VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sábado, 31.03.12

Hoje, temos de ser Benfica!

Para mais logo, para o momento da luta, num jogo do campeonato nacional e não da champions league, peço apenas que a entrega de todos os profissionais que servem o Benfica seja idêntica à paixão dos adeptos que vivem o Benfica. Se assim for, e apenas se assim for, poderemos continuar juntos a construir caminho.

 

por Pedro F. Ferreira às 11:20 | link do post
Quarta-feira, 28.03.12

Rescaldo de ontem

Assobiar um jogador do Benfica em pleno jogo (ainda por cima da Liga dos Campeões) ainda consegue ser mais idiota do que achar que o Emerson tem qualidade para ser titular do Benfica.

por S.L.B. às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (51)
Terça-feira, 27.03.12

Complicado

O resultado obviamente que sabe a injustiça, face ao que o Benfica produziu no jogo. Mas não é surpreendente, e já vimos coisas destas acontecer-nos na Champions vezes suficientes. A este nível, falhar é quase sempre fatal, sobretudo contra equipas com jogadores que podem decidir num pormenor. O Benfica falhou e o Chelsea ganhou.

Tenho muito pouco a dizer sobre a primeira parte. O Benfica apresentou o onze esperado e anunciado na comunicação social, com o Cardozo como único ponta-de-lança, apoiado pelo Aimar. O jogo em si foi praticamente um enorme bocejo, com demasiado receio de parte a parte. O Chelsea veio claramente jogar para manter o nulo, tentando sempre adormecer o jogo o mais possível e mantê-lo num ritmo lento. O Benfica não quis arriscar lançar-se num ataque desenfreado, e portnato foram muito poucos os lances de perigo perto de uma ou outra baliza. A posse de bola foi repartida, mas com o Chelsea a mantê-la sobretudo na sua zona defensiva, enquanto que o Benfica conseguia fazê-la circular no meio campo adversário, sobretudo devido à superioridade que o nosso meio campo parecia ter sobre o do Chelsea, mas sem conseguir criar jogadas de grande perigo.

Na segunda parte o Benfica entrou mais decidido e pressionante, conseguindo empurrar mais o Chelsea para junto da sua área, e criando finalmente algumas boas ocasiões de golo. Nesta fase fomos muito mais rematadores do que o Chelsea, e vimos o David Luiz cortar um remate do Cardozo já sobre a linha, ou o Cech evitar que uma bola cabeceada pelo Jardel terminasse em golo. O Chelsea ia tentando responder em contra-ataque, normalmente sem criar muito perigo, mas tendo ainda assim atirado uma bola ao poste pelo Mata, num lance em que a nossa equipa pareceu ficar desconcentrada enquanto reclamava penálti por um corte com a mão do Terry. A melhor fase do Benfica terminou no entanto a vinte minutos do final, quando o Jorge Jesus fez duas substituições. Saíram o Aimar e o Bruno César, entrando o Matic e o Rodrigo. De uma assentada, o Benfica perdeu dois dos jogadores com melhor rendimento no centro do campo, já que o Witsel foi desviado para a direita. O Rodrigo nada trouxe ao jogo, pois continua numa forma deplorável, e o Matic continua a mostrra muita indisciplina táctica, e não tem a menor capacidade para fazer aquilo que o Witsel tinha estado a fazer naquela zona até então. O Chelsea marcou cinco minutos depois, embora seja forçado dizer que foi consequência directa disto. O lance começa numa saída para o contra-ataque do Ramires pelo nosso lado esquerdo - durante o jogo ele já tinha mostrado que conseguia fazer praticamente o que queria do Emerson, dado que a diferença de velocidade entre os dois é gritante - que deixou a bola no Torres e depois este aproveitou talvez a única falha do Jardel no jogo para oferecer o golo ao Kalou. Ainda tentámos emendar um pouco as coisas, voltando a colocar o Witsel no centro com a entrada do Nolito, mas nos minutos finais as coisas já foram feitas mais em desespero e sem resultados práticos, até porque agora eram apenas dois jogadores no centro, e o Matic não defende como o Javi.

O jogador que mais gostei de ver foi o Witsel. Claramente um jogador que não ficará por cá muito mais tempo, porque o nível dele merece outras paragens que não a Liga portuguesa. Gostei do Maxi e do Aimar, e foi pena o Jardel ter borrado a pintura no lance do golo, porque até aí tinha estado bem. Não considero que faça parte do 'clube da fãs' do Emerson, e normalmente evito críticas gratuitas. Mas hoje ele esteve mal demais, cometeu muitos erros (quase ofereceu um segundo golo ao Chelsea na fase final, quando estava sozinho e conseguiu meter a bola nos pés do Mata para um contra-ataque perigoso) e o Ramires fez praticamente o que quis dele.

Não creio que a eliminatória esteja já decidida, até porque o Chelsea não mostrou grande valor hoje. Mas que o cenário está muito complicado, isso está. Talvez nesta situação sejamos capazes de avaliar de forma sensata quais devem ser as nossas prioridades. Porque o que eu quero mesmo é ganhar ao Braga.

por D`Arcy às 23:03 | link do post | comentar | ver comentários (36)

Em dia de sobremesa

Não nos esqueçamos que a avaliação de um restaurante passa sobretudo pelo prato principal...

 

P.S. - A quem de direito: a época do Koeman foi boa para ele pessoalmente. NÃO foi boa para o Benfica.

por S.L.B. às 10:29 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Sábado, 24.03.12

Desastre

Empate no batatal de Olhão e enorme passo atrás na luta pelo título, num jogo em que a nossa equipa esteve mal dentro do campo e pior fora dele. Para além de termos perdido dois pontos, perdemos também o Aimar para o próximo jogo, pelo menos.

Se calhar é mania ou superstição minha, mas a minha confiança fica sempre um pouco abalada quando vejo que entramos em campo para um jogo fora de casa com dois avançados. Foi o que aconteceu esta noite, e obviamente não me parece que seja por isso que o Benfica não ganhou, mas pelo menos lá me deixou desconfiado. Sobre o jogo, não tenho muito a dizer. Durante a primeira parte jogou-se praticamente em meio campo, com o Olhanense acantonado no último terço e o Benfica a fazer a bola circular de um lado para o outro. Foi frustrante ver o Benfica ter tanta posse de bola (quase setenta por cento) e conseguir fazer tão pouco com ela. É que pode ser apenas distracção minha, mas eu não me consigo recordar de uma única defesa do guarda-redes do Olhanense, ou sequer de um remate perigoso da nossa parte. O Benfica insistiu sobretudo pelo lado direito, através do inevitável Maxi, mas até ele esta noite esteve desastrado nos cruzamentos, que se perderam quase todos sem quaisquer consequências. O Olhanense, como aliás fez durante os noventa minutos, não se preocupou com mais nada senão defender, queimar tempo e pedir a entrada da equipa médica em campo. Mas a principal responsabilidade é mesmo do Benfica, que tinha obrigação de vencer e consequentemente de ter feito mais, muito mais durante estes primeiros quarenta e cinco minutos.

