VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Sexta-feira, 04.04.14

As boas-vindas

Esta é a terceira vez que digo “bem-vindo sejas” ao Nuno Gomes. A primeira vez já vai longínqua, era a saudação a uma jovem promessa do futebol. A segunda vez já era a saudação a uma certeza do futebol, feita de benfiquismo, de classe e inteligência fora e dentro do campo. O primeiro regresso foi um momento de renovar a esperança no futuro e uma garantia de que Nuno Gomes era um fiel depositário dessa esperança. Regressou já como um capitão, um líder da equipa, independentemente de ostentar ou não a braçadeira. Nas doze épocas de Benfica soube ser e soube estar, soube ser o tempo e o modo, soube ser o profissional, o adepto e assumir o papel de símbolo que a muito poucos está reservado e que, no futebol moderno, é cada vez mais escasso. Para se ser símbolo é necessário ter a mística, a fidelidade, a classe e a paixão pelo Clube. Nuno Gomes soube ter tudo isto. Nos tempos que correm, estes símbolos escasseiam e são essenciais como referência. Depois de ter saído para terminar a carreira noutras paragens (nunca gostei da ideia de o ver jogar por outro clube português que não o nosso), regressa pela segunda vez à nossa casa. Em Maio do ano passado, no aeroporto de Amesterdão, depois de uma final europeia perdida, encontrei o adepto Nuno Gomes, anónimo na multidão, de cachecol, aborrecido com a derrota, mas orgulhoso pelo benfiquismo. Disse-lhe pessoalmente que estava chegado o momento de lhe dar, novamente, as boas-vindas ao Benfica, agora na condição de dirigente. Quase um ano depois, as boas-vindas estão consumadas. O futuro do Benfica constrói-se dirigido, também, com símbolos como Rui Costa e Nuno Gomes. Dêmos, então, as boas-vindas ao futuro.

 

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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 01 de Abril, para publicação na edição de 04/04/2014 do jornal "O Benfica".

 

[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

por Pedro F. Ferreira às 18:34 | link do post
Terça-feira, 22.05.12

Nuno Gomes e o Benfica

 

Ao contrário de um ou outro dos que escrevinham aqui na tasca, eu não conheço o Nuno Gomes pessoalmente, mas não tenho dúvidas de que é um senhor. Nesta entrevista fala de várias personalidades e de todas tem algo simpático para dizer, apesar de ser interessante ler algumas "coisas" nas entrelinhas do que é dito. Sobre JJ e Pinto da Costa, duas figuras que não lhe são gratas, destaco a nota de que Jesus é bom... "como muitos outros", e de Pinto da Costa realço o "tudo" que está disposto a fazer para que o seu clube ganhe. Quanto ao resto, duas confirmações (a amizade e admiração por Rui Costa e Luís Figo) e uma novidade (o apreço, inclusivamente pessoal, que tem por Luís Filipe Vieira).

 

Parece um Nuno Gomes a preparar um hipotético regresso, não para jogar futebol, ao Benfica... Será?

por Anátema Device às 02:25 | link do post | comentar | ver comentários (25)
Terça-feira, 28.02.12

Meu caro Nuno Gomes

[link]

 

Tive o cuidado de te fazer chegar, no tempo devido, a mensagem e o conselho. Era, e é, um conselho de quem te admira, mas que também sabe distinguir as águas.

 

Disse-te, e escrevi-o na altura devida, que escolher implica, mais do que uma posse, uma abdicação. Escolher algo implica abdicar de tudo o resto. Por vezes, o que se escolhe é superior a tudo o resto. Na maior parte das vezes, tudo o resto é superior ao que se escolhe. Disse-te que a tua - e apenas tua - escolha pelo Braga poderia implicar a abdicação do que era, e é, bem superior.

 

Digo-te agora o mesmo, uma vez que ninguém te obrigou a escolher estas palavras. O profissionalismo é a tua maior virtude. Estas palavras [link], porque não eram obrigatórias nem indispensáveis, ultrapassam o profissionalismo.

