VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 31.05.12

Pela memória de Carlos Alhinho (um testemunho especial)

 

No dia 01 de Maio de 2008, escrevi este texto pela memória de Carlos Alhinho [link].

 

Passado aproximadamente um ano, econtrei-me com o seu filho, o 'Kaika', numa sentida homenagem que, juntamente com um grupo de amigos de diferentes clubes, organizámos em memória do Carlos Alhinho.

 

Nessa homenagem cimentou-se ainda mais o meu respeito pela família do Carlos Alhinho e pela memória de um campeão, de uma Glória do futebol português.

 

Hoje, num dia que marca quatro anos de saudade, o 'Kaika' enviou-nos as seguintes palavras:

 

 

«Faz hoje 4 anos que o senhor meu pai nos deixou e, com a sua partida, partiu também um pouco de mim!

 

Como ele dizia... "repartido mas nunca dividido"! Repartiu-se pela família, pela profissão, pelos amigos! Estendeu sempre a mão a quem dela precisou, ajudou quem podia e quem não podia. Altruísta por natureza, anulou-se muitas vezes pela felicidade dos outros e nunca hesitou em despir para vestir quem menos tinha. Amou-nos incondicionalmente e é desse amor que me nutro sempre que a nostalgia insiste em fragilizar-me.

 

Projectava voltar um dia para Cabo Verde, dizia em tom de brincadeira "a minha missão em Portugal está cumprida, quero passar o resto dos meus dias a descansar os ossos em São Vicente com a família e com uma cana de pesca na mão"!

 

Defensor acérrimo da sua pátria, foi amado por uns e discriminado por outros, mas nunca vergou à xenofobia e ao preconceito, o que muitas vezes lhe trouxe dissabores, principalmente profissionais. Acreditava no lado bom das pessoas, regia-se pelos seus valores e defendia, acima de qualquer outra virtude, o respeito entre os homens. Era um homem bom, era um homem de bem! Resta-me o orgulho de ter partilhado a sua vida e a sua obra, de ter assistido ao toque "mágico" da sua grandeza em muitas vidas e de tê-lo visto contribuir activamente no sentido efectivo de fazer os outros felizes.

 

Pai, foste e serás sempre o meu ídolo. Coisas foram ditas a mais assim como outras ficaram por dizer. Faz parte da condição humana acharmos sempre que poderíamos ter feito mais qualquer coisa, mas o que seria das nossas vidas sem as suas imperfeições? Continuamos na luta aqui em baixo, daí de cima consegues ver que o mundo não pára de girar e nós, umas vezes a rir e outras a chorar, giramos com ele sem nunca virar a cara, sem nunca desistir, como nos ensinaste!

 

Sei que estás de mão dada com a mãe, quis o destino que assim fosse. Os nossos anjos da guarda! Uma verdadeira história de amor! Sinto a vossa falta e sei que um dia voltaremos a estar juntos. Fica bem, "Gigante"!»

 

Carlos Eduardo Alhinho

 

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por Pedro F. Ferreira às 19:55 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Terça-feira, 29.05.12

Três boas entrevistas

A blogosfera benfiquista galga terrenos e assume, nos últimos dois dias, o papel que alguns órgãos de comunicação social não conseguem ter. Com irreverência, colocando o dedo na ferida e não fugindo ao que é essencial, são três as entrevistas que destaco:

 

- a de Rui Gomes da Silva ao "Novo Geração Benfica" [link, link]

- a da Leonor Pinhão ao "Ontem Vi-te no Estádio da Luz" [link]

 

e...

 

- a do Veiga ao "Bola na Rede b" [link]

 

 

Aqui, na Tertúlia, estamos a tentar entrevistar o Luciano Moggi, uma vez que o Pinto diz não estar disponível.

por Pedro F. Ferreira às 15:03 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sábado, 26.05.12

Água na fervura

Esta troca de acusações entre o Benfica e o fcp a propósito do que se passou na final do Basquetebol está a atingir proporções nada edificantes para o desporto português. O que me parece que falta de parte a parte é uma compreensão da génese do outro clube e, consequentemente, de perceber de que modo é que o que está na sua base pode influenciar determinados tipos de comportamento.

