VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quarta-feira, 29.02.12

Recomeçar

A perda, em apenas 2 jornadas, da vantagem de 5 pontos que o Benfica tinha em relação ao FCP foi um tremendo choque para todos nós, benfiquistas. Entre opções tácticas questionáveis, menor rendimento da equipa (com algumas ausências por lesão) e, sobretudo em Coimbra, arbitragens "de encomenda", a realidade incontornável é que perdemos 5 pontos (e o ascendente moral que essa vantagem nos conferia) e agora partilhamos a liderança do campeonato com o adversário de próxima 6ª feira.

 

Se o desânimo, a frustração, a irritação são sensações naturais causadas por esta perda, a verdade é que de nada nos adianta ficarmos nesse estado, nem mesmo após saber quem será o árbitro do próximo jogo.

Quando, por exemplo, uma falha informática causa a perda de horas de trabalho, por muita irritação que isso me cause não me resta outra opção que não arregaçar as mangas e recomeçar a fazer o que já havia feito, se possível, melhor ainda, aprendendo com os erros cometidos (para os não voltar a repetir) e tomando as precauções necessárias para que, na eventualidade de nova falha, casual ou provocada, as perdas sejam mínimas.

 

De facto, nestas últimas jornadas a nossa equipa (treinador incluído) podia ter feito mais e melhor. Mas também não podemos ignorar, sobretudo no jogo em Coimbra, a existência de falhas graves na arbitragem que contribuíram para este perda.

No entanto, apesar da frustração causada, não resta outra opção que não arregaçar as mangas e recomeçar a construir a vantagem perdida, já no próximo jogo. A minha expectativa é (e só pode ser) que perante esta necessidade de recomeçar, a equipa técnica irá repensar algumas decisões tácticas (antes e durante o jogo), de modo a minimizar as nossas vulnerabilidades que possam ser exploradas pelas duas equipas que vamos defrontar, e suscitar nos nossos jogadores a vontade de fazer mais e melhor.

 

Olhando para tudo o que já foi feito nesta época (e não apenas para os últimos jogos), o Benfica é a equipa que melhor futebol tem praticado. Bem sei que, por si só, não é suficiente. Não basta ter, globalmente, o melhor futebol. É necessário demonstrá-lo em cada jogo. E, no caso do Benfica, é sabido que nem sempre basta ser melhor jogo após jogo. Por vezes é mesmo necessário ser muito melhor. E é já nesta 6ª feira que o Benfica vai ter de, inequivocamente, fazer essa demonstração. Mas mesmo vencendo, o que acredito que irá acontecer, ainda assim será como se nada tenha ficado demonstrado. Na jornada seguinte, terá de voltar a fazer semelhante demonstração. Só assim o Benfica poderá aspirar a ser campeão.

 

E a nós, adeptos, mesmo com todas as dúvidas que possamos ter, não nos resta outra coisa, sobretudo para quem vai estar na Catedral na próxima 6ª feira, que não apoiar intensamente o Benfica. Bem sei que é um lugar-comum dizer isto, mas o nosso apoio é essencial para que a nossa equipa acredite que é superior (acima de tudo porque, efectivamente, o é e já o demonstrou!)

 

Posto isto, partilho as palavras que, nos últimos dias tenho recordado constantemente e que nunca são demais recordar: o refrão do verdadeiro hino do Benfica.

 

Avante, Avante p'lo Benfica!

Que uma aura triunfante Glorifica!

E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,

Honrai agora os ases

Que nos honraram o passado!

Momento que aconchega a alma

Ontem, no Coliseu, em dia de aniversário do nosso Benfica, ouvir as palavras genuínas do senhor Mário Wilson. [link]

 

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por Pedro F. Ferreira às 09:15 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Vejam se adivinham

Qual foi árbitro que no Domingo passado foi, alegadamente, visto a sair do Dragão Caixa num BMW, no banco do passageiro da frente, pouco antes de terminar o jogo entre os andrades e o Feirense?

[link]

por Pedro F. Ferreira às 08:43 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Terça-feira, 28.02.12

Meu caro Nuno Gomes

[link]

 

Tive o cuidado de te fazer chegar, no tempo devido, a mensagem e o conselho. Era, e é, um conselho de quem te admira, mas que também sabe distinguir as águas.

 

Disse-te, e escrevi-o na altura devida, que escolher implica, mais do que uma posse, uma abdicação. Escolher algo implica abdicar de tudo o resto. Por vezes, o que se escolhe é superior a tudo o resto. Na maior parte das vezes, tudo o resto é superior ao que se escolhe. Disse-te que a tua - e apenas tua - escolha pelo Braga poderia implicar a abdicação do que era, e é, bem superior.

 

Digo-te agora o mesmo, uma vez que ninguém te obrigou a escolher estas palavras. O profissionalismo é a tua maior virtude. Estas palavras [link], porque não eram obrigatórias nem indispensáveis, ultrapassam o profissionalismo.

 

Atenção, meu caro Nuno, quem distingue as águas também sabe distinguir tudo o resto, e sabes tu tão bem quanto eu que quem não está por nós está contra nós.

 

Um grande abraço e que o futuro nos traga, ao Benfica, as vitórias que todos os benfiquistas desejam.

___________

 

Adenda ao post:

 

Aproveito para esclarecer quem não percebeu (certamente por culpa minha): Ao contrário da maioria (?) dos benfiquistas, defendo que o lugar do Nuno Gomes é no Benfica. O Nuno Gomes sempre foi um assunto delicado, uma vez que divide e dividiu os benfiquistas. A sua ida para o Braga não foi abonatória para a sua imagem junto da massa associativa. Deste modo, a gestão do seu discurso relativamente ao Benfica, enquanto está em Braga, deve ser feita com total cuidado. As declarações dele, extremamente profissionais, não são (dentro da tal lógica de um hipotético regresso) as mais indicadas (cf, por exemplo, com declarações recentes de Ruben Amorim acerca do Benfica). O meu texto alerta apenas e só para isto.

por Pedro F. Ferreira às 17:15 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Jaime Graça

 

A doença é traiçoeira e apenas à traição conseguiu levar um dos nossos.

 

Para toda a família do grande Jaime Graça, aqui ficam ficam os nossos sentimentos.

por Pedro F. Ferreira às 16:01 | link do post | comentar | ver comentários (8)

108 anos

 

108 anos de História gloriosa. De cabeça erguida, de forma honrada, intemporal e universal.

por Pedro F. Ferreira às 09:17 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Segunda-feira, 27.02.12
Domingo, 26.02.12

Injusto

Incompetência em frente à baliza, um guarda-redes excepcionalmente inspirado (e, porque não dizê-lo, uma arbitragem nefasta) conjugaram-se para resultar num empate injusto e na perda de dois pontos.

