VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 31.08.12

Em prol do espectáculo

Na primeira jornada, aos 44 minutos de jogo, o árbitro mostrou a intenção de dar um segundo cartão amarelo a Alan, do Sporting de Braga. Recuou na intenção e ficou-se. Numa conhecida estação radiofónica, o comentário foi de que se justificaria o segundo cartão amarelo, mas que, em prol do espectáculo, o árbitro agira bem em não expulsar o jogador…

 

Na segunda jornada, aos 8 minutos de jogo, Amoreirinha tentou arrancar Melgarejo do chão pelos pés. Entrada violenta, com o único objectivo de ir ao osso do adversário. O árbitro expulsou-o. Segundo alguns teóricos da bola, entre os quais o treinador de circunstância do Setúbal, aquela expulsão não deveria ter ocorrido porque foi aos 8 minutos de jogo. Não estava em causa a violência da entrada de Amoreirinha, não estava em causa a justiça da decisão do árbitro. Estava em causa o facto de ter sido aos 8 minutos, e isso não era em prol do espectáculo.

 

Em Fevereiro de 2010, aos 7 minutos, João Pereira teve uma entrada violentíssima sobre Ramires. O jogador do Sporting foi justamente expulso. Foi a histeria (mais uma) por parte dos de Alvalade, porque, em prol do espectáculo, dava-lhes jeito que o agressor ficasse em campo. Para abrilhantar o ‘freak show’ de comentários, o advogado sportinguista Rogério Alves chegou a defender uma “jurisprudência da indulgência” para ilibar uma conduta violenta de um jogador do seu clube.

 

Em Abril de 2009, ao minuto 58 de um FC Porto-Setúbal, Carlos Cardoso, treinador de circunstância do Setúbal, decidiu retirar do jogo Leandro Lima e Bruno Gama, jogadores emprestados pelo FC Porto ao Setúbal que estavam a ser os melhores em campo. Em prol do espectáculo, o jogo que estava empatado acabou com a derrota dos do costume. De facto, em Setúbal, fazem-se muitas coisas em prol do espectáculo… Tudo, menos expulsar justamente um jogador aos 8 minutos.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 28 de Agosto e publicado na edição de 31/08/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 30.08.12

Sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões

Como no ano passado, quase que acertei na mouche, vamos repetir a brincadeira.

 

Pote “Este era o que eu queria”:

 

Barcelona

BENFICA

Ajax

Nordsjaelland

 

Até conseguir ver o Messi ao vivo, irei sempre torcer para que nos calhe o Barcelona na fase de grupos. Com o Ajax, seriam dois jogos com tradição e, como geralmente nos damos bem com equipas holandesas, poderíamos ter boas hipóteses. Este grupo tem a mais-valia de não levarmos com o Barça nos oitavos.

 

 

 

Pote “O 1º lugar é possível”:

 

Arsenal

BENFICA

Anderlecht

BATE

 

De todos os cabeças-de-série, acho que os gunners serão os que estarão mais ao nosso alcance até porque geralmente nos damos bem com equipas inglesas. Com o Anderlecht e o BATE, é para um mínimo de 10 pontos.

 

 

Pote “E não querem que joguemos ao pé-coxinho para ser ainda mais difícil?”:

 

Real Madrid

BENFICA

Juventus

Borrusia Dortmund

 

Sem comentários…

 

 

Pote “Se formos parar à Liga Europa, ao menos é com honra”:

 

Bayern Munique

BENFICA

Juventus

Montpellier

 

Perspectivas de grandes jogos e casas-cheias na Luz, com o vice-campeão europeu e dois campeões nacionais. Repetir a Juventus é uma necessidade, porque perder a qualificação para os oitavos para o campeão italiano, que está no pote 3(!), não seria desprestigiante.

 

 

(E agora uma inovação em relação ao ano passado) Pote “Nós e os novos-ricos do futebol europeu”:

 

Chelsea

BENFICA

Paris Saint-Germain

Málaga

 

Nome, história e tradição (x1) vs. dinheiro (x3). Quem ganharia?

