VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 28.10.12

Folgado

Uma grande primeira parte - onde jogámos talvez o melhor futebol até agora esta época - permitiu ao Benfica resolver cedo um jogo que se adivinhava complicado, num campo tradicionalmente difícil.

 

 

Surpresa no remodelado onze titular do Benfica. Face às várias indisponibilidades (Salvio, Gaitán, Aimar, Carlos Martins e Nolito), em vez de trocas e adaptações, três estreias absolutas na Liga: Luisinho, André Gomes e Ola John. O Enzo Pérez voltou para a ala (embora com muita liberdade para vir fechar ao meio) e coube ao André Gomes a posição no centro do campo, auxiliando o Matic. A entrada do Benfica foi de rompante: ainda não tinham decorrido dois minutos e já o Lima fazia o primeiro golo, depois de uma boa jogada em que o Pérez libertou o Maxi na direita para fazer o cruzamento. O golo madrugador deu confiança à nossa equipa, que não tirou o pé do acelerador. Exercendo uma pressão bastante alta que nos permitia recuperar várias vezes a bola ainda no meio campo adversário, continuámos a carregar e a ameaçar constantemente o golo, perante um Gil Vicente que nada conseguia produzir em termos atacantes. O desfecho natural foi mesmo o segundo golo, pouco antes da meia hora, em mais uma excelente jogada de ataque, que envolveu o Luisinho, o Pérez e o Lima, com o primeiro a surgir solto no interior da área para finalizar o cruzamento atrasado do último. Tudo feito de uma forma tão perfeita que até pareceu fácil. E o ponto final em qualquer dúvida que ainda houvesse sobre o desfecho do jogo, e a confirmação do domínio total do Benfica no jogo foi dado já em período de descontos, altura em que a insistência do miúdo André Gomes numa bola cruzada pelo Pérez que a defesa do Gil Vicente não soube afastar lhe permitiu assinalar nova estreia com um novo golo.

 

 

Com o jogo praticamente decidido, a segunda parte foi apenas para gerir o resultado sem grande esforço. Baixámos claramente o ritmo de jogo, e controlámos sem qualquer dificuldade. Mesmo assim, ainda voltámos a ameaçar aumentar a vantagem no marcador, com a maior dessas ocasiões a aparecer nos pés do Lima, que acabou por permitir a defesa ao guarda-redes quando estava isolado. Calculo que se a lógica imperasse, o Benfica acabasse mesmo por voltar a marcar, mas com vinte minutos para jogar o Pérez viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, o que alterou um pouco o cenário. O Benfica recuou um pouco as linhas e atacou bastante menos. Por outro lado o Gil Vicente passou a ter mais tempo de posse de bola, mas foi incapaz de ameaçar seriamente a nossa baliza, pois o Benfica manteve a organização defensiva, abdicando de um dos avançados. Apenas por uma vez criaram algum perigo, quando na sequência de um canto o Artur foi obrigado a desviar a bola para a barra após uma espécie de cabeceamento de um jogador do Gil Vicente. De resto, jogo muito tranquilo, em que nem a inferioridade numérica se fez notar muito.

 

 

Bom jogo do Lima, e é com muito gosto que reconheço que estava completamente enganado sobre ele, pois na altura em que o contratámos não acreditava que pudesse vir acrescentar muito ao Benfica. Gostei também muito da exibição do Enzo Pérez (participou directamente nas jogadas dos três golos), que infelizmente teve a nódoa da expulsão, mas isso não apaga tudo aquilo que fez de bom. O Maxi fez, na minha opinião, o melhor jogo desta época. Quanto aos três estreantes, todos cumpriram as suas funções sem quaisquer problemas. Para mim o Luisinho foi quem mais se destacou dos três, pois esteve perfeito a defender e ainda auxiliou sempre o ataque, sendo recompensado com um golo, mas o André Gomes também esteve num bom nível, e o Ola John (Alan John, nas palavras do sempre sábio Freitas Lobo) já mostrou alguns dos pormenores que levaram à sua contratação.

 

Para além da exibição, hoje gostei da aposta ganha em jogadores menos utilizados. Talvez a resposta por eles dada ajude o Jesus a ter menos receio de voltar a fazê-lo quando ocasiões semelhantes se lhe apresentarem no futuro. Esta noite, o que ficou foi uma das exibições mais agradáveis da época e um resultado folgado num jogo que se previa difícil.

por D`Arcy às 00:41 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Sábado, 27.10.12

The show must go on

O acto eleitoral está concluído. A maioria dos sócios votantes elegeu, por uma clara diferença, a Lista A e, por conseguinte, a continuidade de Luís Filipe Vieira na presidência da direcção do Sport Lisboa e Benfica. 

Esta larga diferença representa, também, uma enorme responsabilidade. Nestes próximos 4 anos, a direcção tem de demonstrar que aprendeu com os erros do passado (tanto de gestão desportiva como de relação com as instituições que "mandam" no futebol português). A clara maioria não pode, de forma alguma, ser entendida como uma "carta em branco".

 

Hoje é um novo dia na vida do Benfica e logo há um jogo importantíssimo em Barcelos, como o são todos os jogos, sem excepção, da Liga Portuguesa. Independentemente da satisfação, ou não, com o resultado eleitoral de ontem, creio que os Benfiquistas estão todos unidos no apoio à equipa, de quem espero o máximo empenho, de modo a que traga de Barcelos os 3 (sempre) preciosos pontos na luta pelo título que todos ambicionamos.

 

Em suma: agora só quero é ganhar ao Gil Vicente!

 

E viva o Benfica!!! 

Sexta-feira, 26.10.12

Eleições

Já foi ultrapassado o anterior recorde de participação numas eleições. Independentemente de quem as venceu, este dia assinala uma vitória do Benfica e do Benfiquismo.

por D`Arcy às 22:06 | link do post | comentar | ver comentários (34)

Democracia

A herança benfiquista obriga-nos a preservar a identidade, o que é verdadeiramente estruturante e imutável. Assim, há valores que foram amarelecendo nas folhas da História centenária, outros que se renovaram, outros de que não nos podemos esquecer, mas há um que é primordial: o Benfica é um clube democrático.