Esperava obviamente a entrada do Aimar para a segunda parte, esperançoso que ele viesse trazer alguma criatividade ao nosso jogo atacante e ajudar a encontrar espaços por entre a muralha defensiva do Olhanense. Não esperava tanto era que o sacrificado fosse o Nolito - às vezes parece um contra-senso tirar avançados quando se quer ganhar, mas eu desejava mesmo era que tivesse saído o Nélson Oliveira, até porque o que vimos foi o Nélson ir-se encostar mais à esquerda. Dada a inépcia do Emerson para atacar, aquele lado quase nunca foi explorado, excepto quando o Gaitán se deslocou para lá. A segunda parte acabou por pouco diferir da primeira. O Olhanense continuou interessado em defender com unhas e dentes (já na primeira parte se andavam a atirar para o chão a torto e a direito, e na segunda com uma hora de jogo já havia jogadores a sofrerem de cãibras). O Aimar não conseguiu mudar muito o nosso jogo, e pior ainda, acabou por ser expulso. Depois disso a opção foi lançar todos os avançados para dentro do campo, e o Benfica acabou o jogo com Cardozo, Nélson Oliveira, Saviola e Rodrigo, com o Gaitán a fazer todo o lado esquerdo, e sem meio campo, pois a opção passou a ser, desde demasiado cedo, bolas directas para a frente. Com onze jogadores apenas me recordo de uma boa ocasião de golo, num cabeceamento do Javi. Com dez, apenas mais duas, já nos minutos finais. Uma cabeçada do Gaitán salva sobre a linha, e um remate do Saviola no último minuto de compensação. Muito pouco.

Não consigo destacar nenhum jogador do Benfica, porque nenhum me impressionou muito favoravelmente. Talvez seja de realçar a capacidade de luta do Maxi, que mesmo quando as coisas não correm bem não desiste, mas isso já não é novidade nele.

Perdemos dois pontos e perdemos o Aimar, pelo que a visita a Olhão salda-se por um desastre. Mas nesta fase não há tempo para perder em lamúrias. Agora só resta mesmo levantar a cabeça e pensar no Chelsea.

por D`Arcy às 01:01 | link do post | comentar | ver comentários (67)
Sexta-feira, 23.03.12

Em português nos entendemos

Não jogámos um pentelho na primeira parte. O filho da puta do João Capela fodeu-nos o que restava do jogo. Puta que pariu a merda do futebol português.

por Anátema Device às 23:42 | link do post | comentar | ver comentários (29)

O futuro

Qual a inscrição de um clube na vida de um profissional? Como é que um clube pode ser de tal modo vivido por um profissional do futebol que chegue a cicatrizar-se, a inscrever-se, na sua vida?

 

Na vertigem dos tempos, na voragem do mercantilismo actual, parece que toda a ligação emocional está subjacente à melhoria do contrato, à comissão do intermediário e ao conselho interesseiro do empresário. Vive-se a emoção no “tempo que dura” e o “tempo que dura” é balizado pela alínea c) da adenda Y ao contrato X. Depois, há as excepções. São aqueles em quem a cicatriz se tornou visível para o exterior. Aqueles que percebem que a cicatriz da inscrição de um clube na sua vida acaba por transformá-los em referências simbólicas e colectivas. Ou seja, aqueles que sabem viver a sua profissão também pela emoção da pertença a algo que os transcende.

 

É, para todos nós, um enorme orgulho ver a carreira de Ryan Giggs cicatrizada no Manchester United ou a de Gerrard no Liverpool; ver como o River Plate respira o sonho de ver regressar o “nosso” Aimar; sabermos que o Aimar é nosso por adopção e do River por nascimento, da mesma forma que o Rui Costa “é” da Fiorentina por adopção e nosso por nascimento. Esta vitória da componente emocional sobre a racional é das maiores alegrias que o adepto pode vivenciar na sua relação com este desporto apaixonante.

 

Recentemente, surgiu a notícia de que a Fiorentina gostaria de poder contar com a ajuda do nosso Rui Costa. Percebo, e bem, esse interesse. É natural que em Florença se queira construir o futuro alicerçado em estrutura sólida. Perceberão também os da ‘società viola’ que nós, os da Luz, também contamos com ele para alicerçar o nosso futuro. E nós, Benfica, não podemos abdicar do futuro.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 20 de Março e publicado na edição de 23/03/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quarta-feira, 21.03.12

O bloqueio do Vitinho

Hoje de manhã estava, com pressa, a tentar despachar-me e havia o raio de uma velha que não me saía da frente na rua. Desviava-se para um lado e depois para o outro sempre que eu tentava passar e aquilo já me estava a mexer com os nervos. Finalmente percebi o que é que o Vitinho queria dizer com 'obstruçom' e 'bloqueio', se bem que não sei se aquilo se poderia exactamente considerar um lance de bola parada, uma vez que as bolas em questão (neste caso as minhas) estavam efectivamente em movimento.

Lembrei-me de ligar ao Artur Soares Dias para lhe perguntar - como fez o Vitinho - se aquilo era permitido, mas percebi que não tinha o número. Entretanto já arranjei, porque felizmente há gente boa e solícita na internet que gosta de ajudar os outros, e isso.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:47 | link do post | comentar | ver comentários (30)

Divertido

A meia-final da Taça da Liga deve ter sido um jogo divertido de seguir para quem estava 'de fora'. Golos e oportunidades não faltaram, e no final venceu o Benfica, num jogo cujas cambalhotas no marcador foram exactamente inversas à do último jogo com o Porto para o campeonato. Entrámos a ganhar, permitimos a reviravolta, e voltámos a virar o resultado.

Não foram assim tantas as poupanças de parte a parte para este jogo. No Benfica as novidades foram o Eduardo na baliza, o Capdevila na defesa, e o Nélson Oliveira como único avançado, deixando o Cardozo no banco. O início de jogo prometia um Benfica diferente daquele dos últimos jogos na Luz contra o Porto. Entrámos a pressionar alto, criámos logo uma ocasião de algum perigo, em que o Bruno César falha o remate, e aos quatro minutos, fruto precisamente de pressão sobre a defesa do Porto logo à saída da área, chegámos ao golo num remate cruzado do Maxi, após passe do Bruno César. Estranhamente, a consequência deste golo foi um apagão quase completo do Benfica, que se retraiu e permitiu uma reacção fortíssima do Porto, cujo resultado foi a reviravolta no marcador após apenas treze minutos. Primeiro marcou num remate do Lucho que desviou no Javi, aos oito minutos; e aos dezassete, na sequência de um livre lateral, a defesa do Benfica falhou rotundamente e permitiu um cabeceamento à vontade na zona central da área ao Mangala, que fez a bola passar entre as pernas do Eduardo.

Eduardo que finalmente deu um ar da sua graça perto da meia hora, ao negar o terceiro golo do Porto num remate do Sapunaru. Só depois desse lance é que o Benfica finalmente voltou a acordar e a pegar nas rédeas do jogo, e no espaço de cinco minutos levou-nos quase ao desespero, levando a bola a bater três vezes nos ferros da baliza. Duas vezes pelo Luisão, que cabeceou à barra e depois, na sequência da mesma jogada, rematou ao poste. E a terceira bola ao ferro foi do Aimar, que na marcação de um livre enviou a bola ao poste com o guarda-redes já batido. Acabou por ser uma consequência lógica deste ascendente do Benfica o golo do empate, obtido a três minutos do intervalo. Após um livre do Aimar despejado para a área, a bola sobrevoou quase toda a gente e foi ter com o Javi Garcia no segundo poste, que a controlou e passou para a finalização do Nolito à boca da baliza. E ainda antes do final da primeira parte, o Benfica criou nova boa ocasião de golo, num canto marcado pelo Bruno César que permitiu ao Nolito, solto dentro da área, um remate que deveria ter levado uma direcção melhor do que aquela que ele lhe deu, atirando-a sobre a baliza.

