VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Domingo, 31.08.14

Desperdício

Não vou perder muito tempo a escrever sobre este jogo: não me apetece, e o adversário não me merece atenção suficiente. Para mim foi um mau resultado: um empate com esta espécie de Estoril com esteróides são dois pontos deitados fora. Na pré-época disse várias vezes que para mim a perda do Oblak era a única que eu considerava irreparável. Hoje voltei a confirmar essa convicção, e sofremos as primeiras consequências disso. Tínhamos entrado bem no jogo, marcámos cedo numa bonita jogada finalizada pelo Gaitán, o jogo estava perfeitamente controlado, e depois aquele tipo que anda a fingir que é guarda-redes resolveu ressuscitar o adversário oferecendo-lhe um golo que literalmente caiu do céu, porque nada tinham feito para o justificar. É ridículo ver os nossos defesas a ficarem atrapalhados diversas vezes pelo simples facto de terem que evitar a todo o custo atrasar a bola ao guarda-redes.

 

 

A oferta do Artur não justifica tudo, pois bastaria que se tivesse aproveitado uma das várias oportunidades de golo construídas na segunda parte para vencer o jogo. Não o soubemos fazer (ao contrário do nosso guarda-redes, o deles fez o que lhe competia) e o Salvio fica muito mal na fotografia, pois desperdiçou duas oportunidades de golo feito: numa conseguiu permitir a defesa ao guarda-redes quando era só escolher onde queria colocar a bola, e na outra resolveu tentar o remate de ângulo quase impossível quando tinha o Lima completamente solto a seu lado, a dois metros da baliza. E até nos arriscámos a perder o jogo, pois quase no final o Artur teve a sua única contribuição positiva no jogo e evitou um golo que colocaria uma injustiça maior no resultado. Contas feitas e no final ficamos com um mau resultado frente a uma equipa inferior, que apesar da garganta toda e da chiadeira incessante é basicamente da mesma mediocridade que era o ano passado, reforçada com um dos jogadores mais burros que tenho memória de ver jogar. Não sei se o Julio César será solução para os problemas na baliza, mas o que eu sei é que a manutenção do Artur é insustentável. É visível que os próprios colegas de equipa não confiam nele, e neste momento até com o Thierry Graça à baliza eu me sentiria mais seguro.

por D`Arcy às 22:07 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 25.08.14

Amorim


Muita força, Rúben. Que recuperes bem e o mais rapidamente possível, para que ainda ajudes a defender os títulos do nosso Benfica é o meu desejo. Uma lesão estúpida e injusta de um jogador que já teve azar de sobra no que diz respeito aos joelhos.
por D`Arcy às 19:05 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Trabalho

Não sendo possível uma exibição de encher o olho, foi fazendo um jogo de muito trabalho que conseguimos uma vitória difícil mas justíssima contra o Boavista, o relvado artificial e uma arbitragem no mínimo irritante. Antes do jogo esperava mais do que uma vitória pela margem mínima, mas estou satisfeito com o mais importante, que são os três pontos conquistados.

 

 

