Cumprido

Em mais um jogo de duas partes muito distintas, o Benfica conseguiu dar a volta a um resultado negativo e carimbar mais uma presença na final da Taça da Liga - em nove edições da prova, esta será a nossa sétima final.

 

 

Houve naturalmente grandes mudanças no onze: Sílvio, Luisão, Grimaldo, Samaris, Salvio, Carcela, Talisca e Jiménez foram titulares. Da equipa habitual, mantiveram-se apenas três jogadores: Ederson, Lindelöf e Renato Sanches. A nossa primeira parte foi bastante fraca, jogada com pouca velocidade e na qual tivemos grandes dificuldades para ultrapassar a defensiva do Braga - recordo-me apenas de um par de boas ocasiões, num cabeceamento do Salvio e num remate do Jiménez. O Braga colocou-se em vantagem com um grande golo do Rafa, um remate em arco colocadíssimo de fora da área que levou a bola a embater no poste antes de entrar, e durante toda a primeira parte o Benfica não mostrou futebol suficiente para acreditarmos que seria possível inverter o resultado: pouco jogo pelas alas, falta de imaginação pelo meio, passes falhados em barda e toda a equipa demasiado estática. Para a segunda parte regressou o Jonas no lugar do Renato Sanches, e o nosso futebol melhorou significativamente. Logo durante os primeiro minutos revelámo-nos muito mais perigosos do que tínhamos sido durante toda a primeira parte, e quando o empate surgiu a fechar o primeiro quarto de hora, não surpreendeu. Grande passe do Carcela, na direita, para a entrada do Jonas no espaço entre os centrais, que depois marcou com facilidade em frente ao guarda-redes. Continuou o Benfica melhor e a carregar, chegando ao segundo golo a vinte minutos do final. Depois de uma bola metida para as costas da defesa do Braga, o Jiménez aproveitou um erro grosseiro do guarda-redes do Braga, que saiu da baliza e não acertou na bola quando tentava aliviar com pé, e marcou de baliza aberta. Nos minutos finais do jogo o Braga ainda subiu um pouco no terreno e foi à procura do golo do empate, mas nunca chegou a obrigar o Ederson a muito trabalho.

 

Dos menos habituais titulares, o Grimaldo e o Carcela deixaram boas indicações. O Sílvio e o Luisão também não estiveram mal, tendo em conta há quanto tempo não jogavam. O Lindelöf voltou a mostrar que neste momento é o central em melhor forma no Benfica. O Salvio teve uma primeira parte muito má e mostra estar ainda muito longe da forma ideal. Na segunda parte até estava bem melhor nos primeiros minutos, mas acabou substituído. O Renato Sanches voltou a fazer um jogo muito abaixo do exigível, e a equipa ganhou com a sua saída ao intervalo.

 

Todos os objectivos foram cumpridos neste jogo: qualificação para a final e rotação da equipa, permitindo o descanso da maior parte dos habituais titulares. Agora vamos centrar atenções e energias em vencer mais uma dura batalha que se nos vai apresentar no próximo domingo. O caminho para o tricampeonato passa pela Madeira.

tags:
por D`Arcy às 23:57 | link do post | comentar