VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES
Quinta-feira, 12.02.15

Momentos de ridicularidade, de estupidismo e de hipocrisidez.

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O Sportém, agremiação que muito faz pelo humor neste país e que é presidida por um antigo membro de uma claque (e que se continua a comportar como lá estivesse no meio) - legalizada e apoiada oficialmente pela direcção do Sportém, que incendiou parte do Estádio da Luz, que se comportou como gado bovino com o cio durante os minutos de silêncio em honra do Bento, do Eusébio e do Coluna, e que todas as semanas mostra faixas ordinárias, que apelam à violência e descem à mais baixa condição humana (e que sim, brincam com a vida humana, já que agora se fala muito nisto) - resolveu cortar as relações com o clube que norteia as suas vidas (o que demonstra no mínimo ingratidão) por este não repudiar uma faixa (também ela ordinária) exibida por meia dúzia de adeptos parvos do Benfica, de forma individual, sem o patrocínio do Benfica, e que não representam, decididamente, os seus adeptos. Isto nem sequer é ironia e, decididamente, não é fina. É hipocrisia, e da grossa.

 

Esta estratégia de vitimização hipócrita e manipulação da imprensa desportiva amestrada por parte da lagartagem tem sido ao longo dos anos a principal estratégia para a abordagem a, bom, basicamente, quase tudo. É de uma “ridicularidade” que nem o Presidente da Liga dos Bombeiros (que queimou as finanças municipais de Vila Nova de Poiares - e isto sim, é fina ironia) consegue atestar. O Presidente da Liga dos Bombeiros e Vice-Presidente do Sportém, esse exemplo vivo de coerência que, como bom bombeiro, condenou veementemente o incêndio causado por adeptos do Sportém no Estádio da Luz. Ah, esperem, dizem-me que afinal não...

 

Podia vir aqui falar dos pirómanos instigados pela direcção da lagartagem que colocaram gente e a estrutura de um estádio (construído sem favores da banca nem esmolas da Câmara) em perigo (pode-se considerar isto também tentativa de homicídio, Parvalho?), dos castigos e multas que isso nem sequer gerou, da factura desses estragos que está por pagar, dos depósitos canhestros em contas de fiscais de linha para incriminar outros, das faixas repugnantes a ofender o Eusébio depois da sua morte, da extrema elegância das publicações no twitter oficial da lagartagem (em provocações sistemáticas ao Benfica, e a responder - porra, é incrível, isto - a adeptos individuais do Benfica), das declarações sistemáticas e ordinárias do Burro Parvalho sobre o Benfica, do vandalismo a estabelecimentos comerciais de árbitros que resolvem arbitrar sem favores ao Sportém, do vandalismo e destruição de murais e a estátuas alusivas ao Benfica (tanto em residências particulares, como em Casas do Benfica), da proibição do uso de cachecóis do Benfica no alvalixo sem ser na zona destinada às claques (desafio-vos a dizer que alguma vez viram isso no Estádio da Luz), das agressões a adeptos com símbolos do Benfica no alvalixo com a conivência dos seguranças (desafio-vos a dizer que alguma vez viram isso no Estádio da Luz), das t-shirts ordinárias da claque da lagartagem que estiveram na génese deste escalar de palhaçada. Podia, mas não tenho tempo, percebem? Porque material, ui, disso há muito. Não estou para isso, a hipocrisia é de difícil cura, e os lagartos estão em fase terminal, muito para além de ajuda médica.

 

É de uma bizarra desonestidade intelectual pensar que se pode continuar a invocar um incidente trágico de 1996 – praticado por um indivíduo que não se pode confundir com a massa adepta do Benfica ou com o Benfica - para desculpar toda o festival de produto intestinal que a lagartagem faz a toda a santa hora. Ou que se pode vomitar agora que “não têm moral para falar” porque um palhaço resolveu lançar petardos no jogo de Domingo. É como argumentar, por exemplo, que os tibetanos não têm moral para se queixar das agressões da República Popular da China porque houve um tibetano que uma vez deu um tiro num chinês. Percebem o quanto esta linha de raciocínio é ridícula? Não fui eu, não foi a massa adepta do Benfica, nem foi o Benfica que lançaram o very light em 96 ou que lançaram petardos no Domingo, e dizer que não temos moral para falar e denunciar os comportamentos imbecis do Parvalho e discípulos por causa disso é não perceber nada, é confundir tudo, é ser estúpido.

É estúpido confundir a filhadaputice oficial e ratificada pela direcção de um clube na recepção a outro – as ameaças a quem tenciona ir para a tribuna do alvalixo, a omissão do 11 do Benfica, o “hino” (slb slb sblb fds slb) do Sportém, a palhaçada do “visitante”, a ordinarice do speaker, as faixas das claques legalizadas a ofender o Eusébio e adeptos falecidos do Benfica, e a desejar a morte aos demais - com a bestialidade de animais que não têm lugar dentro de um estádio de futebol. Bestialidade essa que é semelhante à de animais que começam a incendiar estádios, instigados, aí sim, por elementos da direcção de um clube que deviam ser responsabilizados.

Não fui eu nem foi o Benfica que atiraram petardos, foram idiotas a título individual. Mas é o Sportém que apoia oficialmente as suas claques e foi a direcção do Sportém que promoveu a inacreditável recepção de Domingo, foi a direcção do Sportém que foi moralmente responsável pelo incêndio no Estádio da Luz (pela mão do Cristóvão dos depósitos de 2.000 euros), foi a direcção do Sportém que nunca repudiou esse incidente, foi a direcção do Sportém (que é quase a mesma coisa que uma claque) que não repudiou nunca faixas ofensivas sobre a morte do Eusébio, foi a direcção do Sportém que nunca repudiou faixas ofensivas sobre a morte de adeptos do Benfica.

 

Moral? Enganam-se, não têm moral nenhuma para invocar rigorosamente nada. Nunca tiveram, desde os tempos de clube do regime no Estado Novo (ao invés da ideia que hipocritamente tentam fazer passar há anos pela comunicaçao social amestrada), dos dirigentes que acumulavam cargos no Sportém e na PIDE/DGS, passando pelos tempos em que tentaram fazer acordos com o porto para acabar com o Benfica. Nem nunca hão-de ter, porque nasceram tortos e nunca se endireitaram. Por isso, pseudo-lições de moral vindas de quem vem, não as aceito. Não as aceito e devolvo-as, com a dignidade tranquila de quem vive em função de um caminho próprio e de quem sabe o que é justo, seja ao minuto 92, ao minuto 94 ou pela eternidade fora.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:50 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quinta-feira, 16.05.13

O Benfica na ponta dos dedos

 

 

Desde que acabou o jogo de ontem - durante a interminável viagem de volta e através da noite escura, assombrada e mal dormida – passei o tempo a tentar integrar isto (esta facada nas costas) que nos aconteceu na minha concepção do mundo, a tentar perceber como é que este pontapé do destino tem lugar no meu sistema de valores, na percepção que tenho das coisas, da existência, no sentido da vida. No fundo, sendo honesto, a tentar desesperadamente arranjar uma estrutura que alicerce uma forma de reacção a isto tudo, a esta dor, esta morte surda e injusta.

 

Percebo, envergonhado, que é uma perda de tempo: a resposta devia ser imediata e apenas não o foi por força do cansaço extremo da viagem a Amesterdão, do preço que isto teve no meu corpo, da dor aguda na alma que me tolda os sentidos e o discernimento.

 

A resposta é desarmantemente simples. Reage-se a isto da única forma que é fiel àquele momento cravado no tempo em 1904 que alumia (especialmente nos momentos mais negros), com uma chama imensa e pura, o caminho do Sport Lisboa e Benfica e dos Benfiquistas; da única forma que isto de ser do Benfica exige: levantamo-nos, sacudimos a poeira, olhamos para aquele símbolo imortal e honrado, amparamo-lo e abraçamo-lo por entre as lágrimas, e preparamo-nos, de cabeça erguida e com um orgulho inabalável, para a próxima luta. Não há - não há - outra forma de reagir que não nos atraiçoe naquilo que somos.

 

De ontem o que me fica, agora que as nuvens permitem ver algum sol, é Orgulho por pertencer a esta alma imensa. Orgulho por - como a imagem ilustra – ter lá estado literalmente a segurar o meu Benfica na ponta dos dedos.

 

Força, Benfica! Sempre, e para sempre.

 

 

Numa nota mais pessoal, também serviu, esta provação, para fazer uma filtragem muito útil e reveladora - que, percebo-o, urgia fazer - na minha teia de relacionamentos e amizades. As conclusões, na verdade (e digo-o, sinceramente, com o coração aquecido por isso), só vieram confirmar e vincar o que tenho tido para mim. Os meus melhores amigos – verdadeiros, do peito, aqueles que estão connosco sempre, que nos amparam – são os meus melhores amigos. Conhecem-me profundamente, sabem o que isto significou para mim, a dor que me dilacerou e me rasgou o peito, respeitam isso, respeitam-me, e ampararam-me e seguraram-me nas suas mãos. E falo aqui – além, obviamente, dos meus amigos, companheiros de sempre, que comigo fizeram a inesquecível viagem a Amesterdão - de amigos do Sporting e do Porto. Gente que me orgulha de uma forma que me comove. Os outros, os conhecimentos e os de ocasião que, não respeitando quem sou, desrespeitaram aquilo que é uma grande e indissociável parte de mim, em nome de um egoísmo e de uma mesquinhez demonstrativos da pequenez que os amordaça e que impossibilita que algum dia venham a ser meus amigos, digo-lhes adeus. Não preciso deles, não os quero.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:42 | link do post | comentar | ver comentários (34)
Sábado, 04.05.13

(Foi) Limpinho, limpinho

 

Suininho, suininho (e fotogénico).

 

 

Vendidinho, vendidinho.

 

 

Hipocritazinho, hipocritazinho.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:55 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Quinta-feira, 31.01.13

Strompalhada

Última hora: o Sportém, em desespero e aconselhado pelo Rui Oliveira e Costa, tenta as contratações do Schweisen Tiger, do Quemdirá, do Piol e do Supanurú. O mercado, confuso, refugia-se na bebida.


A Mesa da Assembleia Geral, confusa, marca uma Assembleia Geral para a bancada poente do Alvalixo (debaixo da ponte já não havia espaço), para aumentar as assistências médias.

 

Os adeptos, confusos, decidem fazer uma omelete com a cara do Daniel Sampaio (quiche, que eles são finos).

 

O Niculae, confuso mas aliviado, percebe finalmente que pode deixar de encolher a barriga e tirar a cinta.

 

Nós, confusos, mas amantes da comédia, agradecemos ao visconde por tudo.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quinta-feira, 24.01.13

All you need is love...

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:05 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Quinta-feira, 20.12.12

Muito provavelmente, é mesmo a última

 

Como toda a gente sabe, por volta do dia 24 de Dezembro de 32 d.C., Jesus Cristo e a sua entourage reuniram-se num restaurante da Damaia para comemorar mais um aniversário, partir uns pães e beber uns jarros. Foi uma coisa em conta, bem montada pelo apóstolo Mateus (normalmente o tipo a cargo da organização das jantaradas), com um menu a 27 talentos (sensivelmente 18 EUR) tudo incluído, com direito a bebida de entrada, picanha e acompanhamentos à discrição, vinho da casa ou cerveja e sobremesa (a escolher entre arroz doce e mousse de chocolate). Na altura, todos os apóstolos puderam estar presentes, coisa que nunca mais aconteceu (na altura da Páscoa, o Pedro tinha um encontro na Figueira da Foz com o sindicato dos pescadores e o Judas teve outro jantar suspeito antes e chegou mais tarde), pelo que esta ficou conhecida como a Última Ceia (as jantaradas dos apóstolos eram conhecidas por se arrastarem por várias horas e passarem para o dia seguinte até à hora de fecho dos restaurantes, pelo que João Baptista, que foi a uma - nunca mais foi convidado porque despejava os jarros em cima da cabeça dos convidados - as baptizou, no gozo, de Ceias).

 

Acho simpático e de bom tom (e profético, dada a fase em que estão) que a lagartagem, gente de fino recorte e cuidada educação que conhece bem a sua história cristã e o Novo Testamento, tenha querido recriar essa jantarada precisamente na quadra que se associa à Última Ceia (como toda a gente sabe). O que já não sei se faz muito sentido é o facto de a terem recriado como um misto entre um musical burlesco (e todos sabemos o quanto esta gente gosta de musicais) e um jantar de gente do circo dos anos 30. Nada na história do cristianismo e na Bíblia fala sobre um gnomo ter estado presente na Ceia e ter levado tipos em cuecas e touca, gajas armadas com espingardas, gente de roupão a emborcar vinho tinto e meia dúzia de tipos com aparente atraso mental vestidos de barracas de praia da Nazaré.

Mas que a ceia faz sentido, faz. Porque é muito provavelmente mesmo a última, que daqui a um mês ou dois nem para tomar o pequeno almoço dá. 

E, vá, se é para ir, que se vá à maluca, com gente em cuecas e vinho, e isso. 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Quinta-feira, 13.12.12

Destitituídos

 

É isto, a lagartagem hoje em dia.

 

'Destitituídos' de dinheiro, 'destitituídos' de dignidade, 'destitituídos' de vergonha na cara. 'Destitituídos' de liderança, 'destitituídos' de alternativas (pelo menos, de alternativas que saibam escrever e que achem que é capaz de ser melhor não protestar com cartazes com marcas de pneus).

 

Muito em breve, 'destitituídos' de estádio, 'destitituídos' do acampamento de escuteiros em Alcochete, 'destitituídos' de agremiação.

 

Percebe-se porque é o que o moço da foto se escondeu atrás do cartaz. 'Destitituído'de capacidade de escrever e de qualquer tipo de noções de design, mas provido de vergonha.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:48 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Quinta-feira, 25.10.12

LFV, sem medo

Voto LFV.

 

Porque acredito sinceramente que é o melhor Presidente para o Benfica. Porque acho que tem feito um bom trabalho em circunstâncias bastante difíceis (às vezes é difícil torná-lo evidente, porque as coisas difíceis têm parecido fáceis de fazer, num país onde é tudo demasiado difícil) e porque acho que o que tem faltado na maioria das vezes – o sucesso desportivo – não tem sido conseguido porque (i) o poder podre não tem deixado e não se tem conseguido ser eficiente nessa luta (sim, é um erro inacreditável ter apoiado o Fernando das facturas) e/ou porque (ii) se têm cometido erros de gestão desportiva que penso que não serão cometidos de novo. Acredito que LFV tem a humildade suficiente para aprender com os erros (que não têm sido menosprezáveis), e isso – essa capacidade – é essencial para se poder ter sucesso. Posso estar enganado (apesar estar convicto que não)? Posso. Mas tenho direito à escolha. 

 

Menciono especificamente o nome de Luís Filipe Vieira. Não voto na Lista A porque lá estão A ou B ou C (quanto muito, até deixaria de votar nela por causa de alguns que lá estão) ou porque não sei quem a apoia ou porque ache que é a menos má e os outros são menos sérios (o que, dadas as sucessivas declarações públicas do candidato e elementos da outra lista, até me parece evidente). Voto na lista A por causa de LFV. Respeitem isso. Voto de forma livre, sem amarras, sem dever rigorosamente nada a rigorosamente ninguém. Não tenho tachos – ao contrário do que alguns deficientes mentais que pululam pela blogosfera e pelas caixas de comentários sugerem – nunca tive tachos, não quero tachos, não preciso de tachos. Este voto não me traz rigorosamente nenhuma vantagem prática na minha vida (bem pelo contrário, dada a quantidade de gente mal formada que tenho de aturar pela internet fora, e que aparentemente sabe coisas sobre mim que nem eu sei) que não seja o de ficar com a consciência tranquila de que, para mim (percebem isto? “para mim”), o Benfica está bem entregue. Quem disser o contrário, é mentiroso e hipócrita, e desafio-o a puxar pelo focinho para o provar. 

 

Portanto, posso votar em quem eu – benfiquista e cidadão livre, que dá o nome pelo que escreve - quero e em quem eu acho que é a melhor solução para o Benfica, confiando que respeitem a minha liberdade individual e as opções que tomo em consciência? Posso votar LFV e escarrapachá-lo orgulhosamente aqui sem que nas caixas de comentários se atropelem os digníssimos anónimos donos do verdadeiro benfiquismo a ofender-me e a ameaçar-me, ou sem que me cataloguem de Vieirista (o que quer que isso seja) ou como vendido (mas vendido a quê, seus rebos)? Gostava de pensar que sim. Mas duvido. Para que conste, também é para o lado que durmo melhor, foda-se.

 

Ah, e já agora, fiquem informados os exmos senhores filhos de mãe incerta que, sob a capa de um anonimato cobarde, me ameaçaram (os insultos e as insinuações bacocas já dou de barato) – quer para o email da Tertúlia, quer na caixa de comentários do post (as ameaças com mais substrato, respectivos IPs e/ou emails foram enviados para o sítio apropriado) - que isso só aumenta a certeza da minha escolha e que os cães ladram e a caravana passa, por mais sarnentos que sejam os cães.

 

Aliás, medo têm os cães.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:00 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Sexta-feira, 19.10.12

The Dead Parrot Sketch

 

Lamento, mas não consigo evitar. Aqui vão os momentos ‘Rui Oliveira e Costa, és tu disfarçado de juiz, meu malandrim?’ da entrevista de Rui Rangel na RTP, devidamente comentados:

 

- “O Passivo bancário do Benfica anda na casa… portanto… tem um passivo total de cerca de 500 milhões de euros…”

 

Vamos lá, devagarinho, para gente que acha que é boa ideia levar uma gravata cor de cocó, em vez de uma gravata vermelha, para uma entrevista como candidato a presidente do Benfica, poder acompanhar: Passivo é diferente de passivo bancário (já agora, em complemento: passivo bancário não é um indivíduo com menor iniciativa numa relação homossexual, e que por acaso trabalha num banco). O passivo bancário consolidado da SAD – o total, dado que o clube não tem passivo bancário - no último exercício é de EUR 243 milhões (cerca de EUR 255 milhões a 31 Março 2012). Ainda assim, 243 milhões é diferente de ‘cerca de 500 milhões’. Mais propriamente, é ‘cerca de 257 milhões’ a menos. Parecendo que não, é dinheiro. Dava para comprar, por exemplo, um manual de contabilidade ou de finanças. Ou uma gravata.

 

- “Esse passivo bancário é um passivo com a estrutura financeira…”

 

Podia tecer alguns comentários sobre esta afirmação, mas deparo-me com um problema mais ou menos inultrapassável: não sei o que aquilo quer dizer. Ninguém sabe. Nem ele. É daquelas coisas que se diz quando não se tem nada para dizer mas uma pessoa se sente obrigada a dizer qualquer coisa, sob pena de se gerar um silêncio incómodo ou de se soltar um ‘aaaaahhhhhh’ de 5 minutos à Dias da Cunha. Ou seja, faz tanto sentido como dizer que ‘Esse furão é um furão com a estrutura financeira’. Parece de loucos? É porque é.

 

- “O passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas”

 

Se falarmos em stricto sensu, é capaz de ser verdade, no sentido em que duvido que o passivo não bancário tenha promovido uma conferência de imprensa para se apresentar aos benfiquistas, ou que ande por aí, nas redondezas do Estádio da Luz, a cumprimentar benfiquistas incautos e a dizer ‘muito prazer em conhecê-lo, eu sou o passivo não bancário’. Já se estivermos a falar de conhecer o passivo não bancário no sentido de ler os relatórios e contas auditados, onde lá está escarrapachado em toda a sua glória, qualquer pessoa não analfabeta (ou que não seja apenas uma caixa de ressonância de coisas parvas que se dizem pela internet) pode comprovar que integra, como tipicamente qualquer passivo não bancário integra, as provisões, os fornecedores, os acréscimos de custos, os proveitos diferidos, e outros credores (e todos estes items completamente discriminados nas notas anexas às demonstrações financeiras, para quem tenha vontade de os ler, ficando a perceber quem são os fornecedores, os outros credores, ou os montantes a pagar ao Estado, por exemplo). Neste sentido, portanto, dizer que o passivo não bancário não é conhecido dos benfiquistas é verdade, mas apenas se estivermos a falar dos benfiquistas que decididamente não o querem conhecer. O que pode ser visto como falta de educação.

 

- “Se for eleito, vou fazer uma auditoria às contas do Benfica”

 

Já isto é a mesma coisa que dizer que, se for eleito, vai colocar cadeiras no Estádio. Prometer que se vai fazer uma coisa que já é feita é, na verdade – e isso pode escapar à maioria dos analistas -, uma manobra eleitoralista de um alcance notável, na medida em que cativa os apoiantes da candidatura oposta, que gostam do que já está a ser feito. De forma mais cândida, também pode ser vista como outra afirmação desconcertante se não induzida pela ingestão de substâncias psicotrópicas, o que quero acreditar que não foi o caso (se bem que explicaria a diatribe circular acerca de como ‘se deve consolidar a consolidação orçamental’ e o olhar distante em cerca de 75% da entrevista). O Estádio já tem cadeiras (não vá algum mandatário ler isto e achar que é boa ideia) e - o que pode constituir uma novidade bombástica para 1 ou 2 pessoas que vivem em buracos no meio do mato - o Benfica, a Benfica SAD e o grupo Benfica são auditados semestralmente pela KPMG, que é apenas umas das Big Four (não, não é um departamento do SAD) empresas de auditoria a nível mundial e que audita coisas pequenitas, como uma pazada de empresas das Fortune 500. É particularmente evidente que de outra forma nem se poderia ter a relação com a banca e a credibilidade no mercado que se tem a nível financeiro. 

 

 

Olhando para tudo isto, chiça penico, até parece que o consultor financeiro do Veiga Juiz é o João Carvalho, ah ah ah.

 

 

Ah, espera…afinal, é mesmo.

 

 

Ups.

 

 

Sinceramente, isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre a 'alternativa'. Nem é preciso esmiuçar mais (e, caramba, se há mais material).

 

 

Continue a mandar postais, caro Juiz. Conselho: não deixe é que sejam os maluquinhos da blogosfera e redes socias a escrevê-los.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:26 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quarta-feira, 26.09.12

Lagartingratos

Portanto, os sem-abrigo da lagartagem, que nunca, nunca, nunca, usaram despudoradamente o nome do Glorioso para unir as hostes e nunca, nunca, mas nunca mesmo, teceram comentários avulsos, deslocados e provocatórios sobre o Glorioso para tentar passar por anjinhos, desviar atenções do essencial e ganhar eleições, agora publicam comunicados mais ou menos violentos (os lagartos que escrevem comunicados são incapazes de ser violentos porque têm medo de estragar os pólos Quebra-Mar ou que lhes pisem os sapatos de vela – os violentos são os que vivem agarrados aos jerricans para incendiar bancadas, e esses não sabem escrever) sobre o Presidente do Benfica porque este teria mencionado o Titanic Clube de Portugal e o gigantesco buraco negro onde desaparecem coisas como o dinheiro para os ordenados dos infelizes da equipa de futebol e coisas como, sei lá,  € 2.000 em notas pequenas para depositar em contas de fiscais de linha. Sendo que o Presidente do Benfica nunca referiu directamente a lagartagem, mas – dando-lhes essa de barato, porque afinal quantos prejuízos milionários é que existem cá no burgo – teria todo e mais algum direito de o fazer como resposta aos sistemáticos comentários cretinos dessa mesma lagartagem sobre as transferências do Glorioso e a sua gestão (a obsessão pelo Glorioso a isso obriga, como o comunicado em apreço bem exemplifica). Em boa verdade, até se pode muito bem ter dúvidas de que LFV se estaria mesmo a referir ao Sportém, uma vez que mencionou a resistência dos tais clubes com prejuízos a vender jogadores, e me custa muito a acreditar que haja alguém capaz de pensamento racional que esteja interessado em oferecer mais do que um saco de berlindes por algum dos monos que brilha no Circo do Alvalixo sob as ordens do delinquente do Sá Pinto.

 

E depois, a lagartagem que nunca, nunca, nunca enganou ninguém sobre as suas magníficas e impolutas contas e que definitivamente não andou anos e anos e anos a mentir sobre ‘gestão rigorosa’, ‘projectos financeiros sustentáveis’ e ‘finanças controladas’, indigna-se muito no comunicado e diz que o Benfica tem o maior Passivo de sempre no futebol português, sem perceber que, sim temos o maior Passivo, assim como temos o maior Activo de sempre do futebol português, o maior património de sempre do futebol português e a maior fonte de receitas de sempre do futebol português (é como acusar a ExxonMobil ou a General Electric de terem um Passivo maior do que a Panificações Fonseca & Filhos), mas o maior buraco, esse, têm-no eles e não é só entre as orelhas, é mesmo naquele emaranhado de contas de merceeiro feitas em folhas de papel quadriculado que passa pelas contas do Sportém. Não têm dinheiro, não têm património, não têm gente, não têm títulos, não têm dignidade, não têm vergonha na cara, não têm noção do ridículo, mas têm um buraco de um tamanho respeitável. Só por isso deviam estimá-lo. Abracem o buraco, acarinhem-no. É vosso, foda-se. Ao contrário do resto, que está hipotecado e penhorado.