 

Com decisões certas, erradas, inócuas e iníquas a História do Benfica foi-se construindo de acordo com a vontade da maioria dos sócios. Não de uma minoria ruidosa ou de uma maioria silenciosa, mas sim de uma maioria activa que, em momentos eleitorais, soube estar presente para designar o rumo a dar ao Clube. Agradados ou não com os resultados das suas escolhas, os sócios souberam sempre demonstrar que o bom nome do Benfica não poderia ser maculado. É a este encontro com a História que somos, novamente, chamados no dia 26. É essencial que todos os benfiquistas percebam que os resultados eleitorais são a voz do Benfica. E esta não pode ficar à mercê de egos, teimosias, presunções ou vinganças pessoais, ódios mesquinhos ou qualquer outra farpa na nossa gloriosa História. Esta capacidade de perceber o Clube para além do umbigo de cada um foi essencial em momentos marcantes da nossa História, desde a fundação. Esta mesma capacidade tem de ser vivida no dia 26, manifestando-se numa participação massiva e marcada por um saudável respeito por parte de todos os sócios intervenientes. A História escreve-se, respeitando-a.

 

Deste modo, é essencial que as diferentes sensibilidades em sufrágio percebam que, independentemente do caminho escolhido pelos benfiquistas, no próximo jogo do nosso Benfica estaremos todos, em simultâneo e a uma voz, a sofrer pelo valor mais alto que nos une: o benfiquismo.

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 23 de Outubro e publicado na edição de 26/10/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]


por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Quinta-feira, 25.10.12

LFV, sem medo

Voto LFV.

 

Porque acredito sinceramente que é o melhor Presidente para o Benfica. Porque acho que tem feito um bom trabalho em circunstâncias bastante difíceis (às vezes é difícil torná-lo evidente, porque as coisas difíceis têm parecido fáceis de fazer, num país onde é tudo demasiado difícil) e porque acho que o que tem faltado na maioria das vezes – o sucesso desportivo – não tem sido conseguido porque (i) o poder podre não tem deixado e não se tem conseguido ser eficiente nessa luta (sim, é um erro inacreditável ter apoiado o Fernando das facturas) e/ou porque (ii) se têm cometido erros de gestão desportiva que penso que não serão cometidos de novo. Acredito que LFV tem a humildade suficiente para aprender com os erros (que não têm sido menosprezáveis), e isso – essa capacidade – é essencial para se poder ter sucesso. Posso estar enganado (apesar estar convicto que não)? Posso. Mas tenho direito à escolha. 

 

Menciono especificamente o nome de Luís Filipe Vieira. Não voto na Lista A porque lá estão A ou B ou C (quanto muito, até deixaria de votar nela por causa de alguns que lá estão) ou porque não sei quem a apoia ou porque ache que é a menos má e os outros são menos sérios (o que, dadas as sucessivas declarações públicas do candidato e elementos da outra lista, até me parece evidente). Voto na lista A por causa de LFV. Respeitem isso. Voto de forma livre, sem amarras, sem dever rigorosamente nada a rigorosamente ninguém. Não tenho tachos – ao contrário do que alguns deficientes mentais que pululam pela blogosfera e pelas caixas de comentários sugerem – nunca tive tachos, não quero tachos, não preciso de tachos. Este voto não me traz rigorosamente nenhuma vantagem prática na minha vida (bem pelo contrário, dada a quantidade de gente mal formada que tenho de aturar pela internet fora, e que aparentemente sabe coisas sobre mim que nem eu sei) que não seja o de ficar com a consciência tranquila de que, para mim (percebem isto? “para mim”), o Benfica está bem entregue. Quem disser o contrário, é mentiroso e hipócrita, e desafio-o a puxar pelo focinho para o provar. 

 

Portanto, posso votar em quem eu – benfiquista e cidadão livre, que dá o nome pelo que escreve - quero e em quem eu acho que é a melhor solução para o Benfica, confiando que respeitem a minha liberdade individual e as opções que tomo em consciência? Posso votar LFV e escarrapachá-lo orgulhosamente aqui sem que nas caixas de comentários se atropelem os digníssimos anónimos donos do verdadeiro benfiquismo a ofender-me e a ameaçar-me, ou sem que me cataloguem de Vieirista (o que quer que isso seja) ou como vendido (mas vendido a quê, seus rebos)? Gostava de pensar que sim. Mas duvido. Para que conste, também é para o lado que durmo melhor, foda-se.

 

Ah, e já agora, fiquem informados os exmos senhores filhos de mãe incerta que, sob a capa de um anonimato cobarde, me ameaçaram (os insultos e as insinuações bacocas já dou de barato) – quer para o email da Tertúlia, quer na caixa de comentários do post (as ameaças com mais substrato, respectivos IPs e/ou emails foram enviados para o sítio apropriado) - que isso só aumenta a certeza da minha escolha e que os cães ladram e a caravana passa, por mais sarnentos que sejam os cães.

 

Aliás, medo têm os cães.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:00 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Eleições (intenção de voto)

Sexta-feira, dia 26, o Benfica vai a eleições. Cada um faz as suas escolhas, exerce o seu direito de voto e vive a democracia. Neste momento, limito-me a desejar que o acto eleitoral decorra com elevação, respeito e civismo (o que, infelizmente, não se viu em abundância durante a campanha). Quanto ao resto, cada um sabe o caminho que pretende seguir.

 

Eu sei em quem confio - Rui Costa [link] - e, como tal, votarei em conformidade (Lista A). Voto com a plena noção de que a diferença entre votar na melhor lista e votar na menos má é, em muitos aspectos, ténue. Exercerei este direito, respeitando as opiniões alheias e respeitando qualquer que seja o resultado do sufrágio. Este respeito faz parte da nossa herança de benfiquismo.

 

Viva o Benfica!

por Pedro F. Ferreira às 16:00 | link do post

Eleições VI, alínea a)

No seguimento do anúncio referido no post anterior, foram vários os comentários que tive a oportunidade de ler, tanto aqui na Tertúlia como noutros sites.

Como seria de esperar, são vários os benfiquistas satisfeitos com a promessa do fim do vínculo contratual com a Olivedesportos, incluindo benfiquistas que estão declaradamente contra Vieira e que aplaudem esta (prometida) medida.

Outros duvidam se a mesma será a melhor alternativa ou questionam-se sobre a devida preparção dos estudos que sustentam esta decisão.