O Enzo esteve em dúvida até à última para este jogo e acabou mesmo por ficar de fora, o que fez com que, em relação ao último jogo, o Talisca recuasse para médio centro e o Jara entrasse no onze. Quanto ao jogo, não consigo fazer grandes apreciações técnicas ou tácticas sobre o mesmo. Essencialmente, pareceu-me um jogo bastante feio e de muita luta. O Boavista foi um adversário bastante chato - não o classifico de incómodo porque foi praticamente inofensivo no ataque, não tendo criado uma única real ocasião de golo (as únicas vezes em que criou a sensação de perigo foi em jogadas já interrompidas por fora de jogo). Foi uma equipa muito à imagem do seu treinador Petit, a jogar de forma muito agressiva (mas não violenta): os seus jogadores caíam imediatamente em cima do adversário para pressionar e metiam sempre o pé sem contemplações ou receio de fazer falta - até porque a renitência do árbitro em apitar faltas contra o Boavista a isso ajudava, o que complicou a nossa capacidade para fazer jogadas organizadas. Outro adversário foi o relvado sintético do Bessa. É que não me lixem; que aquilo seja aprovado para se jogar lá futebol tudo bem, mas é completamente diferente de um relvado natural. A bola salta muito mais e os jogadores mostram muito maiores dificuldades para a controlar, sendo frequente vê-la a fugir-lhes dos pés ao mais ligeiro toque. De qualquer forma, com maior ou menor dificuldade, o Benfica assumiu o controlo do jogo desde o apito inicial e procurou chegar à vantagem, com o Eliseu e o Gaitán na asa esquerda a revelarem-se bastante activos. Foram aliás dos pés destes dois jogadores que surgiram as melhores ocasiões durante a primeira parte, sendo de realçar a apetência do Eliseu para rematar à baliza. Depois de ter feito um grande remate de fora da área, na ressaca de um canto, que obrigou o guarda-redes a uma defesa apertada, foi já quase sobre o apito para o intervalo que num novo remate de fora da área, desta vez cruzado ao poste mais distante, marcou o golo que decidiu o jogo. A lamentar nesta primeira parte termos perdido o Rúben Amorim por lesão, que aconteceu não por culpa de alguma patada boavisteira, mas sim talvez do piso sintético (uma pena, até porque estava mais uma vez a fazer um bom jogo).

 

 

A segunda parte foi mais equilibrada na posse de bola. Sem que saibamos porquê, o Jorge Jesus apareceu na bancada ao lado do Manuel do Laço, já que terá sido expulso pelo árbitro Marco Ferreira. Provavelmente terá sido aplicado o mesmo critério da jogada que valeu o amarelo ao Jara na primeira parte. O Boavista conseguiu subir mais um pouco no terreno, mas o Benfica teve sempre o jogo controlado. Durante esta segunda parte, ao contrário da primeira, o Benfica insistiu no ataque mais pelo lado direito, através do Salvio e do Maxi, enquanto que do lado oposto o Eliseu esteve bem mais comedido nas subidas ao ataque e preocupou-se em fechar bem atrás. Conforme já referi, o Boavista não criou uma única ocasião de golo ou obrigou o Artur a qualquer intervenção de dificuldade mais elevada. Os dois remates perigosos que fizeram foram em jogadas que já estavam interrompidas por posição irregular dos seus jogadores, e as jogadas mais perigosas voltaram a ser nossas. O Gaitán falhou um chapéu ao guarda-redes por muito pouco, depois de duas excelentes intervenções do André Almeida, primeiro a recuperar a bola e a travar o contra-ataque do Boavista, e depois no passe longo para o argentino; e o Lima apareceu em boa posição depois de combinar com o Gaitán, mas só viu a baliza e rematou muito torto quando tinha o Salvio completamente solto do seu lado direito. O desvario do Boavista em tentar chegar ao golo do empate nos minutos finais, em que até subiu um central para o ataque e tentou despejar bolas de qualquer maneira para a frente, valeu-lhe ficar reduzido a dez nos últimos cinco minutos, depois de uma tentativa parva de um seu jogador de jogar voleibol em vez de futebol que lhe valeu o segundo amarelo.

 

 

Num jogo com poucos motivos de realce no aspecto técnico, o homem do jogo acaba por ser o Eliseu, quanto mais não seja pelo golo que marcou e fez o resultado final. O facto de já conhecer bem o treinador parece fazer com que se tenha identificado depressa com a forma de jogar da equipa, parecendo já completamente integrado na mesma. Houve suspeitas levantadas sobre o seu estado físico quando chegou ao Benfica, mas pelo que deu para ver até agora ou essas suspeitas eram infundadas, ou recuperou rapidamente a forma. Não me parece que tenham havido outros jogadores a destacarem-se em particular.

