operações mais justificadas que a SAD já teve oportunidade de fazer.

 

Ora então, sem mais delongas - esta foi à narrador de relatos radiofónicos, e por falar em relatos não compreendo todas as criticas que fui lendo por aqui e noutros sítios, e não compreendo porque eu deixei de ouvir o som da televisão há muito tempo, o que por acaso neste jogo não deu jeito nenhum tendo contribuído para eu ganhar mais alguns cabelos brancos devido à opção da TVI em tirar o mostrador dos minutos decorridos na 2ª parte ficando eu completamente à nora sobre o tempo que ainda faltava disputar - aqui vai a equipa que eu gostaria que actuasse de inicio na Alemanha.

 

 

 

 

Explicando em poucas palavras: apesar de estar a fazer um início de época verdadeiramente desastroso, o Schalke 04 é uma das mais fortes equipas alemãs, e uma das que mais se reforçou neste Verão. Penso que é fundamental conter a sua entrada previsivelmente forte e isto a meu ver garante-se com o domínio do meio campo. Dependendo da estratégia é possível que o Javi Garcia tenha de recuar alguns metros para ajudar na marcação ao Huntelaar e daí a opção Airton. Ruben Amorim também seria uma alternativa caso estivesse: a) em condições de jogar; b) num momento de forma semelhante ao que apresentou na época passada.

 

A maior dúvida é mesmo Gaitan. Gostei de ver o seu jogo nos Barreiros, apesar de alguns falhanços que me deixaram exasperado (nada que se parecesse no entanto com o que o Cardozo fez, embora este tenha um crédito imenso por tudo aquilo que já fez) e não me oporia à sua substituição pelo Salvio. Tal como já disse num parágrafo anterior, caso estivesse a 100%, daria a titularidade ao Carlos Martins em detrimento do Aimar, mas se for o argentino a jogar não terá neste escriba um opositor. O que não gostaria mesmo era que jogassem os dois ao mesmo tempo.

 

E agora, a palavra a quem sabe. A caixa de comentários é tua.

por Superman Torras às 19:52 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Domingo, 26.09.10

Hóquei

O Benfica venceu esta tarde a Supertaça de hóquei em patins, após derrotar o porto por 8-4. Gosto muito de hóquei, e gostei ainda mais de ver-nos derrotar contundentemente o campeão nacional crónico dos últimos anos, dando seguimento à vitória na Taça de Portugal da época passada. Sei bem que a tarefa de vencermos o campeonato se afigura hercúlea, já que é necessário sermos melhores do que uma grande equipa (e, quer gostemos, quer não, a verdade é que os andrades têm-na), e derrotarmos também o enorme edifício de trafulhice que a suporta (ao pé das que se praticam no hóquei, a roubalheira do Olegário em Guimarães foi uma brincadeira de meninos). Mas esta vitória é um bom prenúncio. Parabéns, Benfica!

por D`Arcy às 18:57 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Sábado, 25.09.10

Desperdício

Há dois anos, vencemos nos Barreiros por seis a zero. O ano passado ficámo-nos pelos cinco a zero. Este ano, tendo em conta o que se passou no jogo, o resultado deveria ter sido da mesma ordem de grandeza dos dois anos anteriores, mas com tanto desperdício da nossa parte temos mesmo que nos contentar com uma vitória pela diferença mínima, e sentirmo-nos agradecidos por não termos sido poupados a uma injustiça atroz, caso a vitória não nos tivesse sorrido.

Apenas uma alteração no onze que bateu o sportém - a entrada do Gaitán para o lugar do Aimar. Não foi uma troca directa, porque o Gaitán jogou encostado à direita, pertencendo ao Carlos Martins o papel de organizador de jogo. Após um primeiro quarto de hora aborrecido, o Benfica pegou definitivamente no jogo, e foi à procura do golo. E criou ocasiões mais do que suficientes para o conseguir. Em particular, dois remates do Saviola, que foram defendidos quase que por instinto pelo guarda-redes do Marítimo, mereciam melhor sorte. O Benfica dominava por completo o jogo, e o Marítimo limitava-se a tentar de vez em quando sair em contra-ataque. E contra a corrente do jogo, quase poderia ter-se colocado em vantagem muito perto do intervalo, mas o Roberto acabou por fazer uma grande defesa e, com o pé, negar o golo ao avançado do Marítimo que apareceu na sua cara. Na resposta, mais uma perdida incrível do Benfica, desta vez pelo Gaitán. Isolado pelo Cardozo, rematou muito mal, nem sequer enviando a bola na direcção da baliza. O nulo ao intervalo era injusto, e um castigo para a nossa falta de eficácia.

Se o desperdício da primeira parte já tinha enervado, o início da segunda parte foi ainda pior, porque as oportunidades falhadas pelo Cardozo foram ainda mais escandalosas. Primeiro, completamente isolado e com tempo para tudo, acabou por permitir a defesa do guarda-redes do Marítimo. Logo a seguir, e depois de um grande centro do Coentrão, finalizou de forma desastrada um centro do Coentrão, fazendo a bola bater no relvado e subir para passar por cima da baliza. Ainda antes de fechar o primeiro quarto de hora, finalmente o Benfica conseguiu introduzir a bola na baliza. Foi uma jogada rápida no ataque, com o Saviola a variar o flanco de jogo da direita para a esquerda, onde apareceu o Coentrão, perto da pequena área, a receber e a rematar cruzado com a parte de fora do pé esquerdo (se fosse um certo jogador num certo clube a fazer isto diriam logo que era o génio da trivela) para o poste mais distante. Honestamente, face à produção das duas equipas, o mais lógico seria pensar que naquela altura o jogo ficava resolvido a nosso favor, até porque o Benfica continuou a dominar após o golo e a levar perigo à baliza do Marítimo, sobretudo através de iniciativas do Coentrão, mas no futebol o que não faltam são surpresas. O Cardozo ainda teve mais uma situação em que demonstrou estar em noite não, quando foi mais uma vez isolado, desta vez descaído sobre a direita, e tentou rematar de primeira, fazendo a bola sair torta e devagar. Depois, nos minutos finais, ainda deu para ficar um bocadinho nervoso, mas sobretudo por causa da irritação pelo facto do Marítimo ainda poder sonhar com um empate, quando o resultado certo seria uma vitória folgada do Benfica. Porque a verdade é que o Marítimo não conseguiu ameaçar seriamente a nossa baliza uma única vez - onde o Roberto esteve seguríssimo a sair a todas as bolas despejadas para a nossa área.

Como melhor escolheria o Coentrão, quanto mais não seja por ter marcado o golo que decidiu o jogo. Teve uma primeira parte algo apagada, mas na segunda parte foi dos pés dele que saíram grande parte das nossas iniciativas mais perigosas. Depois, menciono também o Roberto. Não o tenho destacado nos últimos jogos por achar que ele tem andado a fazer precisamente aquilo que se espera dele. Mas é justo mencionar a notória subida de confiança dele. Hoje teve uma defesa daquelas que valem pontos (e momentos antes já tinha feito outra grande defesa, mas a jogada até acabou por ser interrompida por fora-de-jogo), e mostrou-se muito mais seguro e confiante a sair da baliza e aos cruzamentos. Que isto seja para continuar. Gostei também do jogo do Javi e do Saviola, cujas movimentações já começam a fazer mossa nas defesas, mas hoje pecou pela falta de eficácia, algo que nem é muito habitual nele. Quanto ao menos positivo, foi o Cardozo. O herói do jogo com o sportém esteve hoje desastrado na finalização, e mais preso de movimentos do que tinha mostrado a semana passada.

