VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 30.06.11

Sorteio

Realizou-se hoje o sorteio do próximo campeonato da Liga. Para mim, isto de sorteios mais ou menos simpáticos é muito relativo, porque mais cedo ou mais tarde teremos que jogar contra todos. Mas não deixa de ser interessante que comecemos o campeonato jogando precisamente contra as duas equipas recém-promovidas à primeira liga. Depois teremos uma deslocação sempre difícil ao Nacional, para recebermos de seguida o V.Guimarães. À sexta jornada será a visita ao antro do ladrão, e julgo que essa será uma óptima oportunidade para verificarmos o quão eficaz será o proposto novo regulamento disciplinar da Liga, que prevê penas como interdições de estádios ou jogos à porta fechada no caso de haver arremesso de objectos para o relvado.

 

De qualquer forma, o mais importante durante estas primeiras jornadas será mesmo evitarmos 'pôr-nos a jeito' (para utilizar uma expressão tão comum quando as roubalheiras se apagam das memórias e só fica o resultado). É que o porto tem, novamente, um treinador inexperiente (não orientou ainda qualquer jogo na divisão maior do futebol português - e não deixa de me fazer sorrir sempre que reparo no à vontade com que eles apostam em treinadores sem quaisquer provas dadas; é preciso ter mesmo muita confiança na 'estrutura' montada), e já estamos cansados de saber qual é o esquema habitual nestas situações. É trabalhar depressa e bem para providenciar ao neófito uma confortável almofada (ou mesmo colchão) pontual que lhe permita trabalhar com tranquilidade e ganhar confiança. Depois as coisas entram nos carris, e lá para o final da época já ninguém se lembra do que se passou em Agosto/Setembro. Convém portanto estarmos atentos e, repito, evitarmos 'pôr-nos a jeito'. O trabalho principal neste momento será montar um plantel equilibrado a partir das mais de quatro dezenas de jogadores que temos - e ainda juntar-lhes mais dois ou três, dependendo da saída ou não do Coentrão. Eu honestamente estou convencido que qualidade é o que não nos falta.

 

Quanto ao assunto do dia, que é a ida do Nuno Gomes para Braga: que faça mau proveito. Já expliquei a minha opinião várias vezes, e explico-a outra vez, porque para mim a coisa é muito clara. Entre ajudar o Benfica fora do campo, ou dentro dele ajudar uma das faces mais recentes e claras do antibenfiquismo em Portugal o Nuno Gomes, dando prioridade a um desejo pessoal dele, mandou o seu benfiquismo às malvas e escolheu a segunda hipótese. Está no seu direito, e respeito o seu direito à escolha. Mas já não respeito, nem sinto que tenha qualquer obrigação de respeitar, a escolha. É como respeitar o direito de uma pessoa escolher a profissão que quer ter. Se depois essa pessoa decidir tornar-se um bandido profissional, eu já não tenho nada que respeitar a escolha. Posto isto, expresso então os meus mais profundos e sinceros desejos dos mais decepcionantes insucessos desportivos para o que resta da carreira do Nuno Gomes. Que se divirta na companhia do eternamente amuado Joaquim. Para mim não há qualquer deferência: enquanto vestir aquela camisola, é apenas mais um adversário. E dentro dos adversários, considerando que estamos a falar do Porto B, consegue mesmo ser um dos mais nojentos.

por D`Arcy às 23:50 | link do post | comentar | ver comentários (47)

Nuno Gomes, haverá uma terceira vez?

Na unidade do benfiquismo que nos (benfiquistas e companheiros de “Tertúlia”) abrange, há espaço para a diversidade. Esta diversidade na unidade é mais notória nos temas mais emocionais e menos racionais. Assim, e tendo ouvido ao longo do dia tantas e tão diversas sensibilidades relativas ao facto de Nuno Gomes ter assinado pelo SCBraga, não será de estranhar que, brevemente, assistamos também aqui no blogue a apaixonadas discussões sobre esta decisão de Nuno Gomes.

 

Antes da saudável discussão que se avizinha, e antecipando o momento em que verei o benfiquista Nuno Gomes a ser apresentado num clube como o SCBraga (que nos últimos tempos tem tratado de forma execrável o Benfica, quando lá vamos jogar), não pude deixar de olhar para o passado e recordar o dia em que o Nuno foi apresentado, pela segunda vez, no Benfica, em Agosto de 2002…

 

 

Olho para o futuro e sinto que, se o Nuno se mantiver com a dignidade a que nos habituou, poderá, um dia, ser apresentado, pela terceira vez, no nosso Benfica.

 

Nuno, haverá uma terceira vez?

por Pedro F. Ferreira às 22:29 | link do post
Quarta-feira, 29.06.11

José Águas

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Pelo que simboliza e representa o José Águas na História do Benfica; pela amizade e carinho que tenho pela Leninha; pelo respeito que tenho por toda a família Águas; por tudo isto e porque fui acompanhando a criação deste livro desde os tempos em que ainda ele não passava de uma ideia… marcarei presença.

por Pedro F. Ferreira às 00:35 | link do post
Terça-feira, 28.06.11

A Benfica SAD reagiu às acusações de Jorge Baptista

Na sequência da situação reportada no post anterior [link], a Benfica SAD reagiu da seguinte forma:

 

«Benfica, SAD
Comunicado

As afirmações proferidas ontem à noite, num programa de debate, na SIC Notícias pelo senhor Jorge Baptista, além de gratuitas e difamatórias, constituem ofensas à honra, dignidade e consideração da Administração da Benfica, SAD, dos seus membros e colaboradores.

