VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 30.11.10

O Padrinho o making of

Caros amigos arranjaram-me o making of dos filmes o Padrinho que incluí melhores imagens, depoimentos de colaboradores, de intervenientes no filme e por ai fora.

O mundo ao contrário

Parece uma piada – podia perfeitamente ser (sabes aquela do Al Capone, que se vira para o Eliot Ness e diz ‘epá, pareces um gangster, com esse chapéu) - mas não é. O recente comunicado - escrito com as patas - de uma associação criminosa reminiscente das mais cinematográficas organizações de malfeitores, cuja actividade se divide entre a gestão de um clube de futebol assumidamente corrupto, casas de alterne e uma rede de canídeos espalhados pela comunicação social, soa a uma infantil, patética e oca tentativa de atirar um ‘quem diz é quem é’.

 

Dizem que o ridículo não mata. Eu digo que sim. Já matou, há muito, uma agremiação quem em tempos chegou a ser um clube de futebol do Porto, mas que foi engolida pelas práticas criminosas de quem a controla até mais não ser do que uma fachada para um conjunto de corruptos, gangsters e prostitutas que se divertem a fazer comunicados acidentalmente humorísticos.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:33 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Segunda-feira, 29.11.10

Ainda a flash interview

Na sequência daquela farsa de flash interview em que um tal de Hugo Cadete não cumpriu o respectivo regulamento, o Benfica, na voz do seu director de comunicação, João Gabriel, já se pronunciou sobre o sucedido. Um dos pontos mais salientes desta comunicação é a possibilidade de o Benfica deixar de comparecer às flash interviews.

Pessoalmente, não creio que essa seja uma boa medida. E mais: tanto o jogador do Benfica chamado para dita intervista como Jorge Jesus não deveriam nunca deixar  o jornalista sem resposta. Claro que, independentemente da pergunta do jornalista, responderiam sempre com factos do jogo. Desta forma o Benfica respeitava o regulamento e deixava os Hugos Cadetes desta vida sozinhos a lamber o microfone.


PS: Não menos interessante é este comunicado...

Domingo, 28.11.10

Confiança

Vitória importante num terreno difícil, e que não me parece poder ter qualquer contestação. O Benfica foi claramente a melhor equipa em campo, e aproveitou da melhor maneira o regresso do seu goleador para somar três pontos, que nos isolam no segundo lugar e aproximam ligeiramente do primeiro.

Com a ausência do Aimar, avançou naturalmente o Carlos Martins para a sua posição. Mais importante, foi o Rúben Amorim o escolhido para ocupar o lado direito do meio campo. Desde a saída do Ramires que defendo que é ele o jogador que no plantel tem as melhores características para o substituir. Na frente, o Cardozo ocupou o 'seu' lugar, regressando o Kardec para o banco. A entrada do Benfica no jogo foi a todo o gás. Não sei se esta época já tinha visto o Benfica dominar de forma tão clara e avassaladora como durante a primeira meia hora deste jogo. O Beira Mar foi completamente impedido de jogar, porque não conseguia ter a bola o tempo suficiente para fazer três ou quatro passes seguidos, fruto da pressão dos nossos jogadores e do facto deles se anteciparem quase sempre aos adversários. A má onda (ou azar) que tem acompanhado a equipa também se fez sentir: o Saviola quase marcava, mas o guarda-redes fez uma defesa por instinto que levou a bola a bater na trave e a ressaltar quase para cima da linha de golo. E houve um penálti claro por assinalar a nosso favor, por mão na bola de um jogador do Beira Mar. Finda esta primeira meia hora, o Benfica abrandou um pouco a pressão, o que permitiu ao Beira Mar respirar um pouco e até ensaiar alguns tímidos remates. Mas já sobre o final, a justiça no marcador foi dada através de um penálti convertido pelo Cardozo, a castigar uma falta que ele próprio sofreu na marcação de um canto.

Na segunda parte, e apesar de não termos tido nem metade do caudal ofensivo da primeira, acabámos por marcar dois golos e resolver a questão. O Beira Mar até entrou bastante decidido, tendo o seu melhor período no jogo e criando duas boas ocasiões de golo, levando mesmo a bola ao poste da nossa baliza - mas a verdade é que o Benfica não esteve encolhido durante este período, e até podia ter resolvido as coisas mais cedo, pois logo na reentrada viu o Cardozo falhar o segundo de uma forma incrível, após cruzamento do Rúben Amorim (que estava, no entanto, em fora-de-jogo no início da jogada). Mas o mesmo Cardozo, com um golo fantástico - remate cruzado da direita, a levar a bola a entrar junto ao poste mais distante - acabou por arrumar mesmo a questão quando se completava o primeiro quarto de hora. Sete minutos depois, foi altura do Saviola regressar aos golos (finalmente!), e podemos agradecer este golo mais uma vez ao Cardozo, que fez a 'sua' finta (eu acho que é a única finta que o Cardozo sabe fazer, mas a verdade é que quando a tenta, a faz quase sempre bem) para se libertar de um defesa e ganhar a linha de fundo, e depois centrou rasteiro e atrasado para a finalização fácil do Saviola. Depois deste golo o Benfica limitou-se a gerir o resultado, e o Beira Mar foi à procura do golo de honra, que conseguiu a cinco minutos do final, aproveitando um corte incompleto do Luisão.

O homem do jogo é obviamente o Cardozo, com dois golos e uma assistência. Bem ou mal amado por alguns, é um jogador fundamental nesta equipa, e agora que regressou é que se calhar reparamos na falta que fez este tempo todo. Gostei também muito do jogo que o Rúben Amorim fez, e mantenho a convicção de que será ele a opção mais correcta para ocupar aquela posição na nossa equipa. Além disso, sendo ele benfiquista como é, dá-me sempre um prazer especial ver a forma como sente a camisola, e festeja cada golo como se fosse mais um adepto na bancada. Jogo muito bom também do Luisão, e o Maxi parece estar lentamente a subir de forma. Mesmo no jogo de má memória de Israel, já tinha ficado com essa ideia.

Talvez os nossos jogadores se sintam neste momento revoltados pelo exagero dos ataques de que têm sido alvo na comunicação social, sempre sedenta de sangue quando se fala do Benfica, e que aproveita qualquer mau momento para tentar deitar ainda mais abaixo.
O que eu sei é que gostei mesmo muito de ver a resposta da equipa às críticas que sofreram após a derrota em Israel, e a forma como eles festejaram os golos. Vi união e entreajuda dentro do campo, vi vontade de dar um pontapé no mau momento, e isso dá-me confiança para o futuro próximo.

por D`Arcy às 23:12 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Ele marca um, ele marca dois...

... ele dá o terceiro e nós cantamos outra vez!!!

 

Muito bom também o regresso do Rúben Amorim e... o apoio dos nossos adeptos, nomeadamente as claques, num momento em que esse apoio é tão importante.

 

 

PS: vergonhosa a forma como a flash interview foi conduzida pelo moço de recados da TVI com microfone na mão.

Cães amestrados

Triste e dormente vai um país em que um filho de uma puta sifilítica que trabalha para uma estação de televisão pejada de filhos da puta faz, no final de um jogo transmitido por esse bordel cheio de ratazanas que é a TVI, uma flash interview ao treinador do maior e mais digno clube português em termos ofensivos e acaba a noite com os dentes todos e com a capacidade de se locomover por meios próprios. É só isto.

 

 

Adenda

 

Nem de propósito, uma das prostitutas de maior saída no bordel, aquela ovelha do Luís Sobral, já veio escancarar as pernas outra vez no MaisFutebol, outro dos prostíbulos do Grupo, e defender a outra puta (que dá pelo nome artístico de Hugo Cadete). Pelo menos é gente com sentido corporativo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:16 | link do post | comentar | ver comentários (49)

Ontem fui a Alvalade e...estava pelo sporting

Sim, ainda acredito no 1º lugar. Mas é forçoso que a equipa também acredite.

 

É necessário que Jorge Jesus (JJ) analise quem está no Benfica de alma e coração e que aja em conformidade retirando aqueles que eventualmente não estejam do 11. Ah (!), não quero crer no que ficou subentendido numa das últimas declarações de Luis Filipe Vieira de que o próprio treinador estava entre esses "profissionais".

 

A sensação com que tenho ficado em muitos jogos esta época é precisamente esta: a solidariedade na equipa já viu melhores dias. E se a compararmos com a época passada a diferença é abissal e explica em grande parte, muito mais do que as ausências de Di Maria ou Ramires, os diferentes resultados alcançados. Há uma expressão americana (ou será inglesa?) que traduz o que quero dizer: "go the extra mile". Traduzido um pouco toscamente quer dizer ir para além das suas próprias capacidades para ajudar alguém.

 

Não posso propriamente apontar o dedo a nenhum jogador porque, lá está, todos me parecem estar a dar 100%. Mas não é suficiente! Não neste nosso futebol e, SOBRETUDO, não neste clube. Não tenho quaisquer dúvidas de que o ano passado deram mais.