 

 

Escaldado com o ano passado, o meu desejo esta época é conseguir o 2º lugar no grupo, ter uma eliminatória entusiasmante com um tubarão nos oitavos e depois concentramo-nos é no campeonato, e deixarmo-nos (o nós majestático é para não escrever só o nome do nosso treinador…) de sonhos utópicos. A passagem para os oitavos é essencial para as finanças, especialmente se (como espero) não vendermos ninguém até depois de amanhã. Por isso, a (conquista da) Liga Europa pode esperar este ano. TEMOS é que ser campeões nacionais!

por S.L.B. às 14:21 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quarta-feira, 29.08.12

Saviola (post editado)

 

Aparentemente, Saviola vai sair do Benfica. Se assim for, lamento. [link] Lamento que um dos mais talentosos e inteligentes futebolistas que passaram pelo futebol português na última década tenha sido tão mal aproveitado nas duas últimas épocas. Tenho por Saviola uma grande admiração e desejo-lhe as maiores felicidades.

 

[post editado]

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por Pedro F. Ferreira às 18:59 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Segunda-feira, 27.08.12

Minuto 58

É a minha resposta às reclamações deste senhor. Nunca é demais lembrar.

Fácil

Vitória muito fácil do Benfica em Setúbal, num jogo em que a nossa natural superioridade ainda mais ficou evidenciada com a expulsão madrugadora de um adversário. Foram cinco sem resposta, poderiam ter sido ainda mais.

Para este jogo o nosso treinador deu a entender que a aposta em dois avançados de início deverá ser para manter: apenas uma alteração no onze que a semana passada defrontou o Braga, que foi a entrada do Enzo Pérez para a esquerda, no lugar que tinha sido ocupado pelo Bruno César. O Benfica entrou forte desde o apito inicial, empurrando o Setúbal para a sua área, e o domínio territorial cedo ficou ainda mais claro, quando aos oito minutos, após uma entrada perfeitamente disparatada do Amoreirinha sobre o Melgarejo, surpreendentemente o Jorge Sousa expulsou o jogador do vitória. E escrevo 'surpreendentemente' não por causa do cartão vermelho em si, dado que aquela entrada é claramente merecedora desta punição, mas sim pelo facto de ter sido o Jorge Sousa a mostrá-lo. Cinco minutos após a expulsão, a superioridade do Benfica no campo ficou também expressa no marcador. Momento de redenção para o Melgarejo, que desmarcado pela esquerda a passe do Pérez ofereceu o golo ao Rodrigo, que se limitou a empurrar para a baliza deserta. Fiquei contente com este momento, que pode ter sido muito importante para o jogador, e gostei muito de ver a união de toda a equipa em redor do Melgarejo, quase parecendo ter sido ele o autor do golo.

A resposta do Setúbal foi o único remate que conseguiu fazer na direcção da baliza ao longo de todo o jogo, obrigando o Artur a uma defesa apertada. Mas o jogo só dava Benfica, com uma ala direita muito activa, onde o Maxi já não precisou de assumir as despesas em exclusividade, dado ter a companhia do Salvio. Do outro lado era o Melgarejo quem, em constantes subidas, aproveitava bem os espaços que as movimentações do Pérez lhe iam abrindo. Com muita mobilidade no ataque, bem apoiado pelo Witsel em funções de organização, o segundo golo era apenas uma questão de tempo. Surgiu à meia hora, através do Salvio (segundo golo em igual número de jogos), na recarga a uma cabeceamento à queima-roupa do Cardozo, após bom trabalho do Rodrigo do lado direito. Como o Benfica nunca pareceu fazer tenção de abrandar, o avolumar do resultado era quase uma certeza, e foi mesmo no fecho da primeira parte que o terceiro golo surgiu. Mais uma recarga, desta vez do Enzo Pérez, a um remate do Salvio, que tinha arrancado disparado por ali fora sem que ninguém o conseguisse travar.