A sua gravidade impõe o imediato accionamento dos meios e instrumentos judiciais adequados à sua reparação. Nesta conformidade, o autor destas afirmações será objecto das competentes participações crime que contra ele serão apresentadas.» [link]

 

Desejo, para o bem do Benfica, que a verdade seja apurada nas instâncias competentes.

por Pedro F. Ferreira às 20:44 | link do post

É grave

Ontem, na SICN, o jornalista Jorge Baptista fez graves acusações sobre a idoneidade de alguém, uma espécie de “garganta funda” ou “bufo”, que de dentro do Benfica passaria informações sensíveis e confidenciais para fora do clube, para um rival, agindo dolosamente para com a sua entidade patronal.

 

Como benfiquista, espero que, pela gravidade das acusações, o assunto não fique por aqui. A serem, como espero e confio, falsas as palavras de Jorge Baptista, urge que o anátema de suspeição que este jornalista atirou para cima de quem trabalha perto dos órgãos de decisão do Benfica seja esclarecido.

 

Porque quero acreditar nos que servem profissionalmente o Benfica, penso que cabe aos responsáveis do nosso Clube desmentirem estas palavras e a Jorge Baptista fazer prova, nos locais apropriados, das graves acusações que efectuou. Aguardo algum desenvolvimento, pois este assunto é sensível e reveste-se de uma gravidade extrema. Ou seja, a ser mentira, será grave pela forma leviana com que um jornalista mente, sujando o nome de terceiros, numa acusação cega e cobarde; a ser verdade, será grave por motivos igualmente óbvios.

 

 

por Pedro F. Ferreira às 08:41 | link do post
Sexta-feira, 24.06.11

Manuel Sérgio

Manuel Sérgio foi convidado para membro da “estrutura” futebolística do Benfica. Terá a função de consultor.

 

Foi, nos últimos tempos, a notícia relativa ao Benfica que mais me agradou. Mostra-me um Benfica mais perto da vanguarda, mais perto dos saberes e, logo, mais perto da vitória. Mostra-me que alguém, consciente ou inconscientemente, deu o passo mais importante para se poder conseguir a melhoria. Alguém percebeu que só um Benfica capaz de reconhecer as suas fraquezas e potencialidades competitivas pode melhorar. Saber que o professor Manuel Sérgio foi a pessoa escolhida para ajudar ao desenvolvimento desportivo do Benfica é uma excelente notícia. Significa que alguém se preocupou em pensar a componente desportiva do Benfica como um todo e não como partes independentes. Alguém percebeu que o ‘princípio da complexidade’, o ‘princípio da relação’ e o ‘princípio da motivação’ deverão passar a ser os grandes subordinantes do treino e da competição.

 

Esta questão parece tão distante do relvado e dos momentos decisivos da bola na trave ou da bola na rede que aparenta ser despicienda. No entanto, que ninguém se iluda, pois já lá vai o tempo em que o futebol estava reduzido a princípios redutores e sujeitos ao carácter aleatório da vontade e da crença espontâneas do futebolista. Hoje, essencialmente devido a pensadores do fenómeno competitivo do desporto, sabemos que esses factores decisivos podem ser compreendidos e condicionados na sua aleatoriedade. A epistemologia da competição desportiva é essencial para compreender a própria competição. Saber que o Benfica deu esse passo é algo que me deixa orgulhoso.

 

Dado o passo, é importante que agora se saiba aproveitar o passo dado e que dentro da “estrutura” se perceba que o desporto, a competição e o futebol jogado dentro das quatro linhas pode e deve ser verdadeiramente pensado. Só assim, a racionalidade da ideia, do pensamento, pode agir sobre a aleatoriedade do jogo.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 20 de Junho e publicado na edição de 24/06/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post
Quarta-feira, 22.06.11

Now we're talking!

«A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, o seu Presidente, Luís Filipe Vieira e os seus Administradores interpuseram nas Varas Cíveis da comarca de Lisboa acções declarativas de condenação contra a PRESSELIVRE - IMPRENSA LIVRE, S.A., EDISPORT - SOCIEDADE DE PUBLICAÇÕES, S.A. e GLOBAL NOTÍCIAS, PUBLICAÇÕES, S.A., na qualidade de proprietárias, respectivamente, dos jornais “Correio da Manhã”, “Record” e “Jornal de Notícias”, contra os Directores destes, Octávio Ribeiro, Alexandre Pais e Manuel Tavares e contra os jornalistas Eduardo Dâmaso, Tânia Laranjo e Sérgio Pereira Cardoso, todos do “Correio da Manhã”, Eugénio Queiroz, do “Record” e Luís Antunes e Nuno Miguel Maia, do “Jornal de Notícias”.» [...]

 

[link]

por Pedro F. Ferreira às 18:53 | link do post
Segunda-feira, 20.06.11

Soltas e breves

António Carraça no Benfica. Não me esqueço das suas palavras, que chegaram a ser verdadeiramente acintosas para com o Benfica, quando o Carraça estava no sindicato dos futebolistas. Também não me esqueço das palavras elogiosas que de dentro da estrutura do Benfica me foram confidenciadas acerca do seu desempenho na estruturação das camadas formação do Benfica. A ver vamos…

 

Aimar e Saviola em negociações. A imprensa garante que o mercado turco anda a rondar estes dois argentinos. Não me passa pela cabeça a ideia de ficar sem algum destes dois futebolistas. São, na minha opinião, os dois melhores futebolistas do Benfica. A sua hipotética saída seria um tremendo erro.