Rodrigo ausente dos convocados, Javi e Nolito no banco e regressos do Bruno César e Witsel ao onze, numa táctica com um único avançado (Cardozo) e o Aimar a apoiá-lo. Vi o jogo atrás de uma baliza e quase ao nível do relvado, e confesso que sinto bastantes dificuldades em seguir um jogo neste ângulo de visão. Mas seja de qual for o ângulo, foi evidente o domínio do Benfica no jogo, que foi quase todo disputado no meio campo da Académica. Com o Artur a ser praticamente um espectador, coube sempre ao Benfica a iniciativa no jogo, mas infelizmente as oportunidades criadas foram sendo esbanjadas pelos nossos jogadores, ou então esbarravam num irritante Peiser (que só parece ser capaz de arrancar estas exibições contra nós). Pareceu-me que durante o primeiro tempo o Aimar jogou demasiado adiantado e longe das funções de organização de jogo no meio campo, passando demasiado tempo encostado aos defesas adversários à espera que a bola lhe chegasse.

No segundo tempo isto alterou-se com a entrada do Nélson Oliveira, saindo o Matic com o consequente recuo do Witsel e do Aimar no campo. O Nélson entrou de rompante e podia ter marcado logo vinte e cinco segundos depois do recomeço, mas o seu remate falhou o alvo. A sua entrada mexeu com o jogo, e o primeiro quarto de hora foi de pressão muito intensa por parte do Benfica, mas o desperdício (em particular do próprio Nélson Oliveira, a quem contei pelo menos três ocasiões claras de golo desperdiçadas) e a inspiração do Peiser continuaram a negar-nos o merecido golo. Não sei se teríamos conseguido marcá-lo ou não, mas fiquei com a sensação de que deitámos fora vinte e cinco minutos (os que faltavam para o final mais os descontos) quando fizemos a substituição do Aimar pelo Djaló. Perdemos lucidez (o Bruno César não foi nada feliz nas funções do Aimar), o Djaló nada trouxe ao jogo, a equipa ficou praticamente partida ao meio, com cinco jogadores que só atacavam, e começámos demasiado cedo a apostar no futebol directo. A Académica, que já tinha mostrado estar mais do que satisfeita com o empate e tentava queimar tempo sempre que possível, até conseguiu nessa fase esboçar alguns contra-ataques, embora sem grande perigo, e o injusto nulo persistiu teimosamente até final.

Garay, Maxi Pereira e Witsel foram aqueles que, na minha opinião, estiveram melhor hoje. Sem surpresa, nenhum dos jogadores mais ofensivos me impressionou, tendo em conta o desperdício a que assistimos. O Nélson Oliveira mexeu com o jogo, mas falhou em demasia.

Se em Guimarães fiquei preocupado com a exibição e até a atitude da equipa, hoje nada tenho a apontar à equipa nesse aspecto. Saí do estádio com a convicção de que não desistiram de lutar até ao último segundo pela vitória, mesmo que na fase final já o tenham feito muito mais com o coração do que com a cabeça.
Estou obviamente desapontado com a perda destes dois pontos que, repito, me parece bastante injusta, mas a minha confiança na conquista deste campeonato mantém-se inabalada. Agora no próximo jogo as opções são simplesmente ganhar ou ganhar. Estamos num momento menos feliz, mas lá estarei para apoiar e ajudar o meu clube a reerguer-se.

por D`Arcy às 03:00 | link do post | comentar | ver comentários (55)
Sábado, 25.02.12

Houston, we have a problem

Agora, é matar ou morrer!

por Pedro F. Ferreira às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Coincidências?

 

Estes atletas saúdam com uma conhecida saudação as claques que apoiam o seu clube - o Legia de Varsóvia - na recente visita ao Estádio de Alvalade. O comportamento de atletas e adeptos foi, com toda a justiça, denunciado nos jornais, como aconteceu com o Record, de onde esta fotografia foi retirada. Mas o que é curioso - e mais curioso ainda porque ninguém fala disso - é que estes atletas dirigem esta saudação para uma bancada em cujo topo se pode ler "orgulho, força, raça". Estariam mesmo estes atletas apenas a saudarem os seus orgulhosos, raçudos e fortes adeptos?

por Anátema Device às 10:41 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Sexta-feira, 24.02.12

Serviço público

Para o melhor e para o pior, a blogosfera é uma realidade comunicativa com algum, menor do que muitos julgam, impacto.

 

No entanto, há assuntos em que a blogosfera serve de exemplo a outros meios de comunicação bem mais poderosos e profissionais.

 

O blogue “Cabelo do Aimar” conseguiu uma entrevista com o (ex?) jornalista Marinho Neves. Esta entrevista deve ser lida, relida, meditada e divulgada. Apenas com a divulgação massiva da mesma, aquelas palavras poderão ter eco e fazer mossa.

 

Fica aqui o agradecimento aos bloggers que a conseguiram e ao Marinho Neves pela coragem.

 

Podem ler a entrevista neste link: Entrevista - Marinho Neves

por Pedro F. Ferreira às 09:52 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Que farei eu com esta espada?

Na mesma semana, com época a mais de meio, o nosso Benfica fraquejou e mostrou que não é invencível. Perdemos a invencibilidade na Champions League e também no Campeonato Nacional.

 

Há dois momentos em que as lideranças se distinguem: no momento da vitória, da segurança, e no momento da derrota, da ameaça. Nesses dois momentos, o líder tem o poder, tem a Excalibur. Tem a obrigação de, tal como o Conde D. Henrique no poema pessoano, olhar para a espada que tem em mãos e perguntar-se o que fazer com ela. Poderíamos, se não fôssemos Benfica, manter a espada na bainha, não agir, entregarmo-nos à frustração da derrota e, acreditando na campanha montada na mediocridade dos editoriais encomendados, fazer do pessimismo e do desânimo o caminho. Uma vez que somos Benfica, este caminho não é, não pode ser, opção. Seguimos em frente na liderança do campeonato e estamos obrigados a vencer adversário após adversário, com a convicção de que nenhum deles fará, como pontualmente fazem com alguns dos nossos rivais, do jogo uma farsa com vencedor antecipado. Deste modo, resta-nos lidar com a perda da invencibilidade como uma oportunidade para regressar ao bom hábito das vitórias. Resta-nos cumprir este propósito com humildade, a mesma que serve de base para se fazer uma caminhada digna; com ousadia, a mesma que distingue o conformadinho (assim mesmo em diminutivo) do inconformado; e, essencialmente, com uma entrega total, aquela que transforma homens em heróis.

 

Temos a espada em mãos, logo, o único caminho a seguir é, tal como no poema pessoano, erguê-la e fazer. Menos do que isto é trair o que há de Benfica em cada um de nós. Enfrentemos o futuro, sem medos.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 21 de Fevereiro e publicado na edição de 24/02/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 23.02.12

Um jogo de cada vez

Não me preocupo com o facto do Luisão não jogar. Já passei a fase de me preocupar com a utilização do Matic. Não perco tempo a pensar na utilização do Emerson. Já nem me lembro se temos mais futebolistas além do Aimar impedidos de jogar contra o Zenit. Não quero saber se recebemos os andrades na sexta, no sábado ou no domingo de manhã. Ouvi dizer que o Javi está de volta. Não faço ideia de quem será o Xistra de ocasião que o Vítor Pereira vai nomear.