Por outro lado, alguns comentadores (benfiquistas e não só), certamente muito mais bem informados do que eu, consideram que este anúncio é pura mentira. Inclusivamente, um desses comentários menciona um comunicado da CMVM que comprova que se trata de uma mentira, apesar de eu não encontrar o referido comunicado no site da CMVM.
A esses, lanço o desafio de comprovar o fundamento dessas acusações.

Quanto a mim, fico agradado com esta tomada de posição, mesmo sabendo que envolve um certo risco. É certo que perdemos receitas "garantidas" da Olivedesportos, mas por outro lado, libertamo-nos do vínculo contratual com uma empresa cujo presidente tem ligações aos meandros mais obscuros do futubol profissional praticado neste logro de país...
Mas, ao mesmo tempo, constitui uma grande oportunidade, até porque nada impede que a Benfica TV possa ceder os direitos de retransmissão a operadores internacionais e de o Benfica vir até a gerar mais receitas do que as que teria caso cedesse os direitos à Olivedesportos.

É também uma grande responsabilidade, pois sendo uma promessa feita em tempo de eleições (e ao contrário das “promessas” de títulos, cuja conquista não depende exclusivamente do Benfica), está inteiramente na mão de Luís Filipe Vieira e da sua equipa directiva o cumprimento da mesma. O seu não cumprimento seria absolutamente inaceitável e demasiado grave.


----


Adenda

Para que conste: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41950.pdf

Quarta-feira, 24.10.12

Eleições VI

Este será talvez o anúncio mais importante desta campanha eleitoral.

Merecida

Foi melhor o resultado do que a exibição. Sim, eu sei que o Benfica perdeu, mas mesmo assim continuo a pensar que foi melhor o resultado do que a exibição, porque perdemos apenas por um golo. E até poderíamos ter conseguido um resultado muitíssimo melhor, tivéssemos nós tido calma e cabeça para aproveitar o autêntico pavor com que o Spartak abordou os últimos minutos do jogo.

 


Surpreendeu-me ver o Benfica entrar em campo de 'peito feito', ou seja, com dois avançados de início (Lima e Rodrigo). A estratégia parecia ser que quando o Benfica não tivesse a bola, o Bruno César se deslocasse para o centro, com o Rodrigo a fechar a esquerda, mas foram poucas as vezes em que isso foi posto em prática. Até porque não foi por esse lado que as coisas aqueceram, foi sim pelo lado direito, para onde dois dos médios do Spartak (Jurado e Ananidze) caiam repetidamente sem que houvesse a cobertura devida por parte dos nossos médios (em inferioridade numérica naquela zona) aproveitando os muitos espaços que foram concedidos pelo Maxi. A entrada no jogo foi péssima, e rapidamente deixou antever o pior. Com menos de um minuto decorrido já o Artur tinha sido obrigado a uma defesa difícil. E com três minutos passados o Spartak marcou mesmo, num contra-ataque após passe disparatado do Matic, explorando a direita da nossa defesa. 

 

E as coisas pareciam não ir ficar por aqui: o Benfica pareceu quase perdido em campo. Não sei se o problema foi também do sintético ou não, mas os nossos jogadores falhavam passes sem conta e pareceram ter dificuldades até em controlar simplesmente a bola. Ao Spartak bastava quase esperar calmamente pela recuperação da bola para depois partir com velocidade para o ataque, explorando os espaços deixados atrás para criar perigo. Vimos o Spartak ameaçar voltar a marcar, o que foi sendo evitado pelo Artur e até pelo ferro da baliza. Pelo meio, o único sinal dado pelo Benfica foi um remate do Rodrigo. Já depois de decorrida a primeira mei hora, o Benfica lá deu algum sinal de si e ameaçou marcar num remate do Matic, para pouco depois marcar mesmo num cabeceamento do Lima (que até aí nem se tinha visto, já que a bola praticamente nunca lhe chegou), que se antecipou à defesa do Spartak para aproveitar da melhor forma um bom cruzamento do Salvio. O empate era lisonjeiro para o Benfica, mas este golpe de felicidade não foi aproveitado e o jogo voltou à mesma toada. Que acabou em novo golo do Spartak, mesmo à beira do intervalo: uma mal acompanhada subida do lateral direito russo terminou com o Jardel a enviar a bola para dentro da própria baliza.


A segunda parte foi um bocadinho melhor, pelo menos porque os russos raramente criaram perigo. A nossa equipa pareceu ficar a ganhar com a troca do Bruno César pelo Gaitán, e o Enzo Pérez também resolveu aparecer em campo, porque na primeira parte mal dei por ele. O Benfica mostrou vontade de pressionar um pouco mais, mas nunca soube atacar de forma organizada. Apenas contei uma verdadeira oportunidade de golo, e que nasceu num erro de um defesa adversário, que com um mau atraso deixou a bola para o Salvio rematar ao lado à saída do guarda-redes. Os russos foram recuando cada vez mais no terreno, procurando guardar a vantagem, e o último quarto de hora foi de ataque e pressão constante do Benfica, mas sempre com as coisas a serem mal feitas - elogio pelo menos a vontade de lutar por um resultado melhor. Os jogadores tentaram resolver tudo individualmente, sem serem capazes de levantar a cabeça para passar a bola a algum colega mais bem colocado. A substituição, aos 88 minutos, do Matic - que me parecia estar nessa altura a ser um dos principais responsáveis por empurrar a equipa para a frente, dada a pressão imediata que fazia para recuperar a bola - pelo Ola John foi no mínimo incompreensível para mim.


A qualidade do nosso futebol foi má, e não encontrei muitos motivos de destaque nas exibições individuais. O Matic mostrou boa atitude, o Salvio e o Rodrigo a espaços mostraram inconformismo, e a entrada do Gaitán foi útil. O Artur fez o que era possível. Não gostei do Jardel, e para mim o Maxi teve uma noite para esquecer.