Uma vitória conseguida de forma mais sofrida do que merecíamos, mas que nos mantém no caminho certo. Apesar do resultado escasso, o Benfica hoje voltou a mostrar evolução, criando diversas oportunidades para marcar. Criou também mais um lance para penálti que, sem surpresas, o árbitro decidiu não assinalar. Se calhar nove pontos ainda não são suficientes para se sentirem completamente tranquilos.

por D`Arcy às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (59)

É relação “causa – efeito” ou relação “efeito - causa”?

Na edição de hoje do "Correio da Manhã" lê-se a seguinte notícia:

 

 

No fim-de-semana passado aconteceu isto:

 

 

O árbitro foi Bruno Paixão.

por Pedro F. Ferreira às 14:18 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Quinta-feira, 23.09.10

Caca de cão

Se há coisa que eu detesto na vida é pisar caca de cão na rua. Porque, por mais que limpemos os sapatos, parece que fica sempre um bocado colada a eles. Ora, o actual treinador do CRAC é um bom exemplo disso. Qualquer coisa que tenha a ver com o Benfica e lá vem ele, qual caca de cão, sempre colado ao nosso sapato. A ânsia de mostrar serviço ao dono é tal que não tem noção da figura ridícula que faz.

 

Vem este preâmbulo a propósito das últimas declarações dele acerca da conferência de imprensa do Sr. Vítor Pereira. Entre outras pérolas, diz esta alimária sobre o V. Guimarães - Benfica que "não me parece que esse jogo tenha sido tão mau quanto isso e que seja suficiente para abrir um precedente". Alguém que treina o clube que treina com todo o historial dos últimos 30 anos e já mesmo desta época, é natural que pense que dois fora-de-jogo mal assinalados em que jogadores ficavam isolados e dois penalties por marcar "não tenha sido assim tão mau"... Continua dizendo que "mesmo nesses erros que o Benfica aponta, o FC Porto acabaria sempre por ganhar esses jogos". Repetindo a analogia que o meu amigo Gwaihir disse ontem no debate, é o mesmo que um serial-killer dizer que não faz mal ter cometido vários homicídios, porque essas pessoas morreriam mais tarde ou mais cedo. Se aquele mentecapto não percebe que um penalty mal-assinalado a seu favor perto do fim do jogo, ou dois penalties escamoteados aos seus adversários quando o resultado estava em 1-0 poderia ter influência no desenrolar da partida, ou é profundamente desonesto em termos intelectuais ou sabe, mas finge que não sabe, qualquer uma das duas hipóteses diz tudo acerca da sua pessoa.

 

Mas numa coisa estou de acordo com este tipo: "o FC Porto refugia-se na sua organização, que é forte." Lá isso é verdade. E, com o fim do Apito Dourado e a impunidade que infelizmente grassa neste país, esta máfia voltou tão forte quanto era.

por S.L.B. às 14:07 | link do post | comentar | ver comentários (62)

Momento de ouro! Quando o Design e o Futebol se encontram...

Fui convidado a fazer uma Master Class aos alunos "caloiros", na abertura do ano lectivo da Universidade onde lecciono.

E lá pelo meio da sessão eis senão quando... se fez luz nas cabecinhas daquela gente!

- Então que tipos de letra conhecem? - pergunto eu.

- A Comic Sans! - diz um.
- Isso não é um tipo de letra! Quero dizer... é um tipo de letra mas não conta! É como o Maniche no Sporting! Percebem?

 

PS

Já vi gente ser despedida por menos... mas eles tinham que perceber que há coisas que são inadmissíveis nos projectos de design de cominicação! Nos projectos de design de comunicação e no futebol... inadmissíveis como o Maniche!

sinto-me: tal e qual a Leonor Pinhão
por Corto Maltese às 00:24 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Terça-feira, 21.09.10

Vítor Pereira, um homem de bolso.

 

O triste espectáculo de prestidigitação dado na tarde de hoje por Vítor Pereira [link] é mais ofensivo do que todas as espúrias arbitragens que têm sido realizadas pelos homens de bolso que têm passeado falta de honra e de vergonha nas 5 jornadas que esta espécie de campeonato nos tem oferecido. Após tantos escândalos e roubos, Vítor Pereira lá concedeu, sob o tentáculo do costume, que o Benfica foi prejudicado em duas (2!) situações, que o Sporting beneficiou de um mísero lance e, enfim, os andrades também beneficiaram, coitaditos, de uma mísera situação...

 

Os roubos são feitos às claras, combinados às claras e com aviso prévio. Só faltava isto: serem legitimados 'a posteriori' por aquele que tem como principal função zelar para que eles nunca tivessem existido. A patética demonstração de como ajoelhar perante os tentáculos do polvo que Vítor Pereira hoje fez serve apenas para, de uma vez por todas, ficarmos esclarecidos com a laia de gente que serve de títere a quem realmente comanda a arbitragem em Portugal.

 

Vítor Pereira tem sido, ao longo da carreira, o espelho de quem detém o poder do qual depende. É, assim, natural que um Vítor Pereira dirigido por Hermínio Loureiro durante o tempo em que durou o processo “apito dourado” tivesse uma conduta diferente da que tem agora que é dirigido por Fernando Gomes, uma figura sinistra, parida (no que ao desporto respeita) num antro e apanhada nas escutas desse mesmo processo em conversas dignas do prostíbulo em que se movimentava (movimenta).

 

Sem margem para dúvidas, o que Vítor Pereira hoje fez foi apenas escarrar na verdade desportiva e ofender os adeptos de clubes como o Benfica e o Marítimo, que olham incrédulos para a passeata da ladroagem, emproada e com honrarias. Alguém puxe o autoclismo.

por Pedro F. Ferreira às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Segunda-feira, 20.09.10

Banal

Vitória normal contra uma equipa banal. Venceu com naturalidade a melhor equipa, contra um adversário que, na minha opinião, foi a equipa mais mediana que já defrontámos esta época. É o problema das equipas pequenas que jogam contra nós apenas com a ideia de retardar o empate até ao limite, apostando num golito fortuito. Quando se apanham a perder, não existe 'plano B' e ficam sem saber o que fazer. Podemos mesmo dizer que a vitória por dois a zero foi um mau resultado, porque é escasso para as oportunidades por nós criadas e desperdiçadas. E nem foi preciso sermos brilhantes. Bastou sermos competentes.

A surpresa para este jogo foi a titularidade do Peixoto na esquerda da defesa, avançando o Coentrão - que assim controlou as possíveis subidas do João Pereira - e saindo da equipa o Gaitán, que tinha sido titular no último jogo. Também em relação ao último jogo, troca na direita da defesa, surgindo novamente a titular o Maxi, com o Rúben Amorim a ser relegado para o banco. O sportém apareceu a jogar com um meio campo sobrepovoado com cinco elementos - que na verdade pareciam uns seis ou sete, já que andava por lá um indivíduo rotundo com evidentes dificuldades de locomoção e que parecia serem dois ou três jogadores enfiados dentro da mesma camisola - em que os jogadores das alas se tentavam juntar ao escanzelado na frente sempre que tinha a posse de bola. E mostrou toda a sua pujança logo aos quatro minutos de jogo, com um remate de um chileno ao lado da nossa baliza. Foi o primeiro remate do sportém no jogo, e foi também o único que fizeram durante toda a primeira parte, o que é demonstrativo da sua incompetência. Na resposta o Cardozo, lançado pelo Saviola, fez o que quis do central que vale menos que uma maçã podre e atirou ao poste.