 

Sinceramente, neste momento, só quero ganhar à Académica.

por Pedro F. Ferreira às 10:20 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quarta-feira, 22.02.12

ity ganhou. Yuhhuuuu :-)))

Incha, Janko, ilho da uta, abrão de erda!! [link]

por Anátema Device às 19:07 | link do post | comentar | ver comentários (12)

Hino ao Fut(r)ebol

Futebol não é os programas de debate desportivo, onde as primeiras imagens que passam dos jogos são os casos de arbitragem, mesmo que o jogo não tenha sido muito polémico; futebol não é (não devia ser…) as frutas, os chocolatinhos e as jogadas de bastidores; futebol não é alguns jogadores acharem-se superiores ao próprio jogo e ficarem muito ofendidos quando o público grita o nome do actual melhor jogador do mundo, seu suposto rival (como se fossem ambos do mesmo planeta…).

 

Não, futebol é o que se passa dentro do campo, mas também a maneira como se vive o jogo e se o respeita. Ou seja, como se mantém acesa a chama do adepto mesmo sendo-se jogador. E isso passa essencialmente pela capacidade de admirar outros jogadores. O Rui Costa esteve na Noite do Futrebol e o que se passou foi um verdadeiro hino ao jogo. O Maestro e o Futre são dois dos maiores génios futebolísticos que este país já viu, mas não deixaram que isso influenciasse o seu carácter, o que os torna igualmente grandes Homens. Que gostam mesmo de futebol e principalmente sabem o que ele significa para os que o mantêm: nós, os adeptos.

 

Duas pequenas histórias contadas no programa comprovam essa grandeza de ambos: quando o Futre voltou à selecção depois das lesões, o Rui Costa era o número 10 e já tinha mais internacionalizações do que ele, pelo que pela tradição deveria ser ele a manter a camisola. Só que o Rui disse ao Futre: “nunca joguei contigo à bola sem que tu fosses o 10 e não há-de ser amanhã também.” Por outro lado, o Rui Costa definiu o Futre como ninguém: “não são muitos os génios do futebol que têm tanta admiração por outros jogadores de futebol.”

 

Revejam as repetições do programa. Vale mesmo a pena. Quanto mais não seja para rever as imagens de grandes golos e magníficas assistências do nosso Maestro.

por S.L.B. às 01:47 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Terça-feira, 21.02.12

Medo?

Percebo algum desânimo, percebo a frustração, percebo a irritação. Percebo-as e partilho-as.

Não percebo o medo.

 

Quem tem medo, compra um cão… ou um árbitro. Lá para os lados da Madalena, vai dar ao mesmo.

 

 

por Anátema Device às 19:13 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 20.02.12

Risco

Invencibilidade perdida na Liga, e talvez de forma previsível. O Benfica fez um mau jogo, longe daquilo a que nos habituou. O Vitória marcou na única oportunidade de golo que teve, o Benfica desperdiçou as duas que criou pelo Nolito e perdeu.

Tinha um mau pressentimento para hoje. O jogo era previsivelmente complicado e o cenário já há alguns dias que se compunha para que o Benfica não passasse em Guimarães. Confesso por isso que fiquei desagradavelmente surpreendido com o 'empurrão' que resolvemos dar ainda ao Vitória, entrando em campo com um meio campo desajustadamente macio para um jogo desta dificuldade. Alinhar com Cardozo, Rodrigo e Aimar simultaneamente neste jogo, ainda por cima sabendo-se que não contávamos com o Javi pareceu-me um risco desnecessariamente alto. O resultado foi um futebol desgarrado, com a equipa incapaz de manter uma posse de bola consistente. Muitos passes falhados, más recepções, e demasiado espaço entre os sectores da equipa. Apenas num lance de bola parada (um canto) o Benfica criou uma boa oportunidade de golo, com o Nolito a surgir completamente solto no interior da área, mas rematou contra um defesa adversário e depois fez ainda a recarga para fora. O Vitória acabou por chegar ao golo na sequência de um livre lateral, em que houve demasiada passividade da nossa equipa - havia mais do dobro de jogadores do Benfica dentro da área - com o Matic a permitir ao adversário rematar à meia volta quando estava encostado a ele. Faltava ainda muito tempo para jogar (o golo surgiu a oito minutos do intervalo), mas honestamente fiquei com a sensação de que já seria muito difícil ao Benfica ganhar o jogo.

Até porque a segunda parte pouco teve de diferente. O Vitória encolheu-se mais e o Benfica teve mais bola, mas a desinspiração foi imensa. Mais passes falhados, cruzamentos defeituosos, e até as bolas paradas saíam mal - quase todos os livres marcados para as mãos do guarda-redes, e os cantos cortados ao primeiro poste. Uma única real oportunidade de golo, novamente nos pés do Nolito, mas este rematou contra as pernas do guarda-redes. A entrada do Witsel era previsível, mas não para o lugar do Matic; não porque ele estivesse a jogar bem (pelo contrário) mas sim porque era necessário povoar mais o meio campo. Nem sempre se marcam golos por se ter muitos avançados em campo, e hoje quer o Cardozo, quer o Rodrigo estiveram particularmente apagados. A maior parte da segunda parte foi simplesmente ver o jogo a arrastar-se penosamente até final, com a desagradável sensação de sermos nós os grandes responsáveis por este mau resultado, já que o Vitória limitou-se a ser competente e a aproveitar o mau dia do Benfica.

Não consigo fazer um destaque na equipa do Benfica. Acho que a mediania imperou e foi comum a toda a equipa, que me pareceu também algo lenta e presa de movimentos - não sei se será resultado do jogo na Rússia, mas isso não pode servir de desculpa. Perdemos o Luisão para o próximo jogo, mas ao menos isso significa que estará disponível para a recepção ao Porto.

Era muito importante manter os cinco pontos de avanço no primeiro lugar, e esta derrota representa um rude golpe, até pela motivação extra que dá aos nossos adversários. Hoje o Benfica fez um dos piores jogos da época, e sofremos naturalmente as consequências disso. Agora temos que levantar a cabeça, não deixar que este tropeção nos afecte, e voltar rapidamente a fazer aquilo que melhor sabemos fazer: jogar futebol e ganhar jogos. Continuamos a ser os primeiros. E não queremos deixar que nos tirem desse lugar.

por D`Arcy às 23:59 | link do post | comentar | ver comentários (25)

Não somos invencíveis

Mas somos o primeiro classificado. Somos os melhores. Somos Benfica.