 

Neste sentido, e para acalmar um pouco as hostes com uma manifestação de boa vontade, permito-me fazer aqui uma sugestão de contratação para o fcp. Julgo ser claro que existe aqui uma simbiose perfeita entre este jogador e o ADN daquele clube, e por isso seria certamente uma mais-valia para a sua equipa. Além de que ele sozinho facilitaria a compreensão por esse mundo fora do que é aquele clube.

 

 

 

Fica feita a sugestão. Escusam de agradecer. Estamos cá para ajudar.

por Lord Henry Wotton às 00:01 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Sexta-feira, 25.05.12

Silêncio

O silêncio está por todo o lado no futebol português. No fim-de-semana, vimos, no final da Final da Taça, um árbitro a ser cuspido e a levar com uma garrafada, enquanto a polícia tentava, a custo, protegê-lo de uma valente carga de pancada por parte de centenas de adeptos enfurecidos com a derrota do seu clube. Vimo-lo todos pela televisão. Viram-no os mais altos dirigentes do futebol português. Sobre isso caiu o silêncio. Um silêncio opaco que nos mostra como não são transparentes os interesses do futebol português.

 

Adeptos desse mesmo clube incendiaram uma bancada do nosso Estádio. Não foi há cinco décadas, foi há pouco mais de cinco meses. Não passou à História porque a ausência de palavras, a presença do silêncio, caiu pesadamente sobre a ignomínia dos factos. Não passará a ser História porque o silêncio impede que a palavra avive a memória e se constitua como inscrição. Quebrar esse silêncio é, nos dias que correm, agitar a modorra em que medram os pirómanos que chantageiam a voz alheia, para que a revolta se conforme ao silêncio conivente.

 

Foi às custas desse silêncio sujo que gente como o ex-presidente da Juventus Luciano Moggi constituiu a imagem de ter uma ‘estrutura’ perfeita e louvável. Até ao dia em que o silêncio se quebrou e o grito de revolta mostrou ao mundo os tentáculos da ‘estrutura’ perfeita. Moggi tem os seus descendentes, os seus imitadores, os seus seguidores e os seus herdeiros. Conhecemos-lhes os rostos, as falas, as ameaças e as ironias. Sabemos que quem cala consente. Sabemos que o Benfica não se pode calar e que, sempre que se calou (e isso aconteceu recentemente), consentiu. Sabemos que não pode haver silêncio quando se impõe a justa indignação.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 22 de Maio e publicado na edição de 25/05/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 24.05.12

No antro, agredir vencedores é tradição

Velhos hábitos e a impunidade do costume.

por Pedro F. Ferreira às 21:58 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quarta-feira, 23.05.12

Campeões de Basquetebol

 

 

Campeões, sem medo, no antro da corrupção, perante o olhar esgazeado do guru do aconselhamento familiar. Agredidos, fechados no balneário, impedidos de receber as medalhas e a Taça. E, no entanto, percorre-se a comunicação social e o silêncio é ensurdecedor. Vivem na impunidade há mais de 30 anos. Um dia isto vai acabar.

Enquanto o Benfica confirma a sua Grandeza, o fc porto confirma, com estrondo, a sua pequenez, que os amordaça sem perdão à sua condição de agremiação mesquinha. Aquilo não é um clube, é um conjunto de criminosos que se acham legitimados pela impunidade.

 

Impõe-se perguntar: onde anda a polícia do Porto, num jogo que se adivinhava de alto risco? A encher o bandulho em marisqueiras? E o Ministro da Administração Interna? E o cretino do Relvas, entretido a ameaçar jornalistas? País de merda.