Seria demasiado esperar uma segunda parte tão animada como a primeira. Ambas as equipas pareceram querer jogar com mais algumas cautelas e, para além disso, a qualidade do próprio futebol jogado piorou. Houve muita luta na zona do meio campo, muitos passes falhados e perdas de bola desnecessárias, sendo poucas as jogadas organizadas construídas por uma ou outra equipa. O jogo estava num impasse e pressentia-se que poderia cair para o lado da equipa que conseguisse marcar mais um golo. O Benfica lançou em jogo os 'titulares' Gaitán e Cardozo, e o Porto respondeu na mesma moeda com o James e o Janko. Acabaram por ser os nossos 'titulares' a resolver, numa jogada de contra-ataque rápido em que o Gaitán desmarcou o Cardozo e este, depois de ganhar em velocidade(!) ao Mangala, marcou com um grande remate rasteiro ainda de fora da área o terceiro do Benfica e o seu quarto ao Porto esta época. O jogo ficou efectivamente decidido com este golo, pois passou a ser jogado ainda mais aos repelões e não houve mais jogadas dignas de realce. O Benfica limitou-se a aguentar a vantagem enquanto que o Porto tentava a fazer a bola chegar à frente o mais depressa possível, quase sempre da pior forma.

Para mim o melhor jogador do Benfica foi o Maxi Pereira. Não apenas pelo golo que marcou, mas também pela atitude guerreira durante todo o jogo. Mesmo durante o pior período do Benfica no jogo, foi ele quem nunca virou a cara à luta, não dando descanso aos dois laterais esquerdos com que o Porto alinhou de início. Gostei também do Witsel, que teve uma tarefa difícil na luta que travou sobretudo com o Moutinho e o Defour.

Para um clube que passa a vida a deitar a mão às Supertaças Cândido de Oliveira para ajudar a contabilidade de títulos com a qual vive obcecado, confesso que me parece agora um pouco hipócrita estarem a desvalorizar a Taça da Liga. O que é certo é que estamos na quarta final consecutiva à custa deles, e agora que lá chegámos o objectivo só pode ser vencer a competição. Acima de tudo, espero que a vitória de hoje sirva de tónico para a nossa equipa enfrentar a fase decisiva da Liga que se aproxima. Esse é mesmo o maior objectivo

por D`Arcy às 00:51 | link do post | comentar | ver comentários (37)
Terça-feira, 20.03.12

Mister

Três. Seguidas. Em nossa casa. Contra o maior rival. Em menos de um ano. Eu sei que o senhor é treinador, não é adepto, mas confie em mim: isto dói-nos. Muito. Deixa marcas. Cicatrizes. Foram humilhações suficientes para os próximos… deixa lá ver bem… hummm… 100 anos! No mínimo.

 

Os quartos-de-final da Liga dos Campeões são bons para o nosso prestígio. E para o seu. Mas não são um título. Quando se visita o museu do clube, não há lá nenhum troféu de “quartos-de-final da Liga dos Campeões”. Ao contrário da Taça da Liga. Eu sei que ninguém lhe liga. Mas isso é porque os outros rivais ainda não a ganharam. E, portanto, desdenham-na. O campeonato está a apenas um (dois na prática) ponto de distância. Mas não dependemos de nós. Podemos ganhar os jogos todos até final e não sermos campeões. A Liga dos Campeões é boa para o prestígio. Mas já cumprimos a nossa obrigação. Se não a ganharmos (utopia…), ninguém poderá dizer que foi um falhanço.

 

Ao contrário da (por agora) ida à final da Taça da Liga. Porque isso significaria a quarta derrota em casa. Contra os mesmos. Em menos de um ano. Recorde muito difícil de bater. Ainda mais do que já é agora. O senhor não quererá certamente ficar com essa (ainda maior) mancha no currículo. É para a Taça da Liga, mas até podia ser para a Taça Chiclete. É uma prova oficial. E, principalmente, é em nossa casa.

 

Revendo os três últimos jogos, há uma constante: entrámos sempre a medo e oferecemos tempo ao adversário. Umas vezes, meia-parte. Outras, 20’. Mas partimos sempre em desvantagem. Diga lá aos rapazes (e a si próprio, já agora) que não é preciso ter medo. Estamos em nossa casa. Perante os nossos adeptos. Para se ganhar, é preciso jogar para ganhar. Desde o primeiro minuto. Mas eu não preciso de lhe dizer isto. Porque o senhor é bom treinador e sabe melhor do que eu. Apesar de não ter parecido nos últimos três jogos. Foi um momento mau. Perdão, foram três momentos maus. Mas, pronto, isso é passado. O que interessa é ganhar hoje. Obrigado pela atenção.

 

Viva o BENFICA!

por S.L.B. às 09:50 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Domingo, 18.03.12

António Leitão (1960-2012)

 

Para os benfiquistas da minha geração, António Leitão foi o maior motivo de orgulho benfiquista do atletismo nacional.

 

Fez parte de uma geração de ouro do atletismo português. De entre os vários atletas pertencentes a essa geração, ele era o nosso único representante. Sempre humilde e lutador, foram muitos os grandes testemunhos de benfiquismo que nos legou.

 

Faleceu hoje. Mais um campeão que partiu demasiado cedo.

por Pedro F. Ferreira às 15:34 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sábado, 17.03.12

Morno

Vitória segura num jogo muito morno, disputado quase sempre em ritmo de passeio e perante um dos adversários mais inofensivos que passaram esta época na Luz.

Mais uma vez foi o Witsel o eleito para ocupar a vaga do Maxi na lateral direita. Quanto ao resto, alas entregues ao Gaitán e ao Bruno César, e na frente de ataque apareceu o Nélson Oliveira a titular, para fazer dupla com o Cardozo. Do outro lado tivemos uma equipa completamente de acordo com aquilo que se esperaria do Ulisses Morais. Ou seja, extremamente defensiva, acumulando jogadores nas imediações da sua área, e esperando algum lance fortuito para sair em contra-ataque. A iniciativa do jogo foi, naturalmente, do Benfica desde o primeiro minuto. Mas pareceu sempre que a noite não estava para grandes correrias, e portanto vimos um jogo algo aborrecido, disputado quase sempre num ritmo bastante lento, e em que o Benfica parecia esperar por alguma aberta na muralha de jogadores montada à frente da baliza do Beira Mar. A jogar naquele ritmo adivinhava-se que não assistiríamos a um jogo com muitas oportunidades, pese o bom sinal dado pelo Nélson Oliveira, com um bom remate de fora da área travado por uma grande defesa do guarda-redes. Depois foi o Gaitán a ameaçar com uma cabeçada fora da área, e finalmente aos vinte e cinco minutos o Benfica construiu uma jogada rápida de ataque, libertando o Witsel na direita, que depois cruzou para a finalização do Cardozo à boca da baliza. O mais difícil estava feito, que era marcar o primeiro golo a uma equipa construída com o intuito de defender ao máximo. Obviamente que em vantagem no marcador e perante um adversário simplesmente inofensivo no ataque, a motivação para carregar no acelerador era pouca ou nenhuma. Apenas fixei dois lances, ambos do Nélson Oliveira: no primeiro, ganhou bem posição ao defesa mas depois não passou ao Gaitán numa primeira oportunidade nem ao Bruno César numa segunda, e acabou por fazer um remate disparatado para fora; e no segundo, depois de ganhar mais uma vez posição sobre a direita, saiu-lhe mal o centro para o Cardozo, que aguardava desmarcado no centro. Mesmo sobre o intervalo, o Benfica praticamente selou o destino do jogo, marcando o segundo golo num remate cruzado do Gaitán, a passe do Cardozo.

