VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 29.06.12

Portugal na Europa do futebol

Das quatro selecções que sobreviveram até às meias-finais do Euro 2012, três eram de países latinos (Portugal, Espanha e Itália) e a outra era a inevitável Alemanha. É uma Europa do futebol às avessas de uma Europa política e económica.

 

De entre estas selecções, três são o espelho de um conceito de futebol praticado nos respectivos campeonatos. De comum entre a selecção alemã, espanhola e italiana está a predominância de futebolistas que jogam nos campeonatos dos respectivos países, o que traz implicações que são bem visíveis em campo. A Mannschaft junta ao rigor e objectividade uma disciplina táctica espartana, mas também extremamente dinâmica. A Azurra joga agora um sucedâneo do ‘catenaccio’, bastante mais atractivo, defendendo com uma segurança e um rigor ímpares e em zonas do terreno bem mais avançadas, o que lhe dá um pendor perigosamente ofensivo. A Roja é uma reinterpretação feliz do célebre ‘tiki-taka’ de Guardiola, sem Messi, mas ainda com Iniesta, Xavi e uma organização exasperante. Resta Portugal, sem cognome, com poucos futebolistas oriundos do campeonato português na selecção e com um conceito de jogo que não espelha, felizmente, o futebol luso. Espelha o trabalho de um treinador, o talento individual de dois ou três futebolistas, os rasgos de inconformismo que vão surgindo e uma grande dose de improvisação (até a união dos futebolistas pareceu improvisada e como forma de responder às críticas).

 

Assim, os êxitos dos outros são reflexo do conceito que têm do futebol (pensado estruturalmente desde as bases e lutando contra a corrupção). No caso português, os sucessos da selecção – e dos próprios clubes –  acontecem apesar da desorganização reinante e dos dirigentes federativos / associativos, ou seja, acontecem apesar do futebol português.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 26 de Junho e publicado na edição de 29/06/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quarta-feira, 27.06.12

Hipócritas

Parece-me positivamente hipócrita – e, no entanto, absolutamente normal, dada a qualidade dos animais em questão – o folclore promovido pelos responsáveis da FPF e equipa da FPF, e pela abjecta imprensa desportiva bêbada de quatro de fervor nacionalista (que raia a xenofobia), relativamente às arbitragens e ao árbitro turco e ao raio que os parta naquela competição a que não ligo muito porque o Benfica não participa.

 

É ultrajante que, em casa, neste paraíso da corrupção à beira-mar plantado, a FPF, os responsáveis e o conjunto de avençados que pululam pelos jornais desportivos, convivam muito bem e varram para debaixo do tapete o cancro que é a arbitragem portuguesa e as arbitragens de escumalha da estirpe do Pedro Proença e do Olarápio Benquerença, e agora de repente assumam uma postura de virgens ofendidas com uma série de suspeições mal amanhadas (especialmente se comparadas com os factos – a que estamos sujeitos semana sim semana sim - que sustentam a canalhice e corrupção na arbitragem portuguesa) sobre a arbitragem ou um árbitro ou o raio que os parta naquela competição a que não ligo muito porque o Benfica não participa.

 

Quando o Benfica denuncia - apoiado em factos e em prejuízos demasiado sistemáticos e cirúrgicos para não serem deliberados - a corrupção a céu aberto na arbitragem cá do burgo e a vergonha que tudo isto é, o bando de hipócritas ridiculariza a questão e sustenta que são desculpas de mau pagador, que isso da influência da arbitragem não existe, e que os árbitros erram na mais perfeita inocência e que não, claro que não, existe um sistema que controla as arbitragens, as classificações, os observadores.

Agora de repente – e apenas com base em suposições um bocado infantis - parece que descobriram a pólvora e afinal pode ser que na arbitragem haja gente que não mereça ser beatificada.

 

Haja paciência. Que legitimidade é que gente da mesma estrutura deste escroque sem vergonha do Vítor Pereira tem para lançar suspeições sobre arbitragens fora de portas?

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:54 | link do post | comentar | ver comentários (17)

A por ellos!

Hoje quero que todos eles sejam Brites de Almeida. E que no comando do grupo de 11 padeiras orgulhosamente lusitanas esteja a padeira-mor, o adorado CR7. Vamos todos apoiar as nossas padeiras e levar Aljubarrota para a Ucrânia.