 

Dedicado, com ternura, ao Porco Canal, essa homenagem a George Orwell.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (54)
Terça-feira, 22.05.12

Nuno Gomes e o Benfica

 

Ao contrário de um ou outro dos que escrevinham aqui na tasca, eu não conheço o Nuno Gomes pessoalmente, mas não tenho dúvidas de que é um senhor. Nesta entrevista fala de várias personalidades e de todas tem algo simpático para dizer, apesar de ser interessante ler algumas "coisas" nas entrelinhas do que é dito. Sobre JJ e Pinto da Costa, duas figuras que não lhe são gratas, destaco a nota de que Jesus é bom... "como muitos outros", e de Pinto da Costa realço o "tudo" que está disposto a fazer para que o seu clube ganhe. Quanto ao resto, duas confirmações (a amizade e admiração por Rui Costa e Luís Figo) e uma novidade (o apreço, inclusivamente pessoal, que tem por Luís Filipe Vieira).

 

Parece um Nuno Gomes a preparar um hipotético regresso, não para jogar futebol, ao Benfica... Será?

por Anátema Device às 02:25 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Segunda-feira, 21.05.12

Sobre a final da Taça de Portugal

Final da Taça, o Sporting perdera contra a Académica, o árbitro, Paulo Baptista, segue o protocolo e vai à tribuna de honra. Pelo caminho, e sob escolta policial, é escarrado e agredido por adeptos do Sporting, chegam a acertar-lhe com uma garrafa. As imagens televisivas provam-no. Aquilo aconteceu nas barbas e sob o olhar dos mais altos dirigentes do futebol português.

 

Consequências?

por Pedro F. Ferreira às 15:24 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Domingo, 20.05.12

Que 2.000 € mais mal-empregues

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:41 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sexta-feira, 18.05.12

Objectividade e subjectividade

Cardozo tem a supina ousadia de fazer bem algo que se pode medir em números. Marcar golos é uma daquelas coisas objectivas, substantivas, que tanto irritam a cultura lusitana, a cultura de quem busca o adjectivo fácil. Isso, nos dias que correm, é uma ousadia. A eficácia de Cardozo não se compadece com a retórica. Está simplesmente lá, manifesta-se de forma simples e limpa. É uma eficácia que se pode quantificar em golos, à qual se pode atribuir um número. A Cardozo não se atribuiu o nome de um qualquer super-herói da BD, deram-lhe o cognome paraguaio de uma vara alta e desajeitada ao sabor do vento. E lá vai Cardozo conseguindo sobreviver entre paradoxos: quanto mais golos marca, mais criticado é; quantos mais sorrisos de alegria provoca com os seus golos, mais insistem os relatadores radiofónicos em acentuar o facto de sorrir pouco e parecer sempre triste; quanto mais substantivo é o seu jogo, mais adjectivo e redondo se constrói o coro das críticas. Objectivamente, Cardozo é um bom ponta de lança porque marca muitos golos.

 

Mutatis mutandis, passamos para o reino da subjectividade. Para agrado do Chelsea, que costuma jogar em tons de azul, Proença, diz-se, apitará a próxima final da Champions. Essa anunciada nomeação não branqueia nem mascara tudo o que de pernicioso esse árbitro tem feito ao futebol nacional. Da mesma forma que as conquistas internacionais da Juventus não permitem que se escamoteie o que de sujo aquele clube fez em Itália. Tal como as conquistas internacionais do FCP não permitem limpar a nódoa do que se ouviu nas escutas do Apito Dourado. A ser o Proença a apitar a dita final, confirma-se apenas como o sucessor de Garrido… com tudo o que esta sucessão encerra.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 14 de Maio e publicado na edição de 18/05/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 17.05.12

Resposta a uma calúnia

Resposta de António-Pedro Vasconcelos a uma calúnia perpetrada por Pinto da Costa.
por Pedro F. Ferreira às 10:44 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Reflexões!

 

Muito se tem falado das entrevistas "encomendadas". Essas entrevistas, já sabemos que "foram fracas, vazias de conteúdo e ridiculas",  mas é ver como algo o fraco e inofensivo faz o Presidente do FCP falar nelas durante mais de 1 semana quase diariamente. Ou porque o Jesus sai ou porque fica, ou porque se marcam reuniões em hoteis com directores de jornais, ou porque o Benfica ajudou o FCP a ganhar e mais não sei o quê.