 

Atenção, meu caro Nuno, quem distingue as águas também sabe distinguir tudo o resto, e sabes tu tão bem quanto eu que quem não está por nós está contra nós.

 

Um grande abraço e que o futuro nos traga, ao Benfica, as vitórias que todos os benfiquistas desejam.

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Adenda ao post:

 

Aproveito para esclarecer quem não percebeu (certamente por culpa minha): Ao contrário da maioria (?) dos benfiquistas, defendo que o lugar do Nuno Gomes é no Benfica. O Nuno Gomes sempre foi um assunto delicado, uma vez que divide e dividiu os benfiquistas. A sua ida para o Braga não foi abonatória para a sua imagem junto da massa associativa. Deste modo, a gestão do seu discurso relativamente ao Benfica, enquanto está em Braga, deve ser feita com total cuidado. As declarações dele, extremamente profissionais, não são (dentro da tal lógica de um hipotético regresso) as mais indicadas (cf, por exemplo, com declarações recentes de Ruben Amorim acerca do Benfica). O meu texto alerta apenas e só para isto.

por Pedro F. Ferreira às 17:15 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quinta-feira, 30.06.11

Nuno Gomes, haverá uma terceira vez?

Na unidade do benfiquismo que nos (benfiquistas e companheiros de “Tertúlia”) abrange, há espaço para a diversidade. Esta diversidade na unidade é mais notória nos temas mais emocionais e menos racionais. Assim, e tendo ouvido ao longo do dia tantas e tão diversas sensibilidades relativas ao facto de Nuno Gomes ter assinado pelo SCBraga, não será de estranhar que, brevemente, assistamos também aqui no blogue a apaixonadas discussões sobre esta decisão de Nuno Gomes.

 

Antes da saudável discussão que se avizinha, e antecipando o momento em que verei o benfiquista Nuno Gomes a ser apresentado num clube como o SCBraga (que nos últimos tempos tem tratado de forma execrável o Benfica, quando lá vamos jogar), não pude deixar de olhar para o passado e recordar o dia em que o Nuno foi apresentado, pela segunda vez, no Benfica, em Agosto de 2002…

 

 

Olho para o futuro e sinto que, se o Nuno se mantiver com a dignidade a que nos habituou, poderá, um dia, ser apresentado, pela terceira vez, no nosso Benfica.

 

Nuno, haverá uma terceira vez?

por Pedro F. Ferreira às 22:29 | link do post
Domingo, 12.06.11

Ainda sobre Nuno Gomes

Em tertúlia vamos conversando sobre o dia-a-dia do nosso Benfica. Muitas vezes concordamos, outras tantas discordamos. Cada um vai sentindo o Benfica à sua maneira, de acordo com o seu posicionamento pessoal.

 

A hipotética saída do Nuno Gomes conduz a posições bastante diferentes, algumas extremadas e outras nem tanto. Do meu grupo de amigos benfiquistas, e depois de muita discussão e argumentação em privado, alguns vão tornando pública a sua opinião sobre o assunto.

 

De entre essas opiniões, destaco estas duas: 21, fora (do Pedro R.) e Insensibilidade benfiquista do (Sérgio B.).

 

Várias vezes me desafiaram para tornar pública a minha opinião. É simples, partilho a opinião deste rapaz: :)

 

 

 

(excerto do programa Benfica 10H - 10 de Junho de 2011)

por Pedro F. Ferreira às 18:00 | link do post
Domingo, 21.11.10

Nuno Gomes

No jogo do passado fim-de-semana, Nuno Gomes regressou à equipa, regressou aos golos e sentimos, todos os que o respeitam e admiram, que naquele regresso ansiado, breve e esporádico estava um benfiquismo feito de identificação. Identificação entre o futebolista e o clube, entre os adeptos e o futebolista, em suma, entre os adeptos na bancada e o adepto chamado Nuno que, dentro do campo, nos deu, no quarto golo do Benfica, o reencontro com o que o futebol tem de mais essencial: a emoção.

Quem, de entre os que actualmente servem o Benfica, receberá este testemunho? Quem, de entre os que actualmente servem o Benfica, saberá ser símbolo no futuro, tal como o Nuno o sabe ser?