 

O professor Manuel Sérgio no Benfica. Se assim for, é uma excelente notícia e sobre este assunto escreverei brevemente.

 

Adeptos. Confirma-se que o clubismo e o amor desinteressado ao clube está confinado ao 'adepto de bancada'. Seja em que clube for.

por Pedro F. Ferreira às 23:38 | link do post
Sexta-feira, 17.06.11

Olhos nos olhos

Dizia-me recentemente um consócio benfiquista que é essencial olhá-los (aos obstáculos) olhos nos olhos. Nesta singela expressão de benfiquismo está o grande desafio de coragem lançado a Job “Olha de frente tudo o que é grande”. Ou seja, reconhece os obstáculos, reconhece a sua grandeza, e apenas sendo grande os poderás ultrapassar. Para os ultrapassar, olha-os de frente.

 

Por vezes, é a própria grandeza que se transforma no obstáculo. A dimensão gigantesca do nosso Benfica é a sua maior riqueza, mas essa mesma dimensão pode ser o maior dos obstáculos. Reconhecer, com coragem, esta realidade e olhá-la olhos nos olhos é a única forma de transformar a divisão provocada pela pluralidade na união necessitada pela realidade.

 

Como é que se pode aglutinar o que, por natureza, é diversificado? Como é que se pode unir o que, por natureza, é diferente? A aglutinação surge espontaneamente nos festejos das vitórias, tal como surge espontaneamente nos momentos em que sentimos em perigo a própria sobrevivência do Benfica. Ou seja, a união surge nos momentos-limite. E o que fazer nos momentos, como o actual, em que as vitórias não surgem, mas o Benfica não está (como esteve num passado não muito longínquo) em perigo de sobrevivência?

 

Nestes momentos, o único caminho aglutinador é a união em torno das referências, daqueles que têm sido exemplo e testemunho de benfiquismo, daqueles a quem vulgarmente chamamos símbolos do Benfica e exemplos de benfiquismo. Para seguir este caminho aglutinador é preciso olhar olhos nos olhos para tudo o que é grande. É um exemplo de grandeza manter os símbolos do benfiquismo na casa do Benfica. Se queremos unir os benfiquistas, não podemos desviar o olhar desta realidade, temos de nos olhar olhos nos olhos.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 15 de Junho e publicado na edição de 17/06/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quarta-feira, 15.06.11

Indignidade

Há maneiras e maneiras de fazer as coisas. Doze anos não são doze dias nem doze meses. O processo que levou à saída do Nuno Gomes do Benfica ENVERGONHA-ME como benfiquista. Já disse mais do que uma vez (aqui e aqui) que, mesmo desportivamente, não fazia sentido nenhum que saísse. E muito menos faz em termos do que é preciso no balneário, onde as referências benfiquistas são tantas quanto Coca-Colas no deserto… Mostrem-me um jogador (UM!) que diga mal do Nuno Gomes como colega ou como profissional. Sim, podem argumentar que o Nuno Gomes já não era titular e era muito pouco utilizado. Mas é o sinal que isto dá! Não só para o balneário como para as bancadas!

 

1994/95 para 95/96: saída de Paneira, Isaías, Mozer e Veloso. 2010/11 para 11/12: saída de Nuno Gomes (também não há mais ninguém do género para sair…). Sou só eu a ver aqui um padrão?!

 

Vir-me-ão dizer que ele já estava velho e que os Felipes Menezes, os Éder Luíses, os Fernándezes é que são o futuro. Toda a gente tem direito à opinião de achar que estes têm lugar no Benfica e um Nuno Gomes não. Mas eu prefiro olhar para o rendimento de um jogador, para a mais-valia que ele pode trazer à equipa e ao plantel, em vez de olhar simplesmente para o B.I. Sim, porque só olhando para o B.I. é que se pode considerar que ele já não tem lugar no plantel. Qualquer outro argumento é rebatido com factos racionais.

 

Mas tudo bem, não se contava com ele para a próxima época. Custava muito ter-lhe e ter-nos dito isso ANTES de a época acabar. Para que ele pudesse ter uma despedida dos adeptos semelhante à do Rui Costa?! Foram doze anos, F***-SE!!! Ou foram os quatro minutos que jogou frente ao Leiria que fizeram quem de direito decidir que ele não tinha lugar no plantel?! Deixa-se o homem ir para férias sem lhe dizer nada e depois sabe pelos jornais que não vai ficar?! Mas o Benfica é isto?! É assim que se trata os símbolos do clube?!