 

Devo igualmente dizer que pese também eu não estar a morrer de amores neste momento por JJ, precisamente por não lhe reconhecer o mesmo nível de sagacidade que era seu apanágio na época passada, estou longe, muito longe, de lhe colocar a etiqueta de "o maior, ou o único, responsável pela péssima época que estamos a realizar até agora". Continuo a achar que é parte da solução e não do problema.

 

Na quarta-feira por exemplo concordei com a equipa apresentada e, salvo a substituição que tirou Salvio do jogo para dar lugar a Carlos Martins, concordei também com as restantes substituições operadas. É simplesmente inacreditável, o azar ou a falta de sorte não explicam tudo (!), que em cerca de 20 cantos não tenhamos aproveitado um para meter a bola dentro da baliza adversária e que em 3 ou 4 lances de bola parada contra tenhamos conseguido a proeza de sofrer 2 golos.

 

Referindo-me mais especificamente ao clássico de ontem, fiquei ainda mais convencido que todas as loas tecidas ao clube que lidera o campeonato são exageradas. É possível pará-los, sim! E teria sido possível ao Benfica fazê-lo no jogo do dragão caso JJ tivesse feito jus ao epíteto, que neste momento tem servido para uma série de primeiras páginas escritas em tom jocoso, de "rei da táctica". Como me parece óbvio tem de se povoar o meio campo com 3 jogadores e não permitir a Hulk ou Varela enfrentar os defesas com a bola dominada. Hulk a receber a bola de costas para a baliza é pouco mais que inofensivo. Agora se lhe derem 3 ou 4 metros para a receber, para se virar e para embalar...

 

E esse foi apenas mais um jogo em que a dupla Martins/Aimar demonstrou a sua incompatibilidade. São ambos muito bons e incluem-se nos poucos que esta época têm estado bem mas "coincidentemente" tal tem acontecido quando um joga sem a presença do outro. E este ano até tinhamos (temos?) jogos suficientes para os rodar.

 

Se eu não estou completamente lunático e sozinho nesta fé de achar que o campeonato ainda é viável de ser ganho (que caramba ainda nem chegamos a Dezembro!) é FUNDAMENTAL que a equipa reaja já hoje e que em Dezembro se vá contratar no mínimo dos mínimos um jogador de meio campo que feche no meio mas que, quando em posse da bola, seja capaz de encostar à linha. Tenho dado por mim igualmente a pensar que, como clube desportivo que é, será mais benéfico vender um ou outro jogador que não esteja com a cabeça no Benfica mesmo que isso implique a venda por valores mais baixos do que teria acontecido no verão por exemplo. Num balneário é imprescindível que todos estejam a remar para o mesmo lado e que se deixe de pensar nos jogadores como umas máquinas de jogar futebol, analisando-os como se estivessemos a jogar a um qualquer jogo de computador (este tem 'x' de técnica, aquel'outro tem 'y' de capacidade de drible). Não duvidem que a mensagem passada aos restantes jogadores seria uma mensagem de esperança e de força e que o círculo se voltaria a fechar com todos lá dentro e ninguém do lado de fora.

 

Para finalizar o post gostava de citar algumas palavras que li num comentário inserido no post "Atroz" com as quais concordo e que me parece merecerem a chamada à "primeira página" para deixarem a semi-obscuridade dos comentários. Portanto e com a devida vénia ao "ibenfiquista" seguem algumas das palavras por ele escritas no comentário de 25/11 às 13h14:

 

 

 

"(...) O problema é mais profundo, tem razões psicológicas e passa não só pela forma como a época foi (mal) planeada, passa pela atitude (errada) de todos os responsáveis do Benfica, adeptos incluídos, que pensaram que por termos ganho um campeonato, o 2º já estava no papo. Isto foi dito pelo treinador e pelos adeptos. Ao longo do ano. Lembra-me um bocado a história da formiga e da cigarra. Fazendo nós de cigarra e os nossos adversários de formiga.

Porque a ansiedade mata. Mata a melhor das intenções das melhores equipas. Os andrades já há muito tempo que aprenderam que a ansiedade quando se apodera de uma equipa a paralisa e a faz perder pontos e jogos. Por isso encarregam-se de marcar cedo nos jogos, e de começar a ganhar cedo no campeonato. Vejam os últimos anos e vejam como eles fazem. Este ano foi igual. Por isso encarregam-se de ter os árbitros a ajudar logo no início. Uma vez que começam a ganhar, os níveis de ansiedade diminuem, o nervosismo diminui, começa-se, por isso a pensar melhor e mais claro, a jogar melhor, e com isso vêm as vitórias. Cria-se um círculo virtuoso. Com o consequente efeito, exactamente inverso, nos adversários directos, que caem num círculo vicioso.

A ansiedade é uma forma de pânico, bastante mais suave, mas tem os mesmos efeitos. Paralisa o cérebro, paralisa a tomada de decisões e o tempo funciona como um amplificador. Foi o que aconteceu ontem. A ansiedade era tanta de marcar que, de cada vez que se falhava um ataque tanto a ansiedade como o consequente nervosismo, aumentava a olhos vistos. Quando o adversário atacou, os defesas como que ficaram paralisados. Estavam programados apenas para atacar. Podemos dizer que estavam cegos para atacar, ficando de tal modo inseguros que os golos do Hapoel foram verdadeiramente caricatos. Ora revejam-nos.

Agora que o diagnóstico está feito, vem a pergunta seguinte: de quem é a culpa? Pois de quem dirige a equipa. Eu diria que a mais importante missão de um líder é diminuir o nervosismo, a ansiedade e a insegurança nos liderados. E quanto mais jovem a equipa, maior essa responsabilidade. Gaitan, Jara, Kardec sáo ainda miúdos, sem experiência, mas já se lhes exige que joguem como se jogassem há muito tempo. O Roberto, um pouco mais velho e vindo dum campeonato melhor, já entrou nos eixos.

Alguém disse que com o Mourinho isto não acontecia. Pois não. Porque o Mourinho, para além de uma grande bagagem táctica como o JJ, tem outra característica que o JJ não tem. É sagaz. A sagacidade combina bem com o conhecimento, dá-lhe uma amplitude e, neste caso, marca a diferença. É um dos componentes da inteligência. O JJ neste campo ainda tem muito que aprender. Enfim aprende-se todos os dias.

Tudo começou com a má preparação da época. Começou com o jogo da Supertaça que se perdeu. E aí começou o nervosismo e a ansiedade. Tudo o que se pensava, que ganhar eram favas contadas, afinal não ia ser bem assim. Uma equipa tão jovem como a do Benfica, capaz do melhor e do pior, com ansiedade não tem (ainda) as soluções para os problemas que lhe foram sendo postos ao longo deste ano.

Isto de ser catedrático do futebol tem muito mais que se lhe diga. Por isso, um pedido ao JJ e restantes dirigentes: o Benfica não joga sozinho, os adversários também têm treinadores que percebem alguma coisa de futebol e de táctica. O JJ não tem (não tem mesmo) o monopólio do conhecimento. A humildade, desde que não roce a indigência de espírito é sempre, neste caso, uma virtude.

 

É necessário possuir-se uma grande dose de sagacidade e de empatia, saber colocar-se no lugar dos adversários e perceber o que eles vão fazer para contrariar tacticamente o nosso jogo. Uma coisa que o Mourinho faz muito bem e que o faz ser diferente, para melhor, do que os outros. E isso aumenta, e de que maneira, a confiança dos jogadores (diminuindo-lhes a insegurança e a ansiedade), a capacidade que o treinador tem de prever as jogados dos adversários. Saber o que fazer para contrariar apenas o jogo do adversário não basta.

Começar um ano novo é começar do zero. É como começar um novo ano lectivo: o facto de termos passado no exame anterior, não assegura passagem no exame deste ano. E isto serve também para os adeptos que, ao longo do ano, humilharam os adversários. Eu ia lendo e não gostava. Porquê? Porque mais tarde ou mais cedo isso iria virar~se contra nós. Eles iam ficando cada vez mais ressentidos e juravam vingança. E refiro-me não só aos andrades como também aos lagartos. Agora é a vez deles de gozarem connosco. Que nos tenha servido de lição.

Temos de ser magnânimos, e humildes, nas vitórias. E não o fomos.(...)"


por Superman Torras às 09:53 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Sexta-feira, 26.11.10

Há vida para além de um treinador

Há vida para além de um treinador.

Este devia ser o lema de qualquer equipa de futebol. A estratégia de um clube de futebol tem de ir para além do treinador que ocupa a cadeira do banco de suplentes durante 1, 2, 3 anos.

Um treinador por melhor que ele seja, está sempre de passagem por um qualquer clube. Obviamente que exemplos como o do Man United são excepções.

Ora se um treinador normalmente está de passagem, um clube não pode ficar refém de estar constantemente a mudar de estratégia e de politica.