Este remate deu o mote para um período forte do Benfica, que tinha um claro ascendente no jogo. Depois de mais algumas ameaças, o golo acabou por surgir mesmo, na sequência de um canto. A cabeçada do Luisão fez a bola ressaltar num jogador do sportém, e esta foi cair nos pés do Cardozo, que no centro da área rematou rasteiro para o fundo da baliza. Estavam decorridos apenas treze minutos de jogo, mas logo ali todo o plano de jogo daquele rapaz sem sobrancelhas ruiu. O sportém tentou responder, é verdade, mas mostrou uma incompetência tão grande que nem sequer falo de rematarem à nossa baliza; a verdade é que eles nem sequer conseguiram levar a bola até dentro da nossa área, de forma a que o escanzelado pudesse tentar uma das suas usuais apoplexias para arrancar algum penálti - isto tem sido a arma mais eficaz deles nesta Liga. Pior ainda, obrigado a correr pelo resultado, abria largos espaços atrás - é difícil compreender como é que, jogando com quatro trincos (André Santos e Maniche), ainda assim havia tanto espaço entre a sua defesa e meio campo por onde os nossos jogadores deambulavam. Só mesmo por desinspiração nossa na altura do último passe é que não voltámos a marcar, porque por mais de uma ocasião houve situações de transição em que os jogadores do Benfica surgiam em superioridade numérica frente aos defesas do sportém. A fechar a primeira parte, o amigo Xistra, que já tinha deixado bem claro que não queria que tocassem nos seus meninos, deu uma demonstração claríssima daquilo que são os critérios disciplinares gerais seguidos nesta Liga, e a melhor explicação para a enxurrada de amarelos com que os nossos jogadores têm sido brindados. O amarelo ao Coentrão, inventado pelo escanzelado (quem mais?), é mais um lance para juntar ao anedotário da época.

A segunda parte começou com a surpresa do Aimar ter ficado nos balneários. Não sei qual o motivo, mas imagino que seja por razões físicas, já que ele estava a ser claramente um dos melhores na primeira parte. Para o seu lugar entrou o Rúben Amorim, que se encostou à direita, passando o Carlos Martins para o meio. E se com um golo de vantagem já parecia muito difícil que o sportém alguma vez conseguisse regressar ao jogo, com dois golos ficou tudo sentenciado. Foi logo após cinco minutos, e da forma mais simples possível: pontapé do Roberto, recepção do Cardozo, que toca de primeira para o Saviola, e este devolve, também de primeira, ao Cardozo. Ainda fora da área, remate colocado de primeira que o Patrício ainda consegue desviar ligeiramente, mas não o suficiente para evitar o golo. Depois, bastou fazer aquilo que de pior podem fazer a uma equipa como o sportém: dar-lhes a bola. Eles andam ali a mastigá-la, sem saberem o que fazer com ela, e quando a perdem é só aproveitar os buracos lá atrás. O que podia e devia mesmo ter acontecido por mais vezes, o que daria uma expressão mais justa ao resultado. O Cardozo esteve perto do hat trick por mais de uma vez, mas sobretudo a perdida do Coentrão (numa jogada que começa com uma recuperação de bola na zona lateral da nossa área) merecia ter tido outro desfecho. Apenas por uma vez o sportém esteve perto de marcar, após um erro do Amorim, que perdeu a bola em zona proibida, dando depois a oportunidade ao escanzelado de, na cara do Roberto, rematar ao lado. Foi isto o sportém esta noite.

O homem do jogo só pode ser o Cardozo. Dois golos, o primeiro pleno de oportunidade e o segundo numa grande finalização, à matador. Podia ter ainda marcado mais, sobretudo em duas ocasiões: no remate ao poste e num cabeceamento cruzado, após centro do Coentrão. A lagartagem gosta muito de falar do escanzelado contra nós, mas se calhar se formos ver bem, a meia dúzia de golos que o Cardozo já lhes meteu em apenas dez jogos se calhar daria para falar muito mais. O Coentrão, para não variar, esteve também num patamar muito alto, e só foi pena não ter coroado a exibição com aquele que seria o nosso terceiro golo. Bem também o Luisão no centro da defesa, praticamente anulando o escanzelado sem grandes dificuldades, e bem também o Carlos Martins. Gostei da exibição do Aimar na primeira parte, e espero que não tenha tido qualquer problema físico complicado.

Hoje vimos mais Benfica. Já vimos mais pressão sobre os defesas adversários, não os deixando sair a jogar. Vimos uma boa entreajuda em toda a equipa, que fez com que mesmo em inferioridade numérica no meio campo, conseguíssemos preencher melhor os espaços do que o adversário. Também é verdade que o adversário não foi dos mais difíceis (pelo jogo de hoje percebe-se muito bem o motivo pelo qual apenas devido a um apito amigo conseguiram não perder com o Olhanense em casa, ou vencer a Naval fora, porque em termos de fio de jogo o sportém mostrou zero), mas é inegável que estamos melhor, e esta vitória sobre o vizinho chato só pode mesmo contribuir para aumentar a confiança da equipa. Hoje até o comportamento do Jesus no banco parecia o do ano passado.

por D`Arcy às 01:09 | link do post | comentar | ver comentários (85)
Domingo, 19.09.10

Normalidade

Fico satisfeito por hoje ter podido assistir a um jogo em que houve, de um modo geral, normalidade (apesar da forma "xistrosa" como, mais uma vez, a nossa equipa foi carregada de amarelos).

Ganhou, de forma naturalíssima, a melhor equipa, perante um adversário que  luta habitualmente pelo acesso à Euroliga.

 

E agora só quero ganhar ao Marítimo.

 

 

Adenda: Não entendo estas equipas que, apesar de lutarem pela Euroliga, passam o jogo inteiro a tentar contornar um barril parado a meio campo, ainda para mais colocado pelo treinador dessa equipa. Nunca percebi, também, por que é que estão todos (incluindo o barril) vestidos com lonas da praia da Figueira. O facto é que as dificuldades em contornar o barril foram imensas, a julgar pelo número de variações de flanco que sairam pela linha lateral.

Sexta-feira, 17.09.10

Jornalismo de opinião?

Daniel Oliveira, jornalista do jornal Record (escrevi isto de propósito, porque lancei a mim próprio o desafio de escrever um duplo paradoxo com menos de 5 palavras), escreveu o seguinte: «O que o Benfica e os outros clubes deviam instituir era regras de civilidade e respeito pelo trabalho da imprensa, sem blackouts nem chantagens. Até porque precisam dela para promover a atividade a que se dedicam». Ando aqui às voltas e, honestamente, não consigo escrever nada de tão hilariante (também porque não uso o Acordo Ortográfico). Em primeiro lugar, descobri que, afinal, expressões como «regras de civilidade» e «respeito pelo trabalho» fazem parte do léxico activo dos jornalistas e cronistas desportivos (pergunto-me, seriamente, se algum dia o Daniel Oliveira leu o jornal para que escreve). Em segundo lugar, reconheço publicamente a minha ignorância relativamente aos jornais desportivos por nunca ter percebido que os jornais "promovem" o futebol. Para o dicionário, "promover" significa «elevar a posto mais graduado ou a dignidade maior», e a associação desta definição ao papel dos jornais é, efectivamente, um complexíssimo enigma para mim. Portanto, continuo sem perceber como é que os jornais promovem o futebol (não será antes o contrário?). Mas há mais. Este jornalista escreve ainda que «desde que começou a perder, o Benfica descobriu uma multidão de inimigos. Se no ano passado tudo estava na paz dos deuses, bastaram algumas derrotas para haver uma conspiração universal». Para mim, faz sentido apontar os problemas quando as coisas não estão bem, entendo menos bem que se procurem problemas quando as coisas estão bem. Mas isso deve ser uma coisa cá muito minha. Digo eu.

