VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 31.05.11

31 de Maio de 1961

por Anátema Device às 12:12 | link do post | comentar | ver comentários (45)

Suecada

 

- O advogado de Jorge Jesus falou. Fez ele muito bem.

- Se calhar até nem fez assim tão bem.

- Pois devia não ter falado ou devia ter falado, mas dito outras coisas. Deveria ter dito que ele e o seu cliente e a nau catrineta são todos culpados. Só para gozar o pagode. Ou então ficava calado e deixava a especulação continuar.

- Assim como assim, o gajo até tem cara de quem estava a mentir.

- Inocente? Inocente sou eu e não vou à televisão dizê-lo.

 

:::::::::::

 

- O Luís Filipe Vieira falou. Fez ele muito bem.

- Mas o meu vizinho acha que o gajo não deveria ter falado. Ou então que falasse para a RTP, agora que a Judite já lá não está.

- Por falar em Judite, esta foi mais lixada com o LFV do que a outra Judite com o Pinto da Costa e do que esta mesma Judite com esse gajo.

- Acho que o meu vizinho tem razão. Além disso, o LFV estava nervoso, o LFV disse que os jogadores são como os melões, o LFV não sabe comunicar.

- O gajo disse mesmo “viagra”?

- O LFV disse que o JJ está inocente e que ele também está e que podem investigar até a cor das cuecas do porteiro que abriu a porta ao intermediário chamado Cristo, que veio de Belém e que nada tem a ver com Jesus.

- Está-se mesmo a ver: um presépio sem ouro, incenso e mirra…

- Inocentes? Nááá, isto “onde há fumo há fogo” e “eu sempre disse que isto era tudo uma cambada de bandidos”!

- Inocentes? Não faltava mais nada, como se isso fosse para aqui chamado! Amanhã vou ao barbeiro ler o ‘Correio da Manhã’.

por Anátema Device às 02:00 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Sábado, 28.05.11

Sério aviso à navegação

A proliferação de informação, contra-informação e desinformação acerca da seriedade e honorabilidade dos intervenientes em diversas contratações feitas pelo nosso Benfica conseguiu o primeiro objectivo: a suspeição, a desconfiança, a dúvida e a consequente fragilidade da liderança.

 

Neste momento, não é possível ignorar a gravidade das suspeitas. Assim, ou há uma resposta muito rápida, concreta, credível e que restabeleça os graus mínimos de confiança e dissipe as dúvidas sucessivamente levantadas na comunicação social ou pode estar hipotecado o sucesso do futuro imediato do Benfica e, consequentemente, pode ficar hipotecado o futuro da actual Direcção do Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 11:44 | link do post
Sexta-feira, 27.05.11

O granito e o vidro.

O processo é um velho conhecido e há velhos conhecidos em certos órgãos de comunicação que o desenvolvem com esmero.

 

Por esta altura, entre o balanço do que foi o passado recente e o vislumbre do que poderá ser o futuro imediato, surge sempre alguém que aparenta ter como incumbência minar a confiança, lançar a insinuação e provocar um ruído de fundo de tal ordem que inquina qualquer possibilidade de comunicação. Vemo-lo há bastos anos e revemo-lo no momento presente.

 

Nestas últimas semanas, o jornal “Record” tem surgido com conteúdos relativos ao Benfica de tal modo absurdos e ofensivos que apenas os entendo como provocação para com os benfiquistas ou como incompetência por parte dos responsáveis por tal publicação. Não os interpreto como má-fé, pois a julgar pela falta de qualquer pedido de desculpas aos leitores após sucessivos e abusivos ‘enganos’ depreendo que aquela gente acredita piamente na estrutura granítica da sua coluna vertebral. Dizem-me alguns que a culpa é das fontes inquinadas onde bebem a informação. A esses, digo-lhes que só os toleirões bebem água de fontes que eles próprios poluíram.

 

Como benfiquista e consumidor de informação desportiva, resta-me apenas não comprar esse pasquim que já foi um jornal. Obviamente que daqui não vem mal ao mundo e que com esta decisão nada mudará na sólida e granítica estrutura moral dos responsáveis por um pasquim que mente aos seus leitores.

 

Além disso, desejo que essa estrutura seja suficientemente sólida para não necessitar dos consumidores benfiquistas. Caso assim não seja, ficarão orgulhosamente a exibir o granito da estrutura, enquanto estendem a mão aos benfiquistas, para que, mais uma vez, lhes remendemos os telhados de vidro.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 24 de Maio e publicado na edição de 27/05/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post
Quinta-feira, 26.05.11

Jornalismo de retrete

Comunicado Benfica - Já não há limites.

 

Imagino que gente como o Octávio Ribeiro e os bandalhos da Controlinveste já sejam imunes ao cheiro da merda onde chafurdam todos os dias. Mas há muita gente que não é.

 

Que isto sirva, pelo menos, para reflectir sobre a forma como recebemos o patrão da Controlinveste em nossa casa.

 

 

p.s. entretanto, o rafeiro asqueroso que dá pelo nome de Eugénio Queirós (e que aprendeu a ser um menino bem mandado depois de levar umas galhetas andrades no gigantesco lombo), continua a fazer o trabalho sujo do Pasquim e mergulha com evidente prazer no festival de excremento. Chafurda, Geninho, chafurda.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:19 | link do post | comentar | ver comentários (35)

Que sejam competentes a investigar

Diz a imprensa que a PJ está a investigar alguns (um?) contratos realizados pelo nosso Benfica nas últimas épocas. Acho bem.

 

Particularmente nas últimas duas épocas surgiram boatos na internet sobre a seriedade de alguns contratos. Essa boataria acabou por lançar anátemas mais ou menos velados sobre alguns nomes. Ficou-se pelas meias palavras, pela insinuação. As meias palavras, depois de ditas, não sujam o nome dos visados pela metade. Sujam… ponto final. A insinuação não lança o boato insinuado. Lança o boato cobarde… ponto final.

 

Assim, e para que tudo fique claro e claro para todos, acho bem esta intervenção da PJ. Que investiguem de forma competente, séria e impermeável a pressões.