Isto tudo para dizer que na minha opinião têm de ser os clubes, na pessoa do seu director desportivo, a definir a politica de contratações de um clube, a gerir os seus activos e não um treinador .

Um clube não pode, não deve aceitar, que todo o treinador que entre de novo contrate todo e qualquer jogador. No máximo um treinador poderá contratar 2/3 jogadores da sua confiança, todos os outros deverão ser escolha do director desportivo. E mesmo na compra dos 2/3 jogadores da confiança do treinador, o director desportivo terá de ter uma última palavra a dizer e verificar se os jogadores têm qualidade para envergar a camisola do clube.

Permitir que cada treinador que entre compre 7/8 jogadores por época descaracteriza o balneário, retira-lhe estabilidade e causa gastos incomportáveis para o clube.

Mais, não se pode permitir a um treinador que coloque em causa activos do clube e apostas do clube só porque embirra com jogador x ou y. Muito menos se deverá permitir que o treinador despreze jogadores com mais anos de clube e de casa que ele.

O treinador tem de perceber que ele é que deve ter orgulho de treinar o clube e não o clube que tem orgulho de contar com ele.

Mas o mesmo se aplica aos jogadores que têm de perceber o clube que representam e ter orgulho de envergar aquela camisola e que os contratos são para ser respeitados.

O director desportivo não pode ser uma mera figura decorativa nem ter um papel meramente formal tem de ser ele a definir a politica de um clube durante vários anos.

Apenas com esta política se garante que a mística do clube permanece constantemente dentro do balneário, que o futebol do clube ganhe estabilidade, que os activos do clube se valorizam, que o clube tenha uma maior estabilidade financeira. Factores que se irão repercutir em resultados desportivos satisfatórios.

Esta politica, na minha opinião é aquela que tem de passar a ser praticada no Benfica.

Não olhem para este texto como uma critica ao que se está a passar actualmente no Benfica. Olhem como um texto de esquecer o que está para trás e querer olhar para a frente para termos um futuro melhor. Muitos destes pontos julgo já estarem a ser praticados no clube mas têm de ser ainda mais visíveis.


Atenção, isto,  não é um post a malhar nem no Jesus, nem no Luís Filipe Vieira nem a pedir que o Rui Costa seja mais interventivo. Não esqueço o que de bom foi feito o ano passado e não faço análise a épocas em Novembro. O fim da época é a altura certa para decisões, análises, criticas, elogios.

 

Isto é um post a pensar no futuro seja quem seja o treinador, o presidente ou o director desportivo.

 


Quinta-feira, 25.11.10

O silêncio por vezes é de ouro, outras de prata e por vezes mata.

Por vezes, na maior parte das vezes, é de ouro. Particularmente quando se procura o silêncio próprio para escutar palavras alheias, não todas, mas as que surgem da ponderação e da crítica consciente e responsável.

 

Outras vezes, o silêncio é de prata. Particularmente quando se percebe que a palavra ajuda mais ao ruído do que à comunicação.

 

Há momentos em que o silêncio mata. Este é um momento em que, na minha opinião, o silêncio dos responsáveis do Benfica mata. E a palavra que se espera escutar não pode vir da boca dos capitães de equipa ou do treinador, tem de vir de uma das duas vozes autorizadas da Direcção da SAD: Luís Filipe Vieira ou Rui Costa. O momento é grave, muito grave, e espero dos responsáveis palavras igualmente responsáveis que não desresponsabilizem ninguém.

 

Escrito isto, remeto-me ao silêncio.

por Pedro F. Ferreira às 12:12 | link do post

Atroz

Nem sei se vale a pena estar a escrever sobre o jogo em Israel. As opiniões já estarão há muito formadas: o Benfica perdeu vergonhosamente por três a zero contra uma equipa muito inferior, e daí pode-se desde logo inferir que jogámos muito mal, que os jogadores não prestam, ou que o treinador não percebe nada disto. Eu por acaso discordo de alguns destes 'factos' - apesar de concordar plenamente com o quão vergonhoso o resultado foi - e provavelmente serei acusado de estar a tentar branquear qualquer coisa por discordar. Mas paciência, escrevo sempre sobre aquilo que vi, e eu não nos vi jogar assim tão mal como o resultado pode fazer crer.

Só um resultado servia ao Benfica esta noite: a vitória. E o onze que entrou em campo estava orientado para a procura desse resultado, sendo bastante ofensivo, com Salvio, Aimar e Gaitán no meio campo, tal como acontecera frente à Naval. Apesar de recuperado da lesão, o Cardozo manteve-se no banco, mantendo o Kardec a titularidade. A atitude da equipa foi também consentânea com a imposição do resultado a conquistar: partimos à procura da vitória desde o primeiro minuto. Nem sempre fazendo as coisas da melhor maneira, é certo, mas julgo que para quem quer que estivesse a ver o jogo a superioridade do Benfica no mesmo era evidente. Evidente começou também logo a parecer a nossa falta de eficácia no ataque, pois cedo começou o desperdício. Nem vale a pena enumerar as oportunidades falhadas, tantas foram. Os israelitas ficavam-se no seu meio campo, jogando com bastantes cautelas, mas como tantas vezes acontece em jogos destes, da primeira vez que foram à nossa baliza, marcaram. Primeiro ameaçaram com um remate ao lado, e logo de seguida, no seguimento de um livre, uma bola cabeceada ressaltou no David Luiz e acabou no fundo da nossa baliza, isto com vinte e quatro minutos decorridos. E nada mais fizeram em termos ofensivos durante a primeira parte, que passou a ser simplesmente o cerco do Benfica à área adversária, e um desfilar de oportunidades desperdiçadas. A resposta imediata do Benfica ao golo foi, aliás, bastante positiva: logo a seguir ao golo Kardec, isolado pelo Gaitán, não conseguiu sequer acertar na baliza; e à meia hora de jogo o Benfica marcou mesmo, pelo Saviola, mas o golo foi mal invalidado por um fora-de-jogo inexistente assinalado ao Kardec.

Ao intervalo o Saviola ficou nos balneários para dar o seu lugar ao Cardozo - julgo que a intenção do nosso treinador seria a de dar mais algum poder aéreo ao nosso ataque, já que da quantidade absolutamente incrível de cantos (julgo que foram dezasseis) e livres laterais de que dispusemos na primeira parte não resultou praticamente uma ocasião de perigo. Mas a segunda parte foi mais do mesmo. Pressão constante do Benfica na procura do golo, e oportunidades falhadas umas a seguir às outras. Bolas cortadas em cima da linha, remates mal feitos pelos nossos jogadores, de tudo um pouco menos o mais importante, que era meter a bola na baliza. E quando na Champions se falha tanto no ataque, e a isso se junta desconcentração na defesa, estamos sujeitos a sofrer as consequências, mesmo quando o adversário se chama Hapoel. Para que tenhamos uma ideia do quão dominado estava a ser o Hapoel neste jogo, o primeiro remate que fizeram na segunda parte foi aos sessenta e nove minutos de jogo. Antes disso, tinham rematado quando marcaram o golo, o que significa que passaram quarenta e cinco minutos seguidos - metade de um jogo - sem conseguirem fazer sequer um remate.

Mas a estatística não conta para nada nestas coisas, o que contam são os golos, e no segundo remate feito na direcção da baliza, os israelitas marcaram outra vez. Foi um golo muito difícil de aceitar, pois na sequência de um canto (nós em vinte não criamos perigo, e eles no primeiro ou segundo que têm marcam logo) é o David Luiz quem corta na direcção da baliza, e depois a bola atinge o Javi García, que fica estranhamente apático enquanto um adversário aproveita para marcar. Este segundo golo, obtido a quinze minutos do final, marcou na prática o final do jogo para nós, pois a equipa acusou-o demasiado. Apesar de continuarem a tentar, as coisas passaram a ser feitas de forma ainda mais atabalhoada, com a agravante de termos a equipa praticamente partida em dois, pois após o golo deu-se a saída do Javi, e quem atacava já não defendia. O terceiro golo do Hapoel, portanto, não surpreendeu, já que nesta fase eram muitos os espaços dados na defesa para que eles pudessem explorar o contra-ataque.

Não consigo nem quero eleger melhores ou piores esta noite, porque poderia parecer que estava a arranjar bodes expiatórios para a derrota. Ganhamos todos e perdemos todos, e hoje esteve tão mal o ataque ao falhar aquelas oportunidades como esteve a defesa ao consentir os golos que consentiu.

