Uma sentença para várias cabeças

A propósito das declarações de Gilberto Madaíl, que se apressou a puxar o lençol para destapar a cópula entre a FPF (ele?) e o macho dominante – ou será “norteante”? - do futebol português, vem-me à cabeça (dos dedos) um diálogo a que assisti num programa que aparece nas grelhas de programação televisiva com o nome de “Liga dos últimos”.

 
Ali, quanto a mim, o entrevistador teve o privilégio de obter do entrevistado um dos pensamentos mais certeiros do que é este tal futebol. Falava ele do seu clube, mas eu sinto que aquela revelação sublimada pelo vapor etílico é muito mais abrangente. De facto, basta substituirmos o contexto do “clube” para “futebol português” ou darmos outro emblema àquele substantivo - e, para começar, lembro-me logo do que se tem passado (?) no nosso Benfica – para sermos transportados para uma dimensão bem acima da terra batida pela proximidade do grelhador de couratos onde a conversa provavelmente se desenrolou. Ora atentem e tirem as vossas conclusões:
Entrevistado: Há clubes que estão a morrer. Este ainda está para nascer.
Entrevistador: E em que fase é que está?
Entrevistado: Está na fase da fecundação.
 
(Pois claro! escrevo eu)
por Carlos Silva às 14:52 | link do post | comentar