 

Poderia escrever e desabafar sobre o muito que me desgostou neste jogo em que também jogámos contra o Guimarães e o tanto que, em dose igual, me preocupou neste jogo. Mas só me apetece dizer e repetir isto: não somos invencíveis, somos o primeiro classificado, somos os melhores, somos Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 22:24 | link do post | comentar | ver comentários (17)

O jogo mais importante de hoje...

 

 

Hoje, em Guimarães, joga-se um jogo muito importante para o futuro próximo do Benfica. Mas, de repente e pela terceira vez em muito pouco tempo, o jogo mais importante joga-se num hospital [link]. Que mais uma vez o nosso Eusébio consiga ganhar este jogo, o jogo que verdadeiramente importa.

por Pedro F. Ferreira às 17:55 | link do post

Consta que...

O que mais se teme não é a estratégia do adversário que ataca pelo centro do terreno, apesar desse também trazer a lição estudada. Para mais logo, o grande perigo reside nas alas. É junto à linha que estão os dois gajos mais bem 'preparados' da equipa adversária...

 

 

Carrega, Benfica!!

por Anátema Device às 11:00 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Domingo, 19.02.12

Igrejas Caeiro

Faleceu hoje um grande benfiquista [link]. Igrejas Caeiro foi um homem que muito lutou pela democracia e, também, muito ajudou o Sport Lisboa e Benfica. O país está mais pobre e o benfiquismo enlutado.

 

Ficam aqui os nossos sinceros sentimentos à família.

por Pedro F. Ferreira às 15:09 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 17.02.12

Numa noite de sábado

Sábado à noite, o nosso Benfica jogou com o Nacional e o jogo transformou-se em arte. Isto por mérito das duas equipas e para privilégio dos adeptos que encheram a nossa Catedral. O Nacional foi uma equipa honesta, jogou um futebol positivo, em prol do espectáculo e procurando, sem antijogo, ganhar. O Benfica foi brilhante.


No relvado, a geometria rigorosa das movimentações tácticas foi pano de fundo para a expressão do génio individual. Nolito foi a ousadia do futebol de rua, do futebol desconcertante. Gaitan regressou aos melhores momentos e deixou-nos uma jogada daquelas que, sabemos quando a vemos, servirá de mote à convocação da memória, apenas para podermos dizer “estava lá e vi”. Rodrigo faz-nos acreditar que qualquer jogada, independentemente da zona do campo, é potencialmente um golo do Benfica. Aimar é Aimar, é o nome acima do título do jogo. Na Luz herdou o número de Rui Costa, na Argentina herdou o número de Maradona. Isto basta para fazer dele um predestinado e de nós, espectadores, privilegiados.


O público vibrou, sofreu, aplaudiu e, acima de tudo, sorriu. Ficou com a convicção de que tinha visto longos minutos de futebol supino. A exibição do nosso Benfica teve largos minutos de uma qualidade genuína, que nem a azia de um ou outro ‘opinadeiro’ conseguiu macular.


No entanto, houve um elemento que se esforçou por não estar à altura da dignidade do jogo. Foi aquela figura que conseguiu enervar o público, os jogadores do Benfica e o próprio treinador. Foi a personagem que nos fez sair do Estádio com a certeza de que, para sermos campeões, não nos basta ser melhores… temos de ser muito melhores do que os adversários. Particularmente dos adversários que jogam com um apito na boca.    

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 14 de Fevereiro e publicado na edição de 17/02/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post
Quinta-feira, 16.02.12

Sem vergonha

Há duas jornadas, Rui (Gomes) Costa. A semana passada, Jorge Sousa. Em Guimarães, Xistra. Não há vergonha nenhuma: é mesmo a carne toda no assador antes da andradagem vir à Luz. Para Coimbra será o Olegário, ou esse estará guardado mesmo para a recepção aos andrades?

 

Para não variar, lá teremos mais uma vez que jogar duas ou três vezes melhor do que os adversários.

por D`Arcy às 20:35 | link do post | comentar | ver comentários (29)

Um rafeiro sarrafeiro

sarrafo:
s. m. peça rectangular de madeira de muita altura e pouca espessura; fasquia; sobras de madeira cortada.
(Deriv. regr. de sarrafar)
sarrafear:
v. tr. cortar em sarrafos;
v. intr. sarrafar.
(De sarrafo + -ear)
sarrafar:
v. intr. o m. q. sarrafaçar.
sarrafaçar:
v. intr. cortar com um utensílio mal afiado; fazer barulho, serrando; trabalhar grosseiramente.
(De etim. obsc.)
Bruno Alves (tal como André, João Pinto, Pepe, Paulinho Santos...)
indivíduo que espalha a arte de sarrafear em todo o relvado, túneis adjacentes, aquém e além montes Urais. Desenvolveu essa actividade profissional no FCP e actualmente no Zenit. Consequentemente, também ganha a vida a lesionar colegas de profissão.

 

por Pedro F. Ferreira às 08:08 | link do post | comentar | ver comentários (20)

Desejo

Espero que daqui a três semanas o Estádio da Luz faça parecer a recepção do Nou Camp ao Figo aqui há uns anos uma brincadeira de crianças quando aquele cão imundo nos poluir com a sua presença...

 

Só se a sua carreira acabar abruptamente e com bastante dor é que eu alguma vez sentirei que foi feita justiça. E abrirei uma garrafa de champagne para comemorar. Que animal hediondo!

por S.L.B. às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quarta-feira, 15.02.12

Intacta

Uma derrota nunca é propriamente positiva, mas o resultado desta noite mantém intacta a esperança de podermos passar aos quartos-de-final da Champions. No entanto, no final fica-se com a sensação de termos entregue o ouro ao bandido, ao deixar escapar o empate daquela forma.

Fiquei algo surpreendido por ver que o Benfica manteve para este jogo a aposta nos dois avançados, já que estava à espera da fórmula mais habitual na Champions, com um meio campo reforçado. Assim sendo, o Aimar ficou sentado no banco, na companhia do Nolito que cedeu o seu lugar ao Bruno César. No lugar do lesionado Javi, o esperado Matic. O jogo começou como convinha ao Benfica, tendo em conta que a velocidade a que era disputado foi pouca, e que desde o primeiro minuto que o equilíbrio foi a nota dominante. O estado do relvado também pouco ajudava, já que obrigava a bola a andar muito pelo ar, provocava muitos passes falhados, e era difícil aos jogadores progredirem com a bola nos pés devido à dificuldade em controlá-la. Oportunidades de golo praticamente nem se viam. A 'experiência' de jogarmos com dois avançados na Champions não durou muito, porque pouco depois do primeiro quarto de hora o animal do Bruto Alves encarregou-se de arrumar com o Rodrigo (ainda regressou ao campo, mas estava nitidamente inferiorizado e teve que ceder o lugar ao Aimar). E foi ainda com dez jogadores em campo que o Benfica se colocou em vantagem, numa recarga oportuna do Maxi a um livre do Cardozo. A resposta do Zenit foi rápida e forte, pois pareceram adiantar as linhas, ganharam superioridade no meio campo, e fomos imediatamente submetidos a alguns minutos de forte pressão, que culminaram com o golo do empate apenas sete minutos depois do nosso golo, num colocado remate de primeira do Shirokov. Com o empate regressou também o equilíbrio, e com uma ou outra ameaça de parte a parte o intervalo acabou por chegar.