O resultado é pesadíssimo e vergonhoso, porque se já seria sempre uma vergonha para o Benfica perder como o Hapoel, quanto mais será perder por estes números. Não consigo, honestamente, condenar a atitude da equipa, ou dizer que jogaram muito mal, porque não foi isso que eu vi. Não tivemos, claramente, a sorte do jogo, e por cima disso cometemos erros que não se podem cometer na Champions League, independentemente do nome do adversário - se eles lá estão é porque algum valor terão. Se calhar o que estes três jogos fora para a Champions nos permitem concluir é que a nossa equipa não tem ainda 'calo' para isto. Antes desta noite, já o jogo com o Schalke tinha sido muito mal perdido, e é pardoxal que chegue ao final de um jogo em que fomos derrotados por três golos sem resposta com uma sensação de injustiça atroz. Mas esta injustiça não acontece apenas por acaso; acontece também porque nós demos condições para que ela ocorresse. A continuidade na Champions está definitivamente posta de parte, e resta-nos agora a qualificação para a Liga Europa (que ainda não está garantida), onde teremos que tentar limpar um pouco a imagem.

por D`Arcy às 09:30 | link do post | comentar | ver comentários (70)

Ser do Benfica ou do Benfica Futebol SAD?.

Sou do Benfica, não desde que nasci, mas quase. Tenho cerca de 25 anos de Benfiquismo, e ser do Benfica para mim significa ser do Benfica em tudo que é modalidade e não apenas no futebol.

 

Esta minha forma de viver o Benfica faz com que quando avalio o trabalho da direcção, avalio-o não apenas em função dos resultado do futebol.

 

Lembro-me de ser novo e ver o Benfica a dar cartas: no hóquei (grandes equipas com Luís Ferreira, Vítor Fortunato, Paulo Almeida, Rui  Lopes, etc), no Basket aquela década liderada por Mário Palma em que em 10 ganhamos 9 campeonatos. Lembro-me ainda das vitórias no Andebol no final da década de 80.

 

Depois lembro-me do período negro em que o Andebol foi para as últimas divisões, em que o Basket era uma sombra do passado e o  hóquei uma miragem.

 

Entretanto de há uns 8 anos para cá, vejo o Basket a voltar a ganhar, o hóquei a voltar a ter os heróis  do passado, o Andebol de volta aos títulos. Vejo ainda a ser criada uma nova modalidade, como o Futsal, e a sermos campeões europeus e  a sermos campeões nacionais com regularidade.

 

Estes factos têm de ser valorizados e por vezes, nós benfiquistas, parecemos mais adeptos da Benfica Futebol SAD, do que do Benfica.

 

Obviamente que devemos apontar o dedo ao que vai mal no nosso clube, mas por uma questão de justiça não devemos avaliar uma direcção apenas pelo que acontece no futebol e começar logo a gritar "rua com eles".

 

Este ano o futebol parece ter voltado aos tempos de Vigo e das derrotas com equipas que nem no FM aparecem. Algo tem de ser feito. Chorar sobre leite derramado é perda de tempo, vamos é olhar para a frente e começar já a pensar na próxima época. Onde falhamos o que devemos mudar (será alvo de uma futura análise a ser escrita por mim).

 

 

Neste momento pedir cabeças em bandejas não peço.  Nos não temos um Baptista a treinador mas um Jesus. Até à Crucificação muito ainda há a pregar. No entanto se isto assim continuar, um Barrabas terá de aparecer e umas quantas moedas de ouro deverão servir para comprar algures um judas.

Quarta-feira, 24.11.10

Doloroso

Não sei o que é pior: ver o Benfica perder por falta de empenho ou, como hoje, ver os jogadores totalmente empenhados na vitória e, em certas alturas do jogo, a massacrar o adversário, mas a ser incapaz de marcar. E para cúmulo, em duas idas do adversário à nossa baliza, sofrer golos que nem o adversário sabe como os marcou (o 3º já nem conta, já que foi marcado na fase de desespero na nossa equipa).
Hoje fomos claramente "traídos" por um misto de azar e de ansiedade, mas olhando apenas para o que aconteceu no jogo de hoje, não consigo criticar quem quer que seja pela derrota.

Apesar de a eliminação da Liga dos Campeões ser incontornável e contrubuir para a indisfarçável desilusão em que se tornou esta época, não podemos considerar esta competição como terminada, porque temos um jogo para realizar e a honra para defender.

De resto, a época ainda não terminou. Como se costuma dizer, "até ao lavar dos cestos é vindima".

Foda-se que vergonha!

Ridículo. Embaraçoso. Aflito. Fraquinho. Assustado. Azarado. Incompetente. Infeliz. Ultrapassado. Desorientado. Deprimido. Cansado. Desiludido. Esfarrapado. Perdido. Confrangedor. Penoso. Humilhante. Desmoralizado. Surpreendido. Condenado. Irrealista. Convencido. Anjinho. Goleado. Desorganizado. Ingrato.

Podia continuar, mas acho que se impõe a pergunta: ninguém faz nada? Presidente, Administração, Director Desportivo, Treinador?

 

0-5 com o Porto, 0-3 com o Appoel (!), 0-7 em três jogos fora na Champions. Na Liga, a 10 pontos do 1º, em Novembro. Quantas derrotas mais? Quantas humilhações mais, até ao fim da temporada?

 

Afinal vi mal. Não se pode criticar, senão passa-se a mau benfiquista. Estamos no bom caminho.

Agora estarei sempre a apoiar no meu lugar na bancada, isso é certinho. Este foi o meu último post aqui. Um abraço a todos.

 

PS -Só para esclarecer, ninguém me censurou. Eu é que decidi que não há condições para ter aqui um debate razoável com quem se acha mais benfiquista que os outros e não consegue argumentar de outra forma, nem perceber que enquanto não tivermos coragem para reconhecer falhas...não seremos mais fortes. Um abraço

O que eu tenho a dizer sobre o jogo de hoje * EDITADO

Tal como escrevi no final do post, este foi AUTO-CENSURADO, isto é, fui EU que não me permiti a publicar tudo aquilo que sinto neste momento.

 

Queria apenas dar oportunidade a todos os que visitam o blog de usar a caixa de comentários para desabafarem.

 

 

 

 

 

 

 

* ou o primeiro post auto-censurado na blogosfera portuguesa.

por Superman Torras às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Domingo, 21.11.10

Nuno Gomes

No jogo do passado fim-de-semana, Nuno Gomes regressou à equipa, regressou aos golos e sentimos, todos os que o respeitam e admiram, que naquele regresso ansiado, breve e esporádico estava um benfiquismo feito de identificação. Identificação entre o futebolista e o clube, entre os adeptos e o futebolista, em suma, entre os adeptos na bancada e o adepto chamado Nuno que, dentro do campo, nos deu, no quarto golo do Benfica, o reencontro com o que o futebol tem de mais essencial: a emoção.

Quem, de entre os que actualmente servem o Benfica, receberá este testemunho? Quem, de entre os que actualmente servem o Benfica, saberá ser símbolo no futuro, tal como o Nuno o sabe ser?

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Eis alguns testemunhos do que esse golo simbolizou para muitos de nós, benfiquistas:

 

Jacinto Lucas Pires

JN

“Mas Nuno Gomes também merece uma palavra. Ao contrário da maioria das gentes benquistas, não sou, confesso, um incondicional do avançado português. Mas o golo que Nuno Gomes conseguiu desembrulhar contra a Naval – um golo todo feito de crença, num momento difícil para o clube e para ele próprio – vale muitíssimo. Golos assim dão o exemplo e fazem-nos acreditar que o amor à camisola não morreu, não há-de morrer nunca. Mais: o país inteiro precisa de exemplos destes, da economia à política, da cultura ao futebol, individualmente e colectivamente. Acreditar, acreditar. Corações vivos de olhos abertos. Palavras fortes e gestos claros. Vamos a isto?”

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Leonor Pinhão

A Bola

“O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.”

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João Gobern (não sobre o golo, mas sobre o anúncio da despedida de Nuno Gomes do Benfica, num texto datado de 20 de Outubro)

Record

“Chegou a ser um mal amado na equipa, mesmo pelos que reconheciam a sua importância nos equilíbrios no clube. O facto de ser um jogador fino – nada tem a ver com défices de entrega e de alma – levou-o a receber assobios. Hoje, é aceite como símbolo, algo que herda em via direta de alguns dos maiores de sempre no clube que representa. E não é preciso ser adivinho para vaticinar que o Benfica, mesmo em fase de poder e de saúde, vai sentir a falta de um homem – e de um jogador – como Nuno Gomes. Oxalá possa regressar, mais tarde, para continuar a ser porta-bandeira e porta-voz. Apesar da época meteórica que vivemos – no futebol e não só –, das famas e carreiras feitas e desfeitas num ápice, ainda há os que provam ser uma mais-valia continuada. No futebol jogado em Portugal, não conheço melhor exemplo.”

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Ricardo Palacin

Jornal O Benfica

“[Nuno Gomes] Contigo, a emoção não arreda pé do relvado. As pessoas vêm aos estádios para te ver, para gritar o teu nome, para se sentirem bem representadas em campo, para terem a certeza de que são correctamente defendidas durante hora e meia de jogo. É por causa de jogadores como tu que o «pontapé na bola» ainda é um desporto capaz de fazer esquecer os objectivos comerciais do tal negócio de milhões. Respeitamos-te, estamos contigo hoje e sempre, alinhes de início ou nem sequer jogues.”