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Eis alguns testemunhos do que esse golo simbolizou para muitos de nós, benfiquistas:

 

Jacinto Lucas Pires

JN

“Mas Nuno Gomes também merece uma palavra. Ao contrário da maioria das gentes benquistas, não sou, confesso, um incondicional do avançado português. Mas o golo que Nuno Gomes conseguiu desembrulhar contra a Naval – um golo todo feito de crença, num momento difícil para o clube e para ele próprio – vale muitíssimo. Golos assim dão o exemplo e fazem-nos acreditar que o amor à camisola não morreu, não há-de morrer nunca. Mais: o país inteiro precisa de exemplos destes, da economia à política, da cultura ao futebol, individualmente e colectivamente. Acreditar, acreditar. Corações vivos de olhos abertos. Palavras fortes e gestos claros. Vamos a isto?”

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Leonor Pinhão

A Bola

“O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.”

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João Gobern (não sobre o golo, mas sobre o anúncio da despedida de Nuno Gomes do Benfica, num texto datado de 20 de Outubro)

Record

“Chegou a ser um mal amado na equipa, mesmo pelos que reconheciam a sua importância nos equilíbrios no clube. O facto de ser um jogador fino – nada tem a ver com défices de entrega e de alma – levou-o a receber assobios. Hoje, é aceite como símbolo, algo que herda em via direta de alguns dos maiores de sempre no clube que representa. E não é preciso ser adivinho para vaticinar que o Benfica, mesmo em fase de poder e de saúde, vai sentir a falta de um homem – e de um jogador – como Nuno Gomes. Oxalá possa regressar, mais tarde, para continuar a ser porta-bandeira e porta-voz. Apesar da época meteórica que vivemos – no futebol e não só –, das famas e carreiras feitas e desfeitas num ápice, ainda há os que provam ser uma mais-valia continuada. No futebol jogado em Portugal, não conheço melhor exemplo.”

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Ricardo Palacin

Jornal O Benfica

“[Nuno Gomes] Contigo, a emoção não arreda pé do relvado. As pessoas vêm aos estádios para te ver, para gritar o teu nome, para se sentirem bem representadas em campo, para terem a certeza de que são correctamente defendidas durante hora e meia de jogo. É por causa de jogadores como tu que o «pontapé na bola» ainda é um desporto capaz de fazer esquecer os objectivos comerciais do tal negócio de milhões. Respeitamos-te, estamos contigo hoje e sempre, alinhes de início ou nem sequer jogues.”

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Programa Debate, na Benfica TV:

 

por Pedro F. Ferreira às 01:36 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sábado, 12.05.07

Os exemplos de Nuno Gomes e Luisão.

Num momento da temporada particularmente delicado, as notícias que surgiam sobre o nosso Benfica vinham sendo não só preocupantes como, essencialmente, desmotivantes: as trapalhadas sucederam-se e tudo aquilo parecia atacado de falta de liderança (vide versões contraditórias do Departamento Médico; o treinador a dizer que estava a preparar a próxima época com José Veiga e o Presidente a desmentir que Veiga volte, no imediato, ao Benfica…).

No entanto, duas notícias surgiram nesta última semana que, de alguma forma, me servem de paliativo: a vontade expressa por Nuno Gomes e Luisão de ficarem no clube. Foi, para mim, muito agradável ver a forma célere como Nuno Gomes apagou mais um foco de instabilidade ao afirmar ao mesmo site que o indicava fora do Benfica na próxima época que o Benfica é a sua casa (link). Igualmente importantes foram as declarações de Luisão quando afirmou que vai “fazer tudo para permanecer e, na próxima época, pagar com o título.” (link)
Efectivamente, é deste tipo de discurso e de práticas (assim espero) que o nosso Benfica necessita.

Não deixa, por outro lado, de ser motivo de reflexão o facto de que as únicas mensagens reconfortantes sobre o futuro tenham surgido de dois dos jogadores que mais peso têm na liderança do balneário. De outros lideres como o Presidente e o treinador o que tem surgido são mensagens que em pouco ou nada apaziguam ânimos.