 

E depois, ainda, em vez de agradecer a ajuda que amavelmente o Presidente do Benfica lhes deu no sentido de orientarem a sua vida e as dicas que candidamente lhes ofereceu para ver se arranjam dinheiro para pagar a gasolina do autocarro e para comprar sandes para aquele rapazito em dificuldades que joga lá à frente, o Volkswagen, ainda mandam a moeda de volta e se comportam como um sem-abrigo mal educado ao dizer que ‘não recebem lições do Presidente do Benfica’. Pois, pois não, gostam é de receber lições do Presidente do fcp, mas são maus alunos e burros como portas e depois são apanhados com a boca na botija a fazer transferências para fiscais de linha ou nas câmaras de vigilância a incendiar bancadas.

 

Ou seja, a lagartagem, vendo objectivamente mais uma vez o barco esburacado a ir na direcção do iceberg (o que é natural, dado que quem vai a conduzir é um Sá Pinto encharcado em Xanax e Valium 10), disparam o SOS do costume para salvar os rabos e desviar as atenções dos passageiros (a lagartagem que está entretida lá em baixo no salão de festas a beber VAT 69 e a ver o musical do Sportém, enquanto no convés começam a cair os primeiros pedaços de gelo), e atacam, de forma boçal e ordinária (mas com o dedo mindinho espetado de forma presunçosa) o Benfica, para desviar as atenções e unir as hostes, enquanto acusam o Presidente do Benfica de fazer isso mesmo.

 

Salão de Festas do Titanic

 

Nada disto é novo, tudo isto é fado. O que me irrita verdadeiramente nisto tudo não são os pobres desgraçados da lagartagem, coitados, que não sabem nem nunca saberão mais do que isto.

O que irrita são alguns benfiquistas que, cegos pela animosidade ao Presidente do Benfica e sem sequer querer saber os factos, usam esta imbecilidade como mais uma oportunidade bacoca, hipócrita e estúpida para fazer o trabalho do inimigo e atacar o próprio Benfica, enquanto fazem uma defesa paternalista e filhadaputa do Sportém.

 

Ide fazer sexo oral a equídeos.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:46 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Segunda-feira, 13.08.12

Encosta-te a mim

Não sei se faz muito sentido adeptos de uma agremiação que tem como treinador um primata que fez do seu modo de vida a agressão em barda a tudo o que esboçasse movimento, desde seleccionadores a árbitros, passando por jogadores, e que tem como Presidente um trafulha que esteve preso por desviar dinheiro nos paquetes da Expo, ou um vice-presidente que andou a depositar dinheiro na conta de fiscais de linha e a promover incêndios criminosos em estádios adversários, sem falar no conjunto de cacófagos que tratou de incendiar as bancadas e agredir os bombeiros que tentavam controlar as chamas; não sei se faz sentido – dizia eu – adeptos de uma clubeta que se revê neste modo de vida criminoso e hipócrita (nunca o condenaram) acharem que têm moral para criticar o que quer que seja por um capitão do Benfica se encostar a um árbitro com o sonho de vingar na Broadway.

 

Também não sei se faz muito sentido adeptos e dirigentes de uma associação que tem como fachada o futebol mas que na verdade prospera no crime e na construção de um clima de medo, que promove a violência e a corrupção há mais de 30 anos no futebol português, que intimida e corrompe árbitros, observadores e a justiça desportiva, que agride jogadores e dirigentes adversários, que tem nas suas fileiras uma verdadeira milícia que destrói, agride e rouba a seu bel-prazer e que tem dirigentes condenados pela justiça e apanhados em dezenas de escutas a corromper árbitros e a brincar ao Padrinho; não sei se faz sentido – dizia eu – gente desta laia sequer abrir a boca (e deviam-na lavar primeiro, e bem lavada) para falarem do Capitão do Benfica.

 

Adicionalmente, não sei que moral tem a pobre desculpa que passa por imprensa desportiva deste país, que se divide entre cobardes ressabiados com uma agenda própria e entre prostitutas intelectuais que prestam uma vassalagem doentia e que vomitam devotamente a doutrina do mestre fantocheiro, para criticarem a mínima atitude que seja do Capitão do Benfica, que tem mais dignidade numa unha que todos esses rafeiros sem vergonha que todos os dias se vendem pelos jornais e televisões deste país. Estão tão habituados a dar o traseiro que estranham quem dá o peito.

Se calhar teria sido melhor o Luisão dar amavelmente indicações da sua morada ao árbitro para mais tarde lhe fornecer aconselhamento familiar, que isso é que é bem visto aqui pela chusma dos jornais.

 

Não sabendo tudo isto, o que eu sei, e nisso não tenho dúvidas, é que para esse peditório eu não dou. Trata-se de um não caso, explorado por uma alemão histérico convencido que está num cabaret. O que o Luisão fez (se é que aquilo é fazer qualquer coisa, senão eu desmaiava cada vez que ando de Metro) acontece todos os fins-de-semana em todo o santo relvado, e normalmente muito pior (e nem falo da discricionariedade do espectro de comportamentos com que qualquer assalariado do fcp trata um árbitro, que pode ir do jogo do arremesso do próprio árbitro à la José Pratas, à beijoca e apalpão no rabo à la Pedro Proença). A diferença é que nem todos o fazem frente a uma Drama Queen que parece estar a fazer audições para o Musical da Casa na Pradaria. Não só não censuro o Capitão do Benfica, como acho que, perante aquela manifestação de representação de terceira categoria, devia ter dado uma valente chapada na tromba da florzinha para acabar com o teatro e o overacting.

O que eu sei, e disso não tenho dúvidas, é que de mim, a única coisa que o Luisão leva é um grande abraço e força para aturar a turba que cerca o castelo de tochas na mão.

 

E no meio de tudo isto, acho – e acho-o sinceramente – que quem devia pedir uma indemnização era o Benfica. Pela maçada, pelo tempo perdido, por acabar por promover o teatro burlesco e um aspirante a actor travestido de árbitro e por ter de aturar um palhaço de um presidentezeco de uma clubeta alemã que se devia sentir agradecido por ter lá tido o Benfica nem que fosse por 38 minutos.

 

Deixo-vos com um best of do Christian Fischer, essa esperança do musical alemão.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:18 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Sexta-feira, 27.07.12

Mais um nome a fixar

Ricardo Rodrigues Pereira.

 

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:11 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quarta-feira, 25.07.12

And justice for all (excepto para o fdp do beto)

Piada de mau gosto ou um resumo particularmente fiel da merda de país sem lei onde tivemos o azar de nascer?

 

Safam-se sem castigo os criminosos que foram os incitadores da violência e os autores, de facto, do incêndio no Estádio da Luz, e pune-se quem - com todo o direito e manifestando o sentir dos milhões de Benfiquistas - se insurgiu, vendo a sua casa em perigo, contra esses hipócritas asquerosos e terroristas de trazer por casa que controlam a lagartagem hoje em dia. Os caloteiros que ainda não pagaram a porcaria que fizeram, como clube 'diferente' que são.

 

Isto, basicamente, é a mesma coisa que castigar um indivíduo por levantar a voz a um filho da puta que o tenha assaltado e lhe tenha tentado incendiar a casa. E como consequência de uma queixa do criminoso, um beto amaricado ainda com os fósforos na mão que terá ficado traumatizado com a linguagem, o pobre coitado habituado aos mais selectos ambientes. 

 

Parece um sketch?

 

Já apanharam o ridículo da coisa?

 

Não? 

 

Então, parabéns: Portugal já vos formatou. 

 

Maldito Afonso Henriques.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:47 | link do post | comentar | ver comentários (21)
Quarta-feira, 27.06.12

Hipócritas

Parece-me positivamente hipócrita – e, no entanto, absolutamente normal, dada a qualidade dos animais em questão – o folclore promovido pelos responsáveis da FPF e equipa da FPF, e pela abjecta imprensa desportiva bêbada de quatro de fervor nacionalista (que raia a xenofobia), relativamente às arbitragens e ao árbitro turco e ao raio que os parta naquela competição a que não ligo muito porque o Benfica não participa.

 

É ultrajante que, em casa, neste paraíso da corrupção à beira-mar plantado, a FPF, os responsáveis e o conjunto de avençados que pululam pelos jornais desportivos, convivam muito bem e varram para debaixo do tapete o cancro que é a arbitragem portuguesa e as arbitragens de escumalha da estirpe do Pedro Proença e do Olarápio Benquerença, e agora de repente assumam uma postura de virgens ofendidas com uma série de suspeições mal amanhadas (especialmente se comparadas com os factos – a que estamos sujeitos semana sim semana sim - que sustentam a canalhice e corrupção na arbitragem portuguesa) sobre a arbitragem ou um árbitro ou o raio que os parta naquela competição a que não ligo muito porque o Benfica não participa.

 

Quando o Benfica denuncia - apoiado em factos e em prejuízos demasiado sistemáticos e cirúrgicos para não serem deliberados - a corrupção a céu aberto na arbitragem cá do burgo e a vergonha que tudo isto é, o bando de hipócritas ridiculariza a questão e sustenta que são desculpas de mau pagador, que isso da influência da arbitragem não existe, e que os árbitros erram na mais perfeita inocência e que não, claro que não, existe um sistema que controla as arbitragens, as classificações, os observadores.

Agora de repente – e apenas com base em suposições um bocado infantis - parece que descobriram a pólvora e afinal pode ser que na arbitragem haja gente que não mereça ser beatificada.

 

Haja paciência. Que legitimidade é que gente da mesma estrutura deste escroque sem vergonha do Vítor Pereira tem para lançar suspeições sobre arbitragens fora de portas?

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:54 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Quarta-feira, 23.05.12

Campeões de Basquetebol

 

 

Campeões, sem medo, no antro da corrupção, perante o olhar esgazeado do guru do aconselhamento familiar. Agredidos, fechados no balneário, impedidos de receber as medalhas e a Taça. E, no entanto, percorre-se a comunicação social e o silêncio é ensurdecedor. Vivem na impunidade há mais de 30 anos. Um dia isto vai acabar.

Enquanto o Benfica confirma a sua Grandeza, o fc porto confirma, com estrondo, a sua pequenez, que os amordaça sem perdão à sua condição de agremiação mesquinha. Aquilo não é um clube, é um conjunto de criminosos que se acham legitimados pela impunidade.

 

Impõe-se perguntar: onde anda a polícia do Porto, num jogo que se adivinhava de alto risco? A encher o bandulho em marisqueiras? E o Ministro da Administração Interna? E o cretino do Relvas, entretido a ameaçar jornalistas? País de merda.

 

Dedicado, com ternura, ao Porco Canal, essa homenagem a George Orwell.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:13 | link do post | comentar | ver comentários (54)
Domingo, 20.05.12

Que 2.000 € mais mal-empregues

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:41 | link do post | comentar | ver comentários (11)
Quarta-feira, 16.05.12

Molho de questões (im)pertinentes

Então, pá, e aquilo do Pereira Cristóvão, como está? Varreu-se para baixo do tapete, como o Apito Dourado?

 

Anda tudo em bicos do pés e a assobiar para o lado a fingir que aquilo não aconteceu? É um fenómeno de amnésia colectiva da comunição social?

 

Tudo caladinho até se jogar a final da Taça, para ver se passa? (a rima foi acidental, como a grande maioria dos golos da lagartagem) 

 

Afinal pode-se, abertamente, depositar carcanhol nas contas dos fiscais de linha (às escondidas, e em numerário, já sabemos que sim, que os funcionários da malta da fruta trataram bem de o demonstrar esta época, em boa homenagem aos anos 90)?

 

E, portanto, pode um clube disputar a final de uma competição em que um seu vice-presidente tentou abertamente corromper uma equipa de arbitragem (às escondidas, e com fruta, já sabemos que não há problema, que a entourage do guru do aconselhamento familiar trata de o demonstrar desde os anos 80)?

 

A malta do Nacional e do Marítimo teve um ataque de narcolepsia, ou foi 'convencida' com presentinhos para a próxima época?

 

E é verdade que o Pereira Cristóvão ficou no Sportém porque ameaçou o Gordinho Lopes com a divulgação de todos os podres e trafulhices que a sua empresa de segurança foi acumulando sobre o caso dos paquetes da Expo? É verdade que, como consta, quando o Gordinho Lopes esteve preso, no âmbito dessa investigação, pediu ajuda ao Pereira Cristóvão para inventar contra-informação e baralhar a PJ? 

 

Confirma-se que o Pereira Cristóvão possui tanta informação comprometedora sobre tanta gente 'honesta' no Conselho Directivo do Sportém que faz literalmente malabarismos com as bolas genitais de quase todos, e depois brinca às chantagens para ir paulatinamente controlando os meandros da lagartagem?

 

Algum lagarto inteligente caiu naquela do 'ah, é vice-presidente do Sportém, e quem disputa a competição futebolística profissional é a Sportém SAD, logo o Sportém não tem nada a ver com isto'? (é uma trick question: não há lagartos inteligentes)

 

Entrando no carrossel: então se o Cristóvão - vice-presidente do Sportém, em plenas funções quando andou a brincar aos depósitos - não fez aquilo para benefício do Sportém, era para benefício de quem, do Paulo Pereira Cristóvão FC?

 

E é isto que a lagartagem quer para o clube, essa miragem supostamente 'diferente' que só existe na cabeça deles, esse suposto bastião da 'moral e da verdade desportiva'? Vão conseguir festejar, sem vergonha na cara, uma taça borrada com as acrobacias do torturador? (é outra trick question: a lagartagem não tem vergonha na cara). E os sportinguistas?

 

E é verdade que ninguém na lagartagem, na estrutura ou na comunicaçãoo social, tem grande vontade de dizer nada contra isto, senão comem com os malmequeres encapuzados do Cristóvão?

 

E, já agora, em Bilbao, a rede de segurança já não lhes fez diferença? Ou aí já não era preciso usar a rede como desculpa para brincar com jerricans e fósforos? (forfos, em Sousacintrês). 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:39 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Terça-feira, 01.05.12

Interlúdio musical

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:57 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Sábado, 28.04.12

Alcoólico (pouco) anónimo

Tenho a sensação de que este pedaço de história televisiva (um marco no tempo de antena dos bêbados da aldeia), dada a sua subtil genialidade, necessita de um guia, de uma espécie de coadjuvante para a plena interpretação da substância do vídeo. Nessa perspectiva, resolvi, para quem tenha dificuldade em interpretar as várias pérolas que emanaram daquele verdadeiro prodígio humano, transcrever as partes do discurso do moço ROC que, pelo seu intrínseco brilhantismo e carácter vanguardista, poderão escapar ao mais incauto espectador, para que possam disfrutar na sua plenitude do articulado intelecto deste apreciador confesso de futebolistas como o “Quemdirá”, o “Schweisen Tiger”, o “Piol” ou o “Supanurú”.

 

Vale bem a pena.

 


- "não... não... sss… eu…eu…" (olhar ausente. Imagino que procura uma garrafa numa prateleira virtual);

 

- "e esta é a grande notícia da RTP N - "da RTP Informação", corrige o Gilberto - ...er…da RTP Informação… peço desculpa deste não meu aggiornamento" (bela frase, o Yoda ficaria orgulhoso, se também tivesse bebido dois garrafões de vinho de 5 litros como tu);

 

- "também dissecáss…também disse ca China há muita hipótese…e também disse cá cinco equip… também disse cá cinco hipóteses…" (não vai mais vinho para a mesa do canto);

 

- Gilberto: "vamos ouvir o Júlio e o Miguel sobre este assunto"; ROC: "nhe nhe nhe nhe nhe" (em falsete, enquanto se contorce numa mistura bizarra entre uma dança do ventre protagonizada por um orangotango e um surto de espasmos de alguém a quem tenham enfiado uma enguia eléctrica no intestino grosso);

 

- "o que o regulamento da assembleia geral diz é um periodantejónimodia…é um período para questões diversas e tal…que não… que atétatif"(pára de repente e olha para o tecto do estúdio, sem saber onde está);

 

- "...não…te, te, te…eu, eu…desculpe..." (mais uma vez, o sistema desliga-se e esquece-se de quem é e de como foi ali parar – é fácil de percebê-lo olhando para o vazio nos olhos, que reflecte o vazio que paira entre aquelas duas orelhas);

 

- "O Xabi Alonso foi enorme…e o Quemdirá…aqueles dois…" (grandes jogadores, ambos. Especialmente o Quemdirá, que é bem bom - Quemdiria...);

 

- "…e ele claro que é mais rápido que o Piol…também é mais soft…" (até porque é verdade que o Piol, seja ele quem for, é um bocado lento e hard);

 

- "o Schweisen Tiger é um médio excelente" (é, sim senhor, apesar de apenas existir no reino da ficção. Era um dos fiéis companheiros do Sandokan);

 

- "… com o endividamente excessivo…nas quais metade eram alemães…isto é o fim!!" (****-se, confesso que na tentativa de compreender esta tive um pequeno avc);

 

- "…e agora quando o Sindicato dos Jornalistas - "dos jogadores", diz o Gilberto - er… dos jogadores, peço desculpa, agora olhei para ti…" (e toda a gente sabe que olhar para aquele camafeu do Gilberto potencia o efeito do 17 litros de álcool já ingerido);

 

- "...é cair bem, bem, bem, bem, bem, bem, bem no que está em cima da mesa” (e caíste bem, filho, em cima da garrafa de Famous Grouse);

 

- "...era o mesmo que eu pôr o Supanurú no topo!" (Sanupurú...sunarapú...sunuparú...sanurapú...esquece);

 

- "para o ano, com o Sá Pinto, isto go, go, go! Go, go, go! Mas tu com o Vítor Pereira não dizes… go, go, go…" (enquanto o gajo dos Zero Cego olha para ele e tenta decidir se chegou finalmente a altura de chamar o piquete do Miguel Bombarda);

 

- "Aquele piripiri que o Sá Pinto põe na equipa" (ui, se calhar não era Famous Grouse, mas VAT 69, que já vamos no reino do delírio: o Sá Pinto a temperar a equipa, o João Pereira vestido de rabanete e o Van Wolksvagen de salsicha);

 

- "… mas eu não quero que os seus colegas jornalistas vejam o jogo como eu vejo, eu quero que o Sá Pinto veja o jogo como eu vejo, ou aliás, eu é que vejo o jogo como ele vê, que é exactamente ao contrário" (ou então tu é que vês o Sá Pinto como ele vê os jornalistas, ou como o jogo o vê, ou exactamente o contrário, que é o jogo a ver o Sá Pinto como tu vês os jornalistas…);

 

- "Então mas o Marinho… o Marinho foi campeão europeu como?" (não sei, e duvido que haja quem saiba como é que o ‘Marinho’ foi campeão europeu).

 

 

E agora descubram as diferenças:

 

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:23 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Terça-feira, 17.04.12

Quanto vale uma Taça limpa?

Como já venho a dizer há muito, o Benfica é tão grande que alberga, inevitavelmente, alguma porcaria (embriagada por alguma importância que a comunicação social, sedenta de facadas no Benfica, lhes dá). É o preço a pagar por ser o maior clube do Mundo (disse do Mundo? Queria dizer do Universo). Mas não me importava nada de ser ligeiramente menos grande e não passar pela vergonha de ter alguns dromedários que dizem que são do Benfica a assobiar e ofender - durante os jogos - jogadores, treinadores e gente do Benfica, e a achincalhar e menorizar - a fazer o trabalho dos inimigos - títulos ganhos de forma digna e honesta. Porque não são do Benfica, na verdade. São, acima de tudo, do clube do seu ego, uma merda profundamente egoísta que existe nas suas cabeças, e que se coloca à frente do Benfica.

 

Se calhar é melhor explicar isto, o que é bem capaz de constituir uma novidade surpreendente para quem não vê além da merda do seu nariz: eu também quero ganhar o campeonato. E - pasme-se - também acho que não o ganhar (especialmente este ano) é um fracasso (por culpas próprias e por culpas alheias). Mas e então?

Em que raio de mundo retorcido, e de que forma bizarra e canhestra, é que ofender e vilipendiar jogadores, treinadores e direcção durante um jogo, e depois de conquistar uma competição, melhora ou mitiga o que quer que seja, como é que isso beneficia o bem comum - o Benfica, em que medida é que isso se enquadra no espírito do 'de muitos, (faça-se) um'?

Não melhora, não mitiga, não beneficia e, definitivamente (definitivamente, ****-se), não se enquadra. 

 

A Taça da Liga foi ganha de forma limpa, honesta, justa, com trabalho e em futebol jogado, sem fruta, sem depósitos em contas da Madeira, sem conluios, sem aconselhamentos familiares a árbitros. E, quanto mais não fosse, só por causa disso vale mais - muito mais - do que os campeonatos ganhos pelos andrades (ou do que taças ganhas com depósitos), na mentira e na corrupção, de forma suja e hipócrita. Para mim a Taça da Liga vale mais do que esta merda deste campeonato viciado, percebem? Se não perceberem, é para o lado que durmo melhor.

 

E antes que venham para aqui com palhaçadas sobre a liberdade de expressão e o direito à indignação e a merda do sentido crítico e o raio que vos parta, digo-vos já que aquilo que alguns asnos fizeram no Sábado não é exercer o sentido crítico ou o direito à indignação, é maltratar o Benfica. E se não percebem isto, a cegueira torna as palas redundantes.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:52 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Quinta-feira, 12.04.12

Às vezes, só mesmo a lagartagem é que me anima

Se o Sportém não existisse, teria de ser inventado. Por isso, agradeço aqui publicamente ao Visconde e ao Estrumpfe (ou Estronço, Estromp ou lá o que é). 

 

Como verdadeira malta do espectáculo (com formação de circo, é fácil percebê-lo), mexem-se com igual à-vontade no musical e na comédia, muitas vezes passando de um para o outro sem passar pela Casa Partida e receber os 2.000. Neste caso, em abono da verdade, não só receberam como depositaram, e na Madeira.

 

Isto não foi um tiro no pé, foi jogar à roleta russa à Sportém (ou seja, com balas em todas as câmaras). Denunciarem-se a eles próprios é bonito (não tão bonito como o papel de parede do túnel para os balneários ou como aquela senhora que tem um molho de bróculos na cabeça e lhes canta o hino) e mostra um sentido de auto-crítica surpreendente para quem festeja quartos lugares no Marquês ou para quem não tem vergonha de ser representado pelo Rui Oliveira e Costa.  

 

 

Remeto para este post, que penso que é apropriado e explana muito bem o que penso sobre o assunto.

 

 

 

 Esta fotografia não tem nada a ver com isto, mas

continuo a achar que é um momento de rara beleza

do marreta e apeteceu-me espetá-la aqui outra vez.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:17 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Terça-feira, 10.04.12

5 anos

A Tertúlia nasceu no dia 10 de Abril de 2007, numa hora difícil, como difícil é a que vivemos. Há precisamente 5 anos, portanto.

 

Na altura, no meu primeiro post, exortava, do alto do meu púlpito - assente, apenas e só, em Benfiquismo desapegado - que o que se impunha, o que se impõe, era que nos mantivéssemos unidos nas derrotas, como unidos estamos nas vitórias. Que a alma e a dimensão Benfiquista servisse para nos amparar e dissolver a agonia dos momentos difíceis. Que libertássemos a dor, que a gritássemos, que a partilhássemos, para percebermos, com supina claridade, que não é só nossa – que não é só minha – mas de todos nós, Benfiquistas. Apelava a que a Tertúlia se tornasse, claro, um espaço onde se cantassem as vitórias, mas também onde se partilhasse a dor comum, e onde se obtivesse força para lutar contras a amarras do destino, muitas vezes cruel (por culpa própria, por culpa alheia, por factores que controlamos e por outros que nem por isso).

 

Volvidos 5 anos, olho para trás e percebo com alívio que, pelo menos para mim – e por mim falo - a Tertúlia tem sido fonte de conforto, amparo e partilha. E de boa disposição, que o humor faz maravilhas ao aparelho cardiovascular.