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Programa Debate, na Benfica TV:

 

por Pedro F. Ferreira às 01:36 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Domingo, 14.11.10

Expressiva

Vitória por números expressivos num jogo em que, durante a primeira parte, a Naval se bateu olhos nos olhos com o Benfica, e criou-nos problemas sérios. Ainda assim, e a espaços, o Benfica acabou por mostrar pormenores e jogadas bastante interessantes, construindo ocasiões de golo em número suficiente para justificar o resultado dilatado. Mas pelo que a Naval, julgo que mereceria não sair da Luz a zero.

Muitas alterações no onze inicial, devido às diversas indisponibilidades para este jogo. Maxi, Carlos Martins e Luisão suspensos, Javi Garcia lesionado. Para os seus lugares avançaram as escolhas óbvias: Rúben Amorim, Salvio, Sídnei e Airton. O jogo mostrou logo, desde o apito inicial, uma Naval muito atrevida e apostada em causar problemas. Os jogadores rápidos que tinha no ataque conseguiam libertar-se com alguma facilidade dos nossos defesas, e praticamente na primeira jogada do encontro criaram um lance de perigo. Aos sete minutos já o Roberto era obrigado à defesa da noite, impedindo que a Naval se colocasse em vantagem. Por outro lado, o atrevimento ofensivo também abria espaços atrás e dava alguma liberdade aos nossos jogadores no ataque, pelo que o Benfica também ia criando oportunidades, o que resultou num jogo bastante aberto e interessante de seguir, com os golos a parecerem poder surgir em qualquer uma das balizas. O Benfica foi mais eficaz e marcou cedo, logo à passagem dos dez minutos. Depois de uma boa iniciativa do Salvio, este desmarcou o Saviola na direita, que à segunda tentativa fez um centro rasteiro para o Kardec encostar.

Ao golo seguiu-se um bom período do Benfica, em que criámos ocasiões para dilatar a vantagem, o que só não aconteceu por acção do guarda-redes da Naval, que conseguiu negar o golo ao Aimar e ao Saviola, quando estes lhe apareceram isolados pela frente. A resposta da Naval foi atirar a primeira bola ao poste, na sequência de um livre, e a partir daqui o jogo entrou num período em que ambas as equipas conseguiam criar perigo de cada vez que atacavam. Houve mais oportunidades de parte a parte, mas no período final da primeira parte o Benfica pareceu acusar um pouco a aparente inferioridade física do Kardec, que aparentemente não recuperou por completo de um lance em que se lesionou sozinho (ao falhar uma oportunidade flagrante, não acertando na bola quando tinha tudo para marcar). A Naval voltou a atirar uma bola ao poste, aproveitando alguma passividade do sector recuado da nossa equipa, que permitia que os jogadores adversários progredissem no terreno sem que lhe fosse movida grande oposição. A vantagem mínima ao intervalo aceitava-se, mas até se aceitaria um resultado com mais golos de parte a parte, e não escandalizaria se a Naval saísse em vantagem.

A segunda parte foi diferente. O Benfica resolveu a questão da incerteza no marcador logo a abrir, com um grande golo do Gaitán, aproveitando a recarga a um remate do Aimar (sendo que esse lance já poderia ter dado golo). Pouco depois o inferiorizado Kardec foi substituído pelo Jara, e este facto veio ajudar também a melhorar o nosso jogo, já que a mobilidade e combatividade do Jara vieram causar à defesa da Naval problemas que o Kardec não lhes tinha criado. As oportunidades começaram a a suceder-se para o nosso lado, e a Naval, apesar de continuar sempre a tentar, já não conseguia criar o perigo que tinha criado na primeira parte (também por algum maior acerto dos nossos jogadores mais recuados). O terceiro golo apareceu pouco depois do primeiro quarto de hora desta segunda parte, novamente pelo Gaitán, que apareceu solto no segundo poste a finalizar de primeira um centro do Salvio do lado direito. E a sensação que tínhamos era de que mais golos poderiam acontecer, porque o Benfica continuava a criar oportunidades de golo. O Aimar ainda acertou no poste (e bem merecia esse golo), mas só mesmo perto do final da partida é que o marcador voltou a funcionar, num dos momentos altos da noite. O recém-entrado Nuno Gomes disputou uma bola já fora da área com o guarda-redes da Naval, e depois de ganha a bola, já em dificuldade (tenho a certeza que sofreu falta) e de um ângulo apertado, fez o golo. Foi o final ideal para este jogo.

O melhor jogador do Benfica esta noite foi, para mim, o Aimar. É um privilégio poder ver a camisola do Benfica envergada por um jogador com esta qualidade. Nota-se imediatamente a diferença quando a bola lhe chega aos pés, porque o nosso futebol é logo pensado com outra qualidade. Na primeira parte a Naval ainda tentou limitar-lhe as acções durante uma boa parte do tempo, mas na segunda parte já não conseguiu fazê-lo e ele aproveitou para encher o campo. Bom jogo também do Salvio. Sempre muito combativo, deu profundidade ao nosso jogo pela direita, esteve em dois golos, e deu uma preciosa ajuda a defender. Só precisa de controlar algum excesso de voluntarismo, que o leva a complicar ou falhar algumas jogadas por querer fazer demasiado. Menção também para o Roberto, que fez um jogo sem falhas.

 

Era importante uma vitória dilatada, após a jornada negra do fim-de-semana passado, e isso foi conseguido, mesmo com praticamente meia equipa ausente. Escusados eram os sobressaltos da primeira parte, em que só graças ao Roberto e aos postes é que não sofremos golos. O que temos que fazer agora é ir pensando jogo a jogo, e cumprir a nossa obrigação de vencer. Estamos no segundo lugar (apesar da campanha individual do Pasquim para estabelecer a sua própria classificação da Liga), não queremos largá-lo, e quanto ao resto logo se vê.

por D`Arcy às 22:37 | link do post | comentar | ver comentários (60)
Quinta-feira, 11.11.10

'A Bola' (1945 - 2010) - R.I.P.

O editorial de Vítor Serpa hoje n'A Bola' – lido na Internet, dado que 'A Bola' de Terça-Feira dia 9 de Novembro de 2010 alcançou, subitamente, a dúbia honra histórica de se tornar o último exemplar por mim adquirido - assume a natureza de um epitáfio. 'A Bola' morreu – já estava moribunda há muito – numa perspectiva objectiva e economicista, porque a prostituição a que se entregou alienou finalmente uma parte fundamental do público que lhe garante o ganha-pão; e morreu, numa perspectiva subjectiva e emocional, porque traiu todos os ideais e a memória colectiva do seu passado de tal forma que deixou, efectivamente, de ser o jornal que foi durante décadas.

O epitáfio é bizarro na sua génese, dado ser escrito pelo coveiro. E é um epitáfio que envergonha de forma canalha a memória do que foi a enterrar.

 

Já apelei diversas vezes, aqui e no programa, a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente os hipócritas do jornal não oficial da lagartagem, o Pasquim (Record), e os moços de recados e capangas dos andrades d'O Jogo. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.

Confesso que ainda comprava 'A Bola' por algum respeito à sua história de dignidade e por lhe reconhecer ainda, aqui e ali, laivos de salutar independência que não vislumbrava em mais lugar algum, apesar do crescente anti-benfiquismo (evidente nas colunas dos estafetas de serviço dos andrades e dos patetas da lagartagem), e da linha editorial ditada por rafeiros (sinto-me legitimado a usar o termo) da estirpe do Carlos Pereira Santos, com o beneplácito de hipócritas de estômago exigente como o Vítor Serpa (digo isto com propriedade: já o vi a encher o bandulho com um abandono assinalável em Galas do Benfica, apesar de disputar a data histórica subjacente à existência das referidas Galas). Comprava-a ainda, exactamente, por muito poucas outras razões, como a presença do RAP aos Sábados.

 

Isso acabou, definitivamente, na Terça-Feira passada. O take over absoluto d'A Bola' pela asquerosa facção anti-benfiquista atingiu um limite pornográfico e reminiscente de regimes históricos ironicamente semelhantes ao que vigora no clube dos andrades, o que se tornou particularmente evidente através dos cada vez mais frequentes e menos discretos gestos de vassalagem aos criminosos que amordaçam o futebol português. A promoção sistemática e desavergonhada dos activos dos andrades, a lavagem pública e a relativização de arbitragens vergonhosas, os ataques crescentes e as ofensas ao Benfica e aos seus responsáveis por parte de gente com responsabilidades editoriais, a velhacaria de colunas e colunas e colunas de propagação da mensagem anti-benfiquista sob o manto de artigos de opinião de gente adepta de clubes com práticas reconhecidamente criminosas e dos clubes seus lacaios mostram, sem sombra de dúvida, que 'A Bola' de hoje envergonha 'A Bola' do passado e mais não passa do que outro veículo de propaganda de laivos goebbelsianos à máquina (sistema, se quiserem) que controla o futebol neste país. Poder-se-á argumentar que 'A Bola' de hoje mais não é do que o espelho do que este país se tornou: um paraíso da impunidade, da hipocrisia e da corrupção (moral e económica), onde as mais aviltantes afrontas à verdade e à decência passaram a ser encaradas com normalidade. Um país onde o conformismo vai corroendo a indignação, um país onde já se acha que ‘as coisas já são assim há muito tempo, não há nada a fazer’ e um país onde se aceita com a normalidade gerada pela repetição impune que cretinos e capangas de gente sem vergonha promovam o ódio e a divisão e cantem ‘SLB SLB SLB fdp SLB’ pelos estádios desse país fora.