A segunda parte iniciou-se praticamente com o terceiro golo, novamente do Cardozo, que aproveitou um passe de calcanhar do Nélson Oliveira para evitar o guarda-redes e rematar para a baliza deserta. E depois foi como se o jogo tivesse acabado. Parecia ser evidente que o Benfica poderia ampliar o resultado caso forçasse um pouco (até a jogar quase a passo ficávamos com a ideia de que mais golos poderiam surgir), mas o Benfica limitou-se a gerir o resultado e o esforço, deixando o tempo correr até final. Apenas o Cardozo, talvez motivado com a possibilidade de obter um hattrick, fez mais alguns remates que levaram algum perigo à baliza do Beira Mar, mas aparte isso o resto do jogo teve muito poucos motivos de interesse. No último minuto de jogo, e para manter a má tradição de sofrer golos em praticamente todos os jogos em casa, acabámos por deixar o Beira Mar chegar ao golo de honra, num remate do Cássio já no interior da área após centro atrasado do Balboa.

Com dois golos e uma assistência o Cardozo é naturalmente o homem do jogo. O Gaitán parece estar mesmo a melhorar aos poucos, e marcou pelo segundo jogo consecutivo. Gostei também do Jardel, do Javi e do Nélson Oliveira, embora este ainda continue a alternar o muito bom com alguns disparates.

Obrigação de vencer cumprida sem quaisquer sobressaltos e aparentemente sem grande esforço. Aproxima-se agora um período decisivo, com vários jogos em poucos dias, muitos deles decisivos e de dificuldade elevada. A nossa época vai praticamente jogar-se durante as próximas quatro semanas. Para mim, o objectivo principal deveria ser só um: sermos campeões nacionais. Sinceramente, gostaria que a Champions não desviasse as nossas atenções desse objectivo.

por D`Arcy às 04:48 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sexta-feira, 16.03.12

Sem medos!

 

 

Cá os esperamos! Lá estaremos a torcer pelos nossos, os que jogam pelo nosso Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 11:10 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Os mornos

Nestes tempos estranhos, os mornos – aqueles que para aquecerem o lugar têm de arrefecer a honra – conquistaram o poder da Liga de clubes. Fizeram-no como fazem todos os que são mornos: de cócoras, fazendo cedências a interesses pouco limpos. Já todos tínhamos visto, ao longo de muitos anos, gente que chegando à Liga de Clubes fazia do seu consulado uma distribuição de palmadas nas costas e favores por baixo da mesa, fazendo do atropelo à ética uma prática banal.

 

O actual líder foi inovador: anunciou o atropelo à verdade desportiva como trunfo eleitoral. Para garantir a eleição, prometeu aos fiúzas da vida que adulteraria as regras da competição com esta a decorrer. Conquistado o poder, havia que pagar a factura. Os fiúzas da vida exigiram e os cordéis fizeram mexer as influências do títere de circunstância. Ao atropelo das regras e da decência, a Liga quer impor o absurdo: que nenhum dos clubes actualmente em competição na primeira divisão seja despromovido. Isto não fere a verdade desportiva, mata-a. Já vi latrinas públicas menos fétidas do que o odor que emanou da infame reunião da Liga da passada segunda-feira.

 

Terminada a reunião, veio a tentativa de defender publicamente o indefensável. Que a argumentação parola sirva para entreter os fiúzas da vida é um problema do novo presidente da Liga. Que queiram defender perante os portugueses o absurdo, estabelecendo, em tom sério e de ameaça, paralelismos com a Liga norte-americana é já uma tolice ofensiva, pois tomam-nos a todos por fiúzas.

 

Tudo tem limites e o futebol português já não tem capacidade para tanto entulho. Ou se afunda o futebol ou se atira com o entulho pela borda fora. E, como sabemos, até Deus vomita os mornos.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 13 de Março e publicado na edição de 16/03/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 08:08 | link do post
Quinta-feira, 15.03.12

Nunca me vou calar

 

Todos sabemos que a capacidade de comunicar para fora do balneário não é propriamente o seu ponto forte, antes pelo contrário. No entanto, há momentos em que Jorge Jesus consegue comunicar a mensagem correcta, necessária, corajosa e à Benfica. Hoje, Jorge Jesus disse o que se impunha dizer.

 

"Enquanto treinador, tenho direito a opinião num jogo em que a minha equipa era interveniente. Apresentei um facto real, numa situação de bola parada e sem pôr em causa a honestidade do árbitro assistente. É um facto que vi e que muitos viram e manifestaram a mesma opinião."

 

[...]

 

"Como treinador do Benfica vou continuar a fazê-lo, para defender os interesses do clube. E penso que vivo num país onde ninguém está acima da crítica. O presidente da República é criticado, eu sou criticado quando as coisas não correm bem, por que é que os árbitros não podem ser criticados? Alguns árbitros nasceram depois do 25 de abril de 1974, mas eu ainda sou desse tempo. Conquistámos esse direito de nos podermos expressar. Nunca me vou calar."

 

Subscrevo.

por Pedro F. Ferreira às 15:50 | link do post | comentar | ver comentários (21)

Prova de existência

Caro Deus,

 

Sinto-me um pouco idiota por Te estar a escrever, porque não acredito na Tua existência. Mas, pronto, como há milhões de pessoas que crêem em Ti, vou dar-te uma oportunidade de me demonstrares que efectivamente existes e não és apenas, citando Nietzsche, “a maior invenção da Humanidade”.

 

Portanto, façamos de contas que és de facto o criador do mundo e tens poder sobre todas as coisas. Assim sendo, há oito anos, permitiste que uma determinada equipa, paradigma do jogo sujo, desleal e corrupto, ganhasse a Liga dos Campeões. E ganhou-a derrotando na meia-final o actual 1º classificado da… II Divisão espanhola e na final o actual antepenúltimo(!) classificado da… II Divisão francesa. Repito: apenas oito anos depois, ambos os clubes estão nas II Divisões dos respectivos países! Sendo que, antes de defrontar esse dito clube há oito anos, a primeira equipa eliminou o Milan (ganhando em casa por 4-0 depois de perder em San Siro por 4-1… ou seja, uma hecatombe bíblica inédita na história do grande clube italiano) e a segunda equipa eliminou o Chelsea. (É só comparar onde estão hoje estas quatro equipas para ver o nível de sorte - ou o nível de ajuda Tua - que esse determinado clube teve nessa época).