A segunda parte nada trouxe de novo. O Benfica continuou a mandar no jogo como quis, e o Setúbal continuou a ser simplesmente inofensivo. Ataques constantes do Benfica e mais golos a adivinharem-se. Deu para poupar o Javi e o Cardozo (entraram o Carlos Martins e o Nolito), testar momentaneamente o Salvio como segundo avançado, e sobretudo para apreciarmos mais algumas pinceladas de classe do Pablo Aimar. Entrou a vinte e cinco minutos do final para o lugar do Pérez, e segundos depois, no primeiro toque que deu na bola, assistiu de cabeça o Nolito para o nosso quarto golo. Nesta fase final as situações de golo sucediam-se quase em catadupa, houve mesmo alguns lances em que a bola chegou a entrar que foram (bem) anulados, mas a dez minutos do final o inevitável quinto golo aconteceu mesmo. Assistência do Aimar, que na altura certa libertou o Rodrigo sobre a esquerda, e este com muita calma fez cair o guarda-redes com uma simulação e depois picou-lhe a bola por cima. Mesmo com cinco golos de vantagem nem por isso o Benfica abrandou, e até final continuou sempre a ameaçar o avolumar do resultado. Como escrevi no início, foram cinco, mas até podiam ter sido mais.

Numa vitória por cinco golos sem resposta, evidentemente que a equipa num todo deverá ter estado bem. Mas a destacar algum jogador, escolho o Salvio. Quem o tenha visto jogar no Atletico e o veja fazer jogos como o de hoje, deve ficar a pensar que são dois jogadores diferentes. Não parou quieto um momento, criou inúmeros lances de perigo, marcou um golo numa recarga oportuna, tal como na primeira jornada, e teve intervenção directa no terceiro golo. Foi bem acompanhado pelo Rodrigo, Pérez, Witsel, Maxi e Melgarejo. E conforme referi antes, os minutos do Aimar em campo foram muito bons de ver - sem surpresa.

Este jogo e este resultado foram a melhor resposta possível à má imagem deixada na estreia. Terá sido também muito importante para o Melgarejo que o jogo lhe tenha corrido bem, depois das infelicidades contra o Braga. Agora será importante aproveitar esta embalagem e injecção de confiança. Na equipa e nos adeptos.

por D`Arcy às 00:57 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Domingo, 26.08.12

Desculpem a interrupção, mas...

 

hoje foi em cheio! E nem imaginam como há tanta, tanta, tanta gente aziada com esta pequena vitória... [link]

por Pedro F. Ferreira às 23:14 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Sexta-feira, 24.08.12

Entre o ensaio e a estreia

A pré-época é constituída por um equilíbrio difícil, pois pede-se que se experimentem possibilidades e se sedimentem realidades. Vive-se entre a possibilidade e a realidade. Vive-se entre o ensaio e a estreia.

 

Nesta pré-época, o Benfica defrontou, essencialmente, equipas fortes, bem estruturadas e pôde ensaiar várias possibilidades. Vimos bons jogos do Rodrigo Mora (entretanto dispensado do plantel); vimos excelentes jogos do Carlos Martins (entretanto dispensado da titularidade no primeiro jogo da época); percebemos que Ola John tem um imenso talento, mas ainda precisa de se adaptar a novas exigências; sentimos um bom potencial em Luisinho e no adaptado Melgarejo, mas sentimos também que, apesar do valor que poderão vi a ter, o lado esquerdo da defesa pede tempo de adaptação à equipa e esta não tem tempo para dispensar. Sentimos que Maxi é super, mas continua a precisar de uma alternativa (aparenta ser Cancelo, grande esperança que encanta na equipa B). Assim, também aqui apostamos na possibilidade, enquanto nos preocupamos com a realidade de não ter, efectivamente, dois futebolistas de nível idêntico para o lado direito da defesa.