Quanto ao futebol, estou contigo, Nélson Oliveira.
por Anátema Device às 10:20 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Segunda-feira, 25.06.12

Manuel Galrinho Bento

 

O Bento faria hoje 64 anos. Benfiquista de cepa assombrosa, guarda-redes ímpar na coragem, capaz de meter a cabeça onde os outros nem sempre tinham a coragem de meter os pés, o Bento foi o maior dos meus ídolos [link], ajudou a cimentar o meu benfiquismo e o da maioria dos benfiquistas da minha geração. O Bento faria hoje 64 anos...

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por Pedro F. Ferreira às 18:07 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Domingo, 24.06.12

Do que somos nas derrotas e nas vitórias

Acerca das reacções dos adeptos aquando dos momentos de derrota e de vitória, lembrei-me de um texto dos Diários do grande Miguel Torga:

 

 

«Montalegre, 11 de Janeiro de 1970

Avisado por um amigo de que havia hoje cá na terra uma chega de toiros, meti-me a caminho debaixo dum temporal desfeito, e teimei com a chuva, o vento e o granizo que consegui chegar a horas de assistir ao combate. E valeu a pena. Se há em Portugal meia dúzia de espectáculos que merecem ser vistos, este é um deles. Primeiro, as bichezas, depois de nove voltas propiciatórias à capela do orago e da sanção da bruxa, a sair dos respectivos lugarejos, rodeados pela juventude dos dois sexos, enquanto o sino toca a Senhor fora e o mulherio idoso reza implorativamente aos pés do Santíssimo; a seguir, a chegada dos cortejos ao Toural da vila, as cerimónias preliminares do encontro - vistoria rigorosa dos animais (não tragam eles pontas de aço incrustadas nos galhos), a escolha do piso, etc. finalmente, a turra - os dois bisontes enganchados, cada qual a dar o que pode, no esforço hercúleo de não perder um palmo de terreno, ou ganhá-lo, apenas cedido. Turra que dura eternidades de emoção e só termina quando uma das bisarmas fraqueja, recua, e acaba por fugir.
Não é, contudo, a luta gigantesca, apesar de empolgante, o que mais diz ao espectador forasteiro. É o halo humano que a envolve, os milénios de ancestralidade que ela faz vir à tona da assistência. Símbolo da virilidade e fecundidade, o boi é na região o alfa e o omega do quotidiano. Cada povoação revê-se nele como num deus. Vitorioso, cobrem-no de flores; derrotado, abatem-no impiedosamente. Quando há minutos a turra acabou, depois de viver numa tensão de que a palidez de um padre a meu lado era a síntese, toda a falange que torcia pelo vencido parecia capada.»

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Miguel Torga

 

por Pedro F. Ferreira às 20:48 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Os melhores e o maior

 

Numa altura em que anda muita gente entretida a discutir quem é o melhor, os melhores reconhecem que o melhor é o que joga no maior. :)

 

Adenda:

[nota 1 - Obviamente, estamos a apresentar duas fotomontagens que exprimem a admiração de Messi e D10s por "El Mago";

nota 2- esclareceu-nos um leitor que as duas fotomontagens são da autoria do blog "Cabelo do Aimar";

nota 3 - garantidamente, o Messi e o Maradona ainda segurarão as t-shirts originais com o rosto de Pablito] ;)

por Pedro F. Ferreira às 12:41 | link do post | comentar | ver comentários (15)

Eusébio

Muito além do futebol. [link]

por Pedro F. Ferreira às 00:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 23.06.12

Futsal: Taça, Supertaça, Campeonato

 

Acabámos de nos sagrar campeões nacionais de futsal. Difícil, sofrido, justo e merecido.

por Pedro F. Ferreira às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Sexta-feira, 22.06.12

Isto vai, meus amigos, isto vai

Foi publicada a classificação dos árbitros: nos primeiros lugares ficaram os árbitros que mais fizeram para que em primeiro lugar ficasse o clube que venceu o campeonato. Perante isto, defendo que o árbitro classificado em primeiro lugar receba um apito de ouro ou, como os tempos são de crise, um apito dourado. Seria justo e adequado.

 

Por falar em árbitros, estou curioso para ver no que vai dar todo o processo em torno de Paulo Pereira Cristóvão. Particularmente, no que respeita à explicação, certamente competente e convincente, que dará acerca do tal depósito em numerário na conta bancária de um fiscal de linha. Tenho a convicção de que a Justiça portuguesa chegará à peregrina conclusão de que as motivações do senhor eram puramente pessoais e que nada tinham que ver com o clube de que era vice-presidente.