 

Ora bem, este ano, tens a grande oportunidade de Te redimir. É muito simples, basta só fazeres o seguinte emparelhamento no sorteio dos quartos e meias-finais da Champions desta 6ª feira: Apoel - Benfica vs. Marselha - Chelsea e do outro lado Real Madrid – Barcelona vs. Bayern Munique – Milan. Tirando o primeiro, estás à vontade para alterar a ordem dos jogos e tudo. Repara: eu não Te estou a pedir que faças o Benfica ganhar os jogos (isso dependerá do nosso merecimento), estou a pedir-Te um nível de sorte no sorteio semelhante ao que deste a um determinado clube há oito anos (sendo até que este teve mais, porque nenhuma das equipas “do outro lado” que irá chegar à final é propriamente o Mónaco…). Mas caso insistas mesmo em atirar um tubarão para cima de nós, ao menos faz com que a 1ª mão seja na Luz.

 

Já agora, e prometo ser a última coisa que Te peço, se a Uefa continuar com os seus critérios inexplicáveis de fazer com que quatro das equipas tenham seis dias de intervalo entre as duas mãos (Quarta e Terça seguinte) e as outras quatro tenham oito (Terça e Quarta da outra semana), e porque o jogo do campeonato entre as duas mãos é frente ao Braga, ao menos coloca-nos neste segundo grupo. Se fizeres tudo isto, prometo abanar um pouco as fundações da minha certeza da Tua não-existência.

 

Muito obrigado e as minhas saudações respeitosas,

 

S.L.B.

 

P.S. - Tirando Real Madrid, Barcelona e também o Bayern, acho sinceramente que temos as nossas hipóteses com qualquer um dos outros adversários.

por S.L.B. às 01:00 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Segunda-feira, 12.03.12

Tentáculos

 

Já são muitos anos de luta. Ao longo destes anos, tenho conhecido muito do melhor e do pior do futebol português.

 

Desde antigos futebolistas que passaram por clubes de nomeada a norte do Douro e que, à mesa, me contam histórias de como andaram anos a contornar o controlo anti-doping até outros que contam histórias vergonhosas de colegas que se venderam no jogo Y e X, para terem como prémio de final de carreira, lá pela casa dos 34 / 35 anos, um contrato assinado com um determinado clube. Passando pelas inúmeras histórias de árbitros que comunicavam logo nos primeiros minutos de jogo que estavam ali para “lixar” a equipa A ou B. Ouvi de tudo. Todos (jogadores, árbitros, dirigentes, massagistas, médicos…) sabem qual é a cabeça do polvo. E muitos foram os que, identificando a cabeça, acabavam por referir também alguns dos tentáculos mais discretos e eficazes: os delegados da Liga e os observadores de árbitros.

 

Hoje, Manuel Armindo, delegado da Liga, mostrou-se incompetente como tentáculo [link]: continuou eficaz, mas tornou-se indiscreto. E, assim, comprometeu o seu lugar na estrutura tentacular. Muitos outros por lá ficaram e outros tantos estão já preparados para o substituir. É um futebol podre.

por Pedro F. Ferreira às 20:39 | link do post | comentar | ver comentários (37)

Quais serão os limites?

Qual é o limite para Bernardino Barros na “Rádio Renascença”, Manuel Queiroz na “TVI” e para Jorge Coroado no jornal “O Jogo”?  Qual o limite do primeiro na tentativa de branquear os métodos do seu clube? Qual o limite do segundo em querer agradar ao dono? Qual o limite de ódio que o terceiro consegue destilar contra o Benfica?

 

Quais os limites dos ouvintes / espectadores / leitores benfiquistas?

 

por Pedro F. Ferreira às 11:28 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Domingo, 11.03.12

Complicada

Vitória muito complicada em Paços de Ferreira, num jogo que acabou por ser decidido por pormenores de talento dos nossos jogadores, e que nos permite agora estar a um ponto do primeiro lugar.

Gaitán no banco e titularidade do Saviola no lugar deixado vago pelo Aimar foram as principais novidades no onze, onde também esteve, conforme esperado, o Capdevila em vez do castigado Emerson. Logo nos primeiros minutos deu para ficar com uma boa imagem daquilo que o jogo seria. O Benfica com muito mais posse de bola, a tentar construir com paciência os seus ataques face a uma equipa que acumulava jogadores em frente à sua área, e o Paços a sair com muita velocidade - quase sempre através do Melgarejo - para o contra-ataque assim que recuperava a posse de bola. Na fase inicial conseguimos criar boas oportunidades para marcar, pelo Nolito e pelo Saviola, mas o Cássio opôs-se bem aos remates. Depois vimos o Cardozo não conseguir chegar a tempo de emendar um cruzamento que fez a bola passar ao longo da linha de golo. Até que, em mais um contra-ataque conduzido pela esquerda, e já depois de ter ameaçado num canto, o Paços chegou ao golo pouco antes da meia hora, contra a corrente do jogo, diga-se. O Artur ainda se opôs ao primeiro remate, com uma grande defesa, mas depois chegou a ser irritante ver como três jogadores do Benfica perto do lance ficaram literalmente a olhar enquanto o Michel controlava a bola, a passava para o pé esquerdo, e rematava para a baliza. O Benfica acabou por acusar o golo, e a qualidade do nosso futebol piorou, tendo mesmo o Paços, mais uma vez pelo inevitável Melgarejo, estado perto de voltar a marcar, tendo sido novamente o Artur a evitar males maiores. Pouco antes do intervalo, mais uma demonstração cabal das instruções que os árbitros têm tido nestas últimas jornadas para não assinalar penáltis a favor do Benfica - foi um em Guimarães, dois em Coimbra, e hoje pelo menos outros dois, que resultaram em amarelos para os nossos jogadores.

Houve duas alterações ao intervalo (Nélson Oliveira e Gaitán nos lugares do Saviola e Nolito) e esperava uma reacção forte do Benfica na segunda parte, mas não foi nada disso que aconteceu. Nos primeiros minutos da segunda parte só deu Paços mesmo, e se o Paços se apanhou a ganhar com alguma felicidade, agora fomos nós quem teve a felicidade de não nos apanhámos a perder por dois golos de diferença. Ainda e quase sempre com intervenção do Melgarejo nas jogadas (tendo até acertado uma bola no poste), foram várias as situações em que o Paços esteve perto de marcar. Só ao fim de quinze minutos o Benfica pareceu finalmente conseguir acalmar um pouco, mas o cenário não parecia ser nada favorável, pois não havia grande inspiração na construção de jogadas de ataque, e começava-se mesmo a ver demasiadas situações em que os centrais eram obrigados a despejar bolas directamente para o ataque. Foi pois quase surpreendente que chegássemos ao empate, numa jogada em que grande parte do mérito vai para o Nélson Oliveira, que fugiu à marcação pela direita e centrou rasteiro para a área, onde o Cardozo deixou a bola passar para a zona do segundo poste, permitindo a finalização fácil do Gaitán. Tínhamos agora vinte e cinco minutos para tentar o segundo golo, mas não foi preciso tanto. Cinco minutos depois, livre perto da área, descaído para a direita e bem à medida do Cardozo. E quando quase todos esperariam o pontapé do paraguaio, foi o Bruno César quem marcou o livre na perfeição, levando a bola ao fundo da baliza. Com a vantagem no marcador obtida, o Benfica tentou claramente acalmar o ritmo do jogo e manter o mais possível a posse da bola, conseguindo que o jogo decorresse até ao seu final sem grandes sobressaltos. A nossa tarefa acabou por ficar mais facilitada pela expulsão do Michel, a um quarto de hora do final, e já mesmo a terminar o jogo, por uma segunda expulsão de um jogador do Paços.