 

A pré-época serviu para tudo isso e para muito mais. Serviu, por exemplo, para mostrar como a equipa está muito rotinada em jogar apenas com um ponta de lança e com um povoamento maior do meio campo. Entretanto, o começo da época chegou. Acabou-se o ensaio e chegou a estreia. A estreia serviu para perder dois pontos, serviu para ver um árbitro português em acção, serviu para perceber que muito do ensaiado não foi estreado. Serviu para acordar o cepticismo dos adeptos e deseja-se que tenha servido como um alerta bem claro, óbvio e sonoro de que algo está a correr mal, apesar de serem dadas todas as condições para que corra bem.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 20 de Agosto e publicado na edição de 24/08/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Domingo, 19.08.12

Hábito

Para não variar, mais uma vez iniciamos o campeonato sem uma vitória. Um mau hábito que se instalou de há oito épocas a esta parte e que hoje, com uma preciosa ajuda da nossa equipa e do nosso treinador, parecemos fazer questão em manter.


 

O onze inicial do Benfica para este jogo foi no mínimo surpreendente. O jogador que terá demonstrado estar em melhor forma nos jogos da pré-época (Carlos Martins) foi relegado para o banco. O Enzo Pérez, que também tinha mostrado bons pormenores nos jogos de preparação, juntou-se-lhe. O reforço Ola John nem convocado foi. Para a equipa inicial saltaram o Salvio, que ainda não tinha disputado qualquer jogo desde que regressou ao Benfica, e o Rodrigo, que apresentava as mesmas credenciais visto ter estado ausente nos Jogos Olímpicos. É caso para perguntar se os jogos de preparação terão alguma utilidade. Para a minha irritação inicial contribuiu também o facto de, mais uma vez, num jogo complicado, o Jorge Jesus reverter para a táctica dos dois avançados, entregando de mão beijada ao adversário a superioridade numérica no meio campo. Claro que o Braga, que se apresentou na Luz a jogar claramente em contenção e para o empate, não parecendo sequer contemplar qualquer tipo de estratégia para procurar activamente marcar um golo, não se fez rogado e explorou com facilidade essa fraqueza. A primeira parte foi portanto bastante fraca, com o Braga a procurar guardar a bola e o Benfica anormalmente apático a assumir uma atitude expectante. As poucas jogadas de algum perigo resultaram quase todas de raras jogadas de contra-ataque em que conseguimos recuperar a bola e levá-la rapidamente para a frente. Mas, que me recorde, não conseguimos obrigar o guarda-redes adversário a nenhuma intervenção de elevada dificuldade. Do nosso lado, o pouco espaço no meio campo resultou em diversos passes aparentemente fáceis errados, com alguns jogadores a mostrarem uma estranha falta de concentração - casos do Artur, Maxi ou Luisão.

A segunda parte, sem alterações na nossa equipa, começou da melhor maneira, pois apenas alguns minutos após o reinício o Benfica colocou-se em vantagem. Após uma boa desmarcação do Rodrigo sobre a esquerda da área, a bola por ele centrada foi disputada pelo Cardozo e um defesa do Braga, acabando por sobrar para o Salvio, que à boca da baliza deu o toque decisivo. A equipa e o público pareceram entusiasmar-se, mas este estado não durou muito, pois cinco minutos mais tarde, num lance aparentemente pouco perigoso, a um centro vindo da esquerda do ataque do Braga o Melgarejo, pressionado por um adversário nas costas, acabou por fazer um corte infeliz de cabeça e marcar na própria baliza. E para piorar as coisas, poucos minutos depois, e na sequência de novo erro do Melgarejo, que aliviou a bola de forma frouxa para os pés de um adversário perto da esquina da área, o Braga apanhou-se a ganhar. O Jorge Jesus acabou por alterar a equipa, lançando o Enzo Pérez e o Aimar para os lugares do Rodrigo e do Bruno César, e praticamente no lance seguinte o Benfica teve um penálti a seu favor, após um corte com a mão dentro da área de um jogador do Braga, que na sequência do lance ficou ainda reduzido a dez jogadores. O Cardozo fez o que lhe competia e empatou o jogo, e ficávamos ainda com mais de vinte minutos até final para tentarmos a vitória. Só durante todo esse tempo o que se viu da parte do Benfica foi praticamente nada. A equipa não melhorou nem um pouco em relação ao que de mau tinha feito na primeira parte, e foi completamente incapaz de explorar a vantagem numérica em campo. A manutenção do empate no marcador foi a consequência lógica. O Braga veio jogar em contenção e para esse resultado, e limitando-se a aproveitar os nossos erros conseguiu os seus intentos sem grande dificuldade.