Do Presidente o que se tem ouvido são discursos parcos de conteúdo e inflamados. Discursos que têm surgido nas inaugurações e aniversários das diferentes casas do Benfica. No caso de Santos, surge a já estafada e inconsequente mensagem de que, a duas jornadas do final do campeonato e com quatro pontos de atraso, ainda acredita na conquista de um título que ele próprio desbaratou (link).
Sempre que o oiço dizer isto não consigo evitar um ligeiro sorriso. Efectivamente, o adágio popular tem a sua razão de existir: “a esperança é a última a morrer”. É este mesmo adágio que, apesar das recentes notícias, me leva a acreditar… na saída de Fernando Santos do Benfica.
por Pedro F. Ferreira às 12:04 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Domingo, 15.04.07

Em defesa de Nuno Gomes.




Julgar o Nuno Gomes apenas pelo que fez esta época é, na minha opinião, um erro e uma injustiça.
Julgar o Nuno Gomes apenas pelos golos que falha é, na minha perspectiva, tão obtuso como julgá-lo apenas pelos golos que marca.
Desde que jogou pela primeira vez pelo Benfica, na época de 1997/1998, o Nuno Gomes tem sido opção de todos (todos!) os treinadores que com ele trabalharam no nosso Clube: Manuel José, Mário Wilson, Graeme Souness, Shéu Han, Jupp Heynckes, Jesualdo Ferreira, Fernando Chalana, José António Camacho, Giovanni Trapattoni, Ronald Koeman e Fernando Santos. Foi opção, válida e regular, na Fiorentina: participou em 30 jogos na primeira época e em 23 na segunda.
Como ponta-de-lança, Nuno Gomes não tem apenas a função de marcar golos. Tem a função de criar espaços, levando defesas na marcação; tem a função de criar jogo; tem a função de ser inteligente na forma como se posiciona em campo. Tem a função de se adaptar aos diferentes esquemas tácticos dos diferentes treinadores. Tem a capacidade de jogar para a equipa e não de pôr a equipa a jogar para ele.
Desde que regressou da Fiorentina, só fez uma época inteira sem lesões (a corrente). É minha convicção de que não ganhou o troféu de melhor marcador do campeonato transacto porque um sarrafeiro dos Belenenses lhe causou uma lesão gravíssima que o arredou da luta pelo dito troféu. Individualmente, não precisa desse troféu para provar nada.
Quem aprecia futebol, aprecia a técnica e a inteligência do Nuno Gomes em campo. Fora do campo, basta ouvir o testemunho dos seus colegas para se aquilatar da sua importância.
No entanto, as críticas são várias. Algumas tão mesquinhas como as que teve de ouvir outro grande futebolista do Benfica: o Néné. (Tenham calma os mais assanhados, pois não estou a estabelecer nenhuma comparação entre os dois enquanto futebolistas. Estou apenas a falar da gratuitidade de algumas críticas que são parecidíssimas em ambos).
Ouvir, ler, ver benfiquistas a ridicularizar um futebolista como o Nuno Gomes provoca em mim a sensação de que se está a cometer uma grande injustiça para com um futebolista que muito orgulho tenho em que já leve oito épocas de águia ao peito. Esta sensação de que se está a cometer uma grande injustiça mais se justifica quando vejo um ou outro adepto na bancada do Estádio assobiar uma referência do clube (com oito anos de casa) e aplaudir alguns que nem oito meses de casa farão.
Obviamente que o Nuno Gomes comete erros. Também o Rui Águas, o Nené, o Filipovic, o Magnusson (apenas para falar de alguns dos que vi jogar) os cometeram. Entre o “deve” e o “haver”, o Nuno Gomes, tal como outros grandes futebolistas do Benfica, ainda continua a ter, na minha opinião, uma grande margem de crédito. E quando tenho dúvidas, lembro-me de vários jogos, entre os quais o das imagens que ilustram este post.
A memória é curta apenas para quem a não tem.
por Pedro F. Ferreira às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (46)

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