Muito bem o Artur, sem quaisquer culpas no golo sofrido, onde até fez uma defesa brilhante ao primeiro remate, e tendo evitado em mais de uma ocasião que o Paços ampliasse a vantagem. Importante mais uma vez a entrada do Nélson Oliveira, que mexeu bastante com o jogo e fez a jogada do golo do empate (e foi-se familiarizando com a realidade de ver um cartão amarelo caso sofra algum toque na área). Mas o melhor jogador do Benfica esta noite foi claramente o Melgarejo.

Era imperioso vencer para aproveitar a escorregadela do Porto e aproximarmo-nos do primeiro lugar, colocando mais alguma pressão sobre eles. O objectivo foi, portanto, alcançado. Agora é continuar a ganhar os nossos jogos, porque ainda há muito campeonato pela frente.

por D`Arcy às 23:20 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Sexta-feira, 09.03.12

Erros em cima de erros

 

A relação de Ruben Amorim com Jorge Jesus foi-se deteriorando ao longo do tempo. Não sei de quem foi a culpa, mas sei que, em pleno balneário, o Ruben errou ao ter uma atitude bastante reprovável. Dessa atitude nunca se retractou, o que também me parece um erro, e acabou por sair.

 

Quem dirige o Benfica cometeu o erro de o deixar sair para um clube que não merece que o reforcemos. Erro agravado pelo facto de esse clube competir directamente com o Benfica. Ou seja, em cima dos erros de gestão das relações entre treinador e futebolista, errou-se no destino a dar ao futebolista.

 

De erro em erro, Ruben Amorim deu uma entrevista [link] em que confunde a sua relação pessoal com o treinador com a sua relação laboral com o Benfica. Com isto, tal como outros recentemente, acaba por ajudar a hipotecar a sua relação emocional com os benfiquistas. Como resultado, ninguém sai beneficiado. Ainda assim, Ruben Amorim foi quem mais se prejudicou. Tudo isto poderia e deveria ter sido tratado de forma bem diferente.

por Pedro F. Ferreira às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Faltou

Sexta-feira à noite, o jogo terminara, o nosso Benfica perdera, em casa, o clássico. Para muitos terminaram também as ilusões quanto à possibilidade de sermos campeões. Uns revoltados, outros angustiados, outros tantos a exigir cabeças, mas todos irmanados na dor. É sempre assim, já Torga o escrevera a respeito de outras justas, também elas alfa e ómega de um vão quotidiano, “Vitorioso, cobrem-no de flores; derrotado, abatem-no impiedosamente”.

 

Como sempre, em ritual, após a reunião no nosso Estádio, em torno do nosso Benfica, segue-se a reunião de amigos à mesa do jantar. Nesse altar ouve-se a pluralidade das vozes do benfiquismo. Nos momentos da vitória são os sorrisos que enquadram a refeição em que também partilhamos os despojos de guerra. São momentos de plenitude. Nos momentos de derrota, a pluralidade de vozes ecoa a ausência. Já nada é pleno, cheio, e em tudo se nota a falta. Nessa sexta-feira, não havia vitoriosos para cobrir de flores, restava o abate. E na pluralidade de vozes ecoava a falta: “faltou vergonha ao árbitro”; “faltou atitude”; “faltou um defesa esquerdo eficiente”; “faltou um Gaitan menos displicente”; “faltou a visão a um fiscal de linha”; “faltou um treinador que se transcenda nos momentos verdadeiramente decisivos”; “faltou uma equipa de arbitragem que não nos tivesse prejudicado vergonhosamente; “faltou o calor do público durante algumas fases do jogo”; “faltou estratégia à Direcção para lidar com o problema da arbitragem em Portugal”; “faltou o sistema sonoro no 3º Anel”; “faltou sorte”; “faltou um Artur mais perto do Artur e mais longe do Roberto”; “faltou Benfica ao Benfica”… E assim, entre vozes famintas de vitória, se foi conjurando um rosário de faltas que saltavam entre o tom resignado e o indignado, entre o encolher de ombros e o punho cerrado.

 

Ainda com os ouvidos cheios dessas vozes, dessas faltas, acabei o jantar sabendo que nenhum dos presentes faltaria ao próximo jogo.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 03 de Março e publicado na edição de 09/03/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 08.03.12

A volátil certeza dos adeptos

 

Assim escreveu Leonor Pinhão no dia 11 de Agosto de 2011, no jornal "A Bola".

por Pedro F. Ferreira às 11:15 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quarta-feira, 07.03.12

Incontestável

O Benfica não fez uma grande exibição esta noite mas fez um grande jogo, sobretudo a nível táctico, que proporcionou uma vitória incontestável sobre o Zenit e selou o apuramento para os quartos-de-final da Champions League.

Sem Garay e Aimar, avançaram Jardel e Rodrigo para a titularidade, tendo ainda sido dada a titularidade ao Bruno César, por troca com o Nolito. A responsabilidade pelas despesas do jogo pertencia ao Benfica, e nós assumimo-la. De forma algo titubeante de início, talvez porque o momento não é o melhor e os últimos resultados certamente terão feito mossa num grupo pouco habituado a essa situação. Mas sob a liderança do Luisão, com a garra do Maxi e a classe do Witsel o Benfica foi conseguindo soltar-se e não se deixou enervar pela estratégia adoptada pelo Zenit para o jogo. Houve alturas em que quase parecia estar a ter um déjà vu de uma qualquer equipa italiana dos anos 80 ou 90, tal era a forma ostensiva como os jogadores russos queimavam tempo e se deixavam ficar no chão para serem assistidos. O Benfica controlava o jogo e os russos pareciam satisfeitos em deixar o Benfica ter esse controlo, pois mantinham-se organizados e conseguiam evitar situações de grande apuro para a sua baliza, esperando explorar algum eventual erro para dar um golpe decisivo na eliminatória. Esse erro aconteceu mesmo, pelo Artur já perto do intervalo, mas não foi aproveitado e quase na resposta o Benfica marcou. Foi no primeiro minuto de compensação (as perdas de tempo por parte do Zenit foram tantas e tão ostensivas que o árbitro acabou por dar uns raros quatro minutos extra) e através do Maxi, que finalizou uma assistência de calcanhar do Witsel, após uma defesa incompleta do guarda-redes a um primeiro remate do belga. O mais difícil estava feito, agora era ver como reagiria o Zenit (e o Benfica) a esta situação.