Impossível escolher um destaque na equipa do Benfica. Acho que quase todos os jogadores estiveram bem abaixo daquilo que sabem e podem fazer. A estreia oficial do Melgarejo acabou por ser desastrosa. Não que ele estivesse a jogar particularmente mal, mas acabou por cometer dois erros que ficaram directamente ligados aos dois golos do adversário. O Bruno César esteve irreconhecível, e o Nolito, que o substituiu, irreconhecível esteve. O Aimar mostrou estar claramente sem ritmo, e ficou escondido do jogo desde que entrou. E conforme referi antes, na primeira parte o Luisão e o Artur pareceram estar muito desconcentrados, embora seja compreensível que os recentes acontecimentos possam ter afectado o nosso capitão. Se calhar o Garay foi dos poucos que estiveram a um nível aceitável e constante durante todo o jogo.

Abrir com um empate em casa frente ao Braga é mau. Não é desastroso, mas é mau. Seria sempre importante começar com uma demonstração de força, em vez de dar logo um estímulo inicial aos nossos inimigos (já não consigo vê-los como meros adversários). Mas o mais preocupante para mim foram mesmo as opções do treinador para este jogo. O Salvio até marcou um golo e tudo, mas não me parece que isto seja a forma mais correcta de gerir um plantel. Além disso, pareceu-me que foi um erro não ter qualquer avançado no banco - que bem falta fez na altura em que era necessário atacar para inverter um resultado negativo e explorar a superioridade numérica.

por D`Arcy às 00:16 | link do post | comentar | ver comentários (78)
Sábado, 18.08.12

Quando entramos em campo, não vamos sozinhos...

Mas, se as coisas não correrem bem, quando sairem do campo vamos ver quantos vos acompanharão...

por Anátema Device às 17:30 | link do post | comentar | ver comentários (4)

A tal questão...

 

Por que motivo o Vítor Pereira conduz um carro que está em nome da Olivedesportos?” Esta é a dúvida que tenho partilhado com alguns amigos nos últimos três meses. Hoje, leio a capa do CM e fico satisfeito por ver que a dúvida foi partilhada por mais pessoas. Agora é tempo de procurar respostas.

 

A este assunto regressarei noutro momento. Hoje há assuntos mais importantes, hoje joga o Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Sexta-feira, 17.08.12

Luisão, em aumentativo

Depois do que aconteceu em Dusseldorf, já todos os que se alimentam de sangue publicitaram os altos valores morais que os norteiam, proclamaram a ausência dos mesmos no alvo de circunstância e decretaram o veredicto. Eu não dou nem mais um cêntimo para o peditório de enlamear o homem que é capitão de equipa do Benfica e que veste o manto sagrado há uma década. Agora, daqui em diante, precisamos de ver em campo o capitão, o líder, a referência para os colegas e o primeiro dos homens para quem nós, do Terceiro Anel, olhamos quando algo não está a correr bem. Agora, é tempo de mostrar ao Luisão que a sua história no Benfica não se esgota num momento de imprudência e num patético aproveitamento teatral da mesma. A história do Luisão no Benfica está longe de estar terminada e nós, benfiquistas, não temos no nosso ADN esse gene de abandonar às hienas o capitão da nossa equipa sénior de futebol.