 

Foram cinco anos de cumplicidade e de companheirismo. Cinco anos de partilha e celebração conjunta de momentos de glória, de amparo nas horas difíceis, de gargalhadas e de lágrimas. Cinco anos de crença, de luta, de sacrifício (muitas vezes da vida pessoal), de tenacidade, de têmpera, de momentos indeléveis cravados na pedra do tempo. Cinco anos de sincera tentativa de contribuição para a construção do um, feito por muitos, sem nunca perder a identidade de um singelo momento encapsulado no tempo em 1904, mas que alumia (especialmente nos momentos mais negros), com uma chama imensa e pura, o caminho do Sport Lisboa e Benfica e dos Benfiquistas.

É uma honra ser Benfiquista (por mais luto que se faça nos tempos difíceis). E é, francamente, uma honra poder partilhar este espaço há 5 anos com amigos do peito.

  

Um Feliz Aniversário à Tertúlia e um abraço Benfiquista a todos.

 

O resto? O resto resolve-se, porque o Benfica renasce todos os dias.

 

Viva o Benfica.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:17 | link do post | comentar | ver comentários (45)
Sábado, 07.04.12

Muito a sério, o Ministério Público que investigue a exibição que o Hugo Viana fez hoje

E vale um leitão que para o ano vai ser o jogador de confiança que o Leonardo Jardim vai levar para o FC Porco. 

 

O argumento desde campeonato é mais rasca que o de uma telenovela da TVI.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:21 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Quarta-feira, 04.04.12

Da chama imensa

E, sim, perdemos - ou melhor, foi-nos roubado sem perdão - um jogo, mas ganhámos uma mão cheia de jogadores, ganhámos união e respeito e ganhámos aquele fogo sem freios que nasce na faísca rebelde da revolta e que é muito capaz de alimentar ainda mais a chama imensa. Haja têmpera para o domar na direcção certa e haja garra, querer e determinação para não o deixar esmorecer.

 

Este conjunto de homens, esta equipa (esta equipa, porra) merece uma recepção memorável para que percebam que isto que fizeram hoje, esta luta que travaram, não foi em vão, que nunca é em vão quando é pelo Benfica. E para que saibam - se dúvidas tiverem - que, assim como não a travaram hoje sozinhos (eu estive lá, dentro do campo, e vocês todos também), não travarão nunca nenhuma sem nós, todos os milhões que fazem o um.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:35 | link do post | comentar | ver comentários (26)

RTP - de joelhos, sem vergonha

A RTP convive bem com a hipocrisia de comentadores e jornalistas desportivos parciais, co-responsáveis por décadas de podridão e corrupção no futebol português, que cobardemente não admitem os seus ódios escondidos e os seus fetiches pela provocação, pela cultura de guerrilha e pela ofensa boçal a um clube que caminha de cabeça bem erguida, sem favores, e cuja grandeza (em termos de dimensão, mas também em termos de valores), por ser inimitável e inalcançável, incomoda muita gente.

 

Também convive bem, todos o sabemos, com a parcialidade gritante praticada por jornalistas moderadores de programas de índole desportiva que depois são recompensados, como rafeiros bem comportados, com cargos de directores de comunicação de clubes assumidamente corruptos, que prosperam há anos e anos e anos na cultura do ódio e do incentivo à violência, fomentando a divisão e clivagem do país em fronteiras artificiais.

 

Convive mal, no entanto, a RTP, com manifestações espontâneas, verdadeiras e honestas de quem não esconde aquilo de que nunca terá de se envergonhar e que, de forma aberta, profundamente digna e correcta – e sem nunca renegar a sua verdade - sempre foi mais imparcial no seu papel de comentador do que muita escumalha que pulula pelas televisões nacionais com o epíteto de jornalista – gente que se prostitui, gente que provoca nas conferências de imprensa, gente que fabrica polémicas, gente que branqueia as sistemáticas facadas na verdade desportiva.

É, apesar de tudo, natural, em organizações propagandistas de índole fascista e que prestam vassalagem, de joelhos bem esfolados e ensanguentados contra as pedras do chão, a quem controla - do esgoto abjecto e corrupto onde medra - os media desportivos, com o mesmíssimo à-vontade e impunidade com que se dedica à coacção, ao compadrio, ao aconselhamento familiar, à distribuição de fruta e de galões, à encomenda de emboscadas, à manietação de observadores e à construção de climas de terror.

 

Ao João Gobern, um abraço do tamanho do nosso Benfiquismo. A luta continua. Sempre.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:03 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Terça-feira, 03.04.12

O que a droga e a sífilis fazem à cabeça de um gajo

"Alguns equívocos e critério díspar. Mas não interessa falar de arbitragem. Os miosótis serão lindos e os trevos de quatro folhas do relvado ajudarão as pessoas a coibir-se de comentar."

 

Jorge Coroado, n'O Jogo, sobre a arbitragem do Benfica – Braga.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:35 | link do post | comentar | ver comentários (24)
Quarta-feira, 21.03.12

O bloqueio do Vitinho

Hoje de manhã estava, com pressa, a tentar despachar-me e havia o raio de uma velha que não me saía da frente na rua. Desviava-se para um lado e depois para o outro sempre que eu tentava passar e aquilo já me estava a mexer com os nervos. Finalmente percebi o que é que o Vitinho queria dizer com 'obstruçom' e 'bloqueio', se bem que não sei se aquilo se poderia exactamente considerar um lance de bola parada, uma vez que as bolas em questão (neste caso as minhas) estavam efectivamente em movimento.

Lembrei-me de ligar ao Artur Soares Dias para lhe perguntar - como fez o Vitinho - se aquilo era permitido, mas percebi que não tinha o número. Entretanto já arranjei, porque felizmente há gente boa e solícita na internet que gosta de ajudar os outros, e isso.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:47 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Terça-feira, 06.03.12

Psiu, onde é que foi toda a gente?

É engraçado, muito engraçado, que quando perdemos - quando o Benfica perde gosto de enfatizar ainda mais que o Benfica somos todos nós - este blog sofre um aumento de tráfego brutal, há filas de trânsito nos comentários e parece que toda a gente estava escondida atrás de um estupor de um arbusto à espera, ofegantemente, para vir defecar, de dedo bem espetado em riste, um 'eu bem disse que isto ia acontecer!!' e toda a gente tem voz e toda a gente quer vir vomitar a sua indignação/raiva/frustração/fúria/revolta e toda a gente arranja um minuto para aqui vir pedir a demissão de toda a gente e toda a gente tem uma merda dum blackberry ou um cabrão dum iphone ou uma catraporra dum daqueles portáteis que cabem na merda do bolso das calças e conseguem com os seus dedos gordinhos carregar nas teclazinhas do touchscreen e cagar uma série de erros ortográficos e mesmo assim expelir o seu brilhante/inovador/revolucionário conceito estratégico para levar o Benfica a bom termo e ganhar tudo. 

 

Quando ganhamos , é isto. Nada.

 

Até ouço as unhas a crescer.

 

Viva o Benfica, sempre. Sempre.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:25 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Terça-feira, 14.02.12

Raging Fool

O regresso de um gajo que gosta de murraças, mas como treinador de gajas? Já vi este filme. Chamava-se 'Million Dollar Baby', e acaba mal.

 

Jornalistas aguardam a primeira conferência de imprensa do Sapa Pinto.


por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:21 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quinta-feira, 09.02.12

Os cães ladram, os lagartos choram*, os andrades surripiam, e o Glorioso passa

Estudo da Deloitte destaca força dos adeptos benfiquistas.

 

Real é o mais rico do Mundo; Benfica na 21.ª posição.

 

Portuguese club Benfica is the highest placed club from a non ‘big five’ league and miss out on a top 20 place by c.€12m. A strong supporter base, excellent facilities at the Estadio da Luz and, participation in the Champions League allowed the club to generate just over €102m in revenues in 2010/11. (…) However Benfica may break the ‘big five’ country stranglehold on the Money League should it progress in the knock-out stages of the Champions League. (a Deloitte, aqui, engana-se: as receitas são de € 105 milhões e o gap para os top 20 é de apenas c. € 10 milhões, como aliás a própria Deloitte corrige, mais abaixo no relatório).

 

Isto, na verdade, ainda não é nada, face à nossa dimensão. Quando finalmente nos pagarem o justo valor pelos direitos televisivos, estaremos, pelo menos, nos 10 primeiros. Registe-se que as receitas mencionadas no estudo são as receitas geradas a nível desportivo pelo clube e pela SAD. As receitas globais do grupo Benfica são superiores.

 

É, assim, paulatinamente e com naturalidade, que se vive a Grandeza. Em absoluto contraste com a insignificância e mesquinhez de outros que, na falência, se vão entretendo a fazer saudações nazis enquanto fazem queimadas e tentam destruir o património alheio, e vão dependendo, hipocritamente, de colo para ir passear ao Jamor e garantir a sobrevivência por mais uns meses; e de outros que vivem à base de fruta e só apareceriam num Top 20 se se tratasse dos clubes com maior despesa em pagamentos a árbitros.

 

 

* e mamam na teta do Pedro Proença, que aparentemente precisa que lhe partam também os dentes de baixo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:31 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Sexta-feira, 03.02.12

I told you so

Não percebo muito bem todo este ar de novidade no que respeita ao estado de falência e miséria efectiva da lagartagem. Há muito que, por entre o ruído ligeiramente irritante da osgalhada a assobiar alegremente o ‘SLB SLB SLB SLB SLB fdp SLB’, tenho vindo precisamente a explicar, devagarinho (para ver se os fadistas, carpinteiros e médicos desta vida percebiam), o estado em que aquela gente está, apesar do evidente estado de negação. Expliquei-o, por exemplo, aqui, aqui ou aqui. 

 

Voltei a referi-lo aqui: “Agora imaginem os sapatos de vela que vão voar quando a lagartagem descobrir (apesar das tentativas desesperadas dos dirigentes da agremiação do Lumiar - essa gente movida a ‘valores’ e ‘princípios’ de inquestionável elevação moral - de o escamotear) quanto é o prejuízo, o passivo bancário e a falência técnica consolidados do grupo…


Andou-se anos a vender a ideia do 'rigor', 'transparência' e qualidade da gestão do Sportem (através da velha táctica lagarta do 'repetir até à exaustão, pode ser que se torne verdade'), e a utilizar isso como arma de arremesso contra outros clubes, sabendo-se que não passava de uma manipulação velhaca e hipócrita da opinião pública orquestrada pela imprensa verde. Já há muito tempo que ando a explicar como as coisas são na verdade. Esta é apenas mais uma evidência. Apanha-se mais depressa um mentiroso - ou um náufrago aldrabão, neste caso - que um coxo.

 

Tentei tornar a coisa ainda mais simples quando há uns tempos expliquei que classificar de forma elogiosa - como a imprensa avençada tinha por costume fazer - a gestão do Sportém como rigorosa era basicamente o mesmo que elogiar um sem-abrigo por ser poupadinho ou quando, numa perspectiva pedagógica, explanei a minha teoria sobre a disfunção eréctilo-financeira da lagartagem, na medida em que a situação das contas do Sportém era, no fundo, como uma relação homossexual impotente: o activo não consegue cobrir o passivo. Como tal, não há líquido. Não havendo líquido, a situação líquida é negativa. Voilá: falência técnica.

 

Aparentemente, só perceberam agora. Não me surpreende. Gente do calibre intelectual do médico dos fígados, que acha que uma auditoria é um instrumento inovador e inventado há coisa de meses, e que o conceito de ‘consolidado’ será único no mundo dos clubes, e muito provavelmente desenvolvido por alguém da NASA num bunker; ou camelos analfabetos como o ROC, que não sabem mexer num computador (torna-se, admito-o, complicado mexer em teclas ou em ratos quando se está sempre com garrafas de VAT 69 nas mãos), terão sempre dificuldade em entender este tipo de coisas.

Eventualmente serão capazes de apreender os aspectos mais práticos da coisa quando não houver dinheiro para encher de gasolina os jerricans da rapaziada do Cristóvão, e rebentar a real estalada pelos túneis de girassóis e borboletas.

 

Em abono da verdade, diga-se que, apesar de tudo, é malta que rompe com as ideias feitas. Sempre na vanguarda (da parvoíce, normalmente), conseguem rebentar com o axioma do ‘não há dinheiro, não há palhaço’. Não há dinheiro, mas o que não falta para ali são palhaços.

 

 

p.s. e, ainda assim, tenho um dedinho que me diz que a auditoria não apanhou todo o passivo financeiro do Sportém, que sempre esteve espalhado por uma série de sociedades instrumentais (apenas com o intuito de aliviar o passivo das mais visíveis) perdidas num organograma mais elusivo que o terceiro neurónio do João Braga. Se calhar o passivo total é ainda maior do que aquilo...

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:00 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Sexta-feira, 27.01.12

O Sportém está de volta, e trouxe o Salema

É com indisfarçável emoção que registo o regresso do Salema à estrutura da lagartagem osgalhada. Regista-se o tom low profile do regresso, sem qualquer anúncio oficial nem lançamento de confetes e flores, nem paradas de gente vestida de cabedal justinho no Lumiar (como todos acreditamos que ele desejaria). Mas a mim não me enganam: o homem (no sentido lato) voltou. A não ser que o Paulo 'todaagenteéinocenteatélevarumasgalhetas' Jurássico Cristóvão tenha afinal uma costela bem mais ‘sensível’ e ‘artística’ do que deixa antever o ar de porteiro de casa de alterne e seja ele o responsável pelas recentes medidas mais coloridas para os lados do Alvalixo. Não me parece, sinceramente. Desde Nero que não há pirómanos conhecidos de sexualidade dúbia.

Não, isto cheira claramente a Salema. Senão, vejamos.

 

Redecoração do túnel de acesso aos balneários

Girassóis. Borboletas. Prados. Restam dúvidas? Parece evidente que a decoração anterior tinha sido obra do bruto insensível do Jurássico e que recorreram ao Salema em desespero de causa para corrigir a coisa. Parece que os estou a ouvir:

S: 'ai que horrôre!! Poses agressivas, planos desenquadrados, gente com excesso de peso e barretes inestéticos comprados na feira. Ainda percebo as fotos em tronco nu de gente de evidente masculinidade, também tenho muitas espalhadas em casa, mas pela santa, fotos dos coletes dos stewards? Gordinho, mas quem é decorou isto, valha-me o visconde.'

GL:'shhh, fala baixo, que ele tem isto tudo cheio de escutas. Foi o marginal do Cristóvão. Faz-me a vida num inferno. Obrigou-me a aprovar, com ameaças de porrada e fez chantagem com o caso dos paquetes da Expo. Que contava tudo à imprensa, que me arrancava as patilhas à dentada e que depois de acabar comigo e me partir as perninhas, em vez de medir 1,25 m, ficava a medir 50 cm. Tenho medo. Não durmo à noite, e só me lembro das galhetas na noite das eleições.'

S: ‘ai que bruto. Bom, isto tem de ir tudo. Vamos encher isto de girassóis e borboletas, tapar os burgessos e os atentados ao bom gosto. Tenho uma ideia para colocar uns cortinados em fúcsia degradé…’

PPC (pelos altifaltantes): ‘estás aqui estás a cair pelas escadas e a comer esse cachecol tricotado’

S (a olhar em redor, com um ar apavorado. Uma mancha negra cresce no fundo das calças): ‘ah ah, estava a brincar, se calhar ficamos pelos girassóis e pelas borboletas…’

 

Massagens

“Na Holanda, jogamos como treinamos. Aqui, quase nem se treina. Adoro! Treinamos uma hora por dia e antes dos jogos fazemos imenso tempo de massagens!”: Ricky Van Volkswagen.

‘Imenso tempo de massagens’? Salema.

 

Musical

Musical? Gente a dançar de meias até ao joelho e vestidos de barracas de praia? Salema.

Preciso de vos recordar da festa do Núcleo Sportinguista de Portimão e da banda de totós, um espectáculo produzido pelo Salema no auge do seu output criativo? As maracas, a imitação do Zé Cabra pelo Dias Ferreira, o Ernesto não sei das quantas a fazer qualquer coisa que ele achava que era dançar vestido de banana?

Este musical pode não ser a materialização do sonho do Salema (o tal projecto muito pessoal da adaptação para musical da Casa na Pradaria, que implicava vestir todos os jogadores como filhas adolescentes do Michael Landon), mas anda lá muito perto.

 

Podem não saber jogar contra 11, o que é lixado, mas sabem montar um espectáculo burlesco. Há que reconhecer o sucesso do marreta da Expo que, em declarações à imprensa, sustenta que aceitou "o repto de ser presidente do clube (...) por querer colocar um sorriso no rosto dos sportinguistas".

Conseguiu, mas ao contrário. Colocou um sorriso no rosto de toda a gente, excepto no dos sportinguistas.

 

Deixo-vos com algumas imagens do espectáculo, que é bem bonito.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:22 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 15.12.11

Calimerdas

Dias agridoces para a lagartagem osgalhada. Na semana em que celebram a maior façanha desportiva da sua história (uma vitória acidental e estéril sobre o clube que lhes povoa os pesadelos, numa época em que malharam com os cornos no quarto lugar no campeonato e o tal clube foi campeão - sim, é patético, mas estamos a falar da lagartagem osgalhada, patético is their middle name), morre-lhes o líder espiritual (link).  

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:13 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Terça-feira, 29.11.11

Diferentes, como as atracções do circo

Sim, vamos todos acreditar no burlão dos paquetes da Expo 98. ‘Temos uma gravação’. Devem ter, devem. Deve estar guardada no mesmo sítio onde guardaram os 3.000 votos fantasma que lhe compraram as eleições.

Agora, em desespero, tentam usar uma eventual fúria do Presidente do Benfica (que a existir, seria mais que justificada, porque personificaria a indignação de todos os Benfiquistas ao ver o seu Estádio vandalizado) para alimentar a campanha de vitimização e lançar fumo sobre o acto criminoso nas bancadas e as declarações ordinárias e provocatórias do jurássico Cristóvão. São ridículos. E diferentes, dizem. Lá isso são.

 

É diferente sacar mentira esfarrapada atrás de mentira esfarrapada da cartola, em fuga desenfreada para a frente, para tentar justificar o injustificável.

É diferente ter um presidente que, fez 9 anos em Março, foi preso pela PJ por corrupção activa e branqueamento de capitais no caso dos paquetes da Expo 98, mas que se apresenta como um paladino da verdade e da justiça.

É diferente – é fino, dizem - embrulhar processos de eleições (com votos contados à patorra, como na pré-história, o que também é diferente) em sessões de pancadaria e saudar os vencedores (apurados com os tais 3.000 votos fantasma) com saraivadas de galhetas nas trombas.

É diferente ter um ruminante jurássico (que tem a reputação de gostar de brincar à Gestapo) a apregoar que já tinham passado há muito a pré-história enquanto um conjunto de macacos selvagens descobria o fogo nas bancadas da Luz.

É diferente gostar de se proclamar como arautos da moral e dos bons costumes e nem por um momento condenar sem reservas actos de vandalismo e agressões a bombeiros. Dizer que ‘não se revêem’ nisso e que que ‘não sabemos quem provocou o incêndio’ é simplesmente, sem meias palavras, ser um real e ordinário filho da puta, sacudir a água do capote e não condenar rigorosamente nada. Se calhar foi a Fada dos Dentes ou o Coelhinho da Páscoa que andaram de jerrican de gasolina a regar as cadeiras.

É diferente queixar-se da acomodação em estádios seguros quando malham com os cornos em fossos no próprio estádio. Fossos cuja construção é da inteira responsabilidade do senhor lá de cima, o burlão da Expo 98.

É diferente ser esquizofrénico ao ponto de achar que os outros lhes deviam fornecer milhares de bilhetes para os amigos imaginários, quando normalmente nem enchem metade do próprio estádio.

É diferente ser comido há 30 anos pela malta da fruta e continuar a ser conivente com a corrupção, comendo as migalhinhas, enquanto se berra ódio ao Benfica.

É diferente ser levado ao colo pelas arbitragens e estar permanentemente a queixar-se, construindo realidades virtuais para assegurar o futuro.

É diferente ter como cântico fundamental, em todas as circunstâncias, uma música que invoca o clube que os assombra.

É diferente viver como fidalgo apesar de estar virtualmente na falência e estar constantemente a ser resgatado por dirigentes com demasiada influência na banca (ou por banqueiros com demasiada influência na lagartagem, take your pick).

É diferente ser um clube que é, na sua essência, a negação de outro.

 

E é, na verdade, diferente ter uma necessidade premente de se estar permanentemente a afirmar que se é diferente.

 

Sou, obviamente, pelo corte de relações. Mas, convenhamos, sempre fui. Relações com lagartos sempre me soou demasiado a zoofilia.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:16 | link do post | comentar | ver comentários (73)
Domingo, 27.11.11

Betos com fósforos

A lagartagem - a osgalhada, se quiserem, que já me tentaram processar por usar o termo anterior (a sério) - é, como se sabe, essencialmente um conjunto de betos invejosos que vivem ancorados num ressentimento gravado a pedra nos cornos de cada uma destas criaturas sapudas. Como tal, e como nós - o objecto do ressentimento, o Benfica, os Benfiquistas - não lhes ligamos puto, o que fazem invariavelmente é criar 'casos' do nada, inventando situações em que são 'injustiçados' pelo Benfica, para depois e sistematicamente (i) justificarem a sonora queda com os dentes e cornos no chão sempre que se metem connosco e (ii) mostrarem uma indignação histérica contra o Glorioso para unir a lagartagem osgalhada, normalmente tresmalhada à primeira contrariedade. Em todos os manuais que ensinam como ser um bom lagarto uma boa osga vem como primeiro mandamento e conceito estratégico fundamental o ataque ao Benfica para ganhar o apreço dos demais lagartos osgas.
Hoje foram longe demais. O Benfica, e muito bem, desenhou um novo modelo de segurança para os adeptos organizados adversários. Frise-se o 'organizados', porque toda a gente pôde ver muito bom lagarto muito boa osga espalhada pelo Estádio, em todos os sectores, em amena cavaqueira com os tolerantes adeptos Benfiquistas. O que, como a besta jurássica do Paulo Pereira Cristóvão muito bem sabe, não se vê no Alvalixo, onde a tolerância só é praticada para com os amigos corruptos do Norte.

O Benfica, como dizia, desenhou um novo modelo de segurança e resolveu aplicá-lo, como qualquer entidade inteligente o faria, no primeiro jogo em que se recebe gente que não se sabe comportar (a malta da fruta ainda não veio cá este ano). O que faz, como se esperaria, a lagartagem osgalhada?
Um chinfrim hipócrita e cretino, e a geração espontânea de mais um caso que nasce do buraco do cu dos fantoches que os dirigem para unir a lagartagem osgalhada e ganhar a simpatia dos sapos já desinchados na eventualidade de baterem com os cornos no chão. Vão incendiando o ambiente - que até estava razoavelmente pacífico - e como a coisa corre de facto mal, tendo batido mais uma vez de forma tonitruante com o focinho na calçada, no final do jogo um cretino pré-histórico da direcção lagarta osga faz um discurso extraordinário - na medida em que é efectuado na sua totalidade com a abertura do ânus (cuidem-se os ventríloquos e os proctologistas) - em que incendeia ainda mais os ânimos, a birrinha dos betos e, consequentemente, parte do estádio. Literalmente.


Parece-me claro que estes ordinários jurássicos têm de ser responsabilizados. Mande-se-lhes a factura do belo serviço que as osgas pirómanas fizeram no nosso Estádio. Corte-se as relações com estes profissionais da hipocrisia. E proíba-se a entrada futura deste tipo de animais. Eu, pela minha parte, estou disposto a contribuir com o que for preciso para as multas que resolverem inventar.


Ver o meu Estádio vandalizado por betos com fósforos? Não, obrigado. Há um limite para a tolerância com o louco da aldeia, e normalmente acaba quando este nos começa a incendiar a casa.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 00:18 | link do post | comentar | ver comentários (39)
Terça-feira, 19.07.11

Junk food

Sabemos, de fonte segura e insuspeita, que o Nolito foi activa, sistematica e insistentemente assediado pelos andrades antes de assinar pelo Benfica, que Witsel foi uma vitória retumbante da capacidade de negociação do Benfica, que o trouxe e o fidelizou por um montante inferior a uma oferta do fcp, e que Eduardo (goste-se ou não se goste, seja por razões relativamente objectivas ou por razões mais ou menos infantis) pendeu para o Benfica por questões de simpatia clubística pessoal e da família, apesar de ser uma aposta e um objectivo tentado até ao final para a baliza do fcp.

 

E, no entanto, não se fazem capas sensacionalistas na imprensa sobre as vitórias do Benfica no campeonato das contratações, muito também porque não temos – feliz ou infelizmente, dependendo da perspectiva, do grau de inocência e dos ‘princípios’ que se agitam histericamente ao vento – jornais que se disfarçam de imprensa isenta mas que são efectivamente veículos de propaganda de grupos económicos de legalidade duvidosa com interesses no futebol e nos meios de diversão nocturna.