A segunda parte foi ainda mais mal jogada - mas sempre bastante disputada - do que a primeira. O Zenit passou a ter um pouco mais de bola, mas era o Benfica quem rematava mais, aproveitando transições ofensivas rápidas, sobretudo pela direita, onde o Maxi e o Gaitán se revelavam bem mais activos do que o Emerson e o Bruno César do outro lado. O Zenit pouco ameaçava, e foi por isso quase com alguma surpresa que surgiu o segundo golo, quando faltavam vinte minutos para o final, numa jogada toda ao primeiro toque que terminou com uma conclusão de calcanhar. Obtida a vantagem, os russos pareceram estar satisfeitos com o resultado e baixaram ainda mais o ritmo da partida, passando-se então por um período algo desinteressante que fazia prever que o mais provável seria mesmo o resultado manter-se até final. Mas os últimos minutos acabaram por ser animados. O Benfica chegou ao empate a três minutos do final, numa recarga do Cardozo após remate do Gaitán e defesa atabalhoada do guarda-redes russo. E praticamente na jogada seguinte o Maxi Pereira, completamente à vontade no centro da área, teve um erro grotesco e deixou a bola nos pés do Shirokov para que este marcasse o seu segundo golo e terceiro do Zenit no encontro.

É difícil escolher algum jogador que se tenha destacado muito num jogo que nunca foi particularmente bem jogado. Gostei do Garay, e estava a gostar do Maxi até ao erro que deu a vitória ao Zenit. O Gaitán esteve num nível muito superior ao que tem mostrado para consumo interno, mas foi-se apagando ao longo do jogo.

Perder por apenas um golo e marcar dois golos fora não é mau de todo numa eliminatória da Champions. Custa um pouco mais porque perdemos o jogo numa altura em que já não esperaríamos que isso acontecesse. Mas julgo que fizemos um bom jogo, contra um adversário forte, e o resultado mantém tudo em aberto. O Benfica tem claramente a capacidade para, num Estádio da Luz completamente cheio, decidir a eliminatória a seu favor.

por D`Arcy às 19:40 | link do post | comentar | ver comentários (44)
Terça-feira, 14.02.12

Raging Fool

O regresso de um gajo que gosta de murraças, mas como treinador de gajas? Já vi este filme. Chamava-se 'Million Dollar Baby', e acaba mal.

 

Jornalistas aguardam a primeira conferência de imprensa do Sapa Pinto.


por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:21 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Segunda-feira, 13.02.12

A foice em seara alheia

Disclaimer: este post é sobre o que resta do Sporting.


Conheço muitos lagartos e outros tantos sportinguistas. Os lagartos distinguem-se pelo antibenfiquismo primário e pela hipoteca do amor a um clube em função do ódio ao clube que lhes ocupa a mente 24 horas por dia, o Benfica. Os lagartos vibram com as vitórias dos andrades e irritam-se pelo facto de nós, os benfiquistas, denunciarmos a corrupção desportiva em que os andrades baseiam a sua existência. Os lagartos vibram com o facto de terem um clube dirigido e manietado por uma claque e têm como modelo supino da sua forma de estar no futebol o… Sá Pinto. Os sportinguistas não.


Os sportinguistas lamentam o rumo que o clube conheceu nas últimas décadas e tentam perceber como se descaracterizou ao ponto de se ter transformado naquilo, naquela espécie de clube que vive em função da vida do vizinho. Os lagartos pouco se importam com o facto de o clube estar a meses de ser vendido (dado) a um qualquer russo ou árabe que transforme um clube moribundo num 'cadáver adiado' maquilhado de máquina de lavar dinheiro. Os sportinguistas rejeitam epidermicamente esta hipótese.


Os lagartos exultam com a chegada do Sá Pinto a treinador. Os sportinguistas sabem o terror que significa ter um condutor de homens (de activos que valem milhões) que não tem processos de intermediação entre a vontade e o acto - o que o levou, ao longo dos tempos, a ter um vergonhoso historial de envolvimento violento com colegas de profissão, com treinadores, com atletas seus subordinados e com adeptos. Os sportinguistas sabem que, apesar dos pesares, Domingos era a melhor solução neste momento e que era o menos culpado daquele Carnaval permanente que se vive no reino dos lagartos.


Os lagartos vão-se insurgir contra este texto. Os sportinguistas vão compreendê-lo.


Quanto a mim, como benfiquista, olho para tudo aquilo com uma sensação mista. Por um lado, divirto-me; mas, por outro lado, chego a ter pena daquilo… única e exclusivamente pelos meus amigos sportinguistas.

por Pedro F. Ferreira às 17:19 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Domingo, 12.02.12

Vendaval

O Nacional bem pode dar-se por satisfeito por ter saído da Luz com uma derrota por 4-1. É que mesmo sem forçar muito, o vendaval ofensivo do Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para chegar no mínimo aos oito golos, e isto já é uma estimativa conservadora.

No onze do Benfica destaca-se a inovação de ter sido o Witsel o escolhido para ocupar a vaga do Maxi na direita. Houve também uma alteração no meio campo, onde o Matic ocupou a vaga do indisponível Javi García. O que o Benfica tentou fazer foi juntar muito o Matic aos centrais, permitindo um maior adiantamento dos laterais e assim não obrigando o Witsel a jogar tanto como lateral puro. Os minutos iniciais até nem foram muito promissores: o Benfica parecia algo preguiçoso e preso de movimentos, e o Nacional conseguia ter quase sempre a bola, tendo feito os primeiros remates do jogo. Mas aos oito minutos o Benfica foi lá à frente praticamente pela primeira vez, e marcou logo, num cabeceamento do Garay após livre marcado na direita pelo Aimar. E depois do golo, iniciou-se uma avalanche ofensiva do Benfica e um autêntico festival, quer de futebol, quer de golos falhados. É que aos quinze minutos de jogo já o resultado poderia estar em três ou quatro: Nolito, Cardozo (ao poste) e Rodrigo (na recarga), e Luisão desperdiçaram oportunidades flagrantes para voltar a marcar. Foi portanto com naturalidade que, aos vinte minutos, surgiu o terceiro golo, depois de uma grande jogada individual do Gaitán, que entrou pela direita e deixou todos para trás antes de assistir o Cardozo para uma conclusão fácil à boca da baliza.