 

Nuno Gomes: muito obrigado por tudo o que deste ao Benfica! Pelos muitos golos, pelas muitas alegrias e pelas muitas manifestações de classe dentro e fora do relvado. E especialmente por isto: porque, ao contrário de outros, tornaste-te tão benfiquista como nós e percebeste o que é o benfiquismo. E, ao contrário de outros, não me consta que alguma vez tenhas feito chantagem com o Benfica, acenando-lhe com propostas de presidentes de clubes rivais e ameaçando ir para lá, na altura de renovar o contrato. Há quem seja bom na sua profissão. E quem também o seja e tenha a mais-valia de ser igualmente benfiquista. Eu continuo a preferir estes. Como tu. Que são quem faz renovar o benfiquismo. Não tens nada que agradecer. Quem te agradece, somos nós. Os Adeptos. Com maiúsculas, tal como tiveste o cuidado de escrever no teu comunicado. Lá está, pequenos pormenores que dizem tudo…

 

Ninguém é do Benfica graças aos "profissionais", um clube puramente racional é um clube que não tem futuro. A emoção é parte indissociável do sentimento de pertença. Tira-se essa parte e não fica quase nada. Trata-se mal um símbolo do clube, trata-se mal o benfiquismo e, no limite, o próprio Benfica. Mas também não se pode esperar muito mais vindo de quem pura e simplesmente não percebe o que é o Benfica… E os jogos com o CRAC em casa na época passada ajudaram igualmente a demonstrar isso.

 

A SAD também não esteve bem neste processo todo. Não se pode dar rédea solta a quem toma as decisões técnicas, senão arriscamo-nos (e estou à vontade para dizer isto, porque até gostava do Camacho) a ter "jorges ribeiros" a voltar a vestir a nossa camisola. Salve-se o facto de este comunicado ter a dignidade que faltou em toda a história. Especialmente se a última frase se verificar no futuro.

 

P.S. – Excepcionalmente a caixa de comentários fica fechada. Estou demasiado chateado para, pela amostra do último post, ter que ler pérolas do género “o Maria Amélia já vai é tarde”… Peço desculpa a todos os restantes que conseguem articular argumentos mais racionais. Para esses, há sempre o email da Tertúlia.

por S.L.B. às 15:49 | link do post
Terça-feira, 14.06.11

Do que fomos e somos.

Sim, defendo que Nuno Gomes devia ter sido tratadod e outra forma. Mas também acho que, havendo bom senso e genuina boa vontade de ambas as partes, a coisa ainda se resolve. Mas é bom não perder a noção da grandeza relativa dos chamados "símbolos" do clube. 

Chalana foi enorme, mas Eusébio o maior, só para dar um exemplo do que quero dizer. Vem isto a propósito de um livro que acho que todo o benfiquista devia ler. 

 

 

Um documento, todo ele benfiquismo. Indispensável.
Domingo, 12.06.11

Ainda sobre Nuno Gomes

Em tertúlia vamos conversando sobre o dia-a-dia do nosso Benfica. Muitas vezes concordamos, outras tantas discordamos. Cada um vai sentindo o Benfica à sua maneira, de acordo com o seu posicionamento pessoal.

 

A hipotética saída do Nuno Gomes conduz a posições bastante diferentes, algumas extremadas e outras nem tanto. Do meu grupo de amigos benfiquistas, e depois de muita discussão e argumentação em privado, alguns vão tornando pública a sua opinião sobre o assunto.

 

De entre essas opiniões, destaco estas duas: 21, fora (do Pedro R.) e Insensibilidade benfiquista do (Sérgio B.).

 

Várias vezes me desafiaram para tornar pública a minha opinião. É simples, partilho a opinião deste rapaz: :)

 

 

 

(excerto do programa Benfica 10H - 10 de Junho de 2011)

por Pedro F. Ferreira às 18:00 | link do post
Sábado, 11.06.11

Reflexões sobre a época 2010/11

A melhor comparação de que me consigo lembrar para definir a época do Benfica é a de uma montanha russa de emoções, sendo que infelizmente para mim e para todos nós a viagem acabou com um loop a meio do qual nos apercebemos que não tinhamos o cinto de segurança posto.

 

Assim, se já na pré-época as expectativas de uma temporada na senda da anterior começaram a ser postas em causa devido a alguns lances menos normais, digamos, do guarda-redes contratado precisamente para defender aquelas bolas impossíveis às quais o Quim raramente ou quase nunca chegava, provando o velho ditado que mais vale 1 pássaro na mão do que dois a voar, isto é, mais vale um guarda-redes que não defende as bolas impossíveis mas que defende a maior parte das que são possíveis (!); por outro lado e aparte esta situação que muitos, eu inclusivé, tentaram perceber à luz de uma situação pontual que rapidamente e também/sobretudo devido ao preço pago na sua aquisição só podia mesmo ser temporária, por outro lado como dizia e a espaços a equipa praticava um futebol muito agradável à vista utilizando por vezes um esquema táctico diferente do anterior e que fazia uso de uma das aquisições efectuadas atempadamente, Jara de seu nome. Mal sabíamos nós que essa experiência começara e acabaria pouco tempo depois.

 

Vem então o 1º troféu oficial da época e o 1º de 5 clássicos que haveríamos de disputar com o nosso grande rival em Portugal. Se bem me recordo estava razoavelmente confiante de que iríamos levantar o caneco. Afinal, basicamente continuavamos com o mesmo plantel da época anterior, salvo as saídas importantes de Di Maria e Ramires (além do já supracitado Quim) que teriam sido em parte colmatadas pela aquisição de Gaitan; e mais importante ainda continuavamos com o mesmo treinador que até à data tantas alegrias nos tinha dado e que tão poucos defeitos tinha demonstrado até então. O nosso adversário esse tinha contratado um treinador jovem que estava em presença do maior desafio profissional da sua ainda curta carreira.

