VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Segunda-feira, 17.09.07

A arte de saber comunicar.


Temos tido, ao longo dos anos, futebolistas que têm uma intrínseca capacidade de comunicar com o público. Normalmente são aqueles que também têm a sensibilidade de compreender o público. Lembro os casos de Luisão e de Rui Costa

Quem não se lembra de ver, ao longo das últimas épocas, o público da Luz a esmorecer e a reagir, de imediato, aos apelos de Luisão para que continuássemos a incentivar a nossa equipa?


Neste fim-de-semana vimos o nosso Rui Costa participar na festa, respondendo ao apelo que vinha das bancadas, fazendo vénia, aplaudindo e tendo como resposta uma emocionante standing ovation, daquelas que só se dão àqueles que sentimos que sentem o Clube com o mesmo sentir dos adeptos comuns.

Rui Costa tem o dom de saber comunicar com o Estádio da Luz como apenas os eleitos têm. Não basta carisma, é preciso, para que haja uma comunhão entre público e futebolista como a que se viu nesta última jornada, que naquela camisola o futebolista transpire esforço, entrega, sacrifício, benfiquismo e… a tal mística de que muitos falam e que Rui Costa personifica.

 

Queixava-se Fernando Santos de que no Benfica faltava uma política de comunicação. Luís Filipe Vieira, ao responder na forma e no momento em que respondeu a José Veiga e ao próprio Fernando Santos, acabou por dar razão à crítica de Fernando Santos. Se houvesse uma política de comunicação pensada e seguida por todos, não teríamos visto o Presidente do nosso Clube dar ênfase a palavras menores que não tinham tido visibilidade maior do que a pouca dimensão de quem as proferira. Ao responder neste timing e nesta forma, Luís Filipe Vieira fica à mercê de ter comprado uma guerra com José Veiga que, por muitas razões (acreditem que são mesmo muitas), nunca poderá vencer pelas simples razão de que luta contra quem já perdeu tudo e a quem resta apenas a vingança mesquinha.

Aguardem um pouco de tempo e não estranhem notícias desestabilizadoras sobre o nosso Clube que venham a surgir num famoso pasquim desportivo. Daqui a quinze dias teremos um importante jogo e essa será a semana ideal para que as rotativas escarrem ataques vindos de Swindon disfarçadas de “fontes” ditas “seguras”.

 

Num outro registo, Luís Filipe Vieira referiu que gostaria de ver Rui Costa como o próximo Presidente do Benfica. Também eu e muitos milhares de benfiquistas desejamos o mesmo. Sei que dentro da actual Direcção muitos defendem o que também eu defendo e que Luís Filipe Vieira defende. Poucos teriam escolhido este momento para divulgar tal intenção: quem conhece minimamente um balneário sabe como isto pode prejudicar quem, aparentemente, se pretende destacar.

 

Ainda dentro da esfera da comunicação, lembro apenas que a classe do nosso Rui Costa não se esgota dentro das quatro linhas: já ouviram a forma rápida e eficaz como Rui Costa obrigou um jornalista da TVI a engolir as desprezíveis palavras que este recentemente lhe dedicara? Então vejam a forma como Rui Costa respondeu à primeira pergunta que lhe foi feita no flash interview.

 

Pode ser que dentro do nosso Clube alguém aprenda que a melhor forma de comunicar com os benfiquistas não é respondendo fora de tempo e perdendo demasiado tempo com quem nos ataca. É atacando no momento certo, de forma simples, clara e que não deixe espaço para resposta.

 

Falando de futebol, não me canso de rever aquela obra de arte que o nosso Rui Costa assinou naquele golão à Naval. Parece simples, mas não é. É como a arte de comunicar.

por Pedro F. Ferreira às 20:19 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quinta-feira, 26.07.07

Breve crónica de uma transferência anunciada.

Há informação que nos chega acidentalmente. Há dois anos, numa manhã de sábado, todos os jornais faziam manchete com a saída de Simão, uns diziam Chelsea, outros Manchester, outros falavam de clubes dos quais me não recordo.
Ao desabafar com alguém que, na altura, mal conhecia, no Estádio da Luz, sobre a situação do Simão, foi-me dito que ele não sairia. Disse-lhe que era impossível, que as minhas fontes, tal como as dos jornais, eram boas. Perguntei-lhe como é que ele me podia afirmar tal coisa com tamanha convicção. A resposta foi desconcertante: “foi o Simão que há duas horas me disse que ficava”. O Simão ficou.
Este ano, no final do campeonato, essa mesma fonte deu-nos (a mim ao D’Arcy) a dica de que o Fernando Santos ficava no Benfica, tal como o Simão. Mais tarde, e perante algo que fez inverter a decisão do Simão, disse-nos que o Simão podia estar a pensar em sair. Disso mesmo fizemos eco neste e neste post. Esta era uma boa fonte (também temos das que nos falham e uma em particular já me causou uns amargos de boca).
O tempo passou e dei o assunto como encerrado. Os jornais falavam mas, sinceramente, pensei que fosse mais um conjunto de lérias.

Na passada terça-feira, por um daqueles acasos do destino, acabei por combinar um almoço com o S.L.B, no “Silva do Benfica”. Acabados de sentar, entra um grupo de 4 pessoas que se sentou na mesa contígua à nossa. A saber: Domingos Soares de Oliveira, Luís Filipe Vieira, Jorge Mendes e um, para nós, desconhecido.
No final do repasto, nosso e deles, com a lata que nos caracteriza, abeiramo-nos da mesa deles e o resto foi história. Depois de algum confronto de ideias, acabámos por perceber que a Direcção tudo fez para manter o Simão, mas que a escolha da saída foi do próprio Simão. Por motivos que se prendem com interesses legítimos de um futebolista profissional.
As palavras do Presidente foram claras: há que acreditar que tudo foi feito, e está a ser feito, para salvaguardar os interesses do Benfica. Tal como, perante a ameaça, em tom de brincadeira, de que não renovaria o cativo (que já foi renovado) o Presidente garantiu, dentro da informalidade da ocasião, que, perante a qualidade do escolhido para substituir Simão, eu até compraria uns cinco cativos. A conversa continuou, mas do resto pouco para aqui interessa. No final, ficou o nosso compromisso de que só se divulgaria o acontecimento após a confirmação feita por quem de direito.

À saída do restaurante, e perante tão insólito como inesperado acontecimento, eu e o S.L.B. ainda tentámos voltar atrás para sugestionar a aquisição do… Riquelme :) . Mas eles já se tinham ausentado.

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