VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Terça-feira, 31.07.12

Cardozo e os outros

É mais ou menos isto. Uns fazem os malabarismos, correm muito, correm depressa sem bola e ainda mais depressa com bola, fintam onze adversários numa cabina telefónica e por vezes encontram a porta. A maralha adora. O Cardozo marca golos. A maralha assobia...

 

 

por Pedro F. Ferreira às 15:15 | link do post | comentar | ver comentários (39)

Roderick Miranda, Nélson Oliveira…

 

Sou um apreciador das qualidades do Nélson e do Roderick (particularmente deste). Tenho grandes esperanças no futuro de qualquer um dos dois. Gosto de os ver no plantel e muito gostaria que por cá ficassem. O que há em mim de adepto puramente emocional defende que estes dois deveriam ficar no plantel e até gostaria de os ver sempre como titulares. O que há em mim de racional, percebe que Roderick seria a quinta opção como central (atrás de Luisão, Garay, Miguel Vítor e Jardel) e a terceira(?) opção como trinco (atrás de Javi e Matic). Na mesma medida, Nélson Oliveira dificilmente poderia jogar com a regularidade necessária numa posição onde Cardozo, Rodrigo e Saviola dificilmente deixarão espaço para Mora, Nélson Oliveira e Kardec.

Olhando para este panorama, o que fazer? Deixar estes dois futebolistas no plantel, treinando com os titulares, aprendendo com os mais experientes e perder experiência efectiva de competição? Ou emprestá-los, afastando-os da casa-mãe, de toda as vantagens em estar junto do seu Clube, mas dar-lhes a possibilidade de ganharem calo, em competição, numa liga competitiva, com um elevado grau de exposição?

Qualquer uma das opções é passível de ser defendida ou contestada.

Desde que este empréstimo ao Depor seja encarado como uma etapa efectiva no desenvolvimento dos futebolistas e não como uma forma de se descartar (desperdiçar) duas das maiores esperanças do futebol português, acaba por ser uma opção compreensível. A renovação do contrato destes futebolista, renovação feita no momento do empréstimo ao Depor, é um sinal de que, mais do que desperdiçar o futuro destes dois futebolistas, se está a acautelar o mesmo.

Esperemos que assim seja, para bem do Benfica.

por Pedro F. Ferreira às 10:20 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Toto Salvio

 

Contigo de regresso ao nosso Benfica recrudescem as ganas de crer.

por Pedro F. Ferreira às 02:00 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Domingo, 29.07.12

Campeões nacionais de juniores (hóquei em patins)

 

Ganhámos nos seniores, ganhámos nos juniores! Pelo presente, pelo futuro, contra a cultura da corrupção no desporto.

por Pedro F. Ferreira às 19:07 | link do post | comentar | ver comentários (7)

Reforços

Poderá o regressado(?) Mora ser um dos grandes reforços da época? Tem feito uma boa pré-época. Tem aproveitado bem as oportunidades. Será que este ano terá finalmente espaço no plantel? Será que os grandes reforços para a próxima época serão futebolistas que já haviam passado pelo Benfica (Carlos Martins, Melgarejo, Mora, Enzo Pérez…)?
por Pedro F. Ferreira às 12:56 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Sábado, 28.07.12

Real

Vitória previsível perante um Real Madrid desfalcado e em início de pré-temporada, num jogo em que foi possível ver algumas 'coisas bonitas'. Cinco golos, para todos os gostos, e alguns de muito belo efeito - o primeiro do Pérez, a ser intencional, é muito bom, mas o melhor de todos foi mesmo o quarto golo, da autoria do Carlos Martins, após uma jogada de ataque rápida e muito bonita. Na primeira parte foi algo preocupante a forma como o Real, nos primeiros dois remates, fez dois golos. No primeiro foi o Di María a aproveitar a pouca rotina do Melgarejo nas tarefas defensivas (destacou-se, sem surpresa, no ataque), e no segundo foi aproveitado um buraco que se abriu no centro da defesa quando a armadilha do fora-de-jogo falhou.

 

Os destaques maiores neste jogo vão para o Carlos Martins (para todos os efeitos, três assistências e um golo) e para o Enzo Pérez - é inegável que qualidade não lhe falta, e qualquer um que acompanhe minimamente o campeonato argentino sabe disso. Resta saber se tem motivação para a colocar ao serviço do Benfica. O Witsel voltou a fazer um grande jogo, desta vez para o Real ver.

por D`Arcy às 00:58 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 27.07.12

Mais um nome a fixar

Ricardo Rodrigues Pereira.