 

Pois bem, 0:2, sem espinhas, e a primeira de quatro derrotas, cada qual mais dolorosa do que a anterior, que viríamos a sofrer contra o fêcêpê durante a época.

 

Chega então o campeonato e apesar do desaire anterior as expectativas ainda eram elevadas procurando-se (me) justificar esse resultado devido a uma conjunção de factores, nomeadamente a um dia menos bom nosso e a um dia exepcionalmente bom do adversário. Nem nos meus piores pesadelos poderíamos ter iniciado de pior forma a defesa do campeonato tão bravamente conquistado, com 3 derrotas a pontuarem os 4 primeiros jogos! E na 5ª jornada chegava o 1º derby da época, na Luz. A hecatombe estava à porta. Estaríamos afastados da luta pelo título em Setembro?!? Olhando em retrospectiva e apesar de esse jogo ter marcado a reviravolta estatística, quando a exibicional já se fizera sentir no jogo anterior em Guimarães onde só uma arbitragem verdadeiramente pornográfica conseguiu impedir a nossa vitória, sim nessa altura já estavamos afastados do título, apesar de ainda não o sabermos. No entanto o futebol agradável e ofensivo estava de volta. O próprio Roberto beneficiou de um momento cinematográfico para mostrar o valor que só posso acreditar que tenha estado na base da sua aquisição quando após ter perdido a titularidade para Júlio César é forçado a entrar a frio para tentar defender uma grande penalidade que a ser convertida colocaria o Estádio da Luz em polvorosa, e cuja defesa o catapultou para exibições que de facto e a bem da verdade nunca vi o Quim fazer. Tudo corria portanto sobre rodas nessa altura, pelo menos a nível nacional, uma vez que às várias vitórias consecutivas na Liga se contrapunha uma participação desastrada na Champions com duas derrotas que apenas não foram mais pesadas devido ao tal factor Roberto...hood.

 

Ficavam à vista algumas limitações do plantel e também do nosso treinador uma vez que Jorge Jesus optava por basicamente seguir a mesma estratatégia que tão bons resultados tinha dado na época anterior, apesar de faltar dentro do campo aquele jogador que segurava o meio campo, ora esticando-o quando a equipa tinha a posse da bola ora diminuindo os espaços assim que a posse da bola era perdida. Falo como é óbvio de Ramires, que estranhamente nunca foi substituído. Erro crasso. Se a esperança era Amorim, essa cedo ficou dissipada devido a uma desgraçada chamada fora de tempo para disputar o Mundial da África do Sul que o fez perder a pré-época e posteriormente boa parte da época. As opções para a direita ficavam reduzidas a Carlos Martins (!) e a um míudo de 20 anos emprestado pelo Atlético Madrid que apesar de também ele jogar sobre a direita tinha mais parecenças com Ramires na cor da pele do que em termos de características do seu estilo de jogo. Nesta fase César Peixoto por exemplo era uma das presenças constantes no 11 titular. O próprio Maxi que poderia ser opção para alguns jogos, subindo no terreno, pagava também ele a presença no Mundial onde se cotara como um dos melhores laterais direitos da competição e a ausência de uma opção credível no plantel para o substituir.

 

Juntavam-se a estes factores prestações individuais muito aquém do que já se lhes vira fazer por parte de alguns dos principais obreiros das conquistas anteriores, com David Luiz, Saviola e Cardozo à cabeça.

 

É nessa fase que chega a deslocação ao Dragão para o campeonato. E JJ borra a pintura. Decide-se a colocar David Luiz na esquerda, onde passou o jogo a levar com o Hulk, entrando Sidnei para fazer dupla com Luisão. Dificilmente poderia ter corrido pior. Se o campeonato não estava perdido, perdido ficou. Restavam as competições a eliminar onde ainda tínhamos hipóteses em todas elas, nomeadamente na passagem à próxima fase da Champions, caso cumprissemos com a nossa obrigação de ir vencer a Israel e de depois discutir o 2º lugar com o Shalke na Luz. Recordo-me que antes de ir ao Dragão vinhamos de uns 75 minutos verdadeiramente estrondosos com o Lyon em casa, estando a aviar o campeão francês por 4:0. Terá o último quarto de hora desse jogo assustado JJ e terá sido esse um dos factores para a mudança de estratégia para a partida do Dragão? Só ele o saberá.

 

Curiosamente e quando nada o faria prever o jogo do Dragão marca um ponto de viragem na época, o qual muito sinceramente não consigo explicar, e embalamos para uma série extraordinária de vitórias consecutivas nas competições nacionais, interrompida somente pelos jogos da Champions, sendo que do jogo do Dragão, disputado a 07/11/2010, até ao jogo de Braga, a 06/03/2011, parecia estar de volta o rolo compressor. Pelo meio fomos dar uma machadada decisiva (pensava eu) nas aspirações do FCP de chegar à final da taça de Portugal e estavamos a colocar o máximo de pressão que era possível de aplicar devido ao péssimo arranque no campeonato nacional, onde o nosso adversário sabia que a perda de pontos poderia tornar quase decisivo (a esperança era essa) o jogo de volta a disputar na Luz.