As contas da qualificação (mesmo para a Liga Europa) ficaram agora muito mais complicadas depois desta derrota, merecida sobretudo pelo avanço dado na  paupérrima primeira parte. É imprescindível vencer os dois jogos em casa, e depois é preciso esperar que a 'normalidade' aconteça nos jogos do Barcelona - o que esteve muito perto de não acontecer hoje, mais uma vez com a 'fraquíssima' equipa do Celtic a estar perto de contrariar as probabilidades. Mesmo não considerando eu a Champions como uma prioridade, não espero outros resultados que não vitórias em casa frente ao Celtic e ao Spartak.

por D`Arcy às 00:15 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Segunda-feira, 22.10.12

Ó Leonor Pinhão, ontem vi-te

Estavas na Comissão de Honra do candidato Luís Filipe Vieira [link]. E estás em muito boa companhia, com o Eusébio, o Rui Costa e tantos outros benfiquistas.

por Anátema Device às 11:00 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Eleições V

Como não estamos na Coreia do Norte e, felizmente, não somos como um certo clube de outro Norte, há duas listas candidatas aos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica. Ainda bem que assim é, porque num clube que foi democrático MUITO antes do próprio país o ser, seria muito mau que só houvesse lista única. E, ao contrário de há três anos, parece-me que a lista que se candidata contra a actual direcção não passará o vexame de ficar em 3º lugar na contagem, com metade da votação dos votos… em branco. Isso também é muito positivo, porque precisamos de uma discussão séria e elevada (apesar de nada disto se ter visto até agora, mas tenhamos esperança…), e não de apresentações em aviões e Carlos Azenhas(?!) como treinador principal…

 

Levanto aqui algumas questões que gostaria de ver respondidas (não tenho tido muito tempo livre ultimamente, pelo que, caso já o tenham sido, agradeço que me digam onde as posso procurar):

 

1) Porque é que, no “mandato desportivo”, que efectivamente o foi… ao nível das modalidades, o respectivo vice-presidente (João Coutinho) não faz parte da lista de Luís Filipe Vieira?

 

2) Gostaria que Varandas Fernandes e José Eduardo Moniz explicassem muito bem as razões pelas quais há três anos faziam parte da oposição e agora fazem parte da lista de LFV. Acho que era muito útil saber o que os fez mudar de opinião.

 

3) Gostaria que ambas as listas apresentassem os nomes que irão propor para a SAD ANTES das eleições. Nomeadamente, se o Sr. José Veiga terá lugar na SAD de Rui Rangel.

 

Muitas vezes não concordo com os meus companheiros de blog, mas num ponto estamos de acordo: Sr. José Veiga, não, obrigado! Se eu já acho motivo de grande embaraço alguém ter sido sócio de um certo clube, o que dizer de outro alguém que já foi presidente de uma casa desse clube e que até já recebeu o galardão máximo que essa organização distribui? Portanto, se ele fizer parte de alguma estrutura directiva, isso facilitará a minha decisão. Restar-me-ão, como há três anos, duas hipóteses para exercer o meu voto.

 

[Adenda: uma fonte muito segura esclareceu-me as razões pelas quais o João Coutinho não faz parte da lista de LFV. São questões de ordem pessoal que nada têm a ver com o Benfica. Considero-me esclarecido.]

por S.L.B. às 00:18 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Sexta-feira, 19.10.12

The Dead Parrot Sketch

 

Lamento, mas não consigo evitar. Aqui vão os momentos ‘Rui Oliveira e Costa, és tu disfarçado de juiz, meu malandrim?’ da entrevista de Rui Rangel na RTP, devidamente comentados:

 

- “O Passivo bancário do Benfica anda na casa… portanto… tem um passivo total de cerca de 500 milhões de euros…”

 

Vamos lá, devagarinho, para gente que acha que é boa ideia levar uma gravata cor de cocó, em vez de uma gravata vermelha, para uma entrevista como candidato a presidente do Benfica, poder acompanhar: Passivo é diferente de passivo bancário (já agora, em complemento: passivo bancário não é um indivíduo com menor iniciativa numa relação homossexual, e que por acaso trabalha num banco). O passivo bancário consolidado da SAD – o total, dado que o clube não tem passivo bancário - no último exercício é de EUR 243 milhões (cerca de EUR 255 milhões a 31 Março 2012). Ainda assim, 243 milhões é diferente de ‘cerca de 500 milhões’. Mais propriamente, é ‘cerca de 257 milhões’ a menos. Parecendo que não, é dinheiro. Dava para comprar, por exemplo, um manual de contabilidade ou de finanças. Ou uma gravata.

 

- “Esse passivo bancário é um passivo com a estrutura financeira…”

 

Podia tecer alguns comentários sobre esta afirmação, mas deparo-me com um problema mais ou menos inultrapassável: não sei o que aquilo quer dizer. Ninguém sabe. Nem ele. É daquelas coisas que se diz quando não se tem nada para dizer mas uma pessoa se sente obrigada a dizer qualquer coisa, sob pena de se gerar um silêncio incómodo ou de se soltar um ‘aaaaahhhhhh’ de 5 minutos à Dias da Cunha. Ou seja, faz tanto sentido como dizer que ‘Esse furão é um furão com a estrutura financeira’. Parece de loucos? É porque é.

 

- “O passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas”

 

Se falarmos em stricto sensu, é capaz de ser verdade, no sentido em que duvido que o passivo não bancário tenha promovido uma conferência de imprensa para se apresentar aos benfiquistas, ou que ande por aí, nas redondezas do Estádio da Luz, a cumprimentar benfiquistas incautos e a dizer ‘muito prazer em conhecê-lo, eu sou o passivo não bancário’. Já se estivermos a falar de conhecer o passivo não bancário no sentido de ler os relatórios e contas auditados, onde lá está escarrapachado em toda a sua glória, qualquer pessoa não analfabeta (ou que não seja apenas uma caixa de ressonância de coisas parvas que se dizem pela internet) pode comprovar que integra, como tipicamente qualquer passivo não bancário integra, as provisões, os fornecedores, os acréscimos de custos, os proveitos diferidos, e outros credores (e todos estes items completamente discriminados nas notas anexas às demonstrações financeiras, para quem tenha vontade de os ler, ficando a perceber quem são os fornecedores, os outros credores, ou os montantes a pagar ao Estado, por exemplo). Neste sentido, portanto, dizer que o passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas é verdade, mas apenas se estivermos a falar dos benfiquistas que decididamente não o querem conhecer. O que pode ser visto como falta de educação.