 

A única coisa ligeiramente irritante nisto tudo? Os benfiquistas que continuam a comer esses pasquins e que, por consequência, continuam a ser, irónica e sistematicamente, ‘comidos’.

 

Comentários a isto, podem enviar para o estoumeaborrifar@zen.pt ou talktothehand@fuckoff.com.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:45 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Quinta-feira, 26.05.11

Jornalismo de retrete

Comunicado Benfica - Já não há limites.

 

Imagino que gente como o Octávio Ribeiro e os bandalhos da Controlinveste já sejam imunes ao cheiro da merda onde chafurdam todos os dias. Mas há muita gente que não é.

 

Que isto sirva, pelo menos, para reflectir sobre a forma como recebemos o patrão da Controlinveste em nossa casa.

 

 

p.s. entretanto, o rafeiro asqueroso que dá pelo nome de Eugénio Queirós (e que aprendeu a ser um menino bem mandado depois de levar umas galhetas andrades no gigantesco lombo), continua a fazer o trabalho sujo do Pasquim e mergulha com evidente prazer no festival de excremento. Chafurda, Geninho, chafurda.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:19 | link do post | comentar | ver comentários (35)
Sexta-feira, 20.05.11

Eu sou benfiquista. Não compro o Pasquim. E tu?

 

 

O Benfica, sabemo-lo bem, é a vítima favorita da avençada comunicação social deste país. Porque falar no Benfica garante receitas, face à sua dimensão, e por outras razões também de carácter mercantilista, mas que têm mais a ver com prostituição (a da comunicação social, bem entendido). A imprensa, neste circo dos media, é particularmente activa nesse espectáculo de ofensa e falta de respeito ao Benfica, o que constitui paradoxalmente uma dança esquizofrénica na direcção de um abismo suicida, sendo que a queda desamparada de focinheira no chão não se concretiza por absoluta falta de mobilização, laxismo e letargia anestesiada do mundo Benfiquista. Temos, não tenham dúvidas, a capacidade de mudar isto, recorrendo a uma arma que constitui uma das mais evidentes características da nossa identidade: a Grandeza. E grandeza, neste contexto, não é só a Grandeza de alma, de espírito e de legado associada à matriz Benfiquista, mas sobretudo grandeza no sentido estrito e material da palavra: dimensão.

 

Podem agitar-nos, com as patas, todos os troféus ganhos com fruta e batota e podem tentar quanto quiserem diminuir o fosso a nível da contabilização de títulos, sendo que cada um dos nossos vale por uns 100 dos deles, porque são limpos e honestos (e, como tal, bem podem comprar títulos que nunca lá chegarão). Há, até, títulos que podem esgrimir como argumento e onde nunca os poderemos igualar. Nos títulos da coacção, do compadrio, do aconselhamento familiar, da distribuição de fruta, das escutas, da manietação de observadores, na construção de climas de terror. Nos títulos de modalidades particularmente inovadoras, como o lançamento de bolas de golfe e isqueiros ou no lançamento de sacos de pedras de viadutos. Até no título mundial de imitações de GPS para árbitros perdidos por bairros da área metropolitana do Porto. Podem tudo isso.

Mas o que o verdadeiramente os perturba, o que não os deixa dormir, aquilo que lhes constrói a obsessão que descobrem a cada conferência de imprensa, a cada festejo de títulos, a cada entrevista, a cada manifestação de ‘fina ironia’,  é perceberem, com uma claridade que os magoa e os amputa - que os agrilhoa na sua inveja - que há diferenças que são inultrapassáveis e que não há fruta, Gonçalves Pereiras, Pintos de Sousas, juízes Mortáguas, Garridos, Benquerenças, Xistras ou Cosmes Machados que comprem.

Esse atestado de inferioridade e esse irónico acto de vassalagem é evidente, por exemplo, nas declarações do melhor-treinador-do-sistema-solar-e-quiçá-da-Via-Láctea-e-eventualmente-do-Universo-e-que-ainda-por-cima-é-novo-e-caem-lhe-bem-os-fatos, depois da conquista da Liga Europa, admitindo que o grande objectivo é atingir o número de títulos do Benfica; é evidente nos omnipresentes cânticos de ódio ao SLB (vociferados a plenos pulmões por todo o plantel) em todo e qualquer festejo ou no simpático cachecol sobre o Benfica orgulhosamente envergado por verdadeiros gentlemen do plantel como o Sapunaru; é evidente, como um escarro na cara, nas declarações do Mestre Pinto, à partida para uma final europeia, invocando de forma absolutamente gratuita – e que vitória da nossa grandeza isso é, percebam-no - o nome do Benfica.

Eles sabem, e sabe-o toda a gente, que a nossa Grandeza e a nossa dimensão são inatingíveis, e esse complexo de inferioridade é, paradoxal e ironicamente, o principal açaime da sua expansão e a principal razão da sua pequenez.

 

Sabendo tudo isto também sabem que a única forma de lidar com isso, e de o tornear, é fomentar a divisão, tornar o Benfica vítima dessa sua grandeza. Fazem-no através de uma miríade de formas – e têm tido sucesso porque somos particularmente permeáveis no desnorte histérico e esquizofrénico das massas volúveis – mas a mais evidente e o principal instrumento é a comunicação social avençada. São os media controlados por figuras anti-benfiquistas chave, são os jornalistas anti-benfiquistas, são os jornalistas despudoradamrente facciosos, são os jornalistas que aprenderam a comportar-se depois de levar umas galhetas no lombo, e são os jornalistas que se dizem benfiquistas mas que ­– fundamentam - precisam de sustentar as famílias ao fim do mês, para o que vendem metaforicamente o rabo, lambendo metaforicamente o dos donos do pântano do futebol português.

 

Pois muito bem. Há, já o escrevi mais do que uma vez, uma forma de lutar contra isto, de fazer na verdade alguma coisa, em vez de nos estarmos sistematicamente a queixar e no dia seguinte ver benfiquistas pouco avisados ir aos quiosques arrotar quase um euro para pagar os bifes que imbecis como o Bernardo Ribeiro comem em barda e a cera que hipócritas como o Alexandre Pais usam para polir a careca. Há, de facto, algo que podemos fazer, que consiste em usarmos aquilo que nunca ninguém, por mais títulos que compre, nos pode tirar: a nossa grandeza.

 

O Pasquim – de matriz editorial controlada por atuns (anti-benfiquistas azuis esverdeados) - tem sido uma das armas mais activas desse sistema, prestando sem qualquer tipo de pudor vassalagem aos ‘donos’ do futebol português (leiam-se, com um saco para vómito à mão, os últimos textos do inenarrável Alexandre Pais ou do cobarde salivante do Eugénio Queirós), faltando sistematicamente ao respeito ao Benfica, escrevendo com as patas ficção ofensiva e atentatória do bom nome do clube, fomentando a divisão e muitas vezes criando problemas onde não os há. São notícias fabricadas sobre o balneário, sobre contratações, sobre declarações; são artigos canalhas e ofensivos para com o Benfica e os Benfiquistas de gente com responsabilidades editoriais e sem vergonha na cara; são interpretações e crónicas parciais sobre os jogos e as arbitragens; é a lavagem sistemática de toda a porcaria que conspurca e vai matando o futebol português há décadas. O problema? O problema é que benfiquistas há que não só continuam a contribuir monetariamente para isto, como ingenuamente continuam a ser influenciados por esta gente, justificando que os imbecis do Pasquim Radical continuem espaventosamente a zombar de uma parte fundamental do público que lhes garante o ganha-pão.

 

Já apelei diversas vezes a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente este hipócritas do Pasquim e os moços de recados dos andrades n' O Jogo. Quanto à ‘A Bola’, remeto para este texto. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.

Esta gente só perceberá, na verdade, quando lhes doer onde faz mais mossa. No bolso. O repto que vos lanço, portanto, é que lhes façamos ver que acabou a impunidade e a falta de respeito ao Benfica sob o patrocínio dos próprios benfiquistas e que deixemos de lhes garantir a sobrevivência. Há, de facto, face à nossa grandeza e força no mercado, uma oportunidade de fazermos algo que faça a diferença. Façamo-lo, mas com determinação de quem sabe que o que está a fazer é certo.

Bem sei que há muitos de nós que já o fazem, mas é preciso mais, e de forma organizada.

 

A partir de hoje, este blog ostentará orgulhosamente o banner que se apresenta aí em cima. Usem-no, com toda a liberdade, nos vossos blogs, enviem-no para blogs amigos, divulguem o desafio. Mas é preciso mais: o Benfica é infinitamente grande e – não tenham ilusões – o espaço virtual é apenas uma pequena amostra, muitas das vezes sem representatividade, deste fenómeno do génio humano que é o Benfica. Falem com os vossos amigos benfiquistas por esse país fora, sensibilizem-nos para a importância disto, espalhem a palavra.

 

É, essencialmente, isto. Eu sou benfiquista. Não compro o Pasquim. E tu?

 

 

Adenda

Para quem quiser, fica aqui o código do banner. Basta copiar e colocar nos componentes do blogue.


  

<a href="http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/1147481.html"  target="_blank" ><img src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bce0676de/8506080_LvyII.png"   alt="VAMOS ACABAR COM AS IMBECILIDADES" width="280" height="75" border="0" /></a>

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (87)
Segunda-feira, 16.05.11

Aimar Forever

 

 

A admiração que tenho pelo Pablo Aimar e o orgulho que sinto por ele estar no Benfica não se compadecem com nada menos do que isto.

 

 

 

p.s. Aimar desmente Pasquim.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:04 | link do post | comentar | ver comentários (50)
Sexta-feira, 13.05.11

Imbecis sem nível lá em baixo que dão um péssimo exemplo cá para cima…

Dizem-me que os imbecis do Pasquim Radical ficaram amuadinhos com o carinho com que os tratamos (link).

 

Pois é, caro Shrek ou Careca ou lá o que é - para simplificar as coisas vamos simplesmente tratá-lo por 'imbecil' - educação e boas maneiras e respeito e tudo isso, sim senhor, mas a quem se dá ao respeito. Quem se comporta há largos anos como um verdadeiro repositório de ficção escrita com as patas de gente suja (com uma agenda muito própria) que falta sistematicamente ao respeito ao clube que sustenta o futebol português, merece ser tratado como isso mesmo: um repositório de porcaria. A partir do momento em que percebemos que a vossa 'educação', 'boas maneiras' e 'respeito' passam pela adjectivação, por parte de um Subdirector do vosso pasquim, de comentadores da Benfica TV como 'imbecis', caro imbecil, reservamo-nos o direito de aplicar os princípios da reciprocidade e do primado da substância sobre a forma (que também são - permita-me a liberdade – estimáveis princípios de uma 'boa educação') e dirigirmo-nos a V.Exas pelo que sinceramente achamos que são: uns imbecis de primeira água. Imagino que o uso do simpático impropério só constitua ‘linguagem desbragada e ofensiva’ quando não é utilizado por parte da alta direcção do vosso pasquim. Nessas circunstâncias, calculo que lhe seja aplicado o mesmo sabão macaco que V.Exas utilizam para branquear toda a porcaria e corrupção que suja o futebol português há décadas e que essa linguagem se torne ‘fina ironia’.

 

É caso para dizer: é a democracia, estúpido. Cujos efeitos, afinal, parece que atingem mesmo os tais impolutos que V.Exa, caro imbecil, acha que não estão ao alcance da populaça.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Quarta-feira, 04.05.11

Um imbecil no Pasquim Radical

Bernardo Ribeiro: um grande imbecil ou apenas um imbecil grande (link)? A doutrina diverge.

 

Desmentido do Sport Lisboa e Benfica (link).

 

 

Apetece dizer o seguinte:

 

'Chamar ao Record um jornal de desportivo pode ser considerado abusivo. É pena, porque basta ver os jornais como o L’Equipe ou A Marca para perceber como podem ser interessantes os jornais desportivos, mesmo defendendo sempre as suas cores. Mas momentos como este - vou poupá-los ao tristemente célebre episódio em que um irresponsável do Record se enganou nas sondagens para a presidência do sporting- levam-me a pensar que o jornal Record devia chamar-se Record de Mentiras. Afinal, há por ali conteúdos que até um pasquim de aldeia pensaria duas vezes antes de publicar. E é pena que jornalistas (?) fiquem tão contentes em dar-se ao luxo de escrever imbecilidades tamanhas em forma de mentiras descaradas. O jornalismo desportivo português merecia mais e melhor. Ter alguns milhares de leitores eleva a responsabilidade e a história de um jornal com alguns anos fica manchada por gente assim.'

 

 

p.s. o triste é que ainda há quem caia nisto.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:45 | link do post | comentar | ver comentários (36)

Árbitro holandês diz que os bifes do Calor da Noite são mais tenros do que os de Amesterdão

Bjorn Kuipers engasga-se com rebuçado em jantar com dirigentes do FC Porto (link). A ajuda tardou porque pensaram que estava a dizer 'obrigado' em holandês.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:29 | link do post | comentar | ver comentários (20)
Quarta-feira, 27.04.11

Crença

 

 

Acredito no Benfica como acredito no ar que respiro. Não o consigo ver, mas conto sempre com ele para me alimentar os pulmões. Viver desta forma é fácil - não é difícil, como alguns dizem - porque é natural. Inspiro o ar e inspiro o Benfica na mesma medida, e ambos me sustentam esta franzina moldura humana. Não é um acto de fé, nem sequer é um esforço consciente de motivação: é, sinceramente, tão natural como colocar um pé à frente do outro para andar, abrir os olhos para ver ou, sim, inspirar e expirar - respirar. Independentemente de toda a conjuntura, dos problemas que houver (e há), do momento de forma, das críticas justas ou injustas, das lesões, das limitações físicas ou psicológicas, da perda de competições que se contava legitimamente vencer, dos adeptos inclementes e sem memória, da hesitação e receio de muitos, do azar que persegue e se esconde à espreita, da vida torta. Mesmo quando tudo aponta noutro sentido, acredito no Benfica. Assim como acredito que toda a conquista digna e honrada implica luta, sofrimento e dedicação, pelo que acredito – vivo com essa crença entranhada - que o Benfica, na luta com fervor, com esse sofrimento e dedicação, conquistará a vitória e nos conquistará a todos.

 

Não é, para mim, confesso-o, um grande esforço nem um assomo de sacrifício estar amanhã nas bancadas do meu estádio a acreditar no meu Benfica: é-me natural e não consigo conceber outro qualquer sítio onde preferisse estar. No fim, independentemente do que acontecer, enlaço com firmeza o meu cachecol vermelho na minha carcaça sofrida e uso-o com o orgulho de sempre.

Não entendo – e isto não é uma crítica, é uma assunção das minhas limitações – quem assim não vive o Benfica e quem opta por dividir numa altura que clama por união.

 

Onde está o nosso povo? O povo que interessa estará amanhã no Estádio da Luz e por esse país e mundo fora, equilibrado – sem medo do abismo - numa linha tão invisível quanto a minha crença. Sem assobios, sem recriminações, sem renegar camisolas bem suadas e sem voltar as costas quando os nossos mais precisam.

 

Força meu Benfica, e um abraço a todos.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:00 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Quinta-feira, 10.03.11

Vamos a eles!

Porque, como já tive oportunidade de dizer, a minha revolta se transmuta em apoio incondicional nas bancadas (é o meu grito, intemporal, de insurreição, de indignação, de ira, de rebelião) e porque não sei - e dou todos os dias graças aos deuses por isso - viver o Benfica de outra maneira, daqui a pouco meto-me a caminho de casa, do meu (de todos nós) Estádio da Luz, para apoiar sem amarras o meu Benfica contra o PSG. E não vejo a hora - não vejo mesmo, e isto é sentido e verdadeiro e vem do fundo - de estar sentado no meu lugar a apoiar os meus, de cabeça erguida, com um orgulho imorredoiro e com a certeza de que o faço é puro e honesto. Quero que eles lá em baixo sintam que estou com eles (sempre - sempre!) e que pontapeiem a bola e que esvoacem a camisola vermelha com a certeza profunda de que não é um qualquer contratempo velhaco contra corruptos e esbirros que algum dia me fará acreditar menos neles.

 

Vamos a eles, viva o Benfica!!!

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:50 | link do post | comentar | ver comentários (18)
Segunda-feira, 28.02.11

Um grito com 107 anos

 

 

O Benfica comemora hoje o 107º aniversário e percebemos todos, com o coração cheio, que o Benfica de hoje honra o Benfica de sempre. O presente de aniversário chegou ontem, e é um tributo a tudo o que faz do Benfica a gigantesca alma colectiva que é, encapsulando num remate personificado pelo Fábio Coentrão, mas conduzido pelas pernas das 55.000 almas nas bancadas e dos 14 milhões espalhados pelo mundo, a vontade férrea e o fôlego que nos movem. Julgo que falo por todos quantos lá estivemos quando digo que o meu lugar no estádio ontem era infinitamente pequeno para a minha querença inquieta e uma intolerável camisa de forças que me amordaçava o lancinante ímpeto de ir lá para dentro ajudar – com as minhas pernas, com a minha vontade, com a minha revolta e fúria – a empurrar quem tudo deu com a camisola cor de sangue. Na verdade, empurrámo-los a todos, com a nossa vontade, e eles empurraram-nos a nós, superando a dor física e o fado.

É - e como isto me orgulha - exactamente como já aqui escrevi:

‘O Benfica é tudo isto, é todos nós, é o um que resulta da imensidão de muitos. Quando, nas bancadas, as nossas almas se unem num grito comum, lancinante e arrebatador, que carrega o Benfica, somos um. E lá em baixo, a equipa, que bebe essa chama, esse apelo, essa invocação, mais não é do que um prolongamento – a espada que brandimos – do Benfica que somos todos nós (aquelas pernas lá em baixo são as nossas pernas, aqueles pulmões são os nossos pulmões).’

 

A vitória de ontem, gente que vive com a Águia na alma, tem um significado infinitamente maior do que os 3 pontos que objectivamente dali resultaram: é um grito, um grito de milhões e milhões de gargantas – rouco porque já soa há muito tempo, mas tonitruante porque vem do fundo – que não se rendem e não se renderão nunca. É um ‘não desistimos!’, é um ‘não vergamos!’, é um ‘não quebramos!’, é um ‘até que a terra me coma!’. É uma mensagem que nos define e é um grito de revolta contra as cruéis amarras do destino, contra os grilhões das leis da Natureza e das limitações físicas, que simboliza e espelha na perfeição a nossa batalha há largos anos: a luta sem quartel contra a injustiça, contra a inevitabilidade da desgraça, contra o azar, contra a crueza dos postes amaldiçoados e da sorte de quem a não merece, contra o antijogo e a batota, contra a corrupção entranhada, contra árbitros vendidos, observadores comprados, a imprensa controlada, compadrios sem vergonha. Contra tudo (o que nos enviam para prejudicar) e contra todos (os que nos tentam derrubar).

Aqueles homens lá em baixo foram, verdadeiramente – têm-no sido – uma extensão de todos nós. E o jogo – aquele momento gravado indelevelmente no tempo – condensa, naquela atitude, naquele acreditar, naquela têmpera, na superação perante a adversidade, aquilo que o Benfica é hoje, aquilo que o Benfica sempre foi, aquilo que o Benfica sempre será:

Um, feito de muitos.

 

Feliz Aniversário, Benfica, e obrigado por tudo.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:15 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quinta-feira, 24.02.11

Orgulho, muito orgulho

O Benfica hoje - na Mercedez Benz Arena de Estugarda - jogou como o Benfica, nos nossos mais íntimos devaneios, joga. Jogamos muito à bola, e isto permite-nos perceber o quanto este país, e a podridão que por aqui grassa, nos amordaçam (e digo isto em vários sentidos).

 

Neste momento, no entanto, apenas me apetece louvar esta equipa (na verdadeira acepção da palavra) e quem a comanda, a sua galhardia, garra, querer e ambição.

São grandes, à Benfica.

 

Viva o Benfica!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (27)
Sexta-feira, 11.02.11

Resumo

Há coisas que são claras para gente esclarecida (Benfiquista) e meio nebulosas para gente com o QI de um saco de fertilizante (ou de um Rui Oliveira e Costa, o que vai dar ao mesmo), mas é muito interessante ver como basta passar os olhos pelas notícias de hoje para perceber como são evidentes as diferenças da filosofia e do modo de vida do Benfica, do clube do Guarda Abel e da lagartagem.

 

Numa palavra:

 

Grandeza – 'Benfica é o 11º clube da Europa com maiores receitas de bilheteira' (link)

 

 

Batota – 'Ukra não defronta o patronato' (link) (link)

 

 

Entretenimento - 'Bettencourt: «Ajuda a pagar-vos os ordenados» - Presidente leonino justifica venda de Liedson' (link)

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:26 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Quinta-feira, 10.02.11

Feliz Aniversário, Chalana

 

 

Não podia deixar passar a ocasião, sabendo como se sabe que foi (e será sempre) o meu jogador favorito e o que para mim melhor exemplificava o que era o Benfica quando me tornei gente. Não me querendo repetir, remeto para aqui: link.

 

 

Um grande, grande abraço e um Feliz Aniversário para o Grande Chalana.

 

 

p.s. e que linda que era aquela camisola, caraças.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Segunda-feira, 31.01.11

Separador

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por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:16 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Segunda-feira, 17.01.11

Totó morto, totó posto

 

Sim, o Cabeça de Cotonete é uma perda eventualmente irreparável para o panorama humorístico nacional, e merecia uma medalha pelo muito que fez pela imagem dos cretinos (em abstracto), no sentido de mostrar que podem – apesar dos resultados obviamente catastróficos – estar à frente de coisas (agrupamentos de escuteiros, seitas religiosas, filas de supermercado, o Sportém – esse tipo de coisas). Mas confio no filão inesgotável de imbecis e bêbados (ou de imbecis bêbados, como o Rui Oliveira e Costa) que a lagartagem possui para alimentar de palhaços o cargo máximo do Circo do Lumiar.

 

Pela minha parte, aposto numa linha de continuidade e folgo em ver que se perfila como forte candidato mais um palerma de proporções bíblicas. Faço figas para que seja o totó do Rogério, até porque há à venda coisas dessas que estão aí na imagem, o que facilitaria claramente o nosso trabalho no programa (parecendo que não, o cabelo do boneco do Cabeça de Cotonete exigia manutenção). Além disso, tem um potencial do tamanho do vazio entre as orelhas do Ernesto Ferreira da Silva para nos continuar a dar material inadvertidamente humorístico.

Lagartagem, vejam lá isso. O slogan da campanha até pode ser ‘Milhouse forever’ (ou seja, cerca de ano e meio).

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:23 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Terça-feira, 30.11.10

O mundo ao contrário

Parece uma piada – podia perfeitamente ser (sabes aquela do Al Capone, que se vira para o Eliot Ness e diz ‘epá, pareces um gangster, com esse chapéu) - mas não é. O recente comunicado - escrito com as patas - de uma associação criminosa reminiscente das mais cinematográficas organizações de malfeitores, cuja actividade se divide entre a gestão de um clube de futebol assumidamente corrupto, casas de alterne e uma rede de canídeos espalhados pela comunicação social, soa a uma infantil, patética e oca tentativa de atirar um ‘quem diz é quem é’.

 

Dizem que o ridículo não mata. Eu digo que sim. Já matou, há muito, uma agremiação quem em tempos chegou a ser um clube de futebol do Porto, mas que foi engolida pelas práticas criminosas de quem a controla até mais não ser do que uma fachada para um conjunto de corruptos, gangsters e prostitutas que se divertem a fazer comunicados acidentalmente humorísticos.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:33 | link do post | comentar | ver comentários (14)
Domingo, 28.11.10

Cães amestrados

Triste e dormente vai um país em que um filho de uma puta sifilítica que trabalha para uma estação de televisão pejada de filhos da puta faz, no final de um jogo transmitido por esse bordel cheio de ratazanas que é a TVI, uma flash interview ao treinador do maior e mais digno clube português em termos ofensivos e acaba a noite com os dentes todos e com a capacidade de se locomover por meios próprios. É só isto.

 

 

Adenda

 

Nem de propósito, uma das prostitutas de maior saída no bordel, aquela ovelha do Luís Sobral, já veio escancarar as pernas outra vez no MaisFutebol, outro dos prostíbulos do Grupo, e defender a outra puta (que dá pelo nome artístico de Hugo Cadete). Pelo menos é gente com sentido corporativo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:16 | link do post | comentar | ver comentários (49)
Quinta-feira, 11.11.10

'A Bola' (1945 - 2010) - R.I.P.