 

Mas nem o adversário perdeu esses pontos nem o Benfica resistiu a mais uma arbitragem pornográfica (quando se f*de alguém sem procurar disfarçá-lo e se usa um enredo básico e batido como tudo só o posso comparar mesmo a uma película XXX) que fez a série vitoriosa se quebrar no Municipal de Braga. Restavam as competições a eliminar em que estavamos bem lançados para fazer a tripla, já que à vitória alcançada no Dragão na 1ª mão das meias-finais da taça se juntava a presença nas fases decisivas da Liga Europa e da Taça da Liga. Mas assim como tiveramos a subida estratosférica de forma depois da derrota copiosa com o Porto para o campeonato também presenciamos o reverso da medalha após a derrota em Braga. JJ apercebendo-se quiçá tardiamente das limitações do plantel começou a fazer mudanças maciças nalguns jogos para poupar os jogadores mais importantes para os jogos decisivos das competições nas quais tinhamos aspirações legítimas de conquista e chegamos aos tais jogos em que se iria decidir se basicamente a época iria ser para recordar pelos melhores motivos ou se seria pelos piores.

 

No entretanto já não morava David Luiz, vendido em Janeiro ao Chelsea e substituído na equipa primeiro por Sidnei e posteriormente por Jardel, contratado ao Olhanense, e era Roberto que ia segurando as pontas bem ladeado por Luisão e os inexcedíveis Maxi e Coentrão. Mais uma vez e parecendo (com)provar que uma das principais lacunas do guarda-redes espanhol é (a falta de) estofo psicológico, o jogo de Braga e um golo muito consentido que permitiu na altura o empate à equipa bracarense levou ao regresso da tremideira tanto na baliza como nas bancadas da Luz sempre que havia um cruzamento para a área do Benfica.

 

E chegaram então os 2/3 jogos que decidiram a época. Primeiro a possibilidade/obrigação de impedir a festa do campeonato para outras cores no nosso estádio e posteriormente a confirmação da passagem às finais da Taça de Portugal e da Liga Europa. Ambas pareciam perfeitamente possíveis de alcançar. No entanto JJ não quis deixar de dar razão aos que diziam, eu incluído, que ele tinha deixado para esta época a divulgação dos seus defeitos como treinador, ausentes ou disfarçados pelas exibições e pelos resultados da equipa na época anterior, e a lesão de Salvio que o incapacitou para o resto da época, cuja subida de forma juntamente com a de Gaitan tinham sido decisivas para os 4 meses brilhantes da equipa, foi a gota de água que fez transbordar o copo.

 

Assim, no jogo da 2ª mão da Taça de Portugal JJ teve opções que no mínimo dos mínimos devem ser consideradas peculiares, uma vez que sabendo que defendia um resultado positivo optou e bem por dar as despesas de jogo ao adversário mas por outro lado colocou um avançado a fazer as vezes de médio direito (Jara), a que juntou (in)decisões fatais na leitura do jogo. Quem não se recorda de ver Aimar a aquecer e a desaquecer indefenidamente quando se percebia que às perdas de bola perigosas de Jara se juntava a condição física cada vez mais limitada de Carlos Martins deixando as despesas defensivas do meio campo basicamente para Javi e Peixoto que tinham de lidar com 3 e por vezes 4 jogadores adversários.

 

E após o 1º golo do adversário, quando a elminatória ainda estava a pender para o nosso lado tudo se desmonorou. A equipa, o treinador, os adeptos, tudo. Olhando retrospectivamente acho que JJ e a equipa paralisaram de medo. Nem viram o que lhes estava a acontecer. Naqueles 10 minutos fatídicos a diferença entre estarem em campo com a camisola da águia ao peito os diversos internacionais pelos seus países ou um qualquer grupo de amigos que se juntam ao fim de semana para dar uns toques era praticamente nula.

 

E foi a mesma paralisação que terá afectado a equipa após se ver em desvantagem no jogo e na eliminatória no jogo da 2ª mão das meias finais da Liga Europa que a impediu de marcar um golo, um golo que fosse, em 75 minutos que voltasse a fazer pender a eliminatória para o nosso lado.

 

Paralisação provocada pelo medo de falhar/falta de condição física/ausência de opções no plantel para algumas posições chave/falta de espírito de grupo provocada por razões que a mim são desconhecidas, algures aqui pelo meio ou talvez em todas elas estará a explicação para o balanço necessariamente (muito) negativo que se tem de fazer da época 2010/11 do Benfica. E é na sua identificação e na sua expurgação que reside o segredo para que uma época como esta não se repita. A começar já pela próxima! Estou confiante em que as mesmas pessoas responsáveis pelo que de bom se fez há 2 épocas corrijam o que de errado se fez (fizeram) na preparação desta e cá estarei para dar voz ao que penso quando se vir com mais propriedade o esqueleto do plantel bem como as primeiras indicações dos jogos de preparação.

 

Até lá...que viva o Benfica e o benfiquismo!

por Superman Torras às 07:52 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Sexta-feira, 10.06.11

Tempos de incerteza

Costuma a pré-época ser uma espécie de renovação da esperança, de renovação do optimismo. Esta é-o, mas é também um tempo de reserva, de prudência e de algum cepticismo.

 

Notamo-lo nas pequenas conversas, nos comentários, na agitação da espuma dos dias que correm. Há ainda uma espécie de cicatrização inacabada das feridas da época findada e a expectativa desconfiada para os tempos que estão para chegar. Entre futebolistas, muitos, que são anunciados e confirmados e ameaça de saída de alguns que têm sido referência e porto de abrigo da alma benfiquista, fica aquela sensação de que vamos, novamente, enfrentar o desconhecido, desconhecendo as reais valias do nosso Benfica futuro.