 

- “Se for eleito, vou fazer uma auditoria às contas do Benfica”

 

Já isto é a mesma coisa que dizer que, se for eleito, vai colocar cadeiras no Estádio. Prometer que se vai fazer uma coisa que já é feita é, na verdade – e isso pode escapar à maioria dos analistas -, uma manobra eleitoralista de um alcance notável, na medida em que cativa os apoiantes da candidatura oposta, que gostam do que já está a ser feito. De forma mais cândida, também pode ser vista como outra afirmação desconcertante se não induzida pela ingestão de substâncias psicotrópicas, o que quero acreditar que não foi o caso (se bem que explicaria a diatribe circular acerca de como ‘se deve consolidar a consolidação orçamental’ e o olhar distante em cerca de 75% da entrevista). O Estádio já tem cadeiras (não vá algum mandatário ler isto e achar que é boa ideia) e - o que pode constituir uma novidade bombástica para 1 ou 2 pessoas que vivem em buracos no meio do mato - o Benfica, a Benfica SAD e o grupo Benfica são auditados semestralmente pela KPMG, que é apenas umas das Big Four (não, não é um departamento do SAD) empresas de auditoria a nível mundial e que audita coisas pequenitas, como uma pazada de empresas das Fortune 500. É particularmente evidente que de outra forma nem se poderia ter a relação com a banca e a credibilidade no mercado que se tem a nível financeiro. 

 

 

Olhando para tudo isto, chiça penico, até parece que o consultor financeiro do Veiga Juiz é o João Carvalho, ah ah ah.

 

 

Ah, espera…afinal, é mesmo.

 

 

Ups.

 

 

Sinceramente, isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre a 'alternativa'. Nem é preciso esmiuçar mais (e, caramba, se há mais material).

 

 

Continue a mandar postais, caro Juiz. Conselho: não deixe é que sejam os maluquinhos da blogosfera e redes socias a escrevê-los.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:26 | link do post | comentar | ver comentários (28)

Soltas e breves

1 - Um bando de árbitros (Carlos Xistra, Artur Soares Dias, Olegário Benquerença, Pedro Proença, João Capela, Rui Silva e Hugo Miguel) apresentou queixa contra Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica. O motivo é o mesmo de sempre: lidam mal com a verdade. Lidam mal com a verdade desportiva e lidam ainda pior quando são confrontados com os atentados que perpetram à mesma. As consequências para o Benfica não são novas, aliás, será mais do mesmo. Veremos a habitual vingançazinha mesquinha e corporativa. Veremos o prejuízo aparentemente premeditado disfarçado de erro humano. Portanto, nada de novo, já sofremos atentados desde há três décadas. A nossa resposta só pode ser uma: continuar a denunciar esta gente, continuar a lutar e recusar sempre o jugo e a canga que nos querem impor.

 

2 - O Benfica assinou contrato com o meio-fundista Hélio Gomes, ex-atleta do Sporting. Em seguida, o Sporting queixou-se publicamente de que o Benfica terá quebrado um pacto de não agressão que impediria transferências directas entre os clubes. Como consequência, o Sporting assumiu-se pronto para "retirar todas as consequências" do sucedido. Segundo me dizem, há a esperança entre os atletas do Sporting de que entre essas consequências esteja a regularização dos seus ordenados. Eu, como adepto do Benfica, já ficaria satisfeito se as consequências se limitassem ao pagamento dos prejuízos provocados pelos adeptos sportinguistas, aquando da última visita ao Estádio da Luz.

 

3 - O campeonato está parado. Estamos em meados de Outubro, o campeonato começou em meados de Agosto e nisto deveriam já ter-se cumprido dois meses de competição. Puro engano, feitas as contas, entre paragens para tudo e mais alguma coisa, o campeonato já teve praticamente um mês de pousio. E assim se atropelam as competições em Portugal

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 16 de Outubro e publicado na edição de 19/10/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]


por Pedro F. Ferreira às 11:11 | link do post
Quinta-feira, 18.10.12

2+2

Dois golos em cada parte numa vitória natural e relativamente tranquila do Benfica sobre um Freamunde batalhador mas sem andamento para a equipa menos rodada que apresentámos hoje.

 


Muitas presenças menos habituais no onze desta noite, que incluiu Paulo Lopes, André Almeida, Luisinho, Sidnei e Carlos Martins. Na frente, a dupla Cardozo/Lima. Durante a primeira parte destacou-se a ala direita, com o Salvio e o André Almeida a terem bastante facilidade em entrar por esse lado para criar perigo. Também em bom plano esteve o Carlos Martins, nas funções de organizador de jogo. A resistência do Freamunde durou um quarto de hora, altura em que a bunda do Sidnei passou à frente da bola após um canto do lado esquerdo, e acabou por assistir o Lima para uma finalização simples. O Freamunde chegou poucas vezes à frente, mas das poucas vezes que o conseguiu fê-lo com perigo, permitindo ao Paulo Lopes assinalar a sua estreia oficial pelo Benfica com um punhado de boas intervenções. Na primeira parte foram duas as vezes em que evitou o golo ao adversário. Já mesmo a fechar o primeiro tempo, numa saída rápida para o ataque após um canto para o Freamunde, os nossos dois avançados combinaram bem entre eles e o Cardozo apareceu finalmente no jogo para fazer o segundo golo.

 


Na segunda parte a superioridade do Benfica foi ainda maior, pois o Freamunde pareceu ir perdendo capacidade física, sendo por isso previsível que o resultado se avolumasse. Com o Luisinho muito mais activo do que na primeira parte, foi dos pés dele que surgiu o cruzamento para o terceiro golo da noite, da autoria do Salvio. Com ainda meia hora para jogar, e o Freamunde já completamente fora do jogo (apenas uma asneira do Jardel, num mau atraso, lhes permitiu mais uma flagrante oportunidade de golo, com o Paulo Lopes a brilhar novamente), o Benfica pôde fazer a gestão do esforço, certamente já a pensar no jogo em Moscovo. O momento mais agradável foi a estreia oficial do André Gomes pela equipa principal, e foi com muita satisfação que o vi marcar o quarto golo do Benfica menos de dez minutos depois de ter entrado, matando no peito uma bola passada pelo Jardel para depois finalizar com calma. Nos quinze minutos que se jogaram até final a oposição foi quase inexistente, e foi apenas por acaso que o Benfica não voltou a marcar, pois criou oportunidades para isso.