Este domínio do Benfica tinha a particularidade de aparentar ser conseguido quase sem grande esforço, com as coisas a saírem bem de uma forma muito natural, e a goleada a ser o desfecho mais expectável para o jogo a que se assistia. Também o deve ter pensado o bom do Jorge Sousa, e resolveu então introduzir alguma incerteza no resultado, descortinando um penálti pouco antes de chegarmos à meia hora que, sinceramente, me pareceu que só terá acontecido dentro daquela cabecinha azulada. O Benfica acusou um pouco o golo sofrido e demorou alguns minutos a reencontrar o ritmo de jogo que vinha impondo até então. Porém, esta fase não durou muito tempo, pois aos trinta e oito minutos uma boa jogada do Benfica resultou num passe do Nolito que isolou o Rodrigo sobre a esquerda, e este ultrapassou o guarda-redes para depois marcar de ângulo já apertado. Mesmo no último lance do primeiro tempo, mais uma jogada fantástica de futebol corrido do Benfica deixou o Aimar na cara do guarda-redes, mas o remate saiu fraco e à figura. À saída para o intervalo parecia ser evidente que, salvo alguma nova habilidade do Jorge Sousa, o jogo estaria praticamente resolvido para o Benfica, restando apenas a incerteza de se saber quantos mais golos conseguiríamos marcar.

Na segunda parte o Benfica pareceu ter consciência disso mesmo, e talvez pensando já no jogo com o Zenit nunca forçou muito o ritmo, não havendo grande história para contar a não ser o controlo quase total do jogo. Mas a qualidade dos nossos jogadores e do nosso jogo ofensivo é garantia de que mesmo sem forçar muito, os lances para golo continuam sempre a aparecer. Golos houve apenas mais um, que apareceu à hora de jogo num remate quase sem ângulo do Rodrigo, que conseguiu fazer a bola passar entre o guarda-redes e o poste. Oportunidades, foram várias, e muitas delas flagrantes: do Nolito, do Rodrigo - completamente isolado a falhar a possibilidade de um hattrick - e do Cardozo, por mais do que uma vez, tendo até desperdiçado um penálti a dez minutos do final (rematou por cima), que o Jorge Sousa deve ter assinalado por perceber que nem ele conseguiria evitar o desfecho lógico para este jogo. Depois do penálti falhado é que o Benfica fechou definitivamente a loja, e limitou-se a esperar que os minutos finais se escoassem até ao apito final.

Mais dois golos do Rodrigo, e mais uma demonstração da imensa qualidade que temos naquele jogador. E quando pensamos na idade que tem e no quanto ainda pode crescer e valorizar-se, só nos resta esperar que o consigamos manter por cá durante mais algum tempo. Porque a questão já não é se dará o salto para outros voos, mas sim quando o dará. Jogo perfeito do Garay, que não deve ter perdido um lance, ou deixado passar um adversário uma vez que fosse. Gostei também muito de ver o Matic. Hoje conseguiu, de facto, fazer de Javi García, mantendo-se concentrado e tacticamente disciplinado, em vez de o vermos a correr por aquele meio campo fora atrás da bola, estivesse ela onde estivesse. Fez bem a interacção com os centrais e ocupou bem os espaços à frente da defesa. Tal como outros jogadores esta época, está a mostrar uma boa evolução. Luisão, Aimar (claro) e Nolito também em bom plano.

Missão cumprida com distinção: vitória e resultado folgado sem ser necessário despender grandes esforços antes do importante jogo na Rússia. Quanto ao campeonato, seguem-se duas deslocações importantes e complicadas antes de recebermos o Porto. Para mim, poderemos praticamente decidir o título nas próximas três jornadas. E parece-me que o Benfica chega a esta fase em condições quase ideais: confiante, com um modelo de jogo bem implementado, jogadores motivados para mostrarem o seu melhor, e uma imensa onda vermelha atrás da equipa (mais de 53.000 esta noite na Luz).

por D`Arcy às 01:51 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Sexta-feira, 10.02.12

Nota de rodapé

Primeiro, a notícia surgiu como uma mera nota de rodapé num jogo sem grande história: o Fábio Faria saíra de campo ao minuto oitenta e cinco, sentira-se mal. O Rio Ave perdera o jogo e o atleta vila-condense que o Benfica tem emprestado ao Rio Ave tinha perdido apenas cinco minutos de jogo.


Mais tarde, a notícia saiu da margem do jogo para se sobrepor ao próprio jogo. Havia uma complicação, um problema cardíaco. O assunto deixou de ser apenas uma nota de rodapé na história do jogo. Aquele momento poderia ser o título de um capítulo na vida sua vida, pois o coração ameaça uma fragilidade que poderá hipotecar o futuro do Fábio atleta.


Aos vinte e dois anos de vida o Fábio Faria tem a confirmação de que, para ouvir uma gargalhada de Deus, basta que Lhe confiemos os nossos projectos. E o Fábio certamente estará a ouvir essa gargalhada. Dolorosamente, assustado e com o medo de voltar a sussurrar futuros, de voltar a sussurrar notas de rodapé da vida.


Para a frieza da história, para o corpo do texto fica o registo de que o Rio Ave perdeu o jogo e o Fábio perdeu cinco minutos do jogo. Aqueles cinco minutos perdidos poderão ter garantido um futuro bem mais importante do que uma nota de rodapé.


Sabemos que o nosso desempenho como homens vai muito além do nosso papel como adeptos. Independentemente do que o futuro reservar ao Fábio, certamente que ele saberá que a sua dimensão como homem ultrapassa o seu papel como atleta. O Fábio saberá neste momento que uma nota de rodapé na vida se ultrapassa lutando e construindo o futuro, o resto do texto.

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 07 de Fevereiro e publicado na edição de 10/02/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]



por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post
Quinta-feira, 09.02.12

Aimar renovou

 

É um de nós.

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por Pedro F. Ferreira às 21:03 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Os cães ladram, os lagartos choram*, os andrades surripiam, e o Glorioso passa

Estudo da Deloitte destaca força dos adeptos benfiquistas.

 

Real é o mais rico do Mundo; Benfica na 21.ª posição.

 

Portuguese club Benfica is the highest placed club from a non ‘big five’ league and miss out on a top 20 place by c.€12m. A strong supporter base, excellent facilities at the Estadio da Luz and, participation in the Champions League allowed the club to generate just over €102m in revenues in 2010/11. (…) However Benfica may break the ‘big five’ country stranglehold on the Money League should it progress in the knock-out stages of the Champions League. (a Deloitte, aqui, engana-se: as receitas são de € 105 milhões e o gap para os top 20 é de apenas c. € 10 milhões, como aliás a própria Deloitte corrige, mais abaixo no relatório).

 

Isto, na verdade, ainda não é nada, face à nossa dimensão. Quando finalmente nos pagarem o justo valor pelos direitos televisivos, estaremos, pelo menos, nos 10 primeiros. Registe-se que as receitas mencionadas no estudo são as receitas geradas a nível desportivo pelo clube e pela SAD. As receitas globais do grupo Benfica são superiores.