 

__________

 

Adenda: Daniel Oliveira é jornalista, mas não é "do" Record. É pena: continuo sem ser capaz de escrever um duplo paradoxo com menos de 5 palavras.

Quinta-feira, 16.09.10

Pergunta parva, mas com (muito) fundamento!

Se a Federação vai buscar o Mourinho por dois jogos, será que o Benfica não consegue resgatar o Pierluigi Collina?

por Corto Maltese às 21:14 | link do post | comentar | ver comentários (29)

No Domingo há Xistra.

Leonor Pinhão, hoje, no Correio da Manhã, resume tudo neste texto, que aqui deixo, com a devida vénia:

 

"Carlos Xistra foi muito bem escolhido porque beneficiou de um estágio no meio da semana junto de Olegário Benquerença e da sua dupla dourada de fiscais-de-linha. Xistra, na qualidade de árbitro adicional, não só esteve presente no M. United-Glasgow Rangers, de tão boa memória para a arbitragem lusa, como também, certamente, aproveitou o convívio com os Benquerenças para se aperfeiçoar na arte do apito, colhendo os ensinamentos do mestre"

 

O Polvo pôs a carne toda no assador esta época, em desespero. Era bom que a nossa equipa não ajudasse mais também. Mas não há duvida: eles conhecem a força do Benfica. Mesmo a 9 pontos, metemos medo.

 

 

Quarta-feira, 15.09.10

Live Aid

"O modo como o Benfica geriu a vitória no campeonato mostra os quilómetros de distância que ainda o separam do FC Porto na gestão dos sucessos. Quando o FC Porto foi campeão europeu, perdeu a maior parte da equipa e manteve-se no topo. O Benfica ganhou o campeonato, valorizou os jogadores, vendeu dois – e desnorteou-se por completo."

 

Estas frases fazem parte de (mais) uma crónica imbecil e parcial, assinada por José António Saraiva no Pasquim. Faz também parte de uma campanha concertada, que não fosse o seu objectivo (deitar abaixo o Benfica), seria louvável por conseguir unir tanta gente diferente em redor de um objectivo comum. É uma espécie de Live Aid da comunicação social desportiva portuguesa, que consegue unir broncos, crápulas, vigaristas, mentirosos, alcoólicos crónicos, casos clínicos de imbecilidade ou gente simplesmente desonesta - e em alguns casos extremos, há exemplares que conseguem reunir numa só pessoa diversas das qualidades que acabei de enunciar - no objectivo de atacar gratuitamente o Benfica.

 

No caso do excerto em questão que transcrevo, julgo que o autor deve pensar que as pessoas são estúpidas, ou então deve ter sofrido de um ataque súbito e brutal de Alzheimer na altura em que escreveu o texto. Só assim se explica que considere que após o porto ter sido campeão europeu, se tenha mantido 'no topo'. Ou então tem uns critérios bizarros sobre o que é manter-se 'no topo'. Pela parte que me toca, eu considero que, na época a seguir a ser-se campeão europeu, ter-se três treinadores (em que um é despedido ainda antes da época começar, e outro é o Couceiro), perderem-se todas as principais competições em que se participou, passarem-se por episódios como derrotas por 0-4 em casa contra o Nacional, e ver-se o principal rival conquistar o campeonato após um jejum de dez épocas não é exactamente manter-se 'no topo', e estará muito mais próximo de se estar desnorteado por completo do que estará eventualmente o Benfica após um mês de campeonato.

 

O objectivo de textos e opiniões destas (que, como digo, fazem parte do tal Live Aid imbecil) não é senão fazer passar a mensagem de que, após decorrido apenas um mês desde que a época começou, tudo está perdido para o Benfica. Nada seria mais conveniente para esta corja do que o Benfica e os benfiquistas convencerem-se disso mesmo tão cedo, atirarem a toalha ao chão, e se possível entrarem numa onda de contestação à equipa e treinador. Isto facilitar-lhes-ia muito a vida, e daí a sanha doentia com que se dedicam a mandar cá para fora opiniões deste calibre. Sanha essa que continua também na forma concertada como insistem em tentar fazer passar a mensagem de que o campeonato da época passada - conquistado da forma mais límpida e justa de que há memória nos últimos anos, assente num futebol que provavelmente desde os tempos da primeira passagem do Eriksson nunca vi outra equipa jogar em Portugal - foi conquistado graças a favores de arbitragem. E na sua lógica distorcida, esses supostos favores da época passada justificam plenamente as roubalheiras de que vamos sendo vítimas esta época.

 

E por falar em roubalheiras e arbitragens: a nomeação do lagartão Xistra para arbitrar o derby do próximo Domingo na Luz não revela apenas uma enorme falta de bom senso por parte da Comissão de Arbitragem da Liga. É, sem qualquer sombra de dúvidas, uma claríssima provocação ao Sport Lisboa e Benfica. É com isto que vamos ter que lidar durante toda a época.

por D`Arcy às 13:47 | link do post | comentar | ver comentários (53)

Tranquila

A missão foi cumprida. A estreia na Champions resultou numa vitória tranquila e consequentes três pontos, conforme se exigia frente à equipa menos cotada do grupo, mas o jogo desta noite não deu propriamente para ficarmos eufóricos com a prestação da nossa equipa. Ganhámos sem contestação, a nossa superioridade nunca esteve em causa, mas a qualidade do nosso jogo não foi exactamente brilhante, em particular durante a primeira parte.

Apenas uma alteração no onze de Guimarães, que foi a troca do Maxi pelo Rúben Amorim na direita da defesa. A primeira parte foi, resumidamente, um longo bocejo, pontualmente interrompido por uma ou outra jogada. A posse de bola foi repartida entre as duas equipas, e o Hapoel, apesar de se revelar uma equipa bem organizada e com alguma habilidade para trocar a bola, raramente revelou capacidade para ameaçar seriamente a baliza do Benfica - o primeiro (e único) remate que fizeram nos primeiros quarenta e cinco minutos só surgiu bem após a meia hora de jogo, obrigando o Roberto a uma defesa algo apertada. Quanto ao Benfica, jogou de forma demasiado lenta e previsível, não parecendo ter muita vontade de arriscar por aí além - talvez um reflexo de alguma falta de confiança por causa dos últimos resultados, e a necessidade de um resultado positivo para normalizar um pouco as coisas. Apenas o Aimar (sobretudo este) e o Coentrão davam alguma velocidade ao nosso jogo. As interrupções ao bocejo da primeira parte foram um oportunidade do Cardozo, isolado por um passe do Aimar, que foi defendida pelo guarda-redes; o nosso golo, aos vinte minutos de jogo, num bonito remate de primeira do Luisão, dentro da área, a corresponder a um cruzamento do Carlos Martins; e finalmente um bonito remate de fora da área do mesmo Carlos Martins, que proporcionou uma grande defesa ao guarda-redes do Hapoel (Enyeama, que já tinha deixado uma boa impressão no Mundial e que hoje voltou a mostrar ter muita qualidade).