 


Num jogo em que a superioridade do Benfica era esperada, e portanto as facilidades concedidas pelo adversário foram mais, os destaques foram aqueles que já mencionei, ou seja, Salvio, André Almeida (embora precise de melhorar os cruzamentos) e Carlos Martins na primeira parte, Luisinho na segunda, o Paulo Lopes sempre que foi chamado a intervir, e a estreia do André Gomes.


Obrigação cumprida sem sobressaltos nem demasiado esforço, altura agora para preparar o jogo decisivo para a nossa carreira na Champions, a disputar na terça-feira em Moscovo.

por D`Arcy às 22:55 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Eleições IV

[Jornal Expresso - 01/09/2012]

 

 

No dias que correm, pode vir a ser útil.

por Anátema Device às 09:56 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 17.10.12

Eleições III

Um novo acto eleitoral se aproxima no nosso clube.

 

Ao contrário do que aconteceu há 3 anos, o candidato que se apresenta  contra o actual presidente é alguém, que pelo menos, já luta, no seu ponto de vista, por um Benfica melhor, há alguns anos, e não apareceu propriamente de para-quedas. Isto é um sinal positivo.

 

Gosto de actos eleitorais onde se discutam ideias daquilo que é o melhor para o Benfica, e que essa discussão seja feita por verdadeiros benfiquistas, o que me parece que irá acontecer neste acto eleitoral. Pelo menos, assim espero.

 

Neste acto eleitoral vai-se escolher o futuro presidente do Benfica, e vão-me desculpar, mas o meu Benfica, não se resume a futebol. Recuso-me ser adepto apenas do Benfica Futebol SAD. Sou adepto do Benfica e não apenas adepto de uma parte do Benfica.

 

Com o Vieira o Benfica conseguiu um novo estádio, um centro de estágios moderno, um museu, um canal de Televisão.

Com o Vieira o Benfica voltou a ser competitivo nas modalidades amadoras, só este ano, já ganhamos 5 títulos.

Com o Vieira o Benfica voltou a ter jogadores cobiçados pelos melhores da Europa e a vende-los a bom preço: Di Maria, F.Coentrão, Ramirez, D. Luiz, Witsel, Javi....!

Com o Vieira o Benfica voltou a ser competitivo na Europa e a jogar de igual para igual com as grandes potências europeias.

 

Internamente podíamos ser mais competitivos e ganhar mais títulos?

 

Certamente que sim....mas se continuamente acusamos o sistema, os árbitros, a corrupção e os poderes instalados como os grandes culpados das derrotas e de não ganharmos com a frequência desejada, vamos agora dizer que a culpa afinal é do Presidente?Vamos deitar por terra os anos e anos de luta que todos temos tido contra o sistema do nosso futebol?

 

As contas? Sim as contas podiam ser melhores, mas isso não é o que todos desejaríamos, até na nossa casa. A mim interessa-me se o Passivo é pagavel e se temos condições de o pagar...e isso parece-me que não estará em risco. Olhar para as contas de uma SAD como se olha para as contas de uma mercearia é que eu não faço.

 

Mandatos perfeitos? Não existem. Podia ter feito mais? Certamente que sim...mas no geral acho que fez um bom mandato.

 

E além disso onde estiver o Veiga eu estarei sempre do outro lado...!

 

 

Adenda:

 

"(...)O Luis Filipe Vieira tem o mérito de dar continuidade, credibilizou e ajudou a criar o novo estádio.(...)"  (Rui Rangel em entrevista ao Jornal I no dia 20-10-2012).

 

 

 

 

 

 

 

 

 





 

Terça-feira, 16.10.12

Eleições (II)

Agrada-me muito a existência de uma lista alternativa à actual direcção. É positivo que quem não concorda com a recente gestão do clube possa ter uma forma de expressar essa discordância nas urnas de voto, e tentar alterar o rumo do clube. E o debate de ideias e discussão do Benfica são, em teoria, sempre úteis. Por outro lado, desagrada-me que o pontapé de saída na discussão tenha sido dado com um lado a questionar o benfiquismo do outro, e com o outro a comparar os adversários ao ex-presidente Vale e Azevedo. Se vai ser este o tom e o nível de discussão pré-eleitoral, então de nada serve.

 

Quanto à minha opinião, há uma regra básica, que já declarei diversas vezes e da qual não abdico: do lado onde estiver Veiga, eu não estou.

por D`Arcy às 15:11 | link do post | comentar | ver comentários (50)

Eleições

Vejo as listas e os nomes. Vejo quem vai e quem sai. Vejo quem está e quem apoia. Vejo nomes dignos em ambos os lados e vejo gente de quem desconfio em ambos os lados. Já sei quem vai nas listas para os corpos sociais. Quero também saber quem é que será convidado para integrar as SAD. Sei com quem sempre estive (Rui Costa) e com quem nunca estarei (Veiga). Vejo as reações extremadas pelas redes sociais e sinto que assisto a uma imensa sarrabulhada no vazio. Não tenho paciência.

por Pedro F. Ferreira às 11:40 | link do post
Sexta-feira, 12.10.12

Mudando de assunto

Segundo a comunicação social, Antonino Silva foi arguido no processo ‘Apito Dourado’, por alegada falsificação de classificações dos árbitros, durante a época de 2003-04. Falava-se em alegadas pressões sobre observadores de árbitros e falsificação dos relatórios, para beneficiar alguns árbitros e prejudicar outros nas classificações. Além disso, havia referências a um episódio em que Lucílio Baptista telefonara a Pinto de Sousa mostrando-se descontente com a nota de um exame escrito que contava para a sua classificação final. Alegadamente, pouco tempo depois, o mesmo Pinto de Sousa teria recebido um telefonema de Antonino Silva, membro da Comissão de Análise da Liga, garantindo-lhe que a nota havia “subido substancialmente”.

 

Mudando de assunto, há relatos recentes, na imprensa, de que Antero Henrique, membro da SAD do FCP, teria tido uma reunião secreta, no dia 14 de Setembro, para vetar os árbitros Duarte Gomes e Bruno Paixão. Essa reunião teria tido como interlocutores o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, o vogal Lucílio Baptista (ele mesmo!) e o vice-presidente… Antonino Silva.

