Confirmação

E o Benfica neste momento é isto. Três dias depois de uma vitória numa das deslocações mais difíceis da nossa Liga, voltamos ao mesmo estádio, trocamos oito jogadores no onze titular, e vencemos novamente pela mesma margem, e de forma ainda mais convincente. Uma espécie de confirmação da nossa superioridade, especialmente dedicada aos mais cegos que insistem em não querer ver.

 

 

Os três 'sobreviventes' do jogo do passado sábado foram o Nélson Semedo, o André Almeida e o Pizzi. De resto, tudo novo, a começar na baliza, onde esteve o Júlio César. À sua frente uma dupla de centrais em quem confio tanto ou mais do que aquela que tem sido titular, Lisandro e Jardel. Samaris como médio defensivo, Carrillo e Zivkovic nas alas, e uma dupla de avançados rápida e móvel no Gonçalo Guedes e o Rafa. Depois o jogo foi completamente dominado por nós na primeira parte. Bastava-nos um empate para prosseguir na prova, mas isto é o Benfica e por isso jogámos para ganhar. Devido à enorme mobilidade e velocidade dos nossos jogadores o Vitória não conseguiu fazer a pressão alta que fez no primeiro jogo, e o Benfica aproveitou o espaço que teve para lançar vários ataques rápidos e causar perigo frequentemente. Resolvemos o jogo na primeira parte com dois golos de rajada no espaço de seis minutos (aos trinta e quatro e aos quarenta) muito parecidos, ambos da autoria do Gonçalo Guedes. No primeiro o Nélson Semedo ganhou a linha de fundo pela direita a passe do Pizzi e fez o passe atrasado para o remate, e no segundo foi o Carrillo, solicitado pelo próprio Gonçalo, a fazer o passe. Mas se calhar o resultado mais ajustado ao intervalo seriam cinco ou seis golos de diferença, tantas foram as ocasiões claras de golo criadas, que incluíram um penálti falhado pelo Pizzi logo aos dez minutos. Quem foi mantendo o Vitória no jogo foi o seu guarda-redes Miguel Silva - para mim continua a ser surpreendente que depois da época anterior fantástica que fez tenha perdido a titularidade esta época. Na segunda parte o Vitória foi fiel à sua personalidade e nunca baixou os braços, mas o Benfica limitou-se a gerir tranquilamente o resultado. Não houve uma única ocasião de perigo criada pelo Vitória, e tínhamos a sensação que a qualquer momento o Benfica poderia acelerar um pouco mais e voltar a marcar.

 

O destaque maior no jogo é o Gonçalo Guedes, acima de tudo pelos dois golos que marcou, mas também por toda a sua produção no jogo. O próprio segundo golo que marca nasce de uma iniciativa individual sua, em que transporta a bola quase metade do campo. O Zivkovic voltou a aproveitar a oportunidade que lhe foi dada, como o tem feito sempre que é chamado, e o Carrillo até conseguiu fazer um jogo menos mau. O Nélson Semedo fez mais um grande jogo, indiferente aos insultos que passou grande parte do jogo a ter que ouvir vindos da bancada, tal como o Pizzi. O Rafa tem imensas qualidades e foi outro dos jogadores em destaque, mas é provavelmente um dos piores finalizadores que vi no Benfica nos últimos tempos (não é um defeito de agora, já no Braga falhava imensos golos).

 

Estamos na Final Four e na disputa por mais uma Taça da Liga. Aquela competição para equipas pequenas, que não interessa para nada, mas que quando algumas equipas são eliminadas dela montam um circo do melhor e mais espalhafatoso que se pode ver, com palhaços do mais alto calibre. Foi mais uma demonstração da enorme qualidade que existe no nosso plantel, e da grande equipa que o nosso treinador construiu e continua a aperfeiçoar. Uma máquina bem oleada, à qual se podem trocar peças sem que o rendimento sofra. E por falar em sofrer, este foi o sétimo jogo consecutivo sem sofrer golos, o que diz muito da forma como a nossa equipa sabe defender. Segue-se agora um ciclo teoricamente favorável, com seis dos próximos sete jogos a ser disputados em casa (não estou a contar com os jogos da Final Four). Muitas oportunidades para encher a Luz consecutivamente. Esta equipa merece.

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por D`Arcy às 00:56 | link do post | comentar