Quique: a vista do ponto e o ponto de vista.

A vista do ponto depende sempre do ponto de vista.

 

Assim, tal como o meu amigo Pedro Fonseca [link], considero que Quique Flores deveria ter sido mais solidário para com o Benfica ao longo da época. Da mesma forma, considero que deveria ter havido um maior apoio público ao treinador por parte de todas as estruturas do Benfica no último mês do campeonato e que Quique tem motivos para se mostrar desagradado com essa falta de apoio.

 

No entanto, não posso ignorar que antes do jogo em casa com o Trofense, Quique comunicou ao seu Director que desejava sair no final da época e inclusivamente pediu que o Benfica abdicasse da indemnização que ele (treinador) teria de pagar por quebra do contrato. Diga-se que ao treinador foi comunicado que o Benfica abdicava da dita indemnização.

 

Depois de este episódio, compreendo e partilho o desagrado do seu Director, quando, após o último jogo com o Belenenses, o mesmo Quique deu o dito por não dito e pediu, ele mesmo, uma indemnização para sair do Benfica.

 

O que é que mudara entretanto? Aparentemente foi a indignação pelo abandono a que se sentiu sujeito. Essencialmente foram os últimos resultados de Abel Resino no Atlético de Madrid. Só assim se explica que, depois de uma vitória por 3-1 ao Belenenses, o resultado que se ouvia discutir em castelhano, no balneário, fosse o 1-4 do Atlético de Madrid aos de Bilbau.

 

Felizmente, o campeonato espanhol acaba neste fim-de-semana.

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Já o disse [link e link] e repito-o: a avaliação de Quique não deveria ser feita em função dos resultados, pois estes foram inquinados essencialmente por arbitragens espúrias, mas sim em função das práticas diárias do treinador. Cada vez mais, concordo com a avaliação feita.

por Pedro F. Ferreira às 13:25 | link do post | comentar