 

Para mim, parece claro que sentiram o toque que as entrevistas conseguiram o seu objectivo!

 

Mesmo a acreditar no que o Presidente do FCP disse, o tal encontro no Tivol, mostra como o nosso clube é diferente.  Vamos supor que o dito encontro no hotel Tivoli, até  aconteceu. Mesmo sendo verdade, não vejo grande mal, o encontro foi realizado num local público, mostrando que nada havia a esconder.

 

Outros, os tais que se preocupam com estes encontros, parecem esquecer que ligavam às escondidas para jornalistas para plantar e inventar noticias, fazendo-nos passar a todos por Patos. Parecem querer esquecer o que combinaram com o jornalista do Jornal OJOGO em relação ao castigo do Deco e era ver o o de fila a ligar-lhe no dia em que sai a noticia e a chamar-lhe de génio.


Mas também é curioso, o raciocinio em concluir que o almoço num local público entre dirigentes do Benfica e directores de jornais serviu para combinar entrevistas, mas receber arbitros em casa, no calor da noite, nas vesperas de um jogo, mais não foi, que ossos do oficio do part-time do presidente do FCP que nada tinha a ver com futebol.

E agora deixo aqui um exercicio para aqueles que invocam e gostam de dizer que o Benfica perde não por causa de assuntos extra futebol mas porque há incompetência na estrutura.

 

Deixo aqui a reflexão, tirando o Mourinho e o Bobby Robson, em que um é o melhor treinador do Mundo e outr antes de vir para Portugal já era um treinador com nome, que fizeram os treinadores que no FCP ganharam títulos depois de sair do FCP?

O Carlos Alberto Silva que ganhou? O Oliveira que ganhou? O Fernando Santos ganhou o quê? o Jesualdo?


Já verificaram como certos treinadores apenas mostram competência em certos locais.  Grande coincidência, esta!

Por outro lado treinadores que no Benfica nada conseguem fazer vão lá para fora e ganham na Holanda, vão a finais da Champions, ganham supertaças europeias, ganham Liga Europas. Grande é a nossa incompetência, não é!

Quarta-feira, 16.05.12

Molho de questões (im)pertinentes

Então, pá, e aquilo do Pereira Cristóvão, como está? Varreu-se para baixo do tapete, como o Apito Dourado?

 

Anda tudo em bicos do pés e a assobiar para o lado a fingir que aquilo não aconteceu? É um fenómeno de amnésia colectiva da comunição social?

 

Tudo caladinho até se jogar a final da Taça, para ver se passa? (a rima foi acidental, como a grande maioria dos golos da lagartagem) 

 

Afinal pode-se, abertamente, depositar carcanhol nas contas dos fiscais de linha (às escondidas, e em numerário, já sabemos que sim, que os funcionários da malta da fruta trataram bem de o demonstrar esta época, em boa homenagem aos anos 90)?

 

E, portanto, pode um clube disputar a final de uma competição em que um seu vice-presidente tentou abertamente corromper uma equipa de arbitragem (às escondidas, e com fruta, já sabemos que não há problema, que a entourage do guru do aconselhamento familiar trata de o demonstrar desde os anos 80)?

 

A malta do Nacional e do Marítimo teve um ataque de narcolepsia, ou foi 'convencida' com presentinhos para a próxima época?

 

E é verdade que o Pereira Cristóvão ficou no Sportém porque ameaçou o Gordinho Lopes com a divulgação de todos os podres e trafulhices que a sua empresa de segurança foi acumulando sobre o caso dos paquetes da Expo? É verdade que, como consta, quando o Gordinho Lopes esteve preso, no âmbito dessa investigação, pediu ajuda ao Pereira Cristóvão para inventar contra-informação e baralhar a PJ? 