 

Este cepticismo é um sentimento legítimo, sabendo que muitos dos nossos receios derivam da suspeita e não da realidade. Tal como sabemos que só enfrentando a realidade podemos dissipar receios passados e confirmar certezas futuras. Nestes momentos, é muito fácil cair num pessimismo sistemático e infecundo ou num pragmatismo de tal forma frio que se transforma em algo de acrítico, algo que subverte a nossa essência.

 

Assim, o equilíbrio do adepto, nestes momentos, é um exercício difícil e, muitas vezes, incompreendido. Em momentos de indefinição, joga-se o tudo ou o nada futuro, o que exige prudência na análise do momento presente.

 

Escrevia Miguel Torga que “a gente deve lançar a âncora numa praia verdadeira”. Estou convencido de que a praia verdadeira não é o apocalipse que alguns profetas da desgraça anunciam tal como não é o paraíso que alguns vendedores de ilusões apregoam. Está algures aí pelo meio. Saibamo-nos situar, para encontrar esse indispensável equilíbrio.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 07 de Junho e publicado na edição de 10/06/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post
Quarta-feira, 08.06.11

Coentrão

Só faltava mesmo o bronco do Evangelista vir botar faladura sobre o caso do Coentrão. E nem parece saber muito bem do que fala, uma vez que acha que o Coentrão é livre de dizer o que muito bem entender, desde que isso "não colida com os interesses do clube". Bem, a meu ver, os "interesses do clube" serão manter o jogador nos seus quadros, conforme já foi afirmado publicamente diversas vezes, ou então forçar o clube que o quiser levar a bater a cláusula de rescisão. Parece-me que quando um jogador vem dizer que já não tem a cabeça no seu actual clube e que quer ir jogar para outro clube, isso será contrário a estes interesses.

 

Estamos a assistir ao processo habitual de compra de um jogador por parte do Real Madrid, que é seguido sempre que eles não querem pagar o valor da cláusula de rescisão. Assediam o jogador, usam a 'Marca' e o 'As', usam outros jogadores que sejam próximos do jogador em questão, e por fim colocam o próprio jogador a fazer ultimatos. Não é novidade nenhuma, já o fizeram inúmeras vezes e a diversos clubes para além do Benfica. O que me surpreende sempre é que, repetindo eles este comportamento tantas vezes, ainda não tenham acabado nenhuma vez com uma queixa formal na FIFA.

 

Quanto ao Fábio, agradeço-lhe o profissionalismo que revelou nos últimos dois anos e a forma como, em campo, defendeu o nosso emblema sempre que envergou a nossa camisola durante esse período. Se agora quer ir embora, então é pagarem aquilo que é devido, adeus e muito obrigado. As juras de amor eterno ao Benfica que ele fazia há poucas semanas atrás sempre me soaram a discurso de ocasião, e nunca o consegui ver como qualquer tipo de bandeira de benfiquismo. Nem a ele, nem a nenhum outro. Chamem-me descrente se quiserem, mas chega a assustar-me a facilidade com que vejo muita gente elevar de repente um qualquer jogador a porta-estandarte da Mística e do Benfiquismo. Se calhar é a falta deles que leva a que exista uma certa ânsia em vê-los a torto e a direito à primeira oportunidade. Dos mais recentes, nenhum deles me convenceu neste aspecto. Nem Coentrão, nem David Luiz, nem Simão, nem mesmo Luisão ou Nuno Gomes. Admiro-lhes, se for caso disso, o profissionalismo, o empenho, o talento ou a capacidade de liderança. Quanto ao Benfiquismo, a minha admiração terá acabado para aí na geração do Shéu, do Bento e do Nené.

por D`Arcy às 17:39 | link do post | comentar | ver comentários (55)
Terça-feira, 07.06.11

A propósito dos dias que correm...

"The Man Who Shot Liberty Valance"

 

 

 

Ransom Stoddard: You're not going to use the story, Mr. Scott?

Maxwell Scott: No, sir. This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend.

por Pedro F. Ferreira às 08:47 | link do post
Segunda-feira, 06.06.11

Insensibilidade benfiquista

Adeus a Nuno Gomes

 

Diziam ontem os comentadores políticos que, depois do show off da campanha eleitoral e das eleições, hoje o país caía na vida real outra vez. E essa realidade revelou-se com uma das piores notícias do ano. A confirmar-se (e eu ficaria muito mais descansado se a notícia fosse dada pelo Record em vez de A Bola...), isto só revela que há alguém que continua sem perceber o que é o Benfica. Alguém que nesta época não conseguiu passar a mensagem a quem de direito que NÃO se pode deixar um rival ser campeão na nossa casa. Nem que todos tivessem que comer a relva até fazerem o piso -4 das garagens, isso NÃO podia ter acontecido. Alguém que não conseguiu mentalizar os jogadores que NÃO se pode perder uma meia-final da Taça de Portugal em casa, depois de ganhar 2-0 no terreno de um rival. Alguém que não percebeu que NÃO se pode perder uma meia-final europeia contra o... Braga.