 

É, assim, paulatinamente e com naturalidade, que se vive a Grandeza. Em absoluto contraste com a insignificância e mesquinhez de outros que, na falência, se vão entretendo a fazer saudações nazis enquanto fazem queimadas e tentam destruir o património alheio, e vão dependendo, hipocritamente, de colo para ir passear ao Jamor e garantir a sobrevivência por mais uns meses; e de outros que vivem à base de fruta e só apareceriam num Top 20 se se tratasse dos clubes com maior despesa em pagamentos a árbitros.

 

 

* e mamam na teta do Pedro Proença, que aparentemente precisa que lhe partam também os dentes de baixo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:31 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quarta-feira, 08.02.12

Nim

Nas questões que verdadeiramente me interessavam: Aimar renovou? Nim. Vai renovar? Nim. O contrato com a Olivedesportos não é para renovar? Nim. O argentino das birras vai regressar à Argentina? Nim. (ok, esta não é das que mais interessam, mas como já não tenho paciência para as birras do rapaz, venham disfarçadas da forma que vierem, estava curioso para ver o que dali ia sair…)

 

Gostei muito da referência à antecipação do dia de São Valentim e da declaração de que Jesus está apaixonado pelo Benfica. Espero agora ouvir esta enternecedora declaração da boca do próprio Jesus, desde que me garantam que, em seguida, não sai. Nos últimos tempos, das maiores paixões têm surgido as maiores traições e, sinceramente, Jorge Jesus é essencial para a manutenção do patamar competitivo em que nos encontramos.

 

Foi uma boa entrevista? Comparada com a maioria das anteriores, foi. Mas foi uma boa entrevista? Nim, foi uma entrevista com uma espécie de efeito “Melhoral”: não faz bem nem mal…

por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 06.02.12

Convincente

Três jogos, três vitórias, primeiro lugar no grupo e passagem às meias-finais carimbada com uma vitória convincente sobre o Marítimo. O jogo acabou 3-0 e se calhar podia ter acabado para aí num 7-2 se não tivesse havido tanto desperdício.

Algumas alterações, já esperadas, no onze: a troca do Artur pelo Eduardo, Jardel e Capdevila nos lugares dos indisponíveis Luisão e Emerson, e uma dupla de ataque Nélson Oliveira/Saviola, com os habituais Cardozo e Rodrigo sentados no banco. O jogo até começou com um susto para o Benfica, depois de um desleixo do Maxi numa saída do Marítimo para o ataque que foi resolvido com uma boa intervenção do Eduardo, mas o Benfica respondeu de imediato com o Nolito a falhar um golo quase certo, após cruzamento do Nélson Oliveira. Esse lance deu o mote para um período muito forte do Benfica, que ameaçou várias vezes o golo até finalmente consegui-lo, à passagem do quarto de hora, pelo Nélson Oliveira após ser desmarcado por um passe do Saviola. O Marítimo teve uma resposta forte ao golo, com vários jogadores e pressão na zona central do meio campo a conseguirem ganhar supremacia nessa zona e a empurrarem a equipa para a frente, ameaçando quase sempre através de entradas do Sami pelo lado do Maxi, mas raramente conseguiu entrar na área e rematar com perigo, pois a nossa defesa foi resolvendo as situações. O Benfica, respondendo com as habituais transições ofensivas rápidas quando recuperava a bola, ia deixando sempre a sensação de poder voltar a marcar, e a intensa primeira parte foi assim bastante interessante de seguir.

A segunda parte iniciou-se com uma perdida do Nélson Oliveira, que esteve em foco nos primeiros minutos, fugindo várias vezes à defesa do Marítimo para causar inúmeros problemas. Mais uma vez o Benfica entrou muito forte no jogo, e poderia ter resolvido de imediato a partida, mas continuámos a ser perdulários. Ainda antes de se completar uma hora de jogo, o Marítimo ficou reduzido a dez, e o domínio do Benfica tornou-se ainda mais avassalador. Mas o desperdício, esse, é que teimava em não acabar. O remédio para isto chamou-se Rodrigo, que entrou aos 67 minutos de jogo e cinco minutos depois já tinha colocado a bola no fundo da baliza do Marítimo, finalizando na área uma jogada do Nélson Oliveira e do Gaitán. A dez minutos do final, e novamente a passe do Gaitán, repetiu a dose, atirando para a baliza deserta após ganhar uma bola dividida com o guarda-redes. E o resultado apenas se manteve nos três golos de diferença porque os colegas do Rodrigo teimaram em não lhe seguir o exemplo e continuaram a não acertar com a baliza. Exemplo flagrante disso naquela que foi praticamente a última jogada da partida, em que o Nolito e o Cardozo apareceram isolados em frente ao guarda-redes, com a tentativa de chapéu do espanhol a passar desastradamente por cima.

Jogo muito bom do Nélson Oliveira, que apenas não foi perfeito porque apesar de ter começado muito bem, com um golo e outras jogadas perigosas em que serviu os colegas, depois começou a revelar alguma falta de experiência na conclusão das jogadas, optando demasiadas vezes por iniciativas individuais quando tinha colegas em melhor posição. Mas no global teve uma exibição muito positiva. Gostei também do Garay, Maxi, Aimar e, claro, Rodrigo. O Nolito esteve anormalmente perdulário para aquilo que lhe é habitual.

A fase de grupos está ultrapassada, temos agora o Porto no caminho de um possível tetra na Taça da Liga. Esta é a taça que todos fingem desprezar enquanto for o Benfica a ganhá-la. Esperemos poder continuar a mantê-la desprezada.

por D`Arcy às 00:56 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Sexta-feira, 03.02.12

Cinco pontos

1 – Ganhámos ao Feirense, num campo difícil, num areal pejado de relva (pelo menos não pintaram, como outros, a areia de verde), com uma grande galhardia, muita abnegação e com as bancadas plenas de benfiquistas que, apesar dos preços pornográficos e do oportunismo do adversário, ajudaram a criar uma vitória no dia e no local onde outros nos tinham preparado a cama.

 

2 – A vitória do Benfica foi justa, merecida e limpa. Apesar disso, alguma comunicação social apressou-se em inventar factos, retorcer a realidade, manipular a informação, envenenar a opinião pública… em suma, mentiram, tentaram agradar à irónica voz do dono e não esconderam o incómodo perante a vitória do Benfica. No que respeita à mentira, a TVI e a SICN têm muitas desculpas a pedir.

 

3 – As declarações de Jorge Jesus no pós-jogo foram de grande dignidade. Respondeu à altura a todas as provocações que alguns jornalistas, maldosamente, mascararam de perguntas e demonstrou um pragmatismo que se saúda e se deseja que continue até ao final da época.