 

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:11 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Nós, os da bancada

Nós, os da bancada, servimos para viver o Clube, para sofrer e rir, para nos irmanarmos apenas no momento do festejo do golo. Servimos para comprar o bilhete, aplaudir, gritar pela equipa, acompanhar o Clube e sermos o próprio Benfica.

 

Nós, os da bancada, raramente estamos de acordo. Discutimos entre nós, ofendemo-nos e defendemo-nos, tentando defender o que consideramos ser o melhor para o Benfica. Nós, os da bancada, por vezes até acenamos lenços brancos, os mesmos que, enquanto são acenados, enxugam lágrimas feitas de mágoa. Nós, os da bancada, não percebemos nada de futebol. Perdão, nós, os bancada, não percebemos nada de futebol sem paixão. Não sabemos como potenciar um jogador (agora chamam-lhe activo) e não sabemos como tornar dinâmico um conceito táctico que se traduz em números estáticos. Para nós, os da bancada, um 4x3x3 e um 4x2x3x1 ou um 4x4x2 são processos que sabemos ler, mas não sabemos implementar. Nós, os da bancada, ouvimos “basculação” e “transição ofensiva”, “pressão alta” ou “jogar entre linhas” como chavões que os entendidos dominam para nos mostrar que nós, os da bancada, nada dominamos da arte de bem interpretar o texto de um jogo. Nós, os da bancada, não sabemos como transformar o sofrível em bom, não sabemos como fazer melhor do que os profissionais do futebol, nem sabemos como os profissionais do futebol conseguem fazer tão bem aquilo que nos parece tão bem feito.

 

No entanto, nós, os da bancada, sabemos quando algo não está bem. E nós, os da bancada, que nada sabemos de futebol, sabemos que nem tudo está bem no equilíbrio do nosso plantel ao nível das alas defensivas. Nem sempre, mas ouvir a voz preocupada dos leigos das bancadas, por vezes, não faz mal.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 24 de Julho e publicado na edição de 27/07/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quarta-feira, 25.07.12

And justice for all (excepto para o fdp do beto)

Piada de mau gosto ou um resumo particularmente fiel da merda de país sem lei onde tivemos o azar de nascer?

 

Safam-se sem castigo os criminosos que foram os incitadores da violência e os autores, de facto, do incêndio no Estádio da Luz, e pune-se quem - com todo o direito e manifestando o sentir dos milhões de Benfiquistas - se insurgiu, vendo a sua casa em perigo, contra esses hipócritas asquerosos e terroristas de trazer por casa que controlam a lagartagem hoje em dia. Os caloteiros que ainda não pagaram a porcaria que fizeram, como clube 'diferente' que são.

 

Isto, basicamente, é a mesma coisa que castigar um indivíduo por levantar a voz a um filho da puta que o tenha assaltado e lhe tenha tentado incendiar a casa. E como consequência de uma queixa do criminoso, um beto amaricado ainda com os fósforos na mão que terá ficado traumatizado com a linguagem, o pobre coitado habituado aos mais selectos ambientes. 

 

Parece um sketch?

 

Já apanharam o ridículo da coisa?

 

Não? 

 

Então, parabéns: Portugal já vos formatou. 

 

Maldito Afonso Henriques.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:47 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Domingo, 22.07.12

Digo eu, que até nem percebo nada disto

Hoje, contra quem também sabe jogar minimamente à bola, aquilo de adaptar um defesa esquerdo não correu lá muito bem. Não era má ideia contratar um defesa esquerdo, dos bons, daqueles que são mesmo defesas esquerdos. Caso contrário, corremos o risco de ter um plantel campeão adaptado a ser segundo.

por Pedro F. Ferreira às 15:45 | link do post | comentar | ver comentários (60)
Sábado, 21.07.12

Mais uma observação de um leigo na matéria

Acabei de ver tanto de Aimar em Carlos Martins...
por Pedro F. Ferreira às 17:52 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sexta-feira, 20.07.12

Os tempos

Uma boa gestão dos tempos é, por norma, um acto de sensatez. Conseguir ter a sensatez de perceber isso é um bom acto de gestão.