A segunda parte não trouxe grandes mudanças ao cariz do jogo durante os primeiros minutos, mas ainda antes de findo o primeiro quarto-de-hora o Jorge Jesus trocou o desinspirado Gaitán pelo Maxi Pereira, e a diferença notou-se imediatamente. O Maxi veio dinamizar um até então praticamente inexistente flanco direito (Rúben muito apagado e Carlos Martins constantemente a fugir para o centro), e o próprio Rúben Amorim subiu de produção com a passagem para o meio campo. Esta melhoria do Benfica acabou por ter resultados práticos aos sessenta e oito minutos, quando o Cardozo apareceu no lugar certo para fazer a recarga a um remate do Maxi, resultado de uma boa combinação entre ele e o Amorim. Com o jogo resolvido, de seguida deu-se a entrada do Airton para o lugar do Aimar, o que nos deu mais solidez no meio campo, onde até então o Javi tinha andado muito desacompanhado nas tarefas de recuperação da bola. O Hapoel foi também obrigado a arriscar um pouco mais, e até final do jogo o Benfica ainda dispôs de algumas ocasiões em que poderia ter dilatado o resultado, mas esta noite a inspiração andou um bocado alheada dos nossos jogadores. Mesmo em cima do final, um pequeno susto no segundo ameaço dos israelitas durante todo o jogo, quando atiraram a bola ao ferro da nossa baliza.

Melhores do Benfica, para mim, Aimar e Luisão. O primeiro foi dos poucos que, mesmo nas alturas mais estagnadas do jogo, não se cansou de tentar dar-lhe mais velocidade, quer com a bola nos pés, quer procurando espaços entre linhas, quer solicitando os colegas. Fartou-se ainda de correr para recuperar bolas e auxiliar o Javi, merecendo plenamente o aplauso aquando da sua substituição. Quanto ao nosso capitão, marcou o importante primeiro golo (e foi um grande golo), e esteve sempre sereno no centro da defesa. Quanto aos menos bons, escolheria o Gaitán e o Cardozo. O Gaitán passou ao lado do jogo. Não teve muita bola, e quando a teve nem sequer pareceu ter atrevimento para tentar um lance individual, optando por libertar-se da bola o mais rapidamente possível. Quanto ao Cardozo, só não é o pior mesmo porque apareceu uma vez no lugar certo para fazer aquilo que se lhe exige, e meter a bola dentro da baliza. Mas até aí esteve quase sempre apático e desinspirado. Esteve também muito mal no gesto que teve após marcar o golo, transformando um momento que poderia ser de redenção num momento de ainda maior contestação. Entendo que se sentisse frustrado por as coisas não lhe estarem a sair bem e ainda por cima ouvir contestação vinda das bancadas, mas ele deve compreender que tudo isso faz parte do jogo. Dou-lhe porém os parabéns por ter depois tomado a atitude correcta, pedindo desculpa aos adeptos pela atitude. É marcar um golo no próximo jogo e já ninguém se lembra mais disso.

O mais importante foi alcançado, e nem sequer ficou a sensação de ter sido necessário despender um grande esforço para conquistar esta vitória. Agora, é olhar já para o próximo jogo e pensar, apenas e só, na vitória. Já não há margem para menos do que isso. E, se possível, gostaria que nesse jogo os benfiquistas dissessem 'Presente!' em muito maior número do que o fizeram hoje.

por D`Arcy às 00:23 | link do post | comentar | ver comentários (54)
Terça-feira, 14.09.10

Sem vergonha naquela fronha

Veta Ricardo Costa e propõe...Guilherme Alguidar.

 

Alguém, por esta altura, ainda tem dúvidas sobre a agenda deste Laurentino? Alguém ainda se surpreende por, por exemplo, o escroque do Cosme Machado, depois de ter cumprido o encomendado no jogo contra a Académica na Luz, ter ido jantar, à Mealhada, com um governante deste 'paraíso' à beira-mar plantado (segundo alguns testemunhos, seria, sim, o desavergonhado do Laurentino) e com um conhecido administrador da SAD dos andrades (seria o Reinaldo Teles?), à vista de todos? Alguém sequer tem um resquício de perplexidade quanto ao papel que esta sanguessuga (paga com os impostos de todos nós, não me canso de o repetir) tem na sobrevivência de um sistema que sufoca o futebol português e o arrasta pelo esgoto? Alguém tem alguma sombra de dificuldade em perceber porque é que esteve caladinho durante o processo do Apito Dourado?

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:31 | link do post | comentar | ver comentários (89)
Segunda-feira, 13.09.10

Comentário ao comunicado do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica

Comunicado do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica [link]

__________

 

Comentário suscinto aos principais pontos do comunicado:

 

a) Reafirmar a total confiança do Clube nos seus atletas e na sua equipa técnica, e a garantia de que ninguém vai desistir dos objectivos propostos no inicio da presente temporada. Resistir é próprio dos que nesta casa se bateram e continuarão a bater pela verdade no futebol português.

 

Uma excelente medida. Impunha-se este voto de confiança. Mais: se possível fosse, este seria o momento ideal para prolongar o contrato com a equipa técnica.

 

b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

 

Compreendo os motivos, aceito a argumentação, mas esta é a medida com a qual mais me custa concordar, pois há uma lição de berço que dificilmente se coaduna com este pedido. Aprendi que nunca se deixam os nossos sozinhos.

 

c) Solicitar ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica a suspensão imediata de quaisquer negociações relativas aos direitos televisivos relativos aos jogos da sua equipa profissional a partir da época 2012/13 que possam estar a decorrer com a Olivedesportos. Mais, foi igualmente solicitada uma avaliação no sentido de apurar a possibilidade do Clube passar a gerir de forma autónoma os seus direitos audiovisuais.

 

Esta é ‘a’ medida. Esta pode ser a chave de tudo isto. Esta medida peca apenas por não ir mais longe e exigir que a Olivedesportos não só não seja parte privilegiada nas negociações como seja estipulado que o Benfica só cederia os direitos televisivos à Olivedesportos se esta superasse em pelo menos 1/3 a proposta mais alta. Ou, em alternativa, assumir algum prejuízo financeiro, mas assumir que mais vale a gestão autónoma dos direitos audiovisuais do que ceder o que quer que fosse à Olivedesportos.


d) Equacionar, em face do desgaste e da falta de garantias de isenção na arbitragem agora evidenciadas, a participação na presente edição da Taça da Liga.

 

Nesta fase, interessa não gastar todos os trunfos. Mas, atendendo à delicadeza do assunto, penso que este deveria ser discutido em AG.


e) Solicitar à comunicação social que, fazendo o seu trabalho, denuncie quem adultera as regras. Que investigue as notas que alguns observadores têm atribuído a algumas actuações de árbitros. Que compare aquilo que sucedeu no campo com a nota posteriormente atribuída.

 

Solicitação legítima, mas vã.


f) Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto. Não queremos confundir as gentes do Porto – que seguramente não se revêem neste tipo de comportamento – com um grupo de delinquentes que organizada e reiteradamente e de forma impune têm vandalizado o autocarro do Benfica e atentado contra a integridade física dos seus atletas.

 

Outra das medidas que se impunham, mas que resultará em mais um apedrejamento selvagem por parte dos selvagens do costume.


g) Declarar o Secretário de Estado ‘persona non grata’ pelo trabalho que prestou ao futebol português. Abandonou a anterior Direcção da Liga no seu combate pela credibilização do futebol português, alheou-se – por completo – do processo “apito Dourado”. É, ainda, o responsável por nada fazer para aplicar a lei, pelo que a arbitragem e a Comissão Disciplinar continuam na Liga, quando já deviam estar na Federação Portuguesa de Futebol desde 1 de Julho.