 

Aliás, o próprio Benfica está a colaborar, sem constrangimentos, com essa mesma investigação [link]

por Pedro F. Ferreira às 10:15 | link do post
Quarta-feira, 25.05.11

A humilde “Vedeta da Bola”

O Luís Fialho é um dos benfiquistas que mais admiro, que mais gosto de ler e com quem gosto de partilhar dúvidas, inquietações, preocupações, esperanças, sonhos e projectos para o nosso Benfica.

 

Escreve bem, pensa bem e mesmo quando discordamos respeitamo-nos nas divergências. Recentemente, promoveu no seu blogue (“Vedeta da Bola”) uma votação para distinguir um futebolista. O distinguido foi o Fábio Coentrão, o “Caxinas”.

 

Num gesto de humildade, benfiquismo e, simultaneamente, grande reconhecimento, o melhor lateral esquerdo da Europa agradeceu a distinção. [link] Agradeceu-a a um blogger, a um benfiquista, a alguém que dá tanto (mas tanto mesmo) ao Benfica sem nada esperar em troca.

 

Em suma, sinto-me orgulhoso por ver que, num Benfica a passar um momento tão difícil, há gente tão grande e, simultaneamente, tão humilde no exemplo de serviço ao benfiquismo.

 

Sei que durante a próxima época (Deus nos dê vida e saúde) continuarei a partilhar conversas, desabafos e sonhos de benfiquismo com o meu amigo Luís Fialho. Gostaria de, na próxima época, continuar a ter o “Caxinas” a dar exemplos de humildade dentro e fora do campo com a nossa Águia ao peito…

 

por Pedro F. Ferreira às 16:23 | link do post
Terça-feira, 24.05.11

Alphonsus Gabriel de Capone

Após uma carreira de crime violento, corrupção e de impunidade, Al Capone acabou por ser apanhado e condenado por… fuga aos impostos. Não teve tempo de preparar a fuga para o Brasil ou para a Galiza, mas teve tempo para, devido aos seus famosos hábitos, apanhar sífilis.

por Anátema Device às 10:46 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Sexta-feira, 20.05.11

Eu sou benfiquista. Não compro o Pasquim. E tu?

 

 

O Benfica, sabemo-lo bem, é a vítima favorita da avençada comunicação social deste país. Porque falar no Benfica garante receitas, face à sua dimensão, e por outras razões também de carácter mercantilista, mas que têm mais a ver com prostituição (a da comunicação social, bem entendido). A imprensa, neste circo dos media, é particularmente activa nesse espectáculo de ofensa e falta de respeito ao Benfica, o que constitui paradoxalmente uma dança esquizofrénica na direcção de um abismo suicida, sendo que a queda desamparada de focinheira no chão não se concretiza por absoluta falta de mobilização, laxismo e letargia anestesiada do mundo Benfiquista. Temos, não tenham dúvidas, a capacidade de mudar isto, recorrendo a uma arma que constitui uma das mais evidentes características da nossa identidade: a Grandeza. E grandeza, neste contexto, não é só a Grandeza de alma, de espírito e de legado associada à matriz Benfiquista, mas sobretudo grandeza no sentido estrito e material da palavra: dimensão.

 

Podem agitar-nos, com as patas, todos os troféus ganhos com fruta e batota e podem tentar quanto quiserem diminuir o fosso a nível da contabilização de títulos, sendo que cada um dos nossos vale por uns 100 dos deles, porque são limpos e honestos (e, como tal, bem podem comprar títulos que nunca lá chegarão). Há, até, títulos que podem esgrimir como argumento e onde nunca os poderemos igualar. Nos títulos da coacção, do compadrio, do aconselhamento familiar, da distribuição de fruta, das escutas, da manietação de observadores, na construção de climas de terror. Nos títulos de modalidades particularmente inovadoras, como o lançamento de bolas de golfe e isqueiros ou no lançamento de sacos de pedras de viadutos. Até no título mundial de imitações de GPS para árbitros perdidos por bairros da área metropolitana do Porto. Podem tudo isso.

Mas o que o verdadeiramente os perturba, o que não os deixa dormir, aquilo que lhes constrói a obsessão que descobrem a cada conferência de imprensa, a cada festejo de títulos, a cada entrevista, a cada manifestação de ‘fina ironia’,  é perceberem, com uma claridade que os magoa e os amputa - que os agrilhoa na sua inveja - que há diferenças que são inultrapassáveis e que não há fruta, Gonçalves Pereiras, Pintos de Sousas, juízes Mortáguas, Garridos, Benquerenças, Xistras ou Cosmes Machados que comprem.

Esse atestado de inferioridade e esse irónico acto de vassalagem é evidente, por exemplo, nas declarações do melhor-treinador-do-sistema-solar-e-quiçá-da-Via-Láctea-e-eventualmente-do-Universo-e-que-ainda-por-cima-é-novo-e-caem-lhe-bem-os-fatos, depois da conquista da Liga Europa, admitindo que o grande objectivo é atingir o número de títulos do Benfica; é evidente nos omnipresentes cânticos de ódio ao SLB (vociferados a plenos pulmões por todo o plantel) em todo e qualquer festejo ou no simpático cachecol sobre o Benfica orgulhosamente envergado por verdadeiros gentlemen do plantel como o Sapunaru; é evidente, como um escarro na cara, nas declarações do Mestre Pinto, à partida para uma final europeia, invocando de forma absolutamente gratuita – e que vitória da nossa grandeza isso é, percebam-no - o nome do Benfica.

Eles sabem, e sabe-o toda a gente, que a nossa Grandeza e a nossa dimensão são inatingíveis, e esse complexo de inferioridade é, paradoxal e ironicamente, o principal açaime da sua expansão e a principal razão da sua pequenez.