 

Eu sei que não estamos a falar de craques como o Felipe Menezes, o Éder Luís, o Fernández ou outro qualquer contratado depois de visionamentos a altas horas da madrugada de jogos de campeonatos sul-americanos, estamos a falar apenas de um jogador que, só para referir esta época, marcou cinco(!) golos em 95’ em campo. Um jogador que tem 12 épocas de Benfica, que está a apenas dois jogos de chegar aos 400 pelo clube (número que o honraria não só a ele, como ao próprio Benfica) e que é o portador da mística do clube no balneário, mas mesmo assim acho que só uma incompreensível teimosia, estupidez e falta de noção do clube onde se está é que faria alguém não ver a utilidade de um jogador destes no plantel de uma equipa.

 

Quero MUITO crer que isto não passará de especulação jornalística (gostaria de um desmentido no nosso site o mais depressa possível), mas se se confirmar e portanto, ainda por cima, o Nuno Gomes vier a saber em primeiro lugar pelos jornais que não se irá manter no plantel, isto é algo que me ENVERGONHA enquanto benfiquista. Não é maneira de tratar ninguém, MUITO MENOS o capitão de equipa e alguém com 12 épocas de casa! E aí a culpa já não será só de quem acha que ele não é útil no plantel...

por S.L.B. às 13:20 | link do post | comentar | ver comentários (61)
Sábado, 04.06.11

Rui Costa e o futuro

Escreve hoje o Correio da Manhã que “Rui Costa pondera abandonar o Benfica”. [link]

 

Não sei se é ou não verdade que Rui Costa pondere abdicar do cargo e das funções que ocupa na SAD do nosso Benfica. Sinceramente não sei. Mas, sinceramente, sei que Rui Costa não vai abandonar o Benfica. Isso seria abandonar o seu ADN, abandonar uma parte de si, uma parte da sua essência. E isso garanto que o não vai fazer. Abandonar o Benfica seria abandonar o benfiquismo e o benfiquismo do Rui Costa não o permite. Abdicar de um cargo na SAD do Benfica é outra questão, e são questões tão diferentes que não se resumem a um preciosismo de sensibilidade semântica.

 

Aliás, há momentos em que abdicar do que parece essencial nos aproxima mais do que realmente é essencial…

por Pedro F. Ferreira às 12:05 | link do post
Sexta-feira, 03.06.11

Quem provoca o ruído?

Num ambiente de grande perturbação provocada por um militante, pouco inocente e sistemático ruído exterior provocado por um sector específico da comunicação social, continua a preparar-se a próxima época da equipa sénior de futebol.

 

No entanto, o escarro constante que alguns chefes de redacção fazem no código deontológico da sua profissão leva a que as energias e as atenções que deveriam estar concentradas apenas na dita preparação da época vindoura dispersem pela necessidade de dar resposta às graves acusações que têm sido feitas a alguns responsáveis do Benfica.

 

Sobre estas acusações, e nos superiores interesses do Benfica, é essencial que as entidades competentes investiguem o que tiverem de investigar, que apurem a verdade dos factos e que este seja um processo justo. Para isso, é indispensável que haja independência e impermeabilidade a pressões. No imediato, louve-se a atitude dos responsáveis do Benfica, pois vieram a público esclarecer sobre a sua reafirmada inocência, não fugiram – ao invés de outros que coincidentemente viajaram para a Galiza – e continuam a poder andar de cabeça erguida.

 

Dito isto, importa que não sejamos ingénuos e saibamos que todo este ruído não aproveita apenas aos nossos rivais desportivos. Além de outros que se movimentam em águas bem mais profundas, lembremo-nos que também desse ruído contam tirar proveito alguns dos que esperam pela futura renegociação dos direitos de transmissão televisiva. Sabendo a quem aproveita o ruído, resta saber quem o provoca e agir em conformidade.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 29 de Maio e publicado na edição de 03/06/2011 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quarta-feira, 01.06.11

Sugestão literária para o sr. Jorge Nuno e acompanhante, perdão, companheira.

Sabendo nós que, além da fina ironia e – dizem as más-línguas – da propensão natural para o ilícito, o sr Jorge Nuno também gosta de recitar boa literatura, e com o nobre intuito de lhe fornecer material para decorar e recitar (aqui entre nós, já começa a ser patético demonstrar erudição bacoca sempre com o mesmo poema do Régio), aqui lhe deixo a sugestão de um excerto da obra excelsa de Camilo Castelo Branco.

 

Pode o sr. Jorge Nuno aproveitar a viagem de regresso de Roma, mais propriamente do Vaticano [link], para, juntamente com a sua “esposa(?) virtuosa”, pôr a leitura em dia. Respeitosamente, aqui fica o pedaço de prosa:

 

«Pantaleão Mendes Guimarães, quarenta e cinco anos, capitalista, armador, antigo negreiro e "engajador" moderno. Há doze anos que uma frescaça loureira, chamada Francisca Ruiva, lhe coou filtros cupidíneos através das enxúndias do peito, e lhe atorresmou os toicinhos da alma. Pantaleão trasladou do bordel às alcatifas de sua casa a Ruiva saudosa do lundum chorado, investiu-a da governança da despensa, e mais tarde esposou-a, no intento de condecorar socialmente a lama que trouxera do alcouce. E, de feito, D. Francisca Mendes, neste ano de 1847, já logrou a satisfação de se ver também caluniada de "esposa virtuosa" nas gazetas

 

Camilo Castelo Branco

in

“Os Brilhantes do Brasileiro”

por Anátema Device às 22:49 | link do post | comentar | ver comentários (30)

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