Justa

Uma boa reacção ao mau resultado no último jogo e uma vitória justa, mesmo que arrancada no último suspiro do jogo, sobre o Zenit no regresso à Champions.

 

 

Apresentando um onze sem qualquer surpresa, o Benfica foi sempre a equipa que mais procurou a vitória, frente a um Zenit que pareceu mais preocupado em levar da Luz um nulo do que em obter um sempre valioso golo fora de casa. Apesar de só a vitória interessar o Benfica nunca se lançou deliberadamente ao ataque, o que me pareceu natural dado que se tratava de um jogo da Champions League, onde os erros defensivos normalmente se pagam muito caro. As nossas saídas para o ataque foram quase sempre feitas de forma racional e cautelosa, pelo que os desequilíbrios foram raros. Frente a um Zenit mais preocupado com a segurança defensiva e que atacava quase sempre com pouca gente (praticamente apenas com os três jogadores mais adiantados) isto resultou numa primeira parte monótona, com o Benfica a ter muito mais posse de bola mas em que os dedos de uma mão chegam e sobram para contar o número de ocasiões de golo das duas equipas juntas. A postura das equipas não só se manteve como se acentuou na segunda parte, e ainda mais à medida que o final do jogo se foi aproximando. Creio que contei apenas um remate do Zenit feito na direcção da baliza, enquanto que o Benfica foi aproveitando a quebra física dos russos para carregar mais na procura de um golo que parecia mesmo que não iria surgir, sobretudo depois do Gaitán desperdiçar aquela que até à altura foi a melhor ocasião de golo de todo o jogo. Foi já em período de descontos que na sequência de um livre (que custou a expulsão por acumulação de amarelos do lateral esquerdo do Zenit, Criscito) marcado pelo Gaitán, o Jonas apareceu no meio da área, num cacho de jogadores, a cabecear para o merecido golo, com a bola a entrar bem junto do poste. Até final ainda deu tempo para o Benfica voltar a ameaçar num bom remate do Samaris, que obrigou o guarda-redes a uma defesa mais apertada.

 

 

Creio que merece destaque a exibição do jovem Lindelöf no centro da defesa. Tem correspondido desde que foi chamado a assumir a titularidade e hoje, num jogo da Champions, não tremeu e terá feito o seu melhor jogo pelo Benfica até agora. Isto quando teve quase sempre que travar uma luta algo desigual com o gigante Dzyuba. Uma boa indicação, até porque terá que jogar a segunda mão, já que o Jardel estará suspenso e certamente que ainda não haverá Luisão. Quero mencionar também o jogo que o Eliseu fez, ate porque não sendo um portento de jogador ainda assim acho sempre que leva muito mais 'porrada' dos benfiquistas do que aquela que merece. Hoje esteve praticamente impecável e conseguiu controlar sem grandes problemas o Hulk, que seria em teoria o jogador mais perigoso para nós. Não sei se terá sido ultrapassado uma única vez. Depois, nos mais habituais, há sempre espaço para mencionar o Renato Sanches, que continua a ser o pulmão da equipa.

 

Uma vitória por 1-0 em casa é um bom resultado na Champions. Evitámos conceder um sempre comprometedor golo em casa, e partimos para o segundo jogo em vantagem e sabendo que se marcarmos um golo na Rússia tornaremos a tarefa muito complicada ao Zenit. E tendo em conta a apetência que a nossa equipa tem para marcar golos, não parece de todo improvável que o consigamos fazer. Por agora, é tempo de nos focarmos no campeonato e voltarmos a mostrar que o que aconteceu da última jornada não passou de um jogo menos feliz.

 

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por D`Arcy às 01:00 | link do post | comentar