 

Sabendo tudo isto também sabem que a única forma de lidar com isso, e de o tornear, é fomentar a divisão, tornar o Benfica vítima dessa sua grandeza. Fazem-no através de uma miríade de formas – e têm tido sucesso porque somos particularmente permeáveis no desnorte histérico e esquizofrénico das massas volúveis – mas a mais evidente e o principal instrumento é a comunicação social avençada. São os media controlados por figuras anti-benfiquistas chave, são os jornalistas anti-benfiquistas, são os jornalistas despudoradamrente facciosos, são os jornalistas que aprenderam a comportar-se depois de levar umas galhetas no lombo, e são os jornalistas que se dizem benfiquistas mas que ­– fundamentam - precisam de sustentar as famílias ao fim do mês, para o que vendem metaforicamente o rabo, lambendo metaforicamente o dos donos do pântano do futebol português.

 

Pois muito bem. Há, já o escrevi mais do que uma vez, uma forma de lutar contra isto, de fazer na verdade alguma coisa, em vez de nos estarmos sistematicamente a queixar e no dia seguinte ver benfiquistas pouco avisados ir aos quiosques arrotar quase um euro para pagar os bifes que imbecis como o Bernardo Ribeiro comem em barda e a cera que hipócritas como o Alexandre Pais usam para polir a careca. Há, de facto, algo que podemos fazer, que consiste em usarmos aquilo que nunca ninguém, por mais títulos que compre, nos pode tirar: a nossa grandeza.

 

O Pasquim – de matriz editorial controlada por atuns (anti-benfiquistas azuis esverdeados) - tem sido uma das armas mais activas desse sistema, prestando sem qualquer tipo de pudor vassalagem aos ‘donos’ do futebol português (leiam-se, com um saco para vómito à mão, os últimos textos do inenarrável Alexandre Pais ou do cobarde salivante do Eugénio Queirós), faltando sistematicamente ao respeito ao Benfica, escrevendo com as patas ficção ofensiva e atentatória do bom nome do clube, fomentando a divisão e muitas vezes criando problemas onde não os há. São notícias fabricadas sobre o balneário, sobre contratações, sobre declarações; são artigos canalhas e ofensivos para com o Benfica e os Benfiquistas de gente com responsabilidades editoriais e sem vergonha na cara; são interpretações e crónicas parciais sobre os jogos e as arbitragens; é a lavagem sistemática de toda a porcaria que conspurca e vai matando o futebol português há décadas. O problema? O problema é que benfiquistas há que não só continuam a contribuir monetariamente para isto, como ingenuamente continuam a ser influenciados por esta gente, justificando que os imbecis do Pasquim Radical continuem espaventosamente a zombar de uma parte fundamental do público que lhes garante o ganha-pão.

 

Já apelei diversas vezes a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente este hipócritas do Pasquim e os moços de recados dos andrades n' O Jogo. Quanto à ‘A Bola’, remeto para este texto. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.

Esta gente só perceberá, na verdade, quando lhes doer onde faz mais mossa. No bolso. O repto que vos lanço, portanto, é que lhes façamos ver que acabou a impunidade e a falta de respeito ao Benfica sob o patrocínio dos próprios benfiquistas e que deixemos de lhes garantir a sobrevivência. Há, de facto, face à nossa grandeza e força no mercado, uma oportunidade de fazermos algo que faça a diferença. Façamo-lo, mas com determinação de quem sabe que o que está a fazer é certo.

Bem sei que há muitos de nós que já o fazem, mas é preciso mais, e de forma organizada.

 

A partir de hoje, este blog ostentará orgulhosamente o banner que se apresenta aí em cima. Usem-no, com toda a liberdade, nos vossos blogs, enviem-no para blogs amigos, divulguem o desafio. Mas é preciso mais: o Benfica é infinitamente grande e – não tenham ilusões – o espaço virtual é apenas uma pequena amostra, muitas das vezes sem representatividade, deste fenómeno do génio humano que é o Benfica. Falem com os vossos amigos benfiquistas por esse país fora, sensibilizem-nos para a importância disto, espalhem a palavra.

 

É, essencialmente, isto. Eu sou benfiquista. Não compro o Pasquim. E tu?

 

 

Adenda

Para quem quiser, fica aqui o código do banner. Basta copiar e colocar nos componentes do blogue.


  

<a href="http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/1147481.html"  target="_blank" ><img src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bce0676de/8506080_LvyII.png"   alt="VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES" width="280" height="75" border="0" /></a>

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (87)

Paixões

Recentemente surgiram declarações de um ex-árbitro, Jacinto Paixão, em que este confessava ter sido corrompido, para beneficiar o clube do Sr. Costa em troca de favores sexuais. E que, além disso, tal como a família Calheiros em tempos idos, também viajou por conta, através da agência Cosmos.

 

Não são boatos, não é o “disse-que-disse”, não são escutas telefónicas. É uma declaração confirmada. Um ex-árbitro declarou, sem margem para dúvidas, que fez parte de um esquema de corrupção desportiva. Ou seja, declarou-se como fazendo parte de um esquema criminoso e colocou em cima da mesa o nome da instituição que o aliciou. Não fosse o caso estranho, pioneiro e absurdo de em Portugal se poder dar a situação de se reconhecer a existência de corrupção e de corrompidos sem que se consiga provar a existência de corruptores e diríamos que tudo isto não passa de “fina ironia”. Uma ironia que escarnece da Justiça e envergonha o País.

 

Chegados aqui, é importante que os benfiquistas não percam a orientação. Este Paixão que agora denuncia a corrupção é o mesmo que, alegadamente, aceitou favores sexuais para prejudicar… o Benfica. Ou seja, esta paixão súbita pela verdade desportiva já se manifestara anteriormente em paixão duradoura contrária à mesma verdade e com claro prejuízo do nosso Benfica.

 

É importante, é mesmo essencial, que tenhamos presente a lição do provérbio bíblico que nos diz: "A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho, mas a estultícia dos insensatos é enganadora". Ou seja, o caminho do Benfica não pode ser calcorreado na companhia da estultícia dos insensatos. Por mais arrependidos que se mostrem.