 

Há clubes pequenos, regionais, para quem uma situação destas serviria para unir os seus adeptos em torno da defesa do seu capitão de equipa. No Benfica, pelo gigantismo do mesmo, essa união é utópica e, como tal, surgirá sempre uma grande polifonia de vozes. É natural e faz parte da nossa história e forma de viver o Clube. No entanto, esta é uma excelente oportunidade de unir ainda com laços mais fortes o balneário em torno do capitão de equipa. Se isto for conseguido, conseguir-se-á transformar algo de mau em algo de positivo. É imperioso que haja esta capacidade por parte de quem lidera a equipa e esta vontade por parte de todos os membros do plantel. A defesa que Javi Garcia já fez do seu companheiro e amigo deixa-me esperançado de que esta união se manifeste em campo já no primeiro jogo do campeonato.

 

Pela minha parte, fica a certeza de que neste próximo jogo, em nossa casa, lá estarei a apoiar incondicionalmente o Benfica e, particularmente, o Luisão.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 13 de Agosto e publicado na edição de 17/08/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Segunda-feira, 13.08.12

Encosta-te a mim

Não sei se faz muito sentido adeptos de uma agremiação que tem como treinador um primata que fez do seu modo de vida a agressão em barda a tudo o que esboçasse movimento, desde seleccionadores a árbitros, passando por jogadores, e que tem como Presidente um trafulha que esteve preso por desviar dinheiro nos paquetes da Expo, ou um vice-presidente que andou a depositar dinheiro na conta de fiscais de linha e a promover incêndios criminosos em estádios adversários, sem falar no conjunto de cacófagos que tratou de incendiar as bancadas e agredir os bombeiros que tentavam controlar as chamas; não sei se faz sentido – dizia eu – adeptos de uma clubeta que se revê neste modo de vida criminoso e hipócrita (nunca o condenaram) acharem que têm moral para criticar o que quer que seja por um capitão do Benfica se encostar a um árbitro com o sonho de vingar na Broadway.

 

Também não sei se faz muito sentido adeptos e dirigentes de uma associação que tem como fachada o futebol mas que na verdade prospera no crime e na construção de um clima de medo, que promove a violência e a corrupção há mais de 30 anos no futebol português, que intimida e corrompe árbitros, observadores e a justiça desportiva, que agride jogadores e dirigentes adversários, que tem nas suas fileiras uma verdadeira milícia que destrói, agride e rouba a seu bel-prazer e que tem dirigentes condenados pela justiça e apanhados em dezenas de escutas a corromper árbitros e a brincar ao Padrinho; não sei se faz sentido – dizia eu – gente desta laia sequer abrir a boca (e deviam-na lavar primeiro, e bem lavada) para falarem do Capitão do Benfica.

 

Adicionalmente, não sei que moral tem a pobre desculpa que passa por imprensa desportiva deste país, que se divide entre cobardes ressabiados com uma agenda própria e entre prostitutas intelectuais que prestam uma vassalagem doentia e que vomitam devotamente a doutrina do mestre fantocheiro, para criticarem a mínima atitude que seja do Capitão do Benfica, que tem mais dignidade numa unha que todos esses rafeiros sem vergonha que todos os dias se vendem pelos jornais e televisões deste país. Estão tão habituados a dar o traseiro que estranham quem dá o peito.

Se calhar teria sido melhor o Luisão dar amavelmente indicações da sua morada ao árbitro para mais tarde lhe fornecer aconselhamento familiar, que isso é que é bem visto aqui pela chusma dos jornais.