O editorial de Vítor Serpa hoje n'A Bola' – lido na Internet, dado que 'A Bola' de Terça-Feira dia 9 de Novembro de 2010 alcançou, subitamente, a dúbia honra histórica de se tornar o último exemplar por mim adquirido - assume a natureza de um epitáfio. 'A Bola' morreu – já estava moribunda há muito – numa perspectiva objectiva e economicista, porque a prostituição a que se entregou alienou finalmente uma parte fundamental do público que lhe garante o ganha-pão; e morreu, numa perspectiva subjectiva e emocional, porque traiu todos os ideais e a memória colectiva do seu passado de tal forma que deixou, efectivamente, de ser o jornal que foi durante décadas.

O epitáfio é bizarro na sua génese, dado ser escrito pelo coveiro. E é um epitáfio que envergonha de forma canalha a memória do que foi a enterrar.

 

Já apelei diversas vezes, aqui e no programa, a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente os hipócritas do jornal não oficial da lagartagem, o Pasquim (Record), e os moços de recados e capangas dos andrades d'O Jogo. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.

Confesso que ainda comprava 'A Bola' por algum respeito à sua história de dignidade e por lhe reconhecer ainda, aqui e ali, laivos de salutar independência que não vislumbrava em mais lugar algum, apesar do crescente anti-benfiquismo (evidente nas colunas dos estafetas de serviço dos andrades e dos patetas da lagartagem), e da linha editorial ditada por rafeiros (sinto-me legitimado a usar o termo) da estirpe do Carlos Pereira Santos, com o beneplácito de hipócritas de estômago exigente como o Vítor Serpa (digo isto com propriedade: já o vi a encher o bandulho com um abandono assinalável em Galas do Benfica, apesar de disputar a data histórica subjacente à existência das referidas Galas). Comprava-a ainda, exactamente, por muito poucas outras razões, como a presença do RAP aos Sábados.

 

Isso acabou, definitivamente, na Terça-Feira passada. O take over absoluto d'A Bola' pela asquerosa facção anti-benfiquista atingiu um limite pornográfico e reminiscente de regimes históricos ironicamente semelhantes ao que vigora no clube dos andrades, o que se tornou particularmente evidente através dos cada vez mais frequentes e menos discretos gestos de vassalagem aos criminosos que amordaçam o futebol português. A promoção sistemática e desavergonhada dos activos dos andrades, a lavagem pública e a relativização de arbitragens vergonhosas, os ataques crescentes e as ofensas ao Benfica e aos seus responsáveis por parte de gente com responsabilidades editoriais, a velhacaria de colunas e colunas e colunas de propagação da mensagem anti-benfiquista sob o manto de artigos de opinião de gente adepta de clubes com práticas reconhecidamente criminosas e dos clubes seus lacaios mostram, sem sombra de dúvida, que 'A Bola' de hoje envergonha 'A Bola' do passado e mais não passa do que outro veículo de propaganda de laivos goebbelsianos à máquina (sistema, se quiserem) que controla o futebol neste país. Poder-se-á argumentar que 'A Bola' de hoje mais não é do que o espelho do que este país se tornou: um paraíso da impunidade, da hipocrisia e da corrupção (moral e económica), onde as mais aviltantes afrontas à verdade e à decência passaram a ser encaradas com normalidade. Um país onde o conformismo vai corroendo a indignação, um país onde já se acha que ‘as coisas já são assim há muito tempo, não há nada a fazer’ e um país onde se aceita com a normalidade gerada pela repetição impune que cretinos e capangas de gente sem vergonha promovam o ódio e a divisão e cantem ‘SLB SLB SLB fdp SLB’ pelos estádios desse país fora.

Poder-se-á argumentar que sim, 'A Bola' apenas reflecte o esgoto falido onde está inserida, mas durante muito tempo lutou e quis ser melhor do que isso. O funeral a que agora se assiste assume a forma do sopro final e falência moral de um jornal desportivo.

Tenho, genuinamente, pena. É uma parte emblemática da minha memória afectiva que morre de forma pouco digna.

 

Quanto aos responsáveis d’A Bola', cheira-me que fizeram mal as contas. As contrapartidas pelo canalha acto de vassalagem não vão compensar a pancada onde lhes dói mais (e vamos ver se o Vítor Serpa ainda se poderá continuar alegremente a gabar de dirigir "um jornal que, felizmente, continua a ter assinalável sucesso e, por isso, não se torna notícia por fazer despedimentos colectivos"). Depois não se esqueçam de ir pedir um tacho ao Mestre Pinto. Pode ser que precise de distribuidores de fruta ou de porteiros para as casas de alterne.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:17 | link do post | comentar | ver comentários (87)
Domingo, 07.11.10

Benfica até debaixo da terra (depois de morto).

A única - única! - coisa que se me oferece dizer hoje é que lá estarei, em casa, no jogo com a Naval e em todos os jogos até ao fim, a vomitar os pulmões por sobre o relvado a gritar pelo Benfica.

 

É isto. Sempre.

 

As análises, escalpelizações e o caneco, deixo para outros mais capazes (e com mais paciência) do que eu.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:39 | link do post
Sexta-feira, 29.10.10

SMS para Deus

Não era esse polvo, estúpido.

 

 

 

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Adenda

 

Veio devolvida, a mensagem. Esqueci-me que tenho tarifário de agnóstico.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quinta-feira, 28.10.10

Quem não tem cão caça com porco

Parece que ontem, na gala da Associação Nacional de Suinicultura, deram um Porco de Ouro ao Rui Moreira. É para substituir o cão.

E este nem é preciso levar à rua a passear.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:09 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Quarta-feira, 29.09.10

A roupa faz o lagarto

Imprensa, hoje:

 

"O Conselho Diretivo do Sporting anunciou, em diretiva interna, algumas novas normas de indumentária que os funcionários e colaboradores estão a cumprir desde o passado dia 20 de setembro. As calças de ganga estão, entre outras peças de vestuários, proibidas.

 

De acordo com os responsáveis leoninos, “é imperativo que os valores do Grupo Sporting se vejam refletidos em todos os seus funcionários, razão pela qual foi decidida a criação de normas”, por forma a que todos trabalhadores “tenham uma imagem profissional, dentro dos parâmetros habituais de higiene e de vestuário adequado, questão que tem um impacto muito importante na representação e imagem do próprio clube”, conforme reza a missiva que foi distribuída internamente em Alvalade em meados deste mês de setembro.

Para além da já referida proibição em usar calças de ganga em horário de expediente ou em atos em que os funcionários e colaboradores estejam a representar oficialmente o Sporting, está também desaconselhado o o uso de calções, bermudas, ténis, chinelos desportivos e havaianas.

Ainda no mesmo âmbito, o da apresentação, considera-se que é de evitar “a exposição de piercings e tatuagens”.

 

Sequência

A instituição de normas que visam a boa apresentação de todos os funcionários e colaboradores em nome da imagem e dos valores do Sporting já teve o seu início do decorrer da temporada transata.

Na altura, o Conselho Diretivo determinou a necessidade de usar blazer a todos os elementos que tinham assento na tribuna presidencial do Estádio José Alvalade nos compromissos oficiais da equipa." (link)

 

 

 

 

Bom, face a esta admirável demonstração de gestão de qualidade, o que se me apraz dizer?

 

Primeiro que tudo, que folgo em saber – descansa-me o espírito - que a lagartagem está preocupada com as questões de fundo e com as coisas verdadeiramente importantes. Como a tatuagem do palhaço Batatinha que o Costinha tem na nádega esquerda e o piercing de 20 cm que o Rui Oliveira e Costa tem enfiado no cérebro.

 

A coisa é, no entanto, demasiado vaga, e há coisas que temos todos (nós, os amantes da comédia) que ver esclarecidas. A saber:

 

- Os fatos de palhaço que o Costeletinha compra ao Circo Chen são bem aceites? Pode continuar a usar óculos comprados a prostitutas reformadas dos anos 70? A omissão quanto ao uso de roupa interior feminina é uma balda para o director desportivo?

 

- E as maracas, como é? Podem os dirigentes continuar a espalhar a sua indiscutível mestria no uso das mesmas, desde que estejam de calças de fazenda?

 

- Pode o Dias Ferreira continuar a fazer imitações do Zé Cabra em palco, desde que esteja todo pipi e vestido em condições?

 

- A camisa de forças do Ernesto Ferreira da Silva é tolerável se tiver um blazer por cima?

 

- Aquela coisa que o Maniche tem no lugar da cabeça conta como um piercing? Deve ser ocultada? E como, com um saco de serapilheira bem atado, ou uma coisa mais radical, como alcatrão e ferro fundido?

 

- Pode o João Pereira, em si, ser considerado um piercing?

 

- Confirma-se que aquilo da ‘imagem profissional, dentro dos parâmetros habituais de higiene’ é uma indirecta para o Rui Oliveira e Costa, para ver se toma banho mais de uma vez por semestre (e com sabão) e se tira os farrapos de papel higiénico da roupa interior? Por falar em ROC, o saco para o vómito e a garrafa de bolso podem fazer parte da indumentária se combinarem com os sapatos?

 

- Faz sentido andar com grandes conversas sobre vestuário e higiene quando depois se manda o Eduardo Barroso para a televisão naquele estado, e quando se tem adeptos como o João Braga?

 

Vejam lá isso.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:40 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Terça-feira, 14.09.10

Sem vergonha naquela fronha

Veta Ricardo Costa e propõe...Guilherme Alguidar.

 

Alguém, por esta altura, ainda tem dúvidas sobre a agenda deste Laurentino? Alguém ainda se surpreende por, por exemplo, o escroque do Cosme Machado, depois de ter cumprido o encomendado no jogo contra a Académica na Luz, ter ido jantar, à Mealhada, com um governante deste 'paraíso' à beira-mar plantado (segundo alguns testemunhos, seria, sim, o desavergonhado do Laurentino) e com um conhecido administrador da SAD dos andrades (seria o Reinaldo Teles?), à vista de todos? Alguém sequer tem um resquício de perplexidade quanto ao papel que esta sanguessuga (paga com os impostos de todos nós, não me canso de o repetir) tem na sobrevivência de um sistema que sufoca o futebol português e o arrasta pelo esgoto? Alguém tem alguma sombra de dificuldade em perceber porque é que esteve caladinho durante o processo do Apito Dourado?

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:31 | link do post | comentar | ver comentários (89)
Segunda-feira, 13.09.10

Pessoal e intransmissível

A altura não é – nem há, honestamente, paciência nem disposição para os fazer - de discursos inflamados e emocionados sobre a alma Benfiquista ou de diatribes enaltecedoras da nossa Grandeza. Os textos aplacam a alma mas não tomam acções e as palavras leva-as o vento. A altura, para mim, é de cerrar os dentes e ir à guerra.

Porque é de uma guerra que se trata, com inimigos (inimigos e não adversários, como tenho vindo a dizer há muito) bem identificados. Uma guerra sem tréguas, nem quartel.

 

Isto é, acima de tudo, um post pessoal. A raiva, a revolta e a fúria que me têm consumido deram lugar à determinação, à firmeza e à vontade de lutar.

Venho aqui dizer (e este post não visa nada mais do que isso) a quem aqui vier e a quem por aqui passar, que eu sei que isto é uma guerra, que estou preparado, que tenho têmpera para a aguentar e que estou com o meu Benfica até onde for preciso. E que posso cair dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta, mil ou cem mil vezes, que sacudo o pó e me levanto outra vez de punhos em riste, até os cansar ou os derrotar. E que podem roubar sem vergonha e tentar deitar abaixo o Benfica as vezes que quiserem, que eu estou lá, minúsculo e franzino, para o amparar e segurar até que a terra me coma os ossos. Não vergo, não quebro e não desisto. É Benfica debaixo de água ou debaixo da terra, depois de morto.

 

Vou começar, como sempre, por estar no Estádio da Luz amanhã e no Domingo, fazendo a minha parte para lhes fazer ver que o que não nos mata apenas nos faz mais fortes. E com mais vontade de lutar.

 

Um abraço a todos e viva o Benfica!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (112)
Sexta-feira, 03.09.10

O Bom (e eterno) Gigante

 

O Benfica é um Mundo. Gigantesco, que aglutina um sem número de almas, e ancorado numa memória colectiva construída de coisas que não morrem. É um clube, construído de vitórias assentes em sangue, suor e sacrifício, de troféus. Mas é muito mais do que isso. É um modo de vida e é um orgulho que nos consome, assente em momentos gravados no tempo. É o Torres de mãos ao céu a festejar um golo.

 

O Benfica, este Benfica que tudo isto é, teve obreiros. Gente que se confunde com a história do clube, que se deu para que o Benfica seja esta extraordinária invenção do espírito humano que é. O Torres, o Bom Gigante, foi um dos mais importantes elementos naquela geração lendária do Benfica que o elevou a uma dimensão mítica (rompendo as amarras geográficas do país) e que voltou a dar Portugal ao Mundo. Um dos homens cuja garganta ajudou a lançar aquele grito de revolta contra a mediocridade e contra os grilhões do destino e a fazer do Benfica - como gosto de repetir - aquele ‘raio de luz’, aquele ‘renascer das melhores qualidades que jaziam adormecidas na alma colectiva de um país reduzido a uma insignificância amordaçante´, tornando-se infinitamente maior que Portugal.

 

Exactamente porque o Benfica é tudo isto – esta amálgama de memórias e afectos, esta alma colectiva cuja gloriosa história a projecta no presente e no futuro – impõe-se que a nossa memória o honre, e que prestemos homenagem a quem contribuiu para o Benfica ser este milagre.

 

O destino, inclemente e cruel, levou a que, de forma irónica, a particular condição que afectava o Torres o privasse nos últimos anos de buscar conforto exactamente naquilo que o elevou à condição de imortal.

Se ao Torres o destino o foi privando cobardemente da memória, que nós - que também somos o Benfica - honremos a sua.

O Torres, filho da mesma Torres Novas que eu, andou comigo ao colo, privou com a minha família, e quando o fez espalhou humildade, simpatia e amizade. Olho para trás e a memória, turva, faz-me perceber que, nos seus braços, estava ao colo do Benfica, (confortado) como tenho andado sempre ao longo da minha vida.

 

O Torres, que tantas alegrias deu de camisola cor de sangue ao peito, de emblema e Águia junto ao coração, foi um dos operários da construção do Benfica que temos hoje.

Quero acreditar, tenho de acreditar, que agora está livre das amarras cruéis que lhe tolhiam a memória e que estará finalmente algures, de mãos ao céu, a reviver os golos que marcou e o Benfica que ajudou a construir.

 

Dizia, no início, que o Benfica é um mundo ancorado numa memória colectiva construída de coisas que não morrem. O José Torres é uma delas.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:34 | link do post | comentar | ver comentários (55)
Terça-feira, 24.08.10

Voando sobre um ninho de vespas disfarçadas de cucos

Ponto prévio:

É, para mim, particularmente evidente que o Roberto errou no jogo com o Nacional. Como errou muito mais gente, em todos os sectores. Honestamente, até estávamos a fazer um bom jogo, e estou convencido que se não fossem os erros defensivos (incluo aqui a defesa e o guarda-redes), que colocaram uma pressão acrescida sobre a equipa e a desnortearam (e cumpre reflectir sobre isto), teríamos ganho. O que é mau, porque no ano passado a consistência defensiva era a base que garantia a tranquilidade para gerar aquele jogo ofensivo demolidor. O guarda-redes do Nacional tratou de também ser determinante no resultado, e defendeu tudo o que havia a defender.

 

Portanto, há um problema – é óbvio que há um problema - penso que está identificado, e há que lidar com ele, sem berros nem histerias compulsivas. Com responsabilidade e sem perder o rumo. Estou preocupado? É óbvio que sim (quem é que no seu perfeito juízo não estará). Estou chateado? Claro que estou. Mas tenho confiança no futuro e no grupo que temos.

Pronto. Custa muito ficar por aqui?

 

Para muita gente, sim, custa muito.

 

E, portanto, quanto ao circo histérico que se montou, tenho uma série de coisas para dizer, nenhuma das quais particularmente bonita de se ler. Por isso, se forem tão susceptíveis de se ofenderem e tão sensíveis como são desequilibrados da pevide, é favor ir passear um bocado para outro lado, admirar e tecer loas à organização dos andrades ou fustigarem-se com chicotes (sei lá, o tipo de coisas que gente bipolar faz).

 

O problema do Benfica não é o Roberto, não são os defesas centrais, não é a falta de extremos, não é o sistema, o modelo ou a filosofia de jogo, não é o Jorge Jesus, não é o Rui Costa, não é o LFV e não é a publicidade azul da tmn. O problema do Benfica são os adeptos. Na essência, e ironicamente, o problema do Benfica é a sua grandeza, que obriga a albergar todo o tipo de adeptos, muitos dos quais não merecem o clube que têm. Quais? Os adeptos que andam todo o ano escondidos debaixo dos calhaus e só aparecem nas derrotas, sôfregos por dizer ‘eu sabia, eu sabia’ e ‘exijo explicações!!!’ e ‘vamos voltar à miséria de sempre’. E os que andam histericamente a festejar vitórias e que depois, com a mesma facilidade, assobiam no estádio e colocam tudo em causa. Sim, os mesmos que andam por estes dias a correr de um lado para o outro como perus enlouquecidos a arrancar cabelos e a berrar que está tudo perdido, e que o campeonato já foi, e que o ano é para esquecer, e que nenhum dos jogadores vale nada, e que vamos ser alvo de chacota, e ai que nos andam a roubar o clube (enquanto vão difamando uma série de gente de forma cobarde ao abrigo do anonimato) e ai isto e ai aquilo e ai o raio que os parta. Os mesmos adeptos, já agora, que desatam a escrever artigos de opinião em barda quando as coisas ameaçam correr mal, em locais que simpática e curiosamente se disponibilizam para lhes dar espaço especialmente nessas ocasiões.

 

Ninguém quer que se branqueie rigorosamente nada, ninguém quer enfiar a cabeça na areia, ninguém quer construir realidades alternativas. Entendam isto de uma vez por todas, porra (é óbvio que temos problemas). O problema não é a crítica em si, é a irresponsabilidade, a leviandade e a cobardia de muita dela, que mais não serve do que o jogo dos adversários (inimigos será um termo mais correcto). Só têm de ficar confortavelmente sentados com uma Super Bock na mão enquanto nos vamos consumindo nesta fogueira de ignição espontânea. Na adversidade, em vez de nos unirmos para ficarmos mais fortes, vão-se criando focos de divisão, sempre fomentados pelos mesmos. Em vez de se capitalizar esta massa humana gigantesca – e se calhar exactamente por ser gigantesca - criam-se clivagens e esquece-se o rumo. É triste, mas é verdade: como diz um grande amigo, só somos verdadeiramente unidos quando se trata de festejar no Marquês.

 

Nestas alturas preferia que fôssemos muito mais pequenos, mas que fôssemos todos gente mais autêntica, rija e com os tomates no sítio (mulheres incluídas, que as há com muito mais tomates do que muito espantalho que por aqui pulula). Estou farto de gente histérica que resolve invadir o blog sempre que há problemas, de olhos raiados de sangue, aos berros a exigir tudo a toda a gente (e ainda alguém terá de me explicar por que raio vêm ao blog exigir-nos coisas a nós). Um tipo não está já chateado o suficiente com o facto de o Benfica não ganhar, e ainda tem de aturar todo o tipo de parasitas internéticos que saltam para cima de uma mesa e berram em falsete sempre que vêem uma barata no chão.

 

Em resumo, o que tenho a dizer a essa gente é o seguinte: se não têm estômago para isto dediquem-se ao macramé. Há que saber lidar com as derrotas com dignidade. E se tencionam ir assobiar para o estádio, fazem lá tanta falta como um furúnculo no rabo.

 

Os outros, os que estão de corpo e alma na guerra (porque isto é verdadeiramente uma guerra, feita de inúmeras batalhas), venham ao estádio apoiar o Benfica, sem reservas e de peito aberto. Sei que são muitos e bons.

 

Quem não gostar disto ponha na borda do prato e não coma. Sempre ouvi dizer que quem não quer não come e quem não come não caga (é brejeiro, isto? Parafraseando um grande amigo e companheiro de luta, 'dá-se-me cá um abalo ao pífaro que até se me abana a gaita'. Ou qualquer coisa como isto).

 

 

Viva o Benfica, sempre!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:18 | link do post | comentar | ver comentários (100)
Segunda-feira, 16.08.10

Sinopse

Hoje de manhã houve um ou dois benfiquistas que me perguntaram – como se eu, que ainda não percebi para que raio serve a cerveja sem álcool ou porque é que temos unhas, fosse um gajo particularmente sábio ou o detentor da verdade absoluta sobre estas coisas – ‘mas o que é que aconteceu ontem?’. Ora bem, não sendo exactamente uma versão benfiquista do Gandalf ou do Yoda, parece-me, ainda assim, que é fácil de resumir:

 

- A primeira parte foi muito má. É um facto. E faz diferença, parecendo que não, entrar com um (ou dois, dependendo da perspectiva) a menos;

 

- A segunda parte não foi brilhante – longe disso – mas jogámos mais do que o suficiente para, não só empatar, como ganhar o jogo;

 

- A Académica fez antijogo do mais nojento e filho da mãe que vi alguma vez alguma equipa fazer no Estádio da Luz (e se, caramba, já vi muita gente a fazer antijogo por lá);

 

- Sustentar que o Roberto tenha tido alguma responsabilidade em qualquer dos golos é ser Costinha. Ou seja, estúpido;

 

- A Académica é, hoje em dia, um clube velhaco a soldo de outro clube velhaco, dirigido por gente velhaca, com jogadores velhacos e uma equipa técnica velhaca. No fundo, mais uma trabalhadora da vida na grande casa de alterne que é o futebol português. Quanto ao guarda-redes destes escroques, bom, chega a ser revoltante pensar que há gente inocente que desaparece em catástrofes naturais por esse inclemente planeta fora;

 

- Olhando para a arbitragem do jogo do clube do Carlos Calheiros e para a da ontem, já deu claramente para perceber que este ano o investimento do clube da fruta em, precisamente, fruta, vai ser histórico (o estafeta do Mourinho é uma aposta pessoal – e intransmissível - do Mestre Pinto). Espero que, pelo menos, seja fruta com bicho – como o gnomo de jardim - e que o Cosme Machado apanhe sífilis.

 

 

Quanto a mim, independentemente do melhor ou pior que se jogou ontem, e das afinações ao plantel que urge fazer, estou com aquela malta até ao fim. E não só quando se ganha. Especialmente quando não se ganha.

 

Postas de pescada no espaço de comentários, sff, para eu poder apagar à vontade e dar algum colorido à minha manhã de segunda-feira.

 

E, pronto, era mais ou menos isto, obrigado.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:59 | link do post | comentar | ver comentários (106)
Quinta-feira, 05.08.10

Pérolas a porcos

É amplamente sabido que não sou um tipo conhecido pela abundância de paciência. Mas, muito honestamente, a pachorra hoje em dia não só não é pouca, como é inexistente. ‘Porquê?’, perguntar-me-ão vocês. Mantenho a tradição de falar com as vozes que tenho dentro da cabeça e respondo: é fácil de perceber atendendo a alguns dos comentários aprovados no post imediatamente anterior.

 

Não deixa de me puxar o vómito perceber a prostituição intelectual que configura o facto das virgenzinhas ofendidas, e os camelos que mandam acusações bacocas para o ar sem qualquer tipo de sustentação pelas caixas de comentários da blogosfera, terem andado alegremente pelo Marquês, a saltitar de nenúfar em nenúfar, a festejar o título (construído de forma brilhante por quem está no Benfica) de sorrisos hipócritas naquelas carantonhas molusco-invertebradas. Nessa altura, parece-me que mandaram às urtigas as preocupações e as insinuações bacocas e canalhas que andaram a vomitar (mais uma vez pelos blogues - esse espaço virtual que democratizou a estupidez) aquando das contratações do Javi Garcia e afins. Nessa altura, perdidos na multidão que festejava de coração aberto, não me lembro de os ver incomodados com a gestão (que acham sempre catastrófica) do clube, nem me lembro de invocarem objecção de consciência para não festejar o título. Nessa altura, levantaram os rabos, gritaram Benfica e proclamaram ‘união’ sabendo que iriam estar escondidos, cobardes como são, atrás de arbustos e muros com cheiro a mijo por esse hipócrita desse país fora para, ao primeiro vislumbre de oportunidade, vir bradar aos céus que ‘os dirigentes só se querem abotoar’, ‘é mais do mesmo’, ‘vamos voltar ao de sempre’ e ‘as pessoas que não atacam a direcção legitimamente eleita são uns seguidistas e uns vendidos que não sabem pensar por si’.