O Benfica reagiu de forma inteligente. Com vantagem na eliminatória, assumimos uma atitude mais cautelosa, dando mais iniciativa de jogo ao Zenit mas mantendo uma grande concentração táctica. Resultou em pleno, porque em toda a segunda parte o Zenit não conseguiu criar uma única oportunidade de golo, e durante uma boa parte dela a maior parte das jogadas que fez consistiu simplesmente em passes longos do Bruto Alves da defesa directamente para o ataque, porque o meio campo do Zenit foi bloqueado com eficácia. Seria natural para quem assistiu ao jogo sentir que o Benfica poderia forçar ou arriscar mais para resolver a eliminatória mais cedo, mas na minha opinião a inteligência do Benfica revelou-se precisamente no aspecto de ter sabido resistir a essa tentação. A partir de certa altura a equipa do Zenit ficou quase partida em duas, com os jogadores do ataque a não recuperarem para defender, mas o Benfica evitou sempre entrar em situações de saídas desenfreadas para o ataque, que só favoreceriam o Zenit por abrirem mais o jogo e permitirem situações perigosas em caso de perda de bola. Não nos podemos esquecer que estamos na Champions, e o ano passado já sofremos demasiado por adoptarmos essa atitude. As saídas em contra-ataque foram sempre feitas de forma mais organizada, com dois, três, no máximo quatro jogadores, nunca deixando a retaguarda desprotegida. O Jorge Jesus esteve bem nas substituições: fez aquelas que a lógica impunha, e acertou em cheio. O progressivo reforço do meio campo e o safanão final dado pela entrada do Nélson Oliveira revelaram-se decisivos, com a cereja no topo do bolo a chegar num golo do próprio Nélson Oliveira mesmo sobre o apito final. Mais um contra-ataque construído de forma simples, com o Witsel a passar a bola ao Bruno César e este, já perto da área, a soltá-la para a entrada vitoriosa do Nélson.

Maxi, Witsel e Luisão foram para mim os melhores da noite, bem secundados pelo Bruno César, Javi e Jardel. Os três suplentes (Nolito, Matic e Nélson Oliveira) entraram bem no jogo, mesmo que o Nélson tenha revelado uma vez mais alguma inexperiência na altura de decidir os lances. Menos bem os dois avançados titulares - o Cardozo teve uma perdida incrível, e o Rodrigo não parece estar bem fisicamente, para além de ter parecido andar algo perdido nas funções que lhe foram entregues. O Gaitán continua em sub-rendimento, e colabora muito pouco nas tarefas defensivas - foi notória até a subida de rendimento do Emerson quando passou a ter o Nolito à sua frente.

Julgo que o objectivo mínimo para a Champions foi atingido. A partir de agora, tudo o que vier a mais será um bónus. Acredito que o Benfica, jogando de forma concentrada e realista, poderá fazer a vida difícil a qualquer adversário que nos calhe em sorte, mas teremos que esperar pelo resultado do sorteio para podermos avaliar mais precisamente as nossas possibilidades. Nesta fase, diga-se, também já não há muito por onde escolher.

por D`Arcy às 00:28 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Terça-feira, 06.03.12

Psiu, onde é que foi toda a gente?

É engraçado, muito engraçado, que quando perdemos - quando o Benfica perde gosto de enfatizar ainda mais que o Benfica somos todos nós - este blog sofre um aumento de tráfego brutal, há filas de trânsito nos comentários e parece que toda a gente estava escondida atrás de um estupor de um arbusto à espera, ofegantemente, para vir defecar, de dedo bem espetado em riste, um 'eu bem disse que isto ia acontecer!!' e toda a gente tem voz e toda a gente quer vir vomitar a sua indignação/raiva/frustração/fúria/revolta e toda a gente arranja um minuto para aqui vir pedir a demissão de toda a gente e toda a gente tem uma merda dum blackberry ou um cabrão dum iphone ou uma catraporra dum daqueles portáteis que cabem na merda do bolso das calças e conseguem com os seus dedos gordinhos carregar nas teclazinhas do touchscreen e cagar uma série de erros ortográficos e mesmo assim expelir o seu brilhante/inovador/revolucionário conceito estratégico para levar o Benfica a bom termo e ganhar tudo. 

 

Quando ganhamos , é isto. Nada.

 

Até ouço as unhas a crescer.

 

Viva o Benfica, sempre. Sempre.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:25 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Segunda-feira, 05.03.12

Opiniões...

Tenho lido várias opiniões sobre o jogo de sexta-feira, tenho debatido as minhas com muitos amigos benfiquista e tenho ouvido muitas opiniões em diferentes sentidos. Dois dos benfiquistas que mais gosto de ler/ouvir são os meus amigos Pedro Fonseca e João Gonçalves. Nem sempre concordo com eles, mas muitas vezes acabamos por estar de acordo. Deixo-vos aqui, para reflexão, a opinião de cada um deles sobre este jogo e as hipotéticas consequências do mesmo:

 

A culpa não pode morrer solteira (Proença "casa" com Jesus) [por Pedro Fonseca];

 

Benfica 2 - 3 Porto [por João Gonçalves].

 

 

por Pedro F. Ferreira às 16:16 | link do post
Domingo, 04.03.12

Todos somos Sísifo

 

Partindo do Mito de Sísifo, Camus escreve uma das mais marcantes obras da literatura/cultura europeia do Século XX. Aborda o Mito pelo absurdo. O absurdo do eterno recomeço como forma de mostrar aos deuses que a derrota do homem não está no castigo que os deuses lhe impõem, mas sim na hipotética desistência do homem. A tomada de consciência sobre o absurdo da situação implica a angústia, mas não obriga à desistência.

 

Ou seja, a vitória dos deuses sobre Sísifo só aconteceria se Sísifo desistisse de cumprir a pena que o obriga, diariamente, ao recomeço da luta. Diz Camus que L'absurde c'est la raison lucide qui constate ses limites. Sem esta razão lúcida é impossível imaginar um Sísifo feliz. Feliz não pelo cumprimento do castigo, mas porque se recusa a desistir. No sorriso de Sísifo está a derrota de quem o quis vergar ao absurdo de uma luta aparentemente perdida. Caso desistisse, Sísifo teria sido derrotado. Enfrentando-os com um sorriso, Sísifo resiste à derrota.

 

É neste absurdo que nos vamos encontrando, é nesta luta que nos vamos reconhecendo. Às vezes é um caminho percorrido por muitos, outras percorrido por menos, mas sempre com os suficientes.

 

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Fotografia de bucaorg (CC-usage) Flickr

por Pedro F. Ferreira às 12:16 | link do post | comentar | ver comentários (50)
Sexta-feira, 02.03.12

Farto

Haveria muito para dizer sobre o futebol jogado neste jogo, mas não me apetece. Estou farto e com a sensação de que não vale a pena falar de futebol jogado. Depois do que aconteceu em Coimbra, quando foi anunciada a nomeação do Proença para mais um jogo importante do Benfica, fiquei com a noção de que o destino do jogo estava traçado.

Terça-feira lá estarei no meu lugar.

por D`Arcy às 22:43 | link do post | comentar | ver comentários (121)

Eu confio

 

Aquilo pode correr mal, mas confio.

 

Desconheço o futuro, mas confio. Confio e não afio o fio da navalha à espera do deslize, para dizer "eu bem disse". Eu confio. Não tenho motivos mais racionais do que o comum dos mortais que desconfia. Não sou mais nem menos benfiquista. Não sou mais nem menos louco, mas confio.

 

Sinto-me vivo, logo, confio. Escrevia Joan Lluís Vives que "A vida, para os desconfiados e os temerosos, não é vida, mas uma morte constante." Recuso-me a ser um cadáver adiado, já morto e apenas à espera de ver a morte do meu “irmão”, para lhe enfiar a lâmina – afiada no cinismo calculista de quem passa a vida a antecipar apocalipses – nas costas.

 

Eu confio, porque sim. E, se a minha confiança se provar errada, paciência. Mas confio, porque a vida não pode ser uma morte constante.