 

Não sabendo tudo isto, o que eu sei, e nisso não tenho dúvidas, é que para esse peditório eu não dou. Trata-se de um não caso, explorado por uma alemão histérico convencido que está num cabaret. O que o Luisão fez (se é que aquilo é fazer qualquer coisa, senão eu desmaiava cada vez que ando de Metro) acontece todos os fins-de-semana em todo o santo relvado, e normalmente muito pior (e nem falo da discricionariedade do espectro de comportamentos com que qualquer assalariado do fcp trata um árbitro, que pode ir do jogo do arremesso do próprio árbitro à la José Pratas, à beijoca e apalpão no rabo à la Pedro Proença). A diferença é que nem todos o fazem frente a uma Drama Queen que parece estar a fazer audições para o Musical da Casa na Pradaria. Não só não censuro o Capitão do Benfica, como acho que, perante aquela manifestação de representação de terceira categoria, devia ter dado uma valente chapada na tromba da florzinha para acabar com o teatro e o overacting.

O que eu sei, e disso não tenho dúvidas, é que de mim, a única coisa que o Luisão leva é um grande abraço e força para aturar a turba que cerca o castelo de tochas na mão.

 

E no meio de tudo isto, acho – e acho-o sinceramente – que quem devia pedir uma indemnização era o Benfica. Pela maçada, pelo tempo perdido, por acabar por promover o teatro burlesco e um aspirante a actor travestido de árbitro e por ter de aturar um palhaço de um presidentezeco de uma clubeta alemã que se devia sentir agradecido por ter lá tido o Benfica nem que fosse por 38 minutos.

 

Deixo-vos com um best of do Christian Fischer, essa esperança do musical alemão.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:18 | link do post | comentar | ver comentários (43)

Causa - Efeito

Efeito, n. O segundo de dois fenómenos que ocorrem sempre juntos e na mesma ordem. Do primeiro, ao qual se chama Causa, diz-se que gera o segundo – o que é tão sensato como dizer-se que, por se ter visto um cão a perseguir um coelho, o coelho é a causa do cão.

 

in Dicionário do Diabo, Ambrose Bierce

 

por Anátema Device às 10:48 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Sábado, 11.08.12

Só porque é bom recordar...

E porque reescrever o passado ou fingir que não aconteceu nada é próprio de ditaduras sanguinárias. Infelizmente, em Portugal, há demasiada gente SEM vergonha NENHUMA na cara que vai ladrar e pedir um castigo de meses para a atitude (feia) do Luisão. Mas vão tentar fazer-nos esquecer que os seus telhados têm demasiados vidros e que na altura estiveram bem caladinhos como ratos que são.


Independentemente da atitude do Luisão, acho esta cena do árbitro demasiado surreal para ser só coincidência. Há uns anos, houve quem dissesse que foi vítima de um "assassinato por meios audiovisuais". Agora, há um árbitro que desmaia por um encosto no peito. Parece-me tudo tentacular demais...
por S.L.B. às 18:23 | link do post | comentar | ver comentários (24)

Lamentável

Tudo aquilo que aconteceu, tudo. Agora rezem para que as consequências sejam pouco graves...

 

 

Adenda ao post:

 

Relativamente aos hipotéticos castigos, contactei um especialista na matéria que me informou do seguinte: que se saiba, não foi mostrado qualquer cartão vermelho a qualquer jogador do Benfica. O árbitro saiu pelo próprio pé e, tendo condições para o fazer, não mostrou nenhum cartão vermelho. Nenhum membro da equipa de arbitragem mostrou qualquer cartão vermelho ou deu ordem de expulsão por qualquer meio a qualquer jogador do Benfica, nem no campo nem nos balneários. Assim, não poderá (deverá) o árbitro referir qualquer agressão no relatório, pois essa hipotética agressão teria de ser acompanhada da exibição do referido cartão ou pela respectiva ordem de expulsão. Veremos...

por Pedro F. Ferreira às 16:13 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sexta-feira, 10.08.12