 

4 – Olho para um dos nossos adversários, vejo a balbúrdia que por lá reina e pergunto-me o que diria a comunicação social se estivéssemos na situação em que eles estão: adeptos e futebolistas envolvidos à pancada após mais uma derrota, atletas de modalidades ditas amadoras a protestarem pelo facto de terem ordenados em atraso, presidentes de clubes estrangeiros a acusarem, sem ser com ironia, um presidente de querer pagar dívidas com “dinheiro da treta”… Tudo isto é branqueado e silenciado.

 

5 – O Benfica lidera o campeonato com cinco pontos de avanço para o segundo classificado. Nos próximos quatro jogos do campeonato pode estar o destino do mesmo. Dependemos de nós e da nossa capacidade de saber ultrapassar dentro do campo todas as armadilhas que nos preparam fora dele.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 31 de Janeiro e publicado na edição de 03/02/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 16:16 | link do post

I told you so

Não percebo muito bem todo este ar de novidade no que respeita ao estado de falência e miséria efectiva da lagartagem. Há muito que, por entre o ruído ligeiramente irritante da osgalhada a assobiar alegremente o ‘SLB SLB SLB SLB SLB fdp SLB’, tenho vindo precisamente a explicar, devagarinho (para ver se os fadistas, carpinteiros e médicos desta vida percebiam), o estado em que aquela gente está, apesar do evidente estado de negação. Expliquei-o, por exemplo, aqui, aqui ou aqui. 

 

Voltei a referi-lo aqui: “Agora imaginem os sapatos de vela que vão voar quando a lagartagem descobrir (apesar das tentativas desesperadas dos dirigentes da agremiação do Lumiar - essa gente movida a ‘valores’ e ‘princípios’ de inquestionável elevação moral - de o escamotear) quanto é o prejuízo, o passivo bancário e a falência técnica consolidados do grupo…


Andou-se anos a vender a ideia do 'rigor', 'transparência' e qualidade da gestão do Sportem (através da velha táctica lagarta do 'repetir até à exaustão, pode ser que se torne verdade'), e a utilizar isso como arma de arremesso contra outros clubes, sabendo-se que não passava de uma manipulação velhaca e hipócrita da opinião pública orquestrada pela imprensa verde. Já há muito tempo que ando a explicar como as coisas são na verdade. Esta é apenas mais uma evidência. Apanha-se mais depressa um mentiroso - ou um náufrago aldrabão, neste caso - que um coxo.

 

Tentei tornar a coisa ainda mais simples quando há uns tempos expliquei que classificar de forma elogiosa - como a imprensa avençada tinha por costume fazer - a gestão do Sportém como rigorosa era basicamente o mesmo que elogiar um sem-abrigo por ser poupadinho ou quando, numa perspectiva pedagógica, explanei a minha teoria sobre a disfunção eréctilo-financeira da lagartagem, na medida em que a situação das contas do Sportém era, no fundo, como uma relação homossexual impotente: o activo não consegue cobrir o passivo. Como tal, não há líquido. Não havendo líquido, a situação líquida é negativa. Voilá: falência técnica.

 

Aparentemente, só perceberam agora. Não me surpreende. Gente do calibre intelectual do médico dos fígados, que acha que uma auditoria é um instrumento inovador e inventado há coisa de meses, e que o conceito de ‘consolidado’ será único no mundo dos clubes, e muito provavelmente desenvolvido por alguém da NASA num bunker; ou camelos analfabetos como o ROC, que não sabem mexer num computador (torna-se, admito-o, complicado mexer em teclas ou em ratos quando se está sempre com garrafas de VAT 69 nas mãos), terão sempre dificuldade em entender este tipo de coisas.

Eventualmente serão capazes de apreender os aspectos mais práticos da coisa quando não houver dinheiro para encher de gasolina os jerricans da rapaziada do Cristóvão, e rebentar a real estalada pelos túneis de girassóis e borboletas.

 

Em abono da verdade, diga-se que, apesar de tudo, é malta que rompe com as ideias feitas. Sempre na vanguarda (da parvoíce, normalmente), conseguem rebentar com o axioma do ‘não há dinheiro, não há palhaço’. Não há dinheiro, mas o que não falta para ali são palhaços.

 

 

p.s. e, ainda assim, tenho um dedinho que me diz que a auditoria não apanhou todo o passivo financeiro do Sportém, que sempre esteve espalhado por uma série de sociedades instrumentais (apenas com o intuito de aliviar o passivo das mais visíveis) perdidas num organograma mais elusivo que o terceiro neurónio do João Braga. Se calhar o passivo total é ainda maior do que aquilo...

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:00 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quinta-feira, 02.02.12

Serviço público de benfiquismo

... feito pelo blog "Benfiquistas desde pequeninos" neste post [link], em que colocaram a imagem que se segue:

 

 

A únio errro na informação presente na legenda da imagem tem que ver com o facto de não ter sido o Eusébio a marcar. A alegria é mesmo real. Para acabar de vez com os patetas do revisionismo histórico que, descontextualizando as palavras de Eusébio, insistem em querer sujar a imagem do maior futebolista da história do futebol português.

por Pedro F. Ferreira às 11:45 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quarta-feira, 01.02.12

O futebol é um lugar perigoso

O que está a acontecer no Egipto é pior do que a negação do futebol, é a negação da vida.

 

por Pedro F. Ferreira às 20:22 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Mercado de Janeiro

 

Ficou claro que não há mercado digno desse nome, nem nenhum clube português tem dinheiro para apostar num efectivo reforço do plantel nesta fase da época.


Contratou-se o Djaló, veio a custo zero e veremos o que dali vai sair. Já todos lhe conhecem as carências e as competências. Vamos ver se Jorge Jesus consegue fazer de Djaló uma mais-valia para o Benfica. Aguardo com curiosidade. Não me parece que esta fosse uma prioridade e estou convencido de que foi uma contratação em função da oportunidade de mercado. O que, diga-se, é salutar.


Para o que resta da época, veremos a família benfiquista unida na defesa do Emerson – não se vá o rapaz lesionar e termos de jogar com o ____________ (preencher por quem saiba qual é a alternativa). E estaremos todos a rezar à nossa senhora da enfermaria e da comissão disciplinar que nada aconteça ao Maxi – uma vez que a alternativa fez birra e foi emprestada ou dada ou lá o que foi aquilo. O miúdo, André Almeida, ainda está muito longe de ter estaleca para poder ser encarado como uma alternativa segura ao Maxi. Ou seja, não se acautelou agora o que já vem fragilizado desde o início da época.


Garantem-me que o verdadeiro reforço já cá estava: chama-se Enzo Peréz e é rapaz para, com a cabeça no lugar e as fraldas mudadas, vir a ser uma boa aquisição.


É com este plantel – apesar das fragilidades apontadas, considero-o um bom plantel – que lutaremos e conquistaremos (assim o desejamos todos) o campeonato. Carrega, Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 10:10 | link do post | comentar | ver comentários (12)

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