 

Confirma-se que o Pereira Cristóvão possui tanta informação comprometedora sobre tanta gente 'honesta' no Conselho Directivo do Sportém que faz literalmente malabarismos com as bolas genitais de quase todos, e depois brinca às chantagens para ir paulatinamente controlando os meandros da lagartagem?

 

Algum lagarto inteligente caiu naquela do 'ah, é vice-presidente do Sportém, e quem disputa a competição futebolística profissional é a Sportém SAD, logo o Sportém não tem nada a ver com isto'? (é uma trick question: não há lagartos inteligentes)

 

Entrando no carrossel: então se o Cristóvão - vice-presidente do Sportém, em plenas funções quando andou a brincar aos depósitos - não fez aquilo para benefício do Sportém, era para benefício de quem, do Paulo Pereira Cristóvão FC?

 

E é isto que a lagartagem quer para o clube, essa miragem supostamente 'diferente' que só existe na cabeça deles, esse suposto bastião da 'moral e da verdade desportiva'? Vão conseguir festejar, sem vergonha na cara, uma taça borrada com as acrobacias do torturador? (é outra trick question: a lagartagem não tem vergonha na cara). E os sportinguistas?

 

E é verdade que ninguém na lagartagem, na estrutura ou na comunicaçãoo social, tem grande vontade de dizer nada contra isto, senão comem com os malmequeres encapuzados do Cristóvão?

 

E, já agora, em Bilbao, a rede de segurança já não lhes fez diferença? Ou aí já não era preciso usar a rede como desculpa para brincar com jerricans e fósforos? (forfos, em Sousacintrês). 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:39 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Segunda-feira, 14.05.12

Lema de vida

“Nunca discutas com um idiota. Ele faz-te descer ao seu nível e depois ganha-te em experiência.”

 

Melhores marcadores de sempre do Benfica em jogos oficiais 

É a 4ª melhor média por época e o Cardozo tem menos de metade das épocas de todos os que estão à sua frente. 

 

Melhores marcadores de sempre do Benfica em jogos do campeonato nacional 

A 3ª melhor média por época e também menos de metade das épocas de todos os que estão à sua frente.

 

Melhores marcadores de sempre do Benfica em jogos das competições europeias 

 

Se mantiver a média para o ano, tornar-se-á o segundo melhor marcador de sempre na Europa.

 

(Estas estatísticas foram gentilmente roubadas do facebook dos nossos amigos do Benfiquistas desde Pequeninos.)

 

Tendo ganho o troféu de melhor marcador do campeonato pela segunda vez, o Cardozo junta-se a uma lista de somente quatro nomes que o conseguiram ser com a camisola do Benfica. Por ordem cronológica: Julinho, José Águas, Eusébio e Artur Jorge. Gente pouco ilustre, como se pode ver…

 

P.S. - Apesar de uma procura exaustiva, infelizmente não consegui encontrar uma lista dos seguintes troféus para avançados: “maior velocidade com a bola”, “corrida mais longa em campo”, “camisola mais suada no fim dos 90'”, “maior elegância no relvado”, “maior eficácia” (por alguma estranha razão, no final ganha quem marca 2 golos mesmo que seja em 5 oportunidades do que quem marca 1 golo numa oportunidade). Se alguém me puder ajudar em encontrar estas listas, ficaria muito agradecido.

por S.L.B. às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (53)
Domingo, 13.05.12

Mais uma casa dos andrades em Lisboa

Assim estava ontem a sede da Federação Portuguesa de Futebol (ou, em abono da verdade, mais uma casa dos corruptos em Lisboa):

 

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Temos visto que muita tinta se tem gasto a pintar paredes por esta Lisboa. Acho estranho que os jornais que têm andado tão atentos a pinturas nas paredes nem tenham mencionado isto.

por Anátema Device às 19:54 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Fecho

Fecho do campeonato em Setúbal, num jogo típico de final de época, disputado num ritmo lento e marcado pelo enorme desacerto na finalização por parte do Benfica.