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 17 de Maio e publicado na edição de 20/05/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post
Quinta-feira, 19.05.11

O que decorre do tempo que corre

Lev Tolstoi inicia Anna Karénina recordando que “Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”

 

Há um ano era tempo de sermos uma família feliz. No momento da felicidade não só éramos parecidos com todas as outras famílias felizes como até parecíamos uma família unida como são as famílias felizes.

 

Um ano depois, estamos uma família infeliz à nossa maneira. Ou seja, ignorando que até já houve tempos em que fingíramos ser uma família… unida.

por Pedro F. Ferreira às 19:34 | link do post
Segunda-feira, 16.05.11

Sobre a importância de Aimar

Aimar, tal como Saviola, é um daqueles futebolistas que, apenas pela sua presença, pode galvanizar uma equipa, um estádio, um clube.

 

 

A sua chegada ao Benfica ajudou-me a acreditar que era possível. A sua forma de estar, o seu profissionalismo, o seu exemplo como homem e como atleta demonstraram-me que era, de facto, possível.

 

Aimar representa mais do que um bom futebolista. Representa a classe internacional, a garantia de que há no plantel quem saiba impor respeito aos adversários, quem seja uma preocupação para o treinador adversário e quem esteja à altura dos pergaminhos do Clube.

 

Aimar já afirmou, por várias vezes, que pretende continuar. O episódio (mais ou menos grave – depende da credibilidade que se dá às diferentes ‘fontes’) que hoje foi dado a conhecer foi, independentemente da gravidade, um escarro nesta época – já de si lamentável – do nosso Benfica.

 

Se, por algum motivo, Aimar não estiver connosco na próxima época, isso representaria um tremendo rombo anímico nos adeptos, em todos nós. E quem tem responsabilidades dentro do Clube sabe da importância, de como é fundamental, essa crença.

 

Da mesma forma que, na pré-temporada passada, a contratação de Moutinho foi o primeiro grande passo para que os adeptos do fcp voltassem a sentir a crença no seu clube, a hipotética saída de Aimar seria o primeiro grande passo para repetir a lamentável época que fizemos este ano. Seria terrível começar uma época com o ânimo quebrado. Espero que os responsáveis do Benfica o percebam. Tal como devem perceber que o sucesso desportivo da próxima época é, também, essencial para esses próprios responsáveis.

 

Deste modo, Aimar faz parte da solução e a sua hipotética ausência seria um contributo para agudizar um problema que está longe de estar resolvido.

por Pedro F. Ferreira às 23:05 | link do post

Aimar Forever

 

 

A admiração que tenho pelo Pablo Aimar e o orgulho que sinto por ele estar no Benfica não se compadecem com nada menos do que isto.

 

 

 

p.s. Aimar desmente Pasquim.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:04 | link do post | comentar | ver comentários (50)

Aprendi hoje que…

Há quem se ache mais benfiquista, um benfiquista mais exigente e melhor benfiquista por ter(em) tentado agredir um futebolista como Aimar. [link] [link]

 

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Aguardo um desmentido da notícia ou um pedido de desculpas ou mais lições de benfiquismo.

por Anátema Device às 10:25 | link do post | comentar | ver comentários (54)
Domingo, 15.05.11

Triste

Um resultado triste para fechar uma época triste. Mas hoje até nem tenho muito a apontar à atitude dos jogadores. Pareceu-me que se empenharam, e tentaram dar o seu melhor para conseguirem a vitória. Mesmo que as coisas nem sempre corressem bem, e por vezes parecessem mesmo excessivamente complicados ou trapalhões. Mas continuamos a comprometer na defesa, e isso permitiu que o adversário, mesmo atacando muito menos, tenha conseguido marcar os mesmos golos que nós, e arrancado um empate.

Nenhuma surpresa no onze, que desta vez teve a baliza entregue ao Júlio César. O Benfica entrou a jogar rápido e depressa tomou conta do jogo, com o Leiria a tentar responder em contra-ataques rápidos. Conseguimos ver algumas boas jogadas do Benfica, mas também vimos muitas outras estragarem-se por passes mal medidos. Quanto a oportunidades, as melhores e mais vistosas foram um lance em que o Saviola chegou ligeiramente atrasado ao um centro do Maxi vindo da esquerda, um grande remate de primeira do Aimar, que daria um golo espectacular mas foi bem defendido pelo guarda-redes, um cabeceamento do Cardozo após um canto, defendido por instinto com o pé. O golo só chegou a cinco minutos do intervalo, num livre bem ao jeito do Cardozo, mas que foi marcado pelo Aimar, que deu um pequeno toque para o remate rasteiro do Cardozo passar entre a barreira e não dar hipóteses ao guarda-redes do Leiria. Só que à beira do intervalo, sem que nada o fizesse prever, o Leiria empatou num lance absolutamente pateta da nossa defesa. O Luisão passou a bola para a zona entre o Javi e o Júlio César, estes hesitaram ambos e ficaram à espera que fosse o outro a ir à bola, e quem acabou por ficar com ela foi o avançado do Leiria, que ultrapassou facilmente o Júlio César e rematou para a baliza deserta.

O Benfica veio melhor para a segunda parte, e teve um bom reinício de jogo. Criou mais algumas oportunidades (numa delas, o Cardozo quase marcou um golo espectacular num remate de primeira a centro do Gaitán) e acabou por voltar a colocar-se na frente do marcador pouco antes de findos os primeiros quinze minutos, com o Javi García a cabecear à vontade dentro da pequena área, junto ao primeiro poste, um canto marcado pelo Aimar. Cinco minutos depois (e depois de um susto pelo meio, quando num canto um jogador do Leiria apareceu a cabecear à vontade sobre a linha da pequena área, mas atirando por cima), novo golo do Benfica, desta vez num bonito remate em arco do Jara, após receber um passe do Coentrão à entrada da área. O jogo parecia estar resolvido, apesar do Leiria não baixar os braços e ter continuado a insistir. Foi recompensado a quinze minutos do final, ao chegar ao segundo golo num grande remate de fora da área. Para piorar as coisas, a dez minutos do final o Luisão foi expulso (ainda consigo ficar surpreendido com a facilidade com que se conseguem expulsar jogadores do Benfica), e o Jorge Jesus pareceu-me ter ficado com um dilema nas mãos: ou agradava ao público e mantinha a decisão de fazer entrar o Nuno Gomes (que estava já pronto para entrar quando se deu a expulsão), ou então fazia entrar um defesa central e defendia o resultado até final. Decidiu-se a arriscar mais com a entrada do Nuno Gomes, mas infelizmente o Benfica não conseguiu segurar o resultado (nada nos garante, no entanto, que o conseguiria se tivesse tomado a outra opção). Foi a um minuto do final, num cruzamento largo em que o Júlio César pareceu medir mal a saída à bola, permitindo um cabeceamento para a baliza vazia.