 

Mudando de assunto, nos últimos 24 (vinte quatro) ‘clássicos’ que envolveram o FCP estiveram presentes nove árbitros. Curiosamente, sempre que o FCP perdeu um desses jogos, o árbitro envolvido nunca mais foi nomeado para clássicos que envolvessem o… FCP. Curiosamente, Jorge Sousa e Pedro Proença apitaram 50% dos ditos jogos.

 

Mudando de assunto, João Brites Lopes, observador de árbitros, classificou o desempenho de Xistra no jogo Académica - Benfica como Bom (3,9 em 5)… e já passaram quase dez anos desde a referida época de 2003-04

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 09 de Outubro e publicado na edição de 12/10/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]


por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Domingo, 07.10.12

Susto

A noite previa-se tranquila, mas por culpa própria não nos livrámos de um pequeno susto contra uma das equipas mais fracas desta liga, orientada por aquele que na minha opinião será um dos piores treinador da mesma.

 

 

De regresso aos dois avançados, com o Rodrigo a juntar-se ao Lima, o Benfica pareceu entrar no jogo com vontade de resolver cedo o assunto. O que certamente não entrava nos planos era que com quatro minutos de jogo, e na primeira vez que deve ter conseguido passar do meio campo, o Beira Mar chegasse ao golo. Após livre na esquerda, o Artur teve um erro crasso ao atacar a bola e permitiu que esta seguisse para a cabeça de um adversário, que a enviou para a baliza deserta. O golo em nada alterou o cariz do jogo, que foi de sentido único conforme esperado - até porque o Beira Mar nada mais fez do que defender, e nem muito bem, porque as oportunidades para o Benfica continuavam a surgir - mas a nossa equipa pareceu ficar intranquila. Apesar de jogarmos com alguma velocidade e das oportunidades de finalização, na altura do remate ou do passe decisivo as coisas eram feitas de forma precipitada, com o Rodrigo a destacar-se nesse aspecto. Quando a meio da primeira parte o Salvio acertou no poste, comecei a temer que isto fosse um daqueles jogos em que tudo nos corria mal e o adversário acabava por ganhar quase sem saber como. Temor que se acentuou quando, já sobre o intervalo, o Rodrigo deu seguimento à noite desastrada falhando um penálti, permitindo a defesa ao guarda-redes do Beira Mar.

 


Sem alterações para a segunda parte, o Benfica regressou a jogar pior. A velocidade foi menor, vimos demasiados passes falhados e perdas de bola no meio campo, e na maior parte das vezes víamos o Matic encarregado da construção e distribuição (quando não eram os centrais - por mais do que uma vez vi o Garay a ter que subir com a bola por não ter alternativas de passe à frente dele). Mas como a lógica nem sempre faz parte do futebol, foi a jogar menos bem que o Benfica chegou aos golos - ainda que nunca, em qualquer altura do jogo, o Benfica tenha deixado de dominar. No espaço de dois minutos, a fechar o primeiro quarto de hora, conseguimos dar a volta ao resultado. Primeiro, com um remate acrobático do Maxi, que surgiu inesperadamente no centro da área para aproveitar um toque de cabeça do Salvio. E logo a seguir foi o Rodrigo que se redimiu da noite de pouco acerto marcando um golo fácil à boca da baliza, após assistência do Lima, aproveitando uma bola recuperada pelo próprio Rodrigo. Feito o mais complicado, ainda tivemos algumas ocasiões para ampliar o resultado e colocarmo-nos a salvo de alguma surpresa, mas não o conseguindo, a opção para o período final da partida foi a de gerir o resultado. O meio campo foi reforçado com mais um jogador, os dois alas (Salvio e Gaitán) foram trocados numa altura em que pareciam estar já a acusar fadiga, e a vitória foi alcançada sem termos que passar por grandes sobressaltos.

 


Não me pareceu que tivesse havido qualquer jogador a evidenciar-se muito esta noite. Merece destaque o golo do Maxi, recompensa pelo apoio constante prestado ao ataque. Agrada-me ver a progressiva adaptação do Matic e do Melgarejo às suas posições, e mesmo sem que as coisas lhe tivessem corrido particularmente bem, gostei do Gaitán, porque nos períodos mais parados do jogo era sobretudo ele quem assumia a responsabilidade de pegar na bola e ir para cima do adversário, tentando agitar as coisas.


Foi mais difícil do que o previsto, mas foi inteiramente merecida a vitória, conseguida com a segunda reviravolta consecutiva a um resultado negativo. O Benfica foi a única equipa a querer ganhar o jogo, perante uma equipa que apenas quis defender e teve a felicidade de se apanhar em vantagem. Há dias em que, como hoje, não conseguimos uma exibição em cheio. E é muito importante que em dias como esses acabemos por conquistar na mesma os três pontos.

 

por D`Arcy às 02:31 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Sábado, 06.10.12

The "Go! Go! Go!" moment, by Rui Oliveira e Costa

 

Foi a 24 de Abril de 2012 [link]. Como se vê, o tempo deu-lhe razão.

por Anátema Device às 11:53 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 05.10.12

Apenas um jogo antes do próximo

Escrevo este texto poucas horas antes de começar o jogo entre o nosso Benfica e o Barcelona. Preparo-me para ver ao vivo um jogo entre o melhor Clube do mundo e a que dizem ser a melhor equipa do mundo.

 

Apesar da subjetividade inerente a este segundo pressuposto, a confiança dos adeptos benfiquistas é grande. Sabemos quais as probabilidades, conhecemos o favoritismo alheio, mas sabemos também que derrotado de véspera é apenas aquele que se recusa a comparecer no local combinado, para se encontrar com o destino na hora aprazada. Esta esperança é natural, faz parte da nossa forma de ser benfiquista. Olhamos com desconfiança para o adversário, mas com confiança para os nossos.

 

Além disso, sabemos que perante um jogo destes o conceito de que tudo pode acontecer é uma realidade. Muitos, tantos, profetizam (desejam!) um cataclismo benfiquista em tom apocalíptico e em forma de goleada. Outros sabem que, apesar de difícil, é possível ao Benfica evitar as proféticas desgraças. Eu sei que, independentemente do Céu ou Inferno resultantes do confronto, tudo recomeça horas depois, antevendo o próximo jogo, renovando as preocupações e alimentando a esperança. A batalha é hercúlea, do lado do adversário está o Messi, o Iniesta e o Xavi. Do nosso lado está o Aimar (o ídolo do Messi), o público, o benfiquismo, a chama imensa e um conjunto de atletas que já estão habituados a jogar contra vedetas internacionais como Pedro Proença e vedetas nacionais como Carlos Xistra.