 

A primeira obrigação para este jogo era vencê-lo, e depois poderíamos pensar em ajudar o Cardozo a, pelo menos, evitar que outro jogador ganhasse o título de melhor marcador sem ter sequer que jogar. O Luís Martins manteve a titularidade na esquerda da defesa, e na direita apareceu o Witsel, com o meio campo a ficar entregue ao regressado Javi e ao Matic. Na frente coube ao Rodrigo fazer companhia ao Cardozo. A toada do jogo foi clara desde o início: pouca velocidade, o Benfica quase sempre com a posse da bola, e o Setúbal a meter toda a gente atrás da linha da mesma, tentando sair rapidamente para o contra-ataque. Também desde o início ficou evidente o desperdício do Benfica, e a inspiração do guarda-redes do Setúbal, Diego. Aos onze minutos não foi necessária qualquer intervenção do Diego para que o Rodrigo, à boca da baliza após centro do Witsel, falhasse o golo de forma inacreditável. Na resposta, contra a corrente do jogo e no primeiro remate que fez, o Setúbal mostrou a eficácia que nos faltou e colocou-se em vantagem, num lance em que conseguiu entrar pelo centro da nossa defesa aproveitando uma falha na defesa em linha.

 

Depois do golo, continuámos a assistir ao mesmo, com o duelo particular entre o Cardozo e a baliza do Setúbal a ter preponderância. Ou por falta de pontaria, ou por mérito do Diego, a verdade é que a bola teimava em não entrar. Foi preciso esperar até aos trinta e quatro minutos - logo a seguir ao Cardozo ter acertado na trave - para finalmente começar a inverter a injustiça no marcador. Desta vez o Cardozo não tentou o remate, e desviou apenas ligeiramente o centro do Rodrigo para a entrada do Bruno César, vindo de trás, que finalmente conseguiu bater o Diego. Que, diga-se, não pareceu ter ficado particularmente desmotivado com o golo sofrido, já que continuou em grande nível e evitou que saíssemos para intervalo em vantagem no marcador.

 

Após o intervalo entrou o Emerson para o lugar do Matic, o que fez com que o Luís Martins passasse para lateral direito e o Witsel fosse ocupar o seu lugar natural no meio campo. Não foi uma boa reentrada do Benfica no jogo, já que o ritmo com que jogávamos parecia ser ainda mais pausado do que na primeira parte, e o Setúbal chegou mesmo a atirar uma bola ao poste. Mas pouco depois de passado o primeiro quarto de hora, o Benfica fez o segundo golo, mais uma vez pelo Bruno César - que aproveitou uma assistência do Emerson para rematar à entrada da área, e a partir daí o Setúbal desapareceu completamente do jogo. Assistimos então a uma meia hora final em que o único interesse era ver se o Cardozo conseguiria ou não marcar um golo, e a coisa chegou quase a ser patética. Quando não era o Diego a negar-lhe o golo, era o paraguaio que não conseguia acertar com a baliza. Como nos filmes, foi preciso esperar mesmo até ao fim para assistirmos a um final feliz. Já sobre os noventa, a passe do Saviola que o deixou na cara do Diego, o Cardozo lá arranjou lucidez suficiente para tirar o guarda-redes do caminho e, de pé direito, alcançar o golo que tanto procurou (deve ter terminado o jogo com uns quinze remates tentados).

 

O homem do jogo é o Bruno César, autor de dois golos e de uma exibição agradável. Também gostei de ver o Witsel jogar, particularmente quando passou para o meio campo, mas começa a parecer-me que é muito difícil que o belga consiga fazer um jogo que me desagrade.

 

Acabou a competição, e vamos para o defeso com a frustração de um campeonato perdido e a sensação de que o perdemos mesmo sendo a melhor equipa, e aquela que melhor futebol mostrou esta época. Alguns factores do costume ajudaram a que isso acontecesse, mas não foram exclusivos. Espero que se reflicta bem sobre aquilo que, da nossa parte, pode e deve ser melhorado e corrigido. Porque ao contrário daquilo que o Luisão afirmou no final, na minha opinião nem todos poderão ir de férias com a consciência assim tão tranquila.

por D`Arcy às 02:50 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Sexta-feira, 11.05.12

Um árbitro chamado Proença

O dia em que Pedro Proença chegue ao fim da carreira, por uma questão de limite de idade, será um bom dia para o futebol.