 

Nos tempos que correm, a opinião faz-se na vertigem do momento e não na ponderação dos diferentes momentos. Só assim se explica que, com base na observação de um ou dois jogos, de cinquenta minutos de exibição numa pré-época, se possam tirar conclusões absolutas sobre a mais-valia ou não de um jogador. Temo-lo visto a propósito do lado esquerdo da defesa do Benfica. A adaptação de Melgarejo tem servido para todas as teses, opiniões e conclusões por parte dos opinadores. Agora, é tempo de observar, é tempo de experimentar e, brevemente, será tempo de avaliar a decisão tomada. Antes de todos estes tempos, veio o tempo de reflectir. Depois, e só então, será o tempo de tirar conclusões. Em seguida, agir-se-á de acordo com as conclusões retiradas. Tudo isto terá de ser feito em tempo útil, mas sem termos no nosso treinador a precipitação de julgar de acordo com os ecos extemporâneos da imprensa. Se assim não for, arrisca-se tanto o sucesso do jogador como o do grupo de trabalho e o do próprio treinador.

 

Num plano diferente, observámos como a Liga de Clubes se precipitou na regulação dos empréstimos de jogadores. Muitas vezes apelei para a necessidade de regulamentar essa matéria, mas a Liga trocou os tempos. Começou pelo tempo da implementação da medida antes de ter feito o tempo da reflexão acerca da mesma. Isso inviabiliza qualquer possibilidade de sucesso numa medida que até poderia ser benéfica para o futuro do futebol português.

 

Seja treinador ou seja dirigente, quem lidera tem de saber gerir os tempos, sob pena de perder a razão pelo facto de a ter antes do tempo.

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 17 de Julho e publicado na edição de 20/07/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 19.07.12

Rojo e a caixa de comentários

Dizem-me que muito há a dizer sobre todo o processo de contratação do Rojo por parte do Sporting e de toda a campanha de informação montada no último mês. Eu pouco ou nada sei do processo. Sei o que foi publicado no Record, logo, equivale a dizer que nada sei. No entanto, parece que entre os leitores da Tertúlia há gente que sabe muito acerca de todo o processo. Se fizerem mesmo muita questão, sirvam-se.

[a caixa de comentários está algures por aí]

por Pedro F. Ferreira às 17:08 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Quarta-feira, 18.07.12

Orgulho muito nosso

 

Ao serviço de uma causa, praticando activamente solidariedade, o nosso Benfica deixou-me, mais uma vez, orgulhoso por poder dizer "Sou Benfica". Aparentemente era um jogo, na essência foi um testemunho de humanidade. Além de tudo isso, olho para o relvado e vejo lá ídolos do passado e do presente juntamente com amigos do quotidiano. Estavam lá, no relvado, futebolistas e adeptos, estava o Rui, o Ricardo e o Pedro, adeptos como eu, adeptos como nós. Estava lá o Benfica, estávamos lá todos. Estávamos lá todos numa causa muito superior a todos nós. E isso basta para percebermos como somos pequenos perante a grandiosidade do Benfica. Repito: o Benfica é nosso porque lhe pertencemos e isso dá-nos 'apenas' a responsabilidade de o saber servir. Apenas e só. Para sempre e... até sempre.

[link]

por Pedro F. Ferreira às 23:40 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 16.07.12

Observação de um leigo na matéria

Há tanto de Balboa em Djaló... :)
por Pedro F. Ferreira às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Sexta-feira, 13.07.12

Marselha

Para primeiro teste não esteve mau. O jogo foi típico de pré-época, sem grandes rasgos de brilhantismo, mas o Benfica foi quase sempre superior ao Marselha e o resultado de 2-0 ajusta-se ao que se passou. A equipa da primeira parte - praticamente a do ano passado, apenas com a novidade Luisinho - foi superior, e à medida que o tempo foi passando e o jogo se foi aproximando do final, com as várias alterações o nosso futebol foi ficando mais desgarrado e o Marselha cresceu um pouco.

 

Na esquerda o Luisinho e o adaptado Melgarejo mostraram-se mais a atacar do que a defender, e o reforço Ola John mostrou sobretudo bastante velocidade. E pode ter sido apenas o primeiro treino mais a sério da pré-época, mas deu já para reacender o desejo de que o Witsel possa ficar por cá mais algum tempo.

por D`Arcy às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (10)

O espectáculo que se avizinha

Com o aumento do IVA de 6% para 23% no preço dos bilhetes dos espectáculos, o sacrifício financeiro pedido aos adeptos do futebol só se torna legítimo se houver uma significativa melhoria na qualidade do espectáculo proporcionado.