Poder-se-á argumentar que sim, 'A Bola' apenas reflecte o esgoto falido onde está inserida, mas durante muito tempo lutou e quis ser melhor do que isso. O funeral a que agora se assiste assume a forma do sopro final e falência moral de um jornal desportivo.

Tenho, genuinamente, pena. É uma parte emblemática da minha memória afectiva que morre de forma pouco digna.

 

Quanto aos responsáveis d’A Bola', cheira-me que fizeram mal as contas. As contrapartidas pelo canalha acto de vassalagem não vão compensar a pancada onde lhes dói mais (e vamos ver se o Vítor Serpa ainda se poderá continuar alegremente a gabar de dirigir "um jornal que, felizmente, continua a ter assinalável sucesso e, por isso, não se torna notícia por fazer despedimentos colectivos"). Depois não se esqueçam de ir pedir um tacho ao Mestre Pinto. Pode ser que precise de distribuidores de fruta ou de porteiros para as casas de alterne.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:17 | link do post | comentar | ver comentários (87)
Quarta-feira, 10.11.10

Conseguimos juntar 65 mil?

Como seria lindo encher o Estádio da Luz no próximo jogo. Há 65 mil benfiquistas que sejam capazes de dizer presente numa hora como esta?

E a equipa? Entrar em campo para um jogo com a Naval e ter um estádio cheio de adeptos á espera, depois da vergonha no Porto?

Um estádio de adeptos campeões, fortes, unidos, mais unidos do que nunca, ligados pela inabalável convicção de ser do Glorioso?

Não é pelo Jorge Jesus, nem pelo Rui Costa, LFV, os jogadores, não, é por algo muito maior que todos nós, que nos une a todo: o benfiquismo.

E que manifestção de força para o exterior!

Vamos a isso?

“A Bola” de trapos.

A Direcção do jornal “A Bola” permitiu que, na passada semana, Miguel Sousa Tavares (MST) tivesse chamado ‘rafeiros’ a Ricardo Araújo Pereira (RAP) e a José Diogo Quintela (ZDQ). A Direcção do jornal “A Bola” não permitiu e cortou (sem aviso) a resposta de ZDQ a MST.

 

A Direcção do jornal “A Bola” é composta por gente grandinha e que assume a responsabilidade e a consequências dos seus actos. Deste acto em particular resultarão, sem dúvida, consequências para o próprio jornal que se sentirão onde mais dói: no bolso.  O sinal dado pelo jornal “A Bola” não dignifica a sua história nem os seus fundadores.

 

RAP e ZDQ, obviamente, optaram por deixar de escrever para “A Bola”. Pela minha parte, acabei de poupar os trocos que gastava aos sábados, único dia em que comprava aquilo.

 

[link]

por Pedro F. Ferreira às 15:19 | link do post | comentar | ver comentários (47)
Terça-feira, 09.11.10

Os riscos da viagem a Angola.

Tal como se lê no lema do Barça, o Benfica também é mais do que um clube. Ser mais do que um clube implica estar à altura das responsabilidades sociais e históricas. Deste modo, um clube que tem uma representação social ímpar, um carácter intemporal e universal, um papel sem igual no mundo da lusofonia pode e deve sentir-se honrado com o convite feito pelo Estado Angolano para participar nas comemorações da sua independência.

 

Por outro lado, e numa perspectiva económica, fortalecer os alicerces de apoio social em Angola, estabelecer novas parcerias e expandir a marca Benfica com os proveitos económicos que daí advêm poderá ser importante no futuro.

 

No entanto, só é mais do que um clube a instituição que, na sua génese, é um clube. Ou seja, para se ser mais do que um clube é essencial ser, antes de tudo, um clube. E, neste momento em que todos os benfiquistas têm de estar preocupados (e muito!) com a actual realidade desportiva, o que é essencial e estrutural é o que no Benfica se constitui como clube desportivo. Assim, embora compreendendo todos os argumentos que levam o nosso Benfica (e refiro-me ao seu coração: a equipa de futebol) à presente deslocação a Angola, esta é uma decisão com a qual não concordo.

 

Neste momento delicado e preocupante, deve seguir-se o que é mais urgente e necessário. E, na minha opinião, é urgente e necessário conjugar todos (mas mesmo todos) os esforços para que não se abra a porta a um resultado negativo no próximo jogo, pois, nesse caso, não haverá angolas, independências, parcerias, negócios e honrarias que expliquem aos benfiquistas a pertinência desta perturbação na preparação desportiva da equipa. Arriscar isto e perder é abrir definitivamente a caixa de Pandora… com consequências imprevisíveis para quem teve a responsabilidade de a abrir e, o que é verdadeiramente importante, para o Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 18:09 | link do post | comentar | ver comentários (52)
Segunda-feira, 08.11.10

Desastre

Jorge Jesus juntou-se, por mérito próprio, a uma longa galeria de notáveis treinadores do Benfica que, chegando a um jogo importante, resolvem inovar tacticamente. E falham rotundamente. Sim, escrevo estas linhas com a plena noção de que é muito fácil falar e criticar depois do desastre ter acontecido, mas não tenho grandes dúvidas que a maior parte dos benfiquistas terá, tal como eu, começado logo a torcer o nariz assim que soube qual seria o onze inicial.

E este onze incial foi quase que uma fotocópia do pior que vimos no tempo do Quique Flores, com David Luiz a lateral esquerdo ou Aimar como segundo avançado. No início da época perdemos a Supertaça para este mesmo adversário, num jogo em que fomos surpreendidos pelo avanço do Coentrão no terreno. Hoje isto voltou a acontecer. Dá para nos interrogarmos de que serve termos um dos melhores laterais esquerdos do futebol actual se, quando chega um jogo mais difícil, a primeira opção parece ser retirá-lo do seu lugar. Depois há a questão do Aimar. Sim, quer o Aimar, quer o Carlos Martins estão num bom momento de forma. Mas isto não significa que tenham obrigatoriamente que jogar sempre os dois, e há que escolher. O treinador optou pela solução mais fácil, que foi não ter que fazer uma escolha. Empurrou o Aimar para a posição onde conseguiu passar a sua primeira época em Portugal quase despercebido, e retirou da equipa o Saviola. Que está, sabemo-lo, em má forma. Mas é, na minha opinião, muito importante em toda a manobra ofensiva. E a sua experiência e sangue frio seriam, sem dúvida, importantes num jogo destes.

O resultado das alterações tácticas começou a ver-se logo ao fim de dez minutos, quando após uma incursão precisamente pelo lado esquerdo da nossa defesa, o porto marcou praticamente no primeiro ataque que fez, com o Varela, à vontade no meio da área, a empurrar para a baliza vazia após um centro do Hulk, que passou com facilidade pelo David Luiz. E não foi certamente por acaso que o porto continuou a criar perigo sempre por aquele lado. A opção do David Luiz para tentar travar o Hulk causou mais problemas que soluções. Uma das maiores armas do Hulk é a velocidade, e não é certamente o David Luiz que tem velocidade para o acompanhar. Por isso mesmo, acabou por demonstrar excessiva preocupação com o seu adversário directo, e mover-lhe uma marcação praticamente ao homem, subindo mesmo no terreno para o acompanhar sempre que ele recuava, e deixando uma auto-estrada nas suas costas. Auto-estrada que foi aproveitada, com uma eficácia terrível, pelo porto, que em mais duas jogadas por esse lado fez mais dois golos. Ambos pelo Falcao, aproveitando centros do Belluschi, que era quem explorava o espaço deixado nas costas do lateral. Antes da meia hora de jogo, o Benfica tinha o jogo perdido. No ataque, as coisas não funcionavam melhor: à tal meia hora de jogo, o Benfica tinha tantos remates quantos os do adversário (seis), sem nada para mostrar, e apesar de ter beneficiado de uma série de cantos e alguns livres, viu o Carlos Martins marcá-los praticamente todos mal.