Melhores do Benfica, sem surpresas e para não fugir à regra, Coentrão e Maxi (este mais na primeira parte). Gostei também do Aimar enquanto durou, e o Gaitán mostrou mais alguns pormenores da sua técnica fantástica. Não gostei de ver o Júlio César, que não me conseguiu inspirar confiança durante todo o jogo, e o Saviola continua em muito má forma, sendo notória a imensa falta de confiança em cada lance em que intervém.

Acabou esta época de muito má memória, e espero que se esteja já a trabalhar muito para corrigir os erros que nela foram cometidos, e colmatar também as lacunas que foram identificadas no plantel. E num desejo pessoal, gostava, sinceramente, que na próxima época as camisolas com os números dez e dezoito continuassem a ser envergadas pelos mesmos jogadores.

por D`Arcy às 01:41 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Sexta-feira, 13.05.11

Que não se calem!

Terminada a meia-final da Liga Europa, o senhor Costa não resistiu à “fina ironia” e, pormenor que parece ter escapado à maioria, perdeu a compostura enquanto levantava a voz para exigir que os benfiquistas que, semanalmente, participam em debates televisivos se calassem. “Que se calem!”, vociferou por duas vezes o senhor Costa.

 

Compreendo o aborrecimento. O clube do senhor Costa ganhou com mérito, mas também ganhou de forma suja. Semanalmente, alguns dos benfiquistas recordaram essa mesma sujidade. Para o senhor Costa eram mais fáceis os tempos em que a docilidade de alguns comentadores e as pressões de alguns canais televisivos faziam com que essa sujidade se pudesse varrer para baixo do tapete, enquanto assobiavam para o ar. Agora não. Além da Benfica TV, há outros canais e outros comentadores que, sem medo, recordam a forma suja com que se alcançaram algumas vitórias. De entre as vozes que merecem o nosso apoio, destaco a de Manuel dos Santos (em debates radiofónicos) e a de Rui Gomes da Silva (em debates televisivos). É importante que sejam os benfiquistas e o Benfica os primeiros a defenderem quem nos defende de forma convicta e que, sem pejos e colocando em risco a própria integridade física, recorda as verdades que tanto incomodam o senhor Costa.

 

No entanto, as pressões que os amigos do senhor Costa fazem para silenciar essas e outras vozes começam a medrar. Vejo, com um misto de estupefacção e incredulidade, que há quem prefira, em nome de um silêncio ensurdecedor, que essas verdades incómodas não sejam recordadas. Foram demasiados anos a “comer e calar”. Foram demasiados anos a sujeitarmo-nos à ordem “Que se calem!”. Agora não se pode permitir que essa ordem volte a silenciar os benfiquistas. Ceder a essa renovada retórica do politicamente correcto é ceder à ordem do senhor Costa, é deixar de o incomodar com a verdade, e isso já não é admissível. Não é admissível em lado algum e muito menos dentro da nossa casa.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 10 de Maio e publicado na edição de 13/05/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post

Imbecis sem nível lá em baixo que dão um péssimo exemplo cá para cima…

Dizem-me que os imbecis do Pasquim Radical ficaram amuadinhos com o carinho com que os tratamos (link).

 

Pois é, caro Shrek ou Careca ou lá o que é - para simplificar as coisas vamos simplesmente tratá-lo por 'imbecil' - educação e boas maneiras e respeito e tudo isso, sim senhor, mas a quem se dá ao respeito. Quem se comporta há largos anos como um verdadeiro repositório de ficção escrita com as patas de gente suja (com uma agenda muito própria) que falta sistematicamente ao respeito ao clube que sustenta o futebol português, merece ser tratado como isso mesmo: um repositório de porcaria. A partir do momento em que percebemos que a vossa 'educação', 'boas maneiras' e 'respeito' passam pela adjectivação, por parte de um Subdirector do vosso pasquim, de comentadores da Benfica TV como 'imbecis', caro imbecil, reservamo-nos o direito de aplicar os princípios da reciprocidade e do primado da substância sobre a forma (que também são - permita-me a liberdade – estimáveis princípios de uma 'boa educação') e dirigirmo-nos a V.Exas pelo que sinceramente achamos que são: uns imbecis de primeira água. Imagino que o uso do simpático impropério só constitua ‘linguagem desbragada e ofensiva’ quando não é utilizado por parte da alta direcção do vosso pasquim. Nessas circunstâncias, calculo que lhe seja aplicado o mesmo sabão macaco que V.Exas utilizam para branquear toda a porcaria e corrupção que suja o futebol português há décadas e que essa linguagem se torne ‘fina ironia’.

 

É caso para dizer: é a democracia, estúpido. Cujos efeitos, afinal, parece que atingem mesmo os tais impolutos que V.Exa, caro imbecil, acha que não estão ao alcance da populaça.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Quinta-feira, 12.05.11

Ex- árbitro Jacinto Paixão acusa FC Porto de Corrupção

 

Tenho curiosidade para saber o que diriam sobre isto muitos dos fiscais de linha da época que agora finda. Além disso, aguardo comunicado com fina ironia e ameaças aos do costume. Aguardo ainda, na comunicação social, pelo habitual silêncio de uns e lavagem automática de outros.

por Anátema Device às 09:04 | link do post | comentar | ver comentários (40)
Quarta-feira, 11.05.11

Imbecilidade radical no Record

Isto é absurdo.