 

Para que o futebol, em Portugal, fosse verdadeiramente um espectáculo teria de se garantir que um jogo de futebol não estava viciado à partida. Os exemplos das últimas décadas mostram-nos que só os mais crédulos (ou convenientemente inocentes) acreditam que a competição futebolística em Portugal não está ferida na credibilidade. Os exemplos são muitos e quotidianos. Dizia-me recentemente um ex-delegado da Liga que desconfiava ter sido demitido do cargo por se ter recusado a “ajeitar” um relatório de acordo com o pedido que vinha de um conhecido dirigente. O “jeito” no relatório seria em abono de uma equipa de arbitragem cujo chefe de fila está actualmente em alta no mundo do futebol.

 

Coincidentemente, numa entrevista recente, o árbitro Pedro Proença – em plena campanha de lavagem de imagem e de memória dos seus sucessivos erros em prejuízo do Benfica e benefício sistemático de quem se “ajeita” no futebol português há umas três décadas – enviava recados, alfinetadas e avisos à Direcção Benfica e aos benfiquistas. Ficou muito claro o espectáculo que a arbitragem portuguesa, com o Proença à cabeça, está a preparar para os jogos do próximo campeonato.

 

De facto, com a dita subida do IVA não se está a taxar a paixão pelo espectáculo de futebol, está-se a taxar a paixão pelo clube… a única que ainda nos leva a ver futebol em Portugal.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 10 de Julho e publicado na edição de 13/07/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Segunda-feira, 09.07.12

Brilhantina

Suspeito que neste momento o Pedro Proença deva estar num momento particularmente alto da sua já pouco discreta vaidade. Está a recolher os frutos dos bons serviços prestados durante a época transacta e não duvido que actualmente, quando fecha os olhos, se consiga imaginar na proa do Titanic, com os braços do PC a envolvê-lo carinhosamente, enquanto grita 'I'm the king of the world!'. A vaidade é tanta que aquele craniozinho impregnado de brilhantina até já se permite debitar atoardas sobre questões desportivas e orçamentais do futebol do Benfica.

 

Ao contrário daquilo que os lavadores profissionais julgam (e se calhar o próprio Proença), o facto do homem ter sido nomeado para arbitrar uma final da Champions e do Europeu na mesma época de nada serve para lavar a sujidade que ele deixou pelos campos onde o Benfica teve o azar de o encontrar. Pelo contrário, ainda reforça mais a minha convicção em não o querer nos nossos jogos, e a minha desconfiança em relação a ele. Se um árbitro tem valor suficiente para ser nomeado para dois jogos de tamanha importância, então mais inexplicáveis se tornam os 'erros' crassos e grosseiros que ele repetidamente comete nos nossos jogos (invariavelmente connosco do lado prejudicado). E nem estou a falar do duplo fora-de-jogo não assinalado no último jogo em que nos apitou, cuja culpa até pode ser assacada ao auxiliar. Um árbitro com tamanho valor nunca assinalaria, a três metros do lance, o penálti do Yebda sobre o Lisandro. Ou do Moreira sobre o Silva. E como este lances, infelizmente arranjam-se mais, muitos mais, sempre com os mesmos intervenientes: Pedro Proença e o Benfica como parte prejudicada.

 

Posto de forma simples: se o Proença é assim tão bom, então ainda menos desculpa tem para os 'erros' que sistematicamente comete contra nós. E se aquilo não são erros... então tenho que concluir que serão outra coisa qualquer.

por D`Arcy às 22:51 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Sexta-feira, 06.07.12

O Euro limpa mais limpo

No futebol português, um dos melhores detergentes para limpar nódoas são as competições europeias. Os nossos especialistas na matéria futebolística têm uma forma particularmente interessante de analisar o fenómeno. Se a parte visível do tapete estiver asseadita, toda a sujidade que para baixo dele se varreu passou também a fazer parte do asseio.