Na segunda parte pouco restaria ao Benfica senão minimizar os estragos. A opção inicial foi revertida com a entrada do Gaitán para o lugar do Sidnei, e o jogo foi decorrendo de forma algo monótona, animado esporadicamente pelos golfistas de bancada que abundam naquele estádio. O Benfica não demonstrava - aliás, nunca demonstrou - capacidade para criar perigo (acho que me lembro apenas de uma oportunidade de golo, num remate do David Luiz após um canto - por acaso não marcado pelo Carlos Martins - que foi defendido com algum aparato pelo Hélton) e o porto não precisava sequer de se esforçar, pois tinha a certeza de que o jogo estava mais do que ganho, restando apenas saber por quantos. Como se as coisas não estivessem a correr suficientemente mal, até o nosso capitão e jogador mais experiente em campo perdeu a cabeça e foi justamente expulso, após dar uma cotovelada num adversário. E nos dez minutos finais foi construída a goleada, primeiro após um erro do Coentrão que permitiu ao Hulk arrancar um penálti, e depois num grande remate de fora da área do mesmo jogador.

Depois de um jogo destes não há forma de escolher melhores ou piores; todos estiveram mal. Mas critico a atitude do Luisão que lhe valeu a expulsão porque nunca a esperaria vinda dele. Nunca dele. É o nosso capitão, é um símbolo actual do clube, e mesmo considerando as circunstâncias à volta do jogo, e a forma como ele nos estava a correr, não consigo aceitá-la pacificamente.

Não é tanto o facto do Jorge Jesus ter decidido 'inventar' que me entristece. O que me entristece é a natureza dessa 'invenção'. Porque, pela primeira vez desde que ele chegou ao nosso clube, adivinhei-lhe medo nas suas acções. E isso é algo que, para mim, não pode existir no Benfica. Aceitaria melhor que o Benfica fosse goleado tentando ganhar o jogo, do que sê-lo tentando não perder. Sobretudo num jogo em que, em teoria, apenas uma vitória nos interessaria. A reconquista da Liga ficou agora muito longe do nosso alcance. Mas temos dois terços do campeonato para disputar, e a obrigação de dar e fazer o nosso melhor. Que é mais, muito mais do que aquilo que eu vi esta noite. Após uma das páginas mais negras da minha vida de benfiquista, resta-me levantar a cabeça, ocupar o meu lugar no próximo jogo na Luz, e gritar ainda mais alto pelo meu Benfica. Nem admito outra opção.

por D`Arcy às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (179)
Domingo, 07.11.10

Ilação

Espero que com este resultado se aprenda de vez que imitar o Jesualdo dá sempre mau resultado...

 

Posto isto, e numa opinião muito pessoal, ganhar a Liga Europa deveria passar a ser o objectivo nº 1 da época (dou o 2º lugar no campeonato como adquirido e a conquista das restantes taças como nº 2 e nº 3).

por S.L.B. às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (38)

Benfica até debaixo da terra (depois de morto).

A única - única! - coisa que se me oferece dizer hoje é que lá estarei, em casa, no jogo com a Naval e em todos os jogos até ao fim, a vomitar os pulmões por sobre o relvado a gritar pelo Benfica.

 

É isto. Sempre.

 

As análises, escalpelizações e o caneco, deixo para outros mais capazes (e com mais paciência) do que eu.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:39 | link do post

Benfica sempre

1. Jorge Jesus escolheu o pior jogo para inventar. David Luís a LE e um Sidnei sem rítmo de jogo a central, eram ingredientes para correr mal.

2. A nossa equipa tem de aprender a jogar golfe. Não resolve, mas talvez ajude um pouco...

3. O foculporto tem agora tudo para ser campeão. Muitos irão recordar o jogo de hoje como demonstração de que está a jogar melhor. Mas eu também vou recordar a forma como a "almofada" pontual foi conseguida nas primeiras jornadas, pois mesmo estando o Benfica a jogar menos bem, nos jogos com a Académica e, sobretudo, com o Guimarães, fomos bastante prejudicados.

4. Por muito pesada que tenha sido a derrota, por muito que me custe a digerir, por muito que tenha noção de esta época esteja longe de corresponder às expectativas, nunca deixarei de estar com o meu Benfica naquilo que me for possível (que não é muito, é certo). Não me passa sequer pela cabeça deixar o meu Benfica desamparado precisamente na altura em que mais precisa de nós, adeptos.

As teimosias.

 

Não foi o árbitro, nem as bolas de golfe, nem a Nau Catrineta, nem o raio que parta as nojentas atitudes dos andrades presentes no estádio do ladrão. A responsabilidade desta derrota por goleada é toda, inteira, para quem tomou as decisões erradas de mexer em metade da defesa. Colocando David Luiz no lado esquerdo e fazendo entrar Sidney para o centro, perdeu-se um bom central, ficámos com um fraco lateral esquerdo e ficámos com um central sem qualquer ritmo de jogo.

 

Além disso, a subida de Coentrão retirou-lhe acutilância, velocidade e profundidade. Metade, repito, metade da defesa mexida para pior. Foi um erro táctico, estratégico e deveu-se a uma inexplicável teimosia. Teimosia nada consentânea com o estatuto e as capacidades que Jorge Jesus demonstrou noutras ocasiões, e inadmissível em quem tem a supina honra e responsabilidade de treinar o Benfica. Três posições neutralizadas não por mérito do adversário, mas por demérito próprio. E isto é algo que não pode passar ao lado da leitura que se faz deste jogo.

 

Além disso, a ausência como titular, por opção técnica (não tenho conhecimento de nenhum outro motivo), de Saviola, um dos melhores futebolistas do mundo (do mundo!), é uma daquelas situações que só pode ser explicada por quem a tomou. Eu não a entendo.

 

Agora, porque, no que ao Benfica diz respeito, a emoção fala sempre mais alto do que a razão, nada mais posso fazer do que acreditar que a minha voz, no 3º anel da nossa Catedral, pode ajudar o Benfica a acordar deste pesadelo. Apoiar é a minha teimosia. Jorge Jesus tem as dele. E lá caminhamos a par, cada um com as suas teimosias, com o objectivo de ajudar o Benfica… mas por vezes falhamos. Umas vezes eu como adepto, outras vezes ele como treinador.

por Pedro F. Ferreira às 22:08 | link do post | comentar | ver comentários (84)

Exortação.

Aos futebolistas do nosso Benfica.

 

Joguem, joguem sem medo, com garra, com inteligência, com profissionalismo, com lealdade e com benfiquismo.

 

Joguem e ganhem à corrupção, à batota e ao crime organizado.

 

Superem o receio, as ameaças, as agressões, as intimidações e, essencialmente, superem-se.

 

Ganhem por vós, ganhem por nós, ganhem pelo Benfica e pelo benfiquismo.

 

Sejam dignos da camisola que envergam, do emblema que vos inspira, do clube que vos paga e dos adeptos que vos apoiam.

 

Dêem tudo e tudo recebereis. Tudo o que for menos do que tudo é pouco.

 

por Pedro F. Ferreira às 17:29 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Sexta-feira, 05.11.10

Vampiros, andrades e filhos da mãe da BetClic.

 

A capa de 'A Bola' de hoje merece alguma reflexão. No jargão futebolístico os responsáveis pelo controlo anti doping são conhecidos como vampiros, mas estes não atacam, estes protegem. Protegem o desporto da batota que coloca em risco a verdade desportiva e, mais do que tudo, coloca em risco a vida do atleta que, iludido pelo sucesso imediato e a qualquer custo, aceita vender-se.

 

Só se sente atacado pelos ditos vampiros quem vê na sua actuação uma ameaça. O Benfica não se sente (nem se pode sentir) ameaçado, pois nada tem (nem pode ter) a temer. Só se pode sentir ameaçado quem carrega atletas de “bombas” e “amarelinhas” ou o Carlos Queirós… se os vampiros surgirem antes das 8 da manhã.

 

No entanto, há nesta notícia uma omissão que nos pode fazer sentir ameaçados: os ditos vampiros não atacaram no clube dos andrades. Antes de um jogo tão decisivo como é o próximo, manda o bom senso ou bom sonso (se nos referirmos a Hortas e Laurentinos) que a medida fosse igual para os dois clubes.

 

Escrevi andrades e escrevi-o propositadamente. Ao chamar andrades aos adeptos do clube regional dos andrades, faço-o como provocação. Escrevo num blogue parcial, benfiquista e que não tem qualquer publicidade nem objectivos comerciais.

 

Qual é o objectivo da 'BetClic' ao chamar lampiões aos adeptos benfiquistas? É um lapso? Foi uma liberdade criativa dos publicitários? Foi uma provocação? Bem, se foi a primeira possibilidade, espero um pedido de desculpas. Caso tenha sido a segunda possibilidade, sinto-me legitimado a, num acto de liberdade criativa e citando Eça de Queirós, considerar que o gajo da 'BetClic' que criou aquela publicidade é filho de uma "meretriz de doze vinténs em Marco de Canaveses".


Seja como for, aposto que muitos adeptos benfiquistas deixarão de apostar no dito site.

_____

Adenda:

 

Email do director-geral da betclic em Portugal:

ricardo.domingues@betclick.com

Email do marketing manager da betclic em Portugal:
ricardo.branquinho@eg-portugal.com
ricardo.branquinho@betclick.com

por Pedro F. Ferreira às 10:46 | link do post | comentar | ver comentários (71)
Quinta-feira, 04.11.10

A alegre campanha do Geninho.