 

Pois muito bem. Se, apesar de sermos de longe a equipa mais forte e de termos reforços de qualidade (bem contratados, na altura certa), de termos gente competente à frente dos destinos do clube e dos destinos desportivos da equipa (como foi amplamente provado), e de estarem reunidas todas as condições para termos uma época de sucesso e de mais títulos, preferem vir acordar fantasmas ultrapassados, criar um clima doentio e injustificado à volta do clube e fomentar a divisão, epá, vão todos comer um belo balde. Façam um favor a toda a gente, sejam coerentes por uma vez na vida com a porcaria que vomitam e não festejem o próximo título. Por mim, agradecia não ter de o festejar na proximidade de víboras hipócritas que associam de forma imbecil a crítica oca e irresponsável à ‘democracia’ e à ‘independência’.

Desamparem-me a porcaria da loja e deixem a direcção e a estrutura desportiva fazerem o trabalho para o qual foram, respectivamente, eleitos e contratados. Vão ao estádio e apoiem. Façam a vossa parte e deixem de se comportar como adolescentes histéricas.

 

E se me vêm com a história do 'ai, o espírito crítico' e 'ai, a minha independência' e 'ai, que estou a ser perseguido', metam tudo isso onde o sol não brilha. Não passam de chavões convenientes e desculpas esfarrapadas para narcisismos encapuçados e traumas mal resolvidos de gente que publicita informação falsa sobre o clube (ao abrigo da propalada liberdade de informação – ‘ai que os sócios têm de saber tudo, a mim não me calam’ - sem se certificarem se as alarvidades que divulgam têm o mínimo fundo de verdade) e que precisa – como de ar para respirar - de se sentir como uma desgraçada de uma vítima perseguida pelo ‘regime’, enquanto tenta ‘defender o clube’ dos ímpios que lá estão (os mesmos que lhes proporcionaram o título que andaram a festejar pelas ruas). Sei quem são. São os mesmos cobardes histéricos que andaram para aqui a pisar ovos por causa de pseudo-princípios de merda quando Brunos Carvalhos e outra gentalha da mesma estirpe andavam a tentar tomar de assalto o Glorioso, enquanto andavam alguns de nós a dar o corpo ao manifesto, a lutar pelo futuro do Clube e a garantir que havia condições para se fazer a época desportiva que se fez.

 

Agora venham cá comentar. Devem estar cheios de sorte.

 

 

p.s. para quem não tem o discernimento para perceber (e o que não falta por aqui é gente sem discernimento): o que escrevi não visa quem critica de forma responsável ou quem manifesta, de forma racional e calma, as suas dúvidas ou preocupações face às saídas do plantel, ou face a movimentações de mercado que têm dificuldade em perceber na sua plenitude. Não. Destina-se às víboras ingratas e aos cobardes que insistem em questionar de forma irresponsável tudo o que é feito no Benfica e em continuar a mandar para o ar insinuações canalhas e obtusas, como se fossem os detentores e paladinos da ‘verdade’, enquanto agitam de forma pornográfica e prostituída a bandeira da ‘isenção’ (na cabeça destes acéfalos, só é ‘isento’ quem critica a direcção).

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:58 | link do post | comentar | ver comentários (95)
Sexta-feira, 09.07.10

Os matraquilhos não enganam

Ai que o Sportém não é ‘grande’ porque vendeu a amostra de capitão do gnomo de jardim ao clube do Guarda Abel. Não é ‘grande’? Mas, e isso é uma surpresa? Descobriram agora?

 

Qual das pistas é que não apanharam?

O facto de serem poucos, o que logo à partida torna ligeiramente complicado o uso do adjectivo ‘grande’? Os 25 queques e 3 tias matrafonas de assistência média num estádio que parece uma amostra de uma casa de banho construída por um emigrante nos anos 70? O facto de não terem dinheiro para mandar cantar um fiscal de linha nem comprar papo-secos para o abrigo de Alcochete?

 

Anda tudo distraído? A lagartagem já nem aparece nos matraquilhos.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (28)
Terça-feira, 06.07.10

Alternadices

A transferência, a transferência, a transferência, só ouço falar no raio da transferência do anão de jardim do Moutinho da lagartagem para o clube da fruta. Mas qual transferência, porra?

Quando um gajo vai de uma sucursal para a Sede isso é alguma transferência?

Se, imaginemos a analogia, uma moça que ganhe a vida como alternadeira for promovida de uma dependência do Calor da Noite em Lisboa para o Calor da Noite original no Porto, isso é alguma transferência? Não. É a mesma trampa, mas com mais dinheiro. O gerente da casa de alterne cá de baixo baixa a bola e faz o que o manda-chuva lhe diz, ainda que isso signifique ficar sem uma das moças que mais lhe garanta negócio. Porquê? Porque, além de isso significar que podem pingar algumas migalhas lá de cima (que lhe vão garantindo a sobrevivência), o manda-chuva lhe promete que arranja clientela de qualidade, como árbitros e juízes, por exemplo (lembrei-me, assim de repente, só mesmo por acaso).

 

 

p.s.1 Em mais uma demonstração categórica do síndrome dissociativo da realidade que aflige o Cabeça de Cotonete, o totó inimputável espalha-se ao comprido (mais uma vez) quando começa a vomitar alusões metafóricas sobre o João Moutinho e maçãs podres. Porquê? Porque está convencido que tem um pomar, quando o que tem é uma horta ranhosa enfiada nas traseiras de um edifício devoluto, regada por esgotos. E que só dá nabos;

 

p.s.2 Na imprensa, hoje: 'Meia centena de adeptos em euforia recebe leões no início do estágio'. Não tenho nenhuma piada para isto.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 16:04 | link do post | comentar | ver comentários (32)

Esclarecimento Importante - Uma questão de nome

Uso, desde 24 de Agosto de 2004, o nick Gwaihir pela blogosfera, inicialmente através do blog ‘O Ninho das Águias’. Em 2009, por circunstâncias que não vêm ao caso, mas que se prendiam essencialmente com o facto de evitar confusões desnecessárias com outros escribas e com a crescente exposição televisiva, passei a assinar como Carlos Miguel Silva (Gwaihir).

 

O ‘Gwaihir’, como muitos devem saber, é ‘emprestado’ dos Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Gwaihir é o Senhor das Águias na Terceira Era da Terra Média, descendente de Thorondor. Coisa de geeks, é certo, mas de geeks de barba rija e caneca na mão (não confundir com merdas escritas por esta irritante onda Fantasy New Age, literatura de cordel onde pululam feiticeiras com o cio apaixonadas por fanchonos de collants em mundos imaginários ou resultantes de reinvenções das balelas de Avalon). Trata-se de uma ‘alcunha’, um nick, um cognome - o que quiserem - que me diz muito.

 

Gosto de pensar (deixem-me viver na ilusão) que esse nick passou a ser associado a um estilo muito próprio, cujos textos passaram a fazer escola no que se pode chamar de 'parvoíce desbocada'. Gosto também de pensar que muitos leitores associam imediata e inevitavelmente um determinado texto – violento quanto baste, sentido, disparatado às vezes (muitas vezes) – ao Gwaihir. Foi um capital que se construiu ao longo de 6 anos. À custa de muito texto. E, lá está, muito disparate, mas também alguns posts profundamente sentidos sobre a forma como vivo o Benfica.

 

Acontece que, de há uns tempos para cá (pelo menos desde Junho), reparei hoje, há alguém que se identifica como Gwaihir que coloca posts no blog ‘O Antitripa’. Penso que será particularmente fácil, para quem me conhece e para quem acompanha regularmente o que escrevo, perceber que não sou, definitivamente, eu. O Antitripa é um blog que aprendi a respeitar, construído por algumas pessoas que conheço e com quem inclusivamente falo de vez em quando. 

 

Torna-se, portanto, ainda mais inexplicável a situação. Digo isto com toda a frontalidade: não a aceito e considero que o uso do nick é não só abusivo como uma profunda e inacreditável falta de respeito. Não tenho, evidentemente, quaisquer direitos legais ao uso exclusivo do ‘Gwaihir’, como não o terão sobre os seus nicks os outros 99,99% de bloggers. Trata-se de uma questão da mais básica observância das leis do respeito e decência. Não encontrei no referido blog nenhum contacto por email para enviar este reparo. Fica aqui feito. Também por respeito a quem me dá o prazer de me ler desde 2004.

 

Serve, portanto, o presente post não só para manifestar a minha estupefacção e indignação perante tudo isto, mas sobretudo para vincar isto de forma muito clara:

 

O Gwaihir que tem escrito para o blog 'O Antitripa' não sou eu. É alguém que aparentemente acha piada a apropriar-se dos nicks que outras pessoas usam há largos anos pela blogosfera.

 

Os únicos textos que podem confiar como sendo meus são colocados aqui e n’ 'O Ninho das Águias' e estarão sempre assinados como 'Carlos Miguel Silva (Gwaihir)'.

 

Espero que isto seja claro e que não deixe a mínima margem para dúvidas.

 

Muito obrigado pela atenção.

 

 

_________________________

ADENDA

 

O teor (ordinário) e conteúdo (ofensivo) de um comentário entretanto recebido do indivíduo que se denominava como ‘Gwaihir’ no blog ‘O Antitripa’ são exemplificativos da ‘pinta’ e do carácter do bicho. Filho, daqui não levas nada. E com o blog em questão, penso que o assunto fica definitivamente encerrado. Assim como quaisquer diálogos futuros. Passem bem.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:24 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Quarta-feira, 30.06.10

Bipo(rca)laridades

(Desculpem a ausência prolongada, mas é que esta coisa do Mundial dá-me sono e fico sem acção. Acordei agora com o som da caravela a ir ao fundo.)

 

 Bom, confirmando a teoria há muito defendida por alguns cientistas de que os suínos, à semelhança dos humanos, podem ser bipolares, o clube da fruta continua a maravilhar-nos com a sua coerência esquizofrénica: (link)

 

A notícia é self explanatory, mas para quem, como eu, andar com pouca paciência para ler coisas com mais de duas linhas e sem bonecos, o sumo da coisa é que na Assembleia Geral da Liga de hoje, o clube da fruta vai propor a inclusão dos ‘stewards’ no elenco de agentes desportivos, depois de ter andado, no processo do Rúlqui e do Sapunãoseiquantas, a fazer piruetas e a vender o rabo a tentar defender a ideia de que os ‘stewards’ deviam ser vistos como mero ‘público’ para safar os dois trambolhos das punições. Tese, aliás, que esteve na sustentação da decisão dos pulhas amestrados do Conselho de Justiça da FPF em contrariar a CD da Liga e reduzir as penas.

Pois muito bem, quatro meses depois, o clube do Guarda Abel vem dar razão à anterior CD e contrariar – com a dignidade de um rafeiro - não só o que andaram a defender até à exaustão, mas também a decisão do Conselho de Justiça que lhe permitiu suavizar de forma alarve as penas do imbecil com o QI de uma batata que acha que é um super-herói e do descendente do Conde Drácula.

 

Bonito, não é?

 

O que é que se me oferece dizer? Bom, que, se por um lado, isto denuncia uma bipolaridade que raia a arbitrariedade de um animal irracional, por outro é uma sem-vergonhice incrivelmente coerente com o comportamento de um clube que vive impunemente à base de trafulhice, da mentira e da corrupção. E que tem gente como o MST e o Rui Moreira nas suas fileiras, que são monumentos vivos à bipolaridade e à incoerência.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:22 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sexta-feira, 28.05.10

O luto do Dick Dastardly

O Rui Moreira anda, por estes dias, claramente muito transtornado e desarranjado, disparando histericamente em todas as direcções num discurso muito pouco articulado e reminiscente do tipo de comportamento que, quando eu andava na escola, se designava como – ai como é que era? – ‘de gente burra’. Eu percebo que ser toureado – semana sim, semana sim - pelo RAP pode, como é evidente, dar de corno a muito bom boi e enraivecê-lo ao ponto de o fazer perder o tino, mas acho que há aqui mais qualquer coisa. A raiva e o ódio toldam o espírito, sói dizer-se – e normalmente é verdade - e daí que os textos (uso a expressão livremente – da mesma forma que se pode usar o termo ‘música’ para aquilo que os Delfins fazem) desta figura dickdastardliana mais não sejam hoje em dia do que um arrazoado de incoerências cuspidas em esforço que denunciam um juízo toldado, sim, mas pela dor, que é depois traduzida em raiva irracional.

 

Por entre a argumentação, obviamente imbecil e digna da capacidade de raciocínio de um fardo de palha, que visa relativizar e menorizar o comportamento alcapónico (registo aqui a patente desta expressão, tirem daí as ideias) de um alto (e largo) dirigente do Clube do Guarda Abel para com o ex-Presidente da Liga de Futebol através do lançamento de acusações a outros (adivinhem quem) e pérolas lacónicas que se pretende que levantem suspeitas mas que apenas levantam a estupidez crónica (‘ah, imagine-se o que é que os facínoras do Benfica não terão feito, para o Hermínio nem sequer os mencionar. Esses pulhas!’), e ao mesmo tempo exacerbar aquela palhaçada ridícula dos indivíduos que andaram a mandar mimos aos árbitros por telefone (faz-me lembrar as partidas de telefonemas anónimos que fazíamos na adolescência para casas de incautos desconhecidos - 'é de casa do sr. Leitão?' - e que achávamos hilariantes. Ênfase no ‘achávamos’), de modo a desviar as atenções para outros lados; por entre essa argumentação desconexa, desesperada e profundamente parva, dizia eu, consegue-se vislumbrar um desesperado grito de dor. Isto pode não ser evidente para muita gente, mas para um tipo sensível e emocionalmente (e não só, e não só) inteligente como eu, é claro como o amor e a devoção da Mirandinha ao ‘velho rico e careca’.

 

De modo que, para perceberem o alcance da minha nobreza de espírito, deixo aqui uma fonte de ajuda para o pobre do Rui, quanto mais não seja para o ajudar a perceber o que está a passar: reconhecer o problema é o primeiro passo.

 

Luto - lidar com a morte de um animal (link)

 

Parece-me evidente que está na fase da ‘raiva’. Faço votos para que passe rapidamente para a fase da ‘recuperação’.

 

Mas, honestamente, Rui, isto se calhar só lá vai se comprar outro.

 

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:40 | link do post | comentar | ver comentários (26)
Sábado, 22.05.10

Orgulho do 'um' que somos

A entrevista de Jorge Jesus hoje à ‘A Bola’ é admirável, a todos os títulos, e sugiro a sua leitura (que podem fazer aqui). Mas há um excerto que aqui tenho de deixar, forçosamente:

 

‘…Eu já tive oportunidade de dizer isto: os dois jogos mais importantes da época, que fizeram com que fossemos campeões, foram o da primeira jornada com o Marítimo e o da Taça de Portugal, que perdemos com o V. Guimarães. Foi aí que fomos campeões, quando os sócios do Benfica depois de um empate e de uma derrota aplaudiram a equipa no fim e os jogadores sentiram que quando errassem poderiam ficar serenos porque os adeptos estariam sempre do lado deles. Foi isso que fez com que a equipa nunca mais parasse.’

 

Não sei se consigo transmitir o orgulho que isto me dá. Por perceber que nós, que pelas bancadas fazemos a nossa parte e jorramos a nossa alma, temos um papel efectivo, real, verdadeiro. Por perceber que os jogadores e a equipa técnica o sentem, e por perceber que conseguimos, todos nós, funcionar como um. Como aqui escrevi há uns dias, como o ‘um que resulta da imensidão de muitos’.

Meus amigos, em suma, por perceber que o que sinto, que o que todos nós sentimos, encontra eco neles, que lá em baixo no relvado dão substância ao nosso sonho de manto sagrado ao peito, e que, efectivamente são um prolongamento do que somos todos nós.

 

Deixo-vos com esta nota, vinda de quem já percebe tudo isto muito bem e de quem já é verdadeiramente um dos nossos:

 

‘Javi García, um dos jogadores que encaixou como uma luva na equipa, não só do ponto de vista desportivo mas também pela forma como aprendeu a viver o encarnado, fez mesmo uma declaração de amor: «Isto é parecido com o Real Madrid, mas muito melhor. Sinceramente, o Benfica é o primeiro clube que realmente quero!».'   

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:30 | link do post | comentar | ver comentários (23)
Sexta-feira, 21.05.10

Macacos (lagartos) de imitação

Intróitozeco:

 

O blog tem estado muito sossegado e tem estado tudo muito orientadinho e as pessoas todas muito sérias e tudo um bocado panhonha. Isto está claramente a precisar de parvoíce. E, como sabem - é uma das leis do Universo - parvoíce = lagartagem.

Ora vamos lá:

 

Parece-me evidente, após as célebres declarações do Cabeça de Cotonete (alguém escreva um livro, sff) em que este preconizava uma ‘gestão à Porto’ e olhando para a espécie de equipa da Velha Guarda do FC Porco que o Costeletinha anda a tentar montar, que por esta altura na lagartagem se está a tentar construir uma espécie de imitação barata (porque não há, de facto, dinheiro) do clube do Mestre Pinto. A emulação é, no entanto, perigosa (para a lagartagem - e, vendo bem, no fundo, boa) e parece-me que condenada ao fracasso. Porquê?

 

Porque ter como enquadramento para a gestão desportiva de uma agremiação (por mais apatetada que seja) a construção de uma cópia ranhosa da equipa dos andrades do tempo do Mourinho é um bocado parvo: aquilo já foi há uns 6 ou 7 anos e, por exemplo, o Maniche cada vez está mais parecido com uma mulher de meia idade obesa. Feia. Muito, muito feia.

Mas, principalmente, porque é preciso ser-se orientado da cabeça para brincar aos gangsters.

Para se emular o clube do Guarda Abel é preciso ser um canalha, sim, mas um canalha orientado e um canalha profissional na trafulhice que faz. Eficiente na aldrabice. Uma gestão à Sopranos não se compadece com pacóvios que nem conseguem tomar conta de uma camisola.

 

Ou seja, e no fundo, a lagartagem até teria hipóteses de ter algum sucesso com esta estratégia de emulação do clube da fruta se o Cabeça de Cotonete não fosse um asno de proporções pantagruélicas. Cheira-me que, se nem o raio de uma camisola consegue entregar, era gajo para, por exemplo, dar aconselhamento familiar ao árbitro errado (ou ao tipo da Telepizza, se lhe tocar à campainha) ou para dar, ao telefone, as direcções erradas no caminho para a casa de tal modo que o árbitro nunca mais apareceria em lado nenhum ou, sei lá, de achar que a ‘fruta’ seria mesmo fruta e mandar cestos com ananases, peras e bananas para os hotéis das equipa de arbitragem, ou até comprar (penhorando o passe do Pongolle) uma máquina de café para tirar ‘galões’ em condições. Ou então comprar viagens ao Brasil para oferecer ao Xistra e depois perder os bilhetes e ter de oferecer fins-de-semana na Quarteira.

Ainda por cima tem claramente a pinta de ser indivíduo para, numa festa de um núcleo qualquer da lagartagem, entusiasmado por umas valentes imperiais, tinto carrascão e Vat 69 (que as festas da lagartagem não dão para mais) e por uma sessão de abano de maracas ao som de Dias Ferreira em registo Zé Cabra (mas para pior), conseguir virar-se para a matrafona desbocada do lado ou para um jornalista presente e dizer coisas como ‘não diga nada a ninguém, mas arranjámos um gajo na CML que nos arranja pedras da calçada para as claques poderem brincar, que a polícia limpou os baldes que lá tínhamos. Aquilo é que vai ser arrear nos lampiões’.

 

Convenhamos, estamos a falar de um pachola que veio com a teoria do ‘trabalho de sapa’ nas famílias e com aquela história das sportinguistas terem a infelicidade de casar com benfiquistas e outras pérolas de qualidade inquestionável. Estou muito bem a vê-lo a passear pela rua e a deixar cair post its dos bolsos com notas como ‘Comprar uma camisola para o Renato’, ‘Ligar ao Vítor Pereira e pedir o Xistra’, ‘Pedir ao Bernardo uma capa do Record com o Sá Pinto em miúdo e os 10 putos da Academia que fizeram o crisma ’ ou ‘Falar com o Jorge Nuno para dizer o que queremos este ano para estar calados: pode ser caixas de Cutty Sark, que o Oliveira e Costa não me larga.’

 

De qualquer maneira, agora mais a frio, e depois do choque da saída do Salema (e agora quem, naquela casa, é que vai escolher os cortinados dos quartos do Abrigo de Alcochete ou pegar no projecto muito pessoal da adaptação para musical da Casa na Pradaria, que implicava vestir todos os jogadores como filhas adolescentes do Michael Landon?), parece-me que há espaço para algum conforto: um clube que tem nos seus estábulos gente como o João Braga, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, aquela égua dos Delfins, o trambolho do Eduardo Barroso e inimputáveis como o Cabeça de Cotonete e aquele obtuso do Ernesto não sei das quantas que também tem um espaço, por caridade, n' A Bola, tem, com toda a certeza, massa crítica para nos continuar a deslumbrar.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:57 | link do post | comentar | ver comentários (30)
Terça-feira, 11.05.10

De muitos, (faça-se) um

E de repente o estômago sobe à boca, e o mar inunda os olhos e a alma fica cheia, tão cheia, e o mundo passa a fazer sentido e o Benfica volta a casa e nós estamos lá à espera, há anos de porta entreaberta a olhar para a estrada a ver se ele volta.

 

 

Gosto de dizer – faço alarido disso – que não sou um homem religioso, do alto do meu orgulho arrogante de quem acha que é auto-suficiente na sua carapaça bem estruturada, no seu aprumado sistema de pensamento e valores.

Minto. Minto, tenho mentido a mim próprio e minto a quem mo ouve dizer. Percebo agora que professo o Benfica como uma fé, entranhada na alma e imorredoira, e vivo desesperadamente agarrado a ela, como se fosse um amuleto que me protegesse do mundo (o que, na verdade, é).

 

Quando o Benfica cumpre o seu destino, quando ganha, parece que o Universo se alinha e que de repente tudo passa a fazer sentido, tudo passa a estar no seu lugar, tudo ganha ordem. Quando o Benfica cumpre o seu destino, o Mundo – torto e imperfeito como é – parece uma criação harmoniosa e justa, simples no seu desígnio, honesta no seu âmago. As coisas ficam mais nítidas, as cores mais vivas, o ar mais leve, a respiração mais fácil. Quando o Benfica cumpre o seu destino, o Benfica volta, na verdade, ao lugar onde deve estar, ao lugar de onde nunca deve sair, ao lugar que sente a sua falta, que clama por ele quando ele - o Benfica – lá não está.

 

Domingo à noite, enquanto largava à sorte - pelos ares da Lisboa que dançava de corpo enroscado no Benfica campeão – o grito reprimido que levo dentro do peito há mais tempo do que devia, encontrei – encontrámos – um mar de gente que queria, que precisava como de ar para os pulmões, de derramar a alma por sobre a cidade pintada de vermelho. De entre essa gente, muita veio falar connosco, e a todos eles envio um abraço mais forte do que aquele que naquela altura consegui dar - a luta foi árdua, isto saiu-me do corpo e do espírito, e eu sou franzino.

Velhos, novos, altos, baixos, de todas as profissões e estratos sociais, de todos os credos, convicções, ideais políticos, raças, nacionalidades. Tímidos, extrovertidos, cultos, simples, despreocupados, resguardados, optimistas, pessimistas, sãos, doentes, puros, menos puros. O Benfica democratiza a existência humana, mais do que alguma outra invenção do espírito humano. Acredito piamente nisto. Ironia que tenhamos nascido num tão pequeno berço – este país, promessa adiada amordaçada pela inveja – para tamanha ambição à conquista do Mundo. Já o disse mais do que uma vez, digo-o (escrevo-o) outra vez (a verdade merece ser celebrada): o Benfica é um raio de luz, um renascer das melhores qualidades que jaziam adormecidas na alma colectiva de um país reduzido a uma insignificância amordaçante. O Benfica reuniu o que de melhor havia em nós e, fruto de muita luta, suor, sangue, sacrifício e honra, voltou a dar Portugal ao Mundo, enquanto se tornou infinitamente maior que Portugal. Apesar de ter cá nascido, o Benfica é do Mundo – não se esgota numa cidade, numa região, num país - porque o Mundo aprendeu a respeitar o Benfica e nele reconheceu as virtudes que elevam a existência humana. O Benfica de hoje, sustentado neste passado glorioso, projecta-se no futuro, fiel (fiel, caramba!) a tudo o que o construiu.