 

Como disse no início, antes do jogo começar esperava uma vitória mais tranquila do Benfica neste jogo, mas depois dos noventa minutos fiquei com a sensação de que seria difícil produzir futebol com muita qualidade esta noite. Por isso o que interessa mesmo é que trouxemos os três pontos do Bessa, e isso deixa-me satisfeito. Agora vou aguardar pelo final da semana, para ver se depois dá para descansar um pouco das novelas sobre os nossos cobiçados jogadores (antes que os jornais entrem em novas novelas sobre os mesmos, envolvendo os mercados turco ou russo).

por D`Arcy às 01:20 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 18.08.14

Início

Interrompemos finalmente o péssimo hábito, que já se vinha acumulando há nove épocas consecutivas, de não vencer na estreia no campeonato. Mas as coisas até poderiam ter sido bem mais complicadas, não fosse o Artur ter mais uma vez vestido o fato de herói para defender um penálti na fase inicial do jogo.

 

 

Entrámos em campo, sem surpresa, com o mesmo onze da Supertaça, onde o Talisca é quem tem a função de apoiar mais directamente o avançado. Não foi uma má entrada no jogo, pois cumprimos com a obrigação de entrar ao ataque e a tentar pressionar o adversário, mas a velocidade imprimida foi pouca e não criámos qualquer ocasião de golo durante os minutos iniciais. Quando o Paços respondeu e subiu até à nossa área, praticamente na primeira vez que lá chegou beneficiou de um penálti cometido de forma algo infantil pelo Eliseu - não sei se a famosa 'intensidade' terá sido suficiente para derrubar o adversário, mas a verdade é que ele lhe colocou as mãos nas costas e portanto a falta era o cenário mais provável. O árbitro era o Cosme Machado (que já tinha mostrado com o que se poderia contar ao amarelar o Enzo na primeira falta que fez, a meio campo) e portanto o desfecho foi previsível: penálti contra o Benfica. Mas o Artur adivinhou o lado e com uma boa defesa junto ao relvado evitou o golo. Este lance terá assustado o Benfica e motivado o Paços, que durante os minutos que se seguiram teve a sua melhor fase em todo o jogo, superiorizando-se ao Benfica no domínio da partida. No entanto, esta melhor fase do Paços, que durou cerca de um quarto de hora, terminou de forma abrupta com o golo do Benfica. No espaço de um minuto, primeiro ameaçámos numa boa jogada que terminou num remate do Lima a passar muito perto do alvo, após centro do Maxi, e logo a seguir marcámos mesmo, numa bonita tabela entre o mesmo Maxi e o Gaitán, que deixou o uruguaio isolado para finalizar de pé esquerdo com aparente facilidade. Com o golo veio um fase de equilíbrio no jogo e até mesmo de alguma monotonia, já que nenhuma das equipas foi capaz de criar qualquer ocasião de golo ou sequer construir uma jogada digna de realce. O único safanão na monotonia foi uma iniciativa individual do Gaitán, concluída com um remate torto quando tentou colocar a bola sobre o guarda-redes. Ainda antes do intervalo fomos obrigados a trocar o Enzo pelo Jara, o que significou o recuo do Talisca para uma posição mais central no meio campo.

 

 

A segunda parte iniciou-se mantendo a mesma toada de algum equilíbrio, embora fosse apenas o Benfica a conseguir aproximar-se da baliza adversária - o Paços apostava sobretudo em bolas longas para tentar tirar partido do físico do Cícero na frente, mas sem qualquer resultado prático. Com o decorrer do tempo o Benfica foi crescendo aos poucos no ataque e depois de algumas ameaças chegou mesmo ao golo que praticamente confirmava a vitória, quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final. Foi uma jogada argentina, em que o Jara ganhou a bola na esquerda, soltou-a para a corrida do Gaitán, e depois o pé esquerdo do nosso criativo enviou a bola teleguiada para a entrada do Salvio, de cabeça, do lado oposto, fazendo a bola entrar junto à base do poste. Uma jogada bonita e uma finalização muito boa. Este segundo golo confirmava a superioridade do Benfica no jogo e deixou o Paços praticamente entregue ao seu destino, já que continuou a ser incapaz de criar qualquer ocasião de golo - apenas em remates de longe, na marcação de livres pelo Sérgio Oliveira, conseguia tentar alvejar a nossa baliza. Até final ficou a ideia de que com um pouco mais de acerto e calma na altura da decisão até poderíamos ter marcado mais um golo, já que o Paços, na tentiva pouco eficaz de pressionar no ataque, ficou mais desorganizado atrás e passou a conceder mais espaços para explorarmos o contra-ataque. Mas creio que isso seria um castigo demasiado pesado para este Paços, que me pareceu uma equipa bem organizada durante uma boa parte do jogo. Mantenho uma boa opinião sobre o Paulo Fonseca como treinador, e duvido que o Paços passe pelas mesmas aflições que passou a época passada.