 

Afinal de contas, o que é uma Europa de Platinis e Blatters perante um Portugal de Pereiras, Gomes e Pintos? Apenas uma versão ligeiramente amplificada das adversidades que combatemos diariamente, há três décadas, jogo a jogo, fazendo de cada jogo apenas mais um combate antes do próximo.

 

_____

Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 02 de Outubro e publicado na edição de 05/10/2012 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]


por Pedro F. Ferreira às 09:09 | link do post
Terça-feira, 02.10.12

Natural

As minhas expectativas para esta noite já eram praticamente nulas, e o jogo em nada as contrariou. Superioridade claríssima do Barcelona, que fez o seu jogo do costume sem que nós conseguíssemos fazer o que quer que fosse para o contrariar. A derrota por dois golos sem resposta foi perfeitamente natural.


 

A fórmula do Benfica para tentar fazer frente ao jogo do Barcelona nada teve de diferente em relação ao que quase todas as equipas tentam fazer. Meio campo reforçado com a entrada de mais um jogador (Bruno César), abdicando-se do segundo avançado (Rodrigo), e depois tentar juntar as linhas o mais possível, abrindo o mínimo de buracos possível para que, uma vez recuperada a bola, se tentasse sair rápido para o ataque. Muitos já o tentaram e falharam, e o Benfica junta-se a essa lista crescente. Até porque a estratégia começou a ruir logo aos cinco minutos, quando o Messi se escapou pelo lado direito da nossa defesa e centrou para o golo do Alexis, que na pequena área se antecipou aos nossos defesas. A resposta do Benfica foi a melhor oportunidade que tivemos durante todo o jogo, mas o Lima permitiu a defesa ao Valdés. Durante alguns minutos desta primeira parte o Benfica ainda foi dando um ou outro sinal de inconformismo, mas foi perdendo cada vez mais velocidade nas saídas para o ataque, até se tornar inofensivo. Muitos dos nossos jogadores mostravam excesso de respeito (ou receio mesmo) do Barcelona, sendo os casos mais evidentes o Artur e, estranhamente, o Garay. O Barcelona ia fazendo o seu jogo e ameaçando o segundo golo, com o Alexis Sánchez a conseguir ter demasiada liberdade pelo nosso lado direito. Só uma grande defesa do Artur negou esse segundo golo, num remate do Messi após mais uma jogada do Alexis.


 

A segunda parte foi ainda pior. A entrada do Carlos Martins para o lugar do Bruno César revelou-se absolutamente inútil, e a posse de bola do Barcelona foi ainda mais avassaladora. Logo a abrir, e praticamente sem que o Benfica tocasse na bola durante mais de um minuto após o apito do árbitro, o Messi ofereceu o segundo golo ao Alexis, mas o remate deste passou ao lado. Com dez minutos decorridos, o Barcelona praticamente sentenciou o jogo, mais uma vez com o Messi a decidir. Depois de progredir com a bola pelo meio, rodeado de uma multidão crescente de jogadores do Benfica, soltou-a no momento certo para o Fàbregas que, descaído para a direita da nossa área, fez o segundo golo. O único sinal de relativo perigo dado pelo Benfica foi um remate de meia distância do Salvio, que o Valdés defendeu com alguma dificuldade para canto. De resto, a maior parte do tempo foi passada a ver os jogadores do Barcelona a trocar a bola entre si. Eles nem criam muitas oportunidades de golo (o Benfica até terá rematado mais), mas quase sempre que criam uma, é uma oportunidade clara. As entradas do Aimar e do Nolito nada alteraram (pelo contrário, notou-se a saída do Pérez) e os últimos quinze minutos de jogo foram passados perante um Estádio da Luz (que esteve cheio e com um ambiente fantástico esta noite) quase silencioso, também ele adormecido pelas soporíferas trocas de bola do Barcelona, e que apenas despertou quando o Busquets conseguiu ser expulso sobre o final do jogo.

 

 

É difícil julgar o desempenho dos nossos jogadores num jogo em que quase não tivemos bola, mas creio que o Matic terá estado a um nível aceitável - talvez se tenha destacado mais por ser dos poucos que constantemente arriscava meter o pé para tentar roubar a bola ao Barcelona. Por muito receio que se possa ter da adaptação do Melgarejo, a verdade é que os lances de maior perigo do Barcelona aconteceram quase todos pelo outro lado, o do Maxi, que foi várias vezes ultrapassado pelo Alexis. Aliás, já em jogos anteriores tem sido o corredor direito a dar-nos mais motivos de preocupação. A entrada do Carlos Martins no jogo saldou-se por um zero absoluto. O Bruno César não tinha estado particularmente feliz na primeira parte, mas o Carlos Martins conseguiu estar ainda pior.

 

Em décadas a ver jogos do Benfica, julgo que este terá sido o jogo em que eu mais vi uma superioridade tão avassaladora de um adversário sobre a nossa equipa. Era esperada, diga-se. Pelo menos por mim, embora um dos poucos factores de algum interesse neste jogo tenha sido o facto de ter alguns benfiquistas à minha volta que aparentemente nunca tinham visto um jogo do Barcelona, e como tal indignaram-se por ver o Barcelona conseguir trocar a bola daquela forma. O Barcelona não é do nosso campeonato, há muito tempo que não o é, e esse é um dos motivos para que eu me irrite quando vejo o objectivo do campeonato ser hipotecado por causa da Champions. Devemos aspirar a tentar conquistar o segundo lugar no grupo, em disputa com o Spartak e o Celtic (aquela equipa fraquíssima em casa de quem empatámos, que não iria ganhar um único jogo nesta Champions, mas que trouxe os três pontos de Moscovo), mas sem nunca esquecer que a conquista do campeonato tem que ser o grande objectivo.

por D`Arcy às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (59)

escribas

pesquisar neste blog

 

links

arquivos

recentes

tags

origem

E-mail da Tertúlia

tertuliabenfiquista@gmail.com

Visitas




blogs SAPO

subscrever feeds