Isto é mentira.

Isto não é jornalismo.

Isto é o "Record".

Isto é da responsabilidade de imbecis da estirpe de um tal Bernardo Ribeiro.

por Pedro F. Ferreira às 08:27 | link do post
Domingo, 08.05.11

Normal

Vitória normal e não muito complicada num jogo típico de fim de época, sem qualquer pressão. O jogo ficou resolvido com uma primeira parte agradável, e na segunda limitámo-nos a gerir a vantagem de dois golos. Infelizmente, ainda não foi desta que conseguimos interromper o ciclo de jogos consecutivos a sofrer golos, e mais uma vez foi um golo perto do final que impediu que isso acontecesse.

Algumas alterações no onze, com o Moreira na baliza, o Coentrão a avançar para o meio campo, jogando o Carole nas suas costas, e o Jara no lugar do Saviola. O Gaitán manteve-se a jogar na direita, tal como o Carlos Martins como organizador de jogo. Na defesa, o Sídnei voltou a ocupar o posto ao lado do Luisão. O Benfica foi claramente superior na primeira parte. Talvez devido ao mau momento do Benfica, o Rio Ave se calhar acreditou que podia disputar o jogo olhos nos olhos com o Benfica, mas daí resultou muito espaço para o Benfica jogar no meio campo adversário, que foi bem aproveitado pelos nossos jogadores do ataque para executarem trocas rápidas de bola e encontrarem quase sempre alguém solto para rematar. O golo chegou cedo, aos oito minutos numa recarga do Cardozo a um remate de fora da área do Carlos Martins, e depois disso o Benfica continuou a criar oportunidades para aumentar a vantagem. Depois de já ter ameaçado por mais duas vezes, à terceira o Cardozo voltou mesmo a marcar, num bom remate de longe, ainda antes de chegarmos à meia hora de jogo. Até ao intervalo, o Rio Ave pouco ou nada incomodou, e o Benfica esteve sempre mais perto de marcar novamente.

A segunda parte foi muito diferente. As alterações quer no Rio Ave, quer no Benfica mudaram o jogo, com o Rio Ave a conseguir ter mais posse de bola, e o Benfica a apostar mais na contenção e na gestão do resultado, diminuindo claramente o ritmo do jogo. O Cardozo passou muito tempo demasiado só na frente, devido ao reforço do meio campo, e o Benfica já não conseguiu desenvolver tantas jogadas de ataque. De qualquer forma, e apesar de ter bastante mais posse de bola do que na primeira parte, o Rio Ave nunca conseguiu ameaçar seriamente a nossa baliza, e as melhores oportunidades de golo até acabaram por pertencer ao Benfica, que ia causando perigo quase sempre através de jogadas do Gaitán (principalmente) e do Coentrão. Estes dois jogadores estiveram mesmo perto de marcar, o primeiro num remate cruzado da direita que acertou no ferro da baliza, e o segundo noutro remate, quase tirado a papel químico do do Gaitán, que passou muito perto da baliza. Já mesmo sobre o final, o Rio Ave teve um livre muito perto da linha da área, e na sua marcação a bola passou entre a barreira e não deu hipóteses ao Moreira.

Gaitán, Coentrão e Cardozo terão sido os jogadores em maior destaque. Gostei também, outra vez, de ver o Carole, que me parece ter claramente qualidade para fazer parte do plantel do Benfica, e que à medida que vá fazendo jogos e ganhando mais confiança e rotinas de jogo, poderá ser um jogador importante. Gostei também do Sídnei no seu regresso à titularidade.

Pouco mais há a dizer deste jogo. Foi o penúltimo de uma época decepcionante, e pelo menos neste regressámos às vitórias. Para a semana podemos começar a pensar e a desejar tempos mais felizes para a próxima época.

por D`Arcy às 22:41 | link do post | comentar | ver comentários (64)

Bagão Félix

in "A Bola", 7 de Maio de 2011.

 

Meu caro consócio benfiquista Bagão Félix, digo-lhe hoje o mesmo que lhe disse há aproximadamente dois anos. É, também, neste tipo de sensatez que se manifestam as lideranças, desde as dos dirigentes às dos adeptos. É com esta sensatez que julgo ser possível construir e ser parte do futuro do Benfica

por Pedro F. Ferreira às 12:12 | link do post
Sexta-feira, 06.05.11

Lideranças

Olhar para o desempenho de uma equipa de futebol, para uma equipa de dirigentes ou para qualquer outra equipa é, também, observar o sucesso das lideranças. Por exemplo, quando observo o desempenho individual de cada um dos futebolistas do nosso Benfica, vejo as suas capacidades e a sua crença. Observa-se em que medida crê no modelo de jogo que interpreta, crê em si e crê nas ideias de quem o lidera. Quando o homem crê, o atleta quer. À junção do querer e do crer chama-se motivação.

 

No entanto, para que a motivação individual surja, é indispensável que haja na liderança a visão para detectar o talento, a potencialidade. Haja a coragem para desenvolver essa potencialidade e a lealdade para, pelo exemplo, motivar e unir um grupo (seja uma equipa ou uma massa associativa). Para isso, é importante que todos percebam que a vivência do sucesso não permite que se deixem de correr riscos, particularmente o risco de nos colocarmos em questão. Não há liderança onde não há conhecimento das virtudes e reconhecimento dos erros. Isto implica que uma das grandes marcas de uma liderança eficaz acabe por ser a reflexão sobre os erros cometidos e a capacidade de evoluir. Quem não tiver esta ousadia não será um líder. Quando muito será um chefe. Um líder deverá ter em si a loucura, o optimismo e a humildade para confiar na sua capacidade de aglutinar, motivar e, sempre que for caso disso, de mudar. Sendo que esta mudança, quando ocorre, deve revelar-se, antes de em qualquer outro, em si.