 

A Itália foi uma selecção finalista no Europeu. Terminada a competição, louvou-se o feito da “Azzurra” e continuou a decorrer o processo de moralização do futebol italiano. Ou seja, o êxito da selecção italiana não serviu para esconder o que de podre ia no “reino”. Antes pelo contrário, mais reforçou a necessidade de extirpar do seio do futebol os agentes que lhe são perniciosos e que contribuíram para manchar de vergonha o campeonato deles.

 

Pelo contrário, em Portugal fez-se da presença de Pedro Proença na final do Europeu um baluarte de como tudo vai bem no “reino” luso dos apitos mais ou menos dourados, mais ou menos frutados. Querem convencer-nos de que aquela face limpa do tapete não esconde uma sujidade atroz no seio da arbitragem portuguesa. Pior, querem fazer de um dos principais beneficiados de um sistema sujo o exemplo de limpeza do mesmo sistema.

 

É, assim, natural que o próprio Pedro Proença clame e se insurja contra a ausência de altos dignitários do Estado para o receberem no aeroporto. Certamente porque já se habituou a ver outros agentes do futebol bem mais perniciosos a serem recebidos por esses mesmos dignitários em cerimónia de beija-mão. E, deste modo, enquanto uns aproveitam o êxito para perseguir o que de errado há no seu futebol, nós aproveitamos esse mesmo êxito para promover e tentar esconder as nódoas do nosso futebol.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 03 de Julho e publicado na edição de 06/07/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Terça-feira, 03.07.12

Nem o Jorge Nuno diria melhor...

 A Bola; página 47; 1 de Julho de 2012

[Imagem retirada do blog "Em Defesa do Benfica"]


Respeito muito o Fernando Seara e, até porque já houve momentos em que mereceu o meu aplauso, também eu respeito o seus (do Seara) erros. Mas não havia necessidade...

por Pedro F. Ferreira às 19:01 | link do post | comentar | ver comentários (32)
Domingo, 01.07.12

O aumento do preço do lugar cativo

 

São muitos – e entre os quais me incluo – os adeptos do Benfica desagradados com o aumento do preço do lugar cativo (isso de chamar Red Pass ao cativo é modernice foleira e a armar ao pingarelho). Percebe-se o motivo: o aumento do IVA de 6% para 23%, mas a implementação deste aumento por parte da Direcção do Benfica foi feita de forma desajeitada e pouco sensível.

 

Vejamos o exemplo de quem tem o lugar cativo no 3º anel (piso 3) inferior, bancada Meo: o aumento foi de 45 Eur. (passou de 285 Eur. para 330 Eur.), o que faz com que cada jogo do campeonato no Estádio da Luz passe a custar 22 Eur!!! Em benefício de quem tomou a decisão de aumentar o preço, poder-se-ia argumentar que, na aplicação do aumento de 23% sobre os 285 Eur., colocaram o cativo a 330 e não a 350,55 330,71 Eur.... o que seria um fraco argumento. Mas o que me leva a falar da dita canhestrice é o facto de isto não ser devidamente explicado aos adeptos. Dever-se-ia ter explicado os motivos do aumento. Isto não foi feito e, como tal, a incompreensão aumenta.

 

A insensibilidade resulta de, num momento destes e com um aumento muito significativo do preço do cativo, deixar de estar incluído o jogo de apresentação da equipa. Esta regalia era das mais simpáticas para quem assumia, logo no começo da época e independentemente dos resultados da equipa, um compromisso com o Clube. Neste caso, com a agravante de que sempre que um campeonato corre mal (o que tem sido regra e não excepção) serem vários os jogos com as borlas (ofertas) e promoções, para cativar os adeptos a irem ao Estádio. Isto levou a que, em certas épocas, a compra do lugar cativo acabasse por não ser particularmente compensatória.

 

Assim, a medida percebe-se (o que não se percebe é a total ausência de explicação da mesma), da mesma forma que se tem de perceber o incómodo dos sócios com cativo perante a mesma. São opções e perante as opções da Direcção também nós fazemos as nossas. Convém não esquecer que durante esta época, nós, sócios, seremos chamados a tomar várias opções…

 

 

Adenda: Efectivamente, calculei inicialmente mal o acréscimo do imposto. Depois de devidamente alertado para o facto pelo D'Arcy e por alguns leitores, está corrigido o erro. Com a correcção do erro inicial, mais reforçada sai a minha convicção de que a Direcção do Benfica foi insensível e comunicou de forma errada a decisão aos sócios.

por Pedro F. Ferreira às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (20)

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