 

Por falar em despudor, um grupo de deputados da nação convidou para jantar e recebeu, na Assembleia da República, um conhecido dirigente desportivo que acolhe árbitros em casa, para aconselhamento familiar (mais uma das tais explicações competentes e convincentes), na antevéspera de um jogo da sua equipa. No meio de tamanho desconchavo, lá acabei por concordar com o tal dirigente, quando disse que “infelizmente o número de estúpidos não tem diminuído”. Também lamento isso e, perante essa evidência, resta-me esperar, paciente e serenamente, que esse número comece a diminuir… Como escreveu Ary dos Santos, “Isto vai, meus amigos, isto vai”

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 19 de Junho e publicado na edição de 22/07/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 21.06.12

Hoje não há post de apoio à selecção

Todos nós temos liberdade de expressão (e liberdade de não nos expressarmos). Se entendemos não falar, os portugueses (em particular e os leitores desta tasca em geral) só têm de respeitar, como respeitamos as críticas boas e más que têm surgido. Por Raul Meireles [link]

 

por Anátema Device às 08:46 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Domingo, 17.06.12

O onze de todos nós

Hoje é dia do 11 de todos nós mostrar aos holandeses e à vedeta que assina o nome com iniciais e números como é que se faz.

Estamos contigo, Nélson.

 

por Anátema Device às 14:08 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Sábado, 16.06.12

Campeões

Foi (demasiado) longa a espera. Dá-me um prazer muito especial voltarmos a ser campeões na minha modalidade de eleição. Parabéns rapazes!

 


por D`Arcy às 19:38 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Hóquei: reencontremo-nos com a História

 

São fortes as ligações familiares que me unem a Almeirim. Quando, depois de ver o calendário, disse a familiares meus que iríamos festejar o campeonato de hóquei no pavilhão de Almeirim, houve sorrisos feitos de esperança e desconfiança.

 

Em alguns momentos da época, acabei por descrer de tal possibilidade (as arbitragens no hóquei fazem passar as do futebol por brincadeiras de meninos de coro), mas a galhardia dos nossos hoquistas acabou por nos trazer ao tal cenário de podermos ser campeões, catorze anos depois, na última jornada e logo em… Almeirim. É o hoje o dia de dar um novo alento a um dos desportos mais bonitos, mas também o mais adulterado, que temos em Portugal. A vitória que todos desejamos será mais do que uma vitória do Benfica, será uma vitória da verdade desportiva. Para que isso aconteça, precisamos de encher o pavilhão dos Tigres, apoiar desde o início o nosso Benfica, ser humildes, perceber que os Tigres não estão a jogar para participar numa festa e, muito importante, saber que, à imagem do que acontece na última década, a arbitragem é um adversário.

 

Vamos com confiança, mas sabendo que no Benfica nunca se ganha de véspera…

por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Quarta-feira, 13.06.12

Portugal, uma questão de bolas

Hoje, contra os dinamarqueses, mostrem que também as têm e metam-nas lá dentro. Deixem-se de merdas e vedetismos. Não se esqueçam, os "Manéis" são vocês. Ganhem, pelos vossos prémios de jogo e pelas nossas sardinhadas!

 

por Anátema Device às 13:36 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Domingo, 10.06.12

Modalidades

O ambiente que vivi esta tarde no Pavilhão Império Bonança fez-me recordar, com alguma saudade, tardes e noites épicas passadas no velhinho Pavilhão da Luz, sob o Terceiro Anel, a ver nomes grandes das nossas modalidades como por exemplo Carlos Lisboa, Luís Ferreira, Vítor Fortunato, Pedro Miguel, Paulo Almeida, JJ (o primeiro, o Jean Jacques), Panchito e muitos outros encantarem-nos numa atmosfera electrizante como só aqueles que alguma vez lá estiveram com o pavilhão cheio que nem um ovo - como por exemplo nas noites europeias do basquetebol - poderão saber exactamente do que falo.

 

As coisas hoje correram bem, e falta-nos agora um último passo para conquistar o título de hóquei, enquanto que no futsal foi dado o primeiro passo de forma positiva na final. Que me desculpem os mais pessimistas ou exigentes, mas honestamente creio que falta de competitividade é algo que, no geral, não podemos acusar às nossas modalidades ditas amadoras. Pelo menos não me parece que exista actualmente outro clube em Portugal a disputar os campeonatos principais de todas as modalidades colectivas de pavilhão, e apresentando-se como candidato à disputa do título em todas elas.