 

 

Para mim o homem do jogo foi o Gaitán. É dele que espero os rasgos de criatividade e as acelerações que decidem jogos. Quando a bola lhe chega aos pés antecipo sempre algo especial, e ele correspondeu com as assistências para os dois golos do jogo. Gostei também das exibições do Maxi, Salvio e Amorim. Menção também para o Artur, que com ou sem confiança, com ou sem simpatia por parte dos adeptos, cumpriu quando foi chamado e foi novamente decisivo. O Talisca ainda não me convenceu. A qualidade existe, mas parece-me jogar ainda com um ritmo e intensidade desadequados para o nosso estilo de jogo, e muitas vezes parece até travá-lo. Posicionalmente, sentiu dificuldades quando foi obrigado a recuar no terreno após a saída do Enzo, e o 'raspanete' que levou do Luisão após um lance em que um adversário apareceu completamente sozinho a receber a bola numa zona que seria supostamente sua foi plenamente justificado. O Jardel será provavelmente uma aposta do nosso treinador para esta época, e se isso se confirmar espero que seja um pouco mais expedito a jogar simples quando a situação a isso obriga. Continuo a achar que em algumas situações arrisca demasiado ao tentar sair a jogar, e isso poderá vir a causar sérios dissabores.

 

 

Foi importante iniciar o campeonato com uma vitória, e assim permitir que se continue a trabalhar na formação e entrosamento de uma equipa para atacar os objectivos desta época sem estarmos sujeitos à enorme pressão negativa que outro resultado provocaria - o exemplo do que se passou depois dos maus resultados nos jogos de preparação é suficiente para ter uma ideia do que um mau resultado num jogo 'a sério' poderia causar. O jogo de hoje voltou também a mostrar (e não me parece que tenhamos grandes dúvidas sobre isso) que muitas das nossas probabilidades de sucesso passarão pelos pés de jogadores como o Luisão, Enzo (mesmo que hoje tenha estado apagado). Gaitán ou Salvio. Tendo em conta que nesta altura se continua a falar com alguma insistência nas saídas de três destes jogadores, acho que só mesmo quando chegar o dia 1 de Setembro é que poderei ficar mais descansado (ou não).

por D`Arcy às 01:18 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Segunda-feira, 11.08.14

Escassa

Não sei se já consegui acalmar suficientemente a irritação que senti a ver este jogo para estar a escrever muito sobre ele. Fica o mais importante, que foi a conquista da Supertaça, e a confirmação do Benfica como o actual detentor de todos os quatro principais troféus domésticos, facto inédito no futebol português.