 

Toda esta gente, este mar que dá a volta ao Mundo, não é do Benfica por acaso. É do Benfica porque o Benfica é são, porque o Benfica une, porque ser do Benfica é um orgulho sem fim, mesmo nas horas mais negras, quando o futuro parece um poço escuro sem fim. Porque ser do Benfica não é só ser melhor que os outros, jogar de peito aberto, dar tudo, sem quartel, morrer com o emblema cravado na carne. É um modo de vida, é ser mais alto (do que os homens, do que os outros, do que tudo), é ter cá dentro uma chama imensa que nos ensina a ser grandes – muito, muito grandes – nas vitórias e grandes nas derrotas.

 

O Benfica é tudo isto, é todos nós, é o um que resulta da imensidão de muitos. Quando, nas bancadas, as nossas almas se unem num grito comum, lancinante e arrebatador, que carrega o Benfica, somos um. E lá em baixo, a equipa, que bebe essa chama, esse apelo, essa invocação, mais não é do que um prolongamento – a espada que brandimos – do Benfica que somos todos nós (aquelas pernas lá em baixo são as nossas pernas, aqueles pulmões são os nossos pulmões). É assim que sinto o Benfica. Uma manta tecida por uma miríade de vontades que me aquece nas horas escuras e frias, uma aragem soprada por milhões de almas que me refresca quando o calor me amordaça, um farol de milhões de corações encarnados que me alumia o caminho quando a noite me sufoca.

 

Era isto que me inundava a alma quando as minhas pernas – num esforço transformado em leveza pela felicidade - me levavam pelos caminhos vermelhos desta cidade enamorada pelo Benfica.

 

Naquele imenso mar de gente que jorrava do estádio como um rio e cujas almas ameaçavam romper o corpo, há um benfiquista que pergunta se pode dar um abraço. É pequeno, humilde, tenaz, e tem a felicidade estampada num rosto onde consigo ver um mapa de uma vida inteira feita a pulso. Indiferente à pergunta, solta o abraço. Dou-o, sentido, emocionado. Somos todos da mesma família, somos todos filhos da Águia (somos todos irmãos que não sabíamos que tínhamos, escrevi uma vez). Por entre elogios ao programa e simpáticas e sentidas palavras sobre como gosta de nos ver e ouvir, diz, não sem alguma mágoa: ‘um dia também gostava de ir à televisão contar algumas histórias minhas. Passei por muitas dificuldades’.

 

‘Passei fome para apoiar o Benfica’. ‘Passei fome para apoiar o Benfica’, diz-me.

 

Paro. Não sei o que dizer, o que responder a isto. Quero dizer-lhe que não precisa de ter fome nunca mais, mas não o sei fazer: as palavras estão-me algures entaladas no corpo, sequestradas pela crueza da devoção cravada no que ouvi.

Que estranha forma de vida é esta que nos impele a escolher a Águia, em sacrifício absoluto do corpo? O que é isto, de que é feita esta gente, quem são, de onde vêm? Que doce e sofrida existência é esta que nos carrega pela vida à revelia de tudo o resto, em luta com o dia a dia e com as necessidades mais cruas? O que é, como se explica, de onde vem esta chama que nos faz desafiar o destino, arriscar coisas que provavelmente não deveríamos arriscar, no limite, em permanente sacrifício?

 

‘Quem são, de onde vêm’, pergunta-se? Porra: são a minha gente, vêm de onde eu vim.

 

A fome que ele tem – eu sei, também é a minha - é mais forte do que a fome que o corpo grita. E esta, apenas o Benfica pode saciar.

Esta gente que tudo dá merece tudo. Tudo. Tudo. Este campeonato é, primeiro e acima de tudo, para eles.

 

Somos campeões. Dignos, justos, sem mácula. Com honra, suor, sangue e sacrifício, honrando a nossa História e todos os que a fizeram.

E na hora da vitória, descubro, com uma claridade perturbadora, que – eu que vivo o Benfica ‘de língua afiada, coração na boca e espada na mão, sem amarras, sem grilhões’ - não quero, não tenho a necessidade, não sinto a premência de agitar a nossa glória em frente a todos aqueles canalhas que nos cuspiram em cima, que nos ofenderam, que usaram tudo e de tudo para nos impedir de cumprir o destino, para evitar que se fizesse justiça. Curiosamente, percebo que não preciso sequer de invocar essa gente: o pior castigo é deixá-los a esbracejar no fel em que se afogam. Chegado aqui, o amor ao Benfica não deixa espaço para mais nada. Lá está: o Benfica faz de mim uma pessoa melhor (como se não lhe tivesse já razões de agradecimento de sobra).

 

Passa o tempo. A poeira assenta, as lágrimas secam, a alma sacia-se. Solto um suspiro do tamanho do Mundo. O Benfica está em casa.

 

Apetece-me abraçar novamente quem abracei pelas ruas. Abraço-os a todos daqui. 

Um abraço do tamanho do Benfica – ou seja, do tamanho do Mundo – para todos os benfiquistas que, no fundo, mais não são que o meu – o nosso - Benfica.

 

E, por fim, um abraço sentido e fiel a quem tudo isto proporcionou. Não tenho memória curta e não sou de lealdades volúveis. Estaria e estarei aqui, com o mesmo abraço, nas horas mais difíceis, como sempre estive (desde o início, de corpo e alma).

Um abraço ao presidente Luís Filipe Vieira pela visão, pela coragem e pela liderança determinada, um abraço ao Rui Costa pelo benfiquismo traduzido em gestão desportiva digna do melhor e maior clube do mundo, um abraço a toda a estrutura directiva, onde há gente que tenho a honra de ter como amigos. Um abraço ao Jorge Jesus por me devolver o Benfica ao Benfica, por me saciar a fome e por descobrir que sempre foi benfiquista e não o sabia. Um abraço a todos os jogadores, que honraram a camisola cor de sangue e me fizeram sonhar.

O Benfica que temos hoje, construído com visão, coragem e muito sacrifício, permite-me dizer, sem qualquer sombra de dúvida:

 

Isto, meus amigos, companheiros de sofrimento, gente que vive com a Águia na alma, é só o início.

 

VIVA O BENFICA!!!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:53 | link do post | comentar | ver comentários (66)
Terça-feira, 04.05.10

Uma questão de higiene

Correndo o risco de me repetir, mas borrifando-me olimpicamente para o facto (repito o que bem me apetecer e ninguém tem nada a ver com isso), importa aqui registar que a História – aquela que se escreve na dinâmica do presente, que se consubstancia no folhear dos dias, calhoada a calhoada, isqueirada a isqueirada – insiste, com a violência abjecta de agressões a um par de desacompanhadas e incautas senhoras com símbolos benfiquistas, com a baixeza de quem atira isqueiros ou bolas de golfe na cobardia das bancadas a adversários, com a brutalidade regurgitante com que dirigentes de clubes de futebol convidados para almoços com honras de Estado na Assembleia da República (e ao lado de quem se sentam responsáveis políticos de não somenos importância) chamam ‘filhos da puta’ (assim mesmo, com todas as letras) a dirigentes de um clube de futebol adversário em pleno camarote presidencial, ou com a cavalgante canalhice e falta de vergonha de comunicados oficiais redigidos com duas patas forradas a ferraduras e próprios de uma associação de criminosos; insiste, dizia eu, a História, em gravar em pedra - na pedra da memória - e esfregar no focinho de quem defende o contrário, o que ando a escrever há muito:

 

‘Sob o comando de Pinto da Costa e dos seus acólitos, o FCP metamorfoseou-se num clube regional vergado ao ódio irracional a um Sul que não faz sentido (sendo o país pequeno como é) e que fez dessa sua fabricada rebeldia face aos poderes que vendia como instituídos, a sua bandeira e a sua matriz ideológica. Um clube que, ao invés do desportivismo e valores elevados de competitividade, tem na sua razão de ser um ódio e complexo de inferioridade que, paradoxal e ironicamente, são o principal açaime da sua expansão. A principal razão da sua pequenez.’

 

Ao longo destes largos dias que parecem perfazer 100 anos, o culto da personalidade atingiu o seu zénite, as Antas tornaram-se um inferno terrorista (imposto pela violência) para os visitantes, os túneis e o guarda Abel atingiram a fama, as casas de reputação duvidosa atingiram o máximo de facturação, os árbitros viajaram e fornicaram como nunca, o Reinaldo Teles aprendeu a pronunciar palavras com mais de duas sílabas e a comer de talheres. Mas a obsessão pelo Glorioso, essa manteve-se, imorredoira, firmemente ancorada no âmago de tudo isto.’

 

O que me cumpre acrescentar? Que a ‘fabricada rebeldia’ é agora uma ‘revolta’ artificial e hipocritamente construída em torno de acontecimentos por eles provocados (agressões por eles perpetradas em túneis, regulamentos por eles aprovados), de factos por eles distorcidos. À falta de argumentos desportivos para evitar o agigantamento do Benfica, inventam uma ridícula teoria da conspiração sem sustentação nos factos, atiram as culpas para cima dos outros e acicatam os ânimos dos energúmenos acéfalos que os seguem. Lá está: a fabricada rebeldia de sempre face aos poderes que vendem como instituídos como forma de unir as desmioladas tropas. É a mesma táctica de sempre, e é a mesma estratégia que permite, por exemplo, a subsistência, nos dias de hoje, de um estado como o da Coreia do Norte. Os correligionários do anti-benfiquismo adoptam a estratégia, dão graças à sua existência, acolhem-na de braços abertos, porque lhes fornece uma capa para se esconderem do brilho evidente do Glorioso. Os restantes, as pessoas de bem, sabem vê-la como o que é: desespero.

 

Quanto ao resto, a pocilga mudou, mas o inferno terrorista é o mesmo, com a conivência canalha e o compadrio de quem devia garantir a segurança de quem paga impostos e com a indiferença cúmplice do poder político, refém de um emaranhado de teias demasiado intrincadas.

 

Devo dizer que encaro uma visita ao estádio do Ladrão como uma ida forçada a lavabos públicos nauseabundos. Passo a explicar:

 

É inevitável, porque a fisiologia o exige: tem de ser, é um mal necessário. Lá dentro, uma pessoa enoja-se, aguenta o vómito, sustém a respiração, aguenta estoicamente, faz o que tem a fazer. Depois puxa o autoclismo, afasta-se das bordas para não se salpicar, e sai de lá o mais depressa possível para poder respirar ar puro.

 

Qual é, portanto, e em suma, o meu estado de espírito? Uma mescla de revolta com alívio. Revolta por ter visto tudo aquilo que se passou naquele arremedo de enclave enfiado num Porto que é muito mais do que aquela gente pretende, alívio por já não ter de suster a respiração e por perceber que apesar das bolas de golfe, pedras, agressões e insultos, o plantel e a equipa técnica estão vivos e ainda têm os membros todos.

 

Agora é lavarmo-nos bem lavadinhos, deitar fora e queimar a roupa usada, colocar o Vermelhão na oficina e engalanarmo-nos para Domingo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (69)
Sexta-feira, 30.04.10

Imagens chapadas

 

 

Nunca um nome adoptado por um futebolista foi tão adequado: o Hulk da BD é uma personagem com ar retardado e o QI de uma pedra da calçada, que se refere a ele próprio na terceira pessoa do singular e que não consegue articular frases completas, balbuciando apenas palavras desconexas. Quando se enerva, parte para a ignorância e parte tudo o que encontra à frente (portas de balneário e stewards incluídos, presume-se). Qual é a diferença entre o Hulk da Marvel e o Hulk do FC Porco? O Hulk da Marvel, quando se acalma, transforma-se no Bruce Banner. O Hulk do FC Porco vai-se transformar num melão.

 

 

 

O Dick Dastardly, por outro lado, é um velhaco com um queixo desmesurado e um cão que vive segundo o lema de que os fins justificam os meios e que recorre a todo o tipo de esquemas reles e desonestos para tentar ganhar. Qual é a diferença entre o Rui Moreira e o Dick Dastardly? O Rui Moreira já não tem cão.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (38)
Sexta-feira, 23.04.10

Apanha o osso, rebola, senta

Ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol só falta mesmo alçar a perna e urinar à porta de um tribunal. Porque o resto, o comportamento de um cão amestrado que busca o osso, que rebola às ordens, que cumpre despudoramente as ordens do dono (mesmo que isso inclua literalmente defecar no edifício da justiça e no mais elementar sentido de decência, sem que o dono - porco como é - exiba a higiene suficiente para ter um saquinho para apanhar o excremento) enquanto abana a cauda e ladra com a satisfação suprema de lhe ter agradado, isso - toda essa vassalagem nauseabunda e trabalho repugnantemente sujo - já faz, de forma desavergonhada e revoltante.

 

O quê, apoiar uma selecção tutelada por esta FPF? Por estes vendidos hipócritas? Por esta canalha? Por esta corja impostora? NUNCA!

 

A minha pátria é o Benfica, a minha selecção é a nossa equipa, o meu seleccionador é o Jorge Jesus!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:56 | link do post | comentar | ver comentários (47)

Cagueiroz

Como se fosse possível esquecer-nos, o Carlos Queiroz insiste em lembrar-nos, com uma regularidade que roça o assédio, que é um imbecil de proporções épicas. E cagão, e cagão (como é normal nos imbecis).

 

Vais fazer uma bela campanha no Mundial, vais.

 

Mais um bocado e começa a elaborar (antes de lhe enfiarem a camisa de forças) sobre como lhe devemos estar todos eternamente agradecidos por ter tido a brilhante ideia de descobrir o fogo, inventar a roda ou de ter feito esta brincadeira toda do planeta em sete dias.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 08:51 | link do post | comentar | ver comentários (31)
Domingo, 18.04.10

Trabalho de sapo

O Cabeça de Cotonete, embalado pela prestigiante prestação desportiva que o Sportém está a ter este ano (e, vá, talvez por uma ou duas das garrafas que o Pipinho Soares Franco terá deixado no gabinete), voltou a abrir a bocarra. E, sim – adivinharam - voltou a sair qualquer coisa semelhante ao produto intestinal de um cavalo:

 

"O presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, aproveitou a cerimónia de entrega dos emblemas de 25 anos de filiação para alertar para a importância dos sócios «na afirmação do clube na sociedade».

«Os sócios do Sporting são a única forma de nos afirmarmos na sociedade. Esta é a prova da nossa militância inquestionável. Por mais que nos tentem desvirtuar e caluniar, mesmo em anos muito difíceis, vieram todos dar a vossa força», referiu Bettencourt, dirigindo-se à plateia de 1029 sócios leoninos.

O líder do clube “verde-e-branco” deixou ainda um apelo às mulheres sportinguistas. Sublinhando o seu «papel decisivo na orientação da vida das crianças», Bettencourt disse que «quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista».

«Este trabalho de sapa nas famílias é fundamental», sublinhou." n'A Bola.

 

 

Esta bela intervenção, ao nível das melhores com que este perfeito anormal nos tem brindado, suscita-me aqui duas ou três notas.

 

- É muito verdade que os sócios sejam a única forma da lagartagem se afirmar na sociedade. Porque, convenhamos, pelas vitórias é que não é. E com sócios como o Rui Oliveira e Costa, o João Braga, o Eduardo Barroso ou o Dias Ferreira, essa afirmação parece-me que só pode ser a de que o Sportém é uma bela merda;

 

- Diz este jumento que “quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista”. Ah. E as filhas, essas podem ser Benfiquistas? E se não sair nem um filho nem uma filha, mas um Salema, a mãe tem o dever de fazer com que ele seja o quê? Não sabe? É por isso que o Salema saiu tão confuso e com um estilo de vida tão alternativo?

 

- Então mas e se uma sportinguista casar com um andrade, aí já não é uma ‘infelicidade’? Está mal. Um lagarto e um andrade é quase como se fosse família - é praticamente o mesmo - e sempre ouvi dizer que os casamentos intra-familiares não dão bom resultado e são mal vistos pela sociedade. Por outro lado - e quem vê suficientes filmes passados no sul dos EUA sabe disto - o acasalamento consanguíneo normalmente acarreta que os putos saiam um verdadeiro festival de anomalias genéticas. Imagino, portanto, que o Rui Oliveira e Costa tenha um pai lagarto e mãe andrade ou vice-versa;

 

- A teoria do Cabeça de Cotonete está, evidentemente, errada: Quando algum Benfiquista faz a extrema caridade de se casar com uma sportinguista, este é que tem o dever de zelar pela profunda felicidade e futuro da criança e certificar-se que o filho é Benfiquista e que não se estraga ao ponto de sair uma criatura tipo o Sá Pinto ou uma coisa tipo o Salema;

 

- Quanto ao ‘papel decisivo das mulheres sportinguistas na orientação da vida das crianças’ eu cá só tenho pena que a mãe deste cretino não tenha feito o ‘trabalho de sapa’ de orientar a vida do filho de modo a que não saísse um chanfrado de maracas com um gigantesco vazio entre as orelhas;

 

- ‘Trabalho de sapa’ é um termo feliz. Um sapo é, como se sabe, um sportinguista artificialmente inchado (cabem quase todos nesta categoria, na verdade). Tomando como’ trabalho de sapo’ o trabalho efectuado por um lagarto do sexo masculino, faz sentido que o trabalho de uma lagarta seja ‘trabalho de sapa’. Ou qualquer tipo de trabalho efectuado pelo Salema, claro está.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 02:26 | link do post | comentar | ver comentários (36)
Quarta-feira, 14.04.10

Duas batatas e um 'ganda' melão

Duas batatas singelas, com autoridade, num conjunto de gente sem dignidade na derrota (poderia dizer que também não têm dignidade na vitória, mas para isso seria preciso vê-los a ganhar), se essa derrota for com o Glorioso. Duas batatas no Cientista (um treinador merdoso e medroso, um cancro do futebol, hipócrita e desonesto), duas batatas no atrasado mental do Cabeça de Cotonete (se é que percebeu alguma coisa do que se passou), duas batatas no Dias Ferreira (que até é capaz de ter espetado um palito numa gengiva), duas batatas no bucho do jumento do doutor dos maus fígados, duas batatas na alforreca do Rui Oliveira e Costa, duas batatas no Costeletinha (um camelo que acha que se veste bem apenas porque é magro; o 'ministro' - do Ambiente, talvez, dado o mau ambiente que já cria pelo balneário do Alvalixo), que já veste muito bem a camisola - desonesta e patética - dos dirigentes da agremiação dao Naval Sportem.

 

Duas batatas numa pobre imitação de um clube, numa agremiação de despeitados, numa clubeta que apenas existe por despeito a um clube, omnipresente e gigantesco, que os assombra e obceca. Duas batatas num conjunto de tristes que vieram jogar para o empate (como se um ponto lhes valesse de alguma coisa), apenas para se assumirem como empata-fodas.

 

Duas batatas em quem todos os dias vinca a sua pequenez e presta, inadvertidamente, vassalagem ao Benfica.

 

Duas batatas em quem só nos quer mal. E um ganda melão enfiado nos entrefolhos. Para gáudio do Salema.

 

 

 

VIVA O BENFICA, contra tudo e contra todos!

 

 

p.s. 1 o David Luiz é muito, muito grande. Que jogo inacreditável, caramba.

 

p.s. 2 agora, se não se importam, vou dormir, que me dói tudo (acima de tudo, para ser completamente honesto, os canais lacrimais) menos a alma.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:55 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sexta-feira, 09.04.10

Siga

- ‘Tou-me a borrifar para a Euroliga;

 

- Quem vai pagar as favas disto é a lagartagem. E são tão burros, mas tão burros, que ontem até andaram a festejar;

 

- Vale a pena ser choramingas na UEFA. Os maricas do Liverpool choraram, choraram, choraram e saiu-lhes aquela arbitragem de ontem;

 

- ‘Tou-me a borrifar para a Euroliga;

 

- O macacos do Anti-Benfica aproveitem agora, que durante o resto do ano não vão poder sair de casa;

 

- O Benítez está mais gordo. Já largava os fritos;

 

- Com o Saviola acho que tínhamos ganho isto;

 

- ‘Tou-me a borrifar para a Euroliga;

 

- Ontem perdemos um jogo (por números estupidamente exagerados), mas começámos decididamente a ganhar o campeonato;

 

- Apetecia-me ter ido ao aeroporto esperar a equipa e o Jorge Jesus para lhes dar um abraço, mas não faz mal. Dou-lhes na Terça-Feira.

 

 

Sacudam o pó e levantem a cabeça. Ser do Benfica não se compadece com nada menos que isto.

O ORGULHO que tenho em ser do Benfica não tem fim.

 

 

Viva o Benfica, porra!!

 

 

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Adenda

 

 

Deixem-me que vos diga que só alguém muito pouco inteligente ou mal-intencionado é que pode achar que o facto de eu dizer que me estou a ‘borrifar’ para a Euroliga (é Euroliga que se diz, porra – o Jesus é que sabe!) queira dizer não tenha sofrido, e muito, com uma derrota do Benfica (seja em que competição for, seja em que circunstâncias for) e que não tenho ânsia de vitória, não quero ganhar tudo o que se possa ganhar e possa estar, de algum modo, a desrespeitar a História e a Grandeza do Benfica. Só alguém pouco inteligente e mal-intencionado é que pode achar que, com as palavras acima dispostas, estava a fazer outra coisa que não tentar aligeirar a dor e injectar alguma boa disposição em quem morre um pouco sempre que o Benfica perde, a tentar retirar das coisas más forças para enfrentar tudo que aí vem e a tentar dar esperança a todos os que a sentiram, de algum modo, fugir.

 

Felizmente, a grande maioria dos leitores da Tertúlia são inteligentes e muito bem intencionados.

 

Um grande, grande abraço benfiquista.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (52)
Segunda-feira, 05.04.10

Burrinácio

Tenho cá a sensação de que agora será preciso fazer uma colonoscopia para achar o sorrisinho cínico que o Inácio tinha estampado na tromba nos primeiros 15 minutos.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Canalhas, palhaços e sarnentos (CPS)

O avençado sarnento do Carlos Pereira Santos, cuja canalhice já aqui denunciei, dá-se ao luxo, hoje em dia, de não disfarçar ao que anda (e ao que o mandam), confortado pelo manto de impunidade que cobre a maioria da gente que vende o rabo na imprensa deste país. O que vomita hoje n’A Bola é de uma falta de vergonha que pede, deixemo-nos de eufemismos, um valente pontapé na boca. Escreve, indignado, por causa do fervor com que os comentadores televisivos vibraram com a vitória do Benfica sobre o Liverpool: ficou incomodado com o que qualifica de ‘exageros’ e sustenta que não lhe parece bem que ‘os jornalistas vibrem tanto quanto os adeptos’.

Olhe: a mim também não, seu cavalo, e aliás, ainda me parece pior que os jornalistas vibrem muito, mas muito mais do que os adeptos, como o fazem os ‘jornalistas‘ que seguem o clube do Guarda Abel (e o dos viscondes falidos) na TV e na rádio.

Mas nunca o vi denunciar os ‘exageros’ com que comentadores avençados nos brindam há anos e anos e anos na televisão nos jogos do seu clube do coração (adequadamente, um clube que está habituado a lidar com prostitutas). Nunca o vi ficar incomodado com as prestações orgasmáticas do Rui Orlando e acólitos na Sport TV, nunca o vi indignar-se com os ‘exageros’ de gente como o Hélder Conduto, que canta o hino do clube do Carlos Calheiros, em êxtase hipnótico, na TSF. Nunca o vi revoltar-se – qual arauto do jornalismo imparcial – com o teor seguidista, branqueador e asquerosamente parcial das páginas dedicadas ao FC Porco n’A Bola.

O que tenho visto, isso sim, é este cacófago hipócrita que critica os ‘exageros’ dos colegas jornalistas, lançar às urtigas o código deontológico e a pouca vergonha que tem na cara, e assinar artigo após artigo de ódio puro ao Benfica e de bajulação desavergonhada ao clube da fruta. O que tenho visto, isso sim, é este vendido que também tem funções editoriais n’A Bola e que é muitas vezes responsável por crónicas flagrantemente parciais dos jogos do clube condenado por corrupção, assinar páginas em que ofende, sem pudor, o Benfica e os seus responsáveis. É preciso ser um rebo sem vergonha nem dignidade para depois vir escrever sobre os supostos ‘exageros’ de outros. Mas um rebo com as costas quentes, supõe-se, dada a guarida que lhe dão.

 

Como este tipo de imitações de gente não têm, normalmente, qualidade suficiente para fazer passar as mensagens que lhes são encomendadas com alguma espécie de subtileza, rapidamente se descobre para onde correm e quem os faz correr.