 

P.S.- Seria divertido saber o que teriam a dizer as muitas virgens ofendidíssimas com os gestos do nosso treinador Carlos Lisboa no Caixa Dragão sobre os diversos gestos repetidamente dirigidos ao público pelo Edo Bosch ou pelo Caio durante o jogo de hóquei hoje. O guarda-redes espanhol, aliás, começou a fazê-lo logo durante o aquecimento. Curiosamente, não se viu qualquer tentativa de invasão do campo, não foram arremessadas cadeiras aos jogadores do Porto, nem sequer foi necessária qualquer carga policial sobre os adeptos.

por D`Arcy às 01:40 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Sexta-feira, 08.06.12

É uma selecção portuguesa, com certeza

Após a convocatória, correspondida, que Scolari fez a quase todos os portugueses e da renúncia de grande parte de Portugal à selecção desorientada por Queirós, é com alguma desconfiança que olho para a selecção que se vai orientando com Paulo Bento e com a qual também o treinador se vai orientando.

 

A actual orientação técnica da selecção é colocada em causa pelo treinador Manuel José, quando afirma que “Isto parece um circo à volta da selecção […] O país anda atrás de uma selecção que passa a vida em festas”. O experiente Manuel José está errado, pois o país não anda atrás da selecção. A não ser que se confunda o país com os jornalistas. Esses andam atrás, à frente e por tudo quanto é lado naquele grupo excursionista. Nos últimos dias, vimos os treinos da selecção e o autocarro da selecção. Vimos os jogadores a entrar no autocarro, a sair do dito, a dar autógrafos, a entrar no hotel, a almoçar, a ouvir discursos, a recusar autógrafos, a reentrar no hotel, a entrar no avião, a sair do avião, a empatar com a Macedónia, a perder com a Turquia, a arranjar desculpas, a louvar as folgas, a barafustar entre eles e a ignorar o treinador. Soubemos, ainda, que alguns experimentam novos penteados, outros comparam tatuagens, outros tantos ficam ofendidinhos com as assobiadelas e conta-se que um chegou a atirar gente ao Tejo. Vimos tudo isto, mas não os vimos ganhar.

 

Pode ser, assim espero, que as vitórias surjam em seguida, já contra a Alemanha. E que, com elas, surja um país atrás da selecção. Então sim, algumas vedetas terão tempo e oportunidade para fazer o que mais têm treinado: festejar, ignorando o país.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 05 de Junho e publicado na edição de 08/07/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Sexta-feira, 01.06.12

A terra treme

Em Itália a terra treme, sucedem-se os pequenos sismos, assustam-se as pessoas, tomam-se precauções, tenta-se prevenir o pior. Com uma frequência preocupante, em Itália a terra treme. Em Itália o futebol treme. Depois do escândalo do Totonero, nos inícios dos anos 80 – que levou à descida de divisão do Milan, Lazio, Avellino, Bologna e Perugia, e incluiu a prisão de um dos melhores futebolistas italianos, Paolo Rossi – surgiu o escândalo do Calciocaos, em 2006. Como resultado, desceu de divisão a Juventus, e clubes como o Milan ou a Fiorentina começaram o campeonato seguinte com uma considerável supressão de pontos. Houve dirigentes, efectivamente, suspensos; houve dirigentes banidos do futebol; houve dirigentes a cumprir penas de cadeia.

 

Em Itália a terra treme novamente e o futebol treme com ela. Surgiu agora mais um escândalo relacionado com a viciação da verdade desportiva, com a combinação prévia de resultados, com a negação da ética, com a afirmação do crime como prática quotidiana. A este novo escândalo deram o nome de Calcioscommesse. Já há detidos e entre estes está Stefano Mauri, capitão de equipa da Lazio. O treinador da Juventus, Antonio Conte, já foi alvo de buscas e o lateral esquerdo Criscito foi afastado da selecção italiana.

 

Em Itália a terra treme com alguma frequência e tomam-se medidas. Em Portugal toda a gente finge acreditar que os tremores de terra só acontecem no futebol dos outros. Em Itália as investigações acontecem, os criminosos são punidos e tenta-se evitar novos tremores de terra. Por cá habituamo-nos a conviver com os criminosos, a agraciá-los, a promovê-los e a louvá-los. Todos fingem que a terra por cá não treme e todos balançam ao ritmo dos abalos.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 29 de Maio e publicado na edição de 01/06/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post

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