 

 

A irritação que senti ao ver este jogo deve-se ao facto de achar que uma vitória nos penáltis foi demasiado escassa e injusta para a produção do Benfica no mesmo. Com os regressos de jogadores fulcrais como o Luisão e o Enzo, o Benfica foi bem diferente para melhor daquilo que tinha mostrado nos jogos da pré-época. Fiquei algo surpreendido com a aposta no Talisca para jogar nas costas do avançado, mas durante a primeira parte vimos o melhor Benfica desde que regressámos ao trabalho. O maior lamento foi mesmo a falta de eficácia na finalização, o que fez com que saíssemos para intervalo com um nulo no marcador incrivelmente lisonjeiro para o Rio Ave, cuja produção ofensiva foi praticamente nula e pode agradecer ao Artur o facto de ter conseguido criar alguma sensação de perigo por uma vez. A segunda parte foi mais do mesmo, com o Benfica sempre muito por cima no jogo (a posse de bola raramente se afastou muito dos 70%), embora a conseguirmos criar menos ocasiões flagrantes de golo. O discernimento também foi faltando, até porque o ritmo de jogo ainda não será naturalmente o melhor, mas mais uma vez fizemos mais do que o suficiente para merecermos conquistar o troféu no tempo regulamentar.

 

 

Durante o injusto prolongamento que fomos obrigados a disputar notou-se muito a progressiva falta de pernas dos nossos jogadores, que no entanto nunca deixaram de tentar chegar ao golo que evitasse a lotaria dos penáltis, tendo lutado até a exaustão. Mas quase quarenta remates feitos não foram suficientes para marcar um golo que fosse, quer por inspiração do guarda-redes e defesas do Rio Ave, quer por falta de pontaria ou inspiração dos nossos jogadores, a verdade é que o jogo se foi arrastando teimosamente para o o risco daquilo que seria uma injustiça tremenda, a exemplo do que aconteceu na final da Liga Europa. O Rio Ave, esse, parecia satisfeitíssimo com a perspectiva de levar o jogo para essa lotaria e tudo fez ao seu alcance para que isso acontecesse. E podia até ter tido um prémio mais injusto já muito perto do final, quando mais um disparate do Artur, no seguimento de um pontapé de canto, quase resultou em golo já que o Jardel, de forma atabalhoada, acabou por chutar a bola contra a barra da nossa baliza. Chegada a tal lotaria, o Artur, que tinha sido o pior jogador do Benfica durante o jogo, teve a oportunidade de se redimir e acabou por ser o herói, defendendo três penáltis.

 

 

Não é que fosse necessário qualquer tipo de esclarecimento, mas depois do jogo de hoje terá ficado bem claro o peso que o Enzo e o Gaitán têm no nosso jogo, e o enorme rombo nas nossas ambições para esta época que poderá significar a perda de qualquer um deles. O regresso do Luisão (e do Jardel) deu logo muito mais solidez à nossa defesa, que praticamente apenas nos deslizes do Artur passou por alguma situação mais complicada - gostei de ver o Eliseu jogar. Por falar no Artur (que, repito, foi o pior jogador do Benfica esta noite), espero que a proeza de ter defendido três penáltis sirva para lhe devolver a confiança de que parece andar tão em falta. Não sei se vamos conseguir contratar mais algum guarda-redes ou não, mas é importante termos o Artur a num bom nível, e o que ele mostrou nos últimos jogos tinha sido mau demais. Parece-me também que a necessidade de um avançado ficou clara, já que estivemos mal na finalização e em diversas alturas fiquei com a sensação de que houve falta de presença na área adversária.

 

Apesar de apenas ter ficado decidida na lotaria dos penáltis, a mais do que justa conquista da Supertaça pode ter sido muito importante no lançamento de uma época em que todos desejamos conseguir defender os títulos conquistados há poucos meses atrás. Independentemente da enorme superioridade do Benfica durante os cento e vinte minutos do jogo em Aveiro, não custa nada imaginar o vendaval de críticas que se abateriam sobre a equipa caso a vitória nos fugisse. Assim, ganhamos um pouco de fôlego para a semana que antecede o início da Liga (e seria muito bom contrariar a péssima tendência dos últimos anos, começando a competição com uma vitória), e os nossos jogadores recebem uma injecção de confiança para ajudar a esquecer a má imagem deixada nos jogos de preparação.

por D`Arcy às 00:56 | link do post | comentar | ver comentários (16)
Domingo, 10.08.14

Viva o Benfica!

Hoje era a sério. Hoje fizemos algo de inédito no futebol português: conquistámos tudo o que havia para ganhar (Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça).