 

Nesse dia, deixaremos de correr o risco de ver o Proença decidir campeonatos e finalistas da Taça. Proença traz-me à memória um jogo em Penafiel, em 2004-05, em que decidiu ignorar quatro grandes penalidades contra o clube da casa. Perdemos o jogo. Duas épocas antes, no Bessa, decidiu não assinalar duas grandes penalidades escandalosas. Foi um jogo que se tornou memorável pelos piores motivos. Também em 2003-04, optou por assinalar uma grande penalidade contra o Benfica, num jogo frente ao Sporting, numa mal-amanhada simulação de Silva. Em 2008-09, aos setenta minutos de um jogo no Dragão, assinala mais uma inexistente grande penalidade contra o Benfica. Esse penalti deu o empate e a vitória no campeonato ao FCP. Esta época, entre outros espectáculos deprimentes, Proença foi o árbitro em Braga, no famoso jogo terceiro-mundista dos apagões. Conseguiu ser mais reles do que os cirúrgicos cortes de energia no Estádio: assinalou um discutível penalti contra o Benfica, ignorou duas agressões de futebolistas adversários a jogadores nossos e saiu do estádio com a sensação do dever bem cumprido. Foi com arbitragens destas que se chegou à singular situação de o Benfica nunca ter vencido um clássico ou um derby apitado pelo referido árbitro e de o FCP nunca ter perdido nenhum clássico ou derby com esse senhor a apitar.

 

É, assim, normal, que o dito árbitro se tivesse prestado a fazer a figura que fez na festa do título do FCP. Aliás, no futebol português, a banalização do compadrio é normal e chega a ser premiada com nomeações para apitar em competições internacionais. Outras vezes, é premiada com fruta para dormir… mas isso já são outros quinhentinhos.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 08 de Maio e publicado na edição de 11/05/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:30 | link do post
Domingo, 06.05.12

Colegas em festejos

 

 

E sim, colegas são as putas.

por Anátema Device às 13:29 | link do post | comentar | ver comentários (49)

Mínimo

Jogo fraco e até deprimente para fechar o campeonato na Luz. A magra vitória pela margem mínima é um justo reflexo da pálida exibição do Benfica - a perder qualidade ao longo do tempo - frente a uma União de Leiria retalhada que fez pela vida e deixou uma imagem digna no relvado.

 

As novidades no onze foram a titularidade do Djaló e do Luís Martins, mas pouco há a dizer sobre este jogo, que nem merece uma crónica exaustiva. O interesse desportivo era reduzido: apenas confirmar já o acesso directo à Champions da próxima época. Talvez se pudesse ajudar o Cardozo na luta pelo título de melhor marcador, mas nem a equipa o ajudou muito, nem ele se ajudou a si próprio e saiu em branco. O jogo acabou decidido com um golo do Bruno César, de livre directo, perto dos vinte minutos. O Leiria nunca conseguiu criar uma verdadeira oportunidade de golo, e o Benfica revelou pouca velocidade e sobretudo pouca motivação para ultrapassar a defesa do Leiria, e quando isso eventualmente acontecia estava lá o emprestado Oblak para defender. A qualidade do nosso jogo, sem que alguma vez tenha sido brilhante, foi caindo com o passar dos minutos, e a segunda parte foi mesmo muito pobre e desinteressante. O domínio do Benfica foi sempre constante (não se esperaria outra coisa frente a esta equipa), mas nunca pareceu haver muito empenho da parte da equipa para fazer muito mais do que o mínimo necessário, e foi isso mesmo que acabaram por conseguir.