De há uns tempos para cá, passou a assinar, cirurgicamente, crónicas dos jogos – pasme-se – do Porto B, dando-lhes o mesmo tratamento de bajulação básica e bacoca que dá ao seu clube do coração. É um canalha útil para quem lhe mete a mão nos entrefolhos, um pateta para todo o tipo de trabalho sujo. Tão útil que consegue, no restante do esterco nauseabundo que escreve hoje - preparem-se para isto –, num jogo em que o Porto B ganhou com 3 penalties inventados e encomendados, e em que os de Guimarães foram roubados como cães, criticar…o treinador do Vitória de Guimarães. Sim, leram bem. E porquê, perguntarão vocês? Por ‘manifestar constantemente o seu desagrado de forma exuberante’, explica, com um halo enfiado nos cornos, este jumento sem vergonha.

 

E anda este desperdício de matéria a passear o rabo vendido por jornais que se pretendem respeitáveis e que gostam de se apregoar como garantes da isenção e imparcialidade.

O que vale é este tipo de acéfalos vendidos acabam por ter o que merecem, mais tarde ou mais cedo, e a impunidade não dura para sempre. Pode ser que seja mais cedo do que ele pensa.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:07 | link do post | comentar | ver comentários (41)
Sexta-feira, 02.04.10

NÃO ME VENHAM COM MERDAS

O que se passou hoje no Estádio dos vendidos do Braga é grave demais. Grave demais. Venham agora todas as virgens de merda ofendidas falar sobre 'colos'. Isto é vergonhoso. VERGONHOSO.

 

O futebol corrupto do Braga mete nojo, é nauseabundo. Tudo isto é podre, tudo isto enoja, tudo isto revolta.

 

É por tudo isto que para sermos campeões, como vamos ser, temos que ser muito, mas mesmo muito, melhores (como somos) que todos estes corruptos, prostitutas e hipócritas.

 

 

 

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ADENDA

 

A Sport TV é um antro de avençados nojentos e putas (é isso mesmo, leram bem: putas). Tudo aquilo mete nojo e é ofensivo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:46 | link do post | comentar | ver comentários (74)

Prostitutas ao colo

Para mal da minha saúde, resolvi passar pelo canal que está a passar o Porto B - Guimarães justamente quando foi inventado um penalty asqueroso resultante de um livre vergonhoso que nem sequer falta foi.

 

Para quem já não se lembrava, penso que por esta altura já ninguém tem muitas dúvidas sobre como é que as prostitutas do Braga chegaram aqui só a 6 pontos do Glorioso. 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:48 | link do post | comentar | ver comentários (12)
Quarta-feira, 31.03.10

Maus fígados

As entrevistas que monopolizaram a noite televisiva de ontem podem resumir-se da seguinte forma:

 

- Na SIC, LFV toureou uma coisa estranha que estava do outro lado da mesa;

- Na RTP 1, houve um festival de vassalagem - que induziu o vómito - ao senhor da fruta, num arrazoado de perguntas combinadas e subservientes;

- Na SIC Notícias, Ricardo Costa, com a segurança e firmeza de quem tem toda a razão do seu lado, deu uma total e absoluta lição de direito desportivo e seriedade e desmascarou a imbecilidade do CJ da FPF.

 

Pois muito bem: hoje o pateta do doutor dos fígados que escreve n’A Bola passa por cima de tudo isto - porque normalmente passa por cima da verdade como um boi por cima de uma horta - perde toda e qualquer réstia de dignidade que ainda pudesse passear naquele vazio imenso que tem entre as orelhas, e escreve (‘escrever’ é, talvez, um termo exagerado para o que este básico faz) uma das maiores, mais nojentas e ridículas golfadas de dor de cotovelo e ódio anti-benfiquista que me lembro de ver (e já vi muitas) e uma das mais asquerosas assunções de falta de pudor e de honestidade que já vi (e também já vi muitas) ao manifestar um apoio cego e sem qualquer tipo de sustentação em explicações racionais a um clube que prosperou à custa de violência, fruta e consultas de aconselhamento familiar a árbitros.

 

Este cretino não quer saber do patético clube dele, nem da sua gestão desastrada, nem do hilariante dia-a-dia de palhaçada do mesmo. Esta alimária não quer saber dos factos, das imagens do que aconteceu nos túneis, das explicações de quem de direito. O que quer é diminuir as vitórias do Benfica – porque lhe causam tamanha azia que o põem doente. O verdadeiramente ofensivo nisto – que não é novo, vindo de quem vem – é a forma básica e estúpida como o faz. Este burro acha, verdadeiramente, que todos os lagartos que o lêem são tão burros quanto ele. Não é verdade: no meio de tanto lagarto, ainda há alguns sportinguistas.

 

Vamos lá ver uma coisa, e isto é um facto: o Eduardo Barroso é um cretino de proporções cósmicas. Na Enciclopédia, ao lado da definição de jumento, vem a foto deste erro da natureza. Provas? Compilem os artigos de opinião e as intervenções que faz na televisão. O hipócrita dos fígados é um dos maiores monumentos à estupidez que a espécie humana produziu. ‘E então?’, perguntar-se-á. Tem esse direito - tem, sim senhor. O que não se percebe é o espaço privilegiado e público que lhe dão para exercer essa estupidez. Alguém acharia normal fazer-se um programa de televisão com um suíno a rebolar no seu próprio produto intestinal e a emitir ruídos e guinchos incomodativos? Não se questionaria o critério editorial de um jornal se este desse um lápis a um macaco e publicasse o produto final? Mas então porque é que se acha normal a exposição pública deste pateta?

 

Sim, eu sei: vozes de burro não chegam ao céu, e a deste suíno nem ao tecto da pocilga onde chafurda chega, mas ainda assim é incompreensível para mim como é que alguém com responsabilidades num jornal supostamente sério disponibiliza um espaço para este cretino vomitar todas as semanas ódio ao Benfica. Porque, convenhamos, há quem mais o faça, mas esta besta fá-lo de forma boçal, primária, sem qualquer ponta de valor acrescentado e de forma ridícula, que diminui e desprestigia o jornal. Goste-se ou não se goste, as restantes figuras que por lá pululam têm a mínima capacidade de escrita, de articulação de pensamentos racionais – têm, à sua maneira retorcida, algum valor acrescentado, nem que seja para os seus defensores. No caso deste ruminante, é como disponibilizar todas as semanas um espaço para um bully (já que está na moda) escrever asneiras. Não percebo o critério editorial que subjaz à disponibilização de espaço para um repositório de ódio que mal consegue articular duas ideias de forma coerente.

 

As prostitutas vendem-se, muitas vezes, por necessidade. Merecem-me mais respeito do que quem vende o rabo por despeito.

 

Adiante.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:22 | link do post | comentar | ver comentários (63)
Segunda-feira, 29.03.10

Mossoró = burro anatómico

Mossoró: rato cobarde com ar de quem come do contentor do lixo e que gosta de agredir adversários à traição no meio de confusões à entrada de túneis, mas que depois tem a lata de fazer queixinhas sobre quem leva porrada em campo por ser bom demais para o futeboleco de merda do Porto B.

 

Burro anatómico: alguém que parte uma perna mas que fica com dor de corno.

 

 

p.s. um grande, grande abraço ao Carlos Martins.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 11:10 | link do post | comentar | ver comentários (29)
Sexta-feira, 26.03.10

Pimpões de algibeira

Sempre tive para mim que a qualidade de um homem – a sua indisfarçável e íntima natureza, a sua essência - vem inevitavelmente ao de cima quando este é confrontado com o sucesso. Mais, por vezes - e contrariamente ao que sói dizer-se - do que quando passa por dificuldades, que a necessidade é amiga do aperfeiçoamento do animal humano.

 

Gente bem formada, de qualidade e bom fundo, encara o sucesso como o corolário do seu esforço e estima-o com a humildade de quem sabe exactamente qual a sua génese e com a percepção de quem sabe que este pode ser replicado noutras circunstâncias, com o mesmo volume de trabalho e dedicação. Trata-se de pessoas cujas estimáveis qualidades inatas são exacerbadas pela felicidade do êxito, e a quem os inevitáveis e apetecíveis efeitos do sucesso não inebriam nem corrompem o espírito, mas – muito pelo contrário – lhe aumentam a generosidade.

Ao invés, gente sem valor, mesquinha e invejosa - criada no ódio e no convívio com as mais desprezíveis características do vício humano - normalmente alcança o sucesso por factores fortuitos ou que nada têm a ver com o mérito, e como tal encara o sucesso como um tesouro que lhes caiu nas mãos, sendo dominados por um pavor irracional que este acabe a qualquer momento. Sabem que foi acidental e imerecido e agarram-se a ele desesperadamente, sabem que há que o espremer ao máximo enquanto dura, e vêem em toda a gente uma potencial ameaça, um eventual salteador da fugidia ribalta. O sucesso exacerba-lhes os mais infames atributos: tornam-se tratados de arrogância, fanfarronice, petulância e presunção.

Resta como conforto para quem tudo isto percebe que, normalmente, o Universo trata de emendar o que entorta a ordem normal das coisas, pelo que os arrogantes cagarolas normalmente acabam por se espetar ao comprido e partir as trombas no chão (porra, que estava a ser difícil manter o tom distante e mais elevado).  

 

Lembrei-me de tudo isto ao ler, entre vómitos, as declarações do fanfarrão cagarolas do Domingos no âmbito do Glorioso – Porto B de amanhã (com as devidas adaptações, porque – apesar da forma como começa o texto - não se trata de um homem, mas de um animal de trela que já vendeu a dignidade há muito).

 

Estou desertinho para ver o Universo a corrigir-lhe o focinho.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Quinta-feira, 25.03.10

Os hipócritas e os famintos

Não sei o que me mete mais nojo:

 

Se os ordinários dos andrades que passeiam despudoradamente a sua pornográfica falta de vergonha enquanto falam em verdade desportiva e em indignação - depois de andar há mais de 25 anos a conspurcar o futebol português com toda a espécie de comportamentos criminosos - e preparam o ataque ao controlo da Liga de futebol; se os sem-abrigo patéticos da lagartagem, que se preparam para apoiar os corruptos nesse ataque e mais uma vez tentarem apanhar algumas das migalhas que lhes são desdenhosamente atiradas da mesa, enquanto abanam a cauda em agradecimento e proferem declarações de intenções como ‘vamos copiar o modelo do FCP’.

 

Tenho a sensação que acaba por me meter mais nojo a lagartagem: actuam como aqueles tipos que vendem a dignidade a assaltar cemitérios. Está-se a cavar a sepultura para o futebol português e eles só pensam em como é que vão pôr as mãos nos pertences que vão dentro do caixão.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (53)
Quinta-feira, 18.03.10

Orgulho

Neste momento não tenho discernimento para mais, por entre as lágrimas (sim, as lágrimas, porra!!!):

 

Contra tudo e contra todos: contra o Marselha, contra o árbitro, contra a UEFA, contra o destino, cruel e impiedoso, contra o fatalismo, contra o fado. 

 

Tenho um orgulho que não consigo medir, cá dentro, onde as coisas verdadeiras têm abrigo.

 

 

BENFICA ATÉ MORRER!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (44)

Calhoada com pedigree

Não percebo nada disto: mas então os lagartos atiram-se uns aos outros a adeptos adversários?

Como é que isso funciona, agarram noutros sócios – uns agarram nos braços e outros agarram nas pernas – dão balanço e lá vai disto para cima dos adversários? E os lagartos mais gordos - como o Eduardo Barroso - ou que não se lavam - como o Oliveira e Costa e o João Braga - esses ficam em terra? Ah! Ou quando dizem que as claques da lagartagem atiraram calhaus aos adeptos do Sportém de Espanha, estão mesmo a referir-se a pedras, calhoada de facto?

E isso faz sentido? Mas então os vilões das pedradas não são sempre os benfiquistas? Mas então – ai que isto me está a fazer confusão –  a clubeta dos elevados valores morais, de índole ‘diferente’, de ´sangue azul´, nobre linhagem e educação superior gosta de começar festivais de pedrada? Ai, queres ver que afinal naquela história no Abrigo de Alcochete quem tinha razão não eram os impolutos e elevados adeptos da agremiação do Lumiar?
E tu queres ver que era este tipo de ambiente difícil a que o Salema se referia, e não a popular as bancadas com queques de indumentárias em que as calças não joguem com as camisolas, ou a dizer palavrões como ‘ai seus horríveis’ durante o jogo? Tu queres ver?
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Déjà vu

Infelizmente, é muito actual o que escrevi aqui em Outubro do ano passado (o futebol português é algo monótono, admita-se).

 

O palhaço é o mesmo: um cretino da Associação de Futebol do Porto, sócio fanático dos andrades, com ligações muito estranhas a agrupamentos de gente com fobia a estações de serviço da A1, e que tem um historial sem vergonha de benefício ao clube do ‘velho rico e careca’ da Mirandinha e de ladroagem canalha ao Glorioso.
O circo, esse, é itinerante.
 
O que o cretino do Mestre de Cerimónias do Vítor Pereira nos está a dizer é que se queremos ganhar, vamos ter de ganhar a duas equipas. Aos corruptos e aos lacaios. E isto, francamente, já não é cretinice – é falta de vergonha.
Tendo em conta a forma canalha como o cretino do nomeado já este ano prejudicou o Glorioso, numa coisa o cretino do Vítor Pereira tem razão: Jorge Sousa oferece garantias. Oferece, sim senhor. Mas aos donos: de se comportar como uma besta e ladroar o Benfica.
 
Acabo como acabei em Outubro:
 
Continuem a prometer coisas aos mortos e metam lá à vontade toda a carne* no assador**.
 
A Águia tem fome.
 
 
 * bois pretos
** arbitragem nos jogos da Liga
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 13:33 | link do post | comentar | ver comentários (33)
Sexta-feira, 12.03.10

Sais de frutos

- O Glorioso fez um bom jogo contra o adversário mais forte que defrontámos esta época;

 
- Os moços do Marselha são muito orientados a jogar à bola e estão a disputar o primeiro lugar num campeonato mais forte que o nosso, com equipas, por exemplo, como o Bordéus e o Lyon (ambas nos quartos de final da Liga dos Campeões, e uma delas depois de eliminar o Real Madrid);
 
- A vitória não nos ficava mal (fica-nos mas é sempre muito bem), mas o empate acaba por ser justo;
 
- O que custa mesmo é sofrer o golo no último minuto. Fica-se sempre com a sensação que esses golos no final são mal sofridos. A verdade é que os jogos têm 90 minutos mais descontos e todos contam, apesar de teorias imbecis como a ‘Jurisprudência da Indulgência’ do Rogério ‘Millhouse’ Alves, que defendem a suspensão do continuum espaço-temporal em alturas do jogo em que lhes dá jeito;
 
- O Brandão é um anormal e o D’Arcy tem razão. É um misto entre um chulo cubano saído de um mau episódio do Miami Vice (isto partindo do princípio que havia episódios bons, o que não é líquido) e um daqueles maricas que havia na escola e que se queixavam de toda a gente à senhora professora por coisas ridículas, o que dava mais vontade de lhes dar porrada, mas a sério. Devia ter levado um pontapé na boca para se poder queixar com razão;
 
- A verdade é que estamos no intervalo da eliminatória. Estatisticamente falando (e apesar do axioma Woody Alleniano de que "94,5% de todas as estatísticas são inventadas"), isto de sofrer um golo no final de um jogo teria de acontecer mais tarde ou mais cedo (como está cientificamente provado no livro ‘A teoria das probabilidades e os golos nos últimos minutos – Um estudo inútil’ dos brilhantes matemáticos Al Goritmo e Gervásio Pitágoras). Mais vale sofrer um golo cruel como este num jogo a duas mãos em que ainda podemos recuperar, do que num jogo da Liga em que se teriam perdido 2 pontos e já não haveria nada a fazer. Agora que já gastámos a fatalidade probabilística de comer um golo no último minuto, podemos encarar os próximos jogos com um nível acrescido de confiança de que isso não irá acontecer;
 
- Que isto sirva, pelo menos, para aumentar (mais ainda) os níveis de concentração para Domingo. O Chicharro dos ‘binténs’ está de volta, depois de uma passagem pelo estaleiro, e tem ar de querer tramar Jesus, qual Judas arraçado de leão marinho.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:22 | link do post | comentar | ver comentários (19)
Quarta-feira, 10.03.10

Brinca-se com o Além e depois dá nisto

O Mestre Pinto, habituado que está a estas andanças, já devia saber que se se promete um penta a um morto, ele acaba por cobrar.

 

 

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ADENDA - Passatempo 'Ó Rui Moreira, vai fazer vigílias para a sede da UEFA'

 

Continuem a enviar piadas sobre o espalhanço do FC Porco, que a malta aprecia. A melhor tem direito a uma t-shirt do Dick Dastardly com a inscrição 'A culpa é do túnel da Luz' e a ser mencionada no programa Debate de hoje na Benfica TV.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 09:40 | link do post | comentar | ver comentários (83)
Sábado, 06.03.10

Adeptos de bancada (de imprensa) e de banco (adversário)

Houve alturas em que as duas prostitutas intelectuais que comentaram o jogo FC Porco - Olhanense na Sport TV (um deles já dá cartas nisto - um vendido sem vergonha que dá pelo nome de Rui Orlando) torceram mais pelo clube do Carlos Calheiros que os desgraçados que estavam nas bancadas.

 

Foi quase tão pungente como perceber que o Jorge Costa usou tanto autocontrole a tentar festejar os golos do Olhanense como a tentar não festejar os golos do FC Porco. Estava a ver que lhe rebentava uma veia na cabeça.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 19:09 | link do post | comentar | ver comentários (43)
Sexta-feira, 05.03.10

Prémio ‘Ah, mas também há um Sporting em Portugal, é?’

Já eu, pessoalmente, costumo confundi-los com um circo: link.

 

Peço antecipadamente desculpa por haver uma menção aos Delfins no artigo.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 01:17 | link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 04.03.10

Prémio 'Vou ficar com o cu fora da Liga dos Campeões e é melhor garantir que entra guito para comprar fruta e café com leite'

Trata-se de moços que descobriram uma súbita e tocante preocupação com quem não se qualifica para a Liga dos Campeões: link. Altruísmo do mais alto nível, é o que é. Estou emocionado. Tenho uma lágrima no canto do olho. Ou então é remela.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (17)

Prémio 'Ou têm personalidade múltipla ou são burros que nem um Eduardo Barroso'

Num avanço sem precedentes da medicina psiquiátrico-veterinária, investigadores descobrem que existem suínos com distúrbio da personalidade múltipla: link.

 

 

Só falta a seguir convocarem uma conferência de imprensa para, indignados, exigir que se castigue toda a corrupção e as manobras pouco éticas do clube do Porto que veste de azul e branco.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:05 | link do post | comentar | ver comentários (22)
Terça-feira, 02.03.10

Já que estamos nisto

Eu, como sou mais básico, sonhei com moças avantajadas em topless e de cachecol do Benfica, a festejar o Benfica Campeão cheio de jogadores à Benfica, bons e dignos de envergar a camisola cor de sangue. Estou-me positivamente a borrifar se são portugueses ou não, que o Benfica é muito maior que Portugal. E é triste que haja benfiquistas que o não percebam.

 

Nos meus sonhos, como na realidade, eu dou o corpo ao manifesto pelo Glorioso. Sempre e em qualquer circunstância.

 

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ADENDA

 

Este post surgiu como complemento/resposta a um post anterior que entretanto foi retirado pelo próprio autor. Admito, portanto, que, descontextualizado, possa parecer estranho e pouco oportuno e até, vá, parvo.

Por respeito a quem aqui veio comentar, e porque apreciei muitos dos comentários, optei por não retirar o raio do meu post. Está explicado. A partir de agora quem vier mandar postas de pescada para a porcaria da caixa dos comentários e perguntar a que propósito vem isto (o que, convenhamos, facilmente se percebe através da leitura dos comentários, se se tiver dois dedos de testa), vai de maca para o limbo internético.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 12:06 | link do post | comentar | ver comentários (48)
Segunda-feira, 01.03.10

Empata-f***s

Por mais que nos dê jeito, sou incapaz de ficar contente com vitórias de agremiações patéticas que, a ganhar por 3-0 a uma organização de corruptos que inquinam o futebol português há mais de duas décadas, têm adeptos que cantam músicas ordinárias anti-Benfica nas bordas daquela sanita gigante do Alvalixo, quais farrapos de excremento que se recusam a ir na enxurrada do autoclismo.

 
Parece-me que há por aí (sendo o 'aí' os espaços de comentários do blog, a internet no geral e, sei lá, o raio que o parta do mundo inteiro) muito ingénuo que ainda não percebeu os intrincados mecanismos da psicologia lagarta. Vejam lá se percebem isto: a lagartagem não está contente por ter ganho aos aliados amigalhaços do clube da fruta, dos rebuçados e das escutas. Não: está contente porque isto lhes dá uma confiança acrescida (e descabida) para enfrentar o único objectivo que verdadeiramente lhes resta, no seu pervertido sistema de valores: tentar ganhar-nos e ser o empata-f***s na nossa caminhada para o título.
 
É por isso, senhoras e senhores, que a banda sonora ontem na fossa séptica era aquele involuntário acto de vassalagem à grandeza do Glorioso – vivem obcecados com a nossa magnificência.
 
 
p.s.1 Era, vá, engraçado se o Jesualdo um dia conseguisse retirar (eventualmente com recurso a técnicas cirúrgicas) o gigantesco melão vermelho que tem no rabo e ter aquele tipo de declarações pacíficas e aparentemente lúcidas no final de um jogo com o Benfica. Em vez de, sei lá, mandar piretes para as bancadas e ofender quem lhe deu de comer tantos anos, ou apadrinhar agressões a agentes desportivos;
 
p.s.2 Preparem-se que – ui! – agora é que os correligionários da fruta vão colocar todas as fichas no Porto B. ‘B’ de Braga, evidentemente. Vão colocar toda a carne no assador. Sendo o assador a arbitragem nos jogos da Liga e a carne, bom, aqueles bois pretos que por lá andam e que precisam de fruta para dormir.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:00 | link do post | comentar | ver comentários (17)
Sábado, 27.02.10

Inchem, porcos

A jogar assim - e com um Di Maria destes, caramba - não há Lucílios que vos valham, sua cambada de porcos hipócritas. Continuem a passear o Rui Moreira pela trela em frente à sede da Liga, que nós continuamos a jogar à bola como se não houvesse amanhã.

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 23:00 | link do post | comentar | ver comentários (23)

Carteirista

Estamos com 23 minutos de jogo e já me parece particularmente óbvio porque é que o nomeado para o Leixões - Benfica foi o cretino cobarde do Lucílio.

 

por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 21:42 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Terça-feira, 23.02.10

Talk to the hand

Podia, podia perfeitamente, vir aqui mais uma vez desmascarar – e é tão fácil – mais uma croniqueta hipócrita, mentirosa e ofensivamente mal escrita daquele moço que tem a fama (justa ou injusta) de plagiar escritores para vomitar os seus livrecos. Podia confrontar o mentiroso (quem mente sistematicamente, desculpem, é mentiroso – isto é mesmo assim) e podia vir aqui atirar-lhe à cara que, sendo adepto e defensor convicto de uma agremiação que prosperou desportivamente à custa de um sistema imoral e criminoso construído à base de anos e anos de ‘fruta’, ‘cafés com leite’, viagens ao Brasil, túneis sem câmaras, sem testemunhas e com Guardas Abéis, viciações de classificações de árbitros e manietação de agentes desportivos e políticos, vir agora, travestido de virgem ofendida e num caso em que a verdade o desmente como um pontapé na boca sem perdão, escrever alarvidades como ‘eles jogam nos túneis, nós jogamos no campo’ e arrogar-se de arauto impoluto da verdade desportiva é duma hipocrisia que chega a ser verdadeiramente obscena. No fundo, é como a Camorra vir apresentar-se a público, brandindo sem vergonha uma auto-atribuída respeitabilidade, como uma organização que é injustiçada e perseguida sem fundamento pelas autoridades.

 
Podia ainda, se para lá estivesse inclinado, desmascarar a ética invertebrada e a corrupção moral de quem vive de forma canalha com duas verdades e as molda à sua conveniência para tentar justificar o injustificável e branquear o que é demasiado sujo (MST e as escutas ao primeiro-ministro: ‘uma vez reveladas não podem ser ignoradas’; MST e as escutas a Pinto da Costa: ‘uma canalhice que nem ouvirei’).
 
Podia fazer isso tudo. Mas, honestamente, não vale a pena. Já chega. São devaneios patéticos, histéricos e insalubres de quem vê o polvo em risco. Esta personagem decadente já só engana quem quer ser enganado. E esses não me merecem os escritos, porque já não têm salvação.
 
Fica a escrever para o vazio. Que é o que há entre as orelhas de quem ainda é influenciado pelo que escreve: um gigantesco e sufocante vazio.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 14:27 | link do post | comentar | ver comentários (37)

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