 

Hoje e sempre, nos bons e nos maus momentos, viva o Benfica!

 

 

por Pedro F. Ferreira às 23:41 | link do post
Sábado, 09.08.14

Ainda a pré-época

O assunto é incontornável, a pré-época do Benfica passou a ser assunto de falatório nacional. Como todo o benfiquista minimamente consciente, tenho a noção de que nos jogos de pré-época não se ganham pontos, nem competições daquelas que nos fazem festejar. Ou seja, tenho a noção de que a pré-época é exactamente o tempo de experimentar possibilidades, identificar problemas e criar condições para entrar na “época” com as melhores soluções para alcançar os objectivos. Ainda assim, como todo o benfiquista minimamente consciente, é impossível não ter ficado preocupado com algumas das situações (e as situações ultrapassam os resultados) que fomos testemunhando. Não me preocupam as saídas de futebolistas que se assumiram como importantes nas brilhantes conquistas da época passada. As minhas preocupações derivam do valor ainda duvidoso de muitos dos reforços que vieram com o intuito de suprir as lacunas dos tais excelentes futebolistas que saíram. É neste deve e haver que se vão construindo expectativas mais ou menos optimistas para o futuro. O tempo urge e o que nós benfiquistas exigimos é, no imediato, a conquista de uma Supertaça que possa servir de ignição para um bi-campeonato que não se pode adiar, sob o risco de estarmos a adiar a consolidação do Benfica como líder do futebol nacional. Esta preocupação é, no entanto, bastante atenuada pelas competências de gestão do Clube, orientação e treino do plantel, e capacidade de deteção de talentos que já testemunhámos nos profissionais do Benfica. Fica uma nota final sobre esta pré-época para agradecer ao Cardozo as quase duas centenas de vezes que me fez festejar golos do Benfica. Soube-se construir na História do Glorioso.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 04 de Gosto, para publicação na edição de 08/08/2014 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

 

por Pedro F. Ferreira às 14:56 | link do post
Segunda-feira, 04.08.14

Obrigado, Cardozo!

 

Meu caro Óscar,

 

Era inevitável, mas hoje é um dia muito triste para mim. Obviamente sabia que qualquer dia terias de sair do Benfica, talvez esta até tenha sido a melhor altura, já que estarás certamente consciente que, depois da grave lesão da época passada, nunca mais foste o mesmo e nem nós nem tu queríamos que a última imagem fosse menos positiva. Mas como um adepto de futebol age mais com o coração do que com a cabeça, secretamente eu ainda tinha a esperança que voltasses a ser o que sempre foste e via em cada toque teu bem conseguido, e cada tabelinha que entrava nesta pré-época, um sinal de que estavas a subir de forma. No entanto, vieram os turcos com uma boa proposta para ti e não seria justo cortarmos-te as pernas nesta fase da tua carreira.

 

Serve este post para te dizer, em meu nome e de todos os benfiquistas que não deixam o cérebro em casa quando vão ao estádio, e portanto sempre te admiraram, MUITO OBRIGADO por tudo o que fizeste no Glorioso. 171 golos em 293 jogos só não impressionam pessoas com acentuada deficiência cognitiva e que portanto acham que o mais importante do futebol não é… meter a bola na baliza! É que eu não tenho problemas nenhuns em confessar uma fraqueza minha: gosto de jogadores que… marquem golos com regularidade! Tens o teu lugar mais que assegurado na história do nosso clube (o melhor marcador estrangeiro de sempre, o segundo melhor marcador nas competições europeias – só atrás do teu ídolo Eusébio -, o nono melhor marcador de sempre), mas mais do que isso tiveste ao longo do tempo grandes demonstrações de que te tornaste benfiquista e que sentes muito o Glorioso (basta recordar como te comportaste no funeral do Eusébio). Por tudo isso, e como todos os adeptos têm uma predilecção especial por este ou aquele jogador, eu festejava os teus golos ainda com mais alegria (seguindo o que fazia com os golos do Manniche, Magnusson, João Pinto, Rui Costa ou Nuno Gomes). É que eram golos do Benfica e DE Benfica!