De dedo em riste

Jorge Jesus, após um jogo de preparação, de dedo em riste, deu um ralhete a um futebolista seu, Ola John. Foi o escândalo, o horror e a indignação! O país desportivo acordou em choque. Os três molhos de folhas tintadas a que chamam jornais desportivos fizeram do acto capa. Os comentadores teorizaram sobre o treinador carrasco e sobre o jogador vítima. Segundo me pareceu, nunca os jornalistas portugueses tinham visto um treinador a dar um ralhete, em público, a um jogador. Nunca. E o acto chocou-os. E o acto indignou-os. E o acto permitiu-lhes tecer comentários sobre o valor do treinador como homem. No dia seguinte, perguntaram à pobre vítima o que achava do vil verdugo. A pobre vítima, para espanto dos inquiridores, não se achava vítima de coisa alguma. Achava normal e nada de especial que o seu treinador o tivesse corrigido com mais veemência.

 

Em seguida, apurou-se a forma de acertar no alvo: não era o ralhete que se questionava, era o facto de ter sido em público e não no recato do balneário. Garanto que, perante o alarido causado, se fosse agora, o treinador do nosso Benfica certamente teria feito os reparos longe dos olhares sensíveis dos jornalistas sensíveis. Mas, possivelmente, o treinador em causa terá visto anteriores ralhetes públicos que foram encarados como normais pela chusma que agora se indigna. A título de exemplo, a dita chusma não se indignou quando, no dia 7 de Abril, durante um jogo entre o clube do sr. Salvador e o clube do sr. Costa, o treinador Vítor Pereira, aos 25 minutos de jogo e com o resultado empatado, deu um ralhete, de dedo em riste e aparentemente com ameaças, ao árbitro Olegário Benquerença. Também foi em público, foi transmitido pela televisão em sinal aberto para todo o país e, pelos vistos, também foi um treinador a corrigir alguém do seu clube. Não fez capa de nenhum jornal e a chusma achou normal...

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 07 de Agosto e publicado na edição de 10/08/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Segunda-feira, 06.08.12

Mário Coluna

Parabéns e obrigado por tudo.

por Pedro F. Ferreira às 10:32 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Sexta-feira, 03.08.12

Chamam-lhe justiça

A notícia surgiu na semana passada, o Presidente do Benfica foi castigado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência de incidentes ocorridos no final do jogo com o Sporting, no passado dia 26 de Novembro de 2011. O Castigo implica uma suspensão de 45 dias e uma multa no valor de 2500 euros.

 

Quem tem obrigação de fazer justiça levou oito meses para ditar uma sentença contra o Presidente do Benfica. Sentença que surge na sequência de um jogo em que adeptos do Sporting deliberadamente incendiaram uma bancada do Estádio da Luz, depois de mais uma derrota e após declarações deliberadamente incendiárias por parte de dirigentes do Sporting.

 

Um provérbio latino dizia “Quod licet Jovi non licet bovi” – o que é permitido a Júpiter não é permitido ao boi. Ou seja, o que é permitido a uns não é permitido a outros, daqui decorre que muitas coisas são permitidas ao boi que não são permitidas a Júpiter. Longe de mim estar a comparar um presidente do Benfica (seja ele qual for) a Júpiter, mas não posso ignorar que a uns foi permitido tudo – incendiar ânimos, incendiar um estádio, colocar em risco a vida de terceiros, agredir bombeiros e impedir a prestação de auxílio – e a outros não foi permitido protestar contra uma arbitragem vergonhosa (mais uma). Com esta espécie de justiça da lavra da Federação Portuguesa de Futebol do senhor Fernando Gomes, o que se conseguiu foi colocar uma ignomínia em cima de um acto criminoso. Ou seja, deliberaram uma ignomínia em cima de outra. Nenhuma das duas é inocente.

 

Perante isto, resta recusar. Recusar e não transigir. Recusar qualquer apoio pedido por cristãos-novos da verdade desportiva. Não transigir, em nome de desculpa alguma, para com aqueles que, independentemente dos sorrisos com que nos pedem apoio, escondem na agenda o desejo de nos derrotar.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 31 de Julho e publicado na edição de 03/08/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post

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