 

É uma medida forte. É é para mim importante saber que o Benfica não teme a famosa ameaça de Jorge Coelho de que “quem se mete com o PS, leva.” Preparemo-nos para o pior e saibamos que só unidos teremos hipóteses de vencer esta batalha em particular.


por Pedro F. Ferreira às 22:20 | link do post | comentar | ver comentários (110)

Pessoal e intransmissível

A altura não é – nem há, honestamente, paciência nem disposição para os fazer - de discursos inflamados e emocionados sobre a alma Benfiquista ou de diatribes enaltecedoras da nossa Grandeza. Os textos aplacam a alma mas não tomam acções e as palavras leva-as o vento. A altura, para mim, é de cerrar os dentes e ir à guerra.

Porque é de uma guerra que se trata, com inimigos (inimigos e não adversários, como tenho vindo a dizer há muito) bem identificados. Uma guerra sem tréguas, nem quartel.

 

Isto é, acima de tudo, um post pessoal. A raiva, a revolta e a fúria que me têm consumido deram lugar à determinação, à firmeza e à vontade de lutar.

Venho aqui dizer (e este post não visa nada mais do que isso) a quem aqui vier e a quem por aqui passar, que eu sei que isto é uma guerra, que estou preparado, que tenho têmpera para a aguentar e que estou com o meu Benfica até onde for preciso. E que posso cair dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta, mil ou cem mil vezes, que sacudo o pó e me levanto outra vez de punhos em riste, até os cansar ou os derrotar. E que podem roubar sem vergonha e tentar deitar abaixo o Benfica as vezes que quiserem, que eu estou lá, minúsculo e franzino, para o amparar e segurar até que a terra me coma os ossos. Não vergo, não quebro e não desisto. É Benfica debaixo de água ou debaixo da terra, depois de morto.

 

Vou começar, como sempre, por estar no Estádio da Luz amanhã e no Domingo, fazendo a minha parte para lhes fazer ver que o que não nos mata apenas nos faz mais fortes. E com mais vontade de lutar.

 

Um abraço a todos e viva o Benfica!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (112)
Domingo, 12.09.10

O roubo anunciado.

Na página 5 do jornal “O Benfica” de sexta-feira, 10/09/210, jornal que obviamente foi publicado antes do execrável teatro de Olegário nesse mesmo dia, Afonso Melo (um dos benfiquistas que mais tem sofrido pressões vindas de norte para que deixe de se expressar livremente) escreveu o seguinte:

 

«A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de Clubes entenderam que o seu funeral [referindo-se ao funeral do José Torres] não merecia presença. No mesmo dia, a Liga, juntamente com várias figuras sinistras ligadas de há muito ao FC Porto, preferiu homenagear… um árbitro, Olegário Benquerença.

 

Percebe-se: ao contrário do que acontecia no tempo de José Torres, agora são os árbitros quem marca golos.

 

E a canalha perdeu de vez a vergonha!»

 

 

No programa “Debate”, na quarta-feira, já se fizera referência essa sinistra homenagem e a essas sinistras personagens:

 

 

Tenho ouvido vários comentadores, de diferentes sectores, desde Ribeiro Cristovão até João Gobern, passando por Bruno Prata, que são unânimes em considerar, no mínimo, (e segue-se o eufemismo adequado contexto) ‘imprudente’ esta nomeação de Benquerença e seus acólitos de circunstância, após tão estranha homenagem da Associação de Futebol do Porto a um árbitro da Associação de Leiria. Homenagem que contou com a presença de dois alpinistas sem vergonha que querem, a todo o custo, ser os Ali Baba da arbitragem que presumivelmente passará para a Federação (refiro-me a Paulo Paraty e Paulo Costa). Além desses, saliento a presença de Lourenço Pinto, um homem à altura de Adriano Pinto...

 

Tenho a firme convicção, mas tenho mesmo, que Olegário foi moço de recados e diligente cumpridor da encomenda que lhe foi feita. Tenho a certeza de que a verdade desportiva não passou pelo Estádio Afonso Henriques, em Guimarães. A verdade desportiva foi impedida de entrar no Estádio Afonso Henriques, em Guimarães, exactamente por aquele que tinha a obrigação de a proteger: Olegário Benquerença, árbitro de elite e possivelmente o primeiro árbitro português a atingir a profissionalização. Foi feito às claras, sem pudor, com aviso prévio e simbolicamente no berço de Portugal. Nem poderia ser de outra maneira…

por Pedro F. Ferreira às 13:15 | link do post | comentar | ver comentários (87)
Sexta-feira, 10.09.10

Roubados

Lamento, mas se querem ler sobre futebol jogado terão que ir a outro lado. Não tenho capacidade nem distanciamento suficiente para conseguir escrever sobre futebol jogado neste momento. Fomos roubados, roubados, roubados, roubados até não ser mais possível. Quem quiser dizer que são desculpas está à vontade, e que se divirta a culpar o Vieira, o Jesus, o Rui Costa, o Roberto, o Di María ou Ramires pela derrota.

O que se passou esta noite em Guimarães, às mãos e apito de um palhaço que já é infelizmente nosso conhecido, foi um ROUBO. Com todas as letras. Há muito, muito tempo que não me sentia tão revoltado a ver um jogo do meu clube. Não escrevo sobre futebol jogado porque não quero, e mesmo que quisesse não estou em condições de o fazer. Que me desculpem, mas não estou mesmo em condições de o fazer. Não me lembro de quem jogou, não me lembro da táctica, não me lembro se alguém jogu bem ou jogou mal, só me lembro de um palhaço a fazer TUDO o que podia para nos deitar abaixo. Foram penáltis claríssimos não assinalados, foras-de-jogo cirúrgicos apitados e, a exemplo do que se tem passado em todas as jornadas, amarelos em barda para os nossos jogadores. O Apito Dourado foi fechado sem consequências, o sentimento de impunidade é total, e os vigaristas até se podem dar ao luxo de serem homenageados publicamente por uma associação pejada de outros vigaristas e proxenetas, que uns dias depois retribuem a honraria sem qualquer vergonha na cara.

por D`Arcy às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (233)

Tudo como era dantes

Sim, o Benfica hoje esteve, novamente, longe de ser brilhante; voltou a cometer erros defensivos que não são normais.

Mas não podemos fechar os olhos nem ficar calados perante a arbitragem ultrajante daquela ofensa para a espécie humana com um apito na boca pertencente à Associação de Futebol do Porto, perdão, de Leiria.

As vitórias "à porto" voltaram e está visto que estão para ficar.

Agora, alguém dirá que foram "incidentes".

O autocarro do Benfica foi, novamente, apedrejado.

 

"A equipa do Benfica iniciou há minutos a saída do Porto a caminho de Guimarães, onde defronta hoje o Vitória, e não foi uma viagem pacífica: o autocarro da comitiva encarnada foi atingido com pedras e um dos vidros do lado direito partido.

O autocarro estava ainda dentro da cidade quando foi atingido por uma chuva de pedras, com a polícia que acompanhava o autocarro a disparar balas de borracha em direcção a quem atirava as pedras."

 

No jornal "A Bola" [link]

 

Os criminosos continuam impunes nesta pobre desculpa de país.

por Pedro F. Ferreira às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Quinta-feira, 09.09.10

Afinal foi apenas uma mera entrevista.

Uma entrevista é um pouco como um tango: são precisos dois para o dançarem e dois bons para o dançarem bem. E, quando as coisas correm mal, há sempre a possibilidade de culpar a inclinação da sala.

Ontem a sala estava a preceito, mas os dançarinos não estiveram bem. Ou melhor, alternavam nos momentos em que estiveram menos mal e, por consequência, aquilo parecia sempre algo desgarrado.

 

De Luís Filipe Vieira já é conhecida (apesar das melhorias nos últimos tempos) a sua dificuldade em “dar” boas entrevistas. De Rodrigo Guedes de Carvalho esperava muito melhor. LFV esteve de acordo com as expectativas (que, neste particular, não são altas) e RGC esteve abaixo das expectativas (que, neste caso, são altas).