 

Tenho imensa pena que não tenhas tido oportunidade de te despedir de nós durante um jogo na Luz (pecha de que igualmente sofreram o Nuno Gomes e o Aimar, por exemplo), porque tu e nós merecíamo-lo. Gostaria de ter podido entoar o teu cântico uma última vez contigo a assistir. Não foi possível, mas espero que um dia destes voltes para nos visitar e tenhas a possibilidade de ir ao relvado antes de um jogo para te saudarmos uma última vez. Desejo-te imensas felicidade na Turquia e mais uma vez expresso-te o nosso AGRADECIMENTO eterno.

 

Até sempre, Tacuara! Serás sempre o Maior!

 

P.S. – Só a falta de sensibilidade materna para uma belíssima homenagem impediu que o meu filho mais novo se chamasse Óscar. Situação de que ainda hoje me arrependo, já que um dia depois de ele ter nascido, tu lembraste-te de enfiar três batatas aos lagartos no inolvidável jogo da Taça da época passada. Foi a melhor prenda de boas-vindas que ele poderia ter tido!

por S.L.B. às 23:52 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Domingo, 03.08.14

Pré-época

Terminou hoje a pré-época do Benfica, e deixo aqui algumas opiniões sobre a mesma. O balanço é obviamente muito negativo. Não é que eu tivesse logo à partida grandes expectativas para a mesma (até porque fazê-lo para uma pré-época nem me parece muito lógico), mas o que vi foi ainda pior do que eu esperava. As minhas expectativas eram baixas a partir do momento em que ficou claro que a orientação da direcção do nosso clube foi dar preferência à vertente financeira em relação à desportiva. Se as inúmeras vendas (não colmatadas até agora por aquisições de valor semelhante) não fossem por si só suficientes para concluir isso, os dois jogos na Suíça martelados no meio do calendário, que nos deixaram na confortável situação de disputar quatro jogos no espaço de cinco dias, mais reforçaram essa convicção - não consigo conceber outro motivo para este disparate a não ser o cachet que nos terá sido pago para essa ida à Suíça.

 

Estes jogos de preparação terão sido também afectados pela ausência de alguns jogadores importantes, em particular no centro da defesa. O facto do Sidnei ter sido titular em todos eles (não acredito que fique no plantel) é exemplificativo. A defesa foi um dos piores sectores em todos estes jogos, completamente descoordenada e a conceder golos infantis. Mas independentemente disso, a conclusão óbvia que podemos retirar destes jogos é que a nossa equipa perdeu qualidade em relação à época passada, o que não é espanto nenhum se olharmos aos jogadores que foram vendidos. A situação mais irreparável foi, na minha opinião, a perda do Oblak. Como ficou brutalmente evidente no jogo de hoje (embora não seja surpresa nenhuma) não podemos atacar uma época confiando a baliza ao Artur. Até estaríamos melhor servidos com o Varela ou outro guarda-redes da formação, porque ao menos esses são jovens e têm margem de progressão. O Artur é um jogador formado que já não vai evoluir mais e que, pelo contrário, com o tempo tem vindo a acentuar os defeitos que já tinha. A saída do Siqueira não é das que mais me preocupa, já que fiquei agradado com o Benito e teremos ainda em princípio o Sílvio quando recuperar, embora tenha quase a certeza de que o Eliseu irá ser o eleito porque é um jogador da confiança do treinador. No centro, apesar de obviamente o Garay ser muito difícil de substituir, a época passada o Jardel cumpriu sempre que foi chamado, e o Lisandro seria para mim a escolha óbvia para ocupar o lugar ao lado do Luisão (não consigo perceber que se contemple sequer a possibilidade de novo empréstimo). O César poderá ser um jogador interessante quando se adaptar ao nosso jogo e se for introduzido na equipa de forma gradual, ao lado de um colega mais experiente (nunca ao lado do Sidnei). Não querendo desancar à partida um jogador depois de ver tão pouco dele, ou o Luís Felipe está mesmo muito fora de forma depois de tanto tempo sem jogar, ou então é mais um erro de casting que nada vem acrescentar ao plantel.