 

Nunca se poderá fazer um balanço do que foi, e está a ser, o momento presente do nosso Benfica, se não houver a ousadia e a humildade de questionarmos o nosso compromisso pessoal para com o Clube. Para este acto de liderança todos somos chamados: desde o presidente ao treinador, passando pelos atletas e, essencialmente, pelos adeptos.

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 3 de Maio e publicado na edição de 06/05/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 15:00 | link do post

Houve ao menos um benfiquista em campo, ontem.

 

Fábio Coentrão somos nós, dentro do campo.

 

Quinta-feira, 05.05.11

Perdida

Lembro-me bem da primeira coisa que disse no final do jogo da primeira mão. Depois de ver a nossa ponta final desse jogo, estava a adivinhar o que se iria passar. A única coisa que me apetece escrever é que a nossa equipa devia ter vergonha. Deixou-se (e não uso o verbo 'deixou' inocentemente) afastar da nona final europeia da nossa história pelo Braga. Repito: pelo Braga. Não foi por nenhum colosso do futebol, foi pelo Braga: um satélite do Porto, com uma equipa constituída por sobras e rejeitados de outros clubes. E foi este grupo que nos eliminou.

Jogámos uma meia-final europeia como se fosse um outro jogo qualquer, sem nada de especial a ganhar. Salvo honrosas excepções, não vi em quase nenhum jogador alguma motivação extra, algum brio, alguma vontade de chegar mais além. Nem parecia que tínhamos uma final a noventa minutos de distância. Sabia-se que o Braga não dá mais que aquilo. É o retrocesso até ao tempo infame do pior catenaccio, é conter até mais não, e ver se conseguem marcar um golo fortuito. Conseguiram-no, com o Jardel a assistir em lugar de honra, porque não vale a pena esforçarmo-nos para saltar a uma bola, e mais vale ficar a ver um tipo com menos vinte centímetros de altura a cabeceá-la para a baliza (o Sídnei é muito mau, continuem a achar que estamos melhor sem ele). E a partir daí, após apenas dezanove minutos decorridos, ficou praticamente tudo resolvido. Depois de se verem em desvantagem, foi só deixar correr o marfim. E não estou a falar propriamente do Braga. Quem deixou correr muito do marfim foi o Benfica, talvez à espera que um golo redentor caísse do céu. Qualquer bola que não vá directamente para os pés, e vá um pouco mais desviada, nem vale a pena correr mais um pouco para tentar lá chegar: desistem logo do lance. Pressão sobre o adversário, quase inexistente. Jogadas que se possam chamar de futebol, nenhumas. Oportunidades reais de golo nos noventa minutos, praticamente apenas um remate do Saviola ao poste - e que mesmo assim, foi numa jogada em que o mais fácil seria marcar. A sensação com que fico é que esta equipa, quando entrou em campo, dentro da cabeça já ia derrotada.

Faltam disputar dois jogos, mas a época acabou. E foi uma época que só pode ser classificada de péssima - para mim sê-lo-ia sempre a partir do momento em que não revalidámos o título de campeões. A equipa chegou a esta fase completamente destroçada, sem fio de jogo e sem crença em si própria.
Chega a dar dó ver, por exemplo, um jogador com a classe do Saviola a jogar da forma como está a jogar. Incompreensível, quando esta mesma equipa, durante esta época, chegou a ser brilhante e a mostrar futebol que, na minha opinião, foi ainda melhor do que aquele que jogámos a época passada. Eu não acredito - recuso-me a acreditar - que os nossos jogadores joguem mal porque querem. Mas têm a obrigação de pelo menos lutar contra o destino, em vez de nos deixarem a imagem de que estão conformados com o insucesso. Podemos cair, mas pelo menos devemos cair a espernear, cuspindo sangue na cara do adversário e lutando até à última gota de suor. O que não podemos é conformar-nos, sentar-nos a um canto, e amuar porque alguém nos bateu.

E assim, no espaço de semanas, se deitou fora o acesso a duas finais, quando tínhamos tudo na mão para lá chegar. Esta foi uma época completamente perdida, em que não conseguimos construir algo assente no sucesso da época passada. Entramos agora no período áureo para os necrófagos, que quererão aproveitar para se saciar colocando tudo e todos em causa. Que façam bom proveito, que a mim falta-me o apetite. A minha vontade neste momento era ir já amanhã renovar o cativo para a próxima época. Nunca mais é Agosto...

por D`Arcy às 22:50 | link do post | comentar | ver comentários (144)

Telegrama à alma benfiquista II

Acreditei que era possível e não foi. Todos perdemos.

por Pedro F. Ferreira às 22:26 | link do post

Telegrama à alma benfiquista

Eles jogam em casa. Eles nada têm a perder. Nós somos Benfica. Eu acredito na nossa vitória.

por Pedro F. Ferreira às 10:45 | link do post
Quarta-feira, 04.05.11

Um imbecil no Pasquim Radical

Bernardo Ribeiro: um grande imbecil ou apenas um imbecil grande (link)? A doutrina diverge.

 

Desmentido do Sport Lisboa e Benfica (link).

 

 

Apetece dizer o seguinte:

 

'Chamar ao Record um jornal de desportivo pode ser considerado abusivo. É pena, porque basta ver os jornais como o L’Equipe ou A Marca para perceber como podem ser interessantes os jornais desportivos, mesmo defendendo sempre as suas cores. Mas momentos como este - vou poupá-los ao tristemente célebre episódio em que um irresponsável do Record se enganou nas sondagens para a presidência do sporting- levam-me a pensar que o jornal Record devia chamar-se Record de Mentiras. Afinal, há por ali conteúdos que até um pasquim de aldeia pensaria duas vezes antes de publicar. E é pena que jornalistas (?) fiquem tão contentes em dar-se ao luxo de escrever imbecilidades tamanhas em forma de mentiras descaradas. O jornalismo desportivo português merecia mais e melhor. Ter alguns milhares de leitores eleva a responsabilidade e a história de um jornal com alguns anos fica manchada por gente assim.'

