Breve crónica de uma transferência anunciada.
Há informação que nos chega acidentalmente. Há dois anos, numa manhã de sábado, todos os jornais faziam manchete com a saída de Simão, uns diziam Chelsea, outros Manchester, outros falavam de clubes dos quais me não recordo.Ao desabafar com alguém que, na altura, mal conhecia, no Estádio da Luz, sobre a situação do Simão, foi-me dito que ele não sairia. Disse-lhe que era impossível, que as minhas fontes, tal como as dos jornais, eram boas. Perguntei-lhe como é que ele me podia afirmar tal coisa com tamanha convicção. A resposta foi desconcertante: “foi o Simão que há duas horas me disse que ficava”. O Simão ficou.
Este ano, no final do campeonato, essa mesma fonte deu-nos (a mim ao D’Arcy) a dica de que o Fernando Santos ficava no Benfica, tal como o Simão. Mais tarde, e perante algo que fez inverter a decisão do Simão, disse-nos que o Simão podia estar a pensar em sair. Disso mesmo fizemos eco neste e neste post. Esta era uma boa fonte (também temos das que nos falham e uma em particular já me causou uns amargos de boca).
O tempo passou e dei o assunto como encerrado. Os jornais falavam mas, sinceramente, pensei que fosse mais um conjunto de lérias.
Na passada terça-feira, por um daqueles acasos do destino, acabei por combinar um almoço com o S.L.B, no “Silva do Benfica”. Acabados de sentar, entra um grupo de 4 pessoas que se sentou na mesa contígua à nossa. A saber: Domingos Soares de Oliveira, Luís Filipe Vieira, Jorge Mendes e um, para nós, desconhecido.
No final do repasto, nosso e deles, com a lata que nos caracteriza, abeiramo-nos da mesa deles e o resto foi história. Depois de algum confronto de ideias, acabámos por perceber que a Direcção tudo fez para manter o Simão, mas que a escolha da saída foi do próprio Simão. Por motivos que se prendem com interesses legítimos de um futebolista profissional.
As palavras do Presidente foram claras: há que acreditar que tudo foi feito, e está a ser feito, para salvaguardar os interesses do Benfica. Tal como, perante a ameaça, em tom de brincadeira, de que não renovaria o cativo (que já foi renovado) o Presidente garantiu, dentro da informalidade da ocasião, que, perante a qualidade do escolhido para substituir Simão, eu até compraria uns cinco cativos. A conversa continuou, mas do resto pouco para aqui interessa. No final, ficou o nosso compromisso de que só se divulgaria o acontecimento após a confirmação feita por quem de direito.
À saída do restaurante, e perante tão insólito como inesperado acontecimento, eu e o S.L.B. ainda tentámos voltar atrás para sugestionar a aquisição do… Riquelme :) . Mas eles já se tinham ausentado.