 

Na zona central do meio campo tivemos outro problema durante estes jogos. Jogámos sem um verdadeiro '6', e a verdade é que no plantel apenas existe neste momento o Rúben para tentar fazer essa posição enquanto o Fejsa não estiver recuperado. O Talisca é um médio ofensivo e se existe a ideia de o converter a tarefas mais defensivas, isso levará certamente tempo (o Matic levou praticamente uma época inteira). A surpresa pela positiva foi o miúdo João Teixeira. Ainda revela naturais insuficiências pela falta de experiência e comete erros por causa disso, mas mostrou ter potencial e se for possível lançá-lo aos poucos no onze (como foi feito com o André Gomes, por exemplo) parece-me que poderá ser um jogador útil. Nas alas, creio que o Markovic poderá ser substituído pelo Salvio (que até seria em teoria o titular a época passada, já que o sérvio apenas assumiu a titularidade depois da lesão do argentino). Já a substituição do Rodrigo no ataque será outro problema de difícil resolução. Olhando para o plantel, o jogador que me parece ter características mais apropriadas para ocupar o lugar até seria o Bebé, ou eventualmente o Sulejmani. Mas até preferiria a solução de colocarmos o Gaitán a jogar nas costas do avançado.

 

De uma forma resumida, apesar de para mim ser evidente a perda de qualidade do plantel, acredito que existe matéria prima suficiente para montar uma equipa capaz de defender o título. Isto se (e é um enorme 'se') o Enzo e o Gaitán se mantiverem no plantel, e conseguirmos encontrar uma solução para o problema da baliza. Se tal não acontecer, então as perspectivas para esta época serão ainda mais sombrias.

por D`Arcy às 20:58 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Sexta-feira, 01.08.14

Lógicas de pré-época

Há uns anos, o Benfica contratou maioritariamente reforços em Espanha e na América Latina. Na opinião publicada dizia-se que não podia ser, que era um balneário que falava espanhol e que, desde a redação da pasquinagem lusa até ao túmulo da Padeira de Aljubarrota, a pátria sofria em agonia o ultraje. Depois, bem recentemente, criticava-se a vinda da “armada sérvia”. Temia-se a balcanização do balneário e gritava-se a plenos pulmões que o Clube, os adeptos, os futebolistas e a Águia Vitória estavam irremediavelmente traumatizados com o final da tal época 2012-13. Pelo meio, zurzia-se a bom zurzir na decisão de Vieira ter mantido Jesus e ainda se antecipava o descalabro pela decisão financeiramente suicida de não vender os principais activos do plantel. Antes que me esqueça, devo lembrar que ainda se apresentava o vizinho SCP como exemplo a seguir, pois apostava inequivocamente na formação.

Os mesmos opinadores, na actual pré-época, não comentam a quantidade de falantes de língua espanhola que legitimamente os nossos rivais do FCP contrataram. Do mesmo modo, deixaram de comentar o facto de o SCP contratar futebolistas estrangeiros e “já feitos” que retiram espaço à tal aposta na formação da casa. Agora, passaram a comentar o facto de no Benfica se contratar muitos brasileiros. Passada a patética conversa sobre a incapacidade de sobreviver ao “trauma”, iniciaram a criação do chavão de que o Benfica desmembrou o plantel e que não será possível a reconstrução. Aproveitam e, pelo caminho, desancam nas vendas e no facto de não se ter feito uma política de não venda de activos. É, enfim, o esplendor das certezas absolutas dos habituais cata-ventos sazonais. Apesar de inúteis, ajudam a dar um tom pitoresco à sensaborona modorra da pré-época.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 28 de Julho, para publicação na edição de 01/08/2014 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 19:38 | link do post

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