Eugénio Queirós, entre outras ocupações, escreve coisas no Record. O Geninho, como é conhecido pelos pares, pode-se considerar uma espécie de bobo pasmado. Foi domesticado no tempo certo e é rapaz para comer na mão de quem o humilhe em público, suportando servil e lealmente a sujeição. Em tempo oportuno percebeu que a sua vocação era a de andar a esgravatar a terra em buscas arqueológicas e não a de se fazer passar por jornalista.

 

Falhado tanto no jornalismo como na aventura pelo estudo da História, descobre-se como moço de recados por vocação e pateta de redacção por necessidade de socializar com os seus pares. De insucesso em insucesso, encontrou o seu lugar escrevinhando de encomenda loas a quem, em tempos idos, lhe partiu as fuças como prémio de prosas mais ousadas e menos próprias.

 

Este espécime volumoso e de ressabiamentos ensimesmados escreve em estilo de panegírico bacoco e atormentado pela necessidade de agradar. Ultimamente, surge em prosa pregoeira, defendendo gente que, como ele, cabe no bolso de um qualquer “gerente de caixa” e cliente de prostíbulos. Assim, o Geninho foi o peão escolhido para começar a lançar a espúria figura de Paulo Costa para Presidente do Conselho de Arbitragem. Pelo caminho, tenta sistematicamente sujar o nome do Benfica.

 

Não há sabão de cheiro que limpe tamanha corja.

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Sobre este assunto, recomendo a leitura do post "A Campanha" [ligação para o blogue Ndrangheta]

por Pedro F. Ferreira às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Terça-feira, 02.11.10

Importante

Podia ter sido uma noite histórica, a assinalar o 125º aniversário do nascimento daquele que foi um dos nossos fundadores e um dos maiores benfiquistas de sempre. Infelizmente, borrámos um bocado a pintura no último quarto de hora, e assim acabamos por nos alegrar 'apenas' com a importante vitória alcançada frente ao Lyon, que nos permite continuar a pensar no apuramento para a próxima fase, já que continuamos dependentes apenas de nós próprios.

A surpresa no onze foi dada pela ausência de última hora do Aimar, saltando o Salvio para a equipa inicial. Este foi jogar encostado à direita, cabendo ao Carlos Martins o papel de organizador. Na esquerda, desta vez o Coentrão jogou a lateral esquerdo, cabendo ao Peixoto a função de médio. O jogo começou equilibrado, e com o Benfica a jogar com alguma velocidade, sobretudo pelo lado direito através do Salvio. O Lyon mostrava ser capaz de criar perigo, e das duas primeiras vezes que rematou, introduziu mesmo a bola na nossa baliza, mas ambos os lances foram anulados por fora-de-jogo. A resposta do Benfica foi dada primeiro com remates do Salvio e do Coentrão, e aos vinte minutos marcámos o primeiro. Foi um livre na esquerda, marcado pelo Carlos Martins, ao qual o Kardec deu o melhor seguimento, cabeceando para o fundo das redes. O jogo continuava a mostrar algum equilíbrio na posse de bola, mas era o Benfica quem conseguia criar maior perigo, sobretudo por conseguir sair com velocidade para o ataque quando recuperava a bola, através sobretudo do Salvio e do Coentrão.

Foi numa destas saídas, após uma recuperação da bola no meio campo defensivo, que surgiu o segundo golo. O Benfica construiu uma situação de superioridade numérica, e o Coentrão, descaído para a esquerda da área, correspondeu ao passe do Carlos Martins com um remate de primeira que só parou no fundo da baliza. O Benfica ganhava uma vantagem de dois golos pouco depois da meia hora de jogo, o que parecia ser ideal para enfrentar o resto do jogo com alguma tranquilidade. Este segundo golo pouco alterou o pendor do jogo. O Lyon mostrava-se incapaz de furar a nossa defesa, e o Benfica continuava a criar perigo através de transições rápidas. O Salvio voltou a estar perto de marcar, mas o guarda-redes Lloris negou-lhe o golo com uma boa defesa, para depois o Peixoto falhar a recarga de forma incrível, não acertando na bola. Mas não foi preciso esperarmos muito para que o marcador voltasse a funcionar a noss favor. Dois minutos depois (quando faltavam apenas três minutos para o intervalo), canto do Carlos Martins e o Javi García, aproveitando a desconcentração da defesa francesa, apareceu à vontade na pequena área para marcar um golo aparentemente fácil. Três a zero ao intervalo, e o jogo parecia estar mais do que resolvido.

A segunda parte começou como nos convinha: muito morna. O Lyon tinha agora ainda mais posse de bola, até porque o Benfica parecia estar mais na expectativa, mas continuava a mostrar-se incapaz de causar perigo no ataque. O Benfica limitava-se a esperar por alguma oportunidade para voltar a criar perigo em contra-ataque, e acabou por chegar mesmo ao quarto golo desta forma. Novamente o Salvio a sair com a bola, colocando-a nos pés do Carlos Martins, e este, com a quarta assistência da noite, deixou o Fábio Coentrão isolado, aproveitando este a saída do Lloris para batê-lo com um chapéu. Com quatro golos de vantagem e a vinte minutos do final, fez-se a natural poupança de alguns jogadores, mas a equipa pareceu acusar demasiado as trocas e não voltou a ser a mesma. Sem estar a culpabilizar directamente os jogadores em questão, a verdade é que sabemos que no plantel há jogadores que dão perfeitamente para consumo interno, mas para a Champions já é outra história, e o último quarto de hora foi penoso de assistir. Até porque a equipa pareceu também ceder um pouco em termos físicos. O Lyon marcou três golos: primeiro pelo Gourcuff, a quinze minutos do final, rematando um centro rasteiro vindo do lado esquerdo da nossa defesa; depois pelo Gomis, a cinco minutos do final, na sequência de um canto e aproveitando um desvio ao primeiro poste; e finalmente pelo Lovren, na última jogada do encontro, tirando o melhor partido de uma saída desastrada do Roberto a um livre despejado para a área, desentendendo-se com o Javi.

A escolha das figuras do jogo é óbvia: Carlos Martins e Coentrão. O primeiro conseguiu fazer as assistências para os quatro golos. Fazer quatro assistências num jogo já é obra, e duvido que muitos jogadores se possam gabar de o ter feito num jogo da Champions. Cumpriu na perfeição o papel de organizador de jogo, e quando saiu, esgotado, a equipa acusou bastante a sua ausência. Quanto ao Coentrão, jogou a lateral esquerdo, conseguiu marcar dois golos e ser um dos jogadores mais perigosos da equipa. Se anda muita gente interessada nele, então depois deste jogo no palco da Champions, a sua cotação deve ter subido ainda mais. É justo também mencionar o bom jogo do Salvio, sempre muito activo do lado direito, e com contribuição importante em dois dos golos.

Foi pena aqueles quinze minutos finais e os golos sofridos, porque desperdiçámos a possibilidade de ficarmos em vantagem sobre o Lyon no confronto directo. Mas o mais importante, a vitória, foi conseguido, e a velocidade nas saídas para o ataque e eficácia demonstradas nos primeiros setenta e cinco minutos são de realçar. Não deixa de ser algo preocupante a aparente quebra física nos minutos finais, mas também é verdade que os nossos jogadores foram obrigados a correr muito para se superiorizarem ao Lyon daquela forma.

por D`Arcy às 23:45 | link do post | comentar | ver comentários (45)

Um já de rojo e outro cheio de arrojo.

Vinham à minha frente, hoje de manhã, em cavaqueira de circunstância. Tinham a mesma idade e nenhum teria mais de 17 anos. Eram ambos benfiquistas e perguntavam-se se iriam mais logo ver o jogo da Champions contra o Lyon.

 

Um dizia que não, não acreditava na vitória, tinha o bilhete que o pai lhe comprara, mas recusava-se a ir ver um jogo que antevia perdido, pois tudo no Benfica estava em falta, desde a falta dos futebolistas que saíram até à falta de ambição que via no banco e que, na sua tese, alastrava à bancada. Por ele, esta época estava arrumada e nada mais faltava do que ainda ter de se arrastar para ver um jogo que sabia perdido.

 

O outro dizia que a única coisa que ali via em falta era a crença e a esperança, não de quem jogava ou orientava, mas do seu interlocutor. Este outro ia e garantia que ir ver o Benfica era completamente independente da expectativa do resultado. Ia para apoiar e ajudar à vitória. Ia optimista e ia porque não podia desperdiçar o privilégio de poder apoiar o clube.

 

Nestas duas formas de estar e de encarar o Benfica estão duas formas de estar e encarar o futuro. Olhei para os dois projectos de cidadão que via à minha frente e eu, que sou um optimista por opção, apenas temi que o cinzentismo vença o futuro como parece estar a vencer o presente.

por Pedro F. Ferreira às 12:33 | link do post | comentar | ver comentários (27)

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