 

 

p.s. o triste é que ainda há quem caia nisto.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:45 | link do post | comentar | ver comentários (36)

Árbitro holandês diz que os bifes do Calor da Noite são mais tenros do que os de Amesterdão

Bjorn Kuipers engasga-se com rebuçado em jantar com dirigentes do FC Porto (link). A ajuda tardou porque pensaram que estava a dizer 'obrigado' em holandês.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:29 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Terça-feira, 03.05.11

Arcebispíada

 

“Caso se identifiquem os autores do ilícito e se prove coação do clube a que pertencem esses autores, o clube infrator é punido com baixa de divisão e uma multa de 50.000 a 200.000 euros” […]“É um ilícito de perigo, não é necessário provar que o árbitro ficou afectado e conduziu anormalmente o jogo em benefício do clube que coage” [link]

 

Como foi o Juiz Ricardo Costa a dizer isto, certamente que esta leitura está inquinada e certamente que haverá algum Rui Moreira da vida disposto a lançar-lhe uma “fatwa”.

 

Aposto que, por estes dias, muitos telefonemas andarão a ser trocados entre casas de alterne, alternadeiras, antigos clientes, actuais clientes e potenciais clientes. É com sabão desse que se lavam estas práticas “papais” em terras de “arcebispos”.

por Anátema Device às 11:11 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Domingo, 01.05.11

Injusto

Mais um jogo da segunda equipa, e mais um resultado pobre, desta vez um empate com o Olhanense. Mas desta vez até achei que a equipa não se portou mal, e o empate parece-me ser um resultado injusto para aquilo que se passou em campo, já que a nossa segunda linha foi quase sempre superior ao adversário. Falhámos ao não conseguir dar uma expressão mais justa ao marcador, e depois não resistimos à expulsão do Jardel, acabando por ceder o empate no último lance do jogo.

Desta vez as muitas alterações na equipa deixaram apenas dois dos habituais titulares no onze: Roberto e Gaitán. Este último parecia que iria jogar no centro, atrás dos avançados (uma possível experiência para Braga, dada a ausência certa do Aimar), mas acabou por se encostar mais à direita, passando o Meneses para o centro. A trinco, a novidade de ver o Roderick, embora esta seja uma posição a que ele estará habituado, já que nos júniores por vezes jogou aí. Para defesa direito, a aposta voltou a ser no Airton. O jogo começou praticamente com o nosso golo, após um bom passe do Gaitán para as costas da defesa a solicitar uma boa desmarcação do Jara, que controlou no peito e rematou cruzado, tendo a bola desviado num defesa antes de entrar. Um golo madrugador era o melhor que poderia acontecer a esta equipa, que foi mantendo sempre o adversário bem controlado durante toda a primeira parte. O futebol jogado nem sempre foi o melhor, mas as equipas concediam bastante espaço e por isso o jogo foi disputado de forma aberta, mesmo que sem grandes motivos de interesse.

Na segunda parte o Benfica mudou um pouco, passando o Jara para a direita e colocando o Gaitán a jogar mais como segundo avançado. O início pareceu prometedor, já que estivemos perto de marcar, num remate do Gaitán que levou a bola ao poste. Logo a seguir foi o Kardec quem falhou o golo de forma algo clamorosa, quando na pequena área ao cabeceou demasiado para o chão um cruzamento do Airton, o que levou a bola a subir e a passar por cima da baliza. O Benfica nesta altura dominava claramente o jogo, com algumas boas combinações entre o Peixoto e o Carole na esquerda, e com o Airton a mostrar-se mais atrevido na direita no apoio ao ataque, e ameaçava chegar brevemente ao segundo golo. Nova boa oportunidade foi desperdiçada pelo Jardel, que depois de um livre bem marcado pelo Peixoto apareceu solto ao segundo poste, mas chutou torto e para fora. Até que aos sessenta e sete minutos aquele senhor de crista que andava por ali a apitar resolveu expulsar o Jardel. Qualquer um dos amarelos mostrados ao Jardel foi um perfeito exagero, por faltas no meio campo e sem grade gravidade, mas devem-se ter esquecido de avisar o senhor que o campeonato já está resolvido há muito tempo, por isso só posso pensar que o senhor Vasco Santos resolveu prejudicar o Benfica apenas e só para sua recreação. O Benfica teve que se reorganizar após a expulsão, mas não voltou a agarrar o jogo. Os últimos minutos foram pobres, com o Benfica praticamente a abdicar de fazer posse de bola, e com os livres e cantos a sucederem-se a favor do Olhanense, que no último desses lances acabou mesmo por empatar. Depois de um canto do lado direito da nossa defesa, o Airton falhou a intercepção ao primeiro poste e nas suas costas, solto de marcação, apareceu um adversário quase em cima da linha a cabecear para o golo.

Os melhores do Benfica foram, para mim, o Jara e o Gaitán, enquanto esteve em campo. O Peixoto e o Carole fizeram também um bom jogo, e o Airton não se saiu mal na adaptação à direita da defesa, embora também seja verdade que nunca esteve sujeito a muito trabalho. Não gostei, mais uma vez, do Meneses, e irrita-me solenemente que ele marque diversos lances de bola parada quando raramente parece conseguir levantar sequer a bola, sendo esta quase invariavelmente cortada pelo primeiro defesa que encontra. Nestes jogos de 'pré-época' o Kardec tem-me desiludido. Nem é que tenha jogado mal, e até acho que ele se esforça, mas esperava que ele os aproveitasse para fazer golos, coisa que não acontece, normalmente acabando por falhar pelo menos uma boa oportunidade por jogo.

Enfim, mais um jogo de fim de época sem grandes motivos de interesse, mas que me irritou não termos ganho. Como é óbvio, eu quero que o Benfica ganhe sempre, mesmo quando o jogo conta para pouco. Foi pena não termos conseguido matar o jogo quando tivemos tudo para o fazer, e depois acabarmos por nos deixar ao alcance de um 'excesso de rigor' do bufador de apito para reequilibrar o jogo. E, claro, custa sempre vermos a vitória escapar-se-nos no último lance do jogo.

por D`Arcy às 21:40 | link do post | comentar | ver comentários (81)

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