 

Acabaram-se os jogos na Luz esta época. Agora resta esperar pela próxima. Melhor, de preferência.

por D`Arcy às 03:50 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Sexta-feira, 04.05.12

Festejos e lamentos

Triste noite de domingo em que o Benfica, em Vila do Conde, entregou definitivamente o título ao FCP. Triste pelo choro que um miúdo benfiquista apresentava nos écrans televisivos; triste pela exibição descolorida que o nosso Benfica fez; triste porque percebemos que, na segunda metade do campeonato, abrimos, nós próprios, as portas de nossa casa, para que a corja do costume pudesse fartar vilanagem.

 

No ano passado, todas as virgens ofendidas do jornalismo e da opinião publicada rasgaram as vestes devido à lamentável atitude do Benfica ter apagado a luz e ligado a rega, aquando da festa do clube do sr. Costa. Estranhamente, este ano, ninguém se insurgiu contra o que foi documentado, visto, revisto e transmitido por vários canais televisivos: aquando dos festejos do FCP, gritavam em uníssono, jogadores e dirigentes, cânticos sucessivos de ódio e ofensa ao Benfica e aos benfiquistas. Aquela gente festeja o ódio e o insulto. Aquela gente fomenta o que festeja. Em redor, o silêncio conivente de uma comunicação social maioritariamente amestrada.

 

No meio da leda mansidão dos comentários que se ouviam pela televisão – e é tão fácil atirar para debaixo do tapete de uma vitória a sujidade com que a mesma foi conseguida – surgiu uma voz dissonante: Rui Santos, na SICN. Este jornalista disse que o campeonato foi uma farsa, disse que as nomeações dos árbitros são suspeitas e pediu que se investigasse um futebolista do Marítimo que ajudou o árbitro de circunstância a ajudar o campeão de circunstância. Em redor ficou o silêncio… entrecortado pelos que, do cimo de uma varanda, festejavam, insultando o adversário. E nesse insulto, nesse momento de afirmação de uma forma de ser e estar, demonstrava-se a pequenez de quem insulta e a grandiosidade de quem era insultado… o que não deixa de ser uma fina ironia.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 01 de Maio e publicado na edição de 04/05/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Terça-feira, 01.05.12

Lamentável

Tenho pelo professor Manuel Sérgio um grande respeito e foi com satisfação que o vi chegar ao Benfica. Pensei que a influência de Manuel Sérgio sobre Jorge Jesus fosse benéfica para uma melhoria das competências sociais de Jorge Jesus e para o ajudar a dar um cunho diferente à sua relação com os futebolistas no balneário.

 

No entanto, ontem, Manuel Sérgio protagonizou um episódio lamentável que, directamente, desabona a sua imagem de seriedade e que provoca,  por arrasto, um ruído ainda maior e dispensável no Benfica. Ao desdizer, na página oficial do Benfica, o que dissera a um sítio da internet [link, link] e, quando confrontado com a gravação das suas palavras, obrigar o Benfica a recolher o desmentido, Manuel Sérgio acaba por sair de cena pela esquerda baixa. Lamenta-se nesta saída a ainda maior fragilidade a que sujeita o treinador e, mais do que tudo, a posição em que acaba por colocar o Benfica.

 

Ao ter aquela conversa, aparentemente em “off”, com aqueles jornalistas, Manuel Sérgio foi ingénuo. Ao garantir internamente que não dissera o que disse, voltou a ser  ingénuo (isto, numa abordagem bondosa do caso). No entanto, as suas palavras são tudo menos ingénuas. São, essencialmente, palavras de quem fez um corte epistemológico com a ética que advogou, e muito bem, em várias obras de leitura recomendada.

 

Ainda assim, termino, como já fiz em várias ocasiões, citando as palavras de Manuel Sérgio: “O Benfica tem de se repensar. […]eles têm que fazer um corte epistemológico para ser o clube que já foi.” Concordo e acrescento que este corte epistemológico deverá, como defende o meu amigo Alberto Miguéns, entre muitos outros aspectos, passar por ter em posições-chave mais benfiquistas ao serviço do Clube.

 

por Pedro F. Ferreira às 12:12 | link do post | comentar | ver comentários (53)

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por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:57 | link do post | comentar | ver comentários (26)

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