 

Sei que, se ganharmos (e apenas se assim for), todos serão Benfica…

por Anátema Device às 15:45 | link do post | comentar | ver comentários (10)

Original ou sequela

Meu caro Jorge Jesus,

 

Eu gosto de acreditar nas pessoas, de ver que o que elas dizem acontece de facto. Quando o senhor chegou ao Benfica, afirmou que consigo nós iríamos jogar o dobro do que com o seu antecessor. Foi um discurso mobilizador e que teve correspondência prática (ou que pecou por defeito, visto que jogámos o triplo ou o quádruplo do ano anterior…). No entanto, este tipo de discurso muito confiante nas suas capacidades é algo perigoso, porque se se falha a frustração é muito maior. Foi o que aconteceu na época passada, quando o senhor falou na Champions no início da temporada e depois foi o que se viu…

 

E, perdoar-me-á, foi o que se viu na semana passada, quando o senhor disse que quem deveria estar nervoso eram os outros clubes por estarem atrás do Benfica e a resposta prática não foi espetar quatro batatas em Coimbra (a única consequência possível para este tipo de discurso), mas sim… empatar o jogo. Sim, falhámos imensos golos de baliza aberta, sim, fomos roubados (apoia-se o Fernando Gomes para a Liga e posteriormente para a Federação, e depois está-se à espera de milagres… mas isto é outra história), porém empatámos um jogo que não poderíamos deixar de ganhar. Principalmente, depois daquele seu discurso e na véspera de recebermos o CRAC.

 

Veio o senhor dizer agora que esta partida com os assumidamente corruptos não é decisiva. É o discurso que se tem que ter para fora, eu percebo, porque ainda faltam alguns meses para terminar a época e “matematicamente”, na pior das hipóteses, quatro pontos (na prática) de desvantagem não é uma distância insuperável. No entanto, espero sinceramente que, para dentro do balneário, o discurso seja outro. É claro que este jogo é decisivo. Da mesma maneira que a vitória sobre eles em Dezembro de 2009, com uma quase equipa B, foi decisiva para a conquista do campeonato, ou como a humilhação sofrida em casa no ano passado foi decisiva para o penoso final de época. É que, meu caro Jorge Jesus, a última imagem é sempre a que fica. De nada nos serve recordes de vitórias seguidas, o melhor futebol desde a primeira passagem do Eriksson, grandes goleadas, se no fim não ganharmos nada. E, a minha convicção pessoal (eu sei que sou pessimista por natureza), é que se não ganharmos mais logo, dificilmente ganharemos alguma coisa (incluindo a Taça da Liga) até final da época. Sim, temos mesmo que ganhar, o empate não serve. Por uma questão de confiança ou, neste caso, de falta dela. Tal como a tal derrota na Luz na época passada minou a confiança de uma equipa que tinha conseguido 18 vitórias consecutivas e até fez com que, duas semanas depois, desbaratássemos em casa uma vantagem de 2-0 conseguida no campo deste mesmo adversário. Mas o senhor certamente saberá melhor isto do que eu.

 

Estamos no momento crucial da época, em que saberemos se iremos ter uma reedição do que se passou no ano transacto, ou se iremos ver um filme novo. Em qualquer um dos casos, nós, os adeptos, saberemos tirar ilações no final desta temporada. Espero que o senhor também as saiba tirar. É que este ano não temos desculpa. Até estamos a jogar com guarda-redes e tudo, veja lá. E nós, adeptos, por muito que não percebamos como é que se tem um campeão europeu e mundial na bancada, e se joga com um jogador que, ainda em Coimbra, esteve duas vezes à vontade na grande área contrária sob lado esquerdo, com todo o tempo do mundo para colocar a bola num dos nossos e ela fica no primeiro defesa, ou como é que se deixa ir embora em Janeiro o único substituto do plantel para o Maxi Pereira e não se vai buscar mais ninguém (sim, eu estive no Benfica-Santa Clara e vi os jogos da pré-época: não temos mesmo mais ninguém), pondo-nos a rezar a todos os santinhos para que o uruguaio não se lesione até final da época, nós, adeptos, dizia eu, só queremos é que independentemente de tudo o Benfica conquiste títulos. Algo que só acontecerá se ganharmos hoje. Digo eu.

 

Para terminar, meu caro Jorge Jesus, o senhor que se tem em tão boa conta (e justificada, porque é de facto um óptimo treinador) não quererá perder o campeonato para o ex-treinador do Espinho e Santa Clara (com o devido respeito) e estreante na I Liga, pois não?!

 

P.S. – Contra esta minha teoria de que mesmo se empatarmos hoje não seremos campeões, posso dizer que durante a época do Trapattoni nunca me passou pela cabeça que o poderíamos ser (até o mesmo ter passado pela cabeça do Luisão). A meu favor, posso relembrar que o fomos com três pontos de vantagem sobre o CRAC, que perdeu 24(!) em casa… E, antecipo-me já, nada me dará mais prazer do que vir aqui no final da época dizer que estava redondamente enganado!

 

P.P.S. – Se acho que podemos ganhar hoje? Claro que sim! Se até quando jogávamos com o Bossio, quando os centrais eram o Paulo Madeira e o Ronaldo, quando o Jamir estava plantado no meio-campo, ou o Pringle era mais um defesa contrário, eu tinha sempre esperança de ganhar…

por S.L.B. às 11:28 | link do post | comentar | ver comentários (24)

108 anos de benfiquismo universal e intemporal

1- Dia 28 o Benfica festejou 108 anos. Quase escrevia “o meu Benfica”, mas isso seria um paradoxo. Se o Benfica é universal como é que poderia ser o “meu” Benfica? O Benfica só é meu na medida em que se manifesta em mim de forma pessoal e intransmissível. Logo, o Benfica festeja o aniversário e em cada um de nós renova-se este místico sentimento de pertença a uma causa superior a todos. É o Benfiquismo.

 

2- Não acredito num homem sem raízes. Um ser desenraizado é um ser à deriva. Sei onde estão as minhas raízes, na Beira Baixa, no Fundão. Tal como sei onde está a minha ‘alma mater’, em Coimbra, na minha saudosa academia. Da mesma forma que sei onde lancei âncora há pouco mais de uma dezena de anos, em Lisboa, perto da Luz. Quis o acaso que, no mesmo fim de semana, o Benfica defrontasse a Académica, em futebol, e o Fundão, em futsal. Não era um confronto entre terras, entre territórios. Era um confronto entre o meu clube e os clubes das “minhas” terras. Acontece que o meu clube vai para além da geografia das “minhas” terras. Eu sou orgulhosamente beirão, tenho um grande orgulho nas minhas raízes, mas seria benfiquista independentemente da terra onde nasci. Sê-lo-ia quer tivesse nascido em Goa ou em Freixo de Espada à Cinta. Este sentimento de benfiquismo faz com que o horizonte ultrapasse os limites da austera Serra da Estrela e da mágica Serra da Gardunha. Obviamente, sofri pelo nosso Benfica. O Benfiquismo manifesta-se-nos de forma universal.

 

3- Na sexta-feira, poder-se-á dizer que se joga o futuro do Benfica numa importantíssima partida de futebol. Dizê-lo seria um acesso de miopia histórica. Joga-se essencialmente uma batalha entre o jogo limpo e o jogo sujo, entre o asseio desejado e a continuação de três décadas de decadência civilizacional. Mas não se joga o futuro do Benfica, porque o Benfica é intemporal.

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 28 de Fevereiro e publicado na edição de 02/03/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post | ver comentários (2)
Quinta-feira, 01.03.12

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