 

Indo ao que ali se disse de substantivo.

 

Roberto: Luís Filipe Viera não alijou (nem pode) responsabilidades sobre a contratação de Roberto. Foi claro ao afirmar sobre a qualidade de Roberto que a escolha foi de Jorge Jesus (em quem ele confia), tal como foi claro ao afirmar que sobre o preço de Roberto a responsabilidade foi sua (de LFV), pois foi ele mesmo a conduzir o negócio. Responsabilidades repartidas, como não poderia deixar de ser. Neste particular, noto uma evolução no discurso/mensagem de LFV, pois nem sempre assumiu responsabilidades no passado. Assim, sim. Está mais de acordo com o que defendo para um líder no Benfica.

 

Mantorras: pelo melindre da situação, pareceu-me que LFV não poderia ter ido mais longe do que foi. Se os responsáveis do Benfica e o próprio Mantorras algum dia decidirem tornar públicas as nuances da preparação que se tentou (e tenta) fazer para que Mantorras possa ter um futuro assegurado e digno no mundo do futebol (seja no Benfica ou na Federação Angolana), então que o façam em conjunto. Ontem, não era o momento, nem o contexto, para o fazerem.

 

Queirós/Madaíl/Laurentino: este foi para mim o momento em que mais discordei das palavras de LFV. Compreendo que seja impossível ao maior clube português passar ao lado de um assunto tão pertinente, mas não concordo com o posicionamento de LFV relativamente ao assunto. Se há personagem em quem não confio é em Laurentino Dias, mas não concordo que para o atingir se faça qualquer aproximação a qualquer uma das outras tristes personagens daquela opereta rasca. Entrámos numa guerra que não é nossa e da qual não sairá nenhum vencedor.

 

Arbitragens: a doutrina divide-se com argumentos válidos de ambos os lados. Se Luís Filipe Vieira não fala de arbitragens, é criticado porque não está a fazer a defesa do Benfica denunciando os roubos de que temos sido vítimas. Por outro lado, é louvado porque não se esconde, nem esconde a equipa, em desculpas. Se Luís Filipe Vieira fala em arbitragens, invertem-se os argumentos referidos, pois passou a denunciar os roubos, mas retira responsabilidades ao desempenho da equipa e à gestão da própria Direcção. Como tal, haverá sempre motivos para criticar. Na minha opinião, gostei da forma como o assunto foi tratado na época passada: estrutura do Benfica em silêncio, deixando aos adeptos o papel de denunciar os esquemas sórdidos de uma arbitragem dourada por apitos frutados. Temos muitos meios para o fazer, basta que o façamos de forma unida, concertada e aproveitando as variadas formas que há para comunicar, opinar e denuciar os esquemas sujos da abitragem lusa.

 

Sobre a resposta às provocações dos andrades, dou os parabéns e aplaudo a resposta de Luís Filipe Vieira.

 

Quanto ao resto… foi mais o que ficou por dizer do que o que efectivamente se disse. Mas nesse particular, a responsabilidade foi de quem o desafiou para o tango.

 

______

 

À margem: enquanto escrevia este post, Queirós foi despedido da Federação. Enquanto aguardo pela oficialização da contratação de Paulo Bento (que saudades do Humberto!) e pela desejável demissão da Direcção da FPF, segue a dança...

por Pedro F. Ferreira às 19:54 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Quarta-feira, 08.09.10

Uma entrevista que pode ser mais do que uma simples entrevista.

Luís Filipe Vieira vai estar hoje, no jornal da noite da SIC, como entrevistado de Rodrigo Guedes de Carvalho (um dos jornalistas que mais respeito).

 

Tenho a percepção de que muito há a dizer aos benfiquistas (e não só) e de que muito se pode ganhar ou perder na capacidade de comunicar eficazmente uma ideia. Tenho a esperança de poder ouvir esclarecimentos acerca de algumas contratações e alguns posicionamentos estratégicos relativamente à teia de poderes do futebol português. Desejo que venha a ser proferida uma mensagem de união e, essencialmente, assunção conjunta de responsabilidades sem que, em momento algum, se deixe nenhum dos responsáveis exposto à avidez sanguinária da vampiragem sedenta.

 

Essencialmente, desejo que a entrevista de hoje sirva para que amanhã possamos ter um melhor Benfica, mais unido e, logo, mais capaz de defender a sua condição de campeão.

 

___________

 

Adenda:

 

À margem, ou talvez não, chamo a atenção para este post do meu amigo Pedro Fonseca e para o texto do António-Pedro Vasconcelos.  Exclusivo: opinião A-PV. Que sirva para reflexão.

por Pedro F. Ferreira às 14:52 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Terça-feira, 07.09.10

Nostalgia

Confesso que estes últimos jogos da equipa da FPF me fizeram verter uma lágrima. Mas de nostalgia. Vieram-me à memória coisas como o Jorge Plácido a salvar-nos de uma derrota com Malta nos Barreiros, o José Rafael a ajudar-nos a vencer essa mesma Malta por 3-2 na Luz, o Krimau, o Zaki e o Bouderbala, os suecos a darem-nos tareias no estádio do sportém com golos de um anão chamado Prytz, o Bandeirinha na selecção, e outros momentos gloriosos que fazem parte do meu imaginário de criança. Já o ando a dizer desde que alguém teve a brilhante ideia de fazer regressar o Queirósz: este tipo teve o condão de fazer regressar a verdadeira selecção, aquela com que eu cresci e que me habituei a ver. É que anda por aí muita malta jovem enganada. Esqueçam os tempos do Humberto Coelho ou do Scolari; os resultados obtidos aí é que são a anomalia. O normal é isto que vemos. Vermo-nos à rasca para ganhar a quem quer que seja, e no Verão acompanharmos as fases finais das competições lá longe, com outras equipas, porque Portugal só ia a uma fase final para aí de vinte em vinte anos.

 

Ao menos nessa altura, quando era puto, a selecção podia não ganhar muito, mas tinha um enorme guarda-redes (e muitas vezes era por causa disso mesmo que não perdíamos ainda mais vezes). E quando ele frangava (porque até ele frangava), dizia-se que tinha sido um frango. Não se optava pelo fantástico eufemismo 'desatenção'.

por D`Arcy às 22:04 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Sexta-feira, 03.09.10

O Bom (e eterno) Gigante

 

O Benfica é um Mundo. Gigantesco, que aglutina um sem número de almas, e ancorado numa memória colectiva construída de coisas que não morrem. É um clube, construído de vitórias assentes em sangue, suor e sacrifício, de troféus. Mas é muito mais do que isso. É um modo de vida e é um orgulho que nos consome, assente em momentos gravados no tempo. É o Torres de mãos ao céu a festejar um golo.

 

O Benfica, este Benfica que tudo isto é, teve obreiros. Gente que se confunde com a história do clube, que se deu para que o Benfica seja esta extraordinária invenção do espírito humano que é. O Torres, o Bom Gigante, foi um dos mais importantes elementos naquela geração lendária do Benfica que o elevou a uma dimensão mítica (rompendo as amarras geográficas do país) e que voltou a dar Portugal ao Mundo. Um dos homens cuja garganta ajudou a lançar aquele grito de revolta contra a mediocridade e contra os grilhões do destino e a fazer do Benfica - como gosto de repetir - aquele ‘raio de luz’, aquele ‘renascer das melhores qualidades que jaziam adormecidas na alma colectiva de um país reduzido a uma insignificância amordaçante´, tornando-se infinitamente maior que Portugal.

