Inacreditável

Sofremos uma derrota difícil de digerir, mas a verdade é que num jogo de extrema importância acabámos por falhar demasiadas vezes, e isso normalmente paga-se caro. 

 

 

O jogo pode resumir-se ao inacreditável número de ocasiões flagrantes de golo falhadas pelo Benfica num lado do campo (já goleámos em vários jogos em que tivemos menos ocasiões do que hoje) e a ofertas inadmissíveis do outro lado do campo, que permitiram que o Porto em três ou quatro ocasiões marcasse dois golos (não me recordo de uma defesa digna desse nome por parte do Júlio César). E nem foi tanto pelo inexperiente Lindelöf que cedemos - no primeiro golo houve uma inaceitável passividade, onde ninguém saiu ao encontro do jogador do Porto, que teve todo o tempo do mundo para à entrada da área preparar o remate e escolher onde queria colocar a bola, e no segundo quem falhou grosseiramente foi o Jardel. Falhámos também, a meu ver, nas substituições feitas, porque tenho dificuldades em compreender as entradas do Talisca e do Salvio, que há nove meses que não jogava, enquanto que, por exemplo, o Gaitán permaneceu os noventa minutos em campo em claro sub-rendimento. Nem consigo criticar muito a equipa porque jogaram o suficiente para vencer - mesmo numa segunda parte de qualidade bastante inferior à primeira, ainda assim bastaria termos concretizado uma das ocasiões claras que criámos para que o resultado fosse diferente - mas num momento crucial faltou-nos frieza e maior concentração para conseguirmos dar um passo que poderia ser muito decisivo na luta pelo título.

 

Enfim, hoje foi um daqueles jogos em que as coisas não correm tão bem, e se calhar neste momento ainda poderíamos andar a fazer tiro ao boneco ao Casillas que a bola continuaria a não entrar. Foi um revés, mas nada está perdido e há que continuar no rumo traçado sem perder a cabeça. Dessa forma, depressa regressaremos aos bons resultados.

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por D`Arcy às 23:46 | link do post | comentar