 

Exactamente porque o Benfica é tudo isto – esta amálgama de memórias e afectos, esta alma colectiva cuja gloriosa história a projecta no presente e no futuro – impõe-se que a nossa memória o honre, e que prestemos homenagem a quem contribuiu para o Benfica ser este milagre.

 

O destino, inclemente e cruel, levou a que, de forma irónica, a particular condição que afectava o Torres o privasse nos últimos anos de buscar conforto exactamente naquilo que o elevou à condição de imortal.

Se ao Torres o destino o foi privando cobardemente da memória, que nós - que também somos o Benfica - honremos a sua.

O Torres, filho da mesma Torres Novas que eu, andou comigo ao colo, privou com a minha família, e quando o fez espalhou humildade, simpatia e amizade. Olho para trás e a memória, turva, faz-me perceber que, nos seus braços, estava ao colo do Benfica, (confortado) como tenho andado sempre ao longo da minha vida.

 

O Torres, que tantas alegrias deu de camisola cor de sangue ao peito, de emblema e Águia junto ao coração, foi um dos operários da construção do Benfica que temos hoje.

Quero acreditar, tenho de acreditar, que agora está livre das amarras cruéis que lhe tolhiam a memória e que estará finalmente algures, de mãos ao céu, a reviver os golos que marcou e o Benfica que ajudou a construir.

 

Dizia, no início, que o Benfica é um mundo ancorado numa memória colectiva construída de coisas que não morrem. O José Torres é uma delas.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:34 | link do post | comentar | ver comentários (55)

José Torres (1938-2010)

Obrigado, campeão.

por Pedro F. Ferreira às 11:08 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Quinta-feira, 02.09.10

Afinal, sempre foi uma questão de “competência”.

 

Depois de ter andado meses a ganir fazendo eco das pilhérias reles, tolices e “ironias finas” do homem que recebe impunemente árbitros em casa nas vésperas dos jogos. Depois de ter tentado, de forma canhestra, desvalorizar o mérito que o Benfica teve na vitória do campeonato transacto. Depois de não sei quantas entrevistas a gritar que a vitória do Benfica se devia aos túneis, à comissão de disciplina, à comissão de avaliação da importância histórica da Nau Catrineta e à viúva do soldado desconhecido. Depois de tanta falta de vergonha em cada um dos dentes com que tentava denegrir o clube que durante anos lhe deu de comer, Jesualdo Ferreira, finalmente, reconheceu o que todos os que andam de cabeça erguida no futebol português já haviam reconhecido: o Benfica foi campeão porque foi melhor.

Finalmente, Jesualdo diz “Não fomos tão competentes como nos anos anteriores e houve duas equipas, nomeadamente a que foi campeã, que foi mais competente.”

 

Para a história fica este reconhecimento tardio dos méritos próprios do Benfica por parte de um dos grandes derrotados da época passada.

 

[Noto, com satisfação, que Jesualdo Ferreira se recusa a nomear o Benfica. A satisfação advém do facto de eu não gostar de ver o nosso nome na boca de gente ingrata]

por Pedro F. Ferreira às 22:25 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Quarta-feira, 01.09.10

Várias opiniões, uma convicção e uma certeza.

Terminado o período de transferências e concluído o plantel, tenho algumas opiniões contraditórias relativamente ao processo de elaboração do mesmo.

 

Começo pelo que me pareceu mal conduzido e que deve ser melhorado no futuro. Após a vitória no campeonato, notei um afã inapropriado de entrevistas, declarações e promoção da imagem por parte de Jorge Jesus que acabou por ter efeitos colaterais. Criou confusão (Quim), expectativas (Huntelar) e demonstrou em alguns momentos ter um discurso ligeiramente diferente do de Rui Costa e Luís Filipe Vieira. Por outro lado, Luís Filipe Vieira também teve momentos em que o desacerto e precipitação no discurso/mensagem foram óbvios.

 

No meio de tudo isto, e porque nem só de contratações se faz a preparação de uma época, Luís Filipe Vieira cometeu, na minha perspectiva, o erro estratégico de apoiar para a presidência da Liga uma personagem em quem os benfiquistas não confiam. Apesar de perceber e até concordar com alguns dos pressupostos que conduziram a este apoio, considero-o errado, desnecessário e, num curto prazo, prejudicial.

 

No que diz respeito à saída de futebolistas, e considerando a inevitabilidade da saída de Di Maria e Ramires, será discutível a dispensa de Quim, guarda-redes titular. Ainda assim, dou o benefício da dúvida a quem tem todos os dados para tomar a decisão.

 

No que respeita a entradas, há duas situações que merecem esclarecimento interno (numa próxima AG) pela especificidade e pelo contexto das mesmas: Alípio e Rodrigo. Num ano em que vendemos Di Maria ao Real Madrid, em que contexto e a que preço surgem estas duas contratações e o posterior empréstimo de Rodrigo? Exactamente porque acredito em quem os contratou, acredito que não haverá qualquer problema em explicar o processo aos sócios no local certo (dentro de casa, numa AG).

 

Passando ao que me pareceu positivo em todo o processo de preparação do plantel e da época, começo por realçar o esforço (e que esforço!) realizado para manter Luisão, David Luiz, Cardozo e Fábio Coentrão. Num ano em que os mais pessimistas previam um desmembramento da equipa principal, saíram apenas dois futebolistas dos chamados titulares sem ser por opção técnica.

 

Além disso, considero muito positivo que alguns dos futebolistas que agora fazem parte do plantel tenham sido contratados muito atempadamente (Jara e Gaitan) e prevendo a supressão de lacunas que nos poderiam fragilizar (uma alternativa a Saviola e um substituto de Di Maria). Além disso, futebolistas como Airton e Kardec podem ser encarados como reforços para esta nova época que já fizeram o necessário processo de adaptação. A substituição de Ramires por Salvio implica que tenhamos esta época uma dinâmica ligeiramente diferente da da época anterior, com uma ala esquerda menos ousada em termos ofensivos e uma ala direita menos conservadora em termos defensivos. Deposito uma grande esperança em Salvio e, porque ainda não vi cabalmente explicados os contornos do empréstimo, desejo que tenhamos a possibilidade de comprar o seu passe no final da época… seria muito bom sinal.

 

Propositadamente, deixei Roberto para o final. Pela delicadeza do tema, pelas verbas envolvidas, pelos contornos que assume neste momento Roberto no futebol do Benfica e, essencialmente, porque não tenho ainda uma opinião suficientemente amadurecida sobre a real valia deste futebolista, prefiro esperar e tentar ajudar a que Roberto venha a corresponder às expectativas da equipa técnica que o indicou e da direcção que o contratou.

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Tenho a convicção de que todos os futebolistas que estão no plantel do Benfica foram contratados por uma equipa (Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Jorge Jesus) e que nenhum futebolista veio para o clube sem o acordo e empenho destas três pessoas. Assim, parece-me absurdo querer atirar com os louros das “boas” contratações para uns e com o ónus das “más” contratações para outros.

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Por último, li algures que a comunicação social “encomendou” 144 nomes de futebolistas para reforçar o nosso plantel. Desses 144 nomes, interessam-me apenas os poucos que assinaram contrato pelo Benfica e recuso-me a chorar pelos que cá não estão, sejam Huntelar, Robinho ou Hleb. Como benfiquista tenho apenas o compromisso de apoiar os que têm a responsabilidade e a honra de vestirem a nossa camisola. A minha certeza é a de que os que cá estão, e apenas estes, contarão com o meu apoio.

por Pedro F. Ferreira às 12:16 | link do